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“Queria ser hétero, mas não consigo”

Alex Castro

por
em às | Melhor do PdH, Relatos


Recebemos o relato de um leitor que se odeia por ser gay. Isso mobilizou o PapodeHomem, aprendemos muito com o debate e agora compartilhamos com você. 

Introdução: publicar ou não o relato?

Faz alguns meses, recebemos um email elogioso de um leitor, mas o elogio não era só para nós:

… precisava declarar a admiração que sinto por vocês. Na verdade, não só pelo criador e pelos colaboradores, mas por todos os homens “heterossexuais”, pois sou homossexual, e confesso que isto é uma das piores coisas do mundo. EU ODEIO ISSO EM MIM. Já tentei mudar, mas infelizmente não consigo. Já pensei até em suicídio, mas não cometi por causa de minha mãe, ela iria sofrer muito. Isso se deve ao fato de que sempre tive muita vontade de ser um HOMEM NORMAL, e não ser essa aberração de ser gay. E não ser essa aberração de ser gay.

No restante do email, ao mesmo tempo em que elogiava o mundo masculino heterossexual que o PapodeHomem representava, nosso leitor também criticava o que via nos “guetos” homossexuais:

O mundo masculino é fascinante. Carros, bebidas, mulheres, esportes, e há ainda a liberdade, a camaradagem e a praticidade de vocês. Tenho muita vontade de ser como os homens normais. O gueto homossexual é horrível, cheio de intrigas, sexo, drogas, rótulos, marginalização, doenças, egocentrismo, inveja, futilidades, depravações, desrespeito, discriminação. Enfim, uma lista imensa de outras coisas.

Nunca namorei uma mulher e nem vou namorar. Nunca namorei um homem e nem vou namorar. Apesar, infelizmente, de eu ser gay, não estou a fim de dividir minha vida com outro homem. É um absurdo! Decidi recentemente me “assexualizar”, ou seja, não ter nenhum tipo de relacionamento sexual com ninguém. Se quiser sentir prazer sexual, para isso existe a masturbação. No mais, meu maior sonho é ter um trabalho estável, uma casa, ajudar minha mãe e viajar, cair no mundo.

Parabéns ao PdH por me proporcionar fazer parte, mesmo que seja virtualmente, do mundo dos homens normais.

Somos exploradores de conteúdo e esse email nos aguçou o faro. Sentimos que havia uma história interessante por trás. Nosso leitor claramente estava sofrendo e, talvez, assim como muitos outros na posição dele. Entramos em contato com ele, pedimos permissão para publicar seu email e também fizemos outras perguntas para entendermos melhor sua vida, sua sexualidade, seus sentimentos.

Ao mesmo tempo, irrompeu uma controvérsia no QG do PapodeHomem: publicar ou não o relato?

Por um lado, deveríamos sim publicar, disseram alguns. Era um relato verdadeiro, intenso, forte, que com certeza refletia a sensação de muitos outros jovens homens em situação parecida.

Por outro lado, não deveríamos publicar, disseram outros. O relato era potencialmente homofóbico e poderíamos ter problemas legais ao parecer que endossávamos essas opiniões. Era mesmo nosso interesse jogar lenha nessa fogueira?

Conversei sobre o assunto com a sexóloga Regina Navarro Lins. Ela concorda que, muitas vezes, “o pior inimigo do gay” é “a sua própria homofobia. Há casos de gays que introjetam de tal forma os valores preconceituosos da sociedade que se tornam profundamente homofóbicos e se recriminam por desejar outro homem.”

E perguntei sua opinião sobre nossa dúvida. Publicávamos ou não, Regina?

Não vejo problema em publicar esse depoimento se você mostrar como essa forma de pensar e sentir limita a própria vida. (…) É fundamental refletirmos sobre crenças e valores aprendidos, questioná-los, e assim deletarmos o moralismo e os preconceitos. Não é uma tarefa simples, mas para viver bem é preciso ter coragem.

Regina Navarro Lins tem razão. O depoimento é importante e deve ser publicado, mas também cabe a nós dar um pouco mais de contexto aos nossos leitores.

Pois somos o Papo de Homem — não necessariamente o Papo de Homem heterossexual. Nossa exploração do masculino inclui também a homossexualidade masculina — tão diferente, como não poderia deixar de ser, da feminina. Os homens gays e bissexuais são tão homens quanto qualquer homem — podem não ser heterossexuais, mas como não seriam homens?

Enfim, somos todos homens, inclusive os homens que amam outros homens.

Com vocês, o depoimento do nosso leitor, editado pelo Rodolfo, motivado em parte por perguntas que fizemos a ele, em entrevista conduzida pelo Gitti. Mais abaixo, uma conversa que tive com o psicólogo Gilmaro Nogueira.

O relato do leitor: “Sou gay, mas sempre tive muita vontade de ser hétero”

Desde meus 7, 8 anos, eu sentia conscientemente – não dá para explicar; tem que sentir – que não gostava de meninas, mas sim de meninos. Fui ter plena convicção disso aos 12, 13 anos. Na época, eu não podia acreditar que eu estava sentindo aquilo.

Ficava me perguntando: “Por que comigo? Será que existem outras pessoas como eu?” Até hoje, quando ando na rua, fico tenso imaginando o que os outros estão pensando de mim, se estão suspeitando de alguma coisa. A sensação era, e continua, péssima.

“Fico tenso imaginando o que os outros estão pensando de mim” | Aves da noite, de Edward Hopper

A minha adolescência foi horrível. Tive algumas crises existenciais. Não saía de casa, não tinha amigos. Era uma única rotina casa-escola-casa. Inclusive, na escola eu era discriminado, o que me fez um cara antissocial ao extremo, tímido, com baixa autoestima. Dos 13 aos 20 anos, minha mãe, minha irmã, meus parentes e meus vizinhos me perguntavam por que eu não gostava de sair. Eu dizia que não gostava mesmo e ponto. A verdade é que eu tinha muito medo de que alguém desconfiasse, percebesse algo diferente em mim e fosse comentar para minha mãe.

Tentei, de uma forma até ingênua, mudar isso em mim. Eu comprava revistas de mulheres nuas. Chegava a me masturbar e tudo. No entanto, sempre que eu gozava, acontecia algo estranho: eu chorava. Talvez por angústia, por eu forçar uma coisa que não era minha, por tentar ser aquilo que eu não era. A sensação era e é muito ruim. Até hoje, com meus 26 anos, eu faço isso e sempre acontece a mesma coisa: vem a tristeza acompanhada da baixa autoestima e do choro.

O gueto homossexual é horrível!

Não existe universo GLS. Existem guetos. Percebo que há desunião, há diferenças subgrupais. Os efeminados, os bombados, os ursos, os maduros, as drag queens, os travestis, os bissexuais, as caminhoneiras, os gays casados com mulheres, os enrustidos. Todos se odeiam entre si. São cheio de intrigas, rótulos, marginalização, egocentrismo, inveja, futilidades, depravações, desrespeito, discriminação… Enfim, há uma lista imensa de outras coisas.

“São cheio de intrigas, sexo, drogas, rótulos, marginalização, doenças, egocentrismo, inveja” | Detalhe d’O Último Julgamento, de Michelangelo Buonarroti

A minha crítica aos homossexuais começou quando observei a feminilização de alguns homens gays. Fico morrendo de vergonha, pois é algo ridículo. E recentemente, quando percebi também que havia alguns homens casados com mulheres e que saíam com outros homens, a situação piorou. Aí eu tive vontade de me assexualizar.

Nunca namorei

Não sei namorar um homem. Não tenho referências, experiências e nem maturidade para isso.

Durante um tempo, frequentei cinemas pornôs. Lá eu chupava e era chupado, nada mais comum e normal num cinema gay, sempre com pessoas que não conhecia. Essa é a extensão da minha experiência sexual: nunca fiz anal, nem passivo ou ativo, e nem vaginal, evidente.

A sensação de fazer sexo oral no cinema pornô é ruim. Tem que entrar escondido para ninguém ver e, quando você sai, rola um vazio do tamanho do universo. É simplesmente horrível.

Os caras heterossexuais vão para casas de prostituição, mas lá eles se encontram para conversar, beber, ouvir música, bater papo e depois voltam para suas casas. Cinemas e saunas gays não têm nada disso. É só sexo. Ninguém fala nada. É triste.

Por isso, também, nunca quis frequentar festas ou saunas gays, só o cinema mesmo. Aqui na minha cidade nem tem essas coisas, ou então é muito restrito, fechado, em locais escuros e perigosos.

“Os caras heterossexuais vão para casas de prostituição, mas lá eles se encontram para conversar, beber, ouvir música, bater papo” | A orgia, de William Hogarth

Além disso, ninguém namoraria comigo. Sou magro, alto, mestiço – descendente de índio, branco e negro –, contido, tenho um rosto comprido, braços e pernas finas. Gosto de música clássica e comédia romântica.

Quem iria querer namorar um sujeito assim? Não faço parte do padrão de beleza que a sociedade exige – padrão este que é o contrário do meu. Ainda mais os gays, narcisistas que são.

Se nunca apareceu um cara pra namorar em 26 anos, não é agora que vai aparecer. Portanto, o que importa no final das contas é o sexo, e somente o sexo.

Agora, nem isso.

Nunca namorei mulheres

Já tentei. Naquela fase dos 12 aos 20 anos. Mas não consegui. Nunca deu certo. Sei lá, vai ver faltou instinto de macho – algo que eu não tenho. Eu admiro cada vez mais o mundo masculino. Queria fazer parte dele, mas não dá. Não sei por quê, mas não dá. E, no geral, acho ruim ser gay! Não queria isso para mim. Não há liberdade! É uma prisão da alma! Só queria ser normal. Acho que Deus deve me odiar.

Nunca beijei e nem transei com mulheres. Não fico excitado com uma garota. Só quando forço muito, mas muito mesmo. É uma verdadeira sessão de tortura. No geral, não sinto desejo, vontade, e às vezes dá até nojo.

Decidi me assexualizar

Nunca namorei uma mulher. Nunca namorei um homem. E apesar de ser gay, eu infelizmente não estou a fim de dividir minha vida com outro homem. Para mim, compartilhar a vida é absurdo! Por isso, decidi recentemente me assexulizar, ou seja, não ter nenhum tipo de relacionamento sexual. Com ninguém. Se eu quiser sentir prazer, existe a masturbação.

Não me considero um homem efeminado. Consigo ser natural. Nunca forcei a barra para ficar parecendo machão. Como sou muito tímido, falo pouco e quase não rio, as pessoas quase não percebem. No geral, acho que grande parte das pessoas nem imagina. Todos pensam que eu sou hétero.

“Não sei ainda como é ser homem. Acho que vou morrer sem saber” | Cavalgando com a Morte, de Jean-Michel Basquiat

Minha situação atual é: não namoro, só estudo. Não saio à noite. Não sinto tesão por mulher, só por homem, mas vou conseguir parar com isso. Ninguém da minha família sabe que sou gay, apenas umas três ou quatro pessoas da universidade. O meu maior sonho é ter um trabalho estável e uma casa. É ajudar minha mãe e viajar. É cair no mundo.

Não frequento academia, não pratico esportes, não bebo, não fumo, não transo, não tenho carro, não falo alto, não sou grosso, não sei paquerar. E não sei ainda como é ser um homem pleno em si.

Acho que vou morrer sem saber.

Pós-escrito: uma conversa com o psicólogo Gilmaro Nogueira, por Alex Castro

Conversei longamente com o psicólogo clínico Gilmaro Nogueira, vulgo Giba, mestrando do Programa Multidisciplinar Cultura e Sociedade (UFBA) e pesquisador do Grupo de Cultura e Sexualidade (CUS). Além disso, como psicólogo clínico, coordena um grupo discussão para gays, lésbicas, transexuais, travestis, intersexo, assexuados, heterossexuais e queers. E como se não bastasse, mantém o twitter @PsicologiaQueer.

Para começar, o Giba apontou que o discurso antigay do autor do nosso depoimento claramente não era dele:

“Ele só repete o discurso social vigente, repassa as ideias que a gente encontra na sociedade.”

De fato, pensei eu, o autor dizia não ter experiência homossexual alguma (apenas sexo oral em um cinema, mencionado muito rapidamente), então como poderia saber tudo isso do “submundo” ou do “gueto” gay? Parecia não estar falando por experiência, mas repetindo a imagem negativa que a sociedade incessantemente passa sobre “esses gays”.

Segundo o Giba, muito antes de começarmos a desenvolver nossa sexualidade, já começamos a “aprender” que somos meninos ou meninos e qual é o comportamento sexual normal esperado de nós. Só muito depois vamos começar a perceber em nós os primeiros desejos. E o que fazer se os desejos que se sentimos entram em choque com a “sexualidade normal” que nos foi ensinada?

O grupo de estudos do Giba tenta ajudar muitos jovens nessa situação difícil. Por um lado, é um trabalho individual: tenta-se dar ao jovem uma consideração positiva sobre si mesmo e sobre sua sexualidade, para que ele entenda que não há nada de errado com seus desejos. E, por outro, é um trabalho coletivo cujo alvo é a própria sociedade, uma tentativa de desconstruir nossa heterossexualidade compulsória — essa ideia de que o indivíduo homem deve ser masculino, se relacionar só com mulher e pronto. (Em outras palavras, curar uma menina anoréxica sem interpelar a sociedade que cria esse padrão de beleza anoréxico é garantir que mais e mais novas anoréxicas continuarão sempre surgindo.)

A heteronormatividade é tão forte que opera até mesmo dentro da comunidade de gays, lésbicas e simpatizantes. Sempre que alguém, mesmo se for GLS, reclama contra gays afetados, exagerados, ou efeminados demais, está se caindo também, sem nem perceber, na armadilha da heteronormatividade, ou seja, “até aceito gays, desde que se comportem de acordo com a norma heterossexual de conduta masculina”.

Um dos problemas que afetam a saúde psíquica de jovens gays é a completa não-existência de modelos positivos gays na mídia e na cultura. Pensa rápido: quem, no Brasil, é um gay adulto, profissional, independente, bem-resolvido, assumido? Um menino gay hoje, quem ele pode desejar se tornar quando crescer? A resposta: ninguém. As novelas, quando mostram personagens gays, ou eles se comportam como heterossexuais que nem se encostam (“melhores amigos”) ou são o paradigma da “bicha louca ridícula”. Como falou o Giba, se o menino não tem “referenciais positivos de homossexualidade”, a possibilidade de ele se pensar como normal e sadio é limitada.

Faz algum tempo, eu escrevi que quem financia o tráfico de drogas não é quem usa a droga, mas quem criminaliza a droga. Se amanhã proibissem o chocolate, as pessoas continuassem a comer chocolate e houvesse gangues disputando a bala o mercado negro de chocolate, o responsável pela violência seria não o infeliz que tem que subir o morro pra comprar Sonho de Valsa, mas o irresponsável que inventou de proibir o chocolate.

Acontece coisa parecida com a homossexualidade. Os jovens homossexuais (como o autor do nosso depoimento) se sentem mal, deprimidos, envergonhados, com nojo de seus próprios desejos, etc, não porque a homossexualidade é errada, feia, imoral, vergonhosa, etc, mas porque, muito antes de ele sentir o primeiro desejo homossexual, a sociedade já havia saturado sua consciência de imagens que associavam a homossexualidade com a vergonha, o pecado, a feiura.

Em um artigo chamado Suicídio de jovens homossexuais e o papel da psicologia, escreveu o Giba:

A natureza desse sofrimento é consequência de um sistema político em que a heterossexualidade é considerada uma experiência obrigatória, natural, saudável e louvável, enquanto a homossexualidade é considerada desvio ou anormalidade. … A personalidade é construída a partir da relação com o outro, necessariamente a partir de um ideal, que em nossa sociedade é um ideal heterossexual. Todas as referências positivas fazem parte da identidade heterossexual, enquanto todos os referenciais negativos são relegados à homossexualidade. … Quando há alguma proposta de positivar a homossexualidade, surge também à acusação de promover a experiência gay, como se a exigência simbólica da heterossexualidade não matasse tanta gente, mesmo assim, essa exigência é promovida na mídia, nas escolas, nas religiões e na família.

Pesquiso racismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto, alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, o negro é o maior racista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem negros que se odeiam por serem negros e que acham que negros são inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por serem gays.)

Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade maciçamente racista (e homofóbica). Um jovem brasileiro negro (ou gay) cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo com imagens e temas e histórias onde os negros são sempre bestializados, sexualizados, inferiorizados. Não é de surpreender que muitos negros acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura. Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossos filhos, alunos, leitores.

Por fim, talvez para provar essa máxima, o Giba disse algo que nem eu a princípio fui capaz de concordar:

Nosso trabalho é desconstruir a heterossexualidade como exigência para todos os corpos,  pensando-a como uma possibilidade, entre várias, assim como a homossexualidade e a transsexualidade. Uma criança não nasce com a sexualidade definida. Definimos nossa sexualidade através de nossa historia de vida, mas sem um início predeterminado. Se falamos sobre a “causa da homossexualidade”, já estamos presumindo a heterossexualidade como o início, como um padrão universal do qual se pode desviar, e da homossexualidade como um desses desvios. Isso não é verdade.

Opa, peralá, falei. É claro que a heterossexualidade, biologicamente falando, é o início sim, é o caminho normal sim. Isso não quer dizer que ela deva ser imposta como única opção de sexualidade, ou que os “desvios”, como a homossexualidade, sejam errados ou devam ser suprimidos, restritos, limitados, etc. Afinal, nós temos cultura justamente para aceitarmos, convivermos e até celebrarmos esses desvios, mas um coelho não. Ele é puro instinto, pura heterossexualidade.

Naturalmente, eram apenas os preconceitos heteronormativos falando através de mim, usando meu corpo para se propagar, assim como também usam o nosso leitor para perpetuar preconceitos que agem contra ele mesmo.

Meu próprio exemplo aliás já continha a base de sua própria refutação. É preciso justamente separar sexualidade e função reprodutiva, me explicou o Giba. O coelho se reproduz, mas não tem sexualidade. A sexualidade é cultural. Só os humanos podem ter sexualidade. Não faria sentido falar em “coelho heterossexual”, mesmo se ele for um coelho macho que só fizer sexo com coelhas fêmeas.

Toda nossa moral sexual teve origem na moral reprodutiva (“o que é sexo normal? é sexo para reprodução”, etc), mas isso já não faz nenhum sentido. A sexualidade precisa ser entendida além da reprodução. Claro que não existe sexualidade normal.

Para começar, toda sexualidade é antinatural. Sexualidade é algo que se aprende. Ela é determinada e influenciada por nossa cultura, nosso meio-ambiente, nossas experiências. As normas de masculinidade já incidem sobre um futuro menino na hora do ultrassom, quando os pais começam a escolher suas roupas, comprar seus brinquedos e pintar seu quarto. “Azul, né? Claro, é cor de menino!”

Entretanto, todos nós, o tempo todo, subvertemos essa ideia de sexualidade normal reprodutiva. Pense comigo, amigo leitor: de todas as vezes que você transou (não vamos nem entrar nas suas punhetas!), quantas vezes resultaram em uma gravidez de fato? Pois é, em teoria, todas as outras foram erradas, pecaminosas, antinaturais. E, se você pensa que não, como eu com certeza penso, se não tem nada de errado em você chupar a sua namorada pelo simples prazer da coisa, então qual o problema de um gay meter no cu um do outro?

Por fim, em nome da equipe PapodeHomem, eu gostaria de agradecer ao nosso autor por ter confiado em nós e por ter nos mandado um depoimento tão verdadeiro, tão intenso, tão doloroso.

E, para outros leitores que estejam vivendo questões semelhantes, saibam que vocês não estão sós. (Entre outras coisas, vocês podem e devem procurar o Giba.) Não é fácil ser jovem, sozinho, às vezes pobre, e se descobrir na contramão da cultura dominante de sua sociedade.

Mas tudo vai ficar melhor.


Link YouTube | “Não gosto dos meninos”, belíssimo vídeo inspirado na campanha norte-americana “It gets better”.

Alex Castro

alex castro é. por enquanto. em breve, nem isso. // todos os meus textos são rigorosamente ficcionais. // se gostou, me siga no facebook, compre meus livros ou faça uma doação. // não leio comentários dos meus textos. para falar comigo, mande um email.


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  • http://www.facebook.com/cdarcie Carolina Darcie

    Excelente. Um dos melhores textos do PDH até agora. Parabéns.

    • Contribuinte

      Minha única crítica ao texto é
      em relação ao trecho do autor do blog, que disse “Opa, peralá, falei. É
      claro que a heterossexualidade, biologicamente falando, é o início sim,
      é o caminho normal sim”. Isso é errado, todo ser humano nasce bissexual,
      como já dizia meu querido Freud. Dizer que que a “heterossexualidade,
      biologicamente falando, é o início”, é pra mim o mesmo que dizer aquilo
      que aquele pastor de visão fechada e preconceituosa, que disse que Deus
      fez macho e fêmea… Somos seres de pulsão e os animais de instintos…
      Bom que ele foi advertido pelo psicológo que lhe disse que é preciso
      separar sexualidade e função reprodutiva. E por falar nesse psicólogo,
      gostie do trabalho dele. Parabéns pelo artigo e pela decisão e coragem de terem publicado isso. Precisamos de mais ações como estas!

      • allen_n

         Nasce assexual, meu caro, nenhum humano nasce pensando com quem irá trocar fluídos.

      • Jean

        Eu discordo, Contribuinte. Tendo em vista que a causa mais provável para a homossexualidade esteja na formação do cérebro durante a gestação, creio que os gays já nasçam gays. Não acho preconceito dizer que a lei da natureza seja a heterossexualidade, pois é ela que garante a continuidade da espécie, sendo lógico do ponto de vista evolucionista. E dependendo da formação do cérebro, tbm haverão bissexuais, mas estes tendem a optar por uma vida heterossexual. Insisto que a homossexualidade já nasce com a pessoa por experiência própria, não tenho trejeitos afeminados, não sofri nenhum tipo de influência, brincava de luta com meus primos como qualquer garoto da minha idade, mas nunca me senti atraído por uma mulher. 

      • Lucas

        A origem mais provável da homossexualidade é genética. Isso era uma questão até meio paradoxal, já que teoricamente é mais difícil para um homossexual se reproduzir. Até descobrirem que, em média, as mães e irmãs de homens gays se reproduzem mais e é assim que o gene vai passando adiante…

      • Richard

        Todos parecem muito preocupados em saber as causas da homossexualidade. Por que não se debruçar então nas origens e causas da heterossexualidade, já que ela ocorre de forma ainda mais rara na natureza que seu extremo oposto.
        Fica a dica: Só se procura as causas de uma doença.

      • Isang Gallow

        A sexualidade não tem uma única função – reprodutiva.
        Na natureza, há uma dezena de funções para a sexualidade, incluindo estabelecer laços de afeto, unir-se na criação de filhotes, expressar hierarquias, enfim… daí a presença de diversas formas de sexualidade – nas mais diversas espécies.
        Quando esses laços e organizações sociais, por exemplo, levam à melhor sobrevivência do grupo como um todo, fica claro que também a homossexualidade tem função de garantir a continuidade das espécies.

    • http://www.facebook.com/laismourie Lais Mouriê

      Horas meditando sobre o que li aqui. Fantástico e, certamente, responsável por alguma mudança positiva aqui dentro.

    • Mari Brasil

      Então, tb achei um texto excelente. Nunca havia lido esse site, recebi por um repasse do facebook. Sou professora de Ensino de Ciências e trabalho, sobretudo, com cursos de Pedagogia e Biologia, preparando futuros professores para enfrentar questões como essas em sala de aula. Como sou bióloga de formação, acho interessante destacar que entre os animais não humanos (como os coelhos), ninguém tem muita coragem de falar de sexualidade, ou aprendizagem, ou cultura. Ao nos referirmos a eles, dizemos “comportamento”. Apesar de questionar muito essa “separação”, é importante ressaltar que muitas espécies vivem intensamente em “comportamento” homossexual. As leoas, os elefantes, algumas espécies de macacos, enfim… uma diversidade de animais tem companheiros do mesmo sexo. E só procuram o outro sexo para reprodução. Que é algo “a parte”. Talvez este tb seja um caminho a ser explorado para enriquecer estas discussões: quando pensamos nos animais, assumimos que estes não tenham nada de homo ou pan, ou sei lá qual, sexualidade. E estes apresentam estes “comportamentos” como regra e não como desvio, ou exceção. Se assumimos que o “natural” é o “fora da cultura humana”… bem, há muitos naturais gays por aí…

    • http://www.facebook.com/people/Arthur-Magno-Souza/1801804566 Arthur Magno Souza

      Tem que ser muito macho pra se admitir que é gay!!!

  • Catherini

    Belíssimo texto. Estudo antropologia e sei como a cultura determina o individuo. Nossa cultura ocidental é bastante limitadora e cruel, encara a diferença como “crime”. Temos índices altíssimos de suicídios e de doenças psicológicas comparada a outras culturas. Parabéns pela iniciativa de esclarecer aos homens, seja qual for sua sexualidade, e a mulheres ou quem esteja interessado, que pessoas como esse rapaz do depoimento merecem respeito e precisam encontrar seu lugar ao sol. É, de longe meu artigo favorito. Parabéns Alex!!!

    • http://twitter.com/betopiacentini Beto Piacentini

      Concordo plenamente. Tudo começa com educação. O dia que ensinarem as gerações a se questionar, a tentar entender as razões, e não simplesmente aceitar convenções prontas. Se as pessoas não sabem explicar o porquê de uma opinião ou de um ponto de vista, essa pessoa simplesmente copiou a opinião de outro. É o problema da homofobia, da heteronormatividade, da definição de sucesso na vida pessoal de uma pessoa. A diferença vai parar de ser criminalizada quando os indivíduos aprenderem a pensar e não apenar aceitar.

  • http://www.facebook.com/MrJTCarioca MrJTCarioca

    O problema desse cara esta na baixissima-autoestima!

    O fato de ser Gay não impede de ter Amigos heteros, Falar sobre carro, Futebol e sexo… Ambos são igualmente HOMENS! Acho que uma das maiores burrices que um Homosexual pode fazer e se fechar no “Mundinho gay”. outra burrice é se auto diminuir por se achar menos alguma coisa que Alguem.
    Enfim, Ninguém escolhe “ser ou não ser” homossexual ou heterossexual. Não existe isso de ser assexual “de verdade”. vai continuar a ter tesão em Homem então acho um Burrice extrema perder a oportunidade de conhecer alguém bacana.

    Esse Parte do ‘Mundo masculino ser fascinante” e “gueto homossexual” sério, quanta asneira…
    uma pessoa que não se da ao respeito de frequenta Banherão & Cine Privê pra putaria querendo reclamar porque não encontra ninguem decente para ter um namoro ou ate mesmo uma amizade #Rolleyes… e só saber onde ir, Pense com a cabeça pra não se envolver em porcarias.

    Essa semana mesmo vi um video na Net explicando os prováveis motivos para homossexualidade serem genética: http://youtu.be/Gn0R-gb9SMc
    Comportamentos homossexuais são encontrados inclusive em animais, como o coelho citado no texto. (não significa que ele não possa reproduz) ;)

    Não queria entrar em meritos de religião, porém, impossível nesse tema:
    se realmente acha que Deus existe e resolveu escrever um Livrinho e deixou tanta merda acontecer no Mundo… em quando constantemente religiosos usam as “palavras de deus” para praticar Racismo (Escravidão), Homofobia, sexismo, xenófobia e Misoginia… ao mesmo tempo em que enchem a bunda de dinheiro lavando o dinheiro dos seus Dizimos, ao invés de usarem para Ajudar a propria comunidade em que tanto Exploram.

    enfim, com certeza não vai ser em um post que vai mudar a sua opnião.

    • http://www.facebook.com/people/Marcio-Diniz/100000180717236 Marcio Diniz

      Cara, não é o problema desse cara. Você acha que alguém escolhe ter autoestima baixa?

      • http://www.facebook.com/MrJTCarioca MrJTCarioca

        Sinceramente, problemas de Auto Estima são facilmente resolvidos em 2 pontos:

        • Acompanhamento Medico (psicólogo), em casos extremos com tratamento a base de remédios.
        •Exercicios fisicos: além de melhorar o humor e a auto-estima, (pois, libera endorfina) vai deixar seu corpo mais em forma, saudável, alem de facilitar bastante na hora de se aproximar de alguem com segundas intenções.;)

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=540249092 Marcela Xavier

        E você acha que é fácil procurar ajuda? Se ele odeia tanto a si mesmo e a sua condição de homossexual, o que te faz pensar que ele tem força pra procurar alguém, um psicólogo, amigo, padre, seja quem for, para pedir ajuda? Ele não quer ajuda, ele quer que o problema vá embora, desapareça. 
        Não cabe a mim dizer se o problema dele tem solução ou não, mas acho que vale ressaltar que é tudo uma questão de educação… pra variar.

      • Rey

        Nenhum problema desaparece só porque “quer”. É preciso tomar atitude na vida até pra amarrar o sapato. E o garoto que não tem atitude e se faz de vítima de si mesmo, por favor, é muita baixa auto estima sim. Agora pra ir no cinema pornô ele tinha coragem?!Então ele pode fazer mais por ele mesmo do que ficar se lamentado atrás de um computador e dizendo que o “gueto” gay é sujo e imundo.

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Problema de auto estima PARECE fácil de resolver, mas não é. Eu mesmo (acho, creio, tenho minhas dúvidas, sei lá) que tenho e faz um bom tempo que estou em terapia.

        E de fato, também acho que a auto-estima baixa é uma das consequencias e um dos problemas a serem resolvidos. Quando a pessoa tem uma estima baixa de si mesma, nega tudo ao redor, rebaixa-se em valores e sociabilidade. Pode ser um problema físico, mas também a baixa auto-estima pode ser causada pela vivência que ele teve quando criança.Enfim, para alguns parece um problema simples. Mas se fosse, já resolvido estaria, né não?

      • http://www.cafecomamigos.com.br Cristiano Vieira

        Pode não ser fácil ser resolvido, mas se não buscar a resolução aí fica impossível.
        Há muitos fatores que podem impedi-lo, mas não podemos deixar que a muleta seja a desculpa do aleijado. Meio como dizia Raul Seixas: Levante suas mão sedentas e recomece a andar, não pense que a cabeça aguenta se você parar…

      • Taro

        Esqueceu o 3 ponto: Ler o Papo de Homem.

      • Ana Paula

        Acho que o primeiro passo ele já deu e o papo de homem o ajudou nisso, procurando o Giba e outros profissionais mencionados no texto. E admitir isso também é um passo muito importante para se trabalhar essa baixa autoestima. Foi um grande passo desse blog publicar esse artigo paradiscutirmos sobre a homofobia e os valores rigidos e preconceituosos que a sociedade ainda possui. Queremos uma sociedade mais igualitária e mais justa, mas na primeira diferença que vemos no outro, já o tratamos de forma diferente dos iguais a nós. E discordo do ponto da sexualidade ser algo antinatural, pois cada um tem uma forma de se expressar sexualmente, tanto o tímido ser sexy na sua timidez ou o  extrovertido ser sedutor na sua extroversão.
        Aprecio muito a coragem dessa pessoa de ter compartilhado suas frustraçoes e também do blog de ter tentado ajuda-lo e incentivar a discussão desse assunto, de forma saudável e natural. Não da forma que as novelas querem nos impor.

    • Felipe Cardoso

      “O fato de ser Gay não impede de ter Amigos heteros, Ambos são igualmente HOMENS! 
      Então Acho burrice se auto diminuir por se achar menos Alguma coisa.”Cara, não leve o que esse cara acima disse a sério! É sim muito difícil ter amigos! Ainda mais pra vc que aparentemente não tem experiencia com isso… e principalmente por nossa sociedade ser como (ainda) é. Não se preocupe em ter amigos pensando em sexualidade, amigos aparecem em diversas “configurações”.. não se preocupe se ele é homem, mulher, velho, novo, feio, bonito, capado hetero, by ou gay…E não tem nada de “burrice” a sua situação… 

      • http://twitter.com/luizagcn Luiza

        Eu concordo com você, Felipe, mas acho que ele não disse burrice pra ofender. Quis dizer pra ele desencanar, que está perdendo tempo com bobeiras.

      • http://www.facebook.com/MrJTCarioca MrJTCarioca

        Exatemente, Não foi uma Ofença.

        “Burrice” no sentido de ter não ter Lógica deixar de viver pra agradar terceiros, deixar de aproveitar a sua Unica vida. O tempo passa muito rápido, e não pode ser desperdiçado, então viva cada momento como se fosse único.Entendo perfeitamente que ninguem tem a obrigação de sair do Armario porem muitos homossexual tem medo de se assumir e acabam se martirizando, sofrendo por uma coisa tão boba. (como o cara do texto) com 26 anos já passou da hora de enfrentar o ‘problema’!

        Como essa pessoa vai ser feliz se ela mesma não se Aceita??

      • Marcio Lins

        MrJTCarioca diz: ”
        Como essa pessoa vai ser feliz se ela mesma não se Aceita??”

        Se aceitar não é fácil, amigo. Muita gente não sabe, mas só nessas situações sabemos o quanto a opinião dos outros têm tanto peso sobre nossos comportamentos, ainda que errado, é assim que acontece. Infelizmente.

      • Leandro Matarazzo

        No mundo homossexual existe SIM, Os ‘guetos’

      • http://www.cafecomamigos.com.br Cristiano Vieira

        E no mundo hetero também.

    • Vmarxx

       entendeu tudo…

    • http://www.cafecomamigos.com.br Cristiano Vieira

      Quando ele fala do mundo heterossexual ser fascinante, ele esquece que heterossexuais também vão pra guetos, disputam entre grupos, se matam, se digladiam. Heterossexuais brigam por causa de times de futebol (isso é estúpido ao extremo), há heterossexuais que matam mulheres, que são pedófilos. Enfim, existem heterossexuais que envergonham qualquer pessoa por suas atitudes deploráveis e isso não tem nada a ver com sua sexualidade.
      Bestialidade não tem nada a ver com sexualidade!

    • Jonathan ‘Hamelin’ Malavolta

      Só discordo do “não existe esse negócio de ser assexual”. Você está redondamente enganado, meu caro, pois há pessoas que simplesmente não sentem libido sexual, e a essas pessoas damos o nome de “assexuados”. Assim como há os “egossexuais”, ou seja, aqueles que sentem libido por si próprios. Tem até uma famosa piada (charge) que rodou no Facebook há um tempo atrás, um cara inventa uma máquina do tempo, voltou para seu próprio quarto de criança, encontrou consigo próprio e disse: “Eu sou você amanhã.” A criança indagou: “Que legal! E o que eu vou ser quando crescer?” A resposta: “Pedófilo” Se a personagem da charge fosse mesmo pedófilo, não faria muito sentido ele volçtar no tempo e procurar a si próprio quando criança, bastaria que ele procurasse uma criança em seu próprio tempo de adulto. Ele procurou a si próprio por sentir libido por si mesmo (tá certo, libido-pedofílica, já que poderia voltar ao tempo em que completou 18 anos, e não ao tempo em que era criança, mas era libido por si mesmo, ele era “egossexual”). E eu mesmo tenho um assexual em meu círculo de amigos (que aliás, é padre católico apostólico romano).

  • http://www.facebook.com/tonmattos Wellington Mattos

    Artigo fantástico…de leitura obrigatória…obrigado por publicarem!!!

  • http://www.facebook.com/dessaserena Andressa Serena

    É uma luta bem difícil. Acho que o vídeo final fechou com chave de ouro todo texto.

    Caro leitor gay que quer ser hétero, se aceite, lute por você mesmo e, acredite, várias outras pessoas (gays ou não) estão lutando por você e por várias outras pessoas que querem, acima de tudo, a felicidade.

    Você vale muito a pena, acredite.

    Alex, acho que nós, leitores, é que agradecemos por esse texto tão dolorido, tão verdadeiro e tão intrigante.

    • Chris

      Caro leitor, faço coro com a Andressa: se aceite, lute por você, assim como tantas outras pessoas lutam, todos os dias!

      Sou casada, me relaciono sexualmente e afetivamente com um homem e, acredito firmemente que, nem eu nem ninguém tem o direito de dizer com quem eu ou qualquer outra pessoa deva se relacionar. Acho simplesmente absurda a ideia que alguns têm de acharem que tem esse direito. Já pensou se alguém se sentisse ofendido/a quando beijo marido na rua? Ou se alguém sentisse “nojo” por eu saber que faço sexo com ele? Esse é meu ponto: NINGUÉM tem o direito de determinar de quem o outro gosta ou quem quem se relaciona. Onde está escrito que as pessoas tem esse direito? Onde?

  • http://www.facebook.com/treicyfelton Treicy Felton

    Concordo com o MrJTCarioca, o problema dele é baixa autoestima, ele pega opinião cuspida pela sociedade e as torna verdade absoluta. Esse cara nem sabe e nem conhece gays e já sai falando mal, até eu, que sou hetera, me senti ofendida com o que ele fala sobre gays, afinal, 90% dos meus melhores amigos sao gays, e, falando sério, eles são demais. É claro que o fato de que o sexo entre homossexuais role mais rapido seja verdade mesmo, mas convenhamos, homens pensam mais nisso mesmo (não que mulheres não pensem, pois pensamos MUITO, mas aí entraríamos em outra coisa imposta pela sociedade de que mulher tem que ser pura e bla bla bla), e juntando dois homens pensando na mesma coisa dá no que dá, enfim, eu sugeriria que esse cara tomasse um pouquinho de vergonha na cara e parasse de se importar com essa merda de sociedade que temos, criasse um estilo, uma identidade e desse um jeito na vida, resumindo, se auto encontrar, o problema maior dele nem é ser homossexual, mas sim não saber quem ele é.

  • http://twitter.com/thatsvitor Vítor de Araújo

    Caralho!!!! Eu estou dando pulos aqui em casa!

    Sou gay, descobri o Papo de Homem há algum tempo e não saio mais daqui. Estou feliz que o assunto homossexualidade tenha sido abordado e de uma forma tão direta, sensata e inteligente. Vocês são fodas demais e têm a minha admiração e respeito.
    Infelizmente o peso do preconceito parece causar mais estragos em uns que em outros.Conheço pessoas de todos os tipos e não é difícil encontrar alguns no mesmo estado que o nosso colega que escreveu para vocês. É triste, é real e precisamos fazer algo para mudar isso. Parabéns Papo de Homem por falar abertamente, por postar o relato, por fazer sua parte. Que o nosso amigo do post encontre luz no seu caminho e possa viver uma vida em paz.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Vitor,

      Mandei seu comentário para todos aqui na equipe.Grande proteção termos leitores gays.Fica mais difícil reproduzirmos discursos homofóbicos. E somos todos muito bons nisso.Abração.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001957586306 Adilson Ricardo da Silva

        Gitti, 

        Sou Gay e também acompanho o PdH e o Não2Não1. Parabéns pelo trabalho.

        Abs.

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Utilizarei como minha resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto,
        alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E
        minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são
        inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por
        serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade
        maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay)
        cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo
        com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas,
        sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres
        acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos
        gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos
        temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura.
        Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso
        dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas
        filhas, alunas, leitoras.

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Utilizarei como minha resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto,
        alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E
        minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são
        inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por
        serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade
        maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay)
        cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo
        com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas,
        sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres
        acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos
        gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos
        temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura.
        Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso
        dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas
        filhas, alunas, leitoras.

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Utilizarei como minha resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto,
        alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E
        minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são
        inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por
        serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade
        maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay)
        cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo
        com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas,
        sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres
        acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos
        gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos
        temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura.
        Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso
        dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas
        filhas, alunas, leitoras.

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Utilizarei como minha resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto,
        alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E
        minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são
        inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por
        serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade
        maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay)
        cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo
        com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas,
        sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres
        acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos
        gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos
        temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura.
        Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso
        dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas
        filhas, alunas, leitoras.

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Utilizarei como minha resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto,
        alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E
        minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são
        inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por
        serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade
        maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay)
        cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo
        com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas,
        sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres
        acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos
        gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos
        temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura.
        Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso
        dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas
        filhas, alunas, leitoras.

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Utilizarei como minha resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto,
        alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E
        minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são
        inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por
        serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade
        maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay)
        cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo
        com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas,
        sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres
        acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos
        gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos
        temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura.
        Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso
        dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas
        filhas, alunas, leitoras.

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Utilizarei como minha resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto,
        alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E
        minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são
        inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por
        serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade
        maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay)
        cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo
        com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas,
        sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres
        acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos
        gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos
        temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura.
        Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso
        dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas
        filhas, alunas, leitoras.

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Utilizarei como minha resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto,
        alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E
        minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são
        inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por
        serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade
        maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay)
        cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo
        com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas,
        sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres
        acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos
        gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos
        temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura.
        Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso
        dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas
        filhas, alunas, leitoras.

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Utilizarei como minha resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto,
        alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E
        minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são
        inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por
        serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade
        maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay)
        cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo
        com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas,
        sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres
        acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos
        gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos
        temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura.
        Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso
        dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas
        filhas, alunas, leitoras.

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Utilizarei como minha resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto,
        alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E
        minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são
        inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por
        serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade
        maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay)
        cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo
        com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas,
        sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres
        acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos
        gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos
        temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura.
        Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso
        dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas
        filhas, alunas, leitoras.

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Utilizarei como minha resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto,
        alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E
        minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são
        inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por
        serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade
        maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay)
        cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo
        com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas,
        sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres
        acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos
        gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos
        temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura.
        Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso
        dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas
        filhas, alunas, leitoras.

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Utilizarei como minha resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto,
        alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E
        minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são
        inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por
        serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade
        maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay)
        cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo
        com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas,
        sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres
        acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos
        gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos
        temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura.
        Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso
        dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas
        filhas, alunas, leitoras.

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Utilizarei como minha resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto,
        alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E
        minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são
        inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por
        serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade
        maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay)
        cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo
        com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas,
        sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres
        acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos
        gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos
        temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura.
        Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso
        dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas
        filhas, alunas, leitoras.

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Utilizarei como minha resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto,
        alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E
        minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são
        inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por
        serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade
        maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay)
        cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo
        com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas,
        sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres
        acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos
        gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos
        temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura.
        Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso
        dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas
        filhas, alunas, leitoras.

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Utilizarei como minha resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto,
        alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E
        minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são
        inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por
        serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade
        maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay)
        cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo
        com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas,
        sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres
        acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos
        gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos
        temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura.
        Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso
        dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas
        filhas, alunas, leitoras.

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Utilizarei como minha resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto,
        alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E
        minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são
        inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por
        serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade
        maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay)
        cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo
        com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas,
        sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres
        acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos
        gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos
        temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura.
        Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso
        dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas
        filhas, alunas, leitoras.

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Utilizarei como minha resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto,
        alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E
        minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são
        inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por
        serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade
        maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay)
        cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo
        com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas,
        sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres
        acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos
        gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos
        temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura.
        Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso
        dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas
        filhas, alunas, leitoras.

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Achei ótimo para utilizar como resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto, alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay) cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas, sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura. Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas filhas, alunas, leitoras.

        Um abraço!

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Achei ótimo para utilizar como resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto, alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay) cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas, sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura. Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas filhas, alunas, leitoras.

        Um abraço!

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Achei ótimo para utilizar como resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto, alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay) cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas, sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura. Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas filhas, alunas, leitoras.

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      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Achei ótimo para utilizar como resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto, alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay) cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas, sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura. Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas filhas, alunas, leitoras.

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      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Achei ótimo para utilizar como resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto, alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay) cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas, sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura. Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas filhas, alunas, leitoras.

        Um abraço!

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Achei ótimo para utilizar como resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto, alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay) cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas, sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura. Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas filhas, alunas, leitoras.

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      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Achei ótimo para utilizar como resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

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        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay) cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas, sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura. Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas filhas, alunas, leitoras.

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        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay) cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas, sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura. Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas filhas, alunas, leitoras.

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      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Achei ótimo para utilizar como resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

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        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay) cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas, sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura. Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas filhas, alunas, leitoras.

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        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay) cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas, sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura. Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas filhas, alunas, leitoras.

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        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay) cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas, sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura. Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas filhas, alunas, leitoras.

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        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Achei ótimo para utilizar como resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

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        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay) cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas, sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura. Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas filhas, alunas, leitoras.

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      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Achei ótimo para utilizar como resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto, alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay) cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas, sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura. Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas filhas, alunas, leitoras.

        Um abraço!

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Achei ótimo para utilizar como resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto, alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay) cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas, sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura. Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas filhas, alunas, leitoras.

        Um abraço!

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Achei ótimo para utilizar como resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto, alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay) cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas, sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura. Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas filhas, alunas, leitoras.

        Um abraço!

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Achei ótimo para utilizar como resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto, alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay) cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas, sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura. Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas filhas, alunas, leitoras.

        Um abraço!

      • Liana

        Fico feliz que a PdH contribua para a desmistificação da sexualidade, isso abrangendo gays momentaneamente, mas que venha também a desmistificar a sexualidade feminina. Em tempo, há um trecho que li pensando que se enquadra exatamente num outro problema de divisão da sexualidade, o machismo. Achei ótimo para utilizar como resposta, quando confrontada com essa velha questão (apenas troquei os termos):

        Pesquiso machismo há anos. Sempre que escrevo sobre o assunto, alguém vem “jogar na minha cara” que, muitas vezes, a mulher é a maior machista — como se isso matasse a questão ou resolvesse alguma coisa. E minha resposta é sempre a mesma: concordo. Existe muito isso. Existem mulheres que se odeiam por serem mulheres e que acham que mulheres são inferiores. (Assim como existem gays como nosso autor que se odeiam por serem gays.)

        Mas isso é justamente evidência de como vivemos em uma sociedade maciçamente machista (e homofóbica). Uma jovem brasileira mulher (ou gay) cresce no mesmo Brasil de todos nós, um Brasil que o inunda desde cedo com imagens e temas e histórias onde as mulheres são sempre bestializadas, sexualizadas, inferiorizadas. Não é de surpreender que muitas mulheres acabem comprando esse discurso, como não é de se surpreender que muitos gays também comprem o discurso da heterossexualização do desejo. Todos temos um limite para o quanto podemos resistir à nossa própria cultura. Ninguém está imune. Todos nós, em algum grau, compramos o discurso dominante, somos cúmplices dele, e o passamos adiante para nossas filhas, alunas, leitoras.

        Um abraço!

      • http://twitter.com/L_Midnight Menezes, Lucas

        Gay ou não antes de tudo somos homens, o papo de homem é muito bom e o fato de ter leitores gays que acompanham, só mostra como aqui é um lugar onde não há o estereótipo hetero e homo. Parabéns.

      • Daniel Lima

        Gay ou não, Homem ou Mulher, somos antes de tudo Humanos. Se as pessoas lembrassem disso as coisas ficariam tão mais fáceis. Lembrem-se que a união se dá em torno de uma bandeira, não podemos unir todos sob a bandeira do movimento masculinista ou feminista, ou sob a bandeira dos negros, ou dos índios, ou dos pobres, ou dos emos, ou das famílias tradicionais, ou dos ateus, ou dos religiosos, ou dos gays, ou dos anti-gays e isso se prolonga infinitamente porque todos estão querendo que a sua minoria vença a batalha e se torne maioria. O que ninguém enxerga é que cada minoria faz parte do todo da humanidade e estamos todos unidos sob a bandeira do ser Humano, daquele que não é tão simples e nem tão complicado, daquele que está aqui para aprender e expressar aquilo que traz consigo na alma, seja uma família tradicional ou um namoro homossexual. A vida é um expressão artística, sejamos como os próprios artistas que expressam sua verdade interior sem discriminar a obra do próximo, ás vezes se inspirando nas obras dos companheiros. Deixem que nos inspirem, sirvamos de inspiração. Se fizermos isso perceberemos que não estamos separados, e sim caminhando de mãos dadas todo esse tempo sem nos darmos conta.

    • Marcio Lins

      Quem bom que não sou só eu, ahaha
      (nunca foi, mas quem sabe agora aparece mais?)haha

    • Wander

      Legal sua colocação Vitor! Eu também sou gay, conheci o Papo de Homem através de indicação de um amigo (hetéro); e esse artigo foi compartilhado no facebook por um outro amigo (gay).
      Em minha opinião, o Giba, no artigo, citou um ponto fundamental: sua opinião e paradigmas acerca do mundo gay é uma visão pré-estabelecida, ao que a maioria sabe não condiz com a realidade. Isso é, ele caiu em contradição ao dizer que conhece pouco ou nada do mundo gay e ao mesmo tempo já tirar conclusões. Eu tenho vários amigos gays, mas a maiorias de meus amigos são héteros, mais pelo fato de colegas do tempo de colégio, da faculdade, das baladas que frequento e permeio entre os 2 mundos sem problemas.
      Em minha opinião, trata-se de uma pessoa triste e frustrada, independente de sua orientação sexual, com baixa auto estima. Deveria procurar um bom psicólogo, pelo próprio bem.
      Como o Vitor disse, infelizmente esse tipo não é tão dificil assim de se encontrar.
      E quero parabenizar ao Papo de Homem pelo excelente artigo, acima de tudo pela excelente abordagem e seriedade a qual o tema foi tratado.

    • http://www.facebook.com/abdias.junior.39 Abdias Júnior

      Detesto gays babões. Vergonha do Vítor! …Não só do Vítor, mas de todos os que têm dificuldade em enxergar onde são bem-vindos.

    • Gustavo

      Eu senti sinceridade no depoimento dele. E com minha experiência e relatos de amigos ele está certo, esse meio gay que ele descreve existe, mas devemos lembrar que não é a unica face do universo gay. Infelizmente ano passado fui puxado para esse grupo por influência de colegas e meu “ex-namorado”, e me arrependo muito, no começo foi bom, mas acabou mal, porém amadureci emocionalmente.
      Voltei agora onde me sinto bem e já estou com outro. É onde gosto de estar, fazer coisas consideradas “de hétero” como futebol, filmes, músicas e encontrar gays que também gostam é gratificante para mim. Existe as facetas do universo gay que não são “catalogadas”.

      • http://www.facebook.com/riki.cabral Henrique Cabral

        O meio gay que ele descreve existe, mas o que passa desapercebido é que o mesmo universo de sexo, drogas, e tudo mais existe de maneira infinitamente maior no lado hetereossexual, mas como faz parte do conceito de heteronormatividade nós é que pagamos pelo estigma!

  • http://www.facebook.com/anderson.ramos.carneiro Anderson Carneiro

    Esse cara está carregando um fardo que não é dele e não precisa ser carregado, pode ser largado no chão. Está se pressionando por não se aceitar… é hora de largar esse fardo, se aceitar porque antes de homosexual ele precisa virar homem, falar alguns foda-se, encarar o mundo e parar de chorar. Não é fácil, mas o que é fácil?

  • http://www.facebook.com/vanessa.cacciaguerra Vanessa Cacciaguerra

    Cara, sou menina, nunca fui homem nem tampouco gay, mas para mim pareceu tão tão óbvio que isso foi escrito por um homofóbico fake para queimar a imagem dos gays…. Leiam novamente os trechos sob esta perspectiva e vejam se não faz sentido…

    • http://twitter.com/luizagcn Luiza

      Vanessa, eu não acho. Conheço um gay que queria deixar de ser gay por causa de religião e vários homossexuais que criticam o mundo gay. De fato o mundo gay não é tão ‘limpinho’, mas a culpa não é dos homossexuais, é da sociedade que os marginaliza. É tipo “gay só pode ser gay em ambiente gay”. E onde é o tal ambiente gay? Balada, bar, sauna e etc. E balada não é o melhor ambiente pra se viver. Não que eu não curta balada, mas a vida gay muitas vezes se resume a isso, porque fora desse mundo são muito discriminados.

      Mas é claro que existem homossexuais fora desse ambiente, é só ele começar a socializar e vai ver.

      • http://www.facebook.com/vanessa.cacciaguerra Vanessa Cacciaguerra

        Luiza, respeito sua opinião, mas acho que gays são gays onde se sentem à vontade. Alguns em saunas, fato, mas já cansei de ver gays de parzinhos romanticos em restaurantes, em cinemas, entre amigos, como qualquer casal que se gosta. Existe putaria no mundo hetero aos montes, no entanto a gente filtra o que quer perceber. Não generalizo e estou certa que se o autor do texto se propusesse a encontrar ambientes gays mais família”, ele encontraria…

      • Jos_El

        Entrando no assunto. Vanessa, isso é algo bem recente. Tenho 34 anos e vejo que a juventude gay hoje tem uma cabeça muito diferente da minha época. Hoje você pode chamar a polícia ou processar se você fizer um carinho em seu namorado no restaurante e alguém reclamar. Nos meus vinte anos você só poderia ficar a vontade em um bar exclusivamente gay. E muita gente ainda não percebeu como os tempos mudaram, isso é muito dificil. Eu mesmo ainda tenho dificuldade de dar as mãos ao namorado na rua.

      • http://marciosarge.blogspot.com.br/ Marcio Sarge

         Verdade. Um dos meus melhores amigos é gay e não gosta dessa condição.

    • http://twitter.com/JardesonBarbosa Jardeson Barbosa

      Achei o relato abominável, não consegui nem mesmo ler até o fim. Enfim, pensei nessa hipótese também, espero que você esteja enganada.

    • http://www.facebook.com/nayana.julho Nayana Julho

      Pior que tem muito sentido sim, sabe. Convivendo no “meio gay”, seja de qual tipo de meio gay estejamos falando, se vê esta mesma situação aos montes. A situação pra quem vive e convive com isso não é tão simples como pra quem vê de fora e pensa que as coisas “são mais simples”. Elas podem vir a ser sim, mas isso precisa… Não só precisa, mas DEPENDE de muita coisa. E garanto que não, não é tão simples assim. Não mesmo.

    • Nelson

      Parabéns Vanessa esse é o ponto. Esse cara não é homossexual. Existem várias contradições no seu relato. Qualquer pessoa minimante informada procura ajuda psicológica.

      • http://marciosarge.blogspot.com.br/ Marcio Sarge

         É tão bom quando “deus” aparece aqui nos comentários.

    • Taiguara Almeida

      Cara, esse relato é a coisa MAIS COMUM de se ouvir no meio gay. 

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    bem vindos aos comentários. peço que se lembrem  que o autor do relato de fato existe e de fato se expôs aqui, em toda sua fragilidade. pensem nisso antes de fazer comentários odiosos e ofensivos.  proponho um teste: só escrevam aqui coisas que vcs de fato falariam ao autor, cara a cara, em voz alta. q tal?

    • Rodrigo Cambiaghi

      Essa proposta deveria ser feita para comentar qualquer lugar da web Alex.

    • maurigvs

      (Vou inserir meu comentário como resposta pois não encontrei o link de adicionar comentário, não sei se é meu browser ou algum erro na página)

      Gostaria de discordar sobre o parágrafo “Opa, peralá, falei. É claro que a heterossexualidade, biologicamente falando, é o início sim, é o caminho normal sim”.

      Não, a biologicamente falando não é o início não. Ninguem nasce hetero e vira homo, nem vice-versa. As pessoas já nascem heteros OU homos, é uma caracteristica genética cuja causa ainda não se sabe. Mas o que JA é consenso, é que nem cultura, nem ambiente familiar, nem meio-ambiente, nem experiencias determinam a orientação sexual de ninguem. Talvez determinem como voce vai LIDAR com ela, mas não determina se voce vai gostar de homem ou mulher.

      Logo, é muito incorreto o uso do termo “opção sexual”. Ninguém opta por ser gay ou não. Se isso fosse real, acredito que nem haveria este artigo, afinal as pessoas quem tem dificuldade de lidar com a homossexualidade poderiam simplesmente optar por não ser. Mas não há como, como o proprio depoimento fala, não há como se livrar de algo que é característico dele, faz parte dele, do que ele é. Ele pode sim, mudar a forma como lida com isso.

      Eu tenho 25 anos e vim de uma família extremamente tradicional e preconceituosa, que sabe que sou gay. E apesar do ambiente em que vivi ter sido absolutamente orientado ao heterossexualismo, nada impediu que minha caracteristica gay se sobrepusesse, nem impediu de eu me tornar um adulto esclarecido, sem complexos nem fatores não-resolvidos sobre minha sexualidade. E assim ocorre com vários homens gays que conheço.

      Peço desculpas por ter me estendido, mas creio que qualquer homem gay que já procurou saber um pouco mais sobre si, sabe que não existe isso de “nasci hetero e virei gay” muito menos “opção sexual”. Acho que o autor demonstrou que parece não ter se informado totalmente sobre o assunto.

      • Átila

        É exatamente o que ele explica. O Autor está apenas exemplificando como ele mesmo mudou a mentalidade.

        O problema desse paragrafo é falta de ASPAS. Ele não afirmnou isso. Leia de novo.

      • Beto

        Bem, eu discordo. Não acho que isso seja um consenso. Sou gay e já li bastante sobre isso, e o ambiente é considerado uma das POSSÍVEIS causas da homossexualidade. Não estou dizendo que é de fato, mas que PODE ser, assim como PODE ser genética ou ainda uma combinação das duas. Uma questão importante (que, como tudo aqui discutido, também não é absoluta) é que os fatores ambientais provavelmente tem uma influência maior (ou talvez apenas) em determinado período da vida, onde está sendo determinado o papel “social” do comportamento de acordo com o sexo (meninos jogam bola, meninas brincam de boneca – diz a sociedade). Nada disso é definitivo ainda. Apenas conjecturas. A sexualidade é um tema extremamente complexo.

      • Deisy

        Será que é realmente necessário saber a “causa” da homossexualidade? Será que existe uma causa?

        Sou mulher, sou gay, sempre estive no meio religioso e durante boa parte
        da minha vida me senti uma aberração por isso. Rezava todos os dias de
        joelhos implorando pra Deus me “curar”. Até que entendi que Ele me amava
        exatamente como sou, porque ELE me criou assim e nada do que faz é
        imperfeito.

        Problema genético é a síndrome de down, na minha opinião, que visivelmente é uma alteração. Mas a homossexualidade?

        Sou normal, tenho 24 anos, um emprego estável, uma família linda que
        apesar da dificuldade inicial me apóia em tudo, casada com uma mulher
        incrível e não me vejo em nada diferente do restante da população.

        A sexualidade não é o que me define, é só mais uma das minhas características (como o fato de ser branca, loira, etc).

        Se sexo se tratasse só de reprodução, os casais héteros com problemas de
        fertilidade estariam errando ao se casarem? Deveriam eles viver
        sozinhos como os gays? (falo pelo discurso religioso do “pecado”).

        Não, eu não acho.

        Quando entendi que ser gay não me tornava inferior nem superior, mas uma
        como qualquer outra pessoa, me tornei, sem dúvidas, uma pessoa mais
        feliz.

      • Richard Andeol

        Exatamente Deisy! Os agentes definidores da sexualidade são os mesmos de toda e qualquer outra característica psicológica e emocional que temos. Um conjunto de tendências genéticas combinadas com infinitas reações e interações com o meio.
        Na verdade, não existe o heterossexual ou o homossexual, já que todos nascemos e morremos bissexuais, mas com infinitas nuances e possibilidades entre estes dois extremos, e que variam ao longo da vida com nossas igualmente infinitas interações com o meio.
        A preocupação com a busca das causas da homossexualidade é fruto do preconceito social que nos leva a esta falsa polarização e hierarquização, e que sempre tentou colar um caráter utilitarista ao prazer.
        O engraçado de tudo, é que nunca vejo alguém procurar ou se perguntar sobre as causas da heterossexualidade, que deveria ser considerada tão desviante da norma como seu extremo oposto.

      • Deisy

        Verdade, Richard! Por que, ao invés de procurar uma “causa” da homossexualidade, essa galera não procura uma “causa” da falta de amor ao próximo? Pois, para mim, o preconceito é exatamente isso: achar-se superior a outrém e, assim, amá-lo apenas SE ele mudar.

        Ouvi isso outro dia da minha mãe. Ela disse: “amo minha filha incondicionalmente, menos o fato de ela ser ‘sapatão’.” E aí me perguntei: cadê o “incondicionalmente”? Como falei, sou bem sucedida, pós-graduada, me acho bonita, educada, responsável… mas existe um “mas” no amor. O “mas” da sexualidade.

        Triste, mas extremamente verdadeiro.

        PS: Minha resposta à minha mãe foi: me dizer isso é como falar que me ama, MAS pra esse amor ser completo, eu teria que me tornar negra! Não se muda uma sexualidade! Você me pede algo que faz parte de mim!

      • Isang Gallow

        Não se pode verdadeiramente amar alguém “exceto por”, nem “apesar de”. Ou você ama quem aquela pessoa é, com tudo o que a faz ser ela, ou não a ama.

        Caso contrário, deve amar alguma outra figura existente em seu imaginário, e não aquela pessoa real que está à sua frente. Espero que algum dia sua mãe possa resolver o luto pelo ideal perdido, jamais existente, para enxergar e amar por completo a filha que ela tem.

        (P.S: A minha demonstra pensar da mesma forma que a sua.)

      • Jonathan ‘Hamelin’ Malavolta

        Deisy, o “genético” como fator determinante da causa não implica que seja uma alteração, como no caso do Síndrome de Down, mas sim no fato de se ter nascido dessa forma. Por exemplo, se uma pessoa tem olhos azuis, ela os tem não porque os pintou de azul, mas por causa de um certo gene, ou um certo grupo de genes, que torna(m) seus olhos azuis aos olhos dos não-daltônicos. É justamente isso que se quer dizer ao afirmar que a homossexualidade tem uma causa genética, é um gene ou um grupo de genes que entra em interação com o ambiente no qual determinado indivíduo viva que irá determinar se ele será hétero, homo, bi, pan, cis, trans ou até mesmo assexuado. Não significa que seja uma doença. Ou os olhos não eram para serem azuis, se tornam azuis por motivo de doença quando dizemos que o são por causa de ordem genética?

      • rone

        Amigo, se informe sobre as causas da homossexualidade genética e vai saber que está mais ligada a desvio do que a normalidade do genótipo humano.

      • Will Filho

        “é uma caracteristica genética cuja causa ainda não se sabe. Mas o que JA
        é consenso, é que nem cultura, nem ambiente familiar, nem
        meio-ambiente, nem experiencias determinam a orientação sexual de
        ninguem.”

        Minha nossa, de onde você tirou isso amigo? Da internet? Por gentileza, já que estás mais bem informado que eu, favor, me mande por email quais os estudo (pode ser apenas um), que testifique as “características” genéticas que você menciona, blz? Será um prazer ler!

      • Jonathan ‘Hamelin’ Malavolta

        Da mesma forma como você critica o autor, eu uso de minha liberdade de expressão para criticar você. Como assim, “homossexualismo”? Sou formado em Letras e minha esposa em Psicologia (porém a vida toda sempre gostei dos dois sexos, sem distinção, e só implicava quando vinham zoar com a minha cara me rotulando de “viadinho” por entender tal zoação como uma falta de respeito no geral a toda a população LGBT) pós-graduada em Sexologia (justamente a ciência da saúde que estuda a sexualidade humana). Saiba que em 1973 a OMS, Organização Mundial da Saúde, retirou o sufixo “ismo” de todas as orientações (ou condições, como está se chamando hoje em dia) sexuais diferentes da hétero (e das identidades de gênero diferentes da cis também). Logo não há nenhum sentido falar-se em “homossexualismo” ou “transsexualismo” em pleno 2012. Perceba que o próprio Giba, que também é psicólogo, como minha esposa, usou as expressões “homossexualidade”, “bissexualidade” e até mesmo “transsexualidade”. Quer chamar o Alex Castro de desinformado mas acabou por demonstrar que o desinformado aqui é você ao usar o termo “homossexualismo”. Precisa estudar mais sobre a sexualidade humana, amigão. Do contrário, corre o risco de cair em contradição em sua própria fala.

        E antes que me esqueça, não me considero bi, mas pan; da mesma forma como não me considero cis nem trans, mas igualmente pan. Já ouviu falar de “panssexuais” e “pangêneros”, presumo.

        Atenciosamente, Jonathan ‘Hamelin’ Malavolta, músico, escritor, poeta e enxadrista, panssexual e pangênero assumido e militante contra a homofobia (incluindo a homofobia política, que nada mais é que a retirada, para o público LGBT, dos direitos que já são dados ao público não-LGBT) e a favor do casamento igualitário (inclusive, por ser pangênero, costumo brincar que, já que psicologicamente pertenço aos 2 sexos, meu casamento é tanto entre um homem e uma mulher quanto entre duas mulheres; ou seja, além de toda essa assinatura complexa, também sou lésbica, rsrsrs).

      • Jonathan ‘Hamelin’ Malavolta

        Ah, sim, e só para não perder o costume de ser um debochado (como todo bom italiano, aliás):

        MARISA LOBO, CURE MEU HETEROSSEXUALISMO!!!!!!!!!!!!!!

    • Will Filho

      Excelente Alex Castro!

  • http://www.facebook.com/people/Guilherme-Souza/100000766871404 Guilherme Souza

    Vou comentar apenas uma parte do texto que fiquei meio *assim* de cara.
    Porque diabos um gay jovem precisa de um outro gay bem sucedido como exemplo de vida? Isso pra mim é completamente errado. Se eu quiser um exemplo de vida vai ser pelas suas ideias e feitos, independente de cor, credo ou opção sexual. 

    • http://twitter.com/luizagcn Luiza

      Todos nós precisamos e temos exemplos de vida. É que fazemos/escolhemos isso instintivamente (sem perceber)

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Será mesmo? Tem pessoas que a gente vê na vida que parece que nem tiveram exemplos…

        Creio que ele está certo no argumento dele. Antigamente baseava-mos muito nos feitos de pessoas e ficava estampado “o cara era macho” ou algo assim. Hoje só se estampa “eis um cara de sucesso”.
        Aproveitando a deixa e respondendo a um ponto do texto, que eu saiba, o Jean Willys é um dos exemplos de homossexuais que se deram bem na vida. Virou vencedor de um reality show, e hoje é um político em defesa dos homossexuais. :)

    • ThalesC

      Essa sua forma de pensar funciona no mundo ideal, Guilherme.
      Infelizmente pro ser humano, ser humano não basta. Ninguém vê o próximo
      despido de preconceito, você é a cor da sua pele, sua crença e o que
      você ama.

      Se as pessoas julgam umas as outras por ser negro, macumbeiro ou gay,
      você acaba carecendo sim de exemplos pra poder se identificar, pra poder
      pensar “Opa.. não podem me diminuir por isso não! Fulano é bem sucedido
      e respeitado, e ser panssexual/ateu/amarelo não o impediu de chegar
      lá!”.

      Como dito no texto, infelizmente os gays são dos que mais carecem desse
      exemplo aqui no Brasil, principalmente pq os que são bem sucedidos ainda
      se sentem pressionados socialmente a se manter no armário. É como eles
      não saem do armário, muita gente que poderia usá-los como exemplo,
      acabam não saindo do armário também (efeito tostines). Mas tem muita
      gente lutando pra mudar isso.. vai melhorar! =)

    • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

      Exatamente como a Luiza disse, fazemos essas escolhas instintivamente. Você mesmo deve ter vários exemplos na sua vida que inconscientemente opta por segui-los ou abominá-los, sem sequer se dar conta disso. 

      Faz bem olhar pro lado e ver: po, essa pessoa está no mesmo barco que eu e pra ela deu certo. Ou daquele jeito eu não quero. O autor, acredito eu, só encontra na sociedade exemplos do que ele não quer pra vida dele e isso acaba influenciando na sua falta de auto-aceitação…

    • Jos_El

      Um dia isso vai ser possível (na verdade, acredito que esse dia está próximo). Mas, é importante para um homossexual ver que um gay pode ser bem sucedido, afinal, na maior parte das vezes o exemplo que ele vê na mídia é a travesti do trem, o afeminado alívio cômico da novela ou o gay marginal dos programas policiais.

  • http://www.facebook.com/gumorim Gustavo Amorim

    Excelente texto. Parabéns ao PDH. Como o MrJTCarioca disse, o problema do leitor é claramente a baixíssima autoestima. Sou leitor do PDH há algum tempo e adoro os textos e matérias, me identifico com muitos deles e apesar de tudo isso sou gay e sou feliz. Durante muito tempo tive essa imagem distorcida do que é ser gay e até me reprimia também, isso até um amigo se revelar gay e aí foi recíproco, fiz mais amigos tanto gays como héteros e todos se dão bem. Creio que a partir do momento que a pessoa se aceita, tudo flui naturalmente. Hoje minha família já sabe, e todos aceitam muito bem (tá, eu sei que não é a mesma coisa pra todo mundo mas se aceitar já é um grande passo) e vivo muito bem com todos os meus amigos e sexualidade. =)

  • Li

    Muito bom vídeo, depoimento intenso. Penso muito em todas essas coisas.

    Mas sobre o chocolate, pra mim, tá errado, tá tudo errado. É simplista e propaga uma ideia de que as pessoas não podem ser contrariadas nas suas vontades. 

    Algumas pessoas tem tendência suicida, e a gente não incentiva o suicídio, algumas pessoas tem tendência psicopata, e a gente não incentiva a psicopatia. 

    A questão é se a tendência/vontade/vício é nociva ou não a si mesmo e a sociedade. Somos seres humanos com capacidade de ter auto-controle. É mais difícil para alguns, é mais difícil em alguns campos, mas é necessário.

  • Anonymous

    Sou bissexual e meus amigos e amigas sabem, foi meio dificil contar pros meus amigos heteros no inicio mas hoje em dia não tem problema algum, nao sou afeminado (nao tenho nada contra), tenho amigos heteros, gays, bis e convivo em muitos meios sociais sem me privar de nada… só nao axo q minha opção sexual tenha que ser explicitada a todos, se eu tiver afim de ficar com um cara ou uma menina um certo dia, tanto faz… mas sei que o preconceito ainda eh foda em alguns lugares

  • http://www.facebook.com/sonsin Eduardo Sonsin

    Achei o texto fantástico. Realmente ele sofre e provavelmente não é o único que sofre dessa forma por ser homosexual. Acho que ele precisa, de qualquer forma, encontrar sua felicidade. É difícil? Sim, bastante. Pessoas, digamos “convencionais”, demoram para encontrar a sua felicidade, imagina então uma pessoa que está nessa situação…mas é aquela coisa, como todo mundo, ele tem que dar a cara a bater. Tem que tentar, se não tentar não vai conseguir nada e as coisas continuarão como estão. Se o medo é rejeição por parte da sociedade faça escondido. Melhor fazer escondido e ser feliz do que não fazer e continuar como está. Dá a cara a bater, uma hora você engata no rumo certo e aí é só alegria.

    Todo mundo é diferente de todo mundo. Ser diferente não é algo bizarro, é simplesmente normal.

  • http://twitter.com/kkcamilla Camilla Camilla

    Acabei o texto em lágrimas. Qta dor e qta prisão esse cara não está sentindo! Porque é tão fdificil aceitar as pessoas

    • Anonimo5_

      Gays sao aberrações!

  • http://www.facebook.com/anderson.ramos.carneiro Anderson Carneiro

    Já sei, use o exemplo do LANTERNA VERDE! 

  • Felipe Cardoso

    RECOMENDO INFINITAMENTE o filme Kinsey  para ele…

    (é sobre a vida de um sexologo americano, que começa a desvendar a sexualidade de uma nação, é SENSACIONAL!)

    no mais esta é uma situação MUITO triste… espero que ele supere isso… Aliás, espero que nosso mundo supere isto…

    Boa sorte aí cara! Don’t worry, be happy…

    • http://www.facebook.com/simoesluan Luan Simões

      Esse filme é sensacional.

  • http://twitter.com/kkcamilla Camilla Camilla

    Terminei o texto em lágrimas.

    Qta dor, qto sofrimento e qta solidão. Muito corajoso o autor.
    Pq é tão dificil aceitar as pessoas como ela são?? Pq sim, se a liberdade e a compreensão fossem cultivadas desde o incio ele não teria vergonha de ser quem é.
    Isso acontece também com obesos, deficientes. “feios”.
    O texto ficou ótimo, parabéns ao PDH.
    Que venham mais como esses.
    E ao autor… toda minha solidariedade. E que ele encontre a luz. Que descubra que pode ser amado e que amar é lindo…independente de como ou quem.

    • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

      É, Camilla, isso aconteceu comigo também. Cheguei ao final e chorei, tanto pelo conteúdo do e-mail do garoto, quando pela belíssima forma como o texto foi construído.

      É uma das piores sensações que existem você se sentir um elemento fora do mundo, não encontrar nenhum terreno que o acolha, não ver semelhantes em lugar algum, imaginar inimigos e se sentir faminto, desejando algo que nunca consegue alcançar.

      Infelizmente, como você disse, esse mesmo mindset acaba existindo em muitas outras condições. É um inferno que está presente e pode haver alguém se sentindo assim bem ao lado e nós nem percebemos. Pura falta de empatia, falta de compaixão nossa.

      E a falta de compaixão está também em frases como essa que eu acabei de soltar, por que presume que o outro é diferente. Não é. Se você se sentir rejeitado, sem lugar no mundo, vai ficar do mesmo jeito. Do mesmíssimo jeito.

      Todos nós temos essas mesmas necessidades, essas mesmas vontades, neuras e tudo mais. Igualzinho. Até mesmo e principalmente quem está na norma, as ditas pessoas ricas, bonitas e inteligentes. Quem não viu o depoimento da Xuxa?

      Eu acho que o buraco é muito, muito, mas muito embaixo, mesmo.

  • http://www.facebook.com/leo.morato.54 Leo Morato

    Cara, foda o texto! E não serve só para os gays, serve para qualquer pessoa que se sinta reprimida por qualquer motivo. Uma puta discussão ampla e profunda que envolve TUDO oq está em torno da nossa cultura. Fudido!

  • http://twitter.com/ObsoL ObsoL

    O “leitor do PDH” não tem apenas baixa autoestima e uma visão distorcida do “mundo gay”, recebida pronta da sociedade. Ele tem também uma visão extremamente idealizada da “vida heterossexual”.

    Trancado em casa cheio de vergonha, e sem uma experiência própria, ao mesmo tempo, ele fantasia uma comunidade gay coalhada de vícios (alguns reais) e um mundo heterossexual pleno de virtudes (dessa forma geral, nenhum real).

    Afinal, talvez por menos numerosa e ainda um pouco segregada, a comunidade gay é mesmo cheia de divisões muito claras; gays tendem a pensar, ou ao menos falar, muito de sexo; há intriga, inveja e futilidade; existe uma enorme competição por desempenho e conquistas.

    Mas quem disse pra ele que a vida heterossexual é diferente? Desde quando heterossexuais não têm inveja e competem? Quem disse que no mundo heterossexual não há divisões (esportistas, nerds, intelectuais, micareteiros, surfistas…)? Desde quando o mundo heterossexual não dá enorme importância ao sexo e é livre do que ele chamou de depravação.
    Na verdade, o heterossexual que ele quer ser também não existe.A vida é dura; a vida é boa. Não importa a orientação sexual.

    • Max Reinert

      Enfim uma colocação mais do que sensata:

      Trancado em casa cheio de vergonha, e sem uma experiência própria, ao mesmo tempo, ele fantasia uma comunidade gay coalhada de vícios (alguns reais) e um mundo heterossexual pleno de virtudes (dessa forma geral, nenhum real).”

      Incrível como o discurso heteronormativo é tão forte que muitas pessoas, mesmo acreditando serem “livre de preconceitos”, acabam por renderem-se a uma dicotomia inexistente.A verdade é que não existe o tal “mundo gay” e o tal “mundo hetero” como mundos tão facilmente reconhecíveis. Conheço milhares de gays e heteros que são intragáveis/preconceituosos/etc… e, obviamente, não é a orientação sexual somente que os condiciona esse tipo de comportamento.

    • Gabriel

       não entendi, quer dizer q não há gays esportistas, nerds, intelectuais, micareteiros e surfistas? percebe o tamanho da asneira que você falou?

      • http://twitter.com/ObsoL ObsoL

        Não percebo porque não foi isso que eu disse.

    • Psn

      Concordo plenamente…
      Tenho como exemplo muitos amigos que são o modelo Hétero:Bem sucedidos ($$), reconhecidos na sociedade, bela companhias… Mas o no fim… vazio.
      Mesmo com todos os atributos do hétero virtuoso… mas no fim.. vazio.

  • http://www.facebook.com/victor.xavierbrito Victor Xavier Brito

    Muito bom o texto. Acho que serve para trazer a tona um debate extremamente necessário tanto para cada indivíduo que vive na pela uma realidade semelhante, como para a sociedade como um todo.
    Só discordo de você em uma parte: justamente na parte em que você discorda do Giba.
    Essa idéia de que a homossexualidade (e até outras formas q são chamadas erronamente de “desvios”) é exclussiva da espécie humana está equivocada, há sim diversos relatos científicos que comprovam a ocorrência desse comportamento sem fins reprodutivos em várias outras espécies, o que joga por terra a afirmação de que somente a heterossexualidade é “biologicamente normal”:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Homosexual_behavior_in_animals

    Tem a versão em portugês do artigo, mas a em inglês está bem mais completa, como quase sempre.

    Edit:

    Sinto muito se meu comentário pareceu acusar o texto de heteronormativo, não poderia ser mais longe do que realmente eu penso; concordo com praticamente tudo que o Alex o Giba escreveram no texto. O ponto que eu queria destacar (apesar de saber que o foco do texto é outro) era o biológico, queria desmistificar essa diferença toda que muitos pensam que existe entre nós e o reino animal. Sou biólogo e durante a minha formação, descobri que vários comportamentos que eu mesmo presumia ser exclusivo da espécie humana são encontrados em outros animais, não só comportamentos homossexuais, mas também outros como infidelidade em espécies consideradas monogâmicas, sexo sem finalidade reprodutiva, estupro, etc. Não quero de forma alguma defender a “normalidade social” de qualquer um desses comportamentos, minha intenção é unicamente desmercer a idéia de que certos comportamento são biologicamente inexplicáveis.

    • Ezra Santos

      Eu pensei nesse ponto também Victor concordo com você. Aliás não acho coincidência que relatos de sexo entre mesmo gênero no mundo animal aconteça primariamente em mamíferos sociais. Eu não gostaria de pensar que exista um ‘gene gay’ específico, mas talvez certos indivíduos tenham uma make-up que os tornam extremamente sociais (que pode ou não se manifestar como homosexualidade), visto que no mundo animal sexo entre mesmo genero tem a função de fortalecer laços(proteção, cooperação e afins) em oposição à função reprodutiva.
      Meu ponto não é heteronormativo mas sim a favor de uma sexualidade fluída ou multiplicidade de gênero como o Giba escreveu sobre desconstruir a [hetero]sexualidade, a pessoa pode ser um gay ‘durão’ ou um hétero sensível e outras infinitas possibilidades. Temos que romper com a idéia do sistema de gênero binário, que só tem espaço pro homem  ’machão/forte/viril’ e a mulher ‘frágil/maternal/emocional’. Se parecer familiar é porque esse rompimento foi algo que começou com o movimento feminista.

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=1374195871 Daniel Viana Rodrigues

      Acho que você e mais alguns aqui entenderam errado. O Giba jamais negou que os animais demonstram comportamento homossexual. Ele, como psicólogo, só disse que os animais não têm “sexualidade”. O sexo pros animais não envolve a carga imensa de emoções que há entre as pessoas. Por isso, o conceito de “sexualidade” é exclusivamente humano. Fazer sexo e apresentar uma sexualidade são coisas totalmente diferentes.

      Mas é ótimo ter um profissional explicando aqui também a questão biológica. Muita gente não conhece esses fatos.

  • http://www.facebook.com/people/Marcio-Diniz/100000180717236 Marcio Diniz

    O Papo de Homem não fala sobre o mundo heterossexual. Fala sobre ser humano e como nós podemos encarar o mundo.

  • http://www.facebook.com/luciana.maganin Luciana Maganin

    Adorei ler isso tudo.
    Por esse tema e por outros aparentemente polêmicos mas escritos com tamanha clareza que sou fã do Papo de Homem.
    Parabéns a equipe, parabéns ao autor do relato.
    Difícil dar uma opinião aqui ou um conselho, pois sou devota da antiga e sabia frase da Pimenta e Refresco, porém estimo que as coisas se encaixem em seus lugares e que tudo escrito aqui sirva para amenizar confrontos e dores da alma.
    Beijocas a todos e cada vez mais fã!

  • Esaigh

    TOP 10 melhores textos do ano. Acho que o autor do e-mail precisa de um amigo de verdade. Só isso.

  • TZinmi

    Fantástico artigo, parabéns ao Alex e principalmente ao leitor que mandou o depoimento, eu nem tive um  quarto azul quando criança e sou hétero – e eu gosto de ser hétero – mas não dá pra imaginar o inferno que ele está passando.

  • rosa

    Meu recado para o autor:
    Nesse mundo cheio de gente todo mundo é diferente, e normal é só uma convenção.
    Aceite sua homossexualidade e se permita ser feliz porque todo mundo no mundo nasce com o DIREITO à felicidade.
    Você é merecedor de amor, de carinho, de felicidade.
    Os gays tem pai, mãe, amigos, fazem compras do mês, reclamam da operadora de telefone, tem filhos, avós, sogros… O mundo gay NÃO é um conjunto de vários guetos, e, às vezes, as pessoas estão dentro dos guetos apenas para se proteger. Como você está dentro de si mesmo buscando se proteger.
    O mundo dos heteros também tem guetos, e os heteros também podem ser afetados, traiçoeiros, promiscuos.
    Mas existem mundos onde heteros e gays vivem em harmonia, são amigos, se gostam, se respeitam. Acredite em mim. Somos todos seres humanos, e a nossa sexualidade é uma só entre as milhares de características que temos.
    A homofobia existe. O racismo existe. O machismo existe. Mas isso não é motivo pra se negar a liberdade de ser quem você é.
    Por favor não perca nem mais um minuto pensando que você é anormal, ou indigno da felicidade.
    Por favor, seja feliz.

  • http://twitter.com/jmanuelmota João Manuel Mota

    Estou boquiaberto. Meus parabéns pelo Artigo. Sem palavras!

  • Lucas Maldonado

    Um dos artigos mais complexos do PdH, foda demais.
    “Pois somos o Papo de Homem — não necessariamente o Papo de Homem heterossexual.”
    Essa é uma das caracteristicas que torna o Papo de Homem um dos melhores sites que frequento, essa preservação da igualdade.Continuem assim sempre;

  • Aiaiai63

    perfeito, alex.
    Acho que esse texto vai aclarar a cabeça de muitas pessoas, muitos gays e lésbicas que sofrem com o fato de que não conseguem ser quem a sociedade espera que eles sejam. E que foram completamente iludidos com a ideia de que o mundo fora da esfera hetero é “horrível”.O mesmo acontece com o machismo. Sempre que a gente fala do machismo, vem alguém dizer: “ah, mas as mulheres são as mais machistas de todas. Inclusive as mães, que criam os filhos para serem machistas”…É, precisamente, porque nós mulheres estamos, desde muito cedo, submetidas à cultura machista. A gente aprende muito pequena que somos inferiores, q devemos nos preparar para casar, que uma mulher deve se apresentar sempre bonita/arrumada/maquiada/contida, etc.E, posso dizer por ter sentido tudo isso na pele, é muito difícil não seguir o machismo. Minha vida teria sido muito mais fácil se eu tivesse aceitado o papel que haviam me ensinado que era o meu: ser submissa, estudar apenas para ser interessante, estar sempre bonita/magra/arrumada, etc, e principalmente, arrumar logo um marido pra cuidar de mim.kkkkkkkkkkkkkkkkkkkTeria sido mais fácil, mas, no meu ponto de vista, infinitamente menos divertido.

  • http://www.facebook.com/marcobonito.br Marco Bonito

    Um dos melhores textos que eu já li e que todos(as) deveriam ler, independente dos seus pré-conceitos a respeito do tema.

    Leia, não só o início, porque senão irás entender tudo errado, leia até o fim, assista o vídeo, vale a pena, embora seja provocante trata-se de um texto incrível e mais do que isto, um texto para uma sociedade distantemente evoluída.

    É o tipo de texto que deveria ser discutido na mesa de jantar, nas rodas de bar, nas escolas, nas universidades, no táxi, no cabeleireiro e ainda mais: nas redes sociais digitais.

    Parabéns aos autores pela coragem, virei ainda mais fã do blog e recomendarei a leitura

  • Leandro_b

    Meu primeiro comentário aqui, criei uma conta só pra isso :D
    Sinceramente, as vezes penso que tenho minha sexualidade indefinida, mas creio que ela é somente “aberta à todas as experiências”. Gosto de mulheres, mas tenho muitos amigos e amigas gays e já tive uma experiência homo na vida, e foi prazerosa na época. Não cheguei a passar por nada disso, de ter dúvidas, de querer morrer por ter feito isso, fiz o que me deu vontade e faria novamente, pq não me prendi a conceitos pré-definidos. Não se sou realmente gay, bi, ou algum desse milhares de rótulos que existem, prefiro não ligar pra isso, mas se eu for algo, que bom, porque eu sou MUITO feliz do jeito que sou, e não queria ter nascido diferente, na verdade se eu pudesse ser um pouco mais bonito seria ótimo, mas enfim. Vivi e vivo muito bem a vida, apesar de ter apenas 20 anos. Pude conhecer as pessoas e saber que essas ideias que criam a respeito de gays, pobres, negros, mulheres e outras minorias não existem de fato. Acho que o que autor do email (que infelizmente não pude ler todo por não ter estômago suficiente pra isso) precisa de amigos, de conhecer o mundo, as pessoas, não se prender apenas ao que ele vê o Silas Malafaia falando na TV. Ser gay não é errado, é só mais um detalhe na sua vida, que particularmente não faz diferença nenhuma, sério. Um gay não precisa deixar de gostar de carros, de jogar futebol, de comer churrasco, ou usar rosa, isso são coisas que você pode gostar ou não, independente da sua orientação sexual, isso são apenas esterótipos bobos. Faça o que você gosta, e o que te faz feliz, não se prive e não crie conceitos prontos a respeito das coisas, isso não é legal e não te trará felicidade. Boa sorte!

  • http://www.facebook.com/people/Bruno-Gouvea/100000306561706 Bruno Gouvea

    Escrevo para dizer que achei o texto genial. Gostei muito da sutil ironia nas imagens no decorrer do texto, pegando justamente as falas do autor e contradizendo elas de uma forma muito sutil e inteligente por meio das obras retratadas, evidenciando justamente a fala do autor com os discursos que a sociedade impõe nas pessoas. Olha, pela descrição dada aos heterossexuais ao frequentarem um bordel, penso que seria possível convencer qualquer mulher de que seria uma atividade no mesmo patamar que o “futebolzinho de final de semana”, na qual duvido que alguma abriria resistência sobre seu namorado/noivo/marido ir ao bordelzinho tomar uma cervejinha e jogar uma conversinha fora…

    Outra coisa que gostei foi o posicionamento do Psicólogo Gilmaro Nogueira, que apresenta uma parcela da perspectiva psicanalítica de forma tão clara e transparente, que torna-se em um convite para as pessoas conhecerem melhor as obras do Freud, além do belo trabalho desenvolvido, engradecendo o nome da Psicologia (também sou psicólogo), dá gosto de ler um texto assim, diferentemente de uma histérica que se julga psicóloga, como a Marisa Lobo que deturpa os conceitos da profissão e do cristianismo (http://marisalobo.blogspot.com.br/).

    A cada dia que passa, gosto ainda mais de ler o Papo de Homem…

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000559103169 SayoNara Costa

     

    É
    comovente imaginar que alguém possa viver soterrado em tantas frustrações,
    dúvidas e rejeições acerca de si mesmo. Como já foi dito aqui, acredito que
    essas impressões foram construídas em cima dos discursos que pairam pela nossa cultura
    e é bastante difícil esquivar-se deles, quando, muitas vezes, nem se percebe
    que se está a reproduzi-los. E quando vc é, ao mesmo tempo, o alvo e o difusor,
    o sofrimento interno é maior ainda e, provavelmente, alguma dessas vertentes
    vai ter de ser descartada. Felizmente, estamos sempre mudando e as influências externas
    contribuem muito pra isso, desde que estejamos abertos para elas. De fato, do discurso e dos valores da sociedade não
    é fácil escapar. Somos assujeitados por eles, já nascemos interpelados por toda
    uma discursividade, porém, é na vivência que construímos o pouco que nos é peculiar.
    Nosso colega leitor parece ainda não ter quebrado a casca do ovo e, inclusive,
    já sinaliza para uma desistência.

    Falta
    aí a apropriação da própria liberdade. Liberdade para questionar o que se está
    dizendo, seja para concordar com conhecimento de causa, seja para deixar essas
    algemas sociais para trás. Vejo lampejos de liberdade no texto, quando o jovem afirma
    que deseja um emprego estável e poder viajar, essas são formas palpáveis de se
    alcançar a representação social mais comum construída para a liberdade. Mas,
    amigo, você pode experimentar a liberdade antes disso, e ela certamente te fará
    muito bem. A liberdade de questionar e de extrair do questionamento a
    curiosidade de ver com os próprios olhos. Preencher-se com as próprias
    experiências é uma forma de não dar muito espaço para esses discursos
    excludentes que no final só servem para nos excluir de nós mesmos.

    Coragem!
    Espero que vc se encontre e seja muito feliz.

    Obrigada
    ao PdH por proporcionar mais esse imprescindível debate. Espero que ele sirva
    para libertar muitas outras pessoas.

    • http://twitter.com/ObsoL ObsoL

      Excelente.

      E olha que interessante, ele quer “… viajar, cair no mundo”. Que será que ele fantasia nesse cair no mundo?

      Eu lembro bem de quando tinha esse mesmo sonho. Engraçado, eu fantasiava tanto com isso – e tinha tanta fantasia embutida nessa caída no mundo. Quer dizer, ainda quero muito passear, mas não tem mais este conteúdo de escapar da dor.Espero que ele ache o caminho dele.

  • LucianaGauchinha

    Ah, eu tenho um caso pra contar:
    eu tinha um amigo na escola que a gente era unha e carne, todos achavam que nós namorávamos. E sempre que rolava o tema ‘gay’ eu dizia grosserias, absurdos. Sim, já fui muito homofóbica.
    Anos depois, na faculdade, nossos encontros ficaram raros, mas como sempre intensos. Uma colega veio me dizer que ele a confessou que era gay e pediu pra eu não contar. Guardei isso de todos por uns 3 anos, mas estranhei porque ele era o mais mulherengo da sala, até que numa festa ele me contou. Na verdade, contou primeiro a meu namorado, que ele mal conhecia e depois me contou.
    O que eu sinto muito é que, pela nossa proximidade, eu deveria ser a primeira a saber, mas por causa do meu preconceito, ele disse que tinha medo de me contar.

    Agora eu pergunto: Esse preconceito me serviu pra quê? Só pra me distanciar de uma pessoa espetacular.

    Aprendi com isso que quem perde não é só quem sofre o preconceito, mas o preconceituoso também. Perdi momentos mil com uma pessoa fantástica por um conceito deturpado que não me ajudou em absolutamente nada.

    • Jonathan ‘Hamelin’ Malavolta

      Luciana, você teve agora mais culhão (tutano, coragem, ousadia, chame como quiser) que muito marmanjo barbado que vejo por aí: Assumiu seu próprio preconceito. Não é difícil achar alguém preconceituoso mas é extremamente raro encontrar alguém preconceituoso que admita que tem preconceito e de quebra qual é o referido preconceito. Fico mais feliz ainda ao saber que você eliminou de si esse preconceito. Meus parabéns!

      • Isang Gallow

        Só uma nota: não deveria ser tão admirável que uma mulher tenha mais “tutano, coragem, ousadia, chame como quiser” do que muito marmanjo “barbado”. Ao atribuir essas virtudes a ter “culhões”, estamos reproduzindo uma visão de mundo sexista.
        Como o texto bem conclui, nenhum de nós está imune a, sem perceber, reproduzir os discursos normativos da nossa cultura. :)

  • http://www.facebook.com/jaumgodoy Jaum Godoy Rocha

    Texto foda. Muito bem escrito, muito bem organizado e extremamente real. Como alguém que viveu o mesmo que o cara citado, posso dizer que faz MUITO sentido. 
    E mais ainda quando leio cada trecho do e-mail do cara e lembro a forma como eu pensava/vivia e o quanto minha mudança de postura quanto a mim mesmo me ajudou a ser, de fato, um homem. 
    Ser homem é, acima de tudo, enfrentar a si mesmo e saber vencer seus medos. Só que sozinho, não dá. Creio que, ao responder o leitor, vocês estão fazendo sua parte. Como muitos amigos fizeram por mim.
    O PdH cresce em meu conceito com esse texto. Se eu já gostava, passo a gostara inda mais.

  • Leandro_b

    Duplo comentário, mas esqueci de falar. Querem exemplos de gays bem sucedidos? Tem vários, inclusive tem um monte enrustido por aí que é bem sucedido, mas enfim: Batman (ok, é fictício), Alan Turing (cientista), Marco Nanini (ator), Tim Cook (CEO da Apple), Peter Thiel (criador do PayPal), Giorgio Armani (estilista), Renato Russo, Elton John, Matheus Nachtergaele (ator), Rich Ross (presidente dos estúdios Walt Disney), Jann Wenner (fundador da Rolling Stones), Robert Hanson (CEO da Levi’s), entre outros que por não serem assumidos não é possível citar . Não que isso seja realmente importante.

  • luciano

    Papo de homem, grande admiração por um texto bem escrito, bem fundamentado e argumentado e principalmente gostei do texto pois ele não aborda o assunto de forma separatista, não cria mais preconceito aonde já é excessivo. 

    Um dos grandes problemas de texto pró negros é que eles criam uma linha que separa os negros dos brancos, como se não fossem normais. Alex castro, e os envolvidos, foram fundo no tema e envolveram o psicológico, o real a humanidade, e inseriu o rapaz normalmente na sociedade, levando mais em consideração seus problemas sociais e psicológicos como o grande problema ao invés de sua opção sexual. O drogado se resolve tratando apenas o problemático. E gay? tratamos eles? tratamos a sociedade? Tratamos os dois ? Papo de homem sim, o homem deve resolver os problemas que cria. 

    • http://www.facebook.com/anderson.ramos.carneiro Anderson Carneiro

       O texto fala o tempo todo de mundo gay, guetos e etc. Se isso não é separar, não sei mais o que é.

      • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

        Mas o texto fala isso sob o ponto de vista do autor do relato, não sob o ponto de vista do Alex, ou do PdH…

  • Fernando

    Sinceramente,acho que ele só precisa de um bom amigo(a) que de um soco na cara dele (mesmo que seja verbalmente) .

    Claro que esse soco não é para ele alterar a opção sexual dele, mas sim para ele abraçar o tesão e a causa e viver verdadeiramente e não se limitar a sobreviver só porque seria muito triste para a mãe dele se ele se matasse.

    Se ele não acha o “mundo gay”  legal, basta que ele não se submeta as regras. Talvez se ele tentasse conversar com alguém que ele ache interessante, de repente ele descobre alguém que tem os mesmo valores que eles, mas que descamba para o sexo sem pudor por falta de opção assim como ele.

    Ninguém tem pensamentos ou ideologias únicas no mundo, até monstros da história que cometeram genocidio ,e outras barbaries tinham pessoas com ideologia comum apoiando ele.

    Logo, alguém que só deseja coisas boas como um sentimento, um relacionamento, provavelmente encontrará alguém quando criar coragem para demonstrar sua ideologia ao mundo.

    O “mundo dos heteros”, também tem casos de pessoas que não se enquadram, veja esses exemplos que tem aparecido mais ultimamente, como Tim Tebow, que se mantém casto, e todos os ridicularizam porque ele é mega famoso e e poderia “comer” quem quisesse. Acredito que em algum momento da vida ele também se sentiu desnorteado e teve problemas namorando garotas que queriam sexo a todo instante, principalmente porque quando um homem não quer transar, geralmente é visto como um problema, assim como a homessexualidade.

    Cara, cria um blog anonimo, um grupo de discussão e começa a divulgar por ai, se você tem vergonha de fazer as coisas pessoalmente, começa virtualmente, quem sabe assim vc não acaba achando alguém que se sente como você,que não quer orgias ou sexo sem pudor, e sim um companheiro.

    Abraços.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=540249092 Marcela Xavier

    Brilhante terem publicado esse texto, um retrato bem fiel da depressão e da baixa auto estima. Isso são dores que muitos sentem em silêncio.
    Acho que a análise pode ir um pouco além da questão da homofobia e do racismo. O autor se mostra tão deprimido e sem saída, inclusive contemplando suicídio. Acho que se falarmos com qualquer pessoa em um estado igualmente profundo de depressão, vamos ver que não é só culpa da sociedade todo esse sentimento derrotista, mas também da falta de serotonina no cérebro, e de apoio pedagógico, psicológico, familiar…

  • Renato

    A baixa auto-estima da pessoa em questão, é tão profunda e se estende a há tanto tempo sem tratamento , pelo que percebo, que o impediu de viver e amadurecer. 

    Conhecer outras pessoas e lugares. É fato que no “mundo GLS” há sim podridão, mas em todas as esferas da sociedade existe isso. Cabe a cada a pessoa saber se ela vai se sujeitar a ir em salas escuras e ficar com X desconhecidos. Um pai de família que sai com travestis, é sim algo podre, pois engana a esposa, os filhos e a ele mesmo. Mas isso não é culpa dos travestis ou da esfera GLS, senão houvesse demanda não haveria a oferta desse tipo de serviço,certo!? Afinal prostituição é prostituição independente de genêro.

    E como está escrito no texto, a opinião dele é uma visão comprada de um universo criado pelo esteriótipo masculino hétero, pois como uma pessoa que se enclausurava em casa pode saber tanto!? Não faz sentido. 

    A falta de tratamento psico-terápico criou traumas e mitos na cabeça dele a respeito de como a sociedade funciona, uma fantasia que deturpou toda uma vida. 

    Digo isso, porque sou homossexual. De fato sofri com minha aceitação, mas jamais neguei minha felicidade. E sendo assim jamais frequentei os ambientes ditos como comuns no texto a gays e transgêneros. Como já disse, isso vai da pessoa se sujeitar a esse ambiente ou não.

    Hoje sou feliz, namoro e tenho amigos héteros e homossexuais. Creio que isso seja resultado de tomar uma atitude perante a sociedade. 

    Espero que ele consiga tratamento o mais rápido possível.

  • http://www.facebook.com/people/Ricardo-Santos/100003386412507 Ricardo Santos

    Texto dahora! Tenho 27 anos, sou gay, mas só assumi isso pra mim(o mundo foi consequencia) a 2 anos. Foi um processo muito complicado,pois tinha uma mentalidade muito parecida com a do colega do depoimento. como muita coisa já foi discutida aki nos comentários, só gostaria de acrescentar aalgumas coisas:
    1-Precisa de bons exemplos?Pode parecer ridículo para uma grande maioria a questão de um kara gay precisar ter um exemplo positivo na vida. eu, pessoalmente, não tinha nenhum. Mas mesmo que eu tenha aprendido com o tempo a me dar o meu valor e eleger e criar os exemplos que me são caros nessa vida, a verdade é que TODO o resto precisa disso.É tragicómico (pq aprendi a lidar com isso de uma frma bem humorada) a abordagem que as pessoas te fazem.Como sou, o que dizem, “comportamentalmente hetero sobre qualquer suspeita” um mundo de gente me pergunta se eu falo fino na cama, se eu eu “me revelo” quando bebo e coisa e tal.Quando respondo que sou simplesmente assim, muitos torcem o nariz.Certa vez um amigo levou uma colega dele para o buteco onde costumamos ir.Em certo momento da conversa, um amigo lançou uma brincadeirinha comigo.Ela imediatamente”Nossa, vc é gay?puxa, por que nao me falou isso antes!?fique sabendo que eu não tenho nenhum preconceito, por favor, sinta-se a vontade para vc agir como vc é!”, e eu “…..”.
    2-Sabe pq é realmente difícil para um kara assumir-se gay? quero que façam um exercício. que que observem no dia a dia quantas vezes voce fala “viado”,”bicha”,”boiola”,”baitola” toda vez que vc quer insultar alguém, ou dizer que algo simplesmente é degradante, asqueroso, repugnante, frescura ou que alguém é safado, sem vergonha, cafageste ou tenha qualquer atributo negativo.Percebam quantas vezes por dia vcs veem isso nas pessoas que o cercam. Vocês podem alegar que isso é forçassão de barra, que as pessoas falam assim por catarse, que realmente não querem insultar nenhum gay. Ok, pode até ser, mas pense em substituir isso por “preto”.Será que vai passar a soar racista?Agora pense direito:se vc tem um amigo gay e fala isso perto dele o tempo todo mas se redime dizendo que não é pra ele se ofender, imagina então: você que é amigo dele, que o leva ele em consideração o insulta o tempo todo, imagina o que ele não sente do mundo?Realmente doi muito.

  • Andre Arcas

    Caro autor do relato,

    Depois de ler esse post, eu só tenho uma coisa em mente, uma ideia simples e clara: você é foda. Eu não sei se você imagina o tamanho dos culhões necessários para se abrir e publicar um texto tão íntimo, intenso e honesto. Presenciei aqui sinceridade e coragem ímpares, que dariam inveja a muitos homens por aí. Foi admirável, mesmo.

    Ah, e por sinal: eu frequento academia, pratico esportes, bebo, transo, tenho carro, falo alto de vez em quando e adoro paquerar. Mas não, não tenho ideia do que é ser um homem pleno em si. E provavelmente, vou passar muito tempo sem saber.

    Mas independentemente de conceito ou certeza, heterossexual ou homossexual, “normal” ou não, eu acho que você foi muito homem ao enviar o seu relato.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      melhor comentario. obrigado.

    • http://www.facebook.com/anderson.ramos.carneiro Anderson Carneiro

      Acho que foi admirável, mas precisa ir adiante, André. Ficar nessa nao vai adiantar nada e eu espero que ele esteja lendo e tome, agora, uma atitude que é se aceitar… Querer ser hetero vai contra o que ele quer… ele nao quer ser hetero, ele quer ser aceito, mas isso precisa partir dele.

      • Andre Arcas

        Anderson,

        Tenho certeza ele precisa ir adiante e se aceitar. Mas isso nunca vai acontecer enquanto ele não tiver orgulho de si. Das conquistas que ele atingiu e das qualidades que tem. Depois que ele se orgulhar de ser quem é, a aceitação será apenas um pequeno passo.

    • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

      há de se ter culhões e isso é pra poucos! e o cara teve!

  • MFidalgo

    Excelente texto e maravilhoso vídeo final, parabéns pela iniciativa!!!

  • http://www.facebook.com/people/Gustavo-de-Santana/1784635557 Gustavo de Santana

    De bate pronto, um pouquinho emocionado, me arrisco a dizer que esse é o melhor artigo de todos os tempos publicado pelo PdH.
    É a compaixão e a abertura que eu gostaria muito de ver mais vezes em outros portais.Eu acho que tem uma pessoa muito (mas MUITO) próxima de mim que passa por drama parecido. Nunca soube direito como agir, como fazer pra ajudar.

  • http://www.facebook.com/Yokutxa Yolanda Marixe

    Texto incrivelmente maravilhoso. A coragem por trás desse desabafo e o dilema no QG são sinais de maturidade e respeito, respetivamente. 
    Provavelmente nada do que eu dissesse ajudaria esse homem. Mas posso dizer que é preciso muito para viver a espera de algo em que não se acredita. Muito mesmo. E isso eu respeito. 
    E parabéns à PapodeHomem por algo que enriqueceu o meu ser. Obrigada chicos :)

  • http://www.facebook.com/people/Philipi-Schneider/100002162334424 Philipi Schneider

    Excelente artigo. Relato triste e comovente. A única coisa de que discurdo é um ponto na parte final. Ao meu ver, essa ênfase pós-moderna na cultura determinando todo o comportamento humano leva a um certo tipo de especismo.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      desculpa, eu ri. como assim especismo? preconceito contra outras especies q nao a humana?

      • http://www.facebook.com/people/Philipi-Schneider/100002162334424 Philipi Schneider

         Exatamente. Desenvolvendo um pouco mais o assunto, ao estabelecermos que nós, humanos, nos comportamos de acordo com a cultura de nossa sociedade e nosso raciocínio, e outros animais através do instinto, estamos reforçandoa quela dieia que vem desde os tempos bíblicos de que há uma distinção fundamental entre nós e os outros animais. Não dá de se negar que os outros animais possuam experiências, memórias, inteligência e atividade cultural, assim como não dá de negar que nós, seres humanso, não agimos em grande parte por instinto. As difrenças entre seres humanos e os outros animais são de grau, apenas. Se fosse possível perguntar a um coelho porque ele faz sexo, duvido muito que ele diria algo como ‘faço sexo para me reproduzir’. Provavelmente a resposta seria bem parecida com a resposta de qualquer ser humano. Se assim não fosse, animais não se masturbariam.

        E, para mim, o propósito político de tirar todos os aspectos da sexualidade da esfera do instinto, do natural, e levá-lo para a cultura e construções humanas, só faz sentido se você considera verdadeira aquela ideia de que ‘o natural é bom, moralmente desejável’. Que, convenhamos, acho uma ideia até nociva. Vemos essa ideia quando gays defendem que a homossexualidade não é uma escolha, e sim algo com que a pessoa nasce. Como o fato de ser algo ‘natural’ do indivíduo, e não uma escolha, tornasse esse tipo de sexualidade mais “aceitável”. Da mesma forma, ao tratarmos a sexualidade como construção cultural, queremos negar o status de sua forma predominante como ‘natural’. De novo, é aquela ideia de que ‘natural é bom’ em ação.

        Na minha opinão, discutir se as diferentes formas de se exercer a sexualidade é algo construído ou inato e natural é valido cientificamente, mas politicamente só fazem mais mal do que bem. Se é natural ou construído, não deveria fazer diferença para nossas atitudes.

  • http://www.facebook.com/people/Rômulo-Giacomin/691043176 Rômulo Giacomin

    O relato mostra não um problema individual, mas uma questão de ordem sociológica, como muito bem argumentado por Alex Castro. A falta de informação, aliada ao medo de quebrar os paradigmas ultrapassados que dogmatizam a sociedade, fazem do preconceito figura constante em todas as épocas, variando apenas os grupos aos quais ele se direciona.

    Em Atenas, havia preconceito contra as mulheres; os escravos eram considerados como seres inferiores, embora Sócrates defende-se que todos os homens e as mulheres possuíam as mesmas capacidades intelectuais; além dos leprosos, isolados do convívio social devido à falta de conhecimento e tratamento da enfermidade.

    A sexualidade humana foi bastante obscura até a década de 40, quando Alfred Kinsey conduziu uma pesquisa sem precedentes sobre os hábitos sexuais norte-americanos. O filme “Kinsey – Vamos Falar de Sexo” (2004), o pai da sexologia humana mostra que não existe uma fronteira nítida entre heterossexualismo e homossexualismo, mas sim uma gradação. Na época, Kinsey sofreu diversas críticas e foi alvo de preconceito, fato não raro àqueles que subvertem as normas autocráticas da sociedade. 

    Além disso, homossexualismo não é exclusividade dos homo sapiens, mais de 450 espécies de animais foram relatadas em atos homossexuais em diversos graus e, entre os mamíferos, a proporção de homossexuais quase sempre se mostra em torno de 10% nas populações, a mesma incidência de canhotos em relação a destros, sendo que, há algumas décadas, este grupo sofria por ser considerado uma anomalia, sendo inclusive forçado a usar a mão direita nas escolas.

    Marginalizar minorias não resolve problemas, apenas insufla o ódio e as tensões sociais, impedindo a felicidade coletiva, pregada por Aristóteles como fundamental à felicidade individual plena. O preconceito corrobora com isso, existe desde quando o homem se tornou ser pensante e crítico, mas, ironicamente, parece inerente àqueles que não usam plenamente sua capacidade racional.

    Rômulo Giacomin

  • http://www.facebook.com/people/Marcio-Diniz/100000180717236 Marcio Diniz

    As coisas não são fáceis. Não importa o que os outros digam a partir de suas experiências e visão de mundo.

    Assiste um filme: Prayers for Bobby. O discurso da mãe de Bobby é único. Eu assisto e choro sempre.  http://www.youtube.com/watch?v=5EiT4Nb4u8o

  • http://profile.yahoo.com/LSV4DRKAM2FA5WKRMJRFAMQKHQ walter

    Faz algum tempo, eu escrevi que quem financia o tráfico de drogas
    não é quem usa a droga, mas quem criminaliza a droga. Se amanhã
    proibissem o chocolate, as pessoas continuassem a comer chocolate e
    houvesse gangues disputando a bala o mercado negro de chocolate, o
    responsável pela violência seria não o infeliz que tem que subir o
    morro pra comprar Sonho de Valsa, mas o irresponsável que inventou de
    proibir o chocolate. Foi a coisa mais escrota que li em tempos

  • Ps.

    Meu irmão é gay…qdo eu soube foi um choque resolvi me colocar no lugar dele, depois que ele me contou quando isso aconteceu!
    No jardim de infância quando ele tinha 6 anos gostou do primeiro menino!
    Foi a msma coisa comigo, eu no jardim de infancia aos 6 anos gostei do primeiro menino!
    Poderia ter sido ao contrario, eu poderia ter gostado de uma menina, apesar de toda a pressão e educação q a sociedade nos dá, é uma outra coisa q nao sei o nome q talvez a biologia, ciencia explique que define nossos gostos sexuais!
    Depois foi uma amiga q eu nao desconfiava, me falou nervosa, com medo de que eu fosse deixar de ser amiga dela, confessou que era gay! Foi um baque pra mim, baque maior ainda por ver o nervosismo dela ao me contar que o namorado na vdd era uma namorada…
    Sabe porq ? Por causa do preconceito, por causa da religiao, por causa de deus, do demonio…

    Alex, Papo de Homem vcs são ótimos! Vcs melhoraram a cada dia, naas abordagens de temas femininos e nas questões masculinas, raciais, etc.

    Vcs estão ajudando a acabar com o preconceito…

  • Vinicius

    Sou homossexual e leitor do PdH. Fui apresentado ao site por um amigo
    (bissexual), de início relutei devido ao nome, “Papo de homem”?.
    Achei que seria um site machista e voltado exclusivamente para homens
    heterossexuais. Resolvi deixar o preconceito de lado e dar uma olhada. Ao
    “foleá-lo”, pude perceber que não era um site voltado apenas para o
    público masculino heterossexual, o PdH traz muitos “papos”
    interessantes, são artigos e matérias feitas para PESSOAS, independentemente da
    condição sexual. Aliás, gay também é homem. Mas, por vivermos em uma sociedade
    heteronormativa, o site enfoca o modelo homem-heterossexual, eu, como leitor
    homem-homossexual, até leio de vez em quando os assuntos relacionados ao
    homem-heterossexual. Embora, as vezes, interrompo a leitura por não me agradar
    e até sentir algum desconforto e nojo, assim como um heterossexual
    provavelmente sentiria se lesse um conto/história homossexual.

    Leituras inesquecíveis, pelo menos ao meu ver, como: “O que é um
    homem? O que é uma mulher?” - http://tinyurl.com/ctwhoxs, são o que
    me fizeram e fazem virar um leitor assíduo do site. Mas, na verdade, são por abordagens diferenciadas, e não só as
    relacionadas ao extenso/complexo/delicado campo da sexualidade, que o PdH me
    conquistou. Quantas vezes já vi em minha timeline, amigos gays, compartilhando
    artigos e matérias sobre diversos temas deste site!

    Acredito que grande parte dos leitores homens-homossexuais, homens-bissexuais
    e até mesmo homens-heterossexuais lêem tal site para se sentirem mais másculo,
    como forma de se auto afirmar “homem”, como o leitor-gay apresentando no texto
    acima. Eu, leitor homem-homossexual, no entanto, encaro esse site/revista de
    forma diferenciada. Afinal, eu leio o Papo de homem, e não Papo de homem
    heterossexual. 

  • http://profile.yahoo.com/AJDAIOC4CMA476HON33ORO6BSM Vinicius

    Sou homossexual e leitor do PdH. Fui apresentado ao site por um amigo
    (bissexual), de início relutei devido ao nome, “Papo de homem”?.
    Achei que seria um site machista e voltado exclusivamente para homens
    heterossexuais. Resolvi deixar o preconceito de lado e dar uma olhada. Ao
    “foleá-lo”, pude perceber que não era um site voltado apenas para o
    público masculino heterossexual, o PdH traz muitos “papos”
    interessantes, são artigos e matérias feitas para PESSOAS, independentemente da
    condição sexual. Aliás, gay também é homem. Mas, por vivermos em uma sociedade
    heteronormativa, o site enfoca o modelo homem-heterossexual, eu, como leitor
    homem-homossexual, até leio de vez em quando os assuntos relacionados ao
    homem-heterossexual. Embora, as vezes, interrompo a leitura por não me agradar
    e até sentir algum desconforto e nojo, assim como um heterossexual
    provavelmente sentiria se lesse um conto/história homossexual.

    Leituras inesquecíveis, pelo menos ao meu ver, como: “O que é um
    homem? O que é uma mulher?” - http://tinyurl.com/ctwhoxs, são o que
    me fizeram e fazem virar um leitor assíduo do site. Mas, na verdade, são por abordagens diferenciadas, e não só as
    relacionadas ao extenso/complexo/delicado campo da sexualidade, que o PdH me
    conquistou. Quantas vezes já vi em minha timeline, amigos gays, compartilhando
    artigos e matérias sobre diversos temas deste site!

    Acredito que grande parte dos leitores homens-homossexuais, homens-bissexuais
    e até mesmo homens-heterossexuais lêem tal site para se sentirem mais másculo,
    como forma de se auto afirmar “homem”, como o leitor-gay apresentando no texto
    acima. Eu, leitor homem-homossexual, no entanto, encaro esse site/revista de
    forma diferenciada. Afinal, eu leio o Papo de homem, e não Papo de homem
    heterossexual. 

  • http://profile.yahoo.com/AJDAIOC4CMA476HON33ORO6BSM Vinicius

    Sou homossexual e leitor do PdH. Fui apresentado ao site por um amigo
    (bissexual), de início relutei devido ao nome, “Papo de homem”?.
    Achei que seria um site machista e voltado exclusivamente para homens
    heterossexuais. Resolvi deixar o preconceito de lado e dar uma olhada. Ao
    “foleá-lo”, pude perceber que não era um site voltado apenas para o
    público masculino heterossexual, o PdH traz muitos “papos”
    interessantes, são artigos e matérias feitas para PESSOAS, independentemente da
    condição sexual. Aliás, gay também é homem. Mas, por vivermos em uma sociedade
    heteronormativa, o site enfoca o modelo homem-heterossexual, eu, como leitor
    homem-homossexual, até leio de vez em quando os assuntos relacionados ao
    homem-heterossexual. Embora, as vezes, interrompo a leitura por não me agradar
    e até sentir algum desconforto e nojo, assim como um heterossexual
    provavelmente sentiria se lesse um conto/história homossexual.

    Leituras inesquecíveis, pelo menos ao meu ver, como: “O que é um
    homem? O que é uma mulher?” - http://tinyurl.com/ctwhoxs, são o que
    me fizeram e fazem virar um leitor assíduo do site. Mas, na verdade, são por abordagens diferenciadas, e não só as
    relacionadas ao extenso/complexo/delicado campo da sexualidade, que o PdH me
    conquistou. Quantas vezes já vi em minha timeline, amigos gays, compartilhando
    artigos e matérias sobre diversos temas deste site!

    Acredito que grande parte dos leitores homens-homossexuais, homens-bissexuais
    e até mesmo homens-heterossexuais lêem tal site para se sentirem mais másculo,
    como forma de se auto afirmar “homem”, como o leitor-gay apresentando no texto
    acima. Eu, leitor homem-homossexual, no entanto, encaro esse site/revista de
    forma diferenciada. Afinal, eu leio o Papo de homem, e não Papo de homem
    heterossexual. 

  • http://www.facebook.com/ismithak Rafael Ismith

    Assim, simplesmente interessante. Apenas uma coisa que o autor deveria ter pensado. Que cada um é cada um, e todos devem ser especiais. Não importando as diferenças. Ele pensa muito negativo de sí, como que uma pessoa assim deve conseguir um bom emprego, e fazer todos os seus sonhos? Foi o que estou pensando sobre o autor do e-mail.

  • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

    Ao autor do relato:

    Há vários pontos no seu relato que demonstram a enorme barreira que você criou para não vivenciar a experiência toda inerente ao homossexualismo. Como citado no texto, talvez, parte de suas ideias sobre como são os homossexuais, seus relacionamentos interpessoais, possa até ser verdade, mas não há no mundo comportamentos 100% unânimes. Da mesma maneira que existe a possibilidade desses tais guetos descritos por você realmente existirem, também existe a possibilidade de se encontrar pessoas agradáveis, longe do estereótipo que está tão enraizado nos seus conceitos… e, ainda assim, nada impede que as pessoas que se comportam de maneira estereotipada venham te surpreender. Todos temos nossas características e eu, como boa “acreditadora” na nossa humanidade, gosto de pensar que todos temos a nossa beleza, desde que sejamos olhados pelo ângulo certo…

    Não se limite, eu sei o quanto é difícil achar o tempo todo que está sendo julgado, mas quem está dando a sua sentença é você mesmo. Sinceramente, pouco importa o que os outros vão ou não pensar de você ou do que você faz. É você que tem que estar em paz com seus pensamentos, sentimentos e desejos e eles são SEUS desejos, pra você eles são, sim, naturais e ninguém, além de você mesmo, tem nada a ver com isso! 

    A minha experiência com o homossexualismo se dá pelos ambientes que frequento, que são mais liberais e há gente de todo o tipo, gosto, roupas e pensamentos e por amigos meus homossexuais. Tanto homens, quanto mulheres, e falo por essa convivência que há estereótipos, que há aqueles mais contidos e que há também homens que eu jamais imaginaria serem homossexuais pela análise comportamental, só ficava sabendo que eram quando os via com outros caras, portanto, ao menos pelo que conheço, não é de todo ruim como você retratou, mas só podemos descobrir todas as facetas das coisas nos abrindo para vivê-las.

    E sobre sua auto-estima, meu bem, isso aqui não existe!
    “Além disso, ninguém namoraria comigo. Sou magro, alto, mestiço – descendente de índio, branco e negro –, contido, tenho um rosto comprido, braços e pernas finas. Gosto de música clássica e comédia romântica.Quem iria querer namorar um sujeito assim? Não faço parte do padrão de beleza que a sociedade exige – padrão este que é o contrário do meu. Ainda mais os gays, narcisistas que são.
    Se nunca apareceu um cara pra namorar em 26 anos, não é agora que vai aparecer.”Eu sei que é clichê, mas tente descobrir o caminho para se amar. Independente de onde este caminho irá te levar. Se para um relacionamento com alguém que te desperte interesse, se para novas amizades, o principal não é o destino e sim, o trajeto. Descobrir-se, amar-se, viver uma felicidade que pode existir quando estamos sozinhos e, até como você mesmo disse, assexuados… Só tenha sempre a plena certeza que, enquanto se mantiver afastado de qualquer contato humano pelos motivos supracitados, você não vai viver a dor de uma rejeição, do fim de um relacionamento, de um olhar preconceituoso, mas também vai deixar de viver TODO o lado bom que existe nos relacionamentos humanos. Acredite, há pessoas incríveis por aí! Basta você analisar o PdH e ver o quanto de gente legal tem por trás desse portal… Mas também não idealize ninguém.. (falando pela MINHA visão do que é o PdH), ninguém aqui é perfeito. LONGE disso. BEM longe. Pra mim, a maior qualidade dessa tribo aqui é justamente saber reconhecer essa imperfeição e buscarmos constantemente ferramentas para nos melhorarmos, para ao menos saber que tentamos melhorar… É muito dinâmico esse processo e ele se modifica e nos acrescenta a cada dia, a cada hora, a cada boa conversa jogada fora… E como conversar sem sair de casa? Sem conhecer novas pessoas, como acrescentar à nossa experiência?

    E quanto à não haver exemplos de homossexuais bem sucedidos no Brasil, eu li quando o Alex postou isso no face dele, buscando esses exemplos e realmente não consegui pensar em nenhum.. Provavelmente a causa está no preconceito da sociedade machista brasileira.. Em que mesmo as pessoas públicas optam por manter o aspecto de suas sexualidades privado, ainda que sejam pessoas bem sucedidas, provavelmente para evitar que o preconceito alheio atrapalhe em outros aspectos de suas vidas… Mas há exemplos fora do Brasil. Há inúmeros atores americanos abertamente assumidos, sem estereótipos, sem tentar passar ideia de que são héteros, que fazem papeis de personagens hétero e não há problemas com isso… Sinto muito que não haja alguém próximo para você ter como exemplo, mas, ao menos você já sabe do que não gosta, certo? E pode se afastar dessas coisas.. e criar você mesmo o seu exemplo, ir aos poucos construindo e aceitando quem você é.

    E ao Alex, ao Rodolfo e ao PdH como um todo: EXCELENTE publicação. Realmente um papo de Homem. Nos coloca a pensar e rever nossos conceitos, nossas ações, o quanto cada um de nós contribui para que pessoas como o autor se sintam tão mal por serem quem são e o quanto podemos contribuir para que muita coisa mude. De pouco em pouco. A conscientização gera a mudança na sociedade que tanto almejamos. Palmas, viu!

  • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

    Graaaaaande autor do texto!

    Bela coragem.

    O sentimento de alienação machuca mesmo. Eu poderia, com as devidas proporções e em épocas diferentes da minha vida, escrever um relato com o título: “quero gostar de carnaval, mas não consigo” ou “quero gostar de MMA, mas não consigo”.

    Mas não se isole. Há algo de muito proveitoso em se pertencer a um grupo. Desde a antiguidade que os homens se reúnem para realizar projetos, vencer batalhas, abordar problemas filosóficos, fazer arte ou simplesmente ajudar um ao outro. E isso muito antes da expressão desta ou daquela forma de sexualidade receber esse ou aquele rótulo. 

    Que bom que você veio parar no PdH. Fique por perto e sigamos juntos.

    Abração!

  • JarbasR

    Interessante como os 2 ultimos posts:  Somos todos fingidores, de sua Autoria Alex Castro e o A dor nem era tanto no cu, do Jader Pires, parecem ser abre alás pra este.

    Explico, o A dor nem era tanto no cu, me pareceu, não sei o que o Jader queria com seu texto, mas me pareceu, mostrar que o fato da penetração anal ali não era O PROBLEMA e sim os traumas familiares e os conceitos sociais, fazendo essa dor ser maior do que realmente o foi, mostrando que o fato do estupro não foi tão maléfico quanto o mal psiquico que vivênciou em casa, na vida ao seu redor, nas pessoas com quem conviveu.

    E no caso do seu texto, Somos todos fingidores, deu uma inserção legal a este texto, o relato do cara, mostra como fingir o que não se é, pode ser um mal destruidor, ou melhor é uma destruição anunciada. Infelizmente foi um texto que me entristeceu muito, já vi muito na vida este ponto de vista e resolvi nunca segui-lo a risca, faço tudo para não ser fingido e se tenho que dizer não gosto de você eu digo, procuro ser o mais sincero possível, claro não consegui ainda ser totalmente porque tenho empatia demais com o outro e as vezes é o outro quem me obriga a ser um pouco fingido, coisa que acho que não consigo ser, como também não consigo ver fingimento sem retrucar, claro é doloroso, mas melhor doer e sarar, do que ficar interno e grangrenar me levando ao suícidio induzido de mim mesmo.

    Lamento e acho que estes textos foram dedos nestas feridas, mas este cara do texto relatado, talvez não tenha conseguido fugir dos fingidores ao seu redor, talves nõ tenha conseguido proteger sua mente, talvez não tenha conseguido criar pra si um mundo protegido dentro de si mesmo onde se proteger e fugir quando necessário, não conseguiu ser leal consigo mesmo, mas espero que ele veja o vídeo e veja nessas experiências posições que ele possa tomar na vida, não pelos outros, mas por ele mesmo e ser o que importa, Feliz, acima de tudo e de todos, sem fingimentos!

    Um texto muito bom, muito bem pensado, espero que seja bem aproveitado por quem precise e por quem as vezes nem sabe que precisa.

  • Gay Cristão

    Excelente artigo. Acompanho o PDH desde o começo, parabéns ao autor.

    Sou gay e quando comecei a ler o artigo, me vi descrito nele, exatamente os mesmos sentimentos. Também queria com todas as minhas forças ser hétero, mas não sou. Sinto atração por homens,e por mulheres também. Não escolhi ser assim. De repente, em determinado ponto da adolescencia, me descobri gay, e assim como o autor do relato, comecei a me fechar em mim mesmo, chorando, vivia depressivo, pouco sociavel. Rolou muito sentimento de culpa, em partes incentivado pela religião. 
    Estava descontente profissionalmente, vivia com a mãe. 

    Aos 28 anos comecei a tomar algumas atitutes. Quero comenta-las e com isso encorajar o autor do relato. Comecei fazer terapia, compartilhar a dor, e isso ajudou muito. Minha terapeuta sugeriu que saisse da casa da mãe para ter mais liberdade, e assim poder experimentar melhor, sair do teórico, do “eu acho”. Minha mãe sempre foi dominadora, e isso me sufocava emocionalmente. 

    Sair de casa foi um passo muito importante. Para espantar a solidão de morar sozinho, procurei amigos, gays também. A gente se identifica com os iguais. Mudei de emprego, comecei uma academia. Essas coisas melhoraram muito minha auto-estima. Hoje me sinto melhor comigo mesmo, tenho um emprego que amo e uma auto-estima melhor, alguns amigos. Mas a sexualidade não é facil de se resolver.

    Portanto, quero deixar conselhos práticos ao amigo que compartilhou sua dor. Sei exatamente o que você sente. 

    1 – faça uma terapia ou encontre um grupo de ajuda para compartilhar a dor. Não sofra sozinho. Ninguém é uma ilha. Isso vai lhe ajudar a ver o problema de outro angulo.
    2 – faça amigos, saia mais de casa, seja mais social. Pare de se julgar, abaixe suas expectativas quando aos outros.
    3 – comece a fazer exercicios físicos, academia, caminhada, cooper, etc. Isso ajuda a espantar a tristeza, além do fato de voce ficar mais bonito. Suas chances (com homens ou mulheres) aumentarão
    4 – religião, não abandone a Deus, pense em coisas boas. Isso ajuda bastante. Não dê ouvidos aos religiosos que possam impor ou te julgar. 
    5 – trace desafios profissionais, isso irá lhe incentivar e ajudar a tirar a cabeça do problema.

    Saiba que esse artigo foi o primeiro passo para que você encontre a mudança, ver a coisa sob outro angulo. Estou sinceramente torcendo para você encontre suas respostas.

  • Rafa

    Touché.

    Parabéns ao autor pela coragem. É preciso um bocado de colhões pra se expor assim. Boa sorte pra ti e que você possa encontrar pessoas legais no seu caminho.

    Parabéns, Alex, e os demais editores envolvidos pela iniciativa e por terem feito a porra toda sem transformar a caixa de comentários num flame eterno. E parabéns aos comentaristas também, pelo mesmo motivo. Foi uma aula e tanto sobre como conduzir uma conversa.

  • Bruno

    Não sou gay, não pratico esportes, não saio, não socializo, não namoro, não transo, não bebo, não fumo, não consigo ter um diálogo descente com uma outra pessoa, pior ainda se for do sexo feminino… Em fim eu vegeto em cima da terra. O pior eu reconheço, não consigo reagir, caio desanimado. Será que algum dia eu vo conseguir participar desse mundo dos homens?????

  • Nei Fonseca

    Pelo amor de Deus é homossexualiDADE e não homossexuaISMO , ismo = doença… texto incrível! Parabéns!!!

  • http://www.facebook.com/people/Tiago-Portuga/1530944566 Tiago Portuga

    http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/2911500As vezes não consigo pensar de outra forma, escrevi sobre isso a algum tempo… 

  • http://www.paulovsk.com/ Paulo R. Ribeiro

    Parabéns pela coragem de falar sobre algo tão íntimo, autor.

    Espero que você encontre luz na sua vida… dá uma olhada os comentários com calma, alguns adicionam coisas importantes.Como o @facebook-100001465290255:disqus aqui em cima… eu também passei e passo por momentos na vida em que poderia escrever os mesmíssimos textos: “Como eu queria gostar de carnaval”, “Como eu queria gostar de forró”, etc. A escala da situação é diferente, mas é importante para você saber que não está sozinho nessa sensação de se sentir deslocado, fora de algum grupo.

    Quanto à equipe Papo de Homem… FODA.

    Puta orgulho desse projeto.Não passou despercebido por mim que vocês colocaram obras de arte como imagens do texto e eu achei isso SURREAL. Espero que a tendência pegue, pois além de ler grandes textos como esse, vou aprender um pouco sobre arte.

  • Tatoetc

    Ótimo post! Fantástico! Sou gay, não me identifico com ele. Sou casado com um homem, e muito feliz mas achei ótimo como tratar a questão.
    Neste texto vemos que o orgulho gay significa. Não tendo modelo, o orgulho significa ser o seu modelo, ser você mesmo e não um reflexo ou uma referência. O orgulho é o orgulho de ser você mesmo, de fazer o que você quer, de não ter vergonha disso…
    Fugir de quem você´

  • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

    Acho que o problema é bem mais embaixo. Não adianta ele só ficar se implicando com o fato de ser gay ou não, de admirar o “mundo heterossexual”. Sinto que ele tem medo dos preconceitos da sociedade em si. Talvez ele viva em algum lugar onde ele é o único que se sente destoado de todos os outros da região.

    Não sei se uma terapia resolveria, se ele se assumir gay, hetero, assexuado… isso é dele, e ele tem que buscar. Mas ao meu ver, ele também tem que buscar sua sociabilidade, onde ele realmente quer conviver.  Ele tem que ser achar. O relato não está apenas na sexualidade dele, mas sim no convívio social que ele tem. Só ver: ele tentou namorar e não conseguiu. Nem homens, nem mulheres. Vai em lugares apenas para transar e se sente meio que “mal”. Desde criança, não se socializava com ninguém. E o sonho dele é sair de casa e ser mais independente, fazer a vida dele.

    O que ele precisa mesmo é redescobrir como ser social, como mais um neste mundo louco aqui. Como alguém que pode ter amigos. Como alguém que pode namorar alguém, seja mulher ou homem. A carta provavelmente serviu como desabafo e a publicação, provavelmente, fará o mesmo ler comentário por comentário e avaliar por si só o que ele quer, ou talvez não. Talvez ele leia os comentários e o texto e no final ache tudo errado também. Descubra ainda mais os preconceitos e intrigas do “mundo heterossexual” e decida ficar assexuado e antissociável.

    Mas creio que ele tem que pensar por si em primeiro lugar o que busca. Se já tem a plena certeza que é homossexual, é um passo. O outro é saber se é capaz de estar sociável com as pessoas. Entender, buscar e amar a si mesmo para assim poder pelo menos começar a ter um contato melhor com um próximo. Deixar o “preconceito dos preconceitos” de lado e enfrentar o mundo. E digo por experiência própria: “enfrentar o mundo” é uma porcaria de difícil, mas é um mal totalmente necessário…

  • Alexx_w

    Parabéns ao Papo de Homem por ter publicado esse relato, e ao autor por sua coragem de contar ao tão pessoal.

    Ao ele, queria dizer, para não desistir de se relacionar, mesmo conhecendo pouco, sei que a vida lá fora é bela e inexplorada.

    Sou gay, e (acho que) como todos os gay, também passei por esse dilema de aceitação. Não curto os ambientes definidos como “de gays” (baladas, saunas, cinemas pornos, etc), então qdo vi que realmente gosto é de homem, não soube o que fazer. Sou tímido e um pouco antisocial, e nessa época não tinha nenhum amigo para conversar. Então fiz o mesmo que vc, me foquei no estudos e desistir de ter qualquer tipo de relacionamento.

    Mas como a vida é uma caixinha de surpresas. Na faculdade, devido aos trabalhos em grupos, fiz ótimos amigos, que não ligam para a minha timidez, o meu jeito antisocial e a minha homossexualidade. Eles me tiraram do armário a força e me mostraram que o “mundo gay” vai além do que a TV mostra.

    Hoje, sei que o fato de ser gay, é apenas um detalhe. Não existe um padrão é ser seguindo, não existe estilo de vida hetero ou estilo de vida gay, quem faz o seu estilo é vc. Então não se apegue a rótulos, apenas curta a vida =D.

    Só para constar, os meus amigos que me tiraram do armário, são heteros, são meus melhores amigos e não ligo de contar para eles sobre os carinhas q fico. Também tenho amigos gays e pelo menos no meu ciclo de amizade, não tem intrigas e rótulos.

  • Gabi

    Sou professora e com certeza utilizarei em aula sobre sexualidade (óbvio, modificando alguns termos para não ser processada por nenhum responsável, rs). Parabéns pela abordagem que deram ao texto!

  • LuizZamboni

    Acho que o autor do relato se perdeu no meio dos estereótipos “afetadinhos” , não são todos os gays que são assim. E creio que os que não desse jeito são não curtem nem um pouco essa visão que se tem de fora…

    É verdade que há uma carência de modelos masculinos de homossexuais parecido com o comportamento e valores dos modelos héteros( fortes e sem frescuras), apenas com a diferença de sexualidade. Eu vejo por exemplo as lésbicas, os modelos de lésbicas, são muito mais aceitos. Pois não denotam fraquezas. .Quando eu falo “modelos”, são os modelos apresentados na TV e outras mídias em geral.Alguém já viu um superherói de HQ assumidamente gay ? Até pouco tempo não existia, recentemente tanto a Marvel quanto a DC introduziram personagens gays (Colossus em um universo alternativo e um outro aí que não conheço), inclusive como protagonista (Lanterna verde Earth 2). Eu conheço vários gays que curtem quadrinhos, e realmente é de se admirar o fato disso nunca tenha acontecido antes. Quanto as lésbicas, já são usadas como “personagens fortes” a mais tempo, mais destacadamente no cinema, geralmente são “malvadas”…rs
    Creio que isso incomode o autor do relato, não quer ser visto como alguém cheio de frescuras e nhenhenhe. É o que se quer dizer quando se diz a alguém “seja homem”, significa: encare, faça o que tem que ser feito, sem frescuras, seja forte.”Você é um homem ou um Rato ?” É melhor, pois coloca em perspectiva a condição humana e não abra margem para a sexualidade entrar no entendimento. O entendimento dessas frases não deve ser no sentido do “machismo”, mas quase sempre é assim entendido.

    Meu conselho é:
    “-Cara, seja homem !” (aspas bem grandes)  Independentemente de ser hetero ou gay.

  • Gabi

    AH, mais uma coisa, na verdade a sexualidade não é inventada, nós não somos os únicos animais que sentimos prazer em relações sexuais e não  somos os únicos que fazem sexo sem fim sexual, mamíferos marinhos como golfinhos que o digam, e entre eles a homossexualidade, também.

  • Alphos

    Acho complicado o pessoal ficar de preconceito com as idéias do cara sem viver a vida dele.

    Ele pode estar tendo preconceitos com sua própria condição homossexual? Pode. Mas ainda assim, esse é o mundo que ele experimentou, ao ponto de ir ao cinema pornô. Eu não me sinto autoridade o suficiente para invalidá-lo: muito pelo contrário, o que ele diz é evidenciado pelas estatísticas (como por exemplo os crimes “homofóbicos” em sua grande parte virem dos companheiros homossexuais da vítima; ou mesmo quando você vê as famosas respostas de alguns gays, geralmente engraçadas e cheias de veneno). E aí todo o pessoal o classifica como um anti-si, o qual a opinião não é baseada na realidade factual; mas sim em um sub-mundo intelectual interpretado pelo próprio ódio que a pessoa sente em relação à sua própria pessoa. Isso é um tremendo preconceito com o cara, baseado no “fato” de que o “mundo homossexual” é um lugar perfeito e agradável. Ou seja, mesmo o cara sendo gay, narrando o que ele vê como “mundo gay”, não é real pelo fato de ser “contra o gay”.Então, sim, o cara tem extrema baixo-estima pq o mundo que ele conhece/conheceu é uma merda na visão dele; e tem o sonho, o anseio de conhecer o mundo heterossexual. Como é um “sonho”, digamos assim, ele superestima a situação, para outro esteriótipo cultural: o mundo do macho heterossexual, que malha, transa, pega todas, bebe, dirige feito um louco, etc.Segundo, não é necessário que ele aceite sua opção sexual atual; existe uma maneira para mudá-la, mas isso não é assunto para este post.Terceiro, porque usam o termo “homofóbico” pra qualquer pessoa que faça posição contrária ao homossexualismo, em termos de modo de vida e/ou posições políticas? O termo correto, seria, no máximo, “homocético” (lol), já que homofobia é medo irracional dos caras. O que não é apresentado pela maioria dos chamados “homofóbicos”.E por último, a informação disseminada de que o heterossexualismo NÃO é a via principal é um jogo político, não reflete a realidade. A realidade nos mostra que o homem foi “feito” pra copular com a mulher (penis > vagina). A opção sexual não vem da biologia, mas vem da mente. Então, sim, qualquer opção fora do heterossexualismo é um “caminho alternativo”, mas isso não implica no cara “desviado” ser tratado socialmente como um ser inferior.

  • Thomaz França

    Faz tempo que eu acompanho o PdH e, por ser gay, já esperava por um artigo sobre homossexualidade. Mas não esperava por algo tão grandioso assim. Um artigo épico, com certeza, bem escrito, ilustrado e debatido. Li tudo, inclusive os comentários.
    Já passei por essa fase de não-aceitação, e posso dizer que foi difícil, muito difícil. Mas hoje posso dizer que estou em processo de me assumir, a maioria dos meus amigos já sabe quem eu realmente sou e tive a sorte de receber apoio de todos eles, o que é extremamente fundamental. E o artigo e os comentários aqui também contribuem positivamente para esse processo. Só me resta agradecer. A liberdade, que vem com a aceitação e o apoio dos amigos,foi a melhor coisa que me poderia ter acontecido, pois me sinto muito mais feliz pelo fato de poder comentar com meus amigos que fui ver Os Vingadores por causa do Chris Evans do que pela Scarlett Johansson (e pela hisória também, claro…)Enfim, na minha humilde opinião o que faltou para o autor do relato foi algum amigo próximo para ajudá-lo nessa hora terrível de auto-negação. Para ele só digo uma coisa (que também é o meu “mantra”): Não tenha medo.

  • http://twitter.com/devede_ David

    Poxa, que relato. Como gay o que eu posso dizer é que as coisas não são 8 nem 80. O meio gls é cheio de problemas, sim. Promiscuidade, drogas, futilidades, julgamento pelas aparências, desdenho (como dizemos no meio, “carão”) etc. Não que tudo isso não exista por aí, só que essas coisas ficam mais evidentes no mundo gay. Mas existem alternativas a tudo isso. Há muitos gays que, por diversos motivos, não querem e não seguem esse estilo de vida. Posso dizer que se ele procurar, encontrará muitas dessas pessoas.

    É nítido o problema de auto-estima do garoto. Sou da opinião de que ninguém nasce com auto-estima de ferro. Acho que faz parte da vida de qualquer um passar por um momento em que não se está bem consigo mesmo. Claro, alguns vivenciam isso numa intensidade maior do que outros.

    A mensagem que eu posso deixar pro garoto que escreveu esse relato corajoso é para não fechar-se para o mundo. Procure ajuda na medida do possível. Algum amigo, colega, alguém que confie, se puder, um terapeuta. Se permita, se dê a oportunidade que as coisas aos poucos vão mudando. Vc não precisa abraçar nenhum modelo que não te agrade ou que não te convenha. Não precisa ser o machão e não precisa ser o gay fútil, promíscuo e que se droga. Vc pode desenvolver seu próprio modelo, seu próprio estilo de vida e compartilhar isso com pessoas que tenham estilos de vida semelhantes ao seu, sejam héteros, gays ou bissexuais. Eu sou exemplo disso. Tenho amigos homens héteros, homens gays, mulheres, pessoas mais novas, outras mais maduras. Tem muita gente receptiva e amigável nesse mundo.

    Não tenha medo de correr atrás de tudo que a vida pode te proporcionar, por mais difícil que possa parecer num momento inicial. Grande parte do tesão e da satisfação que se tem nessa vida vem de transpôr as limitações que impomos a nós mesmos.

  • Papai Gay

    Perfeito o texto, principalmente soobre a desconstrução da heterossexualidade para que cada um encontre seu próprio caminho. Muito corajoso e pertinente! Se ajudar, tenho um blog chamado Papai Gay que conto toda a minha trajetória de ter sido casado, pai e aos 30 anos ter jogado tudo pro alto e me assumido gay. Não podia estar mais feliz e bem resolvido agora aos 46 anos. Não concordo com nada que foi relatado pelo autor sobre o mundo gay. Claro que existem gays invejosos e desunidos, como existem heterossexuais bem piores, ou não, mas o que interessa é que estamos cada vez mais fortes e lutando para reverter esse quadro deprimente que nos aprisiona. O autor precisa parar de ser tão pessimista, e de se odiar tanto. Quem lhe garante que seria um heterossexual feliz, se ele vai continuar sendo fora dos padrões de beleza, timido, antisocial, etc… Nada disso tem a ver mais com o fato dele ser ou não gay. Eu não me assumia, mas era bem extrovertido, rodeado de amigos, namorador e muito sexuado!!! O problema não deve ser exclusivamente a sua homossexualidade, embora concorde que é a responsável por grande parte do sofrimento do autor, e sim a sua vocação para de castigar, sofrer, se deprimir. Muito cuidado, ele deve procurar ajuda voando, pois sinto um quadro de depressão profunda por ai. É muito triste ver que o senso comum tem tanto poder de destruição. Eu passei por tudo isso, mas em nenhum momento achei que os gays é que estavam errados, pelo contrário, admirava sua coragem de assumirem e viverem em plenitude tudo que eu também queria mas morria de medo. Ahh, meu blog http://www.papaigay.com

  •  MrJTCarioca, falou muito bem. O problema desse rapaz não é ser gay, mas uma enorme baixa estima. O que ele diz do universo gay, as intrigas, depravação, inveja, não é exclusividade do grupo homossexual, são caracteristicas humanas. Qualquer grupo formado por seres humanos tem no seu recheio as caracterirticas apontas pelo rapaz. Na verdade ele se acha feio, como ele mesmo disse “Quem iria querer namorar um sujeito assim? Não faço parte do padrão de beleza que a sociedade exige” Se fosse hetero tambem estaria insatisfeito. O que eu não concorde de jeito nenhum, entre muitas afirmações do Sr. Giba é ” Para começar, toda sexualidade é antinatural.” De forma alguma! É tão natural que numa sociedade tão “heterossexualizada” nascem os homossexuais, os ttranssexuais, o bissexuais e os assexuados (pois existe sim a pessoa que não tem impulso sexual para nenhum sexo) Se não fosse natural e se o mundo fosse tão hetero, não existiriam gays! E o que dizer das pessoas que nascem no corpo errado? É tão natural e não aprendido que o ttranssexual tem o corpo diferente de sua alma, como dizem, e ninguem precisou ensinar isso, eles sentem! Sexualidade é natural! Esse papinho cafona de heterosexualização já está ultrapassado ao meu ver. Voce pode pintar o quarto de seu filho de azul, matricular ele em aulas de boxe, levar para assistir futebol no estadio, levar em puteiro, se ele for gay, ele vai ser mesmo! Agora se ele vai se aceitar ou não acredito que depende bastante da educação que ele recebeu. Por isso acredito que a reforma de pensamento deve ser feita nos pais para amarem seus filhos como são, educarem seus filhos auxiliando na construção de uma auto estima que possibilite seu filho a se aceitar e se amar como ele é, e principalmente respeitar o mundo que ele vive, pois só se consegue respeito respeitando.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001781035344 Gabriel Aquino

    Gostaria de deixar minha opinião de que antes da religião não havia ”normal e anormal”. Se existe essa discriminação, podem culpá-los, pois o preconceito vem de gerações anteriores, bem mais fechadas. Ainda existe, é claro, mas o cenário está mudando cada vez mais. Situação dificílima. 

  • Renan Castro

    Show demais o texto!
    Infelizmente a humanidade inventa infinitas formas de criar distâncias. Seja gay, negro, pobre, índio, argentino, americano, deficiente, inteligente, burro, bonito, feio, gago, trabalhador braçal, nerd, geek, flamenguista, corintiano, católico, judeu, homem, mulher, criança, velho… Se um alienígena chegasse a Terra com o intuito de aprender sobre nossa cultura, sairia daqui completamente maluco. Será que é tão difícil perceber que somos humanos e pronto?! Demoramos milênios para descobrir que a Terra gira em torno do sol, mas somos incapazes de perceber que o universo não gira em torno do nosso umbigo?

    É triste ver que, numa sociedade dita evoluída, casos como o relatado sejam extremamente comuns.

    Mesmo tendo vários amigos homosexuais, presencio inúmeros momentos de desconforto por parte deles em agir naturalmente no dia a dia. Tenho até alguns amigos que eu sei que são homosexuais, mas que não conseguem se abrir e continuam tentando viver uma vida de negação.

    Parabéns ao relator pela coragem e à equipe PdH pelo excelente trabalho. Seguindo no tema, gostaria de deixar uma ideia de texto que aborde exatamente o papel do “amigo do gay”. Como agir se você sabe que seu amigo é gay, mas ele não se abre? Como abordar o tema? Dicas de convivência e de como deixar de ser uma pessoa preconceituosa. Pra mim tudo é uma questão de “bom senso”, mas vejo que a sociedade não sabe o que é bom senso há muito tempo.

    Por fim, deixo o link desse vídeo mostrando a reação de uma criança ao conhecer um casal gay: https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=-4-UXtROdGo e é simples assim :)

  • Vmarxx

    em nosso país nao existem modelos homoafetivos positivos???? não tem gay para se admirar? ..console-se …não tem modelo hetero tb..aliás o maior equivoco é admiração pelo mundo “macho”..cruzcredoavemaria, valha-me meu padim pade ciço…eu que no arco de homo/hetero encontro-me no extremo absoluto da macheza se chegar numa cidade que so tem barbeiro homem nunca mais corto cabelo…

  • http://www.facebook.com/people/Patricia-Marques/716341860 Patricia Marques

    PQP!!!! Me emocionei e após ver o vídeo até lacrimejei… 

  • Convidado

    Um bom texto! Porém incompleto…
    Explico-me:
    Existem na psicologia duas linhas de pensamento (ao menos isso!) sobre esse assunto. Uma foi a abordada, da auto aceitação como Gay. Porém receio que não atenda às necessidades do leitor, assim como não atende as necessidades de muitos homossexuais descontentes com sua situação. Há quem realmente deseja “deixar de ser” Gay, e penso que isso não pode ser simplesmente ignorado.Quando temos algo que nos incomoda buscamos ajuda, por exemplo, se sou muito ciumento, o que pode ser feito? Ou podemos tratar o ciúmes, ou fazer me aceitar como ciumento e “brigar” para que a sociedade me aceite assim. Mesmo porque não se pode definir o ciúmes como bom ou ruim. Cada caso deve ser analisado de modo particular.Por isso acho um absurdo que somente seja apresentado ao homossexual a opção de “se aceitar”, mesmo que ele não queira mesmo isso. Aos que queiram que sejam homossexuais com uma boa auto estima, aos que não desejam que tenham a oportunidade de se moldar, e a psicologia oferece aparato para isso.Espero ter aberto mais um ponto nessa discussão, isso pode render muitos estudos…
    Um autor da linha da psicologia que citei: Gerard van den Aaardweg, PhD em Psicologia pela Universidade de Amsterdã, e autor de “A batalha pela normalidade sexual”.

    • Nelson

      Meu caro convidado vc já viu alguém querendo deixar de ser heterossexual? Descontente com essa condição? O problema desse ser humano é o preconceito que ele sofreu desde tenra idade e não teve a orientação devida. Por favor livre-se dos rótulos. Não existe homo isso ou hétero aquilo. O que existe e apenas existe é impulso sexual. Chega de rótulos. Rótulos levam ao preconceito. Ou será que não? Vide o sofrimento dos judeus, dos nordestinos, dos afrodescendentes, dos índios, das mulheres e etc… Livre-se deles e seja feliz. Somos todos membros da sociedade humana. Temos defeitos. Temos virtudes. Mais um detalhe: Não existe opção sexual e ponto.

  • Vmarxx

    o que me preocupa mesmo é o analfabetismo funcional…cada um lê uma coisa diferente no mesmo texticulo… esse sim é um drama.

  • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

    eu aqui, do alto da minha ignorância psicológica/psiquiátrica, percebo que o maior fardo do cara é o fato da negação da condição dele. ele veio, expôs uma situação que ele vive e não aceita. Ele precisa de algum tipo de ajuda psicológica/psiquiátrica para livrar desse “peso”!

    texto excelente, problema difícil!

  • Jos_El

    Bom, mais um gay que adora o Papo de Homem. Não comento, mas gosto muito dos textos de vocês. PArabens pelo ótimo trabalho.

  • Yago

    Se o chocolate comprovadamente feito através de pesquisas causasse sérios problemas cognitivos deveria ser proibido e te garanto que muitas pessoas que entendem que algo pre-estabelecido deve ser respeitado não fariam o consumo, quem financia as drogas é você autor que influenciam seus leitores ao fazer declarações como essa, e isso se a sexualidade não deve ser definida pelo gênero e como foi dito num texto anterior do pdH que “queremos o caos…” vamos deixar de eleger pedofilia como crime, pois na verdade aquilo é uma escolha sexual do individuo, essa é sua sexualidade, aliciar pessoas menores, pois ele sente tesão apenas em pessoas pequenas, e com “muito esforço” em pessoas normais.E não tratemos as crianças que sofrerão isso, deixemos elas viverem e se definirem sua sexualidade pelo o que elas viveram, deixemos virar pedófilos ou não…

    Também não tratemos mais anorexia como doença pois se o consumo de drogas que trazem problemas a saúde das pessoas deve ser liberados e a pessoa não tem que seguir nenhum padrão estabelecido por essa sociedade que as coisas são definidas por sistema políticos e ao qual devemos descontruir a heterossexualidade também devemos descontruir esse padrão de magreza aceitel e deixemos que as anorexicas vivam em paz, sem sofrer preconceitos.

    Fora isso texto mal redigido o autor se perde até em seu argumento com o sua pseudo-liberdade, o texto aparenta ter sido feito sem uma revisão, parecem pensamentos avulsos…

    OBS:TEXTO ESCRITO DE FORMA RÁPIDA SEM A DEVIDA PONTUAÇÃO E ACENTUAÇÃO ORTOGRÁFICA.

  • Leandro

    Realmente é muito ruim viver e se privar daquilo que lhe fará muito feliz. Em vários momentos nos privamos das coisas, mas daí a recusar tudo já vejo como uma tortura psicológica imposta por ele mesmo. O correto andamento das coisas prevê o sexo entre homem e mulher, resposta da natureza, mas se ele é homossexual e o sentimento é puramente verdadeiro então não deve sentir vergonha disso e deve ser respeitado como todos os demais. 

  • Nelson

    O autor do relato me parece fake. Mas o problema dos humanos são os rótulos. Rotula-se tudo na nossa sociedade. O rótulo separa, discrimina e destrói. É piranha, é veado, é gay, é hétero, é homo, é feio, é bonito etc…. A sexualidade humana tem miríades de nuances e apreciar indivíduos do mesmo sexo na sociedade humana acontece muito mais do que possa imaginar o mais incauto dos observadores. Esse cidadão se de fato existe precisa é de muita ajuda. Não para deixar de sentir o que sente, mas para entender que o que ele sente não tem nada de errado e sempre acompanhou o ser humano desde a aurora dos tempos. E guetos existem em qualquer lugar. Será que ele sabe que existem Termas, clubes de suingue e outros ambientes similares àqueles que ele citou? Detalhe: eu também não gosto de guetos. Aprecio os do meu gênero e faço questão de frequentar os lugares onde todas as pessoas vão. 

  • http://www.facebook.com/people/Fer-Madeira/1536802159 Fer Madeira

    Eu entendo o que ele está passando, pois tenho vários amigos gays. A questão do “submundo” do qual ele fala é resultado da marginalização da sociedade, que recrimina esse tipo de comportamento. A auto estima baixa é muito comum. É fácil falar que é só fazer terapia e exercícios, quando há constantemente o medo de ser julgado e rejeitado. 
    Achei ótimo o texto, esclarecedor! Estamos o tempo todo julgando o próximo ao invés de tentar entendê-lo. Somos todos diferentes, mas a sociedade insiste em nos enquadrar em certos padrões: temos que ser magros, bonitos, jovens, temos que casar, ter filhos, temos que ser felizes, temos que ter sucesso na vida (ou seja, ganhar muito dinheiro), ter roupas de marcas… 
    A verdadeira essência, o caráter, o ser humano por trás dos rótulos e aparências… onde está? Até onde você conhece o próximo, suas dores, suas angústias? As pessoas querem ser aceitas, mas vivem julgando os outros e a si mesmo. 

  • http://www.facebook.com/people/Igor-Ribeiro-Quinteiro/1576706728 Igor Ribeiro Quinteiro

    Belo texto e relato. Força brother!

  • Adriano

    Excelente matéria! Tal como ele, eu sempre passei pelos mesmos conflitos. Nossa única diferença é a auto estima. Acredito que sentir-se bem apesar de todas as dificuldades, seja natural de quem sabe valorizar a vida. O que esse cara precisa é de valores. Existem formas de agregar valores a coisas que realmente valem a pena. Sexo é apenas uma necessidade, tal como beber água quando se está com sede, comer quando se está com fome. A masturbação funciona perfeitamente neste caso. O difícil é o carinho, o amor, a amizade. Estes são os valores que realmente importam na vida. Mas não confunda com carência ou vai cair no mesmo buraco. Família e amigos são a única coisa que levamos pra sempre. Até mesmo aquele com quem hetero se casar, se não for um bom amigo(a) vai se dar mal. Então levante essa bunda da cadeira e vai buscar conhecer gente de bom coração para se dar bem. Há como ser homossexual “assexuado” próximo a pessoas que te amam e te fazem feliz (sejam elas hetero/homo ou o que sejam). Eu sou a maior prova disso, tenho 26 anos e jamais entraria num cinema porno ehehe. Eu tenho levado minha rotina muito bem sendo assexuado por toda a vida. Minha dica? Dale punheta e busque outros valores para ser feliz : ) 

  • http://www.facebook.com/rafael.myranda Rafael Myranda

    Galera sou Rafael Myranda, presidente do Grupo Contra o Preconceito-Simões Filho/BA.O relato desse jovem se assemelha com muitas realidades de jovens pelo menos aqui na Bahia,infelizmente a sociedade tem grande força de influenciar as pessoas e excluí-las.Sou gay,pobre,religioso(seminarista) , do Movimento LGBT e negro…tantas caracteristicas que geram inúmero preconceitos e discriminações, assim como esse jovem passei uma adolecencia muito confusa e horrivel pois tinha medo,vergonha e nojo da minha sexualidade.Aos poucos fui descobrindo que o monstro que eu imaginava não era tão feio e  pude conhecer mas sobre o Movimento LGBT,sua especificidades e quanto é tão normal ser homossexual assim como ser heterossexual.Hoje aos 21 anos presido uma ONG LGBT e luta junto a Congregação Religiosa a qual participo contra a Homofobia e toda forma de discriminação.Espero que esse Jovem colega possa se encontrar consigo mesmo.Aproveito e parabenizo a galera do PDH e o psicologo Gilmaro que foi meu professor de filosofia e que desenvolve aqui na Bahia um excelente trabalho de descontrução da heteronormatividade imposta a sociedade.

    Rafael Myranda
    Grupo Contra o Preconceito-BA
    http://grupocontrapreconceito.blogspot.com.br

  • http://www.facebook.com/marcelo.delphi Marcelo R. Rodrigues

    existe muitas distorções na visão do post, a PIOR de todas é essa aqui:
    .
    “Não existe universo GLS. Existem guetos. Percebo que há desunião, há diferenças subgrupais. Os efeminados, os bombados, os ursos, os maduros, as drag queens, os travestis, os bissexuais, as caminhoneiras, os gays casados com mulheres, os enrustidos. Todos se odeiam entre si. São cheio de intrigas, rótulos, marginalização, egocentrismo, inveja, futilidades, depravações, desrespeito, discriminação… Enfim, há uma lista imensa de outras coisas.”
    .
    Quem foi que disse no mundo dos homens heteros é diferente disso ai?
    .
    Fica aqui um video-clipe de um clássico da musica para refletirem, ele representa bem o “paraiso” do “mundo dos heterossexuais”:
    .
    http://www.youtube.com/watch?v=z0W212af1uk

  • http://www.facebook.com/marcelo.delphi Marcelo R. Rodrigues

    “A minha crítica aos homossexuais começou quando observei a
    feminilização de alguns homens gays. Fico morrendo de vergonha, pois é
    algo ridículo.”

    lol, traduzindo, só pode ser gay da maneira que autor imagina como é ser…

    “E recentemente, quando percebi também que havia alguns
    homens casados com mulheres e que saíam com outros homens, a situação
    piorou. Aí eu tive vontade de me assexualizar.”

    Descobriu a roda garoto!!
    E mais do mesmo, agora os bissexuais, ou melhor os “mais tolerantes” c/ mulheres deixam o rapaz chocado …

    “Não é fácil ser jovem, sozinho, às vezes pobre, e se descobrir na contramão da cultura dominante de sua sociedade.”

    Ser jovem, sozinho e pobre não é fácil para ninguém indepedente da orientação sexual. Aprenda jovem, gays ricos gozam de certo prestigio até mesmo nas rodas de heteros mais convictos. Faltou um adjetivo a mais e o principal ser “feio”, se o sujeito for feio meu irmão.. então fudeu!! se for hetero ou homo, simplesmente ninguem que ter!

    Encerro com uma lição do mestre Schopenhauer:

    “O dinheiro é a coisa mais importante do mundo. Representa: saúde, força, honra, generosidade e beleza, do mesmo modo que a falta dele representa: doença, fraqueza, desgraça, maldade e fealdade.”

    • Gabriel

       é claro que existem muitas distorções na visão do leitor, oras. afinal, o texto não trabalha justamente em cima da percepção dele sobre essas coisas que ele aponta? eu hein…

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        gabriel, parece q o cara começou a comentar antes de acabar de ler o texto…

  • Sonia Ferreira.

    Somos todos como o autor desse belo e corajoso relato: desamparados, sozinhos e faltosos. Essa condição não muda, sejamos homos ou heteros. Não existe saída para nós.

  • allen_n

    Nossa, fiquei triste com a história do colega.

    1º – já namorei com caras que nem ele (SOFRO BULLYING POR TER NAMORADO HOMEM CONSIDERADO ESTETICAMENTE FEIO PELA SOCIEDADE), física e psicologicamente. Sério que ele acha que todo homem gay é lindo ou quer homem lindo ou é narcisista? Tá na hora de voltar pro mundo real, onde ninguém tem o rostinho simétrico;

    2º – Eu acho que o leitor deve mesmo fazer o que ele bem quiser mesmo. Não adianta ninguém dizer que o problema dele é auto-estima, quase ninguém com baixa auto-estima assume isso ou vai procurar tratamento;

    Me sinto um vencedor na vida por ter feito amigos no ensino médio. Talvez estaria que nem ele reclamando das ~bixas~ do mundo, por favor, hoje em dia não me sinto insultado por ser chamado de bixa, fico até com pena de quem acha que é insulto.

    Meu conselho pro leitor é que viva a própria vida, só não viva de arrependimentos.

  • HenriqueBarbosa

     é muito triste ver que em uma suposta época
    pós-moderna, com tecnologia de informação e tudo o mais, ainda há uma clara
    hegemonia do discurso dominante, e nós o reproduzimos sem pensar um pouco mais
    a fundo. Eu quero viver em um mundo onde meu filho não sinta a necessidade de
    explicar para mim que é gay, de se constranger. Quero um mundo onde essa
    necessidade seja inexistente, pois não haverá tabus, quero viver em um mundo aonde
    ele venha e me apresente seu namorado, o Jorge, sem precisar explicar o porquê de
    ele estar me apresentado.

  • http://profile.yahoo.com/WCZHSIPWNWU2WIJ4AAFPXGKU7M André

    Nossa fique triste com o depoimento. Isso mostra como a homofobia é algo repugnante e deve ser combatida pela sociedade. Acho que a questão da sexualidade só será resolvida quando abolirmos todos os rótulo como hetero, homo, bi,. assexuado, etc. A sexualidade humana é compelxa demais para caber nessas definições e elas por si mesma são desnecessárias, já que ninguém anda com elas na testa. Acho que o caso do leitor deve ser tratado por um psiquiatra ou psicólogo (lembrando que psiquiatra não é médico só para os “loucos”), pois a possibilidade de suícidio nesse caso não parece ser remota. E sobre os gays afeminados (que são mal vistos tantos pelos héteros como pelos gays), não sei porque as pessoas se incomodam tanto com eles, pois a masculinidade é um conceito construído culturalmente e que muda com o tempo. E sem conrtar que eles ajudaram a definir a próprio identidade masculina contemporânea, pois se hoje homem usa brinco, alisa cabelo, se preocupa com as roupas, usa cremes e até maquiagem, sem a sexualidade ser posta em dúvida, foi por causa dos afeminados que flexibilizaram os limites da masculinidade. Mas no final é a grande campanha pela vida: cada um cuida da sua, e tudo terminará bem!!

  • Simone

    Excelente texto! Excelente vídeo, ao final!!!

  • Di

    Leio o papo de homem há muito, muito tempo. posso dizer que, por vezes, senti-me incluído; outras vezes, excluído. Ler um texto como esse me deixou feliz. A culpa que cada gay sente por assim sê-lo talvez seja um dos maiores traumas que qualquer homofobia possa causar. Nunca havia lido algo tão….justo! Sim, justo é a melhor palavra para definir esse texto. Não sei o que dizer. O que me vem à mente é, apenas: obrigado!

  • http://www.facebook.com/vininic Vinicius Nicolau

    Muito bom o texto mesmo e fiquei surpreendido com a forma e apoio que deram. Eu confesso que via o PdH como um site direcionado parahéteros (olha aí o preconceito rs).

    Eu confesso que fiquei triste ao ler. Imaginar um cara com 26 anos, que não vive sua vida plenamente (e não digo nem porque ele não vai pra balada, se joga o FDS todo e etc), não vive plenamente porque não consegue aceitar-se, já definiu esse plano de vida de ser assexuado e ainda por cima possui uma visão deturpada do mundo gay E DO MUNDO HÉTERO também.

    De onde ele tirou que tudo é maravilhoso no mundo HT? “Guetos” existem em todos os lugares!Existem HT’s que curtem puteiros, existem hts que curtem balada, existem HTs que só preferem um barzinho, existem hts que não curtem sair no FDS e posso fazer uma lista enorme citando todas as possibilidades, assim como existem gays que fazem essas mesmas coisas (quantas vezes não vemos esse mesmo debate sobre os ditos “guetos”  outras comunidas e fóruns GLBTs?Parabéns pelo texto, um verdadeiro trabalho jornalistico e tenho certeza que ajudará outros jovens a não chegarem nesse ponto!

  • angourakis

    Texto interessantíssimo!

    O que tenho visto hoje é que as coisas acontecem cada vez mais rápido, as pessoas “amadurecem” em um pulo….
    Tenho hoje 23 anos, tive minha primeira experiência homossexual aos 11 anos e eu passei por tantas fases…. na verdade fases duradouras….

    De maneira rápida: quando tinha 11 anos de idade e tive essa experiência (sexo oral) eu não tinha consciência do que está realmente fazendo, não o chupei, apenas mantive o pênis em minha boca… tudo em troca de “jogar videogame”…. no fim não joguei mas saí de lá com a sensação de algo diferente (e sentia que era bom), mas não sabia o que era….

    A partir daí, minha odisséia em busca de “ser heterossexual” começou, eu tentava a todo custo pensar apenas em mulheres, namorei com uma inclusive por 4 anos, até que um dia trancado no banheiro pensando (nao, nao estava fazendo outra coisa haha xD) eu percebi que “eiii, eu sou feliz do jeitinho que eu sou! eu nao preciso mudar pq os outros acham isso diferente ou errado, quem importa sou eu!” e a partir daí, a partir desse exato momento, um peso ENORME saiu das minhas costas… vocês não tem noção do quanto de felicidade entrou em todo o meu ser naquele momento, de verdade!

    Desde então, o meu crescimento pessoal foi gigantesco, tudo tudo melhorou, os bloqueios que antes existiam (eu não os via mas sabia que lá estavam) simplesmente desapareceram… 
    Houveram situações complicadas também, cheguei a ser abusado sexualmente depois disso e isso me marcou por um tempão mas felizmente hoje tudo tudo é aprendizado, tudo em prol de uma pessoa melhor!

    Enfim, já caiu a ficha faz um tempão que ser gay, ser bi ou hetero não importa, o que realmente conta é que eu seja feliz! e é assim que me denomino, FELIZ! Quem te ama de verdade, quem está junto de você, não deixará de sentir nem um tiquinho disso porque você é diferente, especial…
    Minha mãe e meu irmão, as pessoas mais importantes da minha vida, sabem! um montão de meus amigos (verdadeiros) sabem (e engraçado, quando a gente conta, em geral, a amizade cresce)… e à todos os outros que não aceitam, não me importa! eu sou completamente feliz!

    Bom, um tiquin da minha história ai =P à todas essas pessoas diferentes, especiais… não ter vergonha de sí mesmo é o primeiro passo.. não há porque ter vergonha, amor é um dos sentimentos mais lindos e mais puros que existe, não importa o sexo, a cor… nada!
    Não sintam vergonha, não abaixem a cabeça, vocês são muito MUITO amados, só não perceberam isso!
    E cada um é cada um… eu não ando rebolando, não tenho voz fina, não tenho trejeitos, nada…. mas isso é da escolha de CADA UM! e não, gay não é promiscuo também nem sujo (só é quem quer rs)…. ser gay não significa virar uma maricona =P (desculpem a palavra)

    Tenho um amigo nessa situação, tentei ja conversar com ele (não convencendo-o a ser gay, pelo contrário, sempre falo para fazer o que o coração pede….), ele vive triste, sempre melancólico… é triste, é de doer o coração, mas cada um precisa passar pelo seu aprendizado

    E aprendizados são muitos…. já tive amigos que me defenderam com garras e dentes frente à outros, meu amigo (heterossexual) me agradeceu por ter contado à ele, que isso o ajudou a ser uma pessoa melhor…. meu último namoro (tiooo Dannn =D) me ensinou a não ter vergonha de mim mesmo (ainda tinha muita!), que amor é igual pra todo mundo… enfim, chega que o texto tá longo…

    Só queria dividir um tiquinho… parabéns PdH pela iniciativa do post… espero que este post consiga abrir os olhos de pessoas nesta situação e também mostrar que ser homossexual é normal e é lindo pq é ser você mesmo!

    Abraços

  • http://www.facebook.com/andreserafim André Serafim

    Parabéns PdH. Um dos melhores, com certeza.
    Está aí um problema que atinge não menos que 100% da população. Homofobia.
    Sejam os praticantes ou os alvos.

    Vocês nunca decepcionam, cara.
    Vão a fundo, pesquisam e debatem…
    …e nossa cabeça pega no tranco.

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    caríssimos,

    fiquei mt feliz de ver como o pdh tem LEITORES GAYS. queria então fazer um CONVITE:

    ESCREVAM PARA NóS!

    quem seleciona as contribuições de novos autores sou eu e gostaria muito de ver mais colaborações de autores gays, explorando as muitas facetas, lados, belezas, horrores, etc, de ser homem e gay no brasil, uma cultura onde, mts vezes, dizer “sou homem” quer dizer “sou homem hetero”.

    enfim, escrevam. eu gostaria de ler e publicar. 

    antes, leiam isso aqui:

    http://papodehomem.com.br/diretrizes-para-novos-autores/ 

    e depois mandem seus textos para:

    novosautores at papodehomem.com.br

    cabe dizer que o convite, como sempre, está aberto a todos os leitores escrevendo sobre todos os assuntos mas, de fato, temas gays têm faltado no pdh.

    abração,
    alex

  • Lucas Carvalho

    acho que vocês não fazem ideia do quanto publicar um texto desse pra trocentos mil leitores heterossexuais é importante. quer dizer, na verdade vocês devem saber sim, mas só queria comentar o que considero ser o mais importante de tudo: esse texto provoca empatia. o que falta, na maioria das vezes, para aceitar a condição homossexual dos outros sem hostilidade e brincadeirinhas é, justamente, estabelecer esse vínculo empático. todo mundo consegue sentir um pouco da dor de ser algo que não se quer e que ninguém quer que você seja: alguns são franzinos, gagos, medrosos, mancos, ruins em matemática etc. todo mundo já passou por isso e, ao vincular esse sentimento àquele que sente o homossexual que “se odeia”, você começa a entender melhor o quanto pode ser muito, muito difícil conviver com uma sexualidade que nem sempre é bem-vinda.

    com esse tipo de depoimento, fica muito fácil entender por que o preconceito e hostilidade são extremamente maléficos: pensa num cara como esse, com o psicológico profundamente confuso e abalado e, ainda por cima, sofrendo com pessoas que dizem que ele é ridículo e errado por algo que ele nem teve a chance de escolher. qualquer pessoa com um mínimo de compaixão repensa as coisas que fala e que faz depois de ler a situação como ela acontece dentro da cabeça do cara que não se aceita.

    só que eu acho engraçado o fato de que, nos próprios gays, muitas vezes, falta a empatia da qual eles precisam pra serem bem aceitos. muitos não aceitam os caras afeminados, esquecendo que, muitas vezes, isso também independe de escolha.

    entretanto, eu acho que o autor PRECISA ser mais corajoso e menos preconceituoso, mesmo. esse processo mental de negação já não é tão comum na idade dele e, assim como um cara que eu conheço, ele VAI ficar louco enquanto não viver plenamente vida sexual. é o tipo de coisa que, quanto mais tempo presa, pior fica. é bom ele entender que, sim, o mundo gls pode ser sujo, depravado, promíscuo e, às vezes, frio – e que isso é muito parecido com o que seria o mundo hetero se as mulheres não funcionassem, às vezes, como um próprio freio dessa loucura (e isso tem mudado também).

    enfim, meus enormes parabéns pelo texto. bonito ver um site masculino falando que papo de homem é de homem, seja de homo ou de hetero. isso é muito mais culhão do que a gente vê em praticamente qualquer tipo de mídia, hoje em dia.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      colhão e empatia: trabalhamos com. muito, muito obrigado.

  • Marcos Augusto Nunes

    Me pareceu sobretudo que o autor do texto queria por em discussão questões que ele não conhecia diretamente, mas por ouvir falar ou por conhecer superficialmente. Talvez ele queira uma fórmula para não ser gay, e tenha descoberto no PDH um lugar para se fazer homem, o que quer que seja isso. Em seguida, a abordagem cuidadosa, de caráter histórico, sociológico, antropológico, tudo muito lógico – e correto.

    Sinto, sobretudo, uma disposição ao discurso como anteparo; o discurso como antecedente do pavor, estimulado pelo medo.

    Pobre rapaz; com tantos problemas no mundo ela se debate contra um dos problemas mais fáceis de resolver: se relacionar sexualmente/afetivamente com o outro. Ah, é difícil? Claro que é. Quem  disse que homem & mulher é fácil? Agora, tenta resolver o seguinte problema: com toda produção de alimentos que há no mundo, ainda assim a maior parte da humanidade passa fome. O que fazer? Ah, sei, podemos fazer A, B e C. Agora tenta A. tenta B. Tenta C. Tenta não se foder. Não dá. Isso é muito mais difícil.

  • Bru Benve

     ’A minha crítica aos homossexuais começou quando observei a feminilização
    de alguns homens gays. Fico morrendo de vergonha, pois é algo ridículo.”

    Ou seja, o cara odeia homossexuais e mulheres. A misoginia dentro desse relato (que também é extremamente homofóbico) é muito clara.
    Pena, muita pena de um ser humano que cultiva tanto ódio, tanto ressentimento, por mais da metade da população mundial.
    Acho que o caminho é procurar um tratamento psiquiátrico, URGENTE.

  • Gorgonagaia

    Que texto perfeito, descreve bem os sentimentos. Eu mesma sou mulher, gosto de homem e gosto de mulheres também. Se aceitar não é fácil. Meu coração dispara quando parece que alguém percebeu, e logo faço questão de comentar sobre algum homem, fazer um olhar de reprovação, como se estivesse reparando aquela garota por acha-la uma vadia, com roupas provocativas e impróprias, etc. Tenho uma filha e recentemente me apaixonei por uma colega no trabalho, que é lésbica, mas tem um q feminino, as vezes masculino, como gosto. A opinião dos outros é um inferno, tem mesmo um peso sobre nossos comportamentos, mesmo que digamos que não, mas tem, ainda que errado, é assim ainda acontece. Infelizmente…

  • Mari Moraes

    Acredito que tem excelentes comentários aqui. Não li todos, mas achei incrível abordarem este tema. Infelizmente eu namorei dois caras que se descobriram homossexuais, sim eu fiquei traumatizada e acreditem o primeiro caso foi menos traumático (tínhamos 14 anos). 

    O segundo, ainda relutou em admitir-se homossexual e já teve relações com outros homens mas como o cara do texto, não se assume. Ele é muito ligado a espiritualidade e a família, a mãe dele já perguntou pra ele e ele nega e é homofóbico. 

    Acho que isto é algo tão natural, e não é um discurso vazio mas acho realmente que existem pessoas que encantam e quando ocorre a atração que é algo tão natural a todos os seres, ela deve ser “atendida” nunca devemos ter preconceito no amor. E nem vergonha de nossos desejos, é isso que somos e a verdade é que não somos muito diferentes de ninguém mesmo sendo hetero, homo ou bi, isto é um desejo é o que queremos entre 4 paredes é onde suprimos nossos desesperos sexuais. 

    E somos mais que uma opção sexual, temos caráter, honra, personalidade… Ou podemos não te-los, mas somos mais… Muito mais…

  • Eu_Du

    Cara que texto foda! Que aprendizado!
    Sou professor de 6º ano ao pré vestibular e isso me afeta muito. Muitas vezes não sei como agira com as brincadeiras/zuações que as crianças fazem umas com as outras.

    @alexcastrolll:disqus Sensacional! Um dos melhores do PDH!

    Parabéns!

  • MageCiconello

    Tomara que quando ele “cair no mundo”, encontre “um gay adulto, profissional, independente, bem-resolvido, assumido”, que mostre a ele que gays trabalham, estudam, se divertem, amam e fazem sexo como todo mundo. Eles existem e com muita frequência na vida real. Difícil algum famoso brasileiro seguir o exemplo de atores como o Zachary Quinto, Matt Bommer e Jim Parsons. Talvez o local que o autor mora, que não tem opções GLS ou gay friendly, provavelmente uma cidade pequena, tenha ajudado a acabar com a autoestima dele. Mas o principal problema dele não é se odiar por ser gay: ele se odiaria de qualquer jeito. É só ver como ele se descreve fisicamente com menosprezo. Se um dia, ele tratar a parte psicológica e ganhar um pouco de autoestima, estará mais apto a mudar de vida, de cidade, frequentar festas héteros e gays, fazer amizades de todos os sexos e sexualidades. Enfim, viver.

  • Rodrigues

    Sai logo do armário Alex!! Admite!!!..euahuaehuaehae…XD

  • Silvia Miranda

    O amigo que mais convivo é gay, ele não frequenta becos.É uma pessoa como qualquer outra, e pessoas escolhem onde pisam.Já morei com outro amigo gay, e com este faziamos um trabalho social, ali pude ouvir alguns relatos da vida de homossexuais, garotas de programa, há muita culpa mesmo.

    Talvez isso seja um preconceito meu, não sei, somos todos preconceituosos, mas acho que muitos gays levam a homosexualidade como filosofia de vida.Quando vejo esses protestos contra homofobia, parada gay penso, será que diferenciar realmente aproxima?Será mesmo o melhor caminho?
    Cada um de nós, independente de ser separados como heteros ou homossexuais, temos tesão por coisas diferentes, fantasias diferentes, outras nem tanto fazem parte de um coletivo.Em prisões homens tem relações com outros e nem por isso se classificam como gays, na Grécia Antiga diziam que isso era comum, talvez seja um hábito, que torne comum, instinto em satisfazer o prazer sem julgamentos.

  • http://www.facebook.com/people/Taiguara-Almeida/100000509380157 Taiguara Almeida

    PdH foi muito feliz lançando esse post. Já devo ter dito mais de uma vez, mas novamente: Alex Castro foi uma puta aquisição pra esse time.

  • http://twitter.com/Foxx Lê Foxx

    Parabéns pelo texto, acho q  a única critica q eu faço é ter terminado com esse video que mais prejudica do que ajuda os gays. agora, queria poder é apresentar o mundo gay pra esse menino, pra ele descobrir q não tem absolutamente nada disso do q ele acha q tem.

  • Richard Andeol

    Em primeiro queria parabenizar o blog pela coragem na publicação, tendo em vista o público alvo padrão, e pela qualidade do texto e abordagens.

    Em seguida, lendo as algumas mensagens aqui achei que valia a pena expor um ponto pouco lembrado, sobre essa terrível e deturpada herança de 2 termos que, apesar de naturalizados em nossa cultura, são ideias construídas e totalmente artificiais, tentando classificar o que, por natureza, é indefinido e mutante.

    Em que pese uma influência genética, o meio também exerce forte papel na construção da sexualidade; e isto tanto, que usamos e abusamos destes 2 termos absolutamente artificiais, de cunho unicamente cultural: homossexualidade e heterossexualidade. Termos estes inventados na extremamente moralista Inglaterra Vitoriana, na pretensão de se estudar e explicar cientificamente “desvios” do padrão religioso e cultural vigente; ou seja, para servir a um discurso de poder. Antes destes 2 termos, o “pecado” da sodomia era ameaça a todo e qualquer homem ou mulher, sem distinção.

    O que diria um grego, ou romano, ou sírio (e etcetera) na antiguidade, por exemplo, se confrontado com estes 2 conceitos? Provavelmente não entenderia e até se surpreenderia, pois culturalmente, na época, a sexualidade não definia um indivíduo, não separava, não definia um comportamento específico; ou seja, não fazia parte de um discurso de poder. O prazer pelo prazer, sem fins reprodutivos e utilitaristas, que tanto nos incomoda em nossa moral judaico-cristã, fazia parte da cultura de então.

    De fato não existe homo ou heterossexulidade, mas cada um de nós, de acordo com uma combinação entre genética, meio e cultura, possuímos nuances próprias que flutuam entre estes extremos, e que sempre se modificam ao longo do tempo, de nossa trajetória de vida e de como respondemos ao meio, construindo uma sexualidade própria e mutante. 

    Esta não-definição e não-fixação é o gera tanto medo em uma sociedade alicerçada em crenças religiosas de cristalização, eternização e pré-determinação. O velho e (este sim eterno) medo da morte.

  • Nivalbervasconcelos

    interessante que a sexualidade,seja hetero e homo,traz conflitos nos seres humanos,pois veja que o texto,relata a visão de um homessexual sobre a vida dos heteros,que na verdade me incomoda e muito,pois trato a sexualidade como a direção daquilo que eu sou,e esse cara sofre com problemas desde a sua infancia e precisa de um tratamento,ela tá perdido em seu mundo e precisa encantra-lo,sou hetero e gosto de ser,e se ele fosse gay ele faria que todo gay faria,e ser assexuado é querer ser covarde e não encarar a vida como ela é.acorde e enfrente o mundo!

  • Murilo

    Sempre leio os textos do PdH, gostei muito do texto, principalmente por conta a minha história (alta similaridade entre as nossas histórias), ainda não consegui, mas ainda tenho esperança

  • Professor Cláudio.

    Gostaria de acrescentar o seguinte: há um contradição muito forte no movimento gay que consiste em afirmar o seguinte:

    “Todo gay reconhece outro gay de cara”

    Esse aparente poder sobrenatural, se manifesta em atitudes contraditórias ao proprio movimento gay. Explico. 

    O movimento gay tem por objetivo de combater o preconceito e a homofobia na sociedade. Mas os gays parecem agir de forma a reforçar esses preconceitos. 

    É muito comum um gay acusar outro homem de ser gay com objetivo de difamá-lo. Oras, se o objetivo é combater a homofobia o acusador em questão está não somente associando o homossexualismo a uma condição negativa, mas promovendo o escárnio e a vergonha de um homem ser gay. 

    Isso é muito comum e recorrente, o caso mais conhecido foi um famoso militante gay do maior portal gay brasileiro ter acusado um partcipante do Big Brother Brasil de ser gay. 

    Vejo ainda, notícias indicando que “pesquisas cientificas” comprovaram que todo homofóbico é um gay enrustido. 

    De novo, DE NOVO, os gays difamam a propria condição. 

    Esse é apenas uma das contradições do movimento gay e talvez tenha influenciado o autor no seu auto-julgamento a se sentir tão mal. 

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      “Todo gay reconhece outro gay de cara”

      convivo mt com gays, trans, militantes e simpatizantes, e etc, e nunca ouvi NINGUEM dizer isso. pelo contrario, quem se gaba de ter o melhor gaydar do mundo é pq acerta 70% dos casos, por aí.

      isso aí está na sua cabeça, colega.

      abraços.

    • Jonathan ‘Hamelin’ Malavolta

      Reitero que a pesquisa sobre a homofobia ser homossexualidade enrustida não é proveniente do meio gay, mas do meio acadêmico. A mais recente é da Universidade de Harvard, mais precisamente de seu Departamento de Psicologia, e foi apoiada pelos Departamentos de PSicologia de outras universidades mundo afora. Então afirmar que os gays afirmam que homofóbicos são gays enrustidos é desmerecer toda uma pesquisa acadêmica, feita na universidade, e feita por gente que sequer sentiu atração pelo mesmo sexo alguma vez na vida. Como já comentei, eu sou panssexual; minha esposa porém é hétero, nunca sentiu atração por mulheres, só por homens e, no entanto, ela é psicóloga e endossa e assina embaixo essa mesma idéia de que quem persegue os gays é porquê é um enrustido com medo de sair do armário. Aliás, essa idéia nem é tão nova assim, Sigmund Freud já afirmava isso dos homofóbicos, e olhe que ele viveu numa época em que o termo “homofobia” sequer existia. Eu tenho obras de Freud em casa e posso confirmar sem medo de errar que, segundo Freud, “quando eu ataco algum pederasta – sim, foi o termo ‘pederasta’ que Freud usou, hoje já em desuso – não é porque eu não goste de pederastas ou do que eles fazem, é porque eu sou um pederasta mas não tenho coragem de assumir isso pra mim mesmo. Então a minha tendência é matar a pederastia em mim mesmo, nem que para isso seja necessário perseguir, ofender, agredir, violentar ou quem sabe até assassinar aqueles que eu sei que são pederastas. E se eu sei que pederastas existem, não é porque eu sou um, é porque há pederastas que não sentem a minha necessidade de se enrustir e assumem tranquilamente sua pederastia. É graças a eles que eu sei que pederastas existem, é graças à definição que eles próprios dão à pederastia, e é graças a eles que eu sei que sou pederasta. A minha perseguição é externa e interna ao mesmo tempo, matando o outro imagino que matarei meu sentimento pelo mesmo sexo”. E lembro ainda que Freud não se dizia nem hétero nem homo, mas bi.

      • Richard Andeol

        Perfeito. Faço apenas uma ressalva quanto às classificações da sexualidade que sempre empobrecem algo que é ilimitado por natureza.
        A sexualidade é um mundo de sensações mutantes que todos carregamos dentro de nós, que reage ao meio e cria uma infinidade de nuances sem nunca se cristalizar em uma palavra apenas.
        Não podemos definir um indivíduo por sua sexualidade simplesmente porque esta é indefinível. Um determinado comportamento em determinado momento, talvez; uma preferência, quem sabe; mas nunca um indivíduo.

  • omarvin

    Agradeço o cara que compartilhou a própria história, se mesmo a heterosexualidade já é carregada de preconceitos imagino que alguém na contramão do censo estabelecido deve sofrer um bocado …

    Desejo Sorte e Força pro cara, que ele consiga se acertar e encontrar o próprio caminho de forma natural.

    Tem muito Gay gente boa por aí que pode compreender … e Muita Mulher também (se ainda for o caso)

    Paz.

  • http://www.facebook.com/flavio.henrique.58 Flávio Henrique

    Parabéns pelo texto! Estudo psicologia e desde o ano passado participo de um grupo chamado “sexualidade e mídia”, que se debruça sobre matérias veiculadas na mídia sobre sexualidade e analisa seus conteúdos. Frequentemente as matérias reproduzem – escrachada ou sutilmente – a norma heterossexual, mas felizmente este texto aqui publicado rompe este padrão e demonstra que a mídia também pode atuar na desconstrução de estereótipos.
    Conheci o Papo de Homem por esse texto e não li nenhum dos outros, de forma que não sei sobre o conteúdo e as discussões dos demais textos, mas sugiro que vocês produzam mais textos que questionem o padrão hegemônico de masculinidade como o único normal e natural. A homofobia – que sob certo ponto de vista teórico é o medo que os homens tem de não ser reconhecidos como homens de verdade por outros homens – atinge também os homens que se identificam como heterossexuais, já que eles tem que constantemente “provar” sua “masculinidade” para outros homens, o que dificulta que eles façam ou falem qualquer coisa que seja associada à feminilidade, sob pena de terem sua identidade sexual posta em cheque. Ora, isso certamente impede que os homens heterossexuais expressem a plenitude de seus desejos e ideias, ou seja, sua plenitude humana.
    Desconstruir o padrão do “homem de verdade”, associado à agressividade, competição e repúdio ao feminino contribuirá para uma sociedade menos machista, misógina e homofóbica, o que trará benefícios para todos nós, independentemente dos rótulos que assumimos.
    “Pois somos o Papo de Homem — não necessariamente o Papo de Homem heterossexual. Nossa exploração do masculino inclui também a homossexualidade masculina — tão diferente, como não poderia deixar de ser, da feminina. Os homens gays e bissexuais são tão homens quanto qualquer homem — podem não ser heterossexuais, mas como não seriam homens?”
    Excelente.

    • Jonathan Hamelin’ Malavolta’

      Sei bem o que você disse, Flávio Henrique, já sofri muito devido a essa “competição” entre homens. Não que eu sentisse a necessidade de competir com alguém, mesmo porque nunca vi a mínima graça nisso. Competição pra mim é esportiva, pilotando kart, lutando boxe ou simplesmente jogando xadrez. Não essaa babaquice de ter que provar que é homem de verdade. Já perdi várias namoradas devido a essa mania dos outros homens de quererem impor a competição a você (eu disse que pessoalmente nunca dei valor a essa competição, mas não neguei que já fui forçado a participar dela). Já tive de ser polígamo por várias vezes, mesmo quando estava de fato gostando de alguém, e pior ainda se esse alguém era do sexo feminino. Quando ela não estivesse olhando, eu era quase que obrigado a xavecar outras por conta dessa competição absurda imposta a nós, homens. E no dia em que resolvi dar um basta nisso (me lembro até hoje; o pior não foi nem o fato em si e nem eu ter perdido a garota da qual estava gostando então, o pior foi o descaso das autoridades políticas, policiais e judiciárias), estava já com 21 anos e queria por que queria me casar mesmo com a guria que tinha então, me rebelei e comecei a ir contra a poligamia que dizem ser natural no homem mas não na mulher. Simplesmente fui rotulado com termos como “boiola”, “traveco enrustido” entre tantos outros termos preconceituosos que homens falam a outros homens quando esxtes outros homens por amor a uma mulher simplesmente se recusam a comer qualquer menininha que lhes pinte na frente só pra provarem a “macheza” (coloquei entre-aspas de propósito). A agressão foi para além da verbal, foi além do limite das surras e dos espancamentos: Fui vítima de um estupro aos 21 anos, e única e exclusivamente por que me recusava a arrumar uma namoradinha em cada canto que fosse desacompanhado da que tinha então. Sim, eu disse que a que eu tinha me abandonou (imagino o que devam ter falado a ela na ocasião, para que me deixasse) mas o pior de tudo isso foi que o fato deu-se em uma sala de aula, durante uma prova, não vi um filho da puta de um funcionário da escola tomar providências (nem mesmo o professor; este, quando consegui me desvencilhar dos agressores e me recompor, ao ser questionado por mim sobre que atitude iria tomar, simplesmente abaixou a cabeça e se fez de cego, fingiu que não vira nada). Ao procurar a delegacia de polícia para registrar ocorrência, o mesmo descaso, ouvi da boca do delegado Pavarina em pessoa que “isso não constitui crime, então não me darei ao luxo sequer de registrar a ocorrência” (o mesmo disse isso à minha mãe e a outros parentes em outras ocasiões também, e posso garantir que não conhecia nenhum de nós); ao procurar a porra do Batalhão da PM para registrar a ocorrência por lá (o que também é válido para abrir um processo penal contra criminosos, embora o mais adequado seja mesmo o BO da delegacia), a bosta do então comandante da PM só prestou pra debochar, estampando um sorrisinho amarelo e maroto na cara: “Que falta faz UM HOMEM em casa, né?” Foi tudo o que ouvi deste filho da puta. Me recordo que não tinha e-mail na época, mas tinha papel e caneta, escrevi às duas corregedorias, Polícia Civil e Polícia Militar; a da Militar transferiu e “promoveu o comandante pelos bons serviços prestados à comunidade, e com o salário triplicado” (sinceramente, eu não sabia que debochar de uma vítima da homofobia e do machismo exarcebado de nossa sociedade hipócrita era equivalente a prestar um bom serviço à comunidade); já a da Civil não se dignou a me responder até hoje (o caso se deu em 1998, já estamos em 2012); com o processo já em andamento, cansei de ouvir da boca da própria juíza (e em juízo, o que é pior) que tudo não havia passado de “brincadeiras entre amigos meus de minha infância – reitero que morei em Porto Feliz, a 458 km de Martinópolis, onde moro hoje e onde essa merda toda ocorreu, desde a primeira infância [me mudei pra lá aos 5 anos] até praticamente a metade da adolescência, voltando para Martinópolis há apenas 4 anos de me tornar adulto; logo, é IMPOSSÍVEL que eu tenha amigos de infância em Martinópolis, os meus amigos ficaram todos em Porto Feliz) – , você está imaginando coisas, querendo pôr pingos em “is” que não existem”, e isso tudo pra quê? Apenas por conta dessa porra de maldito discurso de que homem tem de ser garanhão? Se deixar de ser garanhão, merece mesmo ser agredido verbal e fisicamente, merece ser estuprado, pois não passa de um “mulherzinha”? É, meu amigo, não é fácil quebra conceitos atrasados dessa sociedade escrota na qual vivemos. Hoje sou casado (felizmente encontrei alguém que compreende minha idéia de lutar contra essa estigmatização, e não me abandonou nem se deixou levar por mentiras deslavadas) mas vejo que é praticamente impossível você vencer essa barreira, a sociedade sempre irá se meter. Propositalmente, e minha esposa concordou, já que é psicóloga e também interessada em romper os paradigmas tradicionais de nossa sociedade hipócrita, não me casei nos moldes tradicionais (casamentos civil e religioso, morar debaixo do mesmo teto – moro em uma cidade distante da de minha esposa e da de meu filho, hoje com 10, quase 11 anos) e nem sequer a apresentei a minha família ou a qualquer pessoa daqui que conheça, muito menos saímos juntos para freqüentar locais públicos. Nosso interesse é estudar o porquê da sociedade se interessar tanto pela intromissão na vida alheia. Porquê é tão necessário assim que eu passeie de mãos dadas na rua com minha mulher? Porquê é tão necessário assim para os outros verem que eu tenho uma mulher (ou se tivesse um homem, porquê é tão necessário assim aos outros me verem namorando esse outro homem)? Enfim, a sociedade ainda é muito hipócrita e nos faz, na maioria das vezes, viver esse mesmo joguinho hipócrita. A sociedade diz que não se interessa pela vida alheia mas ai de você se não aparecer de mãos dadas e namorando com uma pessoa do sexo oposto, assim como ai de você SE APARECER com uma pessoa do mesmo sexo. Pra quê tanta intromissão assim na vida alheia, sociedade? Não diz que não gosta de se intrometer na vida alheia? Então cala-boca, porra!

      Para finalizar, peço desculpas a você a ao PapodeHomem por eventuais palavrões que tenham sido soltos por mim. Obrigado e abraços!

  • Larissa

    Texto excelente!

  • http://www.facebook.com/people/Amanda-Leandro-Quinteiro-Lopes/100001504528329 Amanda Leandro Quinteiro Lopes

    Boa abordagem sobre o tema. Parabéns!

  • http://twitter.com/alysson__s Alysson Souza

    acho que descobri o papo de homem da melhor maneira possivel, começando por esse texto que vi publicado na minha timeline do facebook por uma grande amiga. sou gay e me identifiquei com a história do rapaz, eu era bem assim quando mais novo. a única diferença é que eu me aceitei e vivo muito bem comigo mesmo. me amo, e isso é o primeiro passo. parabéns ao site, muito bom ver exposições desse tipo na rede, de uma canal como esse. serve muito pra abrir os olhos de todos aqueles heteros ou homossexuais que ainda tem a mente fechada para qualquer ponto trabalhado no post e ainda mais com analises de especialistas bastante clara.

  • http://www.facebook.com/julian.branford Julian Branford

    Obrigado PdH! A exploração do masculino inclui também a homossexualidade masculina. Post foda demais

  • http://www.facebook.com/danielvieiras Daniel Vieira

    Olha como são os preconceitos: visitei hoje pela primeira vez este site, ao me deparar com o nome já me veio a imagem de um blog machista, homofóbico, que falava de coisas brutas e violentas como se fossem “coisas de homem”. Bem, ainda bem que não fiquei preso nessa visão errada e me permiti ler e conhecer o site. Esse artigo é simplesmente MARAVILHOSO. Geralmente não comento em sites, me contento em ler e gostar ou não, mas me sinto na obrigação de parabenizá-los. É pra ler esse tipo de coisa que eu “navego” na internet. Obrigado galera, grande abraço!

  • Gloria

    Sou feminista ativista e cheguei ao texto e ao blog pelo Tumblr do Classe Média Sofre, que sigo só para dar risada. Quando vi o título do blog, rapidamente já associei ao “mais do mesmo” da cultura masculina heterossexual. Fui escrutinando seu texto, à procura de sinais deste viés que eu claramente esperava encontrar a qualquer momento. “Desmontei” meu raciocínio (preconceituoso, admito) quando você escreveu: “Os homens gays e bissexuais são tão homens quanto qualquer homem — podem não ser heterossexuais, mas como não seriam homens? Enfim, somos todos homens, inclusive os homens que amam outros homens.” Parabéns pelo lúcido, bem escrito e bem apurado texto. Excelentes argumentos, ponderados e com o devido cuidado de não se deixar contaminar por conceitos fáceis e pré-estabelecidos. O mundo precisa de homens assim. :)

  • Fernando

    ‘Mas tudo vai ficar melhor’.
    O texto me prendeu do começo ao fim e, com essa frase, me fez chorar. Acabo de descobrir o Papo de Homem e JAMAIS esperaria uma abordagem como essa em um site com esse nome. Imbecilidade minha. Felizmente, vim ler do que se tratava. Sem mais, porque já está tudo dito!

  • http://www.facebook.com/antoniocmjr Antonio Marcello

    Meus parabéns. Mais sincero e esclarecedor que isso, impossível. Sou assumido, aceito por minha família, amigos, colegas de trabalho e muito bem resolvido. Já fui casado, com outro homem, por 10 anos, e sou muito feliz. Sou um ano mais velho que o autor do depoimento e me entristece ver como as pessoas ficam limitadas e presas na própria mente, como consequência da sociedade que vivem. Espero que esse texto chegue ao maior número de pessoas possível e que ajude rapazes como ele, mas também os homofóbicos, a perceber o quanto a não aceitação é nociva para um ser humano e quanto nós somos medíocres em recriminar o que é diferente por nós com base em valores e regras que nem sabemos de onde surgiram.

  • http://www.facebook.com/antoniocmjr Antonio Marcello

    Meus parabéns. Mais sincero e esclarecedor que isso, impossível. Sou assumido, aceito por minha família, amigos, colegas de trabalho e muito bem resolvido. Já fui casado, com outro homem, por 10 anos, e sou muito feliz. Sou um ano mais velho que o autor do depoimento e me entristece ver como as pessoas ficam limitadas e presas na própria mente, como consequência da sociedade que vivem. Espero que esse texto chegue ao maior número de pessoas possível e que ajude rapazes como ele, mas também os homofóbicos, a perceber o quanto a não aceitação é nociva para um ser humano e quanto nós somos medíocres em recriminar o que é diferente por nós com base em valores e regras que nem sabemos de onde surgiram.

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    Meus parabéns. Mais sincero e esclarecedor que isso, impossível. Sou assumido, aceito por minha família, amigos, colegas de trabalho e muito bem resolvido. Já fui casado, com outro homem, por 10 anos, e sou muito feliz. Sou um ano mais velho que o autor do depoimento e me entristece ver como as pessoas ficam limitadas e presas na própria mente, como consequência da sociedade que vivem. Espero que esse texto chegue ao maior número de pessoas possível e que ajude rapazes como ele, mas também os homofóbicos, a perceber o quanto a não aceitação é nociva para um ser humano e quanto nós somos medíocres em recriminar o que é diferente por nós com base em valores e regras que nem sabemos de onde surgiram.

  • http://www.facebook.com/antoniocmjr Antonio Marcello

    Meus parabéns. Mais sincero e esclarecedor que isso, impossível. Sou assumido, aceito por minha família, amigos, colegas de trabalho e muito bem resolvido. Já fui casado, com outro homem, por 10 anos, e sou muito feliz. Sou um ano mais velho que o autor do depoimento e me entristece ver como as pessoas ficam limitadas e presas na própria mente, como consequência da sociedade que vivem. Espero que esse texto chegue ao maior número de pessoas possível e que ajude rapazes como ele, mas também os homofóbicos, a perceber o quanto a não aceitação é nociva para um ser humano e quanto nós somos medíocres em recriminar o que é diferente por nós com base em valores e regras que nem sabemos de onde surgiram.

  • http://www.facebook.com/antoniocmjr Antonio Marcello

    Meus parabéns. Mais sincero e esclarecedor que isso, impossível. Sou assumido, aceito por minha família, amigos, colegas de trabalho e muito bem resolvido. Já fui casado, com outro homem, por 10 anos, e sou muito feliz. Sou um ano mais velho que o autor do depoimento e me entristece ver como as pessoas ficam limitadas e presas na própria mente, como consequência da sociedade que vivem. Espero que esse texto chegue ao maior número de pessoas possível e que ajude rapazes como ele, mas também os homofóbicos, a perceber o quanto a não aceitação é nociva para um ser humano e quanto nós somos medíocres em recriminar o que é diferente por nós com base em valores e regras que nem sabemos de onde surgiram.

  • Carolina

    Muito bom o
    artigo, que gosto ler este tipo de publicação em português… Vivo na Alemanha,
    depois de 6 anos vivendo na Espanha, e às vezes batia um pouco a depressão ao
    ler artigos sobre sexualidade feitos por brasileiros, recheados de preconceito…
    Mas e eis que essa reflexão do Alex também resolveu parte das minhas
    “mágoas”: é verdade, no Brasil quem as pessoas têm como referente?

    O prefeito
    da minha cidade (Berlim) é gay, eu tive professores homossexuais assumidos no
    meu mestrado feito em Barcelona… Na europa se reconhece o casamento e a união
    estável entre homossexuais… Tenho muitos amigos casais homossexuais e fazemos
    atividades de casal (comigo e meu marido, héteros). Claro, há espaço social,
    político, mediático para que pessoas de todas as cores e opções se expressem.

    E o Brasil
    está nesse caminho; é o que muita gente quer a pesar da resistência dos setores
    conservadores (que também existem na europa e também fazem propaganda
    “negativa” da homossexualidade , da imigração, e por aí vai….). Hoje
    a Câmara dos Deputados discute a proposta da “bancada evangélica” de eliminar
    do código de ética dos Psicólogos o artigo que proíbe oferecer “cura” para a
    homossexualidade –o que na prática seria uma autorização para tratar a
    homossexualidade como doença. Convido a todos que comentaram e gostaram do papo
    a se manifestarem CONTRA essa proposta. Precisamos fazer barulho para que não haja
    retrocesso!!!

    Agora,
    outro ponto que eu queria comentar, e agora falo diretamente ao leitor que
    ofereceu seu depoimento: Ainda que seu relato fale sobre sua experiência
    sexual, seus medos com relação aos seus desejos, suas decisões de como vai
    lidar com o sexo, te convido a refletir no quanto sua história fala da história
    da sua família.

    Não sei
    como é a sua, posso somente te falar da minha. Sabe, depois de vir morar fora,
    me dei conta de como a construção da minha identidade estava tão embasada na
    minha história familiar. E me surpreendi ao ver que muitos dos meus medos eram
    também os medos dos meus pais. Vejo que quando decidi viver minha sexualidade
    (feminina e heterossexual) de forma mais livre, houve um furacão em casa. O
    medo deles era a perversão: que eu me tornasse uma puta, que eu me viciasse em
    sexo, que eu me “perdesse do meu caminho” de bem. E percebi que eles mesmos, quando eram
    jovens, não confiavam na própria sexualidade, tinham medo dela, tinha medo de
    eles mesmos serem pervertidos… mas principalmente medo de perder o amor o
    carinho da família. E o medo deles virou o meu medo: se eu vivesse minha
    sexualidade de forma livre, corria o risco de perder o amor deles por mim.

    Encarar
    esse medo foi importante pra mim por duas razões: primeiro porque eu já tinha
    uma dúvida, uma intuição, algo que me dizia que não era amada. Primeiro, soube
    que era amada sim, só que do jeito deles. Quer dizer, dentro do que eles
    podiam. Eles têm tantos problemas, que em partes não puderam me dar o que eu
    precisava.

    E segundo,
    justamente reconhecer que eu não tinha recebido o amor que eu precisava, que
    algo tinha sido falho/falto na minha vida, é que eu pude ir atrás. Aqui muita
    gente falou que “as pessoas têm que se amar, que se valorizar”. Isso é fácil
    pra quem se sentiu amado. Como posso me amar se ninguém me ensinou? Então vi
    que tinha um longo caminho… E eis que eu descobri que o que eu tinha pela
    frente não era só a minha sexualidade pra resolver. Era toda a minha pessoa.

    Então te
    convido a fazer essa reflexão também… da forma que te for possível. Sozinho (escrevendo
    um livro ou um blog) ou com ajuda (de um amigo, de um psicólogo, mestre yogui,
    líder espiritual…). No Brasil ou pulando fora. Mas não pare o que já começou fazendo
    esse depoimento corajoso.

    Um beijo e
    força!

    Carolina

  • Carolina

    Muito bom o
    artigo, que gosto ler este tipo de publicação em português… Vivo na Alemanha,
    depois de 6 anos vivendo na Espanha, e às vezes batia um pouco a depressão ao
    ler artigos sobre sexualidade feitos por brasileiros, recheados de preconceito…
    Mas e eis que essa reflexão do Alex também resolveu parte das minhas
    “mágoas”: é verdade, no Brasil quem as pessoas têm como referente?

    O prefeito
    da minha cidade (Berlim) é gay, eu tive professores homossexuais assumidos no
    meu mestrado feito em Barcelona… Na europa se reconhece o casamento e a união
    estável entre homossexuais… Tenho muitos amigos casais homossexuais e fazemos
    atividades de casal (comigo e meu marido, héteros). Claro, há espaço social,
    político, mediático para que pessoas de todas as cores e opções se expressem.

    E o Brasil
    está nesse caminho; é o que muita gente quer a pesar da resistência dos setores
    conservadores (que também existem na europa e também fazem propaganda
    “negativa” da homossexualidade , da imigração, e por aí vai….). Hoje
    a Câmara dos Deputados discute a proposta da “bancada evangélica” de eliminar
    do código de ética dos Psicólogos o artigo que proíbe oferecer “cura” para a
    homossexualidade –o que na prática seria uma autorização para tratar a
    homossexualidade como doença. Convido a todos que comentaram e gostaram do papo
    a se manifestarem CONTRA essa proposta. Precisamos fazer barulho para que não haja
    retrocesso!!!

    Agora,
    outro ponto que eu queria comentar, e agora falo diretamente ao leitor que
    ofereceu seu depoimento: Ainda que seu relato fale sobre sua experiência
    sexual, seus medos com relação aos seus desejos, suas decisões de como vai
    lidar com o sexo, te convido a refletir no quanto sua história fala da história
    da sua família.

    Não sei
    como é a sua, posso somente te falar da minha. Sabe, depois de vir morar fora,
    me dei conta de como a construção da minha identidade estava tão embasada na
    minha história familiar. E me surpreendi ao ver que muitos dos meus medos eram
    também os medos dos meus pais. Vejo que quando decidi viver minha sexualidade
    (feminina e heterossexual) de forma mais livre, houve um furacão em casa. O
    medo deles era a perversão: que eu me tornasse uma puta, que eu me viciasse em
    sexo, que eu me “perdesse do meu caminho” de bem. E percebi que eles mesmos, quando eram
    jovens, não confiavam na própria sexualidade, tinham medo dela, tinha medo de
    eles mesmos serem pervertidos… mas principalmente medo de perder o amor o
    carinho da família. E o medo deles virou o meu medo: se eu vivesse minha
    sexualidade de forma livre, corria o risco de perder o amor deles por mim.

    Encarar
    esse medo foi importante pra mim por duas razões: primeiro porque eu já tinha
    uma dúvida, uma intuição, algo que me dizia que não era amada. Primeiro, soube
    que era amada sim, só que do jeito deles. Quer dizer, dentro do que eles
    podiam. Eles têm tantos problemas, que em partes não puderam me dar o que eu
    precisava.

    E segundo,
    justamente reconhecer que eu não tinha recebido o amor que eu precisava, que
    algo tinha sido falho/falto na minha vida, é que eu pude ir atrás. Aqui muita
    gente falou que “as pessoas têm que se amar, que se valorizar”. Isso é fácil
    pra quem se sentiu amado. Como posso me amar se ninguém me ensinou? Então vi
    que tinha um longo caminho… E eis que eu descobri que o que eu tinha pela
    frente não era só a minha sexualidade pra resolver. Era toda a minha pessoa.

    Então te
    convido a fazer essa reflexão também… da forma que te for possível. Sozinho (escrevendo
    um livro ou um blog) ou com ajuda (de um amigo, de um psicólogo, mestre yogui,
    líder espiritual…). No Brasil ou pulando fora. Mas não pare o que já começou fazendo
    esse depoimento corajoso.

    Um beijo e
    força!

    Carolina

  • Carolina

    Muito bom o
    artigo, que gosto ler este tipo de publicação em português… Vivo na Alemanha,
    depois de 6 anos vivendo na Espanha, e às vezes batia um pouco a depressão ao
    ler artigos sobre sexualidade feitos por brasileiros, recheados de preconceito…
    Mas e eis que essa reflexão do Alex também resolveu parte das minhas
    “mágoas”: é verdade, no Brasil quem as pessoas têm como referente?

    O prefeito
    da minha cidade (Berlim) é gay, eu tive professores homossexuais assumidos no
    meu mestrado feito em Barcelona… Na europa se reconhece o casamento e a união
    estável entre homossexuais… Tenho muitos amigos casais homossexuais e fazemos
    atividades de casal (comigo e meu marido, héteros). Claro, há espaço social,
    político, mediático para que pessoas de todas as cores e opções se expressem.

    E o Brasil
    está nesse caminho; é o que muita gente quer a pesar da resistência dos setores
    conservadores (que também existem na europa e também fazem propaganda
    “negativa” da homossexualidade , da imigração, e por aí vai….). Hoje
    a Câmara dos Deputados discute a proposta da “bancada evangélica” de eliminar
    do código de ética dos Psicólogos o artigo que proíbe oferecer “cura” para a
    homossexualidade –o que na prática seria uma autorização para tratar a
    homossexualidade como doença. Convido a todos que comentaram e gostaram do papo
    a se manifestarem CONTRA essa proposta. Precisamos fazer barulho para que não haja
    retrocesso!!!

    Agora,
    outro ponto que eu queria comentar, e agora falo diretamente ao leitor que
    ofereceu seu depoimento: Ainda que seu relato fale sobre sua experiência
    sexual, seus medos com relação aos seus desejos, suas decisões de como vai
    lidar com o sexo, te convido a refletir no quanto sua história fala da história
    da sua família.

    Não sei
    como é a sua, posso somente te falar da minha. Sabe, depois de vir morar fora,
    me dei conta de como a construção da minha identidade estava tão embasada na
    minha história familiar. E me surpreendi ao ver que muitos dos meus medos eram
    também os medos dos meus pais. Vejo que quando decidi viver minha sexualidade
    (feminina e heterossexual) de forma mais livre, houve um furacão em casa. O
    medo deles era a perversão: que eu me tornasse uma puta, que eu me viciasse em
    sexo, que eu me “perdesse do meu caminho” de bem. E percebi que eles mesmos, quando eram
    jovens, não confiavam na própria sexualidade, tinham medo dela, tinha medo de
    eles mesmos serem pervertidos… mas principalmente medo de perder o amor o
    carinho da família. E o medo deles virou o meu medo: se eu vivesse minha
    sexualidade de forma livre, corria o risco de perder o amor deles por mim.

    Encarar
    esse medo foi importante pra mim por duas razões: primeiro porque eu já tinha
    uma dúvida, uma intuição, algo que me dizia que não era amada. Primeiro, soube
    que era amada sim, só que do jeito deles. Quer dizer, dentro do que eles
    podiam. Eles têm tantos problemas, que em partes não puderam me dar o que eu
    precisava.

    E segundo,
    justamente reconhecer que eu não tinha recebido o amor que eu precisava, que
    algo tinha sido falho/falto na minha vida, é que eu pude ir atrás. Aqui muita
    gente falou que “as pessoas têm que se amar, que se valorizar”. Isso é fácil
    pra quem se sentiu amado. Como posso me amar se ninguém me ensinou? Então vi
    que tinha um longo caminho… E eis que eu descobri que o que eu tinha pela
    frente não era só a minha sexualidade pra resolver. Era toda a minha pessoa.

    Então te
    convido a fazer essa reflexão também… da forma que te for possível. Sozinho (escrevendo
    um livro ou um blog) ou com ajuda (de um amigo, de um psicólogo, mestre yogui,
    líder espiritual…). No Brasil ou pulando fora. Mas não pare o que já começou fazendo
    esse depoimento corajoso.

    Um beijo e
    força!

    Carolina

  • Carolina

    Muito bom o
    artigo, que gosto ler este tipo de publicação em português… Vivo na Alemanha,
    depois de 6 anos vivendo na Espanha, e às vezes batia um pouco a depressão ao
    ler artigos sobre sexualidade feitos por brasileiros, recheados de preconceito…
    Mas e eis que essa reflexão do Alex também resolveu parte das minhas
    “mágoas”: é verdade, no Brasil quem as pessoas têm como referente?

    O prefeito
    da minha cidade (Berlim) é gay, eu tive professores homossexuais assumidos no
    meu mestrado feito em Barcelona… Na europa se reconhece o casamento e a união
    estável entre homossexuais… Tenho muitos amigos casais homossexuais e fazemos
    atividades de casal (comigo e meu marido, héteros). Claro, há espaço social,
    político, mediático para que pessoas de todas as cores e opções se expressem.

    E o Brasil
    está nesse caminho; é o que muita gente quer a pesar da resistência dos setores
    conservadores (que também existem na europa e também fazem propaganda
    “negativa” da homossexualidade , da imigração, e por aí vai….). Hoje
    a Câmara dos Deputados discute a proposta da “bancada evangélica” de eliminar
    do código de ética dos Psicólogos o artigo que proíbe oferecer “cura” para a
    homossexualidade –o que na prática seria uma autorização para tratar a
    homossexualidade como doença. Convido a todos que comentaram e gostaram do papo
    a se manifestarem CONTRA essa proposta. Precisamos fazer barulho para que não haja
    retrocesso!!!

    Agora,
    outro ponto que eu queria comentar, e agora falo diretamente ao leitor que
    ofereceu seu depoimento: Ainda que seu relato fale sobre sua experiência
    sexual, seus medos com relação aos seus desejos, suas decisões de como vai
    lidar com o sexo, te convido a refletir no quanto sua história fala da história
    da sua família.

    Não sei
    como é a sua, posso somente te falar da minha. Sabe, depois de vir morar fora,
    me dei conta de como a construção da minha identidade estava tão embasada na
    minha história familiar. E me surpreendi ao ver que muitos dos meus medos eram
    também os medos dos meus pais. Vejo que quando decidi viver minha sexualidade
    (feminina e heterossexual) de forma mais livre, houve um furacão em casa. O
    medo deles era a perversão: que eu me tornasse uma puta, que eu me viciasse em
    sexo, que eu me “perdesse do meu caminho” de bem. E percebi que eles mesmos, quando eram
    jovens, não confiavam na própria sexualidade, tinham medo dela, tinha medo de
    eles mesmos serem pervertidos… mas principalmente medo de perder o amor o
    carinho da família. E o medo deles virou o meu medo: se eu vivesse minha
    sexualidade de forma livre, corria o risco de perder o amor deles por mim.

    Encarar
    esse medo foi importante pra mim por duas razões: primeiro porque eu já tinha
    uma dúvida, uma intuição, algo que me dizia que não era amada. Primeiro, soube
    que era amada sim, só que do jeito deles. Quer dizer, dentro do que eles
    podiam. Eles têm tantos problemas, que em partes não puderam me dar o que eu
    precisava.

    E segundo,
    justamente reconhecer que eu não tinha recebido o amor que eu precisava, que
    algo tinha sido falho/falto na minha vida, é que eu pude ir atrás. Aqui muita
    gente falou que “as pessoas têm que se amar, que se valorizar”. Isso é fácil
    pra quem se sentiu amado. Como posso me amar se ninguém me ensinou? Então vi
    que tinha um longo caminho… E eis que eu descobri que o que eu tinha pela
    frente não era só a minha sexualidade pra resolver. Era toda a minha pessoa.

    Então te
    convido a fazer essa reflexão também… da forma que te for possível. Sozinho (escrevendo
    um livro ou um blog) ou com ajuda (de um amigo, de um psicólogo, mestre yogui,
    líder espiritual…). No Brasil ou pulando fora. Mas não pare o que já começou fazendo
    esse depoimento corajoso.

    Um beijo e
    força!

    Carolina

  • Carolina

    Muito bom o
    artigo, que gosto ler este tipo de publicação em português… Vivo na Alemanha,
    depois de 6 anos vivendo na Espanha, e às vezes batia um pouco a depressão ao
    ler artigos sobre sexualidade feitos por brasileiros, recheados de preconceito…
    Mas e eis que essa reflexão do Alex também resolveu parte das minhas
    “mágoas”: é verdade, no Brasil quem as pessoas têm como referente?

    O prefeito
    da minha cidade (Berlim) é gay, eu tive professores homossexuais assumidos no
    meu mestrado feito em Barcelona… Na europa se reconhece o casamento e a união
    estável entre homossexuais… Tenho muitos amigos casais homossexuais e fazemos
    atividades de casal (comigo e meu marido, héteros). Claro, há espaço social,
    político, mediático para que pessoas de todas as cores e opções se expressem.

    E o Brasil
    está nesse caminho; é o que muita gente quer a pesar da resistência dos setores
    conservadores (que também existem na europa e também fazem propaganda
    “negativa” da homossexualidade , da imigração, e por aí vai….). Hoje
    a Câmara dos Deputados discute a proposta da “bancada evangélica” de eliminar
    do código de ética dos Psicólogos o artigo que proíbe oferecer “cura” para a
    homossexualidade –o que na prática seria uma autorização para tratar a
    homossexualidade como doença. Convido a todos que comentaram e gostaram do papo
    a se manifestarem CONTRA essa proposta. Precisamos fazer barulho para que não haja
    retrocesso!!!

    Agora,
    outro ponto que eu queria comentar, e agora falo diretamente ao leitor que
    ofereceu seu depoimento: Ainda que seu relato fale sobre sua experiência
    sexual, seus medos com relação aos seus desejos, suas decisões de como vai
    lidar com o sexo, te convido a refletir no quanto sua história fala da história
    da sua família.

    Não sei
    como é a sua, posso somente te falar da minha. Sabe, depois de vir morar fora,
    me dei conta de como a construção da minha identidade estava tão embasada na
    minha história familiar. E me surpreendi ao ver que muitos dos meus medos eram
    também os medos dos meus pais. Vejo que quando decidi viver minha sexualidade
    (feminina e heterossexual) de forma mais livre, houve um furacão em casa. O
    medo deles era a perversão: que eu me tornasse uma puta, que eu me viciasse em
    sexo, que eu me “perdesse do meu caminho” de bem. E percebi que eles mesmos, quando eram
    jovens, não confiavam na própria sexualidade, tinham medo dela, tinha medo de
    eles mesmos serem pervertidos… mas principalmente medo de perder o amor o
    carinho da família. E o medo deles virou o meu medo: se eu vivesse minha
    sexualidade de forma livre, corria o risco de perder o amor deles por mim.

    Encarar
    esse medo foi importante pra mim por duas razões: primeiro porque eu já tinha
    uma dúvida, uma intuição, algo que me dizia que não era amada. Primeiro, soube
    que era amada sim, só que do jeito deles. Quer dizer, dentro do que eles
    podiam. Eles têm tantos problemas, que em partes não puderam me dar o que eu
    precisava.

    E segundo,
    justamente reconhecer que eu não tinha recebido o amor que eu precisava, que
    algo tinha sido falho/falto na minha vida, é que eu pude ir atrás. Aqui muita
    gente falou que “as pessoas têm que se amar, que se valorizar”. Isso é fácil
    pra quem se sentiu amado. Como posso me amar se ninguém me ensinou? Então vi
    que tinha um longo caminho… E eis que eu descobri que o que eu tinha pela
    frente não era só a minha sexualidade pra resolver. Era toda a minha pessoa.

    Então te
    convido a fazer essa reflexão também… da forma que te for possível. Sozinho (escrevendo
    um livro ou um blog) ou com ajuda (de um amigo, de um psicólogo, mestre yogui,
    líder espiritual…). No Brasil ou pulando fora. Mas não pare o que já começou fazendo
    esse depoimento corajoso.

    Um beijo e
    força!

    Carolina

  • Carolina

    Muito bom o
    artigo, que gosto ler este tipo de publicação em português… Vivo na Alemanha,
    depois de 6 anos vivendo na Espanha, e às vezes batia um pouco a depressão ao
    ler artigos sobre sexualidade feitos por brasileiros, recheados de preconceito…
    Mas e eis que essa reflexão do Alex também resolveu parte das minhas
    “mágoas”: é verdade, no Brasil quem as pessoas têm como referente?

    O prefeito
    da minha cidade (Berlim) é gay, eu tive professores homossexuais assumidos no
    meu mestrado feito em Barcelona… Na europa se reconhece o casamento e a união
    estável entre homossexuais… Tenho muitos amigos casais homossexuais e fazemos
    atividades de casal (comigo e meu marido, héteros). Claro, há espaço social,
    político, mediático para que pessoas de todas as cores e opções se expressem.

    E o Brasil
    está nesse caminho; é o que muita gente quer a pesar da resistência dos setores
    conservadores (que também existem na europa e também fazem propaganda
    “negativa” da homossexualidade , da imigração, e por aí vai….). Hoje
    a Câmara dos Deputados discute a proposta da “bancada evangélica” de eliminar
    do código de ética dos Psicólogos o artigo que proíbe oferecer “cura” para a
    homossexualidade –o que na prática seria uma autorização para tratar a
    homossexualidade como doença. Convido a todos que comentaram e gostaram do papo
    a se manifestarem CONTRA essa proposta. Precisamos fazer barulho para que não haja
    retrocesso!!!

    Agora,
    outro ponto que eu queria comentar, e agora falo diretamente ao leitor que
    ofereceu seu depoimento: Ainda que seu relato fale sobre sua experiência
    sexual, seus medos com relação aos seus desejos, suas decisões de como vai
    lidar com o sexo, te convido a refletir no quanto sua história fala da história
    da sua família.

    Não sei
    como é a sua, posso somente te falar da minha. Sabe, depois de vir morar fora,
    me dei conta de como a construção da minha identidade estava tão embasada na
    minha história familiar. E me surpreendi ao ver que muitos dos meus medos eram
    também os medos dos meus pais. Vejo que quando decidi viver minha sexualidade
    (feminina e heterossexual) de forma mais livre, houve um furacão em casa. O
    medo deles era a perversão: que eu me tornasse uma puta, que eu me viciasse em
    sexo, que eu me “perdesse do meu caminho” de bem. E percebi que eles mesmos, quando eram
    jovens, não confiavam na própria sexualidade, tinham medo dela, tinha medo de
    eles mesmos serem pervertidos… mas principalmente medo de perder o amor o
    carinho da família. E o medo deles virou o meu medo: se eu vivesse minha
    sexualidade de forma livre, corria o risco de perder o amor deles por mim.

    Encarar
    esse medo foi importante pra mim por duas razões: primeiro porque eu já tinha
    uma dúvida, uma intuição, algo que me dizia que não era amada. Primeiro, soube
    que era amada sim, só que do jeito deles. Quer dizer, dentro do que eles
    podiam. Eles têm tantos problemas, que em partes não puderam me dar o que eu
    precisava.

    E segundo,
    justamente reconhecer que eu não tinha recebido o amor que eu precisava, que
    algo tinha sido falho/falto na minha vida, é que eu pude ir atrás. Aqui muita
    gente falou que “as pessoas têm que se amar, que se valorizar”. Isso é fácil
    pra quem se sentiu amado. Como posso me amar se ninguém me ensinou? Então vi
    que tinha um longo caminho… E eis que eu descobri que o que eu tinha pela
    frente não era só a minha sexualidade pra resolver. Era toda a minha pessoa.

    Então te
    convido a fazer essa reflexão também… da forma que te for possível. Sozinho (escrevendo
    um livro ou um blog) ou com ajuda (de um amigo, de um psicólogo, mestre yogui,
    líder espiritual…). No Brasil ou pulando fora. Mas não pare o que já começou fazendo
    esse depoimento corajoso.

    Um beijo e
    força!

    Carolina

  • Carolina

    Muito bom o
    artigo, que gosto ler este tipo de publicação em português… Vivo na Alemanha,
    depois de 6 anos vivendo na Espanha, e às vezes batia um pouco a depressão ao
    ler artigos sobre sexualidade feitos por brasileiros, recheados de preconceito…
    Mas e eis que essa reflexão do Alex também resolveu parte das minhas
    “mágoas”: é verdade, no Brasil quem as pessoas têm como referente?

    O prefeito
    da minha cidade (Berlim) é gay, eu tive professores homossexuais assumidos no
    meu mestrado feito em Barcelona… Na europa se reconhece o casamento e a união
    estável entre homossexuais… Tenho muitos amigos casais homossexuais e fazemos
    atividades de casal (comigo e meu marido, héteros). Claro, há espaço social,
    político, mediático para que pessoas de todas as cores e opções se expressem.

    E o Brasil
    está nesse caminho; é o que muita gente quer a pesar da resistência dos setores
    conservadores (que também existem na europa e também fazem propaganda
    “negativa” da homossexualidade , da imigração, e por aí vai….). Hoje
    a Câmara dos Deputados discute a proposta da “bancada evangélica” de eliminar
    do código de ética dos Psicólogos o artigo que proíbe oferecer “cura” para a
    homossexualidade –o que na prática seria uma autorização para tratar a
    homossexualidade como doença. Convido a todos que comentaram e gostaram do papo
    a se manifestarem CONTRA essa proposta. Precisamos fazer barulho para que não haja
    retrocesso!!!

    Agora,
    outro ponto que eu queria comentar, e agora falo diretamente ao leitor que
    ofereceu seu depoimento: Ainda que seu relato fale sobre sua experiência
    sexual, seus medos com relação aos seus desejos, suas decisões de como vai
    lidar com o sexo, te convido a refletir no quanto sua história fala da história
    da sua família.

    Não sei
    como é a sua, posso somente te falar da minha. Sabe, depois de vir morar fora,
    me dei conta de como a construção da minha identidade estava tão embasada na
    minha história familiar. E me surpreendi ao ver que muitos dos meus medos eram
    também os medos dos meus pais. Vejo que quando decidi viver minha sexualidade
    (feminina e heterossexual) de forma mais livre, houve um furacão em casa. O
    medo deles era a perversão: que eu me tornasse uma puta, que eu me viciasse em
    sexo, que eu me “perdesse do meu caminho” de bem. E percebi que eles mesmos, quando eram
    jovens, não confiavam na própria sexualidade, tinham medo dela, tinha medo de
    eles mesmos serem pervertidos… mas principalmente medo de perder o amor o
    carinho da família. E o medo deles virou o meu medo: se eu vivesse minha
    sexualidade de forma livre, corria o risco de perder o amor deles por mim.

    Encarar
    esse medo foi importante pra mim por duas razões: primeiro porque eu já tinha
    uma dúvida, uma intuição, algo que me dizia que não era amada. Primeiro, soube
    que era amada sim, só que do jeito deles. Quer dizer, dentro do que eles
    podiam. Eles têm tantos problemas, que em partes não puderam me dar o que eu
    precisava.

    E segundo,
    justamente reconhecer que eu não tinha recebido o amor que eu precisava, que
    algo tinha sido falho/falto na minha vida, é que eu pude ir atrás. Aqui muita
    gente falou que “as pessoas têm que se amar, que se valorizar”. Isso é fácil
    pra quem se sentiu amado. Como posso me amar se ninguém me ensinou? Então vi
    que tinha um longo caminho… E eis que eu descobri que o que eu tinha pela
    frente não era só a minha sexualidade pra resolver. Era toda a minha pessoa.

    Então te
    convido a fazer essa reflexão também… da forma que te for possível. Sozinho (escrevendo
    um livro ou um blog) ou com ajuda (de um amigo, de um psicólogo, mestre yogui,
    líder espiritual…). No Brasil ou pulando fora. Mas não pare o que já começou fazendo
    esse depoimento corajoso.

    Um beijo e
    força!

    Carolina

  • Carolina

    Muito bom o
    artigo, que gosto ler este tipo de publicação em português… Vivo na Alemanha,
    depois de 6 anos vivendo na Espanha, e às vezes batia um pouco a depressão ao
    ler artigos sobre sexualidade feitos por brasileiros, recheados de preconceito…
    Mas e eis que essa reflexão do Alex também resolveu parte das minhas
    “mágoas”: é verdade, no Brasil quem as pessoas têm como referente?

    O prefeito
    da minha cidade (Berlim) é gay, eu tive professores homossexuais assumidos no
    meu mestrado feito em Barcelona… Na europa se reconhece o casamento e a união
    estável entre homossexuais… Tenho muitos amigos casais homossexuais e fazemos
    atividades de casal (comigo e meu marido, héteros). Claro, há espaço social,
    político, mediático para que pessoas de todas as cores e opções se expressem.

    E o Brasil
    está nesse caminho; é o que muita gente quer a pesar da resistência dos setores
    conservadores (que também existem na europa e também fazem propaganda
    “negativa” da homossexualidade , da imigração, e por aí vai….). Hoje
    a Câmara dos Deputados discute a proposta da “bancada evangélica” de eliminar
    do código de ética dos Psicólogos o artigo que proíbe oferecer “cura” para a
    homossexualidade –o que na prática seria uma autorização para tratar a
    homossexualidade como doença. Convido a todos que comentaram e gostaram do papo
    a se manifestarem CONTRA essa proposta. Precisamos fazer barulho para que não haja
    retrocesso!!!

    Agora,
    outro ponto que eu queria comentar, e agora falo diretamente ao leitor que
    ofereceu seu depoimento: Ainda que seu relato fale sobre sua experiência
    sexual, seus medos com relação aos seus desejos, suas decisões de como vai
    lidar com o sexo, te convido a refletir no quanto sua história fala da história
    da sua família.

    Não sei
    como é a sua, posso somente te falar da minha. Sabe, depois de vir morar fora,
    me dei conta de como a construção da minha identidade estava tão embasada na
    minha história familiar. E me surpreendi ao ver que muitos dos meus medos eram
    também os medos dos meus pais. Vejo que quando decidi viver minha sexualidade
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    medo deles era a perversão: que eu me tornasse uma puta, que eu me viciasse em
    sexo, que eu me “perdesse do meu caminho” de bem. E percebi que eles mesmos, quando eram
    jovens, não confiavam na própria sexualidade, tinham medo dela, tinha medo de
    eles mesmos serem pervertidos… mas principalmente medo de perder o amor o
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    sexualidade de forma livre, corria o risco de perder o amor deles por mim.

    Encarar
    esse medo foi importante pra mim por duas razões: primeiro porque eu já tinha
    uma dúvida, uma intuição, algo que me dizia que não era amada. Primeiro, soube
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    podiam. Eles têm tantos problemas, que em partes não puderam me dar o que eu
    precisava.

    E segundo,
    justamente reconhecer que eu não tinha recebido o amor que eu precisava, que
    algo tinha sido falho/falto na minha vida, é que eu pude ir atrás. Aqui muita
    gente falou que “as pessoas têm que se amar, que se valorizar”. Isso é fácil
    pra quem se sentiu amado. Como posso me amar se ninguém me ensinou? Então vi
    que tinha um longo caminho… E eis que eu descobri que o que eu tinha pela
    frente não era só a minha sexualidade pra resolver. Era toda a minha pessoa.

    Então te
    convido a fazer essa reflexão também… da forma que te for possível. Sozinho (escrevendo
    um livro ou um blog) ou com ajuda (de um amigo, de um psicólogo, mestre yogui,
    líder espiritual…). No Brasil ou pulando fora. Mas não pare o que já começou fazendo
    esse depoimento corajoso.

    Um beijo e
    força!

    Carolina

  • Carolina

    Muito bom o
    artigo, que gosto ler este tipo de publicação em português… Vivo na Alemanha,
    depois de 6 anos vivendo na Espanha, e às vezes batia um pouco a depressão ao
    ler artigos sobre sexualidade feitos por brasileiros, recheados de preconceito…
    Mas e eis que essa reflexão do Alex também resolveu parte das minhas
    “mágoas”: é verdade, no Brasil quem as pessoas têm como referente?

    O prefeito
    da minha cidade (Berlim) é gay, eu tive professores homossexuais assumidos no
    meu mestrado feito em Barcelona… Na europa se reconhece o casamento e a união
    estável entre homossexuais… Tenho muitos amigos casais homossexuais e fazemos
    atividades de casal (comigo e meu marido, héteros). Claro, há espaço social,
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    E o Brasil
    está nesse caminho; é o que muita gente quer a pesar da resistência dos setores
    conservadores (que também existem na europa e também fazem propaganda
    “negativa” da homossexualidade , da imigração, e por aí vai….). Hoje
    a Câmara dos Deputados discute a proposta da “bancada evangélica” de eliminar
    do código de ética dos Psicólogos o artigo que proíbe oferecer “cura” para a
    homossexualidade –o que na prática seria uma autorização para tratar a
    homossexualidade como doença. Convido a todos que comentaram e gostaram do papo
    a se manifestarem CONTRA essa proposta. Precisamos fazer barulho para que não haja
    retrocesso!!!

    Agora,
    outro ponto que eu queria comentar, e agora falo diretamente ao leitor que
    ofereceu seu depoimento: Ainda que seu relato fale sobre sua experiência
    sexual, seus medos com relação aos seus desejos, suas decisões de como vai
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    da sua família.

    Não sei
    como é a sua, posso somente te falar da minha. Sabe, depois de vir morar fora,
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    medo deles era a perversão: que eu me tornasse uma puta, que eu me viciasse em
    sexo, que eu me “perdesse do meu caminho” de bem. E percebi que eles mesmos, quando eram
    jovens, não confiavam na própria sexualidade, tinham medo dela, tinha medo de
    eles mesmos serem pervertidos… mas principalmente medo de perder o amor o
    carinho da família. E o medo deles virou o meu medo: se eu vivesse minha
    sexualidade de forma livre, corria o risco de perder o amor deles por mim.

    Encarar
    esse medo foi importante pra mim por duas razões: primeiro porque eu já tinha
    uma dúvida, uma intuição, algo que me dizia que não era amada. Primeiro, soube
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    podiam. Eles têm tantos problemas, que em partes não puderam me dar o que eu
    precisava.

    E segundo,
    justamente reconhecer que eu não tinha recebido o amor que eu precisava, que
    algo tinha sido falho/falto na minha vida, é que eu pude ir atrás. Aqui muita
    gente falou que “as pessoas têm que se amar, que se valorizar”. Isso é fácil
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    que tinha um longo caminho… E eis que eu descobri que o que eu tinha pela
    frente não era só a minha sexualidade pra resolver. Era toda a minha pessoa.

    Então te
    convido a fazer essa reflexão também… da forma que te for possível. Sozinho (escrevendo
    um livro ou um blog) ou com ajuda (de um amigo, de um psicólogo, mestre yogui,
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    Um beijo e
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    Carolina

  • Carolina

    Muito bom o
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    depois de 6 anos vivendo na Espanha, e às vezes batia um pouco a depressão ao
    ler artigos sobre sexualidade feitos por brasileiros, recheados de preconceito…
    Mas e eis que essa reflexão do Alex também resolveu parte das minhas
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    O prefeito
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    E o Brasil
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    a Câmara dos Deputados discute a proposta da “bancada evangélica” de eliminar
    do código de ética dos Psicólogos o artigo que proíbe oferecer “cura” para a
    homossexualidade –o que na prática seria uma autorização para tratar a
    homossexualidade como doença. Convido a todos que comentaram e gostaram do papo
    a se manifestarem CONTRA essa proposta. Precisamos fazer barulho para que não haja
    retrocesso!!!

    Agora,
    outro ponto que eu queria comentar, e agora falo diretamente ao leitor que
    ofereceu seu depoimento: Ainda que seu relato fale sobre sua experiência
    sexual, seus medos com relação aos seus desejos, suas decisões de como vai
    lidar com o sexo, te convido a refletir no quanto sua história fala da história
    da sua família.

    Não sei
    como é a sua, posso somente te falar da minha. Sabe, depois de vir morar fora,
    me dei conta de como a construção da minha identidade estava tão embasada na
    minha história familiar. E me surpreendi ao ver que muitos dos meus medos eram
    também os medos dos meus pais. Vejo que quando decidi viver minha sexualidade
    (feminina e heterossexual) de forma mais livre, houve um furacão em casa. O
    medo deles era a perversão: que eu me tornasse uma puta, que eu me viciasse em
    sexo, que eu me “perdesse do meu caminho” de bem. E percebi que eles mesmos, quando eram
    jovens, não confiavam na própria sexualidade, tinham medo dela, tinha medo de
    eles mesmos serem pervertidos… mas principalmente medo de perder o amor o
    carinho da família. E o medo deles virou o meu medo: se eu vivesse minha
    sexualidade de forma livre, corria o risco de perder o amor deles por mim.

    Encarar
    esse medo foi importante pra mim por duas razões: primeiro porque eu já tinha
    uma dúvida, uma intuição, algo que me dizia que não era amada. Primeiro, soube
    que era amada sim, só que do jeito deles. Quer dizer, dentro do que eles
    podiam. Eles têm tantos problemas, que em partes não puderam me dar o que eu
    precisava.

    E segundo,
    justamente reconhecer que eu não tinha recebido o amor que eu precisava, que
    algo tinha sido falho/falto na minha vida, é que eu pude ir atrás. Aqui muita
    gente falou que “as pessoas têm que se amar, que se valorizar”. Isso é fácil
    pra quem se sentiu amado. Como posso me amar se ninguém me ensinou? Então vi
    que tinha um longo caminho… E eis que eu descobri que o que eu tinha pela
    frente não era só a minha sexualidade pra resolver. Era toda a minha pessoa.

    Então te
    convido a fazer essa reflexão também… da forma que te for possível. Sozinho (escrevendo
    um livro ou um blog) ou com ajuda (de um amigo, de um psicólogo, mestre yogui,
    líder espiritual…). No Brasil ou pulando fora. Mas não pare o que já começou fazendo
    esse depoimento corajoso.

    Um beijo e
    força!

    Carolina

  • Carolina

    Muito bom o
    artigo, que gosto ler este tipo de publicação em português… Vivo na Alemanha,
    depois de 6 anos vivendo na Espanha, e às vezes batia um pouco a depressão ao
    ler artigos sobre sexualidade feitos por brasileiros, recheados de preconceito…
    Mas e eis que essa reflexão do Alex também resolveu parte das minhas
    “mágoas”: é verdade, no Brasil quem as pessoas têm como referente?

    O prefeito
    da minha cidade (Berlim) é gay, eu tive professores homossexuais assumidos no
    meu mestrado feito em Barcelona… Na europa se reconhece o casamento e a união
    estável entre homossexuais… Tenho muitos amigos casais homossexuais e fazemos
    atividades de casal (comigo e meu marido, héteros). Claro, há espaço social,
    político, mediático para que pessoas de todas as cores e opções se expressem.

    E o Brasil
    está nesse caminho; é o que muita gente quer a pesar da resistência dos setores
    conservadores (que também existem na europa e também fazem propaganda
    “negativa” da homossexualidade , da imigração, e por aí vai….). Hoje
    a Câmara dos Deputados discute a proposta da “bancada evangélica” de eliminar
    do código de ética dos Psicólogos o artigo que proíbe oferecer “cura” para a
    homossexualidade –o que na prática seria uma autorização para tratar a
    homossexualidade como doença. Convido a todos que comentaram e gostaram do papo
    a se manifestarem CONTRA essa proposta. Precisamos fazer barulho para que não haja
    retrocesso!!!

    Agora,
    outro ponto que eu queria comentar, e agora falo diretamente ao leitor que
    ofereceu seu depoimento: Ainda que seu relato fale sobre sua experiência
    sexual, seus medos com relação aos seus desejos, suas decisões de como vai
    lidar com o sexo, te convido a refletir no quanto sua história fala da história
    da sua família.

    Não sei
    como é a sua, posso somente te falar da minha. Sabe, depois de vir morar fora,
    me dei conta de como a construção da minha identidade estava tão embasada na
    minha história familiar. E me surpreendi ao ver que muitos dos meus medos eram
    também os medos dos meus pais. Vejo que quando decidi viver minha sexualidade
    (feminina e heterossexual) de forma mais livre, houve um furacão em casa. O
    medo deles era a perversão: que eu me tornasse uma puta, que eu me viciasse em
    sexo, que eu me “perdesse do meu caminho” de bem. E percebi que eles mesmos, quando eram
    jovens, não confiavam na própria sexualidade, tinham medo dela, tinha medo de
    eles mesmos serem pervertidos… mas principalmente medo de perder o amor o
    carinho da família. E o medo deles virou o meu medo: se eu vivesse minha
    sexualidade de forma livre, corria o risco de perder o amor deles por mim.

    Encarar
    esse medo foi importante pra mim por duas razões: primeiro porque eu já tinha
    uma dúvida, uma intuição, algo que me dizia que não era amada. Primeiro, soube
    que era amada sim, só que do jeito deles. Quer dizer, dentro do que eles
    podiam. Eles têm tantos problemas, que em partes não puderam me dar o que eu
    precisava.

    E segundo,
    justamente reconhecer que eu não tinha recebido o amor que eu precisava, que
    algo tinha sido falho/falto na minha vida, é que eu pude ir atrás. Aqui muita
    gente falou que “as pessoas têm que se amar, que se valorizar”. Isso é fácil
    pra quem se sentiu amado. Como posso me amar se ninguém me ensinou? Então vi
    que tinha um longo caminho… E eis que eu descobri que o que eu tinha pela
    frente não era só a minha sexualidade pra resolver. Era toda a minha pessoa.

    Então te
    convido a fazer essa reflexão também… da forma que te for possível. Sozinho (escrevendo
    um livro ou um blog) ou com ajuda (de um amigo, de um psicólogo, mestre yogui,
    líder espiritual…). No Brasil ou pulando fora. Mas não pare o que já começou fazendo
    esse depoimento corajoso.

    Um beijo e
    força!

    Carolina

  • Carolina

    Muito bom o
    artigo, que gosto ler este tipo de publicação em português… Vivo na Alemanha,
    depois de 6 anos vivendo na Espanha, e às vezes batia um pouco a depressão ao
    ler artigos sobre sexualidade feitos por brasileiros, recheados de preconceito…
    Mas e eis que essa reflexão do Alex também resolveu parte das minhas
    “mágoas”: é verdade, no Brasil quem as pessoas têm como referente?

    O prefeito
    da minha cidade (Berlim) é gay, eu tive professores homossexuais assumidos no
    meu mestrado feito em Barcelona… Na europa se reconhece o casamento e a união
    estável entre homossexuais… Tenho muitos amigos casais homossexuais e fazemos
    atividades de casal (comigo e meu marido, héteros). Claro, há espaço social,
    político, mediático para que pessoas de todas as cores e opções se expressem.

    E o Brasil
    está nesse caminho; é o que muita gente quer a pesar da resistência dos setores
    conservadores (que também existem na europa e também fazem propaganda
    “negativa” da homossexualidade , da imigração, e por aí vai….). Hoje
    a Câmara dos Deputados discute a proposta da “bancada evangélica” de eliminar
    do código de ética dos Psicólogos o artigo que proíbe oferecer “cura” para a
    homossexualidade –o que na prática seria uma autorização para tratar a
    homossexualidade como doença. Convido a todos que comentaram e gostaram do papo
    a se manifestarem CONTRA essa proposta. Precisamos fazer barulho para que não haja
    retrocesso!!!

    Agora,
    outro ponto que eu queria comentar, e agora falo diretamente ao leitor que
    ofereceu seu depoimento: Ainda que seu relato fale sobre sua experiência
    sexual, seus medos com relação aos seus desejos, suas decisões de como vai
    lidar com o sexo, te convido a refletir no quanto sua história fala da história
    da sua família.

    Não sei
    como é a sua, posso somente te falar da minha. Sabe, depois de vir morar fora,
    me dei conta de como a construção da minha identidade estava tão embasada na
    minha história familiar. E me surpreendi ao ver que muitos dos meus medos eram
    também os medos dos meus pais. Vejo que quando decidi viver minha sexualidade
    (feminina e heterossexual) de forma mais livre, houve um furacão em casa. O
    medo deles era a perversão: que eu me tornasse uma puta, que eu me viciasse em
    sexo, que eu me “perdesse do meu caminho” de bem. E percebi que eles mesmos, quando eram
    jovens, não confiavam na própria sexualidade, tinham medo dela, tinha medo de
    eles mesmos serem pervertidos… mas principalmente medo de perder o amor o
    carinho da família. E o medo deles virou o meu medo: se eu vivesse minha
    sexualidade de forma livre, corria o risco de perder o amor deles por mim.

    Encarar
    esse medo foi importante pra mim por duas razões: primeiro porque eu já tinha
    uma dúvida, uma intuição, algo que me dizia que não era amada. Primeiro, soube
    que era amada sim, só que do jeito deles. Quer dizer, dentro do que eles
    podiam. Eles têm tantos problemas, que em partes não puderam me dar o que eu
    precisava.

    E segundo,
    justamente reconhecer que eu não tinha recebido o amor que eu precisava, que
    algo tinha sido falho/falto na minha vida, é que eu pude ir atrás. Aqui muita
    gente falou que “as pessoas têm que se amar, que se valorizar”. Isso é fácil
    pra quem se sentiu amado. Como posso me amar se ninguém me ensinou? Então vi
    que tinha um longo caminho… E eis que eu descobri que o que eu tinha pela
    frente não era só a minha sexualidade pra resolver. Era toda a minha pessoa.

    Então te
    convido a fazer essa reflexão também… da forma que te for possível. Sozinho (escrevendo
    um livro ou um blog) ou com ajuda (de um amigo, de um psicólogo, mestre yogui,
    líder espiritual…). No Brasil ou pulando fora. Mas não pare o que já começou fazendo
    esse depoimento corajoso.

    Um beijo e
    força!

    Carolina

  • Carolina

    Muito bom o
    artigo, que gosto ler este tipo de publicação em português… Vivo na Alemanha,
    depois de 6 anos vivendo na Espanha, e às vezes batia um pouco a depressão ao
    ler artigos sobre sexualidade feitos por brasileiros, recheados de preconceito…
    Mas e eis que essa reflexão do Alex também resolveu parte das minhas
    “mágoas”: é verdade, no Brasil quem as pessoas têm como referente?

    O prefeito
    da minha cidade (Berlim) é gay, eu tive professores homossexuais assumidos no
    meu mestrado feito em Barcelona… Na europa se reconhece o casamento e a união
    estável entre homossexuais… Tenho muitos amigos casais homossexuais e fazemos
    atividades de casal (comigo e meu marido, héteros). Claro, há espaço social,
    político, mediático para que pessoas de todas as cores e opções se expressem.

    E o Brasil
    está nesse caminho; é o que muita gente quer a pesar da resistência dos setores
    conservadores (que também existem na europa e também fazem propaganda
    “negativa” da homossexualidade , da imigração, e por aí vai….). Hoje
    a Câmara dos Deputados discute a proposta da “bancada evangélica” de eliminar
    do código de ética dos Psicólogos o artigo que proíbe oferecer “cura” para a
    homossexualidade –o que na prática seria uma autorização para tratar a
    homossexualidade como doença. Convido a todos que comentaram e gostaram do papo
    a se manifestarem CONTRA essa proposta. Precisamos fazer barulho para que não haja
    retrocesso!!!

    Agora,
    outro ponto que eu queria comentar, e agora falo diretamente ao leitor que
    ofereceu seu depoimento: Ainda que seu relato fale sobre sua experiência
    sexual, seus medos com relação aos seus desejos, suas decisões de como vai
    lidar com o sexo, te convido a refletir no quanto sua história fala da história
    da sua família.

    Não sei
    como é a sua, posso somente te falar da minha. Sabe, depois de vir morar fora,
    me dei conta de como a construção da minha identidade estava tão embasada na
    minha história familiar. E me surpreendi ao ver que muitos dos meus medos eram
    também os medos dos meus pais. Vejo que quando decidi viver minha sexualidade
    (feminina e heterossexual) de forma mais livre, houve um furacão em casa. O
    medo deles era a perversão: que eu me tornasse uma puta, que eu me viciasse em
    sexo, que eu me “perdesse do meu caminho” de bem. E percebi que eles mesmos, quando eram
    jovens, não confiavam na própria sexualidade, tinham medo dela, tinha medo de
    eles mesmos serem pervertidos… mas principalmente medo de perder o amor o
    carinho da família. E o medo deles virou o meu medo: se eu vivesse minha
    sexualidade de forma livre, corria o risco de perder o amor deles por mim.

    Encarar
    esse medo foi importante pra mim por duas razões: primeiro porque eu já tinha
    uma dúvida, uma intuição, algo que me dizia que não era amada. Primeiro, soube
    que era amada sim, só que do jeito deles. Quer dizer, dentro do que eles
    podiam. Eles têm tantos problemas, que em partes não puderam me dar o que eu
    precisava.

    E segundo,
    justamente reconhecer que eu não tinha recebido o amor que eu precisava, que
    algo tinha sido falho/falto na minha vida, é que eu pude ir atrás. Aqui muita
    gente falou que “as pessoas têm que se amar, que se valorizar”. Isso é fácil
    pra quem se sentiu amado. Como posso me amar se ninguém me ensinou? Então vi
    que tinha um longo caminho… E eis que eu descobri que o que eu tinha pela
    frente não era só a minha sexualidade pra resolver. Era toda a minha pessoa.

    Então te
    convido a fazer essa reflexão também… da forma que te for possível. Sozinho (escrevendo
    um livro ou um blog) ou com ajuda (de um amigo, de um psicólogo, mestre yogui,
    líder espiritual…). No Brasil ou pulando fora. Mas não pare o que já começou fazendo
    esse depoimento corajoso.

    Um beijo e
    força!

    Carolina

  • Carolina

    Muito bom o
    artigo, que gosto ler este tipo de publicação em português… Vivo na Alemanha,
    depois de 6 anos vivendo na Espanha, e às vezes batia um pouco a depressão ao
    ler artigos sobre sexualidade feitos por brasileiros, recheados de preconceito…
    Mas e eis que essa reflexão do Alex também resolveu parte das minhas
    “mágoas”: é verdade, no Brasil quem as pessoas têm como referente?

    O prefeito
    da minha cidade (Berlim) é gay, eu tive professores homossexuais assumidos no
    meu mestrado feito em Barcelona… Na europa se reconhece o casamento e a união
    estável entre homossexuais… Tenho muitos amigos casais homossexuais e fazemos
    atividades de casal (comigo e meu marido, héteros). Claro, há espaço social,
    político, mediático para que pessoas de todas as cores e opções se expressem.

    E o Brasil
    está nesse caminho; é o que muita gente quer a pesar da resistência dos setores
    conservadores (que também existem na europa e também fazem propaganda
    “negativa” da homossexualidade , da imigração, e por aí vai….). Hoje
    a Câmara dos Deputados discute a proposta da “bancada evangélica” de eliminar
    do código de ética dos Psicólogos o artigo que proíbe oferecer “cura” para a
    homossexualidade –o que na prática seria uma autorização para tratar a
    homossexualidade como doença. Convido a todos que comentaram e gostaram do papo
    a se manifestarem CONTRA essa proposta. Precisamos fazer barulho para que não haja
    retrocesso!!!

    Agora,
    outro ponto que eu queria comentar, e agora falo diretamente ao leitor que
    ofereceu seu depoimento: Ainda que seu relato fale sobre sua experiência
    sexual, seus medos com relação aos seus desejos, suas decisões de como vai
    lidar com o sexo, te convido a refletir no quanto sua história fala da história
    da sua família.

    Não sei
    como é a sua, posso somente te falar da minha. Sabe, depois de vir morar fora,
    me dei conta de como a construção da minha identidade estava tão embasada na
    minha história familiar. E me surpreendi ao ver que muitos dos meus medos eram
    também os medos dos meus pais. Vejo que quando decidi viver minha sexualidade
    (feminina e heterossexual) de forma mais livre, houve um furacão em casa. O
    medo deles era a perversão: que eu me tornasse uma puta, que eu me viciasse em
    sexo, que eu me “perdesse do meu caminho” de bem. E percebi que eles mesmos, quando eram
    jovens, não confiavam na própria sexualidade, tinham medo dela, tinha medo de
    eles mesmos serem pervertidos… mas principalmente medo de perder o amor o
    carinho da família. E o medo deles virou o meu medo: se eu vivesse minha
    sexualidade de forma livre, corria o risco de perder o amor deles por mim.

    Encarar
    esse medo foi importante pra mim por duas razões: primeiro porque eu já tinha
    uma dúvida, uma intuição, algo que me dizia que não era amada. Primeiro, soube
    que era amada sim, só que do jeito deles. Quer dizer, dentro do que eles
    podiam. Eles têm tantos problemas, que em partes não puderam me dar o que eu
    precisava.

    E segundo,
    justamente reconhecer que eu não tinha recebido o amor que eu precisava, que
    algo tinha sido falho/falto na minha vida, é que eu pude ir atrás. Aqui muita
    gente falou que “as pessoas têm que se amar, que se valorizar”. Isso é fácil
    pra quem se sentiu amado. Como posso me amar se ninguém me ensinou? Então vi
    que tinha um longo caminho… E eis que eu descobri que o que eu tinha pela
    frente não era só a minha sexualidade pra resolver. Era toda a minha pessoa.

    Então te
    convido a fazer essa reflexão também… da forma que te for possível. Sozinho (escrevendo
    um livro ou um blog) ou com ajuda (de um amigo, de um psicólogo, mestre yogui,
    líder espiritual…). No Brasil ou pulando fora. Mas não pare o que já começou fazendo
    esse depoimento corajoso.

    Um beijo e
    força!

    Carolina

  • Carolina

    Muito bom o
    artigo, que gosto ler este tipo de publicação em português… Vivo na Alemanha,
    depois de 6 anos vivendo na Espanha, e às vezes batia um pouco a depressão ao
    ler artigos sobre sexualidade feitos por brasileiros, recheados de preconceito…
    Mas e eis que essa reflexão do Alex também resolveu parte das minhas
    “mágoas”: é verdade, no Brasil quem as pessoas têm como referente?

    O prefeito
    da minha cidade (Berlim) é gay, eu tive professores homossexuais assumidos no
    meu mestrado feito em Barcelona… Na europa se reconhece o casamento e a união
    estável entre homossexuais… Tenho muitos amigos casais homossexuais e fazemos
    atividades de casal (comigo e meu marido, héteros). Claro, há espaço social,
    político, mediático para que pessoas de todas as cores e opções se expressem.

    E o Brasil
    está nesse caminho; é o que muita gente quer a pesar da resistência dos setores
    conservadores (que também existem na europa e também fazem propaganda
    “negativa” da homossexualidade , da imigração, e por aí vai….). Hoje
    a Câmara dos Deputados discute a proposta da “bancada evangélica” de eliminar
    do código de ética dos Psicólogos o artigo que proíbe oferecer “cura” para a
    homossexualidade –o que na prática seria uma autorização para tratar a
    homossexualidade como doença. Convido a todos que comentaram e gostaram do papo
    a se manifestarem CONTRA essa proposta. Precisamos fazer barulho para que não haja
    retrocesso!!!

    Agora,
    outro ponto que eu queria comentar, e agora falo diretamente ao leitor que
    ofereceu seu depoimento: Ainda que seu relato fale sobre sua experiência
    sexual, seus medos com relação aos seus desejos, suas decisões de como vai
    lidar com o sexo, te convido a refletir no quanto sua história fala da história
    da sua família.

    Não sei
    como é a sua, posso somente te falar da minha. Sabe, depois de vir morar fora,
    me dei conta de como a construção da minha identidade estava tão embasada na
    minha história familiar. E me surpreendi ao ver que muitos dos meus medos eram
    também os medos dos meus pais. Vejo que quando decidi viver minha sexualidade
    (feminina e heterossexual) de forma mais livre, houve um furacão em casa. O
    medo deles era a perversão: que eu me tornasse uma puta, que eu me viciasse em
    sexo, que eu me “perdesse do meu caminho” de bem. E percebi que eles mesmos, quando eram
    jovens, não confiavam na própria sexualidade, tinham medo dela, tinha medo de
    eles mesmos serem pervertidos… mas principalmente medo de perder o amor o
    carinho da família. E o medo deles virou o meu medo: se eu vivesse minha
    sexualidade de forma livre, corria o risco de perder o amor deles por mim.

    Encarar
    esse medo foi importante pra mim por duas razões: primeiro porque eu já tinha
    uma dúvida, uma intuição, algo que me dizia que não era amada. Primeiro, soube
    que era amada sim, só que do jeito deles. Quer dizer, dentro do que eles
    podiam. Eles têm tantos problemas, que em partes não puderam me dar o que eu
    precisava.

    E segundo,
    justamente reconhecer que eu não tinha recebido o amor que eu precisava, que
    algo tinha sido falho/falto na minha vida, é que eu pude ir atrás. Aqui muita
    gente falou que “as pessoas têm que se amar, que se valorizar”. Isso é fácil
    pra quem se sentiu amado. Como posso me amar se ninguém me ensinou? Então vi
    que tinha um longo caminho… E eis que eu descobri que o que eu tinha pela
    frente não era só a minha sexualidade pra resolver. Era toda a minha pessoa.

    Então te
    convido a fazer essa reflexão também… da forma que te for possível. Sozinho (escrevendo
    um livro ou um blog) ou com ajuda (de um amigo, de um psicólogo, mestre yogui,
    líder espiritual…). No Brasil ou pulando fora. Mas não pare o que já começou fazendo
    esse depoimento corajoso.

    Um beijo e
    força!

    Carolina

  • Carolina

    Muito bom o
    artigo, que gosto ler este tipo de publicação em português… Vivo na Alemanha,
    depois de 6 anos vivendo na Espanha, e às vezes batia um pouco a depressão ao
    ler artigos sobre sexualidade feitos por brasileiros, recheados de preconceito…
    Mas e eis que essa reflexão do Alex também resolveu parte das minhas
    “mágoas”: é verdade, no Brasil quem as pessoas têm como referente?

    O prefeito
    da minha cidade (Berlim) é gay, eu tive professores homossexuais assumidos no
    meu mestrado feito em Barcelona… Na europa se reconhece o casamento e a união
    estável entre homossexuais… Tenho muitos amigos casais homossexuais e fazemos
    atividades de casal (comigo e meu marido, héteros). Claro, há espaço social,
    político, mediático para que pessoas de todas as cores e opções se expressem.

    E o Brasil
    está nesse caminho; é o que muita gente quer a pesar da resistência dos setores
    conservadores (que também existem na europa e também fazem propaganda
    “negativa” da homossexualidade , da imigração, e por aí vai….). Hoje
    a Câmara dos Deputados discute a proposta da “bancada evangélica” de eliminar
    do código de ética dos Psicólogos o artigo que proíbe oferecer “cura” para a
    homossexualidade –o que na prática seria uma autorização para tratar a
    homossexualidade como doença. Convido a todos que comentaram e gostaram do papo
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    Agora,
    outro ponto que eu queria comentar, e agora falo diretamente ao leitor que
    ofereceu seu depoimento: Ainda que seu relato fale sobre sua experiência
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    da sua família.

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    sexo, que eu me “perdesse do meu caminho” de bem. E percebi que eles mesmos, quando eram
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    eles mesmos serem pervertidos… mas principalmente medo de perder o amor o
    carinho da família. E o medo deles virou o meu medo: se eu vivesse minha
    sexualidade de forma livre, corria o risco de perder o amor deles por mim.

    Encarar
    esse medo foi importante pra mim por duas razões: primeiro porque eu já tinha
    uma dúvida, uma intuição, algo que me dizia que não era amada. Primeiro, soube
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    precisava.

    E segundo,
    justamente reconhecer que eu não tinha recebido o amor que eu precisava, que
    algo tinha sido falho/falto na minha vida, é que eu pude ir atrás. Aqui muita
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    que tinha um longo caminho… E eis que eu descobri que o que eu tinha pela
    frente não era só a minha sexualidade pra resolver. Era toda a minha pessoa.

    Então te
    convido a fazer essa reflexão também… da forma que te for possível. Sozinho (escrevendo
    um livro ou um blog) ou com ajuda (de um amigo, de um psicólogo, mestre yogui,
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    depois de 6 anos vivendo na Espanha, e às vezes batia um pouco a depressão ao
    ler artigos sobre sexualidade feitos por brasileiros, recheados de preconceito…
    Mas e eis que essa reflexão do Alex também resolveu parte das minhas
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    O prefeito
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    meu mestrado feito em Barcelona… Na europa se reconhece o casamento e a união
    estável entre homossexuais… Tenho muitos amigos casais homossexuais e fazemos
    atividades de casal (comigo e meu marido, héteros). Claro, há espaço social,
    político, mediático para que pessoas de todas as cores e opções se expressem.

    E o Brasil
    está nesse caminho; é o que muita gente quer a pesar da resistência dos setores
    conservadores (que também existem na europa e também fazem propaganda
    “negativa” da homossexualidade , da imigração, e por aí vai….). Hoje
    a Câmara dos Deputados discute a proposta da “bancada evangélica” de eliminar
    do código de ética dos Psicólogos o artigo que proíbe oferecer “cura” para a
    homossexualidade –o que na prática seria uma autorização para tratar a
    homossexualidade como doença. Convido a todos que comentaram e gostaram do papo
    a se manifestarem CONTRA essa proposta. Precisamos fazer barulho para que não haja
    retrocesso!!!

    Agora,
    outro ponto que eu queria comentar, e agora falo diretamente ao leitor que
    ofereceu seu depoimento: Ainda que seu relato fale sobre sua experiência
    sexual, seus medos com relação aos seus desejos, suas decisões de como vai
    lidar com o sexo, te convido a refletir no quanto sua história fala da história
    da sua família.

    Não sei
    como é a sua, posso somente te falar da minha. Sabe, depois de vir morar fora,
    me dei conta de como a construção da minha identidade estava tão embasada na
    minha história familiar. E me surpreendi ao ver que muitos dos meus medos eram
    também os medos dos meus pais. Vejo que quando decidi viver minha sexualidade
    (feminina e heterossexual) de forma mais livre, houve um furacão em casa. O
    medo deles era a perversão: que eu me tornasse uma puta, que eu me viciasse em
    sexo, que eu me “perdesse do meu caminho” de bem. E percebi que eles mesmos, quando eram
    jovens, não confiavam na própria sexualidade, tinham medo dela, tinha medo de
    eles mesmos serem pervertidos… mas principalmente medo de perder o amor o
    carinho da família. E o medo deles virou o meu medo: se eu vivesse minha
    sexualidade de forma livre, corria o risco de perder o amor deles por mim.

    Encarar
    esse medo foi importante pra mim por duas razões: primeiro porque eu já tinha
    uma dúvida, uma intuição, algo que me dizia que não era amada. Primeiro, soube
    que era amada sim, só que do jeito deles. Quer dizer, dentro do que eles
    podiam. Eles têm tantos problemas, que em partes não puderam me dar o que eu
    precisava.

    E segundo,
    justamente reconhecer que eu não tinha recebido o amor que eu precisava, que
    algo tinha sido falho/falto na minha vida, é que eu pude ir atrás. Aqui muita
    gente falou que “as pessoas têm que se amar, que se valorizar”. Isso é fácil
    pra quem se sentiu amado. Como posso me amar se ninguém me ensinou? Então vi
    que tinha um longo caminho… E eis que eu descobri que o que eu tinha pela
    frente não era só a minha sexualidade pra resolver. Era toda a minha pessoa.

    Então te
    convido a fazer essa reflexão também… da forma que te for possível. Sozinho (escrevendo
    um livro ou um blog) ou com ajuda (de um amigo, de um psicólogo, mestre yogui,
    líder espiritual…). No Brasil ou pulando fora. Mas não pare o que já começou fazendo
    esse depoimento corajoso.

    Um beijo e
    força!

    Carolina

  • Lucas

    Muito interessante o texto.

    Não tem muito como fugir dos paralelos com o racismo o falarmos de homofobia. Uma expressão que vejo direto, o “gay não afeminado” e similares nada mais é que uma releitura da extremamente preconceitosa expressão “preto de alma branca”. Só me entristece é que no caso da primeira quem mais fala isso (e com um certo orgulho) são os próprios gays.
    Só não concordo muito com essa parte:
    “Afinal, nós temos cultura justamente para aceitarmos, convivermos e até celebrarmos esses desvios, mas um coelho não. Ele é puro instinto, pura heterossexualidade.”
    Não sei se entra exatamente no quesito “sexualidade”, mas há no meio científico uma diversidade de registros e relatos de animais que se relacionam com outros animais do mesmo sexo, até mesmo formando “casais” quando é característico da espécie.

  • Laisa

    Parabéns à equipe pelo modo respeitoso como trataram a situação. Seria simples só colocar o relato do autor e deixar que as pessoas tirassem as conclusões que quisessem. Infelizmente, algumas seriam erradas e vcs se preocuparam com isso. Não faço ideia do quão difícil deve ter sido para esse rapaz escrever esse relato e se expor dessa maneira, mas já foi um grande passo para ele e espero que ele prossiga caminhando em direção à uma vida tranquila e da própria aceitação. Às vezes nós somos nossos piores inimigos, em vários assuntos, inclusive na questão da homossexualidade. Somos ensinados (na maioria dos casos,claro, não dá pra generalizar) que a menina deve gostar do menino, e o menino deve gostar da menina e que apenas isso é “normal”. Então, no caso dele e de muitas pessoas, esse pensamento de “anormalidade” acaba ficando arraigado.

  • camp

    me sinto um pouco assim, mas não me culpo.queria aceitação, sei que é difícil mas um dia a ficha cai e se sua familia apoia vc consegue abstrair o resto. o ensino medio não é pra sempre e na faculdade as coisas são diferentes. muito boa a matéria e fiquei um pouco chocado com leitor.

  • BSSC

    Nossa, tirando o lance do sexo no cinema, do qual eu nunca fiz e nunca teria coragem de fazer. Eu me vi totalmente no depoimento desse homem. Sou exatamente assim. Eu não acredito que encontrei uma pessoa com o mesmo problema que eu. Entendo exatamente tudo o que ele relatou e passo por isso todos os dias.
    Muito obrigado ao site papodehomem por publicar esse relato. Com certeza me ajudou muito e me fez pensar muito também.

    • Jonathan ‘Hamelin’ Malavolta

      Ótimo! Agora aproveite e compre um espelho (pode ser desses pequenos, de mão, não faz mal). Ao acordar, antes de qualquer coisa, pare diante desse espelho (ou o pegue e o aproxime de seu rosto, se for um espelho pequeno), mire-se e repita para seu reflexo: “Não importa o que eu sou o o que a sociedade pensa que eu sou, eu me amo e me aceito como sou e sou feliz assim” (li isso em livro de auto-ajuda – faz tempo, nem lembro mais qual livro – que se comprometia a auxiliar as pessoas a abandonarem os carmas da auto-depressão e aprenderem a viver consigo mesmas. Nunca precisei disso, então não sei se funciona mesmo, mas fica aí a dica; no mais, aceite-se e seja feliz).

  • http://www.facebook.com/AndrewSenap Andrew Sena

    Parabéns! Ser gay não te faz mais ou menos homem. Linda matéria.

  • Felipe Lima

    Não poderia deixar de comentar, mesmo depois de tanto tempo que o texto foi publicado, porque me senti altamente comovido com o comentário do rapaz. De certa forma passei pelo mesmo antes de me aceitar homossexual: tinha raiva, ódio às vezes, aversão e todos os sentimentos ruins que vocês possam imaginar; e tudo isso não porque eu me odiava enquanto gay, e sim porque odiava o ESTEREÓTIPO que foi criado e imposto para quem é gay. Sofri bastante, cheguei a ficar recluso em casa e não sair à noite, e juntem a isso uma baixa auto-estima: pronto, estrago feito. Porém, depois que me informei (assisti a filmes e séries, li livros, vi documentários e palestras e, sobretudo, procurei ajuda profissional), tudo mudou. Hoje me sinto muito mais feliz que antes, passei a sair mais, conhecer outras pessoas, homens e mulheres, e até já faço planos futuros de dividir a vida com o homem que eu amo. E isso não me faz menos homem, já que é possível gostar de luta, praticar esportes, frequentar academia, usar barba, falar sobre carros, malhação e futebol, além de querer praticar rugby e remo no futuro namorando outro cara. Cara, essa ideia de que temos que ser de determinada forma porque somos gays (aderir a um dos subgrupos) ou que ser hétero é garantia de felicidade é o maior papo furado. Você e todos nós temos de ser autênticos independentemente de qualquer coisa, mas sem a necessidade de uma auto-afirmação (aderir à heteronormatividade, por exemplo). O importante é ser você. Hoje tenho 20 anos, estudo, trabalho, sou homem, sou gay e sou feliz. E parabéns ao PapodeHomem pelo exemplo, passarei a ser leitor assíduo depois disso.

  • http://www.facebook.com/rodrigomazzey Rodrigo Mazzey

    Legal a matéria, sou hétero mas tenho muitos amigos e amigas no mundo GLS, achei muito bacana a preocupação do site em publicar este relato pra não parecer um conteúdo de cunho preconceituoso e homofóbico

  • Len Costa

    Caraca! Reli minha história aqui! (Não, eu não sou o autor do texto) Costumo dizer que eu com meus 25 anos acabei de nascer e tenho só um ano de vida, pois foi em 2011 que decidi contar aos meus pais sobre minha orientação sexual… com isso concluí que só alimentei um monstro dentro de mim e dos meus pais só recebi amor! ( é incrível como mãe s e m p r e s a b e )
    Me compadeço do autor e se pudesse diria a ele: Você não está sozinho, você é tão homem como qualquer outro! Ame-se. E só assim você vai poder passar esse amor pra outra pessoa! Eu também achava que compartilhar minha vida com outro homem seria no mínimo ridículo…(como eu era tolo!) Hoje, me aceito, me amo, e quero um homem pra dividir a vida comigo, ter filhos, (sim! f i l h o s) e ser feliz! Se for um cara magro, alto, mestiço – descendente de índio, branco e negro –, contido, com um rosto comprido, braços e pernas finas que gosta de música clássica e comédia romântica tá ó t i m o – ! =D
    O que me deixa triste de verdade é quanta vida perdida! Quanta possibilidade que você, eu (eu pensava e passei pelas mesmíssimas coisas que você) e tantas outras pessoas perderam, deixaram escapar por causa do vírus da “heterossexualidade compulsória”. Lamentável. Aceitar-se como é, é um troço difícil, eu sei! Vem a vergonha, vem pensamentos do tipo ” o que meus pais vão pensar de mim? como o fulano (que eu nem conheço e que não paga minhas contas) vai pensar de mim? Cobranças e mais cobranças…
    Bom, não quero me estender mais, embora eu tenha tanta coisa pra TE dizer. Nossa história de vida é muito parecida! Só posso te desejar uma coisa: V I D A, por que isso que você tem é sobrevivência!
    Grande abraço!

    PS: se quiser conversar, meu msn: lencostta@hotmail.com

  • nx

    opa gostei do relato do amigo e do site. realmente esses estereotipos estragam prazer. gosaria q o amigo seja feliz independente de sua sexualidade.

  • http://www.facebook.com/gmeissner Gabriel Meissner

    Uma vez eu discuti com uma pessoa no twitter que dizia que casos como esse “provam” que a homossexualidade é ruim, pois o homossexual sofre com o preconceito. Cazzo! A única coisa que isso prova é que o preconceito é que é ruim, pois é ele que causa o sofrimento.

  • Djuzzz

    E lá vamos nós com essa velha ladainha esquerdista de sempre. Um rapaz tem depressão, não gosta da sua condição de homossexual, gostaria de ser diferente? A culpa é da sociedade!!! A única solução, claro, é a revolução socialista, que vai redimir todo mundo e acabar até com câncer… Me poupe.

    Esse rapaz tem um quadro depressivo, seu discurso atesta claramente isso. Tentem curar o garoto, peloamordedeus, e não mudar o mundo, porque de redentores da sociedade o inferno está cheio.

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  • Araujo cesar

    Duvido que isso seja real.

  • http://www.facebook.com/audioluiz Luiz Claudio Lins

    Olá amigos,

    Acabo de descobrir o blog de vocês e só tenho felicitações. Um blog jovem, inteligente e procurando, honestamente, ampliar e pluralizar o conceito do que vem a ser “homem” na sociedade contemporânea. Ponto para seus realizadores.

    Esse artigo, que já circula nas redes sociais há algum tempo ( e foi assim que tomei contato) recebeu a simpatia de muitos homossexuais que refletem sobre o tema e que são (como alguns comentários aqui relatam) críticos e avessos às tentativas de heteros se posicionarem ou opinarem sobre algo que eles, em larga maioria, têm visões errôneas ou distorcidas.

    Dessa vez não foi o caso. Mesmo escorregando aqui e ali nas terminologias e no conhecimento da homossexualidade, o autor não tentou impor uma visão falocêntrica ao assunto. Foi sincero, buscou ajuda e expôs suas dúvidas sobre um universo que, mesmo fazendo parte do masculino, possui suas peculiaridades.

    Dois aspectos me chamaram atenção:

    O 1 º é uma crítica. O relato-base utilizado. Em alguns momentos, mesmo com sua veracidade garantida pelo blog, ele soa falso, inconsistente e quase esbarrando numa visão delirante anda mais quando o autor cita toda uma cena gay ( da qual ele possui uma certa ojeriza) e ao mesmo tempo diz que está numa cidade pequena. Ou ele pode, por algumas vezes sair de lá ou ele é um frequentador assíduo ( e usou o relato quase como uma catarse de vingança). O fato é que o recorte escolhido ( o e-mail enviado) é uma postura possivelmente real mas longe de representar o atual estágio dos homossexuais. Em especial das gerações mais jovens já da época das paradas espalhadas pelo país. Se menos politizada que a minha geração (tenho 50 anos) eles, felizmente, são muito mais estáveis em relação ao “ser gay” e os processos de aceitação e visibilidade ocorrem sem maiores traumas. Mesmo se pensarmos no comportamento bissexual de alguns rapazes vemos que essa ambivalência, se não é algo popularizado, quando ocorre não é mais vista como um problema ou “falha”. Ter contatos eróticos com alguém do mesmo sexo já não é um passaporte sem volta para a homossexualidade. E isso é uma transformação real na socialização entre gêneros. Quem tenha dúvida que frequente os ambientes de música eletrônica e perceba como isso ocorre com regularidade.

    O 2º é uma feliz percepção. Li todos os comentários postados. E é bacana perceber que, em larga maioria ( com raras exceções reacionárias e conservadoras) que os leitores tiveram uma generosidade rara em comentários da web. Houve um fenômeno coletivo de empatia. De tentar, dentro dos limites, se colocar no lugar do outro, de entender suas razões e não tentar reformatar o rapaz do e-mail com fórmulas mágicas ou receitas de auto-ajuda. Que seus dramas, assim como qualquer drama de aceitação social, são bem parecidos independente do gênero do indivíduo. Qualquer bullying, seja ele por questões de identidade, física ou étnica geram os mesmos sentimentos de inadequação. Ser homossexual e não lidar de forma saudável com isso é apenas um deles. Essa “reação do bem” em cadeia só é motivo de esperança de acreditar que podemos reduzir a homofobia através do conhecimento.

    Ao final só um “meme” para que todos corrijam o conceito:

    Não se usa o termo “Opção Sexual” . Optar significa escolher. O fazemos com objetos, comidas, cores,etc.

    Devemos usar “Orientação Sexual”. Que significa um comportamento que se segue advindo de inúmeros fatores (genéticos, psicológicos, culturais,etc)

    Isso serve para Heteros, Homos, Bissexuais e Transgêneros.

    E mais um ponto para reflexão provocativa: há muito já se sabe que o ato sexual não está automaticamente vinculado à identidade sexual. Somos o que nossas circunstâncias nos propõe e, como disse um rapaz em um dos comentários mais lúcidos, que nos nos deixa felizes. Mesmo que por apenas um momento de prazer.

    Abraços

  • http://www.facebook.com/simoesluan Luan Simões

    Alex Castro,
    achei esse vídeo no blog “Homorrealidade” e traz uma entrevista de um Teólogo e pastor presbiteriano com uma visão totalmente diferente do que vemos nas “bancadas evangélicas” da vida.

    Vale para todos que curtiram esse post se livrarem de preconceitos contra homossexuais e, por que não, pastores também:
    http://www.homorrealidade.com.br/2012/07/pastor-alexandre-cabral-mostra-que.html

    • http://www.facebook.com/simoesluan Luan Simões

      Para complementar, deixarei um vídeo do cana do Youtube ‘Pirulla25′ onde ele discorre sobre possíveis motivos biológicos – genética e ou hormonal – para a existência de homossexuais, transexuais e bissexuais.
      http://www.youtube.com/watch?v=Gn0R-gb9SMc&feature=youtu.be

      Todo o desenvolvimento do raciocínio e argumentação, mesmo que não esteja totalmente certo, são bem elucidantes. Curto muito esse canal.

      #ficaadica

  • http://www.facebook.com/dani.pinheiro.16 Dani Pinheiro

    Eu gostaria de conversar com esse rapaz, autor do depoimento. Mostrar o quanto ele se engana ao estereotipar tanto os homens gays. Ele ainda tem um mundo a conhecer.

  • Fernando

    Conheça o site http://www.ministeriojoidemiranda.com/abexlgbtt.html e veja como é possível deixar de ser homossexual. Também tem o G A grupo dos amigos tem a finalidade de ajudar as pessoas a se tornar heterossexuais.

  • Anonnymous

    Tenho um problema parecido, tenho 16, e me interesso por garotas, ja tive até namoradas e só fico com garotas, mas quando vou ver pornos(o que é normal pra minha idade. Axo…) prefiro ver pornos gays, ja tentei parar, mas quando vejo ja estou com algum aberto, não sei o por quê disso… E também não sei se sou gay…

    • Richard Andeol

      “…não sei o por quê disso… E também não sei se sou gay…”.
      E isto importa?
      Um rótulo não te fará diferente do que realmente é. Siga o que te dá prazer, o que te faz feliz, e deixe os rótulos com os covardes.

  • http://www.cafecomamigos.com.br Cristiano Vieira

    Confesso que o que me trouxe até o texto foi a ideia de encontrar argumentos demonstrando que o ser gay é incômodo até para os gays. Vim buscando embasar teorias de que ser gay foge da regra natural da vida, do nascer, crescer, REPRODUZIR e morrer.
    Mas já nas primeiras palavras do relato do leitor eu já senti que não era esse o objetivo do texto e senti empatia pelo narrador. O preconceito que ele tanto tem medo, que ele tanto foge é o preconceito que sofri por diversas vezes por ser negro, pobre e filho de alcoólatra.
    Antes da resposta do psicólogo, já havia descoberto grande parte dos medos do leitor e percebi que sua raiva não é de ser gay e sim de sofrer preconceito simplesmente por ser gay.
    Não nasci desprovido de preconceitos, ainda que eu tenha sofrido muito com essa miséria de atitude, mas tenho buscado ser uma pessoa melhor e aprendi a respeitar os ditos diferentes.
    Caindo na mesmice, mas sem conseguir fugir dela digo que o mais importante é o caráter. (Ia discorrer sobre essa frase, mas acredito não ser preciso).
    Por fim eu digo que esse texto e o vídeo me fizeram uma pessoa melhor. Obrigado ao PdH por me proporcionar essa oportunidade.

  • Pingback: Orgulho… | Incautos do Ontem

  • Thalyta Amaral

    Querido leitor que enviou este e-mail para o PdH, se você se sente triste, sozinho, envergonhado, há alguém que sempre irá te acolher, te amar e te ajudar. Jesus é o caminho para o fim do teu sofrimento, se a tua vida está infeliz, procure em Deus o que ninguém nunca conseguiu te oferecer. ”
    Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3:16 Fique com Deus, orarei pela sua vida e para que você tenha um encontro com Cristo.

  • Pingback: Quem é seu autor preferido no PapodeHomem? | PapodeHomem

  • Willyans

    Caralho que texto, QUE TEXTO… Pdh, vocês são simplesmente FODAS, (no sentido mais amplo e positivo da palavra)… Demais… o melhor que ja li aqui, sem preconceitos, sem moralismo exacerbado… Caramba, percebi que eu mesmo tinha certos preconceitos contra homossexualidade que eu nunca notaria por mim mesmo…Percebi que devo “separar” minha heterossexualidade da minha “heteronormatividade”… A parte em que é explicada a diferença entre “sexualidade” e reprodução então.. simplesmente fantástica, como nunca me dei conta disso?… Cara a “sociedade” tem uma divida de gratidão com vocês viu, é impossível pra quem lê não abrir de vez a mente…

  • http://facebook.com/pedravellar Ravell

    Lendo o texto(Muito bom) e os comentários eu discordo só duas coisas.
    1. Nascemos heterossexuais

    Acho que nascemos assexuados, para uma criança não existe o sexo, os relacionamentos infantis são baseadas no mundo adulto, um espelho das relações que ele vê nos filmes, livros, nada mais. Como o próprio texto diz, qnd crianças somos moldados num mundo heterossexual. Mas de forma geral, num mundo de relações. Sera que numa comunidade só de gays, dois garotos de 5 anos “namorem” e aos 13 se descubram heterossexuais. Eu sou homossexual e qnd criança tive várias namoradinhas, e gostava delas da maneira que meu cérebro infantil processava o gostar. Naquela época namoro era um status que a gnt se dava pra lanchar junto no recreio, andar de mãos dadas e depois, mais velho um pouquinho, um selinho, que era o que espelhávamos dos adultos, não tem a conotação sexual que tem depois da puberdade. Eu só fui descobrir que era gay quase um ano depois de me sexualizar, de entrar na puberdade, de acessar pornografia e praticar masturbação. Foi sem querer, na internet, que eu acessei cenas de sexo homossexual procurando “sexo oral” no google. Em pouco tempo sexo gay era 99% do que eu procurava. Mas daí a eu não sentir mais prazer com sexo heterossexual, ou ainda não pensar em mulheres como opção foi só mais de 6 meses depois de perder virgindade (com um amigo), que parei de me excitar com mulheres, e os resquícios do sonho americano (esposa loira e dois filhos sorrindo numa casa) sumiu. Daí o 2.
    2. Homossexualidade é genéticaNão acho que a homossexualidade seja genética, não digo que seja reversível ou uma opção que você faz. É algo que se forma no desenvolvimento da nossa identidade sexual, quais fatores ngm sabe(e desejo que nunca encontrem). Mas a genética opera de forma relativamente simples, como as leis naturas e não é tão aberta a diálogos, enquanto a sexualidade é um espectro imenso( Aqui mesmo no papo de homem isso é abordado em 2 ou 3 textos… não lembro os links).

  • Guest

    Chorei. Com o texto, com o vídeo e por viver em um mundo que ainda faz com que as pessoas sintam fobia delas mesmas :/

  • cris

    sei o quanto é difícil, pois também passo pelo mesmo problema, não quero perder meus amigos, pois eles são contra os gays e eu choro muito, e sei que um dia eles não estarão perto de mim por isso, já namorei meninas mas, tive até nojo delas, só quero ser feliz, será que posso, me ajudem !!!!! o que devo fazer…

  • cris

    sei o quanto é difícil, pois também passo pelo mesmo problema, não quero perder meus amigos, pois eles são contra os gays e eu choro muito, e sei que um dia eles não estarão perto de mim por isso, já namorei meninas mas, tive até nojo delas, só quero ser feliz, será que posso, me ajudem !!!!! o que devo fazer…

  • http://www.facebook.com/lucas.amadeus Lucas Amadeus

    Caramba, impressionante, cada vez mais orgulho dos artigos que encontro no PdH. Adorei a reportagem e a considero extremamente sensata e bem embasada. Entretanto, como naturalmente acontece, tenho de discordar de determinados argumentos. Existem, estudos, teses e artigos, inclusive, alguns relativamente recentes que expõe genes como possíveis responsáveis pela manifestação sexual (seja ela hetero ou homo) o que por si só faz algum sentido (se considerarmos, por exemplo, a manifestação do comportamento numa população). Mas não é bem aquela coisa Mendeliana, que vimos no ensino médio (afinal, sou razoavelmente leigo no campo biológico, me apegando muito aos conhecimentos adquiridos nesse período), pois se assim fosse, como homossexuais por razões óbvias são incapazes de se reproduzir, esse gene eventualmente se extinguiria. Segue um artigo mencionando o estudo, e nele o link para o artigo científico publicado na PLoS ONE :
    http://www.slate.com/articles/health_and_science/human_nature/2008/06/sexual_antagonism.html
    Por favor, não estou atribuindo nenhum juízo de valor, tentando dizer o que é certo ou errado, estou apenas tentando ser um pouco mais factível. Tomando como base esse e outros estudos, afirmar que a manifestação sexual se restringe à visão Determinista exposta é um erro. Até porque não vejo sentido em uma criança manifestar sua sexualidade, sendo ela homossexual, num meio repleto de mensagens homofóbicas, num meio heterossexual à priori. E quanto ao exemplo do coelho, não sei se é de conhecimento do autor, mas existem relatos e até mesmo observações de indivíduos em algumas espécies de mamíferos relacionando-se com espécimes do mesmo sexo (inclusive o símbolo da masculinidade: o Leão). Isso me leva a crer que a sexualidade e função reprodutiva não são coisas completamente diferentes, ainda que não a mesma coisa.
    Bem, acho que é isso, os pontos que realmente discordo são esses, e tentei ser o mais imparcial possível. Caso alguém com um conhecimento mais aprofundado na área de biologia/genética estiver disposto a esclarecer melhor a abordagem do artigo científico (inclusive pra mim, que entendi uma coisa ou outra) sou todo ouvidos. Com relação a críticas, também, estou a disposição.
    Novamente, parabéns pelo artigo de muito bom gosto e que o PdH continue assim, com abordagens e pontos de vista cada vez mais amplos e bem expostos!
    o/

  • http://www.facebook.com/lucas.amadeus Lucas Amadeus

    Caramba, impressionante, cada vez mais orgulho dos artigos que encontro no PdH. Adorei a reportagem e a considero extremamente sensata e bem embasada. Entretanto, como naturalmente acontece, tenho de discordar de determinados argumentos. Existem, estudos, teses e artigos, inclusive, alguns relativamente recentes que expõe genes como possíveis responsáveis pela manifestação sexual (seja ela hetero ou homo) o que por si só faz algum sentido (se considerarmos, por exemplo, a manifestação do comportamento numa população). Mas não é bem aquela coisa Mendeliana, que vimos no ensino médio (afinal, sou razoavelmente leigo no campo biológico, me apegando muito aos conhecimentos adquiridos nesse período), pois se assim fosse, como homossexuais por razões óbvias são incapazes de se reproduzir, esse gene eventualmente se extinguiria. Segue um artigo mencionando o estudo, e nele o link para o artigo científico publicado na PLoS ONE :
    http://www.slate.com/articles/health_and_science/human_nature/2008/06/sexual_antagonism.html
    Por favor, não estou atribuindo nenhum juízo de valor, tentando dizer o que é certo ou errado, estou apenas tentando ser um pouco mais factível. Tomando como base esse e outros estudos, afirmar que a manifestação sexual se restringe à visão Determinista exposta é um erro. Até porque não vejo sentido em uma criança manifestar sua sexualidade, sendo ela homossexual, num meio repleto de mensagens homofóbicas, num meio heterossexual à priori. E quanto ao exemplo do coelho, não sei se é de conhecimento do autor, mas existem relatos e até mesmo observações de indivíduos em algumas espécies de mamíferos relacionando-se com espécimes do mesmo sexo (inclusive o símbolo da masculinidade: o Leão). Isso me leva a crer que a sexualidade e função reprodutiva não são coisas completamente diferentes, ainda que não a mesma coisa.
    Bem, acho que é isso, os pontos que realmente discordo são esses, e tentei ser o mais imparcial possível. Caso alguém com um conhecimento mais aprofundado na área de biologia/genética estiver disposto a esclarecer melhor a abordagem do artigo científico (inclusive pra mim, que entendi uma coisa ou outra) sou todo ouvidos. Com relação a críticas, também, estou a disposição.
    Novamente, parabéns pelo artigo de muito bom gosto e que o PdH continue assim, com abordagens e pontos de vista cada vez mais amplos e bem expostos!
    o/

  • isakawassaki

    fico muito feliz de ver que além de um texto de qualidade inquestionável, o nível dos comentários está excelente. sempre quando se toca no tema ”homossexualidade” as caixas de comentários tendem a virar grandes fossas onde são despejados os mais diversos absurdos preconceitos.
    parabéns ao autor pelo texto, e parabéns aos leitores do papodehomem que souberam manter o nível da discussão!

  • renanfelipe

    Primeiramente PARABÉNS pelo artigo. Não só por este, mas por todos os outros. É muito bom ver que ainda existem pessoas pensantes e sociáveis na web.
    Sou mais um leitor gay, e achei bacana a forma como o assunto foi apresentado. Salvo as devidas particularidades, minha adolescência foi basicamente assim, me escondendo. Pela criação cristã tradicional, eu me achava um erro, e lutei por anos contra meus desejos.
    - Não, o texto não foi escrito por um homofóbico disfarçado. O sentimento é esse mesmo;
    O pessoal comentou também sobre a baixa autoestima do autor. Na verdade, me arrisco a dizer que ela é fruto justamente do desconhecimento da realidade homossexual “de perto”, pois sim, os modelos são importantes. Ninguém quer se enquadrar em um grupo excluído, inferiorizado e pior: que nós mesmos negamos. Eu só fui começar a me aceitar como homossexual depois de ir à uma boate GLS onde encontrei homens q eu julgava “normais”, em meio aos estereótipos que a sociedade me apresentava.
    Existem sim os becos, a falsidade, a futilidade, mas também existem gays (bem como héteros) com pensamento diferente. Uma prova disso é o próprio autor, eu, meus amigos, os amigos que aqui comentaram, entre outros.

    Volto a parabenizar pela inclusão do vídeo no fim da matéria. Esses dias achei esse vídeo e achei fabuloso, principalmente pra quem se sente “deslocado”. Descobrir que você não é o único é libertador e – no meu caso – fundamental para a autoaceitação. Depois disso, vc simplesmente NASCE, e se amar, se cuidar é uma consequência de se sentir vivo.

  • Roberto

    Amigo, sou gay mas acho o gueto gay superficial. Tenho outros amigos gays que acham o mesmo. Nem por isso abrimos mão de exercer nossa sexualidade. É possível ser gay fora do gueto gay e, melhor, ser feliz fora desse mundinho consumista que se tornou o gueto gay. Alias, essa superficialidade também existe no mund hetero, não se iluda. Seja feliz e liberte-sedas convenções sociais, inclusive as do gueto.

  • Carol H

    Como tia de um menino homossexual, mudei minha vida radicalmente. Antes, eu era machista, mesmo sendo mulher, homofóbica, racista, etc.. mesmo sem me considerar. Hoje, considero que ainda tenho muito o que aprender, muito o que tirar de mim para jogar no lixo bem longe, mas já vejo uma pequena luz no fim do túnel: a de tentar pelo menos se colocar no lugar dos outros, pois fiz isto por amor extremo ao meu sobrinho. Agora, procuro fazer o mesmo até com quem não gosto.
    Tento assim, ser uma pessoa menos pior.
    Grata pelo depoimento ao rapaz e ao Papo de Homem por divulgar mensagem tão importante.
    Carol

    • Obsol Losbo

      Parabéns. Acho que quem mais tem a ganhar com essa mudanças (que não são fáceis) é vc mesmo.

  • http://www.facebook.com/odamoura Oda Moura

    Muito boa essa abordagem sobre o assunto. Sou gay e conheci o Papo de Homem através de um amigo hétero. Acredito que ”
    somos todos homens, inclusive os homens que amam outros homens.” é o que melhor define isso tudo. Parabéns a todos que colaboraram para que essa publicação rolasse dessa forma tão sensata sem tornar pejorativo a nenhuma orientação sexual. Minha admiração por vocês só aumentou!
    Infelizmente, o preconceito vem de todos os lugares. Já sofri até em entrevista de emprego. É uma pena que haja (muitas) pessoas que pensam como o leitor no caso. Não encaro o mundo gay como um gueto homossexual. Nunca deixamos de ser gente comum. O que diferencia isso são as pessoas com as quais você se relaciona. O mundo hétero também tem seu guetos. O que falta mesmo é respeito.

  • alberto

    caralho! o dono desse blog é macho mesmo. sou gay enrustido curti pacaralho este artigo, estão de parabéns.

  • Murado

    Gostaria de falar com a pessoa que fez o espetacular relato, pessoa essa que passo a chamar de “querido amigo”, pois já o tenho como querido amigo mesmo sem conhecê-lo pessoalmente… já o amo de coração. “Querido amigo” o seu relato é um verdadeiro poema belo, puro sincero, honesto e verdadeiro…. lindo! lindo! maravilhoso! maravilhoso!. Bato palmas efusivamente para o seu encantador relato e concordo em gênero, número e grau com tudo o que você falou e o parabenizo pela correção, propriedade e certeza das suas realísticas palavras, que são sim corretas e realísticas porque é a expressão da “dor” que você sente; e para aqueles que querem fazer discurso de cátedra sobre a sua “dor” (seus desejos de coração… objetivos legítimos) digo que ninguém consegue sentir e sofrer (plenamente) pela dor do outro, consegue imaginar dar palpite… mas sentir e sofrer de fato o que o outro está sentindo não é possível. Quando alguém está fazendo um difícil e prolongado tratamento de saúde, geralmente aparecem várias pessoas com receitas milagrosas que podem, muito provavelmente, ser inócuas ou surtir efeito negativo; então me furto de fazer discurso de sabedoria mas ao mesmo temo reconheço a pertinência e o seu direito de querer ser macho, assim como você nasceu, pois eu mesmo vivi, até certo ponto, o mesmo tipo de problema que você vive e sei o quanto é importante a gente corresponder ao que a gente mesmo espera da gente e também corresponder (não maltratar) as pessoas queridas que muito nos amam e a quem muito devemos como é o caso da nossa mãe. Outrossim, expresso que eu consegui me manter como macho e sou muito feliz por isso e por ser macho, assim como nasci (para mim isto é uma gloriosa vitória… um benção imensurável) o que eu tenho a ti oferecer é a minha sincera disposição de conversar contigo inicialmente por e-mail a fim de trocarmos as nossas experiências visando melhor entendermos esse complexo fenômeno, nos apoiarmos e, quiçá, encontrarmos de alguma maneira a felicidade de repente juntos, quem sabe… só se chegarmos a nos conhecer poderemos chegar a uma conclusão sobre essa, para mim, encantadora possibilidade.

  • WS

    Eu tbm sou gay, a história desse rapaz é muito parecida com a minha, a forma de pensar tbm. Eu sofri muito com isso,muita gente pensa que somos nós, quem escolhemos ser assim, até falam assim: Isso que pura safadeza! Vai procurar uma mulher, uma namorada…Mas so sabe quem passa. Eu sou evangélico, se descobrem de mim muitos íam me apedrejar, as vezes eu fico triste e sem entender quando falam que Deus naum gosta de gay. Eu busquei respostas pra mim aos 12 anos, quando entrei pro grupo da igreja. Eu amo Deus e amo cantar para Deus e para as pessoas. Mas infelizmente o preconceito é maior para muitos, existem gay que tentou mudar, pra ser normal, eu sou um deles. Resultado tenho 24 anos e não consegui, nunca me relacionei com ninguém. HOJE eu estou mudando, to me dando a chance de me amar da forma que sou, só naum sei a reação da minha familia, acho ki vão me odiar, pelo o que conheço, enfim pela primeira vez encontrei alguém como eu que me ama e me corresponde. To deixando as coisas que vivi, sei que naum vou poder mais cantar na igreja, quem aceitaria? Olha ele é gay é pecador, como Deus vai ouvir a musica dele, que exemplo ele tem pra dá para os outros para estar no altar cantando. Decidi ser quem sou, por isso vou embora de casa e não darei satisfação a ninguem da minha escolha, vou tentar ser feliz. Ao menos naum estarei magoando ninguém estando longe, ja que pra muitos ser gay é defeito. Pode até ser, mas se for certamente não fui eu e nem muitos quem escolheu. Parabéns ao pessoal, do Blog.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100002144572269 Guga Vieira

    Em um determinado ponto do texto, percebi quando ele falou de suas ascendências que o definem fisicamente, que ele não acha q possa atrair outro rapaz…. O que o deixa mais introspectivo. O problema é onde encontrar rapazes para poder se relacionar. Geralmente nos “guetos” não é uma boa forma (até pra quem é gay não é bom).
    No meu caso (que sou gay tb), eu passei a adolescência sem ficar com ninguém, me treinando a não ter trejeitos e feminilidade que eu achava que só por me relacionar com um homem eu poderia ter, daí só fiz estudar, malhar, praticar esportes, ouvir músicas e entender mais o universo gay, a psicologia. Por ser espírita (codificação de Allan Kardec) isso me ajudou um pouco a abrir a mente.
    Sugiro que vc estude bastante, que faça uma faculdade… Os relacionamentos com pessoas acadêmicas é mt interessante, há conversa, amizade e possivelmente sigilo também.

  • Josildo

    Analisando o depoimento desse jovem gay, fico a pensar que um dia também tive essa mesma postura. É típico de quem realmente se sensibiliza com o alto grau de preconceito de nossa sociedade. Até meus 30 anos de idade eu vivia a procura de uma forma de tentar ser um hetero. Mas, conversando com um velho conhecido, na minha cidade natal, Belo Jardim – PE, cheguei a conclusão de que o que está enraizado em nossa natureza íntima, não tem a menor possibilidade de ser arrancado, nem tão pouco deletado. Com sua experiencia de mais de 70 anos de militancia gay, o velho amigo me deu o seguinte conselho: “Você só será feliz em sua vida, a partir do momento em que se aceitar plenamente. Enquanto se discriminar e tentar mudar sua configuração sexual estará sempre entrando em conflito emocional e psicologico, em estado depressivo e sua vida continuará um tremendo inferno. Viva sua vida como se voce fosse o único. Não viva pra sociedade. Não tente agradar os outros. Faça com prazer aquilo que mais lhe satisfaz, mesmo que não seja do agrado alheio. Seja voce mesmo. Não tente ser aquilo que não é. Deus não lhe condena por causa de sua sexualidade. Evite apenas os abusos, a promiscuidade e a devassidão. O homossexual é tão abençoado por Deus quanto o heterossexual. Na verdade, todos estamos na terra pra vencer nossas inferiodades: egoisimo, orgulho, inveja, desonestidade, preguiça, agressividade, entre tantas outras. A orientação sexual não está incluida nessas inferioridades, e sim os excessos cometidos pelo sexo, como prostituição, violencia sexual, sexo desenfreado, sem nenhuma responsabilidade, aborto, estupro, doenças venéreas e muitos outros. Portanto, ser homossexual em nada diminui o ser humano. O grande desafio é ser um homossexual equilibrado, respeitador, ético e acima de tudo decente e cumpridor de seus deveres como cidadão e filho de Deus”. Foi a partir desses belissimos conselhos, que eu comecei a me aceitar plenamente e por isso, hoje me orgulho de minha condição gay e torço pra que, muitos que ainda vivem na baixa auto-estima, caiam na real e façam como eu, se libertando dos grilos e conflitos, que só sofrimento e prejuizo nos causam. Um grande abraço e continuemos nossa luta por uma qualidade de vida melhor e mais feliz.

  • Ricardo

    Aceitar a
    realidade!

    Então,
    percebi desde muito cedo minha inclinação à homossexualidade. Nunca tive
    atração a uma mulher nua, GRAÇAS A DEUS! Nem ficaria com uma, qualquer que
    seja. DEUS ME LIVRE DELAS! Entretanto em meio aos desejos, esforcei-me
    sempre em não ficar depravadamente libertino. Sou discreto e de jeito
    masculinizado e muito reservado. Não frequento eventos de modalidade GAY,
    apesar de ser HOMO. Também NÃO sinto ATRAÇÃO por homens héteros
    mas somente por homossexuais, pois sinto nestes possuírem uma essência que é
    ausente naqueles. Ora pois, hoje vejo-me em situação assexualizada, e AGRADEÇO
    A DEUS por nascer homo. Jamais me suicidaria por este motivo, pelo
    contrario, é privilégio ter esse sentimento especial e contemplar a obra que
    Deus fez, o HOMEM. Para um gay desesperado digo: Honre sua personalidade, sinta-se
    FELIZ consigo mesmo, ACEITE o que você é. O fim de tudo é a morte que está para
    todos os seres vivos. Sexo não é tudo, pode ser um complemento do AMOR sincero,
    importante é a VIDA.

    Não
    pretendo torturar-me e enganar-me lutando contra algo que faz parte do meu ser,
    ao ponto de ficar com alguém do sexo oposto. Melhor que isso é ficar sozinho. Durante
    muito tempo desejei sim ter pelo menos um amigo gay fiel. Em certo momento pensei
    que estava bem perto, no entanto era nada. Entretanto, analisando a REALIDADE,
    a falsidade e os novos costumes, está cada vez mais difícil para eu encontrar
    alguém como espero. A frieza de espírito
    floresce e dissemina-se intensamente adjunto de um mundo mais conectado e
    globalizado.

    …Parece
    ser o fim dos tempos…
    Paciência e esperança.

  • guilherme nunes

    Muito bonito o texto e a história do leitor.
    Parabéns a todos vocês por se permitirem a intimidade e pela coragem!

  • Will Filho

    kkkkkk…. Cara, é engraçado como o conhecimento humano e sua capacidade de refletir criticamente estão prostituídos. Bom, não tenho como fazer uma abordagem do assunto com argumentos científicos suficientes nesse espaço, CLARO, mas posso dizer que toda a construção ideológica feita pelos profissionais do comportamento (matéria a qual sou estudante), são TEORIAS plenamente refutáveis, que em sua absoluta maioria não tem respaldo teórico-prático aceito pela comunidade científica de modo geral, refletindo estudos que são, também, quase sempre modelados segundo os interesses de quem os faz.

    Sexualidade é um conceito (em se tratando de humanos), porém, o organismo, sua construção biológica/genética, aponta para o sujeito qual deverá ser a construção desse conceito. Mas para que isso ocorra de modo compatível com esta pre-definição, é necessário um MEIO, um AMBIENTE, uma CULTURA. No entanto, a cultura por sí só não define o que é bom para a natureza, daí o motivo pelo qual destruímos a natureza durante séculos, simplesmente porque o nosso “entendimento” não refletia o ideal de vida necessário para viver em harmonia com o meio.

    A limitações orgânicas, por exemplo, a geração de filhos, hormônios específicos, fenótipo, metabolismo, etc, são uma CLARA PROVA de que a NATUREZA NÃO ERRA, nos dando o “caminho certo” para que por meio deste nosso PSIQUISMO seja construído. Queridos, quem erra somos nós, quando na INCAPACIDADE de julgar nossas ações, criamos uma cultura modelada segundo os desvios existentes em nosso psiquismo e entendimento político, a diferença de antes para hoje é que procuram dar respaldo “científico”, ainda que não existam, daí o motivo pelo qual se faz necessário SEPARAR mente e corpo (o retrocesso à era medieval), ao dizer que uma coisa é função reprodutiva, outra é sexualidade…… ahhhhhhhh “macacos me mordam”, kkkk!

    Meus caros, é muito fácil contestar sob a “luz da Ética” esses teoremas, basta expandir tal conceito para TODA EXPRESSÃO DE SEXUALIDADE, como por exemplo a PEDOFILIA, BESTIALISMO (ou seria zoofilia? kkk), SADOMAZOQUISMO… Não percebem que todas essas coisas são igualmente CONSTRUÇÕES DA SEXUALIDADE? Ora, ora, ora… mas esse é um ponto que esses teóricos (reprodutores de conteúdos) não são capazes de admitir que os mesmos argumentos “científicos” que NORMATIZA o comportamento homossexual, TAMBÉM NORMATIZA estes outros, por que será?

    Meus caros, existe um público que sabe muito bem onde isso tudo vai dar, a diferença está naqueles que terão a capacidade de se posicionar e os que serão facilmente alienados…

    Não tenho qualquer tipo de rejeição a pessoa do homossexual, tenho vários colegas homossexuais que respeitam minha posição simplesmente porque sabem que não se trata de um pre-conceito, mas sim de conceito. Minha posição (e a de vários estudos) é de que a homossexualidade é um comportamento adquirido, e não uma outra opção de sexualidade posta a natureza humana, no entanto, querer “entender” e fazer disso uma manifestação sexual é direito (direito no caso da homossexualidade) de qualquer pessoa, certo? Independente de qualquer coisa, respeitar as dferenças é o maior valor, no mais, qualquer embate deve ser travado apenas ideologicamente.

    Abraço.

    • http://www.facebook.com/dennymarcels Denny Marcel

      Mesmo que seja adquirido, essa “decisão” não cabe apenas aos envolvidos? Por que o sadomasoquismo seria errado, por exemplo? É uma parafilia, mas se os indivíduos que a exercitam estão de comum acordo e lhes faz dá prazer, qual o impedimento? Ou há algum estudo que mostre que pessoas masoquistas se tornam psicologicamente instáveis? Além de que querer comparar homossexualidade e sadomasoquismo com pedofilia e zoofolia é de uma simplificação ímpar porque, no primeiro caso, o menor não tem plena capacidade de decisão, e no segundo, nenhuma. Bem diferente de dois adultos plenamente capazes decidindo algo que compete somente a eles.

  • Will Filho

    ??????????

  • Will Filho

    É impressão minha ou excluíram o comentário que eu havia feito? kkkk

  • eduardo

    Parabéns pelo texto e obrigado!

  • http://www.facebook.com/irene.rabelo.3 Irene Rabelo

    muito legal o trabalho de vcs. ajudaram muito esse rapaz.

  • Simone L. F. Guimarães

    É mais lucrativo e saudável não namorar ninguém nem homem nem mulher porque todo mundo só quer se aproveitar e dominar o outro. Tudo não passa de um jogo de dominação. Quem é verdadeiramente HOMEM (ao menos em espírito) hoje em dia, está desistindo da vida romântica.

    A melhor coisa é estar dentro da sua família. Por pior que seja, na hora do desespero é a família mesmo que estende a mão. Não é namoradinho (sejam gays ou heteros) e nem nada.

    Na hora da depressão, da tristeza, quem te estende a mão? A família, sim a boa e velha careta família. A vovó, o Vovô, papai, mamãe e até o bichinho de estimação.

    Essa é a realidade. O tal do amor incondicional só se acha mesmo dentro da família e entre familiares NÃO HÁ E NEM DEVE HAVER SEXO, não é verdade??

    Lembre-se dos melhores momento da vida de vocês? Pode acreditar que estava junto com a sua família. Não importa quem no momento estava com você (se era o namorado hetero, se era o namorado homo), enfim, não importa. A questão é que os melhores momentos da vida de todos aqui nesse site foi ou na infância ou na adolescência e SIM, JUNTO COM A FAMÍLIA.

    Sim, na época que seu marido ou esposa (gays) era apenas um amiguinho ou amiguinha inocente que vocês levavam em casa para fazer trabalhos da escola ou faculdade, não é não?

    Tudo fica uma droga depois do casamento, seja lá se no mundo homo ou hetero.

    A questão é a seguinte que eu sempre digo: NUNCA BUSQUE PAI OU MÃE NO SEU NAMORADO (seja você homo ou hetero). ESSE QUE È O ERRO. O namorado é alguém de FORA da família que tem que conquistar você e seus familiares para fazerem parte da família também.

    Se esse namorado (seja lá quem for) não tiver afinidade com a sua família e levar você para FORA DO SEU LAR, boa coisa não é.

    Quem é mau quer destruir família. Quem é do bem é pro-família.

    Só uma pessoa muito cruel pode ser contra a estrutura familiar.

    Esse é o resumo de tudo que eu acho.

    Seja lá como for as famílias tem que ser amigas!

    http://www.youtube.com/watch?v=7IiW0nTuEvk&feature=autoplay&list=PL6A196AF308DB01B7&playnext=12

    Simone L. F. Guimarães

  • http://www.facebook.com/ricardoCTeles Ricardo Teles

    Interessante, cada um tem uma escolha pra vida, não há nada de errado em se “isolar”…. Só acho que eu particularmente não conseguiria.

  • Augusto

    Eu sou gay e detesto este blog, pois, aqui no papodehomem, é fácil achar homofobia e machismo. Eu não tenho nada contra o Alex, mas contra o blog em geral, sim.

  • Lucas

    Dificil não rolar lágrimas……
    Sou estudante de Psicologia, participo de muitas discussões sobre homossexualidade no curso, mas apesar disso ainda não me assumi como tal aos meus amigos.
    No começo desse ano tive coragem de dizer a minha mãe, afinal ela é a principio a pessoa que mais me quer bem……..
    O vídeo final (magnífico) me deu um tapa de realidade, me colocou de frente com uma coisa que eu insisto em esconder……..de frente com “viver” verdadeiramente comigo mesmo, ser coerente comigo.
    Confesso que não sei se consigo dar conta de colocar isso pra fora, de externar, mais quero muito. Talvez precise de ajuda, não sei, mas isso tudo foi altamente transformador pra minha vida! Obrigado. Caso alguém tenha algo que possa de alguma forma me localizar diante dessa realidade me contata: lucasviana20@hotmail.com
    Um abrç a todos ;]

  • marcos vinicios

    Poxa, vi o sofrimento desse cara da matéria e me sensibilizei bastante eu sou gay bissexual e talvez trocando uma ideia a gente possa conversar amigavelmente, por favor se alguem conhece ele ou quer trocar uma ideia comigo meu e-mail é marcosdinamus@hotmail.com. Vai ser uma prazer ajudar e trocar experiencias.

  • Icaro
  • Anonimo

    Para tornar a homossexualidade algo aceitável tem que fazer um estudo aprofundado para mudar até seus sentimentos, só pode ser algo ‘inválido’. Todos os homossexuais merecem respeito e amor, mas se para serem aceitos na sociedade o conceito de pecado deve ser movido à inexistência e anulando, assim, dogmas da Igreja, é cabível pensar que por trás do discurso, há, não somente uma forte posição de apoio as práticas homo, como também uma tentativa de baixar o volume da voz da igreja.

    Não se engane: qualquer sexualidade que seja assim, livre pra fazer o que quiser, prazer por prazer, sempre vai trazer choro e mágoa, além do enorme vazio!

    E não se esqueça: O AMOR de Deus é incondicional e gratuito. É Pessoal também. Ou seja, ele ama cada um de jeito único, seja a pessoa o que for.

  • http://www.facebook.com/people/Leonardo-Cheffer/100001596351495 Leonardo Cheffer

    Sendo gay, gostei do Site, e achei muito bom como abordaram o assunto. Parabéns, e obrigado

  • Ady

    Escrevi este comentário justamente para si, depois do que eu li este texto que escreveste. Os homens são assim tão amigos? Deverias saber que homens matam 40 vezes mais homens do que mulheres e até mais do que animais de estimação. A maior parte dos crimes violentos são cometidos por homens. Não escrevi o texto a seguir para desesperá-lo mas para que se alertasse. O suicídio não é a solução, pois assim eles lhe venceriam. Muitos homens caluniam terrivelmente os homossexuais masculinos perante as mulheres acusando-os de assédio e entre outras coisas por demais impossíveis de se imaginar, o que acaba por estimular muito o ódio contra gays. A maldade de muitos destes é contra o homossexual em si mesmo. A grande prova é a existência de homossexuais masculinos que não se aceitam e fazem de tudo para viverem sem o homossexualismo, mas mesmo assim se são descobertos serem homossexuais eles são caluniados de tal maneira que nem as mulheres que estão dentro da prostituição carregam nome mais feio do que o
    deles. E o resto da sociedade e os homossexuais não sabem disso. E a sociedade
    age com violência às vezes até mortal, podendo esses homens terem sangue nas
    mãos, os homossexuais se sentem cada vez mais perseguidos e não sabem o porquê. Um exemplo é de um homossexual masculino que foi convidado para a casa de uma amiga casada. Não aceitando a sua situação nunca praticou o homossexualismo, com todos os esforços possíveis, devido á sua religião. Ali o marido começou a ter uma abordagem muito amigável com o homossexual, e este quase fugiu a sete pés, mas mal este saiu, o homem estimulou o ódio da esposa a tal ponto que ela por sua vez arrasou a imagem social do homossexual, que as pessoas que passavam pelo homo, até cuspiam. Quando a verdade foi descoberta o homo disse para a mulher que a justiça seria feita por Deus pois nunca lhes fez mal nem nos pensamentos o que levou a jovem a confrontar o marido que posto contra a parede confessou a verdade, a inocência do outro. Ela mal podia acreditar uma vez que estimulou o ódio até de pessoas religiosas. Nos empregos é ainda pior, os homossexuais trabalham como escravos, recebem baixa renumeração, são caluniados de assédio de tal forma que não importa o que façam ou não façam, no fim são despedidos com desculpas fúteis, e outros homo são prevenidos de entrarem em empregos. O que levando muitos desses a cair na rua da amargura, o desespero ao açoite e até á morte. O pior é que com cinismo muitos armam cenas para que outras pessoas pensem o que querem que se pense. Portanto se você for homossexual, deve tomar muitíssimo cuidado com os homens que não são seus amigos, (não digo todos, salvo os que não são assim), cuidado em abordá-los, ir á casa de uma amiga pois depois ela poderá odiar-te. Não defendo a prática do homossexualismo, é bom que isso fique claro, mas parte da sociedade cega para muito do que realmente se passa.

  • Estevão

    Muito bom o artigo ^^

  • Estevão

    Vamos deixar claro uma coisa primeiro, sexualidade NÃO É OPÇÃO, segundo o garoto que escreveu isso não conhece nem de longe o mundo gay como ele é realmente, ele escreveu como se fosse há anos luz atrás quando os gays eram oprimidos, hoje existem até católicos com igrejas católicas que são simpatizantes com a causa, e até evangêlicos que não são tão homofobicos quanto silas malafaia. Por favor a visão de que gays são diferentes de heteros é ridícula, sou gay a 3 anos, e era hetero antes, a única coisa que mudou é que sou mais feliz, mais alegre, menos medroso. O resto é TUDO IGUAL, em casa, no trabalho, na academia, na esquina……

    E mais o site deveria se colocar mais á favor da causa gay, e procurar se informar mais também, afinal de contas quantos gays se matam por falta de informação e apoio, a causa é séria, e não deve ser levada como mais uma matéria para divertir e agradar leitores muitas vezes desinformados quanto a causa.

  • Luciano

    Incrível! Ajuda tanto ler isso, ajudou a mim. De fato, cada um sabe a delícia e a dor de ser quem é. É nossa escolha que muda gradualmente nosso futuro, para o sentimento de libertação ou aprisionamento, e eu fico com a primeira. Tks!

  • Rodrigo

    Galeraaaa…. Conheci PDH a poucos dias…. to gostando de mais!!!! Essa reportagem é sensacional, vivo coisa parecida! O vídeo é espetacular! Agora quero e tomar coragem!!!

    • Rodirgo

      Criar coragem pra viver minha vida!!!

  • Pingback: Carta aberta aos humoristas do Brasil | PapodeHomem

  • Ricardo

    Olhem que coisa engraçada: Sou hétero, mas cheguei a me identificar um pouco com esse texto!

    Como também tenho problemas de auto-estima, timidez e sempre tive dificuldades de me aproximar das mulheres, já passou pela minha cabeça que para os gays tudo deveria ser bem mais fácil. Afinal, chegar em mulher é muito difícil! Homem é bem mais fácil de se entender.

    Minha cabeça confusa imaginava que os gays eram mais compreensíveis entre si e que os homens héteros são muito competitivos e cobrados para serem sempre viris, conquistadores, garanhões, etc.

    É aquela coisa: a grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa…

  • Jonathan ‘Hamelin’ Malavolta

    E eu espero sinceramente que você lave sua boca com sabão. Dizer que sexólogos não vão a campo é mentir na cara dura, e afirmar que homossexualidade traz sofrimento é mentir mais ainda. Minha esposa é sexóloga. Sabe quantas vezes ela já foi a campo para realizar pesquisas? Idiota! E o sofrimento não é causado pela homossexualidade em si, mas por idéias deturpadas como essa sua, de que o normal é “homem com mulher”. Não há absolutamente nada de errado em ser hétero, assim como não há absolutamente nada de errado em ser bi. Ô mania que a sociedade tem de ser tapada e não enxergar a própria dissimulação feita apenas para esconder que gosta mesmo de se meter na vida alheia. E vá pra puta que pariu que eu já não tenho mais paciência para lidar com gente de mente fechada como você, Daniel.

  • Lesbicat

    esse burro devia parar de tentar ser o q e impossivel e parar de dar moral p preconceituosos eles sim vao queimar no fogo do inferno pq Deus diz; Quem julgar sera jugado….

  • B.

    Sexualidade eh uma coisa muito louca… Eu me lembro das minhas primeiras experiencias homos com os amigos do bairro. Nao via maldade alguma, mas fui pego pela minha irma e apanhei da minha mae. Reprimi. Adorava uns pornos, batia mt punheta com 15 anos, perdi virgindade com uma puta por causa do meu pai, e no ano seguinte rolou outra por causa dele tb. Na internet, batendo papo com “uma mulher” recebi uma foto q me despertou um lance reprimido. Na real eram dois meninos se pegando, e aquilo voltou a tona. Engracado q minha primeira transa foi com mulher mas meu primeiro beijo foi com homem. (Nao ia beijar a puta ne? Sociedade ensina que isso nao se faz) Transava com homens, mas sempre tive namoradas. Passei uns bons 5 anos me identificando gay, sai do armario pra uma pa de gente, mas depois cansei do mundinho (como diz o colega la em cima) e resolvi voltar pra dentro de novo… Nao por nada, soh achei desnecessario levantar uma bandeira sendo bisexual. E eu gosto muuuuuito de mulher, gostosa, buceta, peitao… E aprecio homem tambem, vejo uns caras gatos, gostosos, mas tenho preguica de ir atras… Entao optei pelo caminho mais facil… Meu sonho? Conhecer uma mina bi mente aberta e a gente viver um grande lance de amor, e um relacionamento aberto, onde podemos explorar nossa sexualidade sem frescura, mas se respeitando…

    Acho engracado eu nunca ter tido grilos em relacao a sexualidade… E acho engracado nosso colega la em cima ser tao grilado…

  • http://www.facebook.com/filippi.leite Filippi Leite Silva

    Pela primeira vez estou tendo aceso ao Papo de Homem, e vocês ganharão meu respeito… Sou homossexual de família crista por pouco não cai na mesma situação… a maior pergunta de todas ao meu ver e… de quem e a culpa?

    A culpa não e da mãe e nem do pai e sim da sociedade. Sociedade essa hipócrita e falsa moralista que nos leva a acreditar em determinados concepções de certo e errado completamente arcaicas… …

    Em fim vocês estão de parabéns

  • http://www.facebook.com/carpediemallan Álan Alvarenga

    Cara tb sou gay, tenho 24 anos, assumido desde os 15, trabalho, sou cabeleireiro, de verdade eu me vi em alguns trechos mencionados….o fato de querer ser hétero…o fato dos ambientes gays procurarem sempre o sexo…a orgia..tudo isso é verdade….as vezes me sinto deprimido por isso…por sempre me decepcionar com outros amigos gays e até com companheiros também….por achar que não existe um sentimento sincero no meio homossexual……mas também não tenho vergonha do que eu sou…eu me imponho perante as pessoas, demostro respeito com o meu próximo para poder também recebê-lo, evito certos lugares homossexuais onde eu não me sinto bem…..cara simplesmente quem escolhe os meus amigos sou eu, quem escolhe os lugares onde frequento sou eu…..e sei também que o meio hétero também passa pelas mesma dificuldades de amizades, namoradas…eles ñ são diferente de mim…eles tb sofrem por amigos sofrem por namoradas, uns gostam de ambientes explícitos outros ñ…..a única coisa me chateia é quando encontrar um cara para dividir minha vida é saber que nossa união ñ poderá gerar um filho mas também existe outros meios…….mas de fato eu sou uma pessoa muito emotiva as vezes até depressiva, porque ser gay ñ é fácil não é seguir o padrão que a sociedade permiti….ser gay é ser diferente…então homossexuais ou heterossexuais somos todos iguais, somos todos homens, o que nos tornam diferentes são as nossas escolhas….seja ela positivamente ou negativamente….desejo muito que nosso amigo encontre a luz e consiga ser feliz……

  • Camila *de Londres*

    POSSO TE DAR UM CONSELHO??? TENHO 38 ANOS,SOU CASADA COM UM HOMEM GENTIL (BEM…O MAIS GENTIL QUE UM HOMEM QUE NAO E GAY PODE SER -SE E QUE VC ME ENTENDE? RSRSRS )E FELIZ NO MEU CASAMENTO. SEMPRE TIVE AMIGOS GAYS. MULHER TEM INVEJA DE OUTRAS MULHERES E A MAIORIA NAO E AMIGA DE VERDADE -TRISTE-MAS FAZER OQUE ? CLARO QUE TENHO AMIGAS MAS NAO FOI FACIL ACHAR AS POUCAS QUE TENHO,E HOMEM FINGE QUE QUER SER SEU AMIGO -MAS HOMEM SO TEM AMIGAS SE ELAS FOREM FEIAS !! SE VC E BONITINHA JA E O SUFICIENTE PRA ELES QUEREREM TRANZAR COM VC. SOLUCAO PARA O PROBLEMA: GAYS…!!! ELES SAO OS MELHORES AMIGOS,OS MELHORES FILHOS E NA MINHA OPINIAO OS MELHORES HOMENS…SE TODOS OS HOMENS TIVESSEM A SENSIBILIDADE E A SINCERIDADE DOS GAYS (PQ VAMOS FALAR A VERDADE ? HOMEM MENTE COM A MAIOR FACILIDADE,FOI O JEITO QUE ELES ARRUMARAM PARA TRAIR A MULHERADA E PARA LIDAR COM A INSEGURANCA DE NAO SER: BONITO O BASTANTE, FORTE O BASTANTE ,RICO,INTELIGENTE ,COM O PAU GRANDE , BLA,BLA BLA… ) O MUNDO NAO ESTARIA EM RUINAS COMO ESTA -NAO E O MUNDO GERENCIADO PELOS HOMENS??? MAS ESTOU FALANDO DOS ASSUMIDOS,DOS QUE SE LIBERTARAM DESSA MENTIRA E VIVEM UMA VIDA FELIZ ( E COM PROBLEMAS COMO TODO MUNDO – E CLARO!) PARA COM ESSA DE SE ACHAR DIFERENTE -UFFFAA!!!! OQUE TEM DE HOMEM GAY!!!! E COMECA A PENSAR EM SER FELIZ DE VERDADE …. – SO MAIS UMA “COISINHA” ,RSRSRS ! SER GAY NO BRAZIL E HORRIVEEEEEEEELL!!!! O BRASILEIRO JA TA TAO ACOSTUMADO COM MENTIRAS QUE ATE ACREDITA QUE ELAS SAO VERDADE!!! POR ISSO TANTO GAY CASADO,TANTO DIVORCIO,TANTO POLITICO CORRUPTO SENDO REELEITO,ETC. *********** VEM PRA LONDRES E VC VAI DESCOBRIR UM MUNDO DE GENTE DE VERDADE QUE “PERFEITOS OU NAO” SABEM QUE OS OUTROS TB TEM DEFEITOS !!! E ASSIM ACEITAM O OUTRO COMO ELE E !!! TODO MUNDO TEM TELHADO DE VIDRO EM ALGUMA QUESTAO DA VIDA -PODE CRER !! **************E SAI DAI O MAIS RAPIDO POSSIVEL -PQ NO BRASIL A UNICA SOLUCAO E SER INFELIZ E FINGIR QUE TA BOMBANDO -PRA ISSO TA AI O FACE BOOK !!!!! ****************QUANTA HIPOCRESIA!!!!!***************

  • Fernando Mendonca

    cara, ta tarde já + queria parabenizar vcs pela abordagem nesse tópico. o cara ta perdido, acha q o mundo gay é promiscuidade geral e o mundo hetero é uma maravilha, cheio de amizades verdadeiras e pessoas bacans, sabemos que não é a verdade de nenhuma dos “mundos”. vcs se mostraram mto sensatos, cabeca-aberta e livre de preconceitos idiotas(pleonasmo). curti mto o blog de vcs e um otimo ano a todos, com realizacoes, saúde e paz.
    abracao!

  • Pingback: aos leitores - alex castro

  • http://www.facebook.com/ricardo.carneiro.756 Ricardo Carneiro

    Caramba, fiquei impressionado com a visão do Gibba! O cara é fera!

  • Ve

    Fiquei com muita pena do Autor do relato, tomara que ele consiga se aceitar como é, já foi um grande passo ter seu relato publicado. Parabéns pela coragem!

    Quanto a sexualidade, se é a genética que determina ou influenciada pelo meio em que vivemos, tanto faz, eu só acho que se, por exemplo, quando uma criança nasce menino e os pais o criam como homem e esperam que um dia ele seja um pai de família é curso normal das coisas. É a simples perpetuação da espécie. Mas, se não for assim, se esse menino crescer e perceber que não é o que ele quer, ele pode muito bem se aceitar do jeito que é e os pais que amam seus filhos os aceitaram do jeito que são.

    O que eu quero dizer é que a gente não precisa criar uma criança como um ser assexuado ou enfatizar desde pequenos que a homossexualidade ou a bi-sexualidade são normais (lembrando o caso de quererem colocar um video de dois meninos beijando na boca nas escolas), porque estaremos criando pessoas bi-sexuais quando poderiam não ser, só pelo fato de acharem que é normal. O “normal” é um homem se relacionar com uma mulher, só assim a espécie se perpetua. Nada impede que existam pessoas que gostem do mesmo sexo e isso não é errado, só não é o “normal”. Ser diferente do “normal” não é errado e ninguém deve ser discriminado por isso. Mas é errado tentar impor que o diferente seja o normal. O que devemos aprender é sempre aceitar as diferenças!

    • http://www.facebook.com/richard.andeol Richard Andeol

      “O “normal” é um homem se relacionar com uma mulher, só assim a espécie se perpetua.”
      Aí é que você se engana, e de várias maneiras. Primeiro porque o conceito de “normal” é cultural, e não biológico, genético, histórico ou científico. Assim, se você recuar no tempo, verá que na maioria das sociedades antigas o “normal” era, justamente, a bissexualidade! O que chamamos hoje de “normal” é resultado de uma forte doutrinação religiosa, e se ainda acreditamos nisto deve-se também a uma grande ignorância histórica e psicológica.

      Em segundo, a sexualidade, apesar de estar associada a perpetuação da espécie, não se resume a ela, sendo muito mais ampla. Sexualidade se relaciona ao prazer, e este está associado a uma miríade de experiências particulares pré-selecionadas por cada indivíduo. Assim, não é exagero se afirmar que cada ser humano, ou melhor, cada ser (já que podemos incluir também os não-humanos) tem sua própria sexualidade, com suas nuances e mutabilidade. Logo não existe o “diferente” dentro deste conceito, existe apenas a expressão da sexualidade de cada um.

      Em terceiro, é bobagem se acreditar que a hossexualidade ou a bissexualidade ameaçam a procriação. Apenas para ficar no terreno prático, se assim fosse a civilização grega não teria prosperado, baseada que era no homoerotismo como relacionamento padrão.

      • Ve

        Obrigada pela resposta!

        Eu não acho errado que uma doutrinação religiosa tenha nos dado o conceito do que é normal. Apesar de eu não ser religiosa, eu acredito que qualquer religião prega o amor ao próximo em primeiro lugar e acho que isso é bom para qualquer um. É bom termos uma sociedade cristã porque todos sabem que a bondade é o caminho a ser seguido. Uma pessoa que não é instruída desde criança que a bondade é o certo não tem como discernir o certo do errado. Não acho que seja ignorância ter uma base cristã,

        Quanto a sexualidade, concordo com você, eu não quis dizer diferente num sentido ruim. Só por eu pensar diferente de você não quer dizer que eu seja “normal” e você anormal, quero dizer que somos iguais porque os dois pensamos, só que de maneiras diferentes, do mesmo jeito que temos sexualidade diferentes. Eu quis dizer “normal” como um padrão, um padrão que deve continuar sendo seguido. Não acho que devamos mudar o padrão de criar nossos filhos como menino ou menina. É claro que como no caso do autor do relato, se a criança mostra que é diferente desde cedo os pais devem orientar e não impor o que acham que deveria ser.

        É obvio que extinguir a humanidade seria impossível, mesmo se o padrão fosse o homossexualismo, até mesmo porque existiriam as pessoas diferentes, que seriam os heterossexuais, e também por existirem outros meios de se procriar, como a fertilização. Mas a sociedade de hoje é diferente da grega. Por termos uma base cristã, acreditamos no casamento e em se ter um único parceiro (voltando ao padrão). Portanto, seria mais normal as pessoas nascerem por fertilização do que pelo método natural. Mudar um método natural, seria muito radical.

        É melhor aceitar as diferenças. Só porque temos a sexualidade diferente não deixamos de ser iguais, de ser humanos. E acho que acabar com uma base cristã não seria bom para a humanidade.

      • http://www.facebook.com/richard.andeol Richard Andeol

        O problema do conceito de “normal” dentro de uma doutrina religiosa é que ele é sempre artificial e excludente, já que elege certos comportamentos como certos ou errados baseados não na natureza humana, mas em uma percepção cultural de uma certa época de um ideal metafísico, geralmente associado a um discurso de dominação e poder. Pior que isso, cristaliza esta percepção e a aliena não só da própria natureza e conhecimento humanos, como de toda e qualquer nova mudança social e/ou cultural.

        Religiões, particularmente as monoteístas, costumam pregar o amor ao próximo, mas este amor é bem maior ao “próximo” que divida a mesma crença. De novo é fácil se verificar o caráter excludente e etnocêntrico no discurso religioso. Quando se acredita em uma doutrina como sendo a detentora de uma “Verdade” absoluta em detrimento da “Verdade” de outra doutrina, automaticamente rebaixamos esta outra e seus seguidores a um patamar inferior, de não-salvos, impuros ou, no mínimo, equivocados. Acho que não preciso citar exemplos, históricos ou atuais, estrangeiros ou nacionais, de todos os males causados por este embate. Abraçar uma doutrina religiosa e sua noção de normalidade de maneira fundamentalista, é virar as costas para o conhecimento de um universo de possibilidades que nos define enquanto humanos.

        Acreditar que só existe ética dentro do cristianismo é outro equívoco, já que princípios éticos existem em qualquer sociedade, de qualquer religião, ou mesmo independente desta. A ética religiosa é até mais frágil, pois baseada em uma visão metafísica e mitológica, e não na experiência empírica. Com isso não quero dizer que não exista bons princípios éticos no cristianismo, mas apenas que estes princípios podem existir igualmente fora dele.

        Veja que quando você diz: “eu acredito que qualquer religião prega o amor ao próximo em primeiro lugar e acho que isso é bom para qualquer um. É bom termos uma sociedade cristã porque todos sabem que a bondade é o caminho a ser seguido….” Você prova o que eu disse no parágrafos anteriores. Primeiro você afirma que toda religião prega o amor ao próximo, para logo depois colar a noção de “bondade” à sociedade cristã, inconscientemente (eu espero!) excluindo outras sociedades não cristãs, passando a ideia de que não têm a bondade como valor. Percebe como a religião leva ao preconceito sem que percebamos? O resto do parágrafo é ainda pior, pois encerra a ideia que uma criança só pode aprender a discernir o certo do errado dentro de uma educação cristã. Bem vinda ao fundamentalismo religioso! Depois não adianta culpar o taliban!!

        Fui criado por uma mãe atéia e um pai cristão sem religião, cresci ateu e lhe asseguro que tenho uma noção de certo e errado melhor do que a maioria dos religiosos que eu conheço. Aliás, a intolerância e o preconceito são características muito mais religiosas do que atéias, e pelos motivos que já comentei. Portanto, a bondade, a tolerância e o amor ao próximo podem ser até melhor ensinados fora de um ambiente cristão.

        Quando diz que o “normal” é o padrão, está sendo intolerante, pois a SUA ideia do “nomal” é o SEU padrão. Ideia esta que está atrelada aos SEUS princípios, mas não necessariamente ao de outros, nem necessariamente estes são naturais aos todos os seres humanos. Ninguém, portanto, é obrigado a seguir a SUA noção do que seja “normal”.
        Lembre-se que em outras épocas o “normal” era escravizar negros. O “normal” era a mulher ser totalmente obediente ao seu marido, não trabalhar, não votar e apanhar calada. O “normal” era se queimar bruxas em fogueiras, e qualquer pessoa, ou livro, ou animal que se afastasse da bondosa doutrina religiosa. Portanto a noção de “normal” se modifica o tempo todo de acordo com o tempo e a cultura.

        Achar que a sexualidade se divide em homo e hetero é ter uma visão muito estreita do tema, até porque a sexualidade é indefinida e mutável por natureza.
        Cada pessoa tem sua própria sexualidade, e esta sofre modificações ao longo da vida. Portanto, somos todos iguais em nossas diferenças. Tanto cristãos como os bilhões de seres humanos não cristãos, todos sujeitos aos mesmos desejos, paixões, erros, acertos, etc..

      • Ve

        Eu só gostaria de deixar claro que em nenhum momento escrevi que só existe ética e bondade dentro do cristianismo. Muito menos disse que “uma criança só pode aprender a discernir o certo do errado dentro de uma educação cristã”. Não acredito nisso e acho um absurdo a sua afirmação, como se eu tivesse dito. Fiquei até angustiada quando li o seu texto. Fiquei imaginando a possibilidade de outras pessoas entenderem da mesma maneira, li novamente o meu texto e só consegui concluir que por você não ter argumentos suficientes você fala mentiras sobre o que eu escrevi.

        Se não for o caso, quero explicar meu ponto de vista:
        A bondade e a maldade são inerentes do ser-humano e o meio em que vivemos influencia sua formação, por isso uma sociedade cujos valores são bons tenderá a formar pessoas boas. Independente de se ter ou não religião.

        Por vivermos numa sociedade judáico-cristã-democrática nós seguimos seus valores. Uma sociedade que evoluiu da grega, evoluiu da romana, onde a diversão era ver pessoas serem mortas como se estivessem no circo, evoluiu da inquisição, da escravidão, de tantas outras coisas e continua evoluindo. Hoje em dia a sociedade é melhor do que era anos atrás, cada vez mais justa, mais democrática e mais aberta a diferenças (É claro que ainda precisa melhorar).

        Por fim, o “normal” ao qual me referia é o padrão da sociedade em que vivemos. O “normal” ou padrão da sociedade é mutante e evolui sempre.

        Concordo plenamente que “a sexualidade é indefinida e mutável por natureza. Cada pessoa tem sua própria sexualidade, e esta sofre modificações ao longo da vida.” Uma pessoa ser criada com a orientação sexual de acordo com o sexo que nasceu é o meio natural. Ela que decida sua sexualidade de acordo com a sua evolução. Sem precisar sofrer nenhum preconceito por causa disso.

        Concordo plenamente que “somos todos iguais em nossas diferenças. Tanto cristãos como os bilhões de seres humanos não cristãos, todos sujeitos aos mesmos desejos, paixões, erros, acertos, etc..” alias foi o que eu quis dizer com “É melhor aceitar as diferenças. Só porque temos a sexualidade diferente não deixamos de ser iguais, de ser humanos.”

        Concordo que a religião para algumas ou muitas pessoas é limitante, assim como a militância por uma causa, as convicções políticas, enfim, tudo se torna limitante quando se acha que é a verdade absoluta. As pessoas ficam intolerantes. Eu sei que muitos religiosos atacam os diferentes deles, assim como muitos militantes da causa gay atacam os religiosos. Assim como alguns religiosos querem exterminar os gays, alguns militantes querem acabar com a religião. (esses são todos exceções, tem muitos religiosos que aceitam as diferenças e muitos gays que não estão nem aí para religião). E você atacando a religião perdeu meu respeito quanto a uma discussão que achava que era válida, passou a ser um militante da causa gay, com a sua verdade absoluta.

        Essa foi minha opinião, acho que todos somos iguais e não sou religiosa mas defendo os valores da sociedade em que vivemos, acho que temos que aceitar as diferenças, não acho que sou dona da verdade, muito menos da absoluta, e acho que sempre podemos mudar e melhorar, evoluir.

      • http://www.facebook.com/richard.andeol Richard Andeol

        Ve, acho que sua leitura do meu texto foi bastante superficial, mas admito que detectarmos nosso próprio preconceito é sempre muito difícil. Se reler meu texto, verá que exemplifiquei o que disse com suas próprias palavras. Mostrei como cai em contradição ao fazer um enunciado e contradize-lo inconscientemente em seguida. A falta de argumentação portanto, não foi minha.

        Todo o seu discurso girou em torno dos benefícios da ética cristã na formação do caráter, excluindo qualquer outra possibilidade como “diferente”. O que tentei mostrar, e pelo visto não consegui, é que a formação ética pode ser feita sob qualquer outra religião, e até na ausência dela, não sendo necessariamente pior ou melhor que a cristã, inclusive porque vivemos em uma sociedade plural, com várias etnias, culturas e religiões, e várias interpretações de cada uma delas. Aliás, uma visão universalista das religiões tem muito mais chances de construir uma ética mais sólida, tolerante e democrática do que a construída sob apenas uma doutrina. Fiquei até angustiado por não ter entendido minha argumentação, que por sinal é bastante simples.

        “A bondade e a maldade são inerentes do ser-humano…” Os instintos é que são inerentes ao ser humano, a percepção do que é bom ou ruim, do conceito de bondade e maldade são construções sociais do meio. Eu diria, preferencialmente, que uma sociedade humanista, que põe o homem e a natureza como valores centrais, tenderá a construir uma ética mais humana e tolerante.

        A visão de “evolução” (no sentido qualitativo) histórica linear é falsa. A história nos mostra, e de forma bem clara, como frequentemente a evolução (no sentido temporal) se faz sob um altíssimo custo da tolerância e do bem-estar humano. Estamos sempre obtendo avanços em certas questões e perdendo grande terreno em outras, e apesar de acumularmos conhecimento, não podemos afirmar que isto torna o nosso patamar atual o melhor já conquistado, nem aqui, e muito menos em outros lugares.
        Não vou entrar aqui em comparações com outras sociedade pois cairemos em um assunto inesgotável, mas certamente sociedades antigas têm muito a nos ensinar, a corrigir de nossa acidentada, e muitas vezes equivocada, “evolução”. O que importa é mantermos sempre um distanciamento crítico de nossa realidade, na medida do possível.

        “O “normal” ou padrão da sociedade é mutante e evolui sempre.” O problema nesta afirmação está em se rotular o que sai deste padrão como diferente da norma, quando a verdadeira norma, o verdadeiro padrão deveria ser a liberdade de escolha e expressão. Até porque, como disse antes, vivemos em uma sociedade plural em todos os sentidos.

        A evolução e/ou mutabilidade do conceito de “normalidade” se dá, justamente, pelo questionamento das limitações destes parâmetros, sempre! É o que estamos fazendo aqui. É o que este publicação do Rui Castro faz.

        E a contradição mais reveladora: “Uma pessoa ser criada com a orientação sexual de acordo com o sexo que nasceu é o meio natural. Ela que decida sua sexualidade de acordo com a sua evolução. Sem precisar sofrer nenhum preconceito por causa disso.” Mas se você acha que existe uma educação específica “de acordo com o sexo que nasceu”, e que isto tem a ver com sentir ou não atração pelo mesmo sexo, você já está exercendo um enorme preconceito sobre o indivíduo. Natural é educar um indivíduo independente de sua orientação sexual, que fluirá normalmente, como deve ser. Nesta afirmação você denota claramente o seu preconceito, ao achar que a atração pelo mesmo sexo pode ser incentivada por uma educação liberal, e que portanto, deve ser preferencialmente reprimida por uma educação específica. Muito preconceito sob muito eufemismo.
        Nessas horas os antigos gregos têm muito a nos ensinar, quando o valor de um homem era dado pela sua ética, pela sua inteligência, e isso nada tinha a ver com orientação sexual.

        “Só porque temos a sexualidade diferente não deixamos de ser iguais…”. Todos os indivíduos se particularizam em sua sexualidade, porque cada um de nós tem sua maneira de sentir, de desejar. A diferença de todos, nossas particularidades, é que nos faz humanos e iguais, sem distinção.

        “E você atacando a religião…” De novo seu entendimento do que escrevi foi raso. Quem trouxe a religião para a discussão foi você, e o que ataquei foi a visão de que a ética de uma determinada doutrina poderia se sobrepor às outras e considerada como parâmetro para todos. Não sei se te avisaram, mas o cristianismo não é a única doutrina. Exatamente por vivermos em uma sociedade plural, de várias religiões e opiniões, é que não poderia me opor a elas, até porque também sou consequencia delas. No entando, vou sempre manter minha crítica a quem defende uma idéia de “normalidade” excludente e anti-natural, e quando digo anti-natural me refiro à natureza humana mesmo. Quem está defendendo uma verdade absoluta aqui?

        Eu, como você, também acho que sempre podemos mudar e melhorar, e para isto temos sempre que exercer nossa crítica aos nossos valores, nunca defendendo-os de forma intransigente, mas continuamente melhorá-los, expandi-los, redefini-los, humanizá-los.

  • hugo pereira silva

    eu sou gay tenho apenas 15 anos me assumi pra minha mãe,eu sei que uma das maiores batalhas de um homo é se aceitar,eu me aceitei assim que tive meu primeiro amor que foi um homem,ele me disse que eu não estava errado ,sou mt feliz sendo gay,uma das coisas que eu quero é encontrar um cara que me ame e olhe nos meus olhos e diga eu te amo!

  • Bobby Discreto

    Já conheci muitos caras assim, que acham que sabem tudo sobre o universo gay, tudo baseado na visão homofóbica que a sociedade tem hoje! Acham que gays são apenas drogas, sexo, doenças, futilidade e baixaria, mas, parece que se esquecem que como ser humano também temos coração! Obrigado ao PdH! Parabéns!

  • Daniel Silva

    Só tenho 14 anos, moro em uma cidade no Nordeste do Brasil, e felizmente sou homossexual. Nunca tive nenhum problema com isso, meus pais, amigos e até uns primos não sabem disso, mesmo assim pelo meu jeito seria fácil desvendar tudo.

    Ainda sou virgem e em sites de relacionamento, os kras pedem minhas fotos e se excitam querendo me comer, outros até não acreditam que seja gay.

    O meu único problema é que é meio promissor, tenho medo do meu futuro, do que pode muito bem acontecer com migo.

    No momento estou apaixonado por um amigo do 3* ano, e decidi apenas contar isso pra ele quando ele sair da escola pois tenho muito medo do que as pessoas podem falar.

    Sobre o comentário desse cara, eu me pareço em alguns aspectos com ele, mas nem tudo eu concordo. Eu serei um tipo de gay que viverá simples, não gosto de beber, não fumo, sou engraçado, tenho amigos e também vou a igreja (fato fundamental na minha vida). Ele pode até esta triste por ser gay, mas tbm à seu lado bom da coisa, vivendo de qualquer jeito….bjus*

  • Andre

    Me identifiquei muito com esse leitor anônimo. Hoje tenho 28 e consegui ultrapassar meus problemas de auto-aceitação. Mas passei, como ele, minha adolescência trancado em casa com medo de ser quem eu era e de que os outros descobrissem. Não conseguia fazer amizades verdadeiras porque não conseguia mostrar quem eu era pra ninguém. Hoje estou num relacionamento estável com outro homem. Nunca participei desses guetos, orgias, cinemas gays, etc que o leitor anônimo descreve. Eu sei que ele existe, conheci pessoas que faziam isso, não julgo quem faz, mas não é meu mundo. E não é o mundo de muitos dos meus amigos gays. Sou feliz hoje porque possuo um grupo de amigos fortes, amigos gays, héteros e lésbicas, não nos julgamos e nos amamos por quem somos. Mas foi muito difícil me aceitar como gay, queria ser héterossexual e dos 18 anos até os 22 tentei relacionamentos com mulheres, mas não consegui. Passei um tempo “assexuado” e depois consegui me aceitar, esse é o primeiro passo. Queria dizer pro leitor anônimo que caso ele queira, pra me enviar um email, podemos conversar, sei o que você está passando. PS: esse gueto que você descreve existe, mas a grande maioria dos gays que eu conheço não faz parte dele.

  • http://www.facebook.com/lady.spleen Gisele Denardi

    Obrigada, como sempre, pelo post maravilhoso… sigo o site faz um tempo e sempre acho coisas valiosíssimas por aqui… Esse artigo não foi exceção… Mas doeu! Sou bissexual e passei boa parte da minha vida tendo os mesmos sentimentos, de ser errado gostar de pessoas do mesmo sexo… Achei maravilhosa a abordagem de vocês e espero o melhor para o leitor que enviou o relato

  • http://www.facebook.com/CarlosPereira.VerdadeOculta Alberto Ramos

    É verdade! A luta em busca de recuperação quando se envolve com esta pratica do homossexualismo é muito grande, realmente tem mães sofrem em busca de recuperação de seus filhos gay.
    Joelma compara gays a drogados e diz ser contra casamento homossexual
    http://colunas.revistaepoca.globo.com/brunoastuto/2013/03/30/joelma-compara-gays-a-drogados-e-diz-ser-contra-casamento-homossexual/

  • http://www.facebook.com/CarlosPereira.VerdadeOculta Alberto Ramos

    – !… É verdade! A luta em busca de recuperação quando se envolve com esta pratica do homossexualismo é muito grande, realmente tem mães sofrem em busca de recuperação de seus filhos gay.
    Joelma compara gays a drogados e diz ser contra casamento homossexual
    http://colunas.revistaepoca.globo.com/brunoastuto/2013/03/30/joelma-compara-gays-a-drogados-e-diz-ser-contra-casamento-homossexual/

  • Pedro

    Ah cara….

    Não sei nem como começar.

    Bem vamos lá.

    Primeiro eu aconselho mano ,de coração, procurar
    ajuda com um profissional para te ajudar nessas questões intimas. Sério me
    ajudou muito.

    Tenho uma história semelhante a sua mas que tem um
    final feliz. (você também pode ter não como o meu mas com outro final)

    Bem o que vou dizer não é a verdade
    escrita na pedra mas apenas o meu ponto de vista como ser humano falível mas
    que esta feliz com o caminho que trilhou.

    Passei por tudo o que passou de verdade e te digo
    que a religião me ajudou MUITO a superar as minhas dificuldades,sou Kardecista,.

    Não se ponha rótulo amigo. Se você é
    gay, ativo, passivo, hetero, bissexual, bichinha, travesti ou seja lá qual for
    a gíria que usam. SEJA VOCÊ. Feliz contigo mesmo.

    Não perca tempo indo ao meio. Nunca fui
    em saunas e cinemas entretanto concordemos que é um lugar com uma vibração
    pesada não é verdade? Já fui muito em boates e bares e não fui santo fiz muita
    coisa errada, magoei e fui magoado muitas vezes.

    Procure ambientes sadios para ir e
    ESQUECE essa de achar alguém. Porque quando menos espera seu par de sapato
    velho aparece. Seja esse sapato mulher ou homem.

    Primeiro você deve resolver essas
    questões intimas e se aceitar para viver em paz consigo e poder caminhar.

    Por incrível que pareça conheci minha
    alma gêmea em uma mulher e olha que eu era assumido para amigos próximos e família.
    Casei e estou 4 anos casado e minha esposa teve um bebe e estamos felizes. Ela
    sabe de meu passado e me aceita pelo que sou e tenho ainda, selecionado a dedo,
    poucos amigos gays que mantenho contato.

    Para você ser feliz não precisa casar
    com uma mulher por favor entenda isso.

    Procure um trabalho voluntário porque
    quando ajudamos os outros somos os mais beneficiado e procure uma religião (
    pelo amor de Deus uma religião que não é contra o homossexualismo).

    Queria falar mais coisas mas por um
    post é tão complicado.

    Desejo muito que você se ache e rezo
    aqui por você guri.

  • Leandro

    Cara, acima de tudo, ame-se, ame quem você é, ame seu corpo, auto estima é a nossa base de sustentação na vida. Caráter e moral você já demonstrou que ter, e muito, preocupação, respeito e amor pela sua família você também demonstrou ter, o problema é que você os respeita, os ama, mas não se respeita, não se ama. Ser gay é algo que se dá naturalmente, você mesmo disse que não escolheu ser gay… isso não é uma doença, muito menos algo degradante e vexatório, e sim, uma condição inerente à muitas pessoas, que implica em que duas pessoas maiores de idade escolheram se relacionar, e por uma questão de desejo natual delas, é com pessoas do mesmo sexo. Tenha orgulho de quem você é, do seu valor e da sua coragem (e você foi muito corajoso permitindo essa postagem), ser gay é mais um detalhe, como ser canhoto ou gostar de comida italiana… seja feliz do jeito que você é. Você acha que muitos heteros também não sofrem? As vezes, por serem gordos, ou negros, ou por se acharem feios, desajeitados…. Amigo, na vida sempre acharemos que estamos fora do padrão em alguma coisa, e talvez nem os maiores modelos e sociais estejam fora disso, o que temos é passar por cima disso e percebermos o quanto de valor nós temos, e o quanto podemos contruibuir para quebramos paradoxos e criarmos uma sociedade que aceite mais as diferenças e dê oportunidades para que todas as formas de ser feliz sem prejudicar outro alguém sejam aceitas. Gays podem ser felizes, basta se convencerem disso.

  • http://www.facebook.com/dennymarcels Denny Marcel

    “O mundo masculino é fascinante. Carros, bebidas, mulheres, esportes, e há ainda a liberdade, a camaradagem e a praticidade de vocês.”
    Sei lá, desde quando “carros, bebidas, mulheres” são VIRTUDES, do mundo masculino (ou de qualquer realidade)? Também sou gay e te digo uma coisa, meu amigo corajoso por fazer esse relato: tenho meu carro, vivo enchendo a cara, fico com caras na balada (e às vezes com meninas), faço academia, sou livre, tenho amigos heteros (e gays), tenho camaradagem e conheço poucas pessoas que são mais práticas do que eu. Existem guetos? Sim, mas também existem guetos no mundo hetero. Porém existem espaços onde você será aceito e respeitado sem ter que se submeter a esse vazio do qual você tanto reclama (e com razão). Existem pessoas maravilhosas – porque a condição sexual não diz nada sobre nossas virtudes -, basta você procurar no lugar certo.

  • klg

    as vezes eu penso , poxa por que mereço isso ? por causa do preconceito do meu pai ? deus eu odeio isso em mim e quando as pessoass falam que eu tenho jeito de gay me da um vazio ! eu odeio ser gay .

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