Como sorrir para suas lembranças doloridas

Luciano Ribeiro

por
em às | Artigos e ensaios, Atitude, Cabana no PdH


Lembrar daqueles tempos parece difícil. Dias em que a vontade era de socar o chão, a parede, a porta ou a cara do babaca que transformou aquele paraíso neste pesadelo do qual não dá para acordar.

Igualmente complicado é visualizar que, na verdade, a cada xingamento gritado interiormente, torna-se ainda mais difícil sair da cadeia desses pensamentos confusos, palavras mal posicionadas e ações desarmonizadas com nossos objetivos. Cada movimento parece afundar ainda mais o corpo num pântano de dúvidas. Cada dúvida leva a mais perguntas que não são para serem respondidas, são perguntas-convite a mais perguntas.

Um doce pra quem acertar a diferença entre sonho, pesadelo e realidade.

E os dias passam. As noites continuam. Álcool, cigarros, trabalho e estudo. Amigos, desconhecidos, sexo e raiva. Estrada, sonhos e música. Tudo ao mesmo tempo agora. Nos intervalos, apenas o espaço entre você, a cama e o desespero.

O doce sabor do sofrimento

De repente, você olha ao redor e tudo parece perder o significado, porém ganhando substância. O silêncio se torna companheiro de viagem. As lembranças dançam uma vez mais. Elas vêm como uma mulher atraente, cheirosa e irresistível, com uma pele macia e voz suave. Elas tocam seu rosto, mesmo sem ter um corpo. Elas causam tristeza, mesmo sem o terem contrariado. Elas o dominam, mesmo sem humilhá-lo. Tudo o que elas fazem é dar exatamente o que você procura, seja um sorriso solitário ou uma lágrima na companhia de um ombro.

Admiramos o mecanismo que nos traz o sofrimento pois ele é o mesmo que valida nossa felicidade. Acreditar nesse processo torna tudo mais divertido. Isso nos coloca direto em cima do palco, acende as luzes e coloca os figurantes para contracenar.

Nosso pensamento é treinado para buscar razões e criar sentidos. Uma grande qualidade que pode se tornar uma terrível armadilha, como o proposto abaixo, num exemplo que confronta o pensamento europeu (comumente adotado por nós) e o chinês, muito mais direto:

“Na Europa, se pedirmos a um homem que defina alguma coisa, sua definição se afasta das coisas simples que ele conhece perfeitamente bem e retrocede para uma região desconhecida, que é a região das abstrações progressivamente mais e mais remotas.

Assim, se lhe perguntarmos o que é uma cor, dirá que é uma vibração ou uma refração da luz ou uma divisão do espectro.

E se lhe perguntarmos o que é uma vibração obteremos a resposta de que é uma forma de energia, ou qualquer coisa desta espécie, até que cheguemos a uma modalidade do ser ou do não ser ou, de qualquer modo, penetraremos num terreno que está além do alcance do nosso interlocutor.

[...] Ele (o chinês) quer definir o vermelho. Como é que pode fazê-lo num desenho que não seja de tinta vermelha?”

–Ezra Pound, O ABC da literatura, p. 25-7.

Uma lembrança é apenas uma lembrança. Uma experiência e nada mais. Um ataque na corda de uma guitarra. O som é apenas som. A canção é criada por nós.

Olhamos para o passado, de novo e de novo e mais uma vez, como se tentássemos reescrevê-lo.

Cair rápido, perder o chão, ter uma nova história para contar, mesmo que ela seja antiga. Mesmo que já seja uma reprise. Mesmo que seja um remake. É isso que queremos. Não só eu ou você. Nós todos. No fundo gostamos de sofrer, por isso escondemos nossas cabeças num buraco e esquecemos que há alguns instantes estávamos admirando o horizonte. A graça parece ser permanecer no escuro, pelo prazer de reencontrar a luz. Acreditar no roteiro que a vida nos propõe, esperando a trilha sonora dar o tom certo. Seja ele de drama, aventura ou romance.

“We like our suffering because it’s so good when it ceases for awhile.”
“Gostamos de nosso sofrimento porque é tão bom quando ele cessa por um tempo.”
–Matthieu Ricard, em palestra no TED.

Optamos pela cegueira. No entanto, não há cegueira de fato, apenas um esquecimento. Não há escuridão. Apenas escondemos nossos olhos da luz. O que acontece é que esquecemos que, para ver o mar, as montanhas e o céu, precisamos olhar fora do buraco. Olhar para fora. Levantar a cabeça acima dos ombros.

O problema, basicamente, é um só. O problema é esquecer. Esquecer que há um mundo lá fora, com uma dinâmica própria e, ao mesmo tempo, implorando a nossa ação. Esquecer que tudo começou quando optamos por lembrar do passado e começar o filme. Esquecer que, antes de sonhar, estávamos acordados. Falando, respirando, coração batendo, olhar atento, ouvidos sintonizados. Esquecer do movimento exatamente anterior, que nos leva ao ponto onde nos encontramos. Seja levantar da cama, dar o play ou mesmo deitar e dormir.

Só precisamos de verificações por esquecermos da natureza fluída das coisas.

O olhar liberador de passados

A realidade – aquela, amarga e sofrida dos dramas hollywoodianos que filmamos todos os dias – nada mais é do que nossa dificuldade de rir dos fatos.

Nossa falta de leveza. Nossa prisão é nossa excessiva seriedade. Nossa incrível capacidade de dar solidez e esquecer que mesmo o maior dos impérios um dia ruiu. Nossa triste realidade reside no intervalo entre nosso eu de hoje, que chora ajoelhado ao pé da cama, rezando por dias melhores, e o nosso eu de amanhã, que ri dos nossos filhos, dizendo que todos os problemas deles vão passar.

É uma simples questão de olhar. Não exatamente de ponto de vista, mas de olhar. Um ponto de vista pressupõe a necessidade de movimento, para chegar a um determinado local e, a partir dali, lançar-se sobre uma nova perspectiva. O olhar não. O olhar pode ser desenvolvido de onde você se encontra, a qualquer momento. Ou seja, não é necessário esperar os anos passarem até que haja a dissolução do sofrimento supostamente causado por uma lembrança ruim. Você pode assumir a forma e papel desejado diante dessa aflição, seja com uma postura ativa, passiva ou reativa.

Uma lembrança tem tanto poder sobre você quanto a escuridão quando seus pais apagavam a luz e fechavam a porta. As criaturas projetadas na parede que tanto causavam pavor perdem o significado quando descobrimos que se tratavam só de sombras. O processo é o mesmo, apenas o objeto muda.

Você pode olhar para a paisagem ou para o monstro.

O dia em que você lembrar da parte pesada do seu passado e conseguir sorrir sem a necessidade de maquiá-lo, encontrar interpretações positivas ou resolvê-lo para sair vencedor, este será o dia em que estará livre, mesmo que só por alguns instantes. Este será o exato momento no qual toda aquela solidez se esfacelará na sua frente, como um castelo de areia.

É como visualizar um antigo namoro e rir de todas as brigas, insultos e objetos arremessados. Está tudo ali, tudo aconteceu. Você apenas parou de se identificar.

A escolha está presente, como o horizonte, sempre à altura dos seus olhos: esperar a risada nascer ou atacar imediatamente seu castelinho com pá e gargalhadas. Assim mesmo, feito um bebê malucão.

Este post é resultado de nossas práticas, diálogos e treinamentos na Cabana PdH. Quer entrar no Dojo?
Luciano Ribeiro

Designer, estudante de Design de Produtos, apaixonado por ilustração, fotografia e música. Vocalista da banda Tranze (rock’n roll). Escreve, canta, compõe e twitta pelo @lucianoandolini.


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50 comentários

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  • http://twitter.com/iGiaaan Gian Lucas

    Texto MUITO foda, de longe um dos melhores que eu já li aqui.

    E trata de um assunto que, pelo menos pra mim, é um dos pontos centrais do lifestyle do PdH, que até já foi comentado outras vezes. Se o homem é o protagonista da sua própria história, mesmo as lembranças mais fudidas que ele tenha vão trazer aquele sorriso no canto da boca ou aquele aperto no estômago; porque foi ele quem viveu, ele escolheu o que seria da sua história.

    Não acho que seja por martírio que lembramos das coisas ruins. Acho que é porque lembramos das coisas como elas foram pra nós e do quanto sentido (ou não) elas fizeram naquele momento.

    Texto de fuder, cara. Mandou bem.

  • http://profiles.yahoo.com/u/Y5YX4CZJVPLQMJVSXO4KXXCZNM Felipe

    Eu não sei se é destino ou coincidência mas seus textos chegam sempre em horas dais quais eu mais necessito deles.

  • http://www.facebook.com/RS.Robles Ricardo Robles

    O problema do sofrimento com as lembranças é que quando são positivas remetem ao passado e quando negativas, projetamos o futuro. Não da forma de aprendizado, mas de perda. Assim, perpetuamos as derrotas e damos vida e força ao cliche que nos diz “que o sucesso do passado não garante as glórias do futuro….” O que acredito que seja verdade, mas insuficiente.

    Quando projetamos as lembranças negativas ao agora ou ao futuro quase sempre as comparamos com a percepção alheia. Nunca com nossas próprias percepções. Este é o problema!

    As pessoas precisam entender que de fato o mundo é globalizado e não é possível viver sozinho, mas para fazermos parte de um grupo e para buscarmos as aceitações que tanto precisamos é preciso, inicialmente, que estejamos neste grupo. A primeira aceitação deve partir de nós para nós mesmos. Valorizar nossa individualidade e nossa singularidade. Tornar-se o melhor que podemos e que queremos ser, modoficando ações e aprendendo com cada segundo de vida. Tudo isto para que possamos nos sentir satisfeitos com nossa própria imagem e nosso próprio ser. Tudo isso para que nos bastemos.

    A partir daí não há mais sofrimentos. A aceitação continua necessária. Não devemos nos livrar dela, mas colocá-la em segundo plano.Quando nos satisfazemos com a única forma que nos acompanha desde o nascimento e que nos guiará lentamente até a morte – nós, deixamos as expectativas de lado e passamos a acumular experiências. Já não as categirizamos como positivas ou negativas e sim como simplesmente aprendizado. Elas, ao se tranformarem em lembranças, não nos assombraram mais, porque aconteça o que acontecer, passamos a viver para satisfazer nossos próprios anseios, sonhos e desejos.

    A sina do homem é a busca incansável e desenfreada pela aceitação alheia antes de sua própria.

  • http://twitter.com/gui_arruda Guilherme Arruda

    REPORTAGEM EXCELENTE! “Como sorrir para suas lembranças doloridas” | Papo de Homem – Lifestyle Magazine http://bit.ly/g57Fmh

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Então, Luciano, lá pelas tantas do texto enfatiza que é mais uma questão de olhar do que movimento em si.

    Tendo a discordar.

    Essa capacidade de olhar vem, em minha experiência, de dois locais:

    a. ação. ao agir, no sentido de seguir se movimentando, você naturalmente alcança outros pontos de vista, o olhar pode demorar, mas cedo ou tarde ganha amplitude.

    b. bagagem. o sujeito com bastante bagagem de vida, que já enfrentou n obstáculos, tem habilidade pra trabalhar o olhar sem necessitar tanto movimento, suponho. ainda assim, precisa caminhar.

    Na prática, quero dizer o seguinte. O cabra mediano cuja mulher deixou ele pra ficar com o melhor amigo, que era seu sócio na empresa dos sonhos, não vai conseguir digerir a história somente na base do olhar. A inércia vai consumí-lo.

    Portanto, gosto do que propõe, mas advogo maior importância ao movimento/ação, acompanhado da consciência de flexibilidade do olhar.

    • http://twitter.com/luciano_ribeiro Luciano Ribeiro

      Guilherme, você percebeu a falha do post.

      O texto está incompleto de propósito e ele não é conclusivo. O que falta é exatamente isso que você colocou, a necessidade da ação. Isto virá em um outro texto, só estou decidindo se publicaremos abertamente ou se irá para a Cabana, mas a julgar pela complexidade do texto, até agora, deve ir pra Cabana mesmo.

      Porém, não sei onde você leu que o mais importante é o olhar do que o movimento, pois não foi isso que eu quis dizer. No texto só destaquei o olhar como uma espécie de fagulha que inicia o incêndio.

      Imagine esse mesmo cara que perdeu a empresa e a esposa. A tendência é ele ficar na inércia, como você disse e nisso eu concordo. Porém, se ele abrir o olhar, tirar a cabeça do buraco e visualizar um horizonte amplo, isso o levará à ação. Claro que existem casos onde uma ação levará à abertura do olhar. Ambos são meios hábeis pra se atingir a mesma finalidade, que é a liberação desse ponto de estagnação, gerado por uma lembrança que ativa essas emoções negativas paralizantes.

      De qualquer forma, se ele não perceber que, independente do que ocorreu, ainda existe a liberdade de agir à partir do ponto onde está, sem mudar nada, a tendência é ele permanecer paralizado, esperando que tudo seja como ele deseja que fosse.

      Abraços!

  • Marcel

    Meu Deus…que texto.
    Fantástico…Parabéns
    Isso é fruto de milhares de livros de filosofia existencialista ou de uma inspiração poética vinda de uma baita experiência vivida?

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Trilha sonora pra essa leitura,

    http://www.youtube.com/watch?v=LSYiSqx–7o

    • http://twitter.com/johnnyschulte João Vitor Schulte

      Mandou muito bem Guilherme essa música tem realmente tudo a ver!!!

  • http://www.facebook.com/ypbrgo Yuri Pessoa

    Texto muito bom,e ao mesmo tempo complexo e vago por se tratar de um fator obscuro a todos nós.Acredito Luciano que o segredo está na meditação.Meditar sobre si mesmo,sobre sua vida desde o momento que vc nasceu até o momento em que se encontra e claro,consequentemente resgatando o passado,porém de uma forma diferente,jogando realidade e bom censo.A verdadeira dificuldade é que em cada lembrança havia todo um contexto e uma realidade diferente na época,e é praticamente impossível arquitetar tudo isso em nossa mente criando esta realidade passada para compreender nossas dificuldades,fracassos e êxitos e usá-los no futuro.Acredito que não podemos esquecer o passado,porém usar o que conseguimos compreender dele para nos aperfeiçoarmos.Outro problema como vc mesmo ressaltou é que na vida tudo acontece ao mesmo tempo.A vida é uma pista com várias vias e sentidos,porém o tempo é o mesmo para todos as vias e sentidos.Cabe a nós obter a experiência vivida e usar nosso tempo cada vez mais otimizado ao nosso benefício e principalmente ao benefício de toda a humanidade.A vida é como uma música,temos o som da bateria,da guitarra,do baixo,do vocalista,que formam um som,que é interpretado por cada um de nós,e não a como isolar cada elemento da música,pois toda a sua emoção,sensibilidade e beleza serão destruídos,o mesmo ocorre na vida.

  • http://www.facebook.com/people/Daniel-Liu/100001622507671 Daniel Liu

    Muito interessante a forma como você trata diversos acontecidos em nossa vida, coisas desagradáveis não vão mudar pela quantidade de sofrimento que nós empenhamos a ela. Aconteceu contente-se com isso. Gostei dessa idéia do monstro também, a imagem falou por si só. Afinal do que seria do caminho, se não fossem as flores, mas tem gente que só olha a estrada.

  • Elias

    Que foda, como o amigo Felipe o texto veio em hora certa pra mim tbm, muuuito bom o melhor que já li aqui.Estou no ponto mais critico da minha historia, separação e indo morar sozinho, espero um dia poder ver esse castelo de areia se desfalacendo na minha frente.

  • tzvd

    Escreve bem ein Luciano! Senti um pouco de Nietzsche nisso, o tal do eterno retorno, muito interessante.

  • Afonsosaiz

    Caralho! mato a pau! parabens pelo texto

  • Marcoscarraro

    CARALHO, isso vem de livros filosóficos e a conclusão que tira deles ou experiências suas cara? eu chuto que são os dois XD

  • Marcoscarraro

    CARALHO, isso vem de livros filosóficos e a conclusão que tira deles ou experiências suas cara? eu chuto que são os dois XD

  • http://twitter.com/Erikalk Erika Almeida

    Isso tb acontece comigu!

  • http://twitter.com/Erikalk Erika Almeida

    Isso tb acontece comigu!

  • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

    Luciano

    Tem duas coisas que eu costumo exercitar. A primeira é olhar cada situação difícil “de fora”. Como se estivesse vendo aquele problema muito do alto, com uma perspectiva ampliada, que sai daquele momento e tenta se alongar muito antes e muito depois dele. Assim a gente vê que o que parece grande, na verdade não é.

    E a outra é meio que um mantra meu: Lugar de passado é no passado. :-)

    Beijos,
    Deb.

  • Jorge

    O texto é muito bonito e tudo mais, vários pontos interessantes que nos fazem refletir, porém ele sutilmente afirma algumas coisas que precisam ser questionadas.

    A primeira delas é que não entendi o pensamento chinês que confronta o pensamento europeu hehehe, fiquei curioso mas não entendi. A tentativa de explicação do europeu entendi, mas de repente corta para “[...] Ele (o chinês) quer definir o vermelho. Como é que pode fazê-lo num desenho que não seja de tinta vermelha?”. O que significa isto? Que desenho de tinta vermelha? Acho que o que tinha em “[...]” fez falta.

    A segunda é do trecho “O dia em que você lembrar da parte pesada do seu passado e conseguir sorrir sem a necessidade de maquiá-lo, encontrar interpretações positivas [...]“. Não vejo qualquer problema em encontrar interpretações positivas, até porque pessoalmente, quando olhava para o passado já livre de certa situação pesada, eu conseguia enxergar pontos positivos para aquilo ter ocorrido.

    A terceira o Guilherme comentou sobre. É difícil erguer a cabeça e olhar para frente sem ter para onde olhar. Isto depende de alguma ação, que é o que nos mais faz falta na minha humilde opinião. Por falta dela, somo colocados em situação que não gostaríamos e ficamos nela por inércia. Usando o exemplo do Guilherme, do cara que perdeu a empresa e a esposa para o melhor ex-amigo (puta merda, que situação foda! rs). Na minha visão, este cara só vai conseguir sorrir quando estiver fundando outra empresa (ou em um trabalho que o satisfaz) e com outra mulher tão (ou mais) maravilhosa que sua ex-esposa, e para conquistar isto ele precisa agir.

    Espero não ter fugido do sentido do texto e da discussão, foi assim que interpretei.

    • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

      Jorge, o que eu entendi sobre o desenho de tinta vermelha e as definições, é que no pensamento europeu você busca longe a definição, em outras áreas, falando de coisas abstratas e etéreas. Pela definição chinesa, a cor vermelha é o aspecto da tinta vermelha, pura e simplesmente. Não é preciso ir longe para definir o vermelho, basta observá-lo. Acho que é isso. Abraços.

  • http://twitter.com/gabrielvinicius Gabriel Alves

    Sensacional, superar as lembranças que sempre fazem a gente ficar nervoso ou chateado é o necessário para que a vida siga em frente. Gostei muito do exemplo em relação ao filme Inception nos screenshots do post, principalmente pelo personagem principal sempre se dar mal por não superar a lembrança do suicidio da esposa.

    Abraços

    • http://twitter.com/luciano_ribeiro Luciano Ribeiro

      Esse filme é de arrepiar, não?

    • http://twitter.com/luciano_ribeiro Luciano Ribeiro

      Esse filme é de arrepiar, não?

  • http://twitter.com/johnnyschulte João Vitor Schulte

    Já é a terceira vez que isso acontece comigo também com textos (fodas) desse mesmo autor!!!
    Parabéns Luciano!

  • http://twitter.com/bakablues Igor Niemeyer

    bom de mais viu!
    Parabéns!!

  • Ledoyster

    as imagens sao de que filme?

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      As primeiras de INCEPTION (“A Origem”) e a última de WHERE THE WILD THINGS ARE (“Onde vivem os monstros”). Dois filmaços.

  • http://twitter.com/Rapha_Andrade Raphael Andrade

    Quando comecei a ler, pensei: “Quem escreveu foi aquele cara do Black power e um Background Vermelho.” Acertei na lata.
    Muito bom, Luciano, os textos que você escreve geralmente são os que eu me sinto mais interessado em ler, não sei definir nem explicar, mas é um estilo que me agrada, às vezes sacode a minha realidade e me acorda. Mas é sempre bom ler o que você escreve.
    Abraços!

  • LAPLACE2

    DO CARALHO, ERA DISSO QUE ESTAVA PRECISAND PARA REDEFINIR MEUS CONCEITOS
    MUITO FODA, VALEU

  • http://twitter.com/AlissonMarquez Alisson Marques

    Gostei. É bom levantar da cama em plena manhã de domingo e passar a ‘olhar’ a vida de um plano diferente. Acabei me perguntando.. Que tal complementar isso com uma ação? Pois é, lá vou eu.
    Abraço

  • http://www.facebook.com/people/Cecilia-Macieira/100000214655181 Cecilia Macieira

    Texto perfeito! Adorei! Parabéns ao autor, e obrigada por transformar nossos sentimentos em palavras, para que possamos melhor compreendê-los. =)

  • http://www.facebook.com/people/Cecilia-Macieira/100000214655181 Cecilia Macieira

    Texto perfeito! Adorei! Parabéns ao autor, e obrigada por transformar nossos sentimentos em palavras, para que possamos melhor compreendê-los. =)

  • Adrinaot_silva

    Luciano, quero parabeniza-lo pelo texto. Porquê eu não sei, mas somos condicionado a dar solidez a tanta coisa que não nos leva pra frente que apenas esquecemos de viver, sorrir, creio que isso seja uma ”má” educação que nós é dada quando ainda criança e crescemos criando esse monstro dentro de nós.

  • http://twitter.com/WolderMac Wolder Alves

    Sem palavras para descrever a qualidade de texto e quanto me identifiquei com ele, pois é bem verdade que pode ser necessário anos para que uma lembrança ruim seja apenas uma lembrança e que possamos dar um sorrido dela. Como diz a legenda acima: “Você pode olhar para a paisagem ou para o monstro.”

  • http://twitter.com/luciancruz Nego↯ •

    Muito bom.

  • http://twitter.com/luciancruz Nego↯ •

    Realmente muito bom… retrata com clareza o que um homem precisa para ser homem. Sofrimento.
    São calos essenciais para o sucesso.
    Muito foda o texto.

  • Fernando

    “Nossa incrível capacidade de dar solidez e esquecer que mesmo o maior dos impérios um dia ruiu.”

  • Fernando

    “Nossa incrível capacidade de dar solidez e esquecer que mesmo o maior dos impérios um dia ruiu.”

  • Maicon

    “As criaturas projetadas na parede que tanto causavam pavor perdem o significado quando descobrimos que se tratavam só de sombras.” Ah Platão e o mito da caverna. É bem isso mesmo. Ótimo texto e tão denso que para comentá-lo realmente precisaria de outro texto.

  • Guilherme Chaves

    Através desse texto pude ver minhas palavras sendo ditas sob outro olhar. Porém a semântica é a mesma. Mandou absurdamente bem agora.

  • Nikki Sixx

    GENIAL, não me veem mais palavras a mente pra expressar como é foda esse texto

  • http://twitter.com/BrisaFeliz Fernanda Magalhães

    Simplesmente fantástico!

  • http://twitter.com/BrisaFeliz Fernanda Magalhães

    Simplesmente fantástico!

  • Rodrigo

    Pqp bom texto!

  • http://www.facebook.com/people/Abner-Almeida/100000629557419 Abner Almeida

    “Sorria, minta para você mesmo que está tudo bem.” Cada um atribua o sentido que quiser.

    Mas vale lembrar, como citado em relação às sombras que nos amedrontam na infância, a sombra gigantesca que você vê pode ser de um anão. Depende unicamente da luz que o incide.

    Muito boa reflexão, Luciano.

  • Ana

    Poxa queria ter lido esse texto na época em que ele foi escrito, pq agora talvez já não tenha tanta importância uma discussão…Sem palavras tão sábias e filosóficas, apenas respaldada por puro empirismo, penso que o sofrimento pode se tornar um vício, não que seja bom nem agradável, mas se torna uma necessidade. É claro que eu concordo que com o tempo e amadurecimento a gnte passa a ver td sob um novo ângulo, o que antes era tão complexo se mostra absolutamente simples, o fardo vira pluma com a mudança do “olhar”. A questão é que mesmo superado o sofrimento, a vontade de reviver os mesmos momentos felizes(considerando o caso superação de perdas) fica latente. Comigo é assim, o problema não é ultrapassar o estágio de tristeza, pra mim o difícil mesmo é dizer nunca mais…É o bendito “Nunca mais” que me consome. Pq é um vazio irreversível. E o sofrimento para algumas pessoas é a válvula de escape, um fio prestes a se romper entre o passado e o presente. Sei que o meu discurso é meio maníaco depressivo, mas não é o objetivo, só acho que a solução não é um remédio a ser prescrito (quer dizer, em casos patológicos sim =D), cada caso é único e deve ser compreendido individualmente, a até porque em algum momento cada um de nós vai aprender a chutar a pedra no meio do caminho.

  • http://www.facebook.com/people/Helida-Girao/100000574381867 Hélida Girão

    E no começo parece que a dor nunca passará.Acho importante vivenciar o “luto” para superar a dor da separação.O que nao dá é,conforme mto bem sustentado no texto, viver perdido em pensamentos hipotéticos sobre “como seria se tivesse sido diferente”.Pior ainda é imaginar como o outro está superando tudo tao bem e melhor que eu mesma.Ok.Reduzi um belo texto a uma experiência particular. #atitudeurgente

  • http://twitter.com/devoidhere R

    Como sorrir de suas lembranças doloridas? Tornando-se masoquista =]

  • http://twitter.com/devoidhere R

    Como sorrir de suas lembranças doloridas? Tornando-se masoquista =]

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