Respondendo perguntas necessárias sobre nosso trabalho e o documentário "O silêncio dos homens"

Dialogando com nossa comunidade sobre pontos importantes a respeito de como atuamos, escolhas e processos de aprendizado.

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Diante da repercussão do projeto "O silêncio dos homens", recebemos diversas perguntas. Nos alegrou, em especial, receber elogios de ativistas em diversos campos.

Como é natural, também recebemos críticas. Muitas das perguntas estão conectadas a respostas ou ações já realizadas por nós ao longo desses 12 anos. Mas sabemos que não há como ninguém acompanhar tudo o que fazemos e também há problemas que de fato precisamos reconhecer e seguir melhorando.

Ainda há muito a ser feito. O PdH e os homens que participam da equipe e dos projetos possuem muito a melhorar pessoalmente, também.

Link Youtube | Disponibilizamos legendas em inglês e espanhol

Abaixo seguem algumas das respostas que acreditamos serem importantes para todos que nos acompanham.

Bastidores de "O silêncio dos homens"

O que exatamente é o PdH?

Uma plataforma de transformação das masculinidades. Hoje atuamos em três braços. Um portal de conteúdo público, um braço de eventos e o Instituto PdH.

Realizamos ações remuneradas e atuamos também de forma não-remunerada com escolas, universidades e instituições diversas. Trabalhamos em rede com institutos, coletivos, empresas, escolas, universidades e órgãos públicos por todo o país.

Lutamos pela equidade de gênero, contra o machismo, pelo fim das violências contra as mulheres e pela transformação dos homens.

Roda realizada por nós em escola em São Bernardo do Campo

O PdH é composto só por homens?

Não. Temos mulheres em nossas equipes de trabalho há anos. Somos uma rede com centenas de homens e mulheres que colaboram para que tudo isso siga vivo. O projeto "O silêncio dos homens" teve várias mulheres em posições de liderança, como listamos mais abaixo.

O que vocês fazem pra ajudar a acabar com o machismo? E como vocês estão promovendo a responsabilização dos homens?

Responsabilização é uma das mensagens centrais do documentário "O silêncio dos homens", assim como do estudo resultante. Concordamos que é passo absolutamente essencial.

Precisamos reconhecer os erros e falhas com honestidade, nos olhar no espelho antes de qualquer processo de mudança começar.

Toda a atuação do PdH, no portal, nos eventos, nas centenas de ações em escolas, fábricas, instituições diversas e órgãos públicos, é calcada nisso. Estamos sempre abertos a convites para novas maneiras de seguir atuando na luta contra o machismo. Caso queira falar conosco, envie uma mensagem para posts@papodehomem.com.br .

Roda realizada em SP com a Secretária de Justiça e o grupo "E agora, José?", para capacitar homens que vão trabalhar no combate à violência de gênero

O projeto "O silêncio dos homens" é somente o documentário ou há algo a mais?

O projeto se iniciou com uma pesquisa qualitativa que teve conversas em profundidade com dezenas de homens e mulheres. Em seguida realizamos uma pesquisa quantitativa online, que obteve mais de 40.000 respostas. Essas etapas foram a base do documentário.

O lançamento do documentário foi realizado com exibições independentes e voluntárias em todo o Brasil, contando com articulação de dezenas de mulheres e homens interessados no tema.

Também lançamos um relatório de pesquisa e seguimos apoiando os grupos que surgiram pelo país.

O título "O silêncio dos homens" não seria paradoxal, considerando que os homens ocupam tantos espaços de fala e posições de poder?

Endereçamos essa questão no próprio filme, mas vale tratarmos aqui também. 

No estudo que fizemos com a ONU Mulheres em 2016, descobrimos que 7 em cada 10 homens não falam sobre seus medos, obstáculos e dúvidas nem com seus amigos.

Ao mesmo tempo em que ocupam tantas posições de poder, não falam sobre o que está dentro — o que acaba travando justamente o processo de transformação necessário para acabar com o machismo. Sem escuta interior, não há consciência e sem consciência não existe mudança. Ao silenciar suas emoções, eles não desenvolvem empatia ou escuta com as mulheres, nem consigo próprios e com outros homens. 

E esse silêncio também se manifesta de maneiras distintas a depender de sua condição social. Homens brancos, negros e LGBT possuem silêncios e dores distintas. Então o silêncio no título do filme é de significado amplo, diz respeito ao mundo emocional, às omissões, a não responsabilização. 

Em episódio recente do podcast Coemergência, Ismael dos Anjos, que atuou como coordenador do projeto, também abordou essa questão em mais detalhes.

O que nos motivou a fazer o filme?

Em 2016 lançamos o nosso primeiro documentário com pesquisa, que escutou mais de 20.000 pessoas. Ele nos mostrou que 7 em cada 10 homens não falam sobre seus maiores medos, obstáculos e dúvidas com os amigos.

Já notávamos o mesmo fenômeno em nossas rodas de conversa há mais de 10 anos. E, à medida em que nos aprofundamos no estudo sobre masculinidades, observamos como esse silêncio está na raiz de vários outros problemas.

Violência doméstica, ausência de mulheres em posições de poder na política e economia, assédio, estupros, sexismo institucional. Entre os homens, observamos altas taxas de suicídio, homicídio, elevado índice de mortes no trabalho, baixa expectativa de vida dos homens trans, alto encarceramento de homens negros jovens... a lista é longa.

Silêncio aqui tem sentido amplo. É emocional, verbal, social, tanto individual como coletivo. Estamos falando de uma rigidez psicológica, que se torna um vulcão quando associada aos "mandamentos da masculinidade": ser bem-sucedido profissionalmente, não agir de modos que pareçam femininos, não levar desaforo pra casa, dar em cima das mulheres sempre que possível, não expressar emoções, dentre outros.

A maioria dos homens foi treinado para sufocar o que sente, aguentar o tranco e peitar a vida, como machos.

Acontece que essa maneira de existir e estar no mundo tem causado danos para as mulheres e para os próprios homens. É tempo de mudar.

Por que vocês não abordaram o tema masculinidades negras, masculinidades não heterossexuais e transmasculinidades em maior profundidade no filme? 

Essa também é uma dor nossa. Daria pra fazer um documentário inteiro só sobre masculinidades negras e também outro inteiro sobre masculinidades não heterossexuais e transmasculinidades.

Entretanto, optamos por fazer um filme introdutório, que apresentasse vários temas importantes no campo das masculinidades: os problemas, as dores, as origens, a situação nas escolas, no campo, em diferentes regiões do país, violência de gênero e caminhos de mudança, masculinidades negras, masculinidades não-heterossexuais, como iniciar um grupo, e, permeando tudo isso, responsabilização.

Sabíamos também que se o filme ficasse com mais de 1 hora, seria bem mais difícil chegar em escolas, empresas e eventos diversos — aprendemos isso com nosso primeiro documentário sobre equidade de gênero (vamos comentar logo abaixo).

Focamos em falar com pessoas que ainda estão distantes do tema, isso implicou em uma série de decisões de linguagem e edição, para fazer com que o filme furasse bolhas e chegasse mais longe.

O projeto foi inteiro pensado pra ser público e com distribuição horizontal. Torcemos para que ele inspire novos documentários, ações, pesquisas e mergulhos. E seguiremos tratando de masculinidades negras e não heterossexuais no Instituto PdH, em nosso portal e em nossos eventos "Homens Possíveis" e "PAI".

Como faço pra exibir o filme em minha cidade ou comunidade?

Basta preencher esse cadastro e ler *atentamente* às instruções para receber o filme em HD. Você pode usar como quiser.

Esse é o primeiro documentário que vocês fazem? Por que não fizeram algo focado em equidade de gênero e feminismo antes?

Em 2016 lançamos o filme "Precisamos falar com os homens? Uma jornada pela igualdade de gênero", realizado com a ONU Mulheres e viabilizado pelo Boticário.

Foi uma das maiores pesquisas já feitas nesse campo, direcionada pelas demandas de mulheres ativistas para nós. 

O projeto nasceu de um convite da própria ONU Mulheres, que aspirava estabelecer campos de diálogo mais construtivos com os homens e as masculinidades, pois entenderam que a transformação necessitava tê-los como aliados para ir mais longe e superar obstáculos fruto da resistência dos próprios homens. Sem tocar homens em posição de liderança política e econômica, muitas barreiras seguiam (e seguem) de pé, infelizmente. Por isso escutamos milhares de mulheres e homens pelo país para mapear caminhos possíveis de mudança.

O relatório completo do projeto está aqui — ele começa oferecendo um panorama sobre o patriarcado, suas origens e consequências. O documento inclui ainda sete gatilhos de transformação e uma série de ações a serem realizadas já, em contextos corporativos, domésticos e públicos. 

O documentário e a pesquisa foram realizados por uma equipe só de homens heterossexuais?

Não. O projeto contou com dezenas de pessoas (quase 50) e organizações distintas. Trabalharam nele homens, mulheres, pessoas brancas, negras, asiáticas, pessoas hetero e pessoas não-hetero.

Mas houve mulheres com voz e posição de liderança no projeto?

Sim. A pesquisa qualitativa foi liderada por Juliana Fava. A direção-geral documentário foi compartilhada entre uma mulher e um homem, Luiza de Castro e Ian Leite. A edição foi feita por Ana Higa. A estratégia de relações públicas foi coordenada por Gabrielle Estevans. A identidade visual foi feita pelo Estudio Nono, liderado por Inara Negrão e Jorge Oliveira. A equipe de Natura e de ONU Mulheres que fizeram interface com o projeto, também se envolvendo em sua construção, foram lideradas por mulheres. A equipe de Reserva também contou com mulheres. Por fim, a equipe de pesquisa quantitativa teve mulheres em posições sênior na estruturação do questionário e análise dos dados, atuando de ponta a ponta.

Luiza de Oliveira, co-diretora do documentário, junto da equipe Monstro Filmes, em bastidores de gravação

Há legendas em inglês e espanhol para o documentário?

Sim, só ativar no próprio YouTube.

Quero ajudar e ser anfitrião(ã) de uma exibição do documentário ou até mesmo iniciar um grupo de homens em minha região, o que faço?

Fantástico. Centenas de mulheres e homens se cadastraram e dezenas de sessões públicas e voluntárias aconteceram pelo país. Em escolas, igrejas, universidades, empresas, teatros e órgãos públicos.

Se cadastre aqui para ser anfitrião(ã) (leia com atenção as instruções e observe os links indicados). Você vai receber o filme em HD e pode usá-lo para fazer quantas sessões quiser, seja em espaços públicos ou privados.

Leia também todos os detalhes sobre como organizar sua sessão.

Foto de uma sessão independente de "O silêncio dos homens" realizada em Maputo (Moçambique) :-)

Por que vocês falam em "masculinidades saudáveis", não acham que o nome pode ser problemático?

Pode, sim. Pra nós esse é apenas um termo provisório, uma ferramenta de diálogo em um momento de transição. O projeto MEMOH fez uma crítica muito interessante sobre no episódio #10 do podcast deles.

A masculinidade deve ser destruída? A masculinidade deve ser resgatada e retornar ao tradicionalismo?

Não consideramos nosso papel dizer qual o futuro ou solução da masculinidade. Estamos nessa investigação ombro a ombro com vocês, aprendendo e criando caminhos possíveis junto homens a mulheres que acreditam que é possível sermos mulheres, mais responsáveis e equitativos.

Porém, não achamos que o caminho passa por destruir a masculinidade ou por resgatar as visões de nossos avôs.

Não acham que vocês estão feminilizando os homens? 

Não. Acreditamos em liberdade, é ok ser chucro ou ser feminino — que cada homem possa viver sua masculinidade do modo como achar melhor, desde que de forma responsável e sem invadir os direitos de outras pessoas. Escrevemos vários textos sobre isso.

Vocês possuem podres? Pessoas da equipe ou da direção estão escondendo ações machistas que já cometeram? Por que ficam pagando de homens saudáveis e resolvidos?

Em todos os eventos, rodas e workshops que organizamos, abordamos publicamente falhas cometidas por nós e incentivamos o processo de quebra do silêncio e responsabilização por parte dos homens. Essa é uma prática constante em nossa rede.

Os homens que participam ou participaram do PdH são comuns, falhos, com erros, atitudes machistas e questões a melhorar, com toda certeza. Nenhum de nós se posiciona como nada além disso. Não podemos falar pelas pessoas individualmente, mas acreditamos que cada um tem procurado lidar com suas questões pessoais de maneira responsável.

Quem nos acompanhou em nossos primeiros anos sabe que o PdH era um veículo machista que se achava não-machista, basicamente composto por jovens imaturos, inseguros e sem conhecimento sobre a temática de gênero. Publicamos artigos vergonhosos, a maioria fora do ar. Pedimos desculpas inúmeras vezes por essas falhas. Caso localizem textos que devam ser removidos, pedimos a gentileza de nos avisar pelo email posts@papodehomem.com.br .

Muito do que aprendemos veio através de erros graves cometidos por pessoas que participaram do PdH ao longo dos anos. Como afirmado antes, somos homens comuns em processo de mudança, conscientização e responsabilização. 

O nosso fundador Guilherme tem um texto publicado narrando questões pessoais e se responsabilizando por ações ruins e machistas que já cometeu, por exemplo.

Encontrei um artigo antigo de vocês que possui trechos sexistas / transfóbicos / homofóbicos. Por que ainda estava no ar?

Pedimos a gentileza de enviar um email para nossa equipe em posts@papodehomem.com.br , vamos agir imediatamente. De antemão pedimos desculpas. Muitos de nossos artigos mais antigos são problemáticos e vergonhosos. Fizemos um pente fino para tirar vários do ar, mas como somos um time muito pequeno, sabemos que nem tudo foi resolvido.

Enviei uma mensagem a vocês que nunca foi respondida.

Pedimos desculpas. Como mencionamos acima, nossa equipe é bem pequena e boa parte do tempo estamos sobrecarregados. Não conseguimos responder todas as mensagens que chegam, infelizmente. Mas mesmo mensagens não respondidas muitas vezes se tornam tema de debate entre nós, para reflexão e melhoria. Agradecemos a disposição de todos e todas em dialogar conosco.

Vocês fazem algum trabalho não remunerado?

Grande parte de nossa atuação hoje é não remunerada.

Vamos a escolas e universidades, ajudamos a capacitar pessoas na luta contra a violência de gênero. Atuamos com órgãos como ONU Mulheres, Defensorias Públicas e Secretarias de Justiça. Apoiamos ativistas jurídicos, políticos e do campo da educação.

Digitalmente todo nosso conteúdo é público. Todos os dados gerados por nossos estudos são públicos. Oferecemos orientação a milhares de homens e mulheres ao longo dos anos sobre dores relacionadas ao machismo e as masculinidades — nunca indo além do que nos cabe falar como homens, sem invadir o espaço das mulheres ou falar por elas. Do mesmo modo, orientamos centenas de pessoas sobre como iniciar grupos e rodas de combate ao machismo.

Vocês passaram a lidar com pautas ativistas como estratégia de negócios?

Não. O projeto nasceu para ajudar as pessoas. Mas no início a equipe era imatura e pouco capacitada a fazer isso, apesar da aspiração bonita. Só fomos começar a aprender de verdade sobre gênero, machismo e feminismo quando o PdH tinha uns 5 anos de vida. De lá pra cá têm sido quase 8 anos de aprendizado constante, erros, escuta ativa às mulheres e trabalho.

Quando passamos a abordar mais esses temas (cerca de 6 ou 7 anos atrás), a maioria das empresas que trabalhava conosco se afastou, o que gerou uma crise financeira. Quem nos lia achou que estávamos sendo falsos, quem era ativista pensava igual. Mas uma vez que você entende melhor o contexto de desigualdade, opressão e abuso que afeta tantas pessoas, não há como voltar atrás. Por isso seguimos adiante. Foram anos até surgir confiança na legitimidade desse processo.

Somos um projeto independente, pequeno, de equipe enxutíssima, que luta todos os dias para manter suas contas e impostos pagos, além de oferecer remuneração justa a quem trabalha conosco.

Além disso, projetos nos quais somos melhor remunerados (realizados com empresas) ajudam a financiar nosso tempo para atuação não remunerada com escolas, órgãos públicos, pessoas e instituições diversas que nos pedem ajuda em todo o país. Grande parte do trabalho diário da equipe é gasto com ações quase invisíveis, respondendo emails, comentários, DMs, dialogando com professoras, ativistas, agentes públicos, homens e mulheres enfrentando dores ligadas às masculinidades. Escolhemos atuar desse modo por acreditar ser correto oferecer o conhecimento gerado a quem mais precisa dele.

Os dados de pesquisa e todo o conhecimento gerado por vocês são públicos então?

Sim. No caso de "O silêncio dos homens", por exemplo, temos uma parceria com a USP que vai disponibilizar inclusive a base de dados integral para que outras pessoas e centros acadêmicos possam rodas análises independentes.

"Vocês são liberais imperialistas", "Vocês são esquerdistas comunistas"

Por incrível que pareça, recebemos as duas críticas. Não nos identificamos com nenhuma delas.

Nosso editorial é de tendência progressista, entretanto, temos autoras e autores em diversos espectros políticos e damos autonomia para que se expressem. Buscamos construir pontes com diferentes públicos em diversos segmentos por todo o país. Dialogamos com bolhas mais progressistas e outras mais conservadoras. Não à toa produzimos um estudo nacional chamado "Construindo Pontes & Derrubando Muros", em parceria com o Instituto Avon.

 

Que tipo de impacto positivo vocês geraram ao longo dos seus 12 anos de existência?

Perdemos a conta de quantas rodas, workshops e atividades presenciais fizemos. Independentes, em escolas, fábricas, empresas, órgãos públicos, coletivos. Com jovens, adultos, homens, mulheres, pessoas hetero, LGBT, negras, brancas, na cidade, no campo. Onde nos chamam, nós vamos.

O querido Pedro Burgos nos ajudou a analisar os mais de 220 mil comentários recebidos por nós e descobriu que, a cada 11, um diz "obrigado". Essa é uma de nossas maiores alegrias.

Qual a agenda de vocês?

Sobrevivermos como uma instituição independente, em constante aprendizado, focada no florescimento humano e transformação das masculinidades. Aspiramos realizar isso em constante diálogo, escuta e aprendizado com as mulheres. 

Como fazemos:

  • com nosso portal, cujo conteúdo é inteiramente gratuito e acessado por milhões de pessoas todos os anos

  • com os eventos anuais (também públicos) "Homens Possíveis" e "PAI: os desafios da paternidade"

  • com o Instituto PdH, que realiza ações pagas com empresas e ações não-remuneradas com escolas, coletivos e outros grupos sem condições de financiá-las

* * *

Caso você tenha alguma questão que não foi respondida, podem nos enviar pelo email posts@papodehomem.com.br ou colocar nos comentários aqui embaixo (estamos com um problema técnico e eles só estão funcionando na versão mobile, prometemos resolver em breve).

Como nos provoca a autora bell hooks (fonte constante de inspiração para nós) nesse excelente livro, "o que foi e ainda é necessário é uma visão de masculinidade em que a autoestima e o autoamor da pessoa formem a base de sua identidade.".

Recomendamos, em especial, esse livro de bell hooks — didático, capítulos curtos, fácil e gostoso de ler e discutir em grupo

Se deseja fazer algo já, mergulhe em nosso mapeamento com "129 projetos, iniciativas e pessoas que trabalham com a transformação dos homens, no Brasil e no mundo". Leia nosso guia prático para iniciar um grupo de homens. E nos siga no instagram, todas nossas novidades serão divulgadas aqui e por lá.

Agradecemos a todos e todas pelo carinho, pelas críticas e pelo interesse em seguirmos avançando na luta pela equidade de gênero, contra o machismo, pelo fim das violências contra as mulheres e pela transformação dos homens.


publicado em 19 de Outubro de 2019, 12:26
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Redação PdH

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