Se você passou mais de 10 anos na escola e agora pretende ser ou já é pai/mãe, esse vídeo e esse encontro é para você →
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Tony Sly morreu (uma história de heróis)

Fabio Bracht

por
em às | Cultura e arte, PdH Shots, Relatos


Tony Sly, caralho, tu morreu. Que bosta.

Vocalista do No Use For a Name, herói

Deixa eu te contar uma história, man.

Eu não cresci com música. Meus pais não eram daqueles que ouviam Beatles ou Rolling Stones ou Elvis ou nada desse tipo. Entrei na adolescência virgem não só de sexo, mas também de guitarras e baterias e baixos.

Com meus 11 ou 12 anos, fiz amizade com um colega que era fã de uma banda chamada The Offspring. Tinha uma caveira na capa do CD. Coisa de louco. Mas ele gostava tanto, o saudoso Dênis; o saudoso Dênis que tocava bateria com canetas nos cadernos como todos os bons já fizeram em aulas chatas; que resolvi ver qualé que era. E foi ali que eu comecei a me tornar a pessoa que eu sou hoje. Uma pessoa que se define, se expressa e se apaixona por música.

Sim, com Offspring.

Bem poucos anos mais tarde, já inexoravelmente seguindo pelos caminhos desse mundo de power chords e baterias “pátupátupátu”, comecei a frequentar os arcos da Redenção em Porto Alegre. Era onde a galerinha que passava a semana falando merda pelo mIRC (long live #via-rs) se encontrava para tocar violão, beber vinho barato e exibir suas novas camisetas surradas de bandas. Numa dessas, conheci o Fischer.

Fischer era um herói para mim. Ele tinha uma banda de punk rock. A Hauri. Não só ele tinha a banda, como era o guitarrista, vocalista e letrista. Eu pagava um pau desgraçado praquele cara, e foi da banda dele o primeiro show de rock que eu assisti, numa casa abandonada numa esquina do centro de Porto Alegre, dentro de uma sala com menos de 3x3m, cuja única iluminação era uma TV velha e sem sinal pendurada num canto.

Nessa noite eu, ainda molequinho que só:

  • Vi meu primeiro show de rock
  • Saí à noite pela primeira vez, aliás
  • Arrastei para casa pela primeira vez um amigo completamente bêbado (fala aí, Deh)
  • Vi pela primeira vez um casal de gays se beijando
  • Vi pela primeira vez um casal de lésbicas se beijando
  • Vi pela primeira vez (de relance) pessoas cheirando.

Desnecessário dizer que aquela noite mudou a minha vida e a minha percepção do mundo.

Eu sempre tive facilidade para me aproximar das pessoas que eu realmente admiro, e com o Fischer não foi diferente. Ainda que ele fosse meu herói, fiz dele um amigo. Um dia, lá em casa, quando tocávamos um pouco de guitarra juntos – ele era naquele momento a primeira pessoa a fumar no meu quarto, um autêntico quarto de guri direitinho, que até Igreja frequentava –, ele parou e me disse quem era o herói dele. Tony Sly.

“Tudo que eu queria era um dia ter escrito essa música”, disse, com o cigarro na boca, enquanto tocava em meu violão de som fraco os acordes fortes de International You Day, cantando junto.


YouTube | Chills, man. Fucking chills. Down my spine and all

Depois disso eu comprei violão, guitarra, bateria, aprendi a escrever e me arrisquei a compor, mas até hoje tudo que eu queria era conseguir compor uma música assim. Radiohead é gênio, Muse é hipnotizante, The Raconteurs é das coisas mais fodas do mundo, mas entre a complexidade técnica desses caras e o feeling de um hardcore com melodia vocal perfeitinha, distorção crocante e bateria firme, eu preferiria mil vezes compor uma International You Day.

Tony Sly, morto aos 41 anos de causas ainda não divulgadas, você foi o herói do meu herói, por isso foi o meu herói também. Tenho muito carinho e lembranças fodas relacionadas a várias bandas do gênero, como Lagwagon, Millencolin, The Ataris e o próprio Offspring, mas nenhum dos vocalistas dessas bandas escreveu International You Day. Nenhum deles canta como você cantava. Nenhum deles parece sentir as coisas como você sentia. Como eu sinto.

E ontem, porra, tu morreu.

Que bosta.

No Use For a Name, para quem não conhece

Se você tem alguma afinidade com esse tipo de música e ainda não conhece No Use For a Name, nada do que eu puder falar vai ser melhor do que ouvir o conveniente álbum All The Best Songs. Eu fiquei ouvindo o tempo todo enquanto escrevia este texto.

Quem usa o Rdio, pode clicar aqui. Senão, ouça abaixo:

NUFAN – All The Best Songs by Fabio Bracht on Grooveshark

Atualização: O lado bom da coisa

Postei esse texto no meu Facebook e, através de uma amiga em comum, reencontrei o Fisher, com quem tinha perdido contato há quase dez anos. O cara continua tocando, me mostrou um som novo da nova banda dele (que ficou do caralho) e marcamos de ir ver Pennywise, Alkaline Trio e Streetlight Manifesto em novembro. Tudo graças a esse texto.

Fabio Bracht

Toca guitarra e bateria, respira música, já mochilou pela Europa, conhece todos os memes, idolatra Jack White. Segue sendo um aprendiz de cara legal. [Facebook | Twitter]


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  • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

    Demais Fábio, não conhecia No User For a Name e tô sentindo aqui a morte do cara.
    Resta agora curtir o legado que o Tony deixou.

  • Felipe Thiago Mud

    Uma verdadeira pena o vocal do No Use For a Name ter falecido,tbm passei minha adolescência andando de skate e ouvindo bandas nesse estilo,HardCore dos bons!
    Leche con Carne!!!

  • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Henrique-Gordo/100000230207408 Gustavo Henrique Gordo

    É quando leio um texto desses e penso sobre a música na minha vida que não sei como alguém vive sem música. Nunca curti muito esse HC californiano mas conheço bastante, minha área sempre foi mais o Metal e tive essa sensação quando o James ” The Reverend” Sullivan morreu. Não caiu a ficha até hoje.

    • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

      e eu com o Dimebag! =(

  • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

    senti exatamente a mesma coisa com a morte do Dimebag Darrell!!! =(

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      quem é ele, Vinícius? nos conte um pouco da história.

      • http://www.facebook.com/rafael.panzenhagen Rafael Panzenhagen

        Eterno guitarrista do Pantera, eterna lenda do metal.
        Morto em ação por um louco (?) com um arma.

      • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

        o Dimebag Darrell era guitarrista do Pantera (seu irmão, Vinnie Paul era o Baterista). O Pantera acabou e eles montaram uma banda chamada Damageplan. Entrou um cara armado no palco (depois de já ter feito uma puta duma carnificina nos bastidores) e deu quatro ou cinco tiros a queima roupa nele no meio do show. Com o irmão assistindo aos tiros. Depois, salvo engano, o atirador foi morto pela polícia!

      • http://profiles.google.com/italocsampaio Italo Sampaio

        Faltou só mostrar o cara em ação:

        http://www.youtube.com/watch?v=oAqWXd0sXqo

      • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

        então Sr. @papodehomem:disqus : assista!

      • http://profiles.google.com/italocsampaio Italo Sampaio

        Acho que vem muito a calhar essa “reportagem” da globo feita na época. Vejam a força que a globo faz pra ligar o Heavy Metal ao crime. Engraçado a quantidade enorme de casos parecidos que continuam acontecendo nos EUA sem nenhuma relação com metal, mas é aquela coisa né, tem que se achar um culpado…

        http://www.youtube.com/watch?v=cHf-ZloVe4I

        PS: vale MUITO a pena ver o comentário do Arnaldo Jabour no final do vídeo. Tenho certeza que o ânus do cidadão ficou morrendo de inveja da quantidade merda que saiu pela boca.

      • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

        eu vi isso NO DIA e prefiro não ver de novo pra não foder com minha semana!

      • http://profiles.google.com/italocsampaio Italo Sampaio

        Também vi no dia e desde então cultivo o saudável hábito de mudar de canal quando esse cidadão aparece.

  • Babu

    Grande Tony Sly, voz inconfundível, letras bacanas e uma banda espetacular. Godspeed. (PS: ultimo CD acustico com Joey Cape do Lagwagon acabou de sair, para quem não conhece, vale a pena)

  • Katz

    Não conhecia a banda. Pelo que escutei agora, achei ela no máximo.. legalzinha.

    Todas as bandas citadas no texto são melhores e possuem músicas melhores em todos os aspectos. Isso sem contar as não citadas: Nofx, NFG, Satanic Surfers, Dead Fish…

    Mas música de adolescência, é música de adolescência.. então, entendo seu sentimentalismo. :D

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Bem por aí.

      Com a diferença que eu não acho NUFAN inferior não. Muito menos a NOFX, que eu considero beeeeem sem graça. E NFG seria New Found Glory? Essa eu achei que ninguém gostasse a sério. :P

      Dead Fish é bem massa. Não consegui encaixar no texto, mas naquela época eu também tive uma banda pra tocar esse tipo de música. A gente tocava “Afasia”, do Dead Fish”. (Além de “Coming Too Close” do NUFAN, “Alien” do Pennywise, “No Cigar” do Millencolin e “May 16th” do Lagwagon – caralho, como eu lembro disso tudo de cabeça?)

      • Katz

        Você jogava Tony Hawk 2 pra ps?

        Porque No Cigar e May 16th estão presentes. Resgatei várias bandas a partir da trilha desse jogo que é simplesmente a mais foda de todos os tempos.

        Pennywise muito classe também.

        Agora de todas as essas a única que escutei por toda vida até hoje é mesmo Dead Fish. De longe a melhor banda brasileira.

      • Valdomiro Ribeiro

        Realmente, joguei o Tony Hawk 1 e 2 e tirava várias bandas para ouvir, muito bom.

      • Valdomiro Ribeiro

        Teve, certa vez, um festival de bandas no colégio e tocamos a Alien do Pennywise. Foi louco. Saudade daquela época.

  • http://www.facebook.com/kevinn.krc Kevinn Rosa

    Você fez Offspring parecer uma banda mais ou menos. Não faça isso.

    E, realmente é uma grande perda a morte dele, bom texto e boa recomendação.

    P.S: melhor album de todos é Joey Cape & Tony Sly Acoustic.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Offspring é do senhor caralho.

  • Johnny Becker

    Meus sentimentos pela sua perda.
    Não conhecia a banda também, mas me fez lembrar muitas historias dos “dezesseis”.
    Também vivi um tempo bacana ao som do punk rock/hardcore, nunca tive banda, o máximo que sei tocar é p******* e cachorro…total desastre com instrumentos, mas pude acompanhar alguns amigos que tinham suas bandinhas… Fui a shows de AOK, Dead Fish, Fistt, Cueio Limão, Duff’s, Dance of Days, Aditive, Tequila Baby e o decepcionante show do CPM22 quando passava de hardcore para pop…e ainda as bandinhas dos meus amigos A.M.P.M., PussyHC, NoSuX.
    As vezes vago pelas músicas mais antigas e acabo ouvindo novamente o som que embalou uma fase inesquecível da vida, os meus dezesseis… nostálgico.
    “lobotomia gabba gabba hey, how let’s go… eu acredito em milagres, mas não num mundo sem Joey…” Carbona… conhece?

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Uau, Carbona. Ouvi uma ou duas vezes na vida, na época que gostava de CPM22. Achei meio infantil, heheh.

      • Adunco

        Concordo. Parece Offspring + Greenday versão açúcar.

      • Johnny Becker

        E é Fabio, hoje ouvindo as músicas e atentando as letras eu também percebo isso, infantil, até tosco, mas na época era tão gostoso ouvir essas músicas, e hoje mesmo vendo que são letras estranhas e totalmente “WTF?” fazem lembrar uma época boa da vida. Mas acho que é bom e importante passar essas fases, conhecer, experimentar, tudo isso molda nosso gosto musical, lembro que na minha época o pessoal do meu colégio ouvia os melonejos, pagodes, dance/eletrônica, e eu já buscava conhecer, ouvir estilos diferentes, tem um fato bem estranho, minha irmã mais nova fuçando minhas músicas começou ouvir System of a Down, Metallica, Green Day, Rammstein, etc., e quando minha irmã mais velha viu ela ouvindo e gostando dessas músicas falou indignada pra mim “olha isso, você fica ouvindo essas musicas estranhas aí e agora a menina ouve isso também, não pode! Ela tem que gostar de Zezé di Camargo e Luciano, Kelly Key, sertanejo, pop, músicas de menina, não essas coisa de ‘loco’!”. Eu ri muito e gostei de ver que eu influenciei o gosto musical e libertei ela de gostar só do que “tocava no rádio”.
        Mas é isso.
        Abraço!

  • don luidi

    Meu herói: meu pai, por me ensinar os valores para ser um bom homem (respeito, simplicidade, humildade e força) e por me dar condições de estudar coisa que ele infelizmente não pode ter.

    Admiração, tenho por vários outros caras, herói é você PAI (puta merda uma lágrima teimou em sair dos meus olhos agora).

    Final de semana tô por aí pra comer matearmos um bom amargo e comer aquela costela de chão.

    Um rabisco que fiz pra ele: http://donluidi.wordpress.com/2011/08/11/um-grande-homem/

    Fábio, sinceras desculpas por utilizar o teu excelente post pra falar dos pais.

  • http://www.facebook.com/rafael.panzenhagen Rafael Panzenhagen

    Cada vez mais eu acredito que esse blog é, se não o melhor, um dos melhores brasileiros. Esse artigo me deixou um pouco mais convicto disso.

  • Pedro Augusto

    Putz, conheci essa banda jogando Skateboard para PSOne! A música, senão me engano, era Life Size Mirror. Fiquei chatiado com a notícia e como e faz muito tempo que nãwo ouço, bora lá escutar.

  • http://twitter.com/sanseverini Letícia Sanseverini

    Minha história é EXATAMENTE igual à sua. Não cresci com meus pais ouvindo músicas clássicas nem nada. Aprendi a curtir o rock, hxcx, punk rock etc sozinha. Com meus amigos. Tive a oportunidade de ir a um único show do NUFAN no Credicard Hall. Assisti o show inteiro da frente do palco e chorei ao som de Let me Down (minha favorita). O vocalista e front man de uma das bandas mais significativas da minha vida se foi. Tudo que superei com a música ainda tá aqui. (cheguei a chorar pensando que ele realmente tinha morrido. nunca tinha acontecido isso antes. me senti besta) Mas é isso. O ciclo da vida. Como disseram meus amigos, antes perder um ídolo que nunca mudou do que ter um ídolo que não é o mesmo que te fez lutar pelos seus ideais e superar seus problemas. rip Tony.

  • http://www.facebook.com/adrianofx.marchiori Adrianofx Marchiori

    Do caralho esse texto! Eu tive minha experiência na adolescência com o Nofx! Lembro que a moda era Offspring e Green Day, mas quando eu ouvi o Punk in Drublic minha vida mudou. Claro, com o Recipe for Hate do Badão também.

    É isso, vi vc escrever que acha NOFX beeeeeeeeem sem graça! Eu acho isso um absurdo, hahahha, mas cada um com a sua opinião! Tanto é que tenho um filho de 13 anos que se chama Mike em homenagem ao desgraçado Fat Mike.

    De qualquer forma, foi esse estilo de música que me fez ser hoje quem eu sou! Claro, várias outras influências, mas com cerveja vc entendeu o que eu quis dizer!

    Rip Tony Sly! Suas músicas jamais serão esquecidas. Pelo menos por mim!

    Viva Letche com Carne!

  • http://www.facebook.com/rafaelribeirovisuals Rafael Ribeiro

    Fabio, tu descreveu minha adolescência em poucos caracteres meu amigo. Parabéns! Perdemos um “herói”. Abraços.

  • FM

    caralho broder, engraçado que quando soube da morte dele “bem recente” ele tocou aqui em fortaleza e foi um choque corri pra saber de noticias e achei tudo meio vago,tenho favoritado o pdh e tempos nao lia nada quando vi aqui o post cliquei logo pra ler e pela primeira vez deu gosto de der essa triste noticia por mais que seja, tenho 26 e as vezes ate me considero um velho por ainda escutar tanto No use,nofx,no fun, satanic surfes…caramba se for pra colocar as bandas nao tem fim..mas é isso ae..quero ta aqui compartilhando essa dor e como ele fala na musica “whats my name?FUUUUCK YOU!! thats my name!!” abração a todos que sao apaixonados pelo hardcore melodico skate punk !

  • XFelipeX

    Foda :/ uma grande perca.
    vc acabou de descrever o que eu senti, uma bela homenagem a uma pessoa que realmente merece.

  • Jonofx

    Lembro de ir no Hangar 110 (em sampa) andar de skate na mini-ramp que tinha lá, enquanto rolava um showzinho de umas bandas de muleques ” neo-punk-skater-hard core” (hahaha) fazendo cover de rancid, operation ivy, nofx, no use for a name, less than jake, Lagwagon, Pennywise, Fugazi e tals. Caraca, foi uma época foda.
    Tenho 27 anos e a morte do Tony não me fez lembrar o fim das boas memórias, mas reviver sentimentos bons que ainda fazem parte de mim. Tony, obrigado. Valeu por fazer parte da trilha sonora dessa fase do caraio.

  • Eduardo

    Complexidade musical de Racounteurs e Radiohead?!

  • Valdomiro Ribeiro

    Cara, me identifiquei completamente com este post. A primeira banda que ouvi e me apaixonei pelo som foi The Offspring também. O primeiro cd deles que ouvi foi o Americana, simplesmente fantástico. Depois comprei alguns e ganhei os outros cds da banda. Quando mais eu ouvia mais queria ouvir, era viciante. Depois conheci Blink 182 e Green Day, complementando um time realmente único de bandas “Power Chords”. Anos mais tarde conheci o No Use For A Name através de um amigo que tocava baixo, o Felipe, que hoje mora em Porto Alegre.
    Realmente uma banda diferenciada pela força dos refrões e a perfeição das passadas de uma batida para outra, a harmonia da guitarra fodõna com o vocal era única.
    Descobri pelo post a morte do vocalista e realmente lamento muito. Tem sensações na vida que só sentimos quando há uma boa música a tocar, pensamentos viajam as lembranças boas do passado, as vontades e sonhos que sempre estiveram aqui reaparessem para nos lembrar o que realmente importa na vida.
    O entusiasmo, a energia e as mensagens que essas músicas sempre me passaram é algo que com certeza ajudaram, e muito, na construção do homem que sou hoje.
    Obrigado Tony Sly, você realmente é um herói e estará sempre acompanhando nossos momentos com essas músicas fodas.

  • Pingback: Escrever é… antes de tudo, uma doação | PapodeHomem

  • Paulo Rosa

    Texto muito bacana! Tony era um excelente vocalista, quando soube que ele morreu escutei fells like home umas 300 vezes. Tenso! Deixou muito coisa boa.

  • Repmey

    Obrigado por esse texto maravilhoso. É incrível como hérois, até os de outras pessoas, são capazes de inspirar. Onrigado por me lembrar isso

  • http://www.facebook.com/tjneto Tácito Jörgens Neto

    Baita texto, cara!
    Sly era um excelente letrista. Ouvi muito NUFAN na minha adolescência, mas mais por causa do som, um hardcore “pegado”, mas surpreendentemente melódico. Fui prestar atenção às letras muito tempo depois, o que me fez voltar a ouvir os velhos e bons sons e a buscar novos lançamentos dos caras. Algum tempo depois, me deparei com um CD de acústicas daquelas antigas músicas que ouvia, e outro de inéditas do cara. Foi o suficiente pra me tornar um grande fã e admirador de Tony Sly e pra continuar ouvindo as mesmas músicas que ouvia há quase 15 anos atrás até hoje.
    Fábio, o que tu disseste no texto resume tudo. Parece que o cara sentia as coisas exatamente como sinto, colocando isso em suas músicas exatamente como eu gostaria de fazer caso tivesse algum talento pra isso. Por toda essa “convivência” e essa sintonia, a sensação que fica é muito maior do que a da perda de um ídolo ou de um herói. Sinto, na verdade, com se tivesse perdido um velho amigo.
    R.I.P. Tony.

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