Por que você não usa roupa rosa?

Bruno Passos

por
em às | Artigos e ensaios, Dafiti, Estilo, Mecenas


Todos nós sabemos que as cores são ótimos abreviadores imagéticos. Um cobertorzinho azul indica que o bebê é menino, já o rosa pode apontar que é menina. Roupas negras serão luto em um velório (no ocidente) e um vestido vermelho será sempre tido como uma peça sexy.

1 - ah, monica...

Ahh, Monica…

Mesmo nunca tendo estudado moda, você já sabe ler todas essas informações, mérito das convenções sociais que nos cercam desde antes de nascermos.

E que tal se, pela primeira vez na vida, você descobrisse o porque de ter seguido a mais clássica de todas estas tradições?

Por que meninos usam azul e meninas usam rosa?

Eis aqui como tudo começou:

Até o século XIX, meninos e meninas se vestiam com as mesmas roupas — normalmente um vestido branco — e somente quando chegavam 6 ou 7 anos é que a diferenciação entre seus vestuários acontecia.

Ok, poderiam ao menos não ter dado o chapéu pro moleque, né

Ok, poderiam ao menos não ter dado o chapéu pro moleque, né

Os motivos eram surpreendentemente coerentes: eles usavam vestidos pois, assim, as fraldas eram bem mais fáceis de serem colocadas e retiradas. Já a cor branca era exatamente para “denunciar” se a criança estava ou não suja, além, é claro, de ser mais barato do que tecidos coloridos.

Outro motivo que os fazia usarem as mesmas roupas é que, ao vestirem as crianças sem distinção de gênero, os pais não tinham a necessidade de explicar a elas qualquer coisa que fosse de caráter sexual, nem mesmo seus gêneros.

E, por último, ao utilizar a mesma roupa para ambos os sexos, era sempre possível que um casal reutilizasse a roupa do filho mais velho no filho mais novo, fosse ele menino ou menina.

Foi somente no início do século 20 que as crianças começaram a se vestir com roupas coloridas, não só devido ao aumento do consumo, mas também por conta da maior facilidade de tingimentos industriais, que fez com que roupas coloridas pudessem ser facilmente lavadas na água quente sem desbotar.

E eis aqui o fato mais surpreendente desta história: ao começarem a utilizar cores, o rosa era a cor do menino e o azul era a cor da menina!

As grandes lojas americanas tiveram uma forte influência nesta escolha. Devido aos Estados Unidos serem um país muito cristão, o rosa (que era encarado apenas como uma tonalidade mais clara de vermelho) era a cor dos meninos devido a sua origem mais “quente” e “colérica”, portanto, mais forte e máscula.

Também era a cor que sempre acompanhava a indumentária de Jesus (numa história longa onde os pintores que o retratavam com um manto vermelho são os “culpados”).

Já o azul era associado as meninas devido a bondade da Virgem Maria e a tranquilidade do reino dos céus.

Tirinhas de 1907, do fantástico "Little Nemo In Slumberland"

Tirinhas de 1907, do fantástico “Little Nemo In Slumberland”

A inversão das cores ocorreu na década de 40, no pós-guerra, quando nasceram os baby boomers, porém, não existe uma razão considerada conclusiva para esta troca.

Na minha opinião, a fonte mais lógica é que isso ocorreu devido a uma forte influencia dos nazistas, pois os gays que eram colocados nos campos de concentração tinham, costurados, um triangulo rosa em suas roupas.

Os soldados americanos, vendo aquilo, retornaram para seus lares com esta distinção de gênero em suas mentes, em que o rosa não servia mais para o homem e, ao que parece, o mercado entendeu esta tendência e começou a direcionar a produção de distinção de gêneros de maneira mais clara e inversa, sendo o azul para meninos e o rosa para meninas.

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Nas décadas de 60 e 70, ocorreu um breve retorno ao estilo unissex de vestir das crianças, retorno esse atribuído a luta da mulher por direitos iguais aos dos homens.

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Eis então que chegamos ao meio dos anos 80 e à criação do exame pré-natal, em que era possível saber o sexo do bebê antes que ele nascesse. Claro que isso mudou novamente o curso das coisas.

A indústria entendeu que aquela era uma ótima oportunidade mercadológica, afinal, os pais tinham que comemorar de alguma forma a notícia antecipada que teriam um menino ou uma menina. Então, nada melhor do que voltar a diferenciá-los com cores.

Assim, as compras feitas antes do nascimento — fossem as fraldas rosas das meninas ou o enxoval azul dos meninos — seriam ainda mais especiais pois se tornariam mais pessoais, personalizados e únicos, e o mercado de produtos segue aqui uma lógica infalível de raciocínio que perdura até os dias de hoje: quanto maior o significado de um produto, maior é o número de suas vendas.

Mas esta história sobre distinção de gêneros não acaba por aqui, senhores. Este assunto nos permite continuar explorando um território ainda mais fértil: o da masculinidade.

É interessante notarmos como as noções de gênero sofreram com os ruídos dos anos e ganharam características universais aparentemente equivocadas, como a atribuição da masculinidade exclusivamente aos homens e feminilidade exclusivamente às mulheres.

É muito fácil cairmos em armadilhas causadas por conjecturas que nos induzem ao erro.

“Se você é um homem, você não é uma mulher.”

A afirmação acima está correta. Agora, veja se a frase abaixo faz a mesma afirmação:

“Se você é um homem, você é o oposto de uma mulher.”

Apesar da aparente igualdade das frases, é importante notar que diferença não é o mesmo que oposição. Assim sendo, a segunda frase é falsa.

Portanto, julgar a masculinidade de uma pessoa de acordo com seu grau antagônico de feminilidade é um erro.

Aliás, a masculinidade em si não tem caráter universal, pois varia de cultura para cultura e também não tem caráter biológico, visto que é uma construção social. Então podemos dizer que a masculinidade nada mais é do que a relação de poder entre um homem e outros seres humanos, sejam eles mulheres ou homens.

E este é um dos motivos que nos faz associarmos mulheres poderosas a uma personificação máscula. Não se trata do gênero, mas sim do poder.

A origem da masculinidade como qualidade remete ao início das estruturas sociais, em que a existência de um macho alfa era vital a sobrevivência do grupo. Esta atribuição de masculinidade foi reforçada ao longo dos anos, principalmente após o início do período romano e devido ao sucesso do modelo patriarcal da maioria das culturas ocidentais desde então.

Mas, ano a ano, estas convenções têm se tornando mais fracas. Conforme a estrutura social tem ficado mais complexa, a necessidade de um macho alfa foi se tornando menor e suas atribuições mais difíceis de serem classificadas.

Portanto, é bem provável que a evolução permita que, um dia, você consiga encontrar para comprar uma cueca rosa que você goste, sem que isso te traga problemas. Até esse momento chegar, você pode desfrutar dos outros avanços sociológicos que já obtiveram e escolher sem problemas uma camiseta rosa pra usar amanhã de manhã.

E é isso meus amigos, como sempre, espero que tenha sido útil, ou ao menos, divertido!

Obs: durante o começo da utilização de cores nas roupas do dia a dia das crianças (com exclusão das muito ricas, que sempre utilizaram peças coloridas), alguns países europeus tinham as cores invertidas (azul e rosa), porém, para a nossa explicação ser menos longa e confusa, tomei por base a linha cronológica que ocorreu nos Estados Unidos, pois foi a partir dela que as variações cromáticas se tornaram padronizadas como são hoje em dia tanto no Brasil como no mundo (ocidental).

Mecenas: Dafiti

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Fomos convidados pela Dafiti para fazer uma curadoria de produtos, elegendo as peças mais bacanas que eles têm a disposição. O responsável foi nosso colunista de estilo, Bruno Passos, que julgou mais de 20 mil itens masculinos, foi uma tarefa um tanto longa e bem divertida.

Aos que não têm medo de usar rosa, poderão fazer bom proveito dando uma passada no site da Dafiti.

Ou, se quiser conhecer a curadoria inteira do PapodeHomem dos produtos, é só entrar no link especial do PdH.

Mecenas PdH: Você leu um texto apoiado por uma empresa. Conheça nossa política de transparência e conteúdo livre de amarras.
Bruno Passos

Estilista e dono da Conto Figueira. Ama livros, filmes, sol e bacon. Planeja virar um grande pintor assim que tiver um quintal.


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  • Bruno Passos

    e vamos a uma pergunta bônus:
    Quem sabe pq maria era retratada com parte das vestes em azul e jesus em vermelho?
    Amanhã a noite resposta no ar : )

    • Welington Barbosa Souza

      já ouvi que maria sempre se vestia com roupas de festa, mas não sei nem o porque e nem a ligação com a cor azul.

    • jaderpires

      Porque eram cores extrememte caras pra se pintar em um quadro e quem encomendava quadros eram ricos e….. e….. Eles faziam questão de usar cores caras. Pintavam a túnica de Jesus de vermelho e o manto da virgem de azul e saíam por aí esnobando, tipo ter um romero britto original em cima do sofá de casa hoje.

      • Bruno Passos

        e isso é parte da resposta do azul! mas o vermelho vai ainda mais longe nas explicações

      • jaderpires

        Conta, Bruno! Conta! Huahuahuahuahuh

      • Luccas Silveira

        Algo relacionado talvez à origem do pigmento? Alguma sacralização do material que gerava a cor vermelha?

      • Amanda

        Quando fui naquela exposição das artes sacras que vieram lááá do Vaticano, o guia explicou que o vermelho simboliza a carne/sangue e azul o celestial.
        Nas pinturas que retratam Jesus antes da ressurreição, ele sempre usa azul por baixo e vermelho por cima, após a ressurreição ele está só de azul.
        Se estiver certo quero um doce.

    • Carlos Ribeiro
    • Murilo

      O azul simboliza a divindade, e o vermelho a humanidade, e também o martírio. Dado que Cristo é o Deus feito homem, e Maria é a mulher que gerou Deus, nas representações de ambos aparecem as duas cores, salvo algumas exceções. Isso numa perspectiva cristã ortodoxa.
      Abraços.

  • Welington Barbosa Souza

    Caracas, nem imaginava que tudo isso fosse relativamente tão recente, pós segunda guerra.

  • Katz

    O céu é azul. Deus é cabra macho. Meninos usam azul. Fim de papo.

    • Rodrigo

      Eu já vi o céu de várias cores, rosado, bem escuro, avermelhado…portanto não é fim de papo.

    • Larissa Coelho

      que argumento hein

    • HIMA

      kkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Pablo Iacovazzo

      Faltou desenhar “ironia” no post pra galera entender melhor…

  • Ismael

    Excelente texto. Hoje estou usando uma camisa pólo cinza com rosa. :p

  • Rafael Gerude

    Da próxima vez que quiserem tirar sarro quando estiver vestindo rosa, vou contar essa história…
    Os “amigos” quando me olham com uma camisa rosa, vêm logo com aquele “nossa…” com a lingua entre os dentes… E eu prontamente, emendo.
    Cara, se você só de olhar essa camisa rosa já tá assim, imagina se vestir…
    Pronto! Coloquei o cara no lugar dele!

    • Jack Holland

      Putz, sério que em pleno 2013 ainda existe esse tipo de brincadeirinha com camiseta rosa? Uso babys rosa pink chamativíssimas há mais de dez anos e nunca ninguém me encheu o saco. É minha cor preferida, aliás (depois do branco e preto). A mulherada também adora.

      • Julia

        Hmmm que charme… ;)

      • dogola

        Mulher gosta é de dinheiro, se você for rico, pode andar até pelado.

      • Adriano Garcez

        Chamativíssimas …. OK.

  • JoaoBeno

    Lolz, eu não uso Rosa por que nem eu nem minha namorada gostamos da cor… XD

  • Nome

    Pra mim , um homem vestindo “rosa, pink e afins” e ‘algo totalmente desistimulante !

  • Wagner Felix

    Eu costumo torcer o nariz pra textos sobre moda, mas esse é interessante, com caráter histórico :D. Muito legal mesmo.

    De qualquer forma, sendo subliminar, implantado ou natural, vestir rosa pra mim “não vira”.

    • anders

      Embora não entenda de moda e não me interesse por tendências, curto esse enfoque histórico-cultural (desde “O Diabo Veste Prada”, aquela cena em que Meryl Streep passa uma lavada na Anne Hathaway), e não é a primeira vez que o bruno passos traz esse tipo de contribuição, e poderia fazê-lo mais… E tem sido um dos mais criativos aqui no Papo de Homem ultimamente.

      • Wagner Felix

        Agora vamos todos comprar camisas rosa na Dafiti. ahahhah

  • Mateus Karvat

    Já tinha ouvido falar em um vlog que foi o Hitler que fez
    essa inversão entre as cores.

    Interessantíssimo o texto, mas tenho que discordar de um pequeno ponto.

    A atribuição que damos às cores azul e rosa é, sem dúvida alguma, social. As
    cores azul e rosa, por si só, não trazem consigo significado algum. São apenas
    cores. Somos nós que atribuímos elas de significado.

    Agora, ao fim do texto, fala-se da diferenciação entre homens e mulheres.

    Bem, a atribuição de poder a um homem, é também resultado de uma cultura
    patriarcal, onde temos como constantes figuras de poder homens. Concordo nesse
    ponto.

    Como disse acima, as cores por si só são neutras, então também concordo que
    poderá haver um dia em que eu compre uma cueca rosa sem maiores problemas.

    Porém, devo discordar fortemente do ponto em que é afirmada que a diferença
    entre homens e mulheres não é biológica, mas social. Claro que aqui me refiro a
    comportamento e interesses, aspectos que não constituem nossos corpos (porque
    esses são obviamente biológicos).

    E para explicar meu ponto, ninguém melhor que Harald Eia e seu magnífico
    Brainwash. Harald Eia é um comediante norueguês que há alguns anos fez uma
    série de documentários tratando de diversos temas nos quais ele sempre
    investigava essa questão entre o que é cultural e o que é biológico. Entre as
    temáticas temos a divisão de gêneros, a violência, a homossexualidade, o
    sexo… Sem dúvida uma série incrível.

    Deixo aqui apenas o primeiro documentário, que trata da diferença de gêneros.
    Nele Harald entrevista estudiosos de gênero da Noruega e então alguns biólogos
    e cientistas americanos e ingleses. De maneira impressionante, a biologia
    contradiz tudo aquilo que as Ciências Humanas vêm afirmando há muito tempo.

    https://www.youtube.com/watch?v=G0J9KZVB9FM

    • Julia

      Existe a mulher, o homem, e todo o resto.
      Ou você nunca viu uma mulher que parecia mais macho que o teu irmão fortão? Ou um cara com características femininas, que quando criança pegava a bola de futebol que o pai deu pra ninar?
      Quantos homens héteros que são mais românticos, artisticos, sensíveis do que muita mulher por aí…? Acho que a biologia é muito mais do que ficar definindo papéis esteriotipados. beijos

      • Mateus Karvat

        Julia, me parece que você não assistiu o vídeo. A questão é que essa divisão não é meramente cultural, ela é biológica. E não me refiro a genitálias, mas a uma origem biológica do nosso comportamento.
        Todos esses exemplos que você trouxe são explicados biologicamente.

      • Miguel

        1º – não me passa credibilidade o video nem o moço que ta falando.
        2º – pode ter influência, mas dá pra notar na gente mesmo que é mínima né? esse negócio de gostar é muito relativo e muda muito. a gente faz o que é mais conveniente e que dá mais prazer no momento, porém não tem isso consolidado na mente. eu sou assim, e acho que todo mundo é assim tbm pelo o que sei.
        3º – qual é a necessidade desses vídeos em um mundo machista que tá precisando justamente é de pensamentos diferentes? desnecessário

      • Mateus Karvat

        1- se o vídeo não apresenta credibilidade suficiente, sugiro uma pesquisa em cima dos estudos dos cientistas apresentados nos vídeos. seus estudos com rigor científico deverão ter credibilidade suficiente.

        2- essa questão da influência biológica passa por um ponto importante: cada indivíduo tem uma constituição genética única. qualquer estudo tenta buscar padrões entre os indivíduos, pra poder ter uma amostra suficiente pra que se possa realizar o estudo. assim, as conclusões são sempre gerais e não se aplicam perfeitamente a cada um dos indivíduos. sempre existem os indivíduos que fogem à regra. mas em geral, a regra é essa. a questão é: e se os gostos forem relativos justo por que cada pessoa é diferente da outra? será que seus gostos não partiriam de sua constituição biológica?

        3- a ciência por si só não tem valores morais. um mesmo explosivo poder ser usado por uma mineradora ou numa guerra. estudar de que forma o comportamento é biologicamente determinado não tornará a sociedade machista. do contrário, não ter conhecimento disso pode causar medidas indesejáveis, como obrigar todas as empresas a terem em seu quadro 50% de homens e 50% de mulheres em todas as funções. (o que parece o ideal de alguns defensores da igualdade de gêneros) pode parecer que isso busque uma igualdade entre gêneros, mas na verdade rompe com a individualidade de cada um, forçando a ser algo que não é. ainda, apontar diferenças não significa afirmar superioridade e inferioridade.

        o machismo, ao meu ver, existe a partir do momento que se vê homens enquanto superior às mulheres. agora, afirmar que mulheres são exatamente iguais aos homens em comportamento já se torna falacioso. tratar uma mulher como se ela fosse um homem me parece incorreto, tratá-la enquanto inferior aos homens também. por que não tratá-la por aquilo que ela de fato é?

      • Julia

        O que uma mulher é de fato? Você que vai definir? Mulher é um ser humano do sexo feminino. Cada uma é de um jeito e deveria ser livre pra agir e gostar do que lhe convier. Quanto a sua ideia de que querem obrigar empresas a ter 50% de homens e mulheres em todas as funções, nunca ouvi falar disso. Sei que existem pessoas que estão lutando pra o fim do preconceito de gênero em determinadas funções, como pra mulheres engenheiras ou motoristas de ônibus e homens professores de educação infantil. Não se quer forçar ninguém a nada, apenas oferecer mais escolhas. Quem quer forçar as pessoas é quem pensa que homens e mulheres cabem em caixinhas.

    • joao

      Alguns cientistas podem discordar de voce , leia :

      http://pessoas.hsw.uol.com.br/sexo-cor.htm

      • Mateus Karvat

        Não sabia disso, obrigado por compartilhar. haha
        De certa forma contradiz o próprio texto do Bruno.

      • Julia

        Quanta bobagem! Como existe pesquisador desocupado..

  • http://www.portalhomem.com.br Fred Fagundes

    O Felipe Ramos usa.

  • Bruno Padilha

    Rosa: Também chamado de “Azul Campinas”

  • Douglas Vieira Rios

    Como diria Paulo tesourão, convidado de nosso eterno Zeca Bordoada, na TV Macho da querida TV Pirata: “A Cor da moda macho é o cinza. Foi e sempre será”. Além de claro, do preto, branco e do AZUL. Vistam-se de rosa se quiserem, mas estejam prontos para aceitar todas as cores e andar com uma bandeira do “arco-íris”. Perdoem-me, mas sou “macho-das-antigas”!

  • Natan Souza

    é uma das minhas cores favoritas para roupas também. sempre combinou comigo, especialmente por eu ser bem magro, parece que sempre disfarçou isso. e o visual fica bem despojado, gosto muito! :]

  • Evandro

    Ok….Então imaginem um líder como Barack Obama ou aqui mais perto de nós o Joaquim Barbosa, ambos com um terno rosa em uma importante reunião ou apresentação. Será que seriam respeitados como deveriam? Se deixaram as coisas serem associadas desta maneira agora aguenta. O problema é que com esta porcaria de politicamente correto, inclusão social, globalização etc, ninguém mais pode ter personalidade, a moda é concordar com tudo. É uma falsidade só. Se querem usar rosa usem à vontade, mas não me venham com o papo que não tem nada a ver e acham um absurdo quem discorda. Aliás, respeitar é justamente isso, não concordo, mas respeito.

    • http://www.flavors.me/ericgornicki Eric Gornicki

      As cores (assim como inúmeras outras coisas) foram associadas a determinados gêneros e essa “onda do politicamente correto” veio exatamente pra desfazer isso, ou ao menos tentar desfazer ao longo do tempo. É extremamente absurdo um homem ter receio de sair vestido de rosa pelo simples fato de que ele vai ser taxado como gay, sensível, fraco, etc (o que ainda infelizmente é visto como algo ruim). Não vivemos mais em uma época onde a força bruta e a virilidade ditam os rumos da humanidade. Barack Obama ou Joaquim Barbosa não seriam tão respeitados usando rosa por ainda haver associações equivocadas como essa. Se negar a vestir rosa por receio (e não por gosto) é continuar de braços cruzados perante o status quo. Não é necessário ir pra uma reunião de negócios vestindo um terno rosa. Use uma camiseta rosa no dia a dia, uma bermuda rosa na praia. Um passo de cada vez até essas associações serem desfeitas.

      • Evandro

        Caro Eric, você disse: “é extremamente absurdo um homem ter receio de sair vestido de rosa pelo simples fato de que ele vai ser taxado como gay, sensível, fraco, etc”. O que acho absurdo é sentir essa insegurança. Se gosta de rosa, que use e pronto. Continuo com minha opinião: posso não concordar mas vou respeitar. Uma pessoa que tem medo de possíveis associações queira ou não vai acabar entrando nos adjetivos que você citou, se o cara é macho o suficiente, não terá medo de rótulos, ainda mais por causa de uma cor. É claro que hoje a força e a virilidade não ditam rumos da humanidade, mas pra mim tem coisas que independente de associações realmente não combinam. É a natureza humana. Uma mulher bombadona e musculosa por exemplo, pode ter quem goste, mas não combina com feminilidade. Esta é a minha opinião. Agora sobre o politicamente correto, me desculpe mas dizer que veio para desfazer associações é de uma ingenuidade total. Só reforça minha opinião de que é algo chato e falso.

    • Jack Holland

      Com todo o respeito, mas que comparação imbecil. O objetivo do texto é questionar uma associação dessas cores com o sexo da pessoa, não defender o uso do rosa para todas as situações possíveis e imagináveis. O fato do rosa poder ser usado sem preconceito por homens héteros não quer dizer que ele irá condizer com toda e qualquer situação. Existem cores sóbrias e cores alegres, uma para cada ocasião. O Joaquim Barbosa não seria respeitado usando um terno rosa numa sessão plenária do STF, da mesma forma que também não seria se o terno fosse laranja, amarelo ou verde limão. É óbvio que situações sérias pedem cores sóbrias, tanto pra homens como pra mulheres. Deixa o rosa e as outras cores alegres pro fim de semana. Se você sente vontade de acariciar um peito peludo quando veste rosa, é só não usar, não estamos numa ditadura do rosa.

      • Evandro

        Com todo respeito, imbecil deve ser o seu passado. Se você for um pouquinho mais inteligente verá que eu respondi a um comentário dizendo em alto e bom som: Não concordo, mas respeito. Isso significa que é apenas minha opinião. Agora, de acordo ao que você falou, se dependendo da situação uma determinada cor vai bem ou mal, isso significa que as associações são validas sim, o que contradiz sua defesa na questão. Bom vou encerrar o assunto porque pelo que vi num comentário ali em cima, você adora usar um baby rosa chamativo, deve ser um daqueles bombadinhos indecisos que necessitam atenção, por isso ficou extremamente irritado com pessoas que pensam diferente.

      • Jack Holland

        Não fiquei “extremamente irritado”. Você tem todo o direito de pensar diferente, mas sua comparação continua sem fazer o menor sentido. Distinção de cor por orientação sexual é uma coisa, e distinção por uma simples questão de combinar ou não, é outra totalmente diferente. No mais, vc está coberto de razão, inclusive quanto à minha descrição. Abraços

  • Renato “Baldur”

    Eu não gostava de usar rosa, até meu irmão me presentear, pra me sacanear, com uma camisa rosa. Coloquei para brincar, e não é que achei bacana?

    E posso garantir: cor não mexe, nem muda a sexualidade de ninguém. A pessoa precisa ser muito idiota e/ou insegura para achar ou afirmar uma coisa dessas.

    Hoje tenho umas 2 ou 3 peças rosas no meu guarda-roupas que uso tranquilamente, sem constrangimento e pelo contrário, ajuda a destacar sim, senhor.

    Deixemos de sexismos imbecis!

  • Danilo Santos

    Achei muito bom o texto, com ressalva a definição de masculinidade. Acho que é muito mais fácil caracterizar a masculinidade do que defini-la, afinal de contas ela é uma construção social. Bruno, queria entender melhor porque você define a masculinidade como “a relação de poder entre um homem e outros seres humanos, sejam eles mulheres ou homens”. Ao meu ver, essa definição aproxima-se muito da definição de machismo.

    Gostei também da parte em que você menciona que não existe oposição entre masculinidade e feminilidade. Mas acho que pra um futuro post isso deveria ser melhor destrinchado, afinal é preciso quebrar esse binarismo quando se fala em gênero. Assim como existe diversas tonalidades de cor entre o rosa e azul, assim também existe diversos gêneros entre o homem e a mulher!

    Parabéns!

  • Mateus Dias

    Sugiro a troca de cor do logo do “Papo de Homem” de verde para rosa!! =D

  • Pablon

    Mais um texto da série:

    Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura

  • HIMA

    Gostei do texto principalmente na parte em que se fala de como era organizado as roupas infantis (branca para ver a sujidade e não diferenciar as roupas de modo que assim as questões do género fica mais tarde) o texto é legal até chegar a parte de dizer que masculinidade não se define como é o costume nesse site, a masculinidade se define sim pelo factor biológico querendo a pessoa ou não, não adianta fugir disso uma pessoa com pénis é masculino sem falar de como a testosterona influencia atitudes masculinas como maior agressividade e capacidade atlética mais capacitado (não que uma mulher não consiga ser igual ou melhor mas a probabilidade no homem só pela testosterona favorece) não dá para ignorar isso quem tem sémen é macho quem não tem é fêmea, ignorar isso é forçar a barra demais, e sem falar das mudanças hormonais típicos de fêmea humana (menstruação menopausa) agora cada um faz o que quer com a sua masculinidade a pessoa pode ser gay, isso não anula nada ele ainda sim é homem (biologicamente), como disse antes gostei do texto pois gosto da cor rosa a pesar de azul ser a cor que mais gosto, visto-me de acordo com os meus gostos se uma roupa me agradar pelos cortes ou pelo tecido não me importo com a cor desde que me fique bem

    • Bruno Passos

      Olá Hima, Macho e Fêmea são classificações biológicas de gênero, mas não são a mesma coisa que Masculinidade e Feminilidade.
      Embora as palavras sejam parecidas e mtas vezes usadas com a mesma conotação, ela não significam exatamente a mesma coisa.

  • Maria Rubel

    Fiquei surpresa com o fato de no passado o homem usar rosa , descul´pem minha ignorancia , apesar de se usar vestidos ate uma certa idade, isso ja tinha ouvi falar , ate sinto q. na epoca essa coisa de genero era menos relevante , ou nao? Confesso q.ai fiquei meio confusa … + quando se falou do pos guerra, compreendi melhor , pelo fato de q. os gays usavam algo rosa ! Meus filhos usam camiseta rosa , alias e moda , como tmb a gola V, Sei q. a algum tempo isso seria estranho ou entao o cara , coitado, seria taxado de gay . + essa coisa de achar o rosa uma cor berrante para os homens …azul para as mulheres … + entrou a religiosidade , nesse caso, tudo pode , tudo e correto , + tudo dentro dos padroes religiosos , meu Deus, como e possivel tanto poder quando se trata das convençoes religiosas …

  • João

    Alguns PESQUISADORES podem discordar de você :

    http://pessoas.hsw.uol.com.br/sexo-cor.htm

    • Bruno Passos

      João, eu conheço esta pesquisa, ela não invalida o que escrevi, a preferencia pode influenciar as convenções sociais, com toda certeza, mas é fato que a influencia cultural moldou estas escolhas, pois as inversões ocorreram em períodos extremamente pontuais e tem correlação com acontecimentos históricos.
      Parte das informações que eu passei são inclusive citadas no próprio “The Guardian”.
      Podemos citar como um acréscimo ao invés de uma discordância, embora a explicação biológica do azul me pareça jogada, já que aparentemente não se teve outra teoria melhor (afinal, a água não tem cor azul em praticamente canto nenhum. principalmente em rios, onde ela é verde ou terrosa na maior parte das vezes, por refletir as cores da vegetação e do terreno que a cercam

  • Example

    Ótimo texto Bruno.
    Parabéns!

  • dogola

    Porque é gay. Obrigado, de nada.

  • Desmoud

    sobre o fato do ser oposto e diferente, se algo é oposto, é porque ele é diferente.
    isso acontece na física, polo positivo é oposto e diferente do polo negativo.
    homens tem gostos diferentes de mulheres, não necessariamente com relação as cores, mas ainda sim possuem escolhas diferente, sendo ela aprendidas com o tempo e/ou inatas, levadas por observação dos integrantes mais velhos e por fatores hormonais que independem de sua vontade ou aprendizado.
    desde a idade da pedra, homens e mulheres possuíam atividades diferentes, os machos saiam para caçar o alimento e eram os primeiros a defenderem o abrigo na presença de perigo, enquanto as fêmeas protegiam e cuidavam das crias e coletavam alimentos próximos ao local de habitação. homens e mulheres nunca serão igual 100%. não sou a favor do machismo, e concordo com o feminismo até um determinado ponto.
    se pararmos para pensar, se a cor correspondente ao sexo masculino ainda fosse o rosa, as pessoas iriam implicar no “porque o rosa é de menino e o azul é de menina?”, ou seja, ninguém se contenta com nada.
    acho bom as mulheres se igualarem aos homens, e os mesmos as mulheres em direitos, deveres e economia, mas nunca serão iguais até que o ser humano seja um ser assexuado. homens e mulheres precisam ser diferentes para que um complete o outro, para que um seja o forte do fraco do outro.
    o que mais falha no ser humano, é querer igualdade, mas não respeitar/aceitar as diferenças.

  • Fabio

    Ser homem, mulher ou gay é questão de postura/escolha, não de cor de roupa. Se você ver alguma mulher usando azul e prejulga como gay, voce é um(a) imbecil.

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  • Leo

    Como você pode afirmar que TODO o conceito de masculino e feminino é cultural? Quando você aumenta os níveis de testosterona nas mulheres elas se comportam de forma mais masculina. A ocitocina, hormônio que as mulheres produzem em quantidade muito maior que os homens, faz com que as pessoas fiquem mais sensíveis, melhora a empatia. Isso tambem é construção cultural?

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