Ego, um inimigo?

Breno Spadotto

por
em às | Atitude, Debates


Ego. Fala-se muito do ego e também critica-se muito por conta do ego. Minha intenção nesse texto está longe de entrar em conceitos e explicações técnicas. Porém, há um ponto que é importante ter em mente desde já: não estou usando o termo no sentido psicanalítico, mas no senso comum mesmo, como sendo a fixação a uma identidade e seus mecanismos de defesa, orgulho, culpa etc.

Esse texto tem sim a intenção de fazer com que aconteça ai dentro uma reflexão. Eu lanço a dúvida e vocês respondem por conta própria. Quando chegar ao final, talvez seja notável o quão aplicáveis são os pensamentos do filme Clube da Luta.

A ideia desse texto surgiu com um texto no Fórum PdH, “Carta ao Ego”.

Pensem em como as mais diversas invenções humanas tiveram e ainda têm muitas utilidades, para o bem ou para o mal. Armas de fogo, que hoje matam. Carros, que hoje matam. Facas para os churrascos de domingos, que hoje também matam. Do mesmo modo, a influência que seu ego exercerá sobre você vai depender de como você o trata e o encara. Caso não consiga domar a fera, ele se apresenta como seu inimigo.

O que infla seu ego?

O ego como inimigo profissional

Não estou falando do já conhecido pensamento de que a arrogância vai te detonar dentro de uma empresa, mas sim de como as suas inseguranças podem ser deliciosamente confortadas pelos elogios, muitas vezes repletos de segundas intenções.

Todos nós somos vendedores. Alguns vendem produtos, outros ideias, outros vendem causas. Para isso existe, dentre vários, um modelo de venda – se assim posso chamar – que ganhou minha atenção: o modelo do castelo. Nós somos feitos de inseguranças e daquilo que mais damos valor – muitas vezes sem deixar explícito. Isso que nós damos mais valor e não deixamos explícito é o nosso castelo.

Pode não parecer, mas todo castelo é feito de cartas. Ou de areia.

Portanto, assim que superiores e chefes mal intencionados notarem uma insegurança habitando o castelo do “reconhecimento a toda hora”, por exemplo, os elogios brotam de maneira excessivamente assustadora.

“Você tem sido uma peça fundamental dentro dessa empresa, com uma capacidade incrível de se diferenciar do restante!”

Todos já ouviram algo do tipo, mas quantos analisaram o que de fato foi realmente feito no sentido de “se diferenciar do restante…”?

Os elogios por si só não são problemas e nem apresentam ameaças. O problema começa quando chegam os pedidos e as solicitações vindas depois dos elogios. Seria mais ou menos um: “Eu te elogiei, você é foda, agora preciso que faça isso pra mim…”. Ética, moral, profissionalismo, enfim, muitas vezes são deixados para trás quando existem interesses maiores em jogo.

O ego, quando não tido com cuidado, causa cegueira. Uma vez cegas, as pessoas vão para onde são levadas, sem reais questionamentos e análises.

O ego como inimigo pessoal

O ego vai se transformar em inimigo pessoal quando limitar e bloquear qualquer atitude que seja autêntica e verdadeira de qualquer pessoa.

Você provavelmente já esteve em uma mesa de bar ou em uma reunião informal qualquer onde uma pessoa se passa por “melhor que todos” a noite toda. Conhece todos, sabe de tudo e tem a vida que o pessoal aí fora sonha em ter. Ela é referência em todos os tipos de assuntos (para si mesma, claro).

Essa é uma situação onde o ego se transforma em inimigo pessoal, já que a cegueira não vai deixar enxergar o quanto aquilo não é um diálogo saudável. É chato, é pedante, é meio que “Pelo amor de Deus, eu preciso da aprovação de alguém”.

Outra situação em que o lado obscuro do ego grita “Oi, estou aqui!” é quando a autoconfiança vem sem o restante da fórmula: a humildade.

Já vi cenas onde o equilíbrio foi pro saco e as coisas deram errado. Já vi pessoas cantando a vitória, sem ao menos olhar para frente. Você provavelmente também já viu algo parecido. Veja esse vídeo como uma metáfora dese processo e dê quanta risada quiser:


Link YouTube

Esse feito aconteceu em um jogo turco e ilustra melhor o que venho chamando de cegueira ao longo do texto. É literalmente uma cegueira. Não que a pessoa não consiga ver, mas na verdade não quer ver.

O mundinho do ego e a imensidão da realidade

Numa dessas conversas que tenho com meu pai, ele me disse algo – sem saber desse texto – que acabou se tornando útil em praticamente tudo na minha vida. Se é útil na minha, pode ser na sua. O fato é que ego em excesso prejudica. Mas como então trabalhar isso, dia após dia, para que se tenha um certo controle?

O conselho do meu pai vai mais ou menos assim: sempre que você estiver enfrentando um problema sério, pare e imagine o que aquilo significa para o universo, e o quão grande é realmente o seu problema. Chega a ser engraçado o resultado desse pensamento. Engraçado porque a consciência bate e fica claro que aquilo pode sim ser enfrentado, e que acaba sendo mínimo se comparado a tudo isso que nos cerca.

Comecei a entender que esse pensamento não serve somente para problemas, mas também para as vitórias. Assim que vencer algo, chegar a um objetivo, comemore, faça o que der na cabeça, mas saiba que aquilo é a comemoração de uma fase, de uma conquista, e que amanhã novos desafios virão. Desse jeito, evita-se a cegueira.

Se quiser ver isso de maneira mais clara, vai precisar ver esse vídeo abaixo (também retirado do Fórum PdH):


Link YouTube

Clube da Luta: “Você foi avisado”.

O filme Clube da Luta, assim como um trecho da “Carta ao Ego”, sustenta o pensamento de que você é pequeno, às vezes insignificante para o resto do mundo. Alguns dizem esse pensamento é destrutivo e desmotivador. É desmotivador, sim, se levado ao extremo. Imagine uma pessoa que ainda não sabe muito bem quem ela própria é: com um pensamento desses boa coisa não sai, com certeza.

Da mesma forma que não se deve levar esse pensamento ao extremo, também não se deve cair na tentação de generalizar os exemplos desse texto, sabendo que existem uma miríade de pessoas e as empresas não têm filosofias e culturas idênticas.

O vídeo abaixo mostra o que é exibido num só frame, como um easter egg, no início do filme no DVD. Por não se tratar de uma parte do filme em si, não dá para pausar, mas alguém fez o trabalho para nós e deixou no YouTube. Tyler deixa seu recado:


Link YouTube | Dê pause no YouTube para ler em inglês ou veja a tradução abaixo.

“Se você está lendo este aviso, então isto é para você. Cada palavra lida deste texto inútil é um segundo perdido da sua vida. Você não tem nada mais para fazer? Sua vida é tão vazia que você não consegue vivê-la melhor? Ou você está tão impressionado com a autoridade que você respeita em todos aqueles que a exercem em você? Você lê tudo o que deveria? Pensa tudo o que deveria? Compra tudo o que lhe dizem para comprar?

Saia do seu apartamento. Encontre alguém do sexo oposto. Pare de comprar tanto e de se masturbar tanto. Peça demissão. Comece a brigar. Prove que você está vivo. Se você não reinvindicar sua humanidade, você se tornará apenas estatística.

Você foi avisado.” –Tyler

Dois relatos

Falando com algumas pessoas que conheço, elas se interessaram pelo assunto e aconteceu o convite para contribuírem com o texto.

A primeira trabalha em uma emissora de TV e não quis se identificar e pediu para resumir a história:

“Eu entrei lá com humildade, querendo aprender e realmente dar o sangue para ter em troca todo o conhecimento que aquelas pessoas tinham para me passar. Quando era necessário – por motivos diversos – eu substituía o apresentador do programa. Sempre me empenhei nas matérias que fazia, e me deliciava com a experiência de poder apresentar um programa, portanto, fazia bem feito.

A repercussão foi ótima, todos gostavam de mim. Prova disso foi o dia em que numa reunião geral, decidiu-se que não mais ele (apresentador), mas eu apresentaria o programa. Foi o pingo que faltava para ver o ego de alguém tão ferido, e deixando de lado todos os sinônimos de “racional”.

O fato mexeu tanto com ele – que tem muito mais tempo de emissora que eu – e fez com que ele tivesse sérias conversas com quem mandava ali dentro. Fez que fez, e não me deixou apresentar o programa. Eu aceitei o fato na boa, estou começando, e até hoje, talvez pela ferida que ficou, ele me cutuca durante a apresentação do programa.”

Taynã Araújo, que tinha um blog (nada) secreto, até que eu soubesse dele:

“Nunca tinha parado pra pensar sobre o ego antes de receber esta proposta. Achei interessante, porque tudo o que vive dentro de mim, escondido lá no fundo, acaba por não ter fronteira alguma!

Outro dia, meio que pilhada a milhares de planilhas no trabalho, comecei a conversar com a minha gerente que me soltou a seguinte frase: “Toda percepção de inimigo é projeção do ego como inimigo”. Isso me fez crer que a maior parte dos nossos inimigos nós é que criamos. Criamos um inimigo que na verdade é uma ameaça para o ego.

Todas as pessoas que alimentam o egocentrismo por algum motivo precisam de holofotes, de reconhecimento excessiva, de auto-afirmação. E não suportam que isso aconteça com o outro ao lado.”

Cena de Clube da Luta.

Você, leitor, o que acha disso?

Agora é com vocês, leitores PdH. Depois de toda essa conversa, apareceram algumas perguntas e talvez muitas respostas sobre o assunto por aí, tenho certeza. Compartilhem conosco.

Breno Spadotto

(Quase) publicitário e apaixonado pelo comportamento humano. Acredita que as coisas só vão para frente se a causa for abraçada: "Take your risks, live your dreams". Pretende escrever de frente para o mar daqui a alguns anos. No Twitter, /@bnospadotto.


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89 comentários

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  • http://www.facebook.com/people/Pedro-Brasil/100000507453002 Pedro Brasil

    Pois bem, exelente texto! isso é bom pra pensar na matrix social que estamos e aprender a se livrar dela.

  • http://twitter.com/fabioloezer Fabio Loezer

    Massa Breno, belissimo texto!

    Parando pra pensar e refletindo sobre o texto, é realmente incrível como, essa nossa “força” interna, o nosso “eu” interior, é que dita praticamente todas as nossas ações e como não temos a percepção disso, acabamos perdendo o controle sobre nós mesmos.
    Nos deixamos levar por atitudes alheias (elogios, criticas, comentários, conselhos), não que devessemos fechar as portas para isso, mas temos que aprender a digerir as informações que recebemos, e assim como nosso organismo, aproveitar o que for bom, agregar, e o que não for, expelir, tudo que não irá agregar de alguma forma para nós, deve ser recusado.

    Abraço !

  • Breno Spadotto

    Fala Pedro. Valeu pelo comentário. E quanto a Matrix Social, tô contigo.

    • Fabiomantezi

      Breno,

      Uma indicação para todos: vale a pena ver o filme “Revolver”, escrito e dirigido por Guy Ritchie.

      Realmente, vale a pena…

      “O maior inimigo se esconderá onde você menos espera” (Julio César, 75 A.C.)

  • Breno Spadotto

    Faaaala Loezer.

    Cara, é exatamente isso. Se a gente parar pra pensar – o que alguns não fazem – vamos ver que é tudo vindo de dentro.

    Abraço!

  • Mauricio Sb

    O maior inimigo do homem, é seu próprio ego. Já dizia o meu pai.

  • Daniel Guichard

    Gostei muito do vídeo sobre o tamanho dos planetas (ou de nossa pequenez).
    O ego é inerente à condição humana, assim como o é a racionalidade. No entanto, essa noção de que somos fisicamente tão inúteis e inobserváveis no universo alimenta a necessidade de sermos notados, de nos sentirmos especiais. Únicos. E ainda que juras de amor tentem suprir isso, não os somos.
    É assim desde nossa infância, quando somos o pequeno centro em uma família – queremos prolongar essa atenção, desejamos que assim seja nosso status quo. Queremos acreditar que somos importantíssimos, indispensáveis, e também em cima desse pensamento impulsionamos nossas relações com os outros. É justificável, quando passamos a existência presos a um corpo que define a nossa materialidade. Todavia, não é defensável levar-se tão a sério, afinal você simplesmente não é importante, e toda vez que seu ego falar mais alto, a experiência vai fazer o trabalho para que você tropece nele. Autoconfiança é reconhecer o seu real tamanho diante das coisas e lidar com isso, sem se menosprezar ou se engrandecer.

  • Daniel Guichard

    Gostei muito do vídeo sobre o tamanho dos planetas (ou de nossa pequenez).
    O ego é inerente à condição humana, assim como o é a racionalidade. No entanto, essa noção de que somos fisicamente tão inúteis e inobserváveis no universo alimenta a necessidade de sermos notados, de nos sentirmos especiais. Únicos. E ainda que juras de amor tentem suprir isso, não os somos.
    É assim desde nossa infância, quando somos o pequeno centro em uma família – queremos prolongar essa atenção, desejamos que assim seja nosso status quo. Queremos acreditar que somos importantíssimos, indispensáveis, e também em cima desse pensamento impulsionamos nossas relações com os outros. É justificável, quando passamos a existência presos a um corpo que define a nossa materialidade. Todavia, não é defensável levar-se tão a sério, afinal você simplesmente não é importante, e toda vez que seu ego falar mais alto, a experiência vai fazer o trabalho para que você tropece nele. Autoconfiança é reconhecer o seu real tamanho diante das coisas e lidar com isso, sem se menosprezar ou se engrandecer.

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Não gostei do começo do texto, não me fisgou, mas fui seguindo.

    Gostei da metáfora sobre o castelo, e a coisa me fisgou no vídeo do goleiro turco. Materialização perfeita de sua fala.

    O conselho de seu pai calou fundo aqui dentro, teu velho deve ser um homem sábio, Spadotto. Diga a ele que vou levar esse conselho comigo, vida afora. E quanto toparmos, o whisky é por minha conta. ;D

    Ao final, ambos relatos reais foram fundamentais pra cair a ficha sobre o maior erro profissional que cometi em minha vida – o qual não convém relatar em detalhes -, que foi fruto direto de… ego.

    Em suma, belo texto. Quero ver uma boa e franca discussão surgindo aqui.

  • Ere Magalhaes

    Penso, o ego parece ser a valorização dos pequenos desafios que superamos (ou não). Merece atenção, obviamente. Porém é importante reconhece-los como parte de um processo MAIOR.

    Assim como alimentar o ego de um indivíduo pode ser uma forma de manipulação de interesses, visando aqueles que dão valor aos pequenos afagos.
    Ou seja: “alimente meu ego por um instante, que farei o que quer”

    Muito bom texto.

  • http://twitter.com/gabrielvinicius Gabriel Alves

    Fantástico!

    Ego sempre causa problemas, principalmente em pessoas que sempre são movidas a elogios.

    Um grande transtorno também que o ego causa é a pessoa por conta de um cargo ou bem material conquistado acaba perdendo amigos, namorado(a) e convivência com familiares.

    Assim como já foi dito devemos ter controle daquilo que bom ou não durante o dia a dia para que não sejamos destruídos pelo nosso ego.

    Abraços.

  • http://twitter.com/Buritti Vinicius Buriti

    Eu gostei do texto. Aquela comparação dos nossos problemas com o tamanho do universo eu já uso. Se você assistir o filme “Colateral” o personagem do Tom Cruise fala algo mais ou menos assim no filme. Só que eu acho que “eu” é algo que de certa forma “non ecziste”. Eu sigo algumas filosofias meio budistas/taoistas, pra mim o universos está em constante mudança, não tem como você falar que é de uma maneira ou outra. Por exemplo você não pode falar que é um inútil e etc. o máximo que você pode falar é que fez algo estúpido.

    A unica coisa que realmente existe é o presente. Dizer que você é de um jeito ou outro é de certa forma vincular o seu futuro ao seu passado.

    Eu sigo aquela frase do Raul Seixas: “Prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.”

  • http://www.facebook.com/people/Daniel-Zanzini/1835617874 Daniel Zanzini

    Ego, Eu. Sua própria essência.

    Obviamente, não podemos deixar que o ego nos deixe cegos. Mas temos que lembrar também, que não podemos deixar nosso ego murchado. Como se fossemos insignificantes perante tudo e todos.

    Essa é a peça mais importante para qualquer pessoa, é como você se posiciona perante os desafios.O jeito mais fácil de controlar isso, é se conhecendo. Não deixe que os outros falem o que você vale. Você deve saber isso. Você deve controlar a hora de ser humilde, e a hora de ser superior. E não deixar que um simples elogio controle isso.

    Daí sim seu ego deixará de ser um inimigo e passará a ser um aliado.

  • Wesley Rosa

    Porra.. agora eu vejo o quanto é horrivel ter coisa pra caralho pra falar e não souber se expressar de forma adequada.

    Enfim:

    Sobre as ramificações de vida profissional/pessoal, Eu/ego. É a Minha Vida e Eu. Eu não sou o Duas Caras do Batman(nem vocês).

    Não gosto da ideia do “Clube da Luta” de sermos a merda do mundo. Não sei vocês, mas eu não sou a merda do mundo. E pra mim, não sou insignificante.

    Sobre a ideia de “tem sempre alguém mais na merda que você”; “você é um 1/4 de nada em comparação ao universo”. Isso não é parametro, porra. Eu to pouco me fodendo se alguém com está pior que eu, caso essa pessoa não seja uma criança. Por que que as pessoas tem essa ansia de se comparar com os outros? Gostaria de descobrir.

    Gostei do video do goleiro turco. Significa que o goleiro se acha. E pior, que é um incompetente.

    Se Muhammad Ali disser: I Am The Greatest. O que você irá pensar? “É verdade” ou “modafoca convencido desgraçado”? Provavelmente 2 + “mas” 1.

    Qual é o tamanho do ego de um cara desses? E o mais importante: O quanto o ego dele o ajudou?

    Sobre o Neymar:

    Ele é um moleque? É.
    O moleque tem potencial pra ser melhor que o melhor? Tem.
    Ele é milionario? É.
    Sabe o que pode acontecer com ele? Boicote. Não porque ele se acha, mas por causa da reação que ele causa no ego frágil das outras pessoas. Não ficarei surpreso caso veja no UOL daqui a algum tempo : “Neymar fratura fêmur em jogo do Santos/Chelsea”.

    Mas tirando tudo isso eu gostei do texto. É só não ser uma putinha clamando por atenção.

  • Luh

    Incrível o texto!!

    O ego em excesso pode destruir todas as nossas conquistas, as conquistas dos outros e nos afastar das pessoas..como você falou das pessoas que precisam chamar atenção e esquecem até da humildade!
    Adorei o exemplo do goleiro..ele tão auto-confiante de que era o melhor, que tinha defendido o penalti..saiu e deixou a bola entrar! O ego em excesso acabou com a sua conquista!
    Como sempre é preciso encontrar o equilíbrio em tudo na vida!!

    Parabéns pelo texto! Já recomendei a todos no meu twitter!

    Beeijos querido!

  • http://twitter.com/RickFerreira Henrique Ferreira

    É exatamente isso, nós mesmos criamos os maiores inimigos, principalmente pelo medo em ferir nosso ego, e isso nunca é bom por dois motivos:

    Não o deixa arriscar, pelo medo das consequências e nos prende em mundo que “poderia ser diferente”

  • Lucas

    Eu não sei quanto a todos vocês, mas esse texto me paralisou por alguns instantes.. Se a carapuça serve.. já viu!

    Valeu PdH pela reflexão

  • Italo

    Com certeza nós criamos a maior parte de nossos inimigos.Tenho um amigo que tem os mesmos problemas citados acima,até eu tenho.O que nos resta é lidar com isso da melhor forma possível,sabendo aproveitar nossos momentos de glória,mas sem tirar os pés do chão e também superar nossas dificuldades.Um dos melhores textos que já vi por aqui,parabéns!

  • Italo

    Com certeza nós criamos a maior parte de nossos inimigos.Tenho um amigo que tem os mesmos problemas citados acima,até eu tenho.O que nos resta é lidar com isso da melhor forma possível,sabendo aproveitar nossos momentos de glória,mas sem tirar os pés do chão e também superar nossas dificuldades.Um dos melhores textos que já vi por aqui,parabéns!

  • Anônimo

    Engraçado, um dia passando por um problema tive a mesma idéia de seu pai “o universo é tão grande, tantas coisas realmente importantes acontecem, por que vou me preocupar com situações tão insignificantes?”. E era o que mais me dava, e dá, conforto em tempos difíceis. Procuro sempre ser humilde e nunca “cantar vitória” ou me sentir acima de tudo, não importa qual situação, mas sinto que necessito muito da aprovação dos outros. Mas vou indo, mas uma falha pra eu (tentar) corrigir.

  • Taynã A.

    Gostei bastante do texto, o exemplo do goleiro calhou bem, vejo essa cena sempre por aí haha. Pessoas quando conseguem que outras deixem seu ego em alta, sempre esquece do começo e é bem isso, não buscam pensar o porque daquilo, ou pra onde aqueles elogios mal intencionados desejam as levar. É claro que somos cobrados o tempo todo, e pra mim elogios constantes é a prova não só que estamos fazendo o certo como estamos sendo pressionados para fazer melhor cada vez mais; o bom no trabalho, nunca pode ser suficiente mas se você tiver os pés no chão pode chegar onde quiser!

    Parabéns pelo texto Breno, dá pra refletir bastante e bora por em prática!

  • http://www.rafael-olah.info/ Rafael Olah

    O texto foi otimo, uma grande perspectiva principalmente na parte que projetamos o ego em outra pessoa mas isso nem sempre é verdade.

    Toda percepção de inimigo é projeção do ego como inimigo”. Isso me fez crer que a maior parte dos nossos inimigos nós é que criamos. Criamos um inimigo que na verdade é uma ameaça para o ego.

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Eu acho que o vídeo do goleiro, resume tão bem a idéia que talvez nem fosse necessário texto!

  • http://www.facebook.com/leonora.ling Leonora Berrini

    Algo que venho reparando muito em mim mesma e em diversas pessoas ao meu redor, vem muito desta sua fala no texto, a respeito do ego, do egocentrismo. Pessoas que buscam agir de forma mais humilde perante o que na visão delas seria uma “derrota”, para a partir do momento que se reerguem, se tornarem quase que reféns do ego. Ou pessoas que não suportam qualquer crítica mais direta ao seu ego, rejeitando aqueles que lhe direcionaram a crítica. Ou alguém como eu mesma, que ao observar casos assim ocorrendo, tem de contar até 1000 para não se indispor com a pessoa no auge de seu pedestal, nem tanto por achar aquilo “errado”, mas por ser algo tão inerente de uma certa forma ao meu próprio ego, que se infla com elogios constantemente, ou seja, uma projeção de algo meu em outros. É muito difícil a auto-observação, o “controle” do ego. As vezes conseguimos enxergar com nitidez algo que possa ser tido como “errôneo” em outra pessoa, mas ao enxergarmos o mesmo em nós, modificar isto, é muito difícil, e acho que é algo que exige uma atenção plena, uma dedicação diária, constante, ao longo da vida.

    Excelente texto :).

  • bruno

    Li em algum lugar que nos incomodamos quando vemos alguém tomando atitudes parecidas com a nossas. Fica claro que nosso ego é incomodado por não estar no centro das atenções.

  • Breno Spadotto

    Fala Daniel. Valeu pela participação nos comentários.

    “Autoconfiança é reconhecer o seu real tamanho diante das coisas e lidar com isso, sem se menosprezar ou se engrandecer.”

    Concordo com quase tudo dito acima, na frase citada. Digo quase porque mudaria uma coisa nela.

    Pra mim é preciso ter cuidado com a palavra “lidar”, ela pode representar submissão, aceitação, ficar cômodo. Entende?

    Eu diria que o grande lance é ter sabedoria o suficiente na hora de diferenciar as coisas que são como são e não vão mudar, daquelas que podem sim serem mudadas.

    Portanto, acho importante saber o nosso real tamanho, e sempre que possível ir atrás da evolução.

    Abraço!

  • Breno Spadotto

    Fala GNV!

    Cara, eu olho pro PapodeHomem todo dia de manhã, depois que acordo, e me pego pensando em como as coisas mudaram de 3 anos pra cá. Eu diria que é uma parada duplamente foda, pelo fato de que a idéia inicial era foda, e a maneira como foi/está sendo colocada em prática também.

    E quer saber o que digo por foda? A oportunidade de dar chance pra que aconteça exatamente o que você disse. Pessoas comuns, com pensamentos talvez não muito comuns, podendo expor isso e mais que expor, tocar, e fazer as pessoas refletirem.

    O resto desse discurso eu continuo então com o Whisky em cima da mesa. Breve em Sampa.

    Abraço e valeu pela oportunidade!

  • Breno Spadotto

    Fala Ere. Você pegou o espírito do exemplo do castelo.

    Quanto ao que disse no começo, de valorizar as pequenas conquistas eu tenho a seguinte opinião:

    A pessoa deve sim valorizar toda vitória e conquista. A conquista reforça a idéia de que se está no caminho certo.

    Se você tenho tido sucesso na vida, e sabe que é bom naquilo que faz (teve re forçadores suficientes), precisa contar pra todos que é o que é?

    Concorda comigo que deve sim valorizar todas as conquistas, porém internamente, pra vocês mesmo e não pra fora?

  • Breno Spadotto

    Gabriel, concordo contigo.

    Claro que quando subimos de cargo ou algo do tipo, a função muda e com ela muitas vezes a postura também deve mudar.

    Porém, mudar postura não significa rebaixar ou tratar diferente qualquer pessoa da equipe.

    Bela contribuição! Abraço!

  • Breno Spadotto

    Fala Daniel!

    Exatamente, concordo com o que disse e reforço meu aviso de cuidado no final do texto, dizendo pra não levar ao extremo. Uma pessoa que já se acha um merda e precisa da aprovação que começa a se comparar com o Universo, fica doida.

  • Breno Spadotto

    Fala Vinicius.

    Teu comentário me chamou a atenção. Tenho uma dúvida em relação ao pensamento que você colocou pra gente. Me ajuda a entender.

    Estamos todos em mudanças, você não é algo, você fez ou está algo, ok. A dúvida é: mesmo com mudanças constantes, você acredita que a mudança é completa, ou mudamos sempre aspectos de certa forma superficiais em relação ao “Eu” ?

  • Breno Spadotto

    Wesley, quem você vê com mais credibilidade?

    - Você acredita em alguém que fala as suas 3 maiores qualidades pra todos na mesa, ou em alguém que não está nem na mesa, mas as pessoas estão listando suas 3 maiores qualidades?

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Spadotto, responde cada um diretamente após o comentário, com o botão “Responder”, fica mais organizado.

      • Breno Spadotto

        É, vi isso aqui só agora. To fazendo já.

  • Breno Spadotto

    Luh, bom te ver por aqui.

    É verdade. O exemplo do goleiro me veio em boa hora. Ilustra direito o que queria dizer.

    Beijo!

  • Breno Spadotto

    Fala Henrique.

    Você tocou num ponto muito bom. O medo.

    Eu particularmente acho o medo extremamente necessário. Mas acho necessário na dose que é pra ser, e não o medo que paralisa.

    Você com certeza conhece pessoas que simplesmente não vivem por conta do medo em excesso, não conhece?

    Valeu pela contribuição!

  • Breno Spadotto

    Lucas, muito bom saber disso.

    Também fiquei paralisado enquanto colocava tudo isso em forma de texto. Colocar no “papel” ajuda a entender muita coisa.

    E obrigado você, pela contribuição.

  • Anônimo

    Clube da Luta, e se for ver profundamente não muito longe de Beleza Americana.
    Na empresa que trabalho, ou mesmo nas fraternidades que frequento, é constante ver cenas em que o ego pode criar situações complicadas, o velho experiente que não aceita o jovem inovador, e por consequencia o jovem que se acha extremamente superior ao velho, se achando em condições de passar por cima deste. Muito importante é saber a hora que devemos ceder e apoiar os que estão à nossa volta.
    Spadotto, seu texto ficou massa!

    • Breno Spadotto

      Fala Diego!

      Teu comentário me faz lembrar do seguinte. Cultura é fundamental. Se em uma empresa, ou em uma fraternidade, todos compartilharem valores semelhantes, pensamentos parecidos e abraçarem de verdade uma causa, a coisa vai pra frente. Exemplo? Papo de Homem.

  • Breno Spadotto

    Italo, valeu pelas palavras, cara.

  • Breno Spadotto

    Luiza, com teu comentário pensei no seguinte: se não fossem as falhas, pontos pra melhorar, isso aqui ia ser chato demais!

    ;)

  • Breno Spadotto

    Tay, valeu pela contribuição no texto. Agregou muito!

  • Breno Spadotto

    Fala Leonardo. Que bom que gostou.

    O vídeo realmente ilustra tudo.

  • Breno Spadotto

    Pois é Rafael. Os nossos monstros, são nossos!

    Valeu pelo comentário. Abraço!

  • Breno Spadotto

    Oi Leonora.

    Acho que o primeiro passo a gente já deu. Saber que existe isso, e que é preciso ter cuidado.

    Em segundo lugar, sobre o pedestal, quem coloca alguém lá somos nós. Ninguém fica no pedestal se ninguém colocar.

    Obrigado pelo comentário!

  • Breno Spadotto

    Bruno, confesso que não entendi muito bem a primeira parte do seu comentário.

    Explica pra gente.

  • Joey Shinoda

    Ai bro fiquei feliz do meu texto ter servido como inspiração pra você, deu até aquela inflada no EGO. UAHAUHUA…

    Medo, é uma coisa que penso muito a respeito, e com certeza conheço duas ou três pessoas que vivem exatamente como você falou: “Paralisadas”

    Abraço.

    • Breno Spadotto

      Fala Shinoda.

      Teu texto me fez pensar um pouco e dar um norte pro começo desse texto.

      Agora, quanto ao medo… é verdade, tem gente que não sabe lidar.

      Abraço e valeu pela contribuição.

  • Tahhprincesa

    Exelente texto! Adorei !! (:

    • Breno Spadotto

      Valeu Tha! ;)

  • http://www.facebook.com/people/Douglas-Henrique/100000196772990 Douglas Henrique

    Acho que alguém quer falar comigo: Dois textos que tratam momentos que eu tenho vivido. Primeiro o do Luciano, agora esse.

    Esse pegou bem mais fundo. Até me ajudou a identificar o meu real problema, já que eu venho criando possibilidades há tempos e discutindo com as pessoas o que pode estar acontecendo sem me focar.

    Não tenho o que dizer sobre o objetivo do texto, tampouco de sua clareza, já que como disseram, o vídeo diz tudo. Mas o que fazer quando seu ego o torna o que você é?

    Eu reforcei minha opinião de que meu ego tem me destruído e me distanciado de novas amizades lendo este texto, mas simplismente estou preso nessa poha. Aí que tá a merda.

    Tentarei adotar novas ideologias pra conter esse sentimento (?). Desculpem o relato.

    Parabéns pelo texto Breno.

    • Breno Spadotto

      Grande Douglas!

      Saiba que o que vou falar agora é minha opinião, e não tenho conhecimento pra aconselhas ninguém nessa área. Mas…

      É um processo reverso. Uma busca por aquele equilíbrio, de saber quando bater no peito e dizer “ganhei!”, e do momento em que você diz “ok, vamos adiante”.

      Existem duas coisas que podem te ajuda.

      1º – O próprio lance que o Shinoda cita no texto dele. Se foda, de propósito, e comece a se sentir bem com isso. Só pra se acostumar. Não é pra só se foder.

      2º – Prática sugerida na Cabana PdH. Acorde sábado de manhã, ou domingo, e vá tomar café da manhã na padaria. Com o detalhe de que você não vai fazer nada muito além de escovar os dentes. Vá com a roupa que dormiu, praticamente. Sente lá, peça o que quiser e coma o teu melhor café da manhã. Bicho, quando você ta bem com a situação, as coisas fluem!

      Forte abraço!

  • Augusto

    otimo post hein ..
    gostei mto das suas colocações e o conselho do seu pai foi fodastico ..
    pensei nisso por um instante..
    e ..
    porra.. eh verdade
    meus problemas sao uma merda mesmo huahau
    vlw ai

    • Breno Spadotto

      Valeu Augusto!

  • Bruno Padilha

    Belo assunto Brenão!!

    E eu acho que o ego é mais do que orgulho ferido e felicidade do reconhecimento… O ego é o “sistema operacional” sob o qual todos nós estamos vivendo. É a matrix cara…

    Eu estou escrevendo esse comentário para você (ou alguém) ler e falar: “CARALHO BRUNO, COMO VOCÊ É FODA!! DA ONDE VC TIROU ISSO? VC É UM GÊNIO!!”

    E eu assumo isso, porque sei que todo mundo é assim. O ser humano é egoísta. EGOista. Vive pelo ego, tudo que pensa, que fala, que faz, são manifestações da angústia fundamental: suprir os desejos do ego.

    Mas o ego não tem fim se for alimentado, só se for acalmado. É nisso que consiste o Budismo, com o conceito de ZEN. Aquietar a mente, se livrar do ego. Atingir a iluminação.

    cara é MUUUUITO pano pra manga, um assunto muito interessante mesmo! A gente conversa mais qq dia!!

    Abração!

    • Breno Spadotto

      Fala Brunão!

      Teu comentário foi ótimo, e concordo contigo.

      O grande lance, que eu vejo como necessário, é usar então o Ego para estimular a evolução. Fazer melhor, pra ser reconhecido, produzir mais, melhorar a vida das pessoas… enfim. Se o Ego foi estímulo pra continuar evoluindo. Ótimo.

      O que não dá é deixar que a cegueira aconteça.

      Exemplo: o goleiro do vídeo. O cara defendeu o penalti. Ele foi bom, e mostrou isso. Já teria o reconhecimento. Mas saiu comemorando, pedindo pra reconhecerem o que já estava reconhecido. E é ai que mora o perigo.

      Abraço e valeu pelo comentário Brunão!

  • Bruno Padilha

    Belo assunto Brenão!!

    E eu acho que o ego é mais do que orgulho ferido e felicidade do reconhecimento… O ego é o “sistema operacional” sob o qual todos nós estamos vivendo. É a matrix cara…

    Eu estou escrevendo esse comentário para você (ou alguém) ler e falar: “CARALHO BRUNO, COMO VOCÊ É FODA!! DA ONDE VC TIROU ISSO? VC É UM GÊNIO!!”

    E eu assumo isso, porque sei que todo mundo é assim. O ser humano é egoísta. EGOista. Vive pelo ego, tudo que pensa, que fala, que faz, são manifestações da angústia fundamental: suprir os desejos do ego.

    Mas o ego não tem fim se for alimentado, só se for acalmado. É nisso que consiste o Budismo, com o conceito de ZEN. Aquietar a mente, se livrar do ego. Atingir a iluminação.

    cara é MUUUUITO pano pra manga, um assunto muito interessante mesmo! A gente conversa mais qq dia!!

    Abração!

  • Heron

    Excelente texto!

    Na hora lembrei de uma frase meio antiga, mas que cabe bem aqui:

    Os homens são perturbados não pelas coisas em si, mas pelo que pensam sobre elas.

    Epitectus, 70 a.C.

    Abraços!!

    • Breno Spadotto

      Fala Heron!

      Concordo totalmente contigo. Não existe, na verdade, realidade. O que existe são interpretações de cada um, com base na vivência, das coisas.

      Belo comentário!

  • Dine

    Eu acho que o ego são os outros. Tudo o que se faz sozinho quando ninguém vê (ou você acha que não vê) não tem ego envolvido. Mas quando você faz com outras pessoas assistindo/ouvindo/lendo/fazendo, aí ele aparece, é uma vontade enorme de mostrar que você pode, que sabe, que é bom, etc… Ego, competição, ansiedade, insegurança fazem parte do mesmo saco. A opinião alheia é o ego, ela infla e arrasa. Viver sem dar a mínima pra opinião alheia é quase impossível, mas viver sem supervalorizar as próprias atitudes e as dos outros com relação a você não é tão difícil.

  • Dine

    O Bruno Padilha falou no Budismo, eu falo do Espiritismo, não como assunto místico, mas como conceito também, onde a caridade é o caminho. A caridade e a auto correção dos próprios erros/defeitos de maneira consciente e íntima, é quase uma “meditação” integral ao longo da vida. Se analisar e descobrir os porques das atitudes que tomamos, tanto as boas quanto as ruins, leva tempo e paciência consigo mesmo. Automaticamte quando começamos a praticar a caridade, parece que dá um click interior e algumas atitudes EGOístas começam a desintegrar. Conseguir enchergar o outro como um igual para que ele mereça tanto quanto você um auxílio seja lá qual for, te faz esquecer até que você tem o tal do ego. Mas se você olhar pro outro achando que ele é um coitado e que você pode ajudá-lo porque não é, ou por que está em melhor situação que ele, olhando de cima, ainda que com boas intenções, ainda é egoísmo. É mais um ponto de vista…

  • Anita

    Esse vídeo mostra bem essa “coisa” do ser humano de se achar o centro do Universo.
    Acho q entra muito bem no contexto:

    http://www.youtube.com/watch?v=EjpSa7umAd8

    • http://twitter.com/fabioloezer Fabio Loezer

      Anita, brilhante !

      Adorei o filme, o demonstra muito bem o que vem sendo dito.

      Bjs!

    • Breno Spadotto

      O grande prazer de escrever pra um portal como o PdH é esse. É ver que a mensagem foi passada, e que existem mais pessoas por ai pensando semelhante.

      Obrigado pela contribuição, pelo vídeo. Me calou durante esses 6 minutos.

  • maraysa

    Acredito e cada dia mais a certeza de que necessitamos do ego, ou melhor, o universo conspira e cega através do ego. A essencia de cada um esta dentro de cada ser, nao adianta se sentir melhor ou pior que qualquer outro, mesmo nao sendo, mas o ego fala mais alto, temos o desejo absoluto e nascisita de sermos apaixonados por nós mesmo. Muitas vezes nao conseguimos esse plenamente sermos apaixonados por nos mesmo, mas concluindo, acredito que o ego na dose certa, é um ótimo amigo.

  • maraysa

    Acredito e cada dia mais a certeza de que necessitamos do ego, ou melhor, o universo conspira e cega através do ego. A essencia de cada um esta dentro de cada ser, nao adianta se sentir melhor ou pior que qualquer outro, mesmo nao sendo, mas o ego fala mais alto, temos o desejo absoluto e nascisita de sermos apaixonados por nós mesmo. Muitas vezes nao conseguimos esse plenamente sermos apaixonados por nos mesmo, mas concluindo, acredito que o ego na dose certa, é um ótimo amigo.

  • Gbp-22

    Gostei muito do texto. O PdH ultimamente está se tornando ponto de referência para reflexões e auto-ajuda pra mim. Esse texto retrata justamente algo que eu venho me questionando há um bom tempo, que era o quão longe nós podemos ir só pra massagear nosso ego? Deixamos de ser quem realmente gostaríamos de ser, só para buscar aprovação alheia, seja de namorada(o), chefes, mãe, parentes, amigos, etc. Nós nos preocupamos tanto em traçar uma imagem, que esquecemos a ética, moral, nossas convicções. Mas não são quaisquer éticas, moral e convicções, SÃO AS NOSSAS éticas, moral e convicções. A insegurança, foi representada de forma excelente como um castelo de cartas. Descobri que somos todos inseguros. A pergunta é: o quanto somos, e como vivemos com ela.

    PS: Sem falar que me ajudou a ver uma outra ótica para o Clube da Luta.

  • http://twitter.com/felipejcruz Felipe Cruz

    Todos deveriam ler isso: http://www.oshobrasil.com.br/texto_1.htm

    O que é o EGO..

  • Luana_sbezerra

    Breno,
    seu texto tá muito bom, mas com toda certeza o ensinamento de seu pai foi o mais brilhante de tudo. Parabéns para ele!
    No mais, em qualquer lugar, com qualquer pessoa, em qualquer situação tem algo que nunca é de mais humildade SEMRPE! Essa não saí de moda nunca.

    Sucesso…

  • Douglas

    Parabéns, belo texto e videos tbm, acho que nosso ego é o maior inimigo… nos deixa paralisado e estático …

  • http://www.facebook.com/karinadenari Karina Denari Mattos

    Concordo com a posição de grande parte do pessoal que aqui se manifesta, e achei o artigo muito interessante, aliás, sou assídua leitora do que vocês publicam. E hoje resolvi me manifestar.
    Tava lendo ontem um texto de Schopenhauer (um filósofo bem interessante) e aqui to pensando melhor sobre tudo isso…
    Veja bem, grande parte da filosofia do Schopenhauer, pra ser sintética, baseia-se na VONTADE… Ele cria um conceito de vontade superior que regeria o macrocosmo; entretanto, analogicamente, é a VONTADE INFERIOR, o Ego, que predomina no microcosmo.
    Essa vontade inferior é a vontade dos seres, em especial dos homens.Mas porque eu to falando isso? pois Schopenhauer é geralmente tido como o filósofo do pessimismo.
    A Vontade humana, sempre limitada pela percepção enganosa, não é uma faculdade que pode ser exercida livremente; mas de contrário, a Vontade é uma força que o homem comum não sabe controlar e por isso, é controlado por ela. A satisfação do ego e dos desejos humanos é um querer irracional, um mal inerente à nossa condição, fonte de dor constante pelos anseios que são a manifestação desta vontade. E a cada prazer vem nova vontade e esse eterno devir de frustrações…

    Nesta situação, a única saída para uma existência humana suportável, tão fortemente destinada ao sofrimento, seria o controle da Vontade Inferior através de esforços que conduzam a uma Vontade Superior, esta, capaz de dominar os desejos da consciência objetiva, ou seja do Ego. O primeiro passo seria a superação do egoísmo, no sentido de entender o si mesmo como algo mais que a personalidade condicionada pela cultura. As “vontades” meramente pessoais tentem a entrar em conflito com as outras vontades pessoais que interagem na coexistência dos homens. Para escapar aos sofrimentos dos desejos contínuos, o homem necessita superar sua individualidade renunciando às solicitações do mundo e dos instintos, entregando-se aà realidade última que é o NADA – o nada querer, o nada desejar, segundo o pensamento do filósofo.

    Não concordo muito com esse niilismo que ele tem como solução, mas acredito que a chave (ou talvez uma das chaves) para a superação dessa nossa cultura do ego-ísmo esteja na renúncia aos desejos banais, resultado de aspirações vinculadas aos desejos individuais… talvez racionalizar o que buscamos seja um meio de vencer o “inimigo” e dar mais importância ao coletivo….. A pressão da sociedade por “vencer na vida”, seja profissional ou pessoalmente acaba conduzindo o ser-humano a ver tudo com o olhar de benefícios e prejuízos, a ver as relações humanas com percepções finalísticas… Amizades passam a ser investimentos..
    Bom, espero que tenha colaborado com o debate de vcs..

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Karina,

      Gosto muito do argumento inicial dessa obra principal de Schopenhauer. Li outro belíssimo dele sobre a morte, da Martins Fontes. Recomendo.

      O problema é que a saída que ele propõe é fruto de um entendimento equivocado do budismo, até porque ele só leu traduções toscas e poucas que existiam na época. Justamente: cai em algo niilista, ou melhor, no pior sentido mais senso comum de niilismo, não exatamente o de Nietzsche.

      Superar o autocentramento não é necessariamente abandonar o uso das identidades ou reprimir desejos. Dá para ser livre de autocentramento e completamente atuante em todos os universos da vida, do sexo, do trabalho, do dinheiro…

      Beijo e valeu pelo comentário.

      • Anônimo

        Qual o seu conceito de autocentramento? E o que voce diz quando fala “superar o autocentramento?”

        Enquanto nao escolhermos o que desejamos, permanecemos escravos dos desejos..

        a solução é se livrar dos desejos.. e não reprimir. Tudo que é reprimido vai pro inconsciente e depois volta de uma forma mutante..

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Felipe, uma vida sem desejo é uma vida apática, não tem como funcionar. O que você quer dizer com “se livrar dos desejos”?

  • Anônimo

    Cuidado porque voce nao pode afirmar “uma vida sem desejo é uma vida apática, não tem como funcionar. ”

    o que eu quero dizer é exatamente o que eu disse..

    Desejar é futuro.. é projeção.. o simples fato de desejar te coloca no futuro.. e a sua percepção do presente estará deturpada.

    existem 3 coisas muito diferentes umas das outras : desejo, vontade e necessidade

    estar com fome não é desejar comer. comer é uma necessidade. o desejo precisa de um objeto: eu desejo dinheiro. a vontade não é um desejo, não tem um objeto. Se eu estou com vontade de jogar bola eu irei jogar bola, é espontaneo e natural. o desejo normalmente vem de fora.. alguma coisa despertou em voce o desejo.. a propaganda é isso: te mostra como essencial algo que talvez nao seja, criando assim um desejo em voce.

    sim.. é possivel viver sem desejos..

    é possivel ser espontaneo e nao desejar.. se vc ja acampou em um lugar tao legal onde simplesmente estar ali em contato com a natureza já é uma grande felicidade, voce ja experimentou por alguns momentos a ausencia do desejo

    é por isso que o sexo é tão prazeroso.. porque no momento do sexo, voce nao deseja nada ;) (a nao ser que esteja pensando em outra coisa.. nesse caso continuara desejando e perdendo a melhor parte)

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Entendi, você tem uma concepção diferente de desejo. Entendo o quer dizer. E concordo. Mas uso “desejo” em outro sentido – que, aliás, convive perfeitamente com o que percebi da sua visão.

      Abraço.

    • http://www.facebook.com/karinadenari Karina Denari Mattos

      Eu concordo com você Felipe, nessa questão do desejo.

      Aliás, mesmo que possa parecer que a conversa tenha tomado outro rumo (que não o do ego) o desejo exerce um papel muito grande quando a gente tenta compreender nossas ambições, frustrações e até mesmo como a gente se constrói na sociedade… mutatis mutandis, o papo do ego.

      Com esse controle de nossos desejos – e eu diria que aniquilar os desejos não seja uma boa forma de controlá-los – estamos sujeitos ao auto-engano, e outras falhas de auto-conhecimento. Sim, como você mesmo disse é possível viver sem desejos – e até receito o livro de um filósofo francês chamado André Comte-Sponville sobre esse viver sem desejos, ou como ele chama o “viver desesperadamente” (de não construir esperanças) – mas eu não consigo ainda ver até onde isso leva mesmo à felicidade e até onde nos restringe de ter percepções reais de mundo… enfim, acho que eu vou morrer sem saber disso.

      Já com relação à filosofia schopenhauriana, confesso que não faço ideia de onde ele leu os textos budistas e até queria saber a visão do Gitti sobre o assunto, se ele achar oportuno. Porque você acha que a interpretação dele do budismo está equivocada?

      Abraços a todos…

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Karina,

        Esse do Comte-Sponville é um puta livro. Também recomendo!

        Sobre o budismo, a visão que chegou e a mais senso comum até hoje (pra quem não se propõe a estudar, assim como temos visões toscas de Descartes ou Kant sem nunca tê-los estudado) fala em nirvana como cessação do desejo, sendo que a visão mais precisa da iluminação não é alguma espécie de negação da realidade ou fim do desejo, mas a liberdade de andar no meio sem fixação, podendo entrar em qualquer tipo de experiência com potência, não com apatia.

        É por isso que há mestres casados com filhos. E há grandes mestres que choram, por exemplo.

        A coisa vai longe, mas resumidamente é isso, nesse contexto em que perguntou.

        Abraço.

      • Breno Spadotto

        Gitti, pra mim tu matou aqui:

        “…iluminação não é alguma espécie de negação da realidade ou fim do desejo, mas a liberdade de andar no meio sem fixação, podendo entrar em qualquer tipo de experiência com potência, não com apatia.”

        Quando li me veio na cabeça a confusão que as pessoas fazem ao falarem de amor, quando na verdade estão falando de dependência. Depender, assim como fazer em excesso, tira a liberdade e a possibilidade de entrar em novas experiências com potência. Como dito.

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Breno,

        Isso não é coisa minha. As várias tradições de sabedoria tem essa visão sofisticada. No cristianismo, Meister Eckhart é assim, por exemplo. Thomas Merton também, mas eu acho difícil encontrar algum padre fodão assim, nesse nível de compreensão.

        Eu achei mais fácil um método pra praticar isso no budismo. Porque também não adianta só manter isso cognitivamente, teoricamente, se nós somos arrastados, se nossa respiração se altera, se brotam emoções perturbadoras, se nossa mente vira um caos em determinadas situações.

        Abraço.

  • http://www.facebook.com/people/Erik-Rifonas/100000998381774 Erik Rifonas

    Muito bom… Tem um outro filme (ótimo por sinal), que aliás, assisti a pouco tempo atrás, que se chama “Revólver” com o Jason Statham, dirigido pelo Guy Ritchie, e esse filme trata sobre o Ego, e o que acontece com quem “ouve” somente ele e o que podemos fazer para controlá-lo…
    Assistam, vale a pena!

    • Breno Spadotto

      Valeu pela dica Erik!

  • http://www.facebook.com/karinadenari Karina Denari Mattos

    Só mais uma observação.
    Nessa questão colocada sobre o Universo ser tão grande, e nós tão pequenos eu acho que foi uma ideia de retórica legal, mas pode levantar muita interpretação equivocada.
    Esses dias uma amiga minha me disse que tava cheia de problemas na família, precisava terminar a monografia, o namorado tava enchendo o saco, etc e concluiu com um “mas bom, que que eu vou fazer… o mundo tem muito problema mais grave que o meu”
    A visão de que nossos problemas são pequenos comparados a outras coisas maiores sempre vai existir, e é óbvio que uma comparação entre um problema pessoal e as dimensões dos planetas existentes além do Sistema Solar é uma comparação esdrúxula e de mau gosto – as quais também acho inconsistentes aquelas de e-mails do tipo “corrente” que comparam seus problemas à fome das crianças na Etiópia (com direito a fotos chocantes).
    Comparações sempre são base para uma análise dos fatos, mas nunca podem ser vistas como único critério de classificação.
    Sim, o seu problema pode ser tão importante quanto o tamanho da galáxia – pelo menos pra você que tá vivendo ele.
    E o que se espera é que a ele seja dada a devida importância… Afinal, só quem passa por um problema sabe o tamanho real dele.

    • Breno Spadotto

      Karina, é uma questão do que funciona pra cada pessoa.

      Existem aquelas que quando comparam o problema com o Universo, notam que pode ser driblado, e a comparação serve de estímulo.

      Existem também, aquelas que entram em paranóia se compararem os problemas com o Universo, porque concluem que são pequenos em relação a isso.

      Enfim, o fato é que tudo isso passa pelo filtro de percepção. E percepção do mundo, da realidade, cada um tem a sua.

      • http://www.facebook.com/karinadenari Karina Denari Mattos

        Tem razão. E parabéns pelo texto. :)

  • Rs-robles

    Muito legal o texto! Cara esse lance de ego é complicado. Dificilmente encontraremos alguém contrário ao que foi dito, mas daí a praticar é complicado. O problema central do ego, na minha opinião, é o desprendimento. Difícil é se desprender, torna-se uma pessoa capaz de satisfazer a si mesmo, deixando a opinião alheia em segundo plano. Conseguindo fazer isso, reduzimos o poder do “mau ego” pela metadde e abrimos um caminho enorme para o aprendizado. Para a maioria não basta fazer parte, tem que ser a parte. O filme do Universo bate com força na cabeça destes caras, que no fundo são inseguros e tem a percepção exata de que o que são, não é suficiente. Ou seja, precisam constantemente buscar uma auto afirmação, um elogio, sentir-se o centro do universo para tentar minimizar este vazio! O primeiro passo para nos tornarmos melhores e combatermos o mau ego é entendermos quem somos e nos satisfazermos com isso, ou trabalharmos focados naquelas características de que não gostamos, tentando aprender e evoluir com elas. A maior briga do ser humano é o confronto com ele mesmo. A maioria foge de si e busca conforto na opinião alheia, com o tempo percebemos que tudo o que somos é uma junção de um monte de opiniões alheias e vazias, que satisfazem nossas necessidades por um momento, mas que não nos deixa legado! O risco disto? Passarmos pela vida simplesmente….Valeu!

  • http://www.crocodella.com.br Fabio

    Para todos que gostaram: assistam o filme Revolver, do Guy Ritchie. Não vou falar mais nada para não estragar :)

  • http://www.crocodella.com.br Fabio

    Para todos que gostaram: assistam o filme Revolver, do Guy Ritchie. Não vou falar mais nada para não estragar :)

  • Carlos Matsumoto – Led

    Muito Bom Texto, com as metáforas utilizadas e tudo mais, Show de Bola!
    Concordo cara, tudo inicia-se dentro de nós mesmos… Animal entender o comportamento humano…

    Excelente Site tb, curti pra caramba o trabalho de vcs, Parabéns!

    Puxa saquices a parte… Falando sobre esse conceito do Ego, as vezes me questiono sobre felicidade… Na minha vida, e creio q na de muitos por exemplo, grande parte de nossos momentos de felicidade estão baseados no Ego, por exemplo, vc pegar uma mina muito da hora, claro q vc fica feliz pra caramba na hora, mas o depois, na hora de contar, da a impressão q a felicidade é maior, da a impressão q é mais comprovada…claro q não em todos cassos de felicidade, por exemplo fazer um trab voluntario q eh coisa q eu gosto pra caramba, fico feliz por muito tempo pelo feito e só pelas lembranças isso perdura, sem mesmo falar a ninguem… mas me refiro a algumas felicidades desse tipo… e ja cheguei a pensar o seguinte tambem, a convivencia com outras pessoas, o prazer nessa convivencia, será q PARTE desse gosto pela convivencia tambem não é a necessidade de alguma aprovação? O que acha sobre isso? Ps: não sou nenhum anti-social, sou viciado em uma cervejinha com os amigos, hahahahah… apenas gosto de refletir sobre a vida, rs

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