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em às | Colunas, Dr. Health
Particularmente falando, sou filho de pais, que apesar de médicos, eram fumantes. Digo eram porque minha progenitora, num ato de extrema força de vontade, conseguiu largar o cigarro.
Já meu velho, bem que tentou, inspirado na cônjuge, mas não conseguiu largar o vício, como se já não bastasse ser viciado em outra droga (torce para o Botafogo) regularmente. Apesar de conviver com o cigarro desde cedo, minha sábia progenitora sempre me alertou dos malefícios deste, motivo pelo qual não cedi às malditas pressões sociais que assolam as pobres cabecinhas fracas de adolescentes.
Tem gente que começa a salivar só de ver uma imagem como essa
Me revolta ver amigos e amigas minhas que “fumam só no final de semana”, só para tirar onda. Não quero entrar nos malefícios que o cigarro traz, afinal todo mundo tem uma noção, só que na minha carreira já vi pessoas perdendo membros em conseqüência do fumo*, e ainda na internação clamando por um traguinho.
* Uma doença chamada tromboangeíte obliterante, é causada pela nicotina e leva à perda do membro, por falta de irrigação sanguínea. Só há uma cura: Parar de fumar. Acreditem, tem gente que prefere perder a perna…
Na condição de colunista de saúde da Papo de Homem, trago a vocês uma breve avaliação dos meios para largar o nefasto vício. Isso claro, associado a uma boa dose de força de vontade. Se interessar a alguém, já sentirei minha missão cumprida.
Tem como objetivo não a substituição do vício pela nicotina, mas tornar os períodos de abstinência mais longos e toleráveis. Age liberando pequenas quantidades de nicotina, o que é de certa forma útil, contrastando com os picos e depressões associadas a outros tipos de medicações, que podem levar a exacerbações dos sintomas de abstinência.
É utilizado diariamente por 3 meses. Costuma ter bons resultados, e normalmente aqueles que falham são os que suspenderam precocemente. Não se trata de uma cura mágica para o vício. Requer força de vontade, e, combinado com esta, é uma ajuda valiosa. Um em cada cinco usuários dedicados consegue se livrar do vício apenas com o emplastro.
Comercializado com o nome de Zyban, é na verdade um anti-depressivo. É medicação controlada, ou seja, só se consegue comprar com receita apropriada.
Apesar de não ter sido criada para combater o tabagismo, ajuda a controlar os sintomas da abstinência. Possui alguns efeitos colaterais como boca seca e dificuldade para dormir. Tem a vantagem de não conter nicotina, portanto, não vicia.
De forma semelhante ao emplastro, o usuário faz uso do chiclete quando sente vontade de fumar, ajudando a reduzir os sintomas de abstinência. Apresenta a vantagem de uma quantidade razoável de chicletes poder ser mascada diariamente (até 24), quando der vontade, mantendo a mente e a boca ocupadas.
É tão efetivo quanto o emplastro, e também utilizado por 3 meses. Novamente é necessária muita força de vontade.
Trata-se de uma espécie de “cigarro que não precisa ser aceso”, com doses leves de nicotina, e mentol associado. Associa a dosagem controlada de nicotina, à satisfação momentânea do vício (assim como o chiclete), e adicionalmente, há o efeito psicológico em satisfazer o desejo de levar um “cigarro” à boca. Os resultados são semelhantes aos outros métodos que utilizam doses de nicotina.
- Hipnose: Utiliza-se a hipnose para anular o desejo subconsciente de fumar. Muitos clamam ser o método eficiente, mas carece de provas.
- Acupuntura: Também aconselhada por muitos ex-fumantes como eficaz, mas também carece de prova científica. Como não tem efeitos colaterais, é decisão individual se vale a pena tentar.
Ou você pisa no cigarro ou ele pisa em você
Todos os fabricantes de tais produtos, e também os médicos, são unânimes em afirmar que tais métodos devem ser utilizados em conjunto com aconselhamento ou terapia de grupo, para aumentar a efetividade.
Deve-se ter força de vontade para não se sentir desencorajado, e a chance de sucesso aumenta a cada nova tentativa de parar de fumar.
Dr Health, fumo para mim, só o que o Mengão passa no Vasco em decisões.
Flamenguista ortodoxo, toca bateria e ama cerveja e mulher (nessa ordem). Nas horas vagas, é médico e o nosso grande Dr. Health.
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