O que realmente importa? Eduardo Pinheiro, nosso colunista WTF, vai conduzir o sétimo encontro do lugar. INSCRIÇÕES ABERTAS →
​​​​​

Facebookcídio é o caralho; as redes sociais me fazem um homem melhor

Alberto Brandão

por
em às | Ciência e tecnologia, Mente e atitude, PdH Shots


O Hermetismo é elegante ao declarar, em sua Lei da Polaridade, que:

“Tudo é duplo, tudo tem dois polos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados.”

Começo falando o que você já sabe…

Existe um movimento enorme, que marcha como um exército em direção à comunicação massiva. São bilhões de pessoas alimentando inúmeros bancos de dados com informações pessoais, deixando-as disponíveis para todos os que queiram consultar. Em nome da conectividade. Conveniência. Alívio da solidão e da carência ao ser “curtido”.

A maior rede social que temos até então — obviamente estou falando do Facebook, aquela outra aba que está aberta aí no seu navegador — engloba aproximadamente um bilhão de usuários ativos, números referentes ao final do mês de julho/2012. O Foursquare, rede social com o objetivo de registrar os lugares por onde você passou ou ainda quer passar, tem mais de 20 milhões de usuários e, com o aumento das recompensas para pessoas que utilizam o serviço com maior frequência, a tendência é que esse numero seja cada vez maior.

Segundo o Mashable, 52% dos usuários do facebook utilizam a rede todos os dias. A mesma fonte ainda diz que quatro bilhões de “coisas” são compartilhadas todos os dias na rede. É um mar de gente compartilhando e consumindo conteúdo o tempo todo e, acentuando mais ainda o ponto, fazendo isso de todos os lugares.

Mas aparentemente, nem todo mundo está satisfeito com isso.

…para considerarmos o ponto oposto

O pólo oposto vem caminhando lentamente, mas fazendo barulho.

Inúmeras são as iniciativas como a do Guilherme, que cometeu Facbookcídio há alguns meses, ou o catártico relato de Steve Corona, CTO do Twitpic, contando como 30 dias sem redes sociais mudaram sua vida e dando uma aula de produtividade. Para não manter essa discussão só nas mídias sociais, cito também os relatos do Fabio Bracht, que ficou 6 meses sem telefone celular, e do João Pedro Braconi, falando sobre o dia em que deixou seu celular em casa para se conectar com pessoas no mundo real.

Criticar a cultura da conectividade está virando uma nova moda. Muita gente está incomodada com isso.

A Rede Social

Atacando o problema errado

Apontar esses fatores como causa de problemas de produtividade, inibidores de interação social presencial ou qualquer outro tipo de característica que projete algum tipo de infelicidade ou insatisfação é um grande erro. É tirar da sala o sofá em que encontrou a mulher dando para outro cara. Só evita que você olhe diretamente para aquilo que te lembra do problema.

Cada uma dessas atividades tem um equivalente que foi substituído. As pessoas não se tornaram menos produtivas por causa das redes sociais, só conseguimos observar mais pessoas improdutivas a partir disso. A amostragem é que se tornou maior.

A secretária que não fez aquela ligação porque estava no chat, em outros tempos, provavelmente não teria feito essa ligação porque estaria conversando com a amiga pelo telefone, ou na copa da empresa. O cara que deixou alguns de seus projetos de lado porque ficou vendo vídeos no YouTube, provavelmente estaria vendo televisão. O introvertido que não esboçou nenhum sorrisinho para a gatinha que sentou ao lado dele hipnotizado no metrô com seu celular, estaria lendo um livro, um jornal, uma revista ou ouvindo The Cure no seu Walkman clássico modelo 1982.

O coro “desconecte das redes sociais e faça algo produtivo” é lindo, mas endereça o problema errado. A maioria das pessoas não saberia o que fazer. Gastamos horas, longas horas na frente de supérfluos digitais, porque não temos absolutamente nada melhor para fazer. Somos uma raça preguiçosa, inerte e que busca artifícios para esconder ansiedade e preguiça.

Eu hoje sento a bunda no banheiro junto ao meu smartphone e leio as últimas noticias do dia, enquanto as compartilho com pessoas que gosto. Antes, sentava e lia todos os rótulos de shampoo, condicionador e creme de barbear. Só mudei a forma com que me distraio. Não fosse desse jeito, seria de algum outro.


Link YouTube | Conexões reais, mas virtuais. Mas reais. Qual a diferença mesmo?

O que é novo talvez assuste mais, ofenda mais. Mas não existe muita diferença para quem fica na mesa se você levantou para fumar um cigarro ou puxou seu celular para verificar uma mensagem. Em ambos os casos, as pessoas estão sendo privadas daquela atenção, o fluxo da conversa está sendo quebrado. Só que uma forma, por incrível que pareça, é mais aceita que a outra.

Tenho com computadores e internet uma relação mais forte do que a média. Dentro da minha casa, são quase dez pontos de onde posso acessar a internet. Quem me conhece talvez não imagine, mas sou introspectivo e não faço amigos com facilidade. Desde meus 12 anos, algo em torno de 90% deles vieram da internet. Que me lembre, só namorei uma garota que não tenha conhecido “virtualmente” antes. Minha própria esposa, há pouco mais de um ano não passava de um avatar do Facebook — que me esquentava a espinha toda vez que ficava online.

super poderes

A sua vida virtual te dá poderes reais (e, com eles, grandes responsabilidades)

A diferença é que tenho disciplina para me desligar disso na hora de interagir com meus amigos em um ambiente offline. Evito a todo custo tirar meu celular do bolso quando estou com eles. Ignoro as notificações até alguma algum momento em que verificá-las não signifique deixar de dar atenção para alguém.

Redes sociais são para socializar. Com os amigos. Se eles já estão ali, comigo, o resto pode esperar.

O que eu quero dizer é que apagar sua conta nessas redes não vai mudar sua vida em nada (pode até te privar de ótimas conexões e oportunidades), a não ser que você procure curar sua ansiedade ou preguiça. Achar que vai se tornar mais produtivo por não acessar um determinado site, quando há literalmente meio bilhão de outros, me parece um autoengano enorme.

Provavelmente você vai passar a ler mais e-mails, aumentar o tempo no Google Reader, criar intervalos de 20 minutos para assistir seriados ou quem sabe até começar a roer unhas. Qualquer forma de estímulo que alivie o problema real: a relação de impulsividade entre você e sua mente.

Alberto Brandão

Escreve no Kuro-Obi sobre artes marciais e no Decimadomuro sobre Parkour. Faixa preta de Taekwondo, azul de Jiu-Jitsu e praticante de MMA e Parkour. Fala sobre treinos em seu blog. Curiosamente, trabalha como analista de sistemas.


Outros artigos escritos por

Somos entusiastas do embate saudável

O texto acima não representa a opinião do PapodeHomem. Somos um espaço plural, aberto a visões contraditórias. Conheça nossa visão e a essência do que fazemos. Você pode comentar abaixo ou ainda nos enviar um artigo para publicação.


EXPLODA SEU EMAIL

Enviamos um único email por dia, com nossos textos. Cuidado, ele é radioativo.


TEXTOS RELACIONADOS

Queremos uma discussão de alto nível, sem frescuras e bem humorada. Portanto, leia nossa porra de Política de Comentários.


  • esaigh

    Apoiado!

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100002099644480 Dario Lima

    Eu sou um grande usuário das redes socias. Gosto pra caramba e acho uma pena quando pessoas desistem de acessá-las; muitas vezes porque elas nem conhecem o real potêncial da rede.
    Há um tempo o que realmente tinha na minha timeline eram posts rasos e egocêntricos, típico motivo de quem defende o facebookcidio. Ao longos de meses eu fui filtrando o que era supérfluo e curtindo e assinando pessoas e páginas que realmente me acrescentavam alguma coisa. Uma página levava a outra e hoje em dia o que eu tenho é uma coleção de bons posts que só me fazem acessar ainda mais o site.
    Outro ponto muito favorável é o contato com os bons amigos que a gente não vê com frequência e, na mesma linha, a oportunidade de fazer novos contatos; tanto no meio pessoal como também no profissional.
    Curtir as páginas de suas bandas preferidas também ajuda a saber, por exemplo, onde serão os próximos eventos e a ter o acesso às novas músicas (e bandas) com maior eficiência.
    Mas se você não consegue, por exemplo, se controlar ao usá-las, talvez o problema realmente não esteja na rede, como o própio autor do texto disse, mas com você! Sou um usuário muito ativo das redes mas, de forma alguma, trocaria uma conversa casual com um amigo pra checar uma notificação. Aliás, detesto, E MUITO, conversar com pessoas que não olham nos meus olhos e preferem conversar olhando para o celular. Falta de respeito. E não é culpa do Facebook!
    Muito bom o texto, aliás :) Valeu, Alberto Brandão ;)

  • http://guitarrismos.wordpress.com/ Rafa

    Bingo.

    É exatamente por este motivo que eu não mando minhas redes sociais às favas. Ainda consigo estabelecer uma relação produtiva e saudável com a rede. Ultimamente, a internet só tem me proporcionado coisas úteis e pequenas alegrias.

    Recentemente, todos os textos fodas que eu leio são publicados na web ou recomendados através dela, via alguma rede social. Tenho trabalhado bastante, e a internet é o que ainda me permite manter algum contato com pessoas queridas. Também tenho brincado bastante com o rdio.

    Acho que estou usando meus filtros de forma adequada, sem me aprisionar dentro de uma bolha.

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Também sinto isso.

      Leio muita coisa que gente inteligente posta no facebook. Mesmo o Google Plus tendo se destacado (para mim) como uma rede mais intelectual onde pessoas cabeças estão divulgando e criando conteúdo foda. (Pessoal da Hacker News que acompanho muito, por exemplo), eu consigo receber muitas informações positivas que demoraria para chegar até elas, só lendo minha timeline no twitter e no facebook.

      Falou tudo ali.
      É só saber filtrar o que está disposto a ler/receber.

  • Lucas Cavalho

    Excelente texto, só acho que pelo fato de o facebook te bombardear com notificações a todo instante fica mais difícil resistir a ele do que por exemplo a assistir tv. É mais difícil se concentrar para estudar se a pessoa, como muitas, tem a necessidade de ver as notificações a qualquer momento.

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Engraçado cara.

      Sabia que quando sai texto meu aqui, fico em uma frenezi de ansiedade pelos comentários. Leio e releio todos, fico remoendo os ruins e pensando em formas de melhorar de acordo com os construtivos. Dou mais de 200 refreshes no pdh em um dia que sai texto meu aqui. E não recebo as notificações de posts nos comentários daqui (por opção).

      Já no facebook tem vezes que acumula 20 notificações e 5 mensagens e não sinto vontade de ir ler, espero uma hora que eu esteja mais tranquilo para responder tudo com calma.

      Acho que as notificações são uma desculpa boa para isso, mas de longe não é o unico motivo.

    • Arthur Franco Ferreira

      Se for o caso de notificação por e-mail, é só desabilitar. É lógico que, por padrão o Facebook vêm todo habilitado e vai fazer de tudo para te “prender” lá. É o produto dos caras que ganha com visibilidade e acessos. Se fosse uma ferramente que você não pudesse customizar, ainda aceitaria todas as críticas contra que citaram aqui, mas com toda a customização que você pode fazer na ferramenta, todos os motivos que colocam a culpa em cima das redes sociais (não é um problema exclusivo do facebook) fica como desculpa esfarrapada ou então são usuários que não sabem usar a ferramenta.

  • http://www.facebook.com/marcelo.delphi Marcelo R. R.

    haha o titulo é muito hilário, especialmente para quem acompanhou os textos. genial, foi a primeira coisa que abri aqui quando carregou a página,.

  • Wellington da Costa Moreira

    Eu sou um dos que não conseguem manter uma rede social como o facebook sem se “viciar”. Não é ruim se manter um perfil no facebook, só acho que é preciso disciplina, disciplina essa que não tenho.

    Mas é aquela coisa, vai de cada um, e eu me sinto bem sem a merda do facebook… Boa sorte para quem fica!

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Acho que é bem isso.

      Se identificar que não consegue administrar, e não está disposto a se policiar, o mais fácil é sair fora mesmo.

  • Alfredo

    Vejo nessas redes sociais uma ótima forma de socialização pra quem sabe utilizar.
    Eu particularmente não gosto e não tenho facebook, nem twitter e nem nada. Gasto meu tempo ocioso visitando sites, blogs e qualquer coisa que me traga algum tipo de reflexão. Mas não vejo nada de errado em quem utiliza, é apenas uma questão pessoal.

  • Nélio Oliveira

    Eu não tenho nada contra quem tem Facebook (eu não tenho, e nem Orkut, nem twitter, nem blog e nem mesmo um smartphone).

    Eu só tenho algo contra quem tem Facebook quando estou num restaurante jantando (com a minha esposa, p. ex.), e quando chega o prato ela TEM que tirar a porra de uma foto e compartilhar. E, OBVIAMENTE, dar uma conferidinha na “repercussão” durante o restante da refeição.

    Eu também tenho algo contra quem vai em busca de CONHECIMENTO numa rede SOCIAL, o locus por excelência dos lugares-comuns, dos chavões e da futilidade.

    • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Henrique-Gordo/100000230207408 Gustavo Henrique Gordo

      Como tudo na vida, mera questão de bom senso. O que algumas vezes falta para todos.

    • http://www.facebook.com/camydeutsch Camila Deutschmann

      Isso é questão de educação né? Isso é muito feio e novamente, vai de pessoa pra pessoa certas atitudes ahaha

      • Nélio Oliveira

        Eu concordo com você. Obrigado por comentar. ;)

  • Pingback: Facebookcídio é o caralho; as redes sociais me fazem um homem melhor | Mugango

  • everton maciel

    “O Facebook é a plataforma ideal para autopromoção delirante e inflação do ego via aceitação de um número gigantesco de ‘amigos’ irreais”.

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/1076424-narcisismo-no-face.shtml

    • Nélio Oliveira

      Muito interessante esse texto!

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      O facebook é um reflexo do que você faz fora dele.

    • Ricardo Tavares

      Concordo em genero, numero e grau com o Everton Maciel…. o Facebook, é o delírio imbecil e delirante da atualidade… a ponto de nos perguntarmos: “porra, é pra isso que a internet e suas redes sociais servem?”… os imbecis ainda não perceberam que a internet é um espaço público e libertador para a discussão… e que esse espaço, está permeado por empresas (o Facebook é uma empresa..HELOOOOOO….) que quer nos vender a idéia de que “curtir” é o melhor meio de interação… a internet é o meio… a tecnologia é o meio… saber o que fazer com isso é questão de liberdade e inteligência…… A net é pra libertar e não pra condicionar… não sou imbecil a ponto de me reduzir a uma plataforma tão imbecil….

      • Jânio

        Li um artigo na Época enquanto esperava para cortar o cabelo. Em resumo, falava sobre como o FB filtra e expõe preferencialmente opiniões, curtidas, fotos e material que provavelmente nos agradará, baseado em nosso histórico de navegação dentro da plataforma. O exemplo dado foi que de uma hora para outra as opiniões lançadas pelos amigos republicanos do sujeito que escreveu o artigo sumiram, visto que ele claramente demonstrava em seu comportamento virtual que era democrata, clicando, curtindo material democrata. O FB, tentando agradar, escondia opiniões contrarias, o que tornaria os usuários a longo prazo menos abertos à opiniões divergentes, e a sociedade, visto que o FB é a ponto do iceberg de uma tendência futura, mais intolerante. Enfim, FB pode ser alienante e alienador, e não importa o bom uso que você, indivíduo esclarecido faça da ferramenta, você é um só.

      • JRM

        Isso tem nome: bolha. Receber informação “pasteurizada”, somente o que supostamente lhe interessa, nada do contrário. Ai começa a intolerância. Ficar preso numa bolha.

    • Andre

      Facebook é coisa para mulher

  • Jefferson Botelho

    Com ou sem Facebook não faz de você um homem melhor, e sim suas atitudes. O Facebook é só uma variável

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Isso! Assim como ele não me atrapalha nem me faz pior.

  • Alexander Graco

    Guilherme ressuscitando seu facebook em 3…2…1. !!! hehe

  • Camila

    Muito bom o artigo!! Estava esperando por isso!

  • http://www.facebook.com/people/Isa-Belli/1584206490 Isa Belli

    Palmas… show de texto, Luciano! Penso que o problema não seja a rede social em si, mas como é usada. Editamos superficialmente a nós mesmos – em fotos photoshopadas, em postagens mais divertidas ou intelectuais do que realmente somos, em conversas baseadas na intimidade que não temos (agimos como se fosse real). Sejamos sinceros: nunca interromperiamos o trabalho, o filme, a conversa ou o chopp pra dizer a um conhecido como a foto nova dele é bacana ou pra saber como tinha sido a viagem. Comentar, curtir, cutucar são formas de dizer “estou aqui, olhem pra mim, eu também existo”.

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Seria, ler meu texto e comentar chamando pelo nome de outro autor, a versão editorial de chamar na cama pelo nome do outro? Hahah

      Mas obrigado, eu acho.

      • Max de Souza

        MTO BOM ALBERTO!

        Parabéns pelo texto e pelo PDH publicar esta contraposição de idéias.

        Alberto.. sempre te acompanho por aqui…

        Tem algumas dicas valiosa para “nos educarmos a ter autodisciplina”?

        .. pois acredito não ter tido ajuda de meus pais neste aprendizado.

        ..

      • http://www.facebook.com/people/Isa-Belli/1584206490 Isa Belli

        Kkkk. Sorte que não estamos na cama, hein? Brincadeira, Foi um ato falho, por conta de um cliente- chamado Luciano – que atendi ao telefone, enquanto escrevia o comentário, no sábado de manhã, ALBERTO. Peço encarecidamente suas desculpas.

    • Nélio Oliveira

      Você fotoxopa suas fotos?!?

      • http://www.facebook.com/people/Isa-Belli/1584206490 Isa Belli

        Não! Rsrsrsrsrs. Mas conheço muita gente que faz, Nélio. Sou meio avessa à tecnologia.nem sei operar a maioria dos programas e aplicativos. Uso o estritamente necessário e apanho até das coisas simples.

  • http://marciosarge.blogspot.com.br/ Marcio Sarge

    Só não entendi como as redes te fazem um homem melhor. Será que foi porque arrumou um casamento através delas? Ainda isso não te faz um homem melhor.

    O problema é que o seu discurso esta todo centrado no eu. Você é ponderado, você usa com bom senso, você tem uma relação saudável, você, você e você… isso não quer dizer que se aplica a todo o resto da humanidade. É como aqueles caras que tem um equilíbrio no uso de drogas, faz mal e derruba 99% das pessoas, mas tem aquele que usa de boa e nunca fez besteira pelo excesso.

    O problema é que o face é uma fonte narcisística onde o ego fala mais alto, aparecer com aquela frase “cabeça” antes de todo mundo e ver a repercussão se tornou imperativo, isso escraviza e por consequência num ambiente de trabalho manda às favas a produtividade.
    Não à toa que a politica das empresas é barrar o uso através de firewall dessas redes. Eles sabem o perigo que é deixar essas ferramentas à vontade.

    Acredito que você teria achado uma pessoas legal pra se casar mesmo se o facebook não existisse, costumamos endeusar aquilo que um dia nos fez bem.

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Marcio,

      Explicitei que consegui um relacionamento, amigos. E também conquistei com ajuda de redes sociais, outras coisas que não deixei claro, como emprego, atividades físicas, cursos e projetos. Até para escrever aqui no papodehomem, ajudar na cabana-pdh com os eventos voltados a artes marciais, ajudando homens (e me ajudando) a viver um pouco melhor nessa vida.

      Se tudo isso não me faz um homem melhor pra você, faz um homem melhor para mim mesmo. Acredito que isso basta.

      Infelizmente não posso falar por todo mundo, ainda mais em um assunto que trata sobre psicologia e resposta cognitiva à estimulos, só posso falar sobre um prisma, o eu. Se você espera alguém cagando regra sobre a postura alheia, não é de mim que vai partir.
      Não sei se leu o texto com os olhos que escrevi, isso demonstra uma falha enorme minha, poderia ter escrito melhor, mas deixei claro que não estou falando de mim, estou dando uma contra partida a outros relatos (de pessoas que escreveram sobre “o eu” deles), depois dei a minha experiência em apenas 2 dos dos 13 parágrafos. Nestes paragrafos, falei sobre ansiedade, sobre a forma que as pessoas lidam e como a culpa não é das redes sociais, mas da ansiedade que as pessoas sofrem no geral.
      Achei seu comentário exaltado e irritadiço, se quiser me procurar para conversarmos e entendermos o motivo real disso, estou disposto.

      • http://marciosarge.blogspot.com.br/ Marcio Sarge

        Ola!
        Não, de forma alguma. Meu comentário não fruto de exaltação nem de irritação, só apontei algumas coisas em que não concordo, como desenvolver as atividades que citou em rede, pra mim, vendo seu discurso do ponto de vista de leitor eles só facilitaram a expandir aquilo que ja era seu, não te fizeram ser assim.

        Você acertou, empresas bloqueiam coisas que funcionários usam para não trabalhar e no topo da lista esta as redes sociais, onde trabalho elas eram liberadas até uns tempos atrás, mas devido a abusos e queda na produtividade muita coisa foi banida.
        As pessoas estão tão dependentes dessas redes que vejo que num futuro as empresas criaram politicas parecidas com aquelas de fumantes onde se libera 15 minutos para pessoa fumar, no caso seria para ela atualizarem o face.

        Também vejo que a coisa não é sobre cagar regras mas discutir e talvez chegar num consenso sobre se atrapalha ou ajuda o uso das redes.

  • Luís Cláudio G. Rocha

    Excelente texto! me identifiquei bastante, rs.
    E bastante interessante ver como, hoje em dia, é mais chocante escrever sendo a favor de algo mainstream que fazer uma “crítica polêmica”. Ser “polemicamente contra a corrente” está ficando bem banal hoje.
    Mas não desmereçamos o texto que precedeu este; achei muito ousado o experimento do Facebookcídio. Mesmo gostando muito e considerando-o importante para a comunicação, penso em deixá-lo dormindo por uns dias também só para saber como vivo sem.

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Acho interessante fazer esses testes também, cara. Mas acho que quando se faz isso, deve-se ter em mente que precisa elaborar um plano de continuidade. Deixar de entrar aqui para não investir esse tempo em algo que atribua um valor maior do o que já faz, acaba sendo trocar 6 por meia duzia

    • Arthur Franco Ferreira

      “Mas não desmereçamos o texto que precedeu este”. Concordo contigo. No meu caso, eu não sou usuário assíduo do facebook. No trabalho já é bloqueado, mas poderia acessar do celular, só que não o faço. Não tenho essa loucura toda de ficar acessando toda hora ou querer compartilhar qualquer coisa lá. Acho que se o facebook ficar offline não vai fazer tanta diferença para mim.

      Hoje ele é um facilitador em algumas coisas apenas. Nos domingos, geralmente à tarde, depois do almoço, eu acesso para ver algumas notícias de familiares que moram longe ou alguma coisa que eles e amigos compartilharam de interessante. Vi fotos de sobrinhos, notícias de tios e tias e algumas coisas engraçadas da internet que eles encontraram. Eu poderia ligar? Poderia, mas qual é a diferença? Me deslocar para lá, como eu disse, é longe. Poderia mandar um e-mail, mas no facebook, tecnicamente, não é a mesma coisa?

      Por isso que não concordo com a opinião do facebookcídio.

  • Leitor

    Você parece ser o típico cara nerd gordo bunda mole que evita contato real com as pessoas e vive trancado no seu mundinho se escondendo atrás de uma tela.

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      E eu sou. Com a diferença que eu treino 2 horas vale tudo por dia, trabalho 10 e sou casado. Meu perfil NÃO é de quem é isolado, mas me sentira muito mais confortavel se ficasse gordinho num quarto. :)

      • http://www.facebook.com/people/Lucas-Mesquita/100000655448790 Lucas Mesquita

        Nunca tinha visto alguém responder a uma trollada com tanta propriedade! Pqp!

    • http://www.facebook.com/marcelo.delphi Marcelo R. R.

      Lol, deve ler com urgência os textos mais antigos desse mesmo autor.

  • http://www.facebook.com/rayane.luiza.92 Rayane Luiza

    “Redes sociais são para socializar. Com os amigos. Se
    eles já estão ali, comigo, o resto pode esperar.”

    Excelente texto.

    Facebook, msn, twitter, entre outros meios virtuais/ferramentas.

    A diferença, a meu ver, é que estas redes socias possibilitam uma exposição
    enorme.

    Você não é obrigado a conviver com isto, acompanhei muito de longe a evolução
    do Facebook, mesmo assim, aproveitei sua evolução. Separei meus contatos por
    grupos. Hoje meu grupo de melhores amigos é composto por cerca de 30 pessoas (incluindo
    familiares). Sabe aquele e-mail inconveniente que você recebe quando está cheio
    de trabalho, sinto o mesmo quando abro o face e vejo um post que não me agrega
    e é chato, a pessoa que postou coloco em algum grupo que não vou mais receber
    seus post’s…

    Resumindo, posto o que quero, para pessoas limitadas, vejo e recebo post’s de
    pessoas que quero, os perfis que não me interessam nem imaginam que estão
    “eliminadas” do meu ponto de visão.

    Pra quem realmente não gosta de Facebook, ótimo criticar, uma atitude e tanto eliminar. Mas tem muita gente
    mergulhando no modismo.

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Rayane,

      Eu adotei uma postura bem parecida, eu deixo de seguir (unsubscribe) todas as pessoas que postam assuntos que não me interessam, passando a seguir apenas quem eu acho que agregue algo ao meu dia. Essa exposição também é opcional. Tenho uma amiga que nem a foto dela aparece quando alguém busca, só quem é amigo pode ver qualquer detalhe sobre ela.

      Assim podemos escolher o que postamos e quem pode ver o que postamos. Não acho que facebook nos expõe, mas acho que nos expomos muito no facebook.

      Abraços.

      • http://www.facebook.com/rayane.luiza.92 Rayane Luiza

        “Não acho que facebook nos expõe, mas acho que nos expomos muito no facebook.”

        Seu comentário valeu meu dia!

        Acredito que tudo na vida é uma resposta a sua postura.

        Ps: quanto a sua amiga, legal isto. Descobri uns belos mecanismos parecidos com este, este ainda era desconhecido.

  • http://rodrigonovac.tk/ Rodrigo Novac

    Se o The Walking Dead fosse mais realista, os zumbis seriam pessoas que andam e digitam em seus smartphones ao mesmo tempo ao invés de mortos-vivos

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Você nunca andou numa cracolandia né? Talvez achasse lá uma melhor referencia para zumbis reais.

      • http://rodrigonovac.tk/ Rodrigo Novac

        Bem lembrado

  • http://www.facebook.com/rodrigo.lourenco.12 Rodrigo Lourenço

    Um ponto não vai de acordo com o que tenho pensado sobre isso: você falou que o tempo que era gasto antes, agora é gasto com o FB.
    Claro, o tempo que era gasto com coisas “improdutividade” certamente agora tem sido usado para bate-papo e curtida, mas acho bem nítido uma maior amplitude no caso do FB.

    Assumindo seu ponto de vista, é necessário ressaltar que a rede acabou dilatando esse tempo; a “improdutividade” já existia, ele apenas aumentou.

    Vi algo legal uma vez que afirmava que o Facebook criava identidades manipuladas (você só posta fotos que agrada), leitores de trechos incertos (nunca vi tanto Caio F. Abreu e Clarice Lispector em tantas “poucas linhas”) e filósofos vazios (putz, do nada, todo mundo agora tem algo de auto-ajuda pra falar).

    Mas com meus pensamentos já cheguei a um ponto pacífico; não irei me desligar mas tentar obter o máximo de controle sobre o acesso.

    Quando vi o título do post pensei que fosse o Guilherme arrependido. heheheh

    Grandes palavras, Alberto.

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Pior é que, como postei em outro comentário, algumas pesquisas mostram que usuários de redes sociais produzem mais. É uma pesquisa da IBM e do MIT, acho que é facil de encontrar referências.

      Mas você está certo, as pessoas criam uma identidade manipulada. Mas são as mesmas pessoas que manipulam sua imagem o tempo todo. Acho que o facebook é um reflexo, concordo que talvez amplificado, do que somos na vida real.

      Tento ser o mais EU, por lá, até porque as pessoas que se comunicam comigo lá, sabem que sou aquilo fora dali também.

      • http://www.facebook.com/rodrigo.lourenco.12 Rodrigo Lourenço

        O desafio é esse, Alberto; como conjugar o que você de verdade com o que você constrói ser você.

        Como mostrar seu eu, quando você pode construir o eu que quiser.

        Perigoso, isso aí.

  • Ricardo Tavares

    A crítica ao Facebook não está no fato de ela ser uma rede social que nos ocupa o tempo e nos torna menos produtivos (até porque isso é um fato: realmente nos torna mais improdutivos e mais imbecis), mas sim, questionar o quanto essa ferramenta é tão pouco criativa e tão condicionante (nos condiciona a sermos mais idiotas a cada click no ícone “curtir”). È interessante notar que a cultura dos blogs não abre espaço para esse tipo de interação debilóide que o Facebook propicia. Um blog é espaço pra quem tem algo a dizer… poderia citar inúmeros blogs cujo conteúdo agrega algo às pessoas, no caso do facebook, infelizmente, não consigo vislumbrar inteligencia por ali. Se vc me der pelo menos cinco bons motivos pra fazer parte dessa bobagem que é o Facebook (e não vale mistificar dizendo “que nos dá mais mulheres, cultura, ofertas de trabalho, porque isso não é verdade, a gente sabe disso….) se vc me der pelo menos cinco motivos, juro que reativo minha conta lá.

    Aproveitando o mote do início do teu texto, sobre a polaridade das coisas, concordo com vc, mas de forma diferente: o bom dessa febre por redes sociais, é que há uma vontade grande das pessoas em criar uma interação virtual, e o Facebook é um laboratório… Não acho que o Facebook será para sempre… até uma idiocracia mundial como a que vivemos tem seus limites… irão criar algo melhor… e aproveitando, fica aqui o bordão: “VOCÊS PRECISAM SAIR DO FACEBOOK”….

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Não preciso te dar motivo, acho que você não vê nada de util lá, tem mais é que sair fora mesmo.

      O que citou de blogs, tenho amigos, muitos, que fazem lá, criam posts imensos com textos interessantes e utilizam aquele espaço para divulgar. Assim como grupos sobre as atividades que treino discutindo trabalhos cientificos. Para mim, encontro tudo de positivo que espero lá.

      • Ricardo Tavares

        Você não consegue citar 5 motivos pelo simples fato de que esses motivos não existem… Amit Goswani está no Facebook?… Jacobo Grinberg está no Facebook? Interessante que as personalidades mais interessantes do nosso tempo, não estão lá…porque o Facebook é de uma inutilidade sem par, e todos sabem disso…

        Pergunta: por que encontrar desculpas para a nossa própria imbecilidade? Não seria mais verdadeiro assumir a estupidez ao invés de legitimá-la elogiando Facebook, Orkut, (e paro por aí porque tenho problemas de estômago)?

        Rir das próprias fezes não é um crime… mas procurar legitimar essa imbecilidade é até meio cômico véi…
        abraço

      • Ricardo Tavares

        Em tempo… Nâo quis ofender a vc e nem ao site com minha opinião…é apenas minha opinião.. não é pessoal, ok?

        Abração, cara

      • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

        Já procurou Goswani lá? Grinberg não posso falar o mesmo, né?

        Cada um tem seu perfil e não cabe a mim, nem a você isso. Tiro reações muito mais pontos positivos que negativos de lá, e pra mim é o suficiente. Se não concorda, paciencia.

        Não acho que me ofendeu, só acho que precisa trabalhar na maneira agressiva que escreve seus comenários. Acabam suando mais como ataques do que como opiniões de alguém lucido.

      • Ricardo Tavares

        Goswani não tem um perfil no Facebook, e sim um perfil criado por pessoas que o admiram lá… (isso não é mérito… até a Banda Calipso tem perfil no Facebook)

        Não acho necessário “trabalhar a maneira agressiva” como escrevo… não fui agressivo, apenas dei minha opinião… se vc está escrevendo num espaço plural e não consegue lidar com críticas e estilos que não sejam “agradáveis” ao teu texto, sinto muito… vc está num espaço público… e bem… bem diferente do Facebook… sou leitor do site faz um tempo… aliás esse site é uma ótima opção à banalidade que se vê na net…

        Em tempo… não é “suando”… o certo seria “soando mais como ataques pessoais…” vc trocou os verbos, mas tudo bem…

        Se vc não consegue lidar com críticas, não deveria estar escrevendo no site.

        Abraços

      • http://www.facebook.com/danielf22 Daniel Lima

        Ricardo, metade do que você diz é um ataque ao autor do texto, o resto você fica citando pessoas que não possuem conta no Facebook, como se isso fosse perto de ser um argumento. Sem contar que em nenhum momento do texto o autor tentou convencer alguém a criar uma conta no Facebook. Não quer criar não crie, ninguém se importa.
        O Facebook é uma simples ferramenta, que escolhe como usa é o usuário. Se você adicionar pessoas que você gosta e acrescentam algo na sua vida usar o Facebook será uma atividade bem prazerosa, se adicionar imbecis o problema será todo seu.

      • Ricardo Tavares

        Meus Deus… a coisa está pior do que eu pensava…heheheh

        Daniel, por favor, cite ao menos uma linha em que eu “ataco” o autor do texto… vc acaso sabe o que é discutir conceitualmente? Pois é… o autor do texto tem uma argumentação favorável ao Facebook, eu tenho uma argumentação contrária… isso é discutir conceitos, cara… infelizmente não posso enviar nenhum desenho… mas discutir conceitos é mais velho do que andar pra trás… debate de idéias… etc… ninguém (nem eu, nem o autor levamos para o campo pessoal)… recomendo que leia novamente os posts… eu até entendo que o pessoal do Facebook não costuma discutir idéias, e sim “curtir”… mas dizer que estou atacando o autor, é ser muito “Facebookiano” pro meu gosto…

        abraços

      • http://www.facebook.com/danielf22 Daniel Lima

        Você acabou de me dar um exemplo, dizendo que o pessoal do Facebook só sabe curtir,sem contar a maneira que você escreve se achando superior.
        Você pode até estar discutindo o conceito, mas existe nas entrelinhas um ar nojento de superioridade e desprezo pelos outros.
        É possível debater sem querer ficar dando a entender como você é mais culto do que todos os outros? Eu poderia dar uma lista de motivos que tornam qualquer rede social uma ferramenta importantíssima na vida de qualquer um, mas não tenho interesse em continuar a conversa com você.

      • Ricardo Tavares

        Sim, é possível debater qualquer coisa, Daniel, desde que não se apele para a baixaria como vc faz me chamando de “nojento, etc….”

        Se o padrão de discussão que vc adota quando contrariado passa sempre por esse nível rasteiro….então vc está perdido cara…o teu caso é grave:…. Vc precisa urgentemente tirar umas férias do Facebook….

        abs

      • http://www.facebook.com/danielf22 Daniel Lima

        Só pra lembrar, foi você quer teve de pedir desculpas pelo o que escreveu, de tão agressivo:
        “Em tempo… Nâo quis ofender a vc e nem ao site com minha opinião…é apenas minha opinião.. não é pessoal, ok?Abração, cara”A minha resposta foi proporcional a sua.

      • Ricardo Tavares

        Bom, essa troca pública de farpas não está levando a nada… se o tom do meu texto te ofendeu, peço que me desculpe.
        abs

    • fabio ottobeli machado

      Eu sempre consigo encontrar inteligência no facebook porque minha rede de amigos é formada em sua maioria por pessoas inteligentes. Meus amigos compartilham desde uma gravação rara de uma banda que gosto a artigos obscuros sobre os mais variados assuntos. Muitos desses conteúdos eu provavelmente nunca tomaria conhecimento se não fosse através desses amigos. Se falta inteligência na sua rede social, talvez esteja faltando inteligência no teu dito mundo real. O que é compartilhado em uma rede social é o reflexo da mentalidade das pessoas que a usam. Recebo muito conteúdo de qualidade no facebook e procuro compartilhar apenas o que eu acredito que vá acrescentar algo para minha rede de amigos. De fato, sei que a maioria não faz um bom uso da ferramenta, e aí se multiplicam as fotos inúteis e os memes. Mas basta filtrar esses contatos de forma a obter uma rede que te traga apenas os conteúdos que te interessam. Além disso, uma rede social para mim é uma forma de manter contato com meus amigos de infância já que não moro mais na mesma cidade e não tenho nenhuma perspectiva de retornar para lá. São contatos que seriam muito mais difíceis de manter se não fosse através das redes sociais.

  • Pedro Henrique Lima

    O Gitti postou um texto recentemente sobre relaxar, cito um trecho curto:

    “Se nossos pés passam 10 horas diárias inquietos, frenéticos, tremendo debaixo da mesa, é burrice esperar que esses mesmos pés consigam relaxar na praia. Se nossa mente passa 48 horas semanais distraída e ansiosa, como esperar que ela se alegre subitamente após algumas horas de viagem?”

    Nesse sentido cometer o facebookcídio é uma maneira de por em ordem a casa. Eu concordo que ele não é o problema. Mas ele é um meio que favorece altamente mente distraída, ansiedade, estresse etc.

    Se eu consigo mudar meu dia a dia com essas pequenas ações( substituir tempo na internet por meditação, caminhada ou leitura de um livro ), eu mudo minha vida aos poucos.

    Você pode não estar atacando o problema diretamente, mas como bem disse o Fábio Rodrigues numa vez que o encontrei:

    - Cara, voce pode treinar a mente usando a mente, voce pode usar o corpo pra treinar a mente e voce pode usar os dois.

    Só para finalizar. O facebook não é o problema, mas ele fomenta o problema pela estrutura que ele oferece. O melhor seria controlar-se diante da rede, claro. Mas nem sempre o estágio de controle da pessoa ou mesmo de força da escolha é suficiente para tornar isso produvitvo

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Pedro,

      Não concordo muito com a citação do Gitti, acho abrangente e sem embasamento. As pessoas, em um modo geral, se alegram quando saem do trabalho e saem para viajar. Acho muito feia essa visão de achar que todo mundo é deprimido, ansioso e nunca relaxa. Não consigo me identificar com ela. As pessoas se alegram quando viajam, mesmo que seja pelo simples fato de não estarem trabalhando, pela falsa sensação de não ter problemas.

      Como disse no texto, você pode mudar o dia com várias ações sim, lendo caminhando ou meditando, até tocando punheta. Não podemos julgar as ações do outro pelo que nós mesmo achamos que é certo, não acha? Mas a grande maioria esmagadora não vai fazer isso, mesmo quando o facebook ou redes sociais não existiam, eles não faziam.

      Seguindo sobre a citação do Fábio, está certo, mas eu adicionaria, você pode treinar a mente ou o corpo com absolutamente qualquer coisa, ou qualquer abordagem, basta que esse seja seu foco, até com o facebook.

      Ainda abordando esse foco, Se o problema é sucumbir aos incentivos criados pelo facebook para você ficar fritando em cima dele, deveria treinar sua mente para controlar a ansiedade, ou como preferir trabalhar na meditação para ter um controle maior dos seus impulsos ou o que você considere melhor para trabalhar a mente em cima de problemas existentes. Tirar o sofá que pegou a sua mulher dando para outro, não vai deixar ela com menos vontade de dar para o cara. Mas aprender a lidar com o sofá e usar isso de incentivo para ir conversar e resolver o problema, é bem menos ilusório. Bem mais direto ao ponto.

  • Luiz

    Inegavelmente, há pontos positivos no acesso ao Facebook, tais como a possibilidade de reencontrar amigos das antigas, de conhecer pessoas novas e de participar na vida de parentes distantes… em suma, a rede social pode, sim, propiciar benefícios a seus usuários, contanto que estes a utilizem com parcimônia.
    Há que se lembrar, porém, que o Facebook não é uma mera distração qualquer assim como os rótulos de xampus e desodorantes lidos por alguém no banheiro. O Facebook é uma plataforma engendrada com um fito especial: manter usuários hipnotizados por o máximo de tempo possível. Toda a diagramação do site, bem como seus aplicativos são desenvolvidos para seduzir os usuários que só vão espiar o perfil. Bem por isso, não raro os cinco minutos inicialmente destinados a checar atualizações diárias se transformam em duas, três horas.
    Aliás, não enxergo o Face como uma vã distração, mas como “a” distração, capaz de escravizar os internautas que se deixem levar pelos benefícios oferecidos, sem se atentar para os males que a “dependência” por validação social pode causar. Daí porque, no mais das vezes, o Facebookcídio pode ser ato de libertação, que leva à prática de atividades mais agregadoras de valor.
    Não se trata de tirar da sala o sofá em que encontrou a mulher dando para outro cara, mas sim de encontrar uma nova mulher, que ofereça mais do que a antiga.

  • Arildo Dias

    Mudar o modo como nos relacionamos com as coisas é sempre mais difícil.
    Daí tirar do mapa aquilo que vc acha que tá te fudendo passa a ser a opção mais fácil e rápida. Às vezes isso só atenua o problema, mas às vezes cortar relação de uma vez é necessário, nem que seja pra que depois de um tempo a gente possa ver que o problema não é bem o facebook.

  • Andre

    Eu já tive orkut, Facebook, blog, etc… Desintoxiquei.
    Hoje Acho que é coisa de menino ou coisa de mulher.

  • Andre
  • http://www.facebook.com/people/Claudio-Pedroso/1799344240 Cláudio Pedroso

    Do caralho!
    E tenho dito.

  • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

    Acho legal depois do texto do Guilherme ver esse texto aqui @albertobrandao:disqus ;)

    As empresas já perceberam que a maioria está vivo e poucos vão cometer “suicídio”. Se você não entrar pelo PC da empresa, vai usar seu Smartphone.

    Já existem muitas Redes Sociais Corporativas que estão ajudando a unir a necessidade de interação com produtividade.
    http://www.socialbase.com.br/

    Eu uso o app TimeTask do Google e fico conectado quase 1 hora por dia em redes sociais, incluindo o PdH.

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Interessante isso Tamura, você enquadrou o PdH entre “redes sociais”, e é assim que vejo também.

      Apesar do conteúdo, o que acontece aqui nas caixas de comentário funciona como estimulo da mesma forma. Com upvotes(curtir) downvotes e a interação toda.

      • Felipe

        E a opção de compartilhar com as demais redes sociais sempre na lateral esquerda. O que prova que as redes pode sim ter utilidade prática na hora de buscar conteúdo interessante. Existem sempre dois lados: o lado dos que irão usar para coisas que não agregam valor par nós (mas que importa pra eles) e o lado dos que gostam de leituras mais profundas, discussões baseadas em argumentos e demais assuntos (o que pode ser totalmente desinteressante para o público que curte gatinhos e frases de efeito).

  • lilica

    Complemento o excelente comentário de Márcio Sarge, (“…O problema é que o seu discurso esta todo centrado no eu. Você é ponderado, você usa com bom senso, você tem uma relação saudável, você, você e você… isso não quer dizer que se aplica a todo o resto da humanidade. É como aqueles caras que tem um equilíbrio no uso de drogas, faz mal e derruba 99% das pessoas, mas tem aquele que usa de boa e nunca fez besteira pelo excesso.”) copiando um trecho do texto…”Tenho com computadores e internet uma relação mais forte do que a média. Dentro da minha casa, são quase dez pontos de onde posso acessar a internet. Quem me conhece talvez não imagine, mas sou introspectivo e não faço amigos com facilidade. Desde meus 12 anos, algo em torno de 90% deles vieram da internet. Que me lembre, só namorei uma garota que não tenha conhecido “virtualmente” antes….”

    Já deixei meu comentário no texto sobre “facebookcídio”, que lembrando, cometi…kkk. E não por causa de opiniões dos outros ou “correntes” contra o face, mas por achar que, para mim, era perda de tempo, futilidade, etc…Não tenho nada contra ou a favor de quem usa, apenas acho que as pessoas estão vivendo muito muito muito em função disso…As redes sociais as vezes são lobos em pele de cordeiro.

  • http://www.facebook.com/people/Pedro-Brasil/100000507453002 Pedro Brasil

    Luciano, então….

    Facebook é um atro de aberraçoes sociais, e isso é uma coisa muito fácil de ver. Seu texto capturou uma visão tendendo para o “pessoal”, de que voce acha que consegue ficar atolado em uma rede social e isso não te prejudica. Voce acha legal. O texto do Guilherme foi algo totalmente ao contrario do seu, porque abordou algo geral, onde claramente, pessoas declinam em bundamolice, “nerdificação” e ilusoes infinitas. A unica realmente séria, são as ilusões.

    Conheço usuários de cocaina muito funcionais, ou gordos que fazem tudo sem aparentemente sentir o peso da má forma, ou mesmo….quem se sente a vontade em não sair da zona de conforto e construir relaçoes amorosas profundas com os 5 dedos da mão, tendo todas as condiçoes de se perder entre infinitas noites de festa. O que quero dizer com isso, amiguinho…..

    ..É que voce escolhe o seu estilo de vida pessoal, mas negar as mazelas sociais que ele causa é terrivelmente falho. Essa é a cara do usuário de redes sociais.

    Não querer fazer parte disso é muito louvavel também

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Qualquer coisa tem lados positivos e negativos. Quem sou eu, ou você para definir quais devem ser considerados por cada um, não é?

  • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

    Besteira cometer facebookcídio, apesar de eu mesma ter pensado nisso nos últimos 2 meses. De fato, eu me ocuparia com outras coisas (como ler o shampoo no banho), e eu detesto transferência de culpa. Se eu n estou sendo produtiva ou não estou me relacionando com as pessoas como gostaria, o problema é meu. As redes sociais me trazem entretenimento e conexões. Gente de merda e gente incrível. Pessoas que eu dificilmente conheceria andando a esmo na rua. Através dela, vivi romances, trabalhos, confusões rs…e é uma mão na roda para quem já mudou bastante de cidade e não vê mal em olhar para trás. Descartar pessoas porque estão por trás de uma tela é uma faca de dois gumes, afinal, eu não estou lá também? Passível de sofrer os mesmos julgamentos. Não é ruim fazer parte dessa bolha. Dependendo de como vc olha, pode até deixar tudo mais colorido.

  • Murilo

    A T E N Ç Ã O !

    É isso que a grande maioria das pessoas buscam no facebook. É bem como o cara falo ali, as pessoas precisam mostrar pro mundo que elas existem, e isso acontece na vida real também, só que no facebook as pessoas acham que podem fazer isso a todo momento.

    O que em intriga, é que muitas pessoas possuem a personalidade face, e a personalidade real life. Vc entra no face do cara só tem frase de filósofo, chega na vida real o cara tá falando sobre o pânico na tv.

    Tchau !

  • http://www.facebook.com/people/Júlivan-Arantes-da-Silva/100001032282778 Júlivan Arantes da Silva

    Alberto,
    Você é o CARA do PHD. Eu vejo muito mimimi da maioria dos autores aqui, mas você manda muito bem. Muito fácil polemizar com um harakiri no facebook, difícil é convencer que é uma puta ferramenta que pode ser moldada de acordo com nossas necessidades.
    May the FORCE be with YOU.

  • http://www.facebook.com/people/Gustavo-de-Santana/1784635557 Gustavo de Santana

    Não sei, Alberto. Também penso que se você compensa a distração e a ansiedade com o Facebook, compensaria com qualquer outra coisa à mão. Por outro lado, os melhores dias do ano, de longe, foram exatamente os dias nos quais eu fiquei sem internet à força, ou em retiro ou na casa da família da minha esposa. Eu era “obrigado” a passar mais tempo conversando, arrumando coisas, meditando, fazendo coisas assim.

    Mas isso só aconteceu porque eu não tinha outra coisa a fazer. Provável que se eu cometesse Facebookcídio aqui em casa, migraria minha distração pra vídeo-game, pro 9gag ou pro xvideos.

  • Arthur Franco Ferreira

    Perfeito seu texto, Alberto. No texto do Guilherme eu havia dito que achava exagerado esse lance de “facebookcídio” e a discussão vai muito além do que meras redes sociais.

    Eu me lembro de que, quando eu era moleque, essa mesma discussão era aplicada aos video-games. Que era um “absurdo” esse tipo de brinquedo e que brincadeira de verdade era jogar bola na rua, soltar pipa, entre outras brincadeiras de quando nem existia televisão direito. Pior ainda, era que, nessa época em que mal existia televisão, diziam as mesmas coisas quando a criança era “viciada” em livros. Que lugar dela era na rua brincando com outras crianças. Sei disso por causa de conversas com minha própria avó. Olha aí, hoje em dia, o quanto adultos e idosos imploram para suas crianças terem o gosto pela leitura. Estes mesmos livros que “não eram considerados coisa de criança”.

    Tudo que é tecnológico e que vai de encontro com outras coisas que são consideradas naturais ou normais causam este tipo de reação. O problema não está nos livros, nos video-games, nas redes sociais. Está no exagero e, como já comentaram aqui, no bom senso. Video-games e Facebooks sempre irão existir daqui em diante. A questão é como você vai se educar e lidar com isso.

  • http://www.facebook.com/jcnaweb Júlio César

    Me identifiquei muito mais com esse texto do que com o outro.
    Meus comentários do outro falavam exatamente sobre isso,

    “Criticar a cultura da conectividade está virando uma nova moda. Muita gente está incomodada com isso”

    Estou conectado e ponto final. Como trabalhar isso de forma produtiva são outros 500….

  • http://twitter.com/nt_ft NT FT

    No meu caso, não ter o facebook é o que talvez me faça um homem melhor. Não me interessa ficar compartilhando “conteúdo” on line ou ficar papeando via chat. Muito menos em escancarar minha vida pessoal. Sou focado no trabalho, e acredito que as redes sociais atrapalham, e muito, a produção. Geralmente, muito do que se compartilha é futilidade, e se realmente for interessante, prefiro compartilhar presencialmente, numa mesa de bar, ou até mesmo numa visita – hábito que parece estar caindo no desuso. Datas de aniversários? Guardo apenas de pessoas queridas, e continuo usando o telefone. Penso, também, que há outras maneiras eficientes de se conhecer pessoas e lugares interessantes – pelo que me contam, uma das maiores vantagens das redes. O que percebo em algumas pessoas é uma certa ansiedade e até obsessão com a vida virtual, o que pode gerar alguns entraves psicológicos. Mas, claro que há vantagens nas redes sociais, mas para algumas pessoas são vantagens que não fazem muita diferença. Por fim, meu foda-se vai para os “curtis” e a web 3.0, que a meu ver, tornam a vida até mais complexa.

    Obs: Rachei de rir com o colega que falou sobre o hábito da mulher de bater foto dos pratos em restaurantes. Estamos no mesmo barco rs..

    “As mídias sociais que, no primeiro momento, parecem uma plataforma eman-cipatória de autoexpressão são, na verdade, um tipo de autoritarismo. A diversão on-line reflete a crise da liberdade individual numa era de pensamento coletivo. A interação crescente, que parece fortalecer a sociabilidade, está construída sobre duas forças profundamente contraditórias que coexistem no mundo digital. A primeira é a individualização cada vez maior, a solidão e o isolamento da vida pós-industrial do começo do século XXI. A segunda é nossa obsessão em estarmos conectados com todos os elementos da vida on-line: atualizações do Facebook, hoje com quase 2 bilhões de usuários, milhões de tweets divulgados a cada dia, redes sociais que nos encorajam a contar nossa exata localização, como propõe o Foursquare.
    (…) Quanto mais solitária e individualista a pessoa se torna, mais idealiza as possibilidades de integração pela internet. O problema, entretanto, é que a internet não é muito social. É uma agregação de pessoas individualistas e narcisistas, que entram e saem de comunidades, redes de relacionamento e amizades com um clique do mouse.
    Em vez de ser verdadeiramente sociais, as redes “sociais” de hoje permitem a todos nós criarmos comunidades virtuais que refletem nossos próprios interesses e que, na verdade, nos separam das nossas comunidades físicas.”

    Fonte: http://revistaepoca.globo.com/ideias/noticia/2012/06/nova-forma-do-autoritarismo-virtual.html

  • http://www.facebook.com/people/Eric-Moraes-Romagna/100002595484154 Eric Moraes Romagna

    Alberto, é logico que o problema da perda de produtividade, ou em cima da ferida mesmo, a perda de foco, seja na vida social , profissional e etc não é culpa do facebook. Considero ele uma ferramenta de confraternização, que por essa característica se torna em algo maior, como uma evasão da vida real para a criação de uma vida “virtual” perfeita. O problema parte da carência, que se verifica imensa no facebook, dos usuários, que é reflexo de algo muito maior que as redes sócias, isso é parte de uma crise de identidade criada pelo mundo prefeito.

    Em geral, sobre o meu olhar, o facebook passou a ser muitas vezes uma ferramente em que um fala que é feliz para que o outro o convença de que realmente é.

  • Marcos

    Boa, garoto!
    -Nunca namorei ninguém que tivesse conhecido online; aliás, acho que não “conheço” ninguém somente na internet;
    -Quero continuar a desejar felicidades e (de certa forma) participar da vida dos meus amigos quenianos;
    -Saber das notícias de uma prima que foi morar na Rússia, como está a experiência dela por lá;
    -Não uso facebook/twiter no celular;
    -e, “o resto pode esperar”.

    Disperdício de tempo sempre existiu desde fofocando na janela a trollando no facebook.
    Quem quer utiliza a rede social de forma “produtiva”.
    Vale a discussão.

  • http://www.facebook.com/camydeutsch Camila Deutschmann

    Concordo com tudo o que foi falado! É saber se policiar e sair do pc quando necessário. Eu conheci o meu namorado fora da internet, pelo colégio, mas a gente só teve essa proximidade toda de tanto nos falarmos pelo chat (antes era msn e assim vai). Não vejo mal nenhum em se comunicar com os amigos pela internet, é muito mais produtivo, vc não perde a amizade e sempre conta as novidades. O facebook é uma ferramenta muito útil, porque se seu amigo não está online, você ainda consegue ver o que ele anda fazendo, como ele está e etc. Minhas amigas estão morando em países diferentes e é nosso único meio de comunicação :)
    Sem contar que dá pra entrar pelo celular o que faz economizar MUITO nas mensagens, não existe mal algum em querer ficar um pouco mais perto de quem você gosta, mesmo que seja via internet :D

  • Marcela Picanço

    Nossa, esperei ansiosamente para ler alguma coisa que falasse isso! Sensacional. É pra esse bando de otário que acha que vai salvar o mundo falando mal do facebook, PELO FACEBOOK!

  • lica

    Perfeito o texto… eu por exemplo deletei meu facebook e agora gasto minha preguiça lendo o papo de homem… mesmo! (mas já estou trabalhando nisso também)

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

    Gostei.
    E o lance do facebook ser seu reflexo quando fora dele é perfeito.

    Postar foto de tudo o que vê pela frente, da cor do seu esmalte novo no instagram, da sua opinião sobre seu chefe ou uma indireta para aquele cara ou aquela mina que te deu um fora são coisas de pessoas vazias mentalmente. Dentro e/ou fora do Facebook.

    Quanto a falta de produtividade, bom, talvez tenhamos que pensar mais. Possivelmente são pessoas que se distraiam facilmente, e acabariam se desligando do trabalho graças a qualquer piadinha dita no escritório.

    Agora, se você (todos nós) não possuam um aplicativo realmente necessário para justificar sua internet permanentemente ligada no celular… aí amigão, entra no grupo do primeiro parágrafo.

    Pra que ficar on line o dia todo? Pra que ler todos os twiters? Todas as notificações assim que elas chegam? Sei lá, mesmo com a ferramenta nos melhorando e nos tornando melhores, nós mesmos atiramos no próprio dedão do pé e nos tornamos piores.

  • Leonardo Linhares

    Pra mim, o Facebook é uma fonte de risadas. Todos os dias, quando chego do trabalho, dou uma conferida no Facebook e, via de regra, sempre tem alguma coisa MUITO engraçada que alguém postou e que me faz rir bastante. Daí pronto, já valeu a risada. Às vezes, também fico indignado com a quantidade de bobagem e de gente que “se acha”. Sem contar as pessoas ridículas que se expõem de uma forma totalmente sem critério (tipo, postando fotos do novo carrão que compraram). Mas, fazer o quê? O mundo está cheio de coisas interessantes e de pessoas ridículas. Não vou cometer Facebookicídio por causa disso e perder as minhas risadas diárias.

  • Leandro Terra

    Uma coisa que eu reparo desde que comecei a usar redes sociais e programas de mensagem instantânea: são ferramentas de repescagem.

    Não teve coragem pra flertar, beijar ou pedir o telefone de uma mulher que conheceu pessoalmente e ficou interessado? Segunda chance no chat. (Na boa, pedir um telefone é bem mais ousado do que pedir um e-mail ou adicionar como amigo no fb. No telefone é você, sua voz e um objetivo claro, não dá pra ficar enrolando com videozinho, musiquinha, hahaha, rsrsrs e kkkkkk).

    Podem abrir esse leque para as amizades e contatos profissionais. Fui contratado para o meu trampo atual porque me viram em ação durante uma reunião comercial, não teve VAGAS.COM (que sou cadastrado há anos) e nem envio de currículo por e-mail.

    Portanto, chegou sim a hora de salvar o telefone e o e-mail das pessoas que valem a pena em uma planilha do Google Docs e encerrar a conta no facebook. Os demais não foram e nem serão repescados, nem com mais 10 anos online. Não é uma grande atitude e nem encerra o motivo da transformação, nisso eu concordo com o autor, mas representa várias outras atitudes na mesma pegada que podem ser tomadas.

  • aeases

    nem li essa merda

  • aeases

    dps q olhei a cara de bunda do autor do blog n quis saber d + nada

  • Luana

    Não há grandes culpados. Há relações que funcionam e outras que não funcionam. Mas dizer que o Facebook é totalmente inocente é muita bobeira. Hoje tenho comportamentos que eu não tinha na época do Orkut ou MSN. A correria de atualizações, e a falta de históricos em comunidades (que o Orkut tem) faz do Facebook um lugar PROPÍCIO para despertar algo novo em nós, uma ansiedade sem noção – era pra eu ter sentido tudo isso no começo, quando tudo era novidade, mas e hoje? Num tempo que até crianças já nascem sabendo tudo de rede social… – Sei de pessoas que são viciadas apenas no FB. É como dizer que a culpa não é da droga, e sim da pessoa que não sabe se relacionar com ela. Nem 8, nem 80. Existe algo na droga que causa dependência que é ligada diretamente a alguma área do nosso cérebro completamente adaptável à química da droga. Existe algo no Facebook que FACILITA uma dependência também e que se liga diretamente ao nosso “ego-ansiedade-sei lá o q” – o que É do ser humano. (pesquise no Google, há matérias que dizem que vício na internet é igual ou pior do que bebida ou cigarro).

    Sei que NÓS temos grande parte de culpa por sermos viciados, por não mexermos nas configurações do perfil, por não sermos disciplinados, mas o FB JÁ TEM sua estrutura voltada para você ficar preso nele. E é aí que o esquema fica um pouco injusto. É a fome com a vontade de comer. Se temos nossas inclinações naturais, o Facebook também tem. Nenhuma rede social grande como o Facebook será tão neutra ou imparcial (isso nem intere$$a a eles). Mas admiro MUITO quem tem uma relação tranquila com essas redes. Queria ser assim. Enquanto não sou, vou cortando todo mal pela raiz. Sim,sim; não,não. rsrsrs.

    Pelo que vi, você tem uma ótima relação com essas redes. Parabéns.
    MAs tenho me irritado muito,porque quando falo que vou sair do Facebook, as pessoas me questionam como se eu fosse me mudar pra Marte. O que não entendo é essa defesa insana. Você fala que vai sair do Twitter, de casa, do país, se divorcia, se demite, vende o cabelo, muda de religião, muda de sexo, vai pra lua e todo mundo entende. Mas fala que vai sair do Facebook pra você ver!!!! É insana essa defesa! Aí, para mim, está detectado um viciado que não se percebeu como tal ainda.

    Parabéns por postar seu ponto de vista e suas experiências. Precisamos também ler outros argumentos como esse.

  • Wemerson

    Muito bom!!

Papo de homem recomenda

Assine o Papo de homem

Curta o PdH no Facebook
  • 4410 artigos
  • 595598 comentários
  • leitores online

Lifestyle Magazine