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Que tal uma reforma no jornalismo?

Rodolfo Viana

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em às | Artigos e ensaios


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Nenhuma categoria da lista da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) me chama mais a atenção do que a de literatura. Todo ano, aguardo com devoção especial os resultados de melhor obra de biografia e melhor reportagem. Justifica essa minha espera – ou seria vigília? – o momento raro: quando a relação dos melhores do ano é divulgada na imprensa.

É ali, naquele instante, que o ofício mundano do jornalismo se mescla com o quê mais etéreo das artes. Sim, jornalismo pode ser arte. Pergunte a Hersey.

“A noite estava quente e o calor parecia ainda mais intenso por causa dos incêndios, porém uma das meninas que os religiosos resgataram se queixou de frio. O padre Kleinsorge a cobriu com sua túnica. Com várias partes do corpo em carne-viva, conseqüência de enormes queimaduras produzidas pela radiação térmica da explosão – a menina ficara horas dentro do rio, com sua irmã mais velha e a água salgada do Kyo seguramente lhe causara uma dor excruciante. Ela se pôs a tremer e novamente se queixou de frio. O padre Kleinsorge pediu um cobertor emprestado e a agasalhou, porém ela tiritava cada vez mais. `Estou com muito frio´, disse. De repente parou de tremer e morreu.”

Parece literatura, mas é jornalismo

Página da New Yorker com trecho de Hiroshima

Página da New Yorker com trecho de Hiroshima

Hiroshima, de John Hersey, tomou toda a edição de 31 de agosto de 1946 da New Yorker. Não por acaso, o texto da devastação da bomba atômica que culminou no fim da Segunda Guerra Mundial foi eleito o mais importante relato do século 20 pela Universidade de Columbia e ficou em primeiro lugar na lista das cem maiores reportagens da Universidade de Nova York. Um dos motivos é a forma como Hersey conduz sua escrita que, à primeira vista, pode soar a literatura, mas nada tem de ficção; é jornalismo.

Da mesma fonte de Hersey, beberam alguns dos nossos mais célebres jornalistas, tais como José Silveira, Rubem Braga, Antônio Callado e José Hamilton Ribeiro. À parte produções pontuais, a revista Realidade e o Jornal da Tarde são obeliscos do gênero. Durante a década de 1960, suas publicações traziam reportagens de fôlego numa escrita fluida, o que ajudou a moldar a cara do Brasil na iminência dos anos de chumbo. A prática de jornalismo literário na redação do JT feneceu na década de 1990, enquanto a Realidade jaz na memória nostálgica de quem tem mais de cinquenta anos e que lamenta não terem surgidos, nos últimos anos, textos similares aos da extinta publicação da Editora Abril.

Quase sete décadas depois da publicação de Hiroshima e cinco após o fim da Realidade, o gênero literário continua atraindo as atenções e fazendo adeptos na imprensa. Seja para tratar de um mendigo que nunca pediu coisa alguma ou um terminal rodoviário em São Paulo, profissionais fazem uso da literatura de não-ficção para contar belas histórias reais e transformam uma simples notícia em arte.

“Textos duram décadas”

De fato, o jornalismo literário feito no Brasil perdura, não morreu com a Realidade e o JT. Quando a RBS adquiriu o Zero Hora na década de 1970, havia forte concorrência do centenário Correio do Povo. Para encarar o mercado, o diário passou por um processo de consolidação e de melhoria editorial e gráfica e o jornalismo narrativo surgiu como diferencial. “Foi então que se criou a tradição de grandes reportagens na redação”, explicou Marcelo Rech, ex-editor do jornal e atual diretor-geral de produto da RBS, num bate-papo há uns anos. Para ele, num mundo em que há rádio e web, o jornal que leva ao leitor notícias simples está fadado a sucumbir.

Neste século, a primeira empreitada comercial do jornalismo literário veio em formato de livrorreportagem. A Companhia das Letras endossou a ideia do jornalista Matinas Suzuki Jr. e passou a lançar periodicamente clássicos do gênero. O primeiro deles foi Hiroshima, em 2001. Até o momento, são 32 obras, das quais cinco são de escritores brasileiros – Joel Silveira, com A feijoada que derrubou o governoA milésima segunda noite da avenida Paulista; Antonio Callado, com Esqueleto na Lagoa Verde; Zuenir Ventura, com Chico Mendes: crime e castigo; e uma coletânea de autores da revista Piauí com Vultos da República. Segundo Matinas, o gênero não é uma “modinha”:

“Alguns dos textos têm mais de 60 anos. Foram publicados para serem lidos no dia, na semana ou no mês, e já duram mais de seis décadas.”

“Ver de outra forma”

A vocação pela narrativa jornalística não requer o rótulo literário. Foi o que aconteceu na década de 1990, quando houve reformas curriculares nas universidades. “A inserção da possibilidade de o aluno de Comunicação fazer um livrorreportagem como trabalho de conclusão de curso expandiu o gênero. Não se falava em JL na época, mas o livrorreportagem ficou associado ao jornalismo literário. Isso gerou trabalhos rasos, mas o excesso gera coisas legais”, comenta Sérgio Vilas Boas, jornalista e coordenador da Academia Brasileira de Jornalismo Literário.

O livro amarelo do terminal, de Vanessa Barbara

O livro amarelo do terminal, de Vanessa Barbara

Um dos bons exemplos contemporâneos do que a reestruturação acadêmica proporcionou saiu das mãos de Vanessa Barbara, que se utilizou da arte literária para escrever O livro amarelo do terminal, um retrato preciso e irreverente do Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo. O que era um trabalho de conclusão de curso tornou-se título publicado pela Cosac Naify em 2008 e reverenciado pela APCA no mesmo ano. Desde a época de faculdade, a jovem jornalista busca “ver as coisas de outras formas”. Influenciada por Gay Talese, Joseph Mitchell, Truman Capote e Lilian Ross, Vanessa confessa que não seria capaz de “ligar para uma assessoria de imprensa pedindo dados sobre a movimentação de veículos nas estradas”.

Auto-indulgência dos editores

O recente interesse do gênero literário na imprensa não se deve apenas à superficialidade das notícias e reportagens, mas também ao advento da recepção em massa de material jornalístico na rede mundial de computadores. Claudio Tognolli aponta a tendência da dispersão de informações sem estrutura, por repetição, tal qual um eco. “As redações esperam colaborações de fotos e textos emanados de leitores que, por sua vez, programam as páginas da internet, via RSS, e editam de casa o que querem ler. Essa linguagem do jornalismo é resumida, ‘ecolálica’.”

A propagação de informações em larga escala pela rede mundial, no entanto, pode ser um motivo para alavancar o jornalismo narrativo na mídia impressa, uma vez que este gênero seria o diferencial do conteúdo encontrado na internet. “O jornalismo literário, o gonzo e outras variantes seriam uma grande oferta para quem está cansado de abrir os jornais e ver que não tem nada diferente do que se leu um dia antes”, diz o cronista Xico Sá, que percebe a necessidade em se contarem boas histórias, “independentemente do rótulo”.

Xico, porém, relaciona a cisma que persiste nos grandes veículos de comunicação em não aceitar uma narrativa que fuja aos padrões da empresa. “É um preconceito antigo. Lembro quando ouvia nas redações aquela sentença, sempre seguida de uma risada, ‘Lá vem o poeta’. A maioria dos cargos de comando dos jornais está nas mãos de burocratas que insistem na política da chatice mesmo”. Tognolli concorda: “infelizmente, o jornalismo literário no Brasil só ocorre em acessos de auto-indulgência por parte dos editores”.

Xico Sá sofria bullying na redação

Xico Sá sofria bullying na redação

Rótulo entra como “charminho”

Neste cenário, é comum cair no erro de crer que o jornalismo literário é melhor do que o convencional. Ledo engano. Matinas aponta que ambos podem coexistir em harmonia: “O noticiário do dia a dia precisa de uma linguagem simples, direta, com lead e pirâmide invertida; o jornalismo literário tem outras necessidades”. Mesmo nas redações hard news, “não é impossível ser um pouco mais criativo, dar todas as informações essenciais e, ao mesmo tempo, ter um texto mais bem escrito”.

Eliane Brum, que já passou pela redação do Zero Hora, ganhou o Prêmio Jabuti 2007 na categoria livrorreportagem com A vida que ninguém vê, uma coletânea de escritos produzidos para a edição de sábado do periódico gaúcho.

“Sempre busco fazer um texto que o leitor possa ler com o prazer de uma ficção. Isso só é possível com uma apuração tão completa, tão detalhada, que permita ao leitor ser transportado para a realidade que nós, repórteres, tivemos o privilégio de testemunhar. Então, ele pode fazer suas próprias escolhas, ter suas próprias opiniões. Algumas pessoas identificam essas características com o jornalismo literário; para mim, isso é bom jornalismo.”

A busca por gêneros tem a pretensão de elevar o valor do texto, como se o termo “literário” atribuísse ao escrito a perenidade que a ficção detém. “A verdade é que fica forçada a tentativa de muita gente de transformar bons textos jornalísticos em obras-primas literárias”, aponta o crítico e jornalista Adriano Schwartz. Lançar mão de beletrismos em material noticioso é reservar uma suposta nobreza a uma atividade prática e concreta. “A grandeza do jornalismo literário está em ele ser ‘grande jornalisticamente’. Eu não acredito muito nessa mistura: o rótulo parece entrar como um ‘charminho’, um símbolo de status.”

O público não quer ser ignorado

Sua opinião baseia-se nas definições essenciais de cada campo: a literatura tem como elemento primordial o trabalho com a linguagem, enquanto sua relação com os fatos é ocasional. “O jornalismo, por outro lado, busca sempre uma representação de alguma fatia da realidade. Nessa construção, ele pode, eventualmente, atingir um nível de trabalho com a linguagem tal que termina por passar uma impressão de texto literário.”

Mas afinal, pode-se considerar uma determinada reportagem literatura? Marçal Aquino, escritor e jornalista, acredita que sim, “na medida em que existe a preocupação declarada de produzir algo além da mera informação, algo com estilo”. Ele lembra a experiência do Jornal da Tarde que, “ao menos até a década de 90, mostrou que é possível dar as notícias com estilo, e que é legítimo um texto jornalístico aspirar à literatura”.

Estilo é bem-vindo em peças jornalísticas. Antes de ser literário, porém, é um produto informativo e deve manter este seu caráter. Isso significa que “a pior coisa é pretender ser muito elevado, é querer escrever bonito e sacrificar a reportagem em benefício de um texto cheio de mesóclises”. Vanessa Barbara aposta na parcimônia e ressalta a necessidade de “saber equilibrar e apresentar simplesmente os fatos para escrever um texto bom, ao contrário do que se pensa”.

Um bom texto. Nossa imprensa está repleta de números apenas, e carece de boas histórias. Podem pretender uma elevação artística. “Jornais e revistas desprezaram por muito tempo os leitores que gostam de um bom texto simplesmente pelo prazer de lê-los e eu acho que este público não quer mais ser ignorado”, percebe Matinas.

Aos poucos, a mídia também vai percebendo: jornalismo pode ser arte.

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Rodolfo Viana

É jornalista. Torce para o Marília Atlético Clube. Gosta quando tira a carta “Conquiste 24 territórios à sua escolha, com pelo menos dois exércitos em cada”. Curte tocar Kenny G fazendo sons com a boca. Já fez brotar um pé de feijão de um pote com algodão. Tem 1,75 de miopia. Bebe para passar o tempo. [Twitter | Facebook]


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  • Marcos Augusto Nunes

    Existem várias formas de jornalismo, entre eles o literário e o que utiliza o formato literário para abordar fatos diversos; todos são cabíveis, inclusive a clareza e objetividade no noticiar fatos sem qualquer inserção de subjetividade ou análise. Para saber o aumento de preço do pão basta ler: O PREÇO DO PÃO FOI REAJUSTADO EM 10%. Para saber das consequências objetivas do sumento do preço do pão, seção ECONOMIA, COTIDIANO, ou LAR. Para as subjetivas, a CRÔNICA do poeta, do contista… Em suma, cabe qualquer linguagem, abordagem, objetividade ou subjetividade nas matérias jornalísticas. basta saber onde elas se inserirão nos cadernos.

    A sobrevivência do jornal impresso é uma discussão quase bizantina, se não fosse a emergência da economia de papel e a difusão dos formatos eletrônicos portáteis. Jornal vai mesmo acabar. Livro, muito provavelmente, à parte para aqueles cukltivadores de taras pelo volume impresso, como eu. 

  • http://www.facebook.com/people/Bruno-Alcântara/100002339187896 Bruno Alcântara

    OFFTOPIC: Rodolfo, vc é de Marília? Eu tbm sou de lá e já até fui em jogos do MAC.

    • http://papodehomem.com.br/author/rodolfoviana/ Rodolfo Viana

      cara, eu sou maqueano fervoroso!

      nunca me esqueço do primeiro jogo que assisti no abreuzão, mac x corinthians. ganhamos de 1 a 0, gol aos 44 do segundo tempo.

  • Du Prado

    Cara, faço um informativo pra uma ONG e venho usando bastante essa tecnica pra escrever os textos. Tem dado bons resultados, apesar de nunca ter lido muito a respeito e na verdade, cursar publicidade.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100002575356740 Luis Guilherme

    Diferente do jornalismo frio, que relata os fatos e ponto final, realmente o jornalismo literário engloba o leitor, trazendo-o para dentro do texto e é por isso que eu acho que a imprensa deveria dar mais espaço a esses textos, pois ele prende mais a atenção do leitor.
     
    Acho que um exemplo que poderia ser citado é o Jornal da Band, com o Boechat e o Beting. Não que eles façam um jornalismo literário, mas sim costumam recitar as notícias de uma maneira menos seca, ás vezes fazendo alguns comentários também, é um jornalismo mais livre e que diminui a distância entre o espectador e o apresentador.

  • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

    Texto foda! Falam mesmo que o jornal impresso deve morrer em breve se não houver uma remodelação no formato tradicional, já que a internet oferece as mesmas informações em menos tempo. Eu também sempre falei muito sobre a importância de prezar mais para o jornalismo literário e o que mais tiver de diferente, mas aí reflito: esses mesmos textos não podem ser publicados na internet antes de o material ser impresso?

    Se sim, os leitores tenderão a continuar com dispositivos digitais, já que a quantidade informações a acessar e eles poderão continuar lendo textos normais maaais esses textos bacanas. Ou seja: continuaremos com a questão de o digital publicar informações antes do impresso, com a diferença do tipo de material. Afirmar que ‘leitura em papel é melhor’ não é o bastante para dizer que há alguma vantagem em manter o impresso.Se não, qual será a estratégia pra prender o leitor? Vão dar a cara a tapa e deixar para publicar conteúdo exclusivo em impressos, crentes de que um ou dois textos irão fazer o consumidor gastar alguns cents para comprar papel, algo tão old fashion pra muitas pessoas? Ou os jornais virarão verdadeiras fontes de material literário e não tão superficial quanto o que temos hoje? Seus tamanhos serão reduzidos? A que ponto? E os custos?

    Além disso, devemos levar em conta que as tecnologias continuam avançando, e que, enquanto isso, as pessoas vão envelhecendo. Daqui a dez anos, boa parte dos leitores assíduos de jornais de hoje terá se rendido às novas tecnologias, morrido ou, veja só, continuado a ler em papel. Enquanto isso, a nova geração, que em alguns anos será adulta, está crescendo com aparatos tecnológicos em mãos. E aí sim haverá um desafio foda: levar essas pessoas a ler conteúdo impresso. Os que leem costumam focar apenas livros. Os que não crescem com aparatos em mãos são, no geral (creio), os que não têm condições de tê-los. E os que não têm condições de ter itens assim não devem ser os maiores fãs de gastar com periódicos impressos.

    De qualquer maneira, acho a ideia muito legal. Hiroshima é um dos livros que eu mais gosto, e esse material do Hersey é uma grande inspiração a mim como jornalista. É foda quando você vê um material rico em informações bem aproveitado por alguém que sabe escrever. Há também aquela leitura por curiosidade: depois de ver o filme baseado na obra de Hunter Thompson (péssimo), li Rum: Diário de um jornalista bêbado (fera). É uma leitura rápida e não, obviamente não segue a linha de Hiroshima, porque tem muita informação que não é relevante no tocante a conhecimento/cultura. Mas, de qualquer maneira, é bem engraçado e os detalhes estão na medida certa para quem curte uma leitura de alguém que aproveita um pouco do que viveu para escrever histórias insanas. É um livro pequeno e dá para ler em poucas horas. E também dá um outro ar quando você sabe que há um pouco de verdade no que foi escrito.

    Falando em livro livrorreportagem, o meu TCC foi nesses moldes. Morei em uma cidade que, anos depois (enquanto eu morava lá), sofreu com uma enchente. Boa parte da população perdeu quase tudo etc, e achei relevante produzir um material decente sobre a cidade pra ajudar a preservar a cultura. A segunda parte do livro foca o momento da enchente, e está cheia de depoimentos de quem estava lá. Eu sinto que isso faz o leitor ficar mais “próximo” do que aconteceu, das fontes etc. Acho mais bacana do que simplesmente relatar os eventos, que seria a ação normal de veículos de comunicação, que ficam, junto ao público, saturados de tanta informação repetitiva e superficial (não que isso sempre torne a mídia pior). Concluído o livro, senti que havia produzido algo bacana. Eu deixei a cópia digital disponível na internet (http://guerrafelipe.files.wordpress.com/2012/01/felipe-guerra-o-renascimento-de-sc3a3o-luiz-do-paraitinga.pdf  pro caso de interessar alguém :})

  • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

    Mas hei, os blogs e muitas das matérias informativas também tem um quê de “jornalismo literário”, não? Não precisa exatamente estar em um jornal ou revista uma informação mais “rebuscada”. 

    • http://papodehomem.com.br/author/rodolfoviana/ Rodolfo Viana

      concordo plenamente.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Isso rola muito no PdH, em especial.

  • http://blog.paulovelho.com Paulo Henrique Martins

    A Vanessa Barbara é sensacional!

  • http://twitter.com/ddubard Diego Dubard

    Hiroshima é absurdo. E com “absurdo” eu faço um elogio.

  • mczanetti

    Essa é uma discussão frequente entre meus amigos. O jornalismo informativo de hoje em dia está estúpido. Se você apertar os jornais impressos atuais é capaz de sair sangue, tamanhas proporções das páginas policiais. Acredito que seja mais ou menos por isso que a indústria parece enfrentar essa “crise”, muito editor ainda não percebeu que não dá pra competir com a internet em termos de velocidade de informação, o leitor de hoje quer artigos de opinião de qualidade.

  • http://fabiorocha.com.br/ Fabio Rocha

    Boa, Rodolfo! O jornalismo tem que ser todo repensado, de ponta a ponta do papel ensanguentado…

  • Carla_kristina89

    CAraca, que texto excelente! parabéns, e os comentários também..hehehe
    abracos 

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