Quando escrevi o texto sobre solidão masculina, falei muito sobre um movimento social silencioso de isolamento, tipicamente masculino e reforçado pelo discurso do machão autônomo, autossuficiente, que não precisa de ninguém. Quero ampliar ainda mais esse olhar. De forma geral, o homem é educado a buscar todas as conquistas que o mundo concreto pode oferecer. Para isso, ele é treinado, direta e indiretamente, ...
Movimento Slow Web: a diferença entre uma namorada possessiva e um bom amigo
Em 1986, foi aberto o primeiro McDonald's da Itália, bem na tradicional Piazza Di Spagna. Um país tão orgulhoso de sua culinária, vendo-se invadido por uma lanchonete americana. Muitas pessoas contrariadas, protestando. Enquanto isso, o chef italiano Carlo Petrini pensou que, se o "fast food" respirava marketing, ele criaria um termo e uma ideia contrária, lançando uma bola que vem quicando pelo mundo ...
Arne Naess dá o seu pitaco sobre qualidade de vida
Arne Dekke Eide Næss foi um senhor impressionante. Um desses caras que você com certeza deveria conhecer. Foi marido, pai, um habilidoso pianista, boxeador e montanhista durante sua vida toda (parte da qual morou numa cabana isolada nas montanhas da Noruega). Também um filósofo dos mais prolíficos, que tratou, entre outros temas, de lógica e interpretação da linguagem, debate, ceticismo, pragmatismo, ...
Medo e orgulho como mecanismos ocultos de auto-engano
Hoje compartilho uma das habilidades que mais treinei ao longo da vida: como fazer uso inconsciente de medo e orgulho para se fechar tão hermeticamente quanto um jabuti enquanto resolve problemas, ignora outros e lidera pessoas. Senta que lá vem história. * * * Tivemos uma reunião de quase duas horas(prevista pra trinta minutos) ontem: eu, Gitti, Fabio, Felipe e Roberto. Gitti nos ...
O zen e a coceira não-coçada
Pratico zen em um templo de Copacabana. Vou compartilhar com vocês a coisa mais importante que aprendi em dois anos de prática. Zen, ioga & outras modas O zen ficou muito popular no Ocidente porque, como muitos já apontaram, ele aparentemente não exige muita coisa. Praticar zen, na verdade, é muito fácil. Eu caminho até um templo que fica a um quarteirão da minha ...
A esperança é que nos fode
Para cada esperança há um medo correspondente.
A jornada de Alberto Brandão (e a sua)
Falamos muito aqui sobre jornadas. Perguntamos qual a sua, expomos pedaços das nossas, e assim esperamos que todos continuemos seguindo pelas melhores estradas. Não sei se falo por todos aqui do PdH, mas eu certamente tenho no amigo (e é com ênfase que uso essa palavra) Alberto Brandão um exemplo de jornada foda. O primeiro texto dele aqui, "Autoconhecimento pelo desafio", surgiu ...
Eu queria, mas sou casado
Estava eu ontem na laje da Galeria Ouro Fino, com alguns amigos recém-feitos, discutindo olhares sociológicos sobre Recife, rum, whiskey e Macapá. Lá pelas tantas, quase meia-noite, decide-se zarpar rumo ao Studio SP, por conta de algumas entradas gratuitas. Eis que um dos integrantes do grupo, outro Guilherme, nos lança o petardo: "Eu queria ir, mas sou casado..." Putaqueopariu, baita resposta emblemática. Vou ...
Vamos salvar o projeto Alma de Batera
Existe um lema bastante difundido entre os editores, autores e colaboradores do PapodeHomem. A base dele é formado nos principios da colaboração espontânea e foramalizada em uma frase tão singela quanto densa em conteúdo. O verdadeiro líder é aquele que forma novos líderes. Essa afirmação tem como principal característica o incentivo. O incentivo pela transição de conhecimento e experiência afim de uma ...
O banco mundial da genitália salva vidas
"Você ganhou peso." Costumava ser um tradicional elogio trocado pelos habitantes das Ilhas Fiji, segundo antropólogos. Em 1995, satélites começaram a disparar sinais de televisão para lá. Um mês depois a Dra. Anne E. Becker, diretora do Centro de Distúrbios Alimentares na Escola Média de Harvard, iniciou uma pesquisa com adolescentes nativas, na casa dos 17 anos. O resultado? O risco médio de ...
O que estamos fazendo? [Junho/2012]
Nas últimas sextas-feiras, focamos nas nossas preferências atuais de cultura consumível: coisas para assistir, ler e ouvir. Fontes de inspiração. Hoje faremos algo parecido, mas essencialmente diferente: partiremos para a ação. O que estamos fazendo? Perguntei à nossa equipe o que estavam fazendo da vida, além das coisas rotineiras. Comer, beber, dormir, trabalhar, trepar. Essas coisas todo mundo faz. O que ...
Sem palavras: fala de coração
Estamos constantemente trombando com outras pessoas, falando, sorrindo, apertando mãos, abraçando, beijando, trepando, ouvindo música, cantando, olhando nos olhos, nos apaixonando, ficando felizes e tristes por muitas e muitas razões diferentes. No entanto, sensação minha, é como se muitas vezes não estivéssemos verdadeiramente nos comunicando quando fazemos essas coisas – apenas fazendo parte de teatros e joguinhos. Tudo para evitar ficarmos ...