Os carros mais desejados do mundo no GT Brasil 2010

Rodrigo Almeida

por
em às | Carro, Dr. Pirelli, Mecenas


Existem inúmeros automóveis incríveis que desde sempre habitaram o imaginário dos apaixonados por veículos motorizados. São carros de todos os tipos, uma vez que há os que prefiram esportivos, os que prefiram sedãs potentes, os que gostem de compactos urbanos… Entretanto, há uma seleta categoria que reúne obras de arte automotivas que despertam emoções mesmo naqueles que não costumam prestar tanta atenção assim em carros: os superesportivos.

Superesportivos são automóveis que, muitas vezes, não são pensados meramente como um produto comercial. Sua concepção é tão custosa que em muitas situações as vendas não produzem lucro direto. Ainda assim são um bom negócio porque trazem ganhos incomensuráveis para a imagem de uma marca automotiva. Projetados com o que os engenheiros conhecem de melhor, são criados para quebrar recordes e impressionar condutores e espectadores.

Todos já sonhamos com um.

"Hum, hoje vai ser Ferrari, Porsche, Lambo ou Corvette?"

O ronco de uma Ferrari aumentando o giro de um motor é inconfundível. Assim como a Harley-Davidson fez, creio que os italianos deveriam patentear aquela inimitável sinfonia! Eu, pessoalmente, sou um fã incondicional dos superesportivos de Stuttgart. Porsches sempre mexeram comigo pois antes de priorizar desempenho preciso, priorizam prazer e emoção em dirigir. Por isso ainda trazem aquele motorzão lá trás bagunçando com toda a distribuição de peso em pleno 2010.

Falando de um alemão, jamais poderia de mencionar o maravilhoso R8 da Audi ou os modelos série Motorsport da BMW. Embora parte da linha desses alemães seja destinada ao consumidor comum, seus esportivos são criados com tanto esmero que deixam para trás muitos bólidos criados exclusivamente para andar rápido.

A diferença entre a escola de engenharia europeia e americana costuma ser tanta, que quem ama um V8 americano dificilmente se empolga com um esportivo equilibrado do velho mundo. Americanos sempre gostaram de colocar o maior motor que conseguissem fazer caber em uma carroceria e entregá-lo para os mais audazes que não possuem medo em domar uma fera bruta e descontrolada. O que importa é que independente de estilo ou preferência, todos nós apreciamos um verdadeiro superesportivo quando o vemos ou ouvimos.


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Imagine então colocá-los todos correndo entre si. Imagine uma pista em que Lamborguinis, Maseratis, Aston Martins, Jaguares, e em que outros monstros disputam uma monumental batalha. Esse é o Itaipava GT Brasil. O campeonato das máquinas mais desejadas do planeta faz sua quarta temporada no Brasil. Um seleto grupo de sortudos recebe o privilégio de conduzir ao limite obras de arte ainda mais otimizadas – como se fosse possível – preparadas para competição.

Em um ambiente com afortunados capazes de arriscar essas máquinas, não é surpresa a presença de muito luxo e badalação que dividem holofotes com as estrelas principais.

Entre festas, música e espumante, quem vai para a pista não vai para brincar. Ao longo dos anos as provas se tornaram mais competitivas e consequentemente difíceis. Por mais que pilotos amadores eventualmente se aventurem na categoria, a maior parte deles são altamente competentes. A maturidade do evento o transformou em um dos maiores espetáculos do automobilismo brasileiro em que marcas, autódromos, atletas e principalmente nós, apaixonados, ganhamos.

Com corridas em São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Porto Alegre, além de 3 etapas por final de semana, a GTBR deu um show de audiência em 2010. Nesse ano, a última etapa do evento fez parte do calendário mundial FIA GT1 em que somente 10 países possuem o privilégio de fazer parte. O título da temporada ficou nas mãos de Valter Rossete, que conduz uma belíssima Ferrari F430 prata. Em segundo ficou Renan Guerra, com apenas 21 anos, brilhantemente veloz com sua Maserati amarela.

Esperamos que o campeonato retorne ao Brasil ainda mais forte e que possamos ser prestigiados novamente com uma etapa do FIA GT, um dos maiores espetáculos do esporte a motor no mundo.

Abaixo, fique com algumas imagens dessa temporada para temperar um pouco sua expectativa para o ano que vem:


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Rodrigo Almeida

Engenheiro, apaixonado pela vida e por qualquer coisa com um motor potente, nostálgico entusiasta de muitas daquelas boas coisas que já não mais se fazem como antigamente.


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17 comentários

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  • Convidado

    Qual a camera usada nas fotos?

  • http://papodehomem.com.br/ Gus Fune

    Foda!

    Mais sensacional do que assistir deve ser estar ao volante de uma dessas máquinas.

    Ah, reparem um detalhe na foto do carro batido: tinha que ser corintiano…

  • Andre

    Carros incríveis e mulheres maravilhosas, mas itaipava e cristal é dose :)

  • Ftencaten

    E o nível do mar vai subindo, subindo… hehehhe

    Claro que a afirmação acima é um exagero, visto que os problemas que enfrentamos hoje são por uma série de fatores, mas o texto fala de um que parece ser a ponta do iceberg.
    Gosto tem pra tudo, e realmente acho muito fodásticas essas máquinas todas, mas só de pensar a cota de problemas, sociais e ambientais, que vem debaixo desse design “feroz”, ja deixa tudo isso de muito mal gosto.
    Eu realmente gostaria muito de ter uma dessas e não precisar me preocupar com toda a merda que ela representa, ai sim, veria até onde elas conseguem elevar o ego do cara, sem problemas. Mas todo esse luxo e badalação parece estar gritando “Hey, vc ta ligado que a renda das pessoas que podem me comprar equivale a renda de um bom tanto de naçõeszinhas por ai né?” ou “Cara, vc sabe em quantos graus aumentou a temperatura média depois que eu sai dos portões da fábrica?”
    É toda uma cadeia de insustentabilidade, desde a produção até o consumo e uso, que fica muito evidente a representação de um consumismo exagerado e um desejo tosco de “se tiver um desses vou ser fodão mua-ha-ha-ha”.
    É uma droga não poder aproveitar uma arte dessas sem se preocupar, mas o mar ta subindo, subindo…

    • Jefferson

      As maiores causas do aquecimento global são das áreas industriais, na agricultura com os fertilizantes e os animais e na área de produção de energia, já que a maior parte do mundo usa carvão mineral ou petróleo pra produzir energia.

      O sistema capitalista é dessa forma: Vários tem que se ferrar pra um só ficar bem. O brasileiro parece ter uma mentalidade que quem tem dinheiro é uma pessoa ruim. Pô, se algum dia você tiver dinheiro pra comprar um carro desses, é porque teve seus próprios méritos pra isso!

      Deve ter com certeza fugido do que você queria mass… Não podia deixar de dar uma resposta.

  • Felipe Salum

    Demorou mas finalmente consegui pegar meu 1o carro esportivo, ou melhor dizendo sedan esportivo, uma BMW 335i 2011 com 300cv bi-turbo de fabrica. Realmente dirigir esses carroes esportivos deve ser uma adrenalina maravilhosa, se eu sinto isso com uma “simples” BMW :)

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Que massa, velho!

      Bancou trabalhando como fotógrafo? (deduzi pelo seu avatar) Ainda estou sonhando com o meu esportivo…

      • Felipe Salum

        Nao sou fotografo nao, eh soh meu hobby :) Trabalho como sysadmin no Yahoo!

  • Matheusmayorca

    sem dúvida essa categoria é excelente…

    Mas a organizaçao que recebeu aqui no RJ foi uma das mais horrendas que já presenciei em algum evento esportivo.o estacionamento do nosso ´´autodromo´´ estava sendo administrado por uma máfia de cobradores que moravam na comunidade ao lado(R$10,00), a bilheteria estava com carros bloqueando a entrada e existiam cambistas à vontade no local, não existiu nem divulgaçao do evento por parte da itaipava.
    e para comprar o ingresso antecipado nos postos de gasolina era necessário a compra de uma pack de TNT junto.
    uma VERGONHA para os estusiastas desse esporte!!!

  • Nando Zapelini

    E eu aqui me fodendo pra comprar o primeiro carro!!
    Ô derrota… haha

    Será que eles não doam um desses batido!? Haha sonha!!!

  • Nando Zapelini

    E eu aqui me fodendo pra comprar o primeiro carro!!
    Ô derrota… haha

    Será que eles não doam um desses batido!? Haha sonha!!!

  • Alexandre Vaz

    Caraaca, eu vou trabalhar num emprego desses quando me formar em engenharia da computação :D uashuashusa

  • http://twitter.com/johnnyschulte João Vitor Schulte

    Um sonho mesmo estar pilotando uma maquina dessas!!!
    Estou no mesmo barco que o Nando aqui em cima ! por enquanto o negocio é comprar o primeiro carro depois daqui a alguns anos eu me permito sonhar com uma maravilha dessas!!!

  • Anônimo

    Uu adoro assistir uma boa corrida, mas o visual de carros tão bonitos estragado por milhares de estampas dos patrocinadores é FODA. Pronfofalei.

  • Carlos Renato Danetti da Silva

    mto foda o post! como sempre os melhores texto do fellow engineer hehehehe

  • Carlos Renato Danetti da Silva

    mto foda o post! como sempre os melhores texto do fellow engineer hehehehe

  • http://twitter.com/MarceloRRaposo Marcelo Ramos Raposo

    Rapaz, eu estiva presente na etapa final, em São Paulo.

    O começo, com a rodada da Super Bike, já me deu uma demonstração de como seria o resto do meu dia, muita emoção, e os olhos divididos entre a pista, onde se viam vultos passando e o telão, onde se viam os acidentes causados pelos vultos.

    A GT3 + GT4 me empolgou muito, muitos carros ali já foram meu sonho de consumo. Nunca imaginei vê-los todos juntos.
    Sou Palmeirense e não posso negar que chorei de rir quando o carro do Corinthians começou a dar defeito, inclusive tirei fotos da “Super Máquina” sendo empurrada.

    As modelos da Itaipava eram um espetáculo a parte, toda vez que passavam o pessoal assoviava muito e batia palmas, como se tivesse um desfile de Lingeries na reunião do Sindicato dos Pedreiros.

    Agora, quando a GT1, não tem como descrever, os caras são muito profissionais e foi emocionante do Início ao Fim, com ultrapassagens e os carros no seu limite.

    Quanto a organização, citada cima como falha no rio de Janeiro…
    Acho que a Itaipava, já que está se empenhando tanto em divulgar o nome da marca por meio de uma modalidade que está começando a ser reconhecida, deveria manter uma organização melhor.
    Para comprar um cachorro-quente tinhamos que esperar mais de horas na fila com gritos de “acabou o dog”, “forma fila aí pq chegou mais dog”, e Itaipava Quente tava duro de aguentar.

    Mas no geral foi um dia pra não tirar da memória.

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