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Um tiro no pé do jornalismo

Rodolfo Viana

por
em às | Debates, Mundo, Trabalho e negócios


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Na noite do dia 7 de agosto, o plenário do Senado aprovou em segundo turno, com 60 votos a favor e 4 contra, a PEC 33/2009, que estabelece a obrigatoriedade do diploma de curso superior em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão de jornalista.

Vejo os colegas jornalistas comemorando a vitória da classe. Aplaudem opiniões favoráveis à exigência da formação formal – opiniões como a de Cícero Lucena, senador paraibano que tuitou, orgulhoso do seu voto: “Democracia se faz com jornalismo ético, profissional e técnico”.

Sentir tal satisfação é tão imbecil quanto aplaudir o pôr do sol. É um tiro no pé.

Votação da PEC que reestabelece a exigência do Curso de Jornalismo

Não digo que o ensino formal seja inválido, que o que aprendi nos quatro anos de graduação e nos dois de pós-graduação seja inútil. De forma nenhuma. Mas se, por um lado, admito que a faculdade dá ferramentas teóricas, por outro afirmo que a prática diária do jornalismo não se respalda em teorias.

Ou você vai citar a Escola de Frankfurt quando estiver cobrindo uma guerra ou uma eleição?

Ou você vai pensar na Teoria hipodérmica quando sentir que  entrevistado está mentindo?

Francamente, teorias da comunicação não servem de muito na hora do fechamento da edição do jornal. Redação e estilo nada adiantam nas distintas linhas editorias dos diversos veículos.

(A saber: os grandes teóricos do jornalismo não eram jornalistas, e sim cientistas políticos e sociais. Ou seja, grande parte da teoria que se aprende na universidade é emprestada de outros campos de estudo… Por que na prática seria diferente?)

Lúcia Guimarães, colunista d’O Estado de S.Paulo, escreveu um artigo contrário à decisão do Senado. E seus argumentos são tão claros que eu mal conseguiria formular algo melhor.

Não compreendo por que um graduado em economia que escreve bem seria impedido de cobrir o Banco Central e substituído por um foca que pode ser facilmente enrolado, já que não decifra a informação financeira. Não fui capaz de questionar porta-vozes do governo quando tive que substituir colegas na cobertura da negociação da dívida externa em Nova York. Não entendia bulhufas dos comunicados.

Assim, para garantir o direito à informação de qualidade e precisa, a sociedade deveria abominar esta decisão do Senado. E os jornalistas deveriam ser os primeiros a mostrar indignação.

Se é assim, por que os jornalistas comemoram?

A resposta é simples: corporativismo. O mesmo corporativismo que Felipe Pena, professor da UFF e jornalista, descreveu em um artigo de 2009:

Pela lógica da obrigatoriedade, passaremos a exigir o diploma de Letras para qualquer um que escreva romances ou se arrisque nas estrofes de um poema. Da mesma forma, só poderá exercer o pensamento crítico sobre a sociedade quem passar pelos bancos empoeirados das escolas de Ciências Sociais. Aliás, este epíteto – ciência – é parte do problema. Um problema que começa justamente na universidade.

Onde vão parar as teorias acadêmicas nessas horas?

Com o diploma obrigatório, instaura-se uma reserva de mercado. O jornalista formado tem a garantia de que sua vaga não será tomada por um, digamos, advogado ou cientista social. Não caberá à empresa de comunicação escolher se a vaga para cobrir economia vai para um economista ou um jornalista. Isso é ruim, pois muitas vezes as melhores opções – ou seja, as pessoas mais competentes para escrever sobre determinado assunto – são sumariamente descartadas. É ruim para o veículo e pior ainda para a sociedade.

O cenário atual deixa às empresas a opção de buscar profissionais graduados ou não. Ou seja, o próprio mercado se regula. Se isso acabar, se a pessoa tem diploma e não está no mercado por, digamos, incompetência, que merda se tornará o jornalismo que você consome se ela entrar numa redação só porque é formada?

Quando faço esse tipo de questionamento, os colegas respondem: “gente sem formação tem tirado o lugar de gente formada”. Isso não existe: ou você é bom profissional para conquistar seu espaço ou não é.

Além disso, há um cenário perverso. Esse tipo de regulamentação (que eu acho que deve haver, mas não neste campo, não como peneira para decidir quem deve atuar por consequência de um diploma) é o caminho para alguns males. Por exemplo, amanhã o Senado resolve estabelecer que blogs são veículos jornalísticos. (Inclusive, em 2008, já existia essa discussão sobre blogueiros e jornalistas aqui no Brasil e lá fora.) Neste cenário, só jornalista diplomado poderá ter blog. Ok, soa catastrófico, mas pensar em cenários possíveis e consequências é papel do jornalista – e isso não se aprende na escola.

A verdade é uma só, e foi brilhantemente traduzida por Lúcia Guimarães: “O jornalismo é um bem social importante demais para ficar nas mãos de jornalistas diplomados.”

Rodolfo Viana

É jornalista. Torce para o Marília Atlético Clube. Gosta quando tira a carta “Conquiste 24 territórios à sua escolha, com pelo menos dois exércitos em cada”. Curte tocar Kenny G fazendo sons com a boca. Já fez brotar um pé de feijão de um pote com algodão. Tem 1,75 de miopia. Bebe para passar o tempo. [Twitter | Facebook]


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  • http://www.facebook.com/caiorenan Caio Renan

    Não sei se é o mesmo, mas Felipe Pena é meu professor na UFF. Não UFRJ. A não ser que dê aula nas duas.

    Btw, concordo com o que diz o seu texto, Rodolfo. Integralmente. Só discordo dos argumentos contrários à obrigatoriedade quando colocam a prática do Jornalismo como um dom divino. E isso acontece muito.

    • rodolfo_viana

      ops, foi erro meu confundir as universidades, caio. é uff, e não ufrj.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=706126393 Augusto Antonio Paixão

    É o lobby que se faz presente em todas as categorias no Brasil.
    Estou me graduando em biologia e vejo os mesmo impedimentos na minha área. Só que a briga ocorre com biomédicos e farmacêuticos.

  • http://twitter.com/VevelAndrade Everson Andrade

    Eu realmente não sei direito… São dois pontos de vista… Entendo os dois lados, mas se não é necessário uma formação, então pq deveria haver cursos de jornalismo? Vamos procurar jornalistas nos cursos de economia, ciências sociais, ex-atletas e por aí vai. Eu entendo que como “formadores de opinião” a função deve estar aberta à todos, e concordo com isso. Mas também é uma questão de inserção no mercado também.

    No geral existe pontos e contrapontos…

  • leitor x


    Se isso acabar, se a pessoa tem diploma e não está no mercado por, digamos, incompetência, que merda se tornará o jornalismo que você consome se ela entrar numa redação só porque é formada?”

    quero que vejam como uma crítica construtiva, mas poxa, cadê a coesão nesse trecho? não é uma crítica pontual, mas são erros recorrentes que tenho visto nos artigos do pdh. Sou leitor assíduo e gostaria que levassem em consideração minha crítica. Mais atenção, editores!

    • leitor x

      fora isso, ótimo artigo

    • Felipe Cardoso

      não entendi a falta de coesão, como você sugeriria que o texto fosse editado?

    • rodolfo_viana

      também não entendi, x. para mim, a frase faz total sentido.

    • leitor x

      “se a obrigatoriedade do diploma voltar, se a pessoa tem diploma e não está no mercado por incompetência, que merda se tornará o jornalismo que você consome se ela entrar numa redação só porque é formada?”

      eu escrevi basicamente a mesma coisa que você escreveu, alterando umas coisinhas só para ficar mais fácil de perceber. consegue perceber agora que falta uma organização nesse período, principalmente em relação ao uso de se’s?

      não quero dizer que não pude entender o que você quis dizer, mas isso foi só porque eu já tinha informações de antemão.

  • Felipe Cardoso

    aplaudir o por do sol tem mais cabimento do que esta lei!

    Acho que seria mais cabível um conselho do próprio setor à exemplo do CONAR, justamente para evitar que o jornalismo torne-se (mais) propaganda comprada e (mais) parcial.

  • http://www.facebook.com/rafael.allegretti Rafael Allegretti

    Adorei o texto, eu estava pensando a mesma coisa quando vi a notícia. E o pior é que essa PEC só está sendo votada por causa da pressão exercida pelos sindicatos de jornalistas, e olha que se isso passar também na câmara, o jornalista será o único profissional mencionado na constituição! Quanta honra!

  • http://www.facebook.com/tiago.irineu Tiago Irineu

    Eu discutia sobre reservas de mercado com amigos nesse fim de semana. Disseram , ora, quando se formar(Estudo Economia) e aparecer alguém de outra área fazendo o seu serviço, você será a favor de reservas de mercado. Não, eu não serei, porque se eu estudo quatro anos na faculdade, e uma pessoa que nem passou pela área, é um melhor profissional que eu, por que eu deveria ficar com o emprego? O grande problema no Brasil é esse, não se estimula a excelência, não existe meritocracia. Só existe proteção as incompetentes, porque no fim é isso que é uma reserva de mercado. Você guarda empregos para alguém improdutivo da área, só porque ele tem um diploma. Se alguém é um bom profissional, ele não precisa de uma lei guardando um emprego para ele, as empresar, irão brigar por ele.

    • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

      acho que salvo profissões com responsabilidade técnica deveria ter a “reserva”. E ainda assim, os bons engoliriam os ruins.

      • http://www.facebook.com/tiago.irineu Tiago Irineu

        Existem pouquíssimas profissões que deveriam ter tal reserva. Medicina seria uma delas. Entretanto a questão é , você simplesmente impede grandes jornalistas a produzirem , porque não tem um “certificado”. Isso simplesmente é contraproducente.

      • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

        exato, Tiago! é isso que eu penso!

    • anderson

      se a pessoa é uma boa profissional de jornalismo, mas nao é formada, que entre numa universidade, é essa a lógica.

      • http://www.facebook.com/tiago.irineu Tiago Irineu

        Essa lógica é idiota, por um simples motivo. O governo não deve definir de que uma pessoa precisa para trabalhar, a não ser que seja para ser seu próprio empregado. E segundo,um exemplo hipotético, O cara é formado em ciência política, com mestrado em economia, entretanto ele não pode escrever para nenhum jornal, sobre as medidas econômicas do governo, porque ele não tem a teoria. Não estou falando que a teoria não é importante, mas é um erro gigantesco, dar preferência a teoria, do que á prática. Isso vai rebaixar ainda mais o nível de jornalismo brasileiro, que convenhamos não é lá essas coisas.

      • Alan Almeida

        Quem quer ser jornalista que entre em uma universidade.
        Ótimo! De verdade.

      • Thiago Atanazio

        Vou precisar de diploma de jornalismo para publicar meus artigos acadêmicos tambem?
        teoria e experiencia para escrever qlq diplomado tem, com mestrado ou doutorado esta mais hapto que qlq jornalista

      • 722

        E também, na boa: qual o grande segredo no jornalismo além de ouvir os dois lados de uma história, checar informação e buscar a imparcialidade? É algo que precisa de uma faculdade?

        E se for para ser jornalista opinativo, é melhor que não se metam a falar sobre assuntos alheios à sua formação. Só sai besteira.

      • Eduardo Mello

        Cara essa tua lógica de “Se eu sei consertar carros muito bem eu posso abrir uma mecanica”, não preciso me formar um tecnico em mecanica ou algo do tipo, a graduação existe pra te ensinar a traçar um caminho que voce quer, pra aprender o que você não sabe, se vc já sabe ótimo, poderá fazer a graduação para melhorar seus conhecimentos, não como uma forma de se ter uma licença para tal.

      • Tatiane Souza

        O mecânico do bairro é fodão, sempre da um jeito na caranga e não enrola ninguém, cobra o justo! Mas, claro, se ele não tiver um diploma, de nada vale o que ele sabe sobre mecânica, na pratica, até hoje…

      • Amanda

        Meu pai é mecânico, não fez nenhum curso, e ninguém pede um diploma, ele faz o trabalho dele muito bem há 20 anos. Mas ele quer fazer um curso pra se aprimorar. Com jornalismo devia ser o mesmo, não acha?

      • Tatiane Souza

        E o que tem que ser falado agora espera uns aninhos para ser publicado até o cara tirar o diploma… Lindo! (Y)

    • leandro

      Basta ser bom profissional? E a prostituição nos trabalhos?
      O negócio girando em torno do dinheiro e não da qualidade do produto ofertado?

      • http://www.facebook.com/tiago.irineu Tiago Irineu

        Sim, basta ser bom profissional. Todo negócio gira em torno de lucro, a não ser que seja filantrópico. A questão é, que em um mercado livre, um bem ou serviço só será demandado caso tenha qualidade, porque se não tem qualidade, simplesmente você pode buscar outro ofertante, que será o melhor profissional, na sua visão. Agora ao criar reservas de mercado, o governo corta a prerrogativa dos jornais escolhem os profissionais baseados apenas em meritocracia, pois não basta ele ser o melhor, para analisar os fatos , ou ter uma visão única dos mesmos. Será necessário ter um pedaço de papel, chamado diploma, que no fim, dirá apenas : Independente das minhas qualidades, contente-se comigo.

  • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Faria/1132579103 Gustavo Faria

    Quem sabe então obriguemos o Presidente a ser formado em administração, para gerir o País, porque se um juiz tem que ser formado em direito, porque o presidente não deve ser formado em administração e pode ser um semi analfabeto?

    • Nu&Cru

      Não sou radicalmente a favor de administração como curso superior, mas no MÍNIMO um bom curso de administração pública como critério para se tornar candidato a um cargo político, isso é urgente…

      • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Faria/1132579103 Gustavo Faria

        Quando falo administração, poderia ser economia, ciência política, ou de fato algum curso específico para a administração pública… algo que auxilie no exercício da profissão.

    • http://www.facebook.com/rafael.allegretti Rafael Allegretti

      Cara, não precisa nem ser adm, pelo menos um curso superior, né? 4° série é foda.

      • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Faria/1132579103 Gustavo Faria

        muito foda!

      • Nélio Oliveira

        Fodíssimo! Pior então se esse analfabeto terminar oito anos de mandato com 80% de aprovação popular. Imagina se fosse “dotô” como o antecessor?
        Oh, wait…

      • http://www.facebook.com/tiago.irineu Tiago Irineu

        Sinceramente, o governo Lula pegou na área econômica, institucionalizou a corrupção, usou a pobreza como meio de ganhar votos, distribuindo “bolsas”. Não pressionou o congresso, ou propôs nenhuma das reformas, que sabidamente o Brasil precisa, simplesmente por serem Impopulares. Então ter aprovação alta, e ser popular é fácil. Ter um plano de governo, e fazer o melhor para o país, mesmo que sejam medida impopulares, é o difícil, e esse difícil ele não fez meus amigos.

      • http://www.facebook.com/rafael.allegretti Rafael Allegretti

        @facebook-100001347740294:disqus Fora que o Bolsa Família foi criado pelo FHC com o nome de Bolsa Escola, o Lula só mudou o nome e fez uma puta propaganda em cima e pagou de criador da ideia.

      • ﻊThiago Antonio

        ser popular é fácil
        Pão e Circo

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000088922153 Wagner Menke

        O que é mais foda é que o “4ª série”, mesmo antes antes de ser presidente, daria um BANHO de conhecimento de política e administração pública em vocês dois.

      • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Faria/1132579103 Gustavo Faria

        Olha meu amigo, acho que você não me conhece para falar isso. E eu só acho que a pessoa deveria ter um curso superior relacionado a área administrativa para ser presidente. Só isso.

      • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Faria/1132579103 Gustavo Faria

        Assim como um juiz deve ter a formação de direito.

      • Tatiane Souza

        @facebook-1132579103:disqus a questão é justamente o contrário. Eu não entendo e nem gosto de política, então não tenho embasamento para opinar sobre. Mas conhecimento teórico, dentro de sala de aula não deveria ser mais importante do conhecimento de vida mesmo. Experiência ensina muito mais do que uma faculdade… Ainda mais aqui, onde o papel é mais importante que a qualidade de ensino. É como o Rodolfo falou, deveria discutir-se a qualidade do ensino, de forma geral, desde o fundamental, e não se o cara tem um diploma ou não…

      • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Faria/1132579103 Gustavo Faria

        Eu gosto e entendo um pouco… e acho que na verdade uma não exclui a outra, elas deveriam ser complementares, a educação teórica e a prática.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001864864946 Vitor Augusto Rodrigues Fávero

        pois é wagner, eles são fodas pra falar do cara que comandou o país por 8 anos…

      • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Faria/1132579103 Gustavo Faria

        Acho que foda é essa situação em si… nunca disse que eu era mais foda que ninguém, mas estamos numa democracia, acho que eu tenho direito de ter uma opinião sobre o assunto. Não?

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001864864946 Vitor Augusto Rodrigues Fávero

        tem sim cara, vc deu a sua sobre o presidente e eu dei a minha sobre você.

      • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Faria/1132579103 Gustavo Faria

        Você esta cometendo uma falácia lógica ao me atacar e não ao meu argumento.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001864864946 Vitor Augusto Rodrigues Fávero

        “muito foda!” ache o argumento

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001864864946 Vitor Augusto Rodrigues Fávero

        e eu nao to te atacando, cara

      • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Faria/1132579103 Gustavo Faria

        tu disse de forma satírica que eu seria “foda” e eu entendo que tu queria dizer não tenho capacidade para falar dele…mas me desculpe se não era uma forma satírica e eu que interpretei errado.

      • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Faria/1132579103 Gustavo Faria

        Na verdade o meu argumento começou no incio deste post sugerindo que o presidente poderia ter uma formação obrigatória, condizente com a assunto de formação obrigatória na área de jornalismo, enquanto uma comparação válida. Muito foda foi somente o desdobramento deste argumento, mas a culpa não é do Lula, a culpa é da lei que permite que isso aconteça, ele somente se aproveitou dela.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001864864946 Vitor Augusto Rodrigues Fávero

        ah cara, quanto ao diploma do presidente eu discordo pelo simples fato de o “ser presidente” é totalmente diferente do “ser jornalista” ou do “ser engenheiro”, uma vez que estas são profissões, e aquele um cargo. O presidente não precisa de um diploma pois é uma população que o elege, ele não chega lá só estudando… quanto ao meu comentário quando vc diz que ele é um “semi analfabeto”, eu só fiquei puto pois com toda a certeza do mundo ele sabe mais de política que eu e você juntos, não foi nada pessoal. Por mais que alguns o considerem o maior pilantra de todos, é só pesquisar um pouco pra ver que ele não chegou onde chegou por acaso.

      • Mel Tupinambá

        muito, muito foda

    • leandro

      Deveria ser. Não exatamente em Administração, mas com algum conhecimento (Urbanismo, Sociologia, Economia, etc.). Assim como ministros e secretários em seus cargos.

    • http://twitter.com/iannic666 Nick

      É uma boa ideia. Mas aí o País tem que oferecer universidade para todos os alunos concluídos do ensino médio. Se não, um princípio da democracia estaria ferido, você não acha?

      • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Faria/1132579103 Gustavo Faria

        Investir em educação de qualidade é fundamental, claro…

      • Walter Irikuchi

        @facebook-1132579103:disqus , @twitter-134695248:disqus , @f279e1d6afe8d25b576d2bcf1bb34275:disqus. As pessoas podem adquirir conhecimentos e habilidades de administração, economia e de outras áreas sem precisar estudar formalmente essas áreas. Talvez o problema pudesse ser resolvido aplicando um exame, como a OAB, para certificar que determinada pessoa possua o conhecimento técnico exigido por aquela área. Apesar de que mesmo com esse exame, ainda haveria muita discussão sobre a importancia do que é avaliado no exame e assim por diante, por exemplo o Enade e o próprio exame da OAB. Mas enfim, a alternativa do exame seria a mais adequada (ou a menos ruim), não a melhor.

  • Henrique Bueno

    Concordo quanto à liberdade de informação, mas discordo que a teoria não seja importante. Na hora de entrevistar, de fato, a teoria não vale bulhufas. Mas, e na hora de redigir e analisar criticamente? A Escola de Frankfurt, por exemplo, é de grande valia para entender fatos pertinentes à economia, consumo e política em geral. A prática apenas relata o ocorrido, faz um recorte preciso do fato no espaço e no tempo, a teoria analisa e possibilita a crítica do ocorrido. Uma não deveria sobreviver sem a outra.

    • http://www.facebook.com/rafael.allegretti Rafael Allegretti

      Não seria o caso então de um economista, por exemplo, fazer algum curso de extensão ou uma especialização para fazer uma revisão por exemplo? Seria necessário um curso de 4 anos para isso?

      • Henrique Bueno

        Não necessariamente sou a favor do diploma de jornalismo, sou contra é não enxergar a utilidade da teoria. Argumentar que a teoria pouco (ou nada) vale é temerário. Sem teoria, o profissional é um mero papagaio. Formado ou não, base teórica possibilita boa crítica e não apenas bobagens e opiniões imprudentes.

      • http://www.facebook.com/rafael.allegretti Rafael Allegretti

        Entendi, não sou da área e estou tentando entender melhor ^^

      • Henrique Bueno

        Haha, também não sou da área. Venho da área jurídica/contábil, mas tenho uma paixão por filosofia e teoria do conhecimento :)

  • Fabricio

    Tenho opinião contrária.

    Não exigir diploma para exercer o Jornalismo faz com que o jornalismo em si piore mais ainda, além de desqualificar profissionais, reduzir salários e apenas beneficiar os patrões (que podem pagar menos e podem contratar qualquer um).

    Sou favorável à obrigatoriedade do diploma de curso superior em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão de jornalista.

    • http://www.facebook.com/rafael.allegretti Rafael Allegretti

      Piorar por que? Como o Rodolfo citou, desde que um economista escreva bem, qual o problema de ele escrever uma coluna sobre economia? Ou ex-jogadores de futebol escreverem sobre o tema? Isso não os desqualifica, na verdade quem melhor pode escrever sobre economia é o economista e não o jornalista. E é claro que haverá revisões, edições, etc e tal.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001864864946 Vitor Augusto Rodrigues Fávero

        um jornalista também pode escrever sobre economia melhor que um economista, cara…

      • http://www.facebook.com/xaviermarcelo Marcelo Xavier

        Levando-se em conta que profissionais melhores exerceriam a atividade de jornalista, não vejo problemas na não exigencia do diploma. Mas o problema acontece quando os patrões passam a dispôr de qualquer um, a qualquer preço, para a atividade. Então os salários caem e a qualidade também, obrigando muitos profissionais a trabalhar em condições aviltantes, piorando o setor como um todo.
        Isso não faria diferença para algumas estrelas tops, mas para a grande média do mercado faria toda a diferença.
        Sem falar que não poderíamos sujeitar não jornalistas aos conselhos de ética da classe.
        Falo isso como um médico, não como alguém com interesses corporativistas na causa.

      • Matheus Gomes

        Claro que pode, até porque os jornalistas são tudo modafoca e dominam todos os assuntos com perfeição.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001864864946 Vitor Augusto Rodrigues Fávero

        é isso lek, ta pegando o espírito da coisa

      • Enio

        O maior problema não está no economista que escreve com excelência sobre determinado assunto, até porque a meu ver, estes sempre existiram e sempre vão existir como comentaristas ou especialistas no assunto, me corrijam se estiver errado. Mas o problema está sim no cara qualquer que se diz jornalista, que pode transmitir uma noticia de forma mal acabada, podendo prejudicar alguém ou muitos. E pior, esse mesmo cara, por não estar vinculado a nenhum conselho responsável, não sofrerá nada.

      • Matheus Gomes

        Mas o problema não será resolvido por completo com essa lei. Ok, essa necessidade do diploma vai excluir um monte de gente que não sabe de nada, mas e os que são experts vão pro ralo também.

        Sem contar que tem muita faculdade aí que vou te contar viu….

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001864864946 Vitor Augusto Rodrigues Fávero

    Cara, os milhares de livros que um médico deve ler antes de se formar deve contar na hora em que ele está tentando reverter um ataque… ele não aprende a reverter ataques do nada, não jogam ele numa sala e ele tem que aprender a reverter os ataques, através da prática, perdendo algumas vidas. A prática é importante, mas se os anos acadêmicos não contassem, não existiria razão para as Universidades. É triste ver um texto como esse logo aqui… se a porra de um jornal quer cobrir a porra de uma área, contrate um profissional da comunicação que tenha conhecimentos específicos sobre a área, existem muitos por aí, e todos sabemos disso.

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=706126393 Augusto Antonio Paixão

      Vitor, é mais fácil um médico aprender a redigir um texto e escrever uma coluna sobre medicina num jornal ou revista que um jronalista aprender medicina para cobrir uma pauta sobre, digamos, o enxerto de células tronco no coração para reverter um quadro de cardiopatia.
      É só pegar o seu texto e analisar. O que são ataques que o médico tanto tem que estudar para reverter?

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001864864946 Vitor Augusto Rodrigues Fávero

        É por isso que existem as entrevistas, Augusto. Você não precisa de um médico que se julgue jornalista, você precisa de um jornalista que tenha um médico como uma fonte.

      • Tatiane Souza

        Mas se vc nem entende da area, saberá o que perguntar?

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001864864946 Vitor Augusto Rodrigues Fávero

        é justamente por nao entender que o jornalista antes de uma entrevista tem que obter dados básicos e deixar o entrevistado complementá-los, pelo menos eu entendo assim…

    • Thiago Atanazio

      Acredito que existam profissões que requeiram conhecimento técnico/científico e outras simplesmente exijam talento e criatividade
      um formando pode passar 20 anos estudando jornalismo e mesmo assim não saber escrever um paragrafo

  • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

    na MINHA humilde opinião, jornalismo deveria ser um curso de extensão ou uma pós…

  • http://www.facebook.com/people/Pedro-Brasil/100000507453002 Pedro Brasil

    “ou você é bom profissional para conquistar seu espaço ou não é”

    Ótimo, Rodolfo

  • http://www.facebook.com/people/Fernando-Freitas-Alves/1684044365 Fernando Freitas Alves

    Engraçado, vai chover ‘jornalista formado’ pra criticar o post e provar que tem muito profissional que prefere uma lei para garantir seu espaço a ter que trabalhar duro e se tornar menos medíocre.

  • Thiago Atanazio

    Me passa pela cabeça agora a cobertura dada as lutas de MMA, é um esporte que vinha crescendo já a algum tempo, mas teve uma explosão de popularidade depois da luta do vitor belfort contra o anderson silva e posteriormente quando passou a ser transmitido pela globo com direito a toda a maquina global, aparição em novela, dança dos famosos, altas horas, calderão do hulk etc,
    Com essa atenção toda voltada para a “nova” modalidade foram destacados jornalistas esportivos para essa cobertura, a gente que acompanha desde as primeiras lutas que alugava o VHS na locadora ou madrugava para baixar o Pride, viu surgir na imprensa muito achismo, jornalista renomados descrevendo o esporte como barbarie e até o Galvão apelidando de “Gladiadores do Terceiro Milênio” ahhh, o Galvão, esse se enquadra perfeitamente no texto da Lúcia Guimarães, não so no MMA mas praticamente toda modalidade
    muitas falhas nos principais sites e jornais, não compreendem os termos usados no esporte, as regras, simplesmente porque são poucos familiarizados com o esporte, não tem uma base, nem se dão o trabalho de pesquisar a história, eu ainda fico indignado quando leio em alguma matéria que aponta Anderson Silva como o maior lutador de todos os tempos, parece que não analisa o contexto da categoria que oo AS atua, ou que nunca ouviu falar de um certo Russo que ficou invicto por 10 anos, e contra adversários que são também verdadeiras lendas do esporte como o Cro Cop e Minotauro, esse sim o maior desportista da categoria no Brasil

  • Anderson

    é necessário regular as profissões no Brasil, caso contrário nao seria mais necessário curso superior. a internet é uma ferramenta de comunicação, e se você nao a utilizar com responsabilidade estará ajudando a formar pessoas com sugestões que muitas vezes vão de contra a um comportamento cidadão na sociedade. acho importante cada profissão ter sua graduação sim, uma pessoa graduada pode ser boa ou ruim no que faz, mas isso nao é o problema, o problema é se ela tem a graduação necessária para isso. a expansão do ensino superior exige um nova postura no mercado de trabalho. se o cara é melhor jornalista do que economista, que faça jornalismo, é o mesmo que dizer que professor de matemática nao precisa de diploma, se nao precisa de diploma é melhor fechar as universidades, por que depois de quatro anos o que se espera são vagas, e elas nao podem ser preenchidas por quem nao passou pela labuta da universidade da área. e concordo que o presidente deveria ter nivel superior também, assim como qualquer cargo político. nao exigir diploma pra jornalista é nao exigir respeito à esses profissionais e tantos outros.

    • http://www.facebook.com/rafael.allegretti Rafael Allegretti

      Leitor, também há de se considerar o contexto de quando foi tornado obrigatório o diploma para exercer a função, que foi na época da ditadura, e a lei que obriga foi criada exclusivamente para censurar.

  • Kunimund Kronke Junior

    Mais um com argumentos furados. Sem o mínimo de conhecimento, o aprendiz de jornalista vai entrar totalmente perdido no mercado e demorará a mostrar serviço ao patrão. Não dá para deixar o mercado regular sozinho porque já foi comprovado que não vivemos em uma sociedade totalmente ética, seja através de setores do Estado que se deixam corromper, algumas empresas que corrompem e atitudes cotidianas da população. Não se deve comparar escritores de literatura a jornalistas porque exercer a atividade jornalística exige responsabilidade social, uma vez que mexe com reputações e ajuda a educar a população. Algo que o autor do texto não diz e eu concordo, é que diploma não é certificado de honestidade.

    • http://www.facebook.com/rafael.allegretti Rafael Allegretti

      Escrever um livro não exige responsabilidade social então?! Tá sabendo legal, hein champs?

    • http://www.facebook.com/pdcgomes Pedro De Carvalho Gomes

      Não entendi até agora qual o conceito indispensável que é ensinado nas universidades de jornalismo, e que sem ele não é possível escrever com ética.

  • Gustavo Moreno

    Acho que o Rodolfo levanta uma questão maior que o “problema da categoria”. Falar em categoria de jornalistas hoje no Brasil é triste. A briga pelo sim ou pelo não do diploma vai além de ter profissionais competentes em mídias de difusão. A grande imprensa é comercial e parcial. Grandes coisas. Porque não pode ser? A questão é querer restringir o “bom jornalismo” aos meios tradicionais. Para esses, não importa se há um economista ou um jornalista disponível para cobrir as pautas de economia. Se o cara é foca (iniciante na redação), nem sendo pós-doc em economia ele começa com pauta boa. Acho que experiência é tudo, mas a formação cataliza o processo. No entanto, se o público-leitor-consumidor-produtor de informação nivela seu gosto por baixo, não há formação que dê conta.

  • Nu&Cru

    Entendo que no fringir dos ovos o autor está considerando que seu emprego como escritor no pdH possa correr riscos, mas analisemos:
    - Se uma pessoa estuda para exercer uma profissão e assume os deveres inerentes a ela, porque não pode usufruir dos direitos de ter seu espaço protegido das leis vorazes do capitalismo. (ou seja, pegar treineiros, hábeis escritores e pistoleiros de plantão para escrever ladainhas bonitas achando que estão fazendo análise contextual para economizar na folha de pagamento do fim do mês)
    - Apesar de parecer inocente um texto solto em jornal/internet e afins, onde está a ética do que é escrito inadequadamente se considerarmos alguém que não tem a formação específica e não se preocupa com algo além do cumprimento laboral? Não que todo jornalista seja ético, mas espera-se…
    - Trocando de profissões, se uma enfermeira que cobre uma região inóspita do Amazonas realiza partos, devo atribuir a ela a função de uma médica ginecologista/obstétrica? Qual a implicação se de delegar funções diversas de uma profissão a outrem que teve formação distinta?

    A meritocracia se aplica aqui a valorizar quem estudou pelos meios formais para tal área. Não que quem aprendeu com a vida não seja bom, mas para separar o joio do trigo é preciso um pouco mais de teoria do que de experimentação. Ou alguém aí quer reinventar a roda?

  • http://www.facebook.com/LuisRobertoPires Luis Roberto Freire Pires

    Brilhante este texto do Rodolfo Viana, Parabéns. Me fez lembrar o Menestrel Maldito Juca Chaves qdo dizia que queria ser socialista para dividir os bens do outros, mas não para dividir o seu Jaguar (Carro de luxo na Época). Somos a favor do livre mercado apenas em teoria, mas quando nos é conveniente, adoramos o paternal braço estatal. Parabéns tb aos comentários de Gustavo Faria e Tiago Irineu.

  • Lucas Carvalho

    eu concordo tanto com cada linha desse post que não consigo comentar nada. aliás, eu prefiro não debater esse assunto (mas já estou fazendo) porque ele é um dos que me chegam a tirar do sério, me deixando nervoso e me fazendo perder a razão. quando um jornalista vira pra mim e concorda com essa palhaçada (que, pra mim, não é nada além de uma palhaçada) eu não consigo não achá-lo uma pessoa mesquinha ou, no, mínimo, uma pessoa sem nenhuma visão do todo (o que é tremendamente preocupante para um jornalista).

    as pessoas não conseguem entender (por puro ego) que sim, certas profissões demandam muito mais conhecimento técnico que outras e não adianta esbravejar. um médico PRECISA SIM de um vasto conhecimento técnico e um jornalista, pelo contrário, não precisa disso para ser competente. não são e nunca serão situações comparáveis. eu trabalho com marketing, uma profissão que costuma pagar bem, e acho que não preciso de conhecimento técnico vasto para ser um bom profissional. não à toa 50% das vagas do mercado são tomadas por todo tipo de profissional de formação (principalmente por engenheiros). eu, que sou formado na área, não posso falar nada: se esses caras tiverem “a pegada” de vendas e comunicação, eles podem ser tão ou mais do que eu com meus 4 anos lendo a porra do Kotler.

    isso não é diminuir a importância da teoria, é só dar a ela o seu devido lugar: o de coadjuvante. em muitas áreas de atuação modernas (marketing, publicidade, comunicação, jornalismo, design), é isso que ela é.

    o pior de tudo é que, diferentemente do marketing, o jornalismo tem um papel social muito mais relevante e muito mais poder político. restringi-lo a um determinado grupo de pessoas (que muitas vezes não possuirão entendimento necessário de um assunto para escrever a respeito) é, além de absurdo, perigoso e um baita atalho pra desinformação.
    na prática, o jornalismo é, em grande parte, domínio da língua e dos atalhos de comunicação. tirar das pessoas o direito de informar através da escrita é tirar delas, em parte, o direito de pleno uso da própria língua. um absurdo.

    agindo desta forma, a classe jornalista (parte dela, na verdade, conheço muitos que são contra) só se aproxima da arrogância da classe médica, que se acha detentora de toda e qualquer atividade que mexa com o corpo humano, ignorando tantas outros cursos e formações que lidam com coisas de uma forma diferente da deles.

    e tudo isso só reflete uma preocupação muito brasileira: a de valorizar loucamente o fato de ter passado num vestibular e ter feito uma faculdade, como se isso fosse uma chancela de cultura, bom-senso e capacidade. quem fez faculdade sabe que não é, e que a faculdade é tão recheada de imbecis quanto é qualquer ambiente do planeta. quando você tira do cara a exclusividade de atuar em tal área por ter feito um curso x (nas coxas, fazendo o mínimo pra passar nas provas e bebendo feito condenado 3x por semana), ele sente que todo esse esforço dele está sendo desvalorizado, e surta. não é novidade que a maioria das pessoas faz uma faculdade muito mais pelo título do que pelo aprendizado. é tudo pautado por um senso errado e burro de meritocracia.

    e, como eu disse, esse assunto me deixa muito exaltado e nervoso.

    • rodolfo_viana

      concordo com cada palavra sua.

      curiosamente, fala-se em diploma, mas a qualidade do ensino (que é o que realmente importa) não é motivo de discussão. curso de jornalismo é como copo de requeijão: qualquer bodega tem.

      sem mencionar o ensino anterior à universidade. quantas pessoas começam jornalismo achando que vão aprender a escrever?

      e por uma falha curricular ou outras brechas inerentes ao sistema de educação, o sujeito que não sabe escrever se forma. tem diploma. será que este pedaço de papel lhe credencia a ser jornalista? e a situação oposta acontece também: o cara que sabe escrever, que sabe observar os fatos, mas que não tem diploma, deve ficar de fora da imprensa? ele é pior do que o sujeito incompetente que tem um diploma reconhecido pelo MEC?

      diploma nenhuma faz um jornalista de verdade.

      • Fernando Maia

        Diploma não faz jornalista mesmo. Mas se o cara é tão bom assim, e como foi citado em cometário anterior, encontra-se o curso em qualquer boteco, por que não senta a bunda e tira o diploma então?
        Muito mais fácil do que pegar qualquer tipo de atalho. Concordo que há muita gente formada e despreparada, assim como há muita gente boa que não tem formação na área. Mas se decidiu que quer fazer isso, então porque não unir a teoria à prática que ele já tem e não se dedicar a fazer o curso de jornalismo?
        Não é tempo desperdiçado. Aprendizado nunca é. Tiro no pé é achar que pode-se fazer tudo e qualquer coisa porque aprendeu na prática. Nem sempre a prática é o certo.
        É por isso que o Brasil não vai para frente. Porque sempre tem gente para pegar o caminho mais curto e tirar vantagem. Se a prática é tão significante, então deixe que o foca aprenda a cobrir economia, política, cultura, o que quer que seja. Jornalismo não é só escrever bem. Tem muito mais por trás dessa profissão.

      • http://pothix.com/ PotHix

        Você está levando a discussão por outro lado. Ninguém diz que faculdade é ruim e que na prática é melhor, mas tirar a chance de alguem que conhece trabalhar só porque não tem diploma que é a parte ruim.

      • Lucas Carvalho

        como eu já expliquei pra um milhão de pessoas com as quais eu já discuti esse assunto, valorizar o estudo e o diploma não tem NADA A VER, repito, ABSOLUTAMENTE NADA A VER com fazê-lo obrigatório. é óbvio que qualquer tipo de dom pode e deve ser lapidado com estudo e dedicação. é óbvio que se duas pessoas com iguais “dons” para a palavra e para argumentação tiverem graus de estudo diferentes, a mais esforçada vai ser um profissional mais capaz. mas, na boa, de verdade: pra profissões como jornalismo, publicidade, marketing, design, a teoria é coadjuvante de uma série de outras competências e talentos (que podem ser tanto coisas natas quanto coisas desenvolvidas e aprimoradas em ambientes além-faculdade) muito mais necessários: qualidade de escrita, força argumentativa, visão crítica, desconfiança, imaginação, criatividade e um monte de outras coisas. assumir que há um longo componente além acadêmico não é demérito nenhum para o curso e para a formação oficial na área. pelo contrário: pra mim, alguém que escolheu um curso sabendo que pra se dar bem na área tem que ser muito mais que um CDF, é um corajoso.
        minha vida profissional tem me ensinado que habilidades e aspectos comportamentais valem muito, muito mais que conhecimento técnico. estudar até morrer é muito mais fácil do que ter que mudar A SI MESMO em questões muito mais arraigadas do seu comportamento (esse, por sinal, é um processo muito dolorido) e das suas habilidades.

        no mais, quando tu já fez, sei lá, seus 5 anos de economia e mais dois de pós graduação em jornalismo investigativo (sim, existe essa pós na FGV, ela é aberta pra qualquer um formado em qualquer coisa E eu pretendo fazê-la), ter que fazer 4 anos de graduação em jornalismo depois de véio e estudado é sim uma gigantesca perda de tempo. as prioridades da vida mudam e eu quero ver você obrigar um profissional de meia idade competente, bem formado e com excelente comunicação voltar pra banco de faculdade só pra escrever um artigo sobre sua área numa revista. menor sentido, meu caro.

        e sendo muito sincero, eu não gosto nem um pouco do seu discurso sobre “o brasileiro” no que tu disse e confesso que, pra mim, ele perde muito da força só por isso. não é um problema que só está acontecendo porque estamos no brasil, ou tu acha que é só aqui que nego prefere um atalho de vez em quando? acho que essa síndrome de vira-lata sobre ser brasileiro deve ser sempre evitada, porque nunca enriquece discussão nenhuma (pelo contrário: empobrece, é pessimista e demonstra preconceito) e porque não faz sentido nenhum falar mal de si mesmo (lembrando que somos nós, também, tão brasileiros quanto qualquer outro). ou tu te considera uma classe mais especial de brasileiro?
        o “brasil não vai pra frente” por causa de leis imbecis feito essa, mesmo.

    • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

      você comentou e eu lembrei: “Ato médico” é um tiro de 12 cano serrado no pé!

    • http://www.facebook.com/tiago.irineu Tiago Irineu

      Seu comentário, foi ainda melhor que o post.

    • Diogo

      Não concordo em nada com você. Pois já ouvi falar tanta merda na tv que é impossível aceitar um cara sem formação acadêmica. Uma pessoa sem formação ética entre outras não pode assumir um papel tão importante.

      • http://marciosarge.blogspot.com.br/ Marcio Sarge

        Queria saber o que a ética tem mesmo a ver com a faculdade.

      • Tatiane Souza

        Não é a faculdade ou falta dela que impedirá alguém de falar merda…

    • http://www.facebook.com/edmar.prigolfilho Edmar Prigol Filho

      Concordo principalmente com essa parte:

      “isso não é diminuir a importância da teoria, é só dar a ela o seu devido lugar: o de coadjuvante. em muitas áreas de atuação modernas (marketing, publicidade, comunicação, jornalismo, design), é isso que ela é.”

      Estudo e trabalho com publicidade, e é só pegar o maior nome da publicidade nacional: Washington Olivetto, não possui a graduação em publicidade. Vários outros nomes da publicidade aqui no brasil vieram de diversas outras áreas.

      Um professor meu falou que a faculdade não tem a obrigação de formar o aluno, para quem está pagando e estudando, pode parecer um absurdo! Como assim vamos sair da faculdade e não estar formados.
      Mas vemos como é verdade, um diploma não diz muita coisa sobre você, uma nota 10 no tcc não significa que será um ótimo profissional. Assim como aprender a dirigir, você só vai saber mesmo na prática, não tem outro jeito.

      no trabalho costumamos dizer que o cara para se dar bem tem que ter a publicidade “na veia”. Tem que gostar mesmo, não adianta estudar pra caralho e só tirar 10, se não tiver “na veia”, não adianta.
      Acredito que isso se aplica a todas as profissões.

  • Leitor

    O melhor é ser um bom profissional e ter formação na área que atua, seja ela obrigatória ou não.

  • Marcos Auréilo

    “só jornalista diplomado poderá ter blog” seria ótimo! Tem tanto lixo sendo divulgado por gente que se auto-intitula jornalista só porque tem uma conta de blog

    • rodolfo_viana

      isso é cercear a liberdade de expressão. é como dizer que só quem tem algum requisito (como coerência na fala) pode comentar um texto na internet.

      adivinha se você passaria no crivo. ;-)

      • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

        o tapa na cara foi patrocinado por Mike, o Tyson! uhahua

  • leandro

    “Mas se, por um lado, admito que a faculdade dá ferramentas teóricas, por outro afirmo que a prática diária do jornalismo não se respalda em teorias. Ou você vai citar a Escola de Frankfurt quando estiver cobrindo uma guerra ou uma eleição? Ou você vai pensar na Teoria hipodérmica quando sentir que entrevistado está mentindo?”

    Depende de como se utiliza as teorias. Aparentemente, você não fez uma faculdade de jornalismo, mas um curso de artigos científicos, para falar de citações. A história e as teorias são a base, não a estrutura.

    O objetivo não é “fechar a edição”, é produzir bom jornalismo. A edição se fechará.

    O “grande lance” de uma faculdade é justamente buscar o de melhor para construir sua área. Na arquitetura, minha profissão, é assim: estudamos história, sociologia, física, etc., para produzir uma boa arquitetura e um bom urbanismo. A gente não aprende (apenas) a desenhar. Claro, existem vários colegas (do tempo de estudante) da arquitetura que pensam como você, que acham que se aprende mais num estágio que na faculdade, que tem que pensar no mercado. E é por isso que a arquitetura anda tão ruim por aqui…

    É função do profissional saber seu lugar. Não vou negar que, no estado atual, é bem melhor um economista cobrir o Banco Central. Mas o ideal seria um jornalista, cobrir e, sabendo seu lugar, confiar num economista ao escrever sua matéria (ao invés de tentar resolver sozinho).

    Diploma de Letras é pra ensinar, então vamos parar de falácias.

    Diploma obrigatório tem conseqüências boas e ruins. Muito mais boas, por sinal. É difícil assim fazer uma faculdade de comunicação? Sério que não tem nada pra aprender lá?

    • LuizZamboni

      Verdade, nao e pra falar sobre a teoria…e para usar…rs. Me admiro ter se formado sem entender ou saber fazer isso.

  • http://twitter.com/dg_nascimento Douglas Nascimento

    A solução não é nem uma, nem outra, na verdade. E a problemática está bem mais longe do que o texto argumenta.
    O jornalismo é uma área que depende de forte senso crítico e, principalmente, especialização. Sozinho ele é apenas uma garrafa de água. Incolor e inodora. Com uma dupla formação, no entanto, essa água pode se transformar no mais doce suco da fruta. O amigo William Wack, por exemplo, é jornalista, sim. Mas também Cientista Político. Mas não entremos nos deméritos profissionais dele, visto que foi citado apenas como exemplo.
    A questão é que só ser formado em Jornalismo é muito pouco. A solução? Acabar com o curso de Jornalismo (sim, bem Cap.Nascimento e a questão da PM/RJ). Quando a Comunicação Social deixar de ser graduação e se tornar pós-graduação de quem já tem uma formação específica em algum campo do conhecimento acadêmico, teremos jornalistas extremamente capacitados a cobrir o que a primeira formação deles lhes ofereceu.
    Esse é apenas um questionamento de como ter ou não ter o diploma não importa, mas sim a formação de quem exerce jornalismo. O autor deste texto, por exemplo, não entende como a teoria Hipodérmica ou a Escola de Frankfurt pode ajudá-lo no dia-a-dia, mas eu, que sou aluno do Felipe Pena (citado no texto), tenho plena consciência do que elas querem nos dizer, contextualizadas ao bruto e corrompido jornalismo diário. Isso é uma questão de FORMAÇÃO que a UFF me deu, mas que a UNIMAR e UBJL não foram capazes de dar ao Rodolfo Viana.
    O pensamento crítico é que vai diferenciar bons jornalistas de bons papagaios ou articuladores cheios de interesse. Só que bases para a construção de um pensamento crítico que questiona o sistema, amigo, só uma boa escola de comunicação pode oferecer.

  • http://twitter.com/diegotbrito Diego Brito

    Se voces rebaixam tanto o poder da graduação podem me explicar porque existe curso de Gastronomia?

    • http://twitter.com/iannic666 Nick

      Simples: pra quando voce entrar num restaurante, o cardápio nao esteja em branco.

  • Breno Tiki

    A discussão é bem mais complexa que isso. Exemplo que ainda não foi citado nos comentários

    Você pode ser jornalista pos doc em economia e que vc não vai poegar esta respectiva coluna. Por que? Por que vc é caro para o mercado. É mais facil pagar uma grana para o economista para escrever uma vês por mês do que pagar a sua CLT. O economista vê a midia como vitrine de trabalho e não depende dela. O jornalista não… e quanto mais especializado mais caro que vai exigir o seu salário e menos você vai conseguir trabalho. Ou você é gostosa, sempre tem mercado para a gostosa.
    Gosta de futebol? Esqueça, agora a moda é pegar ex-jogador pois é ibope garantido, mesmo eles fanado bobagem.
    Então quem concorda fica aí fazendo especialização para ganhar 1500 contos…

    Para quem falou aí em cima…Concordo que Jornalismo deveria ser curso de extenção

  • everton maciel

    http://oblogdocapeta.blogspot.com.br/2008/10/extra-extra-no-existe-um-diploma-de.html escrevi isso em 2008. Sigo sustentando cada palavra. Diploma de jornalista não existe. Assim como não existe diploma de filósofo, nem de literato. Não são profissões de cunho técnico. São profissões intelectuais.

    • Ricardo Tavares

      Assim como não há diploma pra desenhista… nem pra ator, nem pra roteirista… o próprio mercado deve filtrar os profissionais bons e maus….(com exceção, é claro, da medicina ou da engenharia)… sempre que ouço sobre esse tipo de imposição, logo penso que alguém está lucrando, ou tentando lucrar com a suposta “profissionalização” de algum ofício… e no caso do jornalismo, essa questão adquire um caráter político, porque toca diretamente no âmago do sistema…

      • everton maciel

        foi o que eu disse, tavares. Mas vou além: sou a favor só da desregulamentação de todas as profissões.

  • http://www.facebook.com/cgliberio Carolina Guerra Libério

    Sou formada, tenho diploma, e concordo em gênero número e grau que a obrigatoriedade empobrece a área. É buscar uma falsa legitimação da formação jornalística.

  • fabio ottobeli machado

    Sou formado em Ciência da Computação e lembro que enquanto cursava a faculdade surgiu um debate semelhante sobre a obrigatoriedade de formação em computação e cursos técnicos da área para exercício das profissões ligadas à computação. Lembro que todos na sala de aula se posicionaram contra, assim como a maioria dos profissionais da área. Tal proposta nunca foi para frente, pelo bem da ciência. E olha que estou falando de uma área altamente técnica e cujos produtos estão muito ligados à vida das pessoas. Existe software em qualquer equipamento de diagnóstico médico, assim como em todos os sistemas de segurança de uma usina nuclear, por exemplo. A questão é que a maioria das profissões lida direta ou indiretamente com a vida das pessoas. O que faz com que esse envolvimento exija um diploma ou não é a consequência direta, irrevogável e não supervisionável de um ato profissional. Um médico sem formação adequada vai atender um paciente e seu mau exercício da profissão poderá levar este paciente ao óbito. O erro desse médico não pode ser desfeito, assim como o diagnóstico e tratamento dele não passam pela supervisão de outros profissionais. Daí vem a necessidade da exigência do diploma para a profissão de médico. Por outro lado, em áreas como a computação e o jornalismo, o trabalho que pode prejudicar as pessoas não será realizado por um único profissional e certamente não será publicado ou colocado em produção sem nenhuma prévia avaliação. Além disso, um erro de jornalismo pode ser retificado pelo próprio veículo de comunicação, através da retratação ou publicação de errata, assim como os erros de um software crítico podem ser corrigidos em tempo de testes. A obrigatoriedade do diploma não vai melhorar a qualidade da imprensa, assim como não traria maior qualidade às tecnologias da informação desenvolvidas no Brasil se um diploma em computação fosse obrigatório. Não conheço o jornalismo, talvez até exista muita ciência na sua aplicação. Mas falo da minha área que exige quantidades absurdas de conhecimento para se ter domínio em alguma tecnologia e mesmo assim isso não pode estar atrelado a um diploma. Tenho absoluta certeza que qualquer pessoa pode aprender a ser um bom jornalista sem frequentar uma universidade, assim como qualquer pessoa pode aprender a programar e gerenciar sistemas por conta própria e vir a ser um excelente profissional da área. A não exigência do diploma contribui para o progresso de uma ciência, pois o conhecimento científico pode surgir em qualquer lugar. A imprensa brasileira vai perder muita qualidade com essa exigência.

    • http://www.facebook.com/pdcgomes Pedro De Carvalho Gomes

      Assino embaixo como profissional da computação. Se o cara for melhor do que eu, mesmo sem formação na área, a vaga é dele.

      Aproveito, e lanço uma polêmica. Seguindo sua linha de pensamento que somente profissões onde o erro causa danos irreparáveis devem exigir diploma, não seria o caso de revogar a exigência de diploma pra advogado? Acho que não há área mais corporativista que essa.

      • Olavo Guimarães

        Pedro, pelo princípio jurídica da coisa julgada, o erro de um advogado também é irreparável.
        Expliquemos melhor: um regime jurídico, para obter confiança e adesão do povo, tem de ser estável. Imagine se, após ganhar um confronto judicial, passando por todos os seus recursos burocráticos, nosso “adversário” ajuizasse novamente, e novamente, e novamente, a mesma causa.. Seria ruim, não? Tiraria o poder de definição do Judiciário; tiraria nossa confiança no poder judiciário. Ficaríamos permanentemente inseguros.
        Sendo assim, caso um advogado despreparado vá defender um cliente digno de certo direito, e, por falta de conhecimento, perca o processo, o cliente nunca mais terá como solicitar tal direito.
        É por isso que, além do diploma, a OAB ainda exige a aprovação numa prova. É uma medida de proteção da sociedade perante a propagação de faculdades de Direito sem a qualidade necessária.

  • http://www.facebook.com/priscila.cabral.77 Priscila Cabral

    Aplaudo o seu texto e suas ideias. Sou historiadora e trabalho como redatora. E não me sinto incompetente ou incapacitada para a função. Acho que a falta de diálogo entre as disciplinas enquadra nossa visão de mundo, ao invés de ampliá-la. Bravo!!

  • Freelancer

    “Ou você é bom profissional para conquistar seu espaço ou não é” – Game Over!
    Excelente texto.

  • Patricia -

    “Tão imbecil quanto aplaudir o por do sol”
    Parei de ler aqui

    • http://marciosarge.blogspot.com.br/ Marcio Sarge

      Interessante! Isso me deu mais ânimo pra continuar, fora que o assunto é muito interessante e você perdeu uma boa oportunidade por pouca coisa.

  • Raquel Daher

    Primeira vez que leio uma opinião como essa a respeito de ter o diploma ou não de Jornalismo. Muito BOM!

  • http://www.facebook.com/FELIPEFC26 Felipe Castro

    O autor do texto é um babaca ao defender a precarização da própria profissão só para reforçar seus pensamentos liberais.

    • everton maciel

      E você é um bobo.

  • Diogo Eberhardt

    #$#$@%&*&%%#@%!!! De duas uma, ou você não é jornalista ou não aprendeu nada de responsabilidade profissional. Já leio tanta merda escrita, já vejo tanta merda nos telejornais e ainda querem por pessoas sem formação. Aff! Infelizmente a qualidade é apenas um dos requisitos para ser um profissional qualificado. Não é atoa que em outra profissões existe conselhos que regulamentam e fiscalizam os profissionais de suas áreas (médicos, engenheiros, advogados, etc.). Os jornalistas, não só devem ser formado em uma academia como também deveriam ter um conselho fiscalizador e regulamentador. Além disso, deveriam estudar mais sobre os assuntos que publicam, buscar opiniões diversas e mostrar essa realidade.

  • http://www.facebook.com/people/Francisco-De-Assis-Rosa/568548135 Francisco De Assis Rosa

    É o famoso jeito Brasileiro de atacar as consequencias, não o problema principal.
    O foda do jornalismo hoje, é o “lado negro”. Jornalista que lançam matérias sem nenhuma responsabilidade com a informação vinculada nela; chamadas ou títulos chamativos que não tem nada a ver com o conteúdo, invasão de privacidade e outros.
    Isso não tem nada a ver com ter diploma. O que deveria haver era uma lei que desse uma responsabilidade séria ao profissional em cima do que ele publica. Dane-se se ele é advogado, economista, esportista ou jornalista.

  • http://www.facebook.com/people/Francisco-De-Assis-Rosa/568548135 Francisco De Assis Rosa

    Alias, eu gostaria de ver uma matéria aqui sobre o corporativismo entre as profissões aqui. Tanto os professores, qnto os médicos, jornalistas e funcionários públicos.

  • Joás Dias de Lima

    Rodolfo – e Lúcia -, vocês têm razão. O que seria da bela história do jornalismo brasileiro sem a contribuição de Monstros Sagrados, como destacou Cleomar Diesel (TV Aripuana) em “Famosos Jornalistas sem Diploma”:

    Dentre
    os mais famosos “jornalistas sem diploma” no Brasil, destacam-se Assis
    Chateaubriand (jornalista proprietário dos Diários Associados), Samuel
    Wainer (jornalista proprietário do jornal “Última Hora”), Carlos Lacerda
    (jornalista proprietário do jornal “Tribuna da Imprensa”), Costa Rego
    (primeiro catedrádico de Jornalismo no Brasil), Cláudio Abramo
    (jornalista que não cursou Faculdade de Jornalismo, mas fez “Escola”),
    Arnon de Mello (jornalista propretário da Gazeta de Alagoas) Nino Carta
    (jornalista fundador de Revistas), Bóris Casoy (jornalista sem diploma,
    âncora de telejornal), Júlio Mesquita, David Nasser, Danton Jobim,
    Horácio de Carvalho, Irineu Marinho, Roberto Marinho, Hélio Costa
    (Ministro das Comunicações), Miro Teixeira, Franklin Martins (porta-voz
    doa Presidência da República) entre outros.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

    ok ok, concordo. Grandes jornalistas seriam impedidos de exercer, porém, contudo e entretanto, seria tão difícil assim cursar uma faculdade? Não digo para começar a carreira, e sim para mante-la.

    Calma, não estou dizendo para colocar o rabo entre as pernas e abaixar a cabeça. Digo que mesmo que um diploma não traga ética, competência e capacidade de boa escrita, não seria justo com aqueles igualmente competentes que pagaram e estudaram por 4 anos?

    Sou Engenheiro Ambiental há 7 anos, e nessa caminhada cansei de ver Eng. Químicos, Biólogos, Mecânicos e principalmente Geólogos assumindo cargos com funções de um Eng. Ambiental. Competência? Bom, em alguns casos com certeza! Mas a grande maioria foi tempo de casa, idade e infinitos fatores…

    Enfim, o exemplo acima não é muito comparável com o Jornalismo, mas a ideia de “cargos para não capazes” é muito semelhante.

    (quando digo não capazes, estou falando daqueles não formados que não são bons jornalistas)

  • http://tsavkko.blogspot.com Raphael Tsavkko

    O que leva um jornalista a ter a capacidade – e a exclusividade – para
    falar sobre medicina, política, economia, política internacional, mas
    médicos, diplomados em relações internacionais e ciência política,
    economistas e afinss não terem esta “capacidade”? Aliás, não se trata de
    capacidade, pois se há reserva de mercado o problema é mais embaixo.

    Trata-se de dar exclusividade aos jornalistas para escrever sobre as áreas de todos, mas ninguém poder se meter na sua.

    http://www.tsavkko.com.br/2012/08/de-novo-o-diploma-para-jornalistas-ou.html

    Quantos países do mundo – fora o Brasil – não apenas exigem diploma para
    o exercício da profissão de jornalista, mas ainda incluem a regra na
    constituição? Em outras palavras, quantos países tornam constitucional o
    corporativismo de uma casta que se considera iluminada?

    Eu respondo: NENHUM.

    Posso parecer duro em meu questionamento, mas não há como não se
    revoltar ao saber que o Brasil caminha para proibir que pessoas que não
    sejam o Noblat, o PHA ou o Leandro Narloch possam escrever em jornais,
    “apurar” e serem “iluminados” que falam pelo povo, pelo país… Enfim,
    apenas quem tem um diploma poderá escrever em jornais como jornalistas,
    os demais reles mortais terão um espacinho cedido de má vontade em
    coluna de opinião no fim da página ou na imensa seção de cartas.

  • Yasmine Farias

    Eu estou no 8º semestre de Jornalismo e concordo com cada palavra desse texto. Muita gente que estuda comigo festejou essa aprovação de lei. Faculdade de Jornalismo não é garantia de que você será bem sucedido ou bom no que faz. Ela não deve ser encarada como investimento e nem reserva de mercado.

  • LuizZamboni

    Eu nao sei exatamente quais sao os moldes dessa lei, nao sou a favor de uma situaçao que obrigue ninguem a se formar em jornalismo para escrever, pois isso fere a liberdade de expressao, MAS se a exigencia fosse para exercer certos cargos de maior responsabilidade, como edotoria e supervisao, acho sim muito bom.
    .
    Um ponto no seu raciocinio que achei falho e o exemplo em que desqualifica a teoria na pretica, a teoria nao e pra ser citada, ela e para ser USADA, alias isso e um grande problema no ensino, formar gente que nao sabe usar a teoria…no caso ai o problema e outro….

  • Eduardo Augusto

    Brother Rodolfo,
    Opiniões e idéias se debatem, e há bons fundamentos para os lados.
    Seguindo a linha de seus outros artigos, traz ótimas sustentações para defender seu pensamento.
    Prometi que não iria me incluir na discussão de mérito desse post, mas apenas me manifestar sobre uma oração em especial: por favor, não faça comparações com quem aplaude o pôr do sol.
    Abraço.

    • rodolfo_viana

      bróder eduardo,
      você se apegou a algo irrelevante para a discussão. portanto, foda-se.
      abraço.

  • Cristiano de Jesus

    Concordo com a tese mas não concordo os argumentos. Pisou na bola feio. Dizer que conhecer a Escola de Frankfurt não é necessário para exercer o jornalismo é o mesmo que afirmar que para dirigir não é necessário conhecer leis de trânsito. Nas universidades há disciplinas técnicas e disciplinas para te orientar a fazer bem uso delas. Pense nisso!

  • Olavo Guimarães

    Em tempo:
    http://pt.scribd.com/doc/102367951/Discurso-sobre-a-obrigatoriedade-do-diploma-de-jornalismo Voto do senador contra essa lei. Vale a pena a leitura.

  • Tiago

    Desregulamentar as profissões. Todas! http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=334

  • Arthur

    Poucas vezes li um artigo tão ruim e sem base. Ao invés de lutarmos por melhores condições de trabalho, por mais formação e respeito pelas demais categorias, tem gente que luta pra colocar o jornalismo no senso comum existente hoje no Brasil: “Qualquer um pode e deve ser jornalista”, assim como chef de cozinha.

    • rodolfo_viana

      então precisa ler mais, meu jovem. a internet tá cheia de artigo ruim.

  • Gladston Kohnlein

    concordo plenamente ou voce tem capacidade e mostra que é um bom profissional ou outro irá tomar sua vaga.

  • Guest

    Sou contra diploma. Qualquer diploma. Qualquer universidade que ofereça diploma. Para ser jornalista, concordo que só precisa saber escrever sobre o tema. Para advogar, é necessário interpretar leis – todas as pessoas têm potencial para interpretar, não? E Em Guarujá (SP), um rapaz atuou por quase seis meses como clínico-geral do principal hospital da Cidade, não cometeu erros médicos, e mesmo assim foi cassado simplesmente porque não tem diploma.
    Não é preciso ter competência para atuar (no Jornalismo, na Medicina, em Direito). Ao contrário, é no processo de atuação que se dá a competência. Contra as universidades e professores, JÁ!

  • http://twitter.com/lincaos lincaos

    Sou contra diploma. Qualquer diploma. Qualquer universidade que ofereça diploma. Para ser jornalista, concordo que só precisa saber escrever sobre o tema. Para advogar, é necessário interpretar leis – todas as pessoas têm potencial para interpretar, não? E Em Guarujá (SP), um rapaz atuou por quase seis meses como clínico-geral do principal hospital da Cidade, não cometeu erros médicos, e mesmo assim foi cassado simplesmente porque não tem diploma. Um absurdo, não é mesmo? Como você falou, não é preciso ter competência para atuar (no Jornalismo, na Medicina, em Direito). Ao contrário, é no processo de atuação que se dá a competência. Contra as universidades e professores, JÁ!

  • Isaac Aubert

    “Ou você é bom profissional pra conquistar seu espaço ou não é” by @rodolfo_viana:disqus – conheço gente que precisa estampar isso na porta da geladeira, pra sempre ler e ver se aprende essa lição; atitude indispensável!

  • Leo

    Não só a faculdade de jornalismo, mas todas em geral, não ensinam algo essencial. Nenhuma delas ensina a pensar, a duvidar das “certezas”. As faculdades surgiram para que os homens questionassem as certezas do universo. E assim chegamos onde estamos. Mas aqui ficamos e hoje vamos à faculdade para aprender fórmulas e verdades, em vez de criar e descobrir novas verdades. O jornalista não pode ser um papagaio. Ele tem que ser um matemático curioso.

  • Bruno Labres

    Apenas acho que estão menosprezando a capacidade de vocês, o diploma significa anos de dedicação com estudo, leituras e etc…
    Mas o principal fato que devemos lembrar, é que o dever de um jornalista, não é dominar assuntos especificos, e dissertar sobre… o dever do jornalista e transmitir a informação por meio de FONTES seguras,informar a população e transformar esses dados e infos de forma digestível a todos. Quando vejo colegas que já se formaram colocarem a preço seus diplomas, sinto vergonha.
    Experiência se adquire no dia a dia, mas a ética e valores, isso a vida nao ensina, pelo contrario nos dias de hoje so se corrompem, se nao tiverem uma boa base!

  • http://www.facebook.com/leandroolimpio86 Leandro Olimpio

    O tema é complexo. Por muito tempo, até agora pouco, olhei com muito ceticismo essa luta tão grande em prol da exigência do diploma em jornalismo. Afinal, sei que existe muito corporativismo nesta reivindicação, sobretudo por parte das universidades privadas, que teriam uma importante fonte de lucro reduzida. Afinal, para que se formar por quatro anos em uma faculdade, se posso exercer a profissão sem esta obrigatoriedade?

    Também há populismo por parte dos parlamentares que aprovaram a volta da obrigatoriedade. Além disso, sempre pensei da seguinte forma: se eu, por quatro anos, fui incapaz de escrever melhor e ser melhor jornalista do que um profissional de outra área, é mais do que merecido de que ele ocupe a minha vaga. O critério adotado pela Folha, que não exige diploma de jornalismo, mas exige pós-graduação e conhecimento refinado em outras áreas, me parecia uma boa referência.

    Entretanto, a vida é dialética demais para acharmos que a discussão possa ser resumida em uma discussão Preto ou Branco. Neste sentido, me parece de uma ingenuidade sem tamanho acreditar que o mercado possa – de maneira justa e seguindo as legislações trabalhistas – regular o mercado. A forma como o mercado regula quem sai e quem fica não é justa. E nunca será, pois antes de qualquer função jornalística, os grupos editoriais, os veículos de comunicação são empresas que visam lucro. E a velha forma de manter taxas de lucro consideráveis é economizar com a mão de obra e isso se faz rebaixando salários, diminuindo direitos, flexibilizando ao máximo as relações de trabalho.

    Portanto, acreditar em regulação pelo próprio mercado me parece utopia ou algo, ainda pior, muito perigoso e que abre precedentes muito ruins no que diz respeito aos direitos trabalhistas desses profissionais.

    Afinal, Folha de S. Paulo e Estadão, que defendem o fim da obrigatoriedade, têm condições de levar adiante tal tarefa? Me parece que não. Ambos os veículos são conhecidos por descumprir obrigações trabalhistas, criar diversas formas de “contratações diferenciadas” para não registrar seus empregados, evitando assim custos sociais, dentre outros absurdos como jornadas exaustivas de trabalho, horas-extras não pagas e um longo etc.

    O discurso inserido em todos os editoriais desses jornais é realmente primoroso e com condição de convencer aqueles que estão em cima do muro, aqueles que ainda estão em dúvida. Mas por trás dessa defesa será que não existe algo maior, que envolve a flexibilização de direitos trabalhistas?

    Além disso, da forma como as coisas estão sendo colocadas parece que todos estão em pé de igualdade e com plenas condições de disputar de igual para igual as vagas no mercado de trabalho.

    Nos grandes centros a realidade pode ser diferente, onde o que conta realmente é a capacidade profissional, mas em cidades pequenas, por exemplo, o que acontece é o inverso: profissionais qualificados e com diploma, que se mataram por quatro anos para estudar, seja através de PROUNI, seja através de FIES, estão perdendo suas vagas e oportunidades de trabalho porque seus postos estão sendo ocupados por gente sem qualificação, sem qualquer competência, mas que por interesses políticos, indicações, nepotismo, acabam substituindo esses profissionais. Afinal, são nas prefeituras, câmaras, sindicatos, associações que existem vagas para jornalistas em cidades pequenas.

    Fora isso, é muito fácil para alguém que nasceu em berço de ouro, para alguém que é formado em engenharia, tem pós e mestrado, sendo fluente em duas línguas, ganhar uma vaga de jornalista na Folha, o que acontece com frequência. Mas será que essa disputa é leal com aquele que nasceu na periferia e precisou correr atrás do prejuízo para reverter anos de atraso educacional em escolas públicas sucateadas?

    É claro que existem jornalistas primorosos que vieram das camadas mais pobres da população, mas sabemos que são exceções – não a regra.

    Jogar a culpa nas costas daquele que é mau profissional me parece elitismo. Afinal, sabemos muito bem que nesse país muitos começam a maratona profissional conduzindo uma ferrari e outros montados em cima de bicicletas enferrujadas, cujas correntes sempre caem no meio do percurso.

  • http://www.facebook.com/people/Riba-Ribeiro/100001620824074 Riba Ribeiro

    Interessantes e esclarecedoras cada linha publicada sobre este assunto neste blog, porém, existe uma questão altamente relevante que não está sendo comentada, ou está sendo deixada de lado.
    1 – O que acontecerá com as pessoas que não possuem diploma de jornalismo e estão trabalhando efetivamente na profissão de jornalista, após a exigência do diploma se tornar Lei?

    2 – Nesta linha de raciocínio vale perguntar: Bóris Casoy deverá ser demitido ou passar a ocupar outra função na emissora na qual trabalha? Pois, consta que ele não possui diploma de jornalismo.
    Roberto de Godoy, profundo conhecedor de armamentos e estratégias militares, que foi diretor de redação do Correio Popular, jornal do grupo Rac de comunicação em Campinas/SP (e se não me engano também do Estadão), deverá perder assento em todas as redações para as quais escreve regularmente?
    Me parece que também o Alexandre Garcia não tem diploma. A Globo deverá demiti-lo?

    Li uma vez que um sindicato de jornalistas (acho que o sindicato de São Paulo), entre outras “reivindicações” relacionadas ao tema, e defendendo a exigência do diploma, requisitava que fosse agregada a esta exigência também o que eles definiam como “poder de polícia” para o sindicato. Alegavam que assim poderiam organizar “blitzes” em redações e assessorias de imprensa e retirar do local qualquer profissional que ocupasse a cadeira de jornalista sem o diploma.
    Esta ação pode ser considerada muito além do corporativismo exacerbado?

    3 – A partir da promulgação da Lei, toda publicação deverá ser escrita e produzida exclusivamente por jornalistas diplomados e que assinem a publicação?
    Se este for o entendimento, então uma cabeleireira poderá ela mesma escrever, produzir e publicar jornalzinho ou revista que trate de informações e eventos de seu salão, apenas pagando para um jornalista diplomado assinar as publicações?

    Isto é semelhante ao que acontece na construção civil onde pessoas de baixa renda contratam pedreiros sem qualquer formação acadêmica para edificarem suas casas e depois pagam para um engenheiro assinar a planta. Isso é lindo, não é?

    4 – As empresas que mantêm em seus quadros de funcionários jornalistas profissionais sem diploma inclusive com registro de jornalista em carteira de trabalho, deverão demiti-los sumariamente para atender a Lei?

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