Responda rápido, sem olhar, quanto dinheiro você tem no bolso? O troco para o ônibus? O valor de um lanche? Uma arara? Uma Garoupa? Feito este rápido exercício, qual quantia você costuma ter normalmente em seu bolso? Porque você costuma ter esta quantia específica?
Vamos a um segundo exercício. Quanto você possui de reserva no banco, somando tudo, conta corrente, poupança, renda fixa, ações? Se a resposta a esta pergunta for “zero”, “nada” ou mesmo “porra nenhuma”, sinto muito, game over para você, leia meu artigo sobre a importância de pagar primeiro a si mesmo.
Continua comigo? Bom! Vamos em frente então. Qual o percentual da reserva que você carrega em seu bolso? Calcule:
Percentual = OQueLevoNoBolso / MinhaReservaNoBanco * 100
Vamos a um exemplo prático:
R$ 100 no bolso, divididos por uma reserva de R$ 5000 na caderneta de poupança * 100 significam que você carrega por aí 2% de sua reserva.
Esses 2% representam seu nível pessoal de conforto com o dinheiro, ou seja, o percentual do que possui que lhe é confortável carregar consigo. Esse percentual pode ser diferente entre as pessoas, mas costuma ser estável para uma mesma pessoa ao longo da vida. Preciso continuar escrevendo ou você já percebeu onde pretendo chegar?
A partir de amanhã, lanço o desafio. Coloque no bolso, bolsa ou carteira, dez vezes mais dinheiro do que você costuma ter consigo. Se costuma ter R$ 50 na carteira, saia com R$ 500. Se costuma andar com R$ 150, saia com R$ 1500.
Já começou a doer? Deu medo de ser assaltado só de pensar em andar com todo esse dinheiro no bolso? Está suando frio? Pensa que sou louco e comecei a delirar ao escrever? Isto ainda não é nada, vai ver na hora em que estiver de verdade na rua, no metrô ou no ônibus com toda essa grana no bolso.
Dica 1, evite subcomunicar a terceiros que carrega grana suficiente pra comprar uma TV no bolso
Se você for como todas as outras pessoas, sabe o que irá acontecer? São poucas alternativas:
Para evitar isso, vou dar uma dica simples mas extremamente efetiva de fugir dessas armadilhas. Você vai até o banco e em vez de tirar o dinheiro no caixa eletrônico, vai até o caixa e pede para ele te entregar notas de R$ 100. Com essas notas na carteira você sabe exatamente o que carrega para se acostumar a andar com dinheiro e o que você carrega para o uso diário. Só lembre sempre de tomar muito cuidado, as notas de R$ 100 são azuis como as notas de R$ 2, um excelente motivo para você estar sempre atento ao lidar com seu dinheiro. Já pensou se enganar e pagar o cafezinho com uma delas?
O primeiro passo para enriquecer é se sentir merecedor da riqueza. É pensar como rico, agir como rico, viver como rico. Isto não quer dizer que você deva sair por aí comprando coisas que lhe façam PARECER rico. Você precisa das atitudes dos ricos, dos padrões mentais dos ricos. No momento em que andar com todo aquele dinheiro a mais em seu bolso deixar de lhe preocupar e se tornar uma coisa natural, significa que sua mente se acostumou a este novo patamar. Significa que sua noção do que é normal aumentou.
Ao aumentar seus padrões mentais sobre quanto representa muito dinheiro e quanto é um valor comum, automaticamente você aumenta a noção de quanto vale seu trabalho. Sendo esta sensação, estes valores, sua nova realidade, você estará muito mais preparado e confiante na hora em que for pedir um aumento ou quando estiver em uma entrevista de emprego, por exemplo.

Dica 2, foco
Aumentar sua percepção de valor faz com que as pessoas com quem você se relaciona lhe vejam sob esta nova perspectiva. Você é você, mais sua nova percepção. Propostas de trabalho melhores virão a seu encontro, ou melhor, ao encontro de seu novo “eu”. Compradores pedirão para ser atendidos por você. Mulheres cairão a seus pés (e homens cairão aos pés das leitoras do PdH).
Lembra que escrevi que ao longo da vida seu percentual de conforto pessoal costuma se manter constante? Essa é a melhor parte. Seu novo “eu” sabe disso e com os novos parâmetros, a nova confiança e a nova percepção de valor, será questão de pouco tempo para que suas reservas cresçam de forma a fazer seu percentual de conforto pessoal voltar a seus valores ideais.
Ou não, como diria o Caetano. Se você preferir o caminho mais fácil, basta continuar andando com pouco dinheiro na carteira.
A escolha é sua. Deixe seu comentário contando quanto você costuma ter no bolso e se está disposto a aceitar este desafio. Se decidir participar, anote em sua agenda o compromisso de voltar a este artigo daqui a um ano, para contar seus resultados.
Fabricio Stefani Peruzzo é empresário e investidor. Financeiramente independente desde os 35 anos, ajuda as pessoas na trilha da independência financeira e construção de patrimônio. Saiba mais em http://www.peruzzo.org e http://www.investimentoemimovel.com.br
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