Papo de Homem

Somos um grupo de caras espalhados pelo Brasil, com gosto por tudo o que a vida oferece de melhor. Relatamos aqui eventos, produtos, ideias e o que mais a imaginação alcançar. Lifestyle Magazine.

Metallica: 28 anos de porrada, álbum a álbum


Publicado por Marcão em 20.12.2009 às 18:32 em Música

Formada em 1981, o Metallica é uma das bandas que mais “construiu caráter” no planeta. A história básica você pode ler na Wikipédia, mas aqui vamos fazer uma retrospectiva recheada de vídeos desses músicos com cara de outsiders, párias tocando músicas agressivas para todos se rebelarem contra a autoridade.

Como não se identificar com James Hetfield no vocal/guitarra, Kirk Hammet na guitarra solo, Lars Ulrich na bateria e Cliff Burton no baixo? Como não se identificar com um álbum que se chama Kill ‘Em All, cuja capa é uma marreta suja de sangue?

Kill ‘Em All | 1983


“Seek and Destroy”: dê play antes de continuar lendo.

O primeiro álbum é imaturo no instrumental e na temática. Muita disposição, muita velocidade e pouco detalhismo técnico. É música pra bater cabeça, tomar cerveja e gritar com os amigos.

Um pouco da NWBHM sem a elegância britânica mas com a típica transgressão e agressão norte-americana. Esse era o som que estava começando a nascer na Bay Area de São Francisco. A pergunta que fica é como um lugar tão gay friendly pode ter gerado um dos estilos mais brutais do heavy metal.

Antes que as viúvas do Mustaine fiquem de chororô: sim, algumas das composições ele participou, mas não gravou nada com o Metallica. Sobre essa fase eu sugiro assistir o vídeo Cliff ‘Em All, com apresentações bem do começo da carreira.

Depois do sucesso do Kill ‘Em All, o Metallica entrou na sua era de ouro com 3 álbuns perfeitos, impecáveis e insuperáveis: Ride the Lightning, Master of Puppets e And Justice For All.

Ride The Lightning | 1984


“Fade to Black”: ao vivo no Monster of Rock (Moscou, 1991), a versão mais destrutiva.

A diferença do primeiro para o segundo álbum é tão gritante que parece algo gravado por outra banda.

A temática de Ride the Lightning é sombria: praticamente todas as músicas tratam de morte e sofrimento, inspiradas em filmes e livros, como em “The Call of Ktulu”, “Creeping Death” e “For Whom The Bell Tolls”.

Master of Puppets | 1986

O álbum seguinte – considerado a maior obra-prima da história do Metallica e até do heavy metal em geral – conseguiu melhorar o que já era excelente.

A produção melhorou e a voz do James engrossou! Compare com Kill ‘Em All para notar essa diferença no vocal. O instrumental conseguiu unir a agressão rítmica do thrash com melodias assoviáveis. Ouça o interlúdio da música tema, a instrumental “Orion” e mesmo “Sanitarium”.


“Master of Puppets”: show de 1986, alguns meses antes da morte de Cliff Burton.

E então uma tragédia abalou a banda: num acidente de ônibus, o baixista Cliff Burton morreu esmagado pelo ônibus que o carregava, no interior da Suécia. Uma banda de frutinhas teria acabado aí mesmo.

Porém, apenas alguns meses depois, o Metallica já estava em estúdio para produzir mais uma obra-prima…

And Justice For All | 1988

É um álbum brutal, porém muito técnico. Longas introduções, longos interlúdios, muitos solos e bases rítmicas com muitos gritos. Pra não dizer que é um álbum perfeito, a produção até hoje é motivo de reclamações. O baixo é simplesmente inaudível. Será trauma da troca de baixista? Punindo ele por substituir o amigo de velha data?

Como sugestão, ouça “One”, “Harvester of Sorrow” e a maravilhosa instrumental “To Live Is To Die”. Lars está no auge da criatividade e complexidade no seu instrumento, Kirk faz solos históricos e James grita mais que um satã sendo estuprado numa cadeia.


“One”: Ao vivo, o Metallica sempre deu 100%. Quem assistiu o show deles no Brasil em 1999, como eu, pode confirmar.

Aqui quero fazer uma pausa para uma teoria minha. Acredito que o Metallica seguia uma fórmula para escrever álbuns. Note que nessa trilogia, a primeira música é sempre um thrash brutal, a segunda é música tema com mesmo nome do álbum, a terceira é mais lenta e a quarta uma power balad com começo lento dedilhado e final rápido e pesado. A penúltima é instrumental e a última é outro thrash brutal, exceto no Ride the Lightning.

Parece que depois dessa trilogia o grupo queria experimentar outros ares artísticos, ou então se vendeu, dependendo de pra quem você pergunta. O ponto é que eles mudaram totalmente a forma de compor para o álbum seguinte, um divisor de águas na carreira da banda: o álbum preto cujo nome é Metallica. Trocaram até mesmo o produtor, chamando Bob Rock, um produtor famoso no meio hair/glam metal.

Metallica (“Black Album”) | 1991


“Wherever I May Roam”
, uma das minhas preferidas, fala sobre a vida na estrada como uma escolha pessoal, sem arrependimentos ou submissão.

Esse álbum não tem músicas rápidas como os anteriores, embora lampejos do thrash podem ser encontrados em “Through The Never” e “Wherever I May Roam”. Muitos fãs se assustaram com a produção límpida, o James “cantando”, músicas relativamente lentas, várias power balads, como “The God That Failed” e “My Friend of Misery”, e outra que talvez até fale de amor (nada mais anti-thrash do que isso), “Nothing Else Matters”.

Sobre este álbum, sua gravação e a incrível turnê posterior de 4 anos, sugiro o documentário que vem junto com o box Live Shit.

Load e Reload | 1996/1997


“Fuel”: uma das melhores músicas dos álbuns “irmãos”.

A partir de então, o Metallica passou a chamar mais atenção por polêmicas do que pela música. Lançaram dois álbuns: Load e suas sobras, Reload. É até difícil falar sobre eles. Digamos que neles, o Metallica abandonou o thrash e abraçou seu lado mais hard/heavy/alternativo.

Temos músicas heavy (“Fuel”, “Ain’t my bitch”, “King Nothing”), músicas hard (“Memory Remais”, “Unforgiven II”), country (“Mama Said”, “Ronnie”), baladas (“Low Man’s Lyric”, “Hero of The Day”) e um monte de porcarias. Eu pessoalmente adoro o Load, mas o Reload realmente é dificil de ser ouvido na íntegra.

Quem mais se destaca positivamente é o Kirk, que mostra toda sua versatilidade e criatividade entregando solos magistrais. O Lars também demonstra sua versatilidade na simplicidade, uma vez que ele diminuiu o tamanho do seu kit. James se destacou positivamente e negativamente como compositor, pois ao mesmo tempo que produziu coisa ótimas, entregou lixos totalmente dispensáveis. Ninguém nesse planeta defende “Fixxer” ou “Attitude”. Duvido.

Eles mudaram muito o visual também. Cabelos curtos, unhas pintadas e maquiagem duvidosa pioraram a receptividade dos fãs. Sobre esta fase “estranha”, sugiro assistir o show Cunning Stunts.

Garage Inc. | 1998


“Turn the Page” (cover de Bob Seger)

Esse era originalmente um EP de covers para apresentar o baixista Jason Newsted. Porém, com o passar dos anos, eles acumularam um monde de covers, b-sides etc. Então resolveram juntar o que tinham com um um monte de covers de hard rock.

É até um bom álbum. Mas não tem nenhuma música original e algumas são desnecessárias. Sugiro ouvir “It’s Eletric”, “Turn The Page”, “The Prince”, “Breadfan” e “Am I Evil?”, que tem uma estrutura melódica muito parecida com o que se tornou sua identidade músical.

S&M | 1999

Gravado com a Orquestra Sinfônica de São Francisco, o álbum duplo contém clássicos da banda como “Battery”, “Master of Puppets”, “One”, junto com outras menos populares, como “Bleeding Me” e “Devil’s Dance”. A minha opinião é que nos clássicos não fez muita diferença. Exceto em “Call of Ktulu”, que ficou sublime:


“Call of Ktulu” orquestrada

Na verdade, a banda passava por maus momentos: debaixo de crítica pesada dos antigos fãs e jornalistas, dois álbuns duplos só pra encher linguiça e o bolso de grana (Garage Inc. e S&M), o Metallica chamava a atenção negativamente por perseguir a distribuição da música deles na internet, o caso Napster. Pra piorar a situação, o baixista Jason Newsted resolve pular fora do barco. Se fosse uma banda de frouxo, de tanga, era o fim. Mas o fundo do poço ainda não havia chegado.

Debaixo dessa pressão, a banda contrata um psicólogo e entra em estúdio pra gravar o sucessor dos “Loads”. No meio da gravação, James descobre que é alcoólatra e se interna numa clínica de reabilitação. No retorno, a gravação é concluída e quem grava o baixo é o produtor Bob Rock.

St. Anger | 2003

O álbum se chama St. Anger. Alguns dizem que esse álbum é pior do que o Reload. O que eu acho uma injustiça. É um álbum com potencial estragado pela esquizofrenia da banda na época. Neste caso, é o retrato perfeito do momentum do artista. Mas é um álbum de thrash. Bumbo duplo em profusão? Confere. Bases rítmicas? Confere. Vocal gritado como se fosse o apocalipse? Confere. Letras raivosas e sem baladas? Confere.

Então, porque é considerado tão ruim? A escolha de fazer uma produção muito crua, muito seca e o fato de não ter sequer um solo. A caixa parece uma lata de Nescau e as músicas ficaram repetitivamente longas e monótonas. Parece que eles lançaram uma versão posteriormente com uma mixagem/produção decentes e com solos. Mas o estrago já estava feito.

Apesar disso, sugiro que você ouça: “Frantic”, “St. Anger”, “Invisible Kid” e “Sweet Amber”.


“St. Anger”

Nesta altura do campeonato, somente die-hard fãs ainda esperavam algo da banda.

Sobre essa fase, sugiro o documentário Some Kind of Monster. É uma vergonha alheia, mas deixa bem claro como a banda estava na época. Ainda assim, no fundo, todo mundo achava que eles tinham capacidade para fazer melhor que isso. O Metallica já estava impregnado no subconsciente de todo metaleiro do planeta.

Death Magnetic | 2008


Making of

Então eles lançaram seu álbum mais recente: Death Magnetic. Sua definição mais perfeita (não lembro onde ouvi) é a seguinte: é o elo perdido entre o And Justice for All e o álbum preto. Músicas muito pesadas, ritmadas, solos selvagens, gritaria desenfreada, melodias assoviáveis e partes técnicas intrincadas. Tudo isso com uma produção límpida. Existem umas reclamações sobre a masterização/mixagem mas não é algo muito grave.

Quem se destaca negativamente é o Lars, pois parece que ele não consegue mais criar como antigamente. Positivamente Kirk e James dão uma aula do que é guitarra thrash. O baixista (Rob Trujilo) mais uma vez não é muito ouvido.

Algo que parece que ajudou foi a troca que todos metaleiros no mundo urraram de alegria: saiu o produtor Bob Rock e entrou o mestre Rick Rubin, que já havia produzido Slayer, Slipknot, System of a Down e umas outras porcarias pop. Mas tem a fama de Midas da produção musical.

O Metallica se tornou essa imagem adolescente, romântica e inesquecível para metaleiros do mundo todo. Hoje é uma banda relevante, porém não mais transgressora ou inovadora.

Mas mostrou pela sua história que é uma banda de machos saco-roxo que já enfrentaram de tudo de ruim que a vida podia oferecer e ainda estão de pé, fazendo música pra bater cabeça e pensar na vida.

Blog Widget by LinkWithin

Foto do autor

Marcão foi montado de partes de fracotes mortos e existe pra guiá-los a uma terra onde as espadas estão sempre banhadas com o sangue dos inimigos, a cerveja brota do chão e as mulheres são lindas.

Outros artigos escritos por Marcão

50 comentários ↓


  • #1 - Tweets that mention Metallica: 28 anos de porrada, álbum a álbum | Papo de Homem – Lifestyle Magazine -- Topsy.com em 20.12.09 at 6:49 pm
  • [...] This post was mentioned on Twitter by Tiago Azevedo, Barbearia Clube and MCF S/A, Odair Moreira. Odair Moreira said: Metallica: 28 anos de porrada, álbum a álbum: Formada em 1981, o Metallica é uma das bandas que mais “construi… http://bit.ly/4quH9N [...]


  • #2 - Caio em 20.12.09 at 7:06 pm
  • putz muito bom … até dia 30/01!


  • #3 - Mario de Souza em 20.12.09 at 7:07 pm
  • Tem alguns erros de grafia ai no artigo:
    “Face to Black” é Fade to Black
    “Sanatarium” é Sanitarium

    Quanto ao artigo em si, gostei muito.Concordo com o que você diz do St.Anger.
    Agora Load e Reload…álbuns bem ruins mesmo.Essa “Fuel” é uma música que dói meus ouvidos, e não acho que o Kirk ou o Lars se destaquem.Kirk não é um guitarrista excepcional e não sou um grande fã do Lars.

    Ride the Lightning, Master of Puppets e And Justice For All são álbuns perfeitos e o Cliff foi o melhor baixista que eu já vi/ouvi, embora eu goste do Trujilo.

    Mas eu ainda acho Slayer melhor que o Megadeth que é melhor que Metallica.


  • #4 - Gustavo Gitti em 20.12.09 at 7:28 pm
  • Mario, corrigimos os erros. Valeu!


  • #5 - Alfredo em 20.12.09 at 7:41 pm
  • Podem falar o que quiser! METALLICA é METALLICA.. são insuperáveis, são os melhores.. é um absurdo comparar as melhores composições da banda com qualquer uma outra vigente da mesma época!

    E o melhor, THEY STILL ALIVE! E eu vou ve-los dia 30 no Morumbi se Deus quiser!


  • #6 - Leonardo em 20.12.09 at 7:41 pm
  • Eu acho que o Kill’em all, apesar da crueza é uma dos melhores álbuns do Metallica. E eu realmente não achei o St.Anger um bom álbum, pelo menos ao meu ver é o pior de todos… Por causa dele quase não tive coragem de escutar o Death Magnetic, que apesar de não ser tão bom quanto um dos clássicos tem os seus méritos.


  • #7 - Bender em 20.12.09 at 9:22 pm
  • “Master of Puppets” é o único disco de metal que rivaliza com “Rust in Peace”, mas perde por uma “Holy Wars” de diferença :)

    Aí Marcão, mandou bem.


  • #8 - Cigano em 20.12.09 at 9:59 pm
  • Metallica foi (A BANDA) dos anos 80′, eles venderam milhões de discos sem lançar um clipe musical ou tocar nas radios até meados de 86. Eles falavam o que os jovens queriam ouvir, faziam o que os jovens queriam fazer na época.

    …88 em diante, eles ganharam status mundial, MTV e companhia souberam aproveitar isso e levantaram a banda mais ainda. Vieram no Brasil em 89.

    Confesso uma coisa, ainda bem que eles tiveram várias ”fases” durante a carreira, foi uma banda que soube aproveitar os espaços e sempre deixar a critica de cabelo em pé.

    Não da pra falar de Heavy Metal sem falar de Metallica.


  • #9 - Kazu em 20.12.09 at 10:23 pm
  • Tá certo q metallica é bom Kill ‘em all , Ride The Lightning e and justice for all são ownantes . Mas ainda prefiro a banda de um homem só .
    ouço metallica
    mas pra min megadeth é melhor :D

    This is the end of the road; this is the end of the line
    This is the end of your life; this is the . . .

    no final são metal do msmo jeito \,,/_


  • #10 - Diego Matias em 20.12.09 at 10:32 pm
  • A maior alegria que tive esse ano foi poder voltar a gostar da melhor banda que ouvi durante a minha adolescência!

    O Death Magnetic é o salvador da pátria!!

    Eu gostava mais do ReLoad!! hehehe Sempre gostei de Better Than You, Bad Seed e mesmo tendo muita porcaria, nunca engoli Mamma Said do Load…

    E não… Não dá pra ouvir o St. Anger inteiro. Já tentei e passei raiva.


  • #11 - Romulo Viana em 20.12.09 at 11:19 pm
  • Eu acho que, como artistas, eles realmente quebraram barreiras e, mesmo com Load e Reload, deram um passo à frente – um artista que não busca novos caminhos não vai a lugar algum, ainda que cometa erros.

    Agora, o pecado crucial foi o mesmo do Sepultura, por exemplo: a complexidade musical foi abandonada. E, quando isso acontece, ou vc está muito inspirado para fazer algo simples e excelente, ou fica uma merda. Ficou uma merda.

    No mais, é o que se sabe. Os primeiros álbuns são sensacionais. Pra mim, Master of Puppets é, ao lado de Reign in Blood(Slayer) e Pleasure to Kill(Kreator), o melhor disco de Thrash Metal da história.


  • #12 - Alan Bonner em 21.12.09 at 12:09 am
  • Bom o post. Achei o do Megadeth melhor (também por que eu gosto mais de Megadeth), mas esse tá legal.

    Tô esperando é o do Pantera! E se alguem quiser um texto do Iced Earth, Arch Enemy ou Trivium, joga pra mim que eu faço!

    Um jabazinho: Seek and Destroy, cover de amigos.

    http://www.youtube.com/watch?v=W7g7jtVr6hg


  • #13 - Willis em 21.12.09 at 12:23 am
  • Bela resenha, embora discorde de algumas coisas.

    Não consigo ouvir o Death Magnétic, pois pra mim é um album sem nexo, riffs pesados e tal, mas sem ligação entre um e outro, parece que ficaram meses em estúdio para fazer riffs e simplesmente aglutinaram todos no cd em uma ordem duvidosa.

    E ao meu ver o Master Of Puppets é o pior entre os 3 clássicos da banda, se não fosse a voz horrível do James em Kill ‘Em All, até esse album seria melhor que o Master.

    No mais, boa banda que como foi falado “construiu caráter” de muita gente.


  • #14 - guilherme 'guigas' em 21.12.09 at 1:38 am
  • To vendo que muita coisa vai me levar a sampa no ano de 2010, o metallica e os jogos do Timao na libertadores.. rs

    Bom o artigo! Metallica é uma daquelas bandas que serão eternizadas e usadas como inspiraçao pra muita gente..
    foda!


  • #15 - Henrique Haruki Arake Cavalcante em 21.12.09 at 9:01 am
  • Há tempos não leio um post tão completo sobre uma das minhas bandas favoritas. Não sei porque não existem mais bandas desse porte ou dessa criatividade, ou com um potencial tão grande para influenciar gerações e gerações de músicos. Talvez não exista mais espaço para isso, talvez as eras de MEGA bandas tenha passado e as microtrends tenham chegado para ficar.

    Post realmente emocionante, parabéns!


  • #16 - Rodrigo em 21.12.09 at 9:11 am
  • Abração pra galera do Metallica Cover de Natal/RN.
    Show dos caras esse final de semana foi foda!


  • #17 - Arthur.RJ em 21.12.09 at 9:37 am
  • Show do Metallica com abertura do Sepultura na gavea em 99, inesquecivel!

    JUMP IN THE FIRE


  • #18 - Gustavo Alencastro em 21.12.09 at 11:44 am
  • Se não fosse o Kill and All o Metallica não seria nada, o que veio depois é a consequência.


  • #19 - felipe em 21.12.09 at 11:50 am
  • Metallica é foda!

    Será que alguém ainda consegue fazer um album que tenha no seu ínicio e final, uma Battery e Damage Inc. da vida? Impossível.

    E para mim o album St. Anger tem a melhor letra do Metallica. Sério, o cara tem que tá muito na merda para fazer uma letra igual a de Frantic. Genial ela.


  • #20 - G em 21.12.09 at 11:58 am
  • Metallica formou meu carater, Cliff Burton é meu ídolo incontestavel e eu vou dia 30/01, mas pra mim, musicalmente, eles morreram em 91.


  • #21 - Rapha. em 21.12.09 at 12:43 pm
  • Eu nunca fui um grande fã de metal pesado, então de certa forma o que me fez gostar de Metallica, e me fazer de pseudo-roqueiro adolescente foram justamente os primeiros álbuns mais Hard Rock da banda: The Black Álbum, Load e Reload. Gosto muito desses três álbuns em particular, talvez justamente pelo maior apelo popular destes discos. Acho e uma chatice tremenda essa coisa da fãnzinho* hardcore que deixa de gostar da banda pq ela tomou um rumo diferente que resulte em uma abrangência maior em termos de público. Isso nem sempre significa perca de qualidade, na verdade significa mais é o preciosismo meio medíocre do fãnzinho* em questão. Enfim, sinto falta de bandas que realmente tinham a capacidade de influenciar gerações inteiras com tamanha coerência e qualidade. Metallica com certeza foi uma delas.


  • #22 - Lucas Castro em 21.12.09 at 6:06 pm
  • Sinceramente essa banda está no meu top 5.
    Falem o que quiserem, chamem até de banda vendida, não ligo para nada disso.
    Parabéns se eles conseguiram ganhar muito dinheiro com o seu trabalho, são poucos que chegam lá. Contudo, essa banda marca muita coisa.
    Primeira banda de metal que ouvi, sabendo que era “metal”, “Wherever I May Roam” foi a primeira música. em 1999 e logo depois conferindo a destruição que foi o S&M (que é um DVD que fiz questão de implorar a minha mãe na época. 2005? nem lembro quando comprei.), quem nunca teve aquela “namorada” nothing else matters ou outlaw torn. hahaha.

    Fiquei muito triste ao saber que a hipotese de um show em Brasília foi cancelada e minha ida a SP estaria fora de cogitação.

    Sobre os álbums, até o St. Anger tem o lado bom (mesmo a bateria parecendo lata de nescau), aos “criticos” de buteco que só falam mal e fazem comprações escrotas entre bandas como se fossem: “Pego jontex ou prudence?” “Metallica ou Megadeth?” no final é tudo sexo meu povo…

    Esse ai é um bom guia para começar a ouvir Metallica, tem as baladinhas conhecidas, ou vai dizer que aquela Motorbreath (Uma das músicas do Metallica no meu TOP 20 METALLICA) do Kill’ em All é conhecida? : D

    Abraço.


  • #23 - Andre em 21.12.09 at 8:24 pm
  • Podem até me bater, mas eu gosto MUITO do black album e nem por isso deixo de achar que ride the lighting, master of puppets e and justice for all são 3 albuns perfeitos predecessores do black album. Acho que o único album que eu não suporto é o St. Anger. E o seu comentário sobre a lata de nescau foi PRECISO E SENSACIONAL. Era exatamente o que eu pensava sobre.

    Alguns pontos em que não concordo. O S&M é de longe o melhor album deles e a orquestra fez sim uma PUTA DIFERENÇA nos clássicos. Fora que no Leaf Clover é uma das melhores composições da história mais recente do metallica, rivalizando com algumas boas do black album inclusive.

    Achei o death magnetic criativo sim, bastante inclusive. E o Lars continua muito rapido. Impressionante o que ele conseguiu fazer neste album. Mas quem surpreendeu mais foi o James. O solo de unforgiven III é muito bom, e o vocal dele ficou melhor do que nunca.

    Talvez eu tenha estas preferências por não gostar de vocal trash. Acho que o metallica melhorou muito depois que o james passou a cantar com um vocal mais melódico, sem deixar de ser poderoso.


  • #24 - MagoCego em 21.12.09 at 10:52 pm
  • Porra, tem uns 10 artigos “seguidos” do PDH que vem a frase “construiu caráter” ou alguma coisa relacionado!
    Vocês estão com mania disso? É obrigatório no texto? Acho que isso está acontecendo desde aquele post sobre formação de caráter.


  • #25 - Gustavo Gitti em 21.12.09 at 11:01 pm
  • MagoCego,

    “Porra, tem uns 10 artigos “seguidos” do PDH que vem a frase “construiu caráter” ou alguma coisa relacionado!”

    Isso é uma PIADA que surgiu espontaneamente entre a Equipe PdH (e alguns leitores também) depois da repercussão negativa do texto “Situações que constroem o caráter de um homem”. ;-)


  • #26 - Danete em 22.12.09 at 2:00 am
  • adoro o Dave Mustaine chorando no some kind of monster. Ainda mais depois do show dele aqui em BH ter sido uma grande MERDA.

    “A caixa parece uma lata de Nescau” auhuahua


  • #27 - Marcão, alpha++ (Autor) em 22.12.09 at 8:43 am
  • Falando em construir caráter, olha o Mustaine tomando de novo:

    http://whiplash.net/materias/news_868/100262-megadeth.html

    É um otário mesmo…
    Olha a quantidade de formações que o Megadeth teve e o Metallica. Óbvio que o Mustaine é o problema da banda. Ainda bem que o Metallica o chutou…

    Att

    Marcão, alpha++


  • #28 - Yuri em 22.12.09 at 10:20 am
  • Falem bem ou falem mal…. 28 anos não é pouca coisa….

    Eu acho que vai ser muito difícil existir mais uma banda na história que gere tanta polêmica quanto o Metallica, e por que isso?

    Porque hoje não vemos mais ninguém capaz de fazer o que esses caras realizaram na carreira. Porque no fundo nos importamos com eles e queremos que eles façam o melhor.

    “Mas o Metallica se vendeu!”

    Será? O que você preferia: ficar ouvindo a MTV ou as rádios da modinha de hoje em dia por 2 horas ou por o St. Anger e o Death Magnetic e escutar?

    Repito: Se nós os criticamos é porque de alguma forma nós gostamos deles.

    Eles tiveram uma fase ruim sim. Mas qual é a culpa de uma pessoa que quer se expressar através da música? “Proibir” eles de experimentar é repressão, é uma ditadura da expressão musical. “Fãs” que querem sempre a mesma coisa da banda não são fãs… são pessoas que querem a banda para si mesmos… e ficariam o resto de suas vidas ouvindo as mesmas músicas… da mesma forma… pra mim são os clássicos xiitas de bandas… e esse é o maior problema do rock hoje em dia: queremos algo novo para ouvir, que nos instigue, nos inspire, mas queremos que soe “igual” ao que era antes. Em quem está o erro?

    Eles usaram sua criatividade (por mais que queiramos criticá-la) e tentaram. Tiveram tudo contra e continuaram. Por isso eu os adimiro. Por isso eu acho o St. Anger um bom álbum e por isso que eu adorei o Death Magnetic.

    Por isso eles são o Metallica.


  • #29 - Alessandro em 22.12.09 at 10:11 pm
  • Desculpem a franqueza mas não vejo nada além de decadência no Metallica.

    Não produz nada desde o Black Album.


  • #30 - Andre em 22.12.09 at 10:47 pm
  • HAHAHAHAHAH MUSTAINE OWNED!


  • #31 - Marcão, alpha++ (Autor) em 23.12.09 at 9:05 am
  • #29 – Alessandro: está desculpado.

    Att

    Marcão, alpha ++


  • #32 - ale em 23.12.09 at 9:48 am
  • bons posts sobre megadeth e metallica.ainda prefiro o mega.quem já assistiu,sabe que é mais show e menos pompa.agora que tal um post sobre o saxon,outro puta show.


  • #33 - Bender em 23.12.09 at 11:28 am
  • @Marcão

    Que coincidência, o cara escreve um post falando sobre os problemas com drogas de Mustaine 20 anos depois exatamente durante o lançamento de um disco seu. Lindo isso.

    Se um de nós tiver problema com drogas, provavelmente vai agir tão estupidamente quanto qualquer outro drogado. Por isso que precisam de tratamento.

    E não é como se Lars fosse exatamente um cara fácil…


  • #34 - Bruna em 23.12.09 at 12:44 pm
  • Marcão,

    Sou uma grande fã do Metallica e acho que o Death Magnetic é um album excelente. Tem força, velocidade, algumas letras fortes e My Apocalypse é sensacional e visceral. Pelo menos nessa música o baixo me parece bem audível. Também acho uma grande injustiça com o Lars dizer que ele é o ponto fraco do album!!! Outra coisa, pode chamar Slayer, Slipknot, System of a Down de porcaria, mas de POP é sacanagem…


  • #35 - Rômulo em 23.12.09 at 1:10 pm
  • O álbum St. Anger é péssimo, parece que usaram uma lata no lugar da bateria, única música que salva um pouco é a própria St. Anger.

    O último álbum, achei no máximo razoável, prefiro Load e Reload. A música Until It Sleeps é muito boa, e Fixxer não é uma música ruim.

    Do álbum Kill ‘Em All, só salva Seek And Destroy, que tem um solo fodástico.

    Fade to Black é simplesmente perfeita.

    O álbum Master Of Puppets realmente é excepcional.

    …And Justice For All é um bom álbum.

    O álbum Metallica é só um bom álbum, não vejo nenhuma grande composição.


  • #36 - Gustavo Gitti em 23.12.09 at 1:11 pm
  • Bruna,

    O texto ficou ambíguo, mas na verdade ele quis dizer que o Rick Rubin produziu outras bandas pop, além de produzir álbuns de bandas como o Slayer. ;-)


  • #37 - Bruna em 23.12.09 at 7:33 pm
  • Tá certo, Gustavo!! De qualquer forma, dia 31 estarei lá!! :))


  • #38 - Leli em 24.12.09 at 9:22 am
  • Qd penso no Metallica penso numa banda cheia de hinos e são poucas bandas que conseguem isso… Megadeth p mim sempre será uma tentativa de versão frustada de ser um rival à altura do Metallica… sorry Mustaine. Os 3 primeiros albuns são obras primas, cliff burton(RIP) foi incrível e p mim é o melhor baixista até hoje. eu queria tocar numa banda de metal por causa dele. kkk Uma banda ha tantos anos na estrada não iria agradar PARA SEMPRE como nenhuma outra banda nunca conseguiu… a gente não pode tolher a liberdade de criação de um artista. Mas fico mt feliz por poder ir ao show deles em janeiro por conta de um Death Magnetic e gritar METAL UP YOUR AS!!! SEARCHING SEEK AND DESTROYYYYYYY …. letras horas incríveis, horas toscas eu me identifico mt com o Metallica e com certeza é uma banda q constrói carater de mt gente. James já n tem a sua espetacular roquidão, lars já n guenta mais o ritmo…mas simbora…. Melhor banda de todos os tempos pelo conjunto da obra \,,,,/


  • #39 - Maria Eduarda em 24.12.09 at 2:48 pm
  • Lembrei-me do Apocalyptica.Bom, não entendo nada de música, mas achei magnífico eles juntarem o som do violoncelo a música do Metallica.


  • #40 - Andy em 24.12.09 at 10:14 pm
  • Pra começar, acho que música é questão de gosto e quem não gosta de Metallica não deveria nem estar comentando este texto. Os caras fizeram muita merda, é verdade, mas AINDA ESTÃO NA ATIVA e sempre se reinventando. Acho que é isso que faz com que um artista consiga permanecer, como eles, tanto tempo em evidência…

    Se o Metallica não tivesse feito mais nada desde o “…And Justice for All” já estaria bom, eles já haviam revolucionado a música pesada até ali.. O Álbum preto foi uma jogada comercial, é verdade, mas foi através dele que conheci a banda e o considero um de meus discos favoritos. Curti todos os álbuns deles, acho que o que menos ouvi foi St. Anger (realmente muito “seco” pra mim), mas Death Magnetic provou que os caras ainda sabem fazer música… Respeito o Slayer e o Megadeth também, mas friso que admiro o Metallica pela versatilidade. Quem gosta de ouvir a mesma coisa a cada novo álbum tem que ficar ouvindo AC/DC mesmo… Dia 28/01 vou ver os caras em Porto Alegre… Abraço!


  • #41 - Zabari em 25.12.09 at 8:01 pm
  • Marcão, belo post. Bem lembrado. Curti muito Metallica durante minha adolescência (mas sempre preferi Megadeth). Independente disto, falar que o St. Anger é um álbum de thrash metal é uma tremenda ignorância. Para mim, Metallica nunca foi thrash metal. Teve sim uma fortíssima influência da bay area, mas devido às raízes NWOBHM, pra mim, nunca foi thrash por completo. Soma-se a isto o fato de que esta veia thrash desapareceu com o And Justice for all. Para você, fã, pode parecer besteira, mas para mim e para toda uma geração que respirou (e respira) thrash metal, excluir Metallica e Megadeth é extremamente necessário.
    Abraço!


  • #42 - Fernando em 26.12.09 at 7:59 pm
  • Ei! Onde é que tá o vídeo da recente “The day that never comes”?

    Fernando


  • #43 - Cristhyano em 27.12.09 at 10:13 am
  • Metallica fazia parte do quarteto de thrash daquela época que era composto por eles, Anthrax, Slayer e Megadeth e, sinceramente, é a pior. Gosto dos 3 primeiros álbuns, mas o melhor deles é o Kill’Em All e foi praticamente composto pelo Mustaine.
    Fora que os caras tem o baterista mais chocho da história do thrash metal.


  • #44 - Sarubbi em 29.12.09 at 3:39 pm
  • Vc Não estava no show de 93? Não tem nem comparação com 99…

    O de 89 não preciso nem falar, é que a produção de 93 era incomparável.

    O documentário que vc citou pra mim acabou com a moral do Lars. que cara idiota. Ele com inveja da banda do Jason é foda. Deixa claro também que o metallica É o James.


  • #45 - Galego em 29.12.09 at 10:38 pm
  • Parabens pelo post. Muito bem escrito na minha opiniao. Verdadeiro, sem frescuras e retratando a realidade musical e momentanea da banda em cada periodo. Abs!


  • #46 - Túlio Alvarenga em 30.12.09 at 11:55 am
  • Excelente!

    Mas no Death Magnetic o som do baixo é percepitível sim!


  • #47 - Bruna em 30.12.09 at 7:54 pm
  • Aê Túlio!! Muito perceptível!

    Abraço


  • #48 - Patrícia em 31.12.09 at 12:16 pm
  • “Insubstituívelmente” METALICAAAAAAAAAAA *-*


  • #49 - Willis em 31.12.09 at 3:14 pm
  • O pior do Metallica (além do ultimo album) é o fato deles não conseguirem cativar muitas mulheres para ir aos seus shows. Seria muito bom ver um show do Metallica com 2 mulheres para cada homem hein? hahahahahahah

    Prova disso é que dos 50 posts tem, se não me engano apenas 2 de mulheres comentaram. Sei que aqui tem muuito mais mulher que essas duas, mas infelizmente aparentemente somente essas duas mulheres tem um gosto musical formador de caráter.


  • #50 - Churrasco Grego em 13.01.10 at 5:51 pm
  • O Metallica é o Corinthians do Heavy Metal.

    Não importa quanta besteira tenha acontecido, sempre tem algum torcedor para gritar que ganhou “mil campeonatos paulistas”.


Deixe seu comentário...

(opcional)

Dê vida ao PapodeHomem. Para sua imagem aparecer ao lado de seu nome nos comentários, cadastre-se no Gravatar usando o mesmo e-mail com o qual comentou. Leva 2 minutos.

Conheça nossa política de moderação de comentários.


© 2006-2010 Papo de Homem - Lifestyle Magazine . Conteúdo publicado sob Licença Creative Commons . Anuncie . Política de Acessibilidade .