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Remédio de graça e o que a asma da dona Maria tem a ver com você

Lucas Pedrucci

por
em às | Corpo são, Debates, Mecenas


No último plantão que dei na UTI Respiratória do Hospital das Clínicas, admiti uma jovem portadora de asma, sobrevivente de uma parada cardiorrespiratória por falta de oxigênio, devido a uma crise asmática grave naquele dia. Foi atendida prontamente em casa pelo marido (que havia aprendido BLS no seu país de origem) e trazida ao hospital pelo SAMU, após retorno à circulação espontânea, já intubada e sob ventilação mecânica.

Apesar do atendimento pré-hospitalar brilhante, da chegada rápida ao serviço de emergência e do suporte intensivo em uma UTI especializada, a moça cheia de sonhos e possibilidades não recuperou a atividade cerebral e nos deixou.

Além de ficar na memória da equipe, o caso é um bom ponto de partida para pensarmos em alguns aspectos da assistência à saúde.

Remédio de graça

“Esse remédio eu consigo pegar de graça, doutor?”

Essa é uma das últimas perguntas que ouço em algo ao redor de 90% das minhas consultas no Hospital das Clínicas. A resposta tem sido sempre “sim” e esse é um dos pontos principais do que me faz acreditar que estamos indo melhor do que se diz por aí.

Como já contei aqui, o SUS é um “plano de saúde que cobre tudo”. “Cobrir tudo” não é suficiente, entretanto. É gigantesca a dificuldade que tenho, consulta após consulta, para convencer donas Marias e seus Joãos a tomar os remédios para pressão alta e diabetes. Adesão ao tratamento é sempre uma questão e qualquer pequena dificuldade no acesso aos remédios é suficiente para jogar meu trabalho no lixo – os colegas sabem do que estou falando.

Aos que não ficaram comovidos, lembro que quando um paciente não toma seus remédios para uma doença crônica – por qualquer motivo que seja – o problema não é só dele. Pacientes bem tratados ambulatorialmente têm menos complicações e complicações menos graves. Pacientes bem tratados ambulatorialmente chegam menos à UTI. E quem paga pela UTI somos todos nós.

A internação em UTI é uma das situações mais dispendiosas na assistência a qualquer paciente. Custos humanos e operacionais, instrumental, insumos – tudo se aproxima do absurdo. A despeito disso, a situação clínica muitas vezes suplanta os limites do nosso cuidado e as altas taxas de mortalidade mostram que o universo não se compadece dos nossos investimentos e esperanças.

Nada de inerentemente errado com isso; pelo contrário, considero essa situação extrema o que há de mais apaixonante na Medicina. Na maioria das vezes, porém, poderíamos ter feito algo muito antes que tão impressionante parafernália fosse necessária.

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que se manifesta por crises de falta de ar após exposição a desencadeantes, por inflamação da mucosa respiratória, produção excessiva de muco e contração involuntária da musculatura dos brônquios. Dispomos de muitos tratamentos para a asma em suas diferentes fases e contextos: a parada cardiorrespiratória por hipoxemia é o fim de uma história natural que poderia ter sido modificada em muitos pontos. Como a maioria das histórias naturais das doenças que estudamos.

Ataque de asma é assim: você é esse cara da foto, mas sem o equipamento de oxigênio

A tal “custo-efetividade”

Para quase todas as condições clínicas (mas não todas), tratar antes é tratar melhor, ou seja, é mais eficaz (maior chance de sucesso) e mais eficiente (melhores resultados com menor custo). E “eficiência”, em saúde, atende por “custo-efetividade”.

Já disse aqui que o cobertor curto das verbas é uma preocupação tão essencial quanto os efeitos diretos das nossas opções, mas a preocupação com esse conceito fundamental pode estar sendo negligenciada na formação médica atual, como bem notaram os editores do New England Journal of Medicine nesse brilhante comentário.

Toda a proposta de organização do SUS e algumas notícias recentes sobre sua administração, no entanto, trazem alguma esperança nesse sentido.

Enquanto as grifes da saúde privada investem em “medicina cênica”, hotelaria portentosa, arsenal tecnológico e supervalorização dos über-especialistas, as políticas públicas de saúde aos poucos têm abandonado a demagogia eleitoreira da construção maquinal de
hospitais para realmente amparar a atenção primária e provê-la dos recursos necessários à entrega dessa medicina custo-efetiva. Temos nos preocupado menos com demandas egoístas e mais com um sistema viável e intervenções que realmente fazem diferença.

Não se trata de paternalismo ou demagogia. O raciocínio é bem simples e direto. O remédio para pressão alta da dona Maria tem mais impacto sobre sua expectativa de vida que a UTI na qual será internada quando infartar se não fizer nenhum tratamento. E é muito mais barato.

Sabendo disso, o Ministério da Saúde, pelo programa Saúde Não Tem Preço, com um convênio com farmácias por todo o Brasil, disponibiliza medicamentos gratuitos e facilmente acessíveis. Pois é, seu João, uma desculpa a menos pra não tomar o remédio.

Como era certo que aconteceria, a melhora na entrega dos cuidados de atenção primária já produziu efeitos mensuráveis, diminuindo o número de internações por complicações de hipertensão e diabetes neste ano. Recentemente, o programa passou a distribuir medicamentos para asma – para pacientes como aquela da UTI, só que bem antes da UTI.

Se a atenção à saúde continuar tomando esses rumos, minha “clientela” na medicina intensiva deve diminuir nos próximos anos. E eu estou torcendo por isso.

Mecenas: Ministério da Saúde

Saúde Não Tem Preço é o programa do Ministério da Saúde que distribui de graça medicamentos indicados para o tratamento de hipertensão, diabetes e agora asma nas farmácias e drogarias credenciadas no programa Aqui Tem Farmácia Popular.

Em um ano o Saúde Não Tem Preço beneficiou 10 milhões de pessoas com remédio de graça. Já são mais de 20 mil farmácias em mais de 3.200 municípios. E, em todo o país, muitos brasileiros vivem dias melhores.

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Lucas Pedrucci

Gaúcho expatriado, Lucas Pedrucci é pianista aposentado, jogador de rugby em fim de carreira, ex-oficial da FAB, paraquedista das categorias de base e meditante wannabe. Seu principal hobby é a Medicina, que estudou na USP e tem praticado no Hospital das Clínicas.


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  • Ricardo

    É triste ver problemas que na maioria dos casos são facilmente controláveis, como por exemplo, diabetes e hipertensão serem totalmente ignorados pelas pessoas.

    Recentemente o porteiro do meu prédio sofreu uma crise de diabetes e teve várias paradas cardiacas, não sei como não morreu. Resultado: Afastamento do trabalho, vai ter que gastar fortunas em remédios e a qualidade de vida foi embora.

    Eu há quase 2 anos tomo diariamente dois comprimidos para a pressão alta. Graças a Deus não tive nenhuma tragédia para começar a me cuidar!

  • Leonardo

    Ricardo, diabetes não é ‘facilmente’ controlável. Depende muito da pessoa, vi um mestrado ou doutorado feito em SP em que a autora se propôs a tentar controlar DM2 com remédios SOMENTE disponibilizados pelo SUS. A conclusão foi de que NÃO é possível isso. Só ouvi falar desse estudo, não li ele, a população estudada inclusive foi pequena, não o suficiente pra se ter uma base boa, mas mesmo assim é interessante.

    • http://www.facebook.com/people/Lucas-Pedrucci/100001663603171 Lucas Pedrucci

      Desconheço esse estudo Leonardo.

      Mas, como não tenho consultório particular, 100% dos meus pacientes são do SUS, tratados com as medicações do SUS. E no meu ambulatório há pouquíssimos pacientes com Hb glicada maior que 7.

    • Ricardo

      Leonardo, longe de mim querer discutir DM2 (?!?) ou SUS com os especialistas da área. O que eu acho é que em muitos casos falta força de vontade das pessoas. Muitos amigos são verdadeiras “bombas” relógio que comem de tudo, não fazem exercícios, estão beeem acima do peso e mesmo assim acham que nada vai acontecer com eles. Medir a glicose? Medir pressão? Nem sabem o que é isso.

  • Raphael

    Eu sou DM1 desde criança e uma vez resolvi fazer um teste: tinha por volta de 24 ou 25 anos e decidi que ia parar de tomar a insulina pra ver o q acontecia. No primeiro dia, já estava acostumado a viver com a taxa de glicose sempre alta ( 300 pra cima ) então não senti nada anormal e ainda fui a uma festa na qual abusei dos doces, o q ocasionou muita sede mas depois melhorou. Então fui acampar no dia seguinte e pude reparar q tinha emagrecido bastante em tão pouco tempo. Bom era o 2º dia e eu ainda estava me sentindo bem. Mas quando foi na madrugada para o 3º dia comecei a passar muito mal e a vomitar seguidas vezes. Quando foi pela manhã estava ainda pior, agora com diarréia também. Passei o dia todo com fortíssimas contrações abdominais e só a noite q fui levado ao hospital direto para a UTI, onde pude ser estabilizado. Devido a esse pico de glicose, posteriormente qdo acordei já sem dores notei q estava enxergando bem como se estivesse de óculos. Por uns 2 dias enquanto estive internado os 3 graus de miopia desapareceram, mas como alegria de pobre dura pouco voltei a ser míope. A Moral da história é q não era a minha hora.

    • http://www.facebook.com/people/Lucas-Pedrucci/100001663603171 Lucas Pedrucci

      hahaha
      Cara, já ouvi essa história muitas vezes, a maioria delas na sala de emergência.

      Se foi por falta de aviso: CRIANÇAS, NÃO FAÇAM ISSO! ;-)

    • Mel Tupinambá

      A moral da história Raphael, é que você provocou um custo/desgaste/susto/aporratoda em função de um testezinho “p/ ver o que acontecia”. Esse texto foi exatamente p/ pessoas como vc (e como eu também). Vc ficou internado durante 2 dias, como relatou acima. Parou p/ pensar que vc tomou o lugar de alguem que de fato estaria precisando, gerando um custo ao hospital totalmente desnecessário se vc apenas tivesse tomando sua habitual insulina. Mas, creio que vc não fazia ideia disso ( e nem o culpo), assim como eu também não! =/
      Vivo em Manaus e aqui, devo dizer, a Saúde Pública (muitas vezes) não difere em nada dos hospitais e clinicas particulares. Sofro de enxaqueca e tenho plano de saúde, no entanto vira e meche me pego indo ao hospital mais próximo da minha casa (que é público) e digo que não há a menor diferença.

      • Alessandro Soledade

        Também sou portador de Diabetes Mellitus tipo 1 e faço meu tratamento pelo SUS. Chega a ser escancarada a negligência e falta de preocupação de muitos pacientes: eu sempre vejo gente sem dedo, sem pé, sem visão, e ouço muitas histórias fantásticas. Certamente esses cidadãos não contribuem com sua saúde e com a saúde pública.

        Tive a sorte de conseguir vaga no IEDE (Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia – RJ), que possui ótimos médicos e fornece 99% da medicação gratuitamente. Lá eles me dão integralmente as tiras glicêmicas e outros tipos de insulina (“Lantus” e “Humalog”), que melhoraram radicalmente minha qualidade de vida. Eu só pago as agulhas da minha caneta de aplicação e da minha lanceta de furar dedo (esta é por preferência minha, porque lá eles fornecem um outro lancetador e as agulhas, que eu não gosto).

        Só que os postos de saúdes “comuns” não fornecem tais insulinas e as tiras glicêmicas. Esses medicamentos são caríssimos: uma caixa com 50 tiras custa R$90,00 e um diabético tipo 1 que se trata regularmente gasta pelo menos 100 unidades – eu gasto em média 120 -, e um frasco de 10ml de Lantus custa em torno de R$300, sendo que um paciente pode gastar de 1 a 3 frascos. As insulinas fornecidas pelos postos de saúde (NPH e Regular) muitas vezes não se adequam ao paciente, causando queda na sua qualidade de vida: hipoglicemias constantes, carregar insulinas em desconfortáveis caixas de isopor com gelo, dificuldades com a contagem de carboidratos, etc.

        As seringas oferecidas pelos postos (quando tem) também não são boas – de difícil dosagem e com agulhas relativamente grandes.

        Concluo então que no âmbito da doença Diabetes tipo 1 o SUS ainda deixa a desejar. Como disse anteriormente, eu tive sorte em conseguir tratamento pelo IEDE. Eu nem quero imaginar ter que voltar a tratar-me e pegar medicamento pelos postos de saúde convencionais.

      • http://www.facebook.com/diegomribeiro Diego Modolo Ribeiro

        @google-f3ac6ebbf81a1e79e6ef701212ff1d79:disqus, outro exemplo é a vacina tetravalente para bebês aos 2, 4 e 6 meses: a versão oferecida pelo SUS causa efeitos colaterais terríveis, enquanto que a da rede particular não causa nenhum. Infelizmente só tomei conhecimento disto após dar a primeira dose para meu filho, se soubesse antes teria evitado muito sofrimento para ele.

      • Fernando

        A versão das vacinas oferecidas por hospitais particulares quase que invariavelmente são é a mesma oferecida pelo SUS, pois é adquirida também através do ministério da saúde. A diferença é que no particular você paga uma taxa não pela vacina, e sim pelo procedimento.

      • http://www.facebook.com/diegomribeiro Diego Modolo Ribeiro

        @364ac9ea10e24f2f80b5eea12e5836f8:disqus, a vacina aplicada na rede particular é acelular, não causando reação, informação esta que além de ter vivenciado na prática por mim, pode ser confirmada aqui: http://www.calendariodevacinas.com.br/paralisia-e-mudanca-na-vacina-contra-polio-reacende-polemica-sobre-imunizacao/

      • Fernando

        Verdade, você está certo, a Tetravalente realmente é a exceção.

  • Diego

    O PdH já foi mais imparcial. Acho meio irresponsável chamar alguém de egoísta por buscar uma melhor qualidade de vida, apenas para agradar um “mecenas”.

    • http://www.facebook.com/people/Lucas-Pedrucci/100001663603171 Lucas Pedrucci

      O PdH é um espaço aberto, onde autores com opiniões contraditórias podem abrir debates sob várias perspectivas. Quem considera a referida demanda egoísta sou eu, autor do texto, e isso não tem nada a ver com agradar um mecenas.

      Se não ficou claro, explico porque a demanda citada é egoísta:

      Mesmo nos países mais ricos, os recursos sempre são limitados (veja a matéria do New England, baseada na realidade dos EUA). Portanto, as políticas de saúde devem ser pensadas para o bem de todos.

      No Brasil, ainda mais que nos EUA, sofremos com escassez de recursos para a saúde.

      Ignorando essa situação, o paciente em questão processa o Estado e consegue “drenar” uma fortuna a ser gasta em um tratamento que NÃO é o de escolha para a sua doença, sendo que o tratamento padrão-ouro, mais barato e efetivo, está disponível.

      Pensando exclusivamente no seu conforto, UM paciente drena recursos que poderiam melhorar a vida de muitos.

      Não consigo ver isso a não ser como o mais puro e descarado egoísmo.

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        Belíssimo posicionamento para esclarecer a questão, Lucas.

        Palmas.

      • http://www.facebook.com/people/Júlivan-Arantes-da-Silva/100001032282778 Júlivan Arantes da Silva

        Tenho histórico na família de financiamento de tratamento do médico no SUS. Realmente acho que atende o propósito e nunca será mil maravilhas. Também não sou contra artigos patrocinados, porque todo mundo precisa comer. Mas acho que em determinados casos, como este, fica meio forçado. Uma pena.

      • http://www.facebook.com/people/Lucas-Pedrucci/100001663603171 Lucas Pedrucci

        Júlivan, não sei qual o histórico específico da sua família. A minha crítica foi ao caso que está linkado e outros semelhantes.

        Alguns (poucos) casos realmente justificam a obtenção do custeio pela via judicial, por demora na padronização de alguns medicamentos mais recentes, que depois de um tempo acabam “entrando” na lista padrão do SUS, como nesse caso: http://oglobo.globo.com/pais/sus-vai-distribuir-novo-remedio-contra-cancer-de-mama-5557816

      • http://www.facebook.com/diegomribeiro Diego Modolo Ribeiro

        Tirado do próprio texto mencionado no artigo:
        “O transplante cura metade das pessoas que têm HPN. Mas 30% podem morrer ou ter alguma complicação grave.”
        Já o tratamento escolhido por ele pode não curar, mas vai permití-lo ter saúde e qualidade de vida até o fim de sua vida. Isto não é ser egoísta, é apenas buscar o melhor para si.
        Eu acredito que é justo ele ter a opção de escolher seu tratamento, afinal, caso dê errado, quem vai suportar as complicações é ele.

      • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

        Mas quem suporta o alto custo é o orçamento da saúde. Existe uma escolha trágica aí.

      • http://twitter.com/edegar EDEGAR NEUMANN

        E o pobre coitado que não sabe que pode entrar com uma ação na justiça pra que a mulher dele saia do corredor do hospital? Ou não tem o dinheiro pra pagar o advogado, nem sequer sabe onde encontrar um, para conseguir o anti-inflamatório que o filho precisa? Que não consegue um advogado bom, que consiga provar que ele vai morrer em 2 meses, que não pode esperar 6 meses até a cirurgia? Que escolha ele tem? Não tem nem o conhecimento de que tem escolhas!

        Compare isso com o sujeito que tem um bom nível de vida, tem conhecimento, e que sabe que se forçar o Estado a pagar um tratamento de altíssimo custo, este Estado vai acabar sem dinheiro para investir em outros problemas que ajudariam a uma centena, um milhar de outras pessoas. Quem somos nós para declarar este sujeito como culpado, como mau-caráter? Mas não há outro nome para isso senão egoísmo!

      • CArvalho

        Não condeno, aliás sequer posso julgar o que seria o egoísmo do paciente. Nessa hora cada um deve lutar como pode.

        No entanto como política de sáude pública está errado gastar 800 mil reais por ano com um paciente. De onde vem esse dinheiro? Por que eu tenho que pagar pelo tratamento dele? Por que todas as pessoas saudáveis tem que pagar por isso?

        E para aqueles que me acharem egoísta respondo: Não me julguem, não me condene, estou somente sendo egoísta.

      • http://www.facebook.com/diegomribeiro Diego Modolo Ribeiro

        Concordo com você @b77cd8ad66bb87dfa4751f0dee50ef90:disqus, e vou mais longe: se a saúde fosse administrada por entidades particulares que visam o lucro, ao invés de serem cabides de empregos de concursados, teríamos uma eficiência muito maior na utilização dos recursos, porém como isto é uma realidade distante do Brasil com seu Estado deveras inchado, a alternativa é a justiça mesmo. Não condeno e no lugar do rapaz faria exatamente a mesma coisa.

      • Karen Fiuza

        Pois é… ADORARIA ver todas essas pessoas que reclamam do SUS passando uma temporada morando nos Estados Unidos… e tendo que pagar TUDO do seu bolso, porque lá não existe saúde pública, pra NINGUÉM! E gente reclamando aqui que a “agulha do SUS é muito grossa”… apenas utilizando a “metáfora”: quantas pessoas NO mundo, não dariam um dedo seu, por uma agulha, seja a grossura que fosse! — Não acho que devemos nos basear por baixo, nos contentar com pouco. Mas as pessoas exageram. Não sabem agradecer pelo que possuem, sabem muito bem abrir a boca pra reclamar, mas não levantam a bunda na hora de lutar pelos reais direitos, pra fazer uma mudança real na sua sociedade.
        Em 90% dos casos, esse tipo de reclamação me soa como “classe média sofre”… !!! (Sugestão: o dinheiro que vocês não gastaram com medicamentos, porque o SUS proporcionou, juntem, e façam uma viagem pelos países pobres da África. Ou passem uma “temporadinha” pelos Estados Unidos mesmo… Ou ainda melhor, nem precisa ir tão longe, logo ali do lado, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, há exemplos que já poderiam ensinar bastante!)

    • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

      Também acho que não dá pra falar em egoísmo em todos os casos, embora algumas demandas que vejo no meu trabalho – e acompanho por causa dele – tem qualquer coisa de abusivo.

      Tome esse caso: “Paraná terá de pagar SPA para obeso”
      http://www.conjur.com.br/2012-jul-24/parana-pagar-tratamento-spa-desempregado-obesidade?fb_action_ids=405014952890678&fb_action_types=og.recommends&fb_source=aggregation&fb_aggregation_id=246965925417366

      • http://www.facebook.com/people/Lucas-Pedrucci/100001663603171 Lucas Pedrucci

        haha PQP, que cara de pau…

      • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

        Lucas, cabia uma exploração desses aspectos. Quem sabe um esforço jurídico e médico sobre a questão. O que acha?

    • Rodrigo Cambiaghi

      Quando que a gente foi imparcial? Nem pra falar de mulher a gente é imparcial.

  • Nélio Oliveira

    Excelente artigo, de fazer corar de vergonha quem critica o SUS sem nunca ter posto o pé num hospital público por necessidade.

    Eu não sou diabético. Sou o que chamam “deslipidêmico”, ou seja, meu triglicérides é alto e eu tomo Glifage XR, FORNECIDO A CUSTO ZERO PELO GOVERNO.

    A verdade é que os programas Farmácia Popular (medicamentos com até 90% de desconto) e “Aqui tem Farmácia Popular” (100% de desconto) foram REVOLUCIONÁRIOS, e revolucionaram a vida de quem mais precisa: os doentes pobres.

  • marcos nunes

    Tem uma coisa que não entra na cabeça das pessoas: o fato de que absolutamente tudo é público, e quando não é o é por subtração do público para fins de lucro privado. Não pago planos de saúde; dizem que é quase uma revolta kamikaze, mas já cansei de ouvir histórias de gente que morreu por tratamento inadequado em hospitais privados, e de gente que na hora agá teve que arcar com desenbolsos monstruosos à custa das famosas exceções dos planos de saúde. Então, a batalha é pela saúde pública e é pelo SUS. Fora disso, equívoco.

    • Carvalho

      Cara, meu trabalho não é público, meu esforço não é público. Se eu monto um negócio e tenho lucro ele é meu. Incrível como todo socialista quer que as coisas “entrem na cabeça das pessoas” . Autoritarismo é típico das esquerdas mesmo…

      • Andressa

        nossa, que pensamento pequeno. só faltou falar que comunista come criancinha no café da manhã…

      • Carvalho

        Não sei o que comunista come no café da manhã, sei o que aprendi na história, que o comunismo na União Soviética e na China matou milhões de pessoas. Que a ditadura comunista em Cuba matou milhares de pessoas. Que toda e qualquer experiência socialista ou comunista termina em pobreza.

        O cara que postou disse que sua opinião tem que “entrar na cabeça das pessoas”. Não gosto disso. Aceito ser convencido por um argumento, mas prefiro as idéias alheias não me sejam enfiadas cabeça a dentro. Ainda mais umas idéias ruinzinhas como as de que tudo é público, coletivo, etc.

        Não existe socialismo ou comunismo sem autoritarismo. Não sou eu que digo, é a história…

      • Rafael Marangoni

        O capitalismo não mata ninguém, né? Espirito de coletividade zero. Você provavelmente só tem essa opinião porque faz parte de uma parte da sociedade que detém alto grau de instrução, alto poder aquisitivo, e detém seus instrumentos de trabalho.
        Referente ao socialismo e comunismo, concordo que existe autoritarismo, mas e no capitalismo não existe? Sério?

      • http://www.facebook.com/guilherme.cscordeiro Guilherme Cordeiro

        Engraçado que as pessoas confundem uma conversa de sistema público de saúde com uma conversa sobre capitalismo e socialismo. Concordo que cada um deve pagar seus impostos, e que este imposto seja usado para garantir a prestação de todos os serviços públicos essenciais. Isto não tem nada relacionado a capitalismo e socialismo.

      • Carvalho`

        Comunistas são sempre autoritários, faz parte ideologia. Eu não disse que o capitalismo não mata, Você muda de assunto pois não pode contestar o fato de que MILHÕES de pessoas foram mortas em nome do comunismo na URSS e na China.

        Toda democracia é capitalista. As ditaduras podem ser de direita ou de esquerda. Mas todo governo comunista será uma ditadura.

        Eu tenho alto grau de instrução sim. Estudei em colégio e universidade pública. O que eu fiz qualquer um pode fazer.

      • andressa

        “Incrível como todo socialista quer que as coisas “entrem na cabeça das pessoas” . Autoritarismo é típico das esquerdas mesmo…”

        continuo achando que sua maneira de pensar é limitada. claro que existem grandes problemas no sistema comunista/socialista, tanto no que é proposto em quanto no que aconteceu na prática. mas isso não faz do comunismo o vilão da história. que eu saiba o regime militar foi de direita, e foi um dos piores momentos da historia do brasil. militares pegavam qualquer um que quisessem, torturavam, estupravam e matavam sem justificativa alguma (como se houvesse justificativa possível para tamanha atrocidade). fora que ainda hoje o sarney é o dono do maranhão, o maggi é o dono do mato grosso, e por aí vai… fazem o que querem independente de qualquer lei.
        quanto às coisas que querem que seja enfiada na cabeça, isso não é coisa de comunista. principalmente no capitalismo, com tanto marketing, querem enfiar na sua cabeça de só magro é bonito, que ser rico é o supra sumo da felicidade, que tem que assobiar e chupar cana pra ser um sujeito bonito, feliz e decente (whatever that means).

        não estou dizendo que o comunismo é a melhor coisa do mundo, nem que o capitalismo seja a pior. só que esse reducionismo me incomoda, me lembra a época em que você só podia ter duas visões políticas: ou é socialista ou é capitalista.

        e o problema em relação ao brasil é principalmente porque a taxa de impostos é muito alta e o dinheiro é muito mal administrado, não há retorno visível nos serviços públicos essenciais (em infra-estrutura, nem saúde, nem educação).

      • CArvalho

        No capitalismo você pode mudar de canal. Você pode não acreditar na propaganda. Você pode ter SEUS valores. No comunismo você é obrigado a viver baseado nos valores do Estado, idéias que outras pessoas impõem a você.

        Veja o caso do Sarney, citado por você. Lá atrás se aliou aos ditadores de direita. Foi aliado de um presidente de esquerda com forte viés autoritário. E agora é aliado de uma ex-guerrilheira que queria implantar uma ditadura comunista no Brasil. Pelo menos ele é consistente…

      • Karen Fiuza

        Mas certamente você usa muitos recursos públicos para fazer seu trabalho, vc, seus filhos e família usaram ou usarão educação pública, saúde pública, e sua empresa certamente utiliza os benefícios de segurança pública, estradas públicas, iluminação pública, entre vários outros serviços públicos. E para isso servem os impostos! — Falar que o trabalho não é público, é bastante questionável. Ele não é público APENAS quando você monta um próprio negócio? Mas é público se você é servidor público? Ou professor? Ou médico? Não entendi sua lógica… além de querer chamar alguém de socialista simplesmente por querer lutar por uma saúde pública de qualidade? Você deveria estar fazendo o mesmo, já que você e sua família também pagam impostos. E não tem nada de socialista nisso. É nosso mundinho capitalista mesmo.

      • Carvalho

        MEU trabalho náo é dos outros, é somente MEU. Não quero saúde pública que pague 800 mil reais para um paciente. Quero poder decidir como vou gastar o meu dinheiro. Não quero um governo tomando quase 50% do que produzo para usar mal.
        Minha lógica é que o trabalho de um indivíduo é dele, não importa se é funcionário público, médico, etc. Ele deve ter liberdade para trabalhar com o que quer, como quer, e cobrar quanto quiser. Se lucrar muito, que ele decida como usar o lucro. Que os outros ( governo) não tenham o poder de tomar o lucro dele, o resultado de seu trabalho para usar como queiram. Deu pra entender agora?

      • Nallon Pauluzzi

        Gostaria de listar alguns argumentos aferidos a partir do que o amigo Marcos e a amiga Karen quiseram dizer:
        1 – O governo garante soberania como política externa e a aplicação da constituição como política interna. Por isso existem governos.
        2 – A maioria do que existe no território de uma nação é sim público pois o governo é que fornece as bases necessárias para a população que muitas vezes são críticas e dificilmente existiriam caso não fosse a intervenção estatal. Com todas essas bases como direito inerente desde o nascimento fica fácil você falar que não quer pagar imposto e que não depende de nada do Estado.

        3 – Desinteresse por política+muita reclamação e pouca ação+lei de Gerson= Brasil. O conhecimento que o brasileiro adquire sobre política e economia pela vida é insuficiente. Reclamar demais mas não fazer nada a respeito para reverter a situação é um comportamento arraigado dos brasileiros, não só quando se trata de política. A tendência de querer se dar bem a qualquer custo sem olhar o coletivo ou as consequências do que se faz também é muito difundida, principalmente na era pós Gerson.
        4 – Claro que você também pode ter uma maneira diferente de ver as coisas. Minha sugestão é a de que avalie a construção de uma ilha em águas internacionais para que você implemente sua própria política e crie sua própria constituição para a população perfeita onde todos trabalham, ninguém mata, ninguém rouba e também seja invulnerável aos outros países. Adoraria ver seu país dar certo! [Claro que isso é uma piada]

      • Carvalho

        1-Não disse que sou contra governos, acho um mal necessário. Sou contra governos que se metem demais na vida das pessoas.
        2- Você inverte a ordem das coisas. Nação e governo são conceitos que surgem em sociedades mais avançadas, após inúmeras gerações de indivíduos terem criado as bases. O governo não cria nada, são as pessoas que resolvem. Sempre.
        3 e 4 – Aqui você se entregou. Como todo esquerdista usa clichês como Lei de Gerson, baixo conhecimento de política, etc. E termina comprovando que todo esquerdista é autoritário pois ao invés de debater e eventualmente aceitar que minhas opiniões sejam acatadas você quer me mandar para uma ilha.

        Eu não vou a lugar algum. Acostume-se com isso…

      • Dmitri

        Vai perder tempo com esse povo comunista, meu caro. Não é possível que tenham lido algo. “Ditadura do povo” Não é possível que não diga nada para eles. Desculpa para o emprego para o autoritarismo. Aliás, é graças ao capitalismo que nosso Estado pode bancar o SUS.

      • Carvalho

        Comunista realmente é caso perdido. Ninguém com raciocínio lógico funcionando pode defender regimes como os de Stalin, Mao Tse Tung, Fidel Castro. Mas acho que tem muita gente em cima do muro que se deixa influenciar por esse papo de ajudar os mais necessitados e balelas do tipo. É graças ao capitalismo que temos internet, banda larga, etc…ou a Internet surgiu na URSS ???

  • Médico_Mg

    Ótimo texto, Lucas.
    Eu também sou otimista quanto ao futuro, acho que o Brasil está caminhando, com passos de formiga, mas está caminhando.
    O governo realmente está “pensando” mais em saúde, no entanto usa de estratégias por vezes maliciosas. Adoraria ver um texto sobre a pressão por mão de obra barata que o governo está fazendo em relação aos médicos (aumento indiscriminado de escolas médicas, debate sobre validação de diplomas externos aqui no Brasil, corte nos salários dos médicos, programa de pontos e suas implicações no serviço de saúde etc) e se desse pra vc fazer um apanhado sobre o que o pessoal está achando da prova obrigatória para se inscrever no crm-sp e como esta medida poderia melhorar o serviço médico.

    • Adunco

      Exato! Essa ‘preocupação’ do governo é um paradoxo, quando vemos todas essas medidas afundando a medicina pro buraco inevitável da desvalorização. as escolas continuarão proliferando pq grande parte são dos próprios políticos. e essa prova obrigatória não tem poder censor e não é exame de ordem. Logo, vai tudo continuar na mesma m.

      • Médico_Mg

        Acho que poderia ser um passo inicial, entende? Primeiro torna a prova obrigatória em sp, dps mg, rj, rs, restante do Brasil…. Aí dps se exige uma nota mínina…. Estou esperançoso com isso…

      • http://www.facebook.com/people/Lucas-Pedrucci/100001663603171 Lucas Pedrucci

        Bons pontos a serem debatidos, realmente. Vou colocar na minha lista “a escrever”. ;-)

        Considero a prova do CREMESP uma medida bem vazia e até um pouco infantil. Acho que vai piorar as coisas, até.

    • http://www.facebook.com/people/Cristiana-Menezes/100002137082377 Cristiana Menezes

      E pressão por mão de obra barata não só de médicos, mas da maioria dos outros profissionais da saúde, que ganham menos ainda que os médicos. É impossível fazer uma saúde de qualidade com profissionais pouco valorizados. A pouco tempo o ministério da saúde boicotou a votação da carga horária de 30 horas semanais dos profissionais de enfermagem, por afirmar que o SUS e os planos de saúde não têm verba para mais contratações.

  • Adunco

    Cara, sou colega seu (também fiz Med USP e residência no bom e velho HC) e faço as suas as minhas palavras. Sempre acreditei que, a título pedagógico, ao final de cada internação, o paciente devesse receber uma ‘conta’ educativa, enumerando tudo o que recebeu e usou durante o período hospitalar, com custos etc. Acho que serviria pros pacientes valorizarem tudo o que foi gasto por eles, por todos nós, pra bancar a saúde que é de todos e que é vista como de ninguém. Meu primeiro foco seria a enfermaria de Reumato, colocando todo os imunossupressores e hemoderivados. Não pagariam nada, claro, mas talvez fosse pedagógico. Um dia sugeri pro diretor clínico, e ele riu…

    • amapá

      essa iniciativa já existe, o governo de são paulo manda o demostrativo dos gastos com a internação hospitalar…não sei se para todos, mas eu, Quando precisei ficar internado um dia recebi esse demontrativo

  • Gustavo Esquive

    Nunca fiz uso do SUS, por ter plano de saúde, mas no tocante aos medicamentos posso dizer por experiência própria: hoje só não usa quem não quer. Caso o medicamento que você precise – comprovado por um simples laudo médico – não seja distribuído na rede pública, em menos de 24 horas você consegue uma liminar obrigando a sua compra; é um dos raros casos em que nosso poder judiciário funciona a beira da perfeição. Tudo bem, pode ser questionado que algumas pessoas não tenham dinheiro para a contratação de um advogado – eu já entrei com algumas ações dessas sem cobrar honorários, mas não é o mote da discussão – a própria Defensoria Pública dá prioridade a estes casos, “passando na frente” de atendimentos menos urgentes. E como dito pelo colega @facebook-100001663603171:disqus, sai muito mais em conta tratar do que remediar, mas ao menos o que vejo em minha profissão a falta de prevenção é cultural.

    • Carvalho

      Dizer que o poder judiciário funciona à perfeição porque atende TODAS as ações baseadas em um SIMPLES laudo médico é um barbaridade. A desigualdade que isso cria é absurda, pois pessoas com maiores recursos em tempo / dinheiro / conhecimento tem acesso e sugam muito mais recursos que outros.

      • Gustavo Esquive

        @b77cd8ad66bb87dfa4751f0dee50ef90:disqus vamos por partes: quando disse a beira da perfeição foi no sentido de efetividade das solicitações; todos sabemos que uma ação judicial hoje se arrasta por anos e anos, e em casos que envolvem questões de saúde (remédios, caução abusiva para internação e afins) a tutela jurisdicional é imediata. O elogio nem é por conta do deferimento ou não dos pedidos, mas pela rapidez em se conceder/negar o benefício. Quanto a questão financeira, peço por gentileza que releia a parte onde falo da prioridade da defensoria pública nestes casos. Para finalizar, estas ações não são feitas para qualquer tipo de medicamento – até pq a maioria já é fornecida gratuitamente, sem a necessidade de provocação do judiciário – mas para casos específicos em que os remédios fornecidos não servem como tratamento, daí a necessidade de um laudo médico. Se o médico atesta que existem remédios análogos disponíveis, e que tais análogos servem como tratamento, juiz nenhum concederá o pedido.

      • CArvalho

        Vamos pensar entao na rapidez da resposta do juiz. Temos juizes sem qualquer conhecimento médico tomando decisões que oneram a sociedade como um todo ( eu e todos que estão lendo), em 24 horas, para supostamente ajudar um único indivíduo.
        - Ele não leva em conta se o remédio ou tratamento está correto pois confia em um único laudo médico.
        - Ele não avalia se aquele paciente ou sua família teria condição de pagar. Ele não avalia se existem opções mais baratas.

        Em resumo, ele toma uma decisão unilateral concedendo um bônus a um indivíduo e criando um ônus para toda a sociedade. O juiz do alto de sua sabedoria decide que nós todos deveremos pagar pelo tratamento de 800 mil reais por mês de um indivíduo.

        Em relação aos recursos fui bem claro. Pessoas com mais tempo para correr atrás dessa possibilidade, com mais recursos para os gastos envolvidos ou com mais conhecimento dessas brechas na legislação terão uma vantagem sobre os outros. Recursos a mais não é somente dinheiro.

        Essa política usa o discurso da igualdade para propagar a desigualdade. E sem a anuência da maioria da população pois juizes não são eleitos pelo povo e mesmo assim decidem unilateralmente como o dinheiro da população será gasto.

      • Gustavo Esquive

        Caro @Carvalho, acredito que você não tenha entendido o que eu quis dizer, novamente; se você reler o meu comentário, eu elogiei a rapidez com que se concede/negam os benefícios. Não é simplesmente distribuir a ação e sair pro abraço. São analisados vários pontos, tais como a existência de análogos no mercado, se estes análogos são mais baratos e mais eficientes, se foram feitos exames no paciente… Há uma gama de provas a ser produzida para que se conceda o benefício. Eu tive uma cliente que tem diabetes e ela havia tentado usar todos os tipos de insulina existentes no mercado, e o único que resolvia o problema dela era uma que custava mais de R$ 8.000,00 por aplicação. Se ela não usasse este remédio ela ficaria cega; é evidente que não é razoável manter este tipo de medicamento disponível em estoque, vez que o seu uso, pelo que me leva a crer o meu parco conhecimento sobre doenças, se dá em casos muito específicos; a maioria dos casos se resolve com os medicamentos que existem a disposição de toda a população. E em relação a criar um ônus para toda a sociedade, espero que você não se esqueça de que o acesso à saúde – e não só a ela, mas a moradia, ao lazer, ao trabalho e a dignidade – são garantias fundamentais de todos os indivíduos e devem ser garantidos pelo Estado. Logo, se eu preciso de um remédio e não tenho condições de comprá-lo, desde que eu comprove esta necessidade e a minha condição social, é dever do Estado me garantir tal medicamento. Ah, e isso não sou eu quem disse, é a Constituição, que foi feita com a anuência da maioria da população, vez que os membros do Legislativo são eleitos pelo povo.

  • http://www.facebook.com/people/Evandro-Dias/100002465964515 Evandro Dias

    ótimo texto.

  • http://twitter.com/edegar EDEGAR NEUMANN

    Lucas, excelente texto.
    O grande problema que ainda vejo no SUS (sim, já ‘pus meus pés’ várias vezes em hospital público) ainda é o excesso de gente, a demora, não só no atendimento emergencial, mas no ambulatório, consultas, exames e tratamentos.
    Ontem mesmo estava escutando no rádio a notícia de que a Fundação CECON em Manaus só tem um médico cirurgia para uma determinada especialidade e que a fila de espera está em 70 pessoas! Um único médico! E se ele passa mal, ou resolve tirar férias, ou sei lá o que? Fica sem nenhum! E com isso casos graves acabam resultando em internações, UTIs e, em última instância, óbitos.
    Saúde é um grande problema, tanto no âmbito privado quanto no público, e não estou vendo esta melhora que você aponta. Muito pelo contrário, pelo menos no plano do atendimento privado, vejo que as coisas estão cada vez pior!

    • http://www.facebook.com/yurititi13 Yuri Moreira Titi

      Concordo com o ponto de vista do EDEGAR NEUMANN.

      A demanda pelo SUS é infinitamente superior a que ele consegue suprir.

      Assim como o Lucas Pedrucci mencionou, o melhor seria investir em medidas preventivas para assim evitar a internalização por complicações de doenças.

      O bom seria fazer um investimento na área de EDUCAÇÃO EM SAÚDE. Pequenos habítos como lavar as mãos antes de comer, escovar os dentes, etc… diminuiria a incidência de algumas doenças comuns em ambito ambulatórial das unidades do SUS

      • Andressa

        acho que um dos grandes problemas é que educação e infra estrutura, por exemplo, não estão diretamente ligados à saúde pública, são administrados por outros setores. outro grande problema é que tudo isso depende também de política (na distribuição de recursos, por exemplo), o que dificulta muito mais as coisas…

    • Karen Fiuza

      O Brasil é um país continental. Tem partes onde o SUS é melhor que outras. Eu moro em Porto Alegre, e utilizo o SUS, assim como grande parte da minha família. Aqui o maior problema é a fila para exames específicos (como por exemplo, ressonâncias) quando o caso não é considerado emergencial. Tratamento de emergência, estou perto de considerar excelente. Hospitais como o Conceição tem problemas de superlotação também, mas isso também se deve a má administração do próprio hospital (pelo menos, é o que eu tenho lido a respeito). Um dos problemas que afeta a área da saúde em cidade pequenas, ou afastadas dos grandes centros urbanos, é que os médicos NÃO querem ir pra lá. O governo deveria apostar em melhores ofertas de carreira para médicos que topem sair dos grandes centros. — Gosto de pensar que estamos evoluindo, enquanto país. Devagar, mas pra frente. — Do que eu tenho visto por aqui, o atendimento com plano de saúde não é tão diferente do que o atendimento pelo SUS. E entre pagar quase R$ 500 por mês por um plano da Unimed, e esperar 1 mês para uma consulta com um cardiologista pelo SUS, ainda sou mais SUS… Infelizmente, pagar tudo no particular (que ainda é a melhor opção entre todas) é privilégio de muito poucos.

      • http://www.facebook.com/people/Cristiana-Menezes/100002137082377 Cristiana Menezes

        Eu concordo, aqui no Paraná a situação é mais ou menos a mesma. Na minha cidade, o principal problema é que a atenção básica não é capaz de resolver os problemas de saúde da população, gerando um excesso de encaminhamentos para os especialistas e filas de espera enormes. Sobre esperar um mês para conseguir uma consulta com especialista no SUS, o pior é que quem tem plano de saúde sofre com o mesmo problema, as vezes pior que no SUS. Para uma consulta com ginecologista pelo plano a pessoa espera mais ou menos um mês e meio, dois meses.Tem posto de saúde de você consegue consulta no dia, ou no máximo para a semana seguinte. E ai, vale a pena pagar plano de saúde?

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      SUS é um plano de saúde “para todos”. Então não é nem excesso exatamente, mas sim o “padrão” existente.

      O SUS tinha que se reestruturar um pouco e ter um conselho fiscalizador, já que o que acontece é: quem gerencia a saúde muitas vezes são os municípios, e no caso, quem tem que cuidar para que os hospitais, prontos socorros e consultórios estejam em boas condições, com médicos presentes e valorização do profissional capacitado, é os municípios, os prefeitos e munícipes.

  • Pingback: Vamos pensar em estratégias de saúde… | Engenharia Alternativa

  • http://www.facebook.com/people/Renan-Guilherme/1640966762 Renan Guilherme

    Muito bom texto, parabéns. Conheço a foto, é do cara que trampa comigo (Fabiano Lucas), esse que aparece é o miguel, só pra constar, foi tirada em Bonito/MS no Abismo Anhumas.

  • http://www.facebook.com/henrique.alencastropuls Henrique Alencastro Puls

    Tudo verdade, pena que o mecenas não deixa o texto ser imparcial.

    • http://www.facebook.com/people/Lucas-Pedrucci/100001663603171 Lucas Pedrucci

      “Veja se quer escrever algo sobre isso (pauta livre dentro desse contexto).” – Gustavo Gitti, quando me pediu pra escrever esse texto.

      Se eu assinei é porque acredito no que está escrito. Vivo essa realidade. Impossível um relato ser imparcial.

      • http://www.facebook.com/henrique.alencastropuls Henrique Alencastro Puls

        “…as políticas públicas de saúde aos poucos têm abandonado a demagogia eleitoreira da construção maquinal de
        hospitais para realmente amparar a atenção primária e provê-la dos recursos necessários à entrega dessa medicina custo-efetiva.”

        Sério, duvido que esse trecho seria escrito sem esse mecenas.

        Políticas públicas de saúde abandonando demagogia eleitoreira?
        Lembra do PROVAB ou das milhares de novas vagas em cursos de medicina sem estrutura ou que ainda nem foram criados?

        APS com recursos para uma medicina com uma boa relação custo-efetividade?
        Tem certeza?

      • http://www.facebook.com/people/Lucas-Pedrucci/100001663603171 Lucas Pedrucci

        “…aos poucos”

        Ainda tem muita merda pra resolver, nunca disse que não. Também me emputece a imbecilidade de ter uma escola de medicina em cada esquina de São Paulo, uma mais porca que a outra.

        Mas as ações bem feitas, pensadas na direção certa, têm que ser vistas e apoiadas, se não nunca vamos pra frente.

      • Nélio Oliveira

        Além disso, quem chancela a criação de escolas de medicina é o Ministério da EDUCAÇÃO, não o da Saúde… e quem implementa as políticas de saúde é – adivinha quem – o Ministério da SAÚDE, não o da Educação…

  • http://www.facebook.com/people/Fernando-Gouveia/1770199954 Fernando Gouveia

    O texto é ótimo, mas quando vi que era um Macena.gov fiquei com uma pulguinha…

    • Rodrigo Cambiaghi

      Seria um belo tiro no pé arriscar nossa credibilidade com os leitores a troco de um artigo pontual para Ministério da Saúde.

      Demos pauta livre para o autor.

  • Carvalho

    O PDH continua em sua rota descendente. Agora com patrocínio do governo federal !! Com sorte será mais um site a viver do meu dinheito de impostos !!!

    Funciona assim:

    - Eu cuido de minha saúde mas se outra pessoa fuma ou come em excesso eu pago o tratamento.
    - Eu não torturei ninguém na década de 70 mas tenho que pagar bolsa pro Heitor Cony.
    - Eu sou contra a Copa e Olímpiada num país onde 50% dos domicílios não tem esgoto mas vou ter que pagar pelos estádios.
    - Eu não cortei o dedo do Barbudo mas tenho que pagar aposentadoria pra ele por invalidez. E também de preso político.
    - Eu não tenho a doença mas tenho que pagar a cura dela das pessoa que tiverem.

    - Eu não gosto do site mas tenho que pagar por ele.

    É estúpido dizer que se algo é direito do cidadão e que o governo tem que pagar. O governo não tem dinheiro. O dinheiro do governo vem das pessoas através de impostos. Portanto uma pessoa que toma dinheiro do governo está tomando dinheiro de todas as outras pessoas que tem o azar de morar no mesmo país / estado/ cidade. Nossa constituição de 1988 só inclui direitos, os deveres ficaram pra quem trabalha….

    • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

      Cara, eu não consegui nem começar a te responder.

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      Cara, eu também odeio o PT (e/com/junto o Lula). Mas o texto tem uma verdade. Se tu fica no viés do patrocínio, tu está sendo tão egoísta que muitos corruptos idiotas que desviam dinheiro público.

      E se não quer um patrocínio em um site deste tipo, pague o trabalho do pessoal. Ou se não gosta, go out. mimimmimimimimim pra que? só para se achar “ah, eu tenho razão?”

    • Rodrigo Cambiaghi

      Boa Carvalho,

      Gastar dinheiro com Saúde pública não faz o menor sentido mesmo.
      O que acha da gente exterminar todos que não tem condições de pagar por assistência médica em câmaras de gás e campos de concentração?

      Assim a gente salva o sistema de saúde e você paga menos imposto.
      Que idéia brilhante.

      Agora se mate.

    • Karen Fiuza

      Não seja mais um incompetente sangue-suga então! Faça um favor a todos nós, e MUDE DE PAÍS!

    • Fernando

      Cara, básico da democracia: povo escolhe os representantes e governantes tomam decisões. O povo não sai aprovando ou vetando tais decisões, no máximo pode sugerir. Se algo se mostra inaceitável em tais representantes, há a possibilidade de impeachment. Fora isso, se você não gosta do viés esquerdista inerente a países em desenvolvimento ou à maior parte da europa, ou ao japão, ou à toda a Oceania, pode sempre se mudar para países ferrenhamente capitalistas como os EUA. Lá não se aceita dar um centavo para custear nada na sociedade que você não esteja necessariamente usando. Se você acha que não deve contribuir por outro socialmente e que absolutamente tudo que você produz deve ser só para você, mesmo usando estradas, correio, segurança e ambulâncias públicas, você vai se sentir em casa lá.

  • Luiz carlos severo diniz

    Parabéns pelo artigo ! Tb acho que o SUS pode ser uma solução viável e só não produz mais porque existe uma corrupção generalizada no país .

  • http://www.facebook.com/IzabellaTomazzoni Izabella Tomazzoni

    Tenho asma e já fiquei 17 a 18 vezes internada ao longo da
    da vida por conta da doença com duas 2x na UTI e uma delas , por conta da parada respiratória .
    Faço uso continuo de um remédio para a prevenção que não é baratinho…
    Tentei de várias maneiras, pega lo pelo SUS e foi negado a alguns anos atras.
    Sempre pensei se eu as vezes me aperto para compra lo ..imagina , as pessoas de classes mais baixas , Como,conseguem manter
    o tratamento ?
    Quando vi a propaganda , confesso.. fiquei feliz com a iniciativa.

    • http://www.facebook.com/people/Lucas-Pedrucci/100001663603171 Lucas Pedrucci

      Izabella, muito obrigado pelo relato!

      Excelente receber esse feedback de quem está vivendo na pele essa realidade.

  • Pablo

    Certamente que a proposta do SUS de universalidade e integralidade é extremamente humana, mas ao mesmo tempo, do ponto de vista financeiro, ainda está por provar-se viável. Medicina custa caro. É claro que a atenção secundária-terciária que damos na UTI é muito mais cara que a atenção primária das UBSs e ambulatórios, mas essa última também é muito cara para os cofres públicos, especialmente quando vislumbramos que virtualmente existe uma demanda de quase 200 milhões de brasileiros que teoricamente podem ter acesso ao sistema de saúde pública a qualquer momento. Colocando na ponta do lápis quanto custa fornecer remédios para milhões de pessoas, quanto custa a construção de equipes multiprofissionais, a realização de exames básicos de rastreamento e também a atenção secundária e terciária, quando for necessário, os valores são astronômicos. Sempre alguém poderá contra-argumentar dizendo que promovendo a saúde de toda a população, teremos maior quantidade de pessoas na População Economicamente ativa, mais pessoas produzindo e consumindo, o que produz mais riqueza, e talvez isso torne um sistema de saúde universal e integral algo economicamente viável. Mas essa é a grande questão: nós não sabemos disso, não há nenhum estudo que tenha sequer tentado calcular todos esses valores complexos e demonstrar que o que se economiza com tudo o que é gasto com a saúde pública realmente tem um impacto positivo na economia. Que é um sistema humano é. Humano, Cristão, popular com a população e ótimo para explorar do ponto de vista político. Mas se é custo x efetivo, essa resposta nós não temos.

    • http://www.facebook.com/people/Lucas-Pedrucci/100001663603171 Lucas Pedrucci

      Também não sei se prover atenção à saúde “compensa” financeiramente para o Estado, em termos de produtividade ou “impacto positivo na economia”. Mas, de verdade, acho que não é esse o ponto. E o conceito de custo-efetividade não é exatamente esse.

      Atenção à saúde é um direito básico, está na constituição, não tem discussão aí. E não creio que deva ser diferente. O negócio é fazer de um jeito que traga o maior benefício ao maior número possível de pessoas com o menor custo. E é nisso que estamos começando a prestar atenção aqui no Brasil.

  • Cezar Wagenheimer

    Por favor me respondam essa dúvida! Vivo com asma desde criança, hoje em dia quase não tenho crises, mas já perdi 2 amigos que tiveram ataque do coração, assim como a moça da reportagem, e sempre ouvi muitas histórias, o problema é, nunca ninguém, nem mesmo os médicos conseguiram me explicar porque acontece essa freqüência de mortes devido à asma? Quando era criança lembro de ter passado madrugadas acordado na janela tentando respirar, tanto que de manhã estava com os ombros morrendo de dor de tanta força que fazia pra tentar respirar. Corri risco de vida nessa situações?

    Hoje em dia sempre tenho o remédio em casa, então nas crises sempre trato rapidamente, mas em que ponto uma crise de asma pode ser perigosa a ponto de causar um ataque do coração? Quando devo me preocupar?

    • http://www.facebook.com/people/Lucas-Pedrucci/100001663603171 Lucas Pedrucci

      Cezar, muito difícil avaliar a gravidade da crise com base apenas nos sintomas, que sempre são subjetivos, por melhor informante que o paciente seja.
      A avaliação de gravidade (e portanto de risco) da crise asmática é baseada em parâmetros objetivos, como frequência respiratória, frequência cardíaca, peak flow (pico de fluxo na via aérea), saturação de oxigênio etc.

      Sobre quando dever se preocupar, a orientação que costumo dar é a seguinte: no momento da crise, faça três inalações com intervalo de 20 min, com as doses habituais de ipratrópio e fenoterol. Se não melhorar, procure o Pronto Socorro. (Isso se você não tiver histórico de crises graves, com necessidade de internação, UTI, intubação etc)

      Na dúvida, procure um serviço médico.

      • Cezar Wagenheimer

        Muito obrigado pelas informaçōes Lucas, você me deixou mais tranquilo agora.

        O remédio que inalo é o Symbicort Turbuhaler, que tem na composição m formoterol e budesonida, um deles é o que você recomendou, o outro é equivalente? Ele é um pouco caro, mas foi o remédio que teve o melhor efeito em mim, quando usava somente Aerolin Spray tinha crises constantes.

        Bom de qualquer modo se tiver alguma crise, vou tentar uma inalação a cada 20 minutos por uma hora, se não tiver melhoras vou correr pro hospital. O seguro morreu de velho! :)

      • http://www.facebook.com/people/Lucas-Pedrucci/100001663603171 Lucas Pedrucci

        NÃO! Estamos falando de coisas diferentes.

        Falei de inalação com FENOterol e ipratrópio (mais conhecidos pelos nomes comerciais Berotec e Atrovent, respectivamente).
        Fenoterol é um beta-agonista e o ipratrópio é um anti-colinérgico, ambos DE CURTA DURAÇÃO, feitos para o momento da crise.

        São uma opção à bombinha de salbutamol (Aerolin), outro beta-agonista DE CURTA (só para para crises).

        FORMOterol é um beta-agonista DE LONGA DURAÇÃO, feito para tratamento de manutenção em asma persistente. NÃO SERVE PARA CRISE. A budesonida é um corticóide (nesse caso inalatório), um anti-inflamatório esteroidal para tratar a inflamação crônica da via aérea, diminuindo o seu remodelamento.

        Use o Symbicort conforme prescrito pelo seu médico (usualmente 12/12h), como manutenção. Nas crises, ou a bombinha ou inalação com os broncodilatadores de curta duração. Não use doses maiores do Symbicort por conta própria, você pode acabar tendo efeitos sistêmicos (no resto do corpo, em vez de só na via aérea) do corticóide.

  • Dora_Delano

    então eu lhe peço, por favor, que da próxima vez que perguntarem se o remédio conseguem DE GRAÇA, você responda: de graça, não, Dona Maria ou Seu Manoel, pago com o seus impostos.

    • http://www.facebook.com/people/Lucas-Pedrucci/100001663603171 Lucas Pedrucci

      De fato.

      Mas a maioria dos países cobra impostos e não dá remédios.

      • http://herberthamaral.com/ Herberth Amaral

        Todos cobram, mas só em poucos que os impostos chegam a mais de 40% do PIB ;)

  • Davi Puentes

    Que bonitinho. Um texto falando bem do Ministério da Saúde, pago pelo Ministério da Saúde. Lindo.

  • Dmitri

    A saúde anda tão bem no Brasil, que a maioria dos servidores federais estão em greve. Inclusive, eu estou. Sou médico e trabalho no Instituto Nacional de Traumato e Ortopedia.

    • Nélio Oliveira

      Você escreve como se a greve fosse por uma saúde melhor, e não por um SALÁRIO melhor. Conversa pra boi dormir…

  • Dimitri

    Que lindo! Um texto sobre o SUS pago pelo Ministério da Saúde, falando bem de todos! Que isento. Pelo menos, apagam os comentários que discordam de vocês. Melhor ainda. A MAIORIA DOS SERVIDORES FEDERAIS ESTÁ EM GREVE! Que Ministério é esse que faz bom trabalho?

    • Nélio Oliveira

      Você acha que o “trabalho” do Ministério da Saúde é satisfazer aos desejos dos seus servidores?

  • Alessandra

    Meu pai faz uso contínuo de Formocaps e Busonid (cápsula)e fui retirar na Fármacia Popular….e me negaram…..disseram-me que ainda não está no programa, mas então que remédios pra asma está?????

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