Impessoalidade e outros caminhos para uma vida livre

Gustavo Gitti

por
em às | Artigos e ensaios, Atitude


Cheguei sexta dos primeiros 15 dias de treinamento de TaKeTina. A partir de 2012, até que enfim teremos rodas de TaKeTiNa aqui no Brasil (na verdade, ainda não há nenhum professor em toda a América Latina). Mas já vou começar em setembro agora com práticas semanais gratuitas.

Relatar os detalhes é impossível, então decidi compartilhar cinco olhares pelos quais transitei nesse retiro que me deu a chance de interromper totalmente minha vida cotidiana. Cada perspectiva esconde uma história (fora o casal de professores, havia 22 pessoas comigo), mas o texto ficaria muito longo se eu as contasse. Então fiquem com a versão resumida: 5 sugestões de perspectivas.

Lembro que isso não tem nada a ver com TaKeTiNa. É apenas o que tenho a compartilhar em texto após essa viagem cujo verdadeiro aprendizado se deu em uma área em que palavra é coisa estranha.

Impessoalidade

Fetos e cadáveres: todos nós nascemos iguais e morremos iguais. Por que durante a vida seria diferente?


Conto clássico: um barco bate no seu, você vira, puto, pra reclamar… e percebe que ele está vazio.

Em vez de pensar que as pessoas possuem características, atributos ou essências, note que elas manifestam padrões impessoais que podem ser abandonados a qualquer momento. Dentro de uma pessoa “ciumenta”, não há nenhuma placa de ferro com a marca “ciúme”. O que chamamos de ciúme ou raiva ou orgulho é apenas uma posição da mente e do corpo. Tanto é que duas pessoas ciumentas, por mais diferentes que sejam, acabam agindo de modo similar quando são movidas por essa estrutura.

Todas as emoções negativas e todas as qualidades positivas (como generosidade e equanimidade, por exemplo) são processos impessoais. E nós somos o espaço na qual eles podem surgir, somos a liberdade de transitar entre infinitos modos de ação. É por isso que orgulhar-se por ações positivas ou culpar-se por ações negativas não faz sentido.

Relacionar-se de modo impessoal não resulta em uma postura fria, mas na exploração do verdadeiro contato, ativando a liberdade do outro em vez de reagir aos padrões que ele manifesta.

Confusão

A confusão, o caos é incessante, assim como nosso impulso de resolver e acertar as coisas. Na verdade, é essa incapacidade de parar no meio da merda que perpetua os problemas.

O momento de paz, ordem e harmonia que tanto esperamos nunca chegará. Antes era o fim da semana de provas, mas aí descobrimos que as férias acabam e que surgem novas semanas de provas. Depois veio o fim da faculdade, cujo alívio não durou muito. Agora esperamos por alguma forma de harmonia final e, enquanto isso, vivemos nos finais de semana e tentamos controlar as situações para que se adequem às nossas preferências internas.

Se tentar se afastar dos problemas, sua vida se tornará um inferno. O melhor que podemos fazer é desistir de controlar os fenômenos e lidar diretamente com as experiências todas, do jeito que surgem.


Tsc, tsc… Não adianta se esconder.

Possibilidades

Às vezes lembrar da própria morte, às vezes visualizar nitidamente como era seu cotidiano há 10 anos (como tudo parecia imutável e como você não tinha como imaginar o que viria pela frente), às vezes imaginar futuros improváveis ou às vezes pegar um avião e viajar para bem longe.

Mais do que um distanciamento das configurações atuais, tais práticas aumentam o espaço de possibilidades no qual vivemos. E então surgem perguntas do tipo: “Será que morar aqui nessa rua, nessa cidade, nesse país é uma boa opção? Será que eu continuo o namoro com ela? Será que sigo com esse trabalho?”.

Motivação

Qualquer motivação autocentrada causa inevitavelmente algum tipo de expectativa, frustração e sofrimento. Fazer as coisas para benefício próprio pode dar errado; fazer as coisas para os outros é uma postura inabalável.

Um só processo, uma só prática


Link YouTube | Encarar uma cabra ou salvar o mundo: é tudo a mesma coisa para um guerreiros jedi. ;-)

Em vez de lidar de modo diferente com diversos âmbitos da vida (o seu casamento, seu crescimento no trabalho, sua educação continuada, seus projetos), o melhor é perceber que é tudo um só processo e requer apenas uma prática.

Em vez de 6 motivações, apenas uma. Em vez de 14 papeis, apenas um. Em vez de 25 tipos de problemas, apenas os seus obstáculos internos. Em vez de 10 caminhos, apenas um.

P.S.: Ainda sobre a impessoalidade, termino com o grande físico Erwin Schrödinger, que escreveu umas das coisas mais sublimes que já encontrei (tradução livre da versão em inglês):

“O que é isso que lhe chamou tão repentinamente do nada para desfrutar por um breve tempo um espetáculo que permanece bastante indiferente a você? As condições para sua existência são tão antigas quanto às pedras. Por milhares de anos, os homens se esforçaram, sofreram e procriaram e as mulheres deram à luz em dor.

Cem anos atrás, talvez, outro homem – ou mulher – se sentou neste ponto; como você, ele contemplou, com temor e receio no coração, o morrer das geleiras. Como você, ele foi criado de um homem e nascido de uma mulher. Ele sentia dor e breve alegria, como você sente.

Ele era outra pessoa? Não era ele você mesmo?”

Gustavo Gitti

Quase professor de TaKeTiNa, baterista sem bateria, meditante que não medita, ex-bolsista de dança de salão, ex-estudante de filosofia e ex-solteiro. É editor do PapodeHomem, autor do Não2Não1, colunista da revista Vida Simples e caseiro da Cabana PdH. No Twitter: @gustavogitti.


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33 comentários

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  • Alisson

    Vou refletir um pouco ali no cantinho, e já volto…

  • João Paulo Passos

    Muito bom o texto, uma vez, eu em minha chance de tentar filosofar eu aprendi algo q eu relembrei com o texto dizia assim:
    'Eu penso de uma forma, você penas de outra, mas no fim, é tudo igual'

    não tem porque discutir,é deixar a vida nos levar aonde ela quiser ^^

  • GabrielSofer

    Ultimamente o que mais tenho discutido é sobre a busca de motivação externa. A pouco busco entender a mim mesmo e minha própria felicidade.
    Se puder quero deixar o link do meu blog:
    http://gabrielsferreira.blogspot.com

  • Thiago Ribeiro

    Gitti, Falar da “Prisão” que cerca o homem é realmente algo Milenar, mas ainda considero que não é apenas a Mente Humana que esta Trancada.. A Sociedade também, por mais Modernos que nos tornamos a Base nunca mudou.. Do Jeito que vivemos nesse Mundo, sem perspectivas do que sera o amanhã e a Desigualdade absurda , acho Impossivel a Libertação da Alma e do que tem de mais divino no Ser Humano.. ELE MESMO. Viemos da Mesma coisa, Somos a Mesma coisa , e Voltaremos para a Mesma coisa..

  • André

    Belo jeito de rematar com Schrödinger, um dos meus ídolos!
    Pelo que entendi, essa perspectiva pode ser um pouco desconfortável á partida. Gostamos de pensar que temos uma certa individualidade, que somos únicos. Pensar nessa impessoalidade, que toda a gente é como partículas iguais que apenas vibram de forma diferente, pode ser uma desilusão para animais com um ego que em parte se alimenta disso (mas aí você provavelmente fala dos males do ego hehe)
    Curiosamente, embora já tenha tido sentimentos semelhantes naqueles momentos de contemplação, não entendi totalmente o que Schrödinger queria dizer. Fica algo para pensar nos próximos dias…

    Finalizando, o que eu disse foi subjectivo, e posso ter entendido tudo errado. Mas acho que no fundo o mais importante é o espírito crítico e curioso. :)
    Esperamos por novos textos Gitti!

  • http://twitter.com/paulinhaacosta Paulinha Costa

    Adoro passear por esta área em que palavra é coisa estranha… outra comunicação, muitos sentidos.
    Fiquei em suspiro suspenso ao ler seu texto, ainda estou assim, como dizer, em completo sentido das coisas. Meu Deus Gustavo, você quebrou as minhas duas pernas! Agora preciso gatinhar de novo até aprender a andar novamente. Nossa! Obrigada, mas socorro, o que a gente faz depois de tudo isso? Como você faz? Se puder, me conta. Bjs

  • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

    Só uma dica: não acabe o namoro com ela! Ela é muito gata e saber fazer guacamole.

  • http://twitter.com/paulinhaacosta Paulinha Costa

    “Em vez de pensar que as pessoas possuem características, atributos ou essências, note que elas manifestam padrões impessoais que podem ser abandonados a qualquer momento”
    Será mesmo? Isso derruba em mim vários tabus e certezas, ou talvez preconceitos.
    “Relacionar-se de modo impessoal não resulta em uma postura fria, mas na exploração do verdadeiro contato, ativando a liberdade do outro em vez de reagir aos padrões que ele manifesta.”
    Mas como é que se faz isso? Eu ainda estou no meio do caminho, as vezes beirando o precipício de mim mesma, sem saber se pulo ou continuo a caminhar.
    Seu texto me fez pensar em várias coisas, me tocou em pontos que eu julgava sólidos e reais, pontos que eu preciso reavaliar, mas que pode ser um processo dolorido. Enfim, ainda vou digerir isso aqui, mas foi bom morrer por isso hoje, obrigada!

  • http://fazeroquenouk.wordpress.com kiwi

    aqui na inglaterra, tenho um amigo que desde 2007 participa de sessoes de taketina
    diz que eh animal, mas nunca me interessei de verdade
    agora, por que nao?

  • slaship

    Esse é o tipo de texto que se deveria postar em uma segunda-feira rsrs ,estou brincando … Ótimo texto, Gitti como sempre com textos que deixam o blog no nível em que está e dr health tb, falando nisso sentindo falta de post do dr health.

  • http://twitter.com/tiao_jr Tião

    Gitti, filho da puta pra escrever… ta melhorando, em cara? kkkkkkk

    Ótimos textos, parabéns!

  • Rocco01

    Essa eterna busca me consome diariamente. Agora, concordo com o Thiago, nossa rotina nos impede de ter essa liberdade, nossas vidas caminham para o mesmo lado às vezes. Se vc não cumpre certos padrões está fora, é difícil ser livre por inteiro. Penso que o melhor caminho é o da honestidade, comigo mesmo e com os outros, assim pelo menos tento ser livre não me aprisionando em certos modos de vida e não aprisionando ninguém sem estar completo numa relação, isso pra mim é uma forma de ficar mais tranquilo.No mais, como sempre, valeu pelo texto que me fez também ir ali refletir um pouquinho.
    Um grande abraço.

  • pablofernandes

    Slaship,

    Viu os dois últimos textos do Dr Health?

    http://papodehomem.com.br/poros-no-latex-a-furada/

    http://papodehomem.com.br/a-ultima-missao-a-ina…

    E tem mais pra vir por aí.

    Abraços.

  • felipe

    “Se tentar se afastar dos problemas, sua vida se tornará um inferno. O melhor que podemos fazer é desistir de controlar os fenômenos e lidar diretamente com as experiências todas, do jeito que surgem”

    Eu odeio admitir isso, mas essa frase é o que resume minha vida e é a verdade suprema universal mundial da humanidade. Sem mais. Sempre fui um cara que tentei fugir, mas fugir fazem as coisas ficarem piores. Enfrentar é a unica solução.

  • http://www.facebook.com/villeth Gustavo Almawi Villeth

    Eu ia te elogiar agora, mas como a qualidade de bom escritor é só um processo impessoal e transitório, isso não ia fazer sentido…rsrs

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Diz um velho ditado – apropriado, que escutei de um grande amigo anos atrás – que todo homem deve primeiro se perder para só então se encontrar.

  • Aurora

    Gustavo
    Gostei do post. Me emocionei demais com essa frase do Erwin Schrödinger. Vc está escrevendo cada vez melhor! Parabéns!

  • Jericó

    É por isso que orgulhar-se por ações positivas ou culpar-se por ações negativas não faz sentido.
    Então ninguém tem culpa d enada?
    lol

  • Rodrigo

    Talvez você tenha se preocupado tanto em ser breve que encerrou a discussão no meio.

  • Manuel Radaelli

    Vida livre de que?

    Não há indivíduo mais escravo que aquele que se crê verdadeiramente livre, fazendo da busca pela liberdade sua maior prisão.

    Penso que deve-se apenas buscar o equilíbrio.

    Fugir do cotidiano é uma maneira de fazer isso … mas buscar SEMPRE por isso, seria uma forma de ir contra o equilíbrio.

    O que existe no final das contas é apenas a balança,
    que em um dado momento pende de um lado,
    para dali um segundo ja pender para o outro …

    “Eu prefiro seee-eeer
    essa metamorfose ambulante,
    do que ter aquela velha opinião
    formada sobre tudo [...]“

  • Martinha

    Quando li o trecho da motivação, lembrei do que li esta semana do Victor Frankl sobre o sentido da vida : “É esta a lição que tive que aprender nos três anos de Auschwitz e Dachau: ceteris paribus (restando iguais as demais coisas), as coisas mais idôneas para a sobrevivência nos campos eram as orientadas para o futuro – para uma tarefa ou para uma pessoa que, durante a espera, eram projetadas no futuro, e para um sentido da vida que no furutro iriam realizar….. A mensagem ou significado que captamos aí é que a sobrevivência dependia da capacidade de orientar a própria vida em direção a um “para que coisa” ou um “para quem”. Em outros termos, a existência dependia da capacidade de transcender o próprio eu. …. o ser humano deve sempre estar endereçado, deve sempre apontar para qualquer coisa ou qualquer um diverso dele próprio, ou seja , para um sentido a realizar ou para outro ser humano a encontrar, para uma causa à qual consagrar-se ou para uma pessoa a quem amar. Somente na medida em que consegue viver esta autotrancendência da existência humana, alguém é autenticamente homem e autenticamente si próprio.” Lindo não !!!!!

  • Martinha

    Cintando de novo Victor Frankl, ele dizia que entre uma ação e sua reação existe um tempo. É neste tempo que temos a possibilidade de exercermos a nossa condição humana. Ou seja, não utilizar destes processo impessoais, mas sim ter consciência e decidir por si o que fazer. Ele decidiu, num campo de concentração, apesar de ver toda a sua família dizimada, não odiar os alemães.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Valeu pelo comentário, Martinha! Nunca li uma obra inteira do Victor Frankl, mas admiro muito sua vida e suas ideias.

  • Danilo

    que brisa !

  • Cida

    Vivo hoje uma avalanche de sentimentos, acabei um relacionamento de 07 anos por que o cara sentia esta necessidade de não dar satisfação, sair sem ter que esperar um tempo até que eu me arrumasse, sair de moto só para dar umas voltas sem ter que explicar e etc… Mas relacionar-se é estar junto nas horas boas, ruins, para tudo e não importando onde, como e porque, porque mais importa é estar juntos… Esta sensação de ser livre e ao mesmo tempo não sentir-me livre… Isto é sinistro… Penso e logo percebo as coisas boas e as ruins… Mas falta mesmo é de acordar juntinho, fazer programa tipo coisa simples,mas juntos… Eu desejo isso pra mim e acredito que pode acontecer no tempo de Deus, que é muuiiito diferente do nosso…

  • http://twitter.com/djmalloryknox Aryela Carvalho

    Fantástico, …

  • Betanin

    Olá Gitti,

    Talvez eu tenha entendido pouco ou quase nada, mas o que você quer dizer exatamente com isso “Todas as emoções negativas e todas as qualidades positivas (como generosidade e equanimidade, por exemplo) são processos impessoais.”? Seríamos neste caso todos desprovidos de livre-arbítrio simplesmente levados pela inércia dos padrões impostos pela sociedade ou mesmo por nossa condição humana? Imagine a seguinte situação, você encontra uma velhinha cega na esquina esperando alguém para ajudá-la a atravessar, você tem duas opções ajudá-la ou fazer de conta de não viu, tomando suas considerações seria irrelevante qualquer das atitudes que você tomasse?

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      A raiva ou a generosidade são inteligências, têm uma cara própria, são processos, estruturas, lógicas, dinâmicas impessoais – elas não pertencem a uma ou outra pessoa.

      Pense como se fossem máscaras. Se a pessoa A sente raiva, ela fica muito parecida com a pessoa B, quando sente raiva. Se a pessoa C é generosa, ela age de modo parecido com a pessoa D, quando também é generosa.

      É como se cada qualidade ou emoção fosse uma posição da mente. Não é algo meu ou seu, é algo onde podemos cair, de onde podemos agir. Podemos agir de modo amplo, a partir do céu, ou podemos agir a partir do cantinho de nosso quarto fechado.

      A liberdade é justamente possível porque nós vamos de uma posição a outra, somos plásticos, flexíveis.

      Se a raiva fosse algo pessoal, ou seja, se uma pessoa fosse, de fato, raivosa, se tivesse alguma emoção ou qualidade em sua essência, a liberdade seria impossível pois ela teria de mudar algo imutável.

      Ficou mais claro o que eu quis dizer com “impessoal”?

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=1093331003 Ivan Naressi de Sa

        Há ainda algum comportamento que provenha unicamente ou maioritariamente do âmbito pessoal?
        Muitas vezes ao tentar me libertar de tais “máscaras” sinto que crio sentimentos ou posturas diferentes, bastante pessoais. Um dos motivos para acreditar nisso é que simplesmente não encontro palavras para descrevê-los ou correspondentes para compará-los.Será que é apenas uma ilusão minha, uma soma de sentimentos impessoais com gosto de novo?Ou ao criar algo novo, esse algo automaticamente passa a fazer parte da ‘mascaroteca’ humana?

  • Clara

    “Fetos e cadáveres: todos nós nascemos iguais e morremos iguais. Por que durante a vida seria diferente?”

    Taí uma frase que devíamos nos lembrar todo dia de manhã quando olhamos no espelho.

  • Anônimo

    to sentindo que isso vai mudar minha vida… Muito Obrigado…

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Ivan, não dá para descrever uma maçã e nem achar correspondente. Isso não significa que uma maçã seja especial ou que não existam várias maçãs.

    Entendeu?

    O ponto da impessoalidade é reconhecer que os aspectos mais pessoais (e até o que chamamos de impessoais) são impessoais. Então largamos mão disso. Impessoalidade é abertura, é entender que beneficiar alguém é igual tapar buraco na rua. Não importa quem criou o buraco nem quem tapou. Importa só tapar para que todos andem bem.

    Dá para viver assim em todos os níveis.

    Abração!

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    “Impessoalidade” é uma das qualidades que vão ganhar um puta texto no livro “21 pilares do treinamento do homem guerreiro”, que estamos começando a produzir na Cabana.

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