Se você passou mais de 10 anos na escola e agora pretende ser ou já é pai/mãe, esse vídeo e esse encontro é para você →
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Desafie seus amigos

Gustavo Gitti

por
em às | Artigos e ensaios, Cabana no PdH, Chivas, Mecenas, Mente e atitude


Amigos, “bróders”, primos, pais, filhos, colegas de trabalho, sócios, recém conhecidos, não importa: o fato é que quase não usamos nossas relações para melhorar nossa vida. Não demora para todos aceitarem nossos hábitos negativos e às vezes até reificarem obstáculos em apelidos e identidades aparentemente sólidas.

Para ajudar a transformar esse processo, vou descrever três entraves muito comuns em nossa cultura (privacidade, proximidade, respeito excessivo), apontar o poder de um grupo de homens que desejam avançar e enfim sugerir a prática do desafio.

Você também enxerga seus amigos com legendas condicionadas?

Privacidade

Você chega em casa, portas e janelas fechadas, ninguém olhando. O computador parece convidar: “Venha trabalhar em mim ou, se quiser, abra aquele site”. Você se resolve primeiro e depois começa o que tem de ser feito. Já que ninguém está por perto, você se acaba roendo unhas diante de tantos emails. No dia seguinte, fica dormindo das 7h30 às 9h35 colocando mais 15 minutos no despertador do celular.

O solo da privacidade é perfeito para a proliferação de maus hábitos.

Proximidade

Semana passada, ouvi o filósofo Alain de Botton dizendo que hoje nos aproximamos por gostos e mundos em comum. Gostamos de quem é parecido conosco. As redes sociais são uma prova desse autocentramento. Porém, tal cultura da proximidade impede que nossos hábitos negativos sejam atacados. Se você é um publicitário que trabalha 12 horas ao lado de outros publicitários que trabalham 12 horas, dificilmente um de vocês vai chegar com os dois pés no peito dizendo “O que estamos fazendo de nossas vidas?”.

Botton propõe que aprendamos a nos unir por outras razões que não preferências em comum. Caso contrário, nunca teremos um contato genuíno com a alteridade, com o outro, com o estrangeiro que poderá apontar os limites da nossa realidade circundante.

Respeito excessivo

Nós compramos facilmente a solidez das festas, sorrisos e eventos bacanas no Facebook. Parece que estão todos bem, felizes, curtindo a vida, satisfeitos. Nos becos, no subsolo da vida, psicólogos, padres, cobradores de ônibus, taxistas, prostitutas, lamas e xamãs sabem que não é bem assim.

Porém, nós não somos céticos, interessados, curiosos o suficiente para perceber que estamos todos igualmente fodidos.

Deixamos os outros em paz para sermos deixados em paz. Em paz com nossas aflições, enganos, crenças, fracassos, tiques nervosos, padrões destrutivos.

André Dahmer já alertou: nossos amigos talvez estejam vivendo tragédias não noticiadas

Desafie seus amigos

“Confesse suas falhas ocultas.
Aproxime-se daquilo que acha repulsivo.
Ajude aqueles que você acredita não poder ajudar.
Qualquer coisa a que você esteja fixado, deixe ir.
Vá para os locais que o assustam.”
(Conselho do professor de Machik Labdrön, iogue tibetana do século XI)

Nós fugimos o tempo todo das áreas que não dominamos, dos mundos nos quais nos sentimos desconfortáveis, dos locais que nos assustam, das situações que não podemos controlar, de tudo aquilo que evidencie nossos obstáculos e coloque em cheque nossas certezas.

Sem alguém para nos empurrar ao abismo, sem alguém para apontar ansiedades, apegos, aflições, medos, orgulhos, preguiças, sem ajuda genuína, dificilmente vamos conseguir andar melhor.

Precisamos de alguém para nos acordar naquele momento de conforto, sonolência ou desatenção que sempre nos leva a um forte sofrimento alguns meses depois? Precisamos ouvir um “Cara, olhe para sua vida, acorda! Está mesmo satisfeito com isso?”.

Precisamos. Então nada melhor do que começar a oferecer! Se somos a média das pessoas com quem mais convivemos, mais do que trocar as relações, podemos ajudar as pessoas com quem já temos contato. Assim que os outros ao nosso redor melhorarem, nós viveremos mais relaxados, destemidos, criativos, abertos, alegres. A transformação dos outros é inseparável da nossa.

Olhe bem para a vida de todos os seus amigos. Reconheça onde eles estão, suas riquezas e qualidades. Ao mesmo tempo, atente para névoas de confusão, percursos interrompidos, áreas de insatisfação, oscilações de ânimo. Visualize como ele poderia ser melhor e ajude-o a avançar, ampliar sua visão, estabilizar sua mente, ativar seu corpo, melhorar suas relações, fazer algo decente com a própria vida.

Sem julgar ou se colocar como superior, mesmo sem saber respostas e saídas, insista, diga o que precisa ser dito, arraste-o para onde ele precisa ir, coloque-o contra a parede, teste seus limites, pregue peças, pergunte.

Cutuque seus amigos a cada momento que eles não forem autênticos, que eles estiverem sendo pouco, fazendo menos, não vivendo no limite. Não compre suas justificativas, desculpas, culpas, draminhas, desvios de olhar. Não faça cafuné. Mande a real e não aceite nada menos do que uma atitude ponta firme, livre de bobagens e mediocridades.

Quando desafiamos nossos amigos, pelos menos três coisas acontecem conosco:

  • o interesse verdadeiro pelas vidas ao redor afrouxa nosso autocentramento,
  • somos forçados a ser o exemplo vivo do que falamos,
  • sem precisar falar, naturalmente exigimos que eles também nos desafiem com vigor, num círculo virtuoso que faz crescer a energia masculina.

Roube e catalogue as muletas dos seus amigos

Um exemplo de grupo cheio de desafios

“A capacidade de um homem de aceitar a crítica direta de outro homem é a medida de sua capacidade de receber energia masculina. Se ele não tem um bom relacionamento com a energia masculina (com seu pai, por exemplo), ele vai [...] se sentir ferido ou na defensiva ao invés de fazer uso da crítica de outros homens.

Cerca de uma vez por semana, você deveria se reunir com seus amigos mais próximos e discutir o que você está fazendo em sua vida e o que você está com medo de fazer. Essa conversa deve ser curta e simples. Você deve dizer onde você está. Então, seus amigos devem lhe dar um experimento comportamental, algo que você possa fazer que vai lhe revelar algo, ou garantir mais liberdade em sua vida. [...]

Seus amigos mais próximos devem estar dispostos a desafiar sua mediocridade sugerindo uma ação concreta que você pode fazer para tirá-lo da sua rotina. E você deve estar disposto a oferecer sua brutal honestidade, da mesma forma, se vocês todos pretendem crescer. Bons amigos não devem tolerar mediocridade uns dos outros. [...]

Sem essa força masculina em sua vida, seu direcionamento se torna descontrolado, e você está sujeito a se desviar na bagunça de sua própria ambiguidade e indecisão. [...]

Escolha amigos que estão, eles próprios, vivendo em seus limites, enfrentando seus medos e vivendo um pouco além deles. Homens deste tipo podem lhe amar sem protegê-lo dos confrontos necessários com a realidade da sua vida. Você deve ser capaz de poder confiar que esses amigos vão lhe falar sobre sua vida do modo que eles veem, oferecer a você uma ação específica que vai iluminar sua própria posição, e dar o suporte necessário para que você viva logo além de seu limite, que não é sempre, ou quase nunca, confortável.”

–David Deida

Esse pequeno trecho de The way of the superior man (livro traduzido na íntegra pelos cabaneiros) resume bem um dos aspectos da Cabana PdH, dojo de crescimento pessoal. Além de “Desafie seus amigos” ser uma das práticas de nosso treinamento, além de uma área dedicada exclusivamente para homens que desejam desafiar e serem desafiados, a linguagem do desafio constante está por trás de nossos olhos em todo o espaço da Cabana, tanto nas interações online quanto nas presenciais, cada vez mais frequentes por todo o Brasil.

Se um cara diz que mora com os pais, recebe na hora quase que um ultimato. Os casamentos encantados para toda a eternidade sempre tem gente à espreita. Sentidos e motivações são questionados o tempo todo. A dinâmica do couchsurfing é usada para invasão de rotinas: um obriga o outro a acordar cedo, comer bem, se exercitar… Eu mesmo fui desafiado a renovar logo minha carteira de motorista (como não cumpri o prazo, vieram tirar minha barba).

Tal atitude de desafio acaba se desdobrando para toda a vida, até mesmo para nossos relacionamentos com mulheres e principalmente para nós mesmos. De tanto receber desafios, ganhamos confiança para nos desafiar. Fica mais fácil admitir nossas fragilidades e trucar o ciúme, a raiva, a preguiça, a hesitação.

Sem bla-bla-bla nos comentários

Deixe um comentário contando como já foi desafiado ou já desafiou um amigo. Melhor: diga qual amigo pretende desafiar (como e por quê) e em que pontos da sua vida você gostaria de ser desafiado. Tomara que alguém leia e o empurre.

Eu já adianto que estou com 4 desafios nas costas: sentar em silêncio todo dia, fazer musculação, renovar a CNH e começar a cozinhar em casa. E hoje vou desafiar um grande amigo que está reclamando de ausência de vida social. Ele terá duas semanas para levar a mulher a um restaurante bacanudo e, em outra noite, se encontrar com pelo menos seis amigos num bar.

Mecenas: Chivas

Quem não tem uma bela história com seus amigos? Assista abaixo ao trailer de dois curtas produzidos por Chivas sobre a verdadeira amizade. Para ver os curtas completos, clique aqui.


Link YouTube | “Um brinde ao Tinkle”. Já em cartaz!

Conheça “A Verdadeira Amizade”, homenagem de Chivas aos bons amigos que não deixam de compartilhar e festejar os melhores momentos com a melhor das bebidas. 

O filme completo e outros vídeos estão disponíveis on-line

P.S.: Tiro meu chapéu para a Chivas por ter topado apoiar quatro textos como esse em vez de exigir um conteúdo relacionado diretamente à marca. Trabalhamos diariamente com isso e sabemos que é uma postura raríssima.

Mecenas PdH: Você leu um texto apoiado por uma empresa. Conheça nossa política de transparência e conteúdo livre de amarras. Este post é resultado de nossas práticas, diálogos e treinamentos na Cabana PdH. Quer entrar no Dojo?
Gustavo Gitti

Professor de TaKeTiNa, autor do Não2Não1, colunista da revista Vida Simples e coordenador dO LUGAR (ex-Cabana). Interessado na transformação causada pelo ritmo e pelo silêncio. | www.gustavogitti.com


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  • http://shotsarge.blogspot.com Marcio Sarge

    Meus desafios: Organizar minha vida financeira, fazer uma viajem inesquecível com minha mulher, não ceder a depressão, aprender a cozinhar bem.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Marcio, e você tem algum amigo te desafiando especificamente com alguma dessas coisas (e te ajudando a cumprir)?

      E seus amigos? Não pensou em nenhum deles com algum obstáculo? Nenhum que poderia ser ajudado com um “Seguinte: eu te desafio a fazer isso até dia tal. Você aceita o desafio?”?

      Abraço.

      • http://shotsarge.blogspot.com Marcio Sarge

        Quanto a primeira pergunta Gitti a resposta é não. Já para a segunda, em relação a desafiar meus amigos sim tenho feito, em mais intensidade com um em particular, tentando motiva-lo a mudar de vida, fazer um faculdade ou algo que lhe interesse entre outra coisa… só não tenho estipulado tempo  uma que nunca havia pensando nisso como um exercício e outra que nesse caso acho que quase impossível estabelecer tempo pra as metas.

        Abraço.

  • Lucas Carvalho

    Eu pretendo desafiar dois amigos meus (irmãos) que sobrecarregam a mãe deles (que já sofre pra caralho) com 3 netos antes dos 23 anos, porque nossa relação sempre foi extremamente pautada pelo “somos amigos, nos amamos mas não damos opiniões na vida uns dos outros”. Os dois são exemplares perfeitos de vagabundagem e irresponsabilidade e eu sinto que nunca mandei a real pra eles.

    Eu gostaria de ser desafiado para: tirar as fuças de dentro de casa, sair da internet (em geral, minha vida é toda pautada pela inetrnet), começar a mexer meu corpo e desenvolver confiança/coragem pra enfrentar a vida profissional e o mundo organizacional, no qual eu sou mais tímido, inseguro e medroso do que uma mocinha na menarca.

    E esse texto é muito bom pra ser lido de manhã.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Então, Lucas, uma coisa que estou fazendo e vejo amigos e cabaneiros também fazendo é o seguinte: chegue para algumas pessoas ao seu redor, uma a uma, e liste esses pontos nos quais precisa de um empurrão. Diga algo assim: “Eu preciso fazer isso, se eu não fizer isso, me lembre disso, me chacoalhe”.

      Pode ser contextualizado, claro, para não soltar uma lista de problemas: fale sobre sair de casa com alguém que mora num lugar que você acha bom, fale sobre sair de Internet com outro amigo que está com o mesmo obstáculo, fale sobre mexer seu corpo com aquele seu broder largado, e assim vai. Sem desespero, sem alarme, peça ajuda. Todos nós precisamos de ajuda.

      A ideia é começar a criar uma rede ao seu redor, uma rede sutil que te puxa, que faz você avançar para onde quer ir. E o mesmo acontecerá com eles. Assim que ouvirem esse pedido, muitos também vão te pedir algum empurrão em alguma área de sonolência.

      Essa rede parece que já existe, mas ela é raríssima. Muitas vezes os bons pais, os bons irmãos, os bons primos, os bons amigos (não estou falando dos maus, veja), as boas namoradas, eles não tem um genuíno interesse na sua vida para além do tipo de relação que vocês construíram (beber, jogar futebol, procurar mulher, trabalhar etc). 

      Precisamos criar essa rede quase que do zero.

      O que acha dessa ideia, Lucas?

      Não escrevi isso diretamente no texto porque aqui foquei em desafiar os outros, mas estou preparando outro texto para o PapodeHomem sobre como pedir ajuda. 

      E de novo: não digo em relação a doenças mentais, crises ou qualquer coisa do tipo. Penso em um executivo que ganha 20 mil reais por mês, é casado com uma mulher linda, tem dois filhos, duas casas, dois carros, é alegre, é fodão, é tudo, mas precisa igualmente de ajuda, com certeza.

      Abraço.

  • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

    Meus desafios:
    - fazer uma viagem sozinho, mochila nas costas e pouca grana no bolso. Sair da zona de conforto e aprender a me virar.
    - Parar de perder tempo com merda na internet (tem diminuido, mas ainda está além do que quero)
    - Entrar na dança de salão

    Vou desafiar um amigo que vive se arrastando pela vida, sem definir o que quer, numa rotina que não gosta pela pressão dois pais e comodismo. Parcialmente mando a real para ele, mas aí ele me cutuca e termino sem mandar o papo todo.

    Curti o texto; uma boa reflexão para o Dia dos Amigos (eu sei, já passou).

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Fala Paulo!

      Mas especificamente qual será o desafio para ele? Sua descrição é muito genérica e “mandar a real” (descrever o problema) é pouco. Qual exatamente será seu desafio? O que ele terá de fazer para cumpri-lo?

      Quando seu amigo te cobrar, isso é a coisa mais foda do mundo.

      Primeiro porque é o gancho perfeito para você pedir ajuda e para criar essa rede de empurrões ao teu redor. Gente que realmente não vai te deixar cair sonolento, distraído, infeliz em algum canto. E isso é raro, como já disse: há caras que se suicidam porque ninguém ao redor percebe o que está acontecendo.

      Segundo porque pra te cobrar direito ele mesmo vai ter de também dar o exemplo. Então é bom estimulá-lo a te cobrar cada vez mais profundamente e rigorosamente em coisas que de fato importam. Isso não é fácil porque a gente não sabe direito o que realmente importa (nem na nossa vida, imagine na dos outros).

      Então o ciclo estará formado: ambos vão avançar para dar o exemplo (em paralelo a desafiar os outros) e ambos vão se puxar, se empurrar.

      Desafiar o outro não é apontar falhas, mas olhar onde o outro está, quais são as riquezas, quais são as qualidades positivas, quais são as áreas de paralisia, quais são os trajetos que ele começou e não foi até o fim, e ajudá-lo para isso. Desafiá-lo a dar o próximo passo. Para isso, você tem de olhar com precisão e desafiar com bastante detalhe: “Faça isso. Topa?”. Tem de ser em algum obstáculo, algo que ele talvez não se empurraria para fazer (ou demoraria), e tem de ser algo que você o visualiza conseguindo fazer.

      Creio que deixei isso tudo claro no texto. Se não deixei, me avisa que altero.

      O que me diz, Paulo?

      Abração!

      • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

        Yeah, agora ficou um pouco mais claro.

        Provavelmente eu via a situação errada, cutucava sem muita empatia (sem se colocar no lugar dele)… assim ficava muito generalista, o que gerava uma reação defensiva do lado dele, saca? Ele não apontava meu erro não para me cobrar, mas como um mecanismo de defesa de uma crítica feita de mal jeito, sem apontar caminhos ou alternativas.

        Vou cutucá-lo para escolher uma área de pesquisa/estágio/cursos na faculdade até que ele descubra o que realmente gosta. Isso é mais específico.

        Abraços

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Agora a galera vai perceber que esse post é uma armadilha (e tomara que façam o mesmo comigo e com todos que comentarem). Comentou, se fodeu. ;-)

      Paulo, eu te desafio a entrar num curso de dança de salão e fazer a primeira aula até o fim do ano. VOCÊ TOPA?

      Lembro que trocamos emails e eu já te disse isso há algum tempo. Agora é a hora, velho.

      • http://twitter.com/verossimil verossimil

        Quem por aqui comenta está simplesmente baixando as calças até o tornozelo, debruçando na mesa e dizendo pra galera “me desafia, me desafia todinho, me desafia até as bolas”. OH WAIT-

    • Bruno Alexandre

      Bom momento pra puxar o gancho: “então desafio nós dois, você vai atrás de resolver teus problemas que eu resolvo os meus, no fim do mês discutimos o progresso.”

      Um puxando o outro ajuda bastante!

  • Bruno Alexandre

    Os que me vêm na mente neste momento:

    - Largar mão desse medo sem sentido e namorar aquela menina linda com quem tenho saído direto só na amizade.
    - Parar achar que serei inconveniente cada vez que discordar da opiniõ de alguém em assuntos mais delicados que a previsão do tempo. Em outras palavras, tomar posse do meu lugar nas conversas. (essa segue bem a idéia do texto).
    - Em noites e dias chuvosos, largar as inutilidades da internet e aproveitar o tempo em coisas que me acrescentem algo na vida, como leitura pra minha profissão, prática de yoga, meditação e até mesmo conversas sadias com amigos que estiverem no facebook.
    - Deixar as desculpinhas e a preguiça pra quando eu estiver realmente exausto, praticamente incapacitado me mover.
    - Transcender a vontade de postar um blablabla aqui. (pqp)

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Bruno, eu te desafio a enviar essa lista para dois amigos com algo assim:

      “Galera, preciso fazer isso. Se eu não fizer isso, estarei bastante insatisfeito e miserável daqui a alguns meses ou anos, não importa se eu estiver com uma cara boa dizendo estar feliz. Preciso que vocês me empurrem, me cobrem, me lembrem disso sempre que perceberem que eu esqueci. Beleza?”

      Topa o desafio, cara?

      • Bruno Alexandre

        Ugh, chute no saco com aquela botina de bico de aço! Deu vontade de deixar pra segunda, mas topei já!

        Enquanto escreve este comentário já estou acertando os pontos com um amigo que topou também, let’s rock!

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Boa, Bruno! Depois me conta como isso andou, a reação deles, e se fez a coisa avançar mais rápido (o que quer que seja benéfico para vocês). Se quiser manda por email (gitti@). Abraço!

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      Tenho pra mim que você encerra a questão ao desafiar-se a si próprio a “deixar as desculpinhas e a preguiça pra quando eu estiver realmente (…) incapacitado”. QUEM NUNCA? Embora o desejável, ao sentir-se exausto, seja correr mais meia dúzia de quilômetros. 

      • Bruno Alexandre

        Bem colocado, acho que já me sabotei nessa aí. O que é estar realmente exausto? Acho que nunca senti isso. O que tinha em mente no momento que escrevia era a respeito de exercícios físicos, é bom respeitar o corpo, deixa-lo se regenerar. Ainda mais eu, minhas articulações são frágeis e faz pouco tempo que comecei um treinamento pra criar uma musculatura e suportar a carga (ponto pra mim, esse obstáculo já superei!).

        Mas no mais, melhor ficar sem desculpas, existem outros aspectos da vida além do físico e eu não sei o que é sentir-se exausto, vou correr até saber como é.

      • http://twitter.com/verossimil verossimil

        São raras as ocasiões em que qualquer um de nós “mUdernos cidadÕES” realmente é levado a qualquer um desses extremos (fome, sede, cansaço). No máximo uma dor de barriga. No máximo um desejo não satisfeito. No máximo um DESCONFORTO.

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Erico,

        Como descrevi no texto, eis o que observo: se o cara se desafia, percebe que existe todo um mundo interno, dinâmicas do corpo e da mente, que nos fodem, que não ouvem nossas promessas (“Esse ano farei isso, preciso acordar mais cedo…”). Ele se propõe a fazer X e não consegue. Gera culpa, desânimo. Aí o cara descobre que precisa de ajuda. E pode pedir, abrir a rede.

        Se o cara é desafiado, se vive um pouco nessa cultura entre os amigos, ele mesmo ganha confiança para se desafiar e cumprir o que se propõe, fazer o que tem de ser feito, andar, ter direcionamento.

        Então não importa em qual ponto do círculo ele entre (se desafiar, desafiar outro ou ser desafiado), o que interessa é começar a andar.

      • http://twitter.com/verossimil verossimil

        KEEP WALKING é outro mecenas, nénão?

  • Angelo

    Eu queria que alguém me desafiasse a estudar mais,começar a malhar,arrumar uma namorada,largar a internet e voltar a jogar futebol,nem que seja no time do bairro.

    Mas eu tenho medo de falar isso tudo pra meus amigos e eles rirem de mim ou me acharem um fraco que não aproveita a vida….

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      Eu sou um fraco que podia aproveitar muito mais a vida. O que não tenho, e muito mais pela idade do que por qualquer possível “evolução de caráter” de minha parte, é o dito MEDO.

  • Eduardo Amuri

    Gitti, eu te desafio a pegar a merda do carro e dirigir.

    Você vai ter colhões de fazê-lo? Ou vai procrastinar feito uma menininha, como fez da ultima vez?

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      Ah, mas menininhas não procrastinam. Vão lá e fazem. Estamos falando nesse caso de BICHICE ou VIADAGEM, sem qualquer relação com as preferências sexuais de Mister Gitti.

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Exato. Tem menininha ponta firme. Eu até removi um trecho do Deida que era algo como “você vai agir como uma mulher”. Homens e mulheres podem agir como frouxos e fracos.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Valeu, Amuri. Vou transferir minha cidade lá no Detran e renovar a carta até o fim do ano.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Ah, Amuri, e eu te desafio a pedir alguma ajuda específica (por aqui, por email, pessoalmente, tanto faz), num ponto mais óbvio que eu ainda não vi ou naquele ponto que você sabe que precisa avançar e às vezes sequer consegue imaginar como.

  • http://www.facebook.com/people/Luis-Rangel-Amorim/100000266374850 Luis Rangel Amorim

    Porra Gitti, tava foragido? Tomou um chá de sumiço dos grandes!
    Mas voltou com um excelente texto. P/ variar.. hahaha

    Me lembro de já ter pensado algo a respeito disso. Era sobre algumas brincadeiras que eu e minha galera tínhamos na adolescência..
     
    Quando tinha 16 anos e só andava com a galera da escola era comum a gente insultar um ao outro. Se o cara era playboy a gente jogava isso na cara dele até ele se tocar. Se o cara ficava de frescurinhas pelo msn p/ conseguir pegar alguma gatinha a alopração e o repudio eram imensuráveis kkkkkkkkkkkNo começo alguns se zangavam e não queriam mais andar com a gente, mas logo depois voltavam e reconheciam que apesar da putaria nós estávamos certos.

    Hoje eu percebi que aqueles moleques bagunceiros se tornaram jovens promissores. Mais humildes, mais atentos à sociedade e menos egoístas. O foda são os malditos apelidos que ainda perduram até hoje!
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Abraços!

    P.S. Frescurinhas pelo msn seriam palavras mais ou menos desse naipe: Oiex, miguxinha, te dollo, S2, etc.

  • http://www.facebook.com/people/Gustavo-de-Santana/1784635557 Gustavo de Santana

    Gitti, estamos com os mesmos 4 desafios então. Sendo que o da CNH eu vou resolver hoje, então restarão apenas 3.

    Paguei 3 meses de academia e só fui 3 dias. Tenho 2 meses pra ir. Pra mim é o mais difícil, mais até que sentar em silêncio.

    Tava sem sentar em silêncio por semanas, até que conversei com o Fabio, e agora já tenho retiro marcado. Vamos ver. É difícil também.

    Ontem, pela primeira vez na vida, preparei meu próprio arroz com feijão. Hoje almoço em casa. Pretendo economizar 200 reais de almoço por mês, o que é uma economia de respeito.

    Volto pra Cabana hoje mesmo. Não cola mais nem comigo mesmo a desculpa da falta de dinheiro.

    Incrível como a gente passa tanto tempo sendo apático, pálido. Não dá.

    Abração!

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      Pagar academia e não comparecer, comprar livros e não ler, copiar (baixar?) filmes e não assistir. TER e não FAZER, dou também a mão à palmatória. Isso de “apático, pálido” me faz pensar se, com tempo suficiente, não nos transformaríamos todos em Edward “vampiro purpurinado” Cullen(s). Padrão “Crepúsculo” de formação de homens…

      • http://www.facebook.com/people/Gustavo-de-Santana/1784635557 Gustavo de Santana

        Sim. A gente se apega à sensação de que pode, de que tem o alvará pra fazer as coisas, de que tá tudo à mão, é só fazer… mas não faz! Ainda procuro algum pesquisa que mostre que 95% dos lucros das academias de musculação vem dos alunos que pagam e nunca vão malhar. É um dinheiro livre pra academia, porque esses alunos sequer corroem a borracha das máquinas com o suor.

        Daí a gente vai puxando o fio e vê que existe uma porrada de coisas que giram em torno somente do não-fazer, do just in case.

  • http://www.baixinhoinvocado.blogspot.com Wagner Villa Verde

    Eu desafio minha esposa a ir comemorar nosso um ano de casados na ilha de San Blas … PANAMÁ !! Sem reclamação … sem essa de precisamos guardar dinheiro para o apto ou para o carro. Quero viajar e quero ir para lá !!

  • http://www.facebook.com/julioczares Júlio Silva

    Gustavo mandando bem como sempre..  Estou enviando o link para alguns amigos, ontem conversavamos sobre algo bem próximo e este texto cairá como uma luva…

  • don conejo

    meu desafio mais recente foi lançar um blog/curso contendo dicas para as pessoas melhorarem suas vidas sociais e amorosas depois de um conhecido fazer chacota pública no facebook quando o Manual do Jogador Caro era apenas um projeto. Hoje quem está rindo sou eu.

    Desafio meus amigos e leitores a saírem de suas zonas de conforto fazendo coisas que nunca fizeram ou de alguma forma diferente…. os desafio a fazerem pelo menos UMA mulher sorrir por dia…. os desafio a elogiar sinceramente ao menos UMA pessoa por dia, dizendo oque gostam nela e por quê, entre outros.

    Agora meu desafio é reclamar menos das coisas, entender melhor as pessoas, acertar novas manobras no surf e ter sucesso profissional.

    parabéns pelo belíssimo artigo Gustavo!

    Abraço do DON

  • Gaby

    Eu tenho tantos desafios… que só de pensar…mas o meu maior desafio nesse momento é voltar a ter brilho nos olhos… com esse brilho o resto vem mais  fácil. Reencontar aquela energia aquele entusiasmo de antes.

  • Hugo Cardoso

    Eu quero escrever um livro. Comecei me desafiando a 750 palavras por dia ( http://750words.com/ ). Falhei miseravelmente. “Amanhã eu faço” e “Segunda-feira eu começo” : as 2 frases que fodem minha vida…

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Cecilia,

    EXCELENTE comentário!Esse cuidado é crucial. Relendo o texto senti essa impressão que descreveu também.Eu sinto bastante esse “atestado de incapacidade” surgir e realmente não sei qual o limite, qual o equilíbrio. Acho que até seria legal eu ter colocado isso no texto também. É uma questão em aberto.Mas acho que é bom chegarmos no ponto de fazê-la surgir em vez de ficar com pé atrás de entrar nesse âmbito. O que eu vejo é isso: temos mil pés atrás, sequer experimentamos essa posição de invadir um pouco mais a vida dos outros. E isso é ruim. É como se não nos interessássemos verdadeiramente pelos outros.Observa isso também?

  • http://www.facebook.com/people/Edson-Maruyama-Diniz/100000197168023 Edson Maruyama Diniz

    Meus desafios são vários, mas até o final do ano, vamos ser realistas e focar em dois tópicos:

    1) Escrever um conto e enviar aqui pro PdH.

    2) Escrever o projeto o projeto de pesquisa e enviar para os responsáveis para poder escrever o artigo sobre os diagnósticos de enfermagem.

    Mensagens de apoio/cobrança/chute no saco são aceitas em edson.marudiniz@gmail:disqus
    .com

    Quanto a desfiar meus amigos, creio que primeiro preciso lograr sucesso para seguir como exemplo.

    Um abraço,

    EZ!

  • http://twitter.com/verossimil verossimil

    De onde se tira uma conclusão: na prática a teoria é outra.

  • http://twitter.com/verossimil verossimil

    De onde se tira uma conclusão: na prática a teoria é outra.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Victor,

    Todas as pessoas, no fundo, querem isso. É uma questão de você construir essa relação com elas, essa base.

    Se sua fala não tem poder sobre seus amigos, isso não é um problema deles, é uma limitação do relacionamento. Tudo coemergente com você. Dá para você mesmo começar a construir uma relação de maior interesse e abertura, e consequentemente sua fala será mais poderosa.

    O desânimo que sentimos pelos outros idêntico ao que sentimos pela nossa própria estagnação. Então é legal trabalhar com isso juntos: quanto mais você confia na sua capacidade de avançar e melhorar, mais confia na capacidade dos outros, menos desanima, mais possibilidades enxerga.

    Faz sentido pra você?

  • Rodrigo

    Tenho um grande amigo na universidade que já fala a meses sobre um projeto que tem de organizar um evento, e já até o vi pedindo ajuda de algumas(inclusive a mim) pessoas para isso. Vou desafia-lo a tornar essa ideia real e não só mais uma conversa de bar/corredor até o fim de janeiro.
    Quanto a mim, tenho alguns projetos que ja deviam ter prazos estimados mas estou sempre adiando ou perdendo o foco por qualquer motivo, receber o desafio por parte dos outros seria uma motivação a mais
    Ótimo ponto de partida para uma “evolução pessoal coletiva” no fim das contas  (:

  • http://twitter.com/AlexSMX Alex

    Graças a esse “P.S.: Tiro meu chapéu para a Chivas…” Desafiei meus camaradas a aprender poker comigo, numa roda com charutos, chapéus e uma stripper servindo o Chivas 12 anos.

  • Eudu

    Rafael Prado Madeira: eu te desafio a passar em Análise! Você tem 3 dias pras se matar de estudar pra essa porra! E sem desculpinhas!

  • http://www.facebook.com/renan.nascimento Renan Rodrigo Do Nascimento

    Muito bom. Desafiarei quatro amigos:
    1°: Desafio a atingir o equilíbrio entre a careira profissional e o bodybuilding.
    2°: Desafio a ser menos impulsivo e a quebrar pensamentos automáticos (rótulos, preconceitos).
    3°: Desafio em curto prazo para retornar sua vida social após o término da faculdade e a longo prazo entrar para Azul Linhas Aéreas.
    4°: Desafio a expandir seu olhar com as mulheres, a garantir seu comportamento de homem nas suas relações.

    Meus desafios são:
    Me formar na faculdade em dois anos;
    Atingir perfil ativo no meu emprego e eliminar somente a ação reativa/passiva;
    Voltar à Cabana até o final do ano para dar um “sacode” naquele lugar ou ser sacudido;
    Passar por experiências diferentes ou conhecer coisas novas para me livrar de previsibilidades constantes.

  • http://www.facebook.com/people/Fabíola-Aguiar/100000526678977 Fabíola Aguiar

    Desafie seus amigos

  • Eu_Du

    Rômulo, eu te desafio a entregar 2 dos 4 cartões até sexta dia 04!

  • Vinicius

    Eu ia cancelar o recebimento de posts por email , mas comecei a trabalhar , e como é escritório vira e mexe tenho tempo livre , ai leio os posts aqui , parabéns pra toda a equipe pdh por vários posts incriveis e interessantes escritos! 
      Eu e meus amigos sempre nos desafiamos quando passa uma garota e um de nós diz: ” Nossa essa é gata!” . Ai todo mundo já diz , duvido você falar com ela agora, se não for é mole/viado ( geralmente usamos esses adjetivos pra deixar o cara mais motivado)! 
     Principalmente pelo fato de termos entre 15 e 20 anos sempre andamos em desafios, mas estou querendo começar desafios, de mais adrenalina , que exijam um certo ponto de loucura pra faze-lo , tem alguns para sugerir gustavo Gitti ? que ja o fez ou que quer fazer
     

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  • Herbert William

    To twinkle!

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