Velha infância

Roberto Del Grande

por
em às | Atitude, Relatos


Estas são apenas algumas lembranças de milhares de outras vividas por mim durante a minha infância. Lembranças marcadas por coisas boas e coisas ruins que me fizeram ser o que sou hoje. 

“Amanhece. Eu acordo no quarto da casa dos meus avós. Meus pais trabalhavam. Era muito novo. Perto do meio-dia, abre a porta. Ainda lembro do meu velho pai entrando e eu correndo para lhe dar um abraço.”

“Na minha antiga casa, apresentava-se Balão Mágico no Xou da Xuxa. Enquanto a música ‘Amigo Velho’ tocava, a saudade do meu pai aumentava e aumentava. Até eu pedir pra minha mãe ligar pra ele pra eu dizer que estava com saudades.”

“Fã de seriados como Jaspion, Changeman e Jiraya, eu gostava de imitar as cenas. Mas precisava de alguém para receber meus golpes. O oponente escolhido? Minha irmã. Fui praticar uma voadora de cima do sofá da sala e, se não fosse a minha mãe me pegar no ar…”

“Lembro das tardes na casa da minha outra vó. Aquele canteiro enorme, propício para pegar um balde de lavar roupa e catar umas formigas para fazer um parque de diversão para elas.”

“Os velhos bonecos do He-Man! Coitados das cirurgias que lhes eram feitas, a base de faca aquecida no fogão. Era uma deformação sem igual.”

“Bolinha de gude na rua? Rapava a gurizada da quadra diariamente.”

“Todo dia, por volta das 20 horas, minha mãe preparava um copo de leite morno com Nescau, dava pra minha irmã e pra mim. E cama! Não sabia o que era programação após esta hora.”

“E os botões panelinha? Tinha campeonato diário entre Brasil de Pelotas x Farroupilha, time do meu pai. Sempre ganhava dele (e demorou pra eu saber que ele deixava eu vencer).”

“E o velho e bom Atari? River Raid, Frostbite, Keystone Kasper, Pac-Man, Enduro…  As jogatinas na TV de tubo eram mágicas!”


Link YouTube |

“Na praia do Cassino, onde passávamos o verão todo ano, campeonatos de taco entre os moradores das ruas vizinhas eram jogos de campo cheio, com muita torcida.”

“As velhas festas de garagem (ou na sala mesmo), com direito a dança da vassoura. Era a chance de chegarmos nas gurias e elas na gente (mas sempre vinha alguém com a maldita vassoura pra te tirar a vez).”

“No colégio, futebol de 7 e handebol todos os dias. As aulas que esperassem! O importante era praticar esportes.”

“Minha professora me chamou e fez um convite: queria que eu escolhesse e treinasse o time feminino de handebol do colégio para os campeonatos estaduais. Fui chamado porque eu representava a escola nos torneios de handebol.”

“Estava quase sendo expulso do colégio por não me comportar na sala de aula. Lembro da cara de furiosa da minha mãe dizendo:  ’Roberto, se a diretora reclamar mais uma vez…’ Fui pra aula com aquilo na cabeça, tentei ao máximo me comportar. Adivinhem o resultado.”

“E as tarde eram de muita leitura. É, minha infância também era de educação! Muitos gibis da Turma da Mônica espalhados pela cama da minha mãe, e eu, minha irmã e meu irmão, sem piscar os olhos.”

Quem poderia imaginar que a Mônica viria a ser "namolada" do Cebolinha?

“Meu primeiro PC? Um XT velho de guerra, a base de muito DOS e um jogaço: CAT (aquele gato que ficava de manemolência).”

“E as coisas escondidas? Ficar de castigo, esperar os pais saírem pra descer e jogar futebol na grade do apartamento também valia. Os amigos eram tão fiéis que se revezavam nas esquinas pra ver a hora que o carro dos pais aparecessem. Aí tinha que voltar correndo, senão o bicho pegava.”

“Brincar de médico dentro do carro da mãe da vizinha, minha paciente, também era válido…”

“Trinta dias deitado, sem levantar. Status: pneumonia dupla. Naquele época era perigoso demais. Era o meu fim, achava que morreria de tédio. Que nada! Minha família fez tanto para que eu não ficasse pra baixo que os trinta dias passaram rapidinho.”

“Sessão da Tarde não poderia faltar: O rapto do menino dourado, Kickboxer, Titãs, Massacre no bairro japonês, entre outros. Diversão garantida. E depois disso, nada melhor que assistir Mundo da Lua.”


Link YouTube | “Planeta Terra chamando! Planeta Terra chamando!”

“Ver minha mãe sorrir era divino. Nada melhor que sair para comer pizza, pegar minha mesada, comprar uma rosa escondida de um vendedor na rua e dar para ela.”

“Jogos do Xavante (Brasil de Pelotas). Meu pai me levava para assistir o campeonato gaúcho. Era uma emoção sem igual ver os times da capital porto-alegrense irem lá jogar.”

“A primeira volta na bicicleta sem rodinha e sem alguém segurando a gente nunca esquece. Primeiro sentimento de liberdade pós-retirada das fraldas.”

“Abrir bombinha pra ver o que tinha dentro e acender um fósforo pra ver o resultado também era divertido.”

“Jogar vôlei no corredor, dardo… Pogobol e Comandos em Ação estão na lista dos brinquedos também.”

“Fazer pulseirinha e vender na porta de casa também era uma diversão e rolava sempre uma graninha extra.”

“Tomar café colonial com a família no domingo à tarde, num lugar chamado Cascata, lindo por suas cachoeiras, riachos e árvores.”

“Espiar a vizinha trocando de roupa da janela do banheiro era emocionante.”

“Descobrir que o teu pau servia para outra coisa a não ser mijar. Servia pra bater punheta. Ver filmes pornô finalmente servia para alguma coisa.”

A trajetória inicial da minha vida, a minha essência, o meu legado… Isso tudo está compreendido nas minhas lembranças. Estas aqui narradas vão do meu nascimento até uns 11, 12 anos de idade, que por coincidência é a mesma idade que hoje tem o meu filhão, Gabriel. Ele deve estar com várias recordações que eu não faço a menor idéia.

E vocês? O que ficou marcado na infância de cada um?

Roberto Del Grande

Menino selvagem, com raízes fortes e ideais inabaláveis. É o cara que tem os contatos que ninguém mais tem e que nem você mesmo sabe que precisa. Pra se contar faça chuva ou faça sol.


Outros artigos escritos por

Conheça nosso projeto editorial

O texto acima não representa a opinião do PapodeHomem. Somos um espaço plural, aberto a visões contraditórias e entusiasta do embate saudável. Conheça nossa orientação editorial e a essência do que fazemos. Você pode comentar abaixo ou ainda nos enviar um artigo para publicação.


RECEBA PDH POR EMAIL

Enviamos apenas um email por dia com todos os textos e shots que selecionamos a dedo para os leitores não perderem tempo.


LEIA TAMBÉM...

37 comentários

Dê vida ao PapodeHomem, para sua imagem aparecer ao lado de seu nome nos comentários, cadastre-se no Gravatar usando o mesmo e-mail com o qual comentou. Leva 2 minutos.

Queremos uma discussão de alto nível, sem frescuras e bem humorada. Portanto, leia nossa porra de Política de Comentários.


  • http://www.facebook.com/valsortiz Valquíria Sampaio Ortiz

    Mas os gaúchos estão tomando conta do PdH hein!!! hahahahaha Bom ver um conterrâneo dando as caras por aqui…

    Minha infância ficou marcada pelos desfiles de C.T.G’s na avenida Bento, dia 7 e 20, mas o mais incrível é que sempre chovia em um dos desfiles, isso era certo! Mas a emoção de desfilar e cantar o hino, nunca me deixaram.

    Adorava ir escondida pra sala tarde da noite, com todo mundo dormindo, pra ver um pouco mais de desenho. Como deixava a TV sem volume, a escolha óbvia sempre recaía em Tom & Jerry.

    Quando eu e a minha irmã brigávamos, a mãe nos proibia de nos falarmos. Era diversão na certa, porque cinco minutos depois, já havíamos esquecido que tínhamos brigado, mas a mãe, não.

    Muitas das minhas memórias estão associadas ao CTG, principalmente por conta da amizade que dura a vida toda. Conheci minhas melhores amigas quando tinha 5 anos, e nunca mais nos separamos. Já vi duas casarem e uma ter uma filha linda!

    Foi dentro de um CTG que aprendi desde os 3 anos, o que é lealdade, tanto à time como a CTG; companheirismo, porque quando viajávamos, nossos pais não se preocupavam com as prendas, porque os nossos peões não deixavam os outros peões se engraçarem conosco; esportividade, pois tanto na vitória, como a derrota, nos fazia crescer; união e solidariedade, pois sempre havia mais prendas que peões nas invernadas, então nas competições de dança, alternávamos nossos peões para que todas as prendas pudessem dançar, além de nos lanches, sempre fazíamos uma vaquinha pra pagar um cachorro quente pra quem não tinha como; respeito, pois não havia figura maior do que nossos ensaiadores. Um elogio deles era o nosso céu, bem como a puxada de orelha, nos dava vergonha.

    Eu poderia passar o dia escrevendo, e certamente vou passar o dia lembrando de tudo isso. Obrigada PdH por lembrar dessa parte da minha infância, e desculpem o extremo regionalismo! ;-)

  • http://jckronbauer.blogspot.com Julio Cezar Kronbauer

    Chamar os vizinhos para um super pega de bicicleta em volta da minha casa. A casa é grande, o gramado em volta idem, até foi possível fazer o grid de largada com quatro bicicletas em cada fila!

    • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

      Pô Julio, pra ficar mais pró ainda, poderia ter feito uns quebra molas para uns saltos. Mas acredito que teus pais não iriam gostar…..

      • http://jckronbauer.blogspot.com Julio Cezar Kronbauer

        Se já ficavam furiosos com o fato de que as bicicletas deixavam um rastro na grama…

  • http://diariosproibidos.blogspot.com/ Samyta Nunes

    Por coincidência a última postagem do meu blog tem o mesmo nome, porém com lembranças diferentes, mineiras…hehehe

    http://diariosproibidos.blogspot.com/2011/10/velha-infancia.html

    “Toda vez que ouço a voz da minha avó ao telefone, seu sotaque de mineira
    do leste (daquelas terras já quase chegando na Bahia) me levam de volta
    ao passado.

    Tempos antigos viram imagens em sépia na minha memória, com cheiro de
    algodão-doce feito de açúcar roubado da lata grande em cima do armário,
    arroz-doce com canela e curau.(…)”

  • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Faria/1132579103 Gustavo Faria

    Bah, quase universal! Achei que era o único que fazia parque de diversão com formigas eheheheh E tinha ainda crueldade de as vezes queimá-las com uma lupa! E também um diferença. Meu pai me levou aos 6 anos pela primeira vez ao beira rio! Mesmo o Inter indo mal naqueles anos, nunca pensei em torcer pra outro time! Bah Chageman cara, quanto tempo eu não pensava nisso! E tenho muitas lembranças boas do Colégio Rosário, rígido, católico, me lembro das freiras dizendo que agente não podia namorar as gurias no corredor ehehehe ta isso eu ja era bem mais velho… mas que boas lembranças!

    • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

      Não quis comentar o fator lupa no post…. hehehehe. Já que comentou, chegou a experimentar colocar as formigas nas latas de tinta? Ou em teias de aranha? =)

      Abraço!

  • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

    A lembrança mais antiga que tenho é de quando entrei no buraco do ar condicionado e tentei atravessar para ver o que tinha do outro lado…no décimo andar do edifício em que morávamos. Descobri que não sabia voar quando cai e um braço que “surgiu do nada” me segurou e me puxou pra dentro. Mal sabia eu, mas era a primeira de muitas vezes em que minha mãe impediria a morte de me levar.

    Certa vez resolvi tirar onda com um cachorro. Não descobri a dor de uma mordida neste dia, mas sim o quanto eu era veloz. O cão se emputeceu e eu “teleportei” pra cima de uma banca de revistas fechada. O cachorro furioso mordeu todos os meus amigos. Peguei trauma de cachorros.

    (Alguns anos mais tarde, meu trauma se reverteu quando um cão do mesmo porte avançou em mim e me tirou da frente de um caminhão desgovernado. O cão morreu na hora, esmagado pelo veículo. Chorei feito um idiota e enterrei o corpo deformado num terreno próximo.)

    Próximo de onde rolou o lance do cão raivoso, aprendi a andar de bicicleta. Eu tinha medo de andar em bike sem rodinhas, mas uma prima armou um esquema foda. Afrouxou as rodinhas e disse “Sandro, pedala!”. Eu pedalei, com força. As rodinhas desprenderam da bike e eu nem percebi. Depois parei e minha prima disse “pronto, agora você pedala sem rodinhas”, só então vi o que tinha feito. Nunca mais quis daber de porra de rodinha.

    Na mesma época eu vi um programa sobre plataformas de petróleo e achei aquilo parecido com uma cidade. Resultado: Achava que todas as cidades eram plataformas flutuantes como aquelas -e que por isso eu só as alcançava de avião. A merda de viver em uma cidade cercada de água, Manaus realmente se parece com uma plataforma flutuante de um certo ângulo hahaah

    Eu torcia pro Mummra vencer os Thundercats. Segundo meu pai, eu achava que o Lion-O tinha “jeito de gay”. É, eu era um pequeno homofóbico, me processem. (Não que a múmia de tanguinha seja lá a coisa mais viril do mundo)

    As vezes surrupiava 5000 cruzeiros na bolsa da minha avó para ir jogar no fliperama. Ela percebia e mesmo assim me acobertava. Meus pais não sabem dessa até hoje, eu acho.

    A criançada das proximidades jogava futebol na rua e tinhamos uma variação chamada “quebra-bol”. Precisa explicar? Só dava a molecada em casa depois, tudo ralado.

    Soltar “papagaio” com linha de cerol, enroscar no poste e puxar pra ver se acendia. Awesome!

    Entrar no matagal com facões e cordas para cortar trilha e fazer armadilhas para camaleões. AInda lembro da primeira vez, um amigo virou e disse “legal, tem vários deles aqui” e eu olhei ao redor e retruquei “onde? não vejo nada”. Detalhe…eles estavam mesmo lá, camuflados nos troncos. Uma pena que nosso “playground” depois foi queimado e transformado em um compléxo viário.

    Colecionar brindes da coca cola (Gelocos, Mini-Craques, Mini-Garrafas e aqueles bagulhos de encaixar que nunca lembro o nome) no intervalo da escola.

    Andar de bike, derrubar os amigos de propósito e depois rir alto da cena -e do amigo ralado berrando com o metiolate.

    Brincar de tubarão na piscina. Os gritos de medo das meninas eram impagáveis hahaah

    Soprar fita de Super Nintendo. Quem não fez isso não sabe o que é ter FÉ.

    Ver uma playboy pela primeira vez e não entender nada daquilo, porque ainda era muito novo e ingênuo.

    Pegar a mesma playboy alguns anos mais tarde e…pois é.

    Tantas lembranças….se fosse colocar tudo o que lembro iria dar um livro aqui hahaah

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=1024931019 Marcelle Gália

      a história das rodinhas da bicicleta tem um quê de Forrest Gump ahahaha

      se vc achava que Manaus era ruim cercada de água, não sabe o que é passar uma infância em Tabatinga-AM! o/ 

      e como eu sou boba, fiquei com cara de choro por causa do cachorro q você enterrou.

      que bizarro perceber q eu tive uma infância “de menino”, sem histórias de casinha e boneca pra contar. mas me pergunte sobre Jaspion, Master System, Mortal Kombat, bonequinhos de Cavaleiros do Zodíaco [e a lancheira, óbvio], me perder no mato caçando rã, jogar futebol de botão, assistir à Copa de 94 com o meu pai…porra…foi foda :)

      • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

        Master System….. Alex Kidd era sensacional! O primeiro Mortal Kombat tb.
        Caçar girino era bacana tb.

        Muito bom ler as lembranças de vocês. Cada vez mais surgem outras.

      • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

        Até eu fico com cara de choro quando lembro daquele cachorro uhauhahua

        E po, Tabatinga? Sério? Eu ACHO que já fui lá, mas não tenho certeza =X

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=1024931019 Marcelle Gália

        poooois é…pra abastecer o carro tinha que ir na Colômbia, já q o primeiro posto de gasolina da cidade só foi inaugurado em 2007. Vai falar de meio do mato pra mim, hunf! =) nunca mais saio de SP ahahaha bjo

  • Rafcherem

     THUNDER!THUNDER! THUNDERCATS HOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO.

    EU TENHO A FORÇAAAAAAAAAAAAAA!!

    E claro:

    SUPERGÊMEOS ATIVAR!

  • http://diariosproibidos.blogspot.com/ Samyta Nunes

    Prezados editores, pergunto:
    Não se pode postar link de blogs pessoais nos comentários?! Foi por isso que o meu comentário foi deletado?!

    • Rodolfo Viana

      Seu comentário era apenas reprodução de trechos do seu blog e um link. E por isso foi apagado.

      • http://diariosproibidos.blogspot.com/ Samyta Nunes

        Ahh entendi.
        Em minha defesa, tenho a dizer que o trecho e o link respondiam à pergunta feita pelo autor no fim do texto.
        Mas ok, seguirei a política de publicação dos comentários do PdH.
        Grata!

      • Rodolfo Viana

        ;-)

  • http://www.facebook.com/valsortiz Valquíria Sampaio Ortiz

    Mal que te pergunte, que CTG frequentasse, hein? 

    Com certeza, muita coisa que aprendi lá eu trago com referência pra minha vida… E nada como um peão que saiba conduzir a prenda pelo salão! :D

    Beijos

    • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

      Não lembro o nome do CTG, mas ficava em Santana da Boa Vista, sabes onde fica?
      Faz muito tempo, por isso não lembro o nome, mas se recordar, pode ter certeza que te direi.

      Beijos!

    • http://www.facebook.com/valsortiz Valquíria Sampaio Ortiz

      Roberto, respondo por aqui porque não disponibilizou botão de responder.
      Conheço sim, no circuito tradicionalista, a gente invariavelmente conhece os CTGs por causa dos rodeios, mesmo que não conheça a cidade em si.

      Beijos!

  • notr

    o gosto da pasta de dente sabor morango e as paredes azuis do nosso chalézinho de praia em tramandaí :]
    to morando em pelotas e virei xavante!

    • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

      a pasta de dente chamava-se Tandy correto? Naquela época, era bem caro. Meu irmão que aproveitou esta fase.

  • http://www.facebook.com/people/Reysi-Pegorini/1398276764 Reysi Pegorini

    Só sei que a saudade daquele tempo é tão grande….
    Meu dente da frente é trincado por causa de um jogo de bets, uma cicatriz de 7cm na perna por cair do telhado, uma cirurgia no braço esquerdo por cair num buraco tentando me esconder no pique-esconde, uma mordida de cachorro no busto achando que o coitado era um cavalo, uma fratura no braço direito pescando em um barranco. Meu primeiro e único soco no olho, separando uma briga entre os meninos e saudades de quando eu dava conta de salvar meu irmão das brigas por causa de bulica. Mas de resto minha infância foi tranquila,rs

    • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

      Reysi,

      também tenho um dente trincado, andando de skate na chuva…. vê se pode. Pior ainda que o dente era permanente, como diziam meus pais.

      • http://www.facebook.com/valsortiz Valquíria Sampaio Ortiz

        Hahaha! Tenho um dente trincado por escalar o marco da porta até em cima e pular pro lado em cima de um colchão. Numa dessas, bati com o queixo no joelho… Tinha até me esquecido dessa história!

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Lembrei da idéia daquelas animações que se fazia na orelha do caderno, meu pai falou que também faziam na infância dele. O que me fez até comprar um flipbook de presente para ele outro dia desses.

    http://www.youtube.com/watch?v=iExiCGV7jzI&feature=player_embedded#!

  • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

    Caverna do Dragão era sensacional! Não perdia um episódio. Chegou a ver o final?

    Abraços!

  • Yolanda Costa

    Coitadinhos dos He-Man. Eu fazia algo muito parecido com as minhas bonecas. ;-)
    Eu fui criança até há pouquíssimo tempo, mas já tenho saudades de muita coisa. Era tão bom!! Lembro de ser terrível, do tipo que todo mundo prefere ver sentada a ver desenhos animados. Aos dez anos parti dois vasos e uma lâmpada de jardim a andar de bicicleta no quintal de casa; quem sofreu mesmo foi o meu joelho direito que  arranhou e os meus ouvidos do sermão da minha mãe. Sou do tempo do Bambuluá. Amava quase todos os desenhos do Cartoon Network, era viciada em Mario (da Nintendo) e chorava sempre que chovia com relâmpagos. Enfim, os famosos Bons Velhos Tempos. 

  • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

    Então, minha família mora aí e de vez em quando eu apareço por aí. Eles moram inclusive na frente do campo do Brasil de Pelotas, na sete de setembro. Então já dá pra perceber o quanto convivi com este time glorioso. Foram grandes momentos.

    • http://www.facebook.com/valsortiz Valquíria Sampaio Ortiz

      Opaaa! Daqui a pouco já vai dar pra fazer um encontro dos leitores do PdH aqui em Pelotas, hein ;-)

  • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

    Com tampinhas de garrafa eu jogava “tampincross”, conheces? Montava um circuito na areia, com obstaculos, e com o dedo, fazia a tampinha andar até completar o circuito. =) Era divertido!

  • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

    Oi Aline,

    o interessante do que citastes sobre o “papo de manjado” é por mais que pensamos nisso, ele é totalmente o contrário disso. Como é legal ler que por este País todo pessoas da mesma época que eu nasci, tiveram uma infância parecida com a minha, com a tua e com a das outras pessoas que passaram por aqui e que com o passar dos tempos, as infâncias foram sendo modificadas por causa de outros meios, como por exemplo o avanço da tecnologia.

    Beijo!

  • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

    Cara, sensacional!

    Dei muita risada ao ler: Ver sexta sexy e Emmanuelle na band, fingindo que tava dormindo.

    Chegou a pegar uma fase do SBT que tinha a semana de filmes de um mesmo genero? Lembro que passava todas as tardes e teve uma vez que passou da semana erótica. Passei a semana assistindo.

    Grande abraço!

  • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

    Fico feliz que tenhas gostado do artigo Bruno. Quando quis fazê-lo, além de fazer este exercício comigo mesmo de relembrar as minhas origens, queria muito passar esta experiência adiante. Fico lisonjeado pelo retorno obtido.

    Sobre a seção, boa dica, irei passar pro responsável.

    Grande abraço!

  • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

    É isso que eu sempre digo: fomos premiados por termos nascido no glorioso anos 80! Só quem nasceu neste ano sabe do que estou falando.

  • http://www.facebook.com/people/Roberto-Del-Grande/100000615908491 Roberto Del Grande

    Acabei de lembrar do 145, disque amizade gratuito. Pelo menos, este era o número na minha cidade….

  • Taianycavalcante

    Lmbro tbm dos meus 11 e 12 la vai porrada de anos, quando eu e minhas primas brincavamos de telefone sem fio essa é bem antiga, uma ficava do lado de cá da praça e a outra do outro lado, só pra ter o prazer de estarem se comunicando atrvés daquilo! Lembro também de quanto eu era chataaaaa nos meus 5,6 e 7 anos,quando minha mãe ia trabalhar eu berrava pra ir junto e ela jogava sandália pra mim voltar! rsrs
     Nossa era muitas histórias se for colocar aqui, não vai dar! rs

Papo de homem recomenda

Assine o Papo de homem

Curta o PdH no Facebook
  • 3460 artigos
  • 515449 comentários
  • 41889 Leitores no Feed RSS
  • leitores online

Lifestyle Magazine