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em às | PdH Shots, Poker&Life
Esta foi uma semana de convocação de Seleção Brasileira, com técnico, entrevista coletiva, explicações e até discussões acaloradas sobre os convocados.
Claro que não estou falando do esporte bretão, com onze de cada lado, e sim da equipe que vai disputar o campeonato mundial de poker com duas cartas na mão em Londres, em novembro deste ano.
Ao contrário da seleção de futebol, a de poker tem seu técnico como unanimidade. Marcos Sketch é um jogador muito experiente ao vivo e online e é, talvez, o jogador mais técnico deste país. Ele já leu quase uma centena de livros de poker e deu aulas para alguns dos melhores jogadores de torneios do Brasil.

Marcos Sketch
Em Londres, serão disputados dois torneios. Um deles será freezeout*, com representantes de diversos países escolhidos por suas respectivas confederações; o outro será um torneio de Duplicate Poker disputado na London Eye por seis países, entre eles o Brasil. No segundo formato, todos os países jogarão mãos pré-selecionadas e idênticas para que o fator sorte seja eliminado completamente. Ambos serão de Texas Hold’em.
(*Freezeout: Torneio de poker sem rebuys nem add-on, no qual o campeão é o jogador que ganha todas as fichas em jogo.)
Diferentemente do que ocorre em outras modalidades, o Brasil possui uma confederação forte e transparente que defende o poker no país e é a principal responsável pelo reconhecimento do jogo como um esporte pelas autoridades.
Como no torneio freezeout estará em jogo uma significativa premiação em dinheiro, o presidente da confederação, Igor Federal, anunciou que metade do valor arrecadado pelos jogadores brasileiros será utilizada para o bem do poker brasileiro. O destino da premiação será definido através de pesquisas com os próprios jogadores.
Antes do anúncio dos convocados, todos sabíamos que havia dois jogadores que não podiam ficar de fora da seleção.

Alexandre Gomes
O primeiro é Alexandre Gomes, o maior vencedor de torneios ao vivo daqui, que já conquistou um bracelete na World Series of Poker e um título do World Poker Tour, as duas séries mais importantes do planeta.

André Akkari
O outro é André Akkari, atual campeão do Evento 43 da WSOP e o jogador mais carismático do país, que tem também diversos resultados no poker online e é patrocinado pelo PokerStars.
Junto com estes dois jogadores e com a direção da confederação, o “Professor” Marcos Sketch escolheu os outros representantes brasileiros no torneio. Foram eles:

Caio Pimenta
Caio Pimenta: Caio é o maior vencedor de torneios online do país e é considerado por grandes nomes do poker mundial um jogador de primeiríssima linha. Alguns estrangeiros chegam a afirmar que ele é O maior jogador de torneios online do mundo. Caio é colunista da revista Bluff Brasil.

Felipe Mojave Ramos
Felipe Mojave Ramos: Felipe é um jogador conhecido mundialmente por ter vencido os mais importantes torneios da modalidade Omaha do mundo. Ele é também detentor de um troféu de primeiro lugar do BSOP, o Campeonato Brasileiro de Poker, e tem vasta experiência internacional. Ele também é colunista da Bluff Brasil.

Thiago Nishijima Decano
Thiago Decano Nishijima: Decano é reconhecido internacionalmente por sua técnica e disciplina, e tem em seu currículo uma mesa final da WSOP. No começo de 2011, ele conquistou o primeiro lugar na UBOC, série de torneios online.

Christian Kruel
Christian Kruel: C.K., como é conhecido no meio, é um dos pioneiros do poker brasileiro e no ano passado ganhou também uma etapa do BSOP. Christian está no jogo desde o começo e ainda se mantém um jogador de primeira linha e disputa os principais torneios do mundo. Ele é um dos mais experientes jogadores do Brasil.

Daniela Zapiello
Daniela Zapiello: Todas as seleções que disputarão o mundial tinham que indicar uma jogadora para seus times, e Daniela foi o nome escolhido por seus resultados constantes em torneios regulares ao vivo no país. Dani tem figurado entre os principais jogadores do país tanto no circuito live quanto no online e é uma das figuras mais agressivas do esporte aqui.
Enfim, vamos todos vestir nossas camisas verde-amarelas e torcer por esta seleção de gigantes. Caso venhamos a ser campeões, ainda não veremos buzinaços na Av. Paulista, mas da forma que o poker está crescendo por aqui, quem sabe este dia não chega?
Guilherme Kalil é um dos sócios da Bluff Brasil, jogador das mais bizarras modalidades de poker e viciado em Coca Zero.
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