O valor das coisas e das pessoas

Alex Castro

por
em às | Artigos e ensaios, Mundo


Nos países ricos, as coisas são baratas e as pessoas, caras. No Brasil, é o oposto: as coisas são caríssimas, mas as pessoas (ou seja, os serviços que elas prestam) sempre estiveram a preço de banana. Agora, isso está mudando.

Para um norte-americano classe média, a vida do seu equivalente brasileiro parece uma vida de rico. Os Estados Unidos é a terra do faça-você-mesmo. As meninas se depilam e fazem as próprias unhas. Os amigos se juntam pra pintar as casas uns dos outros. Nas mudanças, o normal é alugar um caminhão e chamar a galera pra carregar caixa. Todos são acostumados desde crianças a limpar a casa, esfregar o chão, lavar roupa: empregada doméstica é luxo de milionário.

"Bora, maluco. Vai se mexer ou vai ficar parado esperando alguém fazer por você?"

Mas se você é classe média urbana no Brasil, o mais provável é que contrate profissionais para fazer esses tipos de serviço. Afinal, é tão barato, né? Com esse exército de miseráveis aí fora, com certeza dá pra achar alguém que fique de quatro e lave sua privada por cinquenta reais o dia.

E tem outra (essa é minha racionalização favorita): se você mesma se depilar, vai estar tirando emprego da Valdicreide! Como é que ela vai sustentar os quatro filhos em Caixa-Prego, coitadinha?! É muito bonito dizer que “não vou ter doméstica” mas quem vai se fuder é a Geissy, que não sabe fazer outra coisa! Etc.

Por outro lado, para um brasileiro classe média, a vida do seu equivalente norte-americano também parece vida de rico, mas por outros motivos. Afinal, o gringo pode até lavar suas próprias meias (cruzes!), mas possui uma quantidade de objetos, badulaques, gadgets sem igual. A começar por seus carros: nos ônibus, só se veem velhos trêmulos, crianças em idade escolar e mendigos.

Qualquer pessoa dita able-bodied (ou seja, com o “corpo apto”) tem um carro. Dá pra comprar e manter um carro até com salário de garçom. Pra não falar dos iPads, iPods, laptops, TVs tela plana, celulares de última geração, etc etc. Um Kindle sai por 114 dólares: para uma garçonete, é quanto ela ganha de gorjeta em uma hora de trabalho tranquilo, atendendo duas ou três mesas. Ou seja, qualquer um pode ter.

Peter. Garçon. Camisa Hugo Boss, relógio Armani e com um Camaro na esquina, pra ir pra casa depois de bater o ponto

Enquanto isso, nossa pobre classe média escorchada de impostos paga R$56 mil por um Honda City made in Brazil, carro esse que é vendido no México por menos da metade do preço, cerca de R$25 mil. O Kindle, ao alcance de qualquer garçonete americana, no Brasil sai por pouco mais de mil reais, com o frete incluído: quantos trabalhadores brasileiros podem se dar ao luxo de comprar uma engenhoca que nunca viram, que não é gênero de primeira necessidade, por esse preço? Muito poucos. Nossa explorada, injustiçada classe média paga caro por produtos importados e mais caro ainda por produtos nacionais! Como sofre! Ó dó!

Os norte-americanos olham os brasileiros, servidos por um verdadeiro exército de mortos-de-fome que lhes depilam as pernas e pintam as paredes, lavam as cuecas e passam as camisas, e pensam: ricos são esses brasileiros, não eu que toda semana tenho que ficar de quatro e esfregar minha banheira!

Os brasileiros olham os norte-americanos, digitando no iMac e jogando Angry Birds no iPhone, conferindo um endereço no GPS e lendo o último best-seller no Kindle, e pensam: ricos são esses gringos, não eu que ainda uso um desktop de 2004!

Agora, entretanto, as coisas estão mudando.

"Ah! Tu também tá subindo na vida, é?" (Kate Middleton)

Nos últimos anos, no Brasil, mais de trinta milhões de pessoas saíram da miséria — no que talvez seja a maior contribuição brasileira à civilização humana. Não melhoramos apenas a vida dos nossos cidadãos que viviam absolutamente sem perspectiva, mas também, muito mais importante, mostramos ao mundo que era possível fazer mais, que não estávamos

fatalmente presos dentro dessa lógica umbiguista-cínico-mercadológica. Que apesar de não termos as respostas e de ser preciso humildade pra reconhecer que as decisões nunca são óbvias, não podemos descartar as perguntas. A história não acabou. O que o Brasil fez não foi só um avanço humano, mas de certa forma foi também um avanço histórico. (fonte)

No começo da década passada, eu tive duas empregadas domésticas. Uma delas fez curso técnico e hoje trabalha em um laboratório. A outra, minha comadre, virou banqueteira, e o seu filho, meu afilhado, está estudando pra ser oficial da Marinha.

As leis da economia são implacáveis. Quanto menor for o número de mulheres semi-analfabetas dispostas a lavar privada e depilar perna por uma mixaria, maiores vão ser os preços desses serviços. Se algumas delas se tornam técnicas de laboratório e banqueteiras, as consequências são duas:

1. Em primeiro lugar, os shoppings e aeroportos e faculdades particulares ficam lotados de gente que, até poucos anos atrás, simplesmente não tinha renda para frequentar esses lugares.

2. Em segundo lugar, as poucas mulheres ainda dispostas a fazer os piores serviços percebem que seu poder de barganha aumentou. Então, o New York Times noticia que as babás vivem ascensão econômica e se juntam à classe média; a Veja São Paulo informa que agora são as domésticas que ditam as regras do jogo; e a Folha de São Paulo avisa que as pobres mães da classe média paulistana estão criando uma associação para se “defender” de “babás terroristas” e que já começam a importar domésticas paraguaias e bolivianas, mais dóceis (leia-se, mais desesperadas e com menos opções profissionais) que as brasileiras. Enquanto isso, outras “categorias profissionais” começam a sumir e já se fala até em “saudades do embalador de supermercado“.

"Limpeza? Não senhor, agora eu trabalho com commodities" (Foto: FORMA - Flickr.com)

Quem ontem cortaria nossa grama por uma merreca, hoje estuda para ser oficial de Marinha. Quem ontem viria lá de Jardim Pobreza pra depilar nossas pernas, hoje mora no mesmo bairro, pega o mesmo metrô e ainda compra a última mussarela de búfala bem na nossa frente no mercado!

Se você acha isso tudo horrível, se o maior poder de barganha da babá te faz sofrer, se odeia ver essa gente diferenciada no seu voo, recomendo esse site.

Enquanto isso, sofrendo ou não, é bom a gente ir se acostumando. Hoje, no Brasil, existem menos pessoas dispostas a lavar o chão o dia inteiro em troca de um prato de comida. Por isso, entre outras coisas, estamos a caminho de nos tornar uma sociedade mais justa, mais humana, mais digna. E, ao longo desse caminho, vamos ter que aprender a cortar nossa própria grama e fazer nossas próprias unhas.

Quem sabe você até perceba que nem precisa tanto assim de grama cortada e unha feita.

* * *

Ah, você ia achando que me esqueci dos impostos escorchantes, não?

Afinal, coitados de nós, hoje vivemos no pior dos dois mundos. Não temos mais mortos-de-fome dispostos a passar nossas camisetas por dois tostões, mas o Honda City made in Brazil continua custando mais de R$50 mil. Pôxa! E agora, quem poderá nos defender? Classe média sofre mesmo!

Bem, por um lado, vamos lembrar que o estado brasileiro é de fato muito mais provedor que o norte-americano. Além disso, desconjurando aqui um bicho-papão querido da nossa classe-média, o Honda brasileiro é tão mais caro não por causa dos impostos escorchantes, mas porque as margens de lucro nas montadoras no Brasil são três vezes maiores que no resto do mundo.

Mas o imporante é o seguinte: o nível de consumo dos gringos é tão inviável e desumano quanto a dependência brasileira em miseráveis para nos servir. O ideal não é passarmos a consumir como eles, mas que eles também parem de consumir como eles.

Ninguém precisa de iPad, Kindle, GPS, TV tela plana, carro pra viver. Se você quer essas geringonças todas e elas estão muito caras, talvez você não devesse estar desejando artigos de luxo que nem pode pagar.

A solução é querer menos coisas e valorizar mais as pessoas. Não é difícil.

Alex Castro

alex castro é. por enquanto. em breve, nem isso. até lá, leia.


Outros artigos escritos por

Conheça nosso projeto editorial

O texto acima não representa a opinião do PapodeHomem. Somos um espaço plural, aberto a visões contraditórias e entusiasta do embate saudável. Conheça nossa orientação editorial e a essência do que fazemos. Você pode comentar abaixo ou ainda nos enviar um artigo para publicação.


RECEBA PDH POR EMAIL

Enviamos apenas um email por dia com todos os textos e shots que selecionamos a dedo para os leitores não perderem tempo.


LEIA TAMBÉM...

71 comentários

Dê vida ao PapodeHomem, para sua imagem aparecer ao lado de seu nome nos comentários, cadastre-se no Gravatar usando o mesmo e-mail com o qual comentou. Leva 2 minutos.

Queremos uma discussão de alto nível, sem frescuras e bem humorada. Portanto, leia nossa porra de Política de Comentários.


  • Rodolfo Viana

    Um dos melhores textos que li aqui no PdH, Alex. Você é foda.

    [Sent from my iPhone]

  • Alan Cristian

    Muito bom o texto.
    Fiquei o texto inteiro com medo da conclusão que ele traria. Mas com certeza essa não poderia ser melhor!
    Acho que a ideia desse texto poderia virar palestra em algum TEDx aqui no Brasil. Seria bastante produtivo.

  • Likapaar

    Pô Alex, só faltou o vídeo do Felipe Neto pra ilustrar o sofrimento da classe média!
    Estou virando fã dos teus textos!

  • Lucas Carvalho

    texto excelente, ironia no lugar certo e uma conclusão que denota uma opinião que concordo muito: valorizar mais as pessoas (e seus serviços, no contexto mercadológico) e menos as coisas. 
    o serviço humano braçal só tende a valorizar e não consigo pensar em nada mais justo que isso.e acho LINDO ver esses aeroportos lotados, esses pobres com mp3 players porque, veja bem: sou eu mesmo um deles. e dá gosto de andar com a minha carinha de nova classe média pelo aeroporto – faço questão de ocupar todo o espaço que me é de direito, com as minhas malas, muambas e bugigangas. faço questão de comer o lanche tosco do avião e pedir de novo.

    • Likapaar

      kkkkkkkkkkkkkkk, Euri!

      O mais interessante é perceber q esta mesma classé média reclama tanto do imposto do Ipod, mas não reclama dos 34% de imposto do quilo de feijão de come todo dia….

    • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

      kkkkkkkkk, adorei!!!

      • http://www.facebook.com/people/Pedro-Henrique-Oliveira/1200943775 Pedro Henrique Oliveira

        galera com mp3 eu tb acho massa! agora, celular no alto falante dentro do ônibus me mata…

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        É a nossa cada, Pedro, compartilhamos tudo!!! Fica bravo não.

      • http://www.facebook.com/people/Pedro-Henrique-Oliveira/1200943775 Pedro Henrique Oliveira

        galera com mp3 eu tb acho massa! agora, celular no alto falante dentro do ônibus me mata…

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    A parte mais engraçada dessas mudanças é quando vejo gente revoltada por que a empregada doméstica quer ter os finais de semana(sabado e domingo) livre e vem frases do tipo: “A preguiçosa não quer trabalhar aos domingos”

    • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

      Acho que tão achando que o escravismo continua, com a diferença de agora haver alguma remuneração em dinheiro heheh

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Realmente, algumas vezes as pessoas não são tão empolgadas em fazerem os outros terem acesso a tudo aquilo que elas já possuem. É comum ver aqueles ciclos de gente que supostamente sofreu muito para chegar até algum lugar e que se recusa a dar um força para o pessoal que tá começando, como se o ciclo de sofrimento tivessem que ser perpetuado.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000088922153 Wagner Menke

    Parabéns Alex, matou a pau!

    • Alexandra Guerson

      Nao tao justo como parece – quando o imposto eh sobre o consumo, todo mundo paga igual baseado em sua capacidade de consumir. Ou seja, os ricos pagam mais pois compram itens mais caros. Quando o imposto eh sobre a renda, *teoricamente* quem ganha mais, pagaria mais, mas nao eh o que se ve na america do norte onde devido a todo tipo de lobbying os ricos pagam  menos impostos do que o resto da sociedade. Isso acontece ate aqui no Canada, uma sociedade tida como mais justa que a americana: http://www.thestar.com/News/Canada/article/274517

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000088922153 Wagner Menke

        Pode não ser tão justo quanto parece, nem tão justo quanto nós queríamos que fosse, mas com certeza é mais justo tributar a renda e o patrimônio do que tributar o consumo.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000088922153 Wagner Menke

        Pode não ser tão justo quanto parece, nem tão justo quanto nós queríamos que fosse, mas com certeza é mais justo tributar a renda e o patrimônio do que tributar o consumo.

    • Alexandra Guerson

      Nao tao justo como parece – quando o imposto eh sobre o consumo, todo mundo paga igual baseado em sua capacidade de consumir. Ou seja, os ricos pagam mais pois compram itens mais caros. Quando o imposto eh sobre a renda, *teoricamente* quem ganha mais, pagaria mais, mas nao eh o que se ve na america do norte onde devido a todo tipo de lobbying os ricos pagam  menos impostos do que o resto da sociedade. Isso acontece ate aqui no Canada, uma sociedade tida como mais justa que a americana: http://www.thestar.com/News/Canada/article/274517

  • Luciano

    A diferença não é o preço da empregada lá. A diferença é que o povo é patriota, e da valor pra cada centavo que tem, por isso cuidam das coisas eles mesmo.

    CULTURA, o nome disso, e nós estamos longe de ter.

  • Anônimo

    O Alex Castro é meu ídolo!

    Mas o importante é o seguinte: o nível de consumo dos gringos é tão inviável e desumano quanto a dependência brasileira em miseráveis para nos servir. O ideal não é passarmos a consumir como eles, mas que eles também parem de consumir como eles.

    Devemos aprender a mudar nossos valores e não se apegar tanto aos bens materiais. Consumo sustentável é uma utopia.

  • João Vitor Schulte

    Ótimo texto Alex!
    Conclusão perfeita “A solução é querer menos coisas e valorizar mais as pessoas. Não é difícil.”

  • http://donluidi.wordpress.com don luidi

    perfeito, sua última frase é deveras espetacular!!!

    Pra você ter uma ideia, antigamente quem trabalhava na construção civil ganhava uma ninharia (trabalhei de serventão por R$25), hoje devido a escassez de mão-de-obra (os garotos preferem cursar medicina, engenharia, TI, etc) um pedreiro não sai de casa por menos de R$100/dia (mais do que eu ganho com tecnologia), um profissional que coloca granito e porcelanato ganha em média R$35.00/metro e no dia é possível fazer 10 metros bem sossegado (farei este curso brevemente), ou seja, 350/dia * 20 = 7000 (me diz que almofadinha formado ganha isto?).

    É a valorização dos trabalhos mais simples, assim a nossa classe média aprende a ser humilde e pelo menos lavar a louça do almoço que não mata ninguém e não deixa o homem menos homem. Muitas vezes gastamos o dinheiro que não temos para adquirir bens que não precisamos. Você não vai morrer senão tiver IPhone, IPad, IMac, IPorra… Pra se ter uma ideia, trabalho com alta tecnologia e nem posssuo computador em casa… e ainda não morri por causa disto…

  • http://www.facebook.com/helio.souza Helio Souza

    Excelente artigo. Eu não faria reparos, talvez um acréscimo: esta divisão social entre os que servem e o pessoal “diferenciado” não se extingue com a diminuição da miséria social. Talvez ela apenas se movimente, sai da esfera dos serviços elementares e vai para outras esferas do relacionamento. E então teremos os párias digitais, gente que tem conta no Orkut e acessa a web de uma lan house, consome gadgets made in china, estuda em faculdades baratas, e por aí vai. São os novos “jardineiros”  ou “faxineiras”… Na visão da classe média “diferenciada”, evidentemente. Pois para esta classe média, se não der mais para pagar os 50tinha da faxina, ainda dará para empregar com CTPS e direitos trabalhistas, mas pagando um salário de merda. Duvida? Pergunte a qualquer empresário quantos por cento dos seus empregados estão na faixa salaria acima de 3 salários mínimos? E depois pergunte quanto ele pagou pelo iPad dele. Pra esta gente, não importa em que degrau está a ralé, desde que esteja abaixo deles. Bem abaixo.

    @heliodesouza:twitter 

  • http://www.facebook.com/helio.souza Helio Souza

    Excelente artigo. Eu não faria reparos, talvez um acréscimo: esta divisão social entre os que servem e o pessoal “diferenciado” não se extingue com a diminuição da miséria social. Talvez ela apenas se movimente, sai da esfera dos serviços elementares e vai para outras esferas do relacionamento. E então teremos os párias digitais, gente que tem conta no Orkut e acessa a web de uma lan house, consome gadgets made in china, estuda em faculdades baratas, e por aí vai. São os novos “jardineiros”  ou “faxineiras”… Na visão da classe média “diferenciada”, evidentemente. Pois para esta classe média, se não der mais para pagar os 50tinha da faxina, ainda dará para empregar com CTPS e direitos trabalhistas, mas pagando um salário de merda. Duvida? Pergunte a qualquer empresário quantos por cento dos seus empregados estão na faixa salaria acima de 3 salários mínimos? E depois pergunte quanto ele pagou pelo iPad dele. Pra esta gente, não importa em que degrau está a ralé, desde que esteja abaixo deles. Bem abaixo.

    @heliodesouza:twitter 

    • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

      Boa sacada.

    • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

      Boa sacada.

  • http://www.facebook.com/murilo.azevedo Murilo Azevedo

    Nunca tinha pensando por esse lado, é a verdade. As pessoas valem mais, o funcionário vale mais. E para isso é preciso que as pessoas vejam o valor que o trabalho dos outros tem em sua vida, não só a empregada que limpa sua casa, mas também o faxineiro que limpa seu escritório, a moça que faz o seu  cafezinho, o lixeiro que ajuda a limpar a cidade todos os dias para que você possa viver num relativo conforto.

    Mas tem o outro lado da moeda e isso tem muito a ver com valorizar as pessoas, apesar de parecer contraditório, afinal isso já deveria fazer parte da nossa vida, da nossa cultura. Mas a grande questão é que quando se fala em comprar essas futilidades, as pessoas pensam: “Tanta gente passando fome e você aí se preocupando com esses aparelhos eletrônicos”. 

    O artigo não trata exatamente disso, mas talvez nos leve a tal reflexão. Eu quero mais para o Brasil, eu quero que essa mesma empregada, possa comprar com 1/3 do seu salário um computador, um ipad ou qualquer outra futilidade que VOCÊ indivíduo da classe média e pseudo-burguês tem também. Para valorizar pessoas, é preciso que elas tenham mais que o “arroz-feijão” em casa. É preciso que elas possam ir além do ensino básico. É preciso que os jovens possam pagar a faculdade sem se matar de trabalhar.

    Por esse motivo é que eu apoio as futilidades, das reclamações brasileiras. E por esse motivo, acredito na importância de valorizar o outro.

  • http://www.facebook.com/murilo.azevedo Murilo Azevedo

    Nunca tinha pensando por esse lado, é a verdade. As pessoas valem mais, o funcionário vale mais. E para isso é preciso que as pessoas vejam o valor que o trabalho dos outros tem em sua vida, não só a empregada que limpa sua casa, mas também o faxineiro que limpa seu escritório, a moça que faz o seu  cafezinho, o lixeiro que ajuda a limpar a cidade todos os dias para que você possa viver num relativo conforto.

    Mas tem o outro lado da moeda e isso tem muito a ver com valorizar as pessoas, apesar de parecer contraditório, afinal isso já deveria fazer parte da nossa vida, da nossa cultura. Mas a grande questão é que quando se fala em comprar essas futilidades, as pessoas pensam: “Tanta gente passando fome e você aí se preocupando com esses aparelhos eletrônicos”. 

    O artigo não trata exatamente disso, mas talvez nos leve a tal reflexão. Eu quero mais para o Brasil, eu quero que essa mesma empregada, possa comprar com 1/3 do seu salário um computador, um ipad ou qualquer outra futilidade que VOCÊ indivíduo da classe média e pseudo-burguês tem também. Para valorizar pessoas, é preciso que elas tenham mais que o “arroz-feijão” em casa. É preciso que elas possam ir além do ensino básico. É preciso que os jovens possam pagar a faculdade sem se matar de trabalhar.

    Por esse motivo é que eu apoio as futilidades, das reclamações brasileiras. E por esse motivo, acredito na importância de valorizar o outro.

  • http://www.facebook.com/people/Douglas-Ramon-Gastmann/100001132777215 Douglas Ramon Gastmann

    Já dizia Bob Marley “Deus fez as pessoas para serem amadas e as coisas para serem usadas;

    mas por que amam as coisas e usam as pessoas?”

    Parabéns pelo texto Alex, muito bom!

  • Anônimo

    Se você sabe o que é um edredom você é consumista (como diria o Tyler, em outras palavras).
    Nós temos o que precisamos mas sempre buscamos o inútil, ou seja, existem pessoas que dizem não conseguir viver sem seus iPhones; mas cá entre nós, se a Apple nunca tivesse fabricado um celular esses mesmos burguezinhos estariam felizes da vida com seus simples celulares da Gradiente.

  • Anônimo

    Post espetacular! Fala de noções que sempre tive e outras que não. Essa questão sempre me acomete quando vejo meu carrinho popular na garagem e digo: “PQP! No final vou pagar quase 40 mangos nessa carroça de merda, e um americano por essa mesma quantia anda num carro que deve custar mais que o triplo por aqui.” Acho o exemplo do Camaro ótimo pra ilustrar isso.

    Mas na boa? É sério que os norte-americanos pensam que somos nós os médio-classistas “ricos”?

    Entendi o suposto motivo, e essa admito que não sabia. Concordo que os serviços pessoais não são apenas baratos, mas como nós brasileiros fazemos o uso sistemático dele. No entanto, sempre achei que a classe-média norte-americana também o fazia com ainda, muito mais fervor, se é que me entendem!?…

    Mortos de fome por mortos de fome, eles têm os mexicanos e imigrantes ilegais de todo o resto do mundo. Bem, vou lá pagar a 3ª quota atradasada do meu IR dividido em 8 parcelas e depois penso melhor sobre isso. E obrigado por isso, caro Autor.

    • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

      Eu ia comentar a situação do Camaro, mas você já disse aqui. Só complementando sua informação: lembro de ter visto que um Camaro sai por 25 mil dólares. Um Camaro :~

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    Adorei!!

    Esses dias meu aluno veio se despedir de mim: “vou para Cuiabá, professora, ver meu pai”. Nossa!! É longe, né? Tadinho, estava com todas as sacolas de mercado e bolsas do governo com suas roupas e a familia toda para ir ver o pai, quando ele me solta todo feliz: “Vou de avião”. Não pude deixar de imaginar a cena no aeroporto. São todos negros com mochilas do governo, achei o máximo….

    Muito diferente mesmo de quando comecei a dar aulas na periferia, o celular deles é melhor que o meu, claro que eles ainda tem de refrear o espírito consumista, mas isso também é papel para mim, no momento de “educar”. Acredito muito que estamos caminhando para sermos uma sociedade melhor e não creio que seremos como os americamos, nem europeus, vamos nos inventar.

    • Victor

      Tomara que nos inventemos! Fico triste em ver nossa classe média alta copiar descaradamente as características dos americanos, que coisa mais retardada! 

      Temos que ser brasileiros, os novos brasileiros (que andam de avião, têm carro, curso superior, menos consumistas, mais humanos, capazes de pensar por si próprio, etc). Torço de verdade pra que não nos conformemos em copiar o que existe de pior…

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    Acho legal você ver o que acontece nas escolas de base brasileiras hoje, Márcio, estamos trabalhando demais para oferecer serviço de qualidade, felizmente, esse seu pessimismo não se confirmará não.

    Temos um programa enorme de incentivo ao talento e aos superdotados, capacitação e muito muito dinheiro para fazer acontecer dentro das escolas. Né assim, não, apesar de todos os esforços para dizer que estamos indo para o buraco.

    • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

      Eu confio bastante na Educação porque vejo gente assim, que se esforça demais para ensinar até mais do que o necessário. Tenho dois amigos (irmãos), que são professores de Educação Física. Um deles atualmente está com algumas aulas enquanto uma professora está de licença. Ele chegou na sala, no primeiro dia de aula, e perguntou: “O que a professora passava pra vocês?”. A resposta unânime foi “Ela faz chamada e fala pra gente fazer o que quiser na quadra”. Nesse caso não há muito esforço.

      Por outro lado, como ele e o irmão dele sempre planejaram boas ações na área, ele logo mudou a situação e começou a lecionar a um nível excelente. Dentre as ações, ele está treinando uma equipe de handebol feminino lá. Certo dia, enquanto eu estava em SP, ele falou “Você vai pra São Bernardo comigo. Levarei as meninas para assistir a um jogo da seleção feminina.” A observação maior é que o jogo foi num sábado à noite, quando ele podia estar em casa ou curtindo o fim de semana de outro jeito. E o jogo foi contra a Suécia (essa parte é importante pra mim hahaha). Na saída do jogo, após a derrota brasileira, as alunas (e outros rapazes que também jogam) estavam malucos querendo jogar, uniforme e tudo o mais (é claro que tem aquele TCHAN do momento, e que depois passa um pouco… mas isso não deixa de ser incentivo).

      A equipe de handebol do irmão dele, em outra escola, virou referência na região, e às vezes essa escola vira um centro de treinamento de várias outras equipes, de várias outras escolas. Eles fazem um tipo de “circuito”, com preparação física, palestras, e ida à quadra para colocar em prática o que foi dito. Isso com vários grupos, durante o dia todo.

      É claro que esse exemplo é “só” na Educação Física, e que certamente há tantos exemplos bons e ruins em outras áreas como aí. Só que infelizmente não são todos que tem esse empenho, nem esse preparo. O que o Marcio disse é verdade quanto à educação universitária sendo sucateada. É só ver o tanto de faculdade que aparece por aí, com mensalidades quase inexistentes. A OAB, por exemplo, quer a suspensão de 11 mil vagas de cursos de Direito em todo o país. Muitas faculdades estão com conceitos baixíssimos, muitas delas com aprovação nula na OAB etc (apesar de haver a questão polêmica da prova da OAB, que é cara, dificílima, e basicamente uma mina de ouro).

      Sobre o ensino médio. Escrevi em outro blog sobre a educação, a partir da professora Amanda Gurgel, que ficou famosa após declarações sobre as condições precárias oferecidas aos professores. A partir disso fui olhar alguns dados do Ideb, e copio aqui um trecho do meu texto:

      “Pode-se usar o Ideb
      (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) para mostrar a diferença
      no ensino público e privado atualmente. Segundo dados de 2009, o Ideb
      de escolas privadas, no Ensino Médio do país todo, foi de 5,6. A meta
      para 2021 é 7,0. Enquanto isso, as escolas estaduais do país obtiveram
      em 2009, no mesmo nível, nota 3,4. A meta para 2021 é 4,9. Ou seja:
      espera-se que em 2021 as escolas estaduais apresentem nota quase um
      ponto menor do que a pontuação atual das escolas particulares.”

      Eu não sei exatamente quanto cada ponto representa, mas chama a atenção o fato de a meta para o ensino médio em escolas estaduais, em 2021, ser menor do que o nível atual do ensino privado. Também não sei se entre os professores esses dados têm algum valor ou o quê, se são ou não confiáveis, mas eu, como leigo, vejo problemas nisso (os dados deveriam estar MUITO errados pra situação ser mais igual). E isso vem com a frase do Marcio “Equiparar a educação ofertada por essas classes ao meu ver é valorizar mais pessoas”. E se eu estiver falando algo muito errado por favor explique, porque tenho interesse na área e quero entender melhor mesmo!

      Então apesar da boa vontade e índole de muitos professores, aparentemente falta muita coisa para haver uma valorização mais justa de certos grupos. Apesar de cada vez mais aparecer gente determinada a melhorar as coisas, aparecem facilitadores que também ajudam a piorar. Mas, como dito no início do comentário, tenho bastante esperança na Educação, principalmente por professores preocupados, como você, meus amigos, e alguns professores que tive principalmente no colegial (que nunca serão esquecidos, aparentemente).

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Felipe, sou professora há dez anos (mentira doze, mas isso já tá me incomodando ehehe). Pouquíssimas escolas particulares participam do ideb, não existe dados confiáveis, enquanto as públicas, participam todas. Quando trabalhei no ensino privado, só ouvi o seguinte dos professores: em menos de cinco anos esses alunos vão perder feio para os das escolas públicas.

        Veja bem, do mesmo jeito q temos problemas nas instituições superiores privadas, temos problemas nas escolas privadas, simplesmente pq o cliente tem muito poder e os valores são meio invertidos, cansei de ter de arrumar a nota do aluno depois que ele reclamou para o pai.

        O que eu vou te dizer são as ações do governo federal, que você pode acompanhar todas aqui http://www.mec.com.br, essas ações chegam nas escolas municipais pois os sistemas são mais ligados diretamente ao mec, diferente das estaduais. Não sei de que estado você é, mas visite (se puder) uma escola municipal e outra estadual em São Paulo, olhe os holerits dos professores, as instalações e tal, se não tiver muito, mas muito recurso tem problema de administração do diretor, pq o dinheiro vai direto para a escola, não passa pela administração municipal, além dos recursos da própria prefeitura.

        Temos um programa nacional de inclusão que prevê apoio aos alunos deficientes e principalmente ao superdotados. Os professores do AEE (Atendimento educacional especializado) recebem verba anual diretamente do mec para equipar suas salas, ninguém me contou isso, essa semana mesmo ajudei a prestar contas, ok? Além de cursos e todo apoio para fazer funcionar mesmo um apoio diferenciado aos alunos que precisam.

        Se vc ver no site do mec temos a plataforma freire, que oferece graduação, pós graduação e extensão de graça aos professores das redes públicas.

        Temos um programa de mestrado profissional onde o professor pode receber uma bolsa de 1200 reais, sem precisar deixar a sala de aula, contanto que fique mais cinco anos ajudando a melhorar a educação na sua região http://www.capes.gov.br/servicos/sala-de-imprensa/destaques/4467-bolsas-de-mestrado-profissional-a-distancia-para-professores.

        Recebemos todos os anos um acervo muito bom de publicações pedagógicas, livros e mais livros, para nos ajudar a melhorar nossa prática. A maioria mofa nas prateleiras pq muitos professores não querem mesmo melhorar, tudo acaba virando entulho se deixarem. Na minha escola tá tudo arrumadinho, podemos ficar com os livros, levar para casa. Recebemos uma coleção enorme de todos os pensadores da educação no país. Isso tudo sem se mover, direto na escola, na nossa mão, ok?

        Também recebemos sem qualquer custo a revista Ciência hoje das crianças, uma publicação muito boa voltada ao público infantil. Temos sala de informática e lousa virtual (ainda é só uma na escola, mas não temos qualquer problema para usar).

        Essa ideia de que reprovação é q faz a escola funcionar não tem fundamentação pedagógica e só consegue dar uma desculpa aos professores que simplesmente não querem trabalhar. Sinto muito, mas se não temos uma educação melhor muito da culpa é dos professores sim. São folgados, ofendem aluno, humilham, só quem vê mesmo todos os dias pode falar. Ontem mesmo discuti com uma professora que acusava uma criança de 6 anos de ser cleptomaníaca, e ainda mente depois cinicamente falando que não falou.

        Os professores não querem saber de fazer nada, querem tudo na mão e reclamam, reclamam e reclamam… detesto isso. Sinceramente, não sei mais o que falta, se você souber, por favor me diga. Só não vale dizer que tem de mudar toda a sociedade para poder dar aula, porque aí temos de fechar as escolas e parar de gastar tanto dinheiro público com isso.

    • http://www.facebook.com/people/Pedro-Henrique-Oliveira/1200943775 Pedro Henrique Oliveira

      Rosana, fico feliz de ver você dizer que o governo federal tem feito esforços para a melhoria da educação primária.

      Quanto ao texto, gostei da escrita e da apresentação dos fatos, mas não consegui captar algum indicador de melhoria na educação de base. É muito legal ver pessoas pobres tendo oportunidade de ingressar no ensino profissionalizante, que foi uma forte campanha da presidente no ano passado. Mas, esse ensino não é pra vida. Até que ponto é melhor o cara ser técnico em mecânica (exemplo), ter um emprego com um salário acima de sua própria perspectiva e não ter consciência do papel dele na sociedade? Essa é a pessoa que não sabe como funciona a política, que só pensa em si, que reconhece mas não dá valor aos direitos humanos… Generalizações a parte, acredito que todo mal deve ser combatido pela raiz, e como até então, desconhecia essas ações do governo que a Rosana citou, achava que a culpa era do governo. Ora, bom (ou não)saber que os próprios professores também deixam a desejar em seu papel! É claro que essa perspectiva é bem dinâmica e local, dificultando uma avaliação profunda.

      Ao meu ver, o texto aborda o tema da maneira com que os jornais e a população em geral o fazem, obviamente, pelo money, grana, situação financeira e eu acho que o valor das pessoas não está só ai. Friso, é uma puta melhoria de vida e um respeito à dignidade, o problema é ficar só nisso e a verdadeira educação ser esquecida, esse é o meu medo.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Oi, Pedro, estamos trabalhando demais!! Tem investimento pesado em educação de base, para você ter uma ideia a escolarização obrigatória hoje começa aos quatro anos. Vê lá no site, que temos programas de política social, Temo o plenarinho http://www.plenarinho.gov.br/ programa voltado à educação política, temos educação fiscal http://www.receita.fazenda.gov.br/educafiscal/default.htm, educação financeira http://disop.wordpress.com/2011/01/18/educacao-financeira-nas-escolas-agora-e-realidade/, educação para questões sociais, questões de gênero.

        Tudo de graça, na mãozinha do professor, mas pra fazer acontecer, tem de trabalhar e não dá para o minitro da educacão dar aula no nosso lugar, apesar de até aula preparada ter no site do mec.

        Quanto ao texto, ele estava centrado em valores, quem citou educação fomos nós nos comentários. O Alex falou sobre uma mudança de perspectiva, nem citou governo, nem citou outros problemas sociais, o texto só falou mesmo do aspecto econômico pois foi apenas sobre isso que se propôs a falar. Não é falha do texto não ter citado outras questões, simplesmente não dá para falar tudo, né?

      • http://www.facebook.com/people/Pedro-Henrique-Oliveira/1200943775 Pedro Henrique Oliveira

        Que legal, vou olhar com calma os links e depois repassar para meus amigos e futuros professores!

        Entendi o que você falou da construção do texto, acho que não consegui separar as coisas. Tenho discutido muito sobre isso e realmente não consigo separar essa perspectiva econômica da educação.

      • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

        Grato pelos esclarecimentos, Rosana… bastante importante ter um conhecimento melhor do funcionamento do Ideb e etc. Meus amigos também não reclamam de salário nem nada, e mostram que sabem aproveitar os recursos disponíveis a eles. Espero que um dia todos aproveitem bem isso :)

    • Tiago

      “Acho legal você ver o que acontece nas escolas de base brasileiras hoje, Márcio, estamos trabalhando demais para oferecer serviço de qualidade, felizmente, esse seu pessimismo não se confirmará não” Sei, a educação brasileira é de Primeiro Mundo…  E o Brasil volta a marchar ao som de Don e Ravel, ninguém segura a juventude do Brasil. Não duvido da dedicação da maior parte dos professores, não duvido nem dos avanços feitos  nos últimos anos, mas dizer que a educação pública básica-descontadas as exceções de sempre- não está no buraco é conversa de cabo eleitoral, não de professor. Ignorar que se deu prioridade à quantidade em vez de qualidade na expansão do ensinio superior também é hipocrisia. Ou será que conseguimos a façanha de uma educação básica de qualidade sem ensinar matemática e sem ensinar a ler e a escrever (basta ver os resultados das comparações dos desempenhos de alunos brasileiros e estrangeiros)? Será que conseguimos a façanha de democratizar o acesso a um ensino superior de qualidade ou só jogamos umas migalhas àqueles que não conseguiram lugar à mesa dos privilegiados?

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Tiago, eu disse que estamos trabalhando muito, não disse que é tudo perfeito. Disse que temos dinheiro, programas e capacitação e isso temos sim. Basta dar uma olhada nos links que coloquei.

        Agora não se transforma um mundo de um dia para o outro e não estamos no buraco, não mesmo. Temos muito é professor que não quer trabalhar, olha o dinheiro que vem e devolve pq não quer prestar contas, olha os livros e cursos e paga pra alguém fazer a monografia, não lê nem matando e ainda sai de coitado pq falar mal do governo sempre gera ibope.

        Se você me disser uma única ação que deveria vir de cima que não foi empreendida conversamos, ok?

        E conseguimos democratização sim senhor, agora cabe ao estudante correr atrás, às faculdades oferecerem melhores condições, isso tudo é aprendizado, o próprio mercado vai cobrar, fique tranquilo.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Bem, pelo seu comentário, acho que não é especialista em educação também, não é mesmo? Eu sou.

  • Gusmão

    Eu gostei da forma como o texto foi montado e a idéia apresentada, mas discordo na parte que tenta minimizar o nosso maior problema fiscal que é exatamente a montanha de impostos, muitas vezes em cascata até, na hora de precificar as coisas aqui.
    Se o mesmo carro que é produzido e vendido aqui, é exportado e vendido em outro país por quase a metade do preço, e o lucro da montadora passar de (digamos) 5% para 15%, ainda assim a conta não fecha. Tem muita grana sobrando ainda!! Cadê os outros 30 e poucos %???

    Eu respondo: está sendo usado em taxas, impostos e subornos.

  • http://twitter.com/JoaoPaulodSouza João Paulo de Souza

    Muito bom! Matou a pau. Foi um dos melhores textos que já li por aqui até agora.

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Boa, sem contar que o “nunca antes visto na história deste país” é um slogan tipicamente petista, e dos brabos.

    O modelo Europeu, principalmente Sueco é bem questionável.

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    kkkk, digamos que tem algo atravessadon a gargante no povo, né não?? Hehe

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    Olha, acho que você ainda está equivocado. Quem não quer saber de nada, são os professores, o governo, federal no caso, tem feito muito, mas muito mesmo. Concordo demais contigo, precisamos dar um jeito de demitir funcionário público, pq dinheiro e programas temos sim e, como temos todos na escola hoje, o foco é sim na qualidade, e acho q é pessimismo sim, assim como o que vejo todos os dias na escola.

  • Victor

    Argumentação fraquísssima/caótica pra tentar validar a sua ideologia/visão (o Brasil não mudou nada, isso é só impressão desse pessoal semi-analfabeto). 

    O foda da nosso suposta elite pensante é estar totalmente cega aos méritos de um governo que fez história (e olha que eu odeio o PT!). O gênio e príncipe da esquerda chamado FHC (ou THC, na versão mais engraçada) precisou de dez anos e humilhar totalmente uma nação pra acabar com a inflação. Um torneiro mecânico foi capaz de tirar dez milhões da miséria e erguer a cabeça dessa gente. Lamento por você ser obtuso o suficiente pra não enxergar a história sendo escrita…

  • Victor

    Belíssimo texto Alex, ganhei meu dia!

    Realmente é difícil a gente ter noção de que a história está sendo escrita agora (melhor, continua sendo escrita), por um presidente que veio do povão e governou pra nação inteira, e não somente pra uma elite.

  • Victor

    Belíssimo texto Alex, ganhei meu dia!

    Realmente é difícil a gente ter noção de que a história está sendo escrita agora (melhor, continua sendo escrita), por um presidente que veio do povão e governou pra nação inteira, e não somente pra uma elite.

  • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

    Alex, como sempre: preciso.

  • http://www.kuro-obi.com.br Alberto Brandão

    Muito bom MESMO! Parabéns!

  • Ramon Távora

    Alex,
    Excelente texto, acho que você atingiu exatamente no buraco da ferida. Fica muito claro quando nós analisamos a realidade de algumas profissões, A Fisioterapia não podia estar melhor explicada do que no texto. Quem sabe você tenha razão e isto esteja mudando, mas ainda falta muito chão pela frente pra chegarmos em uma situação próxima do ideal.

    Parabéns!

  • Victor

    Bem, não sei se você sabe, mas o nível de desemprego na faixa etária até 25 anos é de assombrosos 45% na Espanha!!! A Grécia também está fodidinha. Acho que essa é a hora da gente perceber tudo o que o Brasil tem de bom e se empenhar pra melhorar as coisas aqui dentro. É trabalhoso, cansativo, quem mete  a mão na massa de verdade frequentemente é chamado de bucha, e por ai vai… Mas, alguém tem que fazer acontecer! 

  • Victor

    Bem, não sei se você sabe, mas o nível de desemprego na faixa etária até 25 anos é de assombrosos 45% na Espanha!!! A Grécia também está fodidinha. Acho que essa é a hora da gente perceber tudo o que o Brasil tem de bom e se empenhar pra melhorar as coisas aqui dentro. É trabalhoso, cansativo, quem mete  a mão na massa de verdade frequentemente é chamado de bucha, e por ai vai… Mas, alguém tem que fazer acontecer! 

  • Victor

    Cara, você falou e disse! Neguim paga cinquenta mil num carro que não custa nem vinte mil lá fora e acha que está tirando onda! Me recuso terminantemente a fazer isso! A indústria automobilística aqui no Brasil com certeza usa o fato de que se você não tiver carro não é ninguém aos olhos da sociedade pra te cobrar estes preços absurdos.

  • Manu

    Concordo com quase tudo, mas sabia que a moça que depila minhas pernas faz faculdade de esteticista? Pois é, isso é profissão, e dá um dinheiro danado!

    • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

      Manu, foi exatamente isso que o Alex disse no texto, hoje os profissionais estão se valorizando tanto que logo teremos dificuldades para pagar as esteticistas porque o valor do trabalho está aumentando. A minha faz faculdade de fisioterapia. :)

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    Ah! Vinícius, mas você ironizou o Lula no seu texto sim, leia de novo, talvez você não tenha percebido. Bem, eu não posso dizer que nunca antes na história desse país porque sou uma mocinha ainda. Mas posso sim dizer que nunca antes na história do meu tempo de escola (incluindo quando eu estudava apenas) houve tanto investimento em educação nesse país!!

    Mas isso só vai aparecer mesmo para a sociedade daqui alguns anos e vai sim fazer a diferença na economia brasileira. Isso que vai fazer a gente crescer de forma sustentável, eu vou estar aqui para ver… hehe

  • http://twitter.com/gibarino Giovanna Barino

    Verdade sobre o gif… tive a abrir uma janela e colocar em cima pra conseguir ler o texto… Gsus! =D

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    Q bom que você nunca precisou de bolsa para dar de comer aos seus filhos não é mesmo? Espero que tenha noção do quanto é privilegiado.

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    Q bom que você nunca precisou de bolsa para dar de comer aos seus filhos não é mesmo? Espero que tenha noção do quanto é privilegiado.

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    Q bom que você nunca precisou de bolsa para dar de comer aos seus filhos não é mesmo? Espero que tenha noção do quanto é privilegiado.

  • http://profiles.google.com/eneidagsmelo Eneida Melo

    Tá.  Mas o autor não diz em quê eu dispensar a empregada vai resolver o problema da empregada.

    O que resolve o problema dela não é eu dispensá-la, e sim ela ter acesso a educação de qualidade e oportunidade em empregos qualificados.

    Quando as pessoas pararem de votar no sujeito que instala postes e pontos de ônibus bonitinhos, e passarem a votar em quem melhora o salário dos professores, aí pode ser que ela tenha alguma chance de sair de onde está.

    • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

      Onde você mora? Pq aqui num tem tanta gente querendo trampo de empregada não. Tipo, tem de implorar e fazer tudo o que ela quer, senão ferrou muito e num sou só eu que não consegue.

  • http://profiles.google.com/eneidagsmelo Eneida Melo

    Tá.  Mas o autor não diz em quê eu dispensar a empregada vai resolver o problema da empregada.

    O que resolve o problema dela não é eu dispensá-la, e sim ela ter acesso a educação de qualidade e oportunidade em empregos qualificados.

    Quando as pessoas pararem de votar no sujeito que instala postes e pontos de ônibus bonitinhos, e passarem a votar em quem melhora o salário dos professores, aí pode ser que ela tenha alguma chance de sair de onde está.

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    Quero ver achar… eu queria pelo menos uma diarista, mas tá complicada a coisa!!

  • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

    Quero ver achar… eu queria pelo menos uma diarista, mas tá complicada a coisa!!

  • Marcoscarraro

    Certo que as indusrtias tiram proveito da burrice do povo com as propagandas ”’Quem tem o melhor carro, é melhor”………..só que vc está certo de qualquer maneira – eu mesmo no meu negócio faço o possivel para lucrar o máximo e o mais rapido possivel.

  • Pingback: [Convocação] O Alex Castro está concorrendo a melhor blog em língua portuguesa | Papo de Homem – Lifestyle Magazine

Papo de homem recomenda

Assine o Papo de homem

Curta o PdH no Facebook
  • 3457 artigos
  • 515422 comentários
  • 41599 Leitores no Feed RSS
  • leitores online

Lifestyle Magazine