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Estreia de "O silêncio dos homens": tudo o que você precisa saber

Dia 29 de Agosto, às 20h30, estreando em exibições independentes em todo Brasil. E você ainda pode organizar sessões depois dessa data, livremente.

Nota editorial: se quer ser um anfitrião e ainda não se cadastrou, está em tempo. Pode se cadastrar aqui, já são mais de 950 homens e mulheres pelo país.

Todos cadastrados vão receber o filme em HD e podem usar livremente para ações e exibições futuras, mesmo após o dia 29.

A hashtag oficial em todas divulgações é #osilênciodoshomens .

* * *

Preparem os corações, viemos anunciar que nosso documentário “O silêncio dos homens” tem data de estreia: 29 de agosto de 2019.

Reservem a data. Levem em conta a duração de 58 minutos pro documentário.

Depois de um ano de pesquisas e entrevistas pelo Brasil todo, meses de gravações e mais de 40.000 pessoas escutadas, chegou a hora de levar “O silêncio dos homens” para as telas, para ser visto, ouvido, sentido e discutido. 

Foi o projeto mais ousado dos 12 anos de existência do PapodeHomem: um filme único sobre as dores, qualidades, omissões e processos de mudança dos homens. 

Ainda não viu o trailer?| Fone de ouvido e tela cheia, por favor ;)

Quando lançamos nosso trailer, nós abrimos uma convocação para que quem tivesse interesse pudesse ser um anfitrião e exibir “O Silêncio dos Homens”. Se você só viu agora e ficou interessado, ainda dá tempo. É só preencher o formulário aqui.

"O silêncio dos homens" é um documentário produzido e pensado para ser de acesso aberto. Aspiramos que possam assistir nosso filme de qualquer parte do país. Assim como o filme, os dados da pesquisa também serão 100% públicos por meio de um convênio com o Consórcio de Informações Sociais (CIS) da USP.

Contamos com a viabilização de Natura Homem e Reserva. Quem deu o suporte par a pesquisa quantitativa foi a Zooma Inc.Juliana Fava liderou a etapa qualitativa do estudo, com o olhar afiado de Caio César na filtragem desses diálogos. A Monstro Filmes foi responsável por toda a produção, captação, direção e montagem do documentário, capitaneada por Luiza, Ian, Ciça, Higa, Ed e mais um time de talentos. Estudio Nono, nossa identidade visual e ainda contamos com o apoio institucional da ONU Mulheres.

Afinal, como vai ser a estreia?

Na prática, vai ser assim: os anfitriões vão receber o link pra baixar o documentário em HD, um guia de como conduzir uma roda de conversa construtiva sobre masculinidades e um arquivo com dados chave da pesquisa.

Cada exibidor escolhe e prepara o local da exibição e convida os amigos, a comunidade ou o grupo de homens do qual faz parte. Então, a ideia é que todos os anfitriões pelo Brasil inteiro estreiem o filme dia 29/08, às 20h30 — mesmo dia e horário em que teremos nossa sessão de estreia aqui em São Paulo com a equipe, entrevistados, colaboradores e convidados. 

Vai ser uma grande estreia nacional simultânea!

Conseguiu imaginar que coisa linda? Inclusive, queremos pedir que todos tirem foto da estreia, mostrem de onde estão assistindo, com quem, contem o que acharam e nos marquem no Instagram.

Dia 29 o filme já vai estar disponível no nosso canal do YouTube. Quem não puder ir a nenhuma exibição também pode assistir em casa (já aproveita e se inscreve no nosso canal).

Pra ajudar os anfitriões a preparar as sessões e organizar de rodas de conversa depois do filme, nós separamos algumas dicas e sugestões:

0. Quero entender melhor a origem, equipe envolvida e metodologia do projeto, onde vejo isso?

Aqui.

1. O que o anfitrião tem que fazer?

Anfitrião é a pessoa que abre a casa ou que prepara um espaço para a sessão acontecer, convida parte da comunidade, cuida de dar o play no filme e, se quiser, conduz a conversa e a reflexão depois do filme. 

Organizar toda esta logística pode ser muito desgastante, portanto, diante de dificuldades, peça ajuda. Fale com um amigo ou amiga que também se interesse pelo tema, dividam as responsabilidades, criem eventos colaborativos, em que cada um dos convidados possa contribuir com algo.

Há gente que vai fechar um teatro ou auditório inteiro. Outras pessoas vão fazer na sala de casa pra família inteira, com pipoca e guaraná. Ambos são demais.

Não importa o tamanho de seu evento.

2. Como tem que ser o lugar?

Pode ser na sala de casa, num espaço cultural, numa sala de aula, numa quadra pública... O anfitrião fica livre pra escolher, mas é preciso ter atenção em alguns pontos pra garantir que todos consigam ver bem o filme.

Como estamos falando de um espaço para exibir, ou melhor, ESTREAR um documentário, na hora de pensar em que lugar você vai exibir, é importante: pensar em opções com suporte de vídeo e de som compatível com a quantidade de pessoas que o anfitrião pretende receber. 

Estrutura de som e vídeo

Se for exibir para poucas pessoas, em um lugar fechado e silencioso, uma televisão grande pode dar conta. Em exibições maiores, públicas, pode ser necessário um computador com o filme, um projetor, cabos de conexão, energia e sistema de som. 

Diferente de quando fazemos nos jogos da copa (em que a narração não é tão essencial), como estamos falando de um documentário, é preciso ter mais cuidado com o som, garantindo que todos vão conseguir ouvir claramente.

Para garantir que tudo funcione direito:

  • Teste os equipamentos.

  • Certifique se eles são compatíveis com a mídia do filme.

  • Verifique se os cabos não estão com mal contato.

Estrutura para os convidados

Resolvido as questões audiovisuais, vamos pensar na estrutura para os convidados:

  • Quantas pessoas cabem na sua exibição? 

  • Tem lugar para todos sentarem confortavelmente durante uma hora?

  • Dá pra enxergar e ouvir bem de todos os lugares? 

  • O local é acessível para o público que você pretende chamar?

3. Convidando as pessoas

Dependendo do lugar que o anfitrião escolheu e de quantas pessoas cabem ali, ele precisa definir: a exibição será aberta a interessados ou só a conhecidos?

Agora vamos aos convites: 

  • Se for uma sessão privada, faça convites diretos e pessoais. Convites simples, diretos, bem humorados e de coração aberto funcionam bem.
  • Em exibições que sejam abertas ao público, em espaços culturais ou comunitários, crie um evento nas redes, convide possíveis interessados, espalhe avisos em espaços visíveis.
  • Na semana na exibição, tente confirmar quem realmente vem!
  • Se os espaços forem limitados, mantenha uma lista de convidados confirmados para garantir que não extrapole a lotação.

Texto sugerido para convite (podem adaptar ou usar outro completamente diferente):

"É com imensa alegria que fazemos esse convite. Somos anfitriões voluntários para a exibição do documentário "O silêncio dos homens".

Venha assistir a estreia conosco. É uma produção fruto de um estudo nacional com mais de 40.000 pessoas, com apoio institucional da ONU Mulheres.

O filme é uma profunda investigação sobre as dores, obstáculos, valores, qualidades e processos de mudança dos homens. 

Todas e todos são pra lá de bem-vindos. Após a exibição, faremos uma roda de diálogo construtiva e respeitosa.

O projeto aspira plantar a semente para o surgimento de grupos regulares em cada um dos 5.570 municípios do país (sonho utópico, sabemos). Afinal, mudança de verdade exige tempo, rede de apoio e ações consistentes, só assistir um filme bonito não basta.

Vamos juntos?"

4. Criando um ambiente agradável

Aconchegando:

Criar um espaço de conforto e aconchego, que seja convidativo e que faça com que as pessoas se sintam bem, melhora em muito a experiência individual e coletiva. Para criar mais alguns lugares ou simplesmente pra deixar o ambiente mais aconchegante, o anfitrião pode espalhar tapetes, colchonetes, EVA, almofadas ou mantas pelo espaço. 

Parece muita coisa se tudo ficar sob responsabilidade do anfitrião. Novamente a sugestão é que o evento se torne algo colaborativo. Se preciso peça para trazerem cadeiras de praia, almofadas ou acessórios que possam contribuir com o ambiente.

Alimentando:

Sugiro evitar álcool e industrializados, se possível. Optar por alimentação leve, saborosa, bonita e natural. Se não tiver dinheiro ou não souber como providenciar, peça ajuda. Pode se surpreender com o quão fácil ela vem. Também vale pedir pra que cada um traga algo.

5.  Conduzindo a roda de conversa

Fizemos "O silêncio dos homens" pensando justamente na realidade em que os homens tem dificuldades de se abrir e dialogar sobre sentimentos e aflições. 

Por isso seria lindo se cada exibição do filme pudesse ter uma roda de conversa para que as pessoas pudessem trocar reflexões sobre o filme, sobre a vida e as masculinidades. 

  • Para facilitar a condução dessa roda, vale deixar claro para todo os convidados quais são os objetivos da roda de conversa: ser um espaço de reflexão, troca, florescimento humano, acolhimento e parceria.

Queremos incentivar espaços de escuta, oferecimento e aprendizado, que o desloque para fora de sua zona de conforto, que seja sustentável e ajude os participantes a florescer e nutrir melhores relações em todos os sentidos. 

  • Também é importante combinar: quais serão os valores adotados pelo grupo? Acolhimento, empatia, compaixão, abertura, não-violência, flexibilidade, altruísmo, respeito...?
  • É sempre bom estabelecer um acordo de convivência, ou seja, antes de começar a conversa, definir algumas estratégias que vão facilitar o diálogo e criar um ambiente menos hostil: 
  • Qual vai ser a dinâmica de fala? Basta interromper alguém para pedir a fala? Levantar o dedo? Quando um fala, todos escutam? 
  • Direcionem sempre para fala em primeira pessoa; nada de teorias genéricas e palestrinhas, é sobre o que sentimos, o que vivemos, na prática 

Pode parecer bobo, mas são questões importantes. Temas sensíveis ou polêmicos podem se transformar em brigas se isso não for alinhado. Participantes mais tímidos podem ser engolidos pelos mais dominantes.

Estas dicas devem dar conta de garantir uma ótima sessão de estreia com roda de conversa sobre “O silêncio dos homens”. Para quem se interessar, temos mais informações no "Guia Básico de Como Articular um Grupo de Homens".

E assistam ao nosso minidoc "Como conversar com quem pensa muito diferente de nós":

Link YouTube

6. Quanto tempo o filme dura? Quanto tempo deve durar meu evento?

O filme dura cerca de 58 minutos (estamos fechando edição).

Sugerimos meia-hora para as pessoas chegarem e se ambientarem, uma hora de exibição e pelo menos uma hora de debate. Ou seja, 2h30 a 3 horas pode funcionar bem. Mas claro, à vontade se preferirem fazer diferente.

7. Posso fazer uma exibição depois do dia 29/08?

Claro. Vocês vão receber o filme em HD e terem liberdade para seguir usando como acharem melhor.

A intenção é gerarmos diálogos e transformação social. Sejam criativos.

8. Depois do filme, como podemos seguir atuando? Quero fazer mais do que apenas uma exibição!

Sugerimos algumas rotas:

  • criar um grupo de homens (aqui um guia prático)
  • acompanhar algumas das dezenas de projetos acontecendo pelo Brasil (listamos mais de 100 aqui)
  • desenvolver pesquisas e/ou estabelecer grupo de estudos sobre masculinidades em sua faculdade seria *maravilhoso* — em uma perspectiva construtiva, focada em sonhar masculinidades possíveis para o futuro, não somente criticar (aqui um texto essencial sobre isso, da incrível bell hooks). em nossa opinião ainda há pouca literatura, pesquisa e dados sobre masculinidades no Brasil e no mundo, infelizmente. e sem conhecimento aprofundado, a mudança é muito mais difícil.

9. Mulheres podem organizar sessões? Mulheres podem ir nas sessões?

Claro que sim! Esperamos que pessoas de todos os gêneros, orientações sexuais, raças, religiões, idades e regiões do país possam assistir o filme e organizar rodas de debate.

10. Peraí, vocês falaram que sonham em ver ao menos um grupo de transformação das masculinidades em cada um dos 5.570 municípios do país?

Sim. É utópico, mas por que não? Trabalharmos sozinhos, por mais que milhões de pessoas nos acessem, é muito pouco. Acreditarmos em sonhar e trabalhar coletivamente, assim vamos mais longe.

Seriam grupos independentes, horizontais. Não há qualquer compromisso em serem direcionados ou coordenados pelo PdH. Vamos sempre oferecer apoio a quem desejar, com uma visão responsável para atuar no campo das masculinidades, mas deixando claro que as pessoas são autônomas para conduzirem seus trabalhos como julgarem mais adequado.

11. Vocês possuem material para auxiliar na divulgação em redes sociais?

Fizemos algumas, baixem a seguir — podem adaptar como acharem melhor inserindo as informações dos seus eventos: 

12. Há alguma hashtag do projeto? Como vamos compartilhar as fotos e vídeos de nossas sessões?

Nos marcando nas redes sociais com @papodehomem e também com a hashtag #osilênciodoshomens .

Vamos republicar as marcações em nossos perfis, assim teremos essa grande sensação de estreia coletiva em todo o país.

Encorajem os presentes a compartilharem suas impressões e críticas nas redes também, pra estimular o debate.

13. Em que formato vou receber o filme? Vai dar pra baixar? Fazer streaming?

Em um link pra download em HD. E também com o link pra transmissão no YouTube, esse vai chegar só logo antes das 20h30, mas o link pra download vem antes pra vocês poderem baixar e organizar tudo.

14. Estou muito empolgado mesmo. Quero fazer algo já, o que sugerem?

Se deseja começar agora, mergulhe em nosso mapeamento com "129 projetos, iniciativas e pessoas que trabalham com a transformação dos homens, no Brasil e no mundo". Ou caia de cabeça em nosso guia prático para iniciar um grupo de homens. E nos siga no instagram, todas nossas novidades serão divulgadas aqui e por lá.

Ainda não se inscreveu para ser anfitrião até agora?

É só se cadastrar aqui para ser anfitrião(ã) e enviaremos o filme e materiais mais próximo do lançamento. 

Lembrando: Dia 29/08, às 20h30, em todo o Brasil. Vai ser lindo!

Um grande abraço.


publicado em 14 de Agosto de 2019, 14:33
File

Guilherme Nascimento Valadares

Editor-chefe do PapodeHomem, co-fundador d'o lugar. Membro do Comitê #ElesporElas, da ONU Mulheres. Professor do programa CEB (Cultivating Emotional Balance). Oferece cursos de equilíbrio emocional e escreve pequenas ficções no Instagram.


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