Emenda do Divórcio direto: diminuição do sofrimento ou banalização do casamento?

Alexandre Nunes

por
em às | Debates, Mundo, Sexo


Seguindo uma onda liberalista que cede ao indivíduo o maior grau de liberdade possível, confia na força da razão, entende a natureza humana e procura reduzir ao mínimo os inevitáveis conflitos sociais, recentemente promulgou-se a Emenda Constitucional nº 66, coloquial e erroneamente conhecida como a Nova Lei do Divórcio.

Com ela, acaba a exigência legal para que o divórcio seja precedido de dois anos de separação de fato ou um ano de separação de direito (homologada pela Justiça ou celebrada em cartório de notas), concedendo assim maior autonomia a casais que desejam dar fim ao seu matrimônio.

O propósito da referida Emenda foi extinguir ou reduzir a indevida interferência do Estado na vida privada e na intimidade das pessoas, facilitando-as serem felizes ao lado de quem realmente amam ou pelo menos acelerando o processo de afastamento de quem não amam – ou até mesmo odeiam – e o abreviamento de uma situação de infelicidade.

"Já voltou do divórcio? Ele ficou muito surpreso ou vem comer com a gente?"

Otimista essa tendência de menor intervenção do Estado na vida do cidadão, já que duas pessoas unidas civilmente por vontade própria podem e devem ter o direito de dissolver esse contrato da mesma forma que o contraíram. No momento da celebração do casamento não é necessário o consentimento do Estado para sua ocorrência no sentido de se perguntar há quanto tempo o casal está junto, logo não há que se falar em tal exigência para o divórcio. É bem verdade que a responsabilidade é transferida para as pessoas, para que façam suas escolhas e respondam por elas sem o apajeamento estatal.

A separação é um instituto retrógrado baseado em um discurso religioso também ultrapassado. Não há que se falar na manutenção do casamento obrigando os cônjuges a ficarem juntos ou simplesmente postergando o seu afastamento definitivo, mantendo-os a permanecerem no limbo de não estarem nem casados em paz e nem livres para buscarem sua felicidade.

Ao longo dos anos, percebeu-se que a parcela de casais que retomam o matrimônio após a separação é mínima e que aquele momento de reflexão se mostrou inócuo, provando-se assim que dificultar o divórcio é protecionismo descabido, já que não respalda a família enquanto instituição.

Filho de pais divorciados que sou, sei bem que passar por um processo de separação para posteriormente dar andamento a um processo de divórcio é uma via crucis, e mais do que um sofrimento dobrado, é um sofrimento ao quadrado. Passar por esse doloroso caminho jurídico e psicológico e ser obrigado, após um ano de separação, a cutucar as feridas para conversão da separação em divórcio, é um infortúnio desnecessário.

Logo, vejo essa mudança como positiva por tornar o processo mais rápido, representando assim incomensurável avanço, já que se eliminou com essa Emenda todo e qualquer pré-requisito anteriormente estabelecido para o divórcio, exigindo para tanto somente a existência do casamento. Além da dor emocional de ter que se deparar novamente com o cenário de destruição de um lar, poupa-se o bolso do casal, pois evita a contratação de novos advogados e o pagamento de novas custas na ação de divórcio, que é autônoma. Ainda temos, ao menos em parte, o desafogamento do Judiciário.

Qualquer ajuda é bem-vinda.

Apesar de conseguir encontrar alguns poucos contras nessa nova regra, ser totalmente contrário a sua aprovação seria adotar um discurso moralista no mínimo temeroso. Fato é que a norma apresenta certa obscuridade e que a redação da Emenda à Constituição deveria ser mais completa, evitando assim discussões, variadas interpretações e consequentemente insegurança jurídica.

A dúvida predominante gira em torno da subsistência ou não da figura da culpa no atual instituto do divórcio. Para o legislador, o casamento é um contrato civil que estabelece deveres para os cônjuges. A quebra desse contrato por uma das partes implicava, obrigatoriamente, a culpa de alguém. Esse alguém, definido pelo juiz, normalmente sofria algumas sanções (como a perda da guarda de um filho, por exemplo) que não existiriam se houvesse estrito cumprimento dos deveres conjugais.

Como a discussão da culpa se dá na etapa de separação (que desaparece com a nova redação da Constituição Federal no que tange ao divórcio), alguns juristas entendem que também a figura da culpa deixará de existir. Outros, contudo, compreendem que a discussão sobre este assunto apenas muda da etapa da separação para o divórcio, entendimento este compartilhado por mim.

Não há que se falar em supressão da culpa, visto que essa somente será transferida para o divórcio e as suas consequências serão as mesmas. Não há como pensar em extinção do contrato do casamento para posterior apuração da culpa naquela relação contratual já extinta, sob o risco de total imoralidade e irresponsabilidade legal.

Neste caminho, entendo ser possível o exame da culpa e todos os demais pontos próprios da separação no divórcio, transformando a ruptura definitiva do casamento e a discussão sobre guarda de filhos, alimentos, divisão de bens, atos desonrosos recíprocos ou não, infidelidade, etc em um só célere momento.

Nada como a vida pós-divórcio...

Há os que dizem que a nova lei fará com que mais casamentos se dissolvam, que a instituição do matrimônio está sendo destruída aos poucos e que o Estado está deixando de proteger a família. Vejo como ínfima qualquer alteração estatística quanto ao número de divórcios, haja vista que, como citado anteriormente, a parcela de casais que voltam atrás de uma decisão de separação é esmagadoramente minoritária.

Curiosamente, é provável que ocorra um número maior de matrimônios, já que muitos dos casais que se separam acabam não se divorciando, ficando impossibilitados, assim, de contrair novo casamento. Logo, qualquer um dos cônjuges poderá reconstruir sua vida afetiva com outra pessoa sem qualquer impedimento, sem precisar valer-se do instituto da união estável, e ainda evitando os casos em que uma das partes posterga ao máximo o divórcio somente para empacar a vida do ex.

Aquele casal que ainda tem dúvidas quanto à ruptura definitiva de um contrato de casamento deverá agir parcimoniosamente para que não reste arrependimento posterior ao divórcio, já que a impulsividade poderá levá-los à amargura de terem tomado uma decisão precipitadamente.

Finalizando, nossas contemplações ainda se mostram preliminares e sujeitas à crítica, porém não há que se negar que estamos presenciando uma espetacular revolução no direito de família brasileiro, e que tal revolução é fruto do dinamismo do mundo globalizado em que vivemos.

Alexandre Nunes

Advogado e jogador de poker. Apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes, vindo do interior. Responde por @LeLawyer no Twitter.


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76 comentários

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  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Ótimo texto, Alexandre. Muito bom ver a visão de um advogado sobre isso.

    Meus pais também são separados. Sei bem o inferno que é esse processo (eles ficaram no vai e volta dos meus 10 aos 16 anos). A justiça parece ser católica, pois tudo é dificultado!

    Parece que se divorciar é algo errado, que não deveria acontecer, quase “contra a Lei”. ;-)

    Fico feliz em ver essa mudança e também acho que o número de casamentos vai aumentar, até porque as pessoas não temerão tanto a possibilidade do divórcio. “Ah, agora separar é mais fácil? Então vamos casar!”.

    Abraço.

    • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

      Fala, Gustavo! Obrigado, cara. Fico feliz que tenha curtido!

      Realmente o processo de separação é doloroso, um inferno delivery.
      Espero que essa e quaisquer outras mudanças venham para o bem!

      Um abraço!

  • http://twitter.com/danpingado Danilo Freire

    Alexandre, sobre esse “fim da separação” e “divórcio direto” eu escrevi algo e postei lá no fórum.

    Penso que o fato de a CF não mencionar mais prazos, não revoga as disposições infraconstitucionais (Lei do Divórcio e Código Civil). As razões estão basicamente descritas aqui: http://bit.ly/b2tFl2

    • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

      Danilo, obrigado pela contribuição. Entendo seu ponto de vista e concordo em partes, porém não seria de bom tom aprofundarmos um assunto puramente jurídico neste espaço. Se quiser, fique à vontade para me adicionar no twitter para trocarmos mais ideias. Um abraço.

  • Guilherme

    Tem que liberar tudo mesmo, a igreja nem outra instituição “moralista” não deveria ajudar nem se preocupar com a moral e os bons costumes; essa sociedade cada vez mais decadente que se exploda, minha opinião é claro.

    “Otimista essa tendência de menor intervenção do Estado na vida do cidadão”.

    O Estado só intervém quando é para ralar a vida dos cidadãos incautos; que nem a tão falada lei “anti-palmada” ou com a questão dos impostos. Tu és inocente assim de acreditar que eles se preocupam com a família Brasileira? Esse governo não é nada mais que um reflexo de Cuba, se pudessem eles diriam como tu deves comer uma mulher por exemplo…

    Achei a desculpa de desafogar o judiciário no mínimo, ridícula.

    “Não há como pensar em extinção do contrato do casamento para posterior apuração da culpa naquela relação contratual já extinta, sob o risco de total imoralidade e irresponsabilidade legal”

    Acho que deveria ser retirada a palavra “casamento”, visto que o Estado é Laico; deveria ser dito apenas “união civil”. A sociedade já está toda sem moral e sem responsabilidade meu caro; não é por causa de um contrato que as coisas mudam, antes a palavra valia algo hoje não vale nada.

    Fazendo um adendo; nessa sociedade de homens submissos e de mulheres “independentes” e modernas acho que até festas de casamentos na igreja e registro em cartório deveria desaparecer. Acho incompatível, deveriam morar juntos e separar quando bem entendem.

    • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

      Obrigado por expor seu ponto de vista, Guilherme.

  • http://twitter.com/duna_knox Duna

    Ótimo texto, e me fez pensar no ponto de vista do crescimento do número de matrimônios. Talvez também crescerá pela facilidade de desfazer o casamento infeliz, já que o medo do definitivo assusta as pessoas (na sua maioria, homens :-p). E há a possibilidade de ocorrer um número menor de divórcios comparado com o número de divórcios E de separações anterior à emenda, já que, como você disse, haverá mais reflexão para a tomada da decisão.
    Ótimo texto.

    • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

      Obrigado, Duna! Feliz que tenha gostado!

  • LucindaMateus

    Que delicia de ler esse artigo, olha e não é porque fala da minha especialidade que e direito da família, mas sim porque diferentemente dos artigos que li sobre o tema quando houve a mudança na legislação, voce expôs o tema de uma maneira ampla, mas sem fazer aquele monte de postulações de opinião que li por ai.
    Já sobre o assunto, acredito que essa mudança venha em boa hora, realmente na sociedade que vivemos não temos um numero muito grande de casais que se reconciliam durante o tempo estipulado na lei antiga, a idéia era essa, e quando foi criada posso até dizer que foi válida, porém com as mudanças, a lei não pode ficar parada não é mesmo?!
    Bom sobre o aumento no numero de casamentos, quando foi implantada a possibilidade de se fazer a separação amigável vinha cartório, também houve um crescimento no número. O que pra mim é algo estranho, pois se o numero das pessoas que decidem se casar aumenta conforme a facilidade na separação, instituto está com graves problemas, bom, mas isso é outra historia, no mais, deixo meu agradecimento pela ótima leitura e pedido para que escreva mais e mais.

    • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

      Obrigado pelo carinho, Lucinda. Muito gentil de sua parte.

  • Zeve

    Eu discordo do artigo, e como filho de pais divorciados também, assim como o autor, me vejo bem à vontade para opinar:

    A dissolução de um casamento tem consequências, para os componentes dessa família que se desagrega, e para a sociedade como um todo. Não é coincidência que as estatísticas apontem que a maior parte dos deliquentes juvenis venham de famílias desagregadas. A separação de um casal por vezes é tomada num momento passional e pouco ponderado. Deveria ser estimulado um período de reflexão das partes envolvidas, e não o Estado também colocar-se ao sabor dessas paixões.

    Se a dissolução de uma sociedade civil é um processo por vezes lento e moroso, porque não o seria também a dissolução de um casamento?

    Não vejo grande benefício à sociedade com essa nova medida, antes, torna a decisão do casamento e da sua dissolução um ato ainda mais gratuito e leviano do que já é encarado hoje.

    • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

      Olá, Zeve. Obrigado pela sua contribuição. Respeito seu ponto de vista e acredito que com essa nova mudança não haja nem estímulo e nem cerceamento da reflexão das partes envolvidas. Cabe a cada um tomar de forma centrada as melhores decisões pra sua vida. Um abraço.

  • Cannibal

    Eu não tenho medo de casar! E pra que casar?
    A mulher que vá morar junto comigo e tá tudo resolvido… =D

    • Guilherme

      É amigo, mas te cuida que depois de X anos morando junto tem que pagar pensão…

    • Ezequiel

      Pra você tá tudo bem, e concordo com isso, até porque quando elas vão embora, levam quase tudo da mesma forma, mesmo estando casados oficialmente ou não.

      Mas será que pra ela está tudo bem ? acho que mesmo com toda essa modernidade a mulheres ainda querem casar.

  • André

    Concordo plenamente com essa ação da justiça em simplificar e tornar menos doloroso e custoso para ambas as partes o divórcio na justiça. Essa medida mostra o avanço que estamos tendo, apesar de ser em passos de pomba, da representatividade do cidadão no poder público, que a tempos atrás representava de menos e idigniva demais a maior parte da população brasileira.

    Abraç

    • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

      É isso aí, André. Abraço

  • Victor

    Bem, no Chile, até pouquíssimo tempo atrás, o divórcio era simplesmente proibido! O Chile é extremamente conservador, a igreja católica tem um poder muito grande por lá. Falando em Chile, a igreja católica deles está pedindo anistia pra todos os militares que fizeram merda durante a ditatura do Pinochet, isso está deixando o novo presidente em péssimos lençóis…

  • Victor

    O trauma da separação é muito maior exatamente por conta da lentidão e da extrema formalidade, que dão a impressão do fim de vidas, quando na verdade não é algo tão grave assim… Talvez se o divórcio fosse encarado como algo mais natural e normal não fosse tão traumático para todos os envolvidos, claro que um adolescente presenciando os pais se degladiarem por conta de um divórcio litigioso está mais propenso a se rebelar contra tudo e contra todos do que um que presencie os pais se separando amigavelmente. Se não fosse a desgraça da igreja católica o divórcio/separação seria algo tão mais natural e aceitável… Pena dos países que respeitam demais essa droga…

    • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

      Realmente a separação é um trauma, Victor.

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Alexandre, concordo plenamente com você, as pessoas tem que ter maturidade para saber quando e porque se divorciam e ainda mais com essa diminuição da burocracia ajudando a desafogar o judiciário. Não tenho como ser contra essa mudança.

    • Guilherme

      Tu achas amigo que a maioria das pessoas têm maturidade para tal?

  • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

    É isso aí, Leonardo

  • Zombie

    Eu acho a decisão interessante.
    Se for menos burocrático o processo talvez as pessoas percam alguns medos no caminho.
    E convenhamos, saber que não tem uma pressão “para sempre” na coisa toda, facilita a decisão consciente de casar. Ao menos, assim espero.

  • Mari

    Você mostrou um ponto de vista sensato e moderado em relação ao assunto, parabéns, gostei muito. Infelizmente ainda há muita influência moralista nas decisões e institutos judiciais, mas com o tempo e uma necessária pressão sobre o legislativo o cenário vai mudando (um exemplo foi a lei federal Argentina que institucionalizou o casamento gay no país. Agora é esperar algo semelhante por aqui).
    Ah, e só um adendo: juro que não quero ser nenhuma preciosista, mas o casamento no nosso ordenamento não é considerado um contrato, mas um ato jurídico stricto sensu, não é? Claro, não que seja importante, afinal, este ñ é um blog jurídico, mas eu lembrei quando li ;)

    • Guilherme

      Por que gays não resolvem apenas “morar juntos”? Que mania dessas minorias quererem tudo que as maiorias têm.

    • Marcel

      Mari o casamento é um contrato bilateral, uma especie de negocio juridico pois depende do interesse das parte para alcançar um fim .já o ato jurídico stricto sensu é caracterizado pela ausência de autonomia do interessado para auto regular sua vontade

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    A foto usada no “qualquer ajuda é bem vinda” ficou genial.

    O estado brasileiro é muito burocrático. E estranhamente há pessoas querendo burocratiza-lo mais ainda.

  • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

    Esperamos.

  • marcel

    porra finalmente um advogado nesta parada sempre quis ler texto juridico no formato do papo de homem ,com essa imagens no meio^^ e linguagem simples, espero que você continue postando Dr. lawyer

  • Ezequiel

    Também sou filho de pais separados, mas era muito novo pra lembrar de alguma coisa, meu único medo é que essa nova “Lei do Divórcio”, que facilita a separação, venha a criar uma “Industria de falsos casamentos”, e pról do sempre práticado jeitinho brasileiro.

  • Renatao_ml

    Acho a sua definiçao pertinente e e um simples reflexo do que o matrimônio e as crenças religiosas são tratadas nos dias de hoje. Casar por casar, separar por separar. A instituição familia ja vem a um bom tempo sendo deteriorada e a única que a mantinha firme e sagrada era a religião, que por sinal fora a sua criadora. O estado é laico, mas fora formado a princípio por cidadãos com suas respectivas crenças e opniões quanto a moral e os bons costumes do que uma sociedade justa e igualitária deveria ser. Os que vociferam quanto aos “conservadores” de “pensamento retrógrado” e fazem do estado, da igreja e das normas o motivo da infelicidade alheia são poucos atormentados que não conseguem assumir o peso de uma decisão séria e definitiva que é constituir uma família, e das responsabilidades, do comprometimento e seriedade de seguir em frente com a sua decisão.São poucos os que acham que a palavra ainda tem algum valor e não dão refugo na primeira dificuldade.
    Querem permissão pra transgredir as regras, quebrar regimentos e chamar a atenção, fazer a sua “revolução”, talves até porque num primeiro instante assim o fez devido a ausência física e emocional dos pais durante a formaçao como ser humano? Vá em frente, só não esperem que o resto do mundo pense da mesma forma…Numa analogia bem besta, faz igual o seu Wii, vai la, da restart, muda o jogo, e acredite piamente que o console esta com defeito….

  • Leonardo

    Eu nunca pensei que eu diria isso, mas acho que as imagens deste post estão muito apelativas…

  • Diego Froes

    Eu acho que o Guilherme(não o Valadares), leu Nessahan e entendeu tudo errado…

    Danilo, gostei do texto. Mas pelo título achei que você ia explorar também(ou mais) o outro lado da questão. Tenho ouvido muito por aí: ” Ah, casa! Se não der certo, divorcia.” Acho terrível. Uma falta de responsabilidade e maturidade.
    Gosto muito de Direito. Hoje, estudo sozinho, mas ano que vem, se tudo der certo, cursarei uma faculdade na área. Espero ver mais posts seus por aqui.

    Abraços!
    Vida longa ao PdH!

  • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

    Mari, obrigado pelos parabéns. Torçamos por novas mudanças no Direito de Família.
    Quanto ao contrato de casamento, somente usei esta nomenclatura para atingir uma linguagem mais prática ao público do PdH e ilustrar que trata-se apenas do ânimo de constituir legalmente uma família por parte de um casal. ;)

  • Ramon Távora

    Pensando no Fato de que tudo no judiciário é uma questão de demorar o máximo possível, acho muito válido o fato de não haver mais a necessidade desse tempo de separação antes do divórcio, como se já não existisse lentidão demais no sistema. Em relação ao sofrimento acredito que não faz nenhuma diferença, pois quando a raiva e a revolta existem de forma imensa não é uma simples mudança na lei que vai diminuir o sofrimento de todos os envolvidos, quando alguém quer fazer o companheiro sofrer faz pelo tempo que achar “justo” ou pelo tempo que perdurar a mágoa (as vezes até o fim da vida).

    Agora fiquei com uma dúvida Alexandre, e em relação a pensão alimentícia fornecida pelo marido? vai alterar alguma coisa?

    Ótimo texto!!! Só acho que você poderia usar uma fala mais simples para melhor entendimento de nós, leigos do Direito. hehehehe
    abraço!

  • Mariston

    Após pesquisar um pouco sobre a história do casamento, cheguei a este link:

    http://www.essortment.com/all/historyofmarri_ri…

    Lá diz que não se sabe exatamente a data do primeiro casamento, mas acredita-se que tenha acontecido já antes de Cristo, e criou a chamada “familia”. Aí me surgiu a seguinte questão, “Por que existe uma familia?”. Antes, os homens, digo machos de natureza, dominavam o mundo, e a mulher não tinha lá grande representação senão cuidar da familia e servir ao homem (sexo também está incluso).
    Os tempos mudaram, os impérios caíram e os estados nações se constituíram, surgindo então o casamento civil e que tem normas únicas em cada país.
    Aí me surgiu outra questão, o casamento civil serve apenas para ambos os cônjuges terem direito a 50% do capital caso se separem ou existe algo mais espirituoso no casamento civil? Possuir um anel no dedo ainda representa “possuir” alguém?

    Em um mundo onde a familia já não se mostra mais tão presente como antes, eu temo pelo futuro, onde os valores da religião podem cair por terra e as pessoas não estejam preparadas para tocarem suas vidas com tamanha liberdade.

    Enfim, eu sou a favor da nova lei, e tenho fé que se por algum motivo ela não fosse beneficiar as pessoas, algo já teria sido feito. Tomara que a maioria dos brasileiros possua a mente aberta para mudanças, mas acima de tudo educação e emoção para lutar contra leis que não beneficiem à maioria.

    Abraços, Mariston

  • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

    Obrigado pela sua contribuição, Mariston. Um abraço.

  • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

    Obrigado, Marcel. Fique atentos aos novos posts. Um abraço

  • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

    Respeito sua opinião, Renatão. Porém você há de convir que pra quem “consegue assumir o peso de uma decisão séria e definitiva de constituir uma família, responsabilidades, comprometimento e seriedade” qualquer normatização acerca do divórcio se mostra inofensiva, não concorda? Um abraço.

  • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

    Ramon, obrigado pelo elogio. Fico feliz que tenha gostado do artigo. Tentarei não ser tão rebuscado na próxima oportunidade, porém fica impossível fugir da linguagem forense em um texto abordando assunto essencialmente jurídico.
    Quanto à pensão, no meu entendimento, será discutida no momento do divórcio. Abraço.

  • Manuel Radaelli

    Creio que o numero de casamentos aumentará, mas não creio que as pessoas passem a pensar “ta mais fácil divorciar, então vamos casar” … isso deve servir mais pra quem faz aqueles casamentos por negócio. hahaha

    Acho que quando a pessoa casa, pelo menos pra mim, é porque ela quer mesmo estar E permanecer junto.

  • http://www.facebook.com/diegobcampos Diego Campos

    Acredito que a desburocratização dos processos é sempre bem vinda, uma vez que o judiciário está atolado de processos que demoram anos até serem desfeitos. Não acredito que isso influencie negativamente na estrutura familiar porque esse “tempo de molho” só faz arrastar um processo chato e que muitas vezes é traumático para os envolvidos.

    Alexande, o texto tá excelente! Agora acredito que a linguagem ficou um pouco rebuscada de mais, podia ser um pouco mais 'descontraída' e com termos mais utilizados no dia-a-dia. Sei que é difícil para a maioria dos advogados utilizar uma linguagem mais simples em termos escritos pq meu pai é advogado e às vezes um bilhete que ele deixava em cima da mesa mais parecia um ofício…

  • Leonam_mello_

    acredito que mesmo com todos os benefícios da desburocratização, o casamento vai ser ainda mais banalizado e transformado em um grande negócio.
    Fico pensando em quantas Stephanys Brito aparecerão agora, casando umas 15 vezes durante a vida.

  • Chil_raquel

    Concordo com o Zeve,por que ir contra essa lei é ser moralista? Existem muitos adultos egoistas que tomam decisões precipitadas em seus relacionamentos e não pensam em seus filhos as vezes muito novos e que sofrem com suas atitudes crescem traumatizados mal instruidos .Até parece que a grande maioria da sociedade brasileira esta pronta para viver com leis muito que nos dão extrema liberdade,ai é que a coisa descamba mesmo.

    Abraços.

  • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

    De fato, Shâmtia

  • Luara

    Texto super interessante, da minha “área”. Eu acho válida qualquer reforma que visa agilizar o judiciário e poupar dor de cabeça a população. Sobre a banalização do casamento, não acredito que a facilidade do divórcio vá mudar isso. o problema em questão é outro e não é colocando dificuldades no divórcio que ele irá melhorar. Penso que hoje há uma tendência para as uniões informais e talvez muitas dessas virem casamentos.
    Acho uma boa opção. Sobre os que se mostraram radicais , lembre-se que a sociedade muda, as relações sociais mudam e as leis e as pessoas tem que se adequar a essa realidade.
    Como toda mudança existem os que gostam e não gostam, ora bolas.

  • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

    Obrigado, Diego. Boa sorte na sua graduação.
    Fique atento aos novos posts.
    Um abraço.

  • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

    Obrigado pela dica, Diego! Um abraço.

  • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

    Reiterando, “acredito que com essa nova mudança não haja nem estímulo e nem cerceamento da reflexão das partes envolvidas. Cabe a cada um tomar de forma centrada as melhores decisões pra sua vida. Um abraço.”

  • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

    Exato, Luara. Obrigado pela sua contribuição.

  • Wearamos

    Os fantasmas da ditadura militar (e de toda forma de repressão), que contribuíram para a Constituição Federal de 88, seguem com os seus assombros: ajudam a legalizar as consequências e a burocratizar as causas. Explico: mais do que se preocupar com os “sofrimentos” advindos com a separação (esta uma pseudo liberdade), o Estado deveria investir em Educação Sexual e Familiar. No entanto, não se tem competência (leia-se “vontade”) para se elaborar leis de prevenção e se criam leis de “conformidade”. Assim, disfarçadas de Direitos Individuais, as sequelas que resultam da ausência de referenciais se tornam valores e os valores são taxados de artigos “caretas” ou ingredientes de alguma censura religiosa. Querem que o indivíduo tenha a liberdade para decidir, mas não lhe dão as ferramentas necessárias para que isto aconteça. Por que é mais fácil se criarem leis para uma separação “feliz” do que uma legislação que oriente um casal antes do “sim”? Abraços.

  • David

    Concordo, deveriam abolir o casamento de vez pois não há mais sentido para o mesmo. É uma instituição falida.

  • 1bertorc

    Um avanço, eu discordo da visão de que casamentos de 20, 25 anos que acabam 'não deram' certo,
    deram certo sim e muito. É claro que há problemas especialmente para os filhos, mas pior para os
    filhos é manter um relacionamento de aparências.
    Eu não acho também que os casamentos estejam fracassando mais por 'falta de cuidado' do estado,
    não acho que o mundo esteja mais promíscuo por isso. Uma das coisas que mudou é por que as
    mulheres hoje em dia são mais independentes e não se sujeitam aos abusos que se sujeitavam no
    passado. Para mim este equilíbrio no casamento faz mais bem do que mal aos filhos.

    • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

      Excelente ponto de vista.

  • Radamanto

    Sou contra a discussão de culpa no processo de divórcio, primeiro porque isso seria uma gambiarra jurídica, eis que o certo seria discutir a culpa na ação de separação, segundo porque roupa suja se lava em casa e o Estado não precisa saber quem foi culpado ou inocente da derrocada conjugal.

    Já existem estudos em que a “onda” agora, no mundo sentimental e relacional, é a monogamia sucessiva, ou seja, a pessoa tende a se casar várias vezes na vida, sendo que o fim “dos prazos” para separação e, não da separação em si, só veio como elemento facilitador dessa tendência.

    Curial enfatizar, que não há revogação expressa da separação, apenas não existe mais necessidade da reparação antes do divórcio. Pelo visto, diante deste hiato jurídico, o casal ainda pode optar pela separação mesmo não sendo ela necessária ao divórcio.

    Enfim, acho que o mundo moderno está perdendo a graça com todo esse liberalismo, pois quando o pecado começa a ser visto como algo normal vai-se embora metade do prazer… :P

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Guilherme, eu acredito que deveriam ter essa maturidade e se não tiverem, não creio que caiba ao Estado saber quando e porque as pessoas devem se divorciar. Eu acho que a gente, como membro da sociedade, já espera que o Estado resolva tanta coisa, ao invés de se mobilizar qual o motivo de esperar que estado resolva os problemas do meu relacionamento conjugal?

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Também sou completamente contra a discussão de culpa.

    Se o cara traiu, por exemplo, isso não significa que não pode ficar com os filhos. Qual o critério para definirmos se a mulher traída vai cuidar melhor dos filhos em relação ao pai garanhão? Eles estão em pé de igualdade, isso tem de ser definido por outros termos (grana, disponibilidade, vontade, tempo, escolas ao redor de ambas as casas…).

    Abraço.

  • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

    Meu nobre Gustavo, ser completamente contra a discussão da culpa pode ser algo perigoso.

    Quão prudente seria conceder a guarda de um filho, hipoteticamente, a um pai dependente químico, agressivo e cheio da grana e da mesma forma quão justo seria uma mulher adúltera, promíscua e libertina receber 1/3 do salário do ex-marido?

    Um abraço.

    • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

      Cara, é mais ou menos isso. A culpa gera ônus e bônus às partes em qualquer esfera jurídica.

      Quanto à pensão, é algo como uma compensação ao tempo que um dos cônjuges se dedicou somente ao casamento, enquanto o outro trabalhava e crescia profissionalmente. Mudou-se muito o pensamento acerca da pensão, e hoje em dia os Magistrados têm concedido um tempo hábil para que teoricamente a parte se qualifique e se insira novamente no mercado de trabalho. Tudo tem sido decidido de forma muito subjetiva.

      Abração e obrigado por fomentar a discussão do artigo.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    E o que isso tem a ver com culpa? Eu não entendo nada de Direito, mas pra mim “culpa” é o seguinte: “você fez algo de errado, então vai ser punido”.

    Se o cara é dependente químico, ótimo, eis um ótimo critério para definir a guarda de uma criança, mas isso cabe à análise de uma assistente social, não?

    Ou seja, não entendi sua discordância, eu concordo contigo.

    Em relação à traição, acho que pensão deveria ser apenas para filhos. Não faz sentido você pagar para o outro e muito menos alegar que não vai pagar porque ela te traiu, é “libertina”. Tsc, tsc…

    Numa relação sem filhos, por que um cara não pode dar fim a uma relação, do nada, sem motivos, e sair sem pagar lhufas pra mulher? E por que uma mulher não pode fazer o mesmo?

  • Kati

    De fato essa mudança facilita a vida das pessoas. Ela não banaliza o casamento, apenas espelha a banalização que a própria sociedade construiu. Mas a tristeza do desfazimento de um laço familiar não está em seu processo e sim na própria quebra (de confiança, de cumplicidade, de respeito, de pratos e vínculos).

    Até.

    • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

      Ótimo comentário, excelente ponto de vista, Kati.

  • Claudiaglyra

    Seu texto está mesmo excelente. Mas vou discordar quando você diz que se deve trazer para o divórcio as discussões sobre “culpa”, guarda, pensão, partilha etc. Não vejo sentido em se atrasar a dissolução do vínculo matrimonial por conta dessas questões periféricas, questões estas que podem ser analisadas em processos autônomos. De qualquer forma, adorei seu artigo. Beijins!

  • http://twitter.com/LeLawyer Alexandre Nunes

    Claudia, obrigado pelos elogios e pela sua contribuição. Respeito e entendo seu ponto de vista, que é inclusive compartilhado por muitos doutrinadores. Porém, penso que não há que se discutir em processos autônomos particularidades de uma relação jurídica que já não existe mais.
    De qualquer forma, como citei no artigo, são somente ilações e toda análise ainda é muito prematura, portanto todos os pontos de vista são concebíveis.
    Um beijo.

  • Guilherme

    Para que os homens não deixem as mulheres “na mão” em muitos casos.

    Estamos em sociedade e não no meio do mato, tem que haver regras senão vira bagunça. Essa lei na minha opinião é uma piada, o que eu tinha falado em posts anteriores foi deveras irônico.

  • Guilherme

    Respondendo o teu comentário:

    - Quando o cara trai a mulher e tem filhos ele não está traindo apenas a mulher… Na minha singela opinião ele tem mais que pagar pelo ato falho que cometeu (no bolso dói mais). Se quiser viver a vida em uma grande festa, que seja solteiro.

    Hoje em dia é muito fácil ter amantes, difícil é honrar a palavra de união dada para com a esposa; complementando, homem que é homem honra a sua própria palavra.

    Abraços e felicidades.

  • Luiz Gustavo

    Na prática, hoje não se discute mais a “culpa” na separação. As partes apenas informam ao juiz que a convivência tornou-se insustentável e ponto.
    Até porque a culpa na separação já não tem o efeito outrora atribuído pela Lei. Ainda que um cônjuge tenha dado causa à separação, subsite o direito ao nome, aos alimentos, à guarda dos filhos etc.
    Aliás, existem doutrinadores e magistrados que afirmam que na maioria das vezes nunca a culpa é de apenas uma das partes. Cada caso é um caso.
    Ao meu ver a Emenda Constitucional foi correta – legalmente e socialmente falando – pois adequou e trouxe para a legalidade o que ocorria na prática.

  • Amora

    Penso que o Estado só tomou esta decisão para que as pessoas não tenham tempo de articular pensões e etc. Pensem bem, o cara separa HOJE da mulher, daqui a 03 meses ele morre num acidente de carro. Ela, que passou mais de 15 anos casada com ele, não terá direito à pensão por morte, por uma pequena coincidência de 03 meses… Pra mim o Estado tá dando uma de esperto desprotegendo o cônjuge que acabou de se separar.

    Mas, claro, cabe às PESSOAS definirem quando e porque se divorciarem. Mas, particularmente, acho que o prazo muito curto impede que se tome iniciativas mais protecionistas seja pra um, seja pra outro.

    Quanto ao casamento…sabemos que tem a mesma validade da união estável. Mas penso que casar no civil é uma prova de comprometimento com seu parceiro. Essa coisa de junta daqui, junta de lá é fria. Quando seu parceiro morre você tem que sair correndo atrás de papelada pra provar que REALMENTE era mulher dele. E como fica o plano de saúde? E os bens adquiridos juntos? Como provar que vc pagou juntinho com ele aquelas prestações das Casas Bahia?
    Casamento é compromisso, junta-junta é pura esculhambação.

  • http://twitter.com/PnogueiraSCCP Patrick Ferreira

    È como se papeis fossem de importancia para manuntenção de casamento,serve apenas para divisão de bens e guardas de filhos, mas nada que vá causar uma revolução nos divórcios ou casamentos.

  • Caco Mello

    Ótimo texto e estou me deliciando com os comentários de todos, mas como um bom fotografo queria saber, qual a fonte onde você (e todos os outros integrantes do PdH) tiram essas fotos!?
    Parabéns!
    Abraços!

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Caco, quando as fotos são achadas no Flickr ou em algum site com crédito, damos os devidos créditos com link. Mas muitas são achadas em tumblr, sem crédito algum, aí não tem como dar crédito.

  • Thiago

    Bom texto! Bom ponto de vista na minha opinião.
    Sou hiper a favor do casamento e veementemente contra o divórcio já que ainda vejo o casamento como algo sagrado em uma visão espiritual. O passo de casar deveria ser extremamente bem pensado e ponderado. Após o casamento deveríamos nos responsabilizarmos pela sua manutenção prinicipalmente nos tópicos que alimentam uma relação. Quando casamos, entendemos que assim o fazemos por que temos sentimentos positivos em relação a outra pessoa, porém não queremos ter o trabalho, e dá muito trabalho, de mantermos isso intácto. É mais fácil viver sempre o primeiro amor iniciando novamente. Contudo não desvirtuando o assunto, já tendo o feito, concordo com a nova forma de lei, já que apenas corrobora com uma decisão já tomada a qual não é o estado que pode se responsabilizar pela mesma.
    Abraço

  • Geraldo Jose Vieira

    A emenda Constitucional 36, em respeito a Democracia e a real vontade do povo brasileiro,O estado de forma clara deixou de intervir nos assuntos intimos de seu povo. equiparando dos dieitos do casamento ao de Divorcio.ambos os direitos, podem ser exercidos sugundo a vontade do casal.
    Sem interferencia do Estado em suas decisoes.

  • Lineide

    O que falta quando há  separação de um casal com filhos, é a falta de  diálogo para com os mesmos.Sou separada e tenho uma filha, no  entanto  desde que percebi que não dava mais para suportar a união insuportavél presenciada por ela, expliquei -lhe que ninguém é obrigada a viver com outra desta forma e que o melhor seria  separar. Passei 7 anos empurrando com a barriga achando que as coisas iriam fical legal É muito? É pouco? Só sei dizer que foi complicado .Separamos, ela quis ficar comigo,ela não cobra nada da separação, passamos um ano sem falar com o pai e hoje nos damos muito bem, mas cada um na sua, claro.O que dói mais, separar ou ficar numa ralação que já existe principalmente respeito? Sim porque quando o respeito acaba os outros sentimentos viram ervas daninhas na vida das família.

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