Dirigir sem rumo é muito melhor

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por Rodrigo Almeida
em 06/03/2010 às 15:23 | Atalhos Peugeot, Aventura, Carro, Patrocinado


A 5 metros diante do para-brisa surge o caminhão, lento e com a suspensão bastante baixa, provavelmente transportando carga pesada. Não tenho pressa. Audioslave era uma banda sem igual: agora que nunca mais tocarão juntos, aprecio muito mais suas músicas quando ouço no carro.

“Show me how to live” é uma das melhores músicas que escreveram, especialmente pelo videoclipe ter sido inspirado em Corrida para o Destino (Vanishing Point, 1971), um clássico do cinema. Nesse filme, Kolwalski atravessa os Estados Unidos de uma ponta a outra. Sozinho com seu carro, seu volante preciso, o câmbio veloz e motor potente, Kolwaslki estabelece uma conexão única com as estradas pela qual dirige sem parar.


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Sinto-me inspirado pelo som pois há poucas coisas melhores do que um bom carro em uma boa estrada ouvindo boas músicas.

Surge um aclive e o já lento caminhão agora está quase parando. Não demora muito para desaparecer daquela enorme reta morro acima a restritiva faixa contínua. Ultrapassagem permitida, toco levemente com o pé no freio e deixo a carreta se afastar um pouco. Agora com visão ampla do retão e certificado de que não vem ninguém do outro lado, piso na embreagem e empurro levemente a manopla de câmbio próxima ao meu joelho em direção ao painel. Ela corre para a terceira marcha, estava esperando por aquilo como o cão que teve sua coleira retirada. Solto a embreagem e a rotação belisca 3000 rpm.

Começa a faixa vermelha do conta-giros, aquela em que o motor sorri agradecido por aliviarmos suas rédeas. As costas empurram o banco, a frente sobe um pouco e surge o ronco áspero de uma fera libertada. O caminhão fica para atrás e logo contenho os ânimos desse motor arisco que pedia um pouco mais. Aciono a seta e engato a quinta marcha finalizando a ultrapassagem rápida, suave e segura. Dirigir na estrada é bom demais.

Podemos rever lugares interessantes ou conhecer os que nunca antes visitamos. Cada estrada possui suas peculiaridades e características que jamais lhe tornará a outra. Existem estradas com retas convidativas, outras com curvas empolgantes, existem aquelas em que desligamos o ar-condicionado e abrimos o vidro para curtir a paisagem. Eu gosto de sentir o vento da estrada, observar cachoeiras, pastagens, casas, restaurantes e artesanatos.

Existem rodovias que nos assustam, que nos dão prazer, que nos causam emoções variadas. Cada curva, acostamento, rótula ou pequena saída pode esconder algo extraordinário. Quando focamos exclusivamente em nosso destino, corremos o risco de não descobrir segredos nem viver experiências que tornam todos nós, estradeiros de carteirinha, apaixonados por asfalto.

A viagem excessivamente planejada envolve definição de roteiro, do que e quem levar, do que não levar e de quem passar longe. Envolve empacotamento, pressa, stress e falta de segurança. Tudo isso para logo em seguida, ter de voltar, desempacotar tudo de novo e perceber que a maior parte do tempo foi utilizado em planejamento e em solucionar os problemas que surgem quando os planos dão errado. Quantos brasileiros não comemoram feriados irritando-se com congestionamentos ou com o clima não ideal do litoral? Sempre preferi o improviso ao planejamento. Sair sem rumo é muito melhor.

Os leitores do PdH bolaram os mais criativos roteiros para viajarem de Peugeot 207 Quicksilver até 207 quilômetros a partir de suas cidades. Da mesma forma, o 207 Quicksilver transportará nossa equipe e o felizardo vendedor dessa promoção (Thiago Caetano) para o litoral paulista. Depois tudo será relatado aqui. Além do Twitter @PapodeHomem, siga @207atalhoemocao para acompanhar nossa aventura.


Uma boa perspectiva não se encontra apenas em topos de prédios (interior do Peugeot 207 Quiksilver).

Embora o destino final de uma viagem seja a cereja do bolo, não podemos deixar de reconhecer, porém, que o bolo todo é muito bom. A oportunidade de pegar a estrada nos proporciona diversas pequenas experiências que, quando devidamente aproveitadas, garantem uma nova dimensão ao estilo de vida estradeiro.

Victor Lee, nosso embaixador Europeu, também pensa assim. Repetindo suas palavras, “o que se leva da vida é a vida que se leva”. Abaixo compartilho com vocês o relato sobre as experiências de Victor ao volante na Europa oriental. É a experiência sincera de um cara que pouco se importava para onde ia, mas aproveitou todo o caminho percorrido até chegar lá.

“Quando conheci dois brasileiros em Ibiza que tinham alugado um carro e pretendiam dirigir até Minsk, capital da Bielo-Rússia, achei que era uma loucura. Bom, nesse caso, então eu também sou maluco: após hesitar alguns momentos, também tomei coragem e dirigi da Espanha até a Noruega, e depois desci até a costa da Croácia.

O que foi que eu aprendi após percorrer vinte e três países europeus de carro? Primeiro, que os meus medos me paralisavam de uma maneira muito maior do que a curiosidade me impulsionava. Tive perrengues na estrada? Claro! Fui multado na Lituânia (com desconto oferecido pelo governo quando disse que eu “sentia muito” no formulário da multa), tive o radiador derretido na Dinamarca, roubaram meu GPS na Bratislava, entre outras presepadas. Mas o medo desses contratempos era muito maior do que o obstáculo que eles realmente apresentaram.

Segundo, que ao viajar sempre é bom ter um mínimo de organização e planejamento. Saber que número ligar no caso de dar uma merda feia, como se comunicar com os locais que não falam inglês e a regra de ouro quando se viaja: ser gente boa, ter um sorriso genuíno, ajudar e permitir ser ajudado. É incrível como as pessoas são gentis e generosas quando você pede auxílio. Eu já conheci sujeito que tinha vergonha de pedir para um estranho bater uma foto na rua ou pedir as horas. E depois reclamava que os locais eram frios. Cada uma…

A terceira ideia que me aparece ao escrever essa breve colaboração é justamente o oposto da organização: ser livre. Não ter um roteiro definido inflexível. É ser desapegado, sempre com o espírito de que você tem uma longa e próspera vida adiante, sabendo que não será a última vez que você visitará aquele local. Se eu não consigo subir na Torre Eiffel pois a fila é demorada, eu prefiro tomar um vinho e fazer novas amizades. Vale mais a pena: a torre vai continuar lá para a próxima vez.”


Ela pergunta “Se tiver algo que eu possa fazer para você…”, aí você pergunta “Tipo o quê?” e ela responde: “Qualquer coisa que você quiser”. É nessas horas que a dica do Victor (“permitir ser ajudado”) faz sentido.

Eu sigo os conselhos de Victor. Dirigir é tão bom quanto chegar lá. Na estrada e na vida.

E você? Pergunta “já chegou” ou curte a estrada, sua companhia e o bom som?

artigo-patrocinado

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Rodrigo Almeida

Rodrigo Almeida, engenheiro, apaixonado pela vida e por qualquer coisa com um motor potente, é um nostálgico entusiasta por muitas daquelas boas coisas que já não mais se fazem como antigamente.


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  • Ótimo artigo.

    Em minhas viagens com família sempre peço para pilotar, a sensação de liberdade não tem preço!
  • kkohyeah
    detesto audioslave
    odeio dodge muscle cars
    e acho ridiculo sair de carro sem ter um destino



    NOOOOOTTTTTT!!!!!!
  • brenoaraujo
    Fechar os olhos e aproveitar a estrada, porque o que vale a pena mesmo são as descobertas o desconhecido a surpresa, estar aberto para o que a vida pode lhe oferecer. Se você se fechar pode ter certeza que perderá muita coisa que estava tão perto e você não conseguiu enxergar. Porque o caminhar é constante e podemos levar isso para a vida toda
  • Lucas
    mazah! Audioslave =)

    Quando eu puder vou me mandar rumo a chile e ver o que me espera =)
  • Rodrigo Almeida
    Marcelo,
    também é nossa missão dirigir pelos outros. Estando atento, dá para evitar grande parte das imprudências e ainda aproveitar a viagem.
  • Marcelo Divê
    Eu iria amar poder dirigir e ao mesmo tempo curtir a viagem, observar cada detalhe e me deixar levar pelo caminho.
    Mas, a insegurança que os outros motoristas te passam é tão grande que impedem qualquer proveito.
    Basta andar 10 minutos que você vê uns 15 motoristas imprudentes, todos a um passo transformar seu passeio em um acidente.
    Por isso que é tão difícil curtir uma viagem.
    Não porque não queremos, mas por causa do desrespeito com a vida que tantos motoristas tem.
  • Aí, Marcão : Dizem que existem 3 fases na vida do homem.
    Na primeira, ele quer, tem tempo, mas não tem dinheiro.
    Na segunda, ele quer, tem dinheiro, mas não tem tempo.
    Na terceira, ele tem tempo, dinheiro, mas não quer mais.
    É , a vida não dá mole.
    Mas nada impede que você rompa o círculo. Chuta o pau da barraca e depois aguenta as consequências. Querer é poder, é só pagar o preço.
    Mas voltando pro texto.
    Pra mim tem que ser de moto porque carro não curto não.
    Tem um anúncio da Honda que eu acho que define tudo. O título diz : - Você nunca vai ouvir um motoqueiro perguntar: falta muito pra chegar?.
  • Rafael Aun
    Valeu Gustavo, Valeu Pablo.

    Vou comntar por lá minha opniao,

    Um abraço,

    Rafael Aun
  • #26 - Rafael Aun

    Rafael, o que de fato não gostou?

    A seleção sempre foi e sempre será criteriosa, por isso esse texto entrou.

    Já que não curtiu esse post, já chegou a ler os outros que saíram essa semana?

    Abraços.
  • Pablo,

    Ele se referiu ao ganhador do concurso, da viagem à praia. Não tem nada a ver com o texto, até porque o Rodrigo tem um texto impecável sempre.

    Rafael, você estava entre os 10 principais de nossa lista. Só não entendi por que achou nossa escolha um "desrespeito".

    Pessoal, vamos manter o foco no texto do Rodrigo. Se quiserem discutir o concurso, é melhor fazer no post do concurso, assim fica tudo mais organizado, lembrando que tem gente que escolhe receber comentários por email de alguns posts que consideram interessantes e com boa discussão.

    Abração!
  • Rafael Aun
    Um desrespeito.
  • Rafael Aun
    Realmente achei que a escolha dos textos fosse mais criteriosa.

    Havia coisa muito melho do que isto...
  • Já dizia um velho deitado:

    "Quatro rodas transportam o corpo.
    Duas rodas transportam a alma."

    Quero ver uma Honda, Yamaha, Kawasaki ou HD fazendo uma promoção dessa oferecendo uma custom, aí o bixo pega de verdade.
  • tche, baita texto... estou programando uma road trip para o final do ano... gosto da idéia de deixar algumas coisas ao acaso:

    http://www.pagobem.com/2009/05/vida-ao-acaso.html

    A vida ao acaso.

    Era atípico.

    Ele era atípico, suas atitudes eram atípicas, suas roupas eram atípicas. Assim como suas histórias.

    Acordou como se tivesse levado um susto. Despertara de um daqueles sonhos que te fazem bem, mas ao mesmo tempo te deixam triste, pois não queria que ele acabasse.

    Vestiu-se com um jeans velho e surrado, gasto pelo uso continuado, já com as formas de seu corpo. Não muito diferente era o tênis que colocou. Velho, sujo e confortável.

    A camiseta era básica, sem estampas, frases ou cores chamativas. Branca. Assim como aquele sonho que acabara, mas não tinha acabado.

    Não sabia se estava completamente desperto. Só sabia que não tinha sono. Não sabia que horas eram, tampouco lembrava o dia da semana. Sexta? Sábado? Quinta?

    Pouco importava.

    Bebeu um copo de café preto. O gosto amargo desceu arranhando seu corpo. Pudera, havia sobrado do dia anterior, e não tinha açúcar.

    Aliás, açúcar não era preciso. Sua mente estava doce. Assim como seu sorriso.

    Fechou seu apartamento. Desceu até sua garagem e abriu o carro.

    Entrou com vagar, ainda pensando no que iria fazer.

    Atípico.

    Ligou o carro, conferiu o tanque de gasolina, miraculosamente cheio. Cheio como seu coração, repleto de esperança. Cheio como sua cabeça ficaria em instantes.

    Não ligou o som. Não precisava de música naquele momento.

    Manobrou o carro e rumou à estrada mais próxima.

    Devia ser feriado. Não haviam outros carros na estrada. Ou seria a hora?

    Algo dizia que era muito, mas muito cedo. A luz do sol estava baixa, conferindo àquela estrada uma sensação confortante.

    Pensou: “É hoje. Vou guiar minha vida.”

    Ligou seu Ipod no rádio do carro e deixou que aquele aparelho ditasse a trilha sonora. Não haveria motivos para selecionar este ou aquele artista, afinal, só tinha coisas que gostava. O acaso que levara sua vida até aquele momento levaria agora apenas sua trilha sonora. A outra trilha ele faria.

    Com os vidros abertos, deixou que o vento fizesse com que aquele dia fosse único. Talvez o primeiro.

    Foi dirigindo, apenas.

    Por uma estrada que não sabia aonde o levaria, foi guiando seu carro. Sentia que estava guiando sua vida.

    A estrada é como a vida. A vida não é um caminho?

    Foi trilhando um novo caminho.

    Sua vida nova começaria aonde seu combustível acabasse.

    Talvez o acaso tivesse um papel importante em sua vida. Pararia em um lugar ao acaso, e lá viveria. O acaso que ele afastara acabaria trilhando seu caminho.

    Longas horas passaram enquanto dirigia. Não sentiu nada que fizesse com que ele parasse de dirigir.

    Conectou-se à estrada assim como com sua vida.

    Durante a estrada lembrou sua infância. Os momentos de alegria com seus pais. As brincadeiras de criança. Sua adolescência, sua escola.

    Lembrou de todas as mulheres que teve, as que deixou de ter, as lições aprendidas com cada uma.

    Lembrou de seus empregos, suas viagens e os filmes que viu.

    Chorou cada vez que lembrava de seus heróis e as lições que havia aprendido. Chorou com os amigos que se foram e com as derrotas que teve.

    Logo voltava a sorrir, já que cada derrota lhe proporcionou um aprendizado.

    A estrada, o vento no rosto, o sol dando algumas dicas que muito tempo havia passado fizeram com que ele chegasse a uma conclusão: “Nasci de novo.”

    Nascera um novo homem. Atípico.

    A gasolina acabou e o sol baixou. Chegara em um lugar muito longe daquele que havia sido sua casa.

    Juntou os trocados que tinha na carteira, procurou um hotel.

    Não perguntou onde estava, que dia era ou que horas. Apenas pediu um quarto.

    Tomou um banho quente e demorado. Bebeu um copo de água gelada e foi dormir.
  • Roberto Weber
    Genial...
  • blaugusto
    Hey... cadê os motociclistas do PdH??

    Há tempos espero um belo relato no melhor estilo Easy Rider! ;)
  • Daniel S.
    Excelente texto, muito bom mesmo.

    Aproveitando o comentário, quero desejar parabens a todas as mulheres pelo seu dia especial.

    Abraços
  • Leonardo Ferreira
    Olhando o video sinto falta de produzirem hoje em dia esses carros como os de antigamente que aparecem nesse video, que facilmente o próprio motorista conseguiria consertar (palavra chave: simplicidade) hoje é tudo tão eletrônico e tão especializado, até os vidros retrovisores são eletrônicos! O máximo que um motorista pode fazer nos de hoje é trocar o pneu, e olhe que tem muita seguradora fazendo isso pelo motorista hoje em dia xD. Sem falar da própria aparência, os de hoje são tão brilhantes, parecem feitos para se mostrar e não para dirigir...
  • Henrique
    parabéns


    Vc enfatizou os momentos de uma forma única como a sutileza de detalhes na descrição da ultrapassagem ou mesmo quando conclui o texto com uma pergunta.


    A única coisa que achei de gosto duvidoso foi o interior do peugeot.
    um clássico interior de um chevy, opala ou mesmo de um simples fusquinha faria os leitores realmente agradecerem por ter tido a oportunidade de ter lido esse texto, e refletido sobre o quão simples a felicidade pode ser, não dependendo de preço e nem estilo. Apenas da pura satisfação
  • #16: GNV, na semana que vem, quando a gente se encontrar pra tomar umas, eu conto a história completa.

    No caso da polícia de estrada da Lituânia, os caras surpreendem. Falavam lituano, russo, inglês e alemão. Se bobear deviam também arranhar o polonês, que é país fronteiriço. São muito corretos e em momento algum insinuaram querer alguma propina.

    No caso de outros países, como na Eslováquia quando fui visitar o nosso amigo que está na Bratislava, eu me virava ou no inglês ou conseguindo alguém que servisse gentilmente como intérprete. No caso, foi o próprio dono do hostel onde eu estava hospedado (quebraram o vidro do carro dentro do estacionamento, na frente da porta do albergue...)

    #7 Bernardo: bro, não sei qual é o ano do seu carro, mas te garanto que ele é provavelmente melhor e com certeza mais caro do que o meu!!! (Como comprei usado, paguei cinco mil reais no meu Fiat) Como eu falei no comentário #5, eu não sou um sujeito que se interessa por carro. Para mim, é apenas um meio de se mover de um lugar para outro. Compro o que for barato, e utilizo (dirigindo e fazendo manutenção) com segurança.
  • #1 - Ramon Samudio,

    é de bom tom deixar comentários mais significativos quando se pretende linkar a própria loja. Afinal, o Rodrigo teve um puta trabalho pra produzir um texto único, que não é palquinho. Etiqueta online, das básicas.
  • Quanto a Audioslave, tenho só a discografia completa deles no meu iphone, são fodas. Cochise mata a pau, a música e o clipe mais ainda.

    Tudo dando certo, vou embalar numa road trip como essa em muito em breve, Rodrigo...

    Victor, no seu caso, quando deram as merdas em outros países, você se comunicou em inglês?

    Sabia escrever "sinto muito" em Lituânio?
  • Guilherme
    cara, texto animal, sem comentários!!!
    tem umas viagens que são tão boas que às vezes eu fico um pouco triste por chegar, porque a estrada, que eu já vi centenas de vezes, tinha uma coisa diferente, que eu nunca tinha percebido, o que torna tanto a ida quanto a volta algo lindo, e com a combinação certa então, boa música e boa companhia, o pacote tá fechado!!!
    abração
  • Ricardo
    Tenho só 18 anos, ainda estou percorrendo a estrada, no momento anda um pouco esburacada, mas tenho em mente que a maior parte dos buracos é por culpa minha :D
    Curtinho o bom som, sempre, me falta a companhia, mas chegarei lá e vou curtir a estrada assim que possivel.
  • ótimo artigo!

    Ficar fazendo coisas planejadas nem sempre é o certo para termos uma boa diversão!
  • you gave me life / now show me how to live
  • Marcão, macho-alpha++
    #4 - Poisé Bernie,
    quando você for um jovem rico e desocupado (ou um filhinho de papai) vai poder fazer altas car trips pela europa. Enquanto isso contente-se com o seu uno.

    Quando você conseguir trocar o uno, existe a grande chance de não ter vontade (ou tempo ou dinheiro) pra passear pela europa.

    Enquanto for um proletario e tiver que trabalhar pra viver, sem tempo pra aprender idiomas extravagantes e para planejar viagens sem nexo, contente-se em ler sobre as aventuras dos outros em artigos patrocinados numa espécie de Caras de turismo.

    Quem sabe na próxima vida você (nós) não acerta(mos)?

    Att

    Marcão, macho-alpha++
  • Társio Macedo
    Cara, ótimo texto. Essa sensação é muito boa. Viagem sem pressa, curtir os lugares, as paisagens... perfeito!
  • Carlos
    Só quem divide essa mesma paixão pela combinação estrada + música poderá entender a essência deste texto.

    Muito bom.
  • Bernardo
    Nossa demais o texto, e concordo plenamente com tudo!

    O único problema pra mim é sair pela estrada de Fiat Uno... Vida de universitário é dura hahaha...

    Mas eu ainda vou tomar coragem e sair de Uno mesmo pelas estradas do Brasil!
  • Outra coisa que lembrei agora: para os leitores mais novos do PdH, pode ser que não tenham visto outros artigos na mesma temática, também do Rodrigo:

    Road Trip pelo Brasil
    http://papodehomem.com.br/road-trip-pelo-brasil...

    Não Dirija, Pilote!
    http://papodehomem.com.br/no-dirija-pilote-part...

    E esse aqui é um que eu fiz sobre estradas européias:
    http://fromvictorwithlove.com/diario/2010/dicas...

    E para completar a lista, um post do Gus Fune com uma bela trilha sonora para dar continuidade ao Audioslave:
    http://papodehomem.com.br/on-the-road-63-musica...
  • Fala Dr. Rodrigo! Até hoje me recordo do "papo de homem" que tivemos aí em Porto Alegre, quando você me recebeu com muita hospitalidade enquanto tomamos nosso café de origem (só esqueci o nome do local!)

    Nessa ocasião, aprendi contigo bastante coisa, em particular a paixão pela estrada. Diferente de você, eu não sou um cara que aprecia carros (nunca consegui ler uma Revista Quatro Rodas por mais de dois minutos).

    Mas as diferenças acabam aí, pois o que nos coloca em igualdade é o amor pela aventura e liberdade. Isso não tem preço, mesmo.

    Uma coisa legal que tenho feito nas road trips é usar o Google Maps e/ou GPS para identificar onde estou e localizar cidades de possível interesse em volta. Tem vezes que meu planejamento é tosco com um toque de serendipidade: decido para onde vou baseado no nome da cidade.

    Foi assim que cheguei sem querer em Zadar, por exemplo: http://bit.ly/aFQf2p

    No final das contas, não tinha grande coisa para fazer nessa cidade. Percorri tudo de ponta a ponta, sem nenhum guia. Perdi a viagem? De modo algum. Como você mesmo disse no começo do artigo, "não tenho pressa". O que interessa é a jornada.
  • Marcius M. Monteiro
    Ainda não tive a oportunidade de viajar no MEU carro, dirigindo, até porque tirei a carteira a pouco tempo, mas, sim, eu tenho em mente que quero percorrer todo o litoral brasileiro, conhecendo as mais belas praias, tomando as mais diversas cervejas e conhecendo as mais diversas pessoas.

    Admito que NUNCA viajei de avião (não, não é mentira!), mas já viajei bastante de carro, pelo litoral nordestino (moro em Fortaleza), conheço muitas praias e poucas "serras", mas isso não me importa, minha vida inteira foi na praia e dela não pretendo sair.

    É isso ai pessoal, viagem de carro, curtam a viagem até o destino, tanta coisa na estrada que passa despercebida aos olhos dos mais focados na chegada.

    Abraços!
  • vitor guerra
    sugiro que acompanhem relatos de viagens de motos.
    tem gente que vai até o ushuaia e volta, muito legal.
    aqui é possivel acompanhar alguns:
    www.motonline.com.br
  • Mario de Souza
    Que texto fantástico! Ganhou minha atenção logo no começo, ao falar de Audioslave. De fato, aprecio suas músicas mais hoje que o grupo 'existe apenas no passado'.

    Cara, eu achava que só eu gostava da estrada e do caminho. Muita gente reclama da viagem pois está com a cabeça apenas no local aonde querem chegar, mas não observam aonde estão e o que há de bom lá. Como na vida...

    Esse relato do Victor é inspirador, esse ano ainda faço algo semelhante.
  • Parabéns pelo seu trabalho.

    visite nosso site.

    http://www.classeaflex.com.br
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