Vivemos em tempos ridículos. Hoje em dia, grupos de pessoas suscetíveis a ofensas organizam-se facilmente e com isso prejudicam a sociedade toda com seu senso estético apurado como o sabor do chuchu.
Este post foi motivado principalmente pela decisão (idiota) de um grupo de publicitários que pediu para tirar do ar uma propaganda de cerveja que mostrava uma mulher gostosa. Vamos por partes.
Anos atrás, antes dos conselhos publicitários recheados por emos, homos e metros, ninguém se preocupava em não ofender um grupo ou outro. Analisando hoje as propagandas de 30, 40 anos atrás se percebe como o mundo mudou. Peças como esta abaixo, que fala de uma suposta falta de talento automobilístico feminino, são claramente equivocadas factualmente, embora perfeitamente adequadas.

“Women are soft and gentle, but they hit things” | Mais anúncios sexistas de carros aqui.
Como todas as seguradoras sabem, mulheres dirigem melhor e se envolvem menos em acidentes de trânsito. No entanto, quem comprava o carro e cuidava de sua manutenção era o homem, afinal a mulher era “do lar”. Portanto, trata-se de uma peça bem posicionada para o público.
Com a guerra das cervejas, que rolou ali pelos anos 1990, cada marca começou a apelar mais e mais. Eventualmente, todo comercial de cerveja tinha uma cara de transmissão de carnaval. Ou seja, um monte de gente bonita dançando música ruim. Felizmente, o que ficou para a história (YouTube) são os melhorzinhos, como este com a Daniela Mercury cantando e dançando (música ruim, claro).
Para aumentar o retorno e se focar nos grandes consumidores de cerveja os publicitários fizeram o óbvio. Colocaram homens normais e mulheres gostosas contracenando. O marco é a série do baixinho da Kaiser, que encenou uma retomada nostálgica anos atrás.
Link YouTube | Danielle Winnits com ciúme…
Daí para a fórmula “mulher-gostosa-quase-pelada + cerveja gelada” foi um pulo.
Veja esta da Skol, em que uma moça deveras bem ajeitada mostra os seios para “curar” um paciente:
À medida em que a comunicação ia se fragmentadando, fazia-se necessário regular a forma com que as marcas se expunham para não quebrar regras. Uma das diferenças do mercado publicitário brasileiro para o norte-americano, por exemplo, é nunca citar o concorrente. Nem em comparações.
Link YouTube | Pepsi X Coca-Cola, uma briga constante por lá
No entanto, a grande força atrás do politicamente correto são os grupos de pressão. Ou lobbies, se você preferir. Grupos como “Grupo Gay da Bahia”, “Bancada rural” ou outros do tipo passaram a pressionar veículos de mídia e empresas para que não os ofendessem ou os excluíssem.
Em alguns casos isso faz muito sentido. Hoje em dia simplesmente não dá para sair por aí dizendo “Quem não compra XPTO é viado”, “XPTO tem tudo para você não fazer trabalho de negro” e “Não seja judeu e compre uma joia da XPTO para sua mulher”.
Pessoalmente, sou contra usar termos como “afrodescendente” e outros, simplesmente por que via de regra não dizem nada. No caso, nem todos os povos africanos são negros e, se o primeiro Homo Sapiens apareceu na Etiópia, todos os seres humanos são afrodescendentes em última análise.
Em outros, fica evidente o medinho de empresas (e publicitários) de se meterem no caminho de qualquer grupo de pressão. Tempos atrás um anúncio da Ford voltado para homossexuais foi tirado do ar por pressão de religiosos. Nem precisou de conselho ou advogados, bastou algumas cartas e pronto. Outdoors e peças no lixo.
Em vez de respeito, medo. O que é pior? O que causa mais distanciamento?
Mais recentemente, um aplicativo da Pepsi Max dava dicas de como pegar mulher. Legal. Só que algumas mulherzinhas se ofenderam e pressionaram a empresa a tirar a brincadeira do ar e a se desculpar. Fosse eu, não tirava do ar e ainda publicava uma atualização com cantadas mais grotescas.
Por outro lado, é preciso entender parte do ponto de vista dos defensores do politicamente correto. Eventualmente o comunicador perde a linha e merece sim ser defenestrado.

Angeli na Folha de S. Paulo
Esta tirinha do mestre Angeli é um bom caso. Superficialmente, ela trata de violência doméstica. Objetivamente, é uma piada de humor negro bem executada e mal compreendida, como percebe-se pela reação ao caso.
Cá entre nós, humor negro que não ofende ninguém é afrodescendente e não merece nosso respeito.
Para André Dahmer, o fodástico autor do Malvados (que já entrevistamos aqui), o limite absoluto é quando a publicação põe em risco a vida do autor. Nas suas palavras:
“Allan Sieber (outro cartunistas deveras recomendável), ao ser perguntado sobre o mesmo tema, disse que o limite dele era fazer charges sobre Maomé, pois correria o risco de ser assassinado. Eis aqui um bom limite”
A questão, também apontada por Dahmer, é que no Brasil existe uma vasta área cinza. Teoricamente, o direito a livre expressão é garantido pela Constituição, mas a justiça funciona de forma diferente. Por exemplo, pode-se falar de lançamentos editoriais, inclusive criticando-os, mas não se pode denunciar uma empresa por plagiar traduções de clássicos, como ocorreu recentemente com o blog Não Gosto de Plágio.
Link YouTube | George Carlin metendo o pau nos ambientalistas
Entendemos que a ridícula emasculação do homem (e da mulher) só pode ser combatida de uma forma. Só uma.
Ridicularização.
Como a ideia central de todo o pensamento “politicamente correto” é evitar ao máximo a exclusão de qualquer um e ofender jamais, vamos tirar sarro de tudo e de todos, inclusive de nós mesmos. É uma abordagem meio Team America, uma obra-prima do humor negro (dos criadores de South Park) que não respeita nada nem ninguém.
Nosso modelo de tiração de sarro precisa ser a resposta dos israelenses à campanha de criação de cartuns anti-semitas. Na ocasião, os caras disseram que os próprios judeus saberiam fazer as piadas mais ofensivas, racistas e engraçadas falando mal deles mesmos. Nada mau, na minha opinião.
Que tal montagens de mulheres gostosas anunciando os produtos mais improváveis? É fácil, pegue uma foto de mulher gostosa qualquer, crie um slogan absolutamente sexista ou ofensivo para algum produto qualquer. Qualquer um mesmo.
Pode ser a marca do PapodeHomem, a coluna do Dr. Drinks, do Dr. Love, algo da minha loja, um objeto inventado ou popular. Sei lá. Seja criativo, gostamos disso.
Não deixe de colocar a URL deste blog na imagem e envie para a página do PdH no Facebook. No próprio mural, basta anexar a imagem (é preciso ser fã, claro).
Os melhores – de acordo com nossos critérios preconceituosos, sexistas, absolutamente incorretos e bem humorados – serão homenageados em um post mais adiante, com direito a prêmio fodástico e tudo, se Darwin quiser.
Tolo pagão, ex-estivador e boxeador nas horas vagas. Montou uma loja voltada para machos convictos ("Mulher, Cerveja e Futebol") e seu blog é um verdadeiro milagre do Mobral.
Dê vida ao PapodeHomem, para sua imagem aparecer ao lado de seu nome nos comentários, cadastre-se no Gravatar usando o mesmo e-mail com o qual comentou. Leva 2 minutos.
Queremos uma discussão de alto nível, sem frescuras e bem humorada. Portanto, leia nossa porra de Política de Comentários.
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"O que me preocupa não é grito dos maus, é o silêncio dos bons." - Martin Luther King
em 2/03/2010 as 14:31 |
O que dizer disso então?
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?msg=CONF&cod=578JDB009&#c
em 2/03/2010 as 14:56 |
Ótimo texto, conterrâneo.
Tudo isso que você falou me fez lembrar que hoje pela manhã estava havendo uma dicussão ferrenha no Polêmica da Rádio Gaúcha acerca da cavalgada do mar.
O mimimi foi tão grande, que ouvi até o fim.
A discussão era em torno de alguns cavalos que morreram durante o trajeto e tal.
Foi bonita a pegada lá.
Aos que abaixo irão dizer que “mimimi pobre cavalinho”, já digo que sou completamente contra maus tratos e tampouco esse é o assunto do post, só quero dizer que o pessoal tá muito sem ter o que fazer, achando qualquer coisa estapafúrdia para achar uma moral inexistente em suas próprias vidas e querer aplicá-la nos outros.
Abraço a toda equipe PdH.
Ps: Carlin é rei.
em 2/03/2010 as 15:01 |
Mto bom o texto!… Vou fazer o anúncio e mandarei pra vcs! E mais: colocarei no meu portifa! ahuhauhau
abraços o/
em 2/03/2010 as 15:23 |
Você disse: “Como todas as seguradoras sabem, mulheres dirigem melhor e se envolvem menos em acidentes de trânsito.”
Errado. Mulheres de fato se envolvem em menos acidentes de trânsito. Este é uma afirmação determinística e de fácil comprovação. É isso que as seguradores sabem, e por isso os seguros delas são menores.
Já “mulheres dirigem melhor” não é uma afirmação determinística. E para que surjam teses defendendo sua validade antes temos que definir primariamente: O que é dirigir bem?
em 2/03/2010 as 15:50 |
gostei do fusca
em 2/03/2010 as 15:53 |
alias, o texto diz bem o que eu penso a respeito da mídia.
pra mim a mídia brasileira (salvo algumas raras exceções) e um saco de bosta dá no mesmo.
em 2/03/2010 as 15:53 |
Cara, a mais ou menos uma semana que eu ja estou ruminando essa história dos processos que estão movendo contra o grupo Schincariol pela propaganda da marca de cerveja Devassa (que pertence a eles desde de 2007).
A propaganda que mostra Paris Hilton fazendo uma dança sensual com a lata de cerveja Devessa foi censurada pois ofendeu a classe feminina e por ter um grau muito elevado de sensualidade ( os desfiles de escolas de samba, as piranhas do BBB e as cadelas da novela das oito não né?) que teria agredido certos ”códigos de ética” prescritos por lei.
O fato dessa censura ter acontecido mostra muito sobre a cultura brasileira e como funciona o jogo de poder no nosso país. Por um lado todos falam que o país possui uma grande liberdade em relação a sexualidade e aí nós vemos isso acontecer.
A verdade é que não há liberdade e uma nação de cabeça aberta no Brasil, a censura funciona e vai muito bem por sinal. A única liberdade de expressão vigente no país é a da Rede Globo que expõe putaria a hora que quiser porque controla a moral da maioria do povo brasileiro.
As pessoas em si não são tão moralistas e existe grande despudor no povo brasileiro que o torna por varios motivos até já citados aqui no PapoDeHomem (http://papodehomem.com.br/sou-brasileiro-com-muito-orgulho/) um povo amado por todo os mundo, mas por algum motivo isso não é o que de fato é praticado nos meios de comunicação por aqui.
Não só nos comerciais mas em muitas outras áreas ( nesse caso falo só do Brasil pois é o país que vivo e conheço melhor) de mídia a censura e o medinho que Daniel Bender citou existem muito fortemente.
Para se ter uma noção disso, no nosso país a maioria dos desenhos do tipo Anime (desenhos japôneses como o Dragon Ball Z) são impedidos de serem televisionados por conterem conteúdo muito pesado e em TODOS os casos são editados e em algumas partes refeitos para atender as especificações que são vigentes aqui.
O medo de desagradar qualquer raça, classe social, tribo urbana ou qualquer outra p* faz com que as empresas não possam ser criativas e tenham que ficar sempre no mesmo feijão com arroz de sempre nos comerciais.
Isso acontece com tudo, desde o sabor das comidas e bebidas que tem que ser convencional para não desagradar o ”povão” até as capas de revistas.
No caso da cervejaria Devassa eu penso que foi mais um golpe circunstancial que as cervejarias concorrentes fizeram para abafar o frenesi que causou e iria causar todo o plano de comerciais com midia na internet e em sites de relacionamentos que poderia trazer o grande sucesso dessa nova marca de cerveja. Provavelmente a AB-Imbev se aproveitou do falso senso de justiça de mulheres recalcadas pra ferrar com o grupo Schincariol.
Vide notícia completa sobre o acontecimento em: http://www.brejas.com.br/blog/26-02-2010/governo-quer-censurar-propaganda-cerveja-paris-hilton-5081/
A liberdade de expressão na maioria dos casos é uma lenda. Quem tem liberdade é quem tem mais poder e ponto.
em 2/03/2010 as 16:51 |
@1
nossa! nem Turma da Monica está a salvo!
sério…. chega a ser revoltante esse texto que você linkou!
em 2/03/2010 as 17:05 |
Segue a linha de raciocínio: “Se dizer só a violência contra mulher não tem justificativa, não tem graça, então violência contra o homem há graça, não há justificativa”. Esse comercial não tem moral de falar isso, além de não apenas discriminar, tem também segregação sexista.
E outra: quem defende a minoria(às vezes nem é minoria), só fala isso: “Queremos direitos pra fulanos, queremos direitos para beltranos, queremos direitos para isso e aquilo…queremos direitos…” Se só sabem falar em direitos, então onde fica os deveres? Nunca vi alguma dessa escória exigir deveres, nunca mesmo. Aliás, o quê dá para se esperar de resultado alguém só exige?
em 2/03/2010 as 17:51 |
Achei genial a propaganda da Pepsi. Genial !!
Sobre o politicamente correto na propagando, acho a maior besteira no meu modo de ver. Pois nunca fui fiel a uma marca. Enquanto a cerveja for boa eu compro mas se eu achar outra melhor vou pra ela.
Assim como se vier um comercial da Coca xingando a Pepsi ou ao contrário, não vou dar bola pois costumo comprar as duas nas cantinas da faculdade.
Mas como estava no texto, parece que tem medo de fazer algo pra não ofender o mais fraco e excluído…besteira,
torne o produto bom e todos vão comprar, agora, se for muito ruim não adianta colocar Paris Hilton ou o Papa apresentando a cerveja…
Rodrigo
em 2/03/2010 as 18:57 |
Lá vai a chata de novo…
Pelo jeito fui só eu (e o Dimenstein) que não gostamos do comercial… rsss
Eu estou BEM longe de ser contra uma peça publicitária por essas questões “de classe”. Bem longe mesmo. Sou a primeira a contar piada de loira, de alemão, de achar graça nas diferenças culturais entre os povos. Também sou a primeira a achar que cotas por “cor” são muito mais discriminatórias do que um “termo” referencial qualquer. Chamo meus amigos de “negão”, de “bicha” e se um deles se sentir insultado, peço tb que pare de me chamar de loirinha ou de branquela e contar piadinha sexista… Nunca ninguém reclamou e eu continuo achando que a maneira mais fácil de acabar com o pré conceito é exatamente encarando as diferenças. Quanto mais eu as encaro, mais as vejo como normais. Um excelente exemplo é o blog do Jairo, na Folha, o “Assim como você”.
Por outro lado achei BEM fraco o argumento mais usado para ficar contra o CONAR de que “piranha / mulata / funkeira pode, Paris Hilton não”. Acho que ninguém é mais criança de usar o velho e batido “se ele pode porque eu não?”. O mundo é hipócrita, sinto muito. Cigarro pode, maconha não. Álcool pode, lança-perfume não. É assim. Um ato não justifica o outro.
Mas antes que me apedrejem (espero que leiam antes de comentar), não gostei por um único e simples motivo: a propaganda, sob o ponto de vista de um profissional de marketing, é MUITO ruim.
Não tem inovação, não tem nada de especial, não diferencia o produto, não tem nenhum ponto de lembrança positiva de marca (de marca, não da propaganda especificamente falando, que são coisas diferentes), não estimula a troca de fidelidade de marca ou o consumo imediato (como as tão faladas peças da Coca-Cola – ou vai dizer que vc nunca ficou com “sede de Coca” depois de ver aquele copo cheio de gelo com o líquido caindo dentro dele num dia de muito calor? rsss).
Se o CONAR não tivesse feito nada, daqui um mês ninguém nem se lembraria da marca da cerveja, assim como acontece com a maior parte das propagandas do segmento. Talvez nem se lembrassem da própria propaganda…
E com um ‘agravante’: ela é ultrapassada sob o ponto de vista mercadológico, já que os marketeiros sabem (ou deveriam saber) que cerveja é “bebida de mulher” em quantidades crescentes e, portanto, deixar um público em crescimento de fora do alvo não agrega mais market share ao que vc já possuía.
Enfim… do ponto de vista da empresa fabricante, a proibição do CONAR foi uma benção. Quem sabe ela será lembrada por mais tempo do que a média do segmento (que diga-se de passagem é BEM ruim)…
Boa publicidade é aquela que traz retorno financeiro e lembrança de marca. O resto é besteira…
em 2/03/2010 as 19:01 |
Esse link que fala da turma da Mônica… que que isso?
Eu acho que os “politicamente corretos” (leia-se: malas-do-caralho) deveriam pensar um pouco antes de “viajar” desta forma. Acho que a turma da Mônica não dita tendências em relação ao comportamento das crianças. A “turma” é um REFLEXO do que é a infância. Afinal, existem crianças que brigam, que xingam, que comem mto, assim como na ficção. E dizer que crianças podem brigar influenciadas pela Mônica… por favor né. Pra mim isso é um lance de personalidade.
Isso vem acontecendo nos quadrinhos do jornais. Tanto que tem autor tendo que colocar observação avisando que o que ele faz é uma tira de HUMOR!
Isso aconteceu com Adão Sturrugarai da Folha. Ela fez uma charge falando sobre o porque os jovens não deveriam se casar… Tava na cara que era uma crítica bem humorada, mas teve gente fazendo questão de dizer que o cara não respeitou a moral e os bons costumes.
Lamentável!
em 2/03/2010 as 19:37 |
agradeço a menção ao caso do nãogostodeplágio – resultou em mais de cinquenta visitas sucessivas vindas daqui em menos de uma hora, pra vc ver…
este caso infeliz deu origem a um manifesto e um abaixo-assinado, que estão em: http://www.petitiononline.com/mod_perl/signed.cgi?Bottmann&1
obg de novo
denise
em 2/03/2010 as 19:43 |
Quando eu era criança, eu sempre lia as histórias da Turma da Mônica e isso nunca me influenciou negativamente. Babaquice o que o cara escreveu na reportagem do link. Bender ,como sempre, arrebentando. Ótimo post.
em 2/03/2010 as 19:51 |
haha a parte da imagem é fácil é so imaginar um computador com o papo de homem na tela e uma mulher gostosa de biquini lambendo os lábios (de preferencia loira) com um cartaz dizendo
<——"EU VO DA PRUM DOS LEITORES DESSE BLOG"
"PdH-dando mais que conteúdo a seus leitores desde 2006"
mas vejo que no fim isso é bom para mim que tenho certeza da minha masculinidade, mas tenho pena do que será o futuro dos meus filhos
em 2/03/2010 as 20:06 |
Sei!
em 2/03/2010 as 21:16 |
É.. estávamos no 8. Fomos ao 80. Agora vocês lançam campanha pra voltar ao 8 novamente. Infelizmente, como já diria Lúcifer (por Neil Gaiman):
I could never again be an angel…
Innocence, once lost, can never be regained.
Lucifer, in Season of Mists
em 2/03/2010 as 21:52 |
Perfeito o texto, eu acho que eu não saberia o que adicionar. Na verdade eu até tinha pensado um pouco sobre o tema esses dias e de como faltar o humor para as pessoas tolerarem esse tipo de publicidade.
em 2/03/2010 as 22:07 |
“Cá entre nós, humor negro que não ofende ninguém é afrodescendente e não merece nosso respeito.”
ou seja,humor negro que não ofende é coisa de preto?
em 2/03/2010 as 22:44 |
Engraçado como todo mundo se acha o bastião do bom gosto. Esse site, por exemplo.
em 2/03/2010 as 22:52 |
#11 Em primeiro lugar na propaganda não havia um homem interessado na mulher, ele estava interessado na cerveja. Em segundo lugar a propaganda fez grande sucesso por causa da mídia social inovadora que veio antes dela, que pôs a possibilidade dos espectadores de internet descobrirem qual era a cerveja.
Houve uma mídia social enorme na internet com jogos que mobilizaram milhares de pessoas em torno da propaganda que foi muito esperada.
Não foi uma propaganda qualquer e teve diferencial sim.
Acompanhe
em 2/03/2010 as 23:02 |
Além disso não importa se é fútil,mediocre,escroto,ruim, bobo,burro ou idiota…
Liberdade de expressão é um direito.
Senão essa bagaça vai virar um despotismo só com coisas que você gosta… né Carolina?
em 3/03/2010 as 0:17 |
Exelente texto Daniel Bender!!!
Bem depois de ler este magnifico texto e ir aos links,o Estado Novo(Portugal,do período de 1933 a 1974.)[Para quem quer saber mais sobre o Estado Novo vá é este link: http://pt.wikipedia.org/wiki/Estado_Novo_(Portugal),liderado por Antonio Oliveira Salazar(1889/1970)[para quem quiser mais sobre o Antônio Oliveira Salazar vá a este link: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_de_Oliveira_Salazar,com as duas frases mais famosas "Tudo pela Nação, nada contra a Nação" e "Deus, Pátria, Família",e a mais timida instituição do Estado Novo,PIDE-Polícia Internacional e de Defesa do Estado( 1945/1969)[Para quem quiser saber mais sobre a PIDE vá a este link:http://pt.wikipedia.org/wiki/PIDE],onde era permitido tudo para poderem apanhar os possíveis “Infratores,contra o Estado Português” até torturas. É uma brincadeira de crianças!!!
E vocês ainda falam de lobbies de movimentos Emos,Homos ou Feministas para silenciar os que são contra os vossos ideais?!!!Do Estado Novo bastava um cara qualquer ler o blog,e não gostar do textos e do comentários postados do blog e ir a correr bufar a PIDE e a toda a gente ir parar a prisão de Caxias sem justa causa e com direito a tratamento VIP,com a famosa tortura Privação de sono(http://pt.wikipedia.org/wiki/Priva%C3%A7%C3%A3o_de_sono)!!!Ai sim é que é os verdadeiros “bufos”,mesmo ignorantes ajudam o estado para o “Bom funcionamento” do poder!!!
Vocês brasileiros criticam por tudo e por nada,as nacionais podem,mas quando são as internacionais nem do Aeroporto passam(preconceito nacionalista),há a Adriana Lima,ou Fernanda Motta, podem fazer um comercial todas peladas, mas se já for uma Tyra Banks,ou um Pamela Ardenson,já não porque fere a sensibilidades mais fracas das criancinhas(preconceito feminista nacionalista),lá porque a Madonna têm o namorado brasileiro pode adotar uma criancinha brasileira,mas quando é uma Angelie Jolie, já não pode,pode infectar a pobre criancinha de AHDV!!!(Preconceito sexista nacionalista),ect…Vão todos para o caralho, pois enquanto vocês criticam a porra toda,a cerveja é vendida como ginjas!!!E você estão a fazer uma de ignorantes!!!
A proposito você adultos acham que uma criancinha vai ler a turma da Mônica,para estudar a sociedade?!!!Só se for para estudar a burrice do caralho dos pais.A a Turma do Calvin,ou a Turma da Mafaldinha,ect…como são estrangeiras,são muitíssimas educativos,a Disney é super educativo.Mas a nacional Turma da Mônica é tão violenta que até mete dó!!!Fazem-me um favor?Vão todos para o caralho.
Discutem por uma merdinha desta?Então queria ver-los a viver do Estado Novo português,onde não havia opinião,nem a foda que deu da noite anterior!!!Onde um presidente da Republica brincava com o povão,como esse fosse uns piõezitos de xadrez!!!Onde a palavra gay,ou homossexualidade é vista como uma doença e ninguém podia o ser,porque estaria a infectar as outras pessoas!!!Ect…Sim senhora assim que se vé a mentalidade(quase uma casca de ovo,que quando cai ao chão parte-se),de um povo!!!
Ou então é a religião Católica Romana é que fica ofendida,outra grande porra que acontece do mundo dos áudio-visuais.Pois há uma famosa cantora que faz propaganda sobre o usar a camisinha do carnaval,como ela vai para o Vaticano!!!Vai?!!!Não vai,porque vendeu a sua alma ao diabo!!!Onde um BD com conteúdo educativo(até aprovados pelos Ministérios da Educação e Saúde,visto e revisto n vezes,por psicológicos,pedagogos,até especialista educacionais e sexuais),vai para o ar e do dia seguinte é retirado porque os pais não gostam do contudo do programa,porque põem dúvidas religiosas as pobres criancinhas!!!Onde já deveria existir educação sexual a n tempo,desde o inicio da democracia desse povo,mas não,porque se dizemos as pobre criancinhas que “Tu tens uma vagina e ele têm um pênis”,coramos as pobres criancinhas,ou,perguntar “O que é uma camisinha?” e responder a mesma pergunta,pode ferir suscetividades,ou respondendo dúvidas sexuais as criancinhas?!!!Não,as pobres criancinhas ainda não têm dúvidas sexuais,já sabem tudo o que deveriam saber,Menino+Menina pode Menino+Menino ou Menina+Menina não,até pode-se morrer,um bom menino ou menina perde a virgindade só depois do casamento e sem proteção,porque se é para foder é para saber dar e receber tudo aquilo que o menino ou menina têm para dar,os bebes veem das cegonhas de França,ect…Porra isto é mesmo censura em todo o seu explendor.O Povão descobrir que também pode usar a censura a seu belo prazer e acaba-se de ferrando com a cagadas que dá sem saber nada sobre o assunto!!!
Portanto mesmos caros amigos,antes de criticarem seja o que for procuram bom argumento para defender a vossa posição e não atirem para o ar besteiras sem nexo nenhum,que contra argumento a vossa posição.Ah!!!Mais uma coisita não gostam não vejam,ou então,procurem exemplos para de próxima vez poderem introduzir dos contínuos da comunicação sem ferir susceptibilidades mais fracas,se ainda existirem?!!!
em 3/03/2010 as 0:42 |
Cara, eu to com sono e não quero pensar num slogan, mas devo dizer:
EU ODEIO, DO FUNDO DO MEU AMAGO, ESSAS PESSOINHAS FRACAS E OFENDIDAS QUE SE DOEM E SE SENTEM AFETADAS PELO MENOR TIPO DE EXPRESSAO EM QUE ELAS MESMO PROCURAM SE ENQUADRAR.
é o famoso “a carapuça serviu…”
em 3/03/2010 as 1:12 |
Cara, e pra quem não tem facebook mas tem uma idéia?
em 3/03/2010 as 3:01 |
Washington, se você não quiser criar um perfil no Facebook (que é algo super rápido, nem precisa se expor, só criar login), basta subir a foto num Flickr / Picasa / Twitpic / Imageshack da vida e colocar o link aqui nos comentários. Ou mandar por email, se preferir, pra contato arroba papodehomem.com.br
Abraço!
em 3/03/2010 as 2:05 |
Esse lance de minorias é problema de auto-estima somado ao excesso de interferência que permitimos à mídia em nossas vidas.
Como as pessoas se importam demais com o que a mídia divulga, com os estereótipos das novelas, etc. elas se sentem ofendidíssinas por tais propagandas. O que
era pra ser um instrumento de marketing se tornou o ditador de opiniões e padrão de valores.
Por exemplo, eu sou(estou?) loira, hihihih, vivo ouvindo piadas de loira, mas não me sinto afetada. E isso é natural, não é assim: opa, piada de loira, era
pra ser comigo, mas não vou me abalar. Simplesmente a piada não é pra mim e então eu morro de tanto rir. Agora, se eu me sentisse naquela condição de burra,
vuada, dada como costuma ser o estereótipo das loiras ‘piadísticas’ me ofenderia profundamente, pois me sentiria diminuída.
Geralmente não se gosta das ridicularizações que expõem a imagem que temos de nós. Se me acho menor por ter seis dedos num pé, quando isso for piada ficarei
muuuuito ofendida. Mas se você parar pra pensar: qual é o problema de ter seis dedos num pé?! Ser negro?! Ser homossexual?! Ser loira?! Ser liberal?! Ser
conservador?! O mundo é grande, tem lugar ao Sol pra todo mundo. Certa vez ouvi uma frase (de que não me lembro os exatos termos) que me fez refletir: diz
algo sobre só existir negro pobre e branco rico, porque se o negro for rico, na verdade ele se sente branco. Enfim, tudo passa pelo que enxergamos como sendo
nós e como lidamos com esta condição.
[Momento devaneio: Talvez eu pagasse para ver uma propaganda que ridicularizasse os publicitários. oO ]
Mas, voltando ao assunto, como diria o Antônio Roberto, pseudo-psicólogo que tem um programa de tv aqui em BH, o que as pessoas precisam é de mais amor.
kkkkk
Se as pessoas se sentirem bem consigo, não serão afetadas por propagandas ridicularizantes. Mas os “detentores do poder” mantêm as minorias preocupadas com isso, para que sobre menos tempo para reconhecer a política de m**** do país, a corrupção, o capitalismo, e outras coisas que precisam ser questionadas para melhorarem.
Àqueles que se sentem ofendidíssimos pela mídia: conversem com o Gitti e/ou com o Valadares, eles, com certeza, podem dar muitas e muitas dicas – teóricas e
práticas respectivamente – sobre como desconsiderar opinião de quem não importa, começando por elencar de quem importa a opinião.
em 3/03/2010 as 2:10 |
Esse lance de minorias é problema de auto-estima somado ao excesso de interferência que permitimos à mídia em nossas vidas.
Como as pessoas se importam demais com o que a mídia divulga, com os estereótipos das novelas, etc. elas se sentem ofendidíssinas por tais propagandas. O que era pra ser um instrumento de marketing se tornou o ditador de opiniões e padrão de valores.
Por exemplo, eu sou(estou?) loira, hihihih, vivo ouvindo piadas de loira, mas não me sinto afetada. E isso é natural, não é assim: opa, piada de loira, era pra ser comigo, mas não vou me abalar. Simplesmente a piada não é pra mim e então eu morro de tanto rir. Agora, se eu me sentisse naquela condição de burra, vuada, dada como costuma ser o estereótipo das loiras ‘piadísticas’ me ofenderia profundamente, pois me sentiria diminuída.
Geralmente não se gosta das ridicularizações que expõem a imagem que temos de nós. Se me acho menor por ter seis dedos num pé, quando isso for piada ficarei muuuuito ofendida. Mas se você parar pra pensar: qual é o problema de ter seis dedos num pé?! Ser negro?! Ser homossexual?! Ser loira?! Ser liberal?! Ser conservador?! O mundo é grande, tem lugar ao Sol pra todo mundo. Certa vez ouvi uma frase (de que não me lembro os exatos termos) que me fez refletir: diz algo sobre só existir negro pobre e branco rico, porque se o negro for rico, na verdade ele se sente branco. Enfim, tudo passa pelo que enxergamos como sendo nós e como lidamos com esta condição.
[Momento devaneio: Talvez eu pagasse para ver uma propaganda que ridicularizasse os publicitários. oO ]
Mas, voltando ao assunto, como diria o Antônio Roberto, pseudo-psicólogo que tem um programa de tv aqui em BH, o que as pessoas precisam é de mais amor. kkkkk
Se as pessoas se sentirem bem consigo, não serão afetadas por propagandas ridicularizantes. Mas os “detentores do poder” mantêm as minorias preocupadas com isso, para que sobre menos tempo para reconhecer a política de m**** do país, a corrupção, o capitalismo, e outras coisas que precisam ser questionadas para melhorarem.
Àqueles que se sentem ofendidíssimos pela mídia: conversem com o Gitti e/ou com o Valadares, eles, com certeza, podem dar muitas e muitas dicas – teóricas e práticas respectivamente – sobre como desconsiderar opinião de quem não importa, começando por elencar de quem importa a opinião.
em 3/03/2010 as 3:11 |
Um link interessante pra quem curtiu a idéia:
http://4gifs.com/gallery/v/Images/Peppers/
fantástico. sensacional.
Costumava fazer uns posters ridículos desses com a idéia de imprimir alguns e espalhar pela faculdade. Pretendo fazer disso um hobbie!
em 3/03/2010 as 3:12 |
esse é o FUCKING THE BEST
http://4gifs.com/gallery/d/37855-1/bomb.jpg
em 3/03/2010 as 7:28 |
@Carolina
O destino de comerciais irrelevantes, sem conteúdo, como este da Devassa deve ser o esquecimento, não o tribunal. Esperamos que da próxima vez, o Conar suspenda um anúncio melhorzinho só para atender seu argumento, ok?
@lucasfv
Não cara, humor de preto é joia. O que é besta é o afrodescendente.
em 3/03/2010 as 7:49 |
Falou tudo!
em 3/03/2010 as 7:51 |
Já é a segunda vez q eu vejo isso, teve aquele comercial das havaianas com a vovó falando com a neta, “e quem falou de casamento” (em uma clara e sutil referência a sexo sem compromisso, algo absoltamente normal nos dias atuais) e tiraram do ar.
Na Boa o Comercial (da Devassa) foi bem explorado e mto bem feito e eu axo q tem algo por baixo dos panos até pq ela (Paris Hilton) estava de vestido. País hipócrita ¬¬
em 3/03/2010 as 9:43 |
Heh, taí um post que eu curti.
em 3/03/2010 as 9:46 |
Texto fantástico, de verdade. Vai extremamente de acordo com o que penso. Essa história de politicamente correto é apenas um jeito de mostrar que as pessoas têm cada vez menos opinião ou, se as têm, tem medo de expressá-las, para não ter que discutir ou coisas do tipo. Parabéns!
em 3/03/2010 as 10:19 |
#1 E #8 – Se os caras reclamam da turma da Mônica é porque nunca assistiram pica-pau. eheheh. Ele sempre quer levar vantagem em tudo.
Esse povo num tem com que se preocupar não viu!!
em 3/03/2010 as 11:39 |
Bender e Celso,
Em momento algum disse que o CONAR está correto na decisão. Ao contrário, leiam meu comentário inteiro (já previa que isso aconteceria) onde digo que o problema do preconceito está exatamente em rechaçar as diferenças ao invés de lidar com elas.
Volto a dizer que do ponto de vista mercadológico a propaganda é muito ruim, e POR ISSO eu não gosto dela. Do ponto de vista social, quem se sentiu lesado com a propaganda (que, repito, NÃO é meu caso) apenas está ajudando a empresa a manter a propaganda por mais tempo em foco.
Ô dificuldade de interpretação de texto que rola às vezes…
Já que perguntaram tão gentilmente o que eu acho sobre a decisão do CONAR (que eu NÃO tratei no post anterior), eu também acho que é errada. Só que não pelo motivo infantilesco de “esse pode, a outra não”. Apenas nesse ponto divirjo da opinião de alguns aqui. O fato da morena do tchan poder rebolar na Globo não dá, nem “desdá” o direito da propaganda da cerveja ser veiculada no mesmo horário.
Acho que a decisão do CONAR está errada porque não há qualquer ofensa a dignidade de ninguém, e tb não comete, nem incentiva nenhum crime. A propaganda não diz que se vc é mulher então é puta ou que para ser gostosa é preciso se drogar, por exemplo. Alguém que acha que todas as mulheres estão sendo retratadas como objetos e que por causa da propaganda os homens não vão respeitá-las no dia-a-dia é problemática e precisa de tratamento nessa mania de perseguição.
O CONAR é importante e deve interferir nos casos de desrespeito às leis, como apologia ao crime, propagandas inadequadas para menores em horários de audiência livre, ataque a honra de pessoa / empresa específica, clonagem de produto, marca, comunicação. SÓ.
Não acredito nem mesmo nas proibições de propagandas voltadas para o público infantil (cadê os pais nessas horas?).
E finalmente, sobre o argumento de liberdade de expressão, ele tb não faz sentido, nem do ponto de vista prático, nem jurídico. A empresa não está sendo proibida de divulgar uma notícia ou um produto. Está sendo regulamentada (erroneamente na minha opinião) na MANEIRA, não no conteúdo principal (a divulgação da cerveja). Falta de liberdade de expressão é não poder dizer que não gostou, é ameaçar jornalista estrangeiro (desse ninguém mais comenta), é não deixar que a empresa possa divulgar seu produto (o caso das empresas de cigarro é bem mais sério – pode ou não pode afinal?).
Ou seja, não gosto da propaganda, não achei certo a decisão do CONAR e não acho que isso seja ferir a liberdade de expressão. Ponto. Estamos calmos agora? Podemos beber cerveja no happy hour e dar risada da velhinha das Havaianas?
em 3/03/2010 as 12:26 |
Por isso gostava dos joguinhos em flash “Booty Call”. Hehehe.
http://en.wikipedia.org/wiki/Jake%27s_Booty_Call
em 3/03/2010 as 13:11 |
Sobre o problema de tirar do ar um comercial devido ao seu conteúdo “discriminatório”, acabei lembrando do comercial da FIAT para o modelo Márea. A peça publicitária demonstrava um presidiário que no dia em que foi solto passou pelo carro não resistiu e embora o vídeo não tenha mostrado, o som na sequência da imagem era o barulho do vidro quebrando e o sinal sonoro do alarme. Particularmente eu achei a ideia genial, bem simples e direta, porém… alguém determinou que era ofensivo…
Qual o parâmetro para determinar o que é certo e errado ?
em 3/03/2010 as 13:41 |
”#23 – Pinto Virgem”
Esse sim é um rapaz revoltado.
Medo dele.
Eu não disse que PORQUE a Globo pode o resto também pode, só disse que a censura só recai no lado mais fraco e nunca no mais forte. Não acho que o BBB ou qualquer outra merda tenha que ser censurada do mesmo modo como a propaganda da Devassa não devia.
Acho só um absurdo gente que abusa de conceitos sexuais estar impune enquanto a Devassa que mostrou uma mulher com saia até o joelho estar censurada.
Dois pesos e duas medidas é falta de coerência.
Sou contra a censura em geral.
Sou contra a falta de coerência com a qual são julgadas as coisas.
em 3/03/2010 as 13:42 |
Ah, sim Carolina.
Podemos beber uma cerveja gelada no Happy Hour, e não precisa ser Devassa se não quiser ;D
em 3/03/2010 as 13:44 |
#38 – Gustavo Alencastro
Gustavo essa propaganda é de quando? Não lembro de ter visto e fiquei curioso pra ver se ainda acho na net.
em 3/03/2010 as 13:47 |
Fala Pablo !
Cara vou procurar também, realmente não lembro, mas garanto que vc não verá nada mais que um boa ideia.
em 3/03/2010 as 13:49 |
Celso,
Combinado! Pode ser até essa Devassa que eu ainda não experimentei… rsss
;)
em 3/03/2010 as 13:56 |
http://www.youtube.com/watch?v=-Pz5s3sblAE&feature=PlayList&p=2CA0295F12290619&index=4
essa é a url, na verdade vc verá no comercial que o carro é um Palio e não um Marea como eu havia citado. No Tube o título é:
Comercial da Fiat – Novo Palio Presídio
em 3/03/2010 as 14:17 |
#44 – Gustavo Alencastro
Sensacional a propaganda. Muito bem feita e pensada.
Sinto falta de propagandas assim na tv brasileira. Quando assisto canais de fora, o nível da propaganda é absurdamente alto.
@Carolina Souza
@Celso
Também quero participar desse Happy Hour! Trate de chamar toda a galera da PdH. ;D
Abraços.
em 3/03/2010 as 14:24 |
Olha, eu acho que este termo “Happy Hour” é excludente e não deve ser usado. Sugiro “Hora de interesses mútuos”, veja o porquê.
“Happy hour” é um termo em uma língua estrangeira q nem todo mundo entende e pode se sentir discriminado.
Além do mais, supõe-se que apenas uma hora é feliz. Aquela em que se sai do trabalho. Hora, que sacanagem pequeno-burguesa. Trabalhar deve ser uma satisfação pelo crescimento da nação e não um encargo como outro qualquer (reproduzir-se, por exemplo).
Mas voltando, acho que esta “Hora de interesses mútuos” deve ser marcada oficialmente na página do PdH no Facebook.
“Discussões” é um bom espaço para isso…
em 3/03/2010 as 14:41 |
Exemplo de propaganda de cerveja que não inclui mulher (e nem por isso é menos criativa. É até mais, eu diria).
http://fabiolobo.com.br/publicidade-com-cerveja-guinness.html
Em tempo, essa associação de mulher bonita + cerveja é engraçada. Deve ter começado nos salões de automóveis com a ideia de “perto dum carrão sempre tem mulher bonita” e é até compreensível, por marias-gasolina estarem atrás de homens com carrões (ou com a associação de que se o cara tem $ pra comprar aquele carro também terá pra gastar com ela). Beleza.
Aí fizeram outra associação, só que mais crua: ei, olha só aquela gostosa segurando aquela cerveja. Mas.. e ai? Se tiver um tem o outro também? Uma mulher bonita está sempre perto de uma cerveja gelada como no bar da boouuua? Ou se o cara tiver segurando aquela cerveja haverá uma gostosa por perto? Alcoólatra por sinal, né. (trocadilho de piadinha com a associação da maria gasolina, entendam).
Apelar pra instintos primitivos de gostosura do sexo oposto me parece nivelar por baixo. Ao contrário da tal propaganda que vi neste post aí, por mim citado.
#45 – Pablo Fernandes,
O Brasil vive ganhando Leão de ouro (eu acho) pelas ótimas propagandas que fazemos. Pelo que sei e já vi no geral há muita propaganda simplista lá fora.
em 3/03/2010 as 14:45 |
É o que eu penso, repeito que achei o vídeo sensacional justamente por ele ser extremamente simples e o quanto a questão do presidiário exalta o carro, que é o objetivo do comercial.
Abraço
em 3/03/2010 as 14:55 |
#47 – Helga Maria
Helga,
Eu me referia a usar de ideias como o comercial da Fiat. As empresas lá fora tem uma abertura maior pra pensar em ideias como essa. As propagandas da Pepsi são em algumas delas gozações com a coca e vice-versa.
Como falado no texto, sinto falta dessa liberdade.
em 3/03/2010 as 15:20 |
O mais importante disso tudo é que uma proibição arbitrária dessas levantou grande discussão e diálogo. Não só aqui no PDH, mas em toda mídia e na sociedade em geral. Um bom indicativo do nível de democratização e senso de liberdade do brasileiro.
em 3/03/2010 as 15:42 |
#49 – Pablo,
Oka, si si.
Eu tava relembrando os argumentos do post aqui.. não nada de errado em existir gente com opinião diferente. São cidadãos expressando suas opiniões e elas são diferentes. O que é estranho é a força que tem de mudar as coisas à sua vontade. Se fossem maioria, tudo bem. Mas como são minoria, eis o mistério. É como um David dobrando o braço de um Golias pra trás fazendo lágrimas caírem e ele pedir penico. hehehe
Claro que isso não tem a ver com a minha opinião de ser contrária a certas piadas de mau gosto e de criatividade ou gosto duvidoso. Pois ao contrário da propaganda da Pepsi (ok, é engraçada, concordo) a vantagem das propagandas brasileiras na época (vide Guaraná e Coca) é que o nível era mais alto. A briga era velada e subliminar. Muuuuuito mais inteligente, ótimas sacadas.
Lembrando que uma das melhores propagandas que vi, com ótimo jingle, é justamente esta: http://www.youtube.com/watch#v=XCVzgwu7qFg&feature=related da pipoca e guaraná.
A questão é que perderam a criatividade e passaram a apelar pro mais fácil.
em 3/03/2010 as 17:26 |
boa proposta! Eufemismos para designar alguém, um grupo ou um povo, pra mim, soam mais pejorativos que chamá-los do que realmente são… Tenho vários amigos negros e volta e meia ouço pessoas se referindo a eles como “moreninhos”, “mulatinhos”ou “escurinhos”. Isso é puro MEDO de os ofenderem ou de serem taxados de preconceituosos, ora, 3 desses meus amigos são bem pretos mesmo e, com todo carinho que tenho por eles, me dirijo a eles com um simples “coé negão” e eles nao se incomodam mesmo, dois deles são bem escuros e têm mais de 1,85m, o que seriam eles então? Afrodescendentões? Mulatões? hahaha, fala sério!
Gostei particularmente do seu questionamento: “Em vez de respeito, medo. O que é pior? O que causa mais distanciamento?”
Lembrei de uma ocasião em que estava no escritório da empresa que trabalhava em Detroit (EUA) e explicava para meu gerente e um colega (um americano e um palestino) que aqui no Brasil, chamar alguém de preto (black) é o ofensivo, enquanto chamar de negro (Nigger) seria o politicamente correto. No momento que desferi a palavra “Nigger”, os dois quase saltaram da cadeira com os olhos arregalados fazendo o famoso “shish” com o indicador ante a boca seguido da frase “this is something you ‘don’t want to say here!” (isto é algo que você não quer pronunciar aqui!)… Eles estavam apavorados e olhavam em volta para ver se tinha algum negro por perto. Após esse episódio ficou claro pra mim o que distancia mais as pessoas.
vlw!
em 4/03/2010 as 1:43 |
Texto bem legal.
Nas empresas rola uma pressão muito grande para não se cometer erros. Os erros levam a demissões enquanto que os acertos não garantem seu emprego. Vi muitos profissionais medíocres sobrevivento enquanto os talentosos ousados, que acertavam várias eram demitidos quando erravam.
Por conta disso as empresas grandes são muito suscetíveis a qualquer pressão de grupelhos. Com o agravante de que no Brasil boa parte da imprensa adora malhar as empresas grandes…
em 4/03/2010 as 10:47 |
“acho que esta “Hora de interesses mútuos” deve ser marcada oficialmente na página do PdH no Facebook.”
Caraca… eu não tenho cad no Facebook… [excluída digital? rs]
E cadê o fórum do PdH que ia ser liberado em março???
Bom, to dentro dessa hora de interesses mútuos de qualquer forma.
Abrs!
em 4/03/2010 as 10:53 |
@Helga
Entendo sua opinião, mas por que o escancarado e declarado não pode ser tão bom quanto o velado em certas ocasiões? Se os clichês fossem tão ruins assim eles não funcionariam e nem seriam usados à exaustão por ai. É claro que criatividade é importante, mas se tratando da propaganda da pepsi em específico, eu achei sensacional o fato da pepsi colocar a coca cola naquela posições humilhante e achei bem inteligente a propaganda, independentemente da briga não ser velada.
em 4/03/2010 as 14:41 |
#55 – Carolina Souza
Carol, tá na hora então de criar um perfil no facebook. ;D
Quanto ao fórum, ele voltará em breve. Vamos lançar já com um novo design. ;)
Abraços.
em 4/03/2010 as 15:54 |
Aqui vai uma excelente resposta ao artigo citado no primeiro comentário:
http://champ-vinyl.blogspot.com/2010/03/carta-aberta-ao-sr-dioclecio-luz.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+champ-vinyl+%28Championship+Vinyl%29
A propósito, o post está ótimo, como sempre…
em 4/03/2010 as 17:48 |
Se isso for humor negro, Drawn Together é fichinha:
http://www.tolicesdoorkut.com/2010/03/off-vid4-e-lok4.html
Só rio pela ironia.
em 4/03/2010 as 19:51 |
#56 – Andre
Eu pensaria mais a respeito e até responderia na maior boa vontade, mas está rolando uma preguiça monstra neste momento. Se o assunto ainda não estiver batido quando eu voltar a me inspirar eu volto.
Ah, versão resumida do que eu responderia já está na frase final do meu comentário #17. :)
em 4/03/2010 as 22:54 |
Discordo do autor.
Primeiramente, acredito que o texto poderia ter se aprofundado mais na discussão, acerca da mensuração do discurso politicamente correto fornte a liberdade de expressão. Para tratar de tema tão complexo o texto foi muito superficial.
Secundariamente, discordo do autor.
Em qualquer estado democrático a mídia tem um poder absurdo, motivo pelo qual alguns afirmam que a midía é o 4º poder do estado, este poder advém do fato incontestável, de que na democracia, detêm o poder aqueles que controlam a forma de pensar dos demais, na democracia “a vitória das idéias, é a vitórias dos portadores materiais das idéias”. Desta forma, é claro, que a sociedade tem o INTERESSE E O DEVER de coibir, a dissiminação de idéias preconceituosas, ou que possam de qualquer forma tornar a sociedade mais agressiva ou estimular comportamentos maléficos na manutenção da ordem social.
Importante também salientar que o estado tem o dever de promover o bem comum, a democracia não é a ditadura da maioria, mas sim a predominancia dos interesses coletivos.
È lógico que, a necessidade do discurso politicamente correto, não pode inibir um debate saudável a respeito dos temas controversos, todo debate é bem vindo, mas não podemos tolerar a reprodução e exibição em massa de concepções distorcidas, sem que haja qualquer espaço de reflexão a respeito destas concepções.
Acho ainda que vivemos hoje no Brasil, uma censura a liberdade de expressão, muito maior do que a alardeada pelo autor do texto, é aquela que através de decisões judiciais inibe a divulgação de escandalos políticos, de desvios financeiros dentro de organizações religiosas, etc…
Enfim acredito que a autoregulamentação dos meios de comunicação, é sem dúvida benéfica para que, a já pessima, qualidade de informação, que é fornecida a grande massa, não se deteriore ainda mais, e não dissimine no meio social inverdades que após absorvidas pelo senso comum, dificilmente serão desenraizadas de uma cultura.
Digitei rápido desculpe por eventuais erros gramaticais.
em 5/03/2010 as 10:06 |
Infelizmente o politicamente correto é uma praga que não está apenas na publicidade, ela alastra por todos lados.
No campo do direito, também somos obrigados a conviver com essa praga.
em 5/03/2010 as 20:59 |
Que graça teria a vida se fôssemos sempre politicament corretos?! Tem mais é que escrachar…
em 6/03/2010 as 9:36 |
Apesar da feliz tentativa do autor em mostrar o problema, falhou miseravelmente por não apontar as raízes do politicamente correto que é o marxismo cultural e em especial a Escola de Frankfurt(Lacan, Derrida e afins).
Logo o autor do texto ao tornar mais confusa ainda as raízes do problema se torna parte dele, ajudando a tornar mais cinza ainda a nuvem de ignorância que “voa” sobre a pseudo-intelectualidade brasileira.
De toda forma daqui uns tempos seremos presos por fazer as velhas piadas com portugueses.
Quanto ao discurso do Fábio G. Costa ja percebi logo que se trata de um Gramsciano, por isso não deve ser levado a sério, por trás de toda a polidez ao citar várias vezes “Democracia”, qualquer um sabe que gramscismo no final leva a ditadura das consciências.
em 6/03/2010 as 12:23 |
Oi Shâmtia,
“as raízes do politicamente correto que é o marxismo cultural e em especial a Escola de Frankfurt(Lacan, Derrida e afins).”
Não entendi por que você lista Lacan e Derrida como sendo da Escola de Frankfurt. Para mim, Escola de Frankfurt é Benjamim, Adorno, Habermas, Marcuse, Fromm… Até fui confirmar na Wikipedia pra ver se eu não estava louco: http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_de_Frankfurt
Tive a sorte de ser aluno da Olgária Matos, grande especialista nisso.
…
E, se possível, gostaria que explicasse também como o “politicamente correto” veio da Escola de Frankfurt, da Teoria Crítica. Eu já li sobre esse argumento, mas nunca me convenceu. ;-)
Pra mim, quem defende o “politicamente correto” se apoia nas possibilidades do desconstrucionismo, pois sem ele não daria para alterar o contexto de um texto e dizer que ele é, na verdade, preconceituoso e agride tais e tais grupos sociais, como fez o Dioclécio em sua “genial” interpretação dos gibis da Turma da Mônica. ;-) Mas daí a dizer que os pensadores da Escola de Frankfurt ERAM politicamente corretos, bem, é um grande pulo.
Abração!
em 6/03/2010 as 18:42 |
Olá Gustavo Gitti,
Errei ao citar essa “salada” de pós-modernistas todos juntos( http://carbon.ucdenver.edu/~mryder/itc_data/postmodern.html ), vicios da informalidade, e de fato você tem razão: não era para eu ter aberto parenteses como se eles fizessem parte da escola, mas explicado em detalhes a ligação entre eles(Lacan e Derrida, e.t.c.), a escola de Frankfurt e é claro o Marxismo que não poderia deixar de ser citado.
Normalmente quando menciono estes assuntos são em fóruns onde há pessoas que ja sabem de antemão um pouco sobre o que falo, e ao reentrar aqui só reparei agora que não se trata de um forum politico =).
Mas dada as devidas desculpas, vamos ao que interessa, vou tentar enumerar para não ficar longo:
Derrida teve o seu dedo na teoria do descontrucionismo, o pessoal de Frankfurt na teoria critica. Normalmente coloco eles na mesma panela por que a “arvore genealogica” filosofica deles remonta a Marx(a inversão de teoria-prática), negação da realidade objetiva(diversas teses de teor psicologista) e a uma lista imensa de coisas em comum, tendo sua ponta em Hegel(dialética, luta entre opostos). Hegel esse que grotescamente disse algo tipo que a busca da verdade por Platão não passava de uma “experiência da consciência” e uma “necessidade inconsciente”. É bem interessante o psicologismo desse pessoal.
Vou tentar resumir a novela do politicamente correto:
1-Quem é Antônio Gramsci.
Essa “arvore” termina em Gramsci, o teórico do historicismo absoluto. Gramsci odiava a violência e perplexo com a violência que Lenin empregou para implantar o comunismo na Rússia, teve a brilhante idéia que ele chamava de “hegemonia”. A tal “hegemonia” proposta por ele é uma revolução operada no senso-comum e na educação antes de haver a revolução politica/armada.
Segundo Gramsci a resistencia da população russa se deve a ela ter fortes valores conservadores enraizados(i.e. senso-comum, religião e.t.c.), se esses valores fossem arrancados, uma revolução politica/armada posterior seria muito mais fácil. Na teoria elaborada por Gramsci existe a figura chamada de “intelectual orgânico” encarregado de formar a opnião pública de acordo com as ideías do partidão.
Tomemos nota que não é de hoje essa obscessão dos marxistas em controlar o senso-comum e a população em geral: os experimentos de Pavlov são bem famosos até hoje.
Derrida era marxista, Lacan usou de teorias marxistas em muitos de seus trabalhos. E a ligação entre a escola de Frankfurt e o Marxismo é dispensável comentar(embora o por que da adesão de marxistas a essas doutrinas mereça um texto imenso a parte).
2-Negação da realidade objetiva, sociologismo e historicismo.
A afinidade ideológica entre essas escolas aparentemente diferentes tem uma motivação além do marxismo: a negação de toda a realidade objetiva. No historicismo absoluto de Gramsci todo o conhecimento humano incluindo o que é universal e imutavel é reduzido a apenas “expressões da sociedade” incluindo a simples idéia de que 2+2=4.
Um fato engraçado é que Marx nunca escreveu sequer uma linha sobre sociologia. Mas a sociologia importou de Marx a teoria da “luta de classes”, chamada de “grande contribuição para a sociologia”.
3-Escola de Frankfurt.
A escola de Frankfurt desenvolveu a teoria critica(para mim mais uma forma de revolta contra a razão), fortemente influenciada por Marx, como diz a Wikipedia: (“Neste sentido, a Teoria Crítica utiliza-se de pressupostos do Marxismo para explicar o funcionamento da sociedade e a formação de classes, e da Psicanálise para explicar a formação do indivíduo, enquanto elemento que compõe o corpo social”)
Os frakfurtianos expulsos da Alemanha por serem judeus se alojaram nos EUA, lá é onde nasceu de fato o politicamente correto, por influencia desses intelectuais.
O governo americano queria determinar quem era os potenciais inimigos ideológicos durante a guerra, por isso aceitou diversas contribuições desses refugiados(aqui tem a história detalhada, não existe em portugues: http://www.schillerinstitute.org/fid_91-96/921_frankfurt.html ).
Se alguém ainda duvida da relação frankfurt-marxismo basta apenas checar seu nome original(Institut für Forschungen über die Geschichte des Sozialismus und der Arbeiterbewegung, über Wirtschaftsgeschichte und Geschichte und Kritik der politischen Ökonomie).
4-Mais sobre Politicamente correto e o marxismo
.The current usage of the term is often traced to Marxist–Leninist vocabulary concerning the ideologically “correct line”, particularly the works of Mao.(Wikipedia em inglês)
5-Fatos interessantes não mencionados nas universidades: George Lukaks(outra grande influencia na escola de Frankfurt) achava que dividir sua esposa com outro homem era algo normal, e duas filhas de Karl Marx suicidaram-se quando adultas, sem contar os 3 ou 4(nao lembro com precisão) filhos que morreram de fome, 1 filho que ele teve em adultério com a empregada foi dado para um amigo criar. É bem curiosa a indole familiar desse pessoal que adoram colocar tudo como “opressão”, “experiência da consciência”.
7-Pragmatismo: isso é offtopic, outra escola interessante, Antonio Lambriola(um dos pais intelectuais de Gramsci) concluiu que pragmatismo e marxismo são a mesma coisa. De fato Marx propos o fim da filosofia(os filosofos deveriam se ocupar de transformar o mundo ao invés de entende-lo) e a inversão da theoria e praxis, a theoria deveria ser um discurso posterior apenas para avalizar a praxis, mas isso é um outro assunto longo=).
P.S.: Para ver um artigo mais completo sobre o politicamente correto, veja a wikipedia em inglês(se puder compare o tamanho dela com a em portugues e o que foi amputado da nossa wikipedia, por motivos é claro que não precisam serem mencionados nesse fórum).
grande abraço,
em 7/03/2010 as 3:00 |
A melhor coisa que poderia ter acontecido com esse comercial da Devassa, pasmem, foi justamente a censura imposta pelo conar. Ou seja, na minha humilde opnião, dado a experiência que uma cervejaria Schincariol tem neste país, duvido que ninguem do departamento jurídico vetou de imediato esta ideia ainda na fasem embrionária, devido a uma possivel repercussaõ negativa que ela acarretasse. Afinal, mera estratégia ao utilizar da velha máxima onde “Não existe má propaganda”.Tiger Woods que o diga.Quer aparecer, seja polêmico. Aonde vivo essa cerveja sequer é comercializada e mesmo assim quase todos os cuecas brejeiros que conheço ja viram, leram ou ouviram falar, agora tomar que é bom…pouco importa a qualidade do produto, visto que ele ja tem seu publico alvo, mas faltava levar essa devassa até o copo de alguém…
A sua idéia de defender o politicamente incorreto é louvavel, mas seria interessante se você utilizasse um pouco do politicamente incorreto tambem…não acha?
em 7/03/2010 as 3:03 |
AH, esqueci!
Salvas as óbvias proporções e razões, obviamente, ainda bem que posso me expressar livremente aqui sem nenhuma moderação!
em 7/03/2010 as 16:14 |
Com esse post o blog passa a fazer jus ao nome que ostenta.
Parabéns.
em 7/03/2010 as 16:48 |
Sim Senhor: -A melhor arma contra o politicamente correto é a DEMOCRACIA. O papo-de-homem podia fazer uma enquete com as mulheres, para saber se elas realmente se incomodam com propagandas “sensuais” =)
em 7/03/2010 as 20:00 |
@Shamtya (q merda de nome é esse?)
Desde quando um artigo escrito para pessoas inteligentes e sensatas PRECISA citar referências acadêmicas?
Eu entenderia se este fosse o “Papo de Intelectualóide.com”… ou “Somos melhores que vocês porque lemos mais livros obscuros escritos por homossexuais judeus italianos e alemães .com”
Mas então, uma enquete seria legal. Valeu pela dica :)
em 7/03/2010 as 23:22 |
Sinceramente acho essa porra de “politicamente correto” chute um no saco! Desteto as expressões cheias de eufemismo do tipo:
- “portador de necessidades especiais”, parece um jeito de reafirmar a pessoa como deficiente!
-”pessoas de cor” e “afrodescendente”, como se isso não quisesse dizer “negro”! Meus amigos negros desprezam isso! diga só negro e pronto!
- os ataques de mulherzinha a cada coisa que os homens falam ou gostam, ou mesmo quando se diz “elas não seriam boas estivadoras”
- “as cotas de 20% de tanto faz o que”: em programas, filmes, novelas e tudo mais…
e hoje parece que tem um retardado pra reclamar de tudo!
inclusive de vocês! o PdH!
acho que com essas atitudes reforçamos preconceitos!
e achamos que qualquer atitude pode ser enquadrada num “ismo”, ai fode com tudo!
A coisa é tanta, que certa vez conversando com um cara, comentei que em música existem 2 finais tradicionais de música.
masculino = calmo suave e taciturno.
feminino = forte, enérgico e pesado.
só que o sujeito não entendeu que era APENAS UM NOME, que não quer dizer que ha nenhum sexismo em música!
é foda!
em 7/03/2010 as 23:25 |
ah!
excelente texto!
em 8/03/2010 as 19:37 |
Politicamente correto é coisa de viado!!!
Piada só presta se for politicamente incorreta.
E, não adianta negar, todo mundo gosta de vez em quando espinafrar outrem. Desde que não seja em público. É como tirar meleca do nariz e peidar.
Se não, como se explica, a longevidade dos Simpsons?!
Na verdade, acho só um problema de semântica. Ou hipocrisia.
Neguinho fica falando em baleia, mico leão, etc.. E “se esquece” que tem cachorro (ou gato) com rabo e/ou orelha cortados. Que pode ter Cacatua porque o Ibama não enche o saco. Se esquecendo que a ave veio de algum outro lugar onde talvez esteja em extinção.
Vai ao rodeio ver o coitado do cavalo ou boi tendo o saco apertado pra pular feito um fdp.
Ou acha tourada um espetáculo…
Porra! Sou nipo descendente (hahahaha!) mas não tenho direito a cota na universidade. Sou minoria mas tive que me fuder prá estudar.Ou será que acham que os imigrantes japoneses foram agraciados com regalias quando vieram pro Brasil?
Pois é, coitadinho dos negros!
Viva a meritocracia!!!!!
em 10/03/2010 as 17:27 |
Politicamente correto é coisa de mulherzinha. Aliás, coisa de bichinha, boiolinha, biba, fresquinho, florzinha, frutinha, menininha, mocinha, mariquinha, gayzinho, viadinho, emo, e imbecis semelhantes. E quem me chamar de homofóbico por causa disso tá incluído nessa listinha desagradável aí de cima.
Em vez da Paris Hilton (muito MAGRELA), deveriam ter colocado a Mulher Melancia, a Mulher Melão (essa tem mais peitão), a Mulher Jaca, a Mulher Moranguinho, a Tasha Destiny (uma ma-ra-vi-lha de mulata), e a Sofia Rose (com uns peitões que dão vontade de cair de boca…). Com perucas loiras, e todas aquelas ABUNDÂNCIAS à mostra.
Todo cara politicamente correto, no fundo, não passa de um hipócrita safado que a-do-ra uma baixaria. Critica propaganda de cerveja, novela, BBB, programas-pseudo-humorísticos-afrontadores-da-inteligência-humana-de-quinta-categoria; mas a-do-ra filme pornô barra-pesada, a-do-ra pseudo-funk-boca-porca. Critica pela frente, mas por trás, não vive sem.
em 10/03/2010 as 17:31 |
Ah, Bender. Me lembrei.
Que tal se você fizesse uma reportagem (ou escrevesse algo…) sobre as gordinhas sexies, ou BBW’s (Big Beautiful Women, ou Mulheres Grandes e Bonitas)???? Garanto que você teria uma grande surpresa.
Aproveite para escrever algo sobre o Blues também. O Blues é o Pai do Rock, e Avô do Heavy Metal.
em 11/03/2010 as 15:10 |
O foda é que a maioria dessas pessoas que reclamam do politicamente correto fecham a cara quando vc faz uma piada referente a um grupo que não é tanto alvo de piadas. Vai soltar um “tinha que ser um branquelo” pra você ver… santa hipocrisia, batman!
em 11/03/2010 as 16:55 |
Eu concordo com o cara aí de cima. Esse I’m Love Hungry saca das coisas.
Mulherzinhação é coisa de mulherzinha. E não poderia mesmo ser de outra forma.
em 17/03/2010 as 12:16 |
Tinha que ser coisa de branco mesmo.
em 18/03/2010 as 16:59 |
Gostei e Não Gostei do texto. Em relação a propaganda de cerveja, como foi deixado claro, a questão é queda de braço entre grandes empresas. Infelizmente, muitas vezes, quem comanda essas empresas apela para o preconceito popular para fazer valer suas ideias, mas essa motivação é de fundo econômico apenas. Quando se trata de negócios, o que é externo é julgado como útil ou não. No caso da cerveja devassa, foi útil apelar para um conservadorismo ultrapassado, dizendo que aquile comercial denegria a figura feminina. O que ficou evidente com esse acontecimento foi a grande hipocrisia que existe em nossa sociedade.
Quanto a questão do politicamente correto, preciso discordar. O politicamente existe para tentar corrigir algumas injustiças que se permitidas nunca vão mudar. Lendo sobre um tema totalmente diferente em outro blog, Dourado do BBB, encontrei um parágrafo que versava exatamente sobre a importância do politicamente incorreto que copio abaixo:
“O politicamente correto, (…), funciona como uma maneira de resguardar o direito das minorias que devem ser protegidas por lei e pela regulação de nossas atitudes. Não é verdade que as pessoas tenham o direito de não gostar de gays, não é verdade que as mulheres tenham que aceitar o machismo como coisa inerente à condição hétero de um homem. Não é verdade que a sociedade tenha que ser tolerante com atitudes violentas porque elas são a expressão de um momento de raiva, de decepção. Não somos animais, não somos trogloditas, não estamos no início do mundo.”
O politicamente correto, nesse caso, funciona como uma maneira de resguardar o direito das minorias que devem ser protegidas por lei e pela regulação de nossas atitudes. Não é verdade que as pessoas tenham o direito de não gostar de gays, não é verdade que as mulheres tenham que aceitar o machismo como coisa inerente à condição hétero de um homem. Não é verdade que a sociedade tenha que ser tolerante com atitudes violentas porque elas são a expressão de um momento de raiva, de decepção. Não somos animais, não somos trogloditas, não estamos no início do mundo.” Fonte: http://decarapralua.zip.net/
Abraços….espero ter contribuído para a discussão
em 23/03/2010 as 18:18 |
Essa babaquice de politicamente correto (PC) está enchendo a paciência há anos. Um conhecido meu chega ao absurdo de chamar as damas pretas do baralho de “as afro-descendentes”. PQP. Se isso não é hipocrisia deve ser mais um caso de “povo marcado, povo feliz”. Gente, vamos usar a cabeça para pensar. Tenho amigos e parentes que me são caros e nem por isso deixo de tratá-los por “nego”, “gordo”, “biba”, “macaco” etc. Esses PCs, pode verificar, são quase sempre talibãs do fumo, ou do sexo, ou de qualquer outra coisa que lhes permita apedrejar seus semelhantes. Haja Madalenas no mundo.
Abraços
Vieira Lope.
em 12/04/2010 as 20:21 |
É o seguinte:
Hora de Interesses Mútuos ainda é politicamente correto demais.
O certo é “Hora da Zoeira”!!!!
em 12/04/2010 as 20:23 |
Diga NÃO à mulherzinhação.
Ou, como diria o Massacration…
NO MULHERZINHATION!!!!
Hehehehehehehehe…
em 15/04/2010 as 14:47 |
Se continuar assim, vamos chamar sal de Cloreto de Sódio…
Vamos chamar água de H2O…
Frescura total…