Sem palavras: fala de coração

Luciano Ribeiro

por
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Johnny Barnes, 88 anos, dando "Bom dia"

Estamos constantemente trombando com outras pessoas, falando, sorrindo, apertando mãos, abraçando, beijando, trepando, ouvindo música, cantando, olhando nos olhos, nos apaixonando, ficando felizes e tristes por muitas e muitas razões diferentes.

No entanto, sensação minha, é como se muitas vezes não estivéssemos verdadeiramente nos comunicando quando fazemos essas coisas – apenas fazendo parte de teatros e joguinhos. Tudo para evitar ficarmos realmente expostos.

Nossos teatros e defesas são inúteis

Estava no bar com uns amigos e apareceu uma garota, namorada de um deles. Ela passou praticamente todo o tempo contando histórias, exagerando os próprios gestos, nitidamente tentando chamar atenção e causar uma determinada impressão. Sem sucesso.

Essa cena toda estava se transformando numa barreira, distanciando as pessoas e estragando a noite. Todos estavam entediados, olhando para os lados, tentando encontrar qualquer coisa para fazer que não fosse interagir com aquilo. No final da conversa, acabei perguntando o motivo de ela estar agindo daquela forma. Ela ficou ofendida e foi embora.

Eu pensei que tinha dado uma imensa bola fora, mas três dias depois a reencontrei por acaso na rua e ela me agradeceu, pois até então não tinha percebido que fazia isso. Então, ela perguntou o porquê de eu ter dito aquilo. Apenas respondi: “Cara, todo mundo está vendo tudo”. Por algum motivo, naquele momento, isso passou a fazer sentido para mim.

Não há por que tentarmos nos esconder, emular, contar histórias e viver personagens, como habitualmente fazemos. Não precisamos inventar um de nós para o trabalho, outro para a faculdade, outro para namorar e outro para escrever. Na verdade, nós não estamos escondendo nada, não estamos enganando ninguém.

Estamos cobertos de camadas desnecessárias

Podemos não perceber, mas todo mundo está vendo tudo. Todos sabem que estamos fingindo quando estamos fingindo. Todos conseguem ver nossos teatros, nossos joguinhos, nosso orgulho inferiorizando alguns e exaltando outros. Todo o circo da raiva, da inveja, do ciúme, do apego. Tudo está na nossa cara o tempo inteiro.

Por não vermos os outros como tão ou mais capazes do que nós mesmos, acreditamos que conseguimos enganar alguém, esconder nossas dúvidas, o medo, a insegurança e todos os outros obstáculos. Estas artimanhas e defesas são desnecessárias. São elas que dificultam tudo e nos impedem de criar conexão. Se nos apresentamos aos outros cheios de pés atrás, como podemos esperar encontrar abertura e sinceridade?

Esta é uma das razões pelas quais não existe um comportamento que agrade às mulheres, por exemplo. Você pode criar o melhor roteiro do mundo, tentando descobrir que piadas pode ou não dizer, quando deve sorrir, para onde tem de olhar, mas as chances são grandes de que se mantenha no ar um desconforto silencioso, um alarme interno soando de ambas as partes. O que gera a conexão não é o protocolo, é uma outra coisa.


Link YouTube | Eis o que acontece quando não nos abrimos

Nós queremos a mesma coisa

“Não estamos tristes porque nos insultaram ou porque nos consideramos pobres. Não. Essa experiência de tristeza é incondicional. Ela se manifesta porque nosso coração está absolutamente exposto. Nenhuma pele ou tecido o recobre – é pura carne viva. Mesmo que nele pousasse apenas um mosquito, nós nos sentiríamos terrivelmente tocados. Nossa experiência é crua; nossa experiência é terna e absolutamente pessoal.

O autêntico coração da tristeza provém da sensação de que o nosso inexistente coração está repleto. Estaríamos prontos para derramar o sangue desse coração, prontos para oferecê-lo aos outros. Para um guerreiro, é a experiência do coração triste e terno que dá origem ao destemor, à coragem. Convencionalmente ‘ser destemido’ significa não ter medo, significa revidar um murro, dar o troco. Aqui, entretanto, não estamos falando do destemor das brigas de rua. O verdadeiro destemor é produto da ternura e sobrevém quando deixamos o mundo roçar nosso coração, nosso belo e despido coração. Estamos dispostos a nos abrir, sem resistência ou timidez, e a encarar o mundo. Estamos dispostos a compartilhar nosso coração.”

Chögyam Trungpa | Shambala: a trilha sagrada do guerreiro

Seria bom que pudéssemos falar a real, abertamente, mas por algum motivo não estamos acostumados a encarar qualquer intervenção no nosso modo de operação, mesmo de quem deseja ver o nosso melhor. Nós nos defendemos, nos sentimos ofendidos, atacados. Algo que poderia gerar benefícios incalculáveis é obstruído por orgulho ou seja lá o que surja.

É triste que seja preciso um esforço extra ao falarmos para o outro. É triste que tenhamos de explicar abertamente que, a partir daquele momento, estamos falando de coração. Isso é como se estivéssemos afirmando que esse não é o normal, que na realidade, nós raramente nos relacionamos desta forma. Quando precisamos declarar “de coração”, algo fica muito evidente: estávamos escondendo o jogo, sendo permissivos, preservando em nós e no outro o que nos fode.

Numa roda de embate da Cabana, é possível notar este fenômeno acontecendo e, ao mesmo tempo, sendo demolido cruelmente. Aquele que está no centro da roda começa a falar, com todos os seus teatros, acreditando em todas as suas histórias, todo o roteiro do seu sofrimento, e os que ouvem são treinados em detectar o que há por trás daquelas falas, além do conteúdo.

Eles próprios têm de se despir dos impulsos de concordar, discordar, de interromper, de fazer uso das suas próprias soluções fast-food, para ouvir e descobrir uma forma de tocar o que realmente está causando o problema. E, na maior parte das vezes, o que está causando o problema pouco tem a ver com o que está sendo dito; é algo anterior, mais profundo.

Ao observar o outro falando abertamente, quem ouve também é levado a se posicionar de maneira mais aberta, sem julgar, sem atacar, mas ao mesmo tempo sem querer proteger, sem ter medo de machucar ou ofender.

Isto é o que permite o surgimento desta comunicação em outro nível. Isto é falar de coração: mesmo quando discordam, estão concordando. Elas querem as mesmas coisas.

Comunicação gera satisfação

Pode notar: depois de um papo de horas, às vezes saímos com a sensação de que a gente não se abriu, não ouviu direito e não foi ouvido. Falamos muito, trocamos muito conteúdo, mas não aconteceu nada. Nada foi tocado, nada mudou, nada foi criado. Insatisfação.

A comunicação não é meramente trocar informações, transmitir ideias. É um espaço por onde podemos transitar e agir de diferentes formas. Quando este espaço surge, temos sensação de liberdade, sentimos que podemos agir, não estamos mais amarrados. É como tocar no mesmo ritmo, ouvir um solo do David Gilmour e balançar o corpo com cada nota, ver um filme que gira nossa realidade ou se apaixonar. Quando descobrimos e sentimos na pele essa conexão, o que surge é uma energia extra, uma espécie de felicidade. Entendimento além das palavras.

Conversar tem mais a ver com posição, espaço, corpo, movimento do que com conteúdo e informação | Cena de "Pina"

Comentários “de coração”

Até agora, a única forma que encontrei de atingir esta conexão é eu mesmo, antes de tudo, derrubar minhas próprias defesas, aceitar tudo como contribuição sincera, feita de coração, presumir que todos querem o meu melhor. Não é fácil, mas têm mudado toda a forma como me relaciono com as coisas que estão ao meu redor. Seja a banda, a faculdade, a Cabana ou escrever um texto para o PdH.

Estou explorando. Sinto que isso é só o começo de um longo caminho. Admito que tenho bastante dificuldade em encadear as ideias aqui para apontar esses processos ainda etéreos para mim.

Portanto, estou bastante curioso para saber: quais experiências vocês têm de falar com o coração aberto e fazer surgir esta conexão?

Este post é resultado de nossas práticas, diálogos e treinamentos na Cabana PdH. Quer entrar no Dojo?
Luciano Ribeiro

Editor do PapodeHomem, ex-designer de produtos, ex-vocalista da banda Tranze. Tem um amor não correspondido pela ilustração, fotografia e música. Volta e meia grava músicas pelo Na Casa de Ana. Está no Twitter, Facebook e Google+.


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  • Vítor Moreira Barreto

    Já tive que conversar coisas bem desagradáveis com pessoas da família. Tive o mesmo insight que você e consegui falar de coração bem aberto. Mesmo precisando ser duro e ver o outro chorar, conseguimos terminar a conversa e, pouco tempo depois, ficou muito claro que havíamos feito algo de mágico. A relação melhorou muito e sinto que pude ajudar.

  • jaderpires

    Ah…e eu me lembro quando eu editava os textos desse menino, quando ele era pitititico, pitititico.

    Olha agora. Um baita homem com um baita artigo. Chorei na rampa.

    Você é dos bons, Luciano. Nunca deixe que te façam pensar o oposto.
    De resto, quando eu crescer, quero ser que nem o Johnny Barnes, sem por nem tirar.

    • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

      só faltou dizer que limpou a bunda do rapaz e levou pela mão até a escolinha, Jader. emocionante.

    • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

      Ai, que lindo você, Jader. ♥

  • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

    “…depois de um papo de horas, às vezes saímos com a sensação de que a gente não se abriu, não ouviu direito e não foi ouvido.”

    Cara…sabe que eu NUNCA tive essa sensação? Pelo menos, não após horas de conversa. Deve ser por isso que eu tenho tantos romances e, ao mesmo tempo, tantos desafetos. Eu reparo em tudo, e aquela pessoa que está conversando comigo se torna a mais importante. Tudo que eu ouço é filtrado. Questiono, reparo nas inseguranças, cobro uma atitude, desarmo, acolho e, inevitavelmente, confundo. Tem quem diga que é golpe baixo eu deixar tão à vontade alguém que logo pode levar um soco meu no estômago. Mas eu não vejo por aí. Penso que cobrar uma atitude de alguém é uma puta demonstração de confiança. Não se cobra algo de quem não tem capacidade. E o mesmo podem fazer comigo, mas ô…ta faltando jeitinho.

    Adianta falar que tudo dito acima é de coração ou devo apenas ter consciência de que está todo mundo olhando?

    • http://twitter.com/becoldasice Alexandre Wiechers Vaz

      Um voto pra quem acha que a Marcelle é o Gitti de peruca!

      • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

        tantas diferenças entre mim e o Gitti – incluindo um órgão sexual – e tu me vem com uma peruca, criatura?

      • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

        Eu teria dado uns 20up nesse último comentário.

      • http://twitter.com/becoldasice Alexandre Wiechers Vaz

        Quis dizer ~versão feminina~ aushaushaushaushaush

        Achei o jeito de se posicionar e falar bem parecido :3

    • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

      Sério mesmo que nunca, Marcelle? Nem mesmo em zonas de conflito, tipo DR’s? Nunca teve problemas com visões de familiares ou pessoas que considerava chatos de galocha no trabalho?

      Se for isso mesmo, me ensina o segredo? ;)

      • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

        Luciano, existe uma enorme diferença entre ter diálogos e ter monólogos exaustivos em que o outro se põe no pilar da verdade absoluta imerso na arrogância do “não vou discutir”. Eu sei que estou sendo ouvida, e sei que as pessoas fingem para elas mesmas. Não há mensagem impenetrável. Discussões ocorrem porque duas pessoas estão dispostas, e há disposição até mesmo quando um dos dois está em silêncio. Nada ferve mais uma discussão do que o silêncio. Quem se cala, faz porque sabe que irrita. Sempre me lembra aquele filme “Crash”. As pessoas batem umas nas outras só para sentir alguma coisa.
        Mesmo nas DR’s mais absurdas, eu me despedi com o aviso: “não vou fechar a porta para a reconciliação, você pode me procurar quando quiser”. Só deixa algo mal resolvido comigo quem quer. Então não fico frustrada. Eu ficaria se desistisse das pessoas, mas como eu disse ali em cima, eu prefiro cobrar uma mudança.

      • http://www.facebook.com/jcnaweb Júlio César

        É tô numa dessa. Sabe quando nada mais tem volta e mesmo assim fica enchendo o saco com assuntos e mais assuntos que já foram falados n vezes?
        Quando não tem mais jeito , impossível, e o silêncio é a única coisa que vai adiantar.

        O problema é querer ouvir a voz da pessoa , mesmo que não sejam com coisas agradáveis.

        E por causa disso…as coisas terminam estranhas e um quase mal resolvido…já que não tem mais nada pra resolver.

        Essa é a pior fase.

      • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

        Sim, quando o relacionamento acaba mal, a pessoa que se sente abandonada tende a discutir os mesmos problemas exaustivamente, desesperada pelo contato com o outro, mesmo que não seja agradável, ou se engaja numa busca ensandecida por um culpado (já se isentando).

        Despejar o que você pensa em cima do outro é sufocante, não é falar de coração. É necessário respeitar o espaço. Medir palavras para não cair em agressões. Nada tão comum quanto se descontrolar ao ser ignorado. Fale o que você sente e solte. Deixe partir. Talvez, se eu tivesse consciência disso há algum tempo, não houvesse passado por tanta angústia.
        Pode ser que ter um bom relacionamento seja como fazer uma boa prova: você precisa parar de perder tempo nas questões que você não sabe resolver e investir naquilo que trará pontos de verdade.
        Pode ser sábio ficar em silêncio, poupa o desgaste. Mas nada como dar um aviso prévio. Qualquer coisa parecida com “Olha, eu não concordo com você, mas respeito o seu ponto de vista. Não quero discutir, vou me dar o direito de ficar em silêncio”. A partir daí, estar preparado para receber provocações, mas não ceder. Só provocamos por desespero.

        De qualquer forma, são só pensamentos de uma pessoa que se perde de vez em quando (mas se encontra).

        Abraço

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100002099644480 Dario Lima

    David Gilmour Oo
    Sobre o texto, foda. Um tapa na cara que eu tava precisando há um tempinho.
    Sair da defensiva para o cara-a-cara é libertador. Por mais que os resultados não saiam do modo como planejávamos, serão os resultados “certos”, que deveriam realmente acontecer; ao invez de sermos sempre os mesmo atores e o roteiro sempre previsível e desempolgante.
    Mostrar quem você realmente é é necessário para que o outro possa, finalmente, te tocar de verdade!

    • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

      Ué, qual o problema com o Big Ol’ Dave? ;)

  • Ps.

    É isso aí…”todo mundo tá vendo tudo…”, eu era um poço de fingimento…vivia uma vida que nao queria, dizia acreditar em coisas que eu nao engolia e meus amigos mais proximos que sabiam, ainda que em parte, como eu era viviam tensos com minhas repreensões: “Não me exponham!” praticamente era isso… até que um dia eu resolvi dar um basta nisso, a gente nao se expõem totalmente, mas foi maravilhoso quando eu pude respirar e falar sem medo, de coração mesmo como eu sou e tenho feito isso a cada dia, e tenho dito sem palavras, tenho dito com o coração mesmo, pois é ele que nos faz viver de verdade as melhores coisas, é uma liberdade sem igual “ser de coração”…

  • http://www.facebook.com/julio.saraiva.9 Julio César Saraiva

    cara eu vou remoer isso a noite inteira , não da pra ser o mesmo de coração a todo momento, sou um palhaço contador de piadas e bobão de amor fora do trabalho mais tenho que ser respeitado no trabalho duro e exigente , sem coração mole como sou fora daqui ( sim ainda estou no trabalho) seria sim expor meus fracos e dar margem a fofoca, falta de respeito e falta de fé em meu trabalho. poucas pessoas me merecem de coração, e estas sim vão ter eu por completo!

    • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

      Julio, você pode ser sério e agir de coração, assim como você pode sorrir, fazer piadas e isso ser só um teatrinho.

      Não tem nada a ver com protocolo, é uma outra coisa. E, garanto, cara, se você conseguir acessar essa coisa que faz com que uma fala seja de coração, mesmo sério, fazendo piada ou de sunga, as pessoas vão te ouvir, respeitar e se conectar de uma forma que não tem como fazer ideia sem experimentar.

      • http://www.facebook.com/julio.saraiva.9 Julio César Saraiva

        confesso ainda estar pensando nesse texto ta difícil engolir o fato kkk mandei para varias pessoas e para uma delas eu disse: vc foi a unica pessoa que ouvia meu coração !! ainda não sei jugar isso como ruim ou bom!!

  • D. Oliveira

    Puta texto hein, muitoo foda!

    É exatamente esta a sensação que venho sentindo ultimamente, vazio, uma sensação de solidão, por não conseguir me expor por inteiro numa conversa, e cara, é uma sensação ruim pra caraleo! Sei lá se deve ser devido as últimas pancadas que tomei de quem eu realmente confiei e me expus de forma extremamente sincera, se foram tão sincera, que cheguei a me assutar quando me dei conta…
    Agora o que é realmente muito foda, é demolir a barreira e se relacionar de forma sincera de novo, digo que num é nada fácil isto, um dos exercícios mais dificeis a serem realizados nesta vida…
    Parabéns novamente pelo texto, muito foda merrmo…

  • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

    É isso, Luciano. É isso!

    Queria imprimir esse texto no meu cérebro. Criar um macro que o lesse e executasse first thing in the morning.

    É impressionante o tanto que eu NÃO consigo me comunicar de coração nem comigo mesmo nos meus pensamentos, muito menos com os outros.

    • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

      É um pouco complicado mesmo, Fabio. Eu estou no mesmo processo, você sabe disso.

      • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

        Sei. Quem chegar primeiro ensina o outro. Combinado? :)

      • http://www.facebook.com/people/Patricia-Marques/716341860 Patricia Marques

        Sou brodi, se puderem me ensinar… hahaha GRATA

    • http://www.facebook.com/people/Patricia-Marques/716341860 Patricia Marques

      Pensei algo tipo isso ” Criar um macro que lesse e executasse first thing in the morning”
      As vezes a gente esquece dessas coisas e de fato vive personagens nada coração.
      Eu tento, mas confesso que também tenho dificuldades…

  • http://twitter.com/becoldasice Alexandre Wiechers Vaz

    “More than words/ is all you have to do to make it real…”
    Cara, que texto foda, mas tenho uma pergunta…

    E quando o outro não aceita o “de coração”? Como derrubar o orgulho alheio? Insistindo em falar tão abertamente ou ensinando pelas costas?

    Acho que esse é um dos principais obstáculos para a tal sinceridade se fazer presente no nosso cotidiano. O orgulho do outro acaba servindo de desculpa para ocultarmos essa espontaneidade, esse hábito de falar com o coração aberto. E hoje infelizmente são poucas as pessoas que tem a capacidade de acabar com o orgulho…

    Aliás, me amarrei pra caralho nesse vídeo, maravilhoso e retrata um fataço. Ri muito, me lembro de ser assim quando mais novo, principalmente com mulheres, achando que tava sendo super foda e agora vejo como era idiota… aushaushaushaush

    • Marcia ferraz da Rocha peixoto

      As pessoas estão preocupadissimas em refletir imagens o tempo todo para de uma forma se sentirem mais aceitas ou mais amadas, inteligentes etc etc etc porque não ser vc mesmo, espontaneidade e a questão descompromisso, a naturalidade gera naturalidade . Sinceramente percebo os teatros o tempo todo e o unico sentimento que tenho e de pena, tento desarmar logo o outro para que ele enxergue em mim um ser humano igual a ele cheio de virtudes e defeitos. No fundo o ser humano se da um valor e um peso a mais por excesso de vaidade, seria bom admitirmos de uma vez por todas que somos meros imortais e que a vida continua linda e poderosa, mesmo após a nossa morte. Viva sabia natureza!

  • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

    Jefferson, o piloto automático é justamente o teatro.

    • http://www.facebook.com/people/Jefferson-Mello/100002062506317 Jefferson Mello

      Entendi, acredito que não fui claro, quis dizer justamente isso, tentar evitar a teatralização das nossas ações. Agir mais conforme nossos instintos, no caso que você citou com a namorada do seu amigo, você poderia ter fingido simpatia e quando ela sair falar mal, nesse momento talvez ta maoria dos presentes sentiu vontade de chamar a atenção da menina, acho q essa vontade é reação natural e não o fazer é justamente o teatro..

  • http://estadodearte.wordpress.com/ Rafa

    Boa, Luciano. =D

    Passei a vida inteira construindo camadas e mais camadas de defesas ao meu redor a ponto de virar uma fortaleza tão impenetrável que nem dá pra sair dela direito. Defesas que tiveram lá sua utilidade algum dia, mas não mais.

    Hoje eu to mais ou menos na sua vibe, tentando aceitar tudo que acontece comigo como benção. Inclusive as coisas aparentemente ruins. O que é muito diferente de jogar o jogo do contente.

    Tento praticar a honestidade, mas confesso que nem sempre sei se aquilo que eu vejo nos outros é o que de fato está lá. Se sou eu que estou vendo coisas ou se é o outro que está fazendo coisas. Ou as duas coisas. Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas.

    • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

      É, Rafa, isso também rola. Muitas e muitas vezes fico perdido, achando que estou vendo, quando na realidade, estou só alucinando.

      • Betarocks

        Sinto isso também… Que às vezes eu posso jurar que tô vendo uma coisa e que é legítimo lutar por aquilo sim e depois vejo que estava flutuando na minha própria cabeça e nos padrões que eu já havia fixado(nas camadas). O texto do Gitti me ajudou bastante com isso, o http://papodehomem.com.br/conversas-que-tocam-o-chao/ .
        Vamos treinando, isso é treino. Uma hora vai virar hábito. Amém rssrs

  • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

    Cara, eu havia dado uma resposta imensa a você, mas acho que o Disqus engoliu :(
    Resumindo: autenticidade nunca precisaram cobrar. Quando apontam alguma insegurança/mecanismo de defesa, fico aborrecida, mas logo enxergo que a pessoa pode ter razão. Só não tolero rótulos. Quem rotula, anula a possibilidade de mudança. Não agrega.

    • Marcela Lima

      Tem aquela diferença entre a crítica construtiva e criticar por criticar. Concordo plenamente com o seu “Quem rotula, anula a possibilidade de mudança.”

  • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

    Tenho a sensação de que falo horas com o Disqus e nunca me abro, ele não me ouve…

  • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

    Eu tenho muito medo desse termo: Piloto Automático.

    Acho que é maneira mais inconsciente e fácil de não ser espontâneo e ter o coração aberto. O piloto automático é o teatro mais sutil.

    Eu fico atento sempre em uma conversa se não estou só participando automaticamente – falando por falar, ouvindo sem prestar atenção ou respondendo conforme o protocolo.

  • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

    Gustavo, Tatiane,

    Eu também sinto isso, cara. Inclusive, é uma ressalva que eu escrevi no texto que vai para a Cabana e é a razão do título deste texto não ser “fala sincera” ou qualquer coisa assim.

    A sinceridade é uma parte do processo, mas por si só não é suficiente. Falar de coração não é o mesmo que apontar falhas ou simplesmente falar a verdade.

    Isso que nós estamos chamando de “fala de coração” ou de “comunicação poderosa” está mais relacionado à motivação do que com uma ação específica.

    Você pode ser agressivo, pode ser sincero, pode sorrir, pode abraçar sem dizer uma única palavra. Se há essa motivação de atravessar a barreira e chegar a algum ponto, há inúmeros meios de se conseguir.

    O único problema é que dificilmente estamos com a mente tranquila o bastante para termos autonomia para transitar entre esses meios hábeis. É por isso que eu – e aqui falo por mim – prefiro milhões de vezes usar uma fala branda do que partir para a ação irada. Acredito fortemente que os riscos são menores.

    Esse texto, se visto de uma forma ampla, tem tudo a ver com o que estamos discutindo aqui e é um *excelente* guia, não só para conflitos e arranca-rabos. http://papodehomem.com.br/como-agir-ao-ser-chamado-de-machista-racista-homofobico-um-guia-para-nos-todos/

  • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

    Clênio,

    O foda-se não é coração aberto, é auto-defesa, é medo.

    • Clênio

      Você quer dizer que eu deveria me deixar atingir pelas reações da minha sinceridade de maneira a sofrer/desfrutar do que vier?

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Faltou embedar o belíssimo vídeo do Johnny Barnes, o senhor de 88 anos, também conhecido como Mr. Happy Man:

    https://vimeo.com/36673515

    Gostei do texto, Luciano! Tem sido prática constante aqui no QG dos loucos.

  • Caupulican Moura

    As máscaras são úteis para não atrairmos atenção indesejada para vários aspectos da nossa vida que dificultariam o convívio social, justamente pelo preconceito encravado profundamente nas entranhas de cada um – ainda que lutemos contra ele, é grande todavia.

    Além disso, acho que não servem para nada. Se não conseguimos ser quem somos para os outros, e pulamos de “galho em galho” para personagens diferentes, talvez seja porque não saibamos quem realmente somos. Se não temos definidos quem nós somos, não podemos sê-lo diretamente, sem as máscaras.

    E tudo se resume novamente ao que Shakespeare escreveu: “Ser ou não ser, eis a questão”! kkkkk

    • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

      Você acha mesmo que é preciso definir alguma coisa antes de remover as máscaras?

      • Caupulican Moura

        Acredito que sim… ao menos para aquele momento, se não soubermos quem somos, sempre viveremos em personagens diferentes.

        Claro que durante a vida toda sofremos mudanças, e das grandes. Mas o essencial que veio de berço ou desde a placenta não muda.

        Pelo ponto de vista com que me deparo sempre, por exemplo, quando uma pessoa é obstinada desde pequena isso dificilmente muda. Ao mesmo tempo como dificilmente apagamos/esquecemos nossos traumas e alegrias, que constroem o nosso Eu. Quem nós somos. =)

        Mas é claro que posso estar totalmente enganado e nada precise ser realmente definido.

  • http://estadodearte.wordpress.com/ Rafa

    Esse botão do piloto automático é foda. Ele funciona em várias outras dinamicas e condicionamentos que nos fodem. Quem dera que ficasse restrito apenas aos teatrinhos.

    Quando abrimos os olhos, foram décadas inteiras passadas em ponto morto.

  • http://fabiorocha.com.br/ Fabio Rocha

    Impressionante a qualidade dos últimos posts!

  • Marcia Lomardo

    excelente texto! perfeito! parabéns Luciano Ribeiro!

  • Thaís

    O melhor texto que já li na vida! Principalmente porque tem tanto a ver comigo, que nunca demonstro meus sentimentos cara a cara.. Não tenho coragem de me expor e deixar que as pessoas percebam que, apesar de todo esse meu tamanho, sou vulnerável. Um ser humano dotado de emoções. Só falo isso por msn, porque normalmente eles não respondem quando começo a me abrir. Então coloco tudo pra fora. Escrever, pra mim é bem mais fácil do que falar. Sei que quando eu abrir a minha boca, vão rir de mim. Conheço as pessoas que me rodeiam. Eles é que não me conhecem.. Enfim. Esse texto me tocou de verdade.
    Parabéns, Luciano! Gostaria de ser capaz de escrever tão lindamente quanto você.. Principalmente se fosse numa redação de vestibular! rsrs

  • http://twitter.com/BrisaFeliz Fernanda Magalhães

    É impressionante, a cada texto, você Luciano se supera. Faço minhas as palavras sinceras do @jaderpires

    “Você é dos bons, Luciano. Nunca deixe que te façam pensar o oposto”.

    Te ler é emocionante. Nos faz mais gente, mais humanos.

    Grata :)

  • http://www.facebook.com/people/Patricia-Marques/716341860 Patricia Marques

    Muito foda…

  • Giba

    Nos, qdo criancas, despidas de qq defesa, comecamos a receber do mundo fatos e atos que geram sentimentos, mtos deles reflexos de nossas proprias acoes. Com o passar dos anos, mais ou menos ate o final da adolescencia, vamos caminhando com poucas “defesas”, e com o tempo elas vao sendo criadas e multiplicadas, devido a sofrimentos e decepcoes sentidas ate entao. Chega uma fase da vida que percebemos (ou devemos perceber) que esse excesso de defesas so ‘e prejudicial, e entao comecamos a retira-las de nossas vidas. Percebemos que nao ha nada de ruim qdo as pessoas descobrem quem realmente somos. Que vale a pena mostrar tudo o que somos, pois ‘e esse conjunto que tem um potencial mto grande para ser admiravel. Devemos eliminar a palavra “defeitos” na nossa personalidade, e reconhecer que o nosso conjunto, como um todo, ‘e admiravel, e, portanto, deve ser mostrado. Feliz aquele que, como eu, aos 30 anos, percebeu isso e leu um artigo que reforcou ainda mais essa conviccao. Muito obrigado, Luciano Ribeiro.

    P.S.: Desculpe a falta de acentos, pois estou utilizando o Mac e o teclado nao tem acento…rs.

  • http://www.facebook.com/laisvalerio Laís Valério Gabriel

    Como você disse, falar (se comunicar) tem muita relação com espaço e corpo. E falar de coração aberto creio que significa SER de coração aberto. Estou no momento fazendo intercâmbio em outro país e é estranho para muitas pessoas que a minha forma de aproveitar não seja beber quase todos os dias ou sair pra conhecer um garoto diferente a cada fim de semana. Me incomodam as especulações e perguntas com o intuito de tentar encontrar uma explicação para as minhas atitudes. O que quero dizer é que me incomoda o estranhamento que os sentem em relação ao meu “falar com o coração aberto”.

  • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

    Já tinha visto, mas não me veio à memória qual a relação agora.

    • http://www.facebook.com/jcnaweb Júlio César

      Será que ele falava da parte que agimos que nem formigas?

  • http://www.facebook.com/jcnaweb Júlio César

    Sabe. Combina um pouco com o que aconteceu comigo neste final de semana.
    Meu discurso interno para mim era um. Externava outra coisa.
    Mas no fundo no fundo tava lá escondida a verdade.

    Pois bem. Foi suficiente para quando essa verdade apareceu, detonar tudo e tive um dos piores finais de semana da minha vida.
    Terrível.

    Querer acreditar que tava bem e nem perto disso.
    Sai magoando gente, cavando minha cova por baladas que nem curti. E dando trabalho a amigos e pessoas próximas.

    Tô um caco gigante nessa segunda feira.
    Tudo passa mas enquanto não passa…não preciso nem de palavras pra dizer que não estou bem. Basta olhar pra mim.

    • Vítor Moreira Barreto

      Usa isso de motivação para mudar, cara.

  • http://www.facebook.com/jcnaweb Júlio César

    Aconteceu comigo exatamente como no filme “500 dias com ela”
    “Porque precisamos rotular as coisas?”

    Pois é,aconteceu exatamente como no filme o resto da história também…quer dizer, está acontecendo.

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  • http://fabiorocha.com.br/ Fabio Rocha

    Perfect!

  • http://www.facebook.com/denise.lopes.52831 Denise Lopes

    é bom quando estamos em busca de nós mesmos, encontrar palavras tão norteadoras! Adorei seus textos!

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  • Debora

    Rapaz… quem é você? Um dissecador das emoções humanas que traduz tudo para o português corriqueiro numa forma impecável?

    Parabéns por mais esse – acabei de comentar o texto sobre a esperança, que me deixou, assim como esse, de queixo caído.

    Só pra colaborar com a sua pergunta: gosto de usar o benefício da dúvida para me aproximar das pessoas (achar que comentários ou atitudes esdrúxulas podem ter sido causadas por motivos que desconheço) – costuma ajudar na empatia real, de coração. E, sempre que possível, me interessar genuinamente pelo que ela me passa, verbal e não verbalmente. Mas esse eu tenho guardado mais para quem me interessa mais, pois gerar conexão com todo mundo exige uma energia do cão, que às vezes eu não tenho disponível… E para quem eu não tenho disponibilidade, dou o meu melhor sorriso e sigo em frente, hehe.

  • http://www.facebook.com/eduardo.costavaz Eduardo Costa Vaz

    Caramba vendo esse texto estou viajando, oque muito ocorre comigo é que sempre tento fazer com que o papo tenha um cunho mais filosofico, profundo, ai vamos divagando na conversa até que finda um silencio, acrescenta-se alguns “é foda” e fica por isso mesmo, ainda que conversamos tanto vamos fundo em todos “dilemas” estamos apenas arranhando a superficie, tem muita coisa ainda, é preciso ir fundo, não sei se concordam mas o mundo tem pedido essa profundidade, esta ficando intoleravel tanta mediocridade e hipocrisia permeando nosso dia. “é foda!”

  • http://www.facebook.com/tcmorei Thiago Cesar Jasper Moreira

    Comentário de coração:

    Uma leitura que me manteve com os olhos abertos.

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  • Thais

    Então, vou pegar um gancho no teu comentário. Por exemplo, esse jeito brincalhão, alto astral, espalhando alegria para as pessoas, é uma faceta de como ele se apresenta pro mundo, para as pessoas. Isso não quer dizer que ele não seja assim com a família, namorada, ou melhor, é bem possível que aja como uma pessoa aparentemente despreendida com eles também. Mas, talvez por ter uma casca mais grossa para penetrar, fica estranho quando entramos numa intimidade maior e descobrimos às vezes algum contraste na personalidade que julgamos conhecer! Se olharmos melhor, vamos perceber que muitas vezes também não estamos dispostos a conhecer o outro como um ser inteiro, apenas temos essas visões. Fica difícil se não paramos para escutar verdadeiramente o que o outro tem a dizer. Acho que não somos o que gostariamos o tempo inteiro, assim como não representamos o tempo inteiro também.

    Minha bandeira é, não preciso de espada e escudo para me relacionar com pessoas, mas se precisar usar, usarei.
    (e admitir isso não me incomoda mais. Tento continuar a mesma, aberta, tranquila, porém, atenta)

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  • Janaiina Alexandre


    alto conhecimento !!! muitas veses ocorre em fatos simples do cotidiano mesmo,mas o mais dificil e aceitar (em momentos dificeis) que sim somos só, e tudo isso somos HUMANOS animais racionais capazes de dar e receper (SENTIMENTOS) e sentilos mas muitas veses por um sentimento (O MEDO) deixamos ou pelo menos tentamos parar de sentir as coisas simples deixamos de intender deixamos de SER oque SOMOS IMPERFEITOS mas nessa imperfeição e que nos moldam atye porque imperfeiçoes são pontos de vista cada um de nos somos unicos e imperfeitamente perfeitos ,do nosso geito sim é lindo quando eé de coração é verdadeiro isso que é o principal *–* parabens se alto conhecer se alto conquistar é o mais dificil assumir que E, na maior parte das vezes, o que está causando o problema pouco tem a ver com o que está sendo dito; é algo anterior, mais profundo. (isso é a mais pura verdade)

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  • http://www.facebook.com/people/Carlos-Rafael/1651005333 Carlos Rafael

    Bacana o texto, me fazendo pensar aqui.

    Um pouco de magalomania*

    Eu desconfio das pessoas nesse mercado selvagem de capital, sexo, drogas, rock n’ roll e novela das oito. Nem sempre “abertura e sinceridade” é o resultado esperado ou um fim desejável. As vezes o melhor é manter distância mesmo. Há tiranos espalhados por aí, com poder e disposição para submeter os outros às suas peripécias. Eu não falaria de coração com ele. Eu correria, me defenderia como fosse possível, lógico, apenas se não houvesse um poder à altura disponível. Com poder disponível, alguma coragem poderia ser posta em “efusão”, me permitindo combatê-lo.

    Pode parecer conselho de mãe, mas há pessoas maldosas nesse mundo e pode ser necessário se defender delas. Não tenho dúvidas de que o individualismo para muitos é a defesa mais frequentemente procurada e que isso pode, sim, atrapalhar o trato com pessoas que merecem o nosso coração. Aliás, essas pessoas que merecem o nosso coração muitas vezes sabem mais sobre nós que nós mesmos e nada mais inteligente do que confiar na orientação que elas são capazes de fornecer. Não deveríamos tratá-las como se fossem tiranos.

    Eu destacaria ainda uma outra categoria nesse samba do crioulo doido, além de tiranos e pessoas que merecem o nosso coração. Há também as pessoas que nos querem bem. Confundir as pessoas que merecem o nosso coração com as pessoas que nos querem bem é trocar gato por lebre. Porque nem sempre as pessoas que nos querem bem merecem nosso coração. Nem sempre as pessoas que nos querem bem, são capazes de nos orientar. E como confundimos as coisas viu…

    Espero que eu não esteja limpando a bunda de nenhum tirano esses tempos e nem batendo a cabeça na parede seguindo as orientações de quem não é capaz de me ajudar.

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  • Livia Cê

    Oi Lucioano, venho num exercício de ouvir mais o outro e é engraçado como eu acabo me “ouvindo” mais. Depois do seu texto vou buscar dizer quando ninguém se dispõe a dizer. Compartilhar mais meu coração. ;) Lindo texto.

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  • http://www.facebook.com/supervili Vili Blanco Nuñez

    Muito, muito obrigado mesmo pelo texto!

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  • Isaias

    Eu admiro muito a sinceridade das palavras do Luciano. Ele não só fala com o coração como também escreve com o coração. É muito bom ler um texto tão leve e sutil como esse. Dá uma alegria que falta palavras para descrever.
    Esse artigo falou sobre uma coisa que estou cada vez mais procurando desenvolver, a boa comunicação.
    Quero deixar como sugestão para os leitores um livro espetacular, que foca no desenvolvimento da comunicação. O livro “Arrancar máscaras! Abandonar papéis!”,de John Powell. Esse foi um livro que mudou a minha vida para sempre. Eu me tornei uma pessoa muito melhor após a sua leitura. Fica a dica de livro! Muito sucesso a todos!

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  • Raul Brandão

    que texto legal, ano passado me pegava o tempo inteiro pensando nesse assunto de agir com o coração acima de tudo (mesmo mtas vezes não agindo, o q gerava uma certa agonia), este ano acho q minha mente e meu espirito estão focalizando outras coisas, então parei de pensar um pouco sobre este assunto, mas percebi q sempre foi bem dificil pra mim falar com o coração (desconstruir as tais camadas) e mais do que isso, ouvir o outro com o coração tbm, pq muitas vezes quando estou ouvindo o outro me encontro neste lugar de achar q a pessoa esta sendo superficial, e que “o buraco é mais embaixo” e me pego na posição de alguem que esta julgando a pessoa sem ter tal direito…as vzs até queria ajudar o outro a desconstruir as camadas dele, mas tenho q desconstruir as minhas tbm, talvez isso seja uma tarefa pra ser cooperativa…

  • simone

    genial! quer me namorar? rs

  • Deisy

    É bom saber que não estou sozinha nessa ideologia. Feliz pra carai meu serio, vc escreveu tdo que eu acho e tento falar para as pessoas e elas não entendem! Feliz mesmo. Parabéns aí

  • Anderanso

    Bom ponto. Me fez radiografar o meu processo interno de abrir o coração. Sempre choro. Sempre. Um simples resvalar na verdade mais visceral que posso expor, me faz emocionar. Como se a minha verdade – e isso inclui as minhas porções de força e fraqueza – fosse um bicho feroz, preso, como aquele vira-lata magricelo que só morde pois seu dono não lhe dá atenção. Como se esbravejasse a coleira curta. “Porque você você não me tira deste cativeiro? Logo eu, essa coisa tão sua.” – diria minha alma, se pudesse. Ou está dizendo? O fato é que com 35 anos não havia ainda desvendado essa suposta facilidade de me emocionar quanto trato de assuntos do coração. Taí. Bingo, meu amigo. Ganhei o dia. E num gastei trezentão com o terapeuta. Espero daqui em diante chorar menos. Vou levar a besta fera do amor pra passear mais vezes. Viva o sashimi de coração!

  • Valeria

    E aí eu vi a primeira figura e já curti. E lendo o texto, pensei: sabedoria de Preto Velho? Dá licença, vou ter que dizer “adorei as Almas!”. Texto lindo, muito sábio. Muito pertinente.

  • Lucas Braz

    Amores, sempre amores

  • Karlos Helton Braga

    Impressionante… Estava formando essa ideia na cabeça, algo ainda imaturo e sem forma… Mas vendo o que foi escrito, percebo alguém que está até fazendo a parte prática. Hahahaha
    Não sei você, Luciano, mas como está usando a fala de coração, conseguiu tornar os comentários (pelo meio virtual que todos rotulam como distante, onde as pessoas são mais frias e insensíveis) um local bem acalorado, onde até quem fez brincadeiras acabou aderindo, pessoas de vários locais e mundos diferentes conversaram, indo além de uma mera troca de informações… E digo mais! Fez até um jovem silencioso escrever mais que o habitual, mas menos do que deveria depois dessa lição aprendida.

    Você disse que a gente vê tudo, não adianta fingir… E o que vi, o que li aqui, da sua matéria até os comentários foram muitas falas de coração.

    Parabéns e obrigado, Luciano.
    É parece que é um daqueles breves instantes de leitura que vão se estender por um bom tempo. Hahahaha

  • Júlio

    Não vejo maneira mais clara e precisa de colocar esse tema em pauta. Parabéns pelo texto!

    Enquanto lia me lembrava da segunda estrofe da obra-prima do Pink Floyd, Echoes:

    “Strangers passing in the street
    By chance two separate glances meet
    I am you and what I see is me”

    Algo como:
    “Estranhos andando pela rua
    Por sorte dois olhares diferentes se encontram
    Eu sou você e o que eu vejo sou eu”

    É o princípio da empatia. Quando duas pessoas momentaneamente se despem dos personagens e, casualmente, se reconhecem enquanto humanos num simples olhar, coisa que nos falta, enquanto civilização globalizada, povoada por inúmeros “Reis do Camarote” e diversas caricaturas semelhantes.

    • Paulo

      Só corrigiria o final: “povoada por Reis dos Camarotes”

  • Eduardo

    Primeiramente, muito bom meu amigo.
    Segundo que paro de escrever por aqui, desde que não me resta tempo para abrir meu coração, pois tenho aula agora; ou seja, qualquer exposição a mais, será falsa ou enganosamente fantasiosa na ânsia de terminar de comentar só para expor uma misera opinião.

    Hasta la vista

  • Sarah Reis

    Nossa, estava pensando nisso ontem à noite. Eu me considero uma pessoa muito sincera e muito aberta, tanto é que isso, por vezes, é visto como algo “inconveniente” ou mesmo “grosso”, mesmo que eu tome cuidado com a forma (claro, há diversas maneiras de se transmitir uma mesma ideia). Enfim, mesmo que eu tente ser sincera, e ser livre no meu pensar, falar e agir, a maioria das pessoas ainda não estão prontas pra isso.

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  • leonardo freitas andrade

    esse texto me ajudou demais,estava precisando escutar isso,estou passando pelas mesma dificuldades,e acho que foi um dos melhores textos que li aqui no papo de homem

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