Solidão masculina

Frederico Mattos

por
em às | Artigos e ensaios, Cabana no PdH, Relatos, Saúde


Na minha prática de consultório ouço muitas pessoas. Em sua maioria, mulheres tentando resolver questões amorosas, buscando sucesso profissional e direcionamento para suas vidas. Mas quem ouve os principais dilemas e problemas dos homens?

Os homens que procuram terapia estão se sentindo, na maior parte das vezes, extremamente solitários. Não se queixam especificamente de falta de trabalho, mulher ou amigos. Nem dizem: “Estou me sentindo sozinho, doutor. Socorro!”

Você quer gritar, mas ninguém vai te ouvir

Pode estar presente em qualquer tipo de homem, bem sucedido ou não, acompanhado ou solteiro, com muitos ou poucos amigos. Estão conectados por uma chaga em comum. Tal condição não se encontra em manuais de psicopatologia.

Batizei-a de solidão masculina. Ela tem traços bastante característicos.

Apatia existencial

Um de meus pacientes viu o pai na rua com outra mulher, uma amante. Confrontou-o, mas preferiu não contar nada à mãe. Se viu preso em um pesado dilema emocional. Ao compartilhar o drama com um grande amigo, recebeu como resposta apenas um cutucão no ombro, seguido de um “Sai dessa”.

A dificuldade de colocar em palavras seus medos mais terríveis foi tratada como um problema qualquer.

Numa realidade complexa e com muitas sutilezas emocionais, o homem fica paralisado, pois não foi treinado para lidar com a amplitude de identidades à nossa disposição. Ser apenas mais um macho-provedor está longe de dar conta do recado.

Então ele desenvolve um psiquismo fragmentado. Dentro de si guarda as velhas noções de masculinidade, mas externamente se adequa a uma mentalidade livre de papéis restritos. Isso causa uma sensação de isolamento. As revistas e programas de TV voltados ao público masculino tendem a reforçar os estereótipos. Não se abrem espaços para discussões maduras e sérias sobre os dramas masculinos.

O resultado é uma apatia existencial que se manifesta por meio do famoso “o que vier é lucro”. Uma postura destituída de valores e questionamentos. Ganhar dinheiro, transar, tomar umas com uns amigos e já está bom demais.

Estereótipos masculinos: todos querem ser Don Draper, mesmo ele sendo incompleto e infeliz

Pódio sem gosto de vitória

Me lembro de um jovem de 32 anos que me procurou. Bem-sucedido, com esposa linda e filhos saudáveis. Ao ser questionado sobre o motivo de sua terapia ele me disse:

“Tenho tudo, mas não estou bem.”

Esta é uma fala capciosa, ainda que recorrente. Pode induzir a interpretações distantes do real problema. Freud falaria em angústias da infância. Jung, de sombras da personalidade. Victor Frankl poderia discorrer sobre a ausência de sentido existencial.

Minha intuição terapêutica farejou outro motivo. Ele se sentia isolado de seu papel masculino, numa dimensão mais ampla.

A ideia de sucesso no passado era mais nítida: bastava atingir uma grande conta bancária e o homem teria um sentimento de superação. O bem-estar financeiro não mais é exclusivo dos homens – mulheres provedoras são cada vez mais presentes. A vitória pessoal não é clara e ele não tem mais uma bússola, um caminho delineado sobre o que preenche suas aspirações. Sua ação no mundo ficou enfraquecida e mesmo quando consegue tudo aquilo que deseja, ainda sente que poderia inspirar mais fundo.

Mais uma vez surge o psiquismo fragmentado. Ele precisa manter a imagem inabalável ao mundo e, por dentro, está sendo corroído por uma sensação de fragilidade emocional. Pressente que seus amigos podem estar na mesma situação, mas prefere não dizer nada.

Sozinho mesmo acompanhado

Muitos já me relataram a sensação de isolamento, mesmo tendo seus amigos por perto.

Superficialmente ele está rindo, falando e cutucando os parceiros de cervejada, mas por dentro seu coração permanece blindado e cético. Seus verdadeiros e inconfessáveis sentimentos estão aprisionados e o máximo de afetuosidade que pode manifestar acontece em partidas de futebol.

Quando adulto, sabe que o recurso de chorar e se acomodar no colo da mãe não é mais aceitável. Chegar para um amigo e dizer “tô mal pra cacete” é cenário para raras amizades. Assim como olhar nos olhos e dizer:

“Hoje foi o dia mais feliz da minha vida. Estou apaixonado!”

Você pode até já ter falado isso para um grande amigo seu, mas a questão é a condição da escuta dele. O cara fica tão desconcertado com uma manifestação de calor humano vinda de outro homem que surge o silêncio acompanhado de uma piadinha, do tipo

“Tá de ‘chico’ hoje?”

A maior solidão está nos amigos que nos oprimem silenciosamente com sua postura. Falo daqueles que reforçam nossas fixações emocionais com um olhar complacente, jocoso ou de hostilidade ao mundo. Não vão desafiar nossas cegueiras pessoais e nem sequer questionar as bases pelas quais nossas mentes têm funcionado. São amigos que podem nos querer bem, mas não nos fazem bem. É uma solidão qualitativa, não quantitativa. “Como quem posso contar de verdade para me tornar um homem melhor?” é a pergunta-chave.

Bróder que é bróder divide mesa, cerveja, risada e, por que não?, uma mina na balada. Mas nunca compartilha seus medos

Fragilidade perante as mulheres

Outro paciente, rapaz bem apessoado, me confessou:

“Honestamente, não sei mais como agradar minha mulher. Parece que, quanto mais eu ofereço de mim, menos ela me valoriza. Eu deveria tratá-la sem coração, como uma vadia?

As mulheres vêm assumindo posturas inesperadamente masculinas. A maior parte recorre ao ideal de independência e sexualidade livre. Mais sacudas, menos femininas.

Não existe e nunca vai existir fórmula para lidar com as mulheres. Elas próprias estão confusas com a imagem que adotaram. Ele reclamava: “Nem ela sabe o que quer direito!” Concordo, a mulher não sabe o que quer de si mesma e nem do homem que está ao seu lado.

As mulheres alcançaram suas supostas demandas. Os homens estão prestando atenção demais ao discurso feminino. O ciclo se repete e ambos seguem brincando de um gato-mia sem fim, sem encontrar o rumo de casa.

Medo constante

Nunca a indústria psicofarmacêutica foi tão próspera como hoje. Centenas de medicamentos voltados a fobias, ansiedades e depressões são lançados no mercado mensalmente. Essa panaceia moderna tem sido o recurso utilizado por muitos. Encarcerados diante de suas próprias emoções, buscam apoio médico para lidar com sentimentos.

Os remédios têm seu valor, desde que não se atenham unicamente aos sintomas. O sucesso dos medicamentos voltados à impotência masculina, por exemplo, revelam um homem inquieto, apreensivo, incapaz de se concentrar em seu prazer e se conectar com uma mulher.

Indo por este caminho, qual o traço comum entre depressões, fobias, ansiedades e impotências? O medo.

Como falei antes, a identidade masculina está fragmentada em múltiplos referenciais para um homem acostumado a assumir papéis mais simples. O medo é fruto da sensação de impotência frente a novas ameaças físicas, psicológicas e sociais.

Como os papéis não estão claros e a realidade se mostra paradoxal, esse homem está sempre se sentindo ameaçado por imagens contraditórias de si mesmo. Essa solidão masculina representa o desenraizamento de si mesmo e de suas origens. Abrir um espaço em que a tristeza, a angústia, o fracasso e o desânimo tenham o seu lugar é essencial para ampliar o repertório de ação do homem.

Sem esse espaço colocado de forma clara, vive-se a solidão de não poder fracassar. Diante do excesso de possibilidades surge o medo de não saber fazer a melhor escolha – como se fazer a melhor escolha fosse por si só uma obrigação.

Falta de rumo

Um estudante de 24 anos, meio riponga, avesso ao capitalismo e usuário convicto de maconha me questionou:

“Meu pai foi criado com o padre protestante. Na cidade dele tudo era preto no branco. Meu avô dizia o que era certo e errado e a Bíblia estava sempre em cima da mesa dizendo qual era a verdade. Depois do Google e da Wikipedia, nada disso mais faz sentido e não tenho mais nada firme em que acreditar!

Essa desorientação não é incomum.

"Uma terça-feira comum na firma"

Na ausência de modelos pré-fabricados de como um homem deve agir no mundo, ele hesita diante da masculinidade ou se adequa a ela sem pestanejar. Nega o mundo ou o abraça, contanto que não precise pensar muito no que está fazendo – na prática, pula de cabeça no tripé trabalho, álcool e sexo.

Cada vez mais fechados em seus egos, muitos homens projetam toda uma vida focada em seus interesses pessoais e imediatos. Raramente pensam em deixar um legado ou construir algo significativo para outras pessoas. Caminham sem propósito.

Será que vai surgir alguém para nos chacoalhar?

“Você está desorientado meu chapa. Quanto tempo mais vai ficar perdido nessas distrações?”

Pelo contrário, os amigos tendem a incentivar essa visão de curto prazo. Afinal, estão todos no mesmo barco.

Eu gostaria de ouvir outras vozes ecoando a respeito desse tema. Percebem sentido e se identificam com alguns dos pontos listados? Ou nada disso é coerente para vocês? Está aberto o espaço.

Este post é resultado de nossas práticas, diálogos e treinamentos na Cabana PdH. Quer entrar no Dojo?
Frederico Mattos

Sonhador nato, psicólogo provocador, escritor de um não best-seller e empresário. Adora contar e ouvir histórias de vida. Nas demais horas medita, faz dança de salão, lava pratos e escreve no blog Sobre a vida. No twitter é @fredmattos.


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180 comentários

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  • Dado Teles

    Frederico, muito interessante o teu texto. Já ouvi muitas coisas como as relatadas por você. Acho até que levo jeito para “psicólogo amador” rsrs.

  • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

    Grande Fred, excelente estréia.

    Considero que nos dois últimos anos passei por todos os pontos listados. Em comum, percebo que há uma desconexão com aquilo que realmente somos/queremos. Não falo de alma ou de sentimentos, mas do desenvolvimento de presença masculina, que vá além dos arquétipos de macheza tradicionais e que passe longe do tal homem sensível.

    Nesse contexto, a Cabana PdH foi fundamental para me “chacoalhar”.

    Em tempo: conhece o livro King, Warrior, Magician, Lover: Rediscovering the Archetypes of the Mature Masculine, de Robert Moore? Estou lendo uma resenha dele no Art of Manliness.com, pareceu interessante. O que acha?

  • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

    Grande Fred, excelente estréia.

    Considero que nos dois últimos anos passei por todos os pontos listados. Em comum, percebo que há uma desconexão com aquilo que realmente somos/queremos. Não falo de alma ou de sentimentos, mas do desenvolvimento de presença masculina, que vá além dos arquétipos de macheza tradicionais e que passe longe do tal homem sensível.

    Nesse contexto, a Cabana PdH foi fundamental para me “chacoalhar”.

    Em tempo: conhece o livro King, Warrior, Magician, Lover: Rediscovering the Archetypes of the Mature Masculine, de Robert Moore? Estou lendo uma resenha dele no Art of Manliness.com, pareceu interessante. O que acha?

  • http://www.facebook.com/people/Gracco-Guimarães/100000804749163 Gracco Guimarães

    Muito bem escrito Fred, parabéns cara! Quanto ao texto, creio que é só a comprovação e uma consequência, bem agravada, do que nós discutimos no dia a dia da Cabana. Ao meu ver o homem precisa de equilíbrio, aceitar suas condições, e depois disso trilhar um ideal condizente com os seus valores e segui-lo até onde conseguir, e no meio desse processo oferecer a quem tiver ao redor o que ele tiver.

    Abraço.

  • Ramon Távora

    Caraca, acho que vou procurar um Psicólogo, sinto isso muito frequentemente. Mas é verdade em relação ao medo. Ele sempre está presente. Principalmente o de mudar. Me identifiquei com boa parte das situações acima. Pelo menos a sensação de pódio sem gosto de vitória eu não tenho. Meus objetivos estão bem traçados e já estou trabalhando para eles acontecerem. 

    Nunca vou esquecer a Frase dita por Brad Pitt no clube da luta: “Nós somos a geração de homens criados por mulheres, será que outra mulher é mesmo a solução?”

    Nós precisamos de direcionamento, isso sim!

  • Ramon Távora

    Caraca, acho que vou procurar um Psicólogo, sinto isso muito frequentemente. Mas é verdade em relação ao medo. Ele sempre está presente. Principalmente o de mudar. Me identifiquei com boa parte das situações acima. Pelo menos a sensação de pódio sem gosto de vitória eu não tenho. Meus objetivos estão bem traçados e já estou trabalhando para eles acontecerem. 

    Nunca vou esquecer a Frase dita por Brad Pitt no clube da luta: “Nós somos a geração de homens criados por mulheres, será que outra mulher é mesmo a solução?”

    Nós precisamos de direcionamento, isso sim!

  • Czrabelo

    Compartilhar sentimentos está fora de cogitação. Quem tentar é logo tachado de mulherzinha. Pela técnica de que o ataque é a melhor defesa será posta em dúvida tua heterosexualidade. O caminho é detonar o moral do cara antes que seus questionamentos detonem tua estrutura.

  • http://www.facebook.com/people/Tiago-Cunha/100001351703704 Tiago Cunha

    Caraca, um dos melhores artigos que eu já li por aqui!

  • http://www.facebook.com/people/Leonardo-Werlang/1298794174 Leonardo Werlang

    Rapaz, muito bom o ponto levantado pelo texto.

    Tem um “blog” norte-americano que ja foi citado em alguns textos aqui no PdH, chama The Art of Manliness, e recentemente eles fizeram uma serie de textos abordando essa questão.Como eu entendo de fisica, calculo e moleculas, e nao de psicologia, nao tenho muita referencia pra avaliar se a visao abordada é boa ou limitada, mas com certeza é pratica, e eu particularmente gostei.Fica ai o link: http://artofmanliness.com/2011/05/09/the-cure-for-the-modern-male-malaise-the-5-switches-of-manliness/

  • http://www.facebook.com/valsortiz Valquíria Sampaio Ortiz

    Muito bom o artigo!
    Frequentemente vejo essas dúvidas nos olhos dos meus amigos, e quando pergunto se tá tudo bem, eles não tem coragem de dizer, a não se que a situação já seja uma grande bola de neve, e são obrigados a pedir ajuda.

    Por essas e outras, que defendo que as mulheres tem que ter um limite na sua atuação enquanto mundo. Ela pode conquistar as coisas, mas não precisa deixar de ser feminina. Acredito que um pouco dessa desorientação dos homens tem um pouco de culpa da mulher, pois eles tem um referencial antigo do que é ser homem, e esse referencial já não é mais válido, na maioria dos casos.

  • http://www.facebook.com/valsortiz Valquíria Sampaio Ortiz

    Muito bom o artigo!
    Frequentemente vejo essas dúvidas nos olhos dos meus amigos, e quando pergunto se tá tudo bem, eles não tem coragem de dizer, a não se que a situação já seja uma grande bola de neve, e são obrigados a pedir ajuda.

    Por essas e outras, que defendo que as mulheres tem que ter um limite na sua atuação enquanto mundo. Ela pode conquistar as coisas, mas não precisa deixar de ser feminina. Acredito que um pouco dessa desorientação dos homens tem um pouco de culpa da mulher, pois eles tem um referencial antigo do que é ser homem, e esse referencial já não é mais válido, na maioria dos casos.

  • http://www.facebook.com/valsortiz Valquíria Sampaio Ortiz

    Muito bom o artigo!
    Frequentemente vejo essas dúvidas nos olhos dos meus amigos, e quando pergunto se tá tudo bem, eles não tem coragem de dizer, a não se que a situação já seja uma grande bola de neve, e são obrigados a pedir ajuda.

    Por essas e outras, que defendo que as mulheres tem que ter um limite na sua atuação enquanto mundo. Ela pode conquistar as coisas, mas não precisa deixar de ser feminina. Acredito que um pouco dessa desorientação dos homens tem um pouco de culpa da mulher, pois eles tem um referencial antigo do que é ser homem, e esse referencial já não é mais válido, na maioria dos casos.

  • http://www.facebook.com/valsortiz Valquíria Sampaio Ortiz

    Muito bom o artigo!
    Frequentemente vejo essas dúvidas nos olhos dos meus amigos, e quando pergunto se tá tudo bem, eles não tem coragem de dizer, a não se que a situação já seja uma grande bola de neve, e são obrigados a pedir ajuda.

    Por essas e outras, que defendo que as mulheres tem que ter um limite na sua atuação enquanto mundo. Ela pode conquistar as coisas, mas não precisa deixar de ser feminina. Acredito que um pouco dessa desorientação dos homens tem um pouco de culpa da mulher, pois eles tem um referencial antigo do que é ser homem, e esse referencial já não é mais válido, na maioria dos casos.

  • http://www.facebook.com/valsortiz Valquíria Sampaio Ortiz

    Muito bom o artigo!
    Frequentemente vejo essas dúvidas nos olhos dos meus amigos, e quando pergunto se tá tudo bem, eles não tem coragem de dizer, a não se que a situação já seja uma grande bola de neve, e são obrigados a pedir ajuda.

    Por essas e outras, que defendo que as mulheres tem que ter um limite na sua atuação enquanto mundo. Ela pode conquistar as coisas, mas não precisa deixar de ser feminina. Acredito que um pouco dessa desorientação dos homens tem um pouco de culpa da mulher, pois eles tem um referencial antigo do que é ser homem, e esse referencial já não é mais válido, na maioria dos casos.

  • http://www.facebook.com/people/Lucas-Fonseca-Lage/1076838765 Lucas Fonseca Lage

    Um dos melhores textos que li ultimamente.

    Mas eu continuo tão perdido que não consigo nem elaborar um comentário decente…

  • http://www.facebook.com/people/Lucas-Fonseca-Lage/1076838765 Lucas Fonseca Lage

    Um dos melhores textos que li ultimamente.

    Mas eu continuo tão perdido que não consigo nem elaborar um comentário decente…

  • http://twitter.com/_Croco Adriano C.

    Acho que todos estamos em um barco, a deriva. Simples assim.

    Identifiquei-me grandemente com o texto, já venho observando isso já faz algum tempo, acontece comigo e com alguns amigos, também. Apesar de sempre ter um engraçadinho que quando tu propõe uma conversa mais “dedo na ferida” que ridiculariza, após eu começar a falar, dá para perceber que até esses começam a ficar com os olhos brilhantes e coisas de tipo. Depois todos olham e falam: “É não tinha pensado nisso…”, embora alguns voltem a ser babacas mesmo após a reflexão, faz parte ahahaha
    A frase: “estamos sem um referencial sólido” me vem a cabeça frequentemente. Apesar disso, tento ir levando de acordo com o que eu acho correto. Só fico chateado que, além dos homens, as mulheres que se relacionam com quem tem esse problema acabam passando por relacionamentos vazios, sem profundidade ou direção, uma pena. Elas não merecem isso.

    No mais, texto fodástico por aqui, bem do jeito que eu gosto, vou compartilhar :). 
    Além dos jeito PDH de sempre de abordar, proponho que prolonguem essa discussão, porque o assunto rende. Sugestão para os artesões de contéudo: Como podemos sair dessa, usando uma visão além do que o G. Gitti e o L. Ribeiro escrevem (a visão de liberdade, presença e profundidade)?

    Abraços!

  • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

    Fred, ate parece que voce se inspirou numa consulta comigo para escrever esse texto.Como o @facebook-1076838765:disqus  falou, nao consigo elaborar um comentario rico agora.

    Digo que tenho me sentido muito so e, na realidade, conheco apenas um amigo que compartilhe dessa visao. (fora a galera da Cabana que conheci aqui). O resto esta preso nesse ciclo de agir de acordo com referenciais externos, tentando se dopar com alcool e mulheres (or reclamar da falta de ambos).

    Porra, melhor texto que li esse ano.
    Abracao.

  • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

    Fred, ate parece que voce se inspirou numa consulta comigo para escrever esse texto.Como o @facebook-1076838765:disqus  falou, nao consigo elaborar um comentario rico agora.

    Digo que tenho me sentido muito so e, na realidade, conheco apenas um amigo que compartilhe dessa visao. (fora a galera da Cabana que conheci aqui). O resto esta preso nesse ciclo de agir de acordo com referenciais externos, tentando se dopar com alcool e mulheres (or reclamar da falta de ambos).

    Porra, melhor texto que li esse ano.
    Abracao.

  • http://www.facebook.com/people/Tiago-Cunha/100001351703704 Tiago Cunha

    Frederico, já fiz o elogio ali em cima e agora faço a crítica:
    Você apontou o “problema”, mas qual é a “solução”?

    • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

      Fique com essa impressao, mas lendo de novo, vi isso:

      `Abrir um espaço em que a tristeza, a angústia, o fracasso e o
      desânimo tenham o seu lugar é essencial para ampliar o repertório de
      ação do homem.
      Sem esse espaço colocado de forma clara, vive-se a solidão de não
      poder fracassar. Diante do excesso de possibilidades surge o medo de não
      saber fazer a melhor escolha – como se fazer a melhor escolha fosse por
      si só uma obrigação.`

      Nao acho que ele possa falar mais do que isso. Pensando bem, ele nao tem todas as respostas; provavelmente tambem esta passando por isso.

      • Mateus

         Acredito q a resposta cada um tem q achar….
        Pois as realidades são completamente diferentes pra cada um de nós…

      • Mateus

         Acredito q a resposta cada um tem q achar….
        Pois as realidades são completamente diferentes pra cada um de nós…

      • Frederico Mattos

        Sim, as particularidade cabem à nossa criatividade contínua. Sem isso, qual o desafio?

  • http://www.facebook.com/people/Lucas-Fonseca-Lage/1076838765 Lucas Fonseca Lage

    Eu realmente não consigo elaborar um comentário hahaha
    Eu sei o que é isso, sinto isso, vejo meus melhores amigos sofrendo por isso mas não consigo definir o que é, alem de uma falta de referência de masculinidade

  • http://www.facebook.com/people/Lucas-Fonseca-Lage/1076838765 Lucas Fonseca Lage

    Eu realmente não consigo elaborar um comentário hahaha
    Eu sei o que é isso, sinto isso, vejo meus melhores amigos sofrendo por isso mas não consigo definir o que é, alem de uma falta de referência de masculinidade

  • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

    Comentarios mais diretos

    1 `Tal condição não se encontra em manuais de psicopatologia.`

    Por que voce acha que ela nao foi identificada antes?

    2. `A maior solidão está nos amigos que nos oprimem silenciosamente com sua postura.`
    Exato.

    3.`As mulheres vêm assumindo posturas inesperadamente masculinas. A maior parte recorre ao ideal de independência e sexualidade livre. Mais sacudas, menos femininas.`

    Caralho, brother, eu tenho sentido isso nas mulheres que eu tenho conhecido… falta energia feminina, sacas? Aquila delicadeza leve, um movimento suave, um olhar que faz um homem baixar a guarda (independente de beleza) e se perder admirando a dita-cuja.

  • http://www.facebook.com/people/Raduan-Meira/100001717398389 Raduan Meira

    Cada vez mais tenho uma sensação que nós somos uma geração de transição. Nós de 20 a 35 anos, mais ou menos, estamos entrando em mundo que a liberdade está em um processo de crescimento e isso gera um medo, porque isso é um fato novo que não fomos educados a lidar. Talvez as gerações mais novas estão acostumadas a isso e estejam lidando melhor com isso.

    Nós, no entanto, estamos em parte rejeitando em parte essa liberdade. Temos igualdade de gênero, de orientação sexual, de “raça” pero no mucho. Isso, me parece, leva a distorções e uma delas é esse medo. Vivenciamos esse mundo amplo de grandes liberdades, mas ainda achamos que devemos comportar como “homem de verdade”. Nessa dicotomia leva que certas liberdades que ganhamos como a capacidade de demonstrar que temos fraquezas e sentimentos buscam ao máximo ser rechaçadas, porque somos “homens de verdade”.

    É claro que tudo isso pode ser viagem minha… 

    • Frederico Mattos

      Grande Raduan,

      Os mais novos estão sendo imersos numa realidade aparentemente livre. Chamo informalmente de prisão abundante. Muitas opções mas sem vivacidade, aparentemente eles tem acesso a sexo abundante, sem singularidade, tudo um pouco esparramado. O olhar é destreinado e as mãos são vacilantes ainda que pareçam cheias de vontade.

      Não entendo que exista uma geração melhor ou mais capacitada que a outra. Porque estamos numa espiral de mudanças constantes, inclusive a geração Y está desencontrada, atendo adolescentes também que me falam de suas paralisias frente a tudo o que tem à sua disposição.

      A liberdade é uma propriedade intrínseca à existência humana e pouco aproveitada.

      Abraços, meu caro!

      • http://www.facebook.com/people/Raduan-Meira/100001717398389 Raduan Meira

        Seu comentário lembra muito o livro do Bauman “modernidade líquida”.

        O que eu vejo é que nós, a geração Y, somos um espécie de ponte. Talvez isso seja mais verdade aqui no Brasil em função da ditadura, mas somos a primeira geração que lida potencialidades de ação nunca antes imaginadas. No entanto, como somos a ponte ainda temos uma base muito em função desse passado limitador. Parece que temos esse código antigo operando nessa nova liberdade e isso leva ao medo, muito medo. Temos a opção de sucumbir a esse medo ou enfrentar… 

        Tenho a impressão que os mais jovens já tem um novo código, um código mais condizente com essa nossa realidade contemporânea. Mas tudo  aqui é achismo…

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    A mulher moderna é um invento e o homem sensível idem.

    É comum entre psicanalistas e afins fazerem apologia do “liberem seus sentimentos”, afinal na solidão urbana, como resultado, o único lugar onde eles vão conseguir liberar sentimentos é no consultório de algum psiquiatra. Portanto eis ai a solução frankfurtiana: o mundo será “livre” quanto “todos conseguirem expressar suas subjetividades”!!!

    A mulher moderna foi inventada, e essa mulher descobriu já em seu íntimo que perseguiu uma meta tola. Se por um lado ela cresceu em poder, por outro, pouco conquistou com esse poder a não ser o poder em si mesmo. Sua fonte de estima segue sendo a sua aparência, e a cobrança em torno disso pode ter se tornado até mais mordaz.

    O homem sensível, invento coadjuvante, percebeu que poderia expressar livremente suas emoções: mas não chegou a lugar algum com isso, igualmente. Tendo expressado suas emoções, entediou a platéia, não conquistou para si qualquer estima pelo feito, e tampouco realizou qualquer coisa.

    (Jack Deth in Por que os homens não devem temer o feminismo)

    • Frederico Mattos

      Caro Shâmtia

      Entendo sua posição, mas vejo também alguns benefícios de “liberar seus sentimentos”. Entendo essa como uma passagem necessária para surgir o espaço de liberações mais profundas que nos mobilizem para uma inteligência coletiva.

    • Frederico Mattos

      Caro Shâmtia

      Entendo sua posição, mas vejo também alguns benefícios de “liberar seus sentimentos”. Entendo essa como uma passagem necessária para surgir o espaço de liberações mais profundas que nos mobilizem para uma inteligência coletiva.

  • Sheik

    Com relação as mulheres, os homens estão se sentindo só pq suas namoradas e principalmente esposas estão cada vez com o ego elevado. As mulheres no geral se auto-super-estimam, elas são constantemente assediada nas ruas, no trabalho, na faculdade, etc. Então elas acham que valem mais do que o namorado/noivo/marido, acham que o namorado ou marido deveria tratá-las melhor, isso tudo pq existem dezenas ou centenas de caras assediando. Na mente delas se existem esse tanto de homem assediando é pq elas valem muito. Outro motivo é que elas acham q tem mais valor q o homem só por serem mulheres (propaganda feminista em massa nas novelas, filmes, etc), aí se elas fazem academia, fazem faculdade o valor que elas sentem de si mesma sobem lá pra 1000. Assim fica difícil o namorado/marido corresponder ao ego extrastrosferico delas. Somado a essa visão, têm tbem o fato que elas adoram homens alfas, sentem atração por homens famosos, destacados, ricos, sarados, sociáveis, disputados, famosos, pegadores, etc. O marido ou namorado por ser um homem comum se torna um ser despresível frente a esses homens destacados. Homens antigamente, que eram valorizados por terem um emprego fixo, não serem feios, boa indóle, inteligentes, hoje são transparentes pra maioria das mulheres.
    Ou seja, pra mulher, hoje em dia, perceber seu valor como homem o seu poder deve ser 10 a 50 vezes maior que o dela (ou o que ela percebe sendo o poder dela) e maior tbem que os dos namorados/ficantes/maridos das amigas/inimigas delas, senão for assim vc vai ter que aceitar uma mulher frustrada, raivosa ou que te troque por alguém um pouco mais alfa q vc.

    • Frederico Mattos

      Olha Sheik

      Minha experiência de consultório contraria um pouco sua lógica. Ouço muitas mulheres bonitas, bem sucedidas e com ego aparentemente lá no alto.

      Elas tem medo também e do mesmo jeito que o homem tem reações de autoengradecimento quando se sente frágil o mesmo acontece com uma mulher.

      Recomendo que realmente se aproxime de mais que uma mulher nesse perfil e talvez se surpreenda.

      Abraço

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Após a crítica, eis minha solução:

    Não há solução, vivemos num mundo onde predomina a negação, a negação é bem expressa por uma analogia feita por Julius Evola, sobre o existencialismo, no Ride The Tiger, mais ou menos o seguinte: “Tudo que essa coisa[o existencialismo] lhe diz, é o mesmo que dizem para um homem que ao andar na beira do precipicio. Ele escuta que é perigoso olhar para baixo, é perigoso olhar para cima, é perigoso olhar para os lados e é perigoso olhar para a frente.”

    Em contraposição a negação, existe a afirmação, aquilo que Mário Ferreira dos Santos diz: “afirmar aquilo que todos afirmaram em todas épocas”, este homem que faz isso, é o homem que está acima desses tempos de negação, é o homem que possui alguma certeza inabalável, e está disposto a levar essa certeza até o fim.

    • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

      Teria como você elaborar isso melhor?
      Fiquei curioso sobre o tópico (dos 2 comentários) mas confesso que não entendi muito bem.
      Ignorância minha.

    • Frederico Mattos

      Sinto que precisamos sustentar um paradoxo na vida, a descrente crença numa crença descrente.
      :)

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Após a crítica, eis minha solução:

    Não há solução, vivemos num mundo onde predomina a negação, a negação é bem expressa por uma analogia feita por Julius Evola, sobre o existencialismo, no Ride The Tiger, mais ou menos o seguinte: “Tudo que essa coisa[o existencialismo] lhe diz, é o mesmo que dizem para um homem que ao andar na beira do precipicio. Ele escuta que é perigoso olhar para baixo, é perigoso olhar para cima, é perigoso olhar para os lados e é perigoso olhar para a frente.”

    Em contraposição a negação, existe a afirmação, aquilo que Mário Ferreira dos Santos diz: “afirmar aquilo que todos afirmaram em todas épocas”, este homem que faz isso, é o homem que está acima desses tempos de negação, é o homem que possui alguma certeza inabalável, e está disposto a levar essa certeza até o fim.

  • Frederico Mattos

    Rodrigo,

    “Se isso era a ideia de sucesso para um homem, conseguir algo que uma mulher não pode, que bosta de homem, hein?”

    Estranhamente esse era um dos modelos de sucesso masculino. Se você não pode pagar a conta, fica um sentimento de constrangimento?

    E quanto a ser autossuficiente (não isolado) entendo que é um desafio para qualquer pessoa (agora não falo de gênero).

    Quanto “sucesso instantâneo” entendo que nada é instantâneo. O Marck Zuckerberg estudou, se dedicou por anos e horas à fio. Um jogador de futebol treinou milhões de chutes errados até aperfeiçoar a técnica. O que é instantâneo é o foco da mídia sobre uma personalidade que vinha trabalhando na obscuridade durante anos. As vezes é importante não confundir o simples com o fácil.

    Mas vamos ampliando o foco, estou gostando do assunto.

    • Rodrigo Santana de Sá

      “Estranhamente esse era um dos modelos de sucesso masculino. Se você não
      pode pagar a conta, fica um sentimento de constrangimento?”

      Creio que não poder pagar qualquer coisa seja constrangedor. Mas não é disso o que falo, o que eu entendi não é esse o problema, o problema é que agora o homem E a mulher podem pagar a conta, estão em pé de igualdade. O homem ainda pode pagar como demonstração de gentileza.

      E eu expressei mal mesmo a ideia de “sucesso instantâneo”. Creio que até errei de foco mesmo, porque tem o fato de você ter “sucesso na vida”, mas será que a sua ideia de sucesso é igual a minha? É muito comum as pessoas comprarem a ideia dos outros de sucesso.

      Exemplo de sucesso:
      “Bem-sucedido, com esposa linda e filhos saudáveis.”

      Bem-sucedido – que ótimo, mas faz o que realmente gosta?
      Essa é uma pergunta difícil, lembro ainda no ensino médio, comentando sobre vestibular, “a escolha do seu futuro”, escolher entre o que gosta e o que dá dinheiro.
      As vezes o cara tá numa empresa, ganhando bem, mas o que ele queria mesmo era ter um quiosque na praia, batendo papo com os clientes e de vez em quando dando uma fugidinha pra surfar umas ondas. Mas o cara não vai fazer isso, seja por pressão de parentes e amigos que vão chamá-lo de louco ou irresponsável, seja por não querer abrir mão de alguns luxos.

      Com uma esposa linda – ok, mas será que ainda rola sentimento? Vejo amigos arrastando namoros, imagina um casamento?

      Filhos saudáveis – não vou nem entrar na parte de pessoas que não querem filhos. Mas as vezes, para serem bem-sucedidos e tal, acabam nem curtindo os filhos.

      Talvez o pódio não tenha gosto de vitória pelo fato de você estar no pódio errado. Ou chegar no pódio certo, mas não pensar no que tem depois.

      • Frederico Mattos

        Rodrigo

        Entendo também que por mais que o homem se acostume com uma rotina pacata de homem trabalhador e pai de família ainda existe algo dentro dele que aspira vivenciar grandes aventuras e descobertas heróicas…

  • Frederico Mattos

    Valeu, Ulisses!

    “Homem não chora” eu entendo como “aquele que deve nos proteger de nós mesmos não pode sucumbir a si mesmo!”. Qualquer um pode sucumbir a si mesmo.

  • Frederico Mattos

    Valeu Fernando

    Se calibrarmos tudo, que homem ideal seremos, sugere algo?

    Abraços

  • Frederico Mattos

    Caro Braulio,

    Talvez continuar ou dar meia volta possam boas opções. Essa liberdade é essencial em qualquer cenário.

    Abraço

  • Anônimo

    Isso que é papo de macho! :)

    Belo texto, bem provocativo, no sentido que nos faz mexer naquela ferida que odiamos fazer menção, afinal de contas homem não chora as feridas, as exibe como troféu e pronto.

    Mas de uns tempos pra cá… bem tem todo esse papo feminista saco de aguentar. Vejo a molecada mais nova totalmente perdida, nunca sabem ate onde avançar com elas porque uma hora elas querem eles ousado outra hora não. Atacam o cavalheirismo ao mesmo tempo que clamam por ele. 
    As mulheres nunca vão saber o que de fato querem e o erro dos homens tá em achar que pode achar um meio termo pra agradar.Concordo com o que foi dito acima, homem sensível é uma invenção da modernidade igualmente essa ideia de homens e mulheres são iguais.

    O sucesso ficou complicado mesmo de definir. O que é um homem bem sucedido hoje em dia? Dinheiro não é mais a unica meta. Você tem que ser o fodão mesmo, o cara que tem bom emprego, bons amigos, frequenta bons lugares, tenha uma boa namorada/mulher, bom carro e boas amantes e ainda por cima apesar de tudo não seja uma machista que ache que precise ser tudo isso pra agradar. Entende?

    Propósito? Qual seria, se não podemos ser mais quem somos? O medo agora não é falhar em ter sucesso, mas sim em defini-lo.

    Acho que estaríamos melhor se fossemos nos mesmo, sem esse papo de programa da tarde de quem homem tem que fazer isso ou aquilo, ser assim ou assado até a próxima tendencia surgir.
    No final das contas só precisamos ser homens, não trogloditas, tudo bem, mas também não marionetes das modernidades.

  • Anônimo

    Isso que é papo de macho! :)

    Belo texto, bem provocativo, no sentido que nos faz mexer naquela ferida que odiamos fazer menção, afinal de contas homem não chora as feridas, as exibe como troféu e pronto.

    Mas de uns tempos pra cá… bem tem todo esse papo feminista saco de aguentar. Vejo a molecada mais nova totalmente perdida, nunca sabem ate onde avançar com elas porque uma hora elas querem eles ousado outra hora não. Atacam o cavalheirismo ao mesmo tempo que clamam por ele. 
    As mulheres nunca vão saber o que de fato querem e o erro dos homens tá em achar que pode achar um meio termo pra agradar.Concordo com o que foi dito acima, homem sensível é uma invenção da modernidade igualmente essa ideia de homens e mulheres são iguais.

    O sucesso ficou complicado mesmo de definir. O que é um homem bem sucedido hoje em dia? Dinheiro não é mais a unica meta. Você tem que ser o fodão mesmo, o cara que tem bom emprego, bons amigos, frequenta bons lugares, tenha uma boa namorada/mulher, bom carro e boas amantes e ainda por cima apesar de tudo não seja uma machista que ache que precise ser tudo isso pra agradar. Entende?

    Propósito? Qual seria, se não podemos ser mais quem somos? O medo agora não é falhar em ter sucesso, mas sim em defini-lo.

    Acho que estaríamos melhor se fossemos nos mesmo, sem esse papo de programa da tarde de quem homem tem que fazer isso ou aquilo, ser assim ou assado até a próxima tendencia surgir.
    No final das contas só precisamos ser homens, não trogloditas, tudo bem, mas também não marionetes das modernidades.

  • Frederico Mattos

    Querida Mah

    É curioso, pois vejo um cenário contraditório quando ouço as mulheres, pois esperam que um homem seja pró-ativo e firme. Quando não sabem o que fazer as mulheres apoiam até um certo ponto. Nosso uma discrepância entre o que se diz que quer e aquilo que o desejo quer.

    As vezes o homem pode ter um ataque de vitimismo e isso as aborrece.

    Talvez esse seja um dos muitos motivos pelo qual um homem não revela seus sentimentos.

    Beijos :)

    • Marcus V.

      Assino embaixo, Frederico. E isso é difícil pra caramba, vou te falar…

  • Frederico Mattos

    Caro Daniel

    Todos nós! A que pontos se refere especialmente?

  • Frederico Mattos

    Caro Vladerson

    Durante muito tempo me refugiei em conversar com mulheres e cheguei a adotar uma perspectiva excessivamente feminina dos relacionamentos. A curto prazo isso parece confortante, mas a longo notei minha fraqueza e respeito demasiado com tudo o que as mulheres falavam. 

    O questionamento do texto vai exatamente no confronto com essa postura de nos refugiarmos só em mulheres (as vezes só uma troca da mãe) para encontrar um espaço de identidade comum.

    De tempos em tempos faça um exercício de parar com conversar com as mulheres para adotar outra perspectiva. Talvez fosse um bom exercício de reflexão…

    Abraços

    • Carvalhosemv

      O post em si já estava bom e esse comentário foi excelente. Pois existe mesmo essa tendência de feminilização quando o homem tenta ter um contato maior com seus sentimentos. Inclusive aqui no PDH vejo vários textos de homens contaminados com essa visão feminina exagerada.

      Existe o mundo masculino e o feminino, não exatamente o homem e a mulher. Uma mulher em geral tem mais características femininas mas também pode usar as masculinas. O ponto é que as mulheres tem permissão para isso. Roupa é um exemplo claro, elas colocam calça, terninho, até gravata podem colocar e podemos inclusive achar bonito. Fora da escócia homem de saia não rola…

      Falar de sentimentos é mais do mundo feminino, portanto é mais fácil falar com elas no começo, só que isso faz vc virar uma mulherzinha no pior sentido. Pois o masculino tem muito valor. Foi o masculino que construiu o mundo que vivemos. A força bruta é que colocou um teto sobre as cabeças de todos nós e permitiu que tenhamos chegado até aqui.

      Nos relacionamentos, a assertividade do mundo masculino é fundamental. Do contrário fica-se girando sem sair do lugar, comportamento típico do mundo feminino.

      Novamente, leia mundo feminino e masculino como conceitos sem julgamento. Não é que homens sejam assim, mulheres sejam assado, e que alguém seja essencialmente melhor. Existem momentos para cada um dos lados em nossas vidas, o ponto é que em geral para os homens é proibido trafegar no mundo feminino. Chorar, se sentir fraco, falar de sentimentos…

      Bom texto. Fazia tempo que não aparecia um bom por aqui. Felicitaciones

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=536130519 Kelly M. Matos

        Carvalhosemv, se eu entendi bem o que você falou, concordamos no sentido de que eu também acho legal preservarmos algumas coisas dos papéis tradicionais de mulher e homem. 
        Por exemplo: hoje em dia o moço pode desabafar de vez em quando, maaaas (a não ser que ele já seja bem feminino) ele não precisa tornar esta a válvula de escape, nem fazê-lo tanto quanto uma moça, pois precisamos da masculinidade que se desenvolve quando NÃO se age assim. 

        Mas tem um gigante porém. Creio euzinha que, para o homem se desenvolver pela masculinidade, sem precisar desabafar muito, precisa de experiências fortes, vivas, físicas. Na vida moderna de facilidades, acabamos todos exercendo menos o físico e mais o intelectual. Então o cara faz bem procurando sei lá, virar escoteiro, andar de skate e bicicleta, acampar, etc. Nos desafios físicos que vocês vão conquistando, os emocionais quase que vão sendo conquistados junto, se diluem. Não é assim? Me digam! =)

        Eu não quero ser como homem, nem estimulo os homens a serem como mulheres. Há, sim, o que um possa aprender com o outro para maximizar o bom e minimizar o ruim da convivência. Mas não penso que para isso devamos caminhar juntos para nos transformarmos cada um num ser ideal e mais parecido. Adoro nosso encaixe, nossas interdependências, nossas complementariedades. Façamos pares. Então…vamos com calma e ponderação nessa transformação da consciência. =) Valeu!

    • Jeanne Callegari

      Belo texto, Frederico. Mas será que existe mesmo uma perspectiva excessivamente feminina sobre as coisas? O que é isso, afinal? As noções de feminino e masculino não são construções sociais? Tanto que mudam historicamente? Não digo com isso que os homens não devam procurar conversar melhor com outros homens, mas se essa conversa franca e aberta, seja com homens e mulheres, é considerada algo que é “do feminino”, então estão todos perdidos mesmo…

      • Frederico Mattos

        Querida Jeanne,

        São construções sociais e também biológicas desenvolvidas ao longo de séculos. Não acho que se deva defender algum status quo ou se rebelar. Sou um observador que nota movimentos psicológicos-sociais, não me oponho ou reafirmo eles. 

        Acho que conversas francas não são necessariamente do masculino ou feminino. O que falei para o Vladerson é que talvez seja importante ele começar a diversificar um pouco as perspectivas do olhar feminino (sim, construído socialmente) para que ele tenha outra perspectiva masculina (construída socialmente). É só para desenvolver um pouco de alteridade.

        :)

      • Frederico Mattos

        Querida Jeanne,

        São construções sociais e também biológicas desenvolvidas ao longo de séculos. Não acho que se deva defender algum status quo ou se rebelar. Sou um observador que nota movimentos psicológicos-sociais, não me oponho ou reafirmo eles. 

        Acho que conversas francas não são necessariamente do masculino ou feminino. O que falei para o Vladerson é que talvez seja importante ele começar a diversificar um pouco as perspectivas do olhar feminino (sim, construído socialmente) para que ele tenha outra perspectiva masculina (construída socialmente). É só para desenvolver um pouco de alteridade.

        :)

  • Frederico Mattos

    David

    Esse texto fala de solidão masculina, não de solidão heterossexual. 

    Os gays só usam outros artifícios para se alienar, assim como os heterossexuais, mas com certeza todos são homens.

    Abraços

  • Frederico Mattos

    Grande Vitor

    Seja em terra firme ou em alto mar sempre estamos livre de amarras! ;)

    Abraços

  • Frederico Mattos

    Caro Albert,

    Gosto desse ponto de vista mais pragmático, sem dúvida. Isso já fazemos a muito tempo. 

    O texto fala sobre ampliar o repertório de possibilidades, novas experimentações que não significam novo aprisionamento. 

    Acho que existem formas variadas de se relacionar com as mulheres, transa ocasional, papo sensual, namoro, casamento, menáge, colorido, amizade desinteressada, viuvez, viuvez em vida, tantas possibilidades. Entendo que restringir a um cenário é o que limita o nosso olhar.

    Não acho que ninguém deva ceder de pronto a um sentimentalismo ou dramaticidade.

    Existem muitas preocupações no mundo realmente, mas percebo que partir em uma rota desorientada ou isolada de tudo.

    Quando a realizar tudo sozinho, penso que é sozinho mesmo, ninguém no meu lugar. Mas espaços para clarear a visão são sempre bem vindos. TUDO sozinho ou TUDO em grupo limita, alternar papéis é interessante.

    Gostei das observações, deu chance de abrir novos debates. :)
    Abraços

  • Frederico Mattos

    Querida Thaísa,

    Quando falo de homem sempre levo em conta o contraponto do feminino. Nessa dança de relações nenhum resposta conclusiva ajuda. Agora pelo menos estamos fingindo que nada está acontecendo juntos! hahahah

    Abraços

  • Frederico Mattos

    Querida Isa

    Sempre existiram homens no mundo. As vezes, não tão ao gosto de umas e outras. 

    A atitude de assumir o medo e desmistificá-lo é excelente, mas nem sempre existe um contexto saudável para tanto. Acho que o PdH abre uma oportunidade única para esse debate. O interessante será isso ser levado naturalmente para a vida real.

    Obrigado! Beijos

  • Frederico Mattos

    Fico feliz, Wivian!

    Fiquei curioso sobre sua experiencia de leitura!

    bjs

  • Frederico Mattos

    Valeu, Alisson!

  • Anônimo

    Não acho que: “não tenha dado certo” estritamente à palavra. Essa era uma mudança social que devia acontecer e aconteceu. Só estamos como consequência dessa transição perdidos emocionalmente nesse caminho que se abriu. Eu obviamente me indentifiquei com algumas questões, deste que foi um dos melhores textos que já li no PdH.

    Parabéns ao autor pelo texto. Parabéns ao PdH por “postá-lo”. E obrigado @Maga, por me ceder espaço para constituir um argumento.

  • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

    Yeah, se ele chegasse com soluções para esse problema… eu ficaria com o pé “atrás”.

  • Leonardo Costa

    Acredito que todos os homens tem aquele sentido de missão correndo na veias, que vai além de trabalho, sexo, dinheiro e família, mas muita vezes estamos tão sonolentos, distraídos  ou aprisionados pelas tarefas, que esquecemos até da própria morte ou de olhar e fazer mais pelos outros.

    Eu tenho dificuldades de admitir meus medos pros amigos, seja porque já fui zoado ou pelo ego de merda mesmo, entretanto vejo que nas vezes que consegui, foi um alívio, pois você também abre espaço pra outra pessoa falar dos obstáculos dela e  ambos poderem se ajudar e evoluir.

     

    • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

      Pois é, de certa forma o carinha do outro texto sobre prisões tinha razão.

    • Frederico Mattos

      Caro Leonardo

      Acho que sua busca é primorosa, te conheci pouco, você é um leão enfrentando seus receios e sua solidão.

      Continue assim!

      Abraços

      • Leonardo Costa

        Confesso que muitos do meus medos ainda me paralisam, mas sinto que preciso encarar, pois é a única forma que vejo de não ficar preso no meu “mundinho” egoísta e oferecer alguma coisa útil pros outros.

        Tou acompanhando seu blog e achei fantástica sua atitude com a ex cunhada, a Victoria  e o pai da criança. Seria tão mais fácil julgar, mas você agiu a favor e beneficiou todo mundo. Fred, fico feliz que você compartilha sua visão ampla e que está agindo de forma positiva com as pessoas.        

    • Frederico Mattos

      Caro Leonardo

      Acho que sua busca é primorosa, te conheci pouco, você é um leão enfrentando seus receios e sua solidão.

      Continue assim!

      Abraços

  • Frederico Mattos

    Caro Lucas,

    Há uma solidão própria das decisões impactantes da vida, ou seja, só você pode nascer, ser pai e morrer no seu lugar. Mas diante dos impasses intermediários da vida me pergunto se é possível encontrar uma base para compartilhar o mundo interno à moda saco roxo!

    Seguimos nessa jornada! Abraços

  • Frederico Mattos

    Caro Eduardo,

    Isso só mostra que há um sentimento de desassossego pairando no ar. Eu só dei nome às sensações. Que assunto você ficou particularmente interessado de aprofundamento?

    Abraço

  • Frederico Mattos

    Obrigado, Clodiney

    Fiquei curioso sobre qual inquietação especificamente.

    Abraços

    • Ju

      Há uma diferença entre investigação terapêutica e curiosidade simples e pura, blogs não é o ambiente mais propício para se aventurar por inquietações alheias…

  • http://twitter.com/betosampaio Beto Sampaio

    Péssimo texto Fred.
    Uma cutucada pra você se flagrar diante do orgulho . Haha

    E quando o cara corre pra amiga ou ex porque ninguém o escuta ?
     
    Já ouvi os dois lados de amigas “mães” :

    1) A mulher1, diz que não se incomoda em ouvir seus amigos. 
        Ela percebe que os homens tem dificuldade em lidar com as emoções.
        Diz que os homens são sozinhos, vivem em busca do colo de mãe.
       
    2) A mulher2, diz que homem que é homem tem que se virar.
        Tem que deixar de ficar explicando e seguir em frente. Chorar não ajuda.
        Ela diz que não nasceu pra ser mãe de marmanjo nenhum.
        Se o cara tem essa postura, mostrando “fraqueza emocional” , quem é o homem da relação ?

    Fred, o que você acha sobre isso ?

    Gatas PDH, o que acham dessas visões ?

    Abraço,
    Beto Sampaio.

    • Frederico Mattos

      Grande Beto

      Valeu pelo cutucão!

      Acho que muito se fala, mas pouco é o que se deseja de fato. Posso falar que desejo ser bem tratado e passo a vida inteira procurando situações em que sou mal tratado.

      Então eu ficaria atendo ao que elas dizem enquanto discurso ideal ou realidade prática.

      Abraço

  • Frederico Mattos

    Caro Rodrigo,

    Acho que talvez não seja encontrar uma função a partir do feminino, mas descobrir posições que correm paralelo ao movimento do feminino. Sem sexo forte ou frágil…

    Abraços

  • Frederico Mattos

    Olá Rafael,

    O que entende por homem melhor? Fiquei curioso da sua visão…

    Abraços

  • Frederico Mattos

    Olá Guilherme

    Eu ficaria intrigado com uma noção de sucesso totalmente diversa do que temos hoje. Como seria ver acontecimentos naturais da vida fazerem parte da noção de sucesso? Uma separação, uma perda financeira, a morte de um ente querido…

    Essas inversões de pensamento são exercícios mentais interessantes…

    Abraços

  • Frederico Mattos

    Olá Bruno

    Acho que a questão de gosto não seja o problema central. Já vi muitos casais ou amigos com gostos muito diversos terem momentos especiais de sintonia fina.

    É um espaço a ser construído!

    Abraços

  • Frederico Mattos

    Olá Bruno

    Acho que a questão de gosto não seja o problema central. Já vi muitos casais ou amigos com gostos muito diversos terem momentos especiais de sintonia fina.

    É um espaço a ser construído!

    Abraços

  • Frederico Mattos

    Caro André

    Faça pequenos treinos. Comece escrevendo o que sente, dando nomes, depois comece a fazer comentários impessoais, depois mais pessoais, até que começa a tocar, olhar diferente. É um pouco de treino.

    Gostei do teu comentário, bem honesto!
    Abraço

  • Frederico Mattos

    Caro André

    Faça pequenos treinos. Comece escrevendo o que sente, dando nomes, depois comece a fazer comentários impessoais, depois mais pessoais, até que começa a tocar, olhar diferente. É um pouco de treino.

    Gostei do teu comentário, bem honesto!
    Abraço

  • Samuel Santos

    Excelente texto, Fred!

    Cara, não que eu seja a pessoa mais indicada para isso, mas várias vezes eu tento dar a chacoalhada (que vc cita no final do texto) em alguém, mas me diz…. quem está pronto pra ouvir isso??

    Quem está disposto a ouvir que está levando uma vida sem sentido??

    Acho que enquanto a pessoa não desenvolver sozinha a semente do questionamento… não vai sequer entender direito o que vc quer dizer com a tal chacoalhada…

    • Frederico Mattos

      Obrigado, Samuel

      Mas um amigo não deve esperar muito o outro estar preparado para provocá-lo. Provoque!

      Abraços

      • Rafa

        Quando eu provoco meus amigos, eu consigo, no máximo, apertar o botão de pânico e deixar eles irritados =/

        Mas uma bela hora eu descubro como fazer a coisa direito…

      • Rafa

        Quando eu provoco meus amigos, eu consigo, no máximo, apertar o botão de pânico e deixar eles irritados =/

        Mas uma bela hora eu descubro como fazer a coisa direito…

  • Aldo

    Olha, apesar d´eu sempre gostar dos textos do site, nunca imaginei que um texto assim, pudesse ser posto aqui.Parabéns, hein, muito bom!!

    Acontece isso, as vezes..é um saco.!! Fico muito sozinho, na maioria das vezes. Não converso muito com meus familiares. sabe como é né, cidade pequena, católica, nordestina, machista(inclusive as mulheres) e pragmática, certinha(aparentemente). 

    Resolvi me tornar uma pessoa ”solitária”. Eu tenho 2 amigos, mas eles também passam pelos mesmos problemas. O que é legal entre nós 3 é que a gente se entende. Dá pra aliviar um pouco as angústias.

    até. O que tem de homem solitário por aí, num tá escrito…!!

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    Uiaa, Fred, muito bom o texto e muito bom te ver por aqui. Queria ler todos os comentários, mas to enroladinha, enroladinha hehe

    Lembrei da Bruna Surfistinha, dizendo que sua melhor qualidade como garota de programa era saber escutar e que muito homens queria apenas conversar…

    Sinto isso com alguns amigos e parceiros, sempre se responsabilizando por tudo, querendo ser o herói e não se permitindo questionar, difícil um homem aceitar um “tamo junto nessa porra, caramba!!”.

    Parabéns pelo texto!!

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    Uiaa, Fred, muito bom o texto e muito bom te ver por aqui. Queria ler todos os comentários, mas to enroladinha, enroladinha hehe

    Lembrei da Bruna Surfistinha, dizendo que sua melhor qualidade como garota de programa era saber escutar e que muito homens queria apenas conversar…

    Sinto isso com alguns amigos e parceiros, sempre se responsabilizando por tudo, querendo ser o herói e não se permitindo questionar, difícil um homem aceitar um “tamo junto nessa porra, caramba!!”.

    Parabéns pelo texto!!

    • Frederico Mattos

      Obrigado minha querida Rosana!

      Homens e mulheres podem se beneficiar desse tipo de questionamento sobre papéis, posturas no mundo e conflitos de interesses internos e externos.

      Beijos

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    Uiaa, Fred, muito bom o texto e muito bom te ver por aqui. Queria ler todos os comentários, mas to enroladinha, enroladinha hehe

    Lembrei da Bruna Surfistinha, dizendo que sua melhor qualidade como garota de programa era saber escutar e que muito homens queria apenas conversar…

    Sinto isso com alguns amigos e parceiros, sempre se responsabilizando por tudo, querendo ser o herói e não se permitindo questionar, difícil um homem aceitar um “tamo junto nessa porra, caramba!!”.

    Parabéns pelo texto!!

  • http://www.facebook.com/people/Claudio-Pedroso/1799344240 Cláudio Pedroso

    Caraca, acertou exatamente o que to passando nos últimos meses. Andei até relendo uns textos do Dr. Love pra ver se achava alguma inspiração. Parabéns!

  • Frederico Mattos

    Olá Pepe

    Entendo seu posicionamento, mas acho que mergulhar bem como repelir o mundo pode ser uma falsa solução para uma questão mais séria.

    Bukowski é um dos referenciais, é possível experimentar um novo para ter mais liberdade diante dos múltiplos modelos.

    Abraços

  • Frederico Mattos

    Caro Edson

    Existe um recorte de realidade sim, no entanto o que se vive como fenômeno específico num lugar pode ser vivido em outro mais interiorano. 

    As falas q utilizei são reais, mas foram para simbolizar o espírito de uma época. Vozes pipocando de forma diferente, mas revelando a mesma inquietação sobre falta de referências.

    Abraços

  • Andre Kaminski

    Cacete, excelente texto Frederico. Espero que continue abordando tais temas dessa maneira.

    Ficou tão bom que assim como vários outros aqui, eu nem sei o que comentar, exceto dizer que isso aí deve mudar a mente de muita gente que o lê.Aproveitando o gancho, um recado para os editores do Papo de Homem, sobre aquela velha história de sempre de que “o site está ruim, virou Papo de Mulher, não é mais como antigamente”. O público do Papo de Homem quer mais textos como esse: focados no público-alvo do site, que são os homens. Queremos textos com mais testosterona como esse. Texto como o Lições de Gemido, do Fred Fagundes. Textos de aventuras e relatos de situações diferenciadas vivenciadas entre homens. Aqueles textos sobre mecânica e churrasco. Textos como os do Rodrigo Almeida, falando sobre carros e aventuras. Textos de viagens como os do Victor Lee. Textos do Dr. Money, Cook, Love, Fitness. Se eles estão inativos, alguém poderia assumir o lugar deles.

    Eu, assim como muitos outros, também estava sentindo falta de textos assim. Não é a toa que vários desses aparecem comentários como “Isso é PDH” e tal. 

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Recado anotado, Andre. Estamos trabalhando justamente pra fortalecer nosso conteúdo nessa direção.

  • http://www.facebook.com/cristianosvieira Cristiano Vieira

    Moro sozinho há cinco anos. Apesar de minha família morar perto, os vejo somente nos fins de semana mas o costume de não conversar devido morar só vai se estendendo aos fins de semana. Minha noiva mora mais longe ainda. Há um ano estou morando em uma cidade em que conheço poucas pessoas. Some se a isto as metas a bater, o dinheiro e carro a serem conquistados, os manuais para os homens de como satisfazer uma mulher na cama, os guias de auto ajuda que insistem em dizer que é tudo tão fácil, mesmo ficar milionário. Isso acarreta em mim uma constante ansiedade, que por muitas vezes me faz não dormir e assim cria-se um efeito dominó.
    Quando eu tinha uma religião era mais fácil lidar com estas questões, mas um quase ateu não tem convicções extra corpo para conseguir superar.
    Confesso que realmente falar com os amigos das angústias e medos não é fácil, ninguém tá afim de ficar perto de um cara que é um “molenga”.
    Aprendi há anos que se quer ter alguém pra conversar, falar da vida, chorar e reclamar nós homens temos que buscar amizade com mulheres. Sei que muitos homens pensam que isso é coisa de gay, que homem que é homem não tem amizade com mulher e sim toda e qualquer uma (menos mãe, irmã e avó) são potenciais presas.
    Some se a isto que é mais fácil externar o sentimento para as amigas que aos amigos.
    Há cerca de um mês um grande amigo meu faleceu. Sinceramente não imaginava que uma pessoa seria capaz de sentir tanta dor, tanta angústia de uma só vez.
    Passado alguns dias pensei: Poxa, nunca falei pra ele o quanto gostava dele, nunca disse que era agradável nossas conversas (http://migre.me/5Ciao) e o quão bem me sentia quando estávamos juntos falando de nada. Decidi então enviar mensagens a alguns amigos dizendo o quanto são importantes pra mim. Eles até entenderam a mensagem mas se mostraram bastante desconfortável com a situação e disseram: Vou apagar isso antes que alguém veja.
    E a pergunta é: Qual o papel do homem nos tempos de hoje? E a resposta é: Quando descobrirem o papel real da humanidade me contem, aí vai ser mais fácil descobrir o papel da humanidade.

    PS.: Se tiver tudo chato, vou soltar pipa com meus sobrinhos… Crianças sim, elas dão sentido à vida.

    • Frederico Mattos

      Caro Cristiano

      “Confesso que realmente falar com os amigos das angústias e medos não é fácil, ninguém tá afim de ficar perto de um cara que é um “molenga”. ”

      Acho que existe uma diferença entre se mostrar vulnerável e ser molenga. É uma atitude muito forte a rendição. Mostrar a própria fragilidade é coisa de homem, mas ficar passivo diante dela talvez seja uma postura a ser revista!

      Qual o papel do homem nos tempos de hoje? Estamos descobrindo juntos! O que sugere?

      Abraços

  • Marcus V.

    A pior parte, pra mim, é essa parte ligada às mulheres. Esse negócio de elas não saberem o que querem e a gente não saber como lidar com isso é foda.

    • http://www.facebook.com/cristianosvieira Cristiano Vieira

      Quando é PHoda aínda vai, o duro é quanto até a PHoda nos é negada!

    • http://www.facebook.com/cristianosvieira Cristiano Vieira

      Quando é PHoda aínda vai, o duro é quanto até a PHoda nos é negada!

  • Rafa

    Poutz. Que texto foda. Se o nível dos artigos continuar a subir assim, vai ficar difícil mandar textos pro PdH. =P

    Agora, voltando ao ponto do texto:

    Eu diria que essa é a ponta de um iceberg maior: vivemos numa sociedade onde indivíduos são incapazes de lidar com os problemas dos outros. Homens e mulheres. Mas no caso delas, imagino que o problema deva ser minimizado, pela abertura para conversar entre si sobre os próprios problemas. Aceitamos entrar no mundo dos outros e deixar que os outros  entrem no nosso mundo quando a troca gera prazer e/ou felicidade imediata. Qualquer gesto no sentido de se compartilhar uma aflição com outra pessoa já a põe o ouvinte em alerta, pronto para levantar escudos e fugir para sua fortaleza da solidão, para onde a merda alheia não respingará. É uma mistura de medo, inépcia para lidar com as próprias fraquezas – que com frequencia são as mesmas fraquezas dos outros – e falta de empatia.

  • Rafa

    Poutz. Que texto foda. Se o nível dos artigos continuar a subir assim, vai ficar difícil mandar textos pro PdH. =P

    Agora, voltando ao ponto do texto:

    Eu diria que essa é a ponta de um iceberg maior: vivemos numa sociedade onde indivíduos são incapazes de lidar com os problemas dos outros. Homens e mulheres. Mas no caso delas, imagino que o problema deva ser minimizado, pela abertura para conversar entre si sobre os próprios problemas. Aceitamos entrar no mundo dos outros e deixar que os outros  entrem no nosso mundo quando a troca gera prazer e/ou felicidade imediata. Qualquer gesto no sentido de se compartilhar uma aflição com outra pessoa já a põe o ouvinte em alerta, pronto para levantar escudos e fugir para sua fortaleza da solidão, para onde a merda alheia não respingará. É uma mistura de medo, inépcia para lidar com as próprias fraquezas – que com frequencia são as mesmas fraquezas dos outros – e falta de empatia.

  • Frederico Mattos

    Ana Carolina

    Precisão cortante! É o equilíbrio entre compartilhar e sustentar os paradoxos da vida.

  • http://www.facebook.com/leonora.ling Leonora Berrini

    Vi tantos amigos meus neste texto, que chegou a doer um pouquinho. E até vi que mesmo sem perceber, muitas vezes demando dos mesmos, mesmo quando os acolho, uma postura mais de ‘macho’, sem espaços para muitas reclamações, etc. Vou buscar prestar mais atenção quanto a isto. 
     
    Frederico, parabéns pelo texto, ficou maravilhoso :).

    • Frederico Mattos

      Que bom Leonora!

      E o que tem proporcionado para esse diálogo com os seus amigos? Reforça-los seria uma boa. Use a criatividade!

      Beijos e obrigado!

  • Dênis Fernandes

    Caralho, quanto tempo que não leio algo desse nível, com essa profundidade toda!

    Parabéns!

  • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

    Gostei bastante do que você falou; entra em sintonia com o que @fredericomattos:disqus falou mais acima, numa resposta a mim:
    “Não espere que elas solucionem os seus problemas emocionais, ela apoiam, mas quem dá a direção para sua vida é você!”

    Legal ver a perspectiva feminina sobre isso.
    E, ah, essa última frase é do Dr. Love!

    bjao

  • http://www.facebook.com/people/Lucas-Fonseca-Lage/1076838765 Lucas Fonseca Lage

    É a questão de “múltiplos unos” uma das coisas que me espanta, ao mesmo tempo que se tenta criar essa personalidade com muitos referenciais, pode se tornar uma falta de identidade pois não há um referencial absoluto, como a Bíblia que você mesmo usa de exemplo, e a resposta é sempre mais dificil de encontrar…

  • http://www.facebook.com/people/Lucas-Fonseca-Lage/1076838765 Lucas Fonseca Lage

    É a questão de “múltiplos unos” uma das coisas que me espanta, ao mesmo tempo que se tenta criar essa personalidade com muitos referenciais, pode se tornar uma falta de identidade pois não há um referencial absoluto, como a Bíblia que você mesmo usa de exemplo, e a resposta é sempre mais dificil de encontrar…

  • http://www.facebook.com/Lucasbeccon Lucas Beccon

    Graças a esse post, depois de um final de semana de crise exitencial, entendi o que realmente estou buscando, e vou correr atrás, vou ver o que o tempo fez nesses 3 últimos anos com uma amiga que considero bem mais do que amiga, veremos no que vai dar…

  • Frederico Mattos

    Penso que nem devemos ter um referencial absoluto… A liberdade de trânsito entre papéis e posturas é essencial!

  • http://www.facebook.com/valsortiz Valquíria Sampaio Ortiz

     Não sei bem se entendi a tua pergunta, mas vamos lá.
    Acredito que a mulher reforça esses referenciais porque infelizmente, ao mesmo tempo que ela reclama com as amigas que o seu parceiro não se abre com ela, ela se assusta e não sabe administrar a confusão dele quando isso acontece. Tem mulheres que realmente acreditam nesse referencial do “homem-herói”, que a salva e sai voando em direção ao por-do-sol, como se ele próprio não tivesse problemas. Acredito que esse é o nosso maior erro: nós mesmas isolamos os homens, e quando ele procura ajuda, a mulher não acredita nele, e o amigo faz pouco caso, então automaticamente ele se obriga a engolir sua frustração.

  • Simon Assis

    Excelente texto!! Coerente, coeso e real. As linhas escritas nos batem a face de modo tão verdadeiro que impressiona. Parabéns”

  • Simon Assis

    Excelente texto!! Coerente, coeso e real. As linhas escritas nos batem a face de modo tão verdadeiro que impressiona. Parabéns”

  • Frederico Mattos

    Meus caros, se algo está posto diante de um homem e agora ele sabe o que necessita fazer, creio que ele deve simplesmente fazer.

    Abra espaços em que esse tipo de escuta aconteça. Depois de um tempo os ouvidos mais confiáveis ficam mais abertos.

  • http://twitter.com/mponcci Marcelo

    O problema é que até as pessoas que pensam em deixar um legado, algo construído, que caminham com algum propósito; ou seja, que seriam capazes de chacoalhar, são arrastadas pela sociedade desorientada. Tiro por mim mesmo, amo filosofia, já li algumas coisas de psicologia, mas quem disse que alguma dessas pessoas perdidas que conheço se interessa em ouvir o que Sartre, Kierkegaard, Nietzsche disseram? Já faz tempo que percebi em mim mesmo essa solidão coletiva, para mim a filosofia sempre foi um reduto, se ela não tem as respostas pelo menos sempre pensei que ela tivesse as perguntas essenciais para levar a elas, porém, as pessoas não se interessam em refletir, em discutir a própria existência com maior profundidade, falar sobre o tripé trabalho/sexo/álcool é o suficiente para a maioria angustiada que têm preguiça de sair de onde estão. E os poucos que querem falar sobra essa solidão se recusam a a refletir sobre ela, e o descaso da sociedade é tão grande com as pessoas que tentam “chacoalhar” de alguma forma que elas acabam sendo arrastadas por essa onda invisível, os que querem falar para os que precisam ouvir acabam percebendo que ninguém se interessa pelo os que têm algo a dizer. 

  • Frederico Mattos

    Querida Valquíria

    Obrigado. Acho importante e fundamental que as mulheres reflitam sobre esse espaço a ser construído pelo e para o homem.

    Bjs

  • Frederico Mattos

    Querida Valquíria

    Obrigado. Acho importante e fundamental que as mulheres reflitam sobre esse espaço a ser construído pelo e para o homem.

    Bjs

  • Frederico Mattos

    Querida Valquíria

    Obrigado. Acho importante e fundamental que as mulheres reflitam sobre esse espaço a ser construído pelo e para o homem.

    Bjs

  • Frederico Mattos

    Apoiado, Ohara!

    Abração!

  • Frederico Mattos

    O que você entende por homem melhor, Eduardo, fiquei curioso em você desenvolver esse pensamento. :)

  • Frederico Mattos

    O que você entende por homem melhor, Eduardo, fiquei curioso em você desenvolver esse pensamento. :)

  • Frederico Mattos

    Vinicius, 

    Aguardo seu comentário, estamos todos na mesma altura! ;)

  • Frederico Mattos

    Valeu, Rodrigo!

    E como lidar com o sucesso que não é o sucesso tradicional?

    Abraços

  • Frederico Mattos

    Uau, Rogério!

    Belo exemplo do que falei no texto sobre as inquietações masculinas! Obrigado por compartilhar tudo isso.

    Quantos receios que você citou ai, não?

    Potência X impotência
    Provedor X companheiro
    Troglodita x sensível
    Racionalismo X Sentimentalismo
    Ser superficial X profundidade
    Egocentrismo X generosidade

    Quantos dilemas que o homem tem a disposição para enfrentar, dialogar, se debater, dissolver ou sustentar…

    Grande abraço, meu amigo!

  • Frederico Mattos

    Uau, Rogério!

    Belo exemplo do que falei no texto sobre as inquietações masculinas! Obrigado por compartilhar tudo isso.

    Quantos receios que você citou ai, não?

    Potência X impotência
    Provedor X companheiro
    Troglodita x sensível
    Racionalismo X Sentimentalismo
    Ser superficial X profundidade
    Egocentrismo X generosidade

    Quantos dilemas que o homem tem a disposição para enfrentar, dialogar, se debater, dissolver ou sustentar…

    Grande abraço, meu amigo!

  • Frederico Mattos

    Olá Lisa

    Faça uma experiência antropológica: pergunte a um homem qual o maior medo dele!

    Que bom que gostou!

    beijos

  • Frederico Mattos

    Caro Paulo

    Entendo que a força emocional vem acompanhada de flexibilidade para lidar com situações em que a emoção é não só verdadeira como útil. A razão sem emoção pode ignorar facetas muito importantes de um fenômeno.

    Treine expressão emocional, dê nome ao que sente, depois escreva, depois faça comentários mais genéricos até começar a personalizar essas expressões de afeto. Tudo é treino.

    Abraço

  • Frederico Mattos

    Caro Paulo

    Entendo que a força emocional vem acompanhada de flexibilidade para lidar com situações em que a emoção é não só verdadeira como útil. A razão sem emoção pode ignorar facetas muito importantes de um fenômeno.

    Treine expressão emocional, dê nome ao que sente, depois escreva, depois faça comentários mais genéricos até começar a personalizar essas expressões de afeto. Tudo é treino.

    Abraço

  • Frederico Mattos

    Caro Paulo

    Entendo que a força emocional vem acompanhada de flexibilidade para lidar com situações em que a emoção é não só verdadeira como útil. A razão sem emoção pode ignorar facetas muito importantes de um fenômeno.

    Treine expressão emocional, dê nome ao que sente, depois escreva, depois faça comentários mais genéricos até começar a personalizar essas expressões de afeto. Tudo é treino.

    Abraço

  • Frederico Mattos

    Caro Paulo

    Entendo que a força emocional vem acompanhada de flexibilidade para lidar com situações em que a emoção é não só verdadeira como útil. A razão sem emoção pode ignorar facetas muito importantes de um fenômeno.

    Treine expressão emocional, dê nome ao que sente, depois escreva, depois faça comentários mais genéricos até começar a personalizar essas expressões de afeto. Tudo é treino.

    Abraço

  • Frederico Mattos

    Obrigado Ju!

  • Frederico Mattos

    Belo tema, Arney, belo tema!

  • Frederico Mattos

    Carlos, que bom que encontrou um caminho próprio para se localizar em meio a tantas questões enigmáticas.

    Me parece que o Budismo é uma boa tradição espiritual para ampliar a visão de mundo e desse homem contemporâneo meio desencontrado!

    Abraços

  • Frederico Mattos

    É Thiago, ainda existe uma barreira social para que o homem se manifeste sem vitimismo e com liberdade.

    Cabe a nós abrir esse espaço pessoal e coletivo para o diálogo sobre o homem e suas aflições!

    Abraços

  • Frederico Mattos

    Valeu, Bruno!

  • Frederico Mattos

    Cecilia,

    Acho essencial sua fala, pois noto que a pontaria sempre voltada contra o homem tira a oportunidade das mulheres fazerem questionamentos importantes sobre o papel delas no mundo, mas essencialmente em suas vidas pessoais.

    O papel feminino no mundo não está dado e fechado, tanto quanto o do homem e nem se deva existir um papel masculino e feminino específico. Estamos num limbo paradigmático, descobrindo possibilidades, caminhos e descaminhos.

    Esses debates são ricos para ampliar essa jornada!

    Beijos

  • Frederico Mattos

    E se o vazio continua mesmo com Deus?

  • Frederico Mattos

    Grande Baeta!

    Esse EU é que parece que complica um pouco as coisas!

    Almoço será agendado!

    Abraço

  • Frederico Mattos

    Valeu, cara! A mente é um território a ser explorado com o maior dos cuidados. Bom saber que está entrando nessa área! Faltam bons na área!

  • Frederico Mattos

    O próximo capítulo é escrito por você, meu caro!

    O que conta de seu caminho?

    Abraços

  • Frederico Mattos

    Olá Cinthya

    Acho que até existem muitas amigas boas ouvintes, mas o dilema é que existem coisas que só poderiam ser faladas na perspectiva de um homem com outro. E esse é o espaço raro que encontramos!

    Sua maior colaboração pode ser nessa direção! Abrir o caminho com facão nessa floresta densa!

    Abraços

  • Frederico Mattos

    Matheus

    Faça você esse movimento, não espero os outros fazerem. Irá se surpreender! Aposto meu braço nisso!

    Abraços

  • Frederico Mattos

    Bom que ajudou! Abraços

  • Frederico Mattos

    Obrigado querido Antonio Viviani!

    Vou anotar a sugestão!

    Abração

  • Frederico Mattos

    Valeu, Eduardo, que bom que gostou! Parabéns pelo espaço que construiu com seus amigos, tem dicas para quem está lendo aqui?

    Abraços!

  • Frederico Mattos

    Caro Hiro

    Fico temeroso dessa postura um pouco amargurada (que soa até moralista) sobre as mulheres. Todos estamos aproveitando um espaço para desenvolver habilidades. A liberdade sexual da mulher é muito confundida com galinhagem, mas acho isso um olhar meio estreito.

    Todos gostamos de corpos bonitos e mentes saudáveis, nega isso seria hipocrisia, mas entre os extremos sempre vamos encontrando nosso lugar!

    Que bom que gostou do texto, abraços!

  • Frederico Mattos

    Grande Darcy,

    A questão da espiritualidade ajuda o homem a atingir perspectivas diferentes de si, do outro ou do mundo, mas ainda não completa o incompletável anseio de fazer realizar algo que realmente impacte o seu mundo e dos outros.

    Abração

  • Frederico Mattos

    Realmente Diego, entendo que todos estamos construindo e desconstruindo visões de nós mesmos!

  • Frederico Mattos

    Essa é uma solidão voluntária. Existem ouvindo quando se dispuser a falar. Eu comentei daquela que mesmo que você grite ninguém te ouve… Não porque não queiram, mas porque seria necessário um ouvido de cachorro com capacidades especiais.

    Abraços

  • Frederico Mattos

    Apoiado! 
    Abraço

  • Frederico Mattos

    Caro Chong

    A queixa é o começo de toda a história, Acho que a sensibilidade não precisa ser frágil. Vejo muitos homens confundirem sensibilidade com passividade e falta de força na vida.

    Acho que muitos homens que gostam de cerveja, mulher e sacanagem também querem assuntos profundos, mas se veem alguem que se arrasta na vida puxando essas conversas não dão credibilidade. Faça você a mudança que quer ver no mundo…

    Abraços

  • Marcelo
  • Frederico Mattos

    Em alguma medida todos nós, Mauro, todos nós!

  • Frederico Mattos

    Exato, Carol!

    Esse é um espaço que estamos tentando encontrar um lugar para refinar nosso olhar sobre o homem e consequentemente a mulher.

    As vezes penso que o machismo é culto do intelecto sobre a emoção e das regras sobre a vivacidade.

    Talvez o ponto seja mais amplo do que isso…

  • Frederico Mattos

    Valeu!

  • Robin Hant

    Olá Fred, parabéns pelo estudo e artigo.
    Conteúdo bem amplo, abordagem integral e ainda somados aos tipos de personalidades masculinas.
    Com toda essa riqueza de linguagem, só posso dizer que eu também me enquadro em um desses sentimentos de solidão.
    Forte abraço e mais sucesso, Robin Hant /SP

    • Vanessadefarias

      Bom, li todo o texto e parte dos comentários, achei bem legal perceber que os homens estão criando espaços, ainda que minimamente, para discutir sobre inquietações tais, que durante muito tempo associavam-se às mulheres. O ser humano de uma forma geral, tem dificuldade em reconhecer e dar atenção às fragilidades e não percebem que esse olhar é necessário para nosso crescimento / amadurecimento. Também acompanho de perto histórias assim, pois tenho muitos amigos homens que passam por isso, leio sobre o gênero e também sou psicóloga.
      Parabéns a vocês homens que estão dispertando para essa outra face masculina que sempre existiu, mas ainda é tabu.   

    • Frederico Mattos

      Robin

      Fico feliz que tenha gostado do texto e das ideias! Você é um exemplo de homem que se superou!

      Estamos todos no mesmo barco!

      Abraços

  • Anônimo

    Animal. Não tenho nem palavras direito para descrever quão foda é esse texto. Acho que esse GIF animado diz mais do que vários parágrafos: http://assets0.ordienetworks.com/images/GifGuide/clapping/citizen_cane.gif

    Reconheço todos os traços deste vazio que você descreve. No fim, acho que este vazio é um tipo de questionamento, um “tomar a pílula vermelha”. Qual é o nosso papel? TEMOS papel? Pq temos que seguir papéis?

    Acredito que esta sensação é realmente MEDO. Medo que aparece diante da possibilidade de nos descobrimos DE VERDADE. Medo de sermos quem somos de verdade, principalmente por conta das imposições sociais e religiosas.

    E para quem chega nesse ponto, realmente o apoio psicológico é fundamental. O que para muitos homens já é um tabu absurdo.

    Nós deveríamos ter vergonha é de não sermos nós mesmos.

    • Frederico Mattos

      Obrigado!

      Fiquei curioso quem é o “nós mesmos”?

      Abraços

  • Frederico Mattos

    Espero que ele consiga criar amigos para chorar no ombro e para fazê-lo avançar nessa jornada!

    Indique esse texto para ele, quem sabe alguma ficha cai!

  • Frederico Mattos

    Claudia querida!

    O gestor vem de um modelo de autoridade masculina, daquele homem forte que não conta para ninguém suas dificuldades e simula um desempenho fantástico. Infelizmente as mulheres no poder tem reafirmado essa postura.

    Acho que você deve ser uma exceção à regra.

    Beijos

  • Frederico Mattos

    Meu caro anonimo

    Pois então crie novos modelos além desses que você citou! Eu apoio, com ou se Deus.

    Abraço!

  • Frederico Mattos

    Acho que procurar uma ajuda é importante Fabio!

    Curtir a fase de luto também, mas parte do luto é elaborar um plano para fazer as coisas seguirem em frente!

    Coloque um direcionamento na vida, ainda que básico e continue a seguir em frente, mesmo que se arrastando. Uma hora você tropeça em alguma “solução” mais consistente.

    Abraços

  • Frederico Mattos

    Meu amigo! Recomendo fortemente!

    http://cabana.papodehomem.com.br/

    Abraços!

  • Frederico Mattos

    Caro Douglas

    E como voce tem cultivado esse legado junto a outros homens?

    Abracos

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=536130519 Kelly M. Matos

    Fred e comentaristas, obrigada por compartilhar algo da visão masculina. Adoro saber o que se passa na cabeça e coraçãozinho de vocês. Se posso arriscar tentar contribuir um pouco quanto ao pedido por solução… 

    Generalizando (desculpem!) sobre nós, moças… 

    Estamos acostumadas a falar umas com as outras sobre sentimentos. Chegamos a um nível de conversa que vcs. não conseguem imaginar. A não ser que já tenham ficado fascinados ouvindo alguma conversa alheia dessas. Graças a esta prática, estamos acostumadas a ter pelos sentimentos muito respeito e empatia, sejam eles qual, porque e como forem. 

    Mas adverto…podemos reagir mal ao ouvir desabafos quando: 
    - os sentimentos nos assustam (ele está dizendo que não gosta mais de mim?) 
    e/ou 
    - são novidades (algo diferente do que já imaginamos ou algo que quebra alguma imagem forte que tínhamos). 

    Nestes casos não seríamos as melhores ouvintes, pelo menos não num 1o. momento, em especial se somos próximas do moço que desabafa.
    Então… Eu arriscaria dizer que os moços com esse sentimento de solidão profunda podem avaliar se já há no mundinho deles uma moça com quem compartilhar isso. Pode ser uma total estranha num bar ou uma amiga de longa data que respeite sua privacidade.Penso assim… por nós estarmos mais “sacudas”, menos nos choca ou amedronta, quanto a sentimentos de fragilidade de homem. Por nos vermos menos frágeis, conseguimos lidar melhor com as fragilidades do homem. Aproveitem!É só chegar na moça e pedir “Estou precisando conversar, você me ouviria?”. Ou “me dá um conselho?”. Eu diria que mulheres menos “sacudas” a-do-ram ajudar em assuntos de sentimentos, em especial se são sentimentos de um homem disposto a se expor de tal forma. Interagir com homens pra jogar conversa fora ou paquerar não é tudo nessa vida. =) Mas escolhe bem com quem conversar, tá? E conte, sim, com exercícios físicos e desafios não-emocionais para complementar o bem-estar de um desabafo ou de um conselho bem dado. A ação (mudança) complementa bem o bom pensamento de qualquer pessoa.

    Boa sorte, amigos!

    • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

      Kelly, 

      de fato, seu comentário foi o comment feminino mais agregador.
      Obrigado por isso, parece que você entendeu parte dessa angústia.

      Abraço

    • Frederico Mattos

      Com certeza Kelly

      Acho que a ideia de que existe um colo feminino no qual possamos repousar está mais claro, muitos homens recorrem.

      A grande questão é que não desenvolvemos essa rede de apoio entre os homens. Eis o maior desafio, Kelly! ;)

      Beijos

  • Frederico Mattos

    Olá Anonima

    Instigar, provocar, desafiar e você é mulher, apenas enlouquecer esse homem…

    Bjs

  • Frederico Mattos

    Excelente Douglas, 

    Você está movimentando seu mundo de maneira ampla! Parabéns!

    Abraços

  • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

    Com certeza.
    Tão cedo eu tenha algum avanço :)

    Na realidade, só o fato de saber que não é um problema meu, que é algo pelo qual a maioria dos homens passa, já tira um fardo das minhas costas. Passei a aceitar esses dias de humor avariado como naturais.

    Abraço

  • http://twitter.com/dtadeu_coca David Coca

    Excelente post Fred! Consigo me identificar em vários aspectos citados no post e nos comentários.
    É sensacional ter certeza que não sou o único!Forte abraço.

  • Humberto Laureano

    De uns tempos pra cá comecei a ter essa sensação. O que eu observei em mim , como consequencia desse sentimento de solidão, foi que eu comecei a me expor mais para as mulheres com as quais eu me relaciono .Comecei a me apaixonar muito facil, sempre a procura de uma companheira que me tirasse dessa solidão. Ao mesmo tempo que me apaixonava facilmente, e me declarava de maneira quase que explicita, eu desapaixonava.Entretanto, com o passar de pouco tempo, relativamente, os sentimentos voltavam a aflorar.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=1450694307 Claudemir Lara

    Já a algum tempo me propuz a comentar este editorial e realmente fui deixando até hoje… como sabemos casualidade não existe e sempre há uma causa do movimento em prática. O Texto e pensamento elaborado pelo amigo Fred; HOJE exatamente neste dia se estende não só a homens mas sim a uma postura Humana que independe de padrões estabelecidos naturais ou não como sexo e sexualidade (duas variantes aprentemente iguais e distintas ao meu ver). Aproveito a época de carnaval para parabenizar a análise aqui descorrida por Fred… nada mais contundente do sentido de uma solidão latente do que as festas cíclicas como Carnaval, Natal, Ano Novo, etc. Estas datas tem o poder de nos fazer conectar com o real sentido de solidão em meio ao grupo, onde nossas expectativas, desejos e emoções “reais’”e mais íntimos são deixados de lado para embarcarmos em uma onda de código social em que o indivíduo “BACANA” é o “DESCOLADO”… E descolado neste caso signifaca realmente descolar-se de um Eu emocional, para viver o Eu social…
    Se é possível vivenciar os dois e tirar uma média..não sei… Mas o ideal hoje é prestarmos mais atenção em nossos desejos mais sinceros e analisar o quão vazios e solitários ficamos após sufocar nossas verdadeiras possibilidades de relacionamento Humano.
    Grato Fred pela possibilidade de compartilhar sobre este tema…

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100002250220024 Andrea Narciso

    E o famoso, gostar de quantidade ao invés de qualidade!! Isso é a solidão masculina! 

  • Regina Lorellaine

    Muito interessante esse espaço. Acredito que vai ajudar muitos homens.Falo isso porque tenho um amigo que sempre se desabafa comigo, mais só tem coragem de fazer isso quando bebe. Sempre estou disposta a ouvi-lo mais ele só o faz quando bebe ,no outro dia ele nem se lembra do que me falou.Acho bem complicado para os homens pois parece que ter sentimentos e demonstra-los perante a sociedade  é sinal de que eles sejão menos homens.Vou indicar para ele esse blog com certeza vai ajuda-lo.
    bjusssss

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