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Cinco razões para beber mais vinho

Vitor Nunes

por
em às | Bebida, Listas, PdH Shots


Sim, o vinho pode substituir a loirinha tradicional da cultura do brasileiro nos bares, reuniões com os amigos e nas festas. Você só precisa entender os benefícios que a bebida pode proporcionar.

Como a cultura do vinho ainda não está tão disseminada no Brasil quanto a da cerveja, muita gente ainda não conhece as vantagens da socialização com o vinho. Mas não se preocupe, é para isso que este texto está aqui. Ao final dele, eu acredito que você ficará no mínimo curioso para fazer um teste.

Confesse: a curiosidade já está aparecendo

Existem inúmeras razões para darmos uma chance ao vinho em lugar da cerveja ou do chopp. Vou citar cinco.

Vinho não faz crescer barriga

Aquela sua gestação eterna que só faz a barriga ficar maior com o tempo poderia não existir se tivesse adotado o vinho como uma fonte alternativa de boemia nos fins de semana. A famosa barriguinha de chopp é um mal que aflige o homem brasileiro e decepciona suas mulheres há décadas (algumas, ao menos). Para os que dizem que é charme, vocês sabem que isso não passa de uma desculpa esfarrapada.

Pelo contrário, o vinho ajuda a emagrecer, segundo estudos recentes conduzidos pela Universidade de Navarro, na Espanha.

A pesquisa sugere que a ingestão moderada e regular de álcool contribui para perda de medidas e protege contra a obesidade. O estudo cita o vinho, em particular, como a melhor opção. A razão é simples: o ganho de peso pelo álcool tem mais a ver com o estilo de vida dos beberrões do que com a bebida em si. O consumo de cerveja geralmente vem acompanhado de comidas gordurosas e calóricas, sem contar que dificilmente se limita a um copo apenas. Afinal, não vamos desperdiçar a latinha, né?

É mais fácil, porém, manter o equilíbrio incluindo o vinho na sua dieta de maneira controlada.

Vinho te faz rir mais cedo

Zach Galifianakis entende de vinho e risadas

Enquanto as latinhas de cerveja apresentam em média 4,8% de teor alcoólico, a garrafa de vinho padrão, de 750ml, tem 13%. Se for Vinho do Porto, tradicionalmente mais forte, este percentual pode chegar a 20%. Então, qual dessas duas bebidas você acha que fará todo mundo se soltar mais rápido?

Antecipe a sua diversão e veja seus amigos ficarem alegres mais rápido do que nunca. É nessa hora que as pessoas soltam aquela pérola ou fazem algo que ficará para sempre registrado na memória do grupo (ou no YouTube) e será recontado em muitas festas futuras. Qualquer coisa que facilite isso é bem-vindo, na minha opinião, pois é quando todo mundo se solta que a diversão começa.

Vinho facilita o sexo

Agora capturei a sua atenção, hein? Então siga lendo: ao menos uma pesquisa científica já constatou que a mulher tem mais chances de terminar a noite na cama com você depois de algumas taças de vinho do que depois de beber cerveja. O vinho tinto, em particular, aumenta o desejo sexual da mulher.

Em 2009, a Universidade de Florença conduziu uma pesquisa com 800 mulheres de idades entre 18 e 50 anos, sexualmente ativas e saudáveis. O estudo concluiu que mulheres que consumiam uma ou duas taças de vinho tinto por dia apresentavam apetite sexual maior e melhor desempenho na cama em comparação com as que se abstiveram da bebida. A questão é que o vinho reduz o estresse da mulher e aumenta seu foco no parceiro, além de estimular a circulação do sangue, inclusive nas áreas erógenas.

Isso não quer dizer que sua parceira estará pronta para se atirar em você só porque bebeu vinho, mas as suas chances aumentam.

Vinho aumenta o seu status social

Infelizmente, o bom vinho ainda não é uma bebida tão popular quanto a cerveja. Mesmo que algumas barreiras venham sendo derrubadas com o passar dos anos, o estereótipo de “bebida elitizada” ainda é forte no Brasil.

Mas isso não deixa de ter o seu lado bom. Como poucas pessoas entendem de vinho, ou mesmo estão abertas ao seu consumo, isso se torna automaticamente um diferencial. Se você é adepto, pode se tornar quase uma “celebridade” dentro do grupo, uma referência entre os amigos, que passarão a vê-lo com outros olhos. Você fica mais elegante e inteligente, e as mulheres sem dúvida identificarão um charme em você que antes talvez não enxergassem.

Convide-as para conhecer a sua adega

Não quero dar corda para estereótipos, mas existe algo muito particular e satisfatório em segurar uma taça de vinho. É uma experiência que simplesmente não se aplica à cerveja. Você se sente mais sofisticado. Ser um entendedor de cervejas impressiona; mas saber tudo sobre vinhos impressiona bem mais.

Vinho é saudável, simples assim

Nem todas as razões desta lista precisam ser voltadas para a sua fanfarronice, não é? Vou poupá-los das explicações científicas detalhadas, mas o vinho, se degustado moderadamente e diariamente, traz uma série de benefícios para a saúde e qualidade de vida.

Uma das características mais interessantes e atraentes do vinho, em particular o tinto, é a presença do resveratrol, uma substância antioxidante que ajuda na defesa dos vasos sanguíneos, reduz o risco de certos tipos de câncer, degeneração macular e diabetes. A maior fonte do resveratrol é a casca da uva, razão pela qual o vinho tinto está ligado a inúmeros benefícios – já que, ao contrário do vinho branco, a casca também é utilizada na produção. O resveratrol ainda afina as moléculas do sangue, prevenindo entupimento dos vasos, e diminui o nível de LDL no organismo, o chamado “Colesterol Ruim”.

Não proponho que ninguém substitua totalmente a cerveja pelo vinho. Não tenho tal pretensão e muito menos acho necessário, mas acredito que quem estiver disposto a dar-lhe uma chance pode se surpreender com o resultado.

Então, na próxima vez que quiser reunir os amigos ou estiver com aquela mocinha especial, faça algo diferente. Compre uma ou duas garrafas de vinho (que não necessariamente precisa ser caro), e observe o efeito. Brincadeiras à parte, garanto que a experiência será diferente e agradável.

Vitor Nunes

Jornalista e comunicador por natureza, adora escrever e falar. Começou a trabalhar na rede social sobre vinhos WineTag porque achou que ia poder beber em serviço. Ficou feliz em descobrir que estava certo.


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  • http://barnapraia.wordpress.com/ Eduardo Hoesker

    Eu sou um fã de vinho (não um entendedor…), mas gosto mesmo é de tomar no inverno. Aqui no RS, com as estações bem definidas, o inverno é perfeito para tomar um bom tinto com uma boa massa e uma boa companhia. Já no verão com as temperaturas batendo nos 40 ºC prefiro a cervejinha mesmo, ou então um vinho branco, mas tem que ser bem gelado!

  • Anônimo

    Gosto muito de vinho, não entendo muito, apenas tento consumir vinhos bons e que cabem no bolso, mas alguns dos motivos acima é, no mínimo, discutíveis:

    “O consumo de cerveja geralmente vem acompanhado de comidas gordurosas e calóricas, sem contar que dificilmente se limita a um copo apenas” –  e todo mundo que toma vinho o faz comendo tofu e queijo magro? Balela, um bom vinho sempre é acompanhado de um bom prato, e normalmente, calórico também.

    “O vinho te faz rir mais cedo”- então você está tomando aqueles vinhos vagabundos dos tempos de faculdade, pois quem toma bons vinhos, normalmente não fica bebaço. Ai entra um comparativo, vinho vagabundo = cerveja trincando em churrasco, o que conta é a quantidade, bom vinho = cervejas artesanais ou especiais, onde o que conta é a qualidade. “Beba menos, mas beba melhor”.

    “Vinho facilita o sexo” – Pode ser melhor que a cerveja, mais perde feio pra Tequila.

    “vinho aumenta seu status social” – nada pior que o enochato, daqueles que cheiram a rolha (não façam isso!). Beber e conhecer sobre vinho é legal, propagar aos quatro ventos, é sacal.

    “Vinho é saudável” – bem, isso eu concordo, mesmo que o consumo moderado de cerveja também seja, acredito que o vinho seja mais, porém que ninguém pense que o vinho seja remédio pra algo.

    Saúde!

    • http://www.facebook.com/people/Lucas-Pedrucci/100001663603171 Lucas Pedrucci

      Melhor “enochato” que eno-ignorante orgulhoso disso.

      Cheirar a rolha faz parte da degustação, pra excluir a contaminação daquela por fungos, que produz um odor característico.
      Bouchonné é motivo para descartar a garrafa em questão, porque o fungo da rolha acaba com o vinho. É por isso que o garçom (quando o serviço do vinho é adequado) oferece a rolha ao cavalheiro ao abrir a garrafa.

  • http://www.facebook.com/people/Leonardo-Werlang/1298794174 Leonardo Werlang

    po, supimpa ai, agora, chamar “beber skol/antartica/pseudo-pilsens em geral quase congelando” de cultura da cerveja é no minimo pior do que xingar a mãe de meio mundo…
    tirando isso, ja passou da hora do brasileiro comecar a entender um pouco de vinho, saber que “seco x suave” nao te diz absolutamente nada, etc

  • http://www.facebook.com/viictor7 Victor Alexandre

    Sempre apreciei o vinho. Basta saber escolher aquele que melhor te satisfaz e terá um enorme retorno, no sabor e no ânimo pessoal.

    Particularmente, não sou fã de cerveja. Até cachaça (Ypióca) eu prefiro consumir do que a ‘cerva’.
    Certa vez, consumi mais vinho do que deveria (emoções mode ON), e a ressaca foi do outro mundo.

    Enfim, como meu xará ressaltou, “mas o vinho, se degustado moderadamente e diariamente, traz uma série de benefícios para a saúde e qualidade de vida.”

    Tin-Tin´´

  • Palermo

    Vamos aos fatos, o vinho realmente é uma maravilha, para o coração, sangue e etc..
    Antigamente para quem não conhece o mesmo ele já era utilizado na medicina.
    o grego “Hipócrates” = Pai da medicina sistematizada recomendava o vinho como desinfetante, medicamento, um veículo para outras drogas e parte de uma dieta saudável.

    “Galeno” = mais famoso médico da roma antiga usava o vinho na cura das feridas dos gladiadores,
    “pelo menos é o que relata a história, isso eu quera ter visto”.

    Um povo muito conhecido, Os ”Judeus” antigos utilizavam o vinho como medicamento tb,
    “Pode perguntar a qualquer judeu sobre seu passado, com certea algum familiar antigo tem uma história pra contar, pergunte mesmo a qualquer judeu”.

    Na Italia em Salermo, foi criado o Regime de Salermo, especificava “diferentes tipos de vinho para diversas
    constituições e humores”.

    Quem já ouviu falar em Avicena ?
    O mais famoso médico e filósofo do mundo arabe, acreditava que o vinho oderia ser uma forma e cura, embora pouco tenha usado devido a questões religiosas, mas publicou “O livro da cura” nde fala sobre o mesmo.

    hoje á maioria de nós, só conhece o vinho como uma forma de facilitar a “FODA”, pois qual mulher não curte um bom vinho, uma boa janta e uma boa cama, “Não precisa ser nesta ordem” rsrsrrss

    Cultura Galera, culturaaaaaaaaa abre portas e pernas tb.

  • http://www.facebook.com/people/Lucas-Pedrucci/100001663603171 Lucas Pedrucci

    Essa cultura de tomar vinho na balada ou entre amigos é umas das (tantas) coisas geniais da Europa. Em vários bares, inclusive de albergues, principalmente na Espanha, Italia e França, você vê a galera tomando vinho, sem pose, sem frescura. No Brasil, só vejo algo parecido na Serra Gaúcha. Várias festas são regadas a vinhos e espumantes e algumas champanherias bombam bastante.

    Quanto à ordem dos fatores, a ciência me obriga a discordar. Esse tipo de crença é igual à história de “não misturar fermentados e destilados”. Álcool é álcool. O que vai definir a qualidade da bebedeira e, principalmente do pós, são a quantidade absoluta de álcool ingerido e em quanto tempo, a quantidade de água que você toma junto, se você comeu (antes ou durante) e da sua própria resistência e “treinamento”.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      Ah, meu um mês em Portugal na metade de 2011… Toda noite era aquele vinhozinho esperto na sacada do Kitsch Hostel, com vista para a Praça dos Restauradores em Lisboa. Caralho, que saudade. 

      Lucas, lá eu ouvi falar de um tal de vinho “verde”, que não seria exatamente nem branco nem tinto. Isso procede? Eu tomei e é ainda mais suave do que o branco. 

      • Joao Paulo

        Fabio, o vinho verde é o vinho produzido na região do minho (norte de portugal). É chamado assim pois as uvas são colhidas antes ¨verdes¨ sacou? Dá um confere: http://bit.ly/yHPWdp

        Este tipo de vinho foi um dos primeiros a chegar no Brasil… Lembra do famoso Acácio? Claro que este é um dos mais simples feitos por lá, que tem coisa muito boa! Valeu abs

  • Luiz Otavio

    Matéria muito boa! Parabéns. (y)

  • http://www.facebook.com/people/Renan-Felippe-Correa/100000791971084 Renan Felippe Correa

    eu particularmente acho o chato do vinho um saco… mas se o cara não for pedante como a maioria dos admiradores da bebida fazem questão de ser é um charme a mais pra conquistar as pequenas mesmo

  • Pingback: Como fazer um risoto para dois e ficar aquecido nesse frio | Papo de Homem – Lifestyle Magazine

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=633362605 Kiko Mello

    O autor com certeza desconhece o que realmente é cultura cervejeira. Desconhece o lema da verdadeira cerveja que é: “Beba menos, Beba melhor”!. Aliás, isso que chamam de cerveja e vendem em larga escala nos mercados nem cerveja é, pois cerveja é feita com malte de cevada e essas comerciais são feitas com batata, arroz e milho. O autor também desconhece as infinitas possibilidades de harmonizações com os mais de 150 estilos de cerveja existentes. Sim, não se assuste mas não existe somente cerveja estilo “Pilsen”. O autor não deve ter percebido no grande número de Beer Sommeliers que são formados a cada ano e nos recintos especialistas em cerveja que acompanham esse crescimento proporcionalmente. Desconhece os grandes benefícios a saúde que o consumo moderado da cerveja trás a nossa saúde.
    Após analisar toda essa falta de conhecimento sobre o tema, considero que o autor não deveria ser tão presunçoso e parcial ao escrever um artigo como esse que visa denegrir a imagem da cerveja;

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=633362605 Kiko Mello

    O autor com certeza desconhece o que realmente é cultura cervejeira. Desconhece o lema da verdadeira cerveja que é: “Beba menos, Beba melhor”!. Aliás, isso que chamam de cerveja e vendem em larga escala nos mercados nem cerveja é, pois cerveja é feita com malte de cevada e essas comerciais são feitas com batata, arroz e milho. O autor também desconhece as infinitas possibilidades de harmonizações com os mais de 150 estilos de cerveja existentes. Sim, não existe somente cerveja estilo “Pilsen”. Não deve ter percebido no grande número de Beer Sommeliers que são formados a cada ano e nos recintos especialistas em cerveja que acompanham esse crescimento proporcionalmente. Após analisar toda essa falta de conhecimento sobre o tema, considero que o autor não deveria ser tão presunçoso e parcial ao escrever um artigo como esse que visa denegrir a imagem da cerveja;

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