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Onde começa a traição?

Fábio Rodrigues

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Fábio Rodrigues

Designer, desenhista, professor de estética, guitarrista e baixista na banda Vacine, coordenador no CEBB Joinville e na Cabana PdH. Facebook e Instagram.


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  • PolyGall

    Começa na mente, quando inconscientemente você começa a criar situações para realizar aquele desejo que não quer admitir..e que guarda lá no fundo…e que talvez nem tenha tanta consciencia ou não queira ter….com medo de alguma coisa que não sabe direito…talvez medo de você mesmo.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Andou na rua, viu um cara, pensou “ai, se eu te pego”. Já fodeu? 

      • http://www.facebook.com/tomas.erick Erick Tomas

        Se a pessoa não for uma babaca obssecada por sexo, a traição começa quando a mulher fica devagar na hora do sexo ou quando o cara não dá assistencia pra mulher… depois disso começa-se a perceber que a pessoa nem é tão parecida e se encaixa tão perfeitamente contigo como imaginava antes…

        A partir daí pode-se dizer

        FUDEU!!!!

      • PolyGall

        Não sei, isso é tão relativo…Eu escrevi pensando no desejo latente, lascivo..que normalmente não acontece com pessoas desconhecidas na rua. Esse tipo de atração é muito comum, e dificilmente vc vai “armar” situações para leva-la para a cama. Eu, particularmente, acredito que a traição (se é assim que podemos chamar, nasce muito antes da trepada escondida na escada, ou no motel…a coisa brota aqui dentro, na nossa mente, e devagar vamos buscando por isso.

      • http://www.facebook.com/tomas.erick Erick Tomas

        Concordo com você, Polly. Sobretudo nós, homens, lidamos com esse tipo de pensamento constantemente. Agora, eu sou do tipo de cara que preza pelo relacionamento, esteja ele uma merda sei que pode melhorar, esteja ele uma maravilha aproveito porque sei que pode piorar… e assim caminha, ou deveria caminhar, as relações entre as pessoas em todos os niveis.
        Mas que é mais fácil se deixar levar pelo, como vc disse, “desejo latente, lascivo…”, quando se está com o relacionamento passando por problemas, isso não é com certeza. A relatividade está na capacidade de cada pessoa lidar com esses momentos e conter suas taras e perceberem que sexo, no fim das contas, é apenas sexo… é uma busca pessoal, sem qualquer comprometimento com a outra pessoa. Quando solteiro me sinto bem comendo 1 por dia… Comprometido não vejo sentido em trair alguém que está disposta à estar comigo… Mas isso varia de pessoa à pessoa!!! :)

      • Luiza passos

        Nao necessariamente … as margens do desejo e da realizacao podem ser infinitamente distantes … E vamos la … Traicao tem que ter ato consumado …

  • Math

     Acredito que seja no momento que a pessoa quebre os acordos do inicio do relacionamento, podendo ou não ser a traição, uma mentira ou algo que seja do acordo de ambos, quando um quebra já pode ser considerado uma traição, não física, mas de acordos, que PODE levar a traição física dependendo em que se enquadra o que foi quebrado.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Acordos de relacionamento? Estamos falando de um namoro ou de duas pessoas que abrem uma empresa em sociedade?

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

         todo relacionamento q tive sempre teve um acordo, bracht. bem formal, bem explicito, do que pode e do que nao pode fazer. bem fundamental isso.

      • Rodrigo Cambiaghi

        Fundamental pra quem Alex? os meus nunca tiveram e funcionaram bem.

      • Eu_Du

        Os meus também não tem e eu converso bastante sobre isso. Mas meu questionamento é, qual é o seu limite? É o beijo? Então se eles ficarem cheirando o pescoço um do outro, cheios de tesão não é traição?

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

         :) cambi, é fundamental pra quem quer ter um relacionamento que fuja do padrão.

        todo relacionamento tem um acordo. tem que ter. sem exceção. a diferença é q, quando não se fala nisso, ambas as partes presumem que está valendo o acordo tradicional, tipo eu não posso foder nem beijar ninguém e nem vc, e pronto. entretanto, mesmo nesses casos, eu acharia legal rolar um acordo, tipo, pode falar de sexo com uma amiga pelo msn? isso é traição? etc.

        no meu caso, q sempre vivi relacionamentos que fogem do padrão, o acordo é fundamental. qual é o safe word? pode trazer outras pessoas pra fuder em casa? ou só pode fuder na rua? pode viajar com outras pessoas? se eu transar com alguém, você quer saber? os amigos um do outro são off-limit para transas eventuais? etc etc

        alias, planejo escrever um livro justamente sobre os diferentes tipos de acordo que regem as relações abertas.

        as relações fechadas sao todas iguais, mas cada relação aberta é aberta de um jeito único.

      • http://www.facebook.com/iodris Fabio Rodrigues

        A página amarela tem uma pergunta contemplando os acordos ;-)

      • candy

        concordo, Fábio. mas gente, particularmente acho que se trai quando se nega o que se está sentindo: a verdade. se a relação é aberta ou não, qdo acontecer algo “extra” (não sejamos hipócritas, acontece mesmo!), se não puder ser compartilhado que seja ao menos assumido e bola pra frente, praquê mimimimi? se algo despertou fora do quadrado é pq teve brecha, alguma coisa abriu precedência, não existe crime, é tão simples…

      • Rodrigo Cambiaghi

        Discordo Alex.

        Fazer “acordo” no relacionamento não impede que a outra pessoa fique chateada.

        Não é porque ta combinado que pode foder outra pessoa que alguém não possa ficar magoado em algum momento na história.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

         cambi, 

        “Fazer “acordo” no relacionamento não impede que a outra pessoa fique chateada.

        Não é porque ta combinado que pode foder outra pessoa que alguém não possa ficar magoado em algum momento na história.”

        vc está discordando do que eu não falei. jamais falaria uma besteira dessas. todos os relacionamentos que tive tiveram acordos e em todos, como não poderia deixar de ser, alguem saiu magoado ou os dois. é inevitável, ué. somos humanos.

      • Rodrigo

        Bem colocado, Alex. Deve ser a terceira vez que vejo este assunto de traição surgir nos comentários do PdH e alguns tentando empurrar a ideia de que, se a traição ocorrer, ela deve ser encarada como algo “bom” e que devíamos estar preparados para aceitá-la, questionando a existência do acordo. 

      • http://www.facebook.com/people/Mariana-Springer-Almeida/100000457724871 Mariana Springer Almeida

        Todos relacionamentos têm acordos implícitos, e acho que este é o maior problema. Tá bom: você sabe que você não deve beijar ninguém, mas, como apresentado no texto, existe muito mais.

        É como a história do swing: tem que ter um acordo. Só pode ir juntos? Só pode transar juntos? Tem que ser com alguém “aprovado”?

        Acordos explícitos podem não ser fundamentais, mas, na minha opinião, facilitariam qualquer relacionamento, monogâmico ou não.

      • Rodolfo Stanic

        Particularmente, não entendi o problema de se ter acordos em um relacionamento. Todo mundo tem um limite, o seu parceiro deve conhecer o seu e você o dele para que ninguém faça nada possivelmente doloroso. Simples assim. Traição, para mim, é quando se foge do que foi estabelecido como “limite” entre essas duas pessoas. Se atrair por outro, de forma puramente sexual, é natural e não envolve sentimentos de ninguém enquanto o ato não for consumado.

      • Welington Veiga

        Os relacionamentos tradicionais também tem um ‘acordo’ que é o padrão, se não se conversa nada vale aquilo que é convensão, todos os compromissos, responsabilidades e direitos em relação ao outro. Experimenta deixar de lado dua companheira pra ser cobrado segundo ‘esse’ acordo.Concordo com @Alex Castro e @Rodolfo Stanic, esse “acordo”  varia de casal pra casal, pode ser o óbvio, estar só subentendido ou ser uma coisa completamente diferente. Traição é violá-lo.

    • Everton

      Na minha opinião, nada justifica uma traição. O fato é q quando o sentimento acaba, a pessoa tem q ter a honra e o compromisso de admitir q ja não sente nada pelo outro antes de trair. Não ser omisso, covarde e mesquinho. Pois a covardia de dizer a verdade é q gera uma traição.

  • Dalton

    É normal olhar alguém e “babar” inconscientemente.
    A traição começa a brotar quando a pessoa dá uma segunda olhada. Uma terceira. Uma quarta. E por aí vai.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Mas é na segunda, na terceira ou na quarta?

      • Dalton

        Bom… como eu disse, começa a brotar na segunda.
        A partir daí só vai crescendo.

        É claro, temos sempre que ter em mente que trair é quebrar a confiança. Se a pessoa está em um namoro, a traição seria ela pular a cerca, sem aviso ou consentimento do companheiro. Se o companheiro sabe e aceita, já não é traição.

      • Dalton

        De maneira geral, trair o companheiro é simplesmente você fazer um “acordo” de que vai ficar só com ele (geralmente chamado de namoro, mas nem sempre), e ir ter relações amorosas/sexuais com outras pessoas. Traição existe. É simples assim.
        E não é pq a pessoa dá a desculpa de “querer sexo com outros” que ela está deixando de trair.

      • Clarissa

        A traição é uma injustiça! Pq um tem que resistir às tentaçoes e o outro não????? Vocês acham legal imaginar a namorada de vocês sendo beijada e tocada por outro?

      • débora

        O que vocês acham do marido almoçar na casa da amiga e mentir que almoçar em outro lugar? E quando se descobre diz que foi almoço rápido para trabalho?

  • http://www.facebook.com/people/Bruno-Alcântara/100002339187896 Bruno Alcântara

    Pô só faltou trazer algumas respostas à essas difíceis questões. Pra mim, traição acontece quando você trai a confiança de alguém(dãã…), simples assim. Quando você mente pra um pessoa sobre algo que fez já está traindo ela, está traindo a confiança que a pessoa depositou em você. Só que eis a questão uma traição pode ser menor ou maior e quem define isso é a pessoa que foi traída. Talvez ela não se importe com uma mentirinha sobre uma cervejada no fim de semana, mas talvez ela não perdoe o fato de você estar pegando a melhor amiga dela enquanto ela está trabalhando.

    • Eu_Du

      Mas e pra VOCÊ? Quando ou onde começa a traição?

    • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

      “Confiança que a pessoa depositou em você”.

      Gosto desse verbo “depositar”, quando se fala em confiança. Até parece que a confiança é uma coisa boa, que se dá ao outro, como se fosse um presente.

  • http://www.facebook.com/bvlucena Bruno Lucena

    parar e pensar.

  • http://www.facebook.com/bargiela Nícolas Antonio Bargiela

    Doi pensar que, até hoje eu tento entender o porque disto ter acontecido.

  • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

    Ninguém ainda se deu ao trabalho de mostrar que pensou na pergunta “A traição existe?”. Isso mostra um pouco do como somos condicionados a abominar a idéia da poligamia ou do adultério. Mostra nosso “medo da traição” antes de qualquer compreensão a respeito da mesma.

    Não estou além disso, aliás. Também sou do “partido monogâmico” e tremo nas bases quando penso que minha namorada pode nutrir desejo por outros homens. E de forma hipócrita ainda, visto que eu concordo e cumpro o acordo de monogamia, mas consigo separar desejos de ordem sexual e afetiva, logo o que poderia me fazer pensar que ela também não consegue ou não pode vir a conseguir? Assustador, mas não por ser algo terrível ou errado, e sim porque também me enquadro neste grupo que foi condicionado a temer a “traição”.

    • Eu_Du

      Pra mim o principal ponto é esse, Sandro. Existe a traição? O que é isso? Quebra de expectativa de cumprimento de um acordo? 
      Sinceramente não vejo muito isso não. Aliás, não vejo muito claro também não. Não sei como eu reagiria caso minha namorada me “traísse”. Mas na verdade não sei definir o que é ela me trair.

  • http://www.facebook.com/Betania.R.Almeida Betania Almeida

    Tudo é uma questão de deixar claro quem você é, quais seus valores e qual sua postura. A partir do momento que você vai contra isso, é uma traição, a si e ao outro.

    • Pauloazevedo83

      Ok. Mas se os valores são seus e a postura é sua, a pessoa tá traindo o que? A os seus valores e a sua postura?

      • http://www.facebook.com/Betania.R.Almeida Betania Almeida

        Bom, não entendi a pergunta, mas vou dar um exemplo pra explicar melhor. Um casal de amigos ficou noivo. Passou um tempo encontrei o cara no msn, e ele veio com um papo estranho, depois de um tempo se revelou: traía constantemente a noiva, com outros homens.

        Perguntei se ele ia continuar noivo, se ia casar mesmo assim, como foi essa descoberta, se a noiva sabia. Ele disse que ia casar mesmo assim, que tinha descoberto há anos e que ela não sabia. Daí descobri que muito mais gente sabia e que a única pessoa que não sabia era a noiva dele.

        Depois de um tempo ela ficou sabendo. Eles tiveram uma briga enorme mas ela decidiu continuar com o relacionamento. Se casaram e perderam contato com todos que sabem da história. Eu, sinceramente, não faço a menor questão, porque acho que ele mentiu – e mente para ela. Trair para mim é isso, é se apresentar de uma forma não-legítima. Não-autêntica. Há ganhos secundários com interpretações, com incorporações de personagens que não refletem a realidade. Infelizmente a sociedade é feita desses personagens. Mas acredito que podemos ser mais autênticos que isso – e pago um preço muito alto por essa crença…

        A questão que falo sobre saber quem você é, seus valores e sua postura é justamente isso. Quem você é? No que você acredita? E que postura você apresenta ao mundo que te torna legítimo? Que não te faz uma farsa? Entende?

        Traição não se resume ao dilema bigamia x poligamia, é muito mais do que isso. Mas essa é só minha opinião…

  • http://www.facebook.com/people/Alisson-Marques/100000107822960 Alisson Marques

    Começa quando os desejos físicos ultrapassam os princípios que regem as pessoas e os relacionamentos, que dependem de cada um e de cada relacionamento. Na minha perspectiva, se a vontade perdura ao ponto da pessoa se liberar para caminhos que ela sabe que ultrapassam esses princípios (se ela responde aos SMS’s, se ela corresponde ao desejo físico de alguma forma sabendo onde vai dar, etc. é aí que a traição entra.

    • http://www.queropensar.com.br/ Cleyton Bruno

      Mas de onde vem esses princípios? Eles são como leis, imutáveis, sólidos?

      • http://www.facebook.com/people/Alisson-Marques/100000107822960 Alisson Marques

        Creio que os princípios são aqueles que nascem com a nossa formação como indivíduo, que criam a base de como veremos o mundo. A partir deles, nascem os valores.  Não são imutáveis, mas diria que existe um processo de vontade, sacrifício e trabalho árduo para que sejam alterados.

  • tAlves

    Parafraseando um amigo meu:
    “Mandou bem Bagarái!”

  • MoacyrFerrazziniJr

    Não consigo definir bem ao certo o momento da traição, mas acredito em vários ingredientes como combustível para se chegar ao fato, como deixar de ser interessante ao parceiro de um modo bem abrangente. Comodismo, falta de gentilezas, carinhos, brincadeiras, sempre a mesma pegada, engordar demais, estagnar em estudos, ver mais defeitos que qualidades, deixar de se produzir pra ela(e) etc; é o grão que cai na terra fértil da traição. Torne-se constantemente interessante a seu parceiro(a), dá trabalho, mas, a possibilidade de você ganhar um ornamento interessante e visível em sua testa é bem menor. Quem disse que a vida é fácil. Nada é garantido, principalmente quando você foi o primeiro a desistir.

    • http://www.facebook.com/people/Alisson-Marques/100000107822960 Alisson Marques

      A luta por se manter interessante aliado ao desejo do parceiro(a) em lutar pelo relacionamento e compreender que existem momentos de dificuldade, que nem tudo são flores, são essenciais pro sucesso do casal. Afinal, todo mundo acorda com um bafinho, tem uma gordurinha a mais e passa por momentos dificeís uma hora ou outra na vida.

      • http://www.queropensar.com.br/ Cleyton Bruno

        E quando ela te ama, te acha interessante e mesmo assim rola algo paralelo? Você nunca se interessou por outra mulher mesmo amando e achando interessante a tua namorada? Nem só na tua mente?

      • http://www.facebook.com/people/Alisson-Marques/100000107822960 Alisson Marques

        Aí entram os princípios os quais citei mais acima. Como namorada, escolho uma pessoa que tenha basicamente os mesmos princípios e valores que os meus. Se rolar algo paralelo, no sentido do desejo físico ultrapassar todos os princípios e valores, e mesmo ainda com todo o esforço pra se manter interessante e o amor em jogo, eu muito provavelmente tomaria a decisão de não mais estar ao lado dela. Já me interessei sim, claro, mas se interessar e largar tudo de mão por um desejo momentâneo é outra história. Já dizia o velho ditado “antes um pássaro na mão do que dois voando”. Um pássaro que se ama então… O interesse, a vontade, etc, sempre vão surgir na nossa mente, são coisas que fogem ao nosso controle, mas também existe aquela linha e o momento em que pensamos em ultrapassá-la ou não.

  • http://www.facebook.com/people/Júlivan-Arantes-da-Silva/100001032282778 Júlivan Arantes da Silva

    A traição começa no momento que me sinto traído.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Então ela acaba quando você não mais tem a experiência de ser traído?

      Se for, EXCELENTE, isso significa que dá pra você não se sentir traído mesmo quando ela der pra 3 ao mesmo tempo, casar com um, engravidar de outro e viajar com o terceiro pra Paris, por 2 meses.

      • Andre Arcas

         Gitti,

        Concordo quando você diz que traição não é um fato. De fato, definir se algo é traição ou não passa pelo filtro subjetivo de cada um. Mas tampouco é simplesmente uma experiência. A traição reside no significado que atribuimos ao fato. No caso, a uma ruptura do laço de confiança depositado no outro como cônjuge.

        Acho que o Júlian tem razão ao dizer que a traição começa no momento em que ele sente traído. Creio que ela comece quando a confiança no outro como parceiro, pelo menos em determinado aspecto, se rompe.

        Agora, onde ela acaba? Não acho que ela realmente acabe. Acho que simplesmente aprendemos a lidar com ela de uma forma diferente.

      • http://www.facebook.com/people/Júlivan-Arantes-da-Silva/100001032282778 Júlivan Arantes da Silva

        Se ela fizer isso e eu não me sentir traído, não será traição. Mas acho pouco provável que isso aconteça.

    • Eu_Du

      E a outra pessoa é culpada por como você se sente? Ou não há culpados em uma traição?

      • Andre Arcas

        Depende do que você considera culpado. Se culpado for a simples atribuição do agente que traiu, desencadeando o “como você se sente”, então sim, a outra pessoa é culpada.

        Se, no entanto, culpado para você significa quem é responsável por como a pessoa traída se sente, acredito que a culpa seja compartilhada.

        Por um lado, a pessoa que trai – independentemente do calor do momento, do toque de embriaguez, das necessidades individuais (sexuais, emocionais…) – o faz por uma escolha. Ela quis aquilo, mesmo que por um momento, e decidiu trair. Apesar de o sentimento das outras pessoas estar fora do nosso controle, não podemos ser simplistas e afirmar que tudo que se relaciona ao sentir, é de responsabilidade única daquele indivíduo. Se um assassino mata uma criança, duvido que alguém defenderia que ele não é culpado pela angústia e pelo sofrimento da mãe. Não podemos ignorar a repercussão de nossas ações na vida das outras pessoas.

        Por outro lado, os sentimentos humanos, apesar de dependerem tanto de fatores conscientes quanto inconscientes, dependem única e exclusivamente da pessoa a que eles pertencem. Dizer que A, B ou C é responsável pela forma como eu me sinto, é dar a uma pessoa uma capacidade que, na verdade, ela não tem. O que determina em última instância a forma como eu me sinto é a atribuição de significado dos acontecimentos à minha volta. E isso, por depender apenas da interpretação subjetiva do indivíduo, é responsabilidade dele.

        São dois lados antagônicos, aparentemente incompatíveis, mas inafastáveis um do outro. 

      • Eu_Du

        Mas a minha visão é bem essa. Porque numa frase, ” A traição começa no momento que me sinto traído.” o outro é refém de como eu me sinto. Se eu, um belo dia, resolvo que conhecer novas pessoas numa festa é traição a minha companheira não pode mais conhecer ninguém. Se eu decido que beijo não é traição, mas com aquele cara que eu não gosto é, ela fica completamente sem saber o que fazer, como agir.

        Não creio que seja caso de estabelecer regras, mas sim de perceber que os sentimentos e os “responsáveis” por eles são os dois. Acho que mais eu do que os dois, mas os dois.

      • http://www.facebook.com/andressa.cabral.75 Andressa Cabral

        Eu acho que ela não se sente culpada até o momento que a pessoa que foi traída descobre e conta pra ela que já sabe. Todo o sentimento e dor em torno dessa traição é o que faz a pessoa que trai/traiu se sentir culpada. A pessoa acaba se sentindo culpada pela situação ruim que a outra cria em torno da traição.

      • Eu_Du

        Andressa o problema é saber o que é traição. O problema é ver com os olhos do outro.
        A grande dificuldade é estabelecer essa linha. Que na minha opinião não deve ser estabelecida…

        Mas o lance todo aqui é ver como esse conceito de traição tão comum e enraizado é completamente flexível e pessoal. Assim, posso tentar que pra mim, esse conceito fique de alguma forma que não me traga sofrimento, ou traga o mínimo possível.

  • Começa quando o traidor perde o amor que tem nos dentes!!!

    • http://www.facebook.com/people/Tom-Silveira/100002014386915 Tom Silveira

       Hahauhuah essa foi boa! ri demais aqui!

    • Mari

      Na verdade acaba qdo o traidor perde o amor pelos dentes kkkkkk

  • anônimo

    É difícil saber onde começa… nem porque ela existe. Para algumas pessoas a indiferença é a responsável ou a monotonia ou ainda simplesmente apareceu o desejo. Conheceu outra pessoa, nao teve culpa. Eu ja fui casado, fui traído, não traí… descobri tudo e não consegui ficar impassivel. Não sou o tipo de homem que lava a honra com sangue… rsrsrsrsr se é que isso ainda existe. Não teve briga, nem mesmo discusão. Simplesmente disse a ela que se era o que queria, que cada um seguisse seu caminho. Assim fizemos, nos separamos. Depois ela me procurou novamente, disse que havia se arrependido que era comigo que queria ficar, dessa vez pra sempre. Eu perdoei a traição, assumo que tive um pouco de culpa, me dedicava demais ao trabalho. Apesar de ama-la ,eu a deixava muito sozinha, pensava demais no nosso futuro e esqueci nosso presente. Bom, como eu disse perdoei a traição mas nao conseguiria confiar novamente. Não voltamos. Hoje estou em um novo relacionamento. Estou feliz e acho que aprendi. Hoje minha mulher é minha prioridade. 

    • Mari

      Concordo com seu raciocinio, todo relacionamento esta sujeito a entrar numa crise, gerando espaço para que o outro se sinta atraído por outra pessoa…. Esta fora do nosso controle, um belo dia esbarramos com alguém que desperte desejo, ai já era… Ja deu inicio ao processo da traição, ai vai da pessoa decidir terminar ou trair… Geralmente as pessoas pedem um “tempo” rsrsrsr …  oq significa, estou afim de pensar e sentir se realmente quero estar com vc!!!

    • Lu

      “Hoje a minha mulher é a minha prioridade”  Amor não se compra com amor, vc pode se dedicar 100 % naquela mulher mas nada garante que o que vc faz ela vai fazer a mesma coisa ou vai te devolver do mesmo jeito que vc faz com ela. A traição segundo meu conceito é uma coisa inevitável. É a mesma coisa que quando a gente fala do “PARA SEMPRE” pra sempre não existe! sempre os relacionamentos acabam, e quase sempre é por causa da traição, então se torna inevitável.
      Então não deposite sua felicidade em outra pessoa. O que vc esta certo mesmo é curtir o momento, viver o momento. mas com a ideia que ninguem é de ninguem! Ai o pé na bunda, tornase mais facil de superar.

  • http://www.facebook.com/tiago.megale Tiago Megale

    Eu não gostei desse texto. Não gosto da abordagem de evangelização adotada. Acredito que ele não leva em consideração exatamente o fato de ‘mesmo que um dos dois não gostasse da ideia’. Se você sabe que o fato vai desagradar, por que adotá-lo? Cria uma ideia de que confiança e transparência sempre devem ser absolutos, criando uma situação inexistente.
    Todos tem as suas necessidades, todos tem as suas intenções, mas a partir de qual ponto a exposição de tais necessidades e intenções é benéfica? Por que impor algo ao seu parceiro ou parceira, sabendo que ele ou ela não vão gostar?

    Não necessariamente esse tipo de atitude é a mais acertada, pois esse tipo de conversa em si já gera um coeficiente emocional e de questionamentos que muita gente não está disposta a suportar ou a levar em consideração.

    Acho que muito mais interessante é se perguntar o porquê que as pessoas tem essas necessidades, se essas necessidades levam a algum lugar e, até mesmo, se vale a pena buscar isso.

    Nada mais me parece do que uma carta de salvo conduto para dizer ‘você não me completa, live with it’. A expectativa de que a transparência e que a completude serão alcançadas é irreal e pode gerar ainda mais desconfiança e sofrimento.

    • http://www.facebook.com/iodris Fabio Rodrigues

      Tiago, o texto é uma série de perguntas, sem respostas. Não há nada sendo afirmado aí. Onde exatamente você vê “evangelização”?

      E o que não te agradou? (O fato de que estas perguntas foram feitas?)

      Pergunto por curiosidade, mesmo…

    • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

      “Não necessariamente esse tipo de atitude é a mais acertada, pois esse
      tipo de conversa em si já gera um coeficiente emocional e de
      questionamentos que muita gente não está disposta a suportar ou a levar
      em consideração.”

      Normalmente esperamos o relacionamento acabar pra criar disposição e levar em consideração. Eu prefiro fazer durante mesmo. Já reparou que relacionamentos que terminam e voltam sempre tem alguma conversa nesse sentido.

    • Eu_Du

      Tiago me perdi no seu comentário. Ele me pareceu meio contraditório, pelo menos do que eu entendi dele.
      “Se você sabe que o fato vai desagradar, por que adotá-lo? Cria uma ideia de que confiança e transparência sempre devem ser absolutos, criando uma situação inexistente.” 
      Aqui parece que você concorda com os que traem e não contam. Algo como: Se ela não souber tudo bem, ela não vai sofrer mesmo.

      “Por que impor algo ao seu parceiro ou parceira, sabendo que ele ou ela não vão gostar?” Aqui achei dúbio. Ao mesmo tempo que corrobora com a idéia citada acima, parece a defesa “do outro lado”, ou seja, se você sabe que ela não vai gostar, porque sair com aquela gostosa que você sabe que ela odeia? Ou porque beijá-la?

      “Nada mais me parece do que uma carta de salvo conduto para dizer ‘você não me completa, live with it’. A expectativa de que a transparência e que a completude serão alcançadas é irreal e pode gerar ainda mais desconfiança e sofrimento.” Já aqui parece defender a idéia de que esse pensamento do texto é só pra poder trair, uma boa desculpe de que já tinha avisado que era assim, então nem vem com cobranças.

      Me perdi completamente….

  • http://www.facebook.com/people/Pedro-Henrique-Storti/1424866456 Pedro Henrique Storti

    A traição não vem do nada… Não começa tudo com a pessoa pessoa levantando de manhã, e resolve que hoje vai trair o parceiro/a. Agora onde começa exatamente, é um problema complicado. 

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Galera tá viajando nos comentários.

    A gente definiu ontem que a traição existe apenas quando uma pessoa dá 3 beijos longos, emendados, que duram de 3 a 5 minutos, seguidos de um boquete (logo, não há traição possível quando outra mulher pegar a sua mulher) que dure pelo menos 10 minutos e que inclua a frase “Seu pau é melhor do que o do meu marido, adoro te chupar” ou a frase “Minha esposa deveria aprender contigo a arte do boquete”.

    Se isso acontecer, todo sofrimento, revolta, culpa, vingança, confusão, briga é plenamente aceitável, válida, justificada, por qualquer uma das partes.

    Se isso não acontecer, se qualquer outra coisa acontecer (beijos em outras configurações, trepadas, viagens, abandonos, casamentos, filhos), não conta, não vale, não é traição, não tem por que sofrer.

    É isso, galera.

    Abração.

    • http://www.facebook.com/bernardoaraujor Bernardo Rodrigues

      Disse tudo Gitti!

    • Rodrigo

      Não entendi.

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Rodrigo,

        Eu apenas criei uma caricatura do jeito que já pensamos. Só que do jeito que escrevi parece absurdo, sem sentido, maluco, né? Só que o jeito que definimos nossos acordos e o jeito que sofremos quando somos traídos também é igualmente absurdo, sem sentido, maluco.

    • Gill

      É por aí. rsrs Boa, assim tá mais claro. ufa!

  • Francisco

    Traição, até onde entendo, é o ato de quebrar um acordo, não uma expectativa. Falhar em algo que era esperado é frustrante, mas até onde entendo, é falha.
    Agora, no contexto de relacionamentos monogâmicos, a maior parte das pessoas acha que o que está no seu contrato está igualmente no contrato do outro, como se fosse uma regra geral da sociedade. Esses pensamentos demonstram o quão claramente NÃO EXISTE UMA REGRA GERAL. Como disse o Alex, todo relacionamento aberto é diferente. Mas acho que cada relacionamento monogamico também é diferente, está num continuo entre o fechado total e o aberto total, que não são práticos pra ninguém.
    Mesmo o “contrato padrão”, não beijar, não transar, deixa muito em aberto, e muita margem pra desentendimentos. Não faz sentido falar em traição neles, se nunca foi combinado nada explicito. Fica um “eu achei que não tinha problema”, o outro, “mas é óbvio que tem problema, como pode não ser óbvio pra você?” e por aí vai.

    • Eu_Du

      E onde estão os limites pra você? O que você firmaria como acordo?

      • Francisco

         o que eu pessoalmente tenho como limites é meio irrelevante aqui. o importante mesmo é como chegar nessa conversa, que geralmente é totalmente evitada pela paixão de começo de relacionamento, onde a gente só vê o que quer ver, e não faz idéia que a pessoa possa pensar diferente da gente, senão para melhor, seja lá qual for o seu “melhor”.

        Chegar e dizer: estou gostando muito de ficar contigo, e só quero conversar sobre algumas coisas pra garantir que a gente tá pensando parecido”. Colocar alguns limites, pode ler email, fuçar celular? Saber se tem que ligar sempre, avistar onde vai, onde está, com quem está, ou não precisa de nada disso? pode falar que aquela ruiva alí na rua é gostosa ou não pode?
        Essas coisas podem ser definidas na maneira que vão acontecendo, claro, mas de maneira alguma elas são óbvias. cada vez menos os limites são os mesmos pra todo mundo.

  • Rodrigo Cambiaghi

    Fábio,

    Faltou aquele velho questionamento.”Só boquete é traição?”

    • http://www.facebook.com/people/Isa-Belli/1584206490 Isa Belli

       Com todo respeito: p/ caraleo!

  • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

    Onde? Por experiência e pelos comentários observados, é dentro da nossa cabeça.

    Agora, quando começa a traição?!? Pode ser em qualquer uma das frases dos quadrinhos coloridos. Eu já fui tráido no verde, no vermelho e no azul marinho com certeza! E arrisco dizer que no azul marinho sofri menos.

    Então, penso ser melhor não encarar a traição como algum monstro externo que vem nos assombrar, mas sim como um grande monstro que cresce dentro de nós e assombra as nossas relações.

    Acho que se nos auto-observamos com frequencia, possivelmente a traição não vai estar em nenhum desses momentos ou vai estar exatamente nas regras do Gitti!

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Pois é, André.

      A traição não é um fato, mas a experiência de ser traído (ou de trair). Nesse sentido “traição” não é nada mais do que “sofrimento da traição”. Se lidamos com o sofrimento da traição, a “traição” pode gradualmente desaparecer, até entendermos que não faz sentido sequer falar em traição, mas em sofrimento, confusão, alucinação, cegueira, prisão, aflição, controle, ciúme, apego, identidades, obstáculos, fixações…

      • http://www.facebook.com/people/Alisson-Marques/100000107822960 Alisson Marques

        Então posso dizer, nesse caso, que a experiência de ser traído é o fator gerador do sofrimento, confusão, alucinação…?

      • Eu_Du

        Eu não vejo assim… Acho que o fator gerador desse sofrimento, confusão e tal é a sua expectativa quanto ao outro, é o que você acha que o outro deveria, ou não deveria fazer. Então o fator gerador desse sofrimento é seu, vem de você, não do fato de ter sido “traído”.

      • http://www.facebook.com/people/Alisson-Marques/100000107822960 Alisson Marques

        Certo, mas creio que um relacionamento é também uma troca de expectativas. Os dois geralmente esperam que não haja traição. Você deixa uma coisa sua valiosa para o outro cuidar e se ele não cuida bem, é claro que não vamos gostar. Sofremos por isso. Talvez não deveríamos. Mas será possível conseguir não sofrer nada?

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Alisson,

        Eu vejo que a experiência de ser traído gera enorme sofrimento. Já passei duas vezes por isso, por bastante tempo. Mas essa experiência é uma das possíveis numa situação de relações paralelas. Não precisamos passar por essa situação tendo essa experiência. É só esse meu ponto aqui.Sobre o que disse, vejo o inverso: a experiência de ser traído é GERADA por um tipo de confusão, alucinação. É por isso que podemos desfazê-la. Logo, o sofrimento não é inevitável, muito menos justificado.

      • http://www.facebook.com/people/Alisson-Marques/100000107822960 Alisson Marques

        Vejo de forma diferente, Gustavo. Por mais que seja um fator externo, creio que boa parte ou pequena parte (dependendo da pessoa) dos fenômenos externos afetam o nosso lócus interno, criando-se, assim, confusão. No caso da confusão, se o fenômeno externo não ocorre, ela provavelmente também não ocorrerá, e se acontecer será relativa a outro motivo. Vejo que os conflitos internos, as alucinações, entre outros, nascem em boa parte das experiências externas que vivenciamos e não o contrário. Ela vem de fora para interpretarmos e reinterpretarmos por dentro.

      • http://www.facebook.com/people/Isa-Belli/1584206490 Isa Belli

        Gitti, frequentemente gosto muito dos seus enfoques sobre relacionamentos, mas este em especial, me confundiu. Se a traição pode ser experimentada, ela existe (pelo menos para quem experimenta), e assim, é um fato. Assim como o amor, o casamento, a meditação, o relaxamento ou qualquer outra coisa que tenha um conceito abstrato mas que possa ser experimentado. Ou não?! Pode esclarecer esse pontinho?! ;-) 
        O sofrimento pode desaparecer e isso não quer dizer que não tenha existido. Não creio que trocar os nomes resolva o problema.

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Isa Belli,

        É que no caso da traição o processo fica bem extremo: a gente acha que sofre por causa da “traição” (fato externo, alguma situação), não por nossas estruturas internas de apego, ciúme, controle, confusão, cegueira.

        Então acho, sim, que nesse caso ajuda pararmos de pensar na traição como um fato externo, e entendermos que é uma experiência. Sendo uma experiência, quase uma sensação, uma percepção, pode ser mudada, alterada, desconstruída. Nesse sentido, a traição é a própria confusão gerada, não é nada além disso, não é sequer uma situação, um fato.

        Se mexemos na confusão (que não é nada mais do que a ditadura das estruturas negativas), ou seja, se mexemos na nossas próprias dinâmicas internas, em nossa mente e corpo, em nossas relações, conseguimos chegar no ponto de sequer enxergar traição em lugar algum, assim como não achamos que é traição quando vemos um casamento de pessoas desconhecidas. Se fosse nossa namorada ali, pronto, é traição. Mas “nossa namorada” é, num certo sentido, uma alucinação. Então a traição é, num sentido mais radical, fruto de uma alucinação.

        O processo vivido é longo e difícil, não estou dizendo o contrário. Eu acho que nem o comecei ainda, por exemplo. Mas acho essencial não perdemos esse caminho de vista, não achar que a realidade é assim mesmo, que sofremos justificadamente e pronto.

        O que me diz?

      • Karine

        Isa Belli, concordo com o Gustavo quando ele fala que o sentimento de traição é dependente de “estruturas internas de apego, ciúme, controle, confusão, cegueira”. Podemos pegar por exemplo muitos homens (e mulheres tb) que acham que estão sendo traídos, criam toda a situação de traição na sua cabeça, sofrem com isso, no entanto de fato a traição pode nunca ter acontecido ou pelo menos nunca ter sido provada. Mas tiro por mim mesma, nunca fui traída (não que eu saiba :-) mas tenho medo de um dia passar por isso. Esse medo da possibilidade de ser traída em algum momento do meu relacionamento, faz com que eu JÁ carregue um pouco o sentimento/dor de ser traída, claro que não na mesma intensidade se um dia isso acontecer. Para mim esse sofrimento antecipado de traição é reflexo da minha mente insegura, apegada, ciumenta e confusa.

        Abraços

      • http://gustavogitti.com/ Gustavo Gitti

        Oi Isa Belli,

        A ideia é bem simples: quando a gente trata de fatos, estamos tratando de coisas que não podemos mudar e que não passa por nossa mente, não é uma experiência. Logo, nada é um fato, tudo o que existe são experiências de mundo, experiências de fato, sem coemergentes com quem as vive.

        Se tratamos de fatos e sofremos, é inevitável virar uma vítima, culpar outra pessoa pelo que sentimos: “Ela fez isso, eu sinto isso”. Mas nosso mundo interno é sempre co-construído, podemos mexer nele, não é uma causação de fora pra dentro, ainda que isso seja sentido assim quando somos passivos e presos e confusos.

        Se tratamos tudo como uma experiência, entendemos de modo mais refinado: “Ela fez isso e eu estou construindo a experiência de tal e tal modo, o que me leva a sentir isso. Mas basta eu construir a experiência de outro modo para sentir outra coisa. Os movimentos de outra pessoa não podem ter tanto poder assim sobre mim!”.

        A traição não é um fato. Uma relação paralela é um fato. A pessoa foi lá e transou com outro, se apaixonou, tem outra família. Isso se chama relação paralela ou qualquer que seja o nome. Ou seja não é nada inerentemente negativo nisso.

        O que é negativo é a confusão na qual isso pode ou não se construir. É possível ter outra família e todo mundo estar bem com isso, todo mundo mesmo. Não é teoricamente possível? É difícil e raro, mas é possível. Ou seja, não é nada inerentemente negativo nessa configuração.

        O que é negativo é o apego, o sofrimento causado, as tentativas de controle, as violências, brigas, cegueiras… E pra trabalhar com isso não adianta criar uma regra: “Não traia nunca!”. É lindo se pudermos manter uma relação boa sem movimentos que possam parecer ataques, sem “traições”, claro. Mas vamos admitir: tá todo mundo se traindo por aí. Vamos lidar com isso ou não?

        O que vejo foder os casais é essa ingenuidade: “Não vai acontecer nada de ruim conosco, então a gente nem precisa trabalhar com nossas cegueiras cognitivas, aflições emocionais, controle, ansiedade, esperança/expectativa, medo, preguiça, orgulho, ciúme”. E quando rola uma “traição” aí tudo isso vem

      • http://www.facebook.com/people/Tom-Silveira/100002014386915 Tom Silveira

        Agora sim! Concordo o problema é o sentimento de “traição” com as aspas e tudo nele contido. Seja nos relacionamentos abertos e fechados, ou semi-fechados, ou semi-abertos e todas as variações possíveis agente sempre entra neles com um contrato no bolso mas não mostramos, ou por vezes mostramos para o(a) companheiro(a), fazemos acordos, mas sempre com o calor do momento, com a expectativa daquele momento que se esvai segundos depois, ou alguns dias rs. Eu gosto muito do clichê (ninguém é de ninguém), pois se usarmos ele ao entrar numa relação, seja de amizade (homem ou mulher não importa) ou pra transar ou ficar com alguém independente do tempo, só apreciando a companhia, quando acontecer algo do tipo, mesmo que doa, você sabe que aquela pessoa nunca foi sua… e o sentimento de traição se esvai ou enfraquece. Mas por favor pessoal não traia ;)

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100002630545299 Yago Fagundes

    Penso que a traição muitas vezes acontece involuntariamente , com um comentário , ou um pensamento, mas não acredito que isso deva ser levado em consideração , até porque todos sentimos desejos por outra pessoa , é impossivel se prender de verdade a uma única pessoa.

  • Marcos Augusto Nunes

    A traição existe? – Não.
    O que é isto afinal? – Um equívoco que se mantém fundado no medo da perda, que é, em primeira instância, o medo da liberdade, que assombra o primeiro dos deuses – o pátrio poder.

  • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

    Nós não somos nossos pensamentos, nós não somos nossas vontades. Nós somos nossas ações.

    • Eu_Du

      Não acho que somos o que fazemos. Citando o Lama Padma Samten, “somos esse conjunto de coisas que não somos”.

      Acho esse pensamento de somos o que fazemos muito ruim, muito característico de uma sociedade julgadora, punitiva, preconceituosa.

      • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

        Discordo. Somos o que fazemos. Não existe pasado sem termos feito algo, e o futuro vai acontecer se fizermos algo. Não importa o que você acha, o que pensa, o que planeja fazer. Algo só é verdadeiro se existe ação.

        Nós vivemos nessa sociedade, Ainda mais quanto a relacionamentos, não nos relacionamos sozinhos.

      • Manuela

        e tudo aquilo que está no nosso subconsciente, então, não existe? não faz parte de nós? todos os nossos desejos reprimidos, nossos sonhos de infância, as vontades que nunca satisfizemos, os medos que nunca admitimos, também não são parte do que nós somos?

      • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

        Se você não transformou nada disso em ação, foram apenas devaneios. Eu posso imaginar um desenho, mas se eu não coloca-lo no papel, ele nunca vai ter sido real. Apenas uma grande ilusão que eu alimentei por acreditar que as construções da minha mente bastam para concretizar tudo.

      • xlove

        amigo fala mais a respeito disso, tem como? outra coisa o que você me diz de quem quebra o compromisso com outra pessoa e depois fica com panico de fazerem o mesmo com ele?

      • Eu_Du

        Mas, nesse caso, o que é fazer? O que é trair? Eu saí com uma menina, bebi conversei a noite inteira e voltei pra casa de manhã, enquanto minha namorada ficou em casa, sozinha chorando, tentando falar comigo e não conseguindo por meu celular estar ruim.

        O que eu fiz? Eu traí? Eu ignorei?

        O problema de “Somos nossas ações” é que nossas ações sozinhas não significam nada, o que as pessoas interpretam delas é que é o big deal!

      • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

        Nesse caso, seria omissão. Se a ação foi mal interpretada, poderia ter sido executado melhor, com mais clareza. Assim como em um texto ou um discurso, o papel do emissor é fazer a mensagem clara para o receptor, sem ruídos.

        Quando você assume alguma espécie de compromisso (sem o compromisso não existiria a tal traição) você tem um acordo implícito do que é socialmente (e sim, socialmente conta) aceito. Qualquer coisa fora do comum deve sim ser explicitamente acordada.

        No seu exemplo, eu teria procurado um jeito de avisar explicitamente o que eu estava indo fazer. “Vou chegar em casa tarde, tomar uma cerveja com a fulana, meu celular ta ruim deve ficar difícil de falar com você, mas relaxa”. Isso é uma situação na verdade bem comum.

        Pra mim, jogar o argumento “mas o que é traição?”, “onde começa?” são argumentos que direcionam para inocência, mas na verdade escondem um grau enorme de covardia. A verdade ninguém quer botar no pau da mesa e assumir suas responsabilidades e suas ações.

      • Eu_Du

        O meu exemplo realmente não foi muito bom, mas acho que não há como cobrir todas as possibilidades. A não ser que seja o Sheldon e faça um contrato, terão momentos onde suas ações serão mal interpretadas, por você, ou pela sua companheira, ou por terceiros. E aí o sofrimento virá. E não depende tanto de como você coloca a coisa e sim como a outra pessoa sente.

        Isso sem dizer que mesmo em relacionamentos abertos, onde não há o compromisso da exclusividade sexual, mesmo com limites claros, mesmo com tudo muito bem colocado há o sentimento de traição. Quando pegou uma pessoa mais bonita, uma amiga, ou esqueceu de contar, sei lá. Somos seres complexos.

        Não entendi o lance de direcionar pra inocência….

        PS: Cara, eu admiro muito a sua forma de se colocar. É meio que “é o que eu acredito e foda-se”, pode ser confundido com presunção, mas eu gostaria de conseguir me colocar um pouco mais assim, sem rodeios e sem medinhos de ser mal interpretado.

      • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

        Mas ai voltamos para o mesmo ponto. Nos relacionamos com pessoas, pessoas tem anseios, pessoas sofrem (odeio essa palavra) quando anseios não são atendidos. Mesmo quando relações são abertas as pessoas sofrem, mesmo quando as pessoas são conscientes sobre possíveis sofrimentos, elas acabam sofrendo. No final, só sofremos por antecipação em uma abordagem como essa.

        Realmente eu queria parecer menos presunçoso, mas é muito normal confundirem posição e opinião com presunção. Abração mano!

      • Eu_Du

        Em qual abordagem sofremos por antecipação?

        Acho que se tentarmos conversar e ver que traição é uma coisa subjetiva pacaraleo, vamos diminuir nossas frsutrações e sofrimentos, não?

  • http://www.facebook.com/people/Tom-Silveira/100002014386915 Tom Silveira

    A propósito gostei muito da apresentação do texto neste estilo, parabens ficou show.  Começa em nossa mente, achando alguma coisa. Mas reina a hipocrisia, desejo animal está lá e ponto. Mesmo que não se faça nada de concreto, na sua cabeça já ocorreu, fudeu. A questão é como agir e dar vazão ao que se sente sente sem machucar o outro. A grosso modo pode se dizer que começa quando os desejos não estão satisfeitos, e nunca estão, então a todo instante estamos “traindo”, procurando novos desejos pra seguir, é um buraco sem fim. Não começa rs já está lá, se morremos ela continua, independente, como o amor, se ele está no ar a traição também. E se não somos de ninguém, se só nos doamos, não estamos traindo de fato. E se ninguém entendeu o que eu disse… nem eu! rs

  • http://flavors.me/veronicagunther Veronica Gunther

    Onde começa eu não sei, mas a questão é que ninguém quer passar por isso. Pode até passar, mas não é uma escolha. Por isso tentamos criar acordos, métodos, formas, de não viver esse grande desconforto.

    A coisa não é só traição amorosa, mas a quebra de um voto de confiança que foi dado. Desapegar-se do outro, das suas reações, ações e efeitos é algo muito difícil de atingir. Existe sempre uma expectativa, e é daí que vem grande parte da insatisfação. Seja do traído ou do traidor.

    (faz algum sentido isso? Na minha cabeça faz, não sei se consegui explicar.)

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      V., mas você acha que esse é um processo já consolidado, impossível de ser mudado?

      Por exemplo, sempre teremos que dar voto de confiança e sempre sofreremos pra caralho quando o outro não agir conforme o que esperamos, para além do nosso controle?

      Que isso tudo existe eu bem sei, mas eu acho que há outras possibilidades, que não precisamos sempre criar relações com “votos de confiança”, com tanto controle e com tanto sofrimento quando a vida fica mais, digamos, criativa. O que me diz?

      • http://flavors.me/veronicagunther Veronica Gunther

        Se isso é algo consolidado ou não, eu não sei, Gitti.

        Como seriam essas outras possibilidades? Como é criar relações sem votos de confiança? Por que a impressão que eu tenho é que criamos isso quando existe um certo descaso em relação ao outro. Aquele namorado que não está nem aí pra o que a mina dele faz ou deixa de fazer, normalmente é aquele cara que no fim, não está sequer apaixonado pela pessoa.

        Já tive o namoro mais certinho do mundo, o mais aberto, o mais meio termo e no fim, sempre esbarrou nisso: confiança. Independente do grau de “interação” com terceiros.

        E me explica esse “criativa” que não pesquei! hahaha

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        V.,

        Vida criativa: quando surgem relações paralelas, paixões inesperadas (toda paixão é inesperada), putaria do nada, conexões improváveis, e assim vai. Não dá para esperar que a vida seja criativa somente uma vez conosco… ;-) Do mesmo jeito de surge um namoro, pode surgir outro. A vida é sacana.

        Dá para criar relações sem votos de confiança e exigências. Aos poucos, vamos seguindo junto com o outro, até o ponto de entendermos que não faz sentido algum acabar a relação só porque surgiu uma outra história na vida do marido ou da esposa.

        Para mim o ponto não é ter relação aberta, mas lidar com a abertura sempre presente em uma relação, sem mascará-la, sem fingir que ela não existe, sem criar leis que não refletem o dinamismo da vida.

        Você consegue visualizar um casamento monogâmico, careta, que não acaba quando surge uma outra mulher ou um outro cara tocando o terror? Uma relação que segue, em que ambos estão dispostos a lidar com sofrimento, ciúme, porque sabem que isso (o controle, o ciúme) é um problema, uma aflição, não um guia, não é algo consolidado, não “tem de ser assim”. Consegue?

      • http://flavors.me/veronicagunther Veronica Gunther

        Gitti, eu acho que atualmente as pessoas estão vanglorizando demais essa coisa de relação aberta. E digo “relação aberta” resumindo do jeito que vc colocou: relações sem votos de confiança e exigências, lidando com o dinamismo da vida. E me parece um grande unicórnio rosa que caga cupcake. Você pode até ter um por um tempo, mas é uma grande ilusão. Assim como também acho que o monogâmico não tem porque ser careta, vira careta por causa da preguiça. E tbm digo que considero sua definição de “dinamismo da vida” romantizada.

        Uma das possibilidades que enxergo como saudável e construtiva é que os dois explorem esses espaços juntos, lado a lado – se é pra aceitar o dinamismo da vida, que aceitem e vivam juntos. Agora se é pra levar a vida criativa ao pé da letra, já existe um nome pra isso que é “solteiro”.

        Tem algo que não saí do ser humano que é o lado animal. A gente sente cheiros, tem instintos, quer misturar nosso dna com o do outro e criar filhotes. E se tem filhotes, alguém tem que cuidar deles. Como funciona isso numa vida criativa? Até onde eu vejo sempre sobra pra pata da mulher cuidar da cria. 

        Sem votos de confiança, comunidades não evoluem. É uma coisa de parceria, colaboração, troca. Nossas vontades são voláteis. Se cada um se deixar levar pela primeira coisa interessante que passar, já não existem comunidades. Estaremos todos rodando por ai, sem ligações significativas, sem evoluções.

        Você pode até viver assim por um tempo, e é uma grande experiência, mas não vejo isso com sustentável. De qualquer forma, monogâmica, poligâmica ou o que for, no fim das contas, só somos pessoas andando umas do lado das outras. Eu só acho que do jeito que vc colocou, superficializa muito a intensidade daquilo que pode ser uma pessoa caminhar e construir algo do lado de outra.

        Em todo caso, temos a amoreba do Alfredoom pra investigar http://revistatrip.uol.com.br/revista/204/trip-girls/muito-amor-pra-dar.html

        Também conheço um cara que foi casado por 10 anos e eles tinham uma namorada juntos. Acho que ficaram quase 3 anos nessa.

        Tem vários casais entre medíocres e incríveis que levam uma vida monogâmica. 

        Não é uma ciência exata, mas tem algo nessa vida que não dá pra tira: respeito. E muita gt se esquece que o que é respeito pra mim, não é necessariamente pra vc. Conviver e viver com as diferenças é o grande desafio.

      • Camila

        BRAVOOOO, Veronica!!!!! (aplausos!!!!!)

  • Thiago84

    A traição não pode ser de pensamento, deve acontecer sim na vida real. E, ao meu vêr, inicia no momento em que a pessoa está determinada a trair o parceiro devido a um vínculo afetivo com um outro(a) e não leva isso ao conhecimento do parceiro oficial, ou não o deixa no primeiro momento.
    Essa coisa de que para trair é preciso beijar, ou tocar, ou chupar, ou trepar, dar o c*, me poupe. São conceitos sociais e pessoais. Sexo é sexo e ponto final, traição é outra história que pode se confundir um pouco. rsrsrsrsrs.

  • http://flavors.me/brogiatto Nathalia Brogiatto

    Ninguém aqui é hipócrita ao ponto de achar que a partir do momento em que se assume um relacionamento você ou seu parceiro não sentirão desejo por mais ninguém. Vivemos num País de maioria monogâmica, mas nossa mente tende a poligamia. Novidades sempre nos empolgam e seduzir faz um puta bem pra auto-estima. Se você e sua parceira optaram por NÃO ter um relacionamento aberto, quando tiver vontade, terá de pesar até onde vale a pena arriscar a relação. A traição cobra um preço muito alto do traidor, afinal, viver de mentiras deve ser a coisa mais bizarra do mundo. E o que era novidade vira rotina. Então, PRA MIM, a traição começa quando alimentamos a atração, permitindo que elas se desenvolvam.

    • Eu_Du

      E quando ela acontece sem que percebamos? Ou seja, temos um(a) amigo(a) muito bonito(a), mas não nos interessamos. Vamos nos relacionando e de repente pensamos que não seria nem um pouco ruim se rolasse alguma coisa. E aí, cada um pro seu lado e perde uma amizade? Ou se for amigo tudo bem ter essa atração? Ou ainda, ter a atração mas não fazer nada é traição?

      • http://www.facebook.com/people/Alisson-Marques/100000107822960 Alisson Marques

        Se você é comprometido de acordo com ‘as regras’ tradicionais de um relacionamento fechado, creio que não se deve deixar chegar a esse ponto. Se tem atração por um amigo, mas valoriza a relação mais do que isso, acho sim que deve se afastar. Caso a relação não tenha tanto valor assim, pra que continuar?! Não gostaria nem um pouco de saber que ‘minha’ mulher está flertando com um ‘amigo’ por aí… Até porquê, o respeito do próximo sobre o relacionamento alheio hj em dia é mto pequeno.

      • Eu_Du

        Alisson, você se afastaria de uma amiga sua simplesmente pq ela é gostosa e pq vc a comeria? Não digo que você a comeria se ela te desse mole com você namorando, mas vocês solteiros você a comeria, gostosa e tal. 
        Aí você está namorando, ela ainda é gostosa, você se afastaria dela simplesmente pq poderia rolar de você comer ela?

      • http://www.facebook.com/people/Alisson-Marques/100000107822960 Alisson Marques

        Não simplesmente porque ela é gostosa e eu a comeria, mas mais por respeito e apreço que eu tenho por minha relação, Edu. Até porque, esse é o tipo de situação que se você não se afasta é mais difícil de controlar, na minha opinião. Ex: É sua amiga, vocês têm varias afinidades, os dois são atraentes, etc. ou seja, a medida que o contato aumenta provavelmente o envolvimento aumenta também. Falo isso a partir das experiências que tenho e tive nesse sentido.

  • Eliz

    Acho que a traição é só um processo, onde duas pessoas falham. Ou é por que um não dá atenção e não corresponde ao que o outro anseia, ou por que o outro não é companheiro, ou por que o outro não é alguém que te incentiva e fica do seu lado…o fato é que na maioria das vezes a traição acontece por que houve uma falha de um dos lados – ou dos dois lados. E daí, você se sente atraído (a) por outra pessoa que pode suprir as suas necessidades (mesmo que momentaneamente). Ou então, você se apaixona por outra pessoa (fazer o que, acontece). Não adianta ficar tentando achar a culpa ou colocar a culpa em alguém. A vida simplesmente vai passando, coisas vão acontecendo e alguns sentimentos mudando.
    Mas o fato é que só nós somos responsáveis por evitá-la. Se tivermos consciência do que devemos ou não. Abrir mão de certos “desejos” e “vontades” para que possamos continuar fiéis – ou melhor – leais a pessoa com quem estamos. Difícil, não?

  • http://www.facebook.com/people/Isa-Belli/1584206490 Isa Belli

    Onde começa a traição? Bom, se ela começa em algum lugar, existe. O ponto específico, pode ser meio complicado pra se localizar, até pq a idéia de que seja algo relativo é tão adorável … nos faz mais fracos que uns e inevitavelmente mais fortes que outros. A traição começa na consciência. No momento em que a luz pisca lá no cantinho. Vc faria isso (qq coisa: torcer o pescoço pra olhar a bunda da menina na rua, ser muito gentil com a moça/cara do elevador, pagar um drink, tomar um café, ficar secando na academia, trepar loucamente, dar um selinho, trocar sorrisinhos) ao lado da sua namorada, ou contaria exatamente como foi pra ela? Não?! Então, meu caro, a partir desse sinal discreto, saiba que está traindo. Traímos a todo tempo, especialemente a nós mesmos e na medida em que estamos acostumados a nos trair – nosso respeito, regime, sonhos, planos, clientes, amigos, fé, chefes, parceiros, trabalho – vamos nos acostumando com a idéia de trair outros, como se fosse algo perfeitamente aceitável. É fato, todos somos traidores. E como somos competitivos, o que não queremos é ser rebaixados, saber que nos trairam mais do que traímos (ou do que inconscientemente nos propomos a aceitar)- pois isso nos diminui. Acreditamos socialmente que o ato do outro é que reduz nossa dignidade perante aos demais. Dizer que uma pessoa é traidora ou não, é como afirmar que ela é boa ou má. É puro ponto de vista de uma aspecto isolado. Alternamos entre sinceridade e traição, assim como entre o bem e o mal – tudo depende do tipo de atitude que alimentamos.
    Concluo que sim, todos traímos( ainda que não demos trela pra outros e nem coloquemos nosso relacionamento em risco), em menor ou maior grau.

    • Eu_Du

      Se todos traímos, se somos todos traidores, ninguém trai, ninguém é traidor, concorda?

      Então porque manter esse “acordo” que só nos faz sofrer, visto que ninguém consegue mantê-lo?

      • http://www.facebook.com/people/Isa-Belli/1584206490 Isa Belli

        Boa pergunta, Eu_Du. Mas não creio que seja uma escolha. Pelo menos, não ainda, na condição em que nos encontramos. Traímos por que somos falhos, mas não queremos ser. Há algo em nós, que transcende essa lógica: buscamos ser melhores, queremos fazer o bem, queremos ser amados, gostaríamos de não trair e também de não traídos. Queremos ler papo de homem e entrar na Cabana. Justificamos a traição e os nossos erros, sempre como se nos fossem tentados, no sentido de que não conseguimos resistí-los. Trair/errar nos dá uma ressaca moral, não só com o outro, mas  especialmente com nós mesmos – é o sinal inequívoco de que não somos dignos de fidelidade ( nós traímos!). E ao descobrir isso, costumamos gostar menos de nós mesmos. Há algo em nós, uma tendência, uma energia, que nos coloca em estado de repulsa diante de certas coisas e nos leva a buscar, ainda que inconscientemente por outras. Por conta disso, encontrar defeitos nos outros é algo tão comum e saboroso: nos faz nos sentir melhores. Traição não é um conceito sexual, mas o sexo é um meio de se trair.  Acordos são traídos a todo tempo pois não são tão claros e voluntários quanto gostamos de acreditar. Apenas o exercício constante da empatia ( tentar de se colocar no lugar dos outros, como se fossemos os outros com os valores deles, e não nós mesmos, com nossos valores) pode ser nosso guia na missão de superar esse desafio. Mas resistimos a isso. Queremos dar as cartas sempre, como aqueles meninos mimados que quando são driblados na pelada, agarram a bola com as mãos e anunciam: “Essa bola é minha e não quero mais brincar. Acabou o jogo.”

  • Ceci

    ‘Paranóia delirante’ rsrsr .Na boa, é muita presunção (e paranóia) alguém achar que tem o poder de trair outra pessoa. hahahah  Tu podes trair a ti mesmo na hora que quiser e trair os outros apenas quando este te conceder o direito, ou seja, em uma relação, qualquer que seja, o poder de traição é implícito, então ela começa no momento em que confias em alguém, ela começa quando vc mesmo permite. kkkkkkk Será?

  • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

    Onde começa a traição? Raios…quando 2 já não são apenas 2. Não é difícil fazer a conta, juro, gente! Pratiquem.
    Pra que firmar um compromisso com outra pessoa se somente ela não te basta? Se passa o tempo todo à caça, flertando aqui e ali com outras, pra ver se cola? É como falar um “estou te usando enquanto n aparece nada melhor”. Não importa se é algo corriqueiro, caso-de-uma-noite-só. Precisou recorrer a outra pessoa pra se satisfazer sexualmente/amorosamente? A não ser que os dois estejam numa casa de swing (há a proposta e o acordo claro que de haverá sexo com outras pessoas, mas ainda é uma corneada soft), então há traição. Quando vc se sente satisfeito com um parceiro, nem passa pela cabeça se envolver com outra pessoa. As outras se tornam tão desinteressantes. A não ser que você seja um moleque que não consegue controlar o pauzinho que fica duro com um sopro. Se for o caso, continuem solteiros e esperem a puberdade passar. Essa, infelizmente, não respeita a idade delimitada pela Organização Mundial de Saúde.
    No caso delas, digo o mesmo. Fogo na “bacurinha”.
    Questionar se cornos existem? Ma vá…até na casa de swing. É só uma forma divertida de cornear. Vc leva o chifre, dá o troco, todos gozam e voltam pra casa de consciência limpa. O famoso chumbo trocado.

    • Eu_Du

      Na verdade você não respondeu. Você mostrou que não gosta da idéia, mas não respondeu.
      E sério,se mesmo se de comum acordo, mesmo com os dois presentes numa casa de swing é traição é melhor começarmos a perguntar o que não é traição.

      • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

        Eu não respondi ou não atendi à sua expectativa? Não há uma linha tênue.

        Fui pragmática. Eu afirmei em vários pontos:

        “quando 2 já não são apenas 2″, “Questionar se cornos existem? Ma vá…até na casa de swing. É só uma forma divertida de cornear. Vc leva o chifre, dá o troco”, “Não importa se é algo corriqueiro, caso-de-uma-noite-só. Precisou recorrer a outra pessoa pra se satisfazer sexualmente/amorosamente? [...] então há traição”.

        Se nada disso explica o que considero traição, chamem o Pasquale.
        Beijos

    • http://www.facebook.com/people/Mariana-Springer-Almeida/100000457724871 Mariana Springer Almeida

      Desculpe-me, mas olha como a questão é relativa mesmo, afinal, eu não acho que ir ao swing é traição. Mas pode ser se o acordado é só irmos juntos, por exemplo, e ele for sozinho…

      • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

        É uma opinião pessoal, assim como todas as outras do fórum e respeito a sua. Desde a teoria hipodérmica não se trata o receptor de uma mensagem como indivíduo sem personalidade, com reação certa e idêntica dentro de uma massa.
        Beijos, bom dia! ;)

  • Severino

    E ir na zona e comer uma sem beijar na boca? É traição!?

  • http://twitter.com/BrisaFeliz Fernanda Magalhães

    Onde começa a traição? Esse titulo me lembrou o filme “Closer” 
    Pra mim um dos melhores filmes de relação humana que mostra a busca ansiosa pela verdade ainda que acompanhada por uma bela dose de covardia.

    http://youtu.be/ur5ofQhVSrA

  • Raquel Dória

    Eu nunca achei que fosse dizer isso mas a fidelidade sexual é uma escolha e não algo natural. O desejo em nossas mentes é algo intrínseco, perne e insistente… As fantasias estarão sempre trabalhando na nossa mente involuntariamente… Onde começa a traição? Acho que começa  quando partimos do princípio que, ao estarmos em uma relação, jamais iremos nos sentir atraídos por outras pessoas e então estaremos sempre sendo desonestos com o outro e com nós mesmos. Então ceder a toda e qualquer tentação? Claro que não, na prática isso não funcionaria. “Solução”? Admitirmos e aceitarmos o modo como funcionamos e nos livrarmos de vez dessa culpa… estabelecer então os limites e fazer nossas escolhas e se possível dialogar sempre  sobre o assunto com nossos parceiros. … Seríamos mais felizes…

  • Eveline

    Bom, em primeiro lugar pra mim traição existe sim, pode ser até um tabu da sociedade que acaba se tornando um sentimento, o sentimento de ser traído por alguém que você entregou muito. Enfim, de onde começa a traição? acredito que o todo que engloba a traição é principalmente quando no seu relacionamento você não está completa, você está com alguém mas naquele relacionamento há falhas e a partir daí você começa a dá ouvidos ao universo masculino que te rodeia. A traição acontece quando você não está satisfeita com quem você está e você acaba aceitando quando um outro homem conversa contigo, manda mensagens, entre outras coisas, quando seu relacionamento vai bem, teu namorado te completa e você é feliz, não há espaço pra paquera, não há espaço nem pra outro olhar de um homem que não seja o teu, porque naquele momento só ele que te faz feliz, e todo o universo masculino acaba sendo “inexistente”!

  • http://www.facebook.com/people/Luciano-Hahn/100001674832524 Luciano Hahn

    Acredito que isso vai de pessoa para pessoa tb, e a maturidade conta muito, no passado pensava diferente e não dava tanta importância, hoje já com 37 anos, vejo que meus relacionamentos são bem diferentes, pq quando estou num, estou de verdade e dou um grande valor aquela pessoa, ou seja, a traição não começa, pq ela não é alimentada, ver uma mulher bonita ou notar que ela esta flertando, ou a colega de serviço é gata ou a menina da academia é gostosa isso tudo é normal, agora  o meu sentimento é da pessoa que esta comigo então não há pq alimentar estas ilusões então não há início da traição, ela irá começar quando eu alimentar qualquer uma delas, mas aí na minha opinião já estará na hora de rever meu relacionamento.Então como disse a Nathalia 
    a traição começa quando alimentamos a atração, permitindo que elas se desenvolvam.

  • @natacha_o

    Queria uma Cabana para mulheres :/

    • http://www.facebook.com/people/Martinha-Linhares/1310409376 Martinha Linhares

      Natacha, manda seu email para martinhal@gmail:disqus.com
      Beijo.

    • http://flavors.me/veronicagunther Veronica Gunther

      Acho que falo isso pro Guilherme Valadares desde o dia que conheço ele.

      • http://www.facebook.com/people/Martinha-Linhares/1310409376 Martinha Linhares

        Oi, Veronica  Tubo bom? Tem um grupo de mulheres já se movimentando pra montar algo no estilo da Cabana PdH. Se você tiver vontade de conhecer, manda um email martinhal@gmail.com, por favor? Beijo!”

  • Analuiza

    Alex Castro, não te conheço mas já te quero. Vamos nos encontrar?

    • http://papodehomem.com.br/author/rodolfoviana/ Rodolfo Viana

      climão maneiro.

  • http://www.facebook.com/people/Patrícia-Bedin/1020082213 Patrícia Bedin

    Na minha opinião a maioria das pessoas aqui estão querem tornar complexas uma coisa simples, criando tantas regras. Pra mim, se o relacionamento é sério, o acordo é implícito. Ou tá junto ou não está. Se abrir espaço para que outra pessoa entrar na sua vida, já era. O problema é que ser simples assim é bem mais difícil, então se cria um monte de regras e acordo para a pessoa se sentir melhor quando estiver fazendo uma coisa que bem no fundo, sabe que é errada. 

  • Florzinha

    O problema não é ter vontade de escapar por aí. O problema é escapar e não avisar previamente a(o) parceiro(a) que vc quer fazer isso e dizer que ele(a) também pode fazer o mesmo. A gente nunca tá preparado pra pensar que a pessoa a quem amamos também tem desejo por outras pessoas, essa é a verdade. Por isso, nem cogitamos que ele(a) talvez esteja fazendo um esforço brutal pra não cair em tentação e sair com outra pessoa, pq, na cabeça dele(a), você está se esforçando também pra não dar uma escapada. É aí que a confiança vai pro ralo. :)

  • http://www.facebook.com/people/Eduardo-Maciel/1423543500 Eduardo Maciel

    Ha diferentes visões a respeito do que vem a ser traição, e respeito todas elas, mas no meu conceito a traição é um ato que para ser concreto ha necessidade da participação do traido, um flagra, ou uma revelação, enqnto este não participa, é uma aventura extra conjugal, um se permitir provar algo diferente, uma fuga ou retorno de curto prazo e sorrateiro a liberdade abdicada, onde isso inicia? na mente, no pensar ou no realizar?. Perai Existe?

  • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

    Eu sempre tento pensar: se fosse o contrário, eu gostaria que acontecesse comigo? É óbvio que somos perceptivos às outras pessoas ao nosso redor e elas nos causam reações, mas achar alguém atraente é diferente de sentir-se atraído. 

    E sou obrigada a concordar com o Alex, tudo depende do acordo entre o casal… O que funciona pra maioria, pode não funcionar pra outros.. Explicitando tudo, as coisas ficam mais fáceis de serem absorvidas e resolvidas.. E com elas explícitas, você opta por aceitar ou não certo acordo. A partir dele você pode definir, dentro daquela relação, o que é traição… O que também não impede que isso não dê merda, que o ciúme, a posse, a dor tomem conta e acordo é o cacete… 

  • http://twitter.com/FernandesusyQ Susy Q

    Leitura curta e recomendável, incluindo os comentários.

  • Lia.

    Quando a pessoa se interessa por outra a ponto de investir, mandar SMS, emails, convidando pra sair, “dando em cima”,  pra mim já é traição, mesmo que ainda nao tenha “consumado”. Essas atitudes confirmam a vontade/interesse/desejo por outra pessoa, o resto é só questão de tempo..

  • http://twitter.com/ClaraBetcher Clara Betcher

    Começa muito antes disso tudo. Começa com o esquecimento, com a desvalorização, com a mentira. Fidelidade não se limita à exclusividade. Ser fiel é acima de tudo se comprometer a prolongar a paixão. O amor infiel não é o amor “livre”, o amor infiel é o que esquece, que renega, que mente, que desvaloriza. Depois disso, é um pulo pra começar a olhar pro lado. Para algo ser exclusivo, há de ser muito bom. Senão não faz sentindo algum excluir outras possibilidades bacanas.

    • Lia.

      Pois é Clara, concordo com vc, mas chamaria isso de infelicidade ou insatisfação. Ressalto que acredito haver traição quando se começa a exteriorizar tudo isso, evolui da cabeça e do coração pra uma busca concreta do “outro lado” como vc disse.

    • Steve

      Concordo com você, Clara. Plenamente, aliás. A traição começa quando a pessoa – seja você ou sua parceira (o) – “larga a relação de mão”. Se a pessoa com quem não estou tem outros interesses na cabeça e tem outros pensamentos em detrimento do relacionamento, por que não dizer que isto é uma traição? Ás vezes nem sempre fazer sexo com outras pessoas se torna uma “traição”.

      Precisamos quebrar tabus, pessoal. Eles existem e ainda predominam, aí está porque os relacionamentos falham muito hoje. O nosso mundo e tudo o mais está mudando e esses tabus só atrapalham. É dia de pensar diferente, sai do senso comum.

      p.s.: quem não quiser concordar comigo, não tem problema. Este é o meu pensamento e não vou mudá-lo. Cada um siga conforme sua consciência.

  • Camp4

     A traição só existe quando nos tornamos hipócritas. O conceito da traição pra mim não é o de trair uma outra pessoa mas, sim, a si mesmo. As nossas angústias nos fazem carentes, desamparados. Cobrar a dedicação total de uma outra pessoa aos nossos anseios é egoismo e projeção de um ideal. Assim, nada mais libertador do que entender que o universo da outra pessoa é tão sólido quanto o meu e que se ela não se traiu, eu também não fui. Dói pra caralho passar por isso, mas para mim, traição sem hipocrisia não existe.

  • Myrion Fachetti

    Eu acho que traição não existe. E que apenas precisamos aprender a lidar com a nossa liberdade e com a liberdade do outro. Liberdade é algo pessoal, particular, intransferível, inviolável. Já sofrimento, esse existe sim…

  • http://twitter.com/MariahMelo1 Mariah Melo

    Numa visão mais clara e objetiva eu responderia: Em relacionamentos fechados (mais tradicionais) a traição exista sim, já que não existem exceções pré-determinadas entre as partes. E ao meu ver, ela se consolida no momento em que alguma das partes sente vontade de ficar com outra(s) pessoa(s), por mais que você ainda nem saiba quem será essa pessoa, isso pode acontecer por vários motivos, insatisfação com outro ou consigo mesmo, vontade de se aventurar simplesmente, fetiches (por que não?). Porém, na minha “filosofia de vida” traição é renegar seus próprios desejos.

  • http://profile.yahoo.com/ELOR6FPFXVPIJ5R5NYYLGP426U daniel

    bem interessante o texto!

  • Diego 4100

    Traição é quando a atração transcende a barreira do imaginário para a vida real. Não considero traição ter desejo por outras pessoas, até porque é impossível conter isso. Agora a partir do momento que se inicia uma troca de SMS, encontros as escondidas, mentiras sobre a pessoa para o parceiro fica caracterizada a traição.
    Fazendo um paralelo, seria a mesma coisa da vontade de matar, quem aqui nunca teve vontade de matar alguém? Todo ser humano já. O que vai construir um assassino é a transbordação da vontade para o plano real.

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  • http://facebook.com/pedravellar Ravell

    Começa qnd a pessoa decide se sentir traída. Por que nesse momento, não importa o quão inocente de seus sentimentos e ações, o quão você seja inocente você seja para todos os seres vivos, não adianta ser absolvido por Deus e admitido no céu. Qnd o outro se sente traído, vc foi acusado, julgado e condenado. Nesse momento(seja por um oi, um beijo ou uma transa) você ultrapassou o limite(do qual as vezes você nem mesmo sabia). E portanto tudo que lhe resta é pedir perdão.

  • Valma

    Desde que o mundo é mundo existe a “traição” . Só que como as pessoas não aceitam a traição porque bate no sentimento de posse que a gente constrói pelo outro , se esconde as traições para manter todas as coisas ao mesmo tempo . ( tem até aquela expressão que os homens antigamente usavam “matriz e filial ” ) .
    Acho possível aceitar o movimento livre do outro – mas talvez comece por a gente aceitar o nosso próprio , se a gente não se sente livre a gente não vai aceitar a liberdade do outro .
    Tem uma distância ainda entre homens e mulheres nesse tema .
    A monogamia pode existir por vontade , por períodos , mas como uma condição fixada não mesmo .
    Tenho ouvido muito das pessoas ( mais velhas , eu já estou velhinha ) um senso de estar com outro , envelhecer junto – a companhia ! – Não sei até que ponto isso é careta , surgida do medo da solidão , sei lá . Assim como a ” traição ” surge do nada , de repente . O amor também ! Mas depois disso acho que a gente pode construir um mundo com mais afeto e mais livre – falar é fácil né – `as vezes parece impossível aceitar perder. Mas será que sofrer , fixar , não é pior que perder ( se for o caso ) ?

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  • Gustavo

    confiança dentro de um relacionamento vai muito além da conjunção carnal de quem voce gosta com outra pessoa. a traição nao necessariamente inclui um pau ou buceta alheios ao relacionamento, um boquete, um beijo, uma troca de olhares. trair a confiança de alguém vai além disso. amigos traem a confiança um do outro.

    mas pra evitar esse tipo de problema, pelo menos o que eu sempre tentei fazer nos meus relacionamentos foi conversar. a conversa, a troca de ideias e conceitos faz voce conhecer a outra pessoa.
    um amante deveria também ser o melhor amigo de quem ele se relaciona. pessoas tem amantes e melhores amigos. já escondem normalmente coisas banais da outra pessoa, porque diria pra ela que gosta de sexo casual fora do relacionamento? é melhor evitar confusões desnecessárias.

  • Italo

    uma coisa é certa para mim: enquanto estamos apaixonados não traímos. No inicio do meu relacionamento, estava tão, mas tão envolvido, que via minha namorada todos os dias, transavamos várias vezes por semana … até o futebol de final de semana eu não sentia falta …. Mas com o passar dos meses outras pessoas interessantes aparecem na nossa vida, mulheres bonitas, gostosas, peitudas, …… e para não trair só tem um jeito: ir a um bom puteiro.

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  • Ale

    Pra mim é bem simples, se o acordo foi um relacionamento monogâmico, mas alguma das partes já não está sabendo lidar com esse acordo (tendo vontade de ficar com outras pessoas, se sentindo atraído mais do que o casal acha que é aceitável) é porque é necessário ter uma conversa e, se possível, abrir o relacionamento (caso seja aceitável para ambas as partes), se não, ou alguém abre mão/restringe seus desejos como ocorre tantas vezes (o que não é saudável pra própria relação, como costumamos achar só porque estamos acostumados com um modelo de relacionamento fechado) ou o namoro termina. Acho que a traição (acho traição uma palavra muito forte pra isso) é a quebra dos acordos, sem conversas, sem sinceridade, acho que é na falta de um canal aberto de conversação e na falta de intimidade, no sentido de se sentir a vontade pra conversar sobre tudo, é que acabam acontecendo as “mágoas” dos relacionamentos (o que também ocorre em relacionamentos abertos, que quando não estão dando certos, precisam ser discutidos e mudados como qualquer outros) não há um modelo do que é certo e o que é errado dentro de uma relação, há acordos definidos e flexíveis entre duas pessoas que se gostam.

  • Anônimo por motivos obvios

    Não sei se as pessoas vão concordar, mas creio que a poligamia sempre foi o mais natural para os desejos naturais das pessoas. O fato de estarmos nos relacionando com alguém não implica que vamos deixar de ter desejo por outro(a)s.

    Isto posto, eu me questiono se é tão ruim assim satisfazer esse desejo sem que isso seja considerado errado ou traição.

    Provocando um pouco mais: se eu vejo filmes pornôs, e me excito com a visão de outras mulheres, eu estou demonstrando que me sinto sexualmente atraído por elas, não é verdade?

    Isso é traição? Minha namorada sabe que vejo filmes pornôs e não acha traição. Ora, mas se a dita cuja lá do filme pornô me encontrar na vida real e fazer atos sexuais comigo, então é traição.

    Eu acho engraçado analisar esses “limites”. O contato concreto não pode. Mas eu olhar essa mulher, sentir desejo por ela e até me excitar com ela pode.

    E usar os serviços da prostituta? É traição? A prostituta me parece muito semelhante ao vídeo pornô, só que na prostituta existe o contato concreto. Em ambos os casos estamos buscando o prazer sexual. Só que no caso do vídeo pornô, o “produto” usado é apenas audiovisual. E contratar um showzinho de webcam, é traição? E assistir a um strip-tease (só assistir) numa boate, é traição?

    A questão que eu acho um problema é: as pessoas sentem desejo sexual por parceiros diferentes. Como as pessoas lidam com esse desejo que não pode ser satisfeito por causa do contrato de exclusividade do relacionamento? Umas sublimam. Outras acabam traindo. Outras usam vídeos pornôs. Outras reprimem e acabam descontando o descontentamento em outras pessoas ou áreas.

    Pra mim, a monogamia existe para não ferir a possessividade das pessoas, e para não fazê-las se sentir inseguras (medo da competição). Isso gera pessoas seguras (confortáveis em saber que não há competição e que há domínio sobre o outro), mas também gera pessoas com desejos reprimidos.

  • Anônimo por motivos óbvios

    Quer dizer que se eu como uma comida todo dia, e gosto dela, é errado eu querer provar outra comida alguma vez?

    Se eu pratico um esporte todo dia (e gosto desse esporte), é errado eu praticar outro só pra variar?

    É uma ilusão achar que uma pessoa única deve lhe satisfazer a ponto de retirar qualquer necessidade de coisa diferente. E é uma ilusão achar que, se há desejo por outra, é porque ela deixamos de gostar da primeira.

    As pessoas se iludem nessa crença de “tudo ou nada”. Isso não existe; é idealização que as pessoas usam para justificar sua idéia de traição. Eu gosto da minha mulher, tenho o maior tesão, acho ótimo fazer sexo com ela, penso nela no dia-a-dia, me excito só de pensar nela… Mas ainda assim tenho curiosidade de experimentar algo diferente. Nunca o fiz, nem mesmo escondido, pra não quebrar o acordo. Essa curiosidade é apenas sexual. Não tenho interesse de me relacionar afetivamente com outra, porque já tenho uma relação satisfatória com uma pessoa que acho que combina bem comigo.

    O fato de eu ter interesse sexual em outras não significa que quero largar a minha esposa, nem significa que não goste dela. Sei que muita gente vai discordar, porque não consegue separar um interesse “sensorial” de uma ligação afetiva.

    Não tem sentido esse negócio de “tudo ou nada”.

    O que acontece é simples: queremos a segurança da exclusividade sexual.

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