O que tanto buscamos em noitadas, bebidas, mulheres, trabalhos e viagens?

Em um texto recente, afirmei que as mulheres não buscam dinheiro, inteligência ou beleza nos homens.
Um leitor afirmou que muitas delas agem como se quisessem isso. E então respondi que todos nós agimos como se buscássemos dinheiro, poder, beleza, inteligência… E que, no fundo, não é bem que isso desejamos.
Agora vou desdobrar um pouco esse papo, fazendo uma estranha mistura com Maturana, Bentley, Sartre, Radiohead e Seinfeld.
Um fim de semana perfeito
Fácil. Vamos imaginar que sexta à noite você chega em casa e liga para seus melhores amigos dizendo que enfim seus investimentos deram certo: você não vai mais precisar trabalhar para o resto da vida. Trabalho agora só por diversão. E então convida todo mundo para a festa no dia seguinte.
Sábado você acorda se sentindo bem, em seu melhor dia, com tudo em cima e muita grana no bolso. Antes de acabar de ler o Tratactus, de Wittgenstein, você subitamente compreende o sentido da vida.
À noite, sai com seu Bentley Continental GT e chega em uma mansão com mulheres deliciosas por todos os cantos. Bebe muito, ganha no poker, toca bateria na banda de seus amigos bluseiros e sobe com 3 mulheres que nunca transam na primeira noite, mas resolveram abrir uma exceção.

A vista da mansão no dia seguinte (Foto do autor | Morro das Pedras – Florianópolis – SC)
No domingo, você acorda sem ressaca e se lembra que é final do Brasileirão. Liga a TV de plasma e vê seu time ganhar de virada no último segundo.
Nesse cenário ideal, me responda: o que foi produzido pelo Bentley, pelas 3 mulheres, pelo dinheiro e pela vitória do seu time?
A verdadeira substância da vida
A vida não é feitas de seres, fenômenos, locais, fatos, situações e objetos. A vida é feita de experiências.
Tome um banheiro, por exemplo. É um local, mas nunca existe como local per se. Ele é sempre a experiência de olhar para um banheiro, entrar em um banheiro, medir suas dimensões ou apenas analisar cientificamente os átomos da parede de um banheiro. São diversas experiências sensoriais que surgem em nosso contato com o banheiro, mas nunca há “o banheiro” em si.
Com fatos, já aprendemos com Nietzsche que são interpretações, mas com objetos e seres é mais complicado. Ainda assim, é só abrir bem os olhos. Você já encontrou a si mesmo sem ser por meio da experiência de se olhar no espelho, pensar, sonhar ou ver que outros estão tendo a experiência de ver e falar com você? Tanto em você como nos outros, não há “a pessoa” em si, apenas as experiências construídas nas quais aparecemos como um elemento no mundo sensorial de alguém.
Por não ser auto-existente ou possuir uma essência imutável, uma mesma coisa pode produzir experiências positivas ou negativas. Uma mulher gostosa: se apaixonada por nós, causa felicidade; se nos trai ou abandona, causa sofrimento Um Bentley: quando o dirigimos, prazer; quando batemos ou somos roubados; dor de cabeça.
Ou pode aparecer de formas diferentes: uma mesma mulher pode ser chata ou simpática ao mesmo tempo para duas pessoas; pode ser mãe, sobrinha ou filha, chefe ou subordinada; pode ser um monstro para o ex enquanto é a oitava maravilha do mundo sob o olhar do novo namorado.

Qual casal você está vendo? Todas as pessoas e relações são como ilusões de ótica.
É por isso que todas as nossas características (aquelas que pensamos ser nossa essência), negativas ou positivas, são apenas formas de relação que estabelecemos com os outros, com objetos, locais, situações, com o mundo em geral. Nós também somos experiências.
Timidez, chatice, liderança… Processos de relação. Não faz sentido apontar o dedo e dizer: “Ele é chato”. Ora, certamente ele não é chato para, no mínimo, uma outra pessoa. Então a chatice não é uma propriedade enervurada no âmago do seu ser. Ao apontar um adjetivo no outro, revelamos o tipo de relação que foi co-construída por ambos, o modo como nascemos um ao olhar do outro, o tipo de experiência que estamos produzindo.
Como é produzida uma experiência?
Uma experiência é fruto do encontro entre sujeito e objeto. Mais precisamente, ela é produzida pelo acoplamento entre um corpo e um ambiente, um mundo particular, um umwelt. Esse conceito alemão serve para dizer que o mundo ao nosso redor surge de acordo com nossa configuração. Se fôssemos uma abelha, veríamos outras coisas, ou melhor, viveríamos em outro mundo.
Na verdade, é uma ilusão achar que somos vários seres andando em um mesmo mundo. Os biólogos Humberto Maturana e Francisco Varela costumam dizer que, quando um ser morre, um mundo inteiro morre junto. Cessam todas as experiências que esse ser tinha com as coisas; e seu mundo inteiro era só isso: a experiência que ele tinha com outros seres, objetos, locais e fenômenos.

Você acha mesmo que ela vive no mesmo mundo que você?
O que realmente define a qualidade do que surge não é o objeto, mas o sujeito. Não são as pessoas vistas, os ambientes, os eventos, as situações externas, mas o olho que vê, o corpo que se relaciona e sente, a mente que pensa e cria sentido.
Se duvida da importância do corpo, experimente assistir ao show de sua banda favorita depois de 48h sem dormir. O show vai rolar lá longe, perfeito, mas você mal vai conseguir abrir os olhos, ou estará com dor de cabeça, ou estará com todos os sentidos comprometidos.
Para testar a hipótese da mente ser decisiva para a produção das experiências (note: não para a produção dos fenômenos), vá a uma festa sensacional num dia em que estiver mal, totalmente depressivo. A festa vai ser animal, mas você vai ter uma péssima experiência. Ou seja, no seu mundo não vai existir essa festa animal compartilhada subjetivamente por outros.
O que realmente buscamos?
Há algo ordinariamente comum entre um orgasmo numa lua de mel em Fernando de Noronha e um prêmio em Cannes após um trabalho que rendeu muita grana. Durante toda a nossa vida, buscamos experiências positivas de felicidade, energia intensa e estável, sentido na vida, brilho nos olhos, diversão e ludicidade, criatividade, leveza e prazer.
E evitamos experiências negativas de sofrimento, energia baixa e oscilante, confusão, falta de sentido, opacidade, tédio, torpor, peso e dor – algo presente quando somos despedidos, perdemos dinheiro, vivemos em um local desfavorável, somos abandonados por nossa mulher ou vemos nosso filho morrer.
Quando perdemos o emprego, o apartamento ou a namorada, não é o apego a essas coisas que nos aflige, deprime e cria sofrimento. É o apego às experiências positivas, ao fluir da energia que o emprego, o apartamento e a namorada proporcionavam. Tanto é que se logo arrumarmos uma namorada melhor, um trabalho que pague mais e um apê mais bem localizado, pronto, imediatamente esquecemos dos antigos, nos “desapegamos” sem hesitar.
Nossos vícios não são pessoas, locais ou objetos, mas experiências. Quem fuma sabe bem disso…
As experiências, portanto, são ancoradas e sustentadas por seres, fenômenos, locais, fatos, situações e objetos. Um perfume, por exemplo, ativa uma atmosfera que muitas vezes não conseguimos acessar do nada. Músicas, filmes, locais, pessoas e relacionamentos atuam como um suporte para estados corporais e configurações mentais que não conseguimos reproduzir, acessar, ativar e incorporar de outro modo.
É por isso que ouvimos Radiohead para aprofundar nossa angústia e AC/DC ou Dave Matthews Band para liberar melhor nossa alegria ou tesão de viver.
Radiohead – “How to disappear completely”
Não critico nada disso, a vida é justamente o processo de usar todos os meios hábeis para produzir experiências. O problema é sofrermos quando algo deixa de ancorar nossa felicidade, o que muitas vezes nos leva a causar experiências negativas para nós e para os outros.
Para escapar desse processo cíclico, é necessário abandonar a esperança de que nossa experiência de felicidade possa ser estabilizada por meio de seres, fenômenos, locais, fatos, situações e objetos. E ir direto ao que queremos: estabilizá-la diretamente.
Nenhum de nós foca no que realmente queremos: felicidade e energia estável, liberdade e capacidade criativa, destemor e generosidade, prazer e capacidade de brincar, sorrir pra tudo, repousar até mesmo no desconforto.
Quando vamos atrás de mulheres, orgasmos, álcool, carros, grana, poder, locais paradisíacos, retiros espirituais, alucinógenos, comidas, noitadas, reuniões de negócio, na verdade não estamos querendo nada disso. Queremos apenas estabilizar, por meio desses suportes, algum estado de felicidade, prazer, diversão, visão ampla, tesão, vida com sentido e leveza que já atingimos alguma vez ou que imaginamos ser possível. Só isso.
Felicidade condicionada = frustração
O lance é que não conseguimos atingir e sustentar tal estado positivo diretamente, então o colocamos sob condições, na esperança de aumentar a probabilidade disso tudo acontecer. Por exemplo, durante um jogo de futebol, você coloca sua felicidade na mão de um time, ou melhor, em um tipo de camisa, pois jogadores e técnicos mudam o tempo inteiro.
Então, considerando que as camisas são praticamente iguais, na verdade, você permite que estampas controlem o batimento do seu coração:
Link YouTube | Seinfeld: monólogo de abertura do episódio “The Label Maker”
“Loyalty to any one sports team is pretty hard to justify. Because the players are always changing, the team can move to another city, you’re actually rooting for the clothes when you get right down to it. You know what I mean, you are standing and cheering and yelling for your clothes to beat the clothes from another city. Fans will be so in love with a player but if he goes to another team, they boo him. This is the same human being in a different shirt, they hate him now. Boo! Different shirt!!! Boo.” –Jerry Seinfeld
E não só com times e estampas. Fazemos isso com pessoas, relacionamentos, trabalhos, cidades, apartamentos, empresas, situações…
Ora, se o que nos deixa bem são as experiências positivas, vamos aprender a produzi-las e sustentá-las mesmo na ausência de dinheiro e mulheres, mesmo durante a derrota de nosso time. É impossível estabilizar a chuva (controlar os movimentos das ações na Bolsa, de nossas mulheres ou dos jogadores no campo), mas podemos estabilizar aquilo que realmente define se a chuva vai nos causar uma experiência positiva ou negativa: nosso corpo e nossa mente.
Como produzir experiências positivas
Livros como O Segredo e filmes como What the Bleep Do We Know!? representam uma abordagem new age que acredita que podemos controlar os fenômenos, alterar os eventos e assim produzir felicidade. Se você enxerga felicidade em um carro, tenha um pensamento positivo e imagine você dirigindo um Bentley até que um Bentley apareça na sua frente…
Podemos facilmente evitar tal equívoco se, em vez de tentarmos produzir fenômenos, nos dedicarmos a alterar a qualidade de nossa experiência. Como diz Lama Padma Samten, mudamos a casa inteira sem precisar quebrar nenhuma parede.
Esse processo é ilustrado por uma metáfora bastante simples em um diálogo do filme A Copa (1999), do cineasta e mestre budista Dzongsar Khyentse Rinpoche:
Abade: É possível cobrir a Terra inteira de tecido para que fique suave em qualquer lugar que pisarmos?
Monge 1: Não.
Abade: Então o que fazemos?
Monge 2: Colocamos sandálias de tecido.
Link YouTube | Trecho do filme A Copa (The Cup / Phörpa)
Em vez de nos esforçamos na tarefa sempre frustrada de gerenciar todos os cantos de nosso mundo e acabar como um equilibrista de pratos, nos dedicamos a estabilizar apenas nosso corpo e nossa mente. Colocamos bons sapatos para andar nas regiões mais confusas sem sermos perturbados, aumentando nossa capacidade de beneficiar, ajudar e produzir experiências positivas em todos ao redor.
A origem de nossa liberdade
“Não importa o que acontece com você, mas o que você faz com o que acontece com você”. Já ouviram essa máxima existencialista? Na verdade, Sartre fala muito mais do que isso:
“Os piores inconvenientes ou as piores ameaças que prometem atingir minha pessoa só adquirem sentido pelo meu projeto [...], é insensato pensar em queixar-se, pois nada alheio determinou aquilo que sentimos, vivemos ou somos.”
“Tal responsabilidade absoluta não é resignação: é simples reivindicação lógica das consequências de nossa liberdade. O que acontece comigo acontece por mim [através de mim, passando por mim], e eu não poderia me deixar afetar por isso, nem me revoltar, nem me resignar. [...] Tudo o que acontece comigo é, de algum modo, meu.”
–Jean-Paul Sartre, em “O Ser e o Nada”
Assumir a responsabilidade por todas as nossas experiências é o mesmo que resgatar nossa liberdade, já que a servidão é justamente ser condicionado, ser refém, ser afetado, reagir passivamente a fatores externos. Se nos descobrimos como autores de nossas experiências, algo que Espinosa sugeriu muito antes de Sartre, imediatamente nos tornamos livres.
Afinal, tudo o que nos acontece passa pelo nosso corpo e pela nossa mente, não é mesmo?
Com um corpo desperto e uma mente estável, seremos capazes de gerar e sustentar experiências positivas, não importa onde, como, com quem ou quando. Não importa se dispomos de muitos ou poucos objetos, se as situações e eventos se configuram de um jeito ou de outro, se a vida anda bem ou mal ao nosso redor, pois as experiências positivas não dependem disso.
E então podemos entrar num Bentley Continental GT e levar 3 mulheres pra cama, sem problema algum, pois isso será expressão de uma experiência interna de felicidade, não mais sua causa.
Entretanto, não é preciso ser muito inteligente para sacar que a grana investida em um carro importado, para benefício de no máximo 5 pessoas, pode ser usada para produzir experiências positivas em muito mais gente. Já em relação às mulheres, bem, é realmente muito mais benéfico levar 3 do que apenas uma para testar na cama o quanto nossa energia é estável…
P.S.: A questão não abordada neste texto é como estabilizar corpo e mente, mas isso é pura incompetência do autor. Deixo para depois, quando eu tiver pelo menos alguma experiência nisso. ;-)
Gustavo Gitti é baterista sem bateria, meditante que não medita, ex-bolsista de dança de salão, ex-estudante de filosofia e ex-solteiro. É autor do Não2Não1 e coordena a Cabana PapodeHomem.
Outros artigos escritos por Gustavo Gitti



126 comentários ↓
[...] This post was mentioned on Twitter by Daniel A. Fernandes, MCF S/A. MCF S/A said: No PdH O que tanto buscamos em noitadas, bebidas, mulheres, trabalhos e viagens? http://bit.ly/5oZtXm [...]
Social comments and analytics for this post…
This post was mentioned on Twitter by MCF_SA: No PdH O que tanto buscamos em noitadas, bebidas, mulheres, trabalhos e viagens? http://bit.ly/5oZtXm...
Hoje, domingo, acordei cedo, sem ressaca, fui a padaria a pé (odeio andar a pé) comprei jornal e pão, sentei na sacada pra ler o jornal, tomando um café e fumando meu cigarro, vendo o tempo nublado com fraca garoa.
E depois que li esse artigo que entendi o porque de eu estar me sentindo tão bem por ter encontrado harmonia e bem estar numa pequena e quase insignificante experiência matinal de domingo chuvoso.
Locura esse artigo, velho. Se eu não viajasse de vez em quando como o autor, eu falaria que ele fumou unzinho antes de escrever. rs
Gustavo,
De tudo que li teu, penso que esta seja tua prima obra.
Ótimo presente de aniversário pro PDH.
Continue acordando cedo aos domingos!
Esta certo irmão,…. vamos facilitar ao invés de complicar nossos dias…Lifestyle dude…
Execelente artigo.
Eu compartilho da mesma idéia: o que importa é como se experimenta a situação, retirando dela um significado intrínseco, mas diversos significados relativos.
Porém, fica uma dúvida… existem eventos nos quais você não pode apenas ficar bem, olhar sobre uma perspectiva positiva, como por exemplo ser vítima de intensa dor física, ao levar um tiro por exemplo.
Ahh, e quanto a Espinosa, ele não era determinista? Na perspectiva dele a liberdade era apenas descobrir e aceitar que somos escravos de um destino.
PUTZ!!!!! que puta texto!!! muito grande mas MUITO bom. mesmo!
certamente um dos meus favoritos aqui do pdh. Belo modo de se pensar as coisas da vida.. =D
abs!
Ótimo texto!
E mó verdade isso ae!
Bom o texto, muito interessante a maneira filosófica que você aborda o tema..
Muito bacana o texto Gustavo.
Parabéns!
fumou?
Ótimo artigo, inclusive me deixou com vontade de ler o livro de Sartre.
As pessoas podem chamar de frieza, mas é libertador poder olhar através dos problemas, respirar fundo e manter a calma. Seguir sorrindo com um belo “acontece, o que fazemos pra RESOLVER?” na cabeça.
Isso acontece comigo de vez em quando (parece ser mais fácil ficar ansiosa!), mas nunca fez ESSE sentido. Vou fazer a chata e repassar para todos os meus amigos agoniados e reclamões, que focam nas experiências negativas e nunca estão satisfeitos com a vida.
Valeu, Gitti! Goal pra vc… =)
Leiturarrepiante. Aborda desde drogas até a liberdade filosófica, ou seja, a margem de erro está muito pequena. Parabéns.
Genial.Pena que eu sei que já já vai baixar a zaúzada ignorante falando que o texto é bobo e sem sentido…
Texto excelente! Eu sempre leio os textos do Gustavo e eles sempre são muito bons, mas esse com certeza foi o melhor.
Muito bom trabalho!
Gustavo Gitti como sempre com ótimos artigos! Realmente concordo com tudo que foi dito, mas a pior parte é conseguir por tudo isso em prática. É dificil e às vezes frustrante não conseguir produzir a liberdade almejada, especialmente quando condicionamos tal liberdade a pessoas, objetos ou situações.
Ótimo texto pra ler e refletir!
Parabéns Gustavo!
Bom texto, fala sobre muitas coisas na qual poucas pessoas já pararam pra pensar. Eu por exemplo, acho que nunca na minha vida pensei na vida como um conjunto de experiências. Talvez isso faça com que eu veja melhor as boas e as más escolhas.
Leio a maioria dos artigos que recebo do PapodeHomem por e-mail, entretanto, nunca comento. Já cheguei a ensaiar algum comentário, mas ao escrever percebi que nada precisaria ser dito…
Li o artigo e me identifiquei bastante, talvez porque já faz algum tempo que tenho visto o mundo dessa forma, que as coisas são só coisas e que a felicidade está em sorriso para o duende verde perdido num quarto escuro.
Está tudo dentro da gente, as respostas das perguntas que verdadeiramente importam, mas olhar pra dentro de si, conseguir isso, é tarefa para uma vida.
Espero que algum dia eu consiga.
abs
Freakin’ awesome, excelente texto!
Post perfeito, realmente estava precisando ler isso.
Abraços
Gustavo,
Achei este texto sensacional. Acho que as pessoas realmente tem um vicio doentio da felicidade através de “…” e não pela felicidade por meio de atitudes realmente significativas, de ações que gerem consequências favoráveis e, principalmente, aprendendo com seus erros.
Tenho um blog, onde eu desabafo sobre questões desse tipo… Pego um momento bom ou ruim e tento escrever para mim mesmo; algo sobre… Que eu possa usar p’ra refletir um dia.
Parabéns!
Pessoal, que bom que o texto foi de algum proveito.
Acho que escrevi apenas porque não saí no sábado e receio que meu time perca hoje… hahaha
…
#6 – Mario de Souza,
Falar que Espinosa é determinista não é correto. No fim da “Ética” ele explica a relação entre necessidade (o contrário de contingência), felicidade e liberdade. É um dos livros mais fodas da história da filosofia.
#14 – Paula Theotonio,
Algumas pessoas chamam essa abordagem de “fria” até que conhecem pessoalmente aqueles que vivem assim. A intensidade das relações, o brilho no olhar, a força da fala, a leveza, o sorriso… Tudo isso dissolve imediatamente esse preconceito.
“Frieza” é que acontece com quem acredita na densidade de nossos problemas e permite que o mundo fique opaco ao redor.
Abração!
Sempre leio os artigo do PDh por e-mail mas por quase nunca comento, mas esse texto esta show
Principalmente na parte que você cita a felicidade condicionada
Parabéns pelo artigo
Procuramos o que esta dentro de nós, mas que às vezes só alcançamos quando a despertamos por meio externo. Afinal somos errantes seres físicos.
Perfeito o post, é Gitti…, tu deve estar fazendo muito mantra, hatha yoga, ou vivendo como um eremita por aí.
Genial.
Um dos melhores textos teus que já li (acompanho também o nao2nao2.com.br).
Ah… esse conceito budista de estabilidade que eu tanto busco…
Isso já aconteceu comigo!
Após assumir as redeas da minha vida, eu consigo sorrir até vendo uma poça d’água qualquer na rua.
Apesar de tudo, os condicionamentos de alguma causa qualquer = felicidade, estão enraizados na mente.
Mas eu sigo tentando, uma hora eu me liberto disso.
Mas tudo depende do modo como você vê o mundo, e isso é inegavel.
Belo texto, Gitti!
Percorro um caminho tortuoso que guiado pela conquista desse estado de equilibrio, estabilidade mental e corpo desperto. Lamento, apenas pelo fato de que muitos ainda estejam ligado demais a algumas paradigmas culturais que impedem o autoconhecimento e a busca da felicidade.
Uma grande quantidade de pessoas acaba assim por achar que não consegue ser feliz, apenas porque se toma como referencial e se imobiliza, esperando que nesse mesmo referencial caia algo positivo, quando ás vezes é preciso tomarmos como referencial o mundo, perdermo-nos nele, inverter o referencial individual e encarar tudo de forma diferente.
Por outro lado talvez seja melhor isso não ser sistemático. Ao não sentirmos o negativo poderemos tornarnos insensíveis para com o positivo. Podemos inverter o ponto de vista mas sem nos tornarmos cegos para o anterior. Afinal de contas devemo-nos sentir felizes por ás vezes sermos infelizes, já que é por essa comparação que podemos sentir a felicidade não?
Muito bom o texto Gitti, acho que agora já sei porquê que ás vezes consigo ver a beleza numa manhã gelada de nevoeiro, quando noutros dias apenas achei que estava um tempo de merda, hehe.
Poxa, esse artigo é de uma profundidade filosófica e clareza que impressiona! Parabéns Gustavo.
Lendo este texto, parece ser tão simples vivenciar a felicidade que fiquei até assustada, nossa como a gente complica as coisas! E pior, atribuímos a responsabilidade da nossa (in)felicidade aos outros e/ou objetos. Mas, ao mesmo tempo fiquei descrente com a possibilidade de estabilizar o corpo e a mente diante de situações tão angustiantes como a morte de um amigo por exemplo, é surreal…
De qualquer forma o texto é excelente, perfeito para se começar a semana, vou estar atenta a cada experiência minha e distribuir muitos sorrisos.
Ah, e se seu time perder não fique chateado, são apenas camisas, camisas estampadas… (rsrs)
Filosofia, Psicologia, etc
Muito interessante.
Eu penso como você, você pensa como eu. Eu já pensei dessa forma, eu também vejo o mundo como sendo EU, se eu morro, o mundo morre. Se eu estou feliz, o mundo inteiro está feliz.
Agora, vi que você interpretou as coisas, de como funciona, mas ainda não consegue controlar, hahaha, o dia que conseguir fazer isso, conta pra galera aqui, eu te dou todo o meu salario o resto da vida, rsrs.
“P.S.: A questão não abordada neste texto é como estabilizar corpo e mente, mas isso é pura incompetência do autor. Deixo para depois, quando eu tiver pelo menos alguma experiência nisso. ;-)”
Vô aguardar este anciosamente.
Parabéns gustavo, ótima interpretação de vida.
Vamos trabalhar para colocar isso em prática e discutir os fatos meu amigo.
Até mais.
Gitti, mandou muito bem no texto!
Há algum tempo atrás eu talvez tivesse sentido um soco no estômago ao ler algo assim. Muito foda a gente se deixar controlar pela estampa da camisa, um aglomerado de metal sobre rodas ou o chefe mal humorado. Sempre bom parar por alguns segundos e colocar todas essas coisas em persperctiva.
Cara, minha vida tá uma loucura. Morar junto com a namorada é bom pra caralho, mas hoje eu paro e penso sobre algumas das coisas que você falou na Cabana são muito, MUITO certeiras.
Puta piração foram meus últimos dois meses, mas ainda não sinto que seja hora de voltar pra Cabana. Ainda falta gerenciar melhor meu tempo e meditar um pouco mais pra contribuir com algo que preste — que é bem o ponto que você sempre insistiu comigo, e que é o primeiro passo que ainda falta eu dar pra começar a entrar nesse rumo da estabilidade que você falou aí no texto.
(Falta é vergonha na cara e sobram desculpas pra começar a freqüentar o zazen que tem a DUAS QUADRAS de casa nos sábados a noite.)
Devo estar indo pra SP pra passar Natal e Ano Novo, queria tentar marcar um chope com o pessoal. Tô em contato com o André e o Eduardo via Google Wave, assim que eu fechar datas de passagem dou um jeito de avisar todo mundo pra marcarmos algo.
Abração!
Gitti, concordo com o fato de que estamos sempre projetando nossas alegrias em pessoas e coisas, pórem para ser feliz sem estas “dependências”exige uma integência emocional muito elevada!
No fundo todos sabemos o que temos que fazer, só é preciso por em prática!
Aguardando ansiosa o desfeixo do tema ( como estabilizar corpo e mente?).
Beijos!
Excelente. Simples assim.
PARABÉNS!
Gosto muito desse assunto e já penso assim há alguns anos. Ainda quero ler muitos materias, como os que você citou. Impressionante a sua clareza em escrever. Gosto de escrever (só para mim), já ensaiei inúmeros textos nesse tema, mas normalmente acabo me perdendo nos meus pensamentos. :)
Me lembrei dos meu cursos de terapia metafísica, que também abordavam isso. De lá pra cá fiquei sim mais “fria” com as coisas. E desde então abri muitas portas cheias de experiências excelentes!
Uma pena que de vez em quando perco a cabeça mesmo. Fica complicado colocar em prática tudo isso. Mas é essa minha busca e não me cobro, coisa que só pioraria a tal da experiência. Acho que essa também é uma forma de ir tentando.
Abraços e, mais uma vez, Parabéns!
Muito bom!.. Ótimo texto!!
PS: esse texto me lembrou Aldous Huxley (The Doors of Perception) e Lair Ribeiro (PNL em geral).
Excelente texto Gustavo, muito explicativo! Nem sempre vemos isso, que a felicidade é gerada pelas experiências, não pelas coisas. Tudo é uma questão de visão, e saber direcionar essa visão é a chave para “marcar o gol”.
Parabéns cara!
A questão é relativa, é óbvio que nosso cérebro produz somente uma emulação de uma realidade, é claro que o que enxergamos é uma interpretação de nossa mente, mas nao é tão simples ‘ligar’ estes ou aqueles botões, a rigor o mecanismo é tão complexo que passa longe da simplificação de calçar sapatos (sim eles apertam os pés). Por vários caminhos muitas coisas nos desafiam e satisfazem e não é só uma questão de ‘criar as sensações boas’, no fundo saberemos que estamos nos enganando se dissermos que tudo está bem quando não está.
Eu sempre digo que as pessoas vivem fugindo da tristeza e que eu tento não fazer isso, é natural ficar triste, ter decepções, viver não é só ter ou ‘fazer com que se tenha’ ’sensações positivas’, lidar com os momentos infelizes, vivendo a tristeza é um dos ingredientes para aproveitar ao máximo os momentos de alegria.
Eu não tenho intenção nenhuma de ‘controlar minha percepção para ter momentos de alegria’ se tivesse seria o primeiro a me candidatar para a Matrix. Que venham as tristezas e mazelas pelas quais terei q passar e que venham as alegrias também, claro.
texto do Gitti ??? sem comentários ..nunca li um que fosse ruim ……parabéns again guy!!!!!
Muito bom esse artigo, muito bom mesmo
Veja bem, sou espiritualista (favor nao confundir com espirita q é quem segue a doutrina de Allan Kardec) e na minha area é isso que sempre estamos tentando aprender e aperfeiçoar.
Resumindo: a felicidade da gente depende de nos mesmos, nao adianta achar q isso está no dinheiro, ou no carrão importado de US$ 65.000 ou no cargo de presidente de uma empresa. A grande maioria das vezes possuir muita coisa produz o efeito contrario, por q vc tem que tomar de conta, se preocupar e vigiar para q essas coisas nao sejam levadas por outros ou outras.
Pessoalmente, sou extremamente feliz com o pouco que eu tenho, uma picape Strada 2005,(poderia ter uma zero km mas pra q? se ela me leva e traz do mesmo jeito, e olha que faço viagens de ate 2000 km so de ida) uma casa de 80 metros quadrados em um bairro classe media mais pra baixa e os meus cachorros. Sou um solitario por opção, tal vez por perceber o nivel insano das exigencias femeninas, aonde elas querem todo para não dar qse nada em troca.
Equilibrio? facil nao se resigne a ver as coisas como algo TÂO pessoal e sim como uma parte do todo em que vc convive, aonde por se passar longe da perfeição estamos sempre sujeitos a passar por eventualidades desse tipo, nada pessoal sabe? e sim eventos da vida para aprender e evoluir.
Frieza? nao chamaria assim e sim uma certa abstração dentro de nos mesmos, aonde passamos a olhar com pena esse pobre ser que corre feito uma maquina, querendo…. ficar rico, ter status,ser presidente da companhia, casar com aquela modelo ou atriz ou gostosona ou socialite, enfim alguem para aparecer e ficar bonito na foto, e como percebemos que normalmente esse esforço dele nao vai levar a lugar algum, por q igual a maquina nao possue verdadeiros sentimentos, nos tornamos “Frios” qdo na verdade nos tornamos observadores do mundo ao nosso redor e nem sempre gostamos do que vemos.
Novamente parabens pelo artigo, gostei de ver a tua evolução atraves deste post, continua assim
Genial Gustavo, excelente texto! É disso que eu estou falando. Meus parabéns!
Gustavo, você é psicólogo??
Amei o texto, você é genial!!! Entende o cérebro humano como poucos!!! Parabéns, continue escrevendo pra gente aprender mais com você.
Me senti numa rodinha dos caras de Filosofia lá da universidade. Os caras ficam horas e horas viajando nessas paradas e fumando baseados.
Rodrigo, eu abandonei o curso de filosofia por isso. Os caras falavam de liberdade e autonomia enquanto estavam jogados em um banco, todos tortos. Enchiam a mente de livros complexos, mas eram incapazes de mudar suas vidas, melhorar a relação com a namorada, montar algum projeto de ação no mundo… E a USP facilita isso pois é uma cidade à parte, com seu próprio ritmo mil vezes mais lerdo que o de São Paulo em geral. Uma pena.
Esse problema é reforçado quando associamos textos desse tipo a rodas de estudantes de filosofia num boteco ou em meio a baseados. Ou seja, deixamos com eles um diagnóstico que eles mesmos não conseguem levar até o fim. Muito mais interessante é assumir a responsabilidade de fazer esse diagnóstico de nossa situação e agir.
Eu não fumei maconha antes de escrever esse texto. Aliás, tentei fumar 3 vezes na vida, mas nunca deu efeito. A única coisa que tomei foi ayahuasca, quatro vezes. Mas confesso que admiro o Hank Moody com seu baseado diário.
Enfim, o ponto é: eu não estava “viajando”. Pelo contrário, finalizei o texto domingo cedo antes de ir praticar com um grupo no CEBB SP, onde também estou às quintas. Esse é um dos modos que encontrei de aprofundar o diagnóstico e de fazer alguma coisa, para minha vida e para a vida dos outros igualmente dispostos a isso que conheço.
Há vários outros métodos e possibilidades. Ano que vem começo a explorar um treinamento que envolve o ritmo como meio hábil. Vamos ver o que vai dar.
O lance é fazer alguma coisa, caso contrário isso fica sempre na esfera teórica, seja em textos e comentários na web ou em nossa própria mente: “Nossa, que viagem! Mas deixa eu correr que preciso fazer muita coisa hoje”. Seguimos assim até que surja uma grande crise (um casamento desaba, alguém morre…), quando então voltamos a tentar olhar de modo mais amplo. Podemos treinar isso diariamente, por que não?
Abraço, Rodrigo!
Por textos como esse que eu sou seu fã, Gustavo.
Olha as coisas que você faz um jovem de 17 anos começar a pensar.
Eu sempre pensei que eu era o culpado pelo que acontece comigo. As oportunidades de tudo estão ao nosso redor. Como se aproveitar delas depende de cada um.
Muito bom mesmo.
Eu acho que é fácil agora fazer uma ponte com um outro texto escrito aqui (possivelmente pelo Gitti) que tratava de sair da zona de conforto. E também com outros textos mal-compreendidos sobre o assunto (sair da zona de conforto, ou enfrentar situações novas).
Porque sair da zona de conforto? Se a vida é feita de experiências, todas (positivas e negativas) farão sua vida mais rica, mais viva. Existe beleza na dor e no sofrimento. Milhões de poesias, músicas, livros, pinturas e histórias foram criadas baseado nisso. Existe paixão em superar as dificuldades e reveses. Quando saimos da zona de conforto nos expomos a novas pessoas, novas situações e consequentemente, a novas experiências.
Sobre a liberdade: em qualquer ótica que se olhe, ela é uma irrealidade. Pode ser um erro semântico: não sabemos exatamente o que significa liberdade, ou o significado que esperamos não existe. Porém, mesmo quando conseguimos vislumbrar as realidade descritas no texto e viver por essas convicções, não nos tornamos livres: apenas marionetes que enxergam as próprias cordas…
Att
Marcão, macho-alpha++
Parabéns pelo texto
comentário sutil. Você é ex-tudo!!! Novamente parabéns, pois antes de ser ex em qualquer coisa você foi o pioneiro em mudar alguma coisa.
O que básicamente é a alma desse excelente texto.
Valeu
Neste momento estou muito pensativa, mas devo dizer que esse, sem dúvidas, foi o seu melhor texto. GENIAL essa junção de Sartre, seinfeld, radiohead …
Nossa Gustavo,
Após ler um texto desses, eu fico pensando de que planeta vc veio e qual é a sua de estar aqui entre nós….evolução né????…kkkkk
abração, vc é demais.
Como estabilizar corpo e mente?
Para a mente há a meditação, para o corpo há o estímulo da saúde: exercícios, alimentação, sono bem dormido …
“E então podemos entrar num Bentley Continental GT e levar 3 mulheres pra cama, sem problema algum, pois isso será expressão de uma experiência interna de felicidade, não mais sua causa.”
Algo parecido é uma declaração feita por um monge, de que ele jogava videogame como forma de terapia … ele EXPRESSAVA no videogame o que lhe ia no intimo … as emoções que ele tinha (pois todos temos emoções, apenas devemos saber como lidar com elas)
segue fonte: http://www.omelete.com.br/game/100022293/Lider_budista_usa_games_para_descarregar_energias_negativas.aspx
….
ou seja, tudo é questão de saber se controlar, tudo está dentro de você, apenas falta você saber como responder ao que acontece ao seu redor … e como a sua ação (veja: não é reação, pois você escolhe agir daquela forma conscientemente) tem origem no seu pensamento, treina-lo é a melhor forma de estabilizar. A meditação e o habito de levar suas conclusões para o dia-a-dia, com o passar do tempo faz com que você tenha poder de escolha frente as coisas, e não apenas reaja a elas.
Uma historinha que me lembro, é que buda conversava com uma pessoa, e uma mosca pousou na sua testa, então num ato impensado ele abanou a cabeça e a mosca foi embora … no mesmo instante ele parou o que estava dizendo, e abanou novamente, mesmo não havendo mosca, como forma de regrar-se a não apenas responder a estímulos externos, mas a agir frente a eles. (Pra quem já leu Musashi, ia sair o pensamento: a mosca foi mais forte que eu, ela me venceu … “ah, como tenho que melhorar!” kkkk)
… Assim funciona com o corpo também, se você nao tiver capacidade de fazer tal movimento, quando necessário, você ira sofrer as conseqüências a que esta inanição esta condicionada!
Fazer exercícios (ioga, musculação, corrida … cada exercício tem uma finalidade de condicionamento diferente) para lhe permitir maiores capacidades é uma forma de estabilizar o corpo. Mas por outro lado, se você não tiver suporte de energia (alimentos e um sono bem dormido) nada lhe adiantará!
Gitti, seus textos têm abordado assuntos interessantes e têm possuído grandes verdades, fazendo com que os caras aqui tenham experiências incríveis do mundo masculino através deles, atingindo o que a revista propôs no primeiro post. Reconheço que antes não gostava muito deles, mas a qualidade que você tem apresentado ultimamente é digno de um parabéns.
Eu levo mais ou menos nessa linha, mas resumo tudo em uma coisa: boa vontade, principalmente com as coisas ruins… Desde que comecei a pensar assim, muita coisa mudou. Pra melhor…
como estabilizar o corpo? respeitando-o. Como estabilizar a mente? Fazendo o bem e meditando. Mais alguma pergunta?
Ótimo texto ;-)
Ainda em tempo, apos ler alguns comentarios, como o da Paula Theotonio “acontece, o que fazemos pra RESOLVER?”.
Nada melhor do que assistir filmes como 21 gramas, ou 12 rounds, pra lhe deixar claro que o ACASO é um irmão mais velho que lhe bate a cara e não lhe explica o por quê!
A vida é assim, você tenta colocar as mãos nas rédeas e controlá-la, mas vez ou outra ela da uma puxada tão forte nas rédeas, em movimento contrário, e lhe tira o controle das mesmas! Fazer o que …
Clap, clap, clap!
Mandou muitíssimo bem. Fiquei boquiaberto.
muito bom o texto,tirando alguns detalhes…como(claro,estou falando isto obviamente,por ser super fã)”É por isso que ouvimos Radiohead para aprofundar nossa angústia..”
n exatamente isso..(;
[...] Guilherme lembrou do Ayrton Senna no post de 3 anos do PdH e o Gitti falou que a vida é feita de experiências… Pois bem, agora olha onde [...]
Imagine que você chegue nessa estado de gerar e sustentar experiências positivas, não importa onde, como, com quem ou quando.Agora vamos supor que você esteja sendo injustiçado, explorado ou atacado.Você iria permitir que a situação continuasse desta forma porque ainda é capaz de gerar sensações boas?
Ora, se você se sente satisfeito em qualquer situação, para que fazer qualquer coisa? Dirigir um Bentley ou se envolver com mulheres seria um desperdício de tempo, uma vez que você ja é plenamente feliz deitado em um buraco
Quanto ao final, dividir a grana investida no carro importado em felicidade de muito mais gente é no fim investir na própria satisfação, pois toda ação é fundamentada no próprio benefício, veja: Não haveria investimento em 5 pessoas se isto não fosse trazer boas sensações positivas ao próprio investidor.Creio então que se o Bentley fosse lhe trazer mais satisfação que a ajuda aos demais seria justificavel.
Gitti, espero não estar lhe irritando com minhas constantes duvidas auhauhauhauau
Oi Mario,
“Você iria permitir que a situação continuasse desta forma porque ainda é capaz de gerar sensações boas?”
O ponto não é gerar sensações boas, pois isso é escapismo autocentrado, coisa de Polyana, que só vê aspectos positivos em tudo. O ponto é gerar experiências positivas e isso inclui todos os envolvidos: você, o outro, a sociedade, o meio ambiente… seu mundo como um todo.
Então, vejamos: a pessoa que está nos atacando também passa a vida em busca de felicidade e também evita o sofrimento, mas possivelmente não está sabendo fazer isso, está confusa, perturbada. Então, para o bem dela e para o nosso, é preciso cortar essa confusão e impedir que mais ações negativas sejam realizadas. Isso pode incluir uma porrada ou até mesmo um processo judicial (a atitude negativa não pode vencer).
Ainda assim, lembramos que o outro tem uma natureza livre das confusões que está manifestando. É essa liberdade original que possibilitará uma mudança futura, então imaginamos apenas a possibilidade de que, algum dia, esse mesmo ser violento possa ser um grande amigo. Isso parece ingênuo, mas é um ato subversivo. E parece surreal, mas não é essa a atituda de de S. S. o Dalai Lama com os chineses?
O Dalai Lama é duro e cortante, mas nunca deixa de ser compassivo sempre dando uma oportunidade de transformação sem congelar a China como um antro de negatividade, o que é diferente de ter pena ou dó.
Sempre aprendo muito acompanhando suas cartas abertas e outras movimentações, já que ele está numa posição bastante complicada. Algo que dificilmente algum de nós conseguiria sustentar por muito tempo, muito menos com aquele largo sorriso no rosto.
…
Aproveito pra avisar que meu texto foca em apenas um aspecto, pois na verdade gerar experiências positivas é só o começo de uma prática mais ampla que poderá lidar até mesmo com coisas insolúveis e implacáveis, a merda crua e sem saída, como a morte.
…
“toda ação é fundamentada no próprio benefício”
Sim. E esse “próprio benefício” pode ficar cada vez mais amplo. Como o Dalai Lama diz: “não tem problema em ser egoísta, mas seja inteligente”. De fato, não há como estabilizarmos nossa felicidade sem que todos os outros estejam felizes também. Então podemos levar nosso egoísmo ao limite e seremos naturalmente generosos.
Abração!
Pô cara, sério! que texto explêndido!!!
Eu imprimi, tô falando sério!
posso te ofender por aqui?
Passei por essas fases, perdi algumas coisas na vidas, as quais eu condicionava minha felicidade, aprendi e estou aprendendo muito com a queda, agora desfruto de um êxtase descomunal…
Tá,
“E então podemos entrar num Bentley Continental GT e levar 3 mulheres pra cama, sem problema algum, pois isso será expressão de uma experiência interna de felicidade, não mais sua causa.”
E que diferença faz, na prática, para o cidadão que entrou num Bentley Continental GT e levou 3 mulheres pra casa saber ou não se isso é “expressão de uma experiência interna” ou se é a “causa”? Na prática o efeito será o mesmo: ele vai gozar, vai acordar com um sorriso eterno no outro dia. E pronto.
Isso vem ao encontro de algo que elaborei rapidamente em minha mente: grande parte da felicidade humana está em saciar as necessidade fisiológicas: comer, fazer sexo, eliminar a dor física (calçado apertado, dor de cabeça etc.). Logo, concordo em termos quanto é dito que o material não é a causa da felicidade, mas é, digamos, o meio, que proporcionou ao cidadão aquela experiência. Também concordo com a subjetividade, no sentido de: prive um cidadão de comida por uma semana e depois lhe dê um prato de arroz, ele vai devorar como a melhor refeição do mundo. Portanto, não é se o prato é foie gras ou arroz branco que vai dar a felicidade ao gajo, mas o ato de comer.
Ultimamente tenho pensado no homem mais como um animal um pouco mais evoluído. O Bentley nada mais é do que a representação do pinto, quanto mais caro e posudo, maior é o pinto do cara, o sexo, bom, alguém aqui duvida que sexo é essencial pra vida? (nesse parágrafo eu já desviei um pouco do assunto e generalizei bastante também).
To meio sem tempo aqui pra fazer uma reflexão maior sobre o texto, aliás, a reflexão eu fiz, não tenho tempo de pôr (caiu esse acento?) no “papel”. Esse início aí foi só pra dar um gostinho inicial. :-P
Parabéns pelo ótimo artigo!
Também concordo que podemos ter felicidades através das experiências que temos no nosso dia – a – dia!
Abraços
Tá foda. Melhor texto do PDH que já li. Parabéns Gustavo. Estamos aprendendo com você.
esse site ja foi mais másculo… esse seu papo zen de meditação e afins é coisa de mulherzinha.
Junior, eu até concordo que ficar ouvindo som de cachoeira junto com cromoterapia enquanto você imagina um céu infinito deitado de olhos fechados é, sim, “coisa de mulherzinha”, pra resgatar o clássico texto do Bender aqui no PdH.
Mas já que você citou o Zen, deixo um desafio (algo que fazemos direto lá na Cabana PdH): sente contra a parede em silêncio e fique imóvel por 60 minutos de olhos abertos.
Fique à vontade para negar o desafio. É apenas uma brincadeira, nada demais.
Se topar e conseguir, aí sim vou aceitar sua crítica a essa tradição milenar, tão distorcida atualmente sempre que alguém fala “Eu to meio zen esses dias”.
Abração!
Bom, vou apresentar meu ponto de vista:
Como estamos em busca da satisfação e prazer próprios em um mundo livre, nós podemos fazer qualquer coisa para realizar os desejos, porém, devemos considerar que os outros também são livres para fazerem aquilo que bem entenderem. A frase do Dalai Lama que o Gitti colocou ilustra bem isto: “não tem problema em ser egoísta, mas seja inteligente”. Ou seja, você pode fazer tudo em buscar do prazer, mas não pode ser estúpido e acabar fazendo exaramente o oposto. Por exemplo: por mais satisfação sexual um sujeito vai transar sem camisinha, mas isso pode lhe render uma DST e acabar com a satisfação dele a longo prazo.
Artigo pra pensar e agir…e vice versa.
Esse texto chega em bom momento. Momento de muitas experiências intensas e eu aqui buscando aonde acende a luz, mesmo tendo ouvido incansavelmente em muitos lugares.
Muito bons seus últimos textos Gustavo, thanks.
Bjs
é aquela velha história : a resposta está dentro de vc……. conhece-te a ti mesmo…
Muito claro o texto…. é surpreendente ler algo assim num blog sobre o universo masculino…. ainda mais aqui no Ocidente. Terra de valores conservadores e materialistas.
Parabéns pela coragem, Gustavo. Seus textos falam sobre sabedoria……não são mera informação….
Oi Gustavo,
Li esse texto e um dos seus comentários que você diz comentou sobre ficar sempre na esfera teórica, de ter pensamentos como pensamentos e não fazer nada com eles. Sair correndo porque tem algo mais importante para fazer.
Pois é, eu segui assim até que surgiu uma grande crise. Eu estava muito bem empregada, ótimo salário com um cargo que me dava “status”, horários relativamente flexíveis. Quem olhava de fora pensava: “nossa, isso sim é ser feliz, com pouca idade e já conseguiu tudo isso”. Mas, tudo aquilo não me trazia nada. Uma felicidade de plástico, uma estabilidade rasa, um sufocamento discreto. E resolvi deixar tudo. Sem saber o que seria da minha vida nos próximos meses e no próximo ano. Resolvi não para buscar algo maior, pra correr atrás de algo que realmente me trouxesse felicidade. Resolvi desacelerar. Parar e olhar pra dentro, pros lados, pros outros.
Continuei só dando aulas, que era realmente importante pra mim, que me trazia a sensação de pertencimento de mim mesma. Sensação de liberdade, de algo maior.
Depois de alguns meses senti aquela coisa de “que eu possa me perder pra me encontrar”, me permitir viajar sem ter que correr pra fazer qualquer coisa e sim me permitir experimentar minhas viagens! Parei de correr atrás de tudo e me permiti a ficar onde eu estava e parei de achar que a minha felicidade dependia de algo ou de alguém.
Engraçado como antes mesmo de eu mesma me dar conta do que estava acontecendo comigo, as pessoas se surpreendiam e vinham me dizer: “nossa, como vc está bem. O que vc está fazendo da vida?” E eu respondia com um sorriso, sem ter resposta, e só dizia: ah, to vivendo. Já não fazia diferença o que as pessoas pensavam ou deixam de pensar.
Claro que tenho meus objetivos, que quero fazer muitas coisas ainda na minha vida, mas aprendi que viver minha vida de forma plena não depende de fatos, objetos e opiniões alheias. Quando temos força de derrubar nossos próprios castelos e percebemos que tudo aquilo era só tijolo e massa e que podemos ser muito mais do que aquilo, começamos a ter uma vaga ideia do que é liberdade!
Belíssimo texto! Me fez sorrir e parar de duvidar que meus últimos meses foram frutos de um disparate sem sentido!
Muito obrigada!
Beijos,
Parabens pelo texto.Achei esse site recentemente quando procurava informacoes sobre KAZANTIP ( alias otimo texto) , e acabei adicionando o site aos meus favoritosDe vez em quando entro, leio alguma coisa, porque ainda nao criei o habito de faze-lo, mas depois desse texto , tenha certeza que ganhou um novo leitor fiel.Parabens!
“Assumir a responsabilidade por todas as nossas experiências é o mesmo que resgatar nossa liberdade, já que a servidão é justamente ser condicionado, ser refém, ser afetado, reagir passivamente a fatores externos. Se nos descobrimos como autores de nossas experiências,…, imediatamente nos tornamos livres.”
nunca tinha parado p pensar nisso cara. mas como não ser impactado com tantas experiências negativas hoje heim? tu consegues gitti?
ótimo post!
Porra, vai tomar no lá no meio do… Show esse LIVRO que acabei de ler. Texto longo, mas excelente. Sem mais! :D
Parabéns, cara. Sentia falta das tuas reflexões, vou recomendar mais este pra galera daqui do interior… Todo mundo a quem mostrei os teus posts adorou.
Mas o que eu gosto mesmo é que quase sempre tem alguma coisa a ver comigo hehe… Sera mera coincidência?
Acho incrivel alguns textos teus, cara!
Obrigado ae. Admiro muito vc! Pelo empenho, sagacidade e esse espirito de busca e de compreensão…. Abraços amigo!
hahahahahah adoreiiii
opa desculpe pelo excesso de risadas, é q de outra máquina n tava conseguindo postar….rs
gostei.
e esse lance de “3 mulheres que nunca transam na primeira noite, mas resolveram abrir uma exceção”, que viagem hein?! menos né?! Tá mais no mundo das maravilhas do que eu!!rsss
excelente texto!
Grande Gitti!
Disse tudo: “A vida não é feitas de seres, fenômenos, locais, fatos, situações e objetos. A vida é feita de experiências….”
#47- Marcão, macho-alpha++
“Sobre a liberdade: em qualquer ótica que se olhe, ela é uma irrealidade. Pode ser um erro semântico: não sabemos exatamente o que significa liberdade, ou o significado que esperamos não existe.”
A liberdade existe, sim, para aqueles que estão dispostos a assumir a responsabilidade sobre o q acontece em suas vidas, equilibrando isso com mto auto-controle qdo tudo dá errado e aprendendo a soltar nossas próprias rédeas de vez em qdo….isso sim é liberdade!
E nada melhor para expressá-la do que a seguinte frase de
Cecília Meireles…”Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.”
Abs.
Fantástico. Meu cérebro acelerou depois de ler esse texto. Vou tentar mantê-lo assim o máximo que puder.
Muito bom o texto Eu sempre levei minha vida ao contrário do texto. Para mim, já virou até automático depositar minha felicidade nas coisas externas.
Refleti muito aqui, obrigado.
Realmente, a busca pela felicidade é, na verdade, a busca por um momento de satisfação. Me parece muito interessante pensar como adquirir esta felicidade…
Em relação à felicidade vale citar o filósofo alemão ARTHUR SCHOPENHAUER AO DIZER QUE:
“Importa menos saber o que ocorre e sucede a alguém na vida, do que a maneira como ele o sente, portanto, o tipo e o grau da sua susceptibilidade sob todos os aspectos. O que alguém é e tem em si mesmo, ou seja, a personalidade e o seu valor, é o único contributo imediato para a sua felicidade e para o seu bem-estar”
abraços, desde PORTO ALEGRE-RS
Relativização e responsabilidade! Sensacional Gitti! Parabéns!
Uma coisa que eu consigo fazer é me responsabilizar por tudo que me acomete. Nem Deus, nem o assaltante, nem a sociedade. É como já foi dito por aqui: Eu não estou preso num engarrafamento, eu SOU o próprio.
Contudo a parte de produzir felicidade me deixa meio perturbado. Parece difícil. Sinto-me agora, escravo. Totalmente dependente de “gatilhos emocionais”. Lugares, pessoas ou outras coisas que possam deflagrar sensações de felicidade. Mas como dizer que essa felicidade é falsa? Sentimos-na fisicamente até. O coração se expande e acelera, o corpo não quer mais ficar parado, a voz não admite ficar presa, as mãos desejam outras, os braços querem se misturar a outros e os pés, ganhar o horizonte.
Apesar de não acreditar em felicidade permanente, posso dizer com certeza que o saldo na minha vida é positivo. Eu sou MUITO feliz de estar vivo. E às vezes me pego em êxtase com coisas pequenas, como poder deitar na grama, receber visita de amigos(que chegam com ou sem um engradado de Antarctica rs!), ou simplesmente olhar o céu no ocaso. Acho que tenho uma certa tendência a esquecer momentos ruins…
Não lembro quem disse, ou se foi exatamente assim: “Os segredos da felicidade são uma boa saúde e uma memória ruim.”
Eu concordo em gênero e número. Bom é isso… já “viajei” demais aqui. Mas, sóbrio. Uso frequente de drogas, na minha opinião, é um sinal de fraqueza!
Um abraço a todos! Parabéns de novo, Gitti.
Sr. Froes,
Curti a imagem do engarrafamento. Ali é bem explícito: o cara reclama de algo que ele mesmo está ajudando a produzir. Ótimo exemplo. Aliás, rolou uma prática sobre isso essa semana na Cabana.
Quanto à felicidade permanente, ela é impossível dentro desse processo de tentar achar alguma âncora, pois tudo oscila, nada se sustenta por muito tempo, nem grandes corporações, nem países, nem o Sol vai escapar dessa. ;-) Mas talvez ela seja possível em outro processo, não sei. Cabe a nós manter o ceticismo aberto e testar.
“Os segredos da felicidade são uma boa saúde e uma memória ruim.” Memória ruim… Lembrei de Borges, quando dizia que a meta é o esquecimento, “olvido” em espanhol.
Abração, valeu!
Du caralho Gitti.
Não li todos os comentários, mas pelo menos em um dos primeiros comments expressaram a mesma opinião que tenho, acho que esse é o melhor texto teu até agora, tem um pedacinho de cada parada que você já escreveu tanto no “não dois, não um”, quanto aqui…. Parabéns brow, legal mesmo
O final eu achei o máximo, principalmente essa parte:
“E então podemos entrar num Bentley Continental GT e levar 3 mulheres pra cama, sem problema algum, pois isso será expressão de uma experiência interna de felicidade, não mais sua causa.”
Eu pensei em algo parecido com isso esses tempos, porque parece que a gente sempre está perseguindo os “efeitos” do que determinada experiência nos oferece, só que parece que quanto mais temos o foco nesse “efeito”, ou no benefício que determinada atividade vai nos causar, que é apenas consequência daquilo que fazemos bem-feito, mais isso se afasta de nós, porque não estamos presentes quando realizamos a tarefa propriamente dita já que estamos com o pensamento longe naquilo que obteremos de bom para nós no final dessa tarefa, ou seja, temos foco nessas experiências positivas instáveis e não no desfrute das experiências que nos são oferecidas hoje, a partir de uma mente estável, que nos permite alcançar qualquer experiência que queremos.
Valeu Gitti, serião, muito bom.
Um dos melhores e mais completos textos que já li aqui no PDH ;D
Com a mesma direção que as pessoas deveriam encarar a vida, eu descrevo esta postagem:
excelente.
#77 Vivi: “A liberdade existe, sim, para aqueles que estão dispostos a assumir a responsabilidade sobre o q acontece em suas vidas, equilibrando isso com mto auto-controle qdo tudo dá errado e aprendendo a soltar nossas próprias rédeas de vez em qdo….isso sim é liberdade!”
Querida, a ESCOLHA é o ponto que confunde. O fato de você possuir uma escolha não quer dizer que você é livre. Significa apenas que você tem opção. E isso não é sinônimo de liberdade. Porque todas as opções e escolhas tem um preço que você não pode se esquivar de pagar. Escolher uma vida de meditação cobrará um preço e rejeitar uma vida na esbórnia também. Escolher ficar em cima do muro idem.
Você pode dizer que VOCÊ considera essa escolha a mais inteligente: assumir responsabilidades. Mas nunca que isso significa liberdade.
O ser humano nasceu condenado a morte e a vida é um lento apodrecimento nessa direção. O mais sábio se dirige pro mesmo lugar que o mais tolo e lá todos serão iguais.
E o que vai fazer sua cabeça girar é reconhecer que nós somos produtos de um emaranhado de fios fisio-psico-socio-orto-etc-filosofico. E que se pudéssemos matematicamente, numa lógica não-cartesiana, talvez geométrica atribuir um peso e calcular, possivelmente poderíamos mapear o nosso processo decisório e perceber, que todas as nossas escolhas já foram feitas por nós mesmo antes das opções aparecerem….
Falando sobre What the blip we know, é ridícula a presunção de que um comportamento subatômico encontrado em ambiente de testes altamente controlado (a teoria do observador), possa ser reproduzido, após essas partículas terem se aglomerado em moléculas, tecidos, órgãos e se submeterem a física mecânica tradicional!!!! As leis convivem em harmonia no universo e um dia uma teoria irá harmonizá-las. Mas é irreal achar que pensamento positivo e “observar” e desejar podem reorganizar partículas quânticas. Em suma, uma pseudo-ciência pra incentivar uma religião new-age. Até uma louca que diz receber o espírito de um sacerdote de atlântida aparece pra dar lição de moral….
Att
Marcão, macho-alpha++
acho que esse é o melhor texto teu até agora, tem um pedacinho de cada parada que você já escreveu tanto no “não dois, não um”, quanto aqui…. Parabéns [2]
Gitti sempre se superando ;D
Depois eu leio os outros comentários do pessoal com calma. Esse post foi fantástico! Eu sempre me pego pensando nisso over and over, porque vira-e-mexe eu esqueço que o motivo das coisas não estarem indo bem é o fato de eu me deixar afetar por elementos externos (que muitas vezes não tem naaada a ver), por eu não me reconhecer como causadora do meu próprio desconforto e, portanto, a única que poderia se livrar dele. Pelo visto, não sou o único ser humano a sofrer com isso, não é? Não me sinto tão só agora. hehe
Liberdade e felicidade é um assunto complicado, delicado e extenso, mas é muito gostoso de pensar sobre, na mesma proporção que é difícil viver mas se sonha com a vida eterna (e digo aqui vida eterna não pelo número de anos, séculos de vida, e sim pelos melhores momentos que gostaríamos que fossem infinitos, as melhores experiências sexuais, as melhores conversas na mesa de bar ou na praia com os amigos, pela alegria que sentimos por dentro com os incontáveis sorrisos que recebemos…).
Eu não esperava mesmo ao fim do seu post que você apresentasse uma resolução infalível para estabilizar corpo e mente. Não é incompetência do autor nada! hahaha O como estabilizá-los é tão pessoal quanto as experiências de cada um, em outras palavras, tomar conhecimento e compreender (ainda que minimamente) esse questionamento (o post) e as variáveis para cada indivíduo consigo mesmo, já é a própria solução para abandonarmos os costumes “de velho ranzinza” e aprendermos que o fato de sermos responsáveis com o que fazemos com o que acontece conosco é mais do que um fardo e sim a chave para que possamos compreender melhor o que nos faz sentir livres e felizes e aproveitar isso ao máximo em favor do nosso equilíbrio emocional/espiritual.
Tenho que voltar a estudar Filosofia sério para vir debater aqui (eu sabia que deveria ter enrolado mais a graduação de Ciências Sociais pra dar tempo de me aventurar mais nas eletivas de Filosofia)! Eu passo tanto tempo divagando que meio que guardo melhor as impressões que as teorias causaram em mim do que obras, autores e citações em si! hahaha
Opa, em relação ao meu penúltimo parágrafo, lembrei de um detalhe. O abismo entre o reconhecer o problema, ter a solução na mão e de fato resolvê-lo. =O Se fosse mole assim eu não teria dito que penso nisso sempre, porque sempre acabo esquecendo… Ai, dei uma volta por nada. hahaha Mas Filosofia não teria graça se não fosse assim hahaha
Fiquei pensando agora no porquê as pessoas não resolvem a vida quando tem todas as cartas na mão. Talvez seja mais do que comportamento reproduzido, condicionado, falta de ânimo, força de vontade, amor, fé. Talvez seja assim porque qual a graça de ter tudo 100% resolvido? É fato (no meu entender ao menos) que os seres humanos ficariam entediados rapidamente com tudo na mais perfeita ordem (a parte que considero fato acabou aqui) e causariam um estrago muito pior do que os estragos que já causamos “parcelados” entre os momentos de acerto e satisfação pessoal e os de raiva e insatisfação. Deve ser tipo um botão automático anti-catástrofes piores do que podemos imaginar e prever (ou não).
É melhor eu ir dormir.
Gustavo, tenho que fazer uma declaração. Cada coisa sua que leio eu penso que você deveria compilá-las em um grosso livro de capa dura e lançar como uma grande obra de pensador mesmo.
Cara, vc parece um sábio ocidental traduzindo as atividades humanas aparentemente mais banais, evidenciando a consistência psicológica da coisa…Meu, tu é sábio…hehe. Adorei a postagem! Como praticamente tudo o que li seu até hoje. Demais!
Essa questão de colocar a felicidade em algo – pessoa, situação ou objeto – eu já tinha sacado e vivo experiências diárias e marcantes por conta dessa consciência de que tudo o que busco está dentro de mim.
Grande abraço, você é quase um guru espiritual! Nossa, quanto à liberdade, putz, falei sobre isso no penúltimo post do meu blog…
Que demais! Parei…grande abraço!
Deveria eu desistir? Ou continuar meu caminho na busca do que eu quero, assim criando e vivendo experiências positivas, mesmo num ambiente desfavorável?
Incrível o texto, parabéns!!!
[]’s
#86 -Marcão, macho-alpha++ :
Qta retórica, hein?
Se o LIVRE ARBITRIO não é LIBERDADE pra ti…então, so sorry, meu caro…. vc ta preso dentro de si mesmo… e aí é o GRANDE ponto, vc precisa se soltar e parar de enxergar a vida com olhos tão complicados….pq ela pode ser simples se vc quiser, baby.
Life is BEAUTIFUL! Curta sua liberdade enquanto vive… bjs!
Vivi, só comentando uma coisa no seu papo com o Marcão: livre-arbítrio não tem NADA a ver com liberdade. ;-)
O nosso caso é um belo exemplo: temos livre arbítrio mas somos reféns de impulsos e processos externos, ou seja, não temos liberdade. Sabemos que acordar cedo e comer menos doce é bom, mas não fazemos. Sabemos que fumar faz mal, mas é difícil parar. E por ai vai.
Mesmo em filosofia, os dois conceitos não são similares. Em geral, não se usa livre-arbítrio. Isso só aparece em contextos cristãos ou espíritas. Usa-se “liberdade” pra realmente falar do que interessa.
Abração!
A felicidade plena é impossivel de atingir , me sinto feliz sim , sei dar valor ao que tenho , minha vida é vivida sem grandes sonhos e sem grandes metas . Fazer o bem é um dos meus principios , agradeço muito a Deus tudo o que tenho ….
Deixo aqui três frases sobre a felicidade , não sei quem são os autores ….
-A melhor maneira de se ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros.
-Aprendi a procurar a felicidade limitando os desejos, em vez de tentar satisfazê-los.
-Há prazeres para os sentidos; há alegrias para o coração; a felicidade é só para a consciência .
Fala xará!
“A melhor maneira de se ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros.”
Yeap, é isso. Sempre lembro dessa frase do INTO THE WILD:
http://www.youtube.com/watch?v=xZPhpejWJuM
“Happiness only real when shared”
Gustavo, o livre-arbítrio é bastante discutido fora do círculo religioso tbem… como exemplo, filósofos John Locke, David Hume, Thomas Hobbes (só para citar alguns) eram compatibilistas, defendendo a posição de que não existe conflito entre o determinismo (a doutrina da pré-determinação metafísica, ou, sermos “refens de impulsos”) e o livre-arbítrio.
Sendo assim, podemos escolher parar de fumar, acordar cedo e parar de comer doces, porque somos donos de nossos hábitos, e responsáveis pelas consequências do que fazemos…( a não ser que sejamos bebês, claro)
;) Abs
Excelentíssimo texto, Gustavo! Eu descobri isso recentemente!
Eu acho que as pessoas poderiam criar momentos de felicidade. Em momentos onde a pessoa ficaria triste, como o exemplo que você citou da festa sensacional, ela poderia se misturar ao ambiente e se sentir feliz… Por que, não é a festa que está feliz, e sim você…
Nós escolhemos se teremos aquela mulher legal, se teremos a casa dos sonhos, se seremos ricos ou pobres, se o trabalho nos renderá bem, e tudo mais que as pessoas julgam que acontece por “sorte”
Se pensamos e nos sentimos com uma caixa de 10 mil reais na mão podendo gastar como quiser, você pode ter isso! Nada nos vem no mesmo minuto, então há aquele atraso primordial, onde nós imaginamos tudo o que poderíamos fazer com o dinheiro e construirmos o cenário! Você pode até não receber exatamente os 10 mil, mas será muito benéfico pra você receber os 9.321 reais vindos da sua mais recente obra (por exemplo)
Não estou exagerando, realmente é possível.
Parabens pelo texto Gustavo, muito bom mesmo.
Admiro muito seu trabalho e sua iniciativa em sempre tentar conscientizar as pessoas em que a verdadeira e mais pura felicidade vem de dentro de nós, e não de fora.
Foi muito graças aos seus textos e sugestões (principalmente sobre o livro Meditando a Vida) que passei a dar uma grande importância ao auto-conhecimento em minha vida e com isso encontrei um aspecto que me parece fundamental nessa busca por uma felicidade verdadeira: espiritualidade.
Acho que o como atingir isso vem extamente desse aspecto. Os caminhos para se atingir esse nível tão desejado já foram trilhados por muitos nesse mundo, e cada indivíduo deve buscar o seu, e sempre com muita paciência e compaixão por si próprio. Qualquer que seja o caminho de qualquer pessoa, ela deve procurar ajuda e caminhos que já foram percorridos, pois como já disse Newton: “Se eu vi mais longe, foi por estar de pé sobre ombros de gigantes.”
Não estamos num mundo isolados e existem motivos para isso. E também não devemos deixar nosso auto-conhecimento em segundo plano em nossas vidas, pois de acordo com a máxima do hermetismo: “Tudo o que está em cima é como o que está em baixo, e tudo o que está em baixo é como o que está em cima.” Acho que isso tem tudo a ver com esse texto.
Parabéns de novo Gustavo.
Excelente texto, inverti os papéis (homem-mulher) e continuou funcionando! haha
Liberdade é ter opção, e não poder fazer o que quiser.
Reverências, Gustavo!
Cada vez que leio um texto teu, fico admirada, concordo com cada palavra… enfim, acho o máxim
o.
Aí saio da frente do pc e tento fazer tudo “direitinho” como você disse. Até li alguns livros que você indicou no Não2Não1… achei tudo muito maravilhoso! Aí tentei meditar, “me equilibrar” e fazer tudo que os livros e você indicaram.. Mas aí, como você mesmo disse nesse texto, acaba passando: “dá licença que tenho que viver a minha vida”…rsrs…
Sabe, acabo tão fechada na minha rotina, no meu mundinho que não consigo me desprender e realmente colocar em prática todos esses “ensinamentos”. Fico pensando: Dalai Lama é “O Cara”…acho que nunca vou chegar nem perto… Aí me pego pensando nos mesmo problemas, mesquinharias….vícios…
E acho tudo tão “degradante”…aí reclamo…. Vira um ciclo vicioso….e até certo ponto aconchegante.
Mas me angustia imaginar que minha vida toda vai ser assim, sem grandes expectativas, porque no fim, depois que se consegue tudo o que quer, fica aquela sensação de frustração, de querer outra coisa…. Complicado demais!
Beijos, Gustavo.
Cara a vida é assim mesmo ! na minha vida tive várias conquistas , algumas até eram impossiveis , mas depois de um tempo tudo perde a graça …..
Ei, Gustavo…
Conhece a Pro Vida?
Se não, vai gostar de conhecer… :]
#95 Vivi,
“Gustavo, o livre-arbítrio é bastante discutido fora do círculo religioso tbem… como exemplo, filósofos John Locke, David Hume, Thomas Hobbes (só para citar alguns)”
>>O Gitti está certo, no século XXI, só quem fala sobre livre arbítrio são religiosos. Você citou uns filósofos de mais de 1 século de distância que são irrelevantes para a atualidade. Servem pra que a faculdade de filosofia não demore 6 meses e sim alguns anos.
“não existe conflito entre o determinismo (a doutrina da pré-determinação metafísica, ou, sermos “refens de impulsos”) e o livre-arbítrio.” -> Não existe conflito mesmo. O livre-arbítrio não existe. É uma falácia que não se sustenta.
“Sendo assim, podemos escolher parar de fumar, acordar cedo e parar de comer doces, porque somos donos de nossos hábitos, e responsáveis pelas consequências do que fazemos…( a não ser que sejamos bebês, claro)” -> Se você considera escolhas e opções livre-arbítrio, então ele existe. Mas as decisões já estão tomadas antes das opções. As escolhas são ilusões criadas pelos que tem poder…. já dizia matrix :D
Att
Marcão, macho-alpha++
Excelente! Sem mais delongas!!! Incrível esse Post. Parabens, me tornarei um fiel seguidor e, claro, desejo muito sucesso a voce… pois já vi que voce merece!
Abraco
Mew. Que massa.
A visão mostrada pelo seu texto é tipos a aplicação de teoria de relações internacionais sobre comportamento e posicionamento de atores internacionais – embasada na teoria construtivista e teoria do papel – apliacadas à realidade. =)
Sério.
Muito massa.
Adorei o texto. Adorei as inspiraões teóricas. Adorei o radiohead de fundo e a citação a Dave Mathews.
Esse texto está tão alinhado com a realidade que explica muita coisa sobre o ser humano, inclusive sobre o porquê dos gostos pessoais serem tão diferentes entre as pessoas.
Os gostos pessoais estão diretamentes ligados com o prazer proporcionado, às experiências obtidas.
Aproveito para convidá-lo a conhecer um blog bacana, parceria entre um grupo de amigos, tratando sobre sexo de forma irreverente e verídica, afinal, trata-se de experiências e preferências pessoais de cada um dos colaboradores:
http://sexalogando.blogspot.com/
Abraços e sucesso!
Maravilhoso o texto, parabéns gustavo.
#14 – Paula Theotonio,:
Paula, não há nada de frieza nisso. Na verdade, você está abrindo os chakras energéticos, tirando seus medos (pelo aquilo que vive) a culpa (pelo aquilo que sente prazer/satisfação), a vergonha (pelo aquilo que fez ou que você é), Tristeza (pelo aquilo que perdeu/não tem), Mentiras (aquelas que contamos a nós mesmos), Ilusão (aquilo que acreditamos ser verdade) e a conexão com o ser superior, depois de todos esses problemas resolvidos.
Tenho vivido assim a algum tempo, lógico, não sou elevado sempre, tenho umas quedas, e talvez esse momento atual seja de queda, com a vantagem de já enxergar o que está errado.
Você está presente, e como o Gustavo diz, irradiante, aproxima as pessoas, todos sentem sua presença.
Não importa onde está e com quem está, como dizia buda: “Se não há nenhuma ferida na mão, aquela mão pode segurar o veneno. O veneno não penetrará onde não há nenhuma ferida. Não há nenhum mal para aqueles que não o fazem”.
Um grande abraço e parabéns pelo texto.
#102 – Marcão, macho-alpha++
Se pensarmos na sua ótica, realmente você está certo, não temos livre arbítrio.
Você é a prova concreta disso: é dominado pelo ego (vulgo Matrix) e precisa constantemente de auto-afirmação, vide seu nick.
Desejo sorte para se libertar desse pensamento tóxico.
#107 – Luigi
Obrigado pela sessão de terapia. Me sinto muito melhor depois de você ter me diagnosticado. Mas o que me deixa curioso é que você mesmo percebendo isso resolveu se dirigir a mim, massageando meu ego ainda mais. Não conseguiu resistir?
“Desejo sorte para se libertar desse pensamento tóxico.”-> Quem disse que isso é tóxico e quem disse que eu quero me libertar? A maioria das pessoas são entediantes e previsíveis. Eu sou um ególatra assumido, mas estou sempre divertindo as pessoas e contado histórias ótimas.
Talvez você nunca tenha pensado em ironia, sarcasmo nesse nick, mas eu posso te garantir que eu só uso aqui na PdH, afinal, onde tem mais florzinha querendo virar homem?
Att
Marcão, O macho-alpha++
Baita artigo! Estou lendo a PdH faz poucos meses, e hj resolvi escrever pois este post mexeu muito comigo. Tive um ano de merda, e agora nesse ultimo mes eu comecei a entender a “experiência” que tinha de passar aqui nesse lugar…
Abração e siga assim Gitti!
[...] Texto 1, Texto 2. [...]
Nossa, não há como não parabenizar o senhor autor deste maravilhoso. Além de falar de algo extremamente importante e interessante alinhou suas idéias de modo claro e completo fazendo referencia a mais variadas coisas. Parabens Gustavo Gitti!
#102 e #108 – Marcão, O macho-alpha++
Não quero discutir filosofia com vc, mas só usei esses filósofos como exemplo pra reiterar meu ponto, pq acredito, sim, em livre arbítrio, e já q estamos falando “apenas” em liberdade (como disse Gitti), pq que eu não poderia usar uma expressão tão inofensiva como “livre-arbítrio”, pra expressar meu ponto de vista?
Viva a liberdade de expressão, não é?
E, claro, viva a liberdade de não ter liberdade….kkk!
ABs pra ti
Melhor texto que já li aqui!
Acompanho vcs já faz algum tempo… vcs estão ficando cada vez melhores!!
FANTASTICOOOO este texto…. um dos melhores!!!
Maravilhoso Texto, espero que com a experiência você ajude a responder a dúvida de COMO fazer. =D
Estarei aqui para ler.
Abrs.
Essa corrente de pensamento ja não é tão nova pra mim!
Mas muito bom o texto!
parabéns!
Ei, vc já pensou em escrever um livro?!
ME ocorreu isso, enquanto lia este texto.
.
Enquanto não, vou imprimí-los (este e outros) e fazê-los como tal.
Parabéns! = )
[...] O que tanto buscamos em noitadas, bebidas, mulheres, trabalhos e viagens? [...]
Seu texto é legal, dá pra perceber que você anda buscando se estabilizar, mas vejo que ainda tá muito preso em futilidades, busque ler sobre a teosofia, antroposofia, lá você terá uma expansão de consciência. Além do mais, claramente você confunde o conceito de felicidade com o de satisfação. Busque aprofundar seus estudos, vc está no caminho certo.
Excelente…
Muito o que pensar!!!
Continue.
[...] custo algum.O carro: Peugeot 207 QuiksilverJá sabemos que a verdadeira substância da vida são as experiências. Pelo vídeo acima e por esse comercial de outro modelo, a Peugeot sacou isso também. Eles se [...]
Ótimo texto! Também estou em busca do COMO.
Pelo que andei percebendo, a paz de espírito mais sustentável vem quando temos uma missão e agimos de acordo com ela. (Assistam ‘Invictus’ do tio Clint)
Resultados (“fenômenos”) são imprevisíveis. O caminho que enxergo é sustentar nosso estado interno (“experiências”) agindo de acordo com essa missão, que vem de um ideal firme (talvez eterno) em que acreditamos.
Um ideal ou valor-base que percebi no texto foi ‘compartilhar’ – parece-me um valor eterno e imutável, em que podemos sustentar nossas ações sem medo.
Mais uma vez, ótimo texto! Obrigado por compartilhar ;D
Guilherme,
Gostei muito do seu comentário. To pra ver INVICTUS, valeu pela indicação.
Sobre o lance de ter uma missão, um direcionamento, concordo totalmente. Não sob a perspectiva mais auto-ajuda de ter um “papel no mundo”, algo que uma força superior escolheu pra cada um de nós, não, nada disso, mas seguir em uma certa direção oferecendo o que temos de melhor, sempre com um horizonte preciso e amplo à frente. Sem isso, a gente passa vida toda patinando e morre.
Sobre o “compartilhar”, é isso mesmo. A motivação inabalável é beneficiar os outros. Uma vez falei em detalhe sobre isso na Cabana PdH. Lá também temos uma prática sobre esse lance de “missão”.
Abraço!
[...] explicação para isso é simples: não somos apegados a pessoas ou relações, mas a experiências positivas nas quais nossa energia flui. O cara pode passar anos sofrendo pela [...]
Maravilhoso texto, como sempre! Nunca comentei, mas agora não resistir…
Acho que a questão de estabilizar corpo e mente é mesmo uma questão de auto conhecimento, pois cada um precisa encontrar sua própria fórmula. Mas tb penso que isso é um processo que se prolongará por toda uma vida, é uma prática constante…
Admiro seu altruísmo em sempre oferecer aos outros o que vc tem de melhor… Mas, para mim é difícil seguir nessa vida sem condicioná-la a nenhum outro motivo. Acredito em Deus e minha confiança Nele me faz não condicionar a minha vida aos fatos ou às pessoas… é como ser independente na dependência de Cristo, daí que minhas escolhas são pautadas não mais na minha (falsa) realização pessoal, pois me transformar em uma pessoa melhor a cada dia, é o que me traz alegria e satisfação… Pois assim, sei que posso dar o melhor de mim aos outros tb e tentar trazer mais alegria a outras vidas!
Eu consigo abstrair e enxergar além… das circunstâncias. Mas eu fico feliz em crer que Deus está comigo, todos os dias… e que minha vida aqui é só de passagem!
É engraçado, acho que a felicidade é isso: cada um buscar acreditar naquilo que lhe faz bem… Cada um busca um certo exemplo a seguir, seja Cristo ou outra pessoa. E esse pluralismo de idéias só me enriquece!!!
Mas, creio que o mais importante para nos proporcionar uma felicidade plena é mesmo o desejo de ser uma pessoa melhor… Pois, as mudanças que mais ansiamos não são baseadas na lógica de seguir aquilo que a sociedade vende como ideal de sucesso e realização, do que é certo ou errado, e que muitas vezes impomos a nós mesmos de forma até irracional…
Penso no cristianismo não como uma religião, mas como um estilo de vida, que tb inclui aí a meditação diária sobre nossas atitudes….
Talvez meu “egoísmo” necessite da certeza de que minha prática de oferecer o melhor de mim aos outros, será recompensado na eternidade, mas, não precisamente neste mundo… Mas pensando bem, tudo que fazemos aqui sempre retorna para nós, né! Perfeita essa frase do Dalai Lama e seu comentário:
“não tem problema em ser egoísta, mas seja inteligente”. De fato, não há como estabilizarmos nossa felicidade sem que todos os outros estejam felizes também. Então podemos levar nosso egoísmo ao limite e seremos naturalmente generosos.
Acho que pensar nos outros é um ato de maturidade e inteligência… Me lembrei do filme Efeito Borboleta e a teoria do caos… rrrsss… E então, tento refletir sobre tudo nesse mundo, que como já li em outro post, é apenas um “filme”… Logo, por que levar tudo tão a sério?!
Eu tenho percorrido esse caminho de não me deixar levar pelas emoções… e isso exige de mim um estado de vigília, pois é muito mais fácil ser refém das circunstâncias! É complicado sair da zona de conforto para o desconhecido…
Penso que todo comportamento é motivado por uma crença, e toda ação é estimulada por uma atitude!
Não adianta ter apenas força de vontade de mudar… Por isso, geralmente as pessoas voltam a cometer os mesmos erros. A mudança não é natural, então as pessoas retornam aos comportamentos anteriores…
Mas, toda mudança deve começar primeiro na mente! Só quando interiorizamos e compreendemos é que podemos praticar… Pois a forma de pensar influencia nossa forma de sentir e consequentemente agir!
São nossas escolhas e atitudes diárias, cada vez mais conscientes, que nos tornarão mais próximos dos nossos objetivos… e o legal da vida não é o que acontece (o objetivo final, que nem sempre sabemos se será mesmo o melhor para nós) mas, sim as experiencias do caminhar…
Enfim, já enrolei D+, deixo então uma música que me veio a mente: Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe; Só levo a certeza de que muito pouco eu sei; Eu nada sei!!! Penso que cumprir a vida seja simplesmente, compreender a marcha e ir tocando em frente… E É preciso amor pra poder pulsar; É preciso paz pra poder sorrir, É preciso a chuva para florir!
Eu sempre acho que as coisas que esse cara escreve são sem sentido, mas agora ele surpreendeu e escreveu algo realmente bom e com sentido.
Já estava na hora.
Deixe seu comentário...