O que há de errado no carnaval?

Walter Carrilho

por
em às | Humor, Principal


Carnaval é como a lei da gravidade: não dá para escapar.

Reclamar do carnaval é mais ou menos como tropeçar e xingar Newton: efeito zero. Não sou ruim da cabeça, até gosto de samba, mas sou doente do pé. E excessivamente racional. Por isso, há anos tento me entrosar com o carnaval sem sucesso.

São vários problemas. O axé, por exemplo. Para mim, axé é música de adestrar cachorro: “abaixa um pouquinho, põe a mão no joelhinho, sacode a bundinha!” Dançar esse tipo de coisa parece um insulto a Darwin. Também não consigo entender samba-enredo. Já fui duas vezes ao desfile no sambódromo. Não entendi nada. Mas fiquei com o refrão de 2003 da Gaviões da Fiel na cabeça até hoje:

Bahia, Bahia… divina dança dos orixás
Tua magia contagia o nosso ar
O sol, o céu e o mar

(bonito, né?)

Roberto Justus: um personagem da Disney na Sapucaí

Tenho dificuldade em perceber qual é a ligação entre Nabucodonosor, “Niemayer, seu passado de glórias” e 80 passistas com espanador na cabeça. As letras são uma mistura estranha e desconexa de palavras como “glória”, “esplendor”, “Iemanjá” e “aaaaiii!”. Só perde para as letras do Djavan.

Também não me convenço pelo discurso de valorização cultural do carnaval, como se fosse algo obrigatoriamente ligado à nossa identidade. O carnaval é uma festa antiga que existe muito antes do Brasil ser descoberto. Era uma licença ao caos em países europeus. Permitia que escravos brincassem com seus donos, etc. Para um país como o nosso, onde o caos já reina durante o ano inteiro, o carnaval me parece um pleonasmo cívico.

E que está sendo cada vez mais enquadrado pelas convenções. O desfile em avenida é uma invenção getulista, que tentou moralizar a farra, criando critérios de votação e essa ideia estranha de desfilar ordenadamente pela avenida, como um exército em 7 de setembro. Vem daí a ideia de exaltar símbolos nacionais em troca de dinheiro para as escolas. Agora imagine: neste ano, a Rosas de Ouro vai homenagear Roberto Justus.

Faz sentido?

Mpartheid made in brazil

Até o carnaval no Nordeste, que sempre foi mais popular, está sendo lentamente enquadrado. Esse lance de pagar uma fortuna por um abadá apenas para poder ficar dentro do cordão é uma forma de renegar o espírito democrático da farra, em que, supostamente, madames dançam com a empregada.

Quando eu era moleque, carnaval era o momento de jogar água um nos outros com bisnaga. Os adultos ficavam putos com a zona, mas “é carnaval, o que vai se fazer?”. A gente dançava desordenadamente aquelas músicas meio bobas que falavam de colombina e cabeleira do Zezé. Era farra, não tinha ordem. Não tinha essa de seguir a coreografia da “Dança do morto muito louco” e ficar todo mundo com cara de aluno de aula aeróbica, decorando os passos.

Caos no carnaval agora é só engarrafamento para descer a serra, cerveja a 7 pilas e aumento no números de acidentes por embriaguez. Perdemos algo do carnaval no meio do caminho.

Se a ideia é celebrar a farra e o caos, que seja de verdade. Mas por enquanto, a madame continua no camarote, a Globeleza está no carro alegórico e a turma da favela vai suando atrás, empurrando a tralha toda. Festa democrática um cazzo.

Mas continuo insistindo. Todo carnaval eu vou pra paia, me entupo de picanha e cerveja. Com sorte, lá pela 5ª hora eu até começo a entender a graça de “tchubirabiron”, do Parangolé.

Por enquanto tá difícil pacas.

Walter Carrilho

Walter Carrilho é, na verdade, o pseudônimo de um jornalista que prefere manter o anonimato para poder falar tudo aquilo que você adoraria falar, mas não fala porque, sei lá, não pintou o clima, saca? Ele escreve no Jornalismo Boçal e no @waltercarrilho.


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32 comentários

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  • Anônimo

    Oportuno ilustrar esse post com “O Reino dos Justus”: homenagear a terra de meus distantes compatriotas húngaros foi visivelmente só um pretexto da Rosas de Ouro pra alçar o topetudo, também descendente de magiares, à categoria de destaque do Sambódromo. Mecenato carnavalesco, autopropaganda em tempos de Momo? De chorar.

  • http://www.facebook.com/jcnaweb Júlio César

    Cara, eu sou de Salvador, e costumo brincar, que da resistência.
    Já sai apenas um único ano pagando camarote chique, onde nem vi a “festa” oficial. Esse ano, sai novamente , mas de graça, num camarote, só pra você ter uma idéia, eu dormi no sofá em pleno carnaval dentro do camarote. 

    Mas o Carnaval de Salvador está começando a tentar acabar com esse lance de cordas, muitos blocos sem corda que já aparecem, e no pelourinho é uma coisa sensacional, apenas coisas das antigas.

    Demorou mas o axé system tenta a todo custo se reeguer, mas não dá mais.

    Tinha um camarote que colocou e tirou do ar rapidamente, um lance onde seria “POPCORN Experience”, uma bolha dentro do camarote que ficaria na pipoca….acharam tão absurdo que tiraram.

  • Rafael Dorcel de Souza

    Para mim o Carnaval é uma vergonha, tenho vergonha alheia quando uma pessoa fala que isso é a cultura do Brasil. É só mais uma forma de tirar dinheiro do povo e semear a desordem, é sempre a mesma coisa, acidentes de trânsito, DST’s, brigas e muita musica ruim. Só mijar na rua que não pode.

    Os imbecis gastam tudo o que tem no carnaval com porcarias,  no final de tudo, o sujeito ta sem dinheiro, talvez até sem o carro e a carteira, ou com algum outro “presentinho do destino”, provavelmente reclamando do governo que tirou todo o dinheiro dele.
    HAHAHAHA Vai ser o próximo na TV fazendo propaganda de carnaval para usar camisinha  pq pegou AIDS, ou vai dar depoimento, explicando como matou alguém ao dirigir bêbado. E todo mundo encara isso como sendo normal, afinal é carnaval, e  quem sabe daqui a 9 meses o sujeito não tem um presentinho?

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Eu sinceramente, não tenho muito do que me queixar do carnaval do Recife, dá pra curtir blocos tradicionais, música eletrônica, shows de mpb, rock e música alternativa (Eu já curti até show de blues na programação do carnaval) em palcos separados por uma distância curta o suficiente para transitar entre eles a pé. E de graça.

    • Mongini

      Acabo de voltar do Recife Antigo. Maracatus, blocos de frevo, blocos da saudade, afoxés, caboclinhos, xous, sem cordas, sem ingressos, muitas fantasias, muita bagunça, sem violência. Conheçam, nem que seja pra dizer que não gostaram.

  • Leticia

    Eu curto blocos de carnaval,apesar disso concordo com cada palavra dessa frase: “Para um país como o nosso, onde o caos já reina durante o ano inteiro, o carnaval me parece um pleonasmo cívico.”
    O que eu mais detesto no carnaval,é a fissura,a “invocação” que as pessoas fazem, como se SÓ no carnval o nosso país tivesse vivendo na bagunça…grande mentira

  • Henrique

    Falou tudo.

    O carnaval hoje é exploração comercial, não tem mais nada de manifestação cultural. Samba de terreiro, jongo, frevo, maracatu… você não acha mais.

    É só samba patrocinado e axé sem nexo, feito p/ ser consumido em massa, por uma classe média que pode pagar uma fantasia ou um abadá.

  • Henrique

    Falou tudo.

    O carnaval hoje é exploração comercial, não tem mais nada de manifestação cultural. Samba de terreiro, jongo, frevo, maracatu… você não acha mais.

    É só samba patrocinado e axé sem nexo, feito p/ ser consumido em massa, por uma classe média que pode pagar uma fantasia ou um abadá.

  • http://twitter.com/luizagcn Luiza

    Eu ri muito”Tenho dificuldade em perceber qual é a ligação entre Nabucodonosor, “Niemayer, seu passado de glórias” e 80 passistas com espanador na cabeça. As letras são uma mistura estranha e desconexa de palavras como “glória”, “esplendor”, “Iemanjá” e “aaaaiii!”. Só perde para as letras do Djavan”

    Sabe o que eu reparei sobre a foto do carnaval com cordão? Que a galera de dentro é branca e a de fora é negra, sendo que na Bahia a maioria da população é negra. Daí tudo bem ter um monte de turistas na região, isso traz dinheiro, mas é uma festa tão popular que nem a própria população participa, digamos, por inteiro.

    • Sérgio Ricardo Braga

       É isso ai Luiza. É por isso que debaixo da imagem que vc citou, tem os dizeres “Mpartheid made in brazil”  ;)

    • http://www.facebook.com/robson.rossi Robson Rossi

      Bom, que há segregação, isso não resta dúvida. Só quero esclarecer que a foto em questão parece um contraste muito grande entre “brancos” e “negros” pelo fato das camisetas do bloco serem da cor rosa. Deu uma, digamos, ilusão de ótica. Mas é fato que existe segregação…

  • Vitor de Souza

    “Por essas e outras eu me desanimo dessa coisa de carnaval. Pra desfilar na avenida você tem que pagar uma fortuna na fantasia”
    Não sei aonde você mora, mais aqui no Rio existe uma coisa chamada ala de comunidade, as escolas de samba te dão fantasia de graça para desfilar, você só tem que frequentar os ensaios, tenho conhecidos que desfilam em 4/5/10 escolas de samba em diferentes grupos.

    Quando chega essa época sempre chegam pessoas dizendo carnaval é “pão e circo” blá, blá, blá.
    Como se nos países “desenvolvidos” não existisse festa e feriado.

    E descordo dessa visão que carnaval está sendo elitizado e “caro”. Ele já foi mais caro inclusive aqui no Rio como um comentário ai disse a 5 anos atras só existia as escolas de samba. Esse ano vão desfilar mais de 400 blocos de rua de GRAÇA, claro que existem os bailes da elite e camarotes “milionários” mais não é só isso, isso faz parte de vários opções que você tem.

    Se o problema fosse o carnaval(festa), era de menos que era só acabar com a festa nos quatro dias que melhorava, o problema ta muuuito mais além! Dá sim para se divertir e ser um cidadão responsável.

  • Anônimo

    Ontem teve isso em pleno carnaval de rua em São Luís, onde isso não é nada comum, tirando as micaretas de “carnaval fora de época”…..enfim. 

    • http://www.facebook.com/people/Jhunior-Santos/100001759099362 Jhunior Santos

      Ia Comentar isso agora. Tipo, no Carnaval no Rio Grande do Norte, temos os arrastões, com todo o povo lado a lado, sem diferenciar “rico” de “pobre”, exceto pelo fato de a “elite” geralmente ter acesso a parte de convidados dos trios, se distanciando do povão e do mela-mela. A coisa é bem “todo mundo junto, no caos” mesmo.
      Entretanto, o Carnatal, micareta do estado, tem a questão baiana da coisa, blocos com preços absurdos e abusivos e com a “elite” no protegida pelo cordão de isolamento. Ou não, há quem passe o ano inteiro economizando para comprar um abadá para sair “Naquele Bloco”. Enfim.

      Isso foi só um complemento. :)

  • Johnny Becker

    WTF?

  • Johnny Becker

    Sei lá, Brasil é Carnaval e Futebol… A agora também tem show gospel… Mais uns dias aparece outra festa, artista, esporte pra “Blobo” abraçar e aí cai no gosto da geral também. 

  • http://about.tuliomir.com/ Túlio

    Como já falaram acima, mas não custa reforçar, de norte a sul:
    - Carnaval do Recife ainda é popular, tradicional, gratuito.
    - Carnaval em Salvador, no Pelourinho, é uma delícia de bandas e marchinhas e foliões fantasiados pra todo lado. Popular, tradicional, gratuito.
    - Carnaval no Rio tem CENTENAS de blocos. Tem bloco que anda pela rua, tem bloco que esquenta mas não sai. Tem tradicional, tem inovador. Mas tudo popular e gratuito.

    Só pra mostrar que, ao contrário do que querem que acreditemos, o carnaval desorganizado e verdadeiramente feliz ainda está aí, espalhado pelo Brasil.

    Ainda tem separação, claro, mas isso também é saudável. Cada grupo se identifica com um bloco diferente, com um estilo de festa diferente. Pra quem gosta de ir pra rua em busca de sexo e sangue, o circuito barra-ondina de Salvador sempre vai ser um prato cheio.

    Mas pra todos os outros gostos que se sentem mal representados, basta a gente entrar nos outros bloquinhos que insistem em surgir, pular e passar adiante a idéia para os outros foliões.

    • Jonas

      vlog do Fernando fala muito do que penso: http://www.youtube.com/watch?v=5JSGMWy2aK0
      Podem haver carnavais acessíveis e não-elitizados em alguns lugares (onde eu moro, não há, mas não que me importe…). Se você não mora nestes lugares onde, teoricamente, há bons carnavais, você precisará desembolsar uma pequena fortuna para ir e ficar hospedado de forma minimamente confortável, pois vão te explorar. Ah, alguns amigos já participaram destes carnavais, e um deles achou até engraçado como haviam ladrões no meio da muvuca metendo a mão no bolso dele a cada 10 minutos tentando roubar algo dele. O problema do carnaval vai muito além: putaria, violência, desordem, bêbados, ruas mijadas, músicas de gosto duvidoso…

      Mas, ao contrário do autor, consigo ignorar muito bem isto. Carnaval para mim só passou na TV quando trocava de canal e vi algo sobre na Globo =)

    • Bruna Ramos

      Só pra garantir o reforço, em PE não existe apenas o carnaval de Recife, que é gratuito, também salientamos Olinda que tem um carnaval magnífico e totalmente de graça.  pelo interior do estado tem carnavais como o de Bezerros que cada vez vem levando mais gente a deixar a região metropolitana para curtir uma festa diferente, mas ainda sim gratuita.
      Não vamos negar que sempre existem as empresas que enxergam no carnaval uma baita oportunidade de fazer um camarote para o folião curtir uma vibe alternativa (do que existe na rua) e mais seleta, mas eu, que sou pernambucana, considero o carnaval daqui muito democrático ainda, mesmo tendo grana, mas não gosto, para curtir um camarote aqui, outro acolá….

      Venham pra Recife/Olinda daqui a 352 dias =]

  • http://www.facebook.com/people/Edgar-Rosa/100001062268400 Edgar Rosa

    A música é detestável, em contrapartida, sobram mulheres e etílico

  • http://www.facebook.com/tita.mello Tita Mello

    WTF 2????

  • http://www.facebook.com/tita.mello Tita Mello

    WTF 2????

  • http://twitter.com/daniel_dibranco Daniel Augusto

    Em vários lugares o carnaval é, realmente, popular e tradicional. Festa de família, saudável.

    O problema é que quem não conhece toma como regra o que passa na TV, o que, diga-se de passagem, é o que se vende no exterior.

    Acho que pior que o carnaval da TV são os moralistas de plantão, que criticam a globo mas não conseguem ultrapassar o intelecto dos coment

  • http://www.facebook.com/people/Cristiano-B-Moura/1775936358 Cristiano B. Moura

    Na boa, essa de ficar falando mal do carnaval é coisa de amargurado. Tem opções pra todos os gostos, escolha uma e seja feliz!

  • http://www.facebook.com/people/Antonia-Ferreira/100000018631182 Antonia Ferreira

    Gostei. Quem gosta de carnaval, que continue gostando, mas eu não gosto pelos motivos descritos, principalmente a falta de coerência em todos os sentidos da ‘festa’, e por outros também. O Brasil não é carnaval só porque as emissoras de televisão decidem assim. Na verdade se contar quantas pessoas saem às ruas pra pular carnaval é fácil ver que a maioria esmagadora da população não simpatiza com ele. Pra mim é uma festa insana, pouca vergonha, mortes como numa guerra, disseminação de doenças. Mas quem lucra com isto não quer que pare, claro. E sempre tem quem goste. Cada um na sua, somos livres. E quem fala mal do carnaval não é porque tá amargurado, eu adoro heavy metal, já pensou vc dormir e acordar com metal na cabeça se não curtir o som? TEntar dormir e ficar ouvindo gritos e guitarras estridentes a noite inteira por cinco dias seguidos? Por mais de um mês ligar a tv e ter que ver metal e pessoas góticas na sua frente pulando enlouquecidas, a cada cinco minutos, nos jornais, nas novelas, em todos os programas que for assistir? Tudo o que é bom dura pouco. E tudo o que é muito enche o saco. É só comparar que cada um pode enchergar o que incomoda o outro. Quem gosta de samba acha que todo mundo é obrigado a gostar. 

  • http://www.facebook.com/juliomelos Julio Melo

    Cara vc só esqueceu q o nordeste não é só Salvador, veja o carnaval de Recife e Olinda, mais democrático, sem cordas, tudo de graça, vários ritmos, tudo na paz, nada de Briga pra ver quem é o palhaço q tem o carro forte mais enfeitado…

    • Walter Carrilho

      Oi Julio. De fato, existem muitos exemplos de carnavais populares. Até aqui em São Paulo, “túmulo do samba”, existem vários blocos populares. Mas tenho a impressão de que o carnaval popular e democrático está sendo cada vez mais abafado pelo carnaval “oficial”. E isso me deixa meio preocupado.

  • Walter Carrilho

    O problema é que carnavais populares, como esse da cidadezinha, estão sendo sufocados. O carnaval oficial é o que se divulga por aí (para turistas, por exemplo) como o “real carnaval”. É difícil não ouvir axé no carnaval, enquanto que, para encontrar uma marchinha, é preciso camelar!

  • Samuel Santos

    Ah, dá pra escapar sim, e sem muita dificuldade.

    Basta ter uns amigos e/ou uma família que também acha todo o carnaval tão idiota quanto vc acha, e um lugar decente pra ir. Praia não, né?

    Basta querer.

  • Hugo Laguna

    Bom Dia, 
    Estava lendo esse post sobre o Carnaval, aqui onde moro (Votuporanga – SP) ainda existe o carnaval com desfiles de escolas de samba, porém bem pequeno, se comparado com um carnaval estilo micareta, destinados à muita música (não sendo 100% axé), mulher e bebida a vontade. Eu fui pela primeira vez esse ano. Sou solteiro, pra mim é ótimo, mas mesmo assim muitos não gostam. Foge bem da realidade de carnavais de “escolas de samba”. Como gosto muito de cerveja, também não achei caro, paguei R$ 510,00 por um abadá com direito à entrada no QG (shows num palco no período de 16:00h às 22:00) e entrada na Avenida com Trio-Elétrico (das 01:00 às 07:00 aprox.).

    Realmente não sou fã de desfiles de escolas de samba, por isso adorei o Bloco OBA, até mesmo porque muda a cara da cidade, sendo que a maioria de quem participa são de cidades distantes…

    Com certeza, ano que vem vou ajudar novamente à degustar das 40 mil caixas de cerveja! hehe

  • http://www.facebook.com/people/Luís-Flávio-Corrêa/606492534 Luís Flávio Corrêa

    O carnaval de marchinhas de SÃO LUIZ DO PARAITINGA/SP não sofre nem do separatismo dos abadás, nem da falta de tradição musical com axés, funks e sertanejos dos carna-micaretas que vemos por aí.

  • Emaio

    Não é por nada não… mas ninguém me tira da cabeça que o Walter Carrilho é o alter ego do Reinaldo Azevedo…

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