Papo de Homem

Somos um grupo de caras espalhados pelo Brasil, com gosto por tudo o que a vida oferece de melhor. Relatamos aqui eventos, produtos, ideias e o que mais a imaginação alcançar. Lifestyle Magazine.

Big Brother Brasil 10 e House: o que é mais real?


Publicado por Gustavo Gitti em 13.1.2010 às 15:02 em Cinema, Filmes e TV

Ontem assisti à estreia do BBB 10 e logo depois vi o episódio 11 (o meu release era S06E10) da sexta temporada da série House. A comparação foi inevitável, a ponto de compartilhá-la no Twitter:

“Vi House.S06E10 e lembrei do BBB10. Mundo louco: tem mais humanidade e realidade numa coisa inventada do que numa real. Baudrillard explica.”

Agora vou avançar um pouco nessa ideia e depois quero ouvir vocês. Meu interesse, como sempre, não é fazer julgamentos sobre os participantes do BBB ou analisar o programa, mas apontar para processos que ocorrem o tempo todo em nossa própria vida. E prometo não citar Baudrillard. ;-)

BBB: a artificialidade vem mesmo da presença das câmeras?

Eu assisti às 3 primeiras edições (Kléber Bambam, Rodrigo cowboy, Dhomini que pegou a Sabrina Sato) como um verdadeiro fã. Na época, debatia com todos que se negavam a reconhecer o aspecto social e psicológico do programa.

Eu não me interessava apenas para entender como tantos brasileiros eram hipnotizados pelo BBB, mas porque tinha uma hipótese: ao ver brigas e oscilações emocionais estampadas na tela da TV, talvez pudéssemos rir com mais facilidade de nossos próprios conflitos e perturbações. Se já fazemos isso com ficção (livros e filmes), então algo real seria ainda mais eficaz.


Link YouTube | BBB 2: Tina bagunça a roupa de todos no quarto. Genial.

Infelizmente isso não aconteceu pois as histórias ficaram cada vez mais artificiais… A explicação usual para isso é: fica artificial porque todos sabem que estão sendo filmados. Eu discordo.

As edições seguintes do BBB já aconteceram na era do Orkut (lançado em 2004), com uma cultura de exposição já compartilhada por grande parte dos brasileiros. E as edições mais recentes nasceram em tempos de Twitter, de exposição instantânea. Portanto, não faz sentido alegar que as pessoas agem de modo artificial no BBB apenas porque sabem que estão sendo filmadas.

Se é assim, então todos nós agimos artificialmente pois a câmera pós-moderna é onipresente para quem vive conectado à Internet. Vivemos cada vez mais sob constante exposição, mas nem por isso perdemos realidade. O mesmo acontece com grandes homens cuja vida é altamente registrada e comentada, como Chico Buarque, Steve Jobs ou Sua Santidade o Dalai Lama. As câmeras não os deixam menos reais.

O aspecto artificial, fake, do grupo BBB deve-se a outro fator, evidenciado pela fala de uma das participantes ontem; algo assim: “A gente vai arranjar um casinho ou outro, vai brigar, vai se adorar, mas no fundo todos estão aqui em busca do prêmio”. Complemento: não só do prêmio, mas da fama.

A primeira leva de participantes parecia mais real não porque desconhecia o tamanho da exposição, mas porque não desconfiava da enorme transformação pós-BBB (dinheiro e fama), uma inocência já perdida nas edições seguintes. Mas o que isso tem a ver com a aparência artificial dos participantes?

Para nós, telespectadores, eles parecem artificiais na medida em que não se movem por conta própria. Humanos tem a capacidade empática de reconhecer intencionalidade no outro e por isso imediatamente desconfiamos da humanidade de um robô, de uma janela, do George Bush ou de um participante do BBB, ainda mais quando eles são usados como objetos em provas sem sentido, correndo sobre rolos, como fazemos com ratos.


Link YouTube | Prova do líder (ontem no BBB)

Além de ter seus corpos movidos como uma peça de xadrez por algo externo (que não se reduz à Rede Globo, mas é um gigante sem rosto), a artificialidade é também causada pelo fato de estarem se movendo em busca de algo externo: dinheiro e fama (outro gigante sem rosto). Se você encontrar com alguém e perceber que a pessoa está falando com você apenas para conseguir outra coisa, automaticamente ela perderá autenticidade, presença e, por consequência, realidade.

É como se ela não estivesse ali, como se tivesse sido pré-programada. Tudo o que ela disser soará falso, artificial, fictício, montado, automatizado, produzido, ilusório, irreal.

Ausência de autonomia (ser movido) e de presença (apenas olhar para a cenoura à frente) é isso o que acontece com o BBB e com vários de nós, fora da tela.

House: se é tudo ficção, por que parece tão real?

Sob tal perspectiva, tanto faz se uma história é escrita, dirigida e atuada ou se é vivida de fato. Nosso passado às vezes é menos real do que o filme que passa agora na tela. Tanto faz se há câmeras ou não, se aquilo tem script ou não, se “aconteceu de fato” ou não. É por isso que alguns personagens nos parecem mais reais do que algumas pessoas que encontramos por aí.

O que faz algo ser tomado como real é sua qualidade de autêntico, intencional, transparente – sua autonomia, sua presença. Quando conhecemos uma garota e depois nos casamos, o “marido” é um personagem tão real ou tão construído quanto o “Dr. House”: o que importa é a autenticidade, o fato de sabermos que aquilo é construído, não escondermos sua artificialidade e, mais ainda, usarmos tal ilusão para viver e proporcionar experiências reais. O casamento (e qualquer relação) é uma montagem, assim como é um filme.


Link YouTube | “I need the drugs!”

Um ótimo exemplo é a cena em que House grita “I need the drugs” e logo em seguinda ironiza: “Hum… works for Jack Bouer”.

Não é engraçado porque o personagem faz referência a outro personagem, mas porque o ator faz referência a outra série, dissolvendo a realidade de si mesmo. Como não conhecemos nada de Hugh Laurie, é como se House fosse ator de si mesmo, como se interpretasse incessantemente a si mesmo, sabendo disso e sabendo que sabemos também.

Ora, é precisamente isso que acontece conosco! Interpretamos cada uma de nossas identidades: o marido, o empregado, o chefe, o pai, o amigo… E somos autênticos na exata medida em que nos reconhecemos como atores brincando de realidade, não como personagens reais.

O que acontece no BBB é o perfeito oposto disso: em vez de evidenciar e admitir a artificialidade, ao mesmo tempo em que se cria conexões autênticas e transparentes usando essa própria artificialidade, os participantes fazem questão de afirmar que são assim mesmo, que esse é o seu jeito, que eles não estão sendo falsos, que são como são, reais.

Ora, dentro ou fora do BBB, com ou sem câmeras, ninguém é real. Ironicamente, quando você tenta parecer real, eis o momento em que mais se torna artificial. Nosso aspecto ilusório precisa ser evidenciado e usado de modo transparente para que surja autenticidade, confiança e realidade.

Não é por acaso que isso funciona tão bem em uma série de TV como Lost (que, de fato, produz um mistério maior do que aqueles dos casos policiais do mundo real) ou House. Em nenhum momento eles se vendem como realidade, em nenhum momento esquecemos que é tudo ficção, mas por isso mesmo a relação que os personagens estabelecem conosco é muito próxima, verdadeira, real.

Quando um episódio acaba, ligamos a TV e vemos um repórter falando sobre algum caso policial: “É triste, é real, aconteceu de fato”. E aquilo parece menos real do que a morte que nos fez chorar na série.

bbb10
Linguagem jornalística aplicada ao BBB. Surreal.

Por que perdemos tanto tempo vendo e falando sobre o BBB?

Talvez um psicanalista meio ácido diga que tiramos sarro dos participantes do BBB como um modo de aliviar nossa culpa por vivermos igualzinho eles: sendo movidos por um gigante sem rosto em busca de dois outros gigantes sem rosto, dinheiro e fama, fingindo que estamos nos divertindo.

Ou talvez um professor de meditação budista pense que estamos apenas nos enchendo de entretenimento e distração para adiar a lembrança de nossa morte e, principalmente, não encarar nosso tédio e nossa solidão.

Eu concordaria com ambos e acrescentaria o seguinte.

Nós todos temos um medo danado de perceber que grande parte do que fazemos não leva a lugar algum, não tem sentido, não enriquece a vida de ninguém e às vezes só traz mais confusão ao mundo.

Meu amigo, por exemplo, gastou R$ 135,00 em bebidas quarta passada e acordou se sentindo um lixo, sem saber por que raios bebeu tanto e sem lembrar como voltou dirigindo pra casa. Eu também, várias vezes me flagrei perdendo tempo na vida. A mais significativa, talvez, foi quando percebi, em 2006, que estava trabalhando 8h por um dia para movimentar uma empresa falida que não contribua em nada para a vida de ninguém além dos funcionários.

E então surge o BBB, a maior perda de tempo possível. Uma puta movimentação, milhares de inscritos, os primos nerds que editaram o vídeo de inscrição, grana, servidores, publicidade, 3 meses de 12 vidas confinadas, câmeras, diretores, redatores (olhe a quantidade de notícias que jã estão no site em menos de 24h de programa)… Para nada. Absolutamente nada.

Sem falar dos prêmios e do R$ 1.500.000,00… Com essa movimentação e com essa grana, seria possível criar inúmeros grandes projetos, beneficiando milhares de pessoas.

Como muita gente perde tempo vendo na TV como outros estão perdendo tempo também e depois perde mais tempo discutindo no Twitter, fica mais fácil se juntar ao movimento, perder tempo coletivamente, e assim se sentir menos mal com nossa própria perda de tempo cotidiana.

Por que ver House não é perda de tempo

Assistir House pode até ser perda de tempo, dependendo do contexto, mas em geral não é.


Link YouTube | House fingindo que é gay. Hilário.

House nos lembra, todo santo episódio, de nossa própria morte, de como nossas visões podem ser estreitas, de como é melhor sempre jogar de modo transparente com nossos demônios, desconfortos, pecados e embaraços, de como podemos brincar com a vida e movimentar tudo ao redor (só assistindo pra entender), de como levamos tudo muito a sério (nesse último episódio acontece uma brincadeira genial sobre o salário do Foreman, com um desfecho genial), de como a Thirteen é linda… ;-)

É isso. Fica a sugestão: se é pra ficar parado vendo uma tela, que seja algo humano e real (com personagens autênticos, autônomos e imprevisíveis, tão ilusórios quanto nós). Algo que nos lembre de nossa própria morte e que nos faça perder menos tempo na vida.

Blog Widget by LinkWithin

Foto do autor

Gustavo Gitti é baterista sem bateria, meditante que não medita, ex-bolsista de dança de salão, ex-estudante de filosofia e ex-solteiro. É autor do Não2Não1 e coordena a Cabana PapodeHomem.

Outros artigos escritos por Gustavo Gitti

  • Não sou aquele tipo de babaca pseudo-intelectual que diz ter ódio do Big Brother, assisto sem um mínimo de culpa, convivo entre o erudito e o pop. Posso ler Sartre e comer no Mc Donald's, pq não?


    No mais, adoro o Dr. House!
  • Saulo
    Adorei o texto!!! E acho apropriado uma frase que o próprio Bial, num de seus momentos de verborragia poética durante o discurso de eliminação a um dos participantes de alguma edição do programa, falou: " Brinque de ser sério e leve a sério a brincadeira..."
    Acho q foi até na edição 8, quando o psiquiatra Marcelo foi eliiminado, Bial falou que os seres humanos são muito mais que mocinho ou bandido, herói ou vilão, coadjuvantes, enfim, somos tudo isso e muito mais que meros maniqueímos literários,envolvidos numa rede de complexidade chamada ser humano!!!
  • Marcel
    Não assisto nem uma dessas duas merdas. E ficar escrevendo sobre qual de duas idiotices ficcionais é mais ou menos real é pura perda de tempo.

    E não li o texto, só estou comentando o título do artigo.
  • cleuza
    Esse programa, bbb, é o pior de todos os tempos, só ñ sai do ar, prq tem um monte de idiotas q gostam de ficar vendo aquele bando de gente q ñ tem oq fazer..que baixaria! Programa de apelação mesmo, que graça tem ficar olhando as meninas c/ o traseiro de fora, e os homens...ha deixa pra lá, sem comentários....
    Acho q podia ter mais programas educativos, principalmente p/ os jovens q estam cada vez mais rebeldes. Não respeitam ninguem ...nem os pais. É isso aí, por mim tirava do ar, isso q chamam de programa! Fuiiiii
  • Não acredite em tudo o que a mídia mostra e não os deixem pensar que você acredita , sem antes mesmo de questionar, reflita, pense, questione, pesquise em livros, documentos oficiais, fontes seguras, desligue a televisão e faça a diferença. Veja as mentiras que nos cercam por todos os lados.

    http://ruizmeire.blogspot.com/search?updated-mi...
  • Colegas, discordo do que acabo de escrever, a parte do "nao seja de fato sobre o programa".
  • Gustavo,
    Achei um dos textos mais inteligentes que já li sobre BBB. Talvez porque não seja de fato sobre o programa. [2]

    ================================

    Acrescento que considero BBB como um vício, assim como trocar boas atividades por acessar excessivamente o orkut mesmo quando sabemos que não temos novos recados, nem nada de interessante a se fazer.

    Digo ainda que gostaria de postar sua frase em um blog:

    "Nós todos temos um medo danado de perceber que grande parte do que fazemos não leva a lugar algum, não tem sentido, não enriquece a vida de ninguém e às vezes só traz mais confusão ao mundo."
    Gustavo Gitti

    E deixo uma discussão: é necessário, ou, qual a diferença entre tomar um tempo para não se fazer nada de perdê-lo?
  • Nilce
    O BBB é uma espécie de epidemia que uma vez por ano se alastra pelo país. Mesmo que você não queira acaba sendo contaminado. Atinge principalmente o cérebro, que se vê temporariamente impedido de realizar funções simples como por exemplo....pensar! A causa e a cura pra esse mal ainda não foram descobertas. Será que o Dr. House não poderia nos ajudar?

    Abraço.

    Em tempo: ótimo texto, como sempre, Gitti!!
  • Lucas
    BBB é cheio de perguntas que ninguém até hoje respondeu:
    - Quem você deve ser para ser querido por todos?? Sério, justo?? engraçado e fanfarrão?
    - É possível ser querido todos?
    - Ou pelo menos como ser o mais querido da maioria??
    - o que justo ou é injusto num jogo que é puro julgamento de espectadores?

    concordo que a Globo atrapalha (E MUITO) no lado reflexivo do programa.. e isso me deixa BEM chateado..
    Eu acho que qualquer tipo de interação com os participantes é estragar a idéia base do confinamento. Mas não dá pra negar que vem dando certo (pra Globo)

    BBB parece um lixo.. mas ali se escondem muitas reflexões.. mais do que podemos imaginar.. as pessoas ali estão tentando seguir um script que elas mesmas fizeram.. o engraçado é que na maioria das vezes ou o script é furado ou mal executado. O que acaba deixando todas as fraquezas da pessoa ainda mais exposta.

    Sem falar nas charges reflexivas do Mauricio Ricardo, das super gostosas dançando funk, a dinâmica social da coisa, etc

    e eu sei que até o final do programa a maioria que tá criticando aqui, vai estar lendo notícias de brigas, namoros, etc... ou então, no mínimo vendo as gostosas na Playboy.
    Não tem nada melhor!
    Ver as minas do BBB peladas dá a impressão de estar vendo alguém muito próxima e conhecida.. tipo uma vizinha

    Gitti
    gosto de idéia que você não quis agradar a todos com seu texto.. Valorizo muito isso... mas eu discordo dele
    talvez vc discorde um poko de você mesmo tbem.. já que, se te chamarem, você vai
  • Nós, equipe Encefalocardioescavadoras achamos o texto incrível, e fazemos das suas as nossas palavras...
    Interessante que dois dias antes do seu texto fizemos também uma comparação de quão fútil é o BBB:

    http://oespacoamostral.blogspot.com/2010/01/do-...

    O texto está excelente e House realmente é uma das melhores séries de todos os tempos!
  • caio graco s. g.
    ah , quase esqueci assistam House sim, é muito bom.
  • caio graco s. g.
    BBB é um lixo mesmo, sempre achei uma idiotice
  • Nunca gostei de Big Brother, sempre adorei House M.D. Assisto desde a estréia.
    Ótimo texto, Gustavo.
  • Victor Mandi
    Adorei o texto. Vc fez uma desconstrução da autenticidade, do artificial, e de outros pontos de forma muito crítica. Parabéns!
    Porém, o tópico “Por que perdemos tanto tempo vendo e falando sobre o BBB?” me passou uma visão utilitarista, me fazendo refletir: O que seria “aproveitar a vida”?
    Concordo quando o texto nos transmite, mesmo que indiretamente, a idéia de que o “aproveitar a vida” deveria ser encontrar felicidade ajudar a melhorar o mundo, ou seja, trazer alegria para si e para os outros.
    Mas porque gastar 135 reais (tendo esse dinheiro) seria como “perder tempo na vida”? (acordar um lixo e colocar a vida dos outros em risco é realmente ruim, mas, não é essa a questão). Poderíamos pensar que isto seria uma submissão a uma falsa noção de diversão e realidade, a uma ideologia que dita oq, efetivamente, é aproveitar a vida. Mas, quando saímos e vemos os amigos (até qnd gastamos muito mais em alguma festa) damos risada – ou até mesmo conversamos sobre BBB (eu não, pq não assisto e não gosto de ser chato falando do “papel” do BBB) – o momento de alegria perdura, mesmo q supostamente sendo falso. Não me consigo convencer a pensar que momentos “não produtivos” (volto à pergunta: oq seria isso? ) são um desperdício de vida.
    Uma distração tosca como o BBB, não seria uma........ distracão (um mecanismo para desviar a atenção de alguma coisa) de algo que queremos nos afastar da vida? Do trabalho numa empresa falida? Do cansaço para conseguir os 135 reais supostamente mal gastos? Ora, acredito que nós aproveitamos a vida estando felizes com aqueles que gostamos, e isto se dá desde uma conversa sobre a merda do BBB até ir numa noitada com os amigos.
    Então, vocês poderiam me perguntar: Mas essas inutilidades donde contribuem para melhorar a vida dos outros (ou seja, a suposta utopia de felicidade)?
    Eu diria para perguntar para o personagem mais genial e real que eu conheço (DR. HOUSE) oq ele acharia da idéia de que as ações das pessoas deveriam estar acima de suas mesquinharias e egoísmos, pois, como ele mesmo diz: mesmo as ações altruístas são uma forma do nosso egoísmo.
  • Raimundo Leite
    Parabéns pelo texto...está perfeito...é impressionante como milhões de pessoas perdem tempo vendo 12 marionetes confinados numa casa...pode-se dizer que é o "cúmulo do ridículo"...qto ao caso do dr. House,apesar da ficção,sou fã desse seriado...
  • jack
    o ser humano é medíocre mesmo, em sua maioria. Poucos são os pensantes, e por isso poucos se destacam. A maioria permanece estagnada na sua vidinha de trabalhar para o sistema. A maioria do povo permanece pobre e alienada pro resto da vida. Assistindo Big Brother, futebol, novelas... é lamentável. Mas o mundo é assim mesmo... 90% das pessoas é medíocre, segue a massa.
    Qual a função do BBB? Arrecadar dinheiro para a Globo. E o dinheiro vem de onde? Do bolso do povo burro que assiste e vota. Tem gente que é tão imbecil que faz questão de gastar dinheiro votando! Mas só de você assistir a Globo já está contente, afinal, os contratos publicitários são altos devido à grande audiência. Parabéns à massa burra mais uma vez, por se afundar cada vez mais na lama, sustentando um veículo de comunicação que só faz o mal à mentalidade do povo.
  • tom
    ah, o comentário que mais gostei foi o do Anderson, #93.
  • tom
    li boa parte dos comentários, e me alenta saber que a maioria dos que escreveram afirmou não assistir big brother. Isso é bom, mas é óbvio que somos minoria, infelizmente. Uma pequena minoria.
    Também não assisto, acho que é o cúmulo da perda de tempo, ficar vendo um bando de gente imbecil conversando sobre coisas imbecis.. enfim.. não me satisfaz. Prefiro passar o tempo na internet, ou lendo um livro, ou estudando, etc.
    É lamentável o desserviço que é prestado à população com esse tipo de programa. MAs o povo gosta né.. .e faz questão até de pagar!
    Acho que estamos perdidos... sem qualquer esperança.
  • Marcos
    Ahá!
    Você enrolou enrolou mas não me enganou.

    O grande objetivo desse texto é dizer que o @cardoso é melhor que a @twittess.

    Confessa.
  • Fernando
    Hummm...


    Sinceramente, Gustavo, não vejo nenhuma realidade em House. Vejo teoria! Idealismo. Talvez um ator (um bom ator) tentando parecer real...

    Hummm...Vejo muita projeção no seu post. Vejo uma busca.

    Tá faltando na TV alguma série mais real quanto Seinfeld! Vc já viu? Aliás, com sua forma de ver a vida vc escreveria algo realmente belo sobre a série!

    Nada mellhor foi feito depois disso. Seinfeld volta agora em 2010! Quiçá os relacionamentos e as comédias humanas sejam mostrados tal como são...


    Abraços!
  • Maurício
    O que é a vida senão uma perda de tempo...

    O objetivo é perder tempo com o que te faz feliz, mas com responsabilidade para não se arrepender depois com "perdi os melhores momentos da minha vida com a coisa errada".

    Se vc prefere perder tempo com BBB, ou com Dr. House, ou com qualquer outra coisa, basta ter o paragrafo anterior em mente que está tudo certo....

    No meu caso, perder tempo com o BBB seria um dos últimos da minha lista... Já tentei assistir algumas vezes, mas simplesmente não gostei...
  • Anderson
    Amigo, a meu ver, a função do BBB, assim como tantos outros programas, é manter a "massa" ocupada enquanto políticos roubam, enquanto pessoas são enganadas, e enquanto "eles" preparam mais programas alienantes como o BBB. Pessoas deixam de ler um bom livro, de assistir a um bom filme, de se divertir com os amigos e familiares, de se dedicar à vida espiritual, pra ficar sentadas numa poltrona hipnotizadas por um programa que em nada agrega. E outra, já pararam pra pensar que não somos nós quem elegemos quem deve ou não ficar no BBB? Conspiração é o que não falta e a mídia não quer que saibamos a verdade. Tenho um amigo que assiste à temporada House e me diz tantas coisas interessantes sobre a série. Pessoas, 1º: a Rede Podre (glo...) de Televisão não presta, é lixo; 2º: logo, não assistam ao BBB. Abraços. ;-)
  • Se o Brasil tivesse uma educação melhor, mais acesso a cultura, mais programas de televisão que visam passar mensagens e fazer as pessoas pararem para pensar, menos programas como BBB existira.
    E desculpa mas, BBB10 e House e um mesmo artigo é viajar de mais
    " i need drugs"
  • heuheue
    bbb eh uma droga, nunca vi nem um nem pretendo...
    pq a partir do momento q sentamos e assistimos a vida de outras pessoas q n fazem nada de util, ou não passam nenhum aprendizado, q acrescentem algo em nossas vidas, estamos perdendo tempo... aquele mundo não existe, ficar o dia todo em festa sem fazer nada não eh a realidade de todos e não vai ser nunca, procure crescer... o o unico interesse nesse programa eh a divulgaçção de produtos e o acumulo de dinheiro.

    bem eh isso, mas sobreviver de pão e circo eh uma escolha, assim como viver!

    assistam filme leiam livros, conversem com pessoas de verdade e tenham seu proprios barracos, parem de prestar atenção na vida de desconhecidos, e se liguem na suas próprias vida q estão passando enquanto vcs estão sentados.

    não quero pagar de alternativo dizendo q bbb eh manipulação de massas e tals,
    acho q o unico ponto positivo de assistir é ter papo com a mulherada (que tbm acho q seja o maior publico do programa)
  • anne
    Excelente texto.,isso de artificialidade X realidade , e nada melhor para representar a artificialidade do que o BBB e ironicamente House nos passa mas autenticidade, pela falta de futilidade pelo que desperta em nós e por nós motivar a pensar e nao apenas aceitar...
    muito bom raciocínio
  • Fernanda Queiroz
    Texto perfeito. Sou suspeita já que sou fã de HOUSE, mas tem como não ser ele(HOUSE) nos prende até o final com a sensação que aquilo é real.
  • eder
    sei de nada viu
  • Cássio
    Parabéns pelo texto. Genial.

    Eu já tomei a pílula Azul e me libertei de BBB... *rs
  • Thalita
    texto ótimo, genial. apesar de ser bem grande nos prende a ler até o fim. parabéns!
  • “O primeiro episódio desta temporada, com duas horas de duração, também entrou para história da televisão.”

    Também achei, cara. Obra-prima aquilo. Dava fácil um filme.


    E deu. Se chama Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo's Nest), tem o Jack Nicholson e é de 1975.
  • Então, é por isso que assisto House acomodada em minha cama, e BBB fazendo exercícios abdominais! o.O
  • Patthy
    HOUSE rocks! melhor série *-*
    BBB sucks! odeio :~

    parabens pelo texto ^^
  • Cris
    Perfeito.
  • Romulo Viana
    "interesting..." rsrsrs

    Muito bom o artigo, consegue descrever o BBB sem cair no senso comum de falar mal por falar mal. Agora, BBB é novela. Simples, as pessoas acompanham com tanto interesse pq virou novela. Tem vilão, mocinho, tema musical... a globo acertou no produto mais uma vez, mas ainda assim prefiro House.
  • Aline
    Noossa..... esse texto ficou muito bom...
    Realmente vc escreve muito bem e essa sua sacada com house... ficou mmto bom!!
    Parabens!!!
  • Lis Sanster
    Não lembro de ter lido outro texto com fatos tão bem relacionados! Muito boa conclusão!
  • isabela
    não perco meu tempo vendo isso,acho uma manipulação com o público.não tem cultura nenhuma, nada para oferecer,so mulher pelada,gay e para não dizer que são racistas colocam apenas uma pessoa negra no programa. acho uma falta de respeito.na verdade o nosso voto não vale nada.não tem mais graça......
  • marcelsn
    Porra, bota o Gustavo mesmo nessa merda. Ele ia desalienar a casa. Dar aulas de filosofia e botar todo mundo lá pra meditar.
  • Pedro
    Show, Gitti. Sou fã incondicional de "House" pela forma como a história é contada; ela te envolve e não há como ficar indeciso: ou ama ou odeia. E não suporto BBB.

    Ótimo texto, já estou recomendando.

    Abraço!
  • RMB
    @ Vander
    que bacana! um cara que ganha R$30 mil por mês é um pobre mortal como eu e também lê blogs!!!
  • vander
    A minha hora custa R$168,00. A TV não paga isso para eu ficar assistindo aos seus programas.

    Flows
  • vander
    que p**** é essa de House?

    Até parece que todo mundo tem tv a cabo e assiste isso.

    Aliás

    Se eu tivesse tv a cabo não perderia meu tempo assistindo esses programas.

    Aliás

    Não tenho tv a cabo porque meu tempo vale mais do que ficar na frente da tv. Há tantas outras coisas melhores pra se fazer.
  • Karen
    A disparidade com o real não é exclusividade do big brother na globo.Novelas,jornais,séries,filmes...Tantas maneiras de fazer você perder teu tempo e te tornar ainda mais fútil do que você já seria sem nada disso...

    Não é o personagem confinado que é a marionete,este não perde nada(o que um miserável desses pode perder?)e se bobear ainda ganha o prêmio.Mas a criatura em frente ao sofá é que está presa.
    O infeliz que vê sim,é que está financiando tudo e ainda pensa que é quem se diverte.Vota pensando que sua participação tem alguma validade além do fato de enriquecer os donos do programa,que não sabem de quem riem mais.Se é do personagem do lado de dentro,implorando por um destaque,ou se é daquele do lado de fora,que,novidade,implora por um destaque também!Rs.O big brother é um alienamento mútuo,tanto da parte de quem 'vive' como da parte de que vê.

    E não existem opiniões equilibradas sobre nada,ou você é a favor,ou é contra.

    Parabenizo o texto,
    abraço.
  • Jamiro
    Gustavo, parabéns.

    Se te convidassem a participar do BBB vc iria?
  • Oi Jamiro,

    "Se te convidassem a participar do BBB vc iria?"

    Cara, eu iria, sim, justamente pelo que expus no texto. Dá pra ir com esse olho e ver o que pode ser explorado lá dentro. Seria muito divertido brincar com a galera que leva isso a sério. Mesmo assim, acho aquelas provas uma grande exploração. O resto, a dinâmica social da coisa, eu acho que seria um prato cheio pra mil experiências.

    Se ganhasse, tem umas 5 organizações nos quais investiria uma grana. Entre elas, o PapodeHomem, claro. ;-)

    Mas isso é só bla-bla-blá. Lá dentro e depois com R$ 1.500.000,00 no bolso eu certamente me cegaria pra tudo isso. hahaha

    Abração!
  • Fábio
    Por isso, acho que, quem quer ver algo real, que participe um pouco mais da vida, fora da televisão e fora do computador, pois dá para aprender muito mais interagindo com pessoas reais ao nosso alcance do que com pessoas "reais" longe de nós.

    Sinceramente, a morte e necessidade de saber administrar o tempo na vida é algo tão óbvio que não consigo entender porque alguém precisaria de um seriado para saber disso.

    Acho que colocar nos filmes, seriados e programas de tv a função de ensinar algo é coisa de gente mentalmente acomodada que não questiona e não faz reflexão alguma sobre aquilo que acontece na própria vida. Típico de gente que espera tudo cair do céu.

    Talvez, o artigo tenha aberto os olhos de algumas pessoas, mas eu duvido que, muitos que começarem a assistir o seriado, farão jus à proposta do seu texto.
  • Fábio
    Eu concordo com #9 Rochester

    Depende da própria pessoa perder tempo ou aprender com alguma coisa.

    Assim como alguém pode perder tempo assistindo BBB, outra pessoa pode perder tempo passando a semana toda no barzinho se embebedando para fazer graça.

    Acontece que, hoje, esse negócio de futilidade já tá um saco. Virou modinha dizer que não assiste BBB por ser fútil (como se fosse a única coisa fútil na vida esquecendo que comete outras futilidades - às vezes, até piores). Não aguento mais ler e ouvir isso.

    Muita gente odeia o BBB e adora "dar uma espiadinha" a vida dos outros. Principalmente, aquela galera que adora dar "pitaco" nos relacionamentos dos outros para parecer fodão/fodona. Gente palpiteira e intrometida na vida dos outros é o que mais tem poraí.

    Assistir BBB pode ser algo fútil, mas se embebedar no barzinho para esbanjar dinheiro também é (assim como, também, ir à um aeroporto protestar por time de jogadores que estão pouco "se lixando" para os torcedores). Já cansei de gente aplicando o conceito de futilidade quando convém para si.

    O problema das pessoas que aprendem algo com séries de televisão, filmes, novelas e outras, é que costumam esquecer tudo o que aprenderam quando saem da TV ou do cinema. É como aquelas pessoas que se enchem com intelectuo (para não serem fúteis) e não aplicam em nada. Ou porque não sabem aplicar ou porque nem tem onde aplicar.

    E outra, sinceramente, não sei porque essa mania atual de ficar esperando algo útil e mensagens reflexivas em filmes, seriados, programas de TV sendo que a função deles é justamente de entretenimento e só. Para ensinar algo já existem pais, escolas, livros, bibliotecas e, agora, internet.

    Então, penso que as futilidades fazem parte da vida e cada um que curta a sua da maneira que achar melhor, seja vendo bbb, vendo algum filme fictício, ou ainda, se matando de porre num barzinho e torcendo para não matar ninguém quando voltar dirigindo bêbado para casa e depois contar isso para os(as) amigos(as) para pagar uma de fodão usando a desculpa da adrenalina para camuflar a falta de responsabilidade.

    Ler e ver algo de útil, instrutivo e informativo que ensina coisas interessantes, não funciona para quem só vai aprender, aprender e só. Desses, eu já tô de saco cheio, também.
  • Lucas
    Continuo achando que House não tem nada de realidade - se quiserem realidade, é muito sério: eu indico The Wire. É, provavelmente, a melhor e mais real série que já surgiu no universo.
  • Alan Jefferson
    Gustavo, parabéns pelo texo.
    Sinceramente foi a melhor matéria que li de 2010 até então.
  • Gustavo
    Post genial, sem mais, e conjugando isso ae em termos mais nerds daria pra entender por que TF2 faz sucesso e outros jogos não, além do uncanny valley e tal... mas ae ficaria MUITO nerd a discussão..
  • Mario de Souza
    Ah, House também parece tão real graças a boa interpretação dos atores, pois toda série evidencia e admite a artificialidade, mas poucas muito realistas.

    E pq ninguém é real? Interpretar papéis faz parte da nossa "estratégia" de adaptação social, então eu considero real também, ainda que seja uma realidade embaçada.

    Eu não acho ver House perda de tempo porque é algo que me entretêm, já o BBB eu acho muito chato, mas se alguém gostar, que veja sem nenhum problema.
  • ALberto-ba
    FALA SÉRIO!!!

    BBB= futilidade.

    A chamatriz da hipocrisia, o calvário da TV, a propagação da estupidez, o incentivo da mediocridade...
  • Gostei do artigo!
    Eu confesso que assistia, mas parei. O da Grazi foi o último.
    Me toquei na perda de tempo que é isso!
    Não tenho bagagem nem experiência pra fazer um comentário mais profundo. Eu acho esse programa inútil, totalmente fútil, como o próprio Bial disse na estréia. Ah eu assisti à estréia porque eu queria ver a @twittes (Tessália) rsrs Mas não vou acompanhar!
    Ah eu já assisti a uns episódios de 'House' e acho muito legal!
    Abç!
  • godoy
    não existe, talvez, como você já destacou, um EU único, de fato, "real". somos como somos, variando com quem estamos.

    como você também já disse, as relações são montagens, papéis, mas não necessariamente mentiras.
    penso em como tenho amigos que diferem uns dos outros nas suas concepções sobre a vida, dinheiro, ética etc, nos mais diversos e existentes assuntos.

    falando de mim, relaciono-me com diferentes tipos de pessoas porque há, em alguma parte delas, algo que me agrada, que me cativa, que merece minha atenção. e, principalmente, a relação toma nortes que muitas vezes são vinculados à estas semelhanças, porém, não se tornando a priori uma condição sine qua non.

    Um exemplo; com amigos muçulmanos não discutirei sobre o porquê deles não serem católicos ou ateus e tentar convencê-los à abandonarem sua religião. Podemos gostar de Paulo Freire e ficar horas falando sobre pedagodia ou algo ligado; e não somente isso, mas sobre algum outro gosto que compartilhemos.

    o bbb é a exploração de uma fórmula que, acredito, já falida.
    tenho uma visão um tanto quanto radical sobre a televisão, principalmente sobre a aberta. acho que é um dos maiores métodos de se emburrecer.

    novelas ridículas e medíocres que mostram o estilo de vida de 15% da população brasileira; programas que abusam de conflitos entre as pessoas para ganhar audiência, já que isso "entretem" as pessoas; jornais viciados e tendenciosos que só mostram o que lhes interessa às pessoas; quadros sobre a vida dos famosos: glamour, dinheiro e fama que você, telespectador, nunca terá! acompanhe!.

    Paramos lá não mais para entretenimento. Quantas vezes nao nos pegamos deitados no sofá zapeando a tv por 15 min. até acharmos algo suportável? Ligamos o cérebro no stand by por hábito e costume. bbb é algo que nos dá uma sensação de stand by um pouco mais agradável que o habitual.

    Claro que como tudo, há suas coisas boas. àquelas pessoas que se interessam sobre biologia e animais, por exemplo; há muitos programas interessantes e de qualidade que não visam apenas lucro, mas sim coisas que lhes agradem. Meu ponto é a exploração maquiada pelo entretenimento. mas enfim, não é esta a discussão.

    E, falando sobre House, como parte da lógica. Gosto muito de House também; toda a discussão do post como dos comentários acerca da convincente atuação de Laurie, sobre como aquilo liga alguns questionamentos, posturas e etc.

    Na minha visão, house e alguns outros seriados, diferem-se das novelas e bbb's pq mostram reflexões que muitas vezes não estão claras, mas que sentimos. Há aquela identificação literária: a identificação de si com personagens de romances (não necessariamente românticos), peças, autos e poesias; com algum tema de música, que a torna tão especial para nós; com personagens de teatro, seriados e filmes. há qualidade naquilo que é escrito, e aqui, um elogio aos excelentes roteiristas e escritores que existem, que muitas vezes são desconhecidos.

    Nos primeiros bbb's havia mais disto, desta identificação. agora, querem ser tão autênticos, que são rasos. sei lá.

    é isso, a princípio.

    abraços.
  • Felipe
    Para mim BBB é a vitrine da Playboy. Estou esperando que saia uma gostosa idiota primeiro tipo aquela Anamara, que é cabeça vazia mas o corpo é escultural. ahahahahaha

    House é genial. Comecei a assistir a primeira temporada semana passada, um dia eu chego na sexta temporada. =D

    Em termos de realidade, realmente o House é mais real, o bom é que você assiste tanto que você acha que aquela personalidade é realmente a do ator que faz, tanto que quando você vê ele falando em alguma entrevista ou outro em outro programa, você tem um choque de realidade.Por um momento você não consegue entender como ele mudou de personalidade, mas depois você se lembra que aquilo é só um personagem.
  • Renato
    @Dayse,

    Eu li duas vezes o seu texto e sinceramente não entendi o que você achou de tão errado no texto do Gitti.

    O fato de comparar BBB com House ou o simples fato de mencionar que BBB é algo surreal?
    Ou o fato de exemplificar que a câmera/twitter/orkut faz o papel da sociedade julgadora do periodo vitoriano?

    Sem criticas ou reclamações para ambos os textos. Acredito que o importante é justamente agregar comentários a respeito de uma opinião inicial.
    E o Gitti levantou a bola de uma forma diferente.

    Resumindo: O seu comentário foi excelente, assim como o post.
    Mas pra mim ambos se complementam e não se repelem. São opiniões a respeito do mesmo tema.
  • Dayse
    Seu texto chegou até mim por um e-mail e, através do Google, consegui encontrá-lo aqui neste blog.
    Nada contra sua escrita, mas sua argumentação é falha. Acredito que vc não irá publicar minha crítica, mas, enfim:

    Vc lança um pressuposto com premissas equivocadas já no começo de sua argumentação:

    "As edições seguintes do BBB já aconteceram na era do Orkut (lançado em 2004), com uma cultura de exposição já compartilhada por grande parte dos brasileiros. E as edições mais recentes nasceram em tempos de Twitter, de exposição instantânea. Portanto, não faz sentido alegar que as pessoas agem de modo artificial no BBB apenas porque sabem que estão sendo filmadas."

    Uma 'cultura de exposição' não significa, necessariamente, algum tipo de 'filmagem'. Vc concorda comigo que uma web cam ligada faz toda a diferença em um bate-papo? Twitter ou Orkut não requerem, necessariamente, uma câmera filmadora ligada full-time.

    E já que vc mencinou seu interesse por "aspectos psicológicos e sociais", gostaria de debater outro ponto: artificialidade não é a mesma coisa de 'protocolos sociais'. Na corte de Luiz XIV ou nos banquetes do período vitoriano, não haviam câmeras ou internet. Ninguém havia sequer cogitado essa hipótese de 'cultura de exposição". Mas sabemos que esses eram um dos ambientes mais 'afetados' ou 'artificiais' que já existiram ('O homem da máscara de ferro' e 'Razão e sensibilidade' são filmes que mostram um pouco dessa 'sociedade fútil'- sem mencionar obras como 'Madame Bovary' ou 'O retrato de Dorian Gray', referentes a outras épocas).

    E por que essas pessoas agiam assim? Por que estavam sendo filmadas? Ou porque TINHAM que agir de uma determinada forma em um dado contexto social?

    O que quero dizer é o seguinte: não haviam somente cretinos e medíocres nessas sociedades: houveram grandes homens e mulheres que criaram grandes coisas; mas, muitas vezes, essas pessoas tinham que participar desses ambientes sociais e, como julgo lícito dizer, entrar no jogo das relações sociais exigidas por uma festa ou banquete da alta-sociedade.

    Saber como se deve agir em determinada situação para se alcançar um determinado objetivo não é tarefa fácil e poucos são os que compreendem como funcionam esses processos.

    Há uma maneira de agir no trabalho, na balada, no programa de TV etc. Não gosto de BBB porque acho 'armado' demais, mas, desconsiderando a existência de um 'script' prévio, ganha o jogo aquele que sabe jogar melhor, ou seja, aquele que aproveita as oportunidades no convívio dentro da casa e sabe agir conforme o necessário para ganhar o prêmio final (que trará, com isso, a fama). De fato, a lógica da ação, dissimulações à parte, pode ser muito instrutiva. Porém, é um erro acreditar que BBB (ou outro programa televisivo qualquer) sirva de modelo para TODAS as situações da vida.

    Cada um pode (e deve) aprender como e com o quiser. Mas acredito que apenas os sensatos aplicam o aprendido no momento justo e necessário. É como na célebre máxima: 'apenas os adaptados evoluem'.

    Adoro HOUSE e sei que, por mais genial ou instável seja seu protagonista, ele age conforme uma temática já pressuposta e preestabelecida: e é por isso que ficamos sempre com aquela sensação de real, de algo que, ainda que surpreendente e fantástico, possa ter acontecido com qualquer um, ali na esquina.
    Ele é um 'investigador' dentro de uma série que narra e revela mistérios; por mais que se possam admitir variações, alguns 'pilares básicos' não podem ser removidos, ou a série passaria a pertencer a outra 'categoria' e a identificaríamos de uma forma diferente (mais ou menos como acontece com os gêneros literários: ainda que haja 'poesia' dentro de uma novela, sabemos, através de vários indícios, que se trata de um romance - ou apenas intuímos, dado um conhecimento cultural e social subjacente que nos é imposto).

    E não é apenas House que provoca essa sensação de real: às vezes, quando um ótimo livro termina, ficamos com aquela sensação de saudade das personagens, como se o protagonista fosse aquele vizinho que vc conhece e que, de uma hora para outra, desaparece com seus hábitos que vc costumava observar. De fato, vc não o conhece tão intimamente, mas parece que, de tão habitual, faz falta.

    E quem nunca ficou com um restinho de tristeza quando 'As Pontes de Madison termina? É tão comum e, ao mesmo tempo, tão surreal (sabemos que são atores, que seguem um script, que há cameras etc.), que mexe conosco.
    Às vezes, um pouco de confusão entre sonho e realidade (como em alguns poemas de Fernando Pessoa), é necessário, ou não suportaríamos o peso da dura realidade. Na verdade, é para isso que existe a arte, seja ela um livro, uma música, um filme... E o mais nteressante, é que sabemos disso, embora, muitas vezes, não nos damos conta do fato.

    Mas isso não significa que por trás dessas obras exista uma verdade humana universal e subjacente, aplicável a toda e qualquer situação. O casamento, assim como qualquer convenção social, é, sim, uma 'montagem' (usando sua metáfora cinematográfica...). Mas o seu trabalho, assim como toda sua vida, também o é. Viver em sociedade exige certos protocolos. Mas isso, em si só, não é algo ruim.

    Aristóteles, quando discutia sobre tragédia em sua 'Poética', disse que os meninos aprendem a viver observando e imitando as ações dos mais velhos.

    Viver é imitar. Mas isso não implica falsidade ou deturpação da realidade. Às vezes, tendemos muito mais ao verossímil que ao real. Mas, afirmar que nada e ninguém é real também não é um bom argumento: é geral e, por isso, vago e equívoco demais.

    Por fim, gostaria de dizer que aprecio muito House (e outras séries também), mas acho errada essa 'deificação' do protagonista. Cheguei a ler esse absurdo no Twitter: "House tem a pegada do Sherlock Holmes". Acho que a gente pode aprender com o BBB, com House ou com a Xuxa (como não se deve ser, por exemplo). Mas limitar nosso aprendizado a apenas essas fontes é a mesma coisa que permanecer na ignorância.

    A vida é muito mais que isso. E, a partir do momento que percebemos isso, nos damos conta do dano que traz a morte.

    Não tenho nada contra vc, minha crítica é apenas contra seu texto.
  • Nina
    Fiz terapia por um tempo, porque sentia que as coisas não aconteciam comigo e sim com alguem que me era muito próximo. Um treco louco de entender que nem eu nem a psicologa conseguiu dar jeito, acabei desistindo de tentar entender. Sintia e ainda sinto como se as coisas passasem por mim, sem eu senti-las de verdade e você nesse texto conseguiu explicar exatamente a maneira como me sinto.
    É realmente incrivel como somos artificiais e como necessitamos de atenção. Tudo que fazemos (por mais que negamos) é pra impressionar e chamar atenção das pessoas pra nós. Quando emagrecemos, vestimos uma roupa ou qualquer coisa, gostamos de pensar que somos observados.
    Tenho pra mim que gostamos tanto de ver o BBB porque podemos entrar, literalmente, e bisbilhotar a vida de uma pessoa de perto.
    Se não fosse assim, ninguem teria orkut, com fotos bonitinhas, mostrando como somos felizes.
    Enfim... seu texto foi brilhante...
  • Luciana
    Concordo contigo Gitti, mas só reforçando o seguinte: BBB já foi bom, pq td no começo é novidade, e novidades gerao expectativas, porém o BBB hoje é mais q um circo armado de fantoches q almejam 1 milhao e meio, e acima de td se tornarem famosos.Estao tao loucos pela fama q faltam comer cocô só para aparecer mais.Portanto acredito q Dr House é bem mais aprovetavél, tem mais conteudo.
    Hj acho q só "burrinhos" assistem BBB.
  • Hugo
    Como eu curto ser o "do contra", vamos lá.

    Concordo com o #9 - Rochester . O Gitti se adiantou tentando justificar por que House não é perda de tempo, diferente do BBB, mas sempre dá para tirar algum conhecimento ou experiência dos 2. É bem interessante verem os BBBs tentando serem pessoas que não são na frente das câmeras, mostrando ao que o ser humano pode se submeter para conseguir dinheiro ou fama. A própria falta de autenticidade dos participantes pode ser vista como algo interessante, pois nem lá no BBB é possível esconder quem você realmente é em todas as situações.

    O Gitti citou várias coisas positivas do Dr. House, mas também tem as negativas que não deveriam ser ignoradas, assim como o BBB. Só para citar: pré-potente, arrogante, sabe-tudo (não existe médico nenhum tão foda assim), etc. E o comportamento do personagem também não é imprevisível, tanto que em 100% da primeira e segunda temporada você assiste o episódio sabendo que ele vai descobrir seja lá qual for a doença bizarra nunca antes vista, e tem 90% chances do paciente sobreviver.

    "Sem falar dos prêmios e do R$ 1.500.000,00… Com essa movimentação e com essa grana, seria possível criar inúmeros grandes projetos, beneficiando milhares de pessoas."

    É a indústria do entretenimento. Se começarmos a analisar isto em tudo que aparece na TV ou cinema que poderia ser descartado logo teríamos bilhões de dólares disponíveis.

    Mas enfim, mesmo assim, colocando na balança, prefiro assistir Dr. House do que BBB. As tiradas do House são muito boas hehehe.
  • Lucas
    Ao mesmo tempo que gostei do texto, eu discordo do tom do que você escreveu. Eu não gosto do tom de crítica à perda de tempo - todo ser humano tem por direito e por necessidade perder tempo, relaxar, não pensar. E isso é realmente NÃO PENSAR mesmo, e não quase pensar ou pseudopensar, como em House. É o que as pessoas fazem vendo Big Brother, vendo Malhação, acompando de forma quase doentia o campeonato brasileiro. Elas não pensam, não querem pensar e isso não as faz mais inútil, mais burras ou mais/menos qualquer coisa do que ninguém. Todos dedicam tempo a atividades que não levam ninguém a lugar nenhum, nem a si mesmo - e o que difere é a natureza da perda de tempo e o quão ela é mais ou menos aceita em determinado círculo social/intelectual/whatever. E isso é saudável.
    Quanto ao BBB em si, eu nunca vi essa coisa de importância de estudo social/psicológico e bla bla - quer ver isso de forma profunda mesmo, comece observando uma sala de aula e a interação forçada entre pessoas tão diferentes - os alunos. Sempre o julguei como entretenimento barato mesmo e, como tal, saudável, embora eu acha que exista entretenimentos vazios beeeem mais divertidos, como jogar videogame =D
    Talvez seja interessante enquanto estratégia de marketing, venda de imagem, manipulação da marca etc. Mas pra isso também tem cases bem mais interessantes.

    E quanto a House, eu acho uma das séries mais superestimadas do universo. O personagem é muito anti-herói forçado pra agradar gente amarga/sarcástica/cool-sinceridade, e eu não vejo realidade naquilo não, embora também assumo ser divertido e assuma que tenha uma ou duas lições interessantes [entre um monte de outras clichês].
    Sendo assim, eu meio que invalido a analogia, na minha cabeça, porque ambas as coisas não me parecem de mundos tão distantes assim. O problema é a propoção: BBB é uma diversão barata que PARA o país e superinfecta a mídia. E isso sim é preocupante. Mas isso, o campeonato brasileiro também faz em gigante proporção principalmente perto das últimas rodadas em outubro/novembro/dezembro.

    Enfim, não parece mas eu gostei do texto. Pelo menos não é comum e não é mais um daqueles textos de "BBB é um lixo" ou "Amo BBB, vejo sempre e tô nem aí" que sempre surgem em época de estréia. Foi mais balanceado e mais ponderado, ao invés de se situar entre um dos extremos bobos.
  • Realmente TV é perda de tempo. E ainda dizemos que não temos tempo e ficamos vendo BBB.
    E ainda tem aqueles que ficam votando o tempo todo, acreditando que seu voto fará diferença na opnião da globo.
  • Jubareba
    Eu tinha acabado de twitar:
    "Tirando os participantes. Qual a diferença do BBB 1 pro 10?"

    E eis que me deparo com seu post que deu a resposta na lata!
    Gostei muito!!

    Achei que você se embananou um pouco no desenvolvimento, poderia ser um pouco mais objetivo, acredito eu.

    Mas seu desfecho foi genial.

    Parabéns
    Abs
  • Humberto
    Bom, eu não vejo o BBB, mas reconheço que ele não é a rigor mais estúpido que muitas 'perdas de tempo' que tenho na vida.
    Um livro interessante sobre perda de tempo "O Valor do amanhã" do Gianetti (acho que já recomendei aqui), esqueça a pretensa adaptação para o fantástico, o livro é ótimo.
  • Sah
    Bem, a grande diferença é o roteiro e encenação dos dois teatros.
    No BBB os atores não tem o mínimo talento pra representar e o roteiro é imitar um bando de chimpanzés barulhentos.
    Quando assistimos BBB não identificamos com nossa realidade.
    Em O Aprendiz tb está em jogada dinheiro e fama, os participantes tb são personagens executando provas pra um outro gigante, mas ao assistir o programa temos uma idéia de realidade muito maior por se passar em um ambiente em que tb estamos inseridos (o mercado de trabalho).Nos identificamos com a situação e os personagens.
    O que muda no caso do House é que o roteiro é inteligente e os atores bons. Além de passar uma ideia de utilidade, realidade e praticidade.
    Pra mim, um bando de pessoas enclausuradas em uma casa que "parece um palácio" fazendo brincadeiras idiotas e forçadas inebriadas de risadas escandalosas é irreal. Não faz parte de meu mundo. São somente imagens de um universo paralelo.
  • Douglas Goiania
    Cada dia melhor hein mano? Parabéns mesmo, velho, o texto tá demais, é preciso um veículo de informações tão bom quanto esse para falar a verdade!

    Novamente, parabéns!
  • Renato
    Comentários paralelo e ao mesmo tempo relacionado ao assunto.
    Somos motivados principalmnete pelo dinheiro, quantias gigantes de dinheiro nos fascina.
    R$1,5 milhão é muito, mas alguém já parou pra fazer a conta de quando a Globo fatura?
    Em cada paredão o numero de votos chega fácil na casa dos milhões, sei que a grande maioria dos votos devem vir pela internet (teóricamente de graça).
    Mas pela situação hipotética de 3,3 milhões de votos pelo telefone, e supondo que a Globo receba somente R$0,10 por voto em 1 paredão ou votação a globo já pagou o misero prêmio.
    O BBB é uma máquina de ganhar muito dinheiro da Globo.
    Imagine quando não é o valor do contrato da FIAT, do Guaraná... de publicidade no site...

    Isso sim faz você viver numa vida artificial.
  • Carvalho
    BBB é uma porcaria e eu acho House chato...poucas séries de TV me animam, a única boa mesmo foi Sopranos onde você pode aprender muito sobre comportamento humano, inveja, luta por poder.

    Inclusive, a analogia com os bandidos que hoje tomaram o poder no Brasil é impressionante, pois na série os personagens tem um código moral próprio, à margem da sociedade em geral, e passam o tempo todo em busca de dinheiro e poder.

    Agora a questão de que "ninguém é real" é uma generalização do autor do artigo, não concordo com isso. O fato de desempenharmos diferentes papéis não significa falsidade (representação) obrigatoriamente.

    A próxima série que quero ver chama "Dead Set" - pesquisem no google...
  • D.
    Big Brother é inutil, comentar BBB é inutil, portanto escrever um texto desse é inutil! Incusive esse comentário sobre esse texto é inutil..
  • Ploc
    Cara, teu texto foi mto bom, até quase no final, quando uma besteira sem fim foi escrita:

    "Sem falar dos prêmios e do R$ 1.500.000,00… Com essa movimentação e com essa grana, seria possível criar inúmeros grandes projetos, beneficiando milhares de pessoas."

    A Rede Globo (e qualquer outro meio de comunicação do mundo) é um NEGÓCIO e como tal, ela faz coisas para GANHAR DINHEIRO.
    É uma hipocresia danada ler isso, afinal garanto que se tu tem uma empresa, não pega o lucro todinho dela e ajuda alguma instituição...
    A televisão é ENTRETENIMENTO, DIVERSÃO... Seria capaz de apostar tb que tu não assiste apenas a TV Cultura e o Discovery Channel. IMPOSSÍVEL, assistir um filme de ficção e querer q ele passe uma mensagem, que novela seja educativa ou q programas de televisão sejam apenas telecurso.
    PROGRAMAS QUE NÃO NOS FAÇAM PENSAR SÃO ENTRETENIMENTO.

    No mais, tirando essa besteira, teu texto tá embasado, tem conteúdo e passa a mensagem que deveria.

    Grande abraço.
    Ploc
  • Lex
    Concordando com o Rochester, eh uma questao de visao. Voce pode assistir um filme bobinho ridiculo e nao tirar nada dele ou entender a mensagem cliche que o filme passa como real e aplicavel a sua vida.

    Engracado como tudo isso depende essencialmente do seu estado emocional. Talvez seja um catalizador para a inspiracao. Voce pode ver house, bbb, e mais 500 series e programas, mas no dia vc parou pra pensar no que viu e comecou a escrever (ou pelo menos a pensar no texto). Nao estou falando so do Gitti, mas qualquer pessoa.

    Ah..vou procurar mais sobre Teatro Social ;P
  • Leoni
    Difícil explicar o fascínio que o bbb desperta nas pessoas, pricinpalmente se levarmos em conta que esse fascínio não está restrito a um determinado grupo social, pelo contrário, atinge pessoas dos mais variados níveis sócio-econômicos, culturais, etc. Acredito que a mistura sutil entre realidade e ficção (até que ponto as ações dos participantes são reais ou encenadas) seja um ingrediente importante desse tipo de reality show. Sem falar no poder de decisão delegado aos telespectadores, que não apenas torcem por um ou outro participante, mas também decidem que permanece ou é eliminado. Algo que sempre atraiu as pessoas (basta lembrar das batalhas entre gladiadores no Coliseu da Roma Antiga!)
  • bruna
    texto maravilhoso.. e realmente o house é fantastico, tenho todas as temporadas, compradas originais... esse tipo de programa tem que ser incentivado... e não pagar Pay-per-view pra ver um monte de gente sem cultura e vergonha na cara...
    mais uma vez, Gitti, vc foi genial.
    bjus
  • Gostei muito da analogia.

    Realmente tem razão, se for pra perder tempo vendo algo na tela, que seja algo que nos lembre de uma verdade absoluta na vida de todos. Que ela eventualmente acabará.

    E que é bom mesmo refletir no que estamos fazendo de verdadeiro para tornar o nosso mundo melhor enquanto estamos aqui.

    Gostei muito mesmo, papo de homem. Parabéns.
  • Mirai
    Existem vários entretenimentos em que, com certa visão nos ensinam várias coisas. Muitos deles servem de alavanca para o caráter pessoal, moral e etc. Mas só enxerga quem quer. Digo isso por experiência própria. Não assisto BBB e pretendo nunca assistir. House? Já ouvi falar e confesso que estou até curioso agora. Gostei muito da matéria e concordo com muitas coisas.
  • Mario de Souza
    Concordo com tudo sobre o BBB, embora não tenha assistido salvo umas duas vezes.

    House é uma grande série, mas eu prefiro Dexter.Pelos motivos citados, vale muito apena ver também.
  • mel
    Poxa, tô aliviada... rsrsrs
    Meu dia é ocupado com estudos e mais estudos... mas todo santo dia tenho minha santa hora de assistir House (a TV a cabo daqui todo dia reprisa um episódio, e como não assisto desde o começo...).

    Ah! Gitti, no começo desse semana vi seu feedback... comentei no post "alguma coisa te como inteira!" (não lembro mais o nome completo do post). Não preciso dizer que fiquei super tentada a escrever, né? De fato, não escreveria de forma tão aprofundada, até porque não tem essa bagagem toda... talvez apenas fizesse uma outra abordagem, articulando algumas construções culturais homem x mulher, feminino x masculino, gênero etc. Fico triste em dizer que não posso escrever nada para agora... mas o convite fica? Para quando eu tiver inspirada, como você falou, e tiver um certo tempo disponível? rs

    beijo.

    ah! adoro aquele teu blog lilás. e acompanho demais esse verdinho aqui também! :)
  • Lucas
    artigo inutil sinceramente kra (;

    compara house,uma serie super inteligente,com essa bosta...
  • Arthur Souza
    Otimo texto. A parte sobre como interpretamos papeis diariamente me lembrou muito um sociologo americano, que eu nao me lembro o nome agora, acho que sua teoria chama-se "Teatro Social" ou algo do gênero. House rules tb
  • Camila
    Genial, Gustavo! Cada vez vc me surpreende mais, com uma visão diferente de todas e ainda com uma lógica incrível. Não sei se eh pq vc esta certo ou pq vc tem grande poder de persuasão susahuhsa, mas concordo com tudo. Agora uma dúvida:vc eh mais real sendo um escritor para o Papo de homem (imagem q nós leitores temos) ou como um cara que trabalha, tem familia, se diverte...?
  • Denis
    Pô, fiquei com vontade de conhecer House. Onde eu consigo baixar? Qm souber favor me avise, tenho twitter mas qse não uso. Manda um scrap no orkut com o link se possível. Denis Nacayama, só procurar. Vlw.
  • rainers
    hum...bom texto, achei no começo muita enrolação, rodou, rodou pra ser objetivo e mostrar algo no finalzim, realmente perdemos muito tempo com futilidades, e taí se tem uma coisa que concordo é, se é pra perder tempo com isso pelo menos uma série com M.D House pra nos fazer pensar a respeito disso, mas a PDH tb manda muito bem nesse lance de refletir sobre nossa ociosidade, hehe.
  • Flavia
    As vezes vc é tão complicado. Um amigo uma vez me disse que nada é perda de tempo, tudo é vida. rs...
    Bjos
  • Raul P.M.
    Quanto o autor fala em 'gigante sem rosto', está simplesmente falando de uma só coisa:


    """"SISTEMA CAPITALISTA""""



    grande abraço
  • William Sarmento
    Eu normalmente não comento, mas esse texto mereceu um comentário. Nunca imaginei uma comparação entre House e BBB, simplesmente genial.

    Discordo de ti, quando diz pq as edições mais atuais são mais artificiais, acho que são cada vez mais artifciais pois os participantes com as experiências das outras edições já sabem o que dá certo e o que não dá, e assim ficam forjando polêmicas e intrigas e agindo de modo sempre artificial buscando agradar ao público de todas as maneiras.

    Agora sobre o House, o cara é meu ídolo, é a melhor personagem já feita! E é pq ele faz o que a gente não tem coragem de fazer e é o que a gente muitas vezes quer ser e não admite, e que as relações convencionais da vida não permitem fazer.

    Concordo quando tu diz que cada episódio nos traz uma reflexão, seja sobre a vida, morte e muito sobre o conceito de felicidade e a busca dela, principalmente nessa última temporada! Tem frases ditas por House que merecem estar num mural pra que olhássemos sempre. Uma que eu gosto e que não esqueci foi "As pessoas não tem o que merecem, mas tem o que tem". É simples mas diz muito sobre muitos aspectos.

    Enfim a série é genial e o Hugh Laurie tão genial quanto pois da vida ao Gregory House que aposto da muita vida tb ao Hugh Laurie.
  • Texto excelente, comparação melhor ainda. É gritante a divergente sensação de realidade entre os dois programas. Falo isso como um fãzaço de House M.D.

    Parabéns mais uma vez :D
  • Cara genial esse seu artigo a artificialidades não só de realys como BBB é aparente. Em contrapartida series como House realmente dão uam perspectiva mais real até porque sabemos diretamente o que é artificial ou não.
  • Oi Alexandre,

    "O primeiro episódio desta temporada, com duas horas de duração, também entrou para história da televisão."

    Também achei, cara. Obra-prima aquilo. Dava fácil um filme.

    "Uma pergunta: Aonde termina o Hugh Laurie e começa o Gregory House, e vice-versa? A forma que o personagem está arraigado no ator, nos faz confundir de quem é real…"

    Exato. O que só prova que o que consideramos "pessoa real" é sempre mais um personagem. Quando olhamos para nossos eus passados, isso fica evidente, mas temos uma puta dificuldade em ver o aspecto construído de nossas identidades atuais.

    E não há problema em ser tudo como ficção, basta reconhecer e lidar com a realidade relativa disso, semelhante à realidade de um filme ou de um sonho.

    ...

    Mari,

    Nosso trabalho é dar tapas na cara das mulheres e socos no fígado dos homens. Se fizermos menos do que isso, nos avise. ;-)

    ...

    Fiquei muito surpreso com os comentários (Gisele, bom te ver por aqui também!) e com a repercussão no Twitter. Será que me chamam agora pra entrar na casa do BBB? Poxa, escrevi com esse objetivo! ;-)

    Abração!
  • apesar de achar o House um médico péssimo (hehe) também me divirto mt com a série apesar de a usar como uso a televisão e os flmes de comedia romantica: para me alienar temporariamente do mundo =)
    BBB acho chato! pessoas fazendo td para se promover sem um mínimo de senso do ridículo.
  • Andre M
    House Rocks! xD
  • O comparativo é válido nesse caso, mas eu ainda questiono se o BBB é uma exaltação do real ou apenas uma novela com diferentes meios de produção. Se pensarmos no segundo caso, temos uma novela totalmente construída em personagens midíaticos e, portanto, distantes do real. Mesmo quando a Globo decide colocar um ex-BBB na casa, por exemplo, ela joga com tudo de informação que já consumimos a respeito dessa pessoa por meio da mídia. Repare que, uma vez passado pela mídia, isso já se torna uma tradução e não mais o real. Fica aqui um questionamento ;)
  • MaWá,

    Concordo contigo. Por isso disse que no começo parecia algo mais real e depois ficou como uma novela produzida de outro modo.

    Ainda assim, não me preocupei em falar de tradução midiática X realidade porque no texto questionei a própria realidade, trabalhando apenas com a oposição inautêntico (que não reconhece a própria artificialidade) X autêntico (que reconhece a ilusão e brinca com as construções).

    Beijo, querida.
  • Fábio
    Bom seu texto.
    Ainda mais que citou uma de minhas séries prediletas, House. A qual não é um "reality show" (e para mim nem os que se propõem, o são realmente, é tudo manipulado de alguma forma), mas continuando... como citou em seu texto, somos mais parecidos com o médico solitário, mal humorado e arrogante do seriado pré-fabricado de "script", do que qualquer outro personagem "realista" do BBB (apesar de nunca ter assistido a este programa, exceto por trechos "polêmicos" na internet). De qualquer forma, para me divertir e passar o tempo, uma ficção é uma ótima pedida. De realidade, eu tenho a minha e não quero nenhuma outra.
  • Matheus Silva
    Cara, parabéns, texto envolvente com um assunto muito bom. Eu particularmente não suporto reallity shows, e particularmente curto pra caralho a série House (além de eu gostar de medicina o House é uma figura, ele torna a séria viciante).
    Isso ae, infelizmente não encontrei muitas contribuições no momento, mas novamente, parabéns pelo texto e grande abraço.
  • Jeferson Oliveira
    BBB eh um lixo, mesmo que de certa forma eles não estejam "encenando" de nada me adianta ficar vendo pessoas enfurnadas numa casa fazendo o que eu faço diáriamente.

    Agora Dr. House é sem palavras...o roteirista e o ator são (na minha opinião) GÊNIOS...Dr House mostra um novo conceito de arrogância onde o pragmatismo domina!!!
  • Cigano
    Tanto no House como no BBB, tem apenas ''atores''.

    ... quem garante que não estamos fazendo os mesmos papéis em nossas vidas?!

    Não vejo muita diferença em assistir um ou outro, no que diz respeito a qualidade.
  • Alexandre Melo
    Da mesma forma que acho que BBB é perda completa de tempo, House me fascina mais e mais.

    O episódio desta semana foi espetacular (a forma que o dr. Wilson se "vinga" do House é fenomenal). O primeiro episódio desta temporada, com duas horas de duração, também entrou para história da televisão.

    Uma pergunta: Aonde termina o Hugh Laurie e começa o Gregory House, e vice-versa? A forma que o personagem está arraigado no ator, nos faz confundir de quem é real...
  • Tatá
    Gostei, concordei com algumas partes, mas a de que vivemos expostos o tempo todo e agindo sem espontaneidade como os personagens um tanto quanto bobos do bbb é meio exagero né...Penso q a falta de naturalidade e a exposição seja algo mt mais pessoal do que imposto, se vc quiser vc se protege, se vc for verdadeiro vc é real e honesto consigo e com os outros. Agora quem é falso é falso, independentemente de cameras...
  • Mabach
    Cara Dr. house é muito bacana, viciante e além do mais tem conteúdo.
    Recomendo mesmo, agora BBB é uma bosta.
  • Bom, eu não sou muito de fazer isso, mas preciso gastar algumas linhas antes do meu comentário rasgando elogios aqui.

    Gustavo, fico encantada com a forma com que você consegue costurar tão bem assuntos a primeira vista tão distintos e alinhá-los com um pensamento surpreendente sempre. Acho que uma das coisas que mais me prende nos seus textos é isso: todo o desenho, cortes, recortes e costuras feitos entre motivação do leitor, forma e conteúdo do texto. É realmente delicioso de ler.

    Muito boa a comparação entre BBB e House. Acho que a reflexão é um pouco no sentido de questionar: "hey, você, o que te move e o que te paralisa? Você realmente sabe? E você sabe se vc está se movendo ou está parado neste momento?" É como a história do porre do seu amigo que você comentou (e que ainda não tomou um belo porre pra, no outro dia, se dar conta de que o vazio mesmo depois da bebedeira, continuava lá?), o que fica depois daquilo? Ou foi só fuga, necessidade de auto-afirmação, tentativa de alívio e diversão?

    "Nós todos temos um medo danado de perceber que grande parte do que fazemos não leva a lugar algum, não tem sentido, não enriquece a vida de ninguém e às vezes só traz mais confusão ao mundo."

    Pois é, eu tenho! E vira e mexe me sinto completamente loser quando percebo que faço MUITAS coisas para me manter alienada. Não do mundo, mas de mim mesma. Perdendo tempo com coisa besta.

    Esse texto foi bem um tapa na cara (não daqueles bons, que aquele seu texto ótimo fala sobre!), mas um tapa com luva de pelica. Muito obrigada! Comigo às vezes só funciona assim: no tranco e no tapa!

    Beijos,
  • Paul
    Pô, nunca ninguém me falou pq House é legal... Eu nem gosto de seriados... Mas fiquei com vontade de assistir desde o primeiro episódio... Providenciarei...

    Valeu pela dica de uso do meu ócio nas férias!!!
  • Dr Health
    BBB= lixo
  • House é genial. O personagem é apaixonante (mesmo que cheo de defeitos). A saga te prende. É demais. BBB é pra gente exercer nosso lado fútil e "candinha". ;)
  • Na real, o fato é que os brothers são piores atores do que Hughie Laurie.

    Faça um teste com uma câmera apontando para alguém em evento qualquer. Alguns minutos de desconforto depois a pessoa passa a ignorar a câmera e agir naturalmente.

    Diga-me, quanto tempo demora para o extremo tédio de estar confinado com as pessoas mais chatas da terra dissolver os péssimos conhecimentos dramáticos dos brothers?
  • Rochester
    Na verdade penso que o fato de "perder tempo" ou não é da cabeça de cada um. Assim como vc pode assistir House e aprender algo, vc pode assistir pica-pau e aprender, é só ter a visão (BBB é uma puta lição de marketing).

    As novidades que eles vão colocando, a midia que eles movimentam, a corrida do pessoal pra ganhar dinheiro (que esquecem até do carater).. Dá pra tirar lições de tudo, motivação, liderança, marketing, vendas (ter 30 segundos pra convencer de votar em vc, o q vc faz?)...

    Mas eu não assisto nenhum dos 2, prefiro The Big Bang Theory (:

    []'s
  • Daniel S.
    Gostei do texto e fiquei curioso.

    Que canal e que horas passa o "House"???
    Não vi o BBB ontem porque já enjoei disso...
    Para mim, BBB so serve para ver Bundas e peitos de mulheres lindas, se é que tem alguma linda la agora..kkkk

    Abs
  • iuri
    genial broder, de coração, genial.
  • Fabiano
    Muito bom texto Gustavo! Consequências de uma realidade inexistente. hehehehe

    Abraços!
  • IEatSushi
    Simplesmente genial o texto.
    Destaque também para o vídeo da Tina, em trechos como esse BB nem é tão perda de tempo, afinal eu me diverti mt com esse barraco, e grácas ao BB vc escreveu essa reflexão que me fez refletir tb e expandir minha mente.

    viajei?
  • Bruno
    Pior não é isso... pior é um programa desse dar 1.500.000 mil reais para o vencedor, enquanto o SOLETRANDO, dá apenas 100.000
    Vergonha
  • Meel
    Genial o texto! Sou fã incodicional do House... Acredito que ele seja o nosso reflexo no espelho... um pouco exagerado em alguns momentos, com mais raiva, mais ironia, mas HUMANO acima de tudo!
    Ele é incrível, e caiu perfeitamente bem nessa comparação com o BBB, que por sinal, eu acho uma afronta a inteligência do telespectador!
  • Gustavo,
    Achei um dos textos mais inteligentes que já li sobre BBB. Talvez porque não seja de fato sobre o programa.

    Sabe a sensação "putz, é isso mesmo"? Parabéns pela perspicácia.

    BTW: não assisto House e vejo BBB sem culpa ou vergonha, mas sugestão aceita, vou considerar ver House pelo ângulo de que falas.
blog comments powered by Disqus

© 2006-2010 Papo de Homem - Lifestyle Magazine . Conteúdo publicado sob Licença Creative Commons . Anuncie . Política de Acessibilidade .