Os fabricantes de cigarro x Governo dos Estados Unidos

Alexandre Nunes

por
em às | Corpo são, Debates, PdH Shots


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Até que ponto vale trocar a ambição pela ganância (ou a ganância por mais ganância)?

Um recente processo aberto na justiça norte-americana intensificou as discussões sobre o livre consumo do tabaco. Quatro fabricantes de cigarro decidiram confrontar em juízo a recente lei que os obriga a imprimir em seus maços imagens explícitas sobre as consequências do tabagismo.

As empresas reclamam sua liberdade de expressão, visto que as imagens são maiores que os próprios logotipos das marcas e também, segundo elas, são manipuladas para causarem maior impacto e sugestionarem seus consumidores a não buscarem seus produtos.

Os minimamente esclarecidos sabem que os Estados Unidos não vivem, sob vários aspectos, um cenário favorável. O número de pobres atingiu sua maior marca das últimas 5 décadas e sua tradicional moeda forte vem oscilando como uma montanha-russa.

“Pelo menos nós temos um sistema de saúde” - Torcedora canadense, após uma derrota para os EUA no hockey

Ademais, atualmente mais de 50 milhões de gringos não possuem plano de saúde. Tal fatia seria teoricamente aceitável – visto que os outros 5/6 da população gozam de um serviço de saúde privado – se as companhias de saúde não fossem tão burocráticas e gananciosas. Para ser aceito como segurado, há uma figura chamada de “condição pré-existente de pessoa prudente”, em que é realizada rigorosa investigação dos últimos 5 anos de históricos clínicos do candidato para aferir se há algo que o desaprove ou aumente seus encargos de forma que não suporte pagar pelo benefício.

Não é novidade que os EUA, quando se trata de saúde pública eficaz e gratuita, anseiam por um novo dia. A expectativa de vida por lá é menor que a de Cuba, aquela ilhazinha socialista comandada por um tirano, entretanto dona de um sistema de saúde gratuito e sem redundâncias.

Neste cenário, a postura adotada pelos fabricantes de cigarro se mostra ultrajante, descabida, capitalista e sobretudo desumana, visto que, com a prática dessas novas leis, estima-se uma economia anual por volta de 100 bilhões de dólares anuais com atendimento médico e, consequentemente, direcionamento desse montante a outros setores da saúde.

Ora, em qual período da humanidade os valores de sociedade foram deixados de lado, e o interesse individual sobrepôs o coletivo? Eu que não advogaria pra tais empresas de tabaco (mentira). Apesar dos comentários que sei que virão, não entrarei nesse mérito.

Obviamente que o julgamento é facilitado analisando a situação em terceira pessoa, contudo não podemos deixar a hombridade de lado em benefício puramente do empresariado sob a alegação de que os fins justificam os meios.


Link YouTube | Trailer do filme “Obrigado por fumar”

Alexandre Nunes

Advogado e jogador de poker. Apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes, vindo do interior. Responde por @LeLawyer no Twitter.


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  • Anônimo

    Todos, creio eu, sabemos que as empresas não dão a mínima para o bem estar do individuo e com essa filosofia em pauta os lucros justificam os meios sim.

    De todas as empresas que fabricam produtos prejudiciais a saúde a de cigarro é a unica que não tem uma saída honrosa pra continuar matando as pessoas, ou alguém descobriu a formula de se fazer um cigarro que não cause câncer, vicie, cause problemas pulmonares dentre outras centenas de coisas ruins?

    Como um rato acuado não lhes resta mais nada que fazer a não ser atacar e ver o que dá, e as pessoas que julguem de que lado querem ficar.

    A propósito, esse filme é ótimo vale a pena ser visto.

    • Dado Teles

      Márcio, concordo que a indústria tabagista poderia/deveria criar algum tipo de cigarro sem tantas substâncias tóxicas/cancerígenas/viciantes. Mas pra mim, o X da questão é o seguinte: fuma quem quer. É muito fácil colocar a culpa só nos fabricantes, sendo que foi a própria pessoa que escolheu fumar. Idem para drogas, bebidas, etc.

      Não acho que colocar imagens disso ou daquilo num maço de cigarro irá fazer o cara parar de fumar. E se a moda pega, logo teremos fotos de fígados com cirrose nas garrafas de bebidas…

      • Anônimo

        As que as coisas não são tão simples assim. Somos adultos e sabemos até onde vai as consequência de se fumar ou não, por isso mesmo é nosso dever alertar, e essas propagandas com  imagens fortes fazem isso bem, os jovens e crianças onde estão se metendo se optarem por fumar.
        Ou seja a industria do Tabaco pode mostrar na tv imagens descoladas de jovens bem sucedidos, felizes consumindo seus produtos, direito deles, o ministério da saúde mostra que a realidade não é tão doce assim dever deles.

      • Anônimo

        As que as coisas não são tão simples assim. Somos adultos e sabemos até onde vai as consequência de se fumar ou não, por isso mesmo é nosso dever alertar, e essas propagandas com  imagens fortes fazem isso bem, os jovens e crianças onde estão se metendo se optarem por fumar.
        Ou seja a industria do Tabaco pode mostrar na tv imagens descoladas de jovens bem sucedidos, felizes consumindo seus produtos, direito deles, o ministério da saúde mostra que a realidade não é tão doce assim dever deles.

      • http://estranhosemnome.wordpress.com/ Julio Kirk

        E sabe o que mais? Foto de pessoas obesas em embalagens de batata frita, de mãos com calos e deformadas em instrumentos músicais como guitarras e pianos, e até de joelhos com lesões em bolas de futebol. Ei, e que tal adesivar o sol pra avisar que ele queima? Ridículo.

        Essa onda moderna de transformar o estado em uma mamãe superproterora é revoltante. Uma coisa é avisar dos perigos do mundo, políticas de educação, etc. Outra é sair por aí impondo “proteção” como se as pessoas não soubessem o que estão fazendo, mesmo com todos os avisos já dados.

      • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

        Julio, seu ponto de vista é interessante. Também não acredito que o Estado deva ser superprotetor.
        Acontece que o cerne da questão é o dinheiro público envolvido. Se os 100 bilhões de dólares forem direcionados para outros setores da saúde, penso que seja coerente coibir o uso desenfreado do cigarro.

      • http://www.facebook.com/people/Rafael-Freitas/100002195352478 Rafael Freitas

        Concordo com o Júlio.

        Achei a discussão boa, mas a análise, fraca. Bem unilateral, e de acordo com o lado mais fácil e clichê de seguir.
        Cadê a verdadeira raiz do problema? Que público hoje fuma sem saber o que pode lhe ocorrer? Essa espécie de público é, com toda certeza, muito ignorante (e aqui digo no sentido de serem pessoas extremamente simples, e não buscando diminuí-los). Aí o “Estado-mamãe” vai lá, põe essas figuras, e considera-os protegidos. Mas e o resto dos males que sua ignorância lhes proporciona? 

        E o direito ao consumo consciente será materializado por imagens assim? Realmente, elas são uma ferramenta de terror mais do que de informação. Não há uma forma melhor de instruir, sem apelar pro horror gore?

        Enfim, tem muito pano pra manga aí. Aposto que a ação é bem mais complexa do que o que foi exposto pela mídia (afinal, o autor deve ter tirado essa notícia de alguma fonte que não os autos diretamente) – e a mídia só noticia o quer, como quer, como sempre.

        Mas que deve ter alguns argumentos interessantes de se ler lá, ah, se deve!

    • http://www.cafecomamigos.com.br Cristiano Vieira

      Essa do cara dizer que somos dependentes químicos da água ele viu em alguma corrente de e-mails que passam por aí pra encher nossas caixas. Uma coisa é semos dependentes de água por nosso corpo necessitar dela, por ela ser vital, outra é sermos dependentes de algo que escolhemos forçá-lo a depender.

  • Samyta Nunes

    Muita cara-de-pau dessas empresas fabricantes de cigarro.

    Mas não tem aquele papo de que qualquer coisa nos EUA é motivo pra processo?! haha
    Tá bom, tô generalizando…rs

  • http://www.facebook.com/people/Marcos-Galvao/711313815 Marcos Galvao

    Pra entender a questão, é mais do que necessário se assistir esse filme. Filmaço.

  • Anônimo

    Como fazer consumo consciente em cima de um produto que vicia?

    • http://twitter.com/lucasscharf Aleatório

      Marcio, coca, chocolate, viagra, anti-depressivos, facebook, e um monte de coisa que nós consumimos também podem nos viciar (sem contar que somos dependentes químicos da água). 

      • Anônimo

        Coca, chocolate não causa câncer dos mais variados tipos, hemorragia cerebral, ataques cardíacos  impotência sexual, aneurisma, ulcera, complicações para o feto na gravidez entre outras muitas doenças, tirando que fode ainda mais com os gastos com nosso sistema de saúde, coisa que a coca (pelo menos a cola) e o chocolate não fazem.

        Viagra e anti-depressivos são tarjados, ou seja mesmo um adulto tem ou deveria ter restrições na hora da compra, a unica restrição do cigarro é a idade do consumidor.

        Quanto ao facebook e a água você não ta falando sério, né?

      • Danilo Freire

        Dependente químico da água.

        Posso deduzir, então, que somos igualmente dependentes “químicos” [sic] de alimentos, do ar e da luz?

        lol

      • http://twitter.com/TabaCruzFilho Tabaquara Cruz Filho

        Acho que se a gente igualar necessidade fisiológica com dependência química, ai acho que vamos bem rápido pro buraco.

    • Eduardo Almeida

      Se vc comer muita alface,  ou beber muita água, terá tantos problemas quanto fumar muito.
      O cigarro é uma das coisas q fazem mal. Todas fazem.

      • Anônimo

        Quantas pessoas você conhece que querem largar a água e o alface mas não conseguem?

  • Anônimo

    Não entendi.

  • Lima

    Gabriel, isso já acontece. Mesmo que o cara faça se trate na saúde pública, toda aquela estrutura está sendo bancada pela sociedade – da qual ele faz parte – através de impostos. E seguindo seu raciocínio não seria necessário sistema de saúde público. Afinal, o fumante também poderia não querer que seu dinheiro fosse revertido em tratamento para doenças relacionadas à obesidade de uma pessoa que se alimenta mal, ou de lesões sofridas por atletas de fim-de-semana, pois eles é que decidiram correr este risco. Enfim, todos nós podemos ter problemas de saúde que poderiam ser evitados por nós mesmos. O fumante é o mais novo bode expiatório para o desejo humano de se sentir melhor que os outros.

    • Anônimo

      O obeso, ainda que eu não acredite que ele sofra disso simplesmente porque come de mais, ainda sim prejudica a sim mesmo, no caso da bebida e do cigarro é lesado quem faz uso e quem não faz.

  • http://twitter.com/lucasscharf Aleatório

    As empresas dos mais diferentes ramos, potencialmente viciantes (como citei lá em cima), usam esse tipo de propaganda. 
    Acho que ao invés de colocar uma fotinho com os maus do cigarro, é bem mais eficiente um programa como o PROERD.

    • Anônimo

      Usam porque é eficiente e sabem que quanto mais jovem maior a chance de se tornar “fiel” aos seus produtos.
      E não é porque todos fazem significa que seja bom.

      Proerd mais eficiente não sei, e não vou entrar nesse mérito, mas ainda que fosse não é por isso que deveria ser o único, como diz a máxima ” A união faz a força” ou seja, é bom que se tenha várias frentes apontando as consequências do fumo. 

      • Fernanda

        Bem, creio que vivemos em uma era de uma informação, se vc fuma sabe o mau que aquilo vai te causar, não acredito que seja válido maiores campanhas sobre tal, sei lá penso que não podemos controlar as pessoas e nem o mundo.

      • Fernanda

        Bem, creio que vivemos em uma era de uma informação, se vc fuma sabe o mau que aquilo vai te causar, não acredito que seja válido maiores campanhas sobre tal, sei lá penso que não podemos controlar as pessoas e nem o mundo.

      • Fernanda

        Bem, creio que vivemos em uma era de uma informação, se vc fuma sabe o mau que aquilo vai te causar, não acredito que seja válido maiores campanhas sobre tal, sei lá penso que não podemos controlar as pessoas e nem o mundo.

  • http://twitter.com/lucasscharf Aleatório

    O sistema de comentários está me sacaneando x.x
    O post de cima era para ser uma resposta ao MarcioSarge, quando ele fala que é o dever do MP falar que a realidade é mais feia do que mostram as propagandas x.x

  • Anônimo

    Também não conheço quem tenha parado de fumar por isso, mas isso pode levar a uma pessoa que não fuma a continuar não fumante.

  • Anônimo

    Vai dizer que é a maconha?

    • http://www.facebook.com/people/Rafael-Freitas/100002195352478 Rafael Freitas

      Fumo + palha? Não que seja de boa, mas melhor que o industrializado, é.

  • Rafael Dorcel de Souza

    Não acho nada de mais as empresas pleitearem um direito que elas acreditam estar sendo prejudicado, se todas as pessoas tivessem essa “cara de pau”, como alguns estão dizendo, o mundo seria melhor.

    Cara de pau mesmo é criticar e depois dizer que advogaria para as empresas (falei rsrsrsrsrs)

    • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

      Rs.

    • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

      Rs.

    • Samyta Nunes

      Ok, vou justificar o meu “cara-de-pau”, posso?

      Você vende veneno, pra nego que sabe que aquilo é veneno. Porém você é obrigado a dizer na embalagem do seu veneno que ele mata. Daí você quer entrar na justiça pra tirar esse aviso. Oi?!?!
      Desculpa, mas não consigo partilhar do seu ponto de vista, afinal, você deveria ficar quietinho no seu canto e agradecer por poder vender o seu veneno por aí, não?!

      Desculpem se estou sendo simplista, gente.
      Mas eu já fui fumante, sei que esse aviso e fotos no maço não fazem ninguém parar de fumar, eles estão reclamando de quê?!

  • Samyta Nunes

    Obrigada pelo esclarecimento, foi bem elucidante.

  • http://www.facebook.com/artur.guarnieri Artur Guarnieri

    Eu acho que toda grande indústria coloca o consumidor em uma sinuca de bico, dos produtores de frango ou bovinos, aos cultivadores de hortaliças e etc… Você come um frango e aquele frango geralmente recebeu anabólicos e outros complementos além de ração. A carne bovina, idem e até mais. Até no mais belo e mais caro restaurante você se sujeita a isso, mesmo com a carne mais macia de um baby beef. E isto também causa câncer e outras doenças, ainda que em menor escala porque isso vai depender da pessoa que se sujeitou a química do produto. Ah, e já ia me esquecendo do açucar e do sal; dois belos venenos incentivados.

    A gente come veneno e respira veneno de todos os lados. A única verdade é que se vive morrendo em prol de uma economia. Fumar faz mal? Sim, é mais do que óbvio. Mas o que interessa não é a saúde, são os gastos. Esse conceito, ao menos para mim, não me mostra nenhum humanismo.

    Acredito de verdade, que nós temos que mudar nosso padrão de consumo radicalmente em quaisquer hábitos. Usar menos o carro, escolher produtos mais saudáveis, reduzir produção de carbono e muito mais. E, parar de fumar, o que ainda faço. Mas evito carro (escolhi um apartamento estrategicamente) e aumentei minha expectativa de vida reduzindo o consumo de açucar ao máximo e abolindo o sal por uma pimenta cultivada no quintal da minha vó sem agrotóxicos.

    Mas a úncia coisa que o governo me pede é: pare de fumar.

    E eu gostaria realmente de responder: Por favor, eu sei que estou errado em muitos pontos, mas pare de me manipular.

    • Anônimo

      Fazer propagando contra o fumo é manipulação? Se for a propaganda a favor do fumo e de qualquer outro produto fazendo ele mal ou não também é.

      • http://www.facebook.com/artur.guarnieri Artur Guarnieri

        Não a propaganda contra o fumo, não me reduza, por favor :)

        Falo sobre dados sérios que estão por aí, não falo apenas do fumo, o que expressei foi que o fumo é dos poucos males, entre muitos.

        Há muitas proibições legais que não tiveram fundamentação científica (novamente, o fumo tem).

        Leia sobre o efeito do açucar em crianças, o sal na sua corrente sanguínea, visite uma fazenda com gado de corte e granjas, por exemplo. Garanto que você vai rever muitos conceitos e acho válido pensar sobre.

        Abs,

      • Anônimo

        Me perdoe, não pretendia reduzi-lo, só entendi errado sua questão. :)

  • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

    Não vejo problema algum nas empresas em tentar se defender legalmente. Enquanto seu produto for legal, estão em seu direito.

    Sem falar que calcular custos de saúde com base em medidas como essa é, no mínimo, infeliz. Como já dito nos comentários acima, no Brasil as imagens explícitas não causaram o impacto esperado.

    De uns tempos pra cá, alguém percebeu que a campanha com as imagens mudou completamente o foco? Hoje, 90% das caixas de cigarro vem com o aviso de impotência sexual -que mete muito mais medo nos marmanjos do que o câncer, a necrose ou aquele rato morto. O que mudou com isso? Não sei…mas nenhum dos fumantes que conheço parou de fumar. Eu continuo aqui, com meu Lucky Strike vermelho.

    (Pausa Dramática: E as mulheres, como ficam nessa campanha do “fumar te deixa brocha?”)

    Poucos são os fumantes hoje em dia que desconhecem os males do cigarro. Nós sabemos que este bolado de qualquer merda tem mais de 4.700 substâncias tóxicas, sabemos que pode acabar com nossos pulmões, causar vários tipos de cânceres, destruir nossos sistemas cirtulatórios, deixar nossos pênis tão duros quanto um boneco de pano, causar fissura incontrolável mediante abstinência, entre outras coisas. Nós sabemos que fumar causa “sofrimento, dor e morte”, portanto o aviso é dispensável.

    “Ah, legal, o adulto sabe, mas e uma criança/adolescente?”

    A criança ou o adolescente, ao verem uma imagem dessas, vai ter interesse ainda maior na coisa. Afinal, nada é mais interessante para uma criança do que experimentar alguma coisa “só para adultos”. A proibição faz somente aumentar a procura. É o conflito causando conflitos.

    Antes que alguém pense merda: Não defendo o tabagismo. Muito pelo contrário. É um vício dos mais escrotos. Não é por ser fumante que vou defender. Apenas não concordo com algumas medidas reducionistas e populistas que simplesmente não entregam os resultados que prometem.

    Imagens de gente com corpo necrosado não vão economizar 100 bilhões anuais na saúde americana, mas vai render alguns votos -e isso é importante, né? Oh wait…

    • Anônimo

      Concordo quando diz que todo mundo sabe sobre os males do cigarro só não concordo que o alerta somente por isso seja dispensável, agente costuma se importar e debater questões que estão em voga e deixar as outras de lado ainda que não esquecida.
      Acontece o mesmo com a coisa de bebida e transito, todos sabemos que é uma combinação perigosa, infelizmente não é suficiente o conhecimento, foi necessário leis severas e discussões constates na midia pra ver ser a coisa se torna menos pior.

      Com tudo isso parece que sou um radical xiita contra a industria do cigarro, no que diz respeito ao texto, concordo plenamente que a industria tem o direito de brigar pelos meios legais pela saúde de seu mercado, ainda que isso não garanta a saúde de seus consumidores.

      • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

        Não acho válido comparar a cigarro e bebida, pois são mercados bem distintos. Apesar de que que vale levantar a questão “Porque nos rótulos de cerveja não tem fotos de carros batidos ou gente com cirrose”, por exemplo.

        E po, lei seca foi uma piada de mal gosto. Fiquei cabreeeiro no começo, a coisa pegou e já tava rolando até umas vans tipo “trans-bêbado” em alguns bares. Mas o enfraquecimento progressivo da fiscalização me fez voltar beber e dirigir como sempre fiz. E sei que não estou sozinho nesse barco. Era uma iniciativa que tinha tudo para dar certo, mas no fim voltou a ser como era antes.

        Bom, voltando ao cigarro…

        Ao menos pelo que vejo entre os fumantes no Brasil, o “alerta” surte pouco ou nenhum efeito sobre a indústria do tabaco.

        Não consigo ver essa medida entregando o que promete. Isso me cheira demais a parlamentar querendo explorar um tema polêmico e “pagar de heroi”.

        Pode até ser que levante a discussão sobre o tema, mas e depois? Devolta ao limbo.

        Se é para atacar a indústria do tabaco, acho que há meios mais eficazes. Mas eu sou fumante, então paro por aqui =)

    • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

      Ê, Sandro, sempre com seu comentário ácido e contundente, agregando aqui nos comentários.

    • Samyta Nunes

      “(Pausa Dramática: E as mulheres, como ficam nessa campanha do “fumar te deixa brocha?”)”

      Sandro, já viu o rosto da mulher naquele do envelhecimento precoce?! Que medo! huahua
      Toda vez que ia comprar, eu pedia o da impotência…rs

      Mas agora falando sério: concordo quando você diz “Não sei…mas nenhum dos fumantes que conheço parou de fumar”. Só que isso me leva a uma conclusão diferente do seu “portanto o aviso é dispensável”. Penso que, se o aviso não evita que os fumantes parem nem faça com que fumem menos, os fabricantes tão reclamando de quê?!

      Entende o meu ponto de vista? Tomara…rs

      • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

        É que no Brasil já rolou a medida, né. Pode ser que nos EUA a reação seja diferente. Vai saber. Se eu fosse um “barão do tabaco” por lá eu ficaria preocupado também.

        Se for apostar, porém, acho que não passa tão longe do que rola aqui não. Diria que vai causar alguma reação imediata, mas que a longo prazo as perdas da indústria não devem se mostrar tão grandes.

        Como disse um personagem em “Obrigado por fumar”, o cigarro é um produto que praticamente se vende sozinho

  • http://estranhosemnome.wordpress.com/ Julio Kirk

    Lei ridícula, fruto do politicamente correto que toma conta do mundo. Eu tenho aqui uma carteira de cigarros americana. Tem um aviso na lateral avisando que o troço faz mal. Pronto. Tá avisado. Agora ficar colocando imagem, até maior que a logo do produto, isso é sacanagem. O sujeito quer fumar, ele sabe o que é aquilo. É simples.

    E sim, as imagens muitas vezes passam da função de simplesmente “avisar” pra coisas imbecis, como aquela imagem nas embalagens brasileiras escrito “Horror”. Pra mim, o limite da intervenção dessas florzinhas corretinhas é o que existe em algumas carteiras de cigarro Européias, onde há dizeres em preto sob um fundo branco escrito “Smoking kills” ou algo assim. É simples, direto e cumpre o papel de avisar. Agora, imagem? Sou contra mesmo.

    • Shi

      E deixa a caixinha puta feia…

  • http://www.facebook.com/artur.guarnieri Artur Guarnieri

    Vejo que as opiniões seguiram, resta agora o Pdh fazer um post com o título “A indústria do medicamento X Você”. Acho que seria um modo de ir mais fundo na questão…

  • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

    Belo ponto de vista, Rafael.

  • http://www.facebook.com/people/Leo-Brito/100000111524229 Leo Brito

    Ganancia é pouco, onde já se viu.. os caras ganham rios de dinheiro e tão de frescurinha pra colocar fotos dos malefícios do cigarro nas embalagens ? Bando de FDP’s!

    Legal, eles podem perder alguns clientes, tipo.. chutando.. 1% ? e mesmo assim estão fazendo glicose anal ? hahaha

    Eu fumo e mesmo com as embalagens mostrando pulmões podres, fetos, morte e afins eu não parei de fumar mas espero parar o quanto antes, essa merd4 tá me deixando zuado há algum tempo!

  • http://www.facebook.com/people/Leo-Brito/100000111524229 Leo Brito

    Ganancia é pouco, onde já se viu.. os caras ganham rios de dinheiro e tão de frescurinha pra colocar fotos dos malefícios do cigarro nas embalagens ? Bando de FDP’s!

    Legal, eles podem perder alguns clientes, tipo.. chutando.. 1% ? e mesmo assim estão fazendo glicose anal ? hahaha

    Eu fumo e mesmo com as embalagens mostrando pulmões podres, fetos, morte e afins eu não parei de fumar mas espero parar o quanto antes, essa merd4 tá me deixando zuado há algum tempo!

  • http://www.facebook.com/people/Leo-Brito/100000111524229 Leo Brito

    Ganancia é pouco, onde já se viu.. os caras ganham rios de dinheiro e tão de frescurinha pra colocar fotos dos malefícios do cigarro nas embalagens ? Bando de FDP’s!

    Legal, eles podem perder alguns clientes, tipo.. chutando.. 1% ? e mesmo assim estão fazendo glicose anal ? hahaha

    Eu fumo e mesmo com as embalagens mostrando pulmões podres, fetos, morte e afins eu não parei de fumar mas espero parar o quanto antes, essa merd4 tá me deixando zuado há algum tempo!

  • Danilo Freire

    Neste cenário, a postura adotada pelos fabricantes de cigarro se mostra ultrajante, descabida, capitalista e sobretudo desumana…

    Ultrajante e descabida? TODO mundo sabe que fumar faz mal, do Zé das Couves à pessoa mais sábia do mundo. Nenhum fumante fuma por obrigação, por coação irresistível, fuma porque quer, e, ao fazê-lo, assume os eventuais ônus. A indústria do tabaco está aí cobrindo uma demanda, ora. Nada mais justo que defendam os próprios interesses. É um negócio, não uma ONG pró-saúde.

    Capitalista? Problem?

    Desumana? Como eu disse, só fuma quem quer e porque quer. A responsabilidade é pessoal.

    • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

      Não tinha pensado sob essa ótica, Danilo. Obrigado pela contribuição.

  • http://www.facebook.com/people/Lucas-Fonseca-Lage/1076838765 Lucas Fonseca Lage

    Se ainda existe industria de cigarro no Brasil, mesmo com tantas advertências e restrições as propagandas. A industria de cigarros nos EUA que não vai falir =p

  • http://www.streetsampa.com.br Felipe Salum

    Quem quiser saber mais sobre o pessimo sistema de saude americano assista o filme Sicko de Michael Moore, tudo bem que ele dramatiza muito, mas eh bem por ai mesmo a situacao aqui.

    A situacao aqui eh tao lamentavel e os precos tao absurdo que meu filho de 4 anos teve uma febre, levei de madrugada pro hospital (detalhe aqui nao existe hospital publico), depois do hospital dar um cha de canseira e deixar ele no quarto por horas, tomou medicamente e fomos embora.

    Total da brincadeira que chegou depois de algumas semanas a conta em casa, 8 mil dolares. Tudo bem que a assistencia medica pagou 100%, mas e ai, quem nao tem faz o que ? Vende um orgao do corpo pra poder pagar.

    Essa eh uma das coisas, talvez a unica pra dizer a verdade, que me deixa abismado como pode continuar assim num pais de 1o mundo.

    • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

      Felipe, ótima observação. Inclusive citei o filme Sicko no meio do texto, em forma de link para uma informação.

  • Victor Cavalcanti

    Na minha opinião oq as pessoas não levam em conta é oq está por trás do vício. As pessoas usam o cigarro por ser uma droga que traz certo conforto ou alívio para alguma situação de estresse. (foi-se o tempo que se fumava pq se era descolado). Odeio cigarro e tenho pena de quem fuma. Pena porque consegue fuder a se mesmo e não tá nem ai. Pena pq as pessoas realmente viciadas precisam fumar a cada situação de estresse e usam isso como uma válvula de escape e que mais tarde o mais cedo vai dar escape a sua vida e sua sanidade. 

    Agora que ver a galera falar que se droga que quer, quando tu ver um filhinho da puta oferecendo crack pro teu filho. Tu criou ele bem, deu educação e tudo mais, mas o papo do fdp é bom, talvez convença a cabeça do teu rebento. Vai ver uma das coisas mais lastimáveis, uma real crise de abistinência, um homem se tornando irracional, correndo atrás de algo que só tem uma finalidade… mata-lo. Essa é a verdadeira tragédia. 

  • Daniel

    Primeiro, vamos analisar o aspecto de saúde da coisa.

    Cigarro, ao lado do álcool, é a pior droga do mundo. Isso não cabe discussão, é um fato e pronto. A quantidade de pessoas que morrem por causa dele é enorme, o vício que ele causa é tremendo e as sequelas que ele pode deixar são terríveis.

    Um viciado não pode ser tão condenado por usar dos cigarros. tá tá, todos sabem que vicia, mas, quem fuma uma ou duas vezes pode já ficar viciado; coisa que não acontece com as bebidas. E não é só isso, quem não fuma mas fica por perto acaba sendo prejudicado também.

    Acredito que o papel do Estado  seja prezar pelo bem estar social e para tal, devemos combater mais agressivamente os males que nos aflingem. Propagandas que mostram os males do cigarro, repressão severa à bebida conbinada à direção e fiscalização sobre drogas ilícitas devem, sim, ocorrer de forma ampla.

    As pessoas devem escolher, devem ter a liberdade para racionalizar sobre questões e ter pleno poder de ação, dentro de um limite ético. Isso só poderá ocorrer, entretanto, quando a população atingir um nível elevado de conscientização e conhecimentos diversos. As duas medidas devem ser feitas concomitantemente, portanto: Educação por completo da população, a longo prazo; e essas medidas de controle, a curto prazo.

    • Danilo Freire

      Temos entre nós alguém que logrou ”atingir um nível elevado de conscientização e conhecimentos diversos”.

      Guie-nos, pfvr.

      =^.^=

  • Daniel

    Não, liberalismo em excesso não dá certo. Esqueçam! a mão “invisível” da economia, e sociedade, não existe.

    As pessoas devem tomar suas decisões; no entanto, isto só quando, depois de educados e orientados, já puderem tomar suas próprias decisões através de análises críticas e sérias das suas atitudes.

  • Dado Teles

    Geraldo, esse é o ponto. Nos USA, a gente até acredita que os bilhões economizados podem ser revertidos em prol da saúde pública. Mas, e aqui no Brasil? Quando se corta gastos ou se economiza em algo, pra onde vai o dinheiro, hein?

  • http://twitter.com/edegar EDEGAR NEUMANN

    Tô com orgulho destes leitores do PdH. “Sim, pois estão todos imunes a vícios, especialmente os que fazem mal. Claro, pois afinal, só se vicia quem quer, não é mesmo? Esta galera que se vicia no cigarro, o faz porque odeia a si mesma, afinal consome o bagulho mesmo sabendo que isso poderá levar à morte. Não faz sentido? Claaaro…”
    Fácil acusar, não?
    Mermão, esta análise é extremamente simplista. Me mostre alguém que faz uma coisa que pode prejudicar a si mesmo E SABE DISSO e te mostro alguém que tem algum tipo de problema pessoal a resolver. Nosso instinto de auto-preservação evita que atravessemos uma rua na frente de um carro, pois isso vai, com certeza absoluta, nos prejudicar IMEDIATAMENTE. O cigarro (e outras ‘dorgas’) ‘talvez’ prejudique a longo prazo. E aí todos nós nos consideramos super-homens, ou então ‘eleitos’, ao pensar que os malefícios só afetam ‘os outros’. Rola uma auto-enganação. Nosso inconsciente compara de maneira torpe os malefícios e os benefícios e nos leva a assumir os riscos. Então, sob meu ponto de vista (espero que não seja só meu), qualquer campanha que leve a disseminar o conhecimento de que fumar faz mal, é válida. A discussão realmente relevante é sobre a melhor maneira de disseminar este conhecimento e realmente convencer a todos que fumar faz mal. Se alguém tiver uma boa ideia, poderá ganhar muito dinheiro numa empresa de marketing.
    Conheço alguns fumantes que me dizem, ainda hoje, que existem divergências nas pesquisas, ou seja, que não é certeza absoluta que fumar faz mal, então eles continuam fumando. Óbvio que eles estão se auto-enganando, mas e aí? Então é melhor tirar os avisos escatológicos das embalagens? Acho que não é o caminho.
    Por outro lado, as empresas estão no papel delas, dentro da lei, como alguns lembraram. São FDP? Sem dúvida, mas estão dentro da lei.

    • Danilo Freire

      Bobagem.

      Saltar de para-quedas é um baita risco e nem por isso as pessoas param de saltar ou são consideradas alienadas ou, como você disse, com ”problema pessoal a resolver”. O mesmo para asa delta, rapel e outros esportes perigosíssimos.

      Essa coisa de instinto de preservação é só um subterfúgio [fraco] para dizer que quem fuma não o faz porque quer.

      A verdade é essa: nós podemos sim agir consciente e deliberadamente contra nós mesmos SEM que isso implique ou pressuponha um estado anormal das capacidades cognitivas. Essa é só mais uma das coisas que nos torna humanos – animais diferentes dos outros animais.

      • http://twitter.com/edegar EDEGAR NEUMANN

        Cara, qualquer um que tenha R$ 3,00 vai na esquina e compra um cigarro. Ainda são milhões de fumantes no Brasil, e muitos jovens. E muitos milhões nos EUA.

        Esporte radical é coisa pra poucos, e os que você citou, para pouquíssimos. E a participação de jovens é ínfima. Não é um problema de saúde pública. Foi uma péssima comparação…

        Nos dois casos quem se arrisca ignora ou não entende os riscos, ou então avalia que os benefícios compensam os riscos. Não fumo, então não consigo entender que alguém coloque na balança riscos e benefícios e diga “ah, vale a pena engolir fumaça, me faz mais bem que mal”. Eu só consigo acreditar que esta pessoa não entende corretamente os riscos. Se não entende, precisa de conscientização.

        Posso ser ingênuo, mas não acredito que alguém se vicie porque quer ficar viciado. Se você discorda, me explique o por quê, e não diga apenas “fuma por que quer”…

        P.S.: Concordo que fazemos coisas que nos colocam em risco, mas a coisa não é tão simples. Sempre tem um motivo…

      • http://twitter.com/edegar EDEGAR NEUMANN

        Cara, qualquer um que tenha R$ 3,00 vai na esquina e compra um cigarro. Ainda são milhões de fumantes no Brasil, e muitos jovens. E muitos milhões nos EUA.

        Esporte radical é coisa pra poucos, e os que você citou, para pouquíssimos. E a participação de jovens é ínfima. Não é um problema de saúde pública. Foi uma péssima comparação…

        Nos dois casos quem se arrisca ignora ou não entende os riscos, ou então avalia que os benefícios compensam os riscos. Não fumo, então não consigo entender que alguém coloque na balança riscos e benefícios e diga “ah, vale a pena engolir fumaça, me faz mais bem que mal”. Eu só consigo acreditar que esta pessoa não entende corretamente os riscos. Se não entende, precisa de conscientização.

        Posso ser ingênuo, mas não acredito que alguém se vicie porque quer ficar viciado. Se você discorda, me explique o por quê, e não diga apenas “fuma por que quer”…

        P.S.: Concordo que fazemos coisas que nos colocam em risco, mas a coisa não é tão simples. Sempre tem um motivo…

      • Danilo Freire

        Não foi uma péssima comparação, foi uma comparação válida: você não conseguiu (e nem conseguirá) demonstrar que aquelas pessoas têm, ao cabo, algum tipo de problema.

        A relação numérica [radicais x fumantes] não é exatamente relevante para a verdade ou falsidade da proposição “quem faz Y deve ter algum problema”. Ambos estão expostos a riscos e os assumem.

        Li aí para baixo que fumando uma vez a pessoa já pode viciar. Isso é simplesmente falso e não importa quem o diga, é falso. Agora, vamos supor que seja verdadeiro, ainda assim, o primeiro cigarro foi fumado voluntariamente.

        Estágio dois, já viciado: só não para quem não quer. Sim, você leu isso, só não para quem não quer. Seja por conta própria, por conta alheia, por conta grupal, não importa. O primeiro passo para abandonar qualquer vício é, veja bem, querer abandoná-lo. O vício não surge do nada, é um processo lentamente alimentado pelo ato voluntário.

        “Ai, eu quero, mas não consigo.” – não, amigo, você não quer. Vício não faz ninguém agir de um modo X, no máximo faz a vontade surgir. Permanecer nele é voluntário. A não ser que a crise de abstinência seja algo fora do razoável, daquelas que subtraem a razão, coisa que duvido muito aconteça com o tabaco.

        Agora, veja só, sabemos (sim, sabemos e bem!) que comer fritura faz mal, que coca-cola faz mal, que CO2 faz mal, que álcool faz mal. Aí não há, necessariamente, vício e nem por isso deixamos de comer mal, beber mal e comprar carros.

        Quando passamos a agir certo? Quando a possibilidade concreta de consequências graves bate à porta. Daí não decorre que antes não tínhamos a exata compreensão dos malefícios. É assim que a maioria de nós funciona, vive o momento conforme as circunstâncias do momento permitirem.

        Penso que isso tem menos que ver com ter algum problema do que com um certo estilo de viver. Uma certa postura, visão de mundo. Entende?

      • http://twitter.com/edegar EDEGAR NEUMANN

        Entendo, mas continuo discordando, o que, de minha parte, é ótimo.
        Podemos continuar isso por um bom tempo, mas acho que já deu o que tinha que dar, sem falar que você é um ótimo articulador de ideias, então…

  • Lia.

    Até que enfim alguém chegou ao ponto que estava na ponta dos meus dedos: educação… é disso que o povo precisa.. pra melhorar nível de vida, saber cuidar de si e de seus familiares, saúde e bem-estar, saber escolher seus representantes… Investimento em educação é algo que demora gerações pra dar retorno, é uma engrenagem e que, esperar tanto tempo, infelizmente, não é o interesse de quem quer que esteja no poder …
    Não precisaria um governo pedir pra que as pessoas comessem salada, praticassem atividades físicas e evitassem alcool e cigarro. Mas precisa, e muito. Tb não deixa de ser um investimento na educação do seu povo, na busca pela melhoria da qualidade de vida, tb nao resolve o problema,(se é que um dia será) mas seria mais eficiente se tudo começasse na base…
    O que isso tem a ver com o cigarro?
    Tudo, assim como tem a ver com a batata frita, hamburguer e coca-cola, não uso da camisinha, o álcool+direção: a consciência plena de todos efeitos que essas coisas trazem.

  • Lucas Carvalho

    Eu fumo, eu gosto de fumar, não sinto vergonha de fumar e eu não vou parar de fumar. Não importa que minha chefe diga na minha cara que teria repensado a minha contratação se soubesse que eu fumo, não importa que a menina do departamento encha o meu saco todos os dias, não importa que coloquem essa gangrena tenebrosa na parte de trás do meu maço de marlboro.
    Eu quero fumar e eu vou fumar. Minha vida, meus pulmões, minha escolha.
    E se eu vou ter câncer aos 50 e ficar chorando “eu não deveria ter fumado =(” é um problema exclusivamente meu. Se é um vício doentio, também, problema meu. Essas pessoas falando do meu hábito de fumar sequer se importam comigo, não irão no meu velório se eu morrer e tudo mais.

    Todo o resto é balela, é argumento distorcido na mão de gente que tenta embasar um preconceito quase que irracional por aquilo que é diferente. Há 800 mil práticas que prejudicam o coletivo muito mais do que o fumo individual.

    Olha, desculpa a parcialidade, mas eu acho a discussão fumantes x não-fumantes sempre MUITO POBRE e pobre justamente pelo lado não-fumante, que sempre tende ao radical, ao tom professoral e superior e a uma ausência de lógica e, principalmente, empatia. Sempre vejo diversos fumantes ponderando aspectos anti-fumo com muito mais habilidade em entender o outro lado do que aquele que odeia o cigarro.
    Odiar o cigarro, por definição, é uma coisa imbecil.

    Eu não gosto da lei anti-fumo e ela fode com a minha vida, por exemplo, mas é perfeitamente compreensível que ela exista e, se fosse eu mesmo um dos votantes para a aprovação dela, diria com muito pesar que sim, ela deve ser aprovada no país todo. Fumar em local público e fechado nunca fez sentido e sempre foi um abuso com aqueles que não fumam.

    Mas:

    P: qual o sentido de proibir os fumódromos, locais fechados exclusivos para fumantes?
    R: Nenhum sentido. NENHUM. absolutamente nenhum.

    P: Qual o sentido de proibir o fumo em ambiente aberto?
    R: fumo passivo. claro, fumo passivo em ambiente aberto, como se isso fosse realmente considerável num país cujo trânsito já está caótico e exalando um milhão de toneladas de fumaça a cada segundo até mesmo fora das capitais. você aguenta a fumaça do meu cigarro andando na calçada e eu aguento você, playboy e patricinha, andando de carro pra toda merda que vai fazer ao invés de andar a pé. não gosto de você, você não gosta de mim, mas a gente se suporta pelo bem de todos.

    P: Qual o sentido de supertaxar um produto em níveis ABSURDOS?
    R: Esse argumento de saúde pública é sempre muito pobre: veja bem, o imposto do cigarro já é gigantesco e poderia muito bem ser revertido para o SUS – dinheiro esse que sequer existiria se não fosse o fumo, já que eu duvido que uma taxa de impostos tão alta assim seria aprovada pra qualquer outro produto. E quem tem plano de saúde (meu caso) já está pagando a sua cota de quimioterapia, não estou pegando a grana de ninguém.
    Isso sem contar que eu acho o argumento do Torresmo e do Álcool muito válido, porque bem, o prazer sempre mata.

    Essa economia de 100 bilhões aí num país que é calcado na saúde privada vai, no máximo, diminuir o índice de sinistralidade e aumentar os lucros das seguradoras. não tenham a ilusão de que essa grana vai ser revertida pra alguma coisa, porque não vai.

    Não há motivo algum para essa cruzada contra o fumante que se instaurou no mundo. sendo clichê pra caralho, mas acho que aqui se aplica: Live and let die. Viva a tua vida, cuide do teu rabo e deixe as pessoas se matarem como bem entenderem.

    • Lucas Carvalho

      APESAR de tudo eu defendo uma certa conscientização do uso consciente do cigarro.

      O cigarro, tal como um charuto, era pra ser um produto relacionado a um momento de prazer, de relaxamento esporádico, uma hora especial. Não era pra ser vendido na medida de 1 maço/dia. O problema é que, além das substâncias, há todo um componente psicológico nas pessoas que anseia por vícios. E daí dá a merda que dá, uma população fumante que come um cigarro atrás do outro.

      E não existe essa de ‘fumante é fumante’, é muito óbvio que quem fuma uma carteira de cigarros por dia está se fodendo muito mais que eu, que fumo uma carteira a cada 4 dias.

  • Anônimo

    Tá então…

  • http://twitter.com/_Shi Shi

    Eu fumo, eu gosto de fumar, não sinto vergonha de fumar e eu não vou
    parar de fumar. Não importa que minha chefe diga na minha cara que teria
    repensado a minha contratação se soubesse que eu fumo, não importa que a
    menina do departamento encha o meu saco todos os dias, não importa que
    coloquem essa gangrena tenebrosa na parte de trás do meu maço de
    marlboro.
    Eu quero fumar e eu vou fumar. Minha vida, meus pulmões, minha escolha.
    E
    se eu vou ter câncer aos 50 e ficar chorando “eu não deveria ter fumado
    =(” é um problema exclusivamente meu. Se é um vício doentio, também,
    problema meu. Essas pessoas falando do meu hábito de fumar sequer se
    importam comigo, não irão no meu velório se eu morrer e tudo mais.

    Todo
    o resto é balela, é argumento distorcido na mão de gente que tenta
    embasar um preconceito quase que irracional por aquilo que é diferente.
    Há 800 mil práticas que prejudicam o coletivo muito mais do que o fumo
    individual.

    Olha, desculpa a parcialidade, mas eu acho a
    discussão fumantes x não-fumantes sempre MUITO POBRE e pobre justamente
    pelo lado não-fumante, que sempre tende ao radical, ao tom professoral e
    superior e a uma ausência de lógica e, principalmente, empatia. Sempre
    vejo diversos fumantes ponderando aspectos anti-fumo com muito mais
    habilidade em entender o outro lado do que aquele que odeia o cigarro.
    Odiar o cigarro, por definição, é uma coisa imbecil.

    Eu
    não gosto da lei anti-fumo e ela fode com a minha vida, por exemplo,
    mas é perfeitamente compreensível que ela exista e, se fosse eu mesmo um
    dos votantes para a aprovação dela, diria com muito pesar que sim, ela
    deve ser aprovada no país todo. Fumar em local público e fechado nunca
    fez sentido e sempre foi um abuso com aqueles que não fumam.

    Mas:

    P: qual o sentido de proibir os fumódromos, locais fechados exclusivos para fumantes?
    R: Nenhum sentido. NENHUM. absolutamente nenhum.

    P: Qual o sentido de proibir o fumo em ambiente aberto?
    R:
    fumo passivo. claro, fumo passivo em ambiente aberto, como se isso
    fosse realmente considerável num país cujo trânsito já está caótico e
    exalando um milhão de toneladas de fumaça a cada segundo até mesmo fora
    das capitais. você aguenta a fumaça do meu cigarro andando na calçada e
    eu aguento você, playboy e patricinha, andando de carro pra toda merda
    que vai fazer ao invés de andar a pé. não gosto de você, você não gosta
    de mim, mas a gente se suporta pelo bem de todos.

    P: Qual o sentido de supertaxar um produto em níveis ABSURDOS?
    R:
    Esse argumento de saúde pública é sempre muito pobre: veja bem, o
    imposto do cigarro já é gigantesco e poderia muito bem ser revertido
    para o SUS – dinheiro esse que sequer existiria se não fosse o fumo, já
    que eu duvido que uma taxa de impostos tão alta assim seria aprovada pra
    qualquer outro produto. E quem tem plano de saúde (meu caso) já está
    pagando a sua cota de quimioterapia, não estou pegando a grana de
    ninguém.
    Isso sem contar que eu acho o argumento do Torresmo e do Álcool muito válido, porque bem, o prazer sempre mata.

    Essa
    economia de 100 bilhões aí num país que é calcado na saúde privada vai,
    no máximo, diminuir o índice de sinistralidade e aumentar os lucros das
    seguradoras. não tenham a ilusão de que essa grana vai ser revertida
    pra alguma coisa, porque não vai.

    Não há motivo algum para essa
    cruzada contra o fumante que se instaurou no mundo. sendo clichê pra
    caralho, mas acho que aqui se aplica: Live and let die. Viva a tua vida,
    cuide do teu rabo e deixe as pessoas se matarem como bem entenderem.

  • Luiz Fernando

    Entendo que as empresas estão no seu direito, afinal, o marca do produto acaba ficando em segundo plano com as imagens “assustadoras” que trazem. Mas, também concordo com a @SamytaNunes:disqus  quando ela diz que eles já estão no lucro podendo vender seus produtos (venenos) com tamanha liberdade!

    E sem contar que quem fuma ou vai procurar por cigarro sabe exatamente os males que corre poderá sofrer, então, tanto faz deixar as imagens ou não. Agora, se isso influenciar no preço dos cigarros, aí a questão é outra, porque sou a favor de ficarem mais caras (por mais que eu também fume!). Quem sabe, isso diminui o número de viciados ou afunda de vez muitas famílias! kkk

    Quando era cobrador de ônibus, comprava cigarro pro meu motora. Ele se negava a fumar cigarros de carteiras com a imagem do pulmaão fodido ou da impotência. Como se os outros fossem salvá-lo disso tudo! kkkk

    O tio da barraquinha já separava cigarros de outras imagens só pra ele! Já tivemos que parar o ônibus no meio do caminho pra comprar em outro bar porque naquele só tinha as imagens que ele não queria… kkkk

    • http://diariosproibidos.blogspot.com/ Samyta Nunes

      Bizarro esse motorista, hein?! huahua
      Autosugestão imperando nele. rs. Mas vai que funciona, né?!
      kkk
      Brinks

  • http://diariosproibidos.blogspot.com/ Samyta Nunes

    Se o tamanho ou o terrorismo da imagem influenciasse na venda do produto eu concordaria, mas, sabendo que ninguém dá mínima pra isso e continua fumando mesmo se  tivesse um outdoor pendurado em cada maço, não vejo sentido no protesto dos fabricantes…

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