O que os homens pensam quando…?

Guilherme Nascimento Valadares

por
em às | PdH Shots, Relações, Sexo


No final de junho fomos convidados pela Glamour pra participar de uma matéria especial sobre sexo.

O mote girava em torno do que atravessa a mente dos homens em diferentes situações.

Recebemos a seguinte lista de perguntas, gerando bons debates na sala de conteúdo:

  • O que os homens pensam quando… fazemos sexo anal?
  • …eles veem a gente gozando?
  • …quando a gente transa no primeiro encontro?
  • …quando eu tento um movimento novo?
  • …se masturbam? Pensa em quem? É em mim(a namorada)?
  • …recebem sexo oral?
  • …fazem sexo oral nela?
  • …rola um “queef” (pum vaginal)?

Minha resposta

“Penso que perguntar a um homem sobre “O que ele pensa quando…” não é uma boa abordagem, por conter premissas traiçoeiras.

Ao responder o que eu penso quando algo específico acontece, vou pensar em todas as vezes em que isso aconteceu, vou tentar me lembrar do que posso ter por ventura pensado e vou racionalizar uma resposta que me pareça agradável, sincera e coerente, tal qual a imagem que aspiro passar de mim mesmo.

Ou seja, as respostas serão forjadas.

Todos os meus sentimentos e pensamentos que já surgiram sobre as perguntas acima, surgiram em relação. Ou seja, foram coerentes somente no contexto em que surgiram, pelo modo como eu me conectava com a outra pessoa.

Absorver e torcer o que senti e pensei, em cada relação, para transformar numa única resposta não seria verdadeiro.

Acredito, no entanto, que essas perguntas são bastante comuns e daí surge a ideia de buscar respostas para elas. Porém, todas me parecem vir de um mesmo local: ansiedade, medo, controle e não-confiança.

Em relações que aspirem uma boa base – mais franca e vulnerável, menos ansiosa, menos interessada em agradar o outro o tempo todo – não temos respostas únicas.

Posso me sentir mal fazendo sexo anal com uma pessoa, em certo momento, e me sentir atingindo uma conexão única fazendo a mesma coisa com outra pessoa; ou com a mesma pessoa, em outro contexto. O mesmo vale para sexo no primeiro encontro, tentar novos movimentos, fazer sexo oral, receber sexo oral ou presenciar um “queef”.

Durante o bom sexo (coisa rara), mais sentimos do que pensamos. Entramos em fluxo. Quando deixamos de estar presentes, começamos a performar, medindo tudo obsessivamente.

Quem está em performance se preocupa em saber o que o outro pensa a cada momento. Quer agradar, conquistar, evitar qualquer possível erro.

Quem está tranquilo confia. Explora, dá risada e erra junto, lado a lado.

Acho que o mais saudável seria de cara admitir que estamos com medo e confusos e, a partir daí, buscar viver relações com os pés no chão e sem exigir do outro algo que nós mesmos não podemos oferecer.

Seria uma lufada de ar fresco.”

* * *

A repórter, Bia, foi pra lá de simpática ao dizer que considerava o trecho bastante coerente, mas não era bem essa a expectativa da revista. Falei que gostaria de publicar um artigo aqui sobre isso e ela pediu que fosse após a edição de agosto ser publicada. Hoje fui a uma banca. O escolhido para responder as perguntas foi Alexandre Frota.

As respostas do Frota

Clique para ampliar

* * *

Será que o Frota sempre “fica louco” ao receber um boquete? Será que sempre bate uma pensando no cheiro da mulher que está com ele? Mesmo após anos de relação?

Compreendo a força do personagem e da fantasia. No entanto, mais do que trucar as respostas do Frota, me pergunto o que passa pela cabeça das mulheres ao ler essa matéria. Arrisco uns chutes:

“Por que meu namorado não consegue me fazer gozar mais vezes?”

“Quando vou encontrar um homem tão bom de cama, pra me levar às alturas?”

“Será que devo chamar minha amiga para um ménage?”

“Por que me casei com esse ser porco e barrigudo assistindo UFC no sofá enquanto me deixa sozinha no sábado à noite, de novo?”

O universo das revistas masculinas não opera distante dessa lógica.

Elas lêem sobre machos viris e como se tornarem rainhas do sexo.

Nós lemos sobre mulheres insaciáveis e como nos tornarmos garanhões.

Na cama, interpretamos papéis. Mais fácil e prazeroso do que realmente encontrar uma pessoa inteira, em seus medos, anseios, sonhos, dúvidas, desejos e inquietações, é executar truques e fazê-la gozar, múltiplas vezes.

"Sem sexo, seríamos perigosamente invulneráveis. Poderíamos acreditar que não somos ridículos. Não conheceríamos rejeição e humilhação tão intimamente." – Alain de Botton

“Sem sexo, seríamos perigosamente invulneráveis. Poderíamos acreditar que não somos ridículos. Não conheceríamos rejeição e humilhação tão intimamente.” – Alain de Botton

Gostaria de ler mais sobre brochadas, humilhações, confusões e inseguranças. Ler sobre como esfriar e abrir relações.

“Mas isso não vende, Guilherme.”, alguém poderia dizer. Sim, não mesmo, mas será que vendas deveriam ser um critério com tamanha influência?

Apenas para deixar claro, não eximo o PdH desse paredão. Essa crítica coloca vários de nossos artigos na parede. Nos faz olhar em volta e refletir sobre o que diabos estamos fazendo.

Afinal, qual é a função das revistas femininas e masculinas?

ps.: agradeço a Glamour pelo convite, pela abertura em abrir esse debate livremente por aqui e espero seguir em boas conversas com eles. Acredito que enfrentamos alguns desafios parecidos.

Guilherme Nascimento Valadares

Interessado em boas conversas, redes, economia da atenção, em criar negócios que não se pareçam com negócios e no futuro do conteúdo. Formado em Comunicação, trabalha há nove anos com comunidades digitais. Na interseção desses pilares, surgiram o PdH, o Escribas e o lugar.


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  • Guilherme Gabriel

    Opa Guilherme, artigo legal cara. Principalmente sobre a parte de inseguranças, medos.

    Só a titulo de especulação boba.

    Lembro que meu professor de anatomia disse uma vez sobre homens que se dedicam ao trabalho ‘mental’ com muito afinco; pesquisadores, cientistas, escritores que possuem seu “lugar especial”, reservado para sua própria criação, e etc. Homens assim, que focam sua mente no trabalho, e veem nele a sua satisfação, tem um tendencia a perder um pouco da libido. O foco da mente é outro, assim como a prioridade; me pergunto qual a reação deles nesse caso.

    Você falou sobre revistas masculinas e femininas… Penso que cada uma aborda o seu público alvo com uma mão diferente. mas sempre deixando claro que você – homem ou mulher – precisa dela para ser “foda”. Sempre tentando criar o seu manual de cabeceira: “O que fazer quando tal coisa acontecer”; ” Dez passos para ficar com aquela moça no barzinho”; “Vários meios de fazer isso”, e por ai vai. Acredito que esse mecanismo não seja novidade. A revista masculina sempre vai atuar como aquele “irmão postiço mais velho e super cool.”: “Você pode estar meio fodido agora, mas se me ouvir, rapaz, a coisa rende.”

    Seria bacana ter um artigo aqui tratando de inseguranças e medos, tanto dos homens quanto das mulheres, mas sem cair no padrão, explorar aquilo que ninguém quase não pensa: “poxa… isso realmente acontece”.

    Indo mais, parabéns pelo artigo, e parabenizando você, mais uma vez, pelo bom trabalho aqui no PdH.

    Abração, cara.

    .

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Fala, xará.

      Obrigado pelos elogios.

      Sobre esse comentário:

      “Seria bacana ter um artigo aqui tratando de inseguranças e medos, tanto dos homens quanto das mulheres, mas sem cair no padrão, explorar aquilo que ninguém quase não pensa: “poxa… isso realmente acontece”.”

      Em quais temáticas gostaria de ver isso acontecendo? Usamos bastante a abordagem de buscar dinâmicas invisíveis e realidades silenciosas. Posso te recomendar artigos nessa direção.

      abraço!

      • Guilherme Gabriel

        O Guilherme, imagina.

        Acho que entorno do sexo em si, que viria a causar um ambiente estressante e pudesse interferir na vida sexual do homem/mulher? O que é ainda um tabu para ambos os sexos e que pode ser uma barreira.

        Algo próximo a isso. Por favor, se puder indicar.

        Abraços!

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        Dá uma lida nos artigos do Fred Mattos:

        http://papodehomem.com.br/author/frederico-mattos/

        E nos mais antigos do Gustavo Gitti:

        http://papodehomem.com.br/author/gustavo-gitti/

        abraço!

  • Nélio Oliveira

    Não é brochada, humilhação, confusão nem insegurança, mas se alguém estiver pegando uma gordinha saiba que é EXTREMAMENTE desaconselhável tentar carregar ela de frente pra você, com as pernas dela em volta da sua cintura, debaixo do chuveiro, enquanto você mete. Ela não é aquela magrelinha que você pegou certa vez, que você podia jogar de lá pra cá, cara. A gravidade nas gordinhas atua mesmo e vocês podem cair dentro do box!

    Não que tenha acontecido comigo, estou apenas descrevendo um acontecimento hipotético… rs…

    • Matheus Mauro

      hahaha

      “Meu primo disse uma vez que caiu no box ao tentar levantar uma gordinha”

    • Guilherme Gabriel

      Nélio, quando eu li, ” A gravidade nas gordinhas atua mesmo e vocês podem cair dentro do box!“, eu achei que fosse engasgar com o meu pedaço de torta. hahahahaha.

      “Essa é só uma historia de um amigo do primo do sobrinho da vizinha que cozinha para a amiga da mãe do chefe do meu cunhado.”

    • Philos77

      “Não que tenha acontecido comigo, estou apenas descrevendo um acontecimento hipotético… rs…”

      Sei…rs

      Brincadeiras à parte, banheiro é um lugar relativamente perigoso. O motivo é simples: escorregadio e com materiais duros (sem trocadilhos).

      Em pé com uma perna levantada: alta e magra. Levantando pela cintura de cabeça para baixo: baixa e magra. Em resumo: malabarismos com gordinhas realmente não são uma boa ideia.

      Em compensação, enfiar a cara no meio das pernas de uma gordinha depilada tem seu valor, claro. O papai e mamãe, também é bom, permite mais força. :-)

    • anônimo

      O Alex fica lá indicando no facebook e você pensa, tudo bem vai, vou dar mais uma chance pro site, e o texto é até legal, mas daí você chega nos comentários e pronto, concentração de babaquice altíssima, nunca mais! Adeus!

    • Igor

      Isso deve ter acontecido porque você tem pau pequeno, homem que reclama de comer gordinha geralmente é por esse motivo cara.

      • Nélio Oliveira

        Respeite o Miúdo, rapaz!

      • Eduardo Amuri

        hahahahahahahahahahahaha

        Bom ver esse “Nélio – Light and Funny” aqui nos comentários.

    • Riobaldo_Rosa

      @NelioOliveira:disqus, você me fez sentir saudades da minha ex! “Gordosa”, como ela mesma gosta de se chamar! Lembrei de alguns tombos que levei por tentar brincadeiras “diferentes”. Eu, magricelo e comprido feito um bambu e ela gordinha. Divertido enquanto durou!

    • Bruno Alexandre

      Exercite esses braços hômi!

    • Pamela Valadares

      Nada é melhor em um texto que os comentários… kkkkkkkkkkkkkkkk

    • Thalita Gomes Beron

      Será que é a mesma coisa com gordinho… ?

    • Ana Duarte

      Como ex-gorda de corpo mas ainda gorda de alma (afinal construi minha identidade num corpo muito maior que o atual e disso não há bariátrica e terapia que dê jeito) me identifiquei TOTAL com esse comentário e ri muito!! Sempre “sonhei” com aquelas posições de Hollywood, em que o cara te segura contra a parede,mas obviamente NUNCA consegui realizar e esse comentário me fez lembrar de algumas situações em que os caras tentaram.. De toda forma, a gente sabe o que é possível ou não no sexo, se tiver intimidade, tenta e morri de rir, se não, mantenha a dignidade e seja sinceridade de dizer: isso não rola! rs

      • Ana Duarte

        Credo, escrevi mega errado, por favor correção : “…tenta e morre de rir, senão, mantenha a dignidade e seja sincera de dizer: isso não rola!! rs”

  • André Vinícius

    Com umas perguntas dessas custo acreditar que tenha saído qualquer discussão que preste da sala.
    Obras sobre sexo parecem que só compensam ser vistas quando tratadas nos extremos: ou obras acadêmicas (sociológicas, antropológicas, historiográficas, filosóficas, etc.) ou através de obras de artes eróticas ou pornográficas (quando bem feitas). Qualquer coisa que fique entre os dois extremos, querendo reproduzir uma conversa entre amigos soltinhos fica invariavelmente ruim.

    • Flavio Batista

      Sua resposta revela que você não mantém uma relação saudável com o sexo e não o percebe como algo natural e cotidiano, que todos fazem. Por isso enxerga apenas os extremos. Reveja seus conceitos. Converse a respeito com alguém em quem confie. Pratique sexo e pratique falar sobre sexo. Esse recalque – aqui entendido como categoria de análise, e não na interpretação popular, de inveja ou despeito – possivelmente está impactando em outros aspectos da sua vida e você nem deve perceber (socialização, por exemplo. Ou hostiliza ou se sente hostilizado quando o assunto surge). Já atendi a clientes / pacientes clientes em situação similar à sua.

      • André Vinícius

        Olá Freud Jung Lacan!

        Sexo todo mundo pode fazer (nem todo mundo faz por n motivos), mas obras (de qualidade) sobre sexo não necessariamente, pois não basta fazer, mas sim saber escrever. Da mesma forma que todo mundo come, e pode fazer comida, mas nem todo mundo sabe fazer culinária, ou mesmo escrever livros de culinária. Não sei se fui claro. Uma coisa é fazer, outra é o discurso. E cada discurso tem sua validade no âmbito em que é exercido.

        Reitero minha opinião sobre achar que texto na pegada da revista citada na reportagem (e a maioria dos publicados nesse site) são ruins. Recalque? Pode ser, mas acredito que ter opinião deve ser algum tipo de recalque.

        “Ou hostiliza ou se sente hostilizado quando o assunto surge”

        Este trecho poderia usar contra você também, pois você deve ter se sentido hostilizado, pois deve gostar desse gênero de escrito, ou talvez deve ser até escritor desse estilo. O senhor também é recalcado?

        ” Já atendi a clientes / pacientes clientes em situação similar à sua.”

        Tentando vir dar carteirada?
        ***
        E o senhor já é a terceira pessoa nesse período que participo aqui no PdH tentando me analisar.

        Decifra-me, ou te devoro.

      • Flavio Batista

        André Vinicius, não sou Freud, Lacan ou Jung.

        Sou Flavio Batista, psicanalista sediado no RJ com 15 anos de experiência clínica. Membro de sociedades de pesquisa, com trabalhos publicados no Brasil e no exterior. Escrevendo isso, não quero demonstrar vaidade, mas deixar claro que meu trabalho é sério e que não estou opinando de forma aleatória e baseada no senso comum. Se num texto sobre direito o comentarista informa que é advogado a fim de embasar sua opinião, isso não é carteirada. Aceite você ou não. Mesmo porque, não ofereci meu trabalho a ninguém. Poderia, sim, incluir meu site, links para meus artigos, telefone e endereço de contato, mas não o fiz.

        Ao “reiterar sua opinião”, cristaliza o que havia dito: ao enxergar apenas os extremos – ou diálogo acadêmico / científico ou a conversa de bar em seu grau menos sofisticado – é porque não vê o sexo como natural ou saudável. Se busca “n motivos” para justificar que “muita gente não faz” (sexo), acaba por assumir, ainda que indiretamente, que a prática sexual não é algo cotidiano para você. Em suas palavras, tenta colocar isso como algo natural para você e forçar esse entendimento nos que estão ao seu redor. Mas não consegue, porque, ao argumentar contra mim, faz com ironia. Quando devolve meu argumento (“esse trecho pode ser utilizado contra você…”) é porque, sim, sentiu-me desconfortável ao falar sobre o tema e tentou devolver o desconforto. Concordo com o fato de que escrever é diferente de fazer, seja lá o que for. Mas não é a isso que me atenho aqui.

        Não quero analisar você. Apenas comentei, em um site aberto ao público. O fato de você ter escrito sua opinião em uma área pública me autorizou a opinar sobre sua afirmação. E não ironize meu trabalho ou opinião, porque respeitei você em todas as afirmações que fiz. E respondo à sua pergunta: sim, sou recalcado. Todo ser humano é, em certa medida, recalcado. Reconhecer minhas neuroses e lidar com elas mostra boa saúde mental e entendimento da condição humana. Saber conviver com o recalque, com o trauma, com a fantasia, com a neurose e outros aspectos da psique é essencial para a vida coletiva. Mas ao usar a expressão sem conhecer a totalidade de seu significado e como ofensa, como você fez, é demonstração de imaturidade. Se sou o terceiro que faz qualquer “análise” sobre você nesse sentido – e é a primeira visita que faço a esse portal – é porque há alguma razão no que disse. Repense.

      • André Vinícius

        “Se num texto sobre direito o comentarista informa que é advogado a fim de embasar sua opinião, isso não é carteirada. Aceite você ou não.”

        Ultimamente a charlatanice tem se multiplicado na internet. Querido, acorde, estamos em pleno século XXI e apelo a autoridade só convence as pessoas ignorantes. Pessoas bem informadas não caem nessa lorota. Sou imunologista e digo que a AIDS é transmitida pelo ar. Tornou a sentença verídica? Não, claro.

        “Não quero analisar você. Apenas comentei, em um site aberto ao público. O fato de você ter escrito sua opinião em uma área pública me autorizou a opinar sobre sua afirmação”

        Nenhum momento disse que você não pode rebater meu comentário, ou disse? E você não veio simplesmente responder meu comentário, veio com sua psicologia de botequim me analisar.

        Mas não sabia que as técnicas de análises estavam tão avançadas ao ponto que com um simples comentário você já deduziu que sou recalcado sexualmente e extrapolou dizendo que isso afeta outras áreas da minha vida. Se for assim, porque psicanálises duram anos, e psicoterapias breves até meses? E ainda mais quando você lida com avatares na internet.

        Não te ensinaram, ou o senhor não aprendeu durante seus estudos que uma pessoa não é revelada só por uma frase, um pensamento, um sonho, comportamento ou o que quer que seja?

        E também não te ensinaram que terapia ou análise não é um jogar “verdades” na cara do cliente, um ser dono da verdade última sobre a interioridade dos outros?

        Primeiro, não se joga “verdades” na cara do paciente, pois você pode criar hostilidade nele fazendo-o se fechar para futuras investigações. E porque isso ativa todos os mecanismo de resistências nele fortalecendo o recalque. E outra, toda análise diz muito sobre o analista também, já ouviu falar em contratransferência doutor? Não te ensinaram princípios tão elementares de terapia e análise?

        Agora se você sabe disso e supostamente quer me ajudar por que já veio jogando “verdades” na minha cara?

        “Se busca “n motivos” para justificar que “muita gente não faz” (sexo), acaba por assumir, ainda que indiretamente, que a prática sexual não é algo cotidiano para você.”

        Não é questão de buscar, são evidências. Você disse que todos fazem sexo, mas isso não é verdade.

        E outra, existe frequência exata para sexo? Ele deve ser algo cotidiano?

        “Em suas palavras, tenta colocar isso como algo natural para você e forçar esse entendimento nos que estão ao seu redor.”

        Hã? Expressar opinião é querer impor algo como natural, ou melhor, forçar interpretação em alguém? Não preciso disso não, minhas opiniões valem por elas mesmas.

        “Quando devolve meu argumento (“esse trecho pode ser utilizado contra você…”) é porque, sim, sentiu-me desconfortável ao falar sobre o tema e tentou devolver o desconforto.”

        Típico jogo de alguns psicólogos, cara eu ganho e coroa você perde. Se você não se dobra a minha interpretação é por que você é recalcado, simples, não?!

        ” Mas ao usar a expressão sem conhecer a totalidade de seu significado e como ofensa, como você fez, é demonstração de imaturidade.”

        Doutor, infelizmente o senhor não pode determinar o significado das palavras arbitrariamente, já que o significado é um acordo coletivo. E também o senhor não pode anular a força do contexto, já que muitas vezes ele é independente de nós e inconsciente.

        A palavra recalque foi utilizada num contexto comum, já que não pedi nenhuma análise sua e por não estarmos em um ambiente acadêmico. E todo texto é plurissignificativo.Se fechar numa interpretação superficial é analfabetismo, não no sentido do senso comum.
        E mesmo que fosse verdade o que o senhor disse, talvez não seria caso de imaturidade e sim de desconhecimento, ou se esqueceu que não estamos num ambiente de psicólogos?
        ***
        Agora já pode começar a analisar minha agressividade verbal, eu deixo. Ou já podemos começar a análise da contratransferência?

      • André Vinícius

        Hahaha. Te peguei!!

        Deixa eu te contar um segredo, mesmo as pessoas que não são cadastradas no discuss dá para ver o históricos de comentários dela. Basta ir no nosso perfil do Discuss e clicar no nome dela.

        E eu fui verificar sua identidade. E adivinhe?!! Descobri que além de charlatão (ou charlatã?) é mentiroso(a).

        Olha o que você escreveu:

        “Se sou o terceiro que faz qualquer “análise” sobre você nesse sentido – e é a primeira visita que faço a esse portal – é porque há alguma razão no que disse. Repense.”

        Tem certeza que é a primeira visita? Tem certeza que você nunca me analisou? Olhe esse print. Você a 6 meses atrás comentou que era uma leitora e que eu era recalcado.
        Ué, você não é homem? Não é a primeira vez que comenta aqui?

        Agora de quem será o recalque sexual. Seu ou meu? Ou nosso?

      • Augusto Antonio Paixão

        Pegou o cara/mina na mentira.
        Que coisa feia seu Flavio Batista. tsc, tsc, tsc.

      • http://www.cobratagarela.com.br/ André Vinícius

        Aqui aparece cada peça!

      • Ana

        Parabéns pelo texto, e pelo blog realmente muito bom…

      • http://www.cobratagarela.com.br/ André Vinícius

        Muito obrigado!! Fico muito feliz!

        O blog está em processo de desenvolvimento, estou tentando dar um formato para ele, espero que dê certo.Qualquer sugestão é só falar.

  • Raoni Dos Santos

    Um tapa na cara dessas revistas femininas.
    Um tapa educado e coerente que mantém aberta a oportunidade de diálogo, mas um tapa mesmo assim

    • Eu_Du

      Tapa esse estendido e sentido nas revistas masculinas também, né @raonidossantos:disqus?

  • Anderson Portugal

    Adorei a resposta do guilherme. Também concordo que a resposta que o Frota deu foi exatamente o que foi explicado neste post. A revista não queria uma resposta inteligente, ela queria algo que o brasileiro quer ler (aquilo que a maioria é alienado a querer).

    • Guilherme

      Bem por aí, as pessoas nao querem ler um muro de lamentações de duvidas, medos e inseguranças(nao a maioria). Elas querem exemplos de superioridade a serem seguidos e, se possivel, reproduzidos. Quem pode condenar o desejo de aspirações dos outros? Se formos puxar o papo para as questões religiosas, em especial o budismo, veremos que o desejo é a fonte primaria do sofrimento. Entretanto, também é a força motriz da sociedade, o “sal” que dá gosto ao seu feijão.E agora, José?

      • Anderson Portugal

        Pouco posto algo no facebook, de vez em quando pingo uma gota de evolucionismo (até hoje utilizo o mesmo), estou pensando em fazer isso que você disse: postar defeitos e talvez medos que tenho, afim de causar um estranhamento naqueles que todos os dias esforçam piamente para se mostrar de forma ideal. Confesso: me falta coragem pra fazer isso e não pensar o que meus amigos, colegas de trabalho etc irão pensar.

      • Hyago Santana Ottoni

        Ainda não tinha pensado em fazer algo assim, mas ler seu comentário me deixou com vontade. Participo de muitos projetos educacionais, profissionais e de desenvolvimento pessoal, e ocupo posições de liderança. Por conta disso, acho que muitas pessoas me veem de maneira diferente, ouço muito “Não sei como você consegue dar conta de tanta coisa”, às vezes parece até que estou em outro nível, quando na verdade tenho tantas inseguranças quanto qualquer outra pessoa, medo de falhar, medo de não concluir meus propósitos, medo de impactar negativamente na vida de alguém, medo de não deixar um legado significativo, medo de simplesmente travar em algum momento por não conseguir mais lidar com tanta pressão.

        Acredito que começar a falar abertamente dessas inseguranças, pode nos ajudar a lidar melhor com elas (sabe quela coisa de o primeiro passo para resolver um problema é aceitar/admitir que ele existe? então…), e no meu caso, ainda pode me ajudar a mostrar para os meus colaboradores que sou tão humano e sujeito a falhas quanto eles.

      • Anderson Portugal

        Hyago, me identifiquei com o que você disse. Tenho 18 anos de idade, desde pequeno, talvez por eu ser o filho mais velho de dois irmãos, fui educado de forma a sempre ser o que dá o exemplo. Trabalho e faço faculdade, meu setor é cobrado por ser fundamental na atividade dá empresa. Me coloquei a disposição para ser representante da minha classe na faculdade. Hoje me cobro muito por medo de que as pessoas pensem que fracassei em algo. Ler o Papo de Homem é uma das formas de tentar me deixar cada vez mais completo como exemplo, de indivíduo, e causar reconhecimento nas outras pessoas.

        A vontade de fazer aquilo que comentei antes é motivada por eu ser contra qualquer sistema alienante. A forma que a sociedade se comporta, faz com que todos continuem agindo da mesma forma. Apesar de eu, dentro de mim, pensar contra este sistema, ainda me deixo afligir e fazer com que eu me comporte da mesma forma. (por isso disse que me falta coragem) busco esta quebra de máscara falsa que as pessoas colocam logo após acordarem de manhã.

        Obs: o Papo de Homem, de certa forma, é uma das fontes que me ajuda nisso.

  • Philos77

    Bem colocada a demagogia dessas respostas Guilherme.

    Saliento que não é exclusivo desse tema, mas de todos, como relacionamentos em geral (não só sexo), educação, política, ética, etc.

    As respostas são mais auto-promotoras coletivamente que informativas da realidade individual, quase sempre.

    • Nélio Oliveira

      O último episódio de The Newsroom abordou justamente esse “mau” jornalismo, que na verdade se presta mais a fazer propaganda de quem opina do que das opiniões em si.

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        ando curioso pra assistir essa série…

  • http://www.estrategistas.com/ Paulo Ribeiro

    Tava há um tempo sem abrir o PdH, mas quando vi que era texto do Guilherme, corri aqui para checar. E não me arrependi.

    Boa, cabrón!

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Bom te ver por aqui, Paulo.

      abraço!

  • Stinson

    Não resisti em responder essas perguntas sob a minha ótica…
    O que os homens pensando quando… fazemos sexo anal?

    -Incrivel, agora farei igual aquele filme porno.

    …eles veem a gente gozando?
    -MISSION COMPLETE !

    …quando a gente transa no primeiro encontro?
    -Se for bom , transaremos mais algumas vezes sem compromisso.

    …quando eu tento um movimento novo?
    -Ponto pra ela , está se esforçando para inovar.

    …se masturbam? Pensa em quem? É em mim(a namorada)?
    -Nunca na namorada, sempre naquela gostosa anonima ou na atriz do filme porno ( se for anonima, melhor ainda )

    …recebem sexo oral?
    -Que boca incrivel.

    …fazem sexo oral nela?
    -Vou leva-la as nuvens

    …rola um “queef” (pum vaginal)?
    - Its not a big deal !

  • Sibele

    Pena que a tal revista não confiou em seu texto e com muito mal gosto escolheu Frota para a entrevista… Que pena, a falta de sensibilidade dos editores da Revista não me surpreende, a média da população de nosso país “precisa” urgentemente de receitas prontas para viver.
    Seu texto é ótimo, a grande maioria dos textos do phd são ótimos!
    Enquanto isso no mundo de aparências, seguimos evitando os olhares mais profundos.

  • Cafezio Quentin

    Textos como esse faz imaginar por quantas coisas na minha vida que interajo sem a atenção devida e como essa falta de atenção pode ser prejudicial em alguns casos.

    Muito Bom Guilherme!

  • Katinha

    Posso dar uma opinião feminina, sem tapas dos homens comentando por aqui? Rs. O que eu penso (vejam, coloquei eu, porque não posso responder por TODAS) quando leio uma matéria desse tipo, com respostas do Frota: “nada a ver, putz cara idiota!”. Não penso no que meu namorado está fazendo comigo. Já começa que se o cara é meu namorado, está fazendo direitinho ou porque aprendeu seguindo as minhas dicas (porque eu falo mesmo, também quero ter prazer!) ou porque já fazia desde o início. Homem ruím de cama não será meu namorado. Ponto! Guilherme, também acho que rever a função dos meios de comunicação é importante, em tudo na mídia. Estamos vivendo a era do “perfeito”, mas só por fora. Corpos lindos, sarados, pessoas aparentemente sem problemas, uma falsa felicidade, não estamos levando em consideração que as pessoas têm seus dias ruíns, desafios, medos, inseguranças e etc. Acho que esta abordagem vende sim! As revistas ainda não se tocaram… por isso livros de autoajuda vendem muito.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      não estamos levando em consideração que as pessoas têm seus dias ruíns, desafios, medos, inseguranças e etc. Acho que esta abordagem vende sim!

      Também acho, mas é difícil. Também imagino a quantidade de obstáculos que a Glamour e os profissionais lá dentro enfrentam ao propor novas direções.

      O modus operandi usual de uma revista acaba tendo compromisso muito forte com a linha editorial pré-definida, não sobra tanto espaço pra experimentações e guinadas súbitas.

      Outro dia publicamos um artigo sobre bicuriosidade masculina que chacoalhou um bocado de cuecas:

      http://papodehomem.com.br/por-que-a-bicuriosidade-masculina-causa-tanto-alarde/

      Jamais veria algo assim na Playboy ou na Alfa, arrisco dizer.

      No mais, vamos vendo como a coisa anda, Katinha. E pode comentar sem medo de receber tapas dos homens, debate livre pra qualquer direção.

      bjo

  • Erica Simões

    As mulheres q pagam pra ter respostas do alexandre frota, sobre essa perguntas ñ tem muito do q reclamar. Por isso é q eu desligo a tv, ñ leio esse tipo de revista. Informação de melhor qualidade só na internet msm. Parabéns pela resposta!

  • Erica Simões

    As mulheres q pagam pra ter respostas do alexandre frota -as quais eu ñ li nem tenho o menor interesse de ler -, sobre essa perguntas ñ tem muito do q reclamar. Por isso é q eu desligo a tv, ñ leio esse tipo de revista. Informação de melhor qualidade só na internet msm. Parabéns pela resposta!

  • Reny Walery

    Por estas matérias que vendem um padrão de comportamento (no caso, sexual) é que as pessoas andam mais insatisfeitas consigo mesmas e com os parceiros. Excelente texto Guilherme. Parabéns!!

  • joao paulo

    Acho que esse artigo nos faz lembrar o que a Pdh tem de melhor: revelar a cada um de nós o que somos por dentro realmente, ao invés de tentar mostrar o super nós (não) temos por dentro, como fazem outros veículos de comunicação (a maioria em geral).
    Meus parabéns pelo artigo, espero poder continuar a ver sempre artigos assim no Papo de Homem.

  • verossimil

    Camarada Guilherme, responder como você respondeu e ver depois a revista optar pelas respostas viscerais do Frota Personagem deve possivelmente remeter ao famigerado e incompreendido paradigma do “bonzinho só se fode”.

    Tens culpa nesse cartório. Temos.

  • Tiago Xavier

    Eis um artigo que deveria botar fogo naquela ideia de ter um veículo sustentado pela comunidade.

    A tensão entre o que vende, o que é relevante e como se sustentar nesse meio tá exigindo novas respostas de quem quer produzir mais do que consumir. A iniciativa dos Ninjas de procurar verba oficial não me parece a melhor (http://oglobo.globo.com/pais/ninjas-querem-verba-oficial-para-sobreviver-9343258)

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Eis um artigo que deveria botar fogo naquela ideia de ter um veículo sustentado pela comunidade.

      A tensão entre o que vende, o que é relevante e como se sustentar nesse meio tá exigindo novas respostas de quem quer produzir mais do que consumir.

      Na mosca, Tiago! Achei que ninguém fosse comentar esse ponto.

      ;)

      Também não boto fé no caminho de buscar verbas oficiais.

      Acho válido, mas me atrai bem mais uma estrutura que dependa unicamente das pessoas.

      Por aqui pensando em modelos possíveis de assinaturas e/ou serviços digitais escaláveis que possam ter bom valor percebido pela comunidade…

      abração

  • Nath

    Ler a Glamour é como levar um tapa na cara, você leva alguns segundos para voltar à realidade e ainda desacredita do que aconteceu (ou o que leu).

  • Fernanda M.

    Texto sensacional! Mania de mulher ficar o tempo todo pensando o que o cara tá pensando… rs
    Mas fiquei curiosa com um pedacinho do texto: “Durante o bom sexo (coisa rara)”
    Porque é ‘coisa rara’?

  • Julia

    Estava pensando sobre isso estes dias… Sobre como os valores que a sociedade nos impõe fazem que sempre nós, mulheres, estejamos numa posição de comparação, de insegurança e inferioridade. Não tem nada a ver com feminismo. Tem a ver com sexo mesmo. A gente assiste aos filmes pornôs e depois se olha no espelho e se questiona “por que minha vagina não é rosada, que nem a das atrizes?”, a gente olha pro nosso companheiro e pensa “poxa, ele não aguenta duas? Mas no filme…”. Acredito que a insegurança exista dos dois lados – tanto nos homens quanto nas mulheres – mas, por ser mulher, sei o quanto sofremos com isso. “Ele vai gostar?”, “será que meu boquete é gostoso?”, “será que ele vai me achar vulgar por dar pra ele no primeiro encontro?”. É exaustivo. E deveria ser simplesmente bom.

  • sofhia

    ops…Guilherme, você deve ter vindo de outro planeta ! infelizmente é de Alexandre Frota que a mídia se alimenta e espaço pra gente com algo mais substancial a dizer é deixado na obscuridade.

  • Camila

    Acho que você levou muito a sério as estereotipações a respeito de revistas sexistas. Claro que há aquela indução às mulheres serem deusas insaciáveis do amor e aos homens másculos garanhões, mas creio que poderia responder de forma generalista, com base na maioria das suas experiências e no que isso representa pra você (sexo anal tem uma conotação para determinadas mulheres e outra, para demais). Eu conseguiria descrever minhas impressões/ sensações com base na ‘maior parte’ das minhas experiências. Mas poxa, não é ‘intelectualmente admirável’ pra você se submeter a enquetes de revistas femininas, né? Mesmo que fosse mais simples do que a celeuma e o discurso sobre tais. Ok, respeito, entendi o que quis dizer, mas não custava, rs

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  • Amanda

    Procurando um novo blog pra explorar. Abri alguns dedicados aos “interesses” do público feminino.
    Bolsas, vestidos, joias e maquiagens caríssimas q talvez eu nunca tenha dinheiro suficiente pra comprar. E ainda, os corpos perfeitos, e claro, magérrimos acompanhados de cabelos lisos, macios e brilhantes. E sempre a insinuação de que “você só será feliz com tais roupas, cabelos e corpo.”
    Além de tudo isso, existem os Testes de “vc é ciumenta”, “como arrrumar um namorado” ou “o que ele realmente quer com vc”.
    Diante disto, me pergunto se eu é quem tenho uma visão muito masculina das coisas ou se realmente esses blogs e revistas femininas são tão vazios, fúteis e principalmente, tão chatos!
    Claro que como toda mulher, quero saber as tendências, algumas dicas de maquiagem e cabelo de vez em quando. Mas seria muito interessante que resolvessem escrever além de toda essa chatice.
    E foi exatamente o que encontrei aqui. Parabéns, Guilherme!

    • Amanda

      Ah! Desculpem a foto gigante. Achei q seria a do perfil! hahahaha

  • Vicente Lo Duca

    Selo valadares de qualidade, muito bom o texto!

    E acrescento o universo porno, que praticamente criou um roteiro para o sexo, principalmente de casais iniciantes.

  • Fernanda Carvalho

    Bacana sua linha de pensamento, Guilherme. Gostei do post. Enquanto lia me lembrei de um outro post daqui sobre a influência dos filmes na nossa vida amorosa e no que idealizamos para nós mesmos. Como jornalista, sei muito bem o que é ouvir um “isso não vende”, mesmo diante de uma pauta que seria excelente. E acho que o Papo de Homem, e alguns outros poucos blogs, cumpre um papel essencial, que a mídia tradicional não consegue cumprir. O que observo é que as revistas femininas e masculinas nos colocam sempre diante de um mundo que está completamente fora do que é nossa realidade. Isso nos (e me incluo completamente nisso) leva a uma idealização que não pode ser cumprida e é inevitável que ficamos tristes e descontentes com tudo que temos. Não sei como isso seria possível, mas acho essencial uma mudança nas pautas. Acho que, se não vende uma matéria realista, dá pra pensar que ela é apenas uma no meio de várias outras que podem trazer o lucro para a empresa. Não consigo entender como uma única matéria mais realista poderia prejudicar uma revista inteira. Por outro lado, seria maravilhoso se as pessoas começassem a se encontrar nas matérias sobre a vida real e ficassem menos decepcionadas consigo mesmas e com a própria vida. Talvez assim a ansiedade fosse menor, o medo, a falta de auto-confiança e tudo mais. Mas isso é um mundo hipotético, algo que parece estar cada vez mais distante de todos nós.

  • Pingback: Entre mulheres, finanças e masculinidade | O melhor de agosto | PapodeHomem

  • F. M

    Texto ótimo! Parabéns! Estou me tornando assídua por aqui…

  • Nádia Quinteiro

    “Afinal, qual é a função das revistas femininas e masculinas?” Perfeito!

  • Ricardo T. Gomes

    tesão é a resposta pra todas

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