Papo de Homem

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Por que temos medo de cobras? Pelo mesmo motivo que nosso saco encolhe no frio…


Publicado por Atila Iamarino em 07.1.2009 às 16:43 em Ciência e Tecnologia

Por que temos medo de cobras? Pelo mesmo motivo que nosso saco encolhe no frio...

Qual a influência da evolução sobre o ser humano? Milhares de anos em sociedade, nossas tecnologias e nossa cultura não deixaram de lado nosso passado? E por que nosso saco encolhe no frio?


Antes de tudo, vamos esclarecer algo sobre evolução:

Fato 1 - A evolução não é adaptativa. Ela apenas favorece quem deixa mais descendentes. Aquele papo de que as girafas desenvolveram um pescoço mais comprido porque precisaram comer a comida lá no alto não está certo! Pelo contrário, sobreviveram aquelas que já tinham o pescoço comprido. A seleção natural, força motora da evolução, só pode agir sobre o que já existe. Imagine os esquimós daqui a 1 milhão de anos no Pólo Norte, eles seriam peludos para se proteger do frio? Não necessariamente. A evolução só favorece características já presentes que diferenciam algum indivíduo na população. De repente, quem se daria bem entre os esquimós é aquele que por acaso nasceu com um nariz excepcionalmente bonito e atraente para as mulheres…

Fato 2 - Por só agir sobre o que já está presente, a evolução nos prepara para o passado. Ela é muito melhor em improvisar sobre o que já está presente do que criar algo novo. E isto se aplica perfeitamente à nossa cultura e nossa mente. As características que estão presentes hoje são um reflexo do que foi selecionado ontem. Se hoje você tem nojo de vômito falso ou daqueles cocôs de cachorro de plástico, é graças ao mecanismo de evitar comida contaminada – que deve ter sido muito precioso para nossos antepassados.

Novos truques para um cérebro antigo

Imagine um chimpanzé criado que nunca viu uma cobra. Agora mostre uma para ele, ou qualquer coisa que se pareça com uma. O chimpanzé não vai se importar. Agora coloque-o numa jaula ao lado um macaco surtando e gritando com uma cobra. O chimpanzé criado vai passar a ter medo até de um pedaço de mangueira. A resposta é tão automática que pode ser despertada até mesmo com um vídeo de um macaco se assustando. O mesmo não acontece se você mostrar um vídeo montado com uma flor ou uma cadeira causando o medo. O chimpanzé só desenvolve medo de cobra.

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É rapaz, até ele tem medo.

Antes que você ria do macaco com medo da mangueira, pare e pense em quantas pessoas você conhece que têm medo de cobras. E a maioria delas nunca teve que encarar fugir de uma. Mas, nos nossos tempos modernos, isso não faz o menor sentido. Em vez de ter medo de cobras, aranhas, sangue e escuro, se estivéssemos plenamente adaptados à nossa cultura, deveríamos temer carros ou armas de fogo, afinal matam muito mais. Eu pelo menos não conheço ninguém que tenha fobia de cigarro…

Nosso cérebro foi moldado pela evolução com base no que passamos. Nossos novos hábitos ainda dependem de uma resposta às vezes inadequada. É como rodar o Windows Vista num computador desenhado para MS-DOS. Os palavrões são um reflexo disso e até o déficit de atenção (DDAH) já teve seu valor.

Por isso, por mais que evitemos diversas pressões seletivas como infecções e outros problemas de saúde, ainda refletimos nosso passado. Tanto que mantemos coisas como manteiga, sal e açúcar em nossa mesa, valorosos para um caçador-coletor mas não mais necessários em nossa dieta.

Nosso ponto fraco

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Uma dessas dispensa qualquer poder sobre humano


Outro reflexo de nosso passado são nossos testículos. Não que eles não sejam mais necessários, o problema segue o ditado inglês: “location, location, location”. Bem como nosso cérebro, nosso corpo é uma adaptação da adaptação. Somos feitos com base em um corpo réptil, adaptado de um anfíbio, que aproveitou um peixe que se baseou no anfioxo. Dois dos nossos ossos do ouvido, por exemplo, já foram ossos da mandíbula de répteis.

Uma olhada rápida em nossa anatomia mostra uma das maiores gambiarras. Os espermatozóides são produzidos nos testículos mas são lançados pelo pênis através da uretra – uma conexão de banda larga muito mais potente do que sua internet. Como a uretra está logo acima dos testículos, o caminho mais lógico para o duto espermático (ou canal deferente, aquele mesmo que é cortado na vasectomia) é uma conexão direta entre ambos. Mas não é o que acontece. O canal deferente sobe dos testículos até o osso púbico, faz a volta, passa pela bexiga, segue pela próstata e finalmente encontra a uretra. Essa volta toda é um ponto fraco, nos deixa susceptíveis a hérnias e outros problemas.

Em outros vertebrados, peixes, anfíbios e répteis, as gônadas – órgão que originam os testículos e ovários – ficam próximas ao fígado e rins, bem lá em cima. Nenhum deles padece da nossa maior fraqueza. Diferente deles, os mamíferos possuem temperatura regulada internamente e bem quente. Ótimo para a performance de neurônios e músculos, péssimo para a formação de espermatozóides.

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Pra quê inventar se dá pra fazer uma gambiarra?

Nossa temperatura corporal fica em torno de 37°C, mas a temperatura ideal para a espermatogênese é 34°C. Qual a solução evolutiva para o problema da temperatura? Desenvolver novos tipos de células? Tentar uma outra via para formar espermatozóides? Não, mais fácil deixar os testículos para fora, dentro de uma bolsa, aproveitando um ventinho. Para garantir o frescor, os testículos precisam descer e ficar dentro do saco, vulgo bolsa escrotal. Daí o caminho enorme que o canal deferente precisa fazer.

É essa busca pela temperatura ideal que regula o movimento escrotal. No calor, ele desce e se afasta do corpo para se resfriar. Já no frio e próximo do momento da ejaculação, ele se aproxima do corpo. Aliás, fica aqui uma dica: cuecas apertadas não dão a folga para esse movimento todo e podem prejudicar a fertilidade do dono. Taxistas e motoristas, que passam muito tempo sentados e mantém a região entre as pernas quentes, também sofrem desse problema.

Portanto, da próxima vez em que for andar de metrô e esquecer de por a mão na catraca, levando aquela pancada de perder o fôlego, lembre-se que é o preço que pagamos pelas gambiarras da evolução.

P.S. 1 - Para quem leu o texto anterior sobre ciúme e evolução e quer uma crítica à idéia proposta, há um texto em inglês muito bom da Scientific American aqui.

P.S. 2 - Leu este texto e gostou? Que tal então votar no meu blog Rainha Vermelha para a categoria ciência do BestBlogsBrazil?

Atila é um biólogo viciado em informação e ciência. Autor do blog Rainha Vermelha e editor do Lablogatórios, o primeiro condomínio de blogs de ciência brasileiro. Vá lá expandir seus horizontes!

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45 comentários ↓


  • #1 - Rodrigo Almeida em 07.01.09 at 5:52 pm
  • Sensacional!


  • #2 - Rodrigo Santiago em 07.01.09 at 5:52 pm
  • “Em vez de ter medo de cobras, aranhas, sangue e escuro, se estivéssemos plenamente adaptados à nossa cultura, deveríamos temer carros ou armas de fogo, afinal matam muito mais. Eu pelo menos não conheço ninguém que tenha fobia de cigarro…”

    Os carros e as armas não ferem ou matam sozinhas. Portanto, não é o medo da arma em si, mas o medo de alguém portando arma. Ainda assim muitas pessoa sequer conseguem segurar uma arma, outras ficam nervosas ao verem alguém armado que não seja policial. Em nossa sociedade é lícito ao policial portar armas de fogo, mas ao vermos a mesma pessoa, portando a mesma arma, porém sem qualquer indício de que é um policial, o medo ou a preocupação são automáticas.

    O próprio fato de falar “nossa cultura” é complicado, pois não existe uma cultura unificada e uniforme.


  • #3 - Renato em 07.01.09 at 5:52 pm
  • Mmm, interessante… Nunca tinha parado pra pesquisar mais sobre isso, acabou de ganhar mais 1 leitor para o Rainha Vermelha.
    Mudando de assunto, COMO DÓI uma pancada no “saco de batatas”, gostaria de alguma cueca com protetor “sacal”, faria sucesso, a se faria… Principalmente entre os peladeiros de fim de semana e os que usam o metrô com frequencia.

    ultimamente tenho lido muito o blog e pensei em dar uma sugestão, porquê vcs do PdH não começam a publicar uma revista usando os mesmos principios daqui, como abrir espaço para blogueiros por exemplo
    uma sugestão que talvez fizesse sucesso
    bom, parabens e que o blog vá mto além de 2009


  • #4 - semnome em 07.01.09 at 5:54 pm
  • Um comentário psicológico, Atila, o motivo que leva alguém a desenvolver uma fobia de cobra nem sempre é por “imitar o outro macaco”, pode ser que a cobra desperte uma lembrança reprimida traumática ou um objeto fálico, no caso de uma parafilia.

    Bom texto!


  • #5 - Gustavo Gitti em 07.01.09 at 6:02 pm
  • Belo texto.

    O fato 1 sobre a evolução é o principal.

    90% das pessoas, devido a ajudinha dada pela terrível divulgação científica que a TV aberta faz (ciência de “Fantástico” e “Globo Repórter”), ainda pensa que a evolução é processo pelo qual os seres se adaptam ao meio.


  • #6 - Grechejr em 07.01.09 at 6:36 pm
  • Isso me fez lembrar do experimento do Pequeno Albert.

    http://hypescience.com/experimentos-antieticos


  • #7 - Eterna Aprendiz em 07.01.09 at 6:45 pm
  • Olá Atila,

    Ás vezes penso que, neste mundo de mudanças rápidas em que vivemos, não se adaptar facilmente pode proporcionar vantagens para o individuo, incitando-o a desenvolver seu potencial intelectual e criativo.
    Estou confundindo alhos com bugalhos?
    Gostei muito do seu texto!

    abraço


  • #8 - César em 07.01.09 at 7:13 pm
  • legal…


  • #9 - FIDEGA em 07.01.09 at 7:38 pm
  • O texto é legal, mas fazer propaganda do próprio blog e ainda pedir voto… tsc, tsc… deveria ser vetado.


  • #10 - André em 07.01.09 at 7:40 pm
  • è verdade, essa história dos animais se adaptarem ao meio é Lamarckismo, não Darwinismo. Seria um pouco como dizer que o Sol anda ao longo do céu, quando na verdade é a Terra que o orbita.
    Muito interessante o post. Muitas coisas já sabia, mas foi bom aprender essa psicologia evolutiva :)


  • #11 - Diego em 07.01.09 at 7:59 pm
  • sempre tem que ter um com comentários psicanáliticos pseudo-científicos. E ainda diz que é um comentário psicológico.


  • #12 - Ricardo em 07.01.09 at 8:07 pm
  • Nada tem sentido a não ser à luz da evolução!!


  • #13 - Monthiel em 07.01.09 at 8:43 pm
  • mais uma vez um belo texto no Papo de Homem. Parabéns ao seu autor.

    Abraços,
    Monthiel


  • #14 - Cansada de ser boazinha em 07.01.09 at 8:47 pm
  • Gostei do texto…
    Visitarei o blog!
    Bjos


  • #15 - Fabricio em 07.01.09 at 9:46 pm
  • o texto foi tão bom que nem sei que comentário por aqui!

    Excelente!


  • #16 - Henrique em 07.01.09 at 10:37 pm
  • Ótimo texto, mas se eu levar isso a sério, perde-se todo o sentido de se estudar qualquer ciência social: afinal, se até nosso raciocínio se enquadra no processo evolutivo, de uma forma indireta, nossas ações sociais são resultado de nada mais que “nascer, crescer, reproduzir-se e morrer”.

    Como eu parto do princípio de que nenhuma ciência é pura e que é FORTEMENTE influenciada por questões éticas, políticas, econômicas e culturais, qualifico o texto como “erudito, porém sem cabimento”. ;)

    Mas é só minha opinião pessoal.


  • #17 - Igor em 08.01.09 at 1:33 am
  • Eu já tive a emoção de correr de uma Caninana em Parauna, interior de Goiás, por conta dessa brincadeira perdi uma camisa, mas até que não tenho medo de cobra, até porque a única cobra que corre atrás de você é a Caninana e mesmo assim, não passa de 100 metros.
    Já sabia essa parada da temperatura, mas nunca parei pra pensar na gambiarra que é o corpo humano…


  • #18 - Cigano em 08.01.09 at 2:03 am
  • Texto legal, pensava que a parte da cueca era lenda

    Ei Semnome, não se prenda só a Freud nem a psicanálise, procure as outras ”correntes” tambem.


  • #19 - MagoCego em 08.01.09 at 2:57 am
  • Muito bom!


  • #20 - Gabriel em 08.01.09 at 7:37 am
  • Bacana…


  • #21 - semnome em 08.01.09 at 8:40 am
  • Tas com vontade de ocupar meu posto de sabichão André também auto nomeado Diego?

    Como se eu fosse culpado de ser culto. Ou o Seu Madruga de ter um humor ácido.

    … ai, ai, povinho que não pega mulher faz de tudo pra fingir que é especial, até bancar o sabido num blog.

    Pode pegar a vaga, não saco minha espada pra matar algo tão xexelento, muléque.

    Águias matam outras águias, não ratos.

    Ei, Cigano! Não entendi bem, o que você quis dizer.
    Na verdade o que escrevi foi a primeira coisa que me veio a cabeça sobre o tema.

    E vendo agora foi um pensamento Junguiano, tá certo que esbarra em histeria, projeção… etc, etc.

    Abraço!


  • #22 - T.O.F em 08.01.09 at 9:29 am
  • Nerds, Nerds, Nerds !

    O nome do site não é Papo de Homem ?

    Ta faltando os antigos posts sobre mulheres, sexo, cerveja !

    Cade o Dr. Love ? Já estamos no dia 8 !

    Abraço


  • #23 - Aureo Vilas Boas em 08.01.09 at 9:56 am
  • Muito bom post, um belo inicio de ano a todos!


  • #24 - Dr. Beachmans em 08.01.09 at 10:21 am
  • O texto está excelente e alguns comentários totalmente pertinentes!

    No entanto outros que deveriam poupar seu precioso tempo, fazendo algo de útil ao invés de arrumar intrigas aqui.

    Vivemos num Estado Democrático de Direito, onde todos podem pensar como quiserem, terem suas teorias e ideologias. Vivam mais e não tentem serem soberanos!

    Abs


  • #25 - Dr. Beachmans em 08.01.09 at 10:22 am
  • * menos soberanos!

    Abs


  • #26 - Clarisse Colombo em 08.01.09 at 10:53 am
  • Ótimo texto. Assuntos relacionados a evolução sempre são chocantes. Girafas e macacos…


  • #27 - Cigano em 08.01.09 at 12:44 pm
  • …eu sei Semnome,Freud foi um dos ultimos grandes pensadores, Jung apenas mudou algumas ”coisinhas”…enfim, mundo muito rico esse o da ”psiquê”.

    Tive a sensação de ter visto o Dr.love na praia ¬¬


  • #28 - Louis em 08.01.09 at 1:47 pm
  • Nerd é alguém com problemas de socialização, não alguém com cultura. Ter cultura (especialmente cultura inútil) é ótimo pra saber falar sobre qualquer assunto com uma mulher enquanto está tomando cerveja com ela e, claro, pensando no sexo que vai ter com ela.

    Ou então vc pode conversar com ela sobre a rodada do Brasileirão, esse sim um assunto de macho. Se ela for líder de torcida organizada ela vai adorar.

    Texto duca! Parabéns pra PdH.


  • #29 - Diego em 08.01.09 at 1:55 pm
  • Não tenho nem idéia de quem diabos é esse André que você tá falando.


  • #30 - Juliana Manhã em 08.01.09 at 2:48 pm
  • Interessante como os homens tem saco, aprenderam sobre o porque dele ficar pra fora na escola e ainda ficam em oh! com o assunto.

    Mas o texto está muito bem escrito, parabéns.


  • #31 - Michel em 08.01.09 at 4:23 pm
  • Muito bom texto!
    eu vou trabalhar todo dia de bike…e depois a dor no saco é foda mano!
    40 min pedalando…
    to pensando até em abri um buraco no banco!
    ou larga mão e investir num decente…
    vou visitar seu blog cara! especialmente pq quero me tornar um biólogo tmb e qualquer informação irá me ajudar!!!

    FAlowww


  • #32 - Flavio em 08.01.09 at 4:34 pm
  • E a evolução do tamanho da benga? Surgiu de onde? Hahaha…

    Muito bom o texto!!!


  • #33 - Atre l Conversa Atrevida em 08.01.09 at 5:24 pm
  • MODO MUTE ligado:
    Prestando a MAIOR atenção…Lendo TUDO, mas no modo MUTE que pello “Quem mais comentou” lá do fim do site eu já fale DEMAIS
    :-/


  • #34 - Flávio E.S em 08.01.09 at 5:54 pm
  • Queria comentar com relação à questão do chimpanzé reagir com pavor frente ao outro macaco ao lado que se apavora com a cobra.

    Apesar de existir condicionamentos dessa maneira, eles necessitam de reforço, o que faz pensar que na primeira vez que a situação ocorreu, o macaco não teve um estímulo forte suficiente para “aprender a ter medo de cobra.”

    O que podemos pensar(do ponto de vista psicologico) é que o chimpan. não tem consciencia de si (apenas os seres humanos logicamente) de modo que os animais reagem em desespero frente manifestação de desespero de outro elemento. O que ele (EU chimpanzé) e o macaco (o OUTRO não existe, não é realidade pro animal.

    Se vcs acham que eu to “viajando” é só pensar quando somos bebês. Se agruparmos vários bebês em um ambiente, caso um começe a chorar, todos os outros começam a chorar também, visto que o ego da criança ainda não está bem formado, não há limites certos ainda de aonde termina o própri ocorpo e começa o da criança.

    E quando vemos alguem quebrar o braço ou levar um corte num filme, e “sentimos” a dor (passamos a mão no nosso braço, mesmo sendo apenas em um filme), se trata da reminiscência desse comportamento primitivo. Espero ter contribuido.Abraços!


  • #35 - Lyla em 08.01.09 at 7:09 pm
  • Cigano, quem disse que “Jung só mudou algumas coisinhas?”
    Leia a obra dele e a de Freud e você vai ver que são totalmente diferentes.

    Quizumbas à parte, o texto é ótimo!
    Sobre os fatos da evolução, acho complicado afirmar que toda a evolução é meramente casual (quem sobrevive mais, etc.). Muitos mecanismos são sofisticados demais para serem criados ao acaso.


  • #36 - Cigano em 09.01.09 at 4:35 pm
  • …e então Lyla?!!! essas ”coisinhas” são o que fazem os dois um pouco diferentes, se voce citou isso é porque sabe de que ”coisinhas” estamos falando.( os traumas e as questões sexuais)

    Mas nada de discutir isso por aqui, isso é papo de horas.


  • #37 - Lyla em 09.01.09 at 6:06 pm
  • Isso e muitas outras coisas mais, que, tá bom, não iremos discutir aqui.


  • #38 - Por que temos medo de cobras? Pelo mesmo motivo que nosso saco encolhe no frio… : pontofrio em 10.01.09 at 10:12 pm
  • [...] Leia mais deste post no blog de origem: Clique aqui e prestigie o autor [...]


  • #39 - Maurison Borba em 13.01.09 at 9:32 am
  • Parabens, bom texto, SUPER INTERESSANTE!


  • #40 - Atila (Autor) em 16.01.09 at 7:57 pm
  • Peço desculpas pela demora em comentar, estava de férias e acabei de voltar :) Gostei dos comentários da galera e aqui vão algumas respostas:

    Semnome - Sobre a cobra despertar alguma lembrança traumática ou fálica, o mesmo serve para outros objetos ou animais com um formato parecido?

    Henrique- A evolução deve ser levada à sério pelas ciências sociais sim! Nossa evolução não é determinista a ponto de ditar todas nossas ações e a única influência sobre o nosso comportamento, mas foi ela que moldou o cérebro que nós temos, onde nossa experiência é escrita.

    Michel - Se você está sentindo toda essa dor ao pedalar, tenta comprar aqueles bancos de bicicleta com um vinco no meio que evita a pressão sobre a próstata e diminui a incidência de uma porrada de problemas.

    Flávio E.S. - Quanto à falta de personalidade do chimpanzé, ele não tem o medo despertado por macacos gritando para outras coisas, como uma flor, cadeira ou um cachorro, apenas para cobras, daí a suspeita de uma base evolutiva.


  • #41 - rubem em 05.03.09 at 6:47 pm
  • porque e que isto e seco


  • #42 - zil em 13.03.09 at 9:40 pm
  • e a primeiravez que vejo esse site e legal vou ver sempre bjos


  • #43 - Qual o sexo frágil? | Revista Papo de Homem - Lifestyle Magazine em 07.04.09 at 4:36 pm
  • [...] Quanto mais testosterona um macho tem (dentro do normal), maior seu sucesso – fora das nossas condições sociais recentes – mas isso foi algo que teve uma grande influência em nossa evolução e deixou sua marca. [...]


  • #44 - Qual o verdadeiro sexo frágil? | Revista Papo de Homem - Lifestyle Magazine em 07.04.09 at 4:40 pm
  • [...] Quanto mais testosterona um macho tem (dentro do normal), maior seu sucesso – fora das nossas condições sociais recentes – mas isso foi algo que teve uma grande influência em nossa evolução e deixou sua marca. [...]


  • #45 - Poioca » Qual o verdadeiro sexo frágil? em 15.04.09 at 9:56 am
  • [...] Quanto mais testosterona um macho tem (dentro do normal), maior seu sucesso – fora das nossas condições sociais recentes – mas isso foi algo que teve uma grande influência em nossa evolução e deixou sua marca. [...]


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