Do básico ao hardcore: 9 dicas para ser um bom hóspede

Luciano Ribeiro

por
em às | Como fazer, Guias, Mente e atitude, O Lugar no PdH


Muito se fala sobre ser um bom anfitrião. E, de fato, é importante saber ser generoso, oferecer um jantar, receber os amigos em casa e criar um bom ambiente para quem vai passar algumas horas ou dias. A vida, porém, não é feita só disso.

Há momentos em que saber receber a generosidade dos outros também é uma das faces dela própria. Além de ser um bom anfitrião, é igualmente útil que sejamos bons visitantes. Aqui vão algumas dicas.

Não seja assim. Nunca

1. Seja pontual

Ponto básico, porém importantíssimo. Não se atrase. Faça uma estimativa realista do seu trajeto, desde sua chegada ao aeroporto ou rodoviária, até a casa do seu anfitrião. Pense que, talvez, ele tenha algum compromisso que pode acabar sacrificando para recebê-lo adequadamente.

De qualquer forma, mesmo que ele não tenha nada para fazer, ninguém gosta de ficar esperando um dia inteiro por alguém que simplesmente nunca chega. Então, se prometer que chega de manhã, chegue de manhã. Nada de chegar à noite ou no dia seguinte.

Ah, imprevistos devem ser avisados com máxima prioridade.

2. Traga um presente

Abrir as portas de casa para receber uma pesssoa é um grande gesto de generosidade. Seu anfitrião está em casa, poderia muito bem ficar ali e não ser incomodado por nada, mas ao invés disso, preferiu receber uma pessoa, dispor do seu tempo, seu espaço e tudo o mais, apenas para fazê-lo se sentir mais confortável.

Trazer um presente é uma forma de demonstrar seu apreço pelo que está sendo oferecido. Não é necessário que seja algo grandioso ou caro. Às vezes, algo simples, do cotidiano de onde estamos vindo já se torna um presente adorável e exótico.

3. Não seja você mesmo

Quando estamos na casa de uma pessoa, automaticamente, nos deparamos com novos modos de fazer as coisas. Ali, a rotina tende a ser diferente nos mínimos detalhes, desde o horário em que se acorda, até a forma como se estende a toalha depois do banho ou onde se guarda o óleo de cozinha. A pior coisa que podemos fazer enquanto hóspedes é deixar nossas manias e maus hábitos se manifestarem durante a estadia.


Link YouTube | Se vestir de mulher, tudo bem. Mas mandar a dona da casa levantar as pernas pra passar o aspirador, isso tá errado

Além disso, esta é uma excelente oportunidade de fazer diferente do que estamos habituados e incorporar traços menos preguiçosos ou autocondescendentes. Se nos questionamos muitas vezes como nos transformarmos quando presos aos modos de operação da nossa rotina, com outras condições, pode ser que façamos surgir uma outra versão de nós mesmos.

Então, se você não gosta de yakissoba e for oferecida uma, coma. Se não gosta de acordar cedo e a família levanta às 7:00, faça o mesmo. Aproveite esta oportunidade.

4. Não deixe rastros

Após fazer uso de qualquer dos ambientes domésticos, faça com que sua passagem não seja notada. Isso quer dizer deixar o banheiro limpo, com todos os objetos nos respectivos lugares onde foram encontrados, deixar a cama arrumada, louças limpas etc.

Esta é uma prática de não gerar perda de tempo ao seu anfitrião e, ao mesmo tempo, de remover excessos e manter a precisão nos mínimos detalhes de sua presença.

5. Veja a riqueza do ambiente

É incoerente partir em uma trilha, passar por uma pequena cidade no interior de algum lugar remoto, esperar encontrar um Starbucks e ficar insatisfeito ao perceber que isso simplesmente não existe ali. Muito melhor é ver que cada lugar tem seu movimento e ritmo próprio, que as pessoas têm hábitos diferentes, que as peças ali se encaixam de uma forma diferente.

Caso não tenha saído para um lugar distante, mesmo dentro da casa do seu anfitrião numa mesma cidade, com certeza há características próprias que devem tornar o ambiente especial de alguma forma. Aprenda a ver e reconhecer isso.

6. Aceite mimos

Às vezes, a impressão que nós temos é de que o melhor a se fazer é incomodar o mínimo possível. E, de fato, é. Mas poucas coisas também são tão feias quanto não permitir que o anfitrião exerça sua hospitalidade.

Se ela tá querendo é porque eu sou um cara legal

Portanto, se for oferecida uma sobremesa qualquer, aceite. Se arrumarem suas coisas por você, aceite. Agradeça. Talvez, você seja convidado para degustar pratos especiais da casa ou para tomar aquele whisky caríssimo do chefe da família. Aceite.

Quando aceitou ser um hóspede, deixou de ser você mesmo para se tornar um veículo para a generosidade dos seus anfitriões.

7. Seja disponível

Em casa, é comum nós nos fecharmos, ligarmos o computador e ficarmos ali por horas, esquecendo as outras pessoas que estão presentes, como um adolescente que se tranca no quarto, se isolando do resto do mundo. Isso é tudo o que não deveria acontecer quando visitamos alguém.

Este é o momento de ser prestativo, curioso, de se dispor a ajudar, mesmo quando não solicitado.

8. Deixe que “se aproveitem” de você

Ao chegar em um novo ambiente, nosso olhar está fresco e as chances são grandes de enxergarmos coisas que os moradores talvez não vejam ou deixem pra lá em função de algum amortecimento. Você talvez note algumas coisas dignas de reparo, talvez veja detalhes na rotina que podem ser melhorados, talvez você mesmo possa ir lá e consertar, prestar esses pequenos serviços.

Certa vez um amigo passou um final de semana na minha casa e resolveu rapidamente uma série de probleminhas que havia nas tomadas. Antes disso, eu ficava procurando a tomada correta, perdendo um tempão e me limitando a determinados locais da casa, ao invés de ir lá e consertar o problema.

Sem contar várias outras vezes que recebi amigos em casa e eles me ajudaram com trocentas coisas, desde me arranjando copos decentes até mesmo me conseguindo coisas bem maiores e importantes, como uma geladeira.

"Xá com a gente, não se preocupa não"

Nem preciso dizer o quanto foi útil e o quanto fiquei agradecido depois.

9. Mostre gratidão

Um dos maiores prazeres em ser um anfitrião é fazer feliz quem recebe. Por isso, ele vai estar atento aos diversos sinais de satisfação ou não que você emitir. Cada suspiro, cada olhar de admiração, será recebido como o maior prêmio do mundo, acredite.

Por isso, é importante deixar demonstrações de gratidão. Seja uma nota, um presente, um abraço de despedida, sorrisos ou pequenas gentilezas, tudo isso já faz um anfitrião feliz. No final das contas, não importa muito qual forma seu agradecimento vai tomar, desde que seja feito com o coração.

Bônus: hospedagem hardcore

Este item é para os fortes, para os bróders do coração. Se a sua relação é pautada no respeito às zonas de conforto, isto nunca vai dar certo. Caso você ache que é possível arriscar ver o seu amigo chorando e implorando pela sua partida, pode tentar incomodar, cutucar feridas e bagunçar a rotina dele deliberadamente.

Nas palavras do Fabio Rodrigues, a coisa funciona assim:

Se o seu anfitrião é bróder, mas bróder de verdade mesmo, considere ser pensadamente invasivo, desafiar por aqueles dias algumas de zoninhas de conforto, espaços vitais e outras frescurinhas, suas e dele, que alimentamos cotidianamente.

Coisas que faço: acordar mais cedo e acordar o anfitrião, sentar-se pra fazer silêncio tarde da noite, chamar a atenção pra hábitos ruins do cotidiano, sugerir coisas pra casa, criticar o zelo excessivo se o anfitrião for muito dedicado, criticar a desatenção se for muito indiferente – enfim, ser chato ou quase-chato de forma geral e calculada.

A estadia na casa do Gustavo Gitti costuma ter infernos ainda piores, acreditem. Tudo cortesia do Fábio Rodrigues.

* * *

Chegar com os dois pés no conforto da intimidade do outro pode ser bom para o anfitrião e para o hóspede, especialmente se os dois tentarem se utilizar desta oportunidade como um meio para se desafiarem. Estas mesmíssimas dicas poderiam ser usadas para melhorar a rotina mesmo nas nossas próprias casas, com nossas próprias famílias ou colegas de quarto.

Nos diferentes níveis de proximidade das relações, pode ser que uma ou outra dica não se aplique ou seja pouco eficiente. Quais outras sugestões vocês deixariam para aqueles que chegarem em suas casas serem bons hóspedes? O que vocês mesmos fazem quando estão na casa de outras pessoas? Além das dicas para ser educadinhos e convenientes, quais métodos hardcore vocês já utilizaram para dar um sacode na vida dos bróders?

Este post é resultado de nossas práticas, diálogos e treinamentos na Cabana PdH. Quer entrar no Dojo?
Luciano Ribeiro

Editor do PapodeHomem, ex-designer de produtos, apaixonado por ilustração, fotografia e música. Ex-vocalista da banda Tranze (rock’n roll). Volta e meia grava músicas pelo Na Casa de Ana. Escreve, canta, compõe e twitta pelo @lucianoandolini.


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  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Zero comentários em um texto de pura utilidade pública, como assim?

    Matou a pau, Luri Luri.

    • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

      Eu comento, cadê a barra que te dei de presente? Lembrei no item 2! Quero ver todo mundo se puxando pra cima haha.

      Abraços

      • http://www.facebook.com/lucianoandolini Luciano Andolini

        Volta e meia eu dou um pulo lá. ;)

      • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

        acho que tinha rolar um video de um desafio assim, fazendo umas 300 num dia. Só sugerindo assim.

    • http://www.facebook.com/lucianoandolini Luciano Andolini

      Acabou de sair, Guilherme.

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        ejaculação precoce

    • http://www.facebook.com/gui.limachaves Guilherme Lima

      É sexta… eu por exemplo, tava até agora procurando informações sobre o show de reunião do led zeppelin…

  • Vítor Moreira Barreto

    Muito bom, Luciano. No Cabana-Do, espero colocar isso em prática!

  • http://www.facebook.com/people/Guilherme-Souza/100000766871404 Guilherme Souza

    Agora juntem com os manuais do Brandão, misturem com um artigo aqui e ali e lancem um manual de sobrevivência – do básico ao avançado.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      puta ideia boa, cara

      • http://www.twitter.com/jefmoraess Jeferson Moraes

        Aproveitando…
        Vocês poderiam lançar alguns podcasts também, né? O que acha?

    • http://www.facebook.com/danielccosta999 Daniel Cavalcanti Costa

      Brandão? Gostei da idéia, mas fiquei meio sem rumo, rola dar uma forcinha brother?

    • Jean Suman

      Se juntar tudo, daria um livro de cabeceira! Muito útil o que leio no PDH!

  • Bruno Cartaxo

    Quanto ao item “Hospedagem hardcore”… Pra mim amigo é o sujeito que abre a porta da sua geladeira e solta a máxima: “Porra! Só tem Kaiser.”

    Como o texto falou com precisão… Chega uma hora que eu não aguento e imploro pra o infeliz ir embora. Quando implorar não funciona vai no chute mesmo. ;)

    Muito bom o texto Luciano.

  • http://www.facebook.com/brunocruzz Bruno da Cruz Bueno

    São essas coisas que humanizam as pessoas, e melhoram a vida em sociedade.

    É um manual para todos aprenderem desde crianças. Que o mundo é grande, é mesmo, mas você não é dono dele. Onde estiver, deve-se respeitar as regras.E ser agradecido. Aberto, permissível.

    A palavra que define este comportamento é: gratidão!

  • Denise Neris

    dicas simples e valiosas! :)

  • http://www.facebook.com/claiton.ferreira Claiton Martins-Ferreira

    Recomendações que uma pessoa educada já coloca em prática. Recentemente fiquei hospedado na casa de um amigo por 5 dias. Levei uma garrafa de vinho de boa qualidade de presente para ele. Na saída, além de ter guardado tudo que usei, lavado louça, tirado lixo, etc. deixei uma caixa de bombons com licor para ele degustar com a namorada. E sempre levo algum presente quando vou visitar alguém. Aliás, esse era uma costume que se tinha no interior e que, parece, as pessoas foram meio que perdendo. Espero que retorne, pois acho de uma indelicadeza ímpar, por ex., alguém te convidar para almoçar ou jantar e você não levar nada. Bom texto para chamar a atenção da rapaziada nova sobre boas maneiras!

  • http://www.twitter.com/jefmoraess Jeferson Moraes

    Na boa, o Papo de Homem é um tipo de site que não deve ser evitado. Por aqui rola um tipo de convívio social (digo, virtual), diga-se de passagem, uma camaradagem sem precedente (pelo menos até onde eu conheço) no mundo virtual. Confesso que não era tão fiel à leitura do mesmo, mas isso já é passado. Um blog de utilidade pública, na verdade. Amplo, flexível, e que de uma forma ou outra, influencia na nossa
    percepção de vida e ajuda na nossa formação. Cada vez mais, me sinto atraído pela Cabana.

    • http://www.facebook.com/juniorcv Junior Vidotti

      Concordo, Jeferson! PdH é foda!

  • Luciana_Marques

    Poxa @papodehomem:disqus, o texto tá MUUUITO BOM!!!

    As dicas são ótimas e o adendo com a possibilidade hardcore deu um brilho sem igual.

    Acho que por isso o povo não fica comentando… sei lá… meio chover no molhado com “texto do c@ar@alho”, “dicas ótimas”, etc e tal…

    Mas bora chover, porque é bom… além das dicas serem boas, a leitura é muito gostosa.

    ;)

  • http://www.facebook.com/di.dii.abinha Di Dii

    Se ela tá querendo é porque eu sou um cara legal[lembrei raimundos na hora,rs]
    bom texto.

  • http://www.facebook.com/paulo.bittencourt.37 Paulo Bittencourt

    Texto sensacional. As 9 dicas deveriam ser seguidas por todos, mas parece que eventualmente as pessoas se esquecem que a educação é uma via de mão dupla. Claro que isso não se aplica aos amigos-quase-irmãos, afinal, “amigo não é o que te oferece o último pedaço da pizza, mas sim, o que pega o último pedaço do seu prato e ainda dá risada de você!”.

  • Eduardo C.

    Grande Texto, parabéns!

  • damastor dagobé

    a boa recepção desse tipo de manual so evidencia as deficiencias da nossa educação formal…neguinho sai da escola mais bronco do que entrou

  • http://www.facebook.com/madelainesilva Madelaine Silva

    Acrescentaria uma coisa: se você percebe que seu anfitrião não curte fazer alguma coisa que se vê obrigado a fazer diariamente e se a broderagem permitir, faça você mesmo.
    Como moro meio longe do centro, sempre que saio com um grupo de amigas acabo dormindo na casa delas. Sei que é chato e inconveniente fazer isso dia sim e dia também, mas vez ou outra acaba se tornando uma experiência divertida e bastante prazerosa.
    Já nas primeiras vezes percebi que elas não curtiam mesmo cozinhar e que sair pra comer e depois pegar uma balada não era das coisas mais aceitáveis para a nossa condição financeira de estudante. Embora cozinhar, confesso, não seja das coisas que mais goste de fazer, virou tradição ir pra cozinha e fazer um jantar bacana para aproveitarmos mais a grana para a balada, e ainda quando dá, deixar algo meio que preparado para elas no dia seguinte.
    A idéia, creio, é sim deixar um rastro da minha passagem, mas que seja ele algo gostoso de ser lembrado e que sempre deixe espaço para que possa se repetir. ;)

  • Mariana

    Quando criança, passava as férias de verão na casa de praia da minha madrinha, sob as ameaças de minha mãe: se não “me comportasse”, voltaria de imediato pra casa. Nunca precisei voltar e acredito seguir as dicas do Luciano, ou ir até além. O fato é que, desde pequenos, devemos aprender essas regrinhas da boa convivência, de forma a termos uma (co)existência mais tranquila. Só acrescentaria uma coisa ao manual: Pergunte. Você não é obrigado a saber onde pendurar a toalha, onde colocar o lixo, onde estão as coisas…prefiro perguntar a fazer algo que depois o anfitrião saia modificando, para que fique do jeito que ele gosta.
    By the way, aqui em casa, separamos o lixo orgânico do reciclável. Um ex-namorado, mesmo ciente disso, jogava o lixo fora de qualquer jeito…de doer, não?

  • http://twitter.com/diogomurari Diogo Murari Motta

    Ok, ok, mas se for ser hospede na minha casa, não me chame de anfitrião.

  • Anderson Castro

    Lindo heim. Tenho que observar se eu sou um bom anfitrião e um bom hóspede, e colocar as dicas em prática. Valeu meu querido. =]

  • http://www.facebook.com/agages Hugo Fellipe

    Raimundos FTW

  • http://www.facebook.com/djmarkrocha Mark Rocha

    E quando o anfitrião te recebe mas com uma única condição; a de q vc tem q pagar a sua estadia de acordo com o q ele gasta no mês, podemos chamar de amigo?

  • http://www.facebook.com/people/Jhunior-Santos/100001759099362 Jhunior Santos

    Putz,

    Ótimas dicas Luciano. Vieram em boa hora.

    Estou para viajar agora em outubro e ficarei hospedado na casa de amigos. Essas dicas me servirão muito e em muitos aspectos. Já me hospedei várias vezes na casa de colegas e amigos em outros estados e seguia alguns desses passos instintivamente, mas outros, deixei a desejar.

    Valeu pelas dicas. o/

  • Isabelle Fonseca

    Começei a ler o artigo e me identifiquei com algumas coisas requerente
    as minhas cachorras, tenho duas, uma schnauzer e uma cocker inglesa(Mila
    e Lua) respectivamente, ambas são velhinhas e pertenciam a um ex
    namorado(á época namorado) namoramos 1 ano e com pouco mais de um mês
    elas foram morar na minha casa(só elas rs, ele não), enfim, foram
    educadas ou mal-educadas com outros donos e outra casa e com eles
    passaram 7 anos, há dois estão comigo. Elas comer ração, fazem as
    necessidades no jornal na area de serviço, ou no passeio diário, e ainda
    se não tiver o jornal, elas fazem no local “do jornal”, nesses pontos
    elas são educadas. Levo-as para o pet toda semana(meu ex namorado era
    acostumado a levá-las de 15/15 dias) eu não suporto ficar mais de uma
    semana sem elas tomarem banho. O engraçado é que cada uma delas adotou
    um pessoa da casa, a Lua é minha sobra e dorme na cadeira de balanço do
    meu quarto(não é de subir em casa ou sofá “quando estou em casa” quando
    não estou faz a festa, ao sair para trabalhar deixo meu quarto FECHADO
    por via das duvidas, não gosto dela na minha cama…
    Já Mila é a
    sombra da minha filha de 20 anos e dela faz de tudo, alimenta-a com tudo
    que está a comer no momento, sempre “dá uma provinha” para mila e
    desedulcou completamente, ela dorme na cama da minha filha e quado ela
    não está, mesmo assim, qdo dá a horinha da dormida, é no quarto de
    Bia(minha filha).
    Adoramos demais ambas, e elas sentem nossa falta
    qdo viajamos e não a levamos, ao ponto de não comerem e chorarem. Mas
    estou com um dilema enorme a minha cocker(lua) está muito mais velhinha
    que Mila, embora tenham a mesma idade, já está devagar em tudo, o pêlo
    caindo muito que tenho que tosá-la a cada 15 dias, mas mesmo assim a
    quantidade de pêlo pela casa é exorbitante, inclusive está afetando a
    minha alergia, rinite e todas as demais “ites”. E acerca de 3 meses
    venho pensando em doa-la, mas sinto muita pena dela, e não sei como ela
    ficará :(
    Tem dia que estou tão estressada com os pêlos pela casa que
    já até brinquei que a trocava por 10 peixinhos rs. Enfim me
    ajudemmmmmmmmmmm

  • Eduardo Costa

    Me senti um objeto de estudo. Medo.

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