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Profecias autorrealizadas: você vê o que espera ver

Fabio Bracht

por
em às | Artigos e ensaios, Mente e atitude


“Se você acha que consegue ou se você acha que não consegue, você está certo.”
Henry Ford

A sua crença de que algo ou alguém é de uma certa forma muitas vezes é justamente o que acaba fazendo com que aquele algo ou alguém seja daquela forma.

Talvez você já tenha percebido essa dinâmica em ação na sua vida. Saiba que ela tem um nome: self-fulfilling prophecy. Em português, profecia autorrealizada. O termo foi cunhado apenas em 1950, pelo sociólogo Robert Merton, mas a dinâmica já vinha sendo observada e, por consequência, usada em obras de ficção desde muitos séculos atrás.

Gif Dominó

Se você pirar junto comigo, essa imagem corre o risco de fazer algum sentido ao final da leitura

“Tá vendo?!”

Exemplo 1: Colega novo de trabalho. Por algum comentário ou atitude aleatória, começa a ser taxado de cuzão. Alguém comenta: “Nossa, você viu tal coisa que o Fulano fez? Muito cuzão, cara. Muito cuzão.” Todos começam a se relacionar com o cara novo a partir dessa perspectiva. A dinâmica foi sutilmente instalada, e a maioria das interações passam a ocorrer num palco em que esse é o personagem que o Fulano representa.

Em algum momento, Fulano faz alguma coisa realmente cuzona – como qualquer pessoa faz às vezes, já que todos temos essa capacidade. “Falei que ele era cuzão! Tá vendo?!”

Exemplo 2: Casal de namorados. Felizes, até que um dia ele encontra uma suposta evidência de que ela possa estar tendo um caso com outro. Dentre as várias atitudes que ele poderia ter, começa a pensar que ela possa mesmo ser uma traidora. Ações dela que antes passavam despercebidas agora, sob essa nova dinâmica, parecem golpes e confirmações da suspeita. Ela percebe que algo está errado. O relacionamento entra em crise. Ela se torna mais aberta a conhecer alguém melhor.

Algum tempo depois, ela termina com o namorado. Diz que conheceu alguém com quem simplesmente se sente melhor. “Falei que ela estava me traindo! Tá vendo?!”

Escher Hands Man

O livro You Are Not So Smart dedica o capítulo 42 inteiro às profecias autorrealizadas. O autor David McRaney explica que as pessoas tendem a agir conforme as “etiquetas” que colocamos nelas. Em um experimento feito em 1978, professores foram informados que alguns de seus alunos possivelmente seriam superdotados, de acordo com resultados de testes de QI que haviam feito. Mentira. Os alunos não fizeram nenhum teste e eram normais. Mas as suas notas começaram a melhorar.

Apenas por acreditarem que os alunos poderiam ser superdotados, os professores passaram a agir com eles dentro de um outro prisma, esperando o melhor e acreditando nos seus resultados. Por sua vez, isso motivou os alunos.

Levando essa lógica para o lado negativo:

  • pessoas zoadas na escola podem passar a acreditar que são “dignas” daquele tratamento.
  • caras que sofrem dois ou três fracassos em conquistar mulheres podem passar a acreditar que não são capazes de conquistar ninguém, parando de tentar.
  • mulheres que sofrem duas ou três traições podem passar a acreditar que nenhum homem presta e agir com ciúmes e possessividade em qualquer relacionamento, efetivamente ajudando a causando suas próprias futuras traições.
  • um aluno de música com dificuldades em afinar o seu instrumento “de ouvido” pode começar a achar que, se não consegue nem isso, muito menos será capaz de aprender teoria musical ou composição.
  • um solteiro que tenta fazer um arroz básico e queima a comida pode se convencer de que é “um desastre” na cozinha e acabar nunca tentando um prato mais elaborado.

Um último exemplo, dessa vez autobiográfico.

Há alguns meses, em uma atitude que não consigo descrever com outro termo a não ser “burrada”, dei o pontapé inicial em uma dívida que cresceu relativamente rápido e me tirou o sono por muito tempo. Arrasado por dentro por ter me permitido chegar a tal ponto graças ao que eu entendia como pura burrice, eu me convenci de que não sabia lidar com finanças. Parecia real para mim. E assim foi.

Meses depois, busquei ajuda de algumas pessoas, e algo fascinante aconteceu: elas me trataram não como o idiota que havia se permitido entrar em dívidas por um motivo facilmente evitável, mas sim como uma pessoa inteligente que cometeu um erro mas tinha total capacidade de sair dessa situação tão fácil como havia entrado. Parecia real para elas. E assim foi.

As respostas que recebemos dependem das perguntas que fazemos

A realidade é menos definitiva do que parece. É plástica, moldável e diferente para cada um de nós. As coisas que você vê ao seu redor só estão aí, do jeito que estão, porque você está aí para percebê-las do jeito particular que você as percebe.

O aqui e o agora que você tem são frutos do seu olhar específico, que poderia ser outro, das suas crenças, que poderiam ser outras, do seu estado mental, que poderia ser outro. A vida pode ser inteiramente diferente para duas pessoas que estão exatamente no mesmo lugar, ao mesmo tempo, vendo e ouvindo e sentindo e cheirando e tocando as mesmas coisas.

O processo de construção da realidade é como se estivéssemos em uma caixa completamente preta, sem nenhuma luz, sem enxergar nada, e para saber como são as coisas, precisamos perguntar. “De que cor?” “É azul!” “Está frio?” “Não!” “Eu sou amado?” “Sim!” E assim você vai construindo o seu mundo, de acordo com as perguntas que faz.

E quem responde essas perguntas quando elas são feitas pelas pessoas próximas? Nós mesmos. Nós temos meios de influenciar alterações na realidade dos outros – assim como eles têm de fazer isso na nossa. A mágica é estar ciente desse processo.

Gif Cachorro

A realidade é o cachorro. Dependendo de como você olha, ela dança ou para

O valor de um elogio

“É impossível não acabar sendo do jeito que os outros acreditam que você é.”
Gabriel García Márquez

Somos atraídos por amantes, cartomantes e qualquer um que tenha uma visão positiva sobre nós. Não apenas por vaidade, mas (principalmente?) porque deles recebemos influências firmes, e geralmente positivas. Gostamos de ouvir que somos lindos, que temos talento, que somos dedicados, que somos carinhosos, que fodemos bem, porque assim nos achamos mais lindos, desenvolvemos nossos talentos, nos dedicamos mais, agimos mais vezes com carinho e fodemos melhor.

Sendo assim, é importante ter em mente que nós também ajudamos, da mesma forma e o tempo todo, a moldar os outros a partir da nossa percepção deles.

Um amigo meu insiste que “mina de balada não vira namorada”. O que ele ainda não se deu conta é que a mulher que está ali, se permitindo rebolar até o chão e dar gritinhos histéricos “cazamiga”, enchendo a cara de tequila, é a mesma menina de bem que é, já foi ou ainda vai ser o grande amor da vida de algum cara igual a mim e você e ao meu amigo. Ela só é uma “mina de balada” (tradução na realidade dele: descartável depois dos primeiros beijos) se assim for construída.

A realidade do outro é tão plástica quanto a nossa, e podemos nos relacionar diretamente com o que há de melhor nele. Assim, realçamos e trazemos à tona essas qualidades, à frente de qualquer outra coisa.

Eu sinceramente não me enxergava capaz de escrever este texto, que é sobre um tema bem mais amplo do que os que eu costumo abordar. Mas os meus colegas do PdH botaram fé. Se eles enxergaram o potencial em mim, eu não tive como continuar negando a existência desse potencial. Nesse sentido, estas próprias palavras que você lê agora são resultado de uma profecia autorrealizada.

Fabio Bracht

Toca guitarra e bateria, respira música, já mochilou pela Europa, conhece todos os memes, idolatra Jack White. Segue sendo um aprendiz de cara legal. [Facebook | Twitter]


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  • http://www.facebook.com/rodrigosantiago Rodrigo Santiago Juacaba

    bacana ver outros membros do PdH escrevendo sobre temas que só o Gitti ousava abordar…

    • http://www.facebook.com/people/Nick-Matos/100000112885301 Nick Matos

      Cara, percebi a mesma coisa. Achei estranho esse texto nao tá em Cabana. Muito foda o texto.

  • Convidado

    o nível das contribuições do Bracht tem se elevado constantemente

    parabéns, sua conduta me inspira a adentrar à cabana, quando eu estiver mais estabilizado

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Se você esperar as condições estarem favoráveis pra fazer qualquer coisa, nunca vai fazer nada. ;)

      Se o treinamento que a gente faz juntos na Cabana te soa como algo que possa ser benéfico, entre logo. Não tem por que esperar. 

      • Convidado

        hehe
        imaginei que surgiria algo nesse tom

        a espera tem data marcada e acontecimento específico catalogado
        espero entrar logo, logo

        mesmo assim, vlw pelo incentivo

        e parabéns novamente pelos últimos posts

      • Bruno

        Fabio, talvez ele esteja se referindo à questão financeira. Eu, por exemplo, passei 3 meses na cabana e gostaria de voltar, mas a falta de grana não deixa.

  • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

    Porra, Bracht!

    Fodasso, cara! Parabéns, seu puto!

  • Fernando

    Putz, me senti bem dentro desse texto, o povo me zoava tanto que hoje eu meio que auto-mezôu.. Vou parar com isso e partir pra me melhorar.. afinal, se eu não acreditar em mim, vai ser mais dificil alguém ver algo de bom em mim, certo?

  • Rafa

    Bingo!

    De onde se conclui que tudo na vida é questão de fé. Ou, mais especificamente, o quanto de fé que botamos nos outros e em nós mesmos.

  • http://www.baixinhoinvocado.blogspot.com.br/ Wagner Villa Verde

    EITA … como assim o Fábio pegando pesado no texto ??

    Sério … muito bom começar o dia dessa forma. É uma maneira excelente de avaliar a imagem que temos dos outros e que fazem de nós mesmos !!
    Acho que o grande aprendizado no texto é a imagem que devemos passar aos outros … não com a intenção de que nos vejam melhor, mas para que a imagem propagada não nos prejudique. Nesse ponto, acredito que o grande lance está na honestidade e no caráter … pois ninguém consegue manter uma imagem falsa por tanto tempo.

    Fábio … acho que vc deve continuar mostrando mais textos assim.

  • marcoarthuso

    Vou ler este texto até decora-lo e não amis esquecer dos fundamentos aqui expostos. PQP

  • Liordino

    Caraio, Fábio, parabéns! Que texto foda!! 
    Bom demais começar o dia com uma leitura dessa!

  • http://www.facebook.com/people/Yago-Bruno-Dantas/100001296506331 Yago Bruno Dantas

    Esse texto me lembrou essa música do Oasis; Whatever
    http://www.youtube.com/watch?v=9gWMjHnBj-A 

  • raphaellz

    Parabéns Fábio! Muiiiiito bom o texto!

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000479062089 Fernanda Pamplona

    Ótimo texto!! Ótima maneira de começar o dia!! :)

  • http://www.facebook.com/caducbraga Carlos Eduardo Correa Braga

    Te acho um “cuzão” desde aquele texto sobre o futebol. Ainda bem que não vi que você era o autor antes de ler esse texto. Senão ia rolar essa coisa de “profecia autorrealizada”. Brincadeira, obviamente.

    Belíssimo texto. :-)

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Mas eu sou cuzão mesmo. 

      Aliás, além de cuzão eu sou hipócrita: critiquei a galera que torce pra futebol, mas essa semana tá rolando E3 e eu tô “torcendo” que nem o Fred em tempos de Copa do Mundo. Mais ridículo ainda. :P

      Tamo junto. 

  • http://www.facebook.com/Misterrocha Marcelo Rocha

    Ótimo texto Fábio! Muito bom ver que aquele carinha que escrevia os melhores post de games no Continue também escreve extremamente bem sobre assuntos mais profundos. Parabéns.

  • Eduardo Amuri

    Bracht is on fire.

  • Arthur Franco Ferreira

    Que porrada mental logo de cara rs. E o gif dos dominós colabora ao extremo com isso.

    Excelente texto, Fábio.

  • Lucas Abduch

    Muito bom!
    Agora só falta mudar seu texto de assinatura, não?

    Você me parece um cara legal o suficiente, tendo em vista que minha definição de “legal” é: Alguém com quem eu gostaria de conversar.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Vou mudar hoje. Aquele texto tá me incomodando faz tempo. Valeu por cutucar a ferida. :P

  • Eduarda Vassanezzi

    Você acaba sendo do jeito que os outros acreditam que você é.
    Cada um tem sua personalidade mas sempre nos influenciamos por julgamentos alheios a fim de melhorarmos como pessoa ou não. 

    Eu nunca levava a sério os caras que eu conhecia em baladas, sempre achei que eles estavam a fim só de curtir, da mesma forma que eles sempre achariam isso das mulheres em geral. Há fases que realmente queremos curtir, não ter ninguém em mente, para não atrapalhar no estudo, trabalho, cotidiano…
    Até que comecei a namorar um.  rsrs
    Como a gente se contradiz, não é mesmo? 

    Ótimo texto !! Reflexivo !! 

  • http://www.facebook.com/antoniochangao Antonio Chang

    A profecia autorrealizável pode colocar a pessoa numa espiral de negatividade, tanto como pode colocá-la numa espiral de virtuosidade. Acho muito maluco, mas acredito que é essa espiral de virtuosidade que os cristãos de muito tempo atrás chamavam de “fé”, e que os cristãos de hoje desvirtuaram e esqueceram o significado. É isso também que os budistas chamam de poder da mente. A mente pode ser usada para moldar a realidade percebida, acelerar aprendizados, desenterrar habilidades, eliminar traumas… é um tema gigantesco e fascinante. 
    Se uma dia temas como “fé” e “poder da mente” voltarem a ser percebidos como centrais na sociedade, mudanças fundamentais poderão ocorrer. É de pirar pensar sobre isso. De uma certa forma, é como se em nossa sociedade atual, racional e objetiva, um aspecto fundamental da vida fosse deliberadamente boicotado da nossa existência. A queda desse boicote não impactaria somente o modo como as pessoas se relacionam, mas também toda a organização econômica, social e política também!

    • http://www.facebook.com/people/Alexandre-Duque/100000092202852 Alexandre Duque

       É impressioannte perceber como apesar de um tema tão complexo, este tratado, TODAS as religiões, correntes filosóficas ou apenas idéias de um colegial espinhento em crise existencial se baseeiam na mesma coisa. Fé [!!?], e como “ela” supostamente nos ajudaria a melhorar.

    • Vinicius Ragghianti

      Concordo contigo! 

      Inclusive, todo aquele papo de “lei da atração” que ficou muito conhecida pelo filme “O Segredo”, na minha opinião nada mais é do que isto que você acaba de dizer neste comentário.

      A clareza que o texto abordou o assunto é sensacional, parabéns ao autor!

  • Marcos Augusto Nunes

    Isso tem conexão com o texto sobre “relações abertas”. A estreiteza de nosso imaginário e os sistemas de coerção social é que nos fazem presas das profecias, estas devedoras das concepções errôneas que temos por verdadeiras em razão da correspondência delas com o que compreendemos por “realidade”. Erros se sobrepõe a erros e, daí, temos nossa vida, nossa sociedade, esse merdalelê todo. 

  • Lucas Franco

    Cara, essa coisa da auto-motivação é tensa. O negativismo é um círculo vicioso. Só piora e só piora e só piora. Mas ter uma visão positiva também é complicado e difícil. Pode levar a uma interpretação meio “azul” demais da vida. Qual é o caminho do meio?

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Não acho que o ponto principal dessa ideia seja muito relacionado a auto-motivação.

      Esse é um tema muito amplo, que passa por toda a nossa construção de realidade, mas, para mim, a principal noção é a de se relacionar com o que há de positivo nas outras pessoas.

      Se a gente sempre tentar fazer isso (mesmo que nem sempre consiga), provavelmente vamos melhorar as nossas convivências de modo geral, trazendo à tona as qualidades do outro. 

      E aí já entramos num outro conceito, que seria o de gerar o chamado “capital social”. http://en.wikipedia.org/wiki/Social_capital

      • Lucas Franco

        A idéia então seria construir uma imagem positiva de si e dos outros e incutir essa idéia nestes (que eles também devem ser positivos), criando uma teia de (auto)avaliações positivas. E como admoestar outras pessoas (e entender os esporros alheios, mesmo que pareçam levianos), mantendo esse espírito positivo?

  • Marcela Lima

    Ainda bem que te incentivaram a escrever, o texto ficou ótimo! Parabéns.

  • Eduardo de Oliveira

    Parabéns Fábio! Um texto muito gostoso de ler, com uma linguagem simples tratou de um assunto bastante complexo (como relatado no final do texto) e que, para mim, é considerado a raiz do comportamento humano. São realidades que já havia parado para pensar sobre e que já havia lido no PdH anteriormente, e hoje vejo que o que importa é o valor que damos as coisas que ocorrem em nossas vidas, e podemos transformá-la a partir do momento que analisamos estes valores e damos nosso próprio valor a eles, tornando-os insignificantes ou maiores, como o caso do namorado “obscecado” por uma possível traiçao, seu mundo acabou se tornando isso.
    Já havia desistido de tentar aprender a tocar violao, mas estou começando a pensar que posso fazer isso e está nascendo novamente a vontade de aprender, ;)
    Um abraço, novamente, parabéns pelo texto!

  • Frankelvin

    Ótimo artigo, com tema interessantíssimo, e bem escrito.

    Só gostaria de fazer uma ressalva: na primeira sessão do texto, ficou meio parecendo que todos os nossos julgamentos são baseados em impressões falsas, que todas as pecepções são 100% subjetivas. Mas não é bem assim: há pessoas que parecem cuzonas e são cuzonas de fato. Muitas das meninas perdendo a cabeça na balada, não são “para namorar”
    mesmo (pelo menos não para mim, meu estilo de vida não combina com isso,
    mas não as julgo mal e sei que existem homens feitos sob medida para
    elas).

    Existem fatos, existe um mundo objetivo que é sempre o mesmo. O que acontece é que cada um tem um filtro perceptual, que distorce um pouco (ou muito, dependendo da pessoa) os acontecimentos. Sempre haverá distorções, então cabe a cada um usar a cabeça para corrigi-las o máximo possível, e assim pensar com clareza, o que leva a se tomar melhores decisões. 

    Enfim, para mim, o erro está em se deixar levar pelas impressões iniciais sem julgá-las com mais cuidado. Grifo em “sem julgá-las com mais cuidado”.

    Espero ver mais artigos desse tipo no pdh.

  • Gleidson

    Cara, não tem como fugir dessa máxima: “a palavra tem poder”…Cria ou destrói uma realidade, basta acreditar.
    Nós somos os únicos responsáveis em limitar nossa visão de mundo. !! 

  • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

    Incrível Fábio, meus eternos elogios a você sempre acabam parecendo pouco perto de trabalhos como esse. 

    Um adendo apenas que, depois desse texto, você devia passar a se considerar um cara suficientemente legal. 
    [Bro' fist]

  • http://www.facebook.com/leonnardocr Leonnardo Chagas Rabello

    Fabião, mandou benzaço nesse texto!Me vejo muito no aspecto negativo da porra toda, sofrendo com as consequências.

    Abração, e que venham mais textos matadores como esse ;)

  • http://www.facebook.com/leonnardocr Leonnardo Chagas Rabello

    Concordo com o Brandão, em gênero, número e grau! :D

  • http://www.facebook.com/people/Gustavo-de-Santana/1784635557 Gustavo de Santana

    Fábio, quero ser seu amigo, você é muito foda.

  • http://twitter.com/Suzy_Hekamiah Suzy M. Hekamiah

    Muito bom texto!

  • http://www.facebook.com/people/Eduardo-Osorio/100000140326114 Eduardo Osorio

    Tudo é perspectiva!!!

    E o única coisa que não podemos resolver é a morte!!! 

  • LUCIA MOREIRA

    muito muito bom parabens.

  • LuizZamboni

    Me lembou uma frase de livro de auto-ajuda que tem lá em casa, “O poder infinito da mente”, algo assim…em certo momento ele diz:
    “Não dê poder a ninguém” , quanto permitimos que os outros nos digam o que somos estamos dando um poder a essas pessoas que elas não deveriam ter. Por outro lado quando dizemos aos outros o que eles são estamos agindo  esstamos exercendo poder sobre elas, seja positivamente ou negativamente.
    .Expandindo um pouco a questão, acho que cabe a todos fazer um filtro a nosso favor, o problema é que o filtro a nosso favor nem sempre é um filtro onde “só os elogios” devem ser levados em conta, as vezes as críticas fazem muito melhor se forem assimiladas como pontos a serem melhorados.
    .
    Outro ponto : Como eleger as pessoas certas para ouvir críticas ? Maquiavel tem uma opinião sobre isso.Não lembro ao certo as suas palavras, mas era algo como “não deixe qualquer um se dirigir desrespeitosamente a vc”, por isso o rei maquiavélico tem conselheiros, só estes, pessoas intimas e sábias podem lhe criticar com sinceridade. Obviamente devem ser pessoas sábias.

  • Vanessa Bertato

    Muito bom e real :) é bem isso mesmo eu tb ja fui muito zuada quando era mais nova por ser feia e hj em dia acredito q eu ainda me enchergo assim e as pessoas tb!!

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100003905779604 Vanessa Bertato

    Muito bom!!!Eu acredito muito nisso e acredito muito também que uma imagem uma vez distorcida é muito dificil retornar ao ponto inicial…Eu era muito zuada pr ser feia na época da escola e hoje mesmo dizendo o contrario eu ainda acredito nisso!Tem picos de melhoras quando as pessoas elogiam sim mas depois retorna ao ponto de partida…acredito que muitas pessoas tb pensam como eu

  • Tassia Carvalho

    Muito bom! Parabéns!

  • http://twitter.com/lucasscharf Aleatório

    Ótimo texto, mas se me permite uma contribuição. Apesar do termo ser da década de 50, esse assunto era tratado não somente na ficção mas também por correntes filosóficas que é o caso da Ittoen e da Seicho-No-Ie (ambas são filosofias/religiões japonesas que datam do começo do século passado).

    No mais, parabéns pelo ótimo texto ^^

  • http://www.facebook.com/people/Sérgio-Rocha/100002183117720 Sérgio Rocha

    Fabiao, caso vc nao tenha ouvido falar de Janela de Johari vale apena dar uma olhada. .

    Complementa seu texto de uma outra perspectiva. .
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Janela_de_Johari 

  • http://profile.yahoo.com/VULNU6TSYMGCY6ME23HWKYW5SQ Isa F.O.

    Poô cara, parabéens. Porra o texto ficou muito bacana, e sim, eu me surpreendi ao ver que você era o autor, mais ai depois de ler pensei, porque não ele ?, e como você disse tudo é questão de moldar (: 

  • http://www.facebook.com/people/Reysi-Pegorini/1398276764 Reysi Pegorini

    ê Bréquite, gostei e parabéns por se permitir sair da sua zona de conforto com esse texto. Conclusões que fiz: Primeiro, nas minhas aulas de estatísticas nós sempre aprendemos que não importa qual será a resposta da nossa pesquisa o que importa é se temos boas perguntas, as perguntas movem o mundo e logo fiz o link com seu texto dos porquês e depois eu viajei e lembrei do filme “A origem” esse lance de plantar idéias na cabeça dos outros, é um jogo de manipulação profunda que pode ou não ser positiva e lembrei do texto do namorado controlador/manipulador. Texto ótimo provocou um efeito dominó na minha cabeça. =)

  • http://www.facebook.com/people/Marcio-Piovezani-Duarte/1096875548 Marcio Piovezani Duarte

    Parabéns, ficou demais a abordagem de um tema complicado.

    Acho de grande importancia dividir este texto com meus amigos, que certamente não verão como eu vi, mas espero proporcionar a oportunidade de internalizar este entendimento sobre a visão. 
    Assim como eu mesmo o preciso fazer muito.

  • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

    Pelo que noto, é uma forma de auto pré-conceito também. “Não vou dar certo, logo, não dou certo” ou “Dou certo, logo, dou certo”. 

    Tento pensar em um maior número de “prismas” possíveis (ou não). Só que muitas vezes me pego no preconceito do “não dou certo, então não dou certo mesmo”.

  • http://www.facebook.com/people/Danilo-Macedo/100000544766713 Danilo Macedo

    Excelente texto! Eu já tinha percebido alguns casos assim nos outros, mas não em mim.. O texto me serviu pra perceber que isso acontece também comigo, me encaixo perfeitamente no exemplo ”
    caras que sofrem dois ou três fracassos em conquistar mulheres podem passar a acreditar que não são capazes de conquistar ninguém, parando de tentar.” Agora resta descobrir como reverter isso..

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      Para alguns, reverter isso seria transformar o negativismo em um otimismo. Só que é difícil tal atividade, porque ser otimista neste caso também requer o cara ser “cabeça feita”, e aguentar “nãos” por aí. E é nisso que tem que se pensar: ser otimista, mas ter um “quê” de realista.

      O exemplo do Bracht sobre gestão financeira é um bom exemplo: muitas vezes pensamos “putz, não consigo tal coisa”. Aí aqueles que são amigos mesmo falam “não é que você não consegue. Precisa corrigir isso, e aquilo, e aí consegue” ou dizem “seja aplicado que vai”. 

      É aí que nessas horas também ter boas amizades ajudam. Bons amigos de verdade são meio que “espelhos” de sua atitude e podem mostrar o que a pessoa erra para a mesma corrigir :)

  • http://profile.yahoo.com/AUSMUZJO655IHKZQ6C43JSKQ7A Camila Amorim

    Ótimo texto! 

  • http://www.facebook.com/alfredostrezza Alfredo S Trezza

    Cara é isso mesmo!!!

  • http://www.facebook.com/rayane.luiza.92 Rayane Luiza

    Apreciei muito o texto, me trouxe a memória a frase: “Não vemos o mundo como ele é, mas como nós somos.” uma parte do livro O Monge e o Executivo.

  • http://www.facebook.com/ruiantunesbr Rui Antunes

    PNL pura! Parabéns pelo texto.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Sério que isso é PNL? Eu não conheço nada de PNL, só sei bem por cima do que se trata.

  • http://www.facebook.com/people/Leo-Felicio/100001301061628 Leo Felicio

    Parabens por este e por outros textos bem elabrados

  • http://www.facebook.com/people/Leo-Felicio/100001301061628 Leo Felicio

    Parabéns por este e outros textos bem elaborados!!!

    E obrigado por sua primeira resposta aos comentários, pra mim foi mais uma alfinetada me encorajando a entrar pra Cabana!!

  • JarbasR

    Meu medo maior aí é um fato que pareceu ter fugido um pouco a idéia, pois o texto parece ser focado em mentes já feitas ou já mal feitas. Não se fez menção as mentes limpas! Aquelas que se criam da união de duas mentes já feitas, estas sim sempre foram meu foco de preocupação, pois venho vendo muita coisa ruim que vem daí. As cabeças de hoje são frutos de Profecias autorrealizadas das cabeças que as geraram desde o berço até as faculdades, e elas saem para o mundo para se perpetuarem e reproduzirem-se e aí esta o perigo do ciclo vicioso de heranças equivocadas e normalidade implantada. E a cegueira do fingimento sócio-cultural, a prisão de seus sentimentos, a vida sacrificada em prol de uma felicidade duvidosa.

    Este texto meio que sem querer coloca um pouco de luz sobre o texto “Queria ser hétero, mas não consigo” do Alex Castro, mostrndo um dos pontos neurais de nossa sociedade.

    Eu questiono muito se Profecias autorrealizadas seriam regras em nossa programação ou apenas um vírus oportunista de nossas fraquezas.

    • http://profile.yahoo.com/VVU3MICN6PCGFJCRJONBMPXCGA Luciana Mbm

      Adorei a expressão “vírus oportunistas de nossas fraquezas”…

       Bem certo que somos (até certo ponto) resultado da nossa criação familiar (seja na continuidade, ou na contrariedade)… Quanto a ser preocupante… não sei… Se por um lado podemos ser resultado  dessas “profecias autorrealizadas”, por outro temos o poder – acredito eu – de quebrar qualquer ciclo já criado…

      Sei que sou resultado do meio em que vivo, mas adoro surpreendê-lo e subvertê-lo!

      Beijos ;)

  • Kevenr

    Caramba, texto sensacional mesmo.Fabio, voce podia destrinchar mais sobre isso em outro post, é bem interessante.

  • http://www.facebook.com/glauberamos Glauber Dutra Ramos

    muito bom o texto! fodastico!

  • http://www.facebook.com/people/Renan-Felippe-Correa/100000791971084 Renan Felippe Correa

    numa aula de sociologia aprendi que nosso melhores amigos sao aqueles que nao destroem sua auto imagem para com a sociedade… muito interessante isso

  • Tiago Irineu

    Simplesmente, o melhor artigo do ano para mim.

  • Arthur Brito

    Muito bom! Parabéns!

  • http://www.facebook.com/arthurbritocg Arthur Brito

    Muito bom! Parabéns pelo texto.

  • http://www.lojasilva.com.br/ Lojas Silva

    Isto é coaching meu amigo!

  • Tatiana

    Foi muito bom ler este artigo. Você me fez acordar do ciclo que estou de pensar que não estou conseguindo nada porque não sou o perfil que procuram. Realmente se eu continuar assim, não conseguirei nada mesmo.
    Obrigada por me fazer acordar! =]

  • Daniel

    http://www.youtube.com/watch?v=9gWMjHnBj-A You are free to be whatever you want.

  • http://profiles.google.com/pedrop8 Pedro P8

    Melhor post que já li aqui. A auto-referência no final foi genial.

  • http://www.facebook.com/jaqueline.hirakawa Jaqueline Hirakawa

    Estou impressionada, é engraçado. Já havia pensado sobre isso, e acredito nisso… Só não sabia que já existia uma teoria. 

    Belo texto. 

  • http://twitter.com/LavoisierSantos Lavoisier Santos

    Estou impressionado. Eu já pensei assim, já me livrei de profecias autorrealizadas huahauhauuah mas não sabia que isso era uma teoria.

  • http://www.facebook.com/people/Victor-Domingues/100001849918704 Victor Domingues

    Puuuuta Texto !!! Parabéns !!!

  • Diego

    Excelente, acabei de lê no metro, e já observei todos… Na minha profecia…

  • Pingback: O Dr. Stephen R. Covey ensina a trabalhar | PapodeHomem

  • http://www.facebook.com/joycenathalia Joyce Trindade

    Eu estava pensando muito sobre algo parecido com isso hoje cedo, depois de ter tido contato com uma pessoa de quem eu tinha gostado, mas que outras pessoas me alertaram que ela era chata. Eu tinha ficado meio triste ao ouvir aquilo, porque, até então, eu estava conversando com ela sobre como prepara um prato que ela estava, justamente, preparando naquele exato momento, e ela vinha correspondendo super bem à enxurrada de perguntas que eu estava fazendo. Depois do comentário que fizeram, fiquei ressabiada, a cena havia mudado. Ela era a “chata”. Fiquei pensando nisso de como engessamos a realidade, e que talvez eu, por ser de fora, sem querer, estava mostrando uma outra faceta daquela pessoa às outras que estavam acostumadas a enquadrá-la na classificação “chata”, mas aí, não adiantou, porque eu mesma fiquei com medo de continuar conversando com ela… triste.

  • Beatriz Manganelli

    Muito bom, parabens!

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  • Ree

    ha filmes que possa ver onde se verifica essas profecias?

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