Você pagaria um cara para xavecar sua mulher e testar a fidelidade dela?

Luciano Ribeiro

por
em às | Mente e atitude, O Lugar no PdH, PdH Shots, Sexo


Ciúme, orgulho, insegurança. Imagine-se tomado por tudo isso. Uma suspeita que consome noites de sono, tempo de trabalho, acelera seu batimento cardíaco, o arrasta pra todo lado. Imagine-se completamente dominado pelo medo da traição.

Sua mulher está metendo chifres em você? Até onde você seria capaz de ir para descobrir se suas suspeitas têm fundamento? Você teria coragem de contratar um cara para dar em cima e testar a fidelidade da digníssima?

Se conseguíssemos ilustrar a vida real, chegaríamos em algo assim

Não? Então, como você conviveria com essas dúvidas? Não acha que em algum momento ficaria descontrolado e acabaria fazendo alguma besteira? Gritar, xingar, bater, se humilhar, talvez encher a cara em algum boteco da vida.

Se sim, como você lidaria com a sensação de ver o cara se aproximando? Ver as primeiras reações da sua namorada, a forma como ajeita o cabelo e sorri quando ele fala alguma coisa engraçada. Ou como ela toca no braço dele e se aninha. Até onde você suportaria?

Mais ainda, até que ponto você o permitiria ir? O que você define como traição? Só considerar a possibilidade? Os primeiros flertes? Olhar, corresponder? Dar o telefone? Beijar? Trepar? Chamar de amorzinho? Ou só se ele comesse o cu dela e ela se apaixonasse? Onde mesmo começa a traição? Ou, melhor, o que tem de acontecer para disparar o sofrimento da sensação de ser traído?

Jack Knowles: contratado para seduzir sua mulher

Este cara existe. No melhor estilo “Teste de Fidelidade” do João Kleber, ele recebe dinheiro para pegar esposas e namoradas e colocar à prova a fidelidade das moças. Basta uma foto para identificar a vítima e ir à caça.

Para esta tarefa, Jack Knowles recebe cerca de £1000,00 por noite, dependendo de quão longe tem de viajar. Ele conta que ganhou mais de £200.000,00 em dois anos, tudo bancado por gente desconfiada. Saldo: a maioria das mulheres abordadas, segundo o que ele conta, foram infiéis.

Jack não acha que o seu trabalho tenha sido prejudicial aos caras que o contrataram; pelo contrário, sente empatia por eles. A razão?  Descobriu sua namorada dando mole para caras nas redes sociais.

Jack em ação (fonte: The Sun)

O tribunal da traição

Observar esse tipo de dinâmica – nessa histórias e em nossas vidas – me faz visualizar uma espécie de tribunal. Um mundo policial, CSI buscando os culpados, fazendo justiça, colocando quem merece na cadeia. Como se o traído fosse indubitavelmente a vítima da infidelidade cruel de uma mulher.

O que nos faz agir desta forma? Que tipo de sofrimento pensamos estar evitando quando testamos a pessoa que constrói uma relação conosco? Que tipo de garantia estamos buscando? Se a mulher passar no teste, isso significa que ela servirá como base segura para sempre? Ela nunca o trairá? Fidelidade é mesmo prova de amor?

Faz sentido pensar que aquele que trai (termo que uso na falta de outro melhor) tem culpa e está provocando o sofrimento do outro? Se assim fosse, o sofrimento da traição só surgiria diante de um fato consumado, não por um telefonema, um SMS ou qualquer outra coisa que fazemos com qualquer um, de maneira trivial. Mas o que assistimos muitas vezes é um festival de alucinações e exigências que, por si só, já são suficientes para desencadear toda uma rede de aflições.

Você nunca contrataria esse cara, certo?

É bem fácil falar “Que otários esses homens que pagam para descobrir se são cornos! É um absurdo, eu nunca faria isso, não consigo sequer tentar começar a imaginar eu contratando esse cara!”.

No entanto, muitos de nós não têm vergonha de olhar as mensagens de Facebook, checar Twitter, vigiar chamadas no celular, ligar para saber onde estão nossas namoradas (dando justificativas de que isso é “cuidado”), ou mesmo proibir determinadas atitudes, roupas, falas, relações etc. Na real, nós temos um pouco desse perfil de corno, em diferentes graus.

Estamos dia após dia contratando um cara para testar a fidelidade de nossas mulheres.

Este post é resultado de nossas práticas, diálogos e treinamentos na Cabana PdH. Quer entrar no Dojo?
Luciano Ribeiro

Editor do PapodeHomem, ex-designer de produtos, ex-vocalista da banda Tranze. Tem um amor não correspondido pela ilustração, fotografia e música. Volta e meia grava músicas pelo Na Casa de Ana. Está no Twitter, Facebook e Google+.


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  • http://www.queropensar.com.br/ Cleyton Bruno

    Faltou colocar o contato do cara.

    • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

      Ele está aposentado. Agora é um ex-xavecador profissional. ;)

      • http://www.queropensar.com.br/ Cleyton Bruno

        Que pena. Eu com certeza contrataria ele enquanto estivesse pirando hahahaha!

    • Paulo F.

      hehehe….essa com certeza é uma profissão de futuro.

  • http://www.facebook.com/viictor7 Victor Alexandre

    Confesso que já fiz isso com uma ex-namorada minha (‘contratar’ uma cara para testá-la), como na época eu a amava, não o deixei ir muito longe. Porém, ela foi.

    Fiscais de nossos relacionamentos, nós sempre seremos, por mais auto-confiança que tenhamos. E cá entre nós, não há um resultado seguro nisso. Mesmo que nossas patroas passem no teste, isso não impede que ela mude numa próxima oportunidade.

    O que deve-se pensar, é no que você e eu, caracterizamos como traição. Até onde nossas lindas gurias podem ir, delimitadas pelo nosso conceito de fidelidade. Começa daí, ultrapassando a linha que você e eu impomos.
    Tarefa difícil…

    Ótimo post, Luciano.

    • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

      Victor,
      Me diga, como você lidou com essa situação? Terminou? Continuou o namoro?

      Você acha que ela tem alguma culpa? Você acha que poderia ter sido diferente se não tivesse interferido adicionando a presença do cara? 

      • http://www.facebook.com/viictor7 Victor Alexandre

        Foi frustrante.

        Vê-la se derreter diante dos elogios do cara. O modo como ela ela o tratava com carinho, mesmo sem o conhecer. E pior, ver a possibilidade escrachada de ser ‘trocado’.

        Mesmo com isso, depois foi resolvido. Ela me disse que, errou, que eu era o cara que ela amava e etc.
        Continuamos o namoro, passei uma borracha na situação, com aquele diabinho do meu ouvido dizendo: ‘Ela vai fazer de novo’.
        Até que por desgastes e outros tantos motivos, eu terminei a relação.

        Se ela tem culpa? Acredito que não. Ela é humana. A carne é fraca. E humanos tem carne.
        Também não acredito que seria diferente se eu não tivesse agido dessa forma.

        Se bem que a única diferença , foi que eu não fui o ultimo a saber.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Victor,

      Por que sempre teremos fiscais? Não dá pra mudar isso?

      Será que sempre vamos precisar de uma regra de fidelidade de crie limites claro para o outro? Você acha isso um bom jeito de se relacionar ou apenas não sabe de outro jeito?

      Pergunto porque me debato nesses mesmos pontos. E às vezes ouço “Ah, mas isso é utopia, é muito difícil”. Ser difícil não significa que não podemos começar a avançar nessa direção. É como falar “Ah, a Alemanha é muito longe, não sei nem como chegar lá”. Falta curiosidade.

      O que me diz?

      • http://www.facebook.com/viictor7 Victor Alexandre

        Gitti, meu querido,

        Acredito que a questão de sermos ou não fiscais, está relacionada a insegurança e confiança = fidelidade.

        Ex: Eu confio na minha namorada, coloco a mão no fogo por ela, e aja o que houver, estarei ao lado dela, e lhe será dada a razão da situação.
        Existe hoje, alguém que possa se dispor dessa forma pelo outro? Talvez.

        E não. Não acho esse jeito fiscal nada legal. Poxa!
        Uma relação tem de ser sadia, pra haver fidelidade. Não pode ser uma prisão. Nem um jogo de vamos ver se você me merece ou não.

        Por isso, parei de ser assim. Aprendi a ter segurança de mim mesmo. E quando há insegurança, o que fazer?
        Bom, eu sento com ela, e converso. Olho no olho. Sem apontar erros ou errados. Sem delimitar limites. Apenas para ver a melhor forma de conduzir a relação. Com liberdade e fidelidade.

        Mas gostaria de ouvir de você, Gitti, como podemos quebrar esse paradigma da insegurança, maneiras de conduzir melhor uma relação, para que não nos tornemos fiscais.

      • verossimil

        Sei lá como resumir a questão. De repente é só fazer com que caia a ficha de que só o que me importa é que “minha” mulher seja “minha” (tanto quanto possível) enquanto estiver comigo. No resto do tempo, “passado pré-relacionamento” ou “futuro: adeus pertences”, o que faz “minha” mulher me diz tão pouco respeito quanto os minutos, horas ou dias transcorridos entre um encontro e outro, no “presente” (se é que isso existe).

        De outra forma, dá pra ter ciúme até do tempo que “tua” mulher passa com a mãe, as irmãs, as amigas e os filhos (teus, com ela, veja só), e uma eventual “traição” (termo mais do que exagerado), envolvimento mais ou menos “carnal” com outro membro (ui!) do clâ masculino que não arranque pedaço (padrão “lavou, tá novo”) seja, arrisco dizer, um aspecto lúdico “rodrigueano” de uma relação bem-sucedida. Certeza, há quem aceite e se farte…

  • http://www.twitter.com/lucinda_mateus Lucinda Mateus

    Isso realmente existe….estou chocada ….:/

    • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

      Existe.. Mas o que especificamente a choca nisso?

      • http://www.twitter.com/lucinda_mateus Lucinda Mateus

        Sei lá, pra mim as coisas funcionam diferente, acredito na conversa, se houvesse uma suspeita, colocaria as cartas na mesa e analisaríamos a situação friamente, para continuar ou terminar, já fiz isso várias vezes e sempre deu certo, esse negócio de contratar alguém pra testar fidelidade é demais pra mim

      • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

        Outra pergunta: o que exatamente você está chamando de “dar certo”?

      • http://www.twitter.com/lucinda_mateus Lucinda Mateus

        O dar certo, pra mim é conseguir, manter com uma pessoa que você gostou/gosta, um bom relacionamento até o fim, todas as vezes (exatamente 2) que suspeitei de traição, cheguei nos fulanos e lhe disse o que sentia, no primeiro caso, foi ótimo e continuamos ainda por muito tempo, no segundo decidimos naquela conversa que não estava funcionando, por isso pra mim isso é o dar certo, é resolução da situação, para que diminua a possibilidade de mágoas e decepções…não sei se me fiz entender..porém é mais ou menos isso. bjoo 

  • Joca

    Acredito que a traição começa no momento que em começa a desconfiança. Velho, perdeu a confiança larga da mulher, porque dai pra frente o relacionamento só vai pra um lugar, o buraco.

    Outro fato é: quantos de nós rejeitaríamos uma ofensiva feminina? Pq achamos que elas devem ser sempre mais fiéis, menos suscetíveis que nós? Não devemos cobrar delas aquilo que não faríamos. 

    • http://www.queropensar.com.br/ Cleyton Bruno

      Joca,

      Quer dizer que se não há confiança, não funciona o relacionamento, certo? E não podemos cobrar das mulheres que sejam mais fiéis que nós, que somos infiéis, ok? Então não há como haver confiança, logo, não há para que haver relacionamentos. É isso mesmo?

      Se a traição começa na desconfiança, a desconfiança sozinha não diz nada, tem que ser desconfiança de algo. Então, desconfiança do que? De que ela esteja saindo com outro? Ou só está trocando emails? Ou será ligações? Ou só SMS’s? Ou só um sorrisinho de canto para o cara que trabalha com ela?

      Acho que a pergunta “onde começa a traição” acabou caindo num ponto sem resposta de novo né?

      //Mais ainda, até que ponto você o permitiria ir? O que você define como traição? Só //considerar a possibilidade? Os primeiros flertes? Olhar, corresponder? Dar o telefone? //Beijar? Trepar? Chamar de amorzinho? Ou só se ele comesse o cu dela e ela se //apaixonasse? Onde mesmo começa a traição? Ou, melhor, o que tem de acontecer para //disparar o sofrimento da sensação de ser traído? 

      • Joca

        Cleyton, desculpe a demora em responder, só vi hj seu comentário.

        A questão de onde começa a traição, pra mim, é simples. A partir de que momento vc acha que está traindo sua parceira? Se é quando transa com outra mulher, o mesmo vale pra vc. Entendeu?!
        Eu mesmo já me senti traído quando uma namorada estava dando mole pra um cara numa festa, mas recusou beijá-lo, quando eu tinha transado com outra alguns dias atras, hj vejo o quanto fui ridículo. No meu relacionamento atual prego os direitos iguais, se não sinto que trai minha mulher quando alguem flerta comigo e não chego aos finalmente, também não posso cobrá-la por menos.  
        Comentei o lance de igualdade nas relações pois conheço diversos homens que ainda acreditam que “homem pra trair precisa de uma oportunidade, mulher de um motivo”. Velho, as mulheres já passaram dessa fase a muito tempo, com a libertação sexual das mulheres elas também não precisam muito mais que uma oportunidade.Acho que me entender agora.

  • http://www.facebook.com/people/Martinha-Linhares/1310409376 Martinha Linhares

    Chocada?
    Em algum nível todos (homens e mulheres) fizemos isso, checamos tudo e nos certificamos que esta tudo sob CONTROLE e ai damos um respiro de alivio e nos sentimos seguro até a próxima “ameaça”.

  • Pauloazevedo83

    Me parece mais óbvio contratar esse cara para ver o que eu deveria estar fazendo e não estou. (risos).
    Se o cara conhece a minha hipotética namorada, esposa, etc, e em algumas horas já está lendo ela melhor ela do que eu, acho que posso melhorar a minha leitura.

    Ou talves simplesmente ela seja uma pessoa. Olho para varias bundas, cabelos, peitos, labios de outras mulheres na rua e me sinto atraído. Quando uma mulher mais experiente me elogia eu sinto vontade de pular em cima dela. O que racionalmente me faria pensar que com a minha namorada seria diferente?

    Eu sou um traídor por me sentir atraído por outras mulheres incrivelmente femininas que passam pela minha vida? Ou sou um traidor por não identificar as necessidades da minha namorada? Ou sou um traidor por não estar do lado dela (parecria) em momentos que ela precise? Beleza então, eu não faço nenhum dos três pontos que falei, mas eu não sou um traidor porque eu não transo outras mulheres. É isso?

    Prefiro trocar a fidelidade por lealdade e verdade, mas mesmo assim, estas ainda seriam difíceis de conceituar.

    • Dora_Delano

      E como você define lealdade?

      • PauloAzevedo

        Risos,

        Pois é Dora,
        acabei saindo de uma enrascada e entrando em outra. Viu como mesmo tentando manter a mente aberta a gente acaba caindo nestas armadilhas?
        Mas tentando achar uma resposta para sua pergunta sem resposta, eu diria que lealdade está mais ligada a agir de forma honesta, sincera, franca, com seu parceiro(a). Eu não quero ser fiel e perfeito, mas me cobro para ser verdadeiro com quem eu escolher para divdir uma cama. Mas se aprofundarmos essa discussão certamente vamos encontrar varias armadilhas aqui também.
        De qualquer forma Obrigado pela pergunta. Me fez pensar!

  • http://www.facebook.com/people/Caio-Henrique/100001535067909 Caio Henrique

    Fidelidade não é só não ficar com mais ninguém. 

    • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

      E o que mais seria?

      • http://www.facebook.com/people/Isa-Belli/1584206490 Isa Belli

         Para mim, estar alinhado num mesmo propósito, no caso, a qualidade da relação.

      • http://www.facebook.com/people/Caio-Henrique/100001535067909 Caio Henrique

        Esse cara era pago pra tentar pegar a mina. Não pra descobrir se ela tentava melhorar o parceiro, lembra-lo de seus defeitos, fazer ele deixar de ser o filhinho da mamãe, se ela apostava no relacionamento mesmo quando tudo parecia estar acabado, se ela se dedicava a fazer do cara um homem melhor. 

      • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

        Se a sua mulher fizesse tudo isso e transasse com outros caras, como você reagiria?

  • http://www.facebook.com/people/Isa-Belli/1584206490 Isa Belli

    Curioso, genial!  O problema é que quando você cria a oportunidade perfeita- contrata um profissional – quais são as chances da mulher resistir? Certamente são menores do que numa situação real – onde o cara teria outros compromissos e não poderia atacá-la de maneira tão incisiva e se concentrar apenas nela. É uma armadilha absurda. A atitude de contratar significa que a mente doentia controlou o homem, e quer se impor de qualquer jeito através da confirmação de suas suspeitas – então faz com elas se concretizem!
    O cara, nesse tempo todo em contato com tantas mulheres, totalmenbte focado nelas, deve ter ficado um expert em conquistá-las, fazendo bem mais do que elas esperam – surpreendendo-as positivamente. Quando a mulher usa os referenciais que tem de homem – do próprio namorado/marido – o estranho se sobressai ainda mais, pois dele seria esperado muito menos, uma vez que não a conhece e não tem uma relação com ela. Proporcionalmente, o débito do marido cresce, a insatisfação com a relação se destaca, diminuiando seu valor, e, ela fica mais tendenciosa a ceder pois interpreta a cilada como uma grande oportunidade de ter suas necessidades (de atenção, afeto, romance e cavalheirismo) atendidas.
    Quando temos alguém, precisamos manter:
    1-  o foco na relação (agir para que seja bom, legal);
    2- a crítica em nossas próprias atitudes (nos perguntar com frequência o que podemos fazer para que os resultados sejam mais satisfatórios – e, tambem perguntar ao outro!); e
    3- uma dose de compreensão, paciência e generosidade com as eventuais falhas do outro, lembrando que ninguém é 100% o tempo todo- nem nós.

    Se pensarmos que as pessoas ficam juntas por opção – o que as une deve ser um próposito – de serem felizes. Os casais devem buscar isso como uma empresa busca o lucro através da produtividade. Quando cada um gastar mais energia sendo seu próprio fiscal e, propor mudanças com foco na relação – e não em desconfortos pessoais e padrões egoístas que nos fazem pensar que o outro existe para nos satisfazer, talvez possamos ser menos fiscais de nossos pares. 

    • Andre Arcas

      Concordo em quase tudo, Isa. De fato, a situação artificial gera uma propensão muito maior à infidelidade do que a maioria dos eventos cotidianos; precisamos dos pontos 1, 2 e 3 para a manutenção saudável e para o amadurecimento do relacionamento e, sim, um relacionamento tem muito mais chance de prosperar quando o casal busca a felicidade ao invés de fugir dos medos e inseguranças controlando um ao outro.

      Contudo, vou me apropriar de um diálogo do filme inception (a origem), para ilustrar o problema. “Sabe qual o parasita mais resistente? Bactérias? Um vírus? Um verme Intestinal? Uma ideia. Resistente, altamente contagiosa. Uma vez que uma ideia se apodera da mente, é praticamente impossível de ser erradicada. Uma ideia que seja completamente formada – totalmente compreendida – ela gruda; bem ali dentro, em algum lugar”.

      Acho que todos, uma vez na vida, sentiram na pele o que é ser corroído por ciúmes. Lembre desse sentimento, misture com a ideia – ou seria neurose? – de que a pessoa com quem você se comprometeu a passar o resto da sua vida, está enganando, mentindo e traindo. Pronto; o inferno está instaurado. Imagine o ponto de sofrimento e desespero a que esses maridos chegaram a ponto de contratar um homem para seduzir a própria esposa. Não posso dizer que não entendo o que esses caras estavam passando. Não passei por isso e definitivamente não faria igual. Mas entendo.

      E, finalmente, acho que se o relacionamento chegou a esse ponto, ele já acabou. E pronto. Não existe relacionamento, de qualquer natureza, que se mantenha sem confiança. Se o marido vai ao extremo de arquitetar um plano para acabar com o tormento do seu ciúme doentio, há dois desfechos prováveis. 1 – Ele tinha razão; sua mulher estava o traindo, cabe resolver o que fazer a respeito. 2 – Sua mulher não o trai, o ciúme é aplacado por algum tempo, mas recorrentemente voltará a afetá-lo como uma doença crônica. Antes cedo do que tarde, o relacionamento deve desmoronar.

      Sendo sintético: o ciumento doentio está focado demais em seus delírios para cuidar do relacionamento. A dúvida e o sofrimento o castigam com tanta força, que ele não percebe estar demolindo as bases do próprio relacionamento que, ironicamente, tenta resguardar.

      • http://www.queropensar.com.br/ Cleyton Bruno

        //Não passei por isso e definitivamente não faria igual.
        Adoraria ter certeza igual…

        //”Sabe qual o parasita mais resistente? Bactérias? Um vírus? Um verme Intestinal? Uma ideia. //Resistente, altamente contagiosa. Uma vez que uma ideia se apodera da mente, é praticamente //impossível de ser erradicada. Uma ideia que seja completamente formada – totalmente compreendida – //ela gruda; bem ali dentro, em algum lugar”.

        Também tenho afinidade com esse trecho. Filme foda.

        //E, finalmente, acho que se o relacionamento chegou a esse ponto, ele já acabou. E pronto.

        Acredito, na realidade, que este é o momento mais oportuno para realmente o casal crescer e usar o relacionamento para algo que preste, além de sexo, controle, apego e carência. Pensa bem, um cara que está neste ponto, está com o ciúmes na cara, vivo, pulsante.

        Se a mulher tiver pulso e habilidade para isso, pode ajudar ele a encarar o bicho de frente. Não ele mesmo, não ela: o controle, o apego, a carência. Aí sim! Aí seria o que eu gostaria que fosse meu modelinho ideal de relacionamento!

      • Andre Arcas

         Grande Cleyton, entendo seu ponto. De fato, não haveria momento melhor para dizer que o problema está lá; não tem como fugir. Mas cara, pensa bem, você realmente acha que o melhor momento para enfrentar um problema é no seu auge, quando as emoções estão a mil e o ciúme na sua forma mais enlouquecedora?

        O problema deve ser trabalhado antes, aos poucos, nas pequenas coisas. Principalmente, porque confiança não é algo que surge do dia pra noite; leva tempo. No caso de alguém assim, muito tempo.

        Além do que, normalmente o buraco é mais embaixo. É reflexo de alguma ou algumas situações mal resolvidas, na qual, arrisco dizer, ele se culpa por não ter sido bom o bastante ou, nas palavras da Isa, a culpa “de não ter feito o que devíamos”. Isso é algo que cabe a ele enfrentar, e ninguém – ninguém – pode fazer isso por ele.

      • http://www.facebook.com/people/Isa-Belli/1584206490 Isa Belli

         André, entendo e concordo com tudo o que disse, mas preciso fazer uma observação: há muito mais relacionamentos do que podemos imaginar, onde nunca houve confiança. Se a idéia de que quando a confiança acaba o relacionamento já acabou…. e quando ela nunca existiu?!
        A coisa toda é baseada na sensação de confiança, ou seja, controle. Já me relacionei com homens ciumentos de diversos tipos – desde um lunático que já me tirou de um baile debruçada nos ombros dele, me jogou no carro e dirigiu até uma linha de trem, botando uma arma na minha cabeça e depois chorou como um bebê, até o meu atual namorado, que transborda ciúme pelos olhos e demais  reações físicas, negando que tenha cíume, como se isso fosse sinal de fraqueza. Enfim, sofro muito e sei quer ele também sofre – e o pior é que nem podemos sofrer ou combater isso juntos – pq o ciumento se fecha nas sua convicções ou nega, e não sabe ouvir o outro lado. Ele interpreta o fato de ouvir um argumento ou falar sobre, como uma ameça – e durante todo o processo, questiona excessivamente como forma de defesa – tem medo de encontrar alguma razão que invalide suas doentias suposições. Na insegurança, se apega na idéia mais pessimista, baseado na máxima de que “nada poderá ser pior que isso, desta forma, não serei surpreendido”.O ciúme é uma coisa insana- sabendo disso, temos o dever de controlar nossos impulsos neste sentido e combatê-los com a racionalidade.
        Os ciumentos, alimentam o ciúme – imaginam cenas, vasculham coisas, procuram obcecados por indícios, espiam, espreitam, investigam… e aí, qualquer migalha, quaquel acidente, vira um sinal, uma evidência, por menos que o seja. Triste isso.
        Se você tiver em mente que simplesmente não pode ter o controle do outro, pelo simples fato de que  mal consegue controlar a si próprio, tira um peso enorme das costas.
        Sendo um cara legal (não só com base na sua visão de legal – ouvir o outro e estar atento a suas reações é fundamental para se definir como alguém que valha a pena), é pouco provavel que tome um chifre, mas caso o tome, saber que não foi por sua culpa, afinal de contas você foi bacana e fez o que pode para que fosse legal para ambos, vai ser libertador. Vai pensar que era bacana demais para uma pessoa que não soube reconhecer seu valor e partirá para outra com muito mais facilidade. A culpa de não ter feito o que devíamos é que nos mantém presos a relacionamentos que se acabam sem notificação prévia. As hipóteses de como poderia ter sido se fossemos diferentes é um tormento constante na cabeça do ciumento.
        O risco de ser traído existe para todos, assim como a morte. Não há o que se possa fazer para a afastar o risco, mas há muito que se possa fazer para afastar a traição em si.
        O ciumento é alguém que não sabe confiar e nem o que é confiar. Confiar é simplesmente correr o risco, apostar – e por isso é tão fascinante. É quase como a fé – inexplicavel. Mas quem não confia muito em si próprio, sequer considera a possibilidade de confiar no outro.    

         

      • Andre Arcas

         Ok, Isa, deixa eu ver se entendi a sua pergunta. Você se refere aqui aos casos em que desde o começo um dos dois é excessivamente ciumento, a ponto de não construir uma relação sólida de confiança? Em que, como você desenvolveu, os indivíduos se apegam desesperadamente à tentativa de controle?

        Partindo do pressuposto de que sim, quero fazer uma ressalva. Mesmo essas pessoas, em algum nível, elas criam uma relação de confiança. Ok, longe do ideal e, no que se refere à confiança quanto à não-traição, a confiança pode ser quase nula. Mas é impossível que não se aprofundem os laços de confiança em outros aspectos da vida do casal ao longo da intimidade. Seja para trocar confidências, planos e sonhos; para compartilhar alegrias, dores e amor; seja no sexo e no desejo. De alguma forma, a confiança existe.

        Explorando a ideia de que o cara não confia que não será traído (que, acredito, tenha sido o seu foco), concordo plenamente com você. Eles tentam – ou, pelo menos, querem – neuroticamente controlar a pessoa que amam. Não conseguem vivenciar o dia-a-dia sem sofrer com a incerteza sobre a fidelidade. Deliram com o menor dos “indícios” e se afogam na própria insanidade. Tudo isso por conta de insegurança; baixa auto-estima; crença de que não são bons o suficiente para a parceira e, na minha opinião, falta de maturidade.

        Quem começa um relacionamento dessa forma, não serei pessimista a ponto de dizer que está fadado ao fracasso, mas tem um obstáculo enorme pelo caminho. Por exemplo: vamos imaginar que há um casal no qual o homem é ciumento como discutimos até agora. Digamos que a mulher seja chamada para realizar um curso profissional de dois meses na França em meio a setembro. O cara, pra ir junto, teria que abrir mão do emprego e ambos sabem que seria uma péssima ideia. Mas é um curso que teria um impacto enorme sobre o futuro profissional dela, a ponto de dar a oportunidade de ela ter o trabalho que sempre sonhou. Iai? Se ela decidir ir, ele enlouquece enquanto ela está viajando?

      • http://www.facebook.com/people/Isa-Belli/1584206490 Isa Belli

         (respondendo ao comentário de André Arcas – abaixo)
        É Andre, enlouqueceria… ou tentaria de todas as formas, enlouquecer a namorada – com e-mails, ligações, chantagem emocional de todos os tipos e, acusações do tipo: “Por que vc demorou pra atender? Está com alguém, né? Não tá mais afim? Tem outro na parada, né?  Não? Então porque não fala logo? Não adianta falar que me ama, tá tentando me enrolar enquanto inventa alguma desculpa…”
        Especialmente qdo um cara viveu uma situação de traição no passado (e ele raramente assume isso à namorada, a menos que ela já saiba disso anteriormente) ele entra num modo zumbi-paranóia como se isso fosse se repetir a qualquer momento e, o máximo que ele pode fazer a respeito é descobrir antes que aconteça. Quase todos os caras já viveram uma situação do tipo – ou estiveram em vias de viver, ficando naquela eterna dúvida se aconteceu ou não.
        Enfim… no início da relação (quando se é correspondido, evidentemente), estamos todos apaixonados, com overdoses de hormônios (com ênfase na oxitocina) que mascaram as nossas verdadeira reações e alguns defeitos – desta forma, há mais paciência, mais compreensão, mais vontade de ficar junto, mais companheirismo e aceitação (pq é a forma de se estar mais tempo junto!) e menos espaço para as hipóteses doidas e cobranças excessivas que podem colocar a relação em risco. Porém, se um dos dois não tem tanta disponibilidade para estar com o outro, o ciumento já morre de ciúme desde o inicio, pois os intervalos são o ambiente perfeito para que se instaurem as fantasias, os devaneios sinistros, e a insegurança.
        De certa forma, quando sentimos que a outra parte foi conquistada, que há  vínculo já não é tão frágil pois há algum compromisso, a tendência é que nos voltemos a recuperar o tempo que roubamos de outras obrigações, como o trabalho, o descanso, compromissos c/ a família, academia, cursos, enfim…. e neste momento, o possessivo se sente ameaçado. Então há a sensação de que antes ele sentia confiança, quando na verdade, apenas havia menos espaço entre os dois e maior sensação de segurança… Entendeu?

      • Andre Arcas

        (Respondendo ao comentário de Isa Belli – abaixo)

        Entendi… Basicamente, se trata de uma situação na qual o ciumento não desenvolve um laço de confiança autêntico com a parceira, apesar de sentir que sim, em razão da euforia bioquímica desencadeada por ter se apaixonado e iniciado o relacionamento. Contudo, quando esse estado inicial passa, dando espaço para que ambos sigam com suas vidas não em direção um ao outro, mas ao lado um do outro, o ciúme começa a se manifestar cada vez mais, diante da redução da segurança, que não estava baseada em confiança, afinal de contas.

      • MrDartfader .

        André e Isa.é interessante tirar conclusões em fatos e lógica.Fato um é que o ciumento neurótico tem fases.Fato dois que essas fases podem ser distintas entre calmas e atacadas.Então de fato há alguma ação que gera uma reação.Um homem é tranquilo e um determinado comportamento da parceira, como mentir onde está(elas as vezes fazem isso antecipando que pode haver uma má interpretação e as vezes não está acontecendo traição nem nada de errado) e ele tem razão em pensar que se ela mente onde está é porque está de fato acontecendo traição ou algo errado, ja que ele não pode saber onde ela está e nem estar junto.
        Numa situação ou mais dessas a espiral de ciumes acontece e esse homem entra numa paranoia que é um inferno na vida dos dois.Essa expiral so pode ser quebrada se ele enxergar o que está acontecendo e desejar muito quebrar a expiral.Não é facil, pois a neurose instalada é como está descrito na frase do filme.É possivel sim quebrar a expiral, mas as vezes é mais forte que o homem e ele só consegue minimiza-la.Alguns homens se tornam eternos solteiros exclusivamente por essa questão e jamais assumem por vergonha.A expiral de ciumes é como um avião caindo rodando sem uma das asas.É quase incontrolavel.Outro caso interessante é que aquelas fantasias sexuais em que o marido quer ver a esposa com outro homem é fruto disso, que traz prazer e alívio, pois quando se concretiza ele se alivia de ter a certeza que ele tanto queria.Incrivel né.
        Outra coisa a ser dita, é que mulheres tem uma habilidade fora do normal para enganar e serem convincentes.Cansei de ver mulheres extremamente certinha e que passam toda a confiança possivel para o marido e esporadicamente em viagens onde tem certeza de que jamais serão pegas traem por prazer.O homem que conhece essa ralidade da mente feminina jamais fica tranquilo, fato.

  • Dora_Delano

    Quem procura, acha. E acha porque a semente da desconfiança é criadora por natureza. E mesmo que ao fuxicar, vc não encontre nada, a satisfação não vem. Vem a certeza de que vc não procurou direito ou que o cara/menina é bom em esconder.

    Eu acho que a traição depende também da oportunidade. E contratando um cara desses, cujo objetivo é te fazer trair, fica complicado…

    • Victor

      Tsc, tava pensando em te pedir em namoro, depois dessa desisti!

      Brincadeira à parte, acho realmente uma loucura o cara fazer um treco destes, já que na situação inversa seria muito difícil o cara resistir. Será que o cara ficaria “mais fiel” ao saber que a namorada dele não o traiu ou exatamente o contrário?

      Nunca passei por uma situação exatamente assim, com um namoro sério. Acho que vira uma coisa realmente patológica, onde talvez até exista um tipo de prazer inconfessável de se descobrir uma suposta traição…

  • Margareth

    Eu penso que o ciúme, a desconfiança, só surge quando há um desleixo emocional em relação ao companheiro. É possível manter a relação saudável e intacta a par com amigos de flirt e cultivando hipotéticos amantes. O essencial é que o outro saiba e esteja sempre ciente do lugar que ocupa na nossa vida. A atitude de “fiscal” apenas se evidencia, na minha opinião quando o namorado/a sente o seu lugar ameaçado e passa a ter que agir não livremente, mas defensivamente, para proteger a sua posição, iniciando-se um jogo de manipulações e testes que nada têm a ver com o crescimento da relação. Aí começa uma luta pelo lugar de destaque na vida da outra pessoa, a luta connosco próprios e com os nossos medos, com o nosso orgulho, os nossos princípios e acima de tudo uma luta de egos. A mais, muitas vezes, a dinâmica do explorar outras possibilidades destina-se a provocar a própria relação principal e assumida. Eu penso que provocar ciúme é por vezes um fim em si, distinto da traição!

  • Eudu

    Não me vejo contratando o cara não. Até porque essa parte de fidelidade pra mim é besteira. Pode ser simplesmente porque nunca aconteceu de eu ser traído (não que eu soube enquanto ainda estava com a pessoa), mas já fui trocado sem traição e doeu muito também.

    Esse lance de traição é o nosso ego se debatendo por querer ser o único, ser o melhor, ser O cara pra sua mulher. Eu tento ser O cara pra minha mulher de outros jeitos, como movimentando-a, não cedendo aos caprichos, me movimentando pra uma base mais sólida, dando a mão pra ela e andando. Se ela quiser vir comigo ótimo. Senão, ficarei muito triste, mas vamos cada um pro seu lado.

    Não sou fodão. Vivo me debatendo na mesma merda com minha namorada, mas fidelidade não é base de relacionamento. Não sei qual é a melhor base, mas com certeza fidelidade não é.

  • PauloAzevedo

    Me parece mais óbvio contratar esse cara para ver o que eu deveria estar fazendo e não estou. (risos).Se o cara conhece a minha hipotética namorada, esposa, etc, e em algumas horas já está lendo ela melhor do que eu, acho que posso melhorar a minha leitura.
    Ou talves simplesmente ela seja uma pessoa. Olho para varias bundas, cabelos, peitos, labios de outras mulheres na rua e me sinto atraído. Quando uma mulher mais experiente me elogia eu sinto vontade de pular em cima dela. O que racionalmente me faria pensar que com a minha namorada seria diferente?
    Eu sou um traídor por me sentir atraído por outras mulheres incrivelmente femininas que passam pela minha vida? Ou sou um traidor por não identificar as necessidades da minha namorada? Ou sou um traidor por não estar do lado dela (parceria) em momentos que ela precise? Beleza então, eu não faço nenhum dos três pontos que falei, mas eu não sou um traidor porque eu não transo outras mulheres. É isso?
    Prefiro trocar a fidelidade por lealdade e verdade, mas mesmo assim, estas ainda seriam difíceis de conceituar.

  • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Monteiro/1844318868 Gustavo Monteiro

    Primeiramente gostaria de parabenizar o Luciano Ribeiro por publicar mais um texto matador. 

    Bom traição é um conceito muito complexo, pois para cada pessoa traição pode ser definida de uma maneira diferente como foi citado no texto, um telefonema, um SMS, olhares e flertes, entre outros derivados. 

    Para mim a traição é algo natural do ser humano, primeiro porque não vivemos em uma bolha de convívio com uma única pessoa, estamos suscetíveis a interagir com outras pessoas, se com a sua companheira você recebe uma sensação X, não vai ser a mesma sensação que você terá durante o seu trabalho ou faculdade ao conversar ou olhar para sua colega, certamente ela vai proporcionar uma sensação Y. Isto é exatamente o que faz com que busquemos a sensação do novo, a curiosidade de experimentar e saber como é o diferente do que você já possui. Isto também é válido para ela.

    Outro fator que acredito que faça uma grande diferença é a idade, na faixa dos 18 aos 25 anos, estamos fadados a termos um círculo social maior do que após essa faixa de idade, o que nos abre um leque maior de opções referentes a uma “traição” . E isso torna-se uma faca de dois gumes, porque existem duas opções: 1- Começar a investir na traição e experimentar o novo
    ou 2- Se remoer da seguinte forma “tenho que manter minha fidelidade, mas poxa como seria se eu ficasse com ela? Será que ela é melhor que minha companheira? Será que ela chuparia melhor?”

    Agora cabe a cada um fazer uma escolha, até porque tudo há uma consequência, você pode se machucar como também pode machucar quem estava com você.

    • http://www.queropensar.com.br/ Cleyton Bruno

      //
      Bom traição é um conceito muito complexo, pois para cada pessoa traição pode ser definida de uma //maneira diferente como foi citado no texto, um telefonema, um SMS, olhares e flertes, entre outros //derivados. 

      Se traição é algo diferente para cada pessoa, como pode ser natural do ser humano? Me parece mais uma coisa cultural do que algo intrínseco do ser humano.

      Não vejo que há apenas duas opções. O que vejo é uma porrada de opções, limitadas apenas pela criatividade, quando e onde esta situação for vista como algo a ser resolvido.

      Há casos em que o casal não tem esse acordo de serem exclusivos um do outro e estão abertos a outros relacionamentos paralelos. Ou seja, relacionar-se com outro não é traição. O que é traição em um relacionamento desses? Será que simplesmente não há? Ou está em outro ponto?

      Há casos em que o casal não tem esse acordo de serem exclusivos um do outro. Ponto. Não é um relacionamento aberto, eles não estão procurando outros, mas se calhar de haver um relacionamento paralelo, não há o sentimento de traição. Então onde estará a traição neste tipo de relacionamento? Não há?

  • http://estadodearte.wordpress.com/ Rafa

    É óbvio que eu jamais pagaria por um serviço que eu já consigo de graça, sem precisar solicitar =P

    • http://www.gustavosa.com Gustavo Souza Gonçalves de Sá

      Pois é.. isso q eu pensei..

      Se o cara for pensar no tanto de flertada que a mulher leva quando esta longe fica louco..

      Isso ai é besteira..

    • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

      HAHAHA 
      O que não falta é chance de outro cara xavecar nossa mina, né?

  • Thiago Ohara

    Realmente existe essa noia de controle. Eu me considerava bem “relaxado” com relação à isso, mas foi só eu reparar mais que existem níveis bem sutis disso. Como ficar mandando mensagens no celular dela quando ela foi pra balada com as amigas, ela viaja e você combina horários pra ela te ligar, “ajudar” ela nos estudos… tem uma caralhada de coisas que feitas com a motivação errada é uma forma de controle.
    Eu não pagaria pra um cara desses sair com a minha namorada. Acho melhor investir essa grana em algum treinamento para desenvolver uma mente menos paranóica, mais livre da necessidade de controle.

    • http://www.queropensar.com.br/ Cleyton Bruno

      Isso agora né? Porque eu também penso isso, porém, sei que na hora da piração o telefone desse cara brilharia aos meus olhos.

  • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

    Que legal esse texto!

    Já tinha lido os textos do Gitti sobre esse tema. 
    Salvo essa oportunidade de mercado que o xavecador profissional encontrou, todos nós temos representantes “contratados” diariamente, fazendo o trabalho com nossas lindas. Acredito que para o cérebro não existam diferenças sensoriais entre, estar de fato sendo traído e somente pensar que está. Claro que o sofrimento de ver a cena pode alimentar o nosso ego de maneira diferente. Mas a máxima que prevalece é aquela: Só é corno quem sabe.

    Tenho um amigo que tinha uma namorada querida e ela, ingenuamente, combinou com uma amiga para fazer isso, a amiga daria em cima dele para testá-lo. Final da história: a “contratada” se apaixonou, elas brigaram e eles estão casados hoje.

  • http://twitter.com/_Croco Adriano C.

    Que diferença faz o xavecador?

    Traição é uma parada complexa. Se você está desconfiado que você está sendo traído, você já foi… POR VOCÊ MESMO.
    Não adianta temer isso e tentar controlar.Hoje eu penso assim: Eu amo minha namorada, até mesmo se ela me trair eu vou continuar amando por algum tempo. E justamente por isso, vou me dedicar a ela, porque eu a amo, e não irei deixar minhas neuras zoar a vida dela. Se mesmo assim der merda, vou levantar, aprender e continuar. E nunca se humilhar ou algo do tipo, não por orgulho, mas porque simplesmente, não adianta. E atrapalharia ela, inclusive.

  • Leandroterra Bh

    Respondendo ao título: não. Só namoro com mulher que eu confio, é simples de mais.

    Sufocar a mulher com o seu ciúme é ensinar pra ela toda a maldade que ela precisa pra te trair. A maioria das relações é assimétrica, um é mais dependente e inseguro do que o outro, e fazer o papel de homem cismado vai instigar o lado mais sádico da moça, por mais mínimo que ele seja.

  • http://www.facebook.com/marcelorraposo Marcelo Raposo

    Se eu tivesse que chegar ao ponto de testá-la, quer dizer que não há confiança entre nós. Não havendo confiança, não vejo motivo pra continuar uma relação.
    Pra mim o simples fato de pensar numa atitude dessas já significa que o relacionamento está indo mal, não importa qual o resultado do ‘teste’.

  • http://www.facebook.com/people/Francisco-De-Assis-Rosa/568548135 Francisco De Assis Rosa

    Se a metade do tempo e energia que as pessoas gastam tentando descobrir se são cornos ou não, fosse investido no relacionamento e no parceiro(a), as qntiade de chifres por ai seria bem menor

  • http://www.facebook.com/people/Francisco-De-Assis-Rosa/568548135 Francisco De Assis Rosa

    Se a metade do tempo e energia que as pessoas gastam tentando descobrir se são cornos ou não, fosse investido no relacionamento e no parceiro(a), as qntiade de chifres por ai seria bem menor

    • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

      Não é o que percebo, Francisco. Por que você acha que há essa relação, como num investimento na bolsa de valores?

  • alooin

    Eu devo ser um monstro, reprimido e recalcado, não é possível. Se essa sessão de comentários é Papo de Homem, eu devo ser de outro gênero.

    Pelos comentários aqui, são todos homens ultra-seguros, que preferem “trocar fidelidade por lealdade e valores” (o que quer que isso queira dizer), homens que acham traição “algo natural do ser humano” e que não teriam problemas em serem cornos, que acham que se você tem essa insegurança a culpa é sua que precisa aprender a “ler” sua mulher, ser mais compreensivo, blablabla. Só super homens…

    …até a segunda página, claro. Duvido que nunca reclamaram da mulher com as amigas nem nunca ligam para perguntar onde está.Aliás, essa sessão de comentários está parecendo revista feminina, cheia de toques politicamente corretos e com pouco compromisso com a verdade, e todo mundo concorda, um querendo ser mais “moderno” e “desapegado” que o outro. Que nem no outro artigo sobre fantasias onde o cara dava a bunda e um monte de comentaristas vinham “ah, mas veja bem…”, querendo relativizar, escravos da necessidade de serem hipsters descolados moderninhos, o fato de que dar a bunda tranquilão te torna homossexual, ou ainda querendo convencer todo mundo que ficariam tranquilões em um menage com a sua namorada dando para outro cara, na boa, tudo em nome de uma suposta “cumplicidade”, “fazer os desejos da gatinha”.Ah, vocês não enganam nem a vocês mesmos.

  • alooin

    De uns tempos para cá tenho percebido um forte viés nos textos de alguns autores. Não sei se são todos budistas ou gente fascinada com filosofias orientais em geral. O fato é que o Pdh está ficando cada vez mais politicamente correto e propondo um modelo de homem – porque propõe através das opiniões que promove, ainda que sem oficializar – que é um homem em conflito eterno consigo mesmo, em eterna busca por uma perfeição inalcançável sem um custo proibitivo de anular a si mesmo.

    Pedem que deixemos de ser humanos. Pedem que abandonemos nossa libido, nosso desejo, nossas possessividades. Pedem que sejamos seres iluminados, que anulemos nosso desejo pois sem desejo não há sofrimento – “não se apegue, não ache traição uma coisa absurda, assim quando for traído não vai doer”. No fim, querem é que nos tornemos todos uns zen-budistas.

    Bom, comigo não cola. Sou um ocidental por cultura, nascimento, temperamento e afinidade. Sou um filho de Aquiles, portador do desejo do mundo, prisioneiro do sentimento de que essa é minha única vida, minha única chance de experimentar o que quer que seja e de, através dos meus atos, experimentar um pouquinho a sensação da imortalidade divina. Minha vida não é a vida oriental, que vai e vem e vai e vem várias vezes através de um ciclo infinito de reencarnações, no qual anulamos nosso desejo para encontrar a paz e a iluminação. Minha vida é urgência, atribulação e desejo, mas é também felicidade, risos, conquista e cantarolar bebendo com os amigos. Minha vida é desejo e possessividade pois sem desejo e sentimento de posse com as coisas do mundo não há gozo pleno da vida.Mesmo os hindu-budisto-pós-modernos do site tem esse caldo cultural em seu sangue. É isso que entristece nessa tentativa de anulação de si mesmo – vivem e viverão sempre em um suposto “aprendizado sem fim” que na verdade nada mais é que um eufemismo para a tensão sem descanso de tentar negar aquilo que se é – humano, possessivo, vaidoso, ciumento, feliz, risonho, bondoso, misericordioso. Humano com um H gigante.

    • http://www.facebook.com/vitordoisab Vítor Moreira Barreto

      Alooin, porque você diz:

      É isso que entristece nessa tentativa de anulação de si mesmo ” ?
      A ideia do texto e dos outros textos que você cita não é a reflexão e discussão? Pergunto para saber mesmo, porque você acha que há anulação de si mesmo nesse conteúdo.

      • Alooin

        Para mim é pura técnica de redação. No fundo, todo texto tem uma opinião, um posicionamento. O convite à reflexão é meramente político e isso fica ainda mais claro quando você olha vários textos de mesma autoria em conjunto. Talvez meu comentário não tenha sido no texto mais adequado, afinal de contas esse é ultra em cima do muro, pergunta, pergunta e nada responde, mas no conjunto dos textos que andam aparecendo por aqui ultimamente percebo essa filosofia permeando. 
        É texto falando de dar a bunda em um tom desafiador, como se fosse prova de masculinidade “superar mais essa barreira” (que foi editado depois de publicado para tirar essa parte, o que achei bizarro); texto te tratando como um homem pouco evoluído por se incomodar que sua mulher vá a uma balada regada a álcool com as amigas quando você sabe perfeitamente o que acontece por lá e como o álcool, apesar da grita politicamente correta do ser humano evoluído super responsável e no controle de seus atos, distorce sim a capacidade de julgamento e pode acabar levando uma mulher honesta a te tornar um corno; é texto achando que índio deve poder entrar pelado no Senado porque, claro, é o índio oprimido e esse terno símbolo do homem branco ocidental opressor é obviamente estúpido e deve ser destruído junto com qualquer símbolo “nosso” em favor dos “deles”, oprimidos e coitadinhos.Enfim, é só coisa politicamente correta e que vai totalmente contra o sentimento real da maioria absoluta dos seres humanos. O caminho recomendado na maioria das vezes para acatar as recomendações é o de uma transformação interna que passa quase sempre pela negação de si mesmo, dos próprios sentimentos, destruição do desejo e do ser – “conforme-se, sua mulher vai te trair”, “você precisa se desapegar da sua mulher para lidar com o ciúmes”, “você precisa encarar as coisas de outra forma que não a sua”, quase sempre assim! Quase nunca é um conselho para agir sobre o mundo, mudar as coisas externas a você, ser um agente de mudança, um Aquiles e não um monge indiano. É por isso que digo que é algo negador da vida, de anulação de si mesmo.

    • PauloAzevedo

      Alooin

      Ao invez de “anulação de si mesmo” voce  não consegue visualizar estas discussões como uma tentativa de “melhor entendimento de si mesmo”? 
      Eu vejos textos como o acima como uma busca das raízes de si mesmo.
      Ao invez de simplesmente sentir ciume e pronto o pessoal quer saber de onde isso brota. Colocar o dedo na ferida mesmo. E me parece bem mais dificil do que simplesmente admitir o ciume e pronto.

      Pergunto porque eu vejo justamente ao contrario de “anulação”, eu vejo uma busca profunda do “si mesmo”.  E queria realmente entender seu pensar.

    • Leandroterra Bh

       Você não entende nada de zen budismo, filho de Aquiles!

      Fora isso, mandou bem.

      • Alooin

        Foi força de expressão, meu caro. Falei crente que o público também entende pouco das nuances entre as diferentes escolas budistas – realmente, não sou nenhum especialista.

        Meu ponto central é com relação ao dukkha e meu entendimento do que é o modo “recomendado” pela de se lidar como ele, que na minha visão é negar a vida.

        De qualquer forma, com o modo debatedor-em-ataque desligado, confesso que tenho grande curiosidade em estudar melhor a(s) filosofia(s) budista(s). Vou com um pé gigante atrás, porque entre Buda e Nietzsche, me identifico mais com o que entendo como uma filosofia afirmadora da vida do segundo, mas seria muito interessante, sem dúvida.

      • Leandroterra Bh

        O zen é seco e cético, não lida com religião e nem propõe transcendência. Afirma a vida humana, pois lida diretamente com o fluxo de pensamentos que carregam prazer e sofrimento e não nega que  o apego do homem é algo natural.

        A proposta é bem simples: na prática de parar, ficar em silêncio e respirar fundo por um tempo (se sentado, zazen), seus pensamentos podem chegar a uma conotação neutra, e nesse curto tempo em que você fica livre de aflições, você é capaz de prestar mais atenção ao que realmente está acontecendo a sua volta e como anda se curvando para deus e o mundo.

        Eu acredito que o homem mais atento é também o mais seguro e dono de si, e essas são coisas que melhoram em tudo o jeito como você  vai aproveitar sua única vida. 

        Não importa a atitude prática que você vai ter com a namoradinha que tá te tirando o sono (qualquer escolha sua não garante sucesso nenhum), e sim como você vai fazer para resolver aquilo que tá te destruindo por dentro e seguir em frente.

      • Leandroterra Bh

        O zen é seco e cético, não lida com religião e nem propõe transcendência. Afirma a vida humana, pois lida diretamente com o fluxo de pensamentos que carregam prazer e sofrimento e não nega que  o apego do homem é algo natural.

        A proposta é bem simples: na prática de parar, ficar em silêncio e respirar fundo por um tempo (se sentado, zazen), seus pensamentos podem chegar a uma conotação neutra, e nesse curto tempo em que você fica livre de aflições, você é capaz de prestar mais atenção ao que realmente está acontecendo a sua volta e como anda se curvando para deus e o mundo.

        Eu acredito que o homem mais atento é também o mais seguro e dono de si, e essas são coisas que melhoram em tudo o jeito como você  vai aproveitar sua única vida. 

        Não importa a atitude prática que você vai ter com a namoradinha que tá te tirando o sono (qualquer escolha sua não garante sucesso nenhum), e sim como você vai fazer para resolver aquilo que tá te destruindo por dentro e seguir em frente.

      • Alooin

        É claro que o zen-budismo propõe transcendência! A ideia de iluminação que é uma ideia de transcendência é sim parte do zen-budismo nas formas súbita e gradual. Essa transcendência não precisa ser a mudança física para o reino dos céus. A transcendência budista interior ainda assim é transcendência, transcender os limites da nossa mente, ver por trás do suposto véu que cobre a realidade, enxergar/experimentar o sunyata. Aliás, o zen ensina que a natureza do Buda, essa mesma natureza que está presente em todos nós, é sunyata, vazio, inexistência do ser. Se isso não é uma filosofia negadora da vida, eu não sei o que é.

      • http://www.facebook.com/vitordoisab Vítor Moreira Barreto


        Se isso não é uma filosofia negadora da vida, eu não sei o que é.”
        Acho que você não sabe o que é. A ideia não é descobrir a origem de suas aflições e lidar com os problemas de uma maneira mais livre? Aceitar que morremos e matamos por ciúme porque temos que ser assim é que é uma negação de si mesmo, não acha? É aceitar que somos “vítimas” dessas condições impostas pelo destino.Não entendo metade dos termos budistas que você citou nos comentários criticando a doutrina, mas ainda não consigo imaginar porque buscar viver com menos aflições e buscar viver com menos passividade seja uma negação de si mesmo…

      • Alooin

        Vitor Moreira, o que é negador da vida não é aceitar essas coisas – o cristianismo diz isso dentro da nossa cultura há séculos, a coisa de aceitar o fardo que Deus impõe e blablabla. Negador da vida é propor como solução que anulemos nosso desejo e que busquemos o vazio existencial, a destruição do nosso ego pois sem desejo não há frustração, não há angústia, não há ciúmes, não há sofrimento. Se você reler o que escrevi com mais calma vai perceber que foi isso que disse, nada disso que você contra-argumentou.

      • Alooin

        O que mostra claramente que não sou eu “que não sei o que é”, é você que não sabe o que leu, Vitor Moreira.

      • Tom Silveira

        Eu acho que você tem o que é necessário Alooin. Está
        aberto e também tem o pé atrás, aceita a vida e tudo que ela pode
        oferecer, pelo menos é o que parece. Ser meio cético e aberto ao
        mesmo tempo em relação as coisas, emoções, crenças, opiniões
        fixas, verdades absolutas e tudo mais que nos cerca é para mim uma
        característica de alguém que pratica “alguma coisa oriental”
        ou como alguns chamam “as religiões do nada”. No entanto
        não é preciso ser necessariamente budista para viver negando os
        próprios desejos,as emoções, a vida, e tem muita gente que faz
        isso, eu inclusive. Seu comentário, acredito eu, reflete o que
        muitos tem vontade de dizer sobre os textos do PdH, mas ainda não o
        fizeram, inclusive eu. Essa coisa de auto negação de si mesmo da
        qual você fala sempre me deixou com o pé atrás e ainda deixa rsrs
        mas eu tô pagando pra ver. Hoje tenho uma segunda opnião a respeito disso, mas fica pra outra oportunidade.

        Mas olha só, Nietzsche
        e o carrancudo Arthur Schopenhauer tiveram forte influência budista,
        o segundo influenciando o primeiro. Além de outros.

        Particularmente eu
        gosto muito dos textos do Luciano, algumas vezes os textos são de
        ponto de vista e as vezes para propor uma
        discussão/conversa. Eu acho que a proposta deste texto foi essa, a
        de propor uma conversa aberta. 

        Com relação ao tema, contratar um cara para xavecar uma mulher já configura uma traição por parte do cara. Eu não faria, acho que a partir do momento que o cara contrata um “profissional” deste ele já contruibuindo pra que isso aconteça. Parece autoflagelação. Na verdade ele já se sente traído, só quer confirmar isso e vai procurar todas as ferramentas para provar que está certo.

        No mais bons comentários. Se quizer add no facebook pra trocar uma idéia sobre  o lance do budismo fica a vontade.

      • Alooin

        Leandroterra, vi um comentário seu em outro post, algo sobre o pessoal estar procurando aconselhamento demais nesses fóruns de internet e o nível dos “filósofos” por vezes deixar a desejar.

        De certa forma, é parte do que quis criticar. Concordo plenamente.

      • Leandroterra Bh

        Buscar o satori, o nirvana, é uma coisa… achar é outra.

        Você vai gastar sua vida no meio do caminho.

  • http://www.facebook.com/people/Danilo-Gonçalves-de-Lima/100001534304649 Danilo Gonçalves de Lima

    Na boa, acho isso super válido, mas e aquelas que não caem na “lábia” do cara? Será que merecem saber que foram “testadas”?
     
    O que percebo é que a grande maioria das pessoas que desconfiam são as mesmas que já fizeram algo errado, ou fazem, ou sente vontade de fazer.

  • André Simões

    Hoje eu não contrataria esse sujeito. Não pelo motivo comum (Nunca eu vou pagar para um cara pegar minha mulher!). Eu não o contrataria porque descobri que o que me fazia sofrer não era saber ou não saber, era me sentir rejeitados, colocados de lado, trocado. Eu senti essa dúvida me corroendo e acabei por falar o que não devia. Hoje estou aprendendo a viver sem ela, pois no pico de paranóia da dúvida, eu a pressionei ao ponto dela achar melhor seguirmos caminhos diferentes. Hoje me pergunto, se estando feliz ao lado dela e em paz comigo e com ela, se eu me importaria com isso, até porque os “motivos” que ela supostamente dava para a dúvida sempre existiram, quando eu me senti rejeitado foi que eu pirei. Bom… mas agora eu nunca vou saber. ;-)

  • Francine

    E voces, os caras, o que fariam se uma linda mulher ”os xavecassem”? 

    Pensariam nas respectivas namoradas, dariam o numero do telefone, levariam para o motel pu recusariam qualquer coisa?

    • Leandroterra Bh

      Duas vezes improvável.

      A linda mulher xavecar.

      A linda mulher mandar bem na cama. http://www.youtube.com/watch?v=QS2m51ys9hA

  • Ju

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK Amor relaxa!! É só ser muuuito carinhoso comigo que eu não te troco por ninguém, seja homem ou mulher, ninguém..

  • http://www.facebook.com/people/Gutierrez-Rodrigues-Reis/100002664677434 Gutierrez Rodrigues Reis

    Ah véi, pra mim, quer trair que traia, contanto que eu não saiba.. a última coisa que eu penso é se tá traindo ou não.. Nunca fui ciumento, nunca reclamei de roupa, nunca fui atras pra ver algo, nunca liguei a noite pra saber se ela tinha saido, mas sempre pensei: “poutz, o que eu faria se eu descobrisse, o que será que ela tá fazendo.. mas hj em dia nem isso.. a partir do momento que eu estiver sabendo, aí é pé na bunda..

  • Diego

    Serviço extremamente útil para alegar traição e conseguir um divórcio com menor trauma financeiro para o marido, dependendo do contrato de casamento!! Excelente…

  • Little Bastard

    Uma mulher não dar bola para o rapaz contratado  não é garantia. ( “Não espere garantias na vida. Pra porra nenhuma.”).
    Mas se ela der, e ficar atiçando ele enquanto sabe muito bem que a traição implica em desrespeito a relação e desonra ao seu parceiro, é puta.
    Assim como caras que traem dentro de relacionamentos estáveis são uns idiotas.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100002250220024 Andrea Narciso

    Acho que para existir relacionamento, tem que ter confiança de ambas partes, convivemos com as tentações no dia a dia, eu não faria esse teste, pelo simples fato de quem procura acha!! Tanto para homem, ou mulher. 

  • Skriza

    Muito hipocrisia, os verdadeiros culpados de chegar a contratar um cara desse ou ficar ligando e “cuidando” do seu filé é culpa a própria pessoa… hoje em dia o povo ta muito preocupado em arranjar um marido (esposa) de qualquer jeito… ai ficam culpando os dizendo que são infiéis e todo mundo é assim.

    Hoje sou muito bem casado e nunca tive problemas e preocupações se estou ganhando uma galhada ou não… quando a pessoa quer trair, vai trair, indiferente da sua ligação pra “se preocupar”

  • http://estadodearte.wordpress.com/ Rafa

    Esta situação é engraçada.

    Uma mulher sem antecedentes poderia perfeitamente ser infiel numa situação como esta, já que a presença de um xavecador nato contribuiria – e muito – para criar as condições para uma traição. O mais surreal é que a responsabilidade pela traição, neste caso, seria do próprio contratante, por ter criado as condições para tanto!

    E eu acho que o mesmo valeria se fosse uma mulher contratada por outra para xavecar um cara.

    Temos um caso clássico de profecia de autocumprimento, onde a expectativa sobre um dado evento contribui de forma decisiva para que este aconteça.

  • Spy vc Spy

    Passando no teste ou não, contratando um cara ou não, ela será eternamente cantada.
    Mesmo se estiver nas condições que vc julga q ninguem pegaria, vai ter um fdp cercando. N tem jeito.
    Esse papo de quem procura acha, acredito ser meio clichê. É como se só existisse traição se vc contratasse alguem pra tentar pegar sua mulher.
    Mesmo n procurando de repente vc encontra. O que eu faria? Nem eu sei. Isso me corrói a alma assim como muitos aki. Sensação de ser trocado? Largado? Enganado? Sei lá.
    Acredito que eu n conseguiria continuar com uma pessoa q me traiu. Minha mente é muito fértil e totalmente instável quando se trata disso. Sempre leva pro pior cenário. Ou então, headshot nela. Não vai desfazer o que foi feito mas pelo menos “desestressei” e ela n fará de novo rsrsrs (isso aki é brincadeira)

  • Estefania

    Homens são geralmente inseguros por natureza. 
    Acho que tanto eles como as mulheres se tiver que fazer algo, fará na sua frente e vc não vai ficar sabendo.
    Pra que colocar cabelo em ovo?!  
    Nenhum crime é perfeito, mais cedo ou mais tarde, a verdade sempre aparece. 

    Abs !!

  • http://www.facebook.com/people/Mariana-Springer-Almeida/100000457724871 Mariana Springer Almeida

    Ter ciúmes não é defeito, todo mundo tem. Mas de onde vem o ciúmes? Da nossa
    insegurança? De nossa necessidade de ter controle sobre tudo e todos?

     

    Infelizmente (ou felizmente, sei lá), não controlamos nada. Não
    adianta evitar o ex, não sair de balada. As pessoas estão aí, lindas e sensuais,
    no trabalho, em todo lugar. Os “riscos” estão por toda parte. Então, acho que não
    devo ficar me preocupando com isso. Prefiro dar o crédito da confiança. Trair,
    todo mundo pode, mas pode ser que não. Mas, afinal, o que é realmente traição?

     

    Para mim, contratar um xavecador é mais traição do que beijar
    outra mina, pois abala totalmente nossa estrutura de confiança (olha como traição
    é complicado).

     

    E concordo com os coments de quem disse que, sem confiança,
    não é possível ter um relacionamento.

  • Cristhyano de Paula

    E SE, dese o princípio, nunca houve fidelidade? E se a fidelidade foi algo que eu, você e a sociedade construiu? (O que é realmente se você acredita na teoria da evolução).
    E se todo esse romantismo é uma mentira? Lógico que eu amo ter alguém do meu lado pra compartilhar as coisas, ter uma garota que você confia, “cresce” junto, ama e tal. Mas e se tudo não é uma indução da nossa sociedade vigente? Eu acredito que seja por mais que minha cabeça queira o contrário.
    É só ver… atração surge de todos os lados a todo momento.

    • Tom Silveira

      “E se, dese o
      princípio, nunca houve fidelidade? E se a fidelidade foi algo que
      eu, você e a sociedade construiu? “Cara, concordo.
      Talvez nunca houve uma coisa chamada fidelidade, talvez seja mais um
      conceito criado pela sociedade pra dizer o que você deve ou não
      deve fazer ou ser. Talvez alguns caras com medo de perder algo o
      alguem tenham criado esse conceito a muito tempo. Se você olha uma
      pessoa e se sente atraído, e faz tudo que tem de fazer virtualmente
      (na cabeça) isso também não configura infidelidade? Segundo a
      ciência atual, uma experiência virtual (sonhos, pensamentos e
      etc…) e tão real quanto a que vivenciamos no dia-a-dia. Nesse caso
      o que prevalece pra mim é a honestidade consigo e com quem está ao
      seu lado. Mas honestidade e fidelidade tem diferentes pontos de
      vista, dependendo da cultura.

      Esse cara que contrata
      outro para “testar” a tal fidelidade (que nem existe de fato) já
      configurou na mente dele uma traição e só quer confirmar isso. A
      experiência de infidelidade/traição na cabeça dele já está
      completa, repleta de todos os sentimentos, emoções, tudo
      igualzinho, como se fosse real. Ele sente exatamente tudo na cabeça
      dele e vai fazer de tudo para isso acontecer aqui fora.

      É clichê mas ele vai
      procurar chifre em cabeça de cavalo no caso o cavalo é ele, ou
      seria boi? rs

  • http://www.facebook.com/RafaelMeirelesrj Rafael Meireles

    Eu já fui um ciumento doentio, sofri muito durante 2 anos de um namoro que  acabou durando 3.
    Minha vida era focada nisso, nessa desconfiança, não conseguia assistir Tv sem pensar em alguma atitude que ela poderia estar tomando que eu consideraria traição.Sofri tanto que chegou ao ponto de precisar recorrer a um psicoterapeuta (O que me ajudou muito e mudou consideravelmente minha forma de agir) pq sabia que estava destruindo o meu namoro e estava destruindo também a minha saúde física e mental, graças a Deus não fiz nada de mal a ela fisicamente, mas sei que a entristeci muito por causa disso, ainda sofro por ter deixado me dominar por um sentimento que me fazia tentar controlar minha ex companheira de todas as formas e me fazia dar uma de detetive full time, mesmo não achando nada, a minha mente sempre me fazia pensar em uma outra probabilidade de traição ou que ela estava conseguindo esconder todas as pistas de uma que nem o FBI teria condições de esconder. 
    O certo (como eu li nos comentarios acima) é você ser fiscal de si proprio  e caso ocorra uma traição você poderá sair de cabeça erguida ciente que trilhou o caminho certo e que a pessoa que estava ao seu lado não soube dar valor a isso!

    ótima colocação!

    “Se pensarmos que as pessoas ficam juntas por opção – o que as une deve ser um próposito – de serem felizes. Os casais devem buscar isso como uma empresa busca o lucro através da produtividade. Quando cada um gastar mais energia sendo seu próprio fiscal e, propor mudanças com foco na relação – e não em desconfortos pessoais e padrões egoístas que nos fazem pensar que o outro existe para nos satisfazer, talvez possamos ser menos fiscais de nossos pares. “ 

  • Snoopygeek

    Eu sou uma pessoa que pensa que infidelidade e lealdade são coisas bem diferentes e não costumo pesar na balança essas duas vertentes. Eu não me importo com fidelidade, mas com lealdade sim. Bem, o que quero dizer é que não me importo se minha mulher me trai, mas me preocupo muito se ela está sendo desleal comigo.

    • http://www.facebook.com/laisassis16 Lais Assis

      E pra você ,  ”Snoopygeek” (lol)  qual a diferença entre lealdade e fidelidade?

  • Vitorcaio

    o que vcs fariam se fosem casado ha 7 anos tivessem 3 filhos lindos e descobrisem que sua mulher lhe traiu?

  • Gabriell_liima

    Bom eu na minha opinião acho que contratar um cara, pra poder ver se sua mulher é fiel,
    acho que o cara ja chegou no limite da loucura  querendo provar pra si mesmo que ela ta o traindo….
    E putzz se o cara  é profissional no negocio que ele faz, certamente 99% de chances da mulher da bobeira ou até trair né velho?
    Sim idai que ela tenha namorado? Tu contratou foi um profissional vei…
    A mas ela não traio, sim iai satisfeito agora? 
    Passa um tempo e tu torna a desconfiar dela denovo iai , vai contratar outro cara denovo?

  • ridrigo

    Não contrataria um cara para testar fidelidade da monha mulher.
    Se eu estivesse desconfiado contrataria um detetive particular.

  • Ana

    Pra mim, quem pode exigir fidelidade são pessoas que são fiéis, que entraram num relacionamento onde o respeito e fidelidade faziam parte do namoro(namoro padrão, nada de relação aberta). Quem trai e não quer ser traído são pessoas egoístas, elas não tem direito de exigir uma coisa que elas também não fazem, ser fiel.Não gosto do lema “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”.Se você traiu alguém, que no começo da relação você aceitou um namoro baseado no respeito e fidelidade, e foi lá e traiu, você esta dando o mesmo direito para a outra pessoa fazer o mesmo.

    • Ana

      A maioria das pessoas que traem, ficam obsessivas com isso, porque não querem que façam com elas o que elas fazem com os outros.Vai saber, talvez muitos dessas caras que contrataram alguém para testar suas mulheres, poderiam estar com a consciência pesada. Tem muitas pessoas que não são ciumenta enquanto são fiéis, mas bastou começar a trair , que elas começam a ficar com ciumes exagerado, porque devem pensar: “se eu faço, por que ela não faria?”. Ha casos e casos, tem fiéis que tem ciumes exagerado, com motivos ou por saberem que os fiéis são raros(ambos os sexos), mas a maioria que tem ciumes e não tem motivo nenhum, nenhuma provocação e nenhum assunto mal resolvido, nada de mal entendido, nenhuma atitude da outra pessoa é suspeita,nunca se importam com o números de pessoas fiéis ou não, geralmente essas pessoas tem ciumes porque devem, traem mas não querem ser traídos. Se traição fosse boa, todo mundo gostava, a verdade é que ela faz a outra pessoa sofrer, acho que até mesmo aquelas pessoas moderninhas que dizem que não é tudo isso , se sentem incomodadas mesmo que não admita(não falo de relacionamentos abertos, falo da maioria dos relacionamentos, o padrão).

  • JF73

    Nunca trai minha mulher, ha 5 anos! Temos um filho de quase 2 anos e, ela tem uma menina de 8 anos de outro relacionamento. Confesso q durante 5 meses nao transei com ela e nao fui carinhoso. Durante esse tempo, nao transei com ninguem! Perdi a atracao por ela porque engordou e relaxou com a casa. Em dezembro de 2012 a pressionei e ela confessou que havia me traido com um colega de trabalho por 3 vezes, mas q so fez isso porque se sentiu desprezada e maltratada por mim. sentiu que eu teria outra mulher e que, a deixaria. Eles transaram num motel. ela me disse que se arrepende muito por isso e que me ama e, quer se redimir! me provar que se arrependeu e que nao fara mais isso nunca mais e bla, bla, bla. Ameacei ir embora e ela chorou muito me pedindo pra nao ir. Minha familia acabou sabendo e a maioria deles aconselha a me separar dela. Estou tentando, mas ate agora, nao consigo mais confiar nela. Dei esta segunda chance porque ainda a amo e compreendo que errar eh humano, que a carne eh fraca, mas eh foda!!! Creio que nunca mais confiarei nela como antes e talvez me separe dela, nao sei. Isso eu sei, que mudei! Fiquei mais esperto, mais vivo. Me valorizo mais! Compreendo que mesmo sem querer, contribui um pouco para que isso acontecesse. Claro que um erro nao justifica outro. Estou num dilema muito dificil e estou deixando correr o tempo ate quando, nao sei.

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