A questão do tamanho do pênis vem de longa data para afligir a cabeça (sem trocadilhos infames) dos homens. Em um completo mar de conceitos obsoletos, preconceitos, machismo e desinformação, muitos homens não têm orientação suficiente quanto a este tema.
Prova disso é a grande quantidade de consultas desncessárias a urologistas, sob alegação de “Tenho o pau pequeno”, e a invariável resposta “Seu pênis é normal”, na maioria dos casos.
Examinando as razões para este conflito, temos um ponto interessante na questão do acesso à pornografia. Com o acesso irrestrito à mesma, muitos adolescentes e mesmo adultos, se acham insatisfeitos com seu desempenho e com o tamanho de seus pênis. Esquecem que existem truques de filmagem – como uso de drogas para ereção – que aumentam o tamanho e o desempenho dos atores.
Após assistir um filme pornográfico, a maioria dos homens sente-se inferiorizada e incapaz de uma performance daquelas. O que é normal, além disso, os atores são uma amostra “viciada”, ou seja, são selecionados dentre a minoria que possui membros acima da média. Vale lembrar que, fisiologicamente, o pênis existe para levar a urina para fora do corpo e depositar o esperma no fundo da vagina, onde está o colo uterino, para uma possível fecundação. Se cumpre estas duas funções, mesmo que o indivíduo esteja insatisfeito com as medidas, é considerado anatomicamente normal.
Primeiramente, a forma correta de medir o comprimento do pênis, é com este em ereção, a partir da base, sendo necessário comprimir a régua (ou qualquer instrumento de aferição) contra o osso púbico, e então medir o comprimento até a glande. Quem está acima do peso leva uma desvantagem, pois há mais gordura cobrindo essa parte escondida do membro.
Algo que precisa ser desmistificado é o aspecto do pênis quando flácido. Se compararmos dois pênis flácidos, o menor deles, quando ereto, pode ficar maior que o outro, pois alguns pênis crescem mais que os outros ao ficarem eretos. O tamanho do pênis flácido não tem relação com o tamanho em ereção. Portanto um belo conceito para se levar daqui : “Pau mole só serve pra fazer xixi”.
Passando então à questão do tamanho durante a transa. Um pênis médio em ereção mede entre 12,5 cm a 17,5 cm. Não há definição universalmente aceita para um pênis anormal, mas para fins práticos, considera-se um pênis flácido de até 4 cm, e em ereção até 7,5cm, como pequenos. Vejamos o quadro abaixo :
A interpretação dos dados deve ser feita da forma inversa. Se uma pessoa tem o pênis medindo 16,5 cm, então terá o membro maior que 90% da população brasileira, e menor que 10%. Se medir 13,5 cm, seu pênis será maior que 25% da população brasileira, e menor que 75%.
Mais importante que o tamanho peniano, é a sua funcionalidade. É fato sabido que um membro avantajado tem maiores chances de sofrer disfunção erétil no futuro, devido à maior necessidade de sangue para manutenção da ereção, e o risco de precisar de tratamento é bem mais alto.
Outro dado interessante está na anatomia sexual da mulher. A vagina tem profundidade variável de 9 a 12 cm. A maioria das terminações nervosas relacionadas ao prazer sexual situam-se justamente na entrada. A espessura do pênis, por dedução, torna-se mais importante. Além disso, o contato do pênis com o colo do útero causa desconforto na mulher, e muitas elas se inibem ao constatar um membro hiper-avantajado no parceiro. Mesmo estando a vagina capacitada para aumentar seu tamanho interno, devido a sua elasticidade ampliada quando a mulher está excitada.
Outra questão fundamental é a opinião da mulher sobre o assunto. Por mais que na maioria das vezes elas digam clichês como “o tamanho não importa, importa é funcionar”, em muitos casos tamanho é documento sim, mas depende da mulher. Começa por quando a parceira vê o pênis, pois a visão de um membro mais dotado está associada com mais virilidade e melhor desempenho, e isso a excita. O contrário ocorrendo quando a mesma vê um membro pequeno.
A sensação de preenchimento da mulher também é algo importante, pois há um estímulo maior por fricção. Pendendo a balança novamente para o lado menos avantajado, a dificuldade em conseguir sexo anal será bem menor, por motivos óbvios. Porém, vale lembrar: a habilidade do homem em estimular a parceira é muito mais importante do que a dimensão do pênis. Quanto a isto, não há qualquer discussão.
Seguindo adiante, vamos discutir métodos utilizados para aumento do pênis, com a seguinte ressalva. Nenhum método utilizado provou-se 100% eficaz ou isento de complicações. Tanto que a Sociedade Brasileira de Urologia ainda considera TODAS as técnicas como experimentais. Além disso, só recomenda tais procedimentos em raríssimos casos, como o câncer de pênis e a presença de micropênis, incompatível com função sexual (menor que 7 cm em ereção). As opções são:
Talvez as dúvidas dos homens – e eventuais problemas com o pênis – sejam motivados tão somente pela vontade de satisfazer, cada vez mais, suas parceiras. Porém, há casos em que uma boa conversa – e até mesmo a ajuda de um terapeuta – podem ser de grande valia.
Flamenguista ortodoxo, toca bateria e ama cerveja e mulher (nessa ordem). Nas horas vagas, é médico e o nosso grande Dr. Health.
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