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Os quatro estágios da competência em qualquer tarefa

Fabio Bracht

por
em às | Mente e atitude, PdH Shots


O aprendizado de algo novo é um processo interessantíssimo, mas que muitas vezes passa despercebido pela nossa mente. Claro, ela está ocupada aprendendo o diacho daquilo que estamos aprendendo, e não com o processo de aprendizado em si.

(Aliás, se você já leu o termo “metacognição” e coçou a cabeça, saiba que ele significa exatamente isso. “Cognição” é processo de conhecer/aprender algo novo, enquanto “meta” é um termo meio complicado de explicar, usado para indicar algo se refere a si próprio. Ou seja: metacognição é “aprender a aprender”. É ir um nível mais a fundo, como naquele filme.)

Não este, mas não quero transgredir a lei interplanetária que nos manda sempre incluir uma imagem desta cena ou do Karate Kid em textos sobre treinamento

Não é bizarro, por exemplo, quando alguém faz um trabalho claramente porco e mesmo assim se posiciona como um profissional da mais alta competência? Isso enquanto há outros fazendo um trabalho bem melhor, e ainda assim amaldiçoados por inseguranças a ponto de mal conseguirem aceitar um elogio sem falarem algo como “ah, obrigado, mas ainda preciso melhorar muito”.

Posso dizer com uma certa segurança que você já viu essa cena – talvez até com você mesmo em um dos papéis principais –, e não é por eu ser capaz de enxergar através da sua alma até o seu passado. É porque esse é um fenômeno psicológico muito comum no aprendizado humano.

“A ignorância gera confiança com mais frequência do que o conhecimento.”
–Charles Darwin

Do não-saber ao saber, em quatro passos

Pense em algo que você aprendeu, e hoje faz muito bem. É possível que você olhe para trás e só lembre de dois momentos: um no qual estava aprendendo, e outro no qual você simplesmente havia aprendido a maioria das coisas necessárias.

No entanto, passamos por quatro fases no caminho que nos leva do não-saber ao saber.

E a paciência para esperar o magrão aprender tudo?

1. Incompetência inconsciente

Digamos que você está aprendendo a tocar violão ou fazer drinks. Essa fase é o início da coisa toda, quando você olha alguém fazendo um drink e pensa “não pode ser muito difícil”. Você aprende a introdução de “Come As You Are” ou a base de “Que País É Esse” e já acha que está mandando bem.

Nesta fase, você acha que manja. Faz o básico do básico para realizar uma tarefa com algum sucesso e acha que, por conseguir fazer isso, já sabe. Talvez alguém no seu trabalho mal faça o que diz na sua descrição de cargo, apenas o suficiente para não ser demitido por justa causa, mas está lá, se achando o próximo candidato a sócio. Esse cara não tem consciência do quanto é incompetente, por isso ele está na fase um.

A boa notícia é que ela passa rápido. Basta a pessoa ter um mínimo de interesse na tarefa, e o segundo estágio logo começa.

2. Incompetência consciente

Para a maior parte das pessoas, essa é a parte crítica. Tocar Legião Urbana e Ramones já não parece suficiente. Você se dá conta de que fazer só o arroz-e-feijão da sua função não vai te levar muito longe nem te fazer merecer um aumento. Então o que você faz? Se dedica a aprender mais.

Você pesquisa, se informa, observa, e logo chega a uma conclusão dolorosamente óbvia: tem literalmente uma caralhada de coisas que você ainda não sabe e precisa aprender.

O peso dessa constatação é provavelmente a causa número um da desistência de aprender habilidades novas e não-essenciais, como música, culinária, mixologia, sexo oral avançado etc.

Sendo assim, a maneira mais confiável de avançar para a próxima fase é talvez a mais contra-intuitiva: fazer mais para errar mais; errar mais para aprender mais.

Persevera e triunfarás

3. Competência consciente

Eis que as coisas começam a fazer um pouco mais de sentido. Você finalmente aprendeu o que precisava. Mas não sem um esforço consciente para acertar e fazer direito.

Aquele solo do Led Zeppelin finalmente soa bem. Mas você precisa olhar para a guitarra enquanto o executa, e geralmente toca com a língua para fora, no canto da boca.

Aquele drink ficou bonito e gostoso, e as pessoas te perguntaram onde você aprendeu, te elogiaram e pediram a receita, mas você o preparou meticulosamente na cozinha da sua casa, dosando cada ingrediente com muito cuidado e relembrando cada passo do preparo. Se estivesse em um bar, as pessoas teriam jogado pedras de gelo em você pela demora.

Você até consegue escrever um texto decente sobre os quatro estágios da competência, mas não sem reler, reescrever e repensar cada trecho meia dúzia de vezes antes de publicar.

4. Competência inconsciente

Nessa fase, você é o Jimmy Page. O Dr. Drinks. O Saramago.

Você de fato aprendeu. Sua habilidade é natural. Não é necessário esforço algum para atingir um resultado ótimo. Aquele solo bem feito que você fazia com a língua de fora no quarto, agora você faz para um público de milhares enquanto fuma um cigarro e paga de gostoso com o cabelo na frente dos olhos e o pé no amplificador. Você é foda.

O problema é que esse estágio de competência obviamente não chega para todos. É preciso muita dedicação e muito tempo de treino. Quanto tempo? Tem gente que fala em umas 10.000 horas.

* * *

Como tudo na vida, o aprendizado é um caminho. Esse é o mapa de apenas uma das estradas que você pode se enxergar percorrendo. Há outros modos de enxergar o processo de aprendizagem, com certeza, mas para este texto resolvi focar nesta visão.

Dentro disso, gostaria de saber: o que você anda aprendendo? Em que estágio está? O que precisa fazer para passar ao próximo? Mais importante: está fazendo isso?

Se quiser dar mais uma lida a respeito:
Four stages of competence
Dunning-Kruger effect
Illusory superiority

Fabio Bracht

Toca guitarra e bateria, respira música, já mochilou pela Europa, conhece todos os memes, idolatra Jack White. Segue sendo um aprendiz de cara legal. [Facebook | Twitter]


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  • Bruno Cartaxo

    Opa Fábio,

    Troca “Você e aprende a introdução de “Come As You Are”” por “Você aprende a introdução de “Come As You Are”” e “Talvez alguém no seu trabalho mal e mal faça” por “Talvez alguém no seu trabalho mal faça”
    A seguinte é só uma sugestão:

    Trocar “Faz o básico do básico para realizar o que quer e acha que” por “Faz o básico do básico para realizar seu objetivo e acha que”. Achei o trecho “o que quer e acha que” meio engasgado.

    No mais:

    “Você até consegue escrever um texto decente sobre os quatro estágios da competência, mas não sem reler, reescrever e repensar cada trecho meia dúzia de vezes antes de publicar.”

    Taí um coisa que preciso fazer… Aprender a escrever sem tanto sofrimento.

    Legal o texto… Abraço.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Valeu pelos toques, Bruno.

      Provas de que mesmo relendo, reescrevendo e repensando cada trecho meia dúzia de vezes, a minha competência ainda é bastante consciente e dependente de esforço. Fase 3 total. ;)

  • Danubya

    Fábio, belo texto! Ele me recordou muito o livro “O Monge e o Executivo” em
    que o autor também descreve quatro fases para que possamos atingir um
    aprendizado (enfatizando a disciplina para sua concretização). Estas se
    dividiriam em: inconsciente e sem habilidade, consciente e sem
    habilidade, consciente e habilidoso e por fim insconsciente e
    habilidoso.

    Acredito que peco no segunda fase, onde o querer não vai de encontro com
    a habilidade necessária naquele momento (minhas matrículas periodicas
    na academia que o digam). Ultimamente aprendo dança de salão e consegui
    ultrapassar o segundo estágio (acho que o ambiente somado a vontade de
    aprender ajudaram muito).

    Estar ciente destas etapas é muito bom, pois passamos a visualizar o caminho longo que ainda temos pela frente e a encarar de forma mais consciente nossas “responsabilidades” durante todo o processo (leia-se treino e disciplina..rs). Grande abraço.

  • hcvenceslau

    Eu estou aprendendo Game Design e diria que estou no passo 2. É bem difícil entrar nesse processo de “errar para aprender mais” quando seus erros precisam ser expostos ao publico.

    • quevedo007

      entre 2 e 3… preciso fazer, fazer, fazer e fazer. mas nao tenho tido muito tempo para isso…

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Faça muitos protótipos e experimentações só para você. Muitas delas com certeza darão errado, e esses erros particulares mais tarde serão as bases dos acertos públicos. ;)

      • http://www.facebook.com/kelly.camilo Kelly Camilo

        Fabio sendo lindo com as pessoas, como sempre. :)

  • braulio

    Curti o texto =)

    Eu estou na fase 2 de praticamente tudo na minha vida…

  • Rafael

    Legal o texto. Você com certeza conhece PNL!! =D
    Se alguém se interessar mais sobre o assunto, leia Introdução à Programação Neurolinguística de J. O’Connor e J. Seymour. Se vc conhece PNL, me pergunto o que mais vc conhece….kkkkk

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Tudo que eu sei sobre PNL é o que significa a sigla. Juro.

    • Buga

      Para mim, PNL = Programação Não Linear
      O.o

      • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

        Nesse sentido, é Programação Neuro-Linguística.

  • Renato

    Penso que pelo interstício entre o nascimento e a morte só consigamos chegar ao quarto estágio em uma única tarefa, ainda assim se dedicarmos as tais 10.000 horas de treino. Ou seja, exige persistência e a sorte de investir na tarefa pela qual temos um dom. Eu, apesar das 350.000 horas já vividas, consegui, no máximo, alcançar o nível 3 de aprendizado em algumas habilidades, tais como fazer sexo oral direito…

  • Angelo

    “Você aprende a introdução de “Come As You Are” ou a base de “Que País É Esse” e já acha que está mandando bem.”

    Você acabou de descrever toda minha habilidade no violão,e muitas pessoas acham legal eu conseguir tocar só isso! kkkk as pessoas estimulam minha mediocridade musical…

    • http://www.facebook.com/people/Edgar-Rosa/100001062268400 Edgar Rosa

      ao ler essa passagem no texto, conscientemente deduzi que o artigo era do Bracht, pelo fato de correlacionar, como ninguém, a música na estrutura textual. Tu é o cara Bracht!! hehe

  • Arildo Dias

    Eu ando tentando aprender percussão, pandeiro, tamborim e reco-reco principalmente.
    Tô na fase 2, mas tô curtindo muito!

  • Mary

    Que texto ótimo!!!! Isso vai me ajudar pra caramba em TUDO!
    Valeu!

  • Guest

    Na primeira vez que assisti o Groove Workshop do Victor Wooten, essa teoria do Anthony Wellington explodiu a minha cabeça, muito bom vê-la aqui exposta a todos. Ela fez com que eu tomasse consciência das minhas falhas em todas as minhas áreas de atuação e me fez querer ir além, melhorar minhas capacidades.

  • Maroto Gonzalez

    Bom artigo! Estava pensando nisso por esses dias.

    Há um tempo que estou estagnado quanto a tocar violão e o domínio da língua inglesa. Estou no nível 2, e isso me incomoda bastante. Pensei em procurar um professor particular de violão, pois essas escolas de música não me agradam, andei até anotando alguns números para telefonar a qualquer hora. Sinto que no estágio que estou, preciso agora de alguém me instruindo para desenvolver melhor, me ensinar o caminho das pedras.

    Com o inglês, é quase o mesmo. Mas não estou afim de pagar um professor ou cursinho, estou procurando algum método que dê para seguir sozinho. Estou reunindo informações e materiais.

    Para mim, o difícil não é começar, mas manter-se motivado até alcançar os objetivos que é o X da questão!

    • Norb

      Procure pelo método Assimil, mais precisamente pelo Assimil – O Novo Inglês Sem Esforço. Você estudar bem o livro, você consegue chegar tranqüilamente a um nível considerado intermediário pelos cursos de inglês tradicionais.

  • Joao rafael

    Texto muuuuito foda.. Curti mesmo..
    Acho que a maioria de nós estejamos na fase 2, eu me incluo nessa.
    hahahaha.

  • Willyans Mendes

    Muito bom o texto, adorei… fiquei com a sensação de: Como esse cara sabe do meu Come as you here mal feito?? kkkkk,,, No restante compartilho do mesmo comentário do Braulio um pouco abaixo ;D

  • geSSé Silva

    Muito bom o texto.

    Acho que o primordial é haver persistência para passar de estágio. Muitas vezes desanimamos e não temos aquela energia, aquela gana necessária para continuar. E ai, aquilo que poderia sim ser transformado em talento, em produção de bom nível, em satisfação pessoal, não chega a existir.

    Acredito que a grande maioria das pessoas algum dia desistiram e acharam não ser capazes ou não ter o dom, realmente tinham esse dom mas não tiveram esse algo a mais necessário para transformar em realidade o que era “promissor”.

    Muito bom mesmo, e textos assim nos ajudam a ter essa força necessária ou, ao menos, acende novamente a chama que já havia se apagado.

  • Clara Andrade

    Adorei! Só acrescento algumas coisas que ouvi uma psicóloga falar:
    No estágio 4, se você não tiver humildade suficiente, pode se passar por prepotente em não estar afim de explicar pra ninguém como você fez, ter impaciência com alguém que não sabe fazer ou fazer pela pessoa por achá-la incompetente.

    Daí vem o estágio 5: Consciência da competência incosciente (é…)
    Você sabe que você sabe e tem autocontrole suficiente pra passar o conhecimento adiante sem achar o resto dos mortais umas topeiras. É aquele cara muito bom que não se gaba e ainda se dispõe a ajudar/ensinar com paciência. Poucos sobrevivem.

    Tô entre 2 e 3.

    • http://twitter.com/AndreTamura André Tamura

      Bem observado @06a4b4b3f87a28958e01fef2b2762804:disqus. Em um dialogo via Disqus ou fórum, qualquer um que se auto avalie em estágio 4 ou 5, dificilmente não será visto como prepotente.

    • Leandro

      Tem momentos que a gente chega ao estágio 5 de uma determinada função, o que não quer dizer que estejamos no estágio 5 do aprendizado total.

      • http://www.facebook.com/people/Clara-Andrade/1301551499 Clara Andrade

        Se eu conseguir chegar ao estágio 5 das funções que mais gosto de fazer, dou a guerra por vencida. rsrs Não dá mesmo Leandro, ninguém é bom tudo e nem é bom que seja, na minha opinião.

  • Lucas Cavalho

    “Pense em algo que você aprendeu, e hoje faz muito bem.”
    Não consegui passar daqui no texto, porque eu cheguei à conclusão que eu não sei fazer nada muito bem.

    • http://www.facebook.com/laura.pimenta.7 Laura Pimenta

      Lucas, certamente você sabe ler muito bem!
      Parta do princípio, em algum momento da vida voce não sabia ler, ou dirigir.

  • Kelly

    Muito bom o texto. Quero um dia escrever coisas sérias de uma maneira divertida, assim como você fez :)

  • João

    Tem muita coisa que nós ficamos estancados por que queremos… As vezes por preguiça, as vezes por falta de motivação. Bom, existem vários motivos. Eu, como a maioria, estou na fase 2.

  • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

    Toco guitarra e estou na transição do 2 pro 3 (mas mais no 3). Ukulele eu tô claramente no 2, violão claramente no 3 e na vida claramente no 1! huahuauhahua

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Hhahahahah será que alguém saiu da fase 1 no aprendizado da vida em si, de modo geral? É de se pensar!

  • Evandro

    Eu quero ser um bom publicitário um dia e sei bem que to no estágio dois (sei que sou ruim e sei que reconhecer quem é bom e pode me servir de exemplo). mas, para mim, o estágio um foi diferente. eu nunca achei que eu fosse capaz e realmente achava que ia morrer de fome se não mudasse logo de curso. mas a minha passagem pro estágio dois foi quando eu vi que, sim, eu sou ruim, mas com muita dedicação eu posso ser bom um dia. porque raramente alguém simplesmente nasce muito bom em alguma coisa.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      O estágio um provavelmente foi quando, há alguns anos, tu começou a assistir propagandas na TV com o pensamento de “ei, é isso que eu quero fazer”. Bem antes de começar a aprender de fato.

      A gente raramente se engaja em algo que considera tremendamente difícil. Por isso a fase um é essencial. Para começar, a gente geralmente precisa ter a ilusão de que vai conseguir com relativa facilidade.

      • Evandro

        Realmente, faz sentido. Aliás, foi justamente assistindo propagandas de TV que eu (e quase todo mundo que faz publicidade, eu acho) resolveu se inscrever pra isso no vestibular. Não tinha pensado nisso.

  • http://www.facebook.com/people/Gustavo-Faria/1132579103 Gustavo Faria

    Sou dj… acho que to começando a entrar na fase 3 disso eheheh mas falta muito ainda eheheheh

  • http://twitter.com/AndreTamura André Tamura

    Parabéns pelo texto Fabio. Gostei muito!
    Podia ter perdido tempo citado milhões de referências, mas acertou em escrever um texto muito esclarecedor e direto.

    Olha só, você acha que, dependendo do contexto social em que essas competências estão inseridas, esses níveis podem ser relativos?

  • pedro arruda

    muito bom!!

  • Pingback: Ignorância e conhecimento | Blog do cadulessa

  • Genilson Zunino

    Muito bom o texto Fabio. Ando aprendendo a ser uma pessoa melhor, a amar sem buscar recompensa, a ter paciência, a escutar sem julgar pela primeira frase, a não me deixar afetar por coisas pequenas e a ver a beleza em cada imagem. Em cada objetivo, em vários momentos estou entre os quatro estágios, algumas vezes fico tranquilo parado 1 hora no transito enquanto olho a paisagem em outras fico impaciente esperando 15 minutos. Tenho conseguido amar incondicionalmente, mas, em alguns momentos cobro o mesmo da outra parte, mesmo de forma inconsciente. O aprendizado é algo constante na nossa vida, tudo traz algum ensinamento, cabe a nós entendermos as nossas limitações e dentro desse entendimento saber quais lições atendem a qual estágio, é algo demorado, confuso e requer algum autoconhecimento.

  • Iceman

    Pior que esse lance das 10 mil horas é meio que estatístico.
    Segundo rezam as lendas, Bill Gates, Beatles, Mozart e outras personalidades de sucesso dedicaram esse tempo em suas atividades antes de alcançar sucesso.

    • Priscila

      Isso é discutível. Mozart começou a ter sucesso antes de ter VIVIDO dez mil horas, rs…

  • ﻊThiago Antonio

    estagio 4 é praticamente o wolverine:
    eu sou o melhor naquilo que faço…

  • http://www.facebook.com/leandrofeanor Leandro Ribeiro

    Me lembrou” O monge e o Executivo”

  • http://www.facebook.com/danilo.veras.75 Danilo Veras

    Diria que saber compartilhar com humildade o conhecimento em realizar uma tal tarefa seria o 5ª estágio.

  • Adriano

    um resumo:
    fase 1: competência consciente
    você não sabe que não sabe
    desconhece completamente a dificuldade
    fase 2: incompetência consciente
    você sabe que não sabe,
    sentiu como é e tem consciência da dificuldade
    fase 3: competência consciente
    você sabe que sabe,
    é o objetivo da maioria, mas não é o domínio da dificuldade
    fase 4: competência inconsciente
    você não sabe que sabe,
    domina a arte fazendo parecer inata.. concordo com as 10.000 horas..

  • Marcello

    Estou no estagio 2 do poker

  • Felipe Jansen

    Belo texto, Fábio. Parece que poucas coisas são mais recompensadoras do que se dar conta da própria ignorância.

  • http://www.facebook.com/people/Matheus-Teixeira/100000692701999 Matheus Teixeira

    tenho certeza que estou na parte 2 em toda a minha vida.

  • Renato

    estou aprendendo a me expressar e conserteza estou na fase 2, mas aqui estou me esforçando para melhorar e acho que a melhor forma de se fazer isso é encarando a experiência de forma agradavel.
    otimo artigo!

  • bruno schneider

    texto mto óbvio.. tudo na vida é assim, vc só se preocupou em categorizar cada momento dessa jornada. abraço

    • http://www.facebook.com/brunoMonroe Bruno Monroe

      Essa era a ideia do texto cara, era mostrar uma coisa que todos fazem inconsciente, só que não param para analisar.

  • http://twitter.com/medfbm Francisco Medeiros Ⓥ

    Gostei do texto! Apesar de pouco comentar abaixo dos artigos aqui postados, tenho aprendido bastante com vocês do PdH.

    Acho que me encontro no estágio dois. Ando tentando aprender mais um pouco de matemáticas e pelo andar da carruagem percebo que as tais 10 mil horas não serão suficientes para que eu atinja o estágio quatro. Mas um dia chego lá!

  • Visitante

    Tudo estava positivamente aceitável; até chegar à última fase. Sem esforço para atingir um resultado ótimo? Acho que houve aqui um equívoco do entusiasmado colunista; senão vejamos: “Nessa fase, você é [...] O Saramago. ” [...] ”
    Não é necessário esforço algum para atingir um resultado ótimo. ” Discordo plenamente. Quem vive de, ou escrevendo, sabe bem o quanto é difícil alcançar um resultado (no mínimo) satisfatório na arte da escrita – seja um Saramago ou um escritor de orelha de livreto. No mais, penso que os louros da glória são destinados aos que permanecem na fase 2.

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