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Boas ações, a maldita obrigação de dar esmola e os nossos preconceitos

Felipe Guerra

por
em às | Debates, Relatos


Um homem toca a campainha do seminário que estou abrigado em uma ensolarada manhã de sábado. Ninguém em casa – os seminaristas e padres foram fazer missões e celebrar missas –, exceto eu, agregado na residência. Saio correndo do quarto para atender ao chamado, que logo se repetiu.

O homem, aparentemente um pai, estava com um pequeno rapaz ao lado. Misturando um semblante de simpatia e preocupação, o adulto mostra uma pilha de panos de cozinha à venda. Ele logo explica que estava desempregado, precisava de ajuda para sustentar a família e que comprar seus panos faria um grande bem a sua família.

Explico que os verdadeiros moradores da casa aparentemente não estavam e peço um momento para me certificar da afirmação. De fato, só havia eu em casa. Volto sem graça, tentando dizer que os possíveis interessados no material não estavam ali. Ele suplica por ajuda. Olho em seus olhos pedintes e, pior, nos olhos de seu filho. Peço mais um momento e vou buscar dinheiro.

Cara, esses olhos funcionam de forma tão potente quanto uma arma

Gastei dez reais em três pequenos panos. Tento me consolar pensando que havia feito a boa ação do dia. Talvez tenha feito, mas nunca saberei quão necessitado aquele pai estava e nem se isso tudo não era apenas uma encenação que aparentemente pode ser lucrativa.

Essa cena me fez refletir sobre o valor das boas ações e até que ponto devemos estender nossos braços com o tipo de ajuda que dei aos dois.

Dizem para não dar trocados a crianças que ficam no farol. Todos conseguem resistir aos olhares desesperados delas? Mesmo vendo seus pais encostados na esquina, só esperando para obter alguma renda às custas das crianças, pode ser uma tarefa difícil. E esse é apenas o mais clássico dos exemplos.

Certos valores estão se invertendo e, veja só, colaborar com os pedintes quase vira uma obrigação. Cito três casos – provavelmente não incomuns – que aconteceram comigo para ilustrar a que ponto nossas boas ações parecem ter virado exigência, muito possivelmente pelos preconceitos que surgiram em nós mesmos a partir de nossas visões e experiências.

1. Flanelinhas estranhos

Flanelinhas são polêmicos e já foi falado sobre eles aqui no PapodeHomem. Não raro viram assunto de polícia por vandalismo e agressão. E como diabos nos sentiremos seguros de deixar um carro estacionado e dar a entender que não colaboraremos com o rapaz?

Certa vez estava com um amigo em seu carro. Estacionamos em frente ao terminal rodoviário de uma cidade mediana. Quatro homens maltrapilhos estavam parados perto do local. Dois vieram em nossa direção. Meu amigo diz:

“Fala que não precisa olhar, porque só vamos comprar passagens e ir embora.”

Eles chegaram perto. Afirmei que o carro não necessitava de cuidado e, preconceituosamente, fiquei preocupado. Eles poderiam cometer alguma barbárie se não ajudássemos. Mas o carro não era meu e a decisão estava tomada.

No caminho, meu amigo ressalta impacientemente que não devia qualquer tostão aos rapazes.

Na volta, ele saca algumas moedas.

“Sei lá, né? É melhor dar algumas moedas do que ter que pagar por peças novas ou ser agredido. Melhor não arriscar.”

Ele deixou as moedas comigo. Passei perto dos homens olhando para eles e pronto para fazer a minha parte. Eles não nos deram atenção. Fomos embora.

"Xá cum nóis que num tem erro, tia". Às vezes dá até pra se sentir assim

2. De porta em porta

Estava na casa do meu pai. Bateram palmas no portão dos fundos da residência. Cheguei perto do portão e, mal podendo dizer “Pois não?”, a mulher deslanchou palavras enquanto mostrava seus panos (sim, novamente panos) à venda e apontava para a sua pequena filha:

“Moço, por favor me ajuda. Compra esses panos aqui! Eu e minha filha aqui mal temos dinheiro pra comer. Por favor!”

Comecei procedendo da mesma maneira de outrora. Pedi um momento e fui ver com o meu pai se ele tinha interesse no que a mulher vendia. Ele disse que não. Respirei fundo, pois reconheci que da última vez não consegui resistir ao pedido do homem em frente ao seminário.

Contei a ela que o meu pai, o morador oficial da casa, não estava interessado. Pedi desculpas por não poder ajudá-la. A mulher começou a repetir as súplicas diversas vezes em um ritmo que eu não conseguia intervir. Mas eu resisti e disse que não compraria os itens. Esperando que ela, agradecendo ou não, simplesmente partisse, fiquei assustado com a reação dela. Ela cerrou os olhos, aparentemente nervosa, apontou para mim e disse:

“Deixa você.”

Tentei entender a situação enquanto mantinha um semblante idiota. Minha única alternativa foi esperar coquetéis molotov caindo em casa durante a madrugada.

3. As ameaças iminentes e o empreendedorismo

Certa vez, andava com uma garota com quem estava saindo e um casal de amigos. Os três foram pra Campinas a meu convite. Era um domingo qualquer. Estávamos na área de uma grande feira de artesanatos que ocorre aos finais de semana, mas o comércio já havia acabado e a praça estava vazia. Foi então que um homem se aproximou de mim e da garota e pediu alguns trocados. Ele não foi muito simpático na abordagem:

“Vocês podem dar uma ajuda? Acabei de sair da prisão e to precisando de dinheiro pra comer.”

O tom dele não ajudou muito, e nem a sua insistência. Por já ter sido assaltado em uma abordagem semelhante, minhas mãos já estavam fora dos bolsos – eu estava com medo, principalmente pela possibilidade de algo ruim acontecer à garota por minha causa. O fato de ele aparentemente estar sob efeito do álcool ou entorpecentes me fez pensar em um ponto positivo e um negativo: ele poderia se sentir mais motivado a praticar violência só para obter o que queria, mas também podia estar com os reflexos lesados e, assim, talvez pudesse ser interceptado por um jornalista sedentário.

Havia um homem por perto, aparentemente com ele. Continuamos recusando o pedido e, vendo que ele continuaria insistindo, simplesmente voltamos a andar. Nos primeiros segundos, a ideia de que o pedinte poderia nos abordar por trás reinava. Não tardei a conferir se estávamos sendo perseguidos, mas não. O homem não nos acompanhava.

O dia continuou tranquilamente. Em outra praça, mais duas pessoas pediram esmola. A garota estranhou a quantidade de pedintes na cidade. E eis que ela disse algo que me fez parar para pensar:

“Não é certo dar dinheiro a essas pessoas sem mais nem menos. Se você só dá o dinheiro, elas simplesmente gastam. Você deve ensiná-las a lucrar com o que tem. Então compre um pacote de biscoitos ou qualquer coisa que elas possam vender. Com o dinheiro que elas arrecadarem, comprarão mais daqueles, e assim sucessivamente. Elas devem aprender o significado de empreendorismo.”

Apesar da ideia digna, logo me veio à cabeça quão trabalhoso pode ser convencer alguém não interessado em trabalhar de verdade para ganhar o pão de cada dia. De quanto tempo você precisa para ensinar possíveis caminhos e, ao final do dia, saber que a pessoa gastou tudo em drogas ou bens para consumo próprio (que, sendo comida, é melhor que drogas)? Por isso as pessoas optam por, simplesmente, dar moedas: elas acham que conseguiram praticar a mesma bondade despendendo menos tempo.

"Antes eu pedia esmolas. Agora tercerizamos o setor e quem pede dinheiro são as crianças" (obviamente, uma ficção)

Essas situações estimulam uma reflexão: o que é ou não uma boa ação?

Ceder o lugar a uma velhinha, principalmente fora de assentos preferenciais, é uma boa ação. Na verdade, é basicamente uma obrigação moral – e legal, caso o assento seja preferencial.

Dar esmola, por outro lado, virou uma questão muito mais filosófica. Há situações em que nos sentimos forçados a ajudar não por conta da sociedade que aponta o dedo a nós, e sim para manter a nossa integridade física.

A boa ação pode não ser pela boa índole, e sim, simplesmente, para sobreviver. Há preconceito. Eu sei e vocês sabem. Mas, salvas exceções, essa visão dos pedintes – e de muitas outras pessoas nas ruas – surgiu com a bagagem de pontos negativos de nossas vidas. No meu caso, dois assaltos e duas tentativas falhas, fora situações que ocorreram a familiares e amigos.

Mas, apesar de toda essa reflexão, ainda dou moedas vez ou outra. Principalmente em situações que não intimidam. Na semana passada, por exemplo, um homem me pediu ajuda para conseguir um almoço. Estávamos perto da Avenida Paulista. Ele, com uma postura cavalheiresca, me abordou na rua explicando a sua situação em um inglês impecável. Contou ter vindo de Madagascar para tentar a vida no Brasil. Estava faminto. Isso foi o que ele disse. Sem saber da verdade, dei algum dinheiro.

Vendo a diversidade de pessoas que pedem trocados e as inúmeras razões para dá-los ou não – já que, independente de nossa pretensão, o destino desse dinheiro pode ser o pior possível –, fica a questão: até que ponto dar trocado é uma boa ação?

Felipe Guerra

Jornalista, músico, fotógrafo e aspirante a professor. Já viu enchente levar tudo o que tinha em casa (menos os gatos e a mãe) e morou em seminário mesmo sendo agnóstico.


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  • Rodrigo

    Acho extremamente errado qualquer esmola a quem nao quer saber de trabalhar. Prefiro dar uma gorjeta a um garçom trabalhador do que a um pedinte que nao quer saber de nada. Apesar disso, certa vez um senhor me abordou em um semáforo no centro da cidade e me pediu um trocado para tomar uma cachaça pois segundo ele era tudo que precisava, esse senhor ganhou 2 reais pela sinceridade.

  • Suzin Felipe

    Eu acho que no Brasil, pais que tem uma economia enorme e uma das piores distribuicoes de renda do mundo, as pessoas ricas deveriam ser agredidas diariamente pelos pobres ate que aprendam a dividir a montanha de dinheiro sobre a qual elas dormem. Elas devem continuar sendo roubadas em sinaleiras, ter seus carros arranhados, se sentir inseguras nos parques e principalmente esquecer o discurso privilegiado do “ensinar a pescar” ate que elas decidam de fato construir uma sociedade melhor para todos os brasileiros. 

    • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

      Aprofundar o fosso não me parece o melhor caminho pra igualdade. Não é interessante convencer as pessoas ricas que uma das maiores garantias possíveis para a propriedade privada seria garantir condições para que mais pessoas se tornem… proprietários? 

    • http://estadodearte.wordpress.com/ Rafa

      Sim, para depois os ricos capitalizarem em cima desse estado de violencia vendendo segurança, carro blindado, estacionamento pago, etc.

      Lindo, não?

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Isso, assim que resolve o problema. Por que não vende esse computador que usou para postar e doa o dinheiro para os pobres? 

    • Matheus Mello Nobre de Jesus

      kkkkkkk…seu comentário foi no mínimo cômico, Suzin Hood…

      E quanto àquela pessoa que trabalhou feito um burro de carga a vida toda, dez, até quinze horas por dia, sem feriados, finais de semana, para ter algum conforto? O esforço deles que se exploda, tem mais é que ser roubados porque o fruto do trabalho deles é ridículo pra sociedade, certo mesmo é pegar o que as pessoas muitas vezes levaram a vida toda para conquistar e dividir com quem não tem o menor interesse em investir metade do tempo que essa pessoa investiu, não é mesmo?

      Pseudo-revolucionários de sofá me irritam.

      • Suzin Felipe

        Suzin Marx, Suzin Hood, revolucionario de sofa… Nao espanta que nao se consiga empatisar com pessoas em situacao de miseria quando nao se consegue pensar alem de rotulos. 
        Nao falei nada de revolucao, nem socialismo, nem tomar dos ricos  e da “pobre e sofredora classe media” a forca.

        As pessoas em geral nao gostam de violencia, de se sentirem agredidas e inseguras. A maior causa de violencia e inseguranca e a distribuicao de renda absurda do Brasil. Nao seria otimo se  as pessoas que tem todo o dinheiro, poder e  educacao do pais resolvessem que seria uma boa ideia diminuir este diferenca absurda e viver em uma sociedade melhor e mais segura? Se existe uma coisa que o Brasil prova e que nao existe limite para a violencia, voce pode ter 33.000 pessoas assassinadas por ano e uma sociedade que acha isto normal, lembrando que o Brasil nao esta em guerra civil ou sobre um governo ditatorial. Entao eu me pergunto, quanto mais de violencia e necessario ate que se deixe os rotulos de lado e se olhe para a situacao de verdade? 50.000, 100.000 mortes? Quantas pessoas mais tem que morrer ate que se comece a melhor distribuir a riquesa do pais?

        Pelo que se ve no Brasil, aparentemente nao, o ideal e aumentar mais e mais a repressao, o distanciamento entre as pessoas pobres e contruir mais condominios fechados para quem tem dinheiro viver entre os outros rotulados ricos e longe daqueles com o rotulo de pobres.

      • http://twitter.com/ritter_br Bruno Ritter


        Nao falei nada de revolucao, nem socialismo, nem tomar dos ricos  e da “pobre e sofredora classe media” a forca.”

        Na verdade, foi mais ou menos isso que você disse sim… e principalmente por causa disso, esse discurso contra a violência ficou bem estranho.

      • Suzin Felipe

        Realmente Amanda, mais que obvio que quem nao esta fazendo a sua parte sao os pobres. todos sabemos que a pobreza e derivada direta da falta de caracter e preguica da populacao. Todos sabemos que todo brasileiro que quiser encontra trabalho bem remunerado e digno. E so desejar. 

        Mas o poblema do pobre e que ele nao quer, ele ganha fortunas, estatus, respeito e dignidade pedido nas ruas, nao e a necessidade que impulsiona este comportamento, e so por que ele nao quer fazer a sua parte para a melhoria da sociedade.

        E Bruno, sua resposta foi

        “Na verdade, foi mais ou menos isso que você disse sim… e principalmente por causa disso, esse discurso contra a violência ficou bem estranho.”

        Nao foi “mais ou menos” o que eu disse, nao tem nada do que eu disse. O que eu disse e que se o problema da violencia se tornar grande o suficiente, talvez a minoria de pessoas ricas e privilegiadas do pais acordem para o fato que a solucao depende deles, que eles tudo nas maos para isto, poder, dinheiro, educacao, etc..

        Ou quem sabe a maioria acorde para o fato de que em um pais democratico elas podem votar em pessoas que representem estes interesses na politica. Quem sabe?

        Eu particularmente prefiro a distribuicao de renda a partir do topo, nao do governo. 

    • http://twitter.com/GabrielMP_19 Gabriel M. P.

      Mas que idiota que você é, hein? Só porque uma pessoa tem mais dinheiro que a outra, ela deve ser atacada? Se esse pessoal tá na miséria, é porque não quis trabalhar ou porque fez muita merda na vida, só tenho pena das crianças e dos deficientes,mesmo.

      • http://www.facebook.com/people/Erick-Setubal/1240951944 Erick Setubal

        Sua resposta me lembra de um texto de um autor que não me veem a memoria agora mas ele dizia algo próximo a: “Não dou dinheiro para lembrar da minha responsabilidade com os pedintes” dar dinheiro as vezes é um placebo para a miséria da sociedade a qual todos nós sustentamos, mais claramente quando você da dinheiro não está ajudando a pessoa a sair da miséria mas sim a você mesmo como se limpasse sua culpa por ela existir com alguns trocados, ninguém gosta de ver a miséria da sociedade.

        Diz-se muito eu não tenho culpa se ele só fez isso ou aquilo e esta assim por isto, mas eu acredito que temos por: votarmos mal, empreendermos mal, dirigirmos mal, entre outras responsabilidades que carregamos todos os dias.Eu não dou doações salvo de trabalho físico e intelectual. Contudo isso não significa que passei a fazer direito o que deveria fazer, talvez esteja só alem de não ajudar a melhorar  a miséria não dando o sustento necessário a existência tornando me pior do que quem da o sustento, nunca saberei ao certo, só espero cedo ou tarde começar a fazer realmente a diferença para nunca mais ser vitima de um flanelinha, pedinte ou ladrão que pede ajuda.

    • Cs_reis

       Q coisa mais idiota… tá torcendo pelo caos e tem gente q aplaude….

  • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

    Depende muito da situação. Já aconteceu de eu estar estar esperando um amigo em frente a uma lanchonete, e dois meninos me pedirem pra comprar um salgado. Comprei. Era fome. Contornaram a situação do “pra que você quer esse dinheiro?”. 
    Dinheiro mesmo, fica muito difícil de dar. É comum que toquem a campainha da casa dos meus pais pedindo dinheiro. Meu pai, sempre incrivelmente cara de pau e pão duro, contra-argumentava com os pedintes que a nossa situação também não era das melhores, morávamos de favor e o que havia na despensa não nos supria. Uma conversa do caralho, é claro. Mas adotou esse discurso por muito tempo. Encarou semblantes incrédulos e que logo o xingavam, ouviu alguns “tamo junto, irmão” dos bêbados/drogados, assim como encontrou uma lata de sardinha e outra de milho em cima da caixa de correio, na semana do natal. Compadeceu alguma alma ingênua realmente necessitada (ou muito irônica). Doou ao próximo pedinte. Não atende mais a campainha.

    • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

      Essa questão da fome é bem interessante. A pessoa aceitar uma refeição pode ser algo bem melhor do que só ficar contente com dinheiro. Nos comentários aqui mesmo vemos alguns casos de gente que recebeu comida e descartou. Lamentável, né?

      Meu pai, quando atendia gente dizendo que tava passando fome, simplesmente dizia ‘peraí, vou fazer um lanche pra você’. E tinha gente que ia embora. Não dá pra saber bem a razão de quererem só dinheiro. Acho que não dá pra generalizar dizendo ‘drogas/álcool’, mas sei lá, esse tipo de atitude faz pensar bastante que o dinheiro não é pra matar a fome, já que descartaram comida.

    • Zé Coxinha


      assim como encontrou uma lata de sardinha e outra de milho em cima da caixa de correio, na semana do natal.”

      HAHAHAHAH

  • Artur Avellar

    Mais importante é ensinar essas pessoas a lutar pela vida do que simplesmente dar esmola , vejo inúmeros casos de gente que dormiu na rua e hoje é rico , a diferença é que esses bem sucedidos não ficaram parados ou dependentes de esmola.

    Deram um jeito de empreender de formas criativas, ou arrumar um emprego. Sem precisar apelar pra pena dos outros, e conseguiram vencer na vida.

    Essa é a diferença de quem se faz de vitima , pra quem vai a luta e conquista as coisas pelo seu próprio mérito.

    Eu nunca compro nada que eu não queira , e que o vendedor não consiga me convencer que eu preciso daquilo , e muito menos dou esmola por pena , por pior que aparente ser a situação da pessoa , se ela quer vencer na vida no minimo tem que aprender a convencer as pessoas, a ver onde esta errando na estratégia de venda até que encontre um caminho lucrativo e saia dessa vida.

    • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

      Acho que faz toda a diferença a pessoa realmente querer crescer de alguma maneira… não se enxergar como um mendigo que será assim pra sempre e tal. Mas tem muita gente que se vê assim ou até que acha mais cômodo viver pedindo do que ir atrás do que você disse :/

    • Rodrigo Garcia

      Sério? Já viu gente morar na rua e ficar rico? Caramba.. eu só vejo gente trabalhando pra caramba e continuando pobre. ou ficando mais pobre. Normalmente vejo gente ficando rica sem trabalhar, vide ladrões e políticos (o que é quase redundância). 
      O problema geral é que não dá para saber quem realmente precisa e quem não. Arrumar emprego não é fácil para ninguém. Principalmente empregos  para a classe mais baixa da sociedade. Os salários são terríveis, não sustentam, os lugares são distantes, o transporte é precário. e aí vai. Até um ano atrás, meu meio irmão estava trabalhando de office boy, numa empresa terceirizadora, ganhando menos de 700 reais, com vale alimentação de 5 reais diários. Na paulista. quem almoça por 5 reais na Paulista? Esse negócio de “próprio mérito”, de “ir a luta”… a classe média (e eu nem te conheço, não estou te julgando), não consegue entender que é quase uma mentira: o sucesso da vida, infelizmente, não depende só do esforço. 

  • Artur Avellar

    Quem é obrigado a cuidar dessas pessoas de forma gratuita  é o governo que enche o cú de imposto nosso pra isso , não a população civil .

    • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

      Na verdade a obrigação original é se sempre vai ser nossa, por uma questão moral. Nós só a transferimos pro governo por razões de eficiência.

      Você não se desculpa com um cliente dizendo que o serviço mal prestado é culpa do funcionário, certo? Você assume o erro. Nosso funcionário, o governo, podia estar melhor nesse ponto. Isso não nos exonera, pelo contrário, atrai mais responsabilidade.

      • Artur Avellar

        Sim , mas o que quero dizer é que o problema em si esta com o estado , então a obrigação é reorganizar o Estado , exigir do estado , destituir do comando os funcionários do estado que não estão prestando um serviço eficiente.

        Dar esmolas tem a função de esconder essa responsabilidade do estado, quem tem que redistribuir renda , e educar as pessoas para o trabalho e dar oportunidades é o estado . A nossa obrigação é  exigir dele que preste esse serviço de forma descente.

        A pergunta que fica, é porque não conseguimos moldar esse estado para torna-lo mais eficiente?

        O que quero é rebater o amigo ali de cima que diz que os pobres tem que roubar dos ricos , se é pra ter uma ação , não tem que ser contra a população civil e sim contra o estado que não presta serviços descentes e nem aceita mudar , e ai daqueles que tentarem exigir uma melhora , esse é o problema dessas oligarquias partidárias.

      • Artur Avellar

        O poder é do estado , nós somos apenas pessoas exploradas por ele .

        Se alguém quer o poder de transformar o pais, tem que primeiro tornar esse poder do estado realmente democrático , e parar com essa falsa democracia , o povo em si não decide nada quem decide são interesses partidários , ou você acha que o povo gosta de jurus altos que só beneficiam ricos , ou de receber casas mediocres e esmola de 150 reais do bolsa familia , mas não receber um trabalho descente e estável .

        A responsabilidade é do estado , uma vez que ele explora os trabalhadores com essa carga tributária , e é o dono do poder , não se engane quando dizem que o Brasil é um pais democrático , vai protestar na sede do seu governo por um serviço mais eficiente  pra você ver a policia te meter o cacete.

  • Leonardo Malafaia

    Passei alguns perrengues por não dar esmolas, mas me recuso a dar trocados… Procuro outras formas de ajudar, quando voce da dinheiro apenas incentiva o comportamento.
    E quando menos se espera você se depara com situações absurdas, como o moleque que pede dinheiro no ônibus que pego pra faculdade, já tem três anos que toda a semana o barraco que ele mora queima.

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Cara realmente complicada a questão de se esmola ajuda ou não ajuda. Existem realmente pessoas que de fato estão tão excluídas e passando tanta necessidade que dificilmente teriam condições de arrumar um emprego ou mesmo pensar em começar a empreender ainda que da forma mais simples. Nesses casos as esmolas realmente podem ajudar um pouco a mitigar o sofrimento.

    Por outro lado, em certos aspectos a questão da esmola virou uma indústria: já vi casos de um pedinte que toda semana era assaltado quando voltava com mercadoria do interior, vi pedintes trocando as roupas esfarrapadas e tirando tipoias “ao encerrar o expediente”, alguns que xingam pessoas porque essas não puderam ou não quiseram contribuir. Fora o fato dessa indústria muitas vezes abusar de crianças.

    • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

      Fora gente que usa cadeira de rodas no farol e, ao final do dia, vai andando pra casa, né? hauahua é aí que tá: pra alguns, pode mesmo virar uma indústria! Existem até cálculos de quanto um mendigo pode ganhar. Podem ser números exagerados, mas se pararmos pra fazer algumas médias de ganhos, conseguimos notar que dá sim pra conseguir uma renda razoável pedindo trocados no farol.

      E sim, realmente há casos em que a pessoa chegou a um ponto em que falar ‘cara, começa a vender algo que você pode ganhar mais no futuro’ não resolve muito. Tem gente em situações tensas, que realmente demandam ajudas maiores…

  • http://www.facebook.com/people/Felippe-Alencar/100001141622064 Felippe Alencar

    Sempre achei esse um assunto complicado. O sistema gera desigualdade, e cada um de nós faz parte dele. Cada um tem sua parcela de culpa, de acordo com quanto poder tem. Lute por igualdade, exija educação. Independente de dar esmola ou não.

    • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

      Acho que pode ser tão problemático quanto falar de trabalho escravo etc… podemos até abominar a situação, mas de alguma maneira acabamos fazendo parte disso…

    • http://www.facebook.com/people/Rat-Geber/100003597644974 Rat Geber

      Concordo… Dar esmola não resolve o problema. Deixar de dar esmola não resolve o problema. Discutir entre um e outro é irrelevante. É só a primeira camada da cebola… Mas é tão difícil ir mais fundo… tão difícil… e o tempo pra descascar é tão curto… se limita, muitas vezes, aos segundos, minutos ou horas após nos depararmos com um pedinte ‘marcante’… deixamos pra lá, até a próxima vez… será que é nossa obrigação descascar? será que não é?

  • http://estadodearte.wordpress.com/ Rafa

    Uma vez eu tava numa pastelaria com um amigo que tem asma.

    Chegou um maluco com uma caixa de remedio toda fudida. Ele pediu dinheiro para comprar aquele remédio – que era caro – porque era asmático. Era pobre, fudido, não podia comprar o remédio, etc.

    Na mesma hora, meu amigo falou: beleza. Me mostra a receita que eu vou com você na farmácia agora e compro o remédio pra você.

    O cara na mesma hora mudou o tom. Falou que estava sem receita. Meu amigo, gentilmente, respondeu que era só ele ir em casa pegar que ele comprava o remédio. O cara insistiu que iria em casa depois, porque morava longe, e que era só dar o dinheiro. Meu amigo insistiu que esperaria ali sentado o tempo que fosse preciso, nem que tivesse que ir numa farmácia 24h.

    O homem foi embora. Não andou nem cem metros até achar outra pessoa para mandar o mesmo discurso.

  • http://profiles.google.com/iankovski Hector Iankovski

    Felipe, deixa eu te perguntar uma coisa, mesmo sem ter nada a ver com o texto. Por que você declara em seu perfil que “morou em seminário mesmo sendo agnóstico”? Parece tão forçado.

    • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

      Cara, sabe que eu nunca tinha pensado nisso? Eu destaquei as duas situações porque são fatos curiosos e diferentes da minha vida… coisas por que poucas pessoas passam… Agora penso que esse “mesmo” faz parecer algo do tipo “nossa, ele morou lá sendo agnóstico… ele sobreviveu a um inferno!” uaehauehae pensarei nisso. Valeu pelo toque.

  • Rubens Rocha

    Uma vez na casa de uma amiga jogando Xbox, tocaram a campainha,
    ela foi atender. Algum tempo depois volta dizendo que era uma mulher com dois
    garotos pedindo dinheiro para comprar algo para comer. Ela vai até a cozinha e
    pega uma cesta básica que acabará de receber, cheia de alimentos: bolachas,
    arroz, feijão, leite etc. Entrega a mulher que agradece não muito satisfeita.
    Voltando para casa passo por um córrego, quando me deparo com a cesta jogada
    dentro desse córrego ainda cheia de comida. Porra! Fiquei indignado a minha amiga deu
    uma cesta cheia, na boa vontade, de coração e a mulher jogou tudo fora. Com isso
    tento evitar dar dinheiro ou até alimento sem saber a intenção da pessoa.

    • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

      Que tosco, né? O mais foda é que essa cesta poderia ter sido dada a outra pessoa que realmente a quisesse… só que sendo jogada lá no córrego, a chance de ser aproveitada caiu consideravelmente hauhauhua

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=1385397876 Carolina Andrade

    Não sei qual é o problema em querer mostrar para os pedintes a importância do trabalho duro. Por que eu sou ruim por não querer entregar de mão beijada meu dinheiro, que eu trabalho tanto para conseguir? Por que eu deveria sentir pena de homens e mulheres jovens, com notável vigor físico, que ficam plantados em semáforos mendigando só porque sentem preguiça de trabalhar? Não pensem que eu não pratico a caridade, pelo contrário. Só que eu não ajudo de forma indiscriminada, porque aí você deixa de ser bondoso pra se tornar otário.

  • http://www.facebook.com/people/Caio-Fernando-Reis-Gomes/100001741340243 Caio Fernando Reis Gomes

    Sei que isso parece discurso de playboyzinho, mas como diria o antológico Caco Antibes; “Pobre é uma desgraça”, nada contra, mas é e dá pra entender o por que das cestas básicas serem arremessadas no córrego sem mais nem menos ou do cara te abandonar na pastelaria pq o xaveco da asma num colou. Geralmente esse tipo de pessoa (não os pobres, eu digo os pedintes, que óbviamente são pobres). A eles faltam algum bom senso, se tivessem isso por si só, muitos não estariam na condição de pedintes. Por exemplo, todo ano eu e minha família reunimos cestas básicas pra entregar numa favela que tem num lixão aqui na baixada. Todo ano é a mesma coisa, me sinto alguem da ONU numa Etiópia da vida, por que eles vem com tudo atrás da comida, dos brinquedos e das roupas. A molecada num tá nem ai,q uerem oq ue tem pela frente só pra falar que tem, querem tanto barbie quanto bola. As mulheres a mesma coisa, pegavam roupas comuns da sacola, comparavam com a camisa de marca que a amiga do lado achou na sacola e jogavam no meio da rua dizendo que aquilo num prestava, sendo que elas mesmas num estavam em condição de escolher muito (deixando bem claro que não estou dizendo que ninguem deve aceitar obrigatoriamente a solidariedade de ninguem por que isso é uma arrogância extrema), mas esnobavam como se fossem piores do que socialites. A coisa num precisa ir muito longe, quantos moleques que moram em favela, entregam água, ganham 400 paus por mÊs e num t]ão nem ai pra própria situação, só querem ter um celular caro e uma camisa da oakley igual as de playboy, querem ostentar?! É idiotice em certa parte? Sim, mas são os modos deles, falta uma cultura, não necessariamente a educação que é dada nas escolas pra que isso não se repita, já que muitos deles estão acostumados a se vitimizar. “Os ultimos serão os primeiros”, eles se apegam tanto nessa frase pra fazer com que as pessoas de classe maior sintam-se socialmente obrigada a ajudá-los da mesma forma que nós nos apegamos a ela pra ajudarmos os mais pobres (ou ficar com peso na consciência de num ter ajudado) como se nós fossemos salvar o mundo ou “fazer a minha parte”, mas no fundo todos sabemos que é só pra salvar nosso ego de um dedos acusadores. Então como disse o suposto filho de Deus; “Perdoai pq eles não sabem o que fazem”. Que seja, isso tudo explica os pais usarem os filhos nos sinais, mas não justifica dar dinheiro a olhos tristes.

    • http://pulse.yahoo.com/_XDO2TFDXLCT4RQMWWAMODL7B6I renato

      Engraçado, eu tenho uns primos abastados e também não usariam um óculos que não seja um oakley. Me olham feio pq não tenho um iphone (mais feio ainda quando descobrem que eu NÃO QUERO um iphone).

      Acho que falta uma cultura mesmo, mas isto não vale somente para os pobres.

  • Elis

    Depois de ficar anos e anos frequentando o bairro da Lapa (RJ) para estudar me defrontei com uma diferença que há muito tempo não via: mendigos e pedintes/pivetes.Com esses anos de convivência percebi que os mendigos não costumam abordar de forma ostensiva para obter esmola.Aliás,quando pedem não determinam o valor que vc tem que dar como fazem os pedintes e pivetes …”Só um realzinho,vai?!”.
    Assim,era mais fácil circular pela rua sem muita preocupaçáo quando eu avistava alguns mendigos,porém sempre com a atenção redobrada quando percebia a presença dos pedintes/pivetes.
    Aos mendigos sempre dei algo para comer quando tinha na bolsa.Na maioria das vezes gratos pela ajuda.
    Só que sei que a proteção e cuidados com o morador de rua fica sob responsabilidade do governo.Há os abrigos,com rotina de funcionamento,oferecebdo alimentacáo e higiene por um breve periodo.Mas sei que eles não se acostumam com essa organização uma vez que a vida deles já funciona de outra forma.
    Bem,são muitos pontos a serem considerados.
    E definitivamente não concordo em dar dinheiro de graça,sem ter o mérito implícito.Nem mesmo o governo dá dinheiro assim,pq eu faria isso?
    Nada na vida é de graça.

  • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

    Bem, esse é um dos pensamentos. Algo do tipo “minha parte eu fiz… o que a pessoa faz com o dinheiro é problema dela”.

    Não entendi bem a parte entre parênteses! Não vejo contradição. É simples: o fato de a pessoa passar a vender para lucrar, ao invés de ser pedinte, não garante que ela venderá pra todo mundo. Ela simplesmente mostrará mais determinação para conseguir algo de que precisa. Eu comprei panos uma vez, e foi por dó. Seria muito melhor se tivesse comprado por necessidade. Na segunda vez, não comprei, mesmo com dó (e a reação da mulher foi tensa uahauhaua). Afinal, não precisava dos panos e não era minha obrigação ajudar a mulher.

    Se eles estivessem vendendo biscoitos, eu poderia não comprá-los mesmo! Afinal, às vezes compramos mais por dó do que por querer/precisar dos produtos. Por outro lado, já comprei coisas vendidas por ambulantes desse tipo. Por exemplo, quando viajo. Várias vezes pego ônibus que viajam longas distâncias sem tomar café da manhã. Eis que sobe um ambulante no ônibus e eu compro algo, tipo água/salgadinho. Hoje, por outro lado, aconteceu algo semelhante, porém o homem estava vendendo chocolate, algo que não me apetecia, visto que eu já tinha meu abastecimento de Páscoa. Nesse caso, preferi continuar com fome.

    Em alguns casos aliamos nossas necessidades às necessidades da pessoa, e aí tudo fica “bem”.

  • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

    haha comentário polêmico, cara. Mas existem mesmo essas dúvidas: temos alguma obrigação de ajudar essas pessoas? E elas querem ser ajudadas por outro meio que não simplesmente ganhar dinheiro? Tipo aprender a lucrar ao invés de viver de trocados (que às vezes pode ser um meio mais fácil de ganhar dinheiro)…

    • Leandro

      Acho complicado generalizar até onde vai a “culpa” das pessoas em situação de miséria…
      Já toquei um projeto, junto com uma galera, em que buscamos desabrigados para dar treinamento e emprego formal (salário e benefícios razoáveis, até, coisa de quase 3 salários mínimos fora alimentação e moradia, nada desses regimes de semiescravidão). Houve quem topou na hora, chorando de gratidão pela oportunidade. Houve quem preferiu ficar na rua, pois “sentado já tirava o trocado do pão e da branquinha”, ganhava comida e roupa dos religiosos voluntários e dormia em albergue. Mesmo a oferta de oportunidades tem limite.
      O que fazer com quem quer, de fato, morar na rua e viver de esmola?

  • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

    Cara, depois de dar o trocado eu parei pra pensar e tive certeza de que devia ser uma figura carimbada já. Fiquei até imaginando que talvez fosse um jornalista passando por um dia de “mendigo chique”, mas a conversa foi bem rápida e acabei ficando sem pistas.

  • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

    Também já ouvi papos semelhantes em Campinas, cara…

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=1066327634 Dani Stark

    Cara, eu não dou esmolas. Primeiro, porque não tenho dinheiro. to sempre dura e com dinheiro contado na bolsa, só pra usar naquele dia. Já aconteceu de eu ser ameaçada por não querer dar. Não ligo. Não dou, simplesmente. Não é que eu sou ‘insensível’ a criancinhas tristes, mas se eu der dinheiro pra todo mundo que pede, vou passar a pedir pedir também. Acho melhor dedicar a minha ajuda a asilos, creches e hospitais, onde pelo menos eu sei que ela será bem utilizada, ao invés de jogada no córrego, como disseram anteriormente.

  • http://twitter.com/mariabelini maria claudia belini

    Pro banco ninguém reclama de dar uns centavos todo mês de esmolas, em juros e taxas.

    • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

      Fato! Pelo menos parcialmente…

      Recentemente começou a circular um texto nas mídias sociais sobre as taxas abusivas dos bancos. E os caras são bem fdps mesmo… não é incomum vermos cobranças sobre serviços inexistentes, e por aí vai. Mas eu reclamo quando vejo isso… hauhauhua

  • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

    Ao meu ver a questão não é dar esmola para o pedinte. É sempre pensar o efeito que isso vai causar em mim ou no pedinte. Pra onde vai o MEU dinheiro, o que ele vai fazer com a MINHA ajuda. Também acho que o debate Estado x Privado, está caindo…

    O pedinte (pobre) não quer mudar o mundo, ele quer ser rico.

    Enquanto o pensamento individual for mais importante que o coletivo, ricos e pobres vão continuar construindo o mesmo sistema, com tendencia a piorar. A partir do momento que o bem-estar foi definido pela conta bancaria, não faz diferença você dar uma cesta básica e ela ir para no lixo. N~]ao vejo assalatante de banco passar fome não, pelo contrário tem uns bandidos por ai que parecer ser alimentados melhor que eu, digo até que fazem academia umas 5x na semana…

    Os países africanos mais pobres recebem milhões de doláres em doações e “esmolas”, mas até as redes de cobrir berço para evitar o mosquito da malária viram véus de noiva para serem exportados.

    Uma mulher me abordou em uma loja de conveniencia tempos atras pedindo dinheiro para fraldas do bebe, ela estava claramente alterada, a farmacia ao lado vendia fraldas. Ela estava com algumas moedas na mao, eu falei vamos lá que eu pago o que faltar. Ela tentou de todas as maneiras, no final eu paguei a fralda e falei, use com seu bebe ou tente vender (não sei se alguem compraria uma fralda aquela hora) e conseguir o que deseja. Até hoje não sei avaliar se foi correto…ou se deveria ter simplesmente negado.

    • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

      Bem, aí sempre entra a questão do ‘foi certo ou errado’, né? Cada um tenta usar o seu bom senso pra ajudar ou não, pra definir se sempre ajudará ou se nunca ajudará com moedas, se planejará algo no futuro pra ajudar coletivamente, e não com ações imediatas tipo dar trocados etc. Aí isso pode ser misturado aos nossos preconceitos, que às vezes nos faz ajudar ou não por razões que não tentar suprir as necessidades básicas das pessoas…

  • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

    Por padrão, não dou esmola. Já dividi a unica comida que eu tinha com um mendigo certa vez, mas esmola, eu não dou.

    • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

      Eu já rachei umas bolachas com um pedinte, dei milkshake pra dois garotinhos no metrô etc… mas, quanto às esmolas, não consigo bem seguir um padrão…

  • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

    O comentário foi tosco, mas divertido! haeuehauea de fato, se eu só ajudasse gente assim, faria sentido. Só que esse é um exemplo único, e que mostra como situações bem inusitadas nos fazem agir sem pensar, enquanto “calejamos” em outras (tipo a da venda dos panos). E, de qualquer maneira, no próprio texto consta que já ajudei gente daqui, tanto quanto ainda o faço em certas ocasiões. Mas acho que não importa, né? Quando a pessoa quer fazer comentário malandro a mensagem real do escritor não importa :P

  • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

    Ela deve ter tido mudanças nos planos de viagem de última hora heheh

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=1758390154 Lucas Ono

    Registrando:
    A historia do homem falante de inglês pedindo dinheiro para o almoço já me ocorreu, seria uma nova forma de conseguir dinheiro fácil?

  • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

    Aparentemente sim! aehueahhaeu

  • http://www.facebook.com/people/João-Carlos-de-Souza/100000534224720 João Carlos de Souza

     Esse e um assunto para refletir gera varias opniões e algumas soluções, geralmente eu não dou esmola pq das maiorias das vezes quem pede são pessoas drogadas, aqui na minha cidade em Goiânia ja vi pesssoas que estavam em perfeita saúde fisica e mental que poderiam muito bem arrumar emprego mas preferem ficar em terminais de onibus pedindo dinheiro, por isso dificilmente dou dinheiro, e isso e uma coisa que deveria ser tratada por toda sociedade começando pelas “autoridades responsavéis”.

  • Elis

    Certo dia eu estava em um ponto de onibus na Cinelandia com duas sacolinhas na mão : uma com um suculento croissant de quatro queijos e na outra,um pacote de bolacha Passa-tempo.
    E nessa de aguardar a vinda do onibus e ainda,muito concentrada em observar o numero dos onibus que passavam, aproximou-se de mim um mendigo.E lá na Lapa e Cinelândia tem uns mendigos bem na deles,que costumam circular com suas poucas coisas em sacos,sem interagir muito com as pessoas que passam por perto deles e quase sempre falando sozinhos ou tendo um comportamento mais recluso por conta de alterações psíquicas.
    Voltando à Cinelândia,o mendigo q se aproximou pediu tão baixo por qualquer ajuda que,aminha reação à sua presença foi de apenas oscilar com a cabeça de forma negativa e dizer que não podia ajudá-lo.Mas ele insistiu,na humildade dele,e proferiu mais algumas palavras.E quando desviei o meu olhar para esse pobre senhor,aí vi quem estava na minha frente.Sem qualquer receio estendi a sacola com o embrulho e disse para ele comer que ainda estava quente.Era um salgado muito gostoso e que eu ainda não tinha mexido.Não dei o pacote de bolacha pois eu estava verde de fome.Mas pensei que o croissant de quatro queijos daria mais sustância para ele.
    Recebeu humildemente o pacote,abriu e com certeza sentiu o bom cheiro.Agradeceu muito,e principalmente desejou bençãos a mim e a minha família.
    Nesse dia fiz a minha caridade sem me sentir pressionada.Entendo que a perspectiva de vida de um morador de rua que acaba tendo dificuldade para retornar aos seus lares por qualquer motivo é muito diferente do pivete que foi posto nas ruas pelos seus responsáveis para fazer o que nos dá mais raiva : exigir dinheiro.
    Digo,não é que quem tem mais direito a receber tem de ter um certo perfil.Mas quando são crianças e adolescentes nas ruas,fazendo um pouco de tudo para receber uns trocados,o dilema é bem maior.Pq sabemos que elas estando ali dificilmente sairão desse mal costume.Os próprios responsáveis as privam de melhores oportunidades e dando os trocados a elas é quando confirmamos aquilo que mais temos,que é uma vida toda sem horizonte.

  • Rafael

    aconteceu de um homem me parar saindo do mercado e pedir algo pra comer, eu logo fui em casa peguei varios aliemntos montei uma cesta e enteguei pra ele, no mes seguinte ele foi na porta da minha casa e pediu novamente, e assim foi… durou 4 meses eu ajudando o homem, um dia ele voltou e disse que a filha estava doente e precisava de uma pomada e me pediu dinheiro, como eu tinha a pomada em casa, logo entreguei e ele se foi… depois de um tempo ele voltou pedindo alimento, eu como tenho 18 anos e moro sozinho, como mais fora de casa do que em casa, e a maioria dos alimentos são pizzas,refrigerantes e coisas do gênero.. eu disse que não ftinah feito compras e estava sem alimentos como arroz,feijão e outros.. ele na maior arrogancia disse: “me dá o dinheiro que eu compro.”
    logo me extressei e falei, te ajudo a 5 meses e nunca neguei nada, não vou te sustentar.
    ele me xingou e saiu revoltado, nunca mais voltou em casa…

    por causa de pessoas assim você acaba pegando raiva e deixando de ajudar outras pessoas.

    • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

      Foda, né? Mas aí entra a questão de não poder generalizar e tal… com certeza tem gente que valorizará mais a ajuda. Nunca passei por essa de ajudar alguém por tanto tempo e depois levar uma dessas… deve ser revoltante heauhea

  • Renata Queiroz

    Realmente, creio que a ajuda dada por algumas(muitas) pessoas á pedintes, é visivelmente mais prejudicial que benéfica. Nunca vi alguém sair das ruas por meio de esmola, é porque não há esmola que dê jeito na mendicância. Grande parte desse problema é do do governo e ponto. Eu disse grande parte, não ela toda.

    Raramente, por exemplo, uma criança ‘trabalha” sozinha, quase sempre há um adulto por trás, fazendo o que caracteriza-se por exploração infantil. Porém, sem perceber, você acaba contribuindo para um desestímulo daquelas pessoas a tomarem uma atitude para saírem das ruas, e enquanto disporem daquela opção, é lá que vão ficar, um verdadeiro ciclo vicioso. 

    Há umas duas semanas atrás, eu voltava do dentista e no meio do caminho fui abordada por um homem aparentemente alterado por drogas ou álcool. Ele me pedia R$10,00 para comprar 1Kg de arroz. Disse que não daria o dinheiro e me ofereci para comprá-lo junto com ele no supermercado que ficava bem perto dali, ele alterou o tom da voz, começou a me seguir e não falar coisa com coisa, eu como estava sozinha, fiquei mais intimidada ainda, e acabei dando o dinheiro, com medo de ser agredida ou coisa pior. Quer dizer…praticamente um assalto. Mas, não generalizo. Tento seguir o padrão do “Dou comida, mas não dou dinheiro”, mas, quando se junta a vontade de ajudar e os olhinhos cheio de fome e ausência de infância uma criança, não dá pra evitar a caridade.

    • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

      Que situação, hein? É o que falei sobre “obrigação” de ajudar… às vezes somos intimidados e tomamos uma atitude para evitar que algo nos prejudique (e às vezes isso é feito baseado num julgamento errado). Certa vez um cara me pediu moedas, falei que não tinha e ele começou a andar comigo. Perguntou aonde eu trabalhava e tal, mas meu trampo era a uns 20 metros de onde ele tava, então logo o papo acabou. Não faço ideia do que aconteceria se continuássemos andando, já que aquela área era meio vazia…

  • Marcofaga

    O texto e os milhares de comentários não chegam nem perto da principal questão: Por que devo me importar com o destino do dinheiro dado? Pq devo me importar se é para matar a fome ou se é para usar drogas? Quem sou eu para julgar qual o melhor destino do dinheiro doado? É bem simples: Atente apenas ao fato de que a pessoa está pedindo dinheiro sem se importar com o destino. Uma vez uma pessoa me pediu dinheiro e em seguida acrescentou que era por que tava com fome e bla bla bla. Apenas disse: amigo aqui está o dinheiro que você pediu e eu estou afim de te dar, o que você vai fazer com ele não sou eu quem devo julgar e nem é da minha conta, um abraço e fica com Deus.

    • Rubens Rocha

      Acho
      essa atitude um tanto quanto ridícula. Estamos falando do dinheiro de um
      trabalhador, que passou o mês todo lutando pelo seu salario, seja para
      sustentar a família, seja para pagar a faculdade ou apenas sair com a namorada.
      Pode até ser que muitas vezes nosso dinheiro vai parar no lixo ao gastar com
      futilidades, mas esse dinheiro conquistado com trabalho duro, sendo doado sem a
      menor preocupação, sendo doado sem a menor intenção de saber qual será sua
      finalidade é a mesma coisa que ver a tal cesta sendo jogada no córrego sem
      nenhum pudor.  Doar dinheiro ou qualquer
      outra coisa sem se preocupar o uso é a mesma coisa que jogar no lixo.

      • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

        Bem, acho que o maior problema é que, ao doar sem pensar para onde vai, você pode acabar ajudando com algo ruim. E aí, naturalmente, provavelmente nunca saberá desse algo ruim que aconteceu. E aííí a pessoa simplesmente acha que fez a boa ação do dia, enquanto pode ter ajudado a pessoa que pediu e ferrado a vida de outrem…

  • http://www.facebook.com/arthur.s.mendonca Arthur Silva Mendonça

    não tem obrigação de ajudar essa pessoas. Mas TODAS elas são vagabundas, preguiçosas? 

    às vezes eu me sinto terrivelmente, asquerosamente preguiçoso, quando vejo umas pessoas se esforçando pra sair daquela situação.
    Digo isso porque lembrei de uma senhora que fica no calçadão da cidade onde moro, com um garoto que parece ser acometido de paralisia infantil ou uma doença parecida, que o faz ficar na cadeira de rodas, alheio ao mundo. Todo dia ela está lá com o garoto, vendendo umas canetas Bic, com uma puta cara de alegria, ou pelo menos ela finge bem. Ela não faz essa cara de miserável que muitos pedintes fazem, e nem usa o garoto para abocanhar umas moedas.

    aí eu me pergunto se TODAS essas pessoas fudidas são mesmo vagabundas. 

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      Toda generalização é burra e a do Marcos foi mais ou menos uma delas (se notar, ele falou a maioria). O ponto é que o texto foca mais nos “mendigos profissionais”, e não nos casos como o da senhora das canetas.

      No caso da senhora que vendia canetas com o garoto paralítico, me pergunto o porque do governo não ver nestas pessoas uma forma de ajudar realmente? Ou sei lá, existir meios de ambos terem um conforto justo, e claro, um trabalho justo.

      Na cidade que vivo, tinha um mendigo com um daqueles catéters para recolher urina, e vivia na frente da estação. Não sei para onde ele foi agora, mas o ponto é: o que fazer com pessoas assim? 

  • Marcofaga

    Vágner, há vários razões de alguém pedir dinheiro na rua. Pode ser por necessidade ou desespero, mas pode ser também pelo fato de a pessoa ter se acostumado a esse tipo de vida. E pq não posso considerar isso um trabalho? Do ponto de vista econômico não há nenhuma perda, a renda foi gerada pelo trabalho do doador que voluntariamente ofereceu uma parte irrisória da sua renda para alguém que pediu. O problema está apenas na cabeça de quem acha que o trabalho por si só tem algum valor moral sobre o não trabalho. Também não vejo nenhum problema na compra de drogas, cabe a cada um saber o que deve ou não fazer com seu corpo, se ele compra drogas e essa compra financia o tráfico é pq o tráfico precisa se armar diante do fato de que o Estado proibiu as drogas. É a proibição então que gera a violência, não o consumo. Se o consumo de algo financiasse violência, então haveria traficantes de leite, chocolate e qualquer outro produto comercializável sobre a face da terra. Não há nenhuma lei que criminalize alguém que não toma banho, logo não há nenhum problema legal em não tomar banho. Se a grande maioria dos mendigos não quer tomar banho, e se a sociedade acha que é melhor que eles durmam em albergues com segurança, que se construam albergues onde essa regra não seja levada a cabo, ou que a regra seja abolida. E se em última instância a pessoa ainda quer viver na rua pq deseja voluntariamente, cabe a sociedade encontrar maneiras de garantir a ela o mínimo de cidadania respeitando o desejo de ela viver na rua.

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      Nos focando ao fato de que alguém se acostuma a pedir dinheiro na rua e valores morais. Se você considera receber um valor irrisório por não fazer nada na vida, podemos considerar que roubo também é uma forma de trabalho? (na cabeça de um criminoso, sim).

      Quanto as drogas, concordo que cada um faça o que bem entenda. Mas aí penso: se eu contribuo ajudando um mendigo a comprar drogas, estou fazendo o que afinal? Creio que não é sendo legal com ele. Quanto a proibição, é outro assunto. O assunto aqui é o “ser obrigado a contribuir com ‘nada’”. Da mesma forma que aí me lembra que esqueci de falar sobre flanelinhas, que mostra o quão a sociedade não se define. Se a segurança pública é basicamente feita por policiais, que deveriam garantir o zelo do patrimônio de todos, por que existem pessoas que fazem esse serviço extorquindo?

      Sobre banho e afins, é a regra do albergue, baseada em normas da sociedade brasileira. Pode me chamar de higienista, mas sinceramente me sinto inseguro e agoniado vendo pessoas morarem nas ruas. Pode sim ser uma liberdade da pessoa, mas ao mesmo tempo é uma liberdade que interfere no alheio. Por que os mendigos não montam uma cidade só para eles, já que existe essa tal liberdade para isso? No dia que eu for morar na rua, pode ter certeza que já morri por dentro, só façam o favor de me matarem em definitivo e enterrar.

      Mendigos, flanelinhas, etc… podem ser considerados marginalizados pela sociedade, mas ao mesmo tempo eles se marginalizam pois não seguem as regras da sociedade. Se é para viver sem regras, então melhor abdicar todas, né?

  • Polygall

    Interessante esta pergunta…será que definir como boa ação não é uma maneira de limpar a consciencia, do tipo “pronto, hj fiz minha boa ação…sou um cara bom…ate esmola eu dou!”. Como vc mesmo disse…é um consolo. Pq sera que as pessoas colaboram muito mais com um bando de estudantes pintados que também vão usar este dinheiro para beber e talvez usar drogas?? Eles podem, pq são jovens que passaram no vestibular? Não estou questionando o certo ou o errado, mas talvez tentando entender que a ação em si incomoda mais pelo publico pedinte do que pelo dinheiro. É como se o outro zombasse de vc (por vc ter q trabalhar) mesmo sem ele perceber. O incomodo é tanto que ou você não dá e acha um absurdo xingando-o de vagabundo (mesmo que mentalmente) ou você dá querendo que ele gaste com o que você acha que ele deva gastar…como se soubesse das necessidades do cara. Mas você não deu???Fato é que dar ou não deveria ser algo decidido sem julgamento…algo mais espontaneo. Sem consciencia pesada…sem achar que vai resolver o mundo…e sem acreditar que pagou os seus pecados.

    Obs. Qto a cara de piedade..talvez esta percepção esteja mais no seu jeito de ve-los do que neles. E se insistir pergunte se ele já procurou um CRAS (Centro de Referencia de Assistencia Social) e se querer te intimidar citando a cadeia, fale a lingua dele “porra mano, sei quale..meu tio tá no corre, assinando ainda e na luta. Hj to zerado”…rs. Talvez em ultimo caso…resolva e mto!!!

    • http://www.facebook.com/vitordoisab Vítor Moreira Barreto

      Polygall, interessante você dizer que dar ou não dar deveria ser um gesto sem julgamento. Eu concordo. Bom seria se pudéssemos praticar generosidade sem tanto raciocínio, não acha?

      Afinal, sem sua generosidade, a pessoa não tem nem mesmo a oportunidade de fazer alguma coisa boa.

    • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

      O exemplo dos universitários é interessante! Eu lembro que mendicando por uma hora no trote consegui uns 20 reais. E sei que isso não é muito em comparação ao que outros conseguem…

      Eu até entendo a questão de ‘fazer sem julgar’. Mas aí entra um contraponto: se por um lado dizemos que fazemos a boa ação ao dar um trocadinho para rolar um autoconsolo, também será meio que um consolo dizer que deu um trocado sem pensar para onde aquele dinheiro irá, levando em conta que o destino dele pode custar a vida de outras pessoas. Por isso, eu acabo pensando sim no destino do trocado. Pode ser uma análise preconceituosa, mas da mesma maneira que quero ajudar alguns, não quero colaborar com o prejuízo de outros… e aí entra a questão de nunca termos certeza do destino do dinheiro, e de buscarmos outra maneira de ajudar.

      No mais, acho que é válido trabalhar esse assunto com alternativas, tipo falar do CRAS (e em último do último começar a falar gírias insanas haeuhea)

  • vhdm

    Nunca dei, nunca darei.
    Não dou nem 10% de garçom. Quer moleza chupa pau de velho. Num fode.

    • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

      hAHUHUAhua

  • http://www.facebook.com/people/Gabriel-Moraes/100001748526976 Gabriel Moraes

    “Esses olhos funcionam de forma tão potente quanto uma arma”

    Pior, esses olhos são bem piores do que as armas, hoje em dia a desculpa moderna para fazer o mal é fazer o bem.

    Esses olhos são a justificativa para usar as armas.

  • http://www.facebook.com/people/Gabriel-Moraes/100001748526976 Gabriel Moraes

    “Esses olhos funcionam de forma tão potente quanto uma arma”

    Pior, esses olhos são bem piores do que as armas, hoje em dia a desculpa moderna para fazer o mal é fazer o bem.

    Esses olhos são a justificativa para usar as armas.

  • http://www.facebook.com/people/Gabriel-Moraes/100001748526976 Gabriel Moraes

    “Esses olhos funcionam de forma tão potente quanto uma arma”

    Pior, esses olhos são bem piores do que as armas, hoje em dia a desculpa moderna para fazer o mal é fazer o bem.

    Esses olhos são a justificativa para usar as armas.

  • http://www.facebook.com/people/Isa-Belli/1584206490 Isa Belli

     Felipe, se cada pessoa fizesse algo para que o mundo fosse um lugar melhor para todos não haveria tanta gente pedindo, nem esse peso na consciência em não dar, nem frustração por ter que dar. Será que, como ser humano, você vê relevância nas suas ações sociais? Entende seu papel na sociedade, cumpre com ele? A verdade é um pouco dura, mas não viemos ao mundo a passeio. Não estamos em férias neste planeta – por isso há coisas que devemos fazer, coisas que podemos fazer, e outras, que mal devíamos imaginar. Não existimos só para nós mesmos – nossas ações e omissões influenciam tudo e todos a nossa volta. Bacana tocar no assunto para reflexão;  necessário começar a entender o processo; e, urgente a começar agir! Não acha?!

    • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

      Ótimo comentário, Isa! :) Eu penso muito nisso. Pra começar, sempre vem à cabeça que nós podemos fazer mais por quem precisa. Às vezes até podemos acabar fazendo algo que não sairá barato para nós, e aí vem aquele pensamento ‘porra, e os impostos que eu to pagando? Pra onde vão?’. Outros tendem a dedicar tempo/dinheiro numa boa a quem precisa.

      Eu, particularmente, insiro cada vez mais em meus planos ações que poderão ter um bom impacto nessas pessoas. Por outro lado, são ideias que eu vou acumulando/estudando pro futuro, enquanto eu sinto que, no presente, estou fazendo menos do que poderia fazer.

  • http://www.facebook.com/people/Rodrigo-Caparelli-Chicoli/100000583321660 Rodrigo Caparelli Chicoli

    Uma vez que um pedinte veio pedir dinheiro pra mim, e eu dei com todo gosto, foi quando ouvi “Tem um real ai pra eu comprar uma pinga?” 

    Pelo menos o cara foi sincero, era uma noite fria e provavelmente ele dormiria na rua. Mas fora isso, as vezes dou, as vezes não… Tem farois que eu passo, que sempre tem o mesmo cara pedindo dinheiro, falando que precisa pra comprar remédio, ele sempre segura a mesma caixa/receita na mão, não sei o que ele faz com o dinheiro, e se ele precisa ou não dos remédios. E acho que nunca vou saber!

    • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

      E, pelos exemplos que deram, há situações piores ainda. Um leitor falou que uma mesma mulher pediu ajuda duas vezes para inteirar passagens para dois lugares diferentes haha

      No caso da pinga, lembro bem de um cara que sempre vivia pedindo trocados pra comprar a bebida. Todo mundo costumava ajudá-lo mesmo, porque sabia que ele era inofensivo e o fim dos trocados seria, invariavelmente, a pinguinha

  • André Nespoli

    Achei muito ruim e desnecessária essa matéria.

    A ortografia perfeita e expressões mais rebuscadas me fizeram ter a impressão de que passou por uns 3 revisores.

    O texto não tem opinião, e nem suscita alguma, pois não dá muitos fatos e ainda termina com uma pergunta.

    Poderia escrever mais, mas ninguém leria, pois já estaria enfadado com o texto principal.

    • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

      Também achei um lixo. Mas cara, acho que só passou por um revisor. Foi o Jader que falou comigo, mas tenho certeza que foi o Clint que fez a revisão.

      Achei bem tosco mesmo! Faltou dar exemplos, e nem dá pra sacar que a ideia era mostrar que uma mesma pessoa pode tomar atitudes completamente diferentes em situações semelhantes. Destaco a parte em que você diz “não dá muitos fatos”, porque o texto mal conta com exemplos distintos e suficientes para uma reflexão. E, com isso, é péssimo questionar ao leitor o que ele faz para entender se essa indecisão é comum! Ainda mais nessa época de tão poucos avanços tecnológicos, em que é tão ruim usufruir da interação entre escritor x leitor :( uma lástima publicarem isso.

      Valeu pelo apoio!

  • http://pulse.yahoo.com/_XDO2TFDXLCT4RQMWWAMODL7B6I renato

    Na verdade, o maior determinante é o berço em que vc nasceu. Pobre se ferra, trabalha mais, e ainda tem que aguentar todo mundo o chamando de vagabundo. Existem exceções, onde entra, claro, a força de vontade, mas entra muito o fator SORTE.

    Não basta querer, basta nascer rico.
    Quero ver alguém me explicar onde está o MÉRITO do Thor Batista em relação a um pedinte que vende balinhas no sinal…
    Acorda, Brasil.

  • http://pulse.yahoo.com/_XDO2TFDXLCT4RQMWWAMODL7B6I renato

    Aconteceu comigo duma pessoa pedir dinheiro pra passagem, dizendo que faltava x reais pra inteirar a passagem. Dei exatamente x reais. Uma semana depois vi a mesma pessoa, no mesmo bat-local,  em frente a um banco, abordando uma velhinha com o mesmo caô. Cheguei perto e perguntei: “UAI, NÃO VIAJOU AINDA? E O DINHEIRO QUE EU TE DEI?”. Nunca mais vi o cara por lá.

  • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

    Acho foda essa questão da tolerância. De fato, acabamos tendo que tolerar muitas coisas sem reclamar. Dependendo do que ocorrer, acabamos levando xingos pela “falta de compaixão” e etc.

    Quanto à analogia, acho que todos conhecem alguém que aparentemente se contenta em levar uma vida de mendicância. E isso por várias razões… às vezes a pessoa chegou a uma idade em que, para ela, é mais fácil continuar nesse sistema do que se preocupar em mudar tudo. Outros precisam de incentivo, e por aí vai…

  • Carvalho Adilson

    O texto ta muito bem escrito… 99% dos pedintes são uns fanfarrões mesmo, vamos parar de demagogia, o povo alimenta este vicio que só cresce e vira uma espécie de “the walking dead” dos pedintes.Nós somos os responsáveis por isso, hoje não dou nem orelha pra surdo,nem língua de sogra pra mudo e quando estou afim dou dinheiro sem que me peçam nada.
    Uma vez dei 10 reais pra uma mulher com um bebê magérrimo  dei 3 passos, olhei para trás tinha um cara com 1,90 uns 90kg pegando o dinheiro da cretina.
    Já caíram no golpe da receita médica?
    No golpe do acabei de sair do ex-presidiário?
    No da minha mãe ta morrendo no hospital?
    No inválido que ta com bafo de cachaça?

    Quer dar dinheiro? doe para um hospital, escola, creche… dar dinheiro pra velho é dar mau exemplo para os jovens!

    Cara nem que os ricos dessem metade da renda…. os pobres iam gastar tudo em 90 dias….. alguns iam se dar bem mas esses que pedem por esporte seriam sempre pedintes.
    Não sou rico e nem pobre, já passei fome, os ratos já andaram por cima de mim mas hoje eu estou de pé e graças a Deus nunca mais passarei por isso.

    Amém.

  • Michel Colombo

    Não podemos confundir questões lógicas, éticas e seguir somente o caminho frio da obviedade.
    Esmola estimula o pedinte? Sim. A obrigação é do Governo em controlar e ajudar? Sim. Vc tem obrigação de dar esmola? Não. 

    O mundo se tornou essa porcaria de hoje graças ao egoismo de todos nós. 

    “ah, mas o cara podia trabalhar” Vc sabe se podia?
    “ah, levanta a bunda daí e vá procurar um emprego” Vc sabe se ele nunca tentou?
    “drogado vagabundo, sai desse e vá caçar emprego” Viciados são doentes, pacientes e precisam de ajuda para sair dessa.

    Esmola não, mas julgamento premeditado é muito triste.

    Revolucionário de sofá? Não mesmo! Revolucionários… normalmente são esses que mantem a bunda  na cadeira e ficam sentados vendo seus seguidores se estreparem. Apenas acho que existem infinitas formas de ajudar, diretas e indiretas.  Virar a cara, e fingir que o problema é de outros é muito fácil. Que tal pegar 50 reais e comprar de marmitas e lavar para um mendigo uma vez ao mês? Isso não incentiva absolutamente nada, isso alimenta!!!! Muitas vezes são pessoas com problemas mentais que não poderão trabalhar, ganhar seu dinheir e deixar de ser o dito “vagabundo”

    Precisamos de um pouco de compaixão. Alguns comentários que li acima são lamentáveis. MAS cada um com a sua forma de julgar. 

    É uma pena ler esse tipo de comenetário numa revista tão culta como o PdH

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      Só que vamos parar e pensar: se não julgamos um pouco que seja, será que aí não veríamos os problemas que temos? Tem que se pensar um pouco friamente sim.

      Tá certo, existem pessoas que são doentes mentais, tem problemas de estima (estava pensando nisso agora), sofreram muito na vida, e o que restou foi a rua. Não é opção, foi “o destino” que forçou a isso. Neste caso, seria interessante a intervenção do governo como dito, mas tem que ser uma via de mão dupla ou então algo autoritário (como a internação compulsiva por causa do vício ao crack).

      Volta ao parar e pensar: de uma certa forma, tudo acaba sendo julgado. O fato de não ajudar é um julgamento, é um pensamento “vai que o cara não é necessitado e só faz isso para ganhar dinheiro e dar um golpe?”. E como sabemos, seja pela mídia ou não, infelizmente há o fator vício. Muitos vivem nas ruas pois apenas sustentam o vício em alguma droga, lícita ou não.Pense em uma condição a sua: você sustentaria o vício doentio de algum familiar? Se a resposta é sim, a conversa acaba aqui. Se não, retorna ao parar e pensar: você também não acabou de julgar o vício alheio?Tem pessoas que conheço que de certa forma ajudam as outras, mas de outras maneiras. Doando um dinheiro para construir uma creche à uma comunidade por exemplo.  Doar um dinheiro para sustentar um vício ou a vida nas ruas, acho meio que cruel até.

      • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

        Acho que aí entra um pouco da questão ‘não vou julgar a pessoa. Farei a minha parte doando algumas moedas’. E aí o doador nunca mais vê a pessoa e não sabe aonde o dinheiro foi apreendido. Pode se consolar achando que o dinheiro foi comprado pra alimentar itens para sobreviver, como comida – e isso pode ter acontecido mesmo. Mas imagine se o cara comprar uma arma, por exemplo, e assaltar e matar. O doador nunca saberá disso e continuará afirmando que fez uma boa ação. E se souber do ocorrido pode dizer ‘mas eu fiz a minha parte doando. Não é minha responsabilidade fazer o cara gastar direito’.

        É foda. Quer queira, quer não, é tenso doar sem fazer uma análise. O pior é quando a pessoa tem um forte preconceito que a impede de pensar direito mesmo. Mas, no mais, a tendência é que o doador sempre pare pra pensar em quem tá pedindo o trocado.

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        É por aí. É meio difícil analisar certas coisas pois temos a cultura do “deixa estar”. “Ah, eu pensei que estava fazendo algo de bom ajudando a pessoa, então eu não tenho nada a haver com a situação em si”… É que nem fazer aposta em jogo do bicho: você sabe que vai para apostar e tentar algo, e sabe, nem que seja um pouquinho, que tem “mutreta” por dentro.

        Sem hipocrisias, posso dizer que tenho meu “deixa estar também”. 

  • Kevenr

    Ai vai uma historinha minha. 

     Era 2010,morava em Vitória ES e em algum dia da prova do ENEM estava la eu ,jovem mancebo, indo almoçar antes de encarar 5 horas de muitas alternativas.Estava indo para um restaurante e então fui abordado por uma mulher muito má vestida com farrapos que pedia comida, eu pensei e decidi pagar um almoço para ela.Ela diz que tem um marido e 2 filhos que estavam em outra rua(apesar de não ter os visto).Então disse: “Hmmm, ok eu pago almoço para todo mundo”.Ela então sai feliz dizendo “Obrigada Doutor” e eu sem graça pelo novo apelido.

     Então, ao entramos no restaurante e ela diz para um funcionário na porta “Estou com ele” e percebi que eu era um “passe” para poder entrar. Ao chegar nos balcões de comida , ela toda empolgada começa a gritar “Eu não to roubando nada não, o doutor aqui esta me pagando” e os funcionários começaram a se aproximar e eu disse que estava pagando.Mesmo assim, aquela cara de desaprovação e nojo continuavam estampadas em todos.Cheguei perto da “Nova Estrela do Recinto” e disse para se acalmar,que não precisava chamar atenção e ir apenas se servir.Daí ela responde “Me desculpa doutor, vou ficar quieta”. Comecei a me servir e ela o mesmo.Quando ela foi pesar na balança , vi que ela colocou quase 3 quilos de comida pela balança.Enquanto estava na fila para pesar,ela me chamou para sentar junto a ela, pegou parte para comer ali e o resto para levar a familia.
     
     Naquela altura, estava muito sem graça e não queria sentar com ela de forma alguma.Após pesar, comecei procurar outra mesa para sentar longe dela, mas o restaurante estava lotado.Então vi um colega de biblioteca em uma mesa e me juntei a ele.Expliquei o que estava acontecendo e ele começou a rir.Terminei de almoçar e vi que ela ja tinha saido do restaurante.Fui ao caixa e após uns 10 min na fila fui atendido.Expliquei o acontecido e tentei negociar os 80 reais de comida.A dona do restaurante veio me explicar sobre tal mulher.Ela não estava levando comida para familia, uma vez que nem tinha.Ela era uma drogada e estava levando para bandidos,traficantes.Disse que ela ja tinha um histórico em vários restaurantes da cidade.Eu paguei 50 reais e saí chocado pensando: “Fiz um ato de boa fé,valeu a pena?”

    Poderia muito bem ter recusado ajuda-la. Aquela foi uma alternativa que escolhi …  e tinha mais 450 pra escolher naquela tarde.

    (passei no vestiba que queria,larguei, hoje estou em sampa fazendo algo bem diferente do que “queria”)

    • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

      Experiência foda, cara. Eu me sentiria meio babaca, e talvez até puto por ninguém avisar para quem ia aquela comida. Mas ninguém ia cortar uma mulher que leva comida pra traficante, né? Não são loucos hehe

  • http://www.facebook.com/marcos.prs John Coverdale

    Não sei, mas acho que de todos os argumentos, respostas, críticas e até ofensas gratuitas, eu concordo na maioria da parte com Felipe.
    É fácil falar que o pedinte tem que trabalhar, mas aposto que a grande maioria aqui não daria um trabalho para estas pessoas, em suas casas ou suas empresas, porque estes pedindas já são vistos como vândalos e vagabundos. Já cansei de ver moradores de ruas pedindo dinheiro e comida, mas ninguém deu, já cansei de ver, aqui na cidade onde moro, os mesmos moradores perguntando às pessoas se elas tinham um terreno para carpirem ou sapatos a serem engraxados em troca de umas moedas ou comida, e isto também foi negado.
    Prefiro não julgar as pessoas, principalmente sem conhecê-las, pois não sei o que aconteceu, o que as levou às ruas e porque estão naquela situação, mas é óbvio que para a maioria das pessoas, chamá-las de vagabundas e mais fácil, pois assim podem virar as costas sem o menor peso na consciência.
    Eu dou dinheiro, não por me sentir intimidado, dou porque fui criado assim, além disto, se tenho uns trocados sobrando e que não vão me fazer falta, por que não ajudar uma pessoa que talvez não teve as mesmas oportunidades que eu? Se eu não tiver grana, ofereço um cigarro ou o que eu tiver na mão, troco uma idéia, pois muitas vezes um pouco de atenção também acaba sendo tão bem-vindo quanto dinheiro.
    E outra coisa, meu, olhe para estas pessoas na rua! Exigir delas educação e etiqueta na hora da abordagem? É no mínimo mesquinho. Vocês acham que estes pobres moradores de rua devem ter o mesmo nível de educação e etiqueta que vocês tem? Muitas vezes a falta de educação é fruto do desespero, do fundo do poço, do vício, da dependência química ou da fome. Vocês não tem ideia do que é viver na rua para estarem julgando tanto as pessoas que nelas vivem, mas o pior de tudo, é que julgam, apontam e condenam sem saber a história de cada uma delas. Enquanto eu não sei o que houve com cada pessoa que me pede uma moeda, eu prefiro não pensar, de cara, o pior sobre ela, prefiro poder ajudar sem condenar ninguém, se ela estiver mentindo, eu pelo menos não perdi nada.

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      Só que sem querer, você pode estar alimenando um ciclo e sendo mais cruel ainda dando esmola do que não dando.

      Vou fazer uma analogia idiota. Por que pombos hoje vivem em praças e tem de monte? Por que ratos vivem nos esgotos e tem de monte? Por dois fatores: alimento de sobra para eles e falta de predadores. Tire pelo menos o alimento dos pombos e eles migram para outro lugar.

      Claro, não dá para discordar do fato que existem n fatores do porque o mendigo ir para as ruas. Família, vícios, etc… Assim como também o fato de um flanelinha estar nas ruas é porque a polícia não faz o trabalho dela como se deve. Só que aí mostra: um mendigo está na rua porque ele sabe que sempre tem “uma alma caridosa que vai o ajudar”.

      Mães exploram os filhos nos sinais para vender balas ou pedir esmolas. Pessoas mentem para adquirir drogas e ir se matando aos poucos. Será que no final você não está sendo cumplice disso? Se você não se importa realmente com isso, a conversa para por aqui e nem precisa responder.

      • Suzin Felipe

        Vagner, eu concordo com voce, a sua analogia e idiota. :-) 

        Esmolas nao alimentam a miseria, ninguem fica mais pobre por receber uns trocados na rua. A miseria forca estas pessoas a procurar meios para sobreviver, pedir, roubar, ameacar, vale tudo se nao se tem o minimo. 

        Este “darwinismo social” que dita que so os mais aptos tem que sobreviver e que se tem pessoas se alimentando das migalhas da tua mesa a solucao e acabar com as migalhas e provavelmente a coisa mais desumana que existe. So este pensamento de que pessoas sao como pombos ou ratos so por que nao tem acesso a riqueza que esta concentrada nas maos de uma minoria e revoltante. 

        Existem mendigos, assaltantes, viciados em crack, etc… Nao apenas por que a renda e concentrada nas maos de uma minoria, mas por que constantemente pessoas com todos os beneficios do mundo as consideram como nao mais que ratos e pombos. Pragas urbanas que se a fome nao mata, a violencia nao mata e o Estado nao controla crescem fora de controle. 

        Entao, ou voce traz estas pessoas de volta ao status de humana e comeca a tratar elas como o que elas sao: Pessoas como voce. Ou parta para o outro extremos, acabe com o restinho de humanidade que elas tem e parta para o exterminio. 

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Usando o meu velho clichê “Pare e pensa”. Hoje você tem grupos que vão atrás de mendigos, de viciados, e procuram dar uma “humanidade” a pessoa. Só que penso que ser humano é ser capaz de gerir por si suas decisões. Claro, um mendigo muitas vezes não pensa por si só, nem consegue mais pensar pois para ele todas as oportunidades já foram. Ou ele não aceita a condição da sociedade e quer que o aceitamos, tal como tem gente que diz que queria que a sociedade o aceitasse, mas ele não aceita a sociedade como é…

        Mas existem grupos de apoio. Existem possibilidades de ajuda. Existem meios da pessoa sair de um ponto de miséria e fazer algo. Lembrando o caso da “Cracolândia”: igrejas abriram as portas para viciados entrarem e terem um mínimo de abrigo. Quantos foram buscar ajuda? O caso dos albuergues que eu disse, que tem a condição de o cara dormir lá só que tem que tomar banho. Se um mendigo não se adequa as regras de uma sociedade, o que ele faz ali no meio? Por que ele não busca outro lugar? Vai viver no mato, colher seu alimento?

        Como vou tratar alguém com os “meus restos”? Não é melhor ele buscar “o bom e o melhor” para ele? O que aprendo é que as pessoas tem que ser aptas, buscar o que quer. Tirando alguns casos, se a pessoa tem condições para fazer algo, ela deveria fazer algo, correto?

        Tem gente que tem 50 anos, é paralítica, mas já escreveu livros até. Por que temos que tratar um “mendigo”, um “flanelinha” como coitados, se até pessoas que tem paralisia ou até sofreram acidentes hoje fazem de tudo para ter uma vida “normal”? Entende? Ficar com dó e ter pena demais não vira. Eu ainda acho que é ser mais cruel ainda. Se o cara tem consciência do estado que está, ele, ao meu ver, teria que ter consciência que é possível reverter. Generalizando para pior, claro.

      • Suzin Felipe

        Vagner, da uma lida de novo no teu comentario e repara nos adjetivos com os quais voce qualifica as pessoas em estado de miseria: “nao pensa, nao aceita, nao segue as regras, nao se adequa a sociedade, faz menos que pessoas paralizadas”. voce consegue perceber o quanto falta de empatia na tua postura? 

        Compara os teus comentarios com os do John Coverdale ai em cima. Voce consegue perceber a diference em como ele ve estas pessoas e como voce ve estas “coisas” que nao se moldam as tuas expectativas? 

        Se voce nao consegue, te acalma que e normal, e a educacao e cultura das classes privilegiadas do Brasil  que dificultam qualquer forma de empatia com estas pessoas. 

        Em sociedades com melhor distribuicao de renda que o Brasil tambem existem bebados, drogados, pessoas que nao querem trabalhar, etc… Pessoas que por opcao ou outras series de disturbios se colocam em posicao de pobresa. Sao um numero insignificante. Chegam a ser quase folcloricos em algumas comunidades. Comunidades alias que os abracam e protegem, por que sabem que a unica medida de caracter que existe e ver como aqueles em melhor posicao tratam aqueles em pior posicao.

        O que acontece no Brasil e outra coisa, e a miseria imposta de fora, mantida pela absurda disparidade de distribuicao de renda, e todo um aparato de controle e violencia mantido pelo Estado. Milhoes de pessoas no Brasil sao mantidos a margem da educacao, do trabalho e renda digna para que um grupo pequeno possa ter quantidades absurdas de dinheiro e poder. 

        Estas sao as pessoas em pior situacao do Brasil, tratadas pelos ricos de forma pior do que eles tratam seus cachorros e gatos. Alias, tecnicamente falando, estes animais domesticos tem um acesso melhor a renda e tratamento humano que um grupo de milhoes de brasileiros. 

        E pedir demais um pouco de empatia? 

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Aí eu pergunto: eu sou obrigado a ter empatia 24 horas por dia? Eu tenho que ser OBRIGADO a ter empatia com certas situações? Caramba, eu vivo minha vida. Já vivi em situação próxima a de morar na rua, com pouco dinheiro na mão. Eu não sei 100% como é ser um mendigo, mas sei o que é estar sem dinheiro, sei o que é passar fome. Já pedi uma vez uma esfirra no ônibus para uma pessoa, pois fui visitar meu pai e só tinha dinheiro do ônibus. Acho até que eu tinha oferecido uma moeda pro cara na verdade para “comprar” a esfirra dele. Até hoje me arrependo em partes disso, pois sei que o melhor seria eu trabalhar e ter uma condição melhor. De me preparar melhor, me disciplinar melhor. Sei lá se seria uma situação diferente se o cara não tivesse dado a esfirra, até hoje agradeço também por isso. Se um dia conhecer o cara e eu tiver condições, devolvo as esfirras em dobro :) .
        Já tive situações de tentar pedir um dinheiro para completar a passagem. Ninguém me ajudou (na verdade, uns amigos tentaram, mas não tinha como). Isso no Rio de Janeiro. O que fiz? Eu tinha um celular, vendi. Foi a melhor coisa que fiz. Dias depois trabalhei, juntei e comprei outro. 
        E não nego também que já ajudei em casos que eu via que era necessário ajudar. Pagando a passagem de alguém por exemplo (acho que paguei a passagem quase de uma família inteira uma vez) ou pagando um lanche, ou dando um biscoito que tinha. E já dei dinheiro também, dependendo de como a pessoa chega e fala o que vai fazer, até ajudo. Mas eu não sou obrigado a ser 100% doador. Não nego, certas situações eu filtro, como a situação que falei do moleque que falou que não gosta de café. Outra vez estava na padaria tomando café, um mendigo veio pedir também. Dividi o pão que eu tava ao meio e ia passar metade do leite (que eu nem tinha tomado) para ele. Ele falou que não gostava de pão sem chapa. Na hora cancelei o pedido.O que estou tentando colocar é o seguinte: NINGUÉM CONSEGUE AJUDAR QUEM NÃO QUER AJUDA. E certas situações, a esmola é mais atrapalhar que ajudar. Se um mendigo está lá porque quer viver do jeito que ele quer, sem trabalhar, sem fazer esforço, o que adianta dar uma esmola pro cara? Boa parte das pessoas carentes que tem o mínimo de caráter, não vão roubar ou furtar, vão pegar latinha, recolher papel, ajudar com os recicláveis. E ao invés da prefeitura pegar esse tipo de gente para trabalhar  e ganhar um dinheiro justo, acaba dando a coleta de lixo para empresas amigas, mas aí é outro assunto.Já foi-se o tempo da bondade significar algo. Infelizmente.
        Enfim.

  • Michel Colombo

    Bom, vai de cada um. Mas sou adepto ao: “Faça 10% se é o possível. Pois 10% de algo é melhor que 100% de nada”

    Não gosto de me prender ao “e se…” Prefiro me ater ao palpável. Posso não saber onde está sendo empregado, na verdade, posso apostar que a maioria vai pra alimentação e a minoria, bom, essa vai ao vício muitas vezes.

    No ponto de vista da compaixão e não da razão social, mesmo que vá ao vício podemos analisar que será   uma ajuda ao dependente. Vamos com calma! Não estou dizendo que contribuindo com dinheiro (coisa que rarissimamente faço) eu estaria ajudando pois ele teria acesso a droga. O que estou dizendo é que a sua não contribuição não fará diferença alguma na vida dos viciados, pois o “faço minha parte” não funciona com dependência química. Isso não é reciclagem de lixo ou reflorestamento.

     Somente a internação, resolveria. Portanto, sua contribuição “ajudaria” (notem as aspas) em um momento de desespero do indivíduo quanto à sua necessidade da droga

    Incentivo ao uso?  Nem a pau, pois como disse acima, isso não faria diferença alguma. “Se todos parassem de dar esmola ele não pediria” (absurdo!). Ele tirará a força, aí chamam a policia, aí morre meio mundo, muitas vezes quem nada tem a ver com isso.

     Reação em cadeia é inevitável no abandono da politica publica, quando se trata de pedintes, moradores de ruas e principalmente dependentes químicos.

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      Entendo agora.

      Tu falou de compaixão, e aí me fez lembrar que existem lugares que as pessoas tem compaixão uma pelas outras. Só que isso é mais cultural. Japão é um dos melhores exemplos de compaixão. Pode acontecer o que for, os caras lá aprenderam muito sobre disciplina e respeito mútuo. E sofreram juntos também. Terremotos, tsunamis, guerras, ameaças nucleares… A minha visão é que eles se ajudam muito pois todos sabem o quanto sofreram e todos sabem que unidos podem fazer algo.

      Volto para São Paulo (capital), e me lembra um post no Papo de Homem sobre a própria sampa e o “amor que falta”. São Paulo é uma megalópole. Milhões de pessoas. E todas no final não se conhecem 100%. Vai mais para o interior e note: quase nenhum mendigo, no máximo um bebado. Por que? Cidades pequenas, as pessoas se conhecem. As políticas públicas são locais. Se existe um mendigo, o mesmo é encaminhado ao departamento social da cidade e lá eles veem o que faz. Se bobear, até consegue um emprego bom.

      É difícil ter compaixão em São Paulo, Rio de Janeiro ou qualquer metrópole.Teria que ter uma paciência e coração gigantesco para ter compaixão com tantas pessoas. Mais fácil ter em outros lugares. 

      O que tento por é que não dá para discordar que ser humano É um ser humano. Mas como ser humano, ele tem a total liberdade de fazer o que bem entende, a total responsabilidade pela consequencia de seus atos, e como consequencia não dá para julgar o outro que não faz nada por ele, já que o mesmo optou por aquele caminho por julgar mais cômodo.

  • http://www.facebook.com/people/Joaquim-Do-Prado/100002304385080 Joaquim Do Prado

    A melhor coisa a fazer é aquela que te deixe dormir tranquilo.

  • http://www.facebook.com/people/Manuela-Esquivel-Rodriguez-Montero/781643242 Manuela Esquivel Rodriguez Mon

    quase sempre que alguém me pede dinheiro e eu dou, me arrependo, porque na maioria das vezes a pessoa olha a quantia em suas mãos, sai andando e não agradece – nem olha na minha cara. e aí eu fico imaginando as piores coisas possíveis que a pessoa vai fazer com aquilo.

    e sempre que não dou, me arrependo também, porque de duas uma: ou a pessoa me diz palavras doces como “tudo bem, obrigado, fica com deus” e me deixa com peso na consciência, ou faz propensas ameaças, como “depois é assaltada e num sabe pq”, e aí eu temo pela minha integridade física.

    é, a situação do pedinte é sempre um beco sem saída.

  • Leticia

    Hahuahua… Também dei dinheiro a este rapaz no ultimo sábado, dia 27/10
    Só que desta vez ele disse (em inglês, claro) que precisava acertar alguns documentos sobre a cidadania brasileira para se matricular em uma universidade do Rio. Resumo: Até para pedir esmolas hoje é necessário inglês fluente hahaha!

  • Rodrigo

    Ideologia Brasileira: Eu não posso fazer nada pelo Brasil.
    o governo que faça

    Ideologia Japonesa: O que eu posso fazer pelo meu pais.

    Em resumo as oportunidades que tenho sempre foram muito mais favoráveis que a dos infelizes que moram na rua, eu ajudo sim! Pois não se mata a fome com palavras e ninguém aprende de barriga vazia. Esta matéria tem cunho preconceituoso.
    Talvez fosse uma boa fazer uma fogueira e matar todos as pessoas que vivem na rua, seria mais humano não seria? Trata-los como animais e mata-los para que não sofram mais. “Ajudou pq o cara tinha um Inglês impecável”

    Desculpem a todos muita besteira junta em uma pagina só.

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