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em 04/05/2010 às 16:18 | Entrevistas e perfis, Mundo
Dezenas de garotas lindas, vestindo apenas minissaia, maquiagem e saltos provocantes vão às ruas protestar… contra a prostituição. Essas mulheres estão emputecidas. E com razão.
Cerca de vinte milhões de pessoas visitam a Ucrânia por ano. A capital Kiev é um destino popular. Infelizmente, uma das principais atrações turísticas é o sexo pago. Por anos, a Ucrânia foi uma fonte de mulheres para o mercado do sexo. E com as mudanças de regra de visto, além de exportar prostitutas, está importando clientes de garotas de programa.
O problema está muito mais grave agora com a crise econômica com desemprego 50% maior do que em anos anteriores. O ministro Yuriy Lutsenko recentemente declarou em rede nacional que o país está se tornando um paraíso para o turismo sexual.

“A Ucrânia não é um bordel”
Com a moeda desvalorizada e regime de fronteiras sem necessidade de visto para norte americanos e europeus desde 2005, os hotéis locais se transformaram em bordéis que facilitam seus hóspedes a encontrar as prostitutas. No ano passado, dois concierges de hotéis de elite foram presos por cafetinagem.
Um alerta para quem pensa que não há problemas com isso: a exploração de menores frequentemente anda de mãos dadas com a prostituição. Para Irina Konchenkova, presidente da ONG School of Equal Opportunities, 30% das prostitutas estão na faixa etária entre 11 a 17 anos.
Além desse polêmico assunto, existe um outro mais sutil: ao invés de procurar uma prostituta, o turista vai para bares e baladas seduzir garotas locais pagando bebidas e prometendo mundos e fundos… com a finalidade de a levar para a cama facilmente.

O impacto das tecnologias da informação no tráfico de sexo é objeto da pesquisa de Donna Hughes, Pimps and Predators on the Internet, que conta como o colapso da União Soviética implicou em desemprego em massa a mais de seis milhões de mulheres russas, que ganhavam metade do salário de homens.
Konchenkova comenta como na Ucrânia existem adolescentes que sonham com o estilo de vida de luxúria, e que ao mesmo tempo tiram notas baixas na escola. Para ela, é essencial que exista uma mudança dessa mentalidade sonhadora para que ocorra o empoderamento necessário para prevenir a prostituição.
Entrevistei a Anna Hutsol, que é a líder do FEMEN, um grupo que cria condições mais favoráveis para jovens mulheres se unir a um grupo social com a ideia geral de suporte mútuo e responsabilidade social.

Anna Hutsol, líder do FEMEN.
Victor – Anna, qual é a situação atual do turismo sexual na Ucrânia?
Anna – Desde 2005, quando a Ucrânia passou a dar vistos gratuitos de entrada no país, o fluxo de turistas aumentou. E com eles, vieram também os turistas sexuais.
A Ucrânia ficou com imagem de país de sexo fácil e repleto de prostitutas: primeiro, a Ucrânia é conhecida pelas suas belas mulheres. Segundo, é fato que 23% das prostitutas na Europa são ucranianas. A indústria do sexo usa técnicas de propaganda para ampliar esse efeito a seu favor.
Victor – Quais são os fatores relacionados aos problemas existentes hoje?
Anna – Pobreza, baixo índice de educação e aplicação inadequada da legislação e falta de apoio governamental para temas sociais… combinados com belas mulheres e cultura patriarcal. São todos fatores que podem transformar um país no paraíso do turismo sexual e prostituição.

Protesto em Kiev
Victor – Alguns websites que anunciam serviços de escorts dizem que como regra geral é perfeitamente possível receber prostitutas em seus quartos de hotel. E que em alguns casos em que a segurança do hotel apresentar restrições basta dar entre 10 a 20 dólares como propina para que tudo se resolva. A prostituição é legalizada na Ucrânia?
Anna – Não. E o que surpreende é que antes das eleições recentes que tivemos, o grupo FEMEN patrulhou a área Khreschatik, que é uma das regiões de maior movimento em Kiev, entrevistando estrangeiros que caminhavam pelas ruas. A maior parte não sabia que a prostituição não é legalizada na Ucrânia.
Victor – O que você acha das propostas de legalização da prostituição? Seria uma forma de ajudar as mulheres com maior regulamentação e controle, afastando riscos para as profissionais do sexo?
Anna – Eu diria que essa é uma falsa crença. As pessoas são enganadas a acreditar na ideia da legalização pois para elas essa seria uma liberdade de escolha. Quando se olha para as prostitutas ucranianas, a maior parte não tem escolha.

Victor – Na Suécia, a abordagem escolhida foi criminalizar o ato de compra do sexo. O que você acha dessa política?
Anna - Nós consideramos o chamado “Modelo Nórdico” como o melhor para a Ucrânia e, para ser sincera, para o mundo todo. A prostituição é um negócio que gera cada vez mais lucros. E, como todo negócio, é a demanda que estimula a oferta.
Dois importantes efeitos acontecem ao reprimir a demanda: a oferta diminui e também propagamos a ideia de que comprar outras pessoas é algo ruim e imoral. Nós consideramos a prostituição uma forma de escravidão moderna.


Victor – Como demais mulheres podem se unir ao seu movimento?
Anna – É muito fácil se juntar a FEMEN e a nossas campanhas. Apenas me mande um email ou me telefone. É simples assim. Nós estaremos em breve inaugurando o website www.femen.org e por lá faremos campanhas de Internet.
Por isso, mesmo quem não pode comparecer pessoalmente a nossos protestos pode se juntar, em qualquer lugar do mundo! Pelo momento, nós nos comunicamos pelo Facebook, MySpace e LiveJournal.


Victor – Anna, pode contar um pouco de sua história? O que a levou a lutar pelos direitos das mulheres?
Anna – Eu estive envolvida em trabalho social por muitos anos, desde a época da universidade. Enquanto trabalhava, notei que as mulheres eram fortemente discriminadas na Ucrânia e que não havia mecanismos para mudar isso e proteger seus direitos.
Percebi também que as mulheres jovens ucranianas são tradicionalmente voltadas para o casamento – e isso as priva de sua vida social e das conquistas que poderiam alcançar. Refleti muito para decidir me dedicar a esses projetos.
Também trabalhei no showbiz e foi nessa época que tive a ideia de como as coisas poderiam ser organizadas para tornar essa mobilização interessante para as jovens, pois acredito que são elas quem podem mudar a situação das mulheres na Ucrânia.
Victor – Que mensagem você gostaria de deixar ao final da entrevista?
Anna – Tudo o que nós queremos dizer é que as mulheres da Ucrânia são belas, mas não são prostitutas.

Teatro musical que eles fazem para representar os problemas da prostituição em Kiev.
Link YouTube | Veja o FEMEN em ação
Fiquei muito contente em realizar a entrevista com a Anna Hutsol e admiro sua coragem em fazer campanhas que desagradam os interesses de muita gente. O tema é muito importante e aqui no Brasil também temos problemas e desafios semelhantes.
Por isso, aqui no Papo de Homem vamos realizar um debate sobre o tema da regulamentação da prostituição, afinal a atividade é legal no Brasil (ilegal é a exploração), mas não regulamentada.
Eu estou escrevendo um texto contra a regulamentação e o Átila Iamarino publicará um post a favor. Convidamos também o Fausto Salvadori, do Boteco Sujo, para explicar os motivos pelos quais ele também é a favor, e a B. (A Vida Secreta) finalizará o #debatepdh com uma pitada de BDSM… inclusive quando há dinheiro envolvido!
Quer participar do debate? Vote na enquete abaixo e deixe seu comentário a favor ou contra a regulamentação da prostituição. Vamos selecionar os melhores para destacar nos próximos posts.
Você pode dar sua opinião via Twitter também, usando #debatepdh junto com sua mensagem. Durante esse mês, vamos esquentar esse papo com alguns links com essa hashtag, além dos posts.
Seguimos o papo nos comentários.
É o embaixador europeu da PapodeHomem e está sempre de malas prontas para ir onde tem mulher bonita. É autor do "From Victor With Love - Diário".
Dê vida ao PapodeHomem, para sua imagem aparecer ao lado de seu nome nos comentários, cadastre-se no Gravatar usando o mesmo e-mail com o qual comentou. Leva 2 minutos.
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"O que me preocupa não é grito dos maus, é o silêncio dos bons." - Martin Luther King
em 4/05/2010 as 19:43 |
Sensacional sua iniciativa, Victor! Do caralho, não sabia de nada disso.
Alguns pontos que destaco das falas dela:
- 23% das prostitutas na Europa são ucranianas.
- A maior parte dos estrangeiros não sabe que a prostituição não é legalizada na Ucrânia.
- Ela é a favor da proposta de criminalizar o ato de pagar por sexo.
- “propagamos a ideia de que comprar outras pessoas é algo ruim e imoral. Nós consideramos a prostituição uma forma de escravidão moderna.”
Até hoje eu era a favor da legalização pelo fato de poder regulamentar e colocar essa profissão como mais uma, reduzindo a sensação de ser um dos poucos refúgios para “quem não tem escolha” e também permitindo que as mulheres que realmente gostam continuem com o trampo.
Porém, ao ver uma pessoa engajada assim – que conhece essa realidade de perto muito mais do que eu – ter outra visão, eu acabo concordando. Vamos ver o texto do Atila, o seu, do do Fausto… Acho que será um belo debate.
Abraço e obrigado!
em 4/05/2010 as 19:43 |
Acho o ato de se prostituir nojento.
Mas não julgo, pois cada um faz com seu corpo o que bem entende.
O grande problema são aqueles que ganham dinheiro explorando essas garotas.
Concordo plenamente com a Anna. Prostituição = escravidão.
em 4/05/2010 as 20:03 |
O pornógrafo falando de prostituição… estou na dúvida se é ironia, sarcasmo, hipocrisia ou cara-de-pau.
Att
Marcão, macho-alpha++
em 4/05/2010 as 20:09 |
Pois é, Gitti – vou evitar me adiantar nos comments aqui sobre os argumentos pelos quais sou contra a legalização da exploração da prostituição (obrigado @avidasecreta pelo seu comentário no Twitter usando a hashtag #debatepdh complementando essa info que gera bastante confusão)
Tenho amigas brasileiras que já sofreram constrangimento em aeroportos europeus por serem belas e estarem viajando sozinhas. A reputação de puta é algo que carrega vários dos estigmas que tentamos superar.
Abraço!
em 4/05/2010 as 20:11 |
A Legenda da foto está como “Anna Hutsol, líder do FENEM.” Não seria FEMEN?
em 4/05/2010 as 20:22 |
Sim, uma coisa de cada vez. Apenas quis mostrar como essa entrevista já pode dar novos ares muita gente.
Sobre “puta”, eu gosto da visão do Calligaris: chamamos uma mulher bonita (daquela que realmente exibem sua beleza) de PUTA porque não queremos validar seu desejo livre, ou seja, queremos matar de algum modo sua subjetividade, então a enxergamos como alguém que está condicionada ao NOSSO desejo. E qual mulher é essa que não tem desejo autônomo e é forçada a nos desejar? A prostituta.
É um mecanismo inconsciente, muito sutil, mas certamente é isso que está por trás quando qualquer cara olha alguém e diz ou pensa “puta, vagabunda, vadia!”. A mulher ficou com outro, seguiu seu desejo e não foi comandada por você, é uma “puta”, claro. A mulher vestiu uma saia curta e andou se exibindo na faculdade, “puta”, óbvio. E assim vai.
Abraço.
em 4/05/2010 as 20:23 |
Valeu, corrigimos já!
em 4/05/2010 as 20:24 |
Legal ver que você tem acompanhado textos anteriores que publiquei aqui, Marcão. Valeu por participar do nosso #debatepdh
Como não são todos os leitores aqui que devem ter visto os mesmos posts a que o Marcão se refere, segue uma lista dos posts da série [PdH Porn] que usei para levantar a bola para assuntos que não se lê em outros locais. É muito difícil para um canal de mídia tradicional comentar casos como:
Strippers de webcam que ganham dois dólares por dia: http://papodehomem.com.br/pdh-porn-o-lado-negro...
Testes falhos de HIV e como a janela imunológica não afeta apenas a indústria de porn: http://papodehomem.com.br/pdh-porn-aids-na-porn...
Crise da Playboy e a relação com a purple cow de Seth Godin: http://papodehomem.com.br/pdh-porn-marge-simpso...
Como a Internet trouxe uma saturação de pornografia aos olhos de crianças em questão de uma geração: http://papodehomem.com.br/pdh-porn-um-distante-...
Abordagem do tema no maior evento da Internet brasileira: http://papodehomem.com.br/pdh-porn-especial-cam...
Modelos de negócio em ebusiness: http://papodehomem.com.br/pdh-porn-onde-esta-o-...
Teorias de Chris Anderson e o porn: http://papodehomem.com.br/pdh-porn-a-cauda-long...
Abraço!
em 4/05/2010 as 20:25 |
Sem entrar na questão do certo e errado, acho que a campanha dela vai ter um efeito reverso. Ela mostrou um monte de meninas lindas, que estão bravas porque muita gente vai procurar prostitutas na ucrânia e ainda diz que elas são muitas e que tem fama de bonitas. O'Really?
Pra o homem que geralmente já procura esse tipo de serviço em seu país ela basicamente está dizendo: “Ucrânia, muitas prostitutas lindas e possivelmente baratas”. Só aumentou o hype. :/
em 4/05/2010 as 20:40 |
Junto com a ideia de “criminalizar a prostituição”, a Ucrânia deveria juntamente com essa decisão investir numa educação melhor, abrir mais portas de emprego, investir na economia, enfim, é complexo dizer que “cada um faz o que quer com o próprio corpo”.
Sartre disse que “o ser humano está condenado à liberdade”, ou seja, um escravo é escravo porque escolheu essa condição, porém… Não vamos exigir às prostitutas para conhecerem Sartre. Então, educação e projetos social e tudo que disse acima são importantes. Até religião é importante para tirar essas meninas das ruas (não sei se quer dizer algo, mas 60% da população Ucraniana é ateísta).
Qual à legalizar ou não, prefiro não opinar, pois é um assunto muito complexo para mim.
em 4/05/2010 as 20:42 |
Valeu, Cueio!
em 4/05/2010 as 20:45 |
Concordo com o que Anna disse prostituição=escravidão, grande parte das meninas não ESCOLHE estar nessa condição, pelo menos não tendo outras opções.
Também não podemos esquecer que o Brasil é infelizmente também um exportador de garotas pro mercado do sexo. Como referencia a isso temos o filme Anjos do Sol que é mto bom, mas mto forte tb.
Acho que legalizar não as ajudaria de maneira nenhuma, já que grande parte continuaria na ilegalidade, pois são menores ou são forçadas.
em 4/05/2010 as 20:46 |
Vanessa, concordo contigo.
Agora, apenas pelo amor à discussão, no estilo #debatepdh : imagine uma prostituta top class que tinha um outro emprego e resolveu largar para se tornar acompanhante de executivos (seja lá o que isso signifique).
Ela ganha mais do que na profissão anterior. Sente-se melhor, pois os seus poucos e fiéis clientes a paparicam com presentes e elogios, aumentando sua autoestima. Ela usa o dinheiro para investir em academia, plástica, terapia, MBA e aplica em fundo multimercado.
Num caso absurdamente exagerado como esse, você acha que ainda existe uma “objetificação”? Em outras palavras, através de qual ótica podemos identificar a objetificação: da mulher, do cliente… ou nossa?
em 4/05/2010 as 20:51 |
Também foi a primeira coisa que eu pensei, Oloko meu. Tem a questão de linguagem que muitos teóricos dizem que o cérebro não assimila o “não” e que a mensagem final que fica na cabeça seria “A Ucrânia é um bordel” ao invés de “A Ucrânia não é um bordel”.
De qualquer maneira, o shocktivism da Anna Hutsol tem funcionado para conseguir força política e atenção de mídia – no MySpace do FEMEN a gente vê parte do resultado: http://www.myspace.com/femenukraine
em 4/05/2010 as 21:05 |
Rapá. Tu tá citando Sartre e diz que o assunto é complexo? :D
Brincadeira a parte, pior é que estás correto. É de fato um assunto muito complexo, e daqueles que temos milhões de preconceitos e ideias formadas pela mídia e achismos mil.
Quando eu ouvi sobre assunto, eu também tinha meus achismos, fiz minha pesquisa e hoje sou um dos que é contra a legalização. Mas pode ser que ao final desse #debatepdh eu mude de idéia.
Gostei muito do que você diz, e a necessidade de investimento em educação é de fato chave para sucesso em qualquer empreitada social – é um dos argumentos que uso no post que será publicado em breve a esse debate.
Mas enfim. O comentário que queria deixar é que debates só acontecem quando a gente se sente 1) interessado e 2) confortável em expor as opiniões iniciais e aberto a ouvir. As portas estão aqui abertas para você dar qualquer palpite, continuando o que já escreveu e que eu concordo plenamente.
Abraço, thiagozuk!
em 4/05/2010 as 21:08 |
Anjos do Sol. Verdade! Não vi o filme ainda, mas li resenhas a respeito.
Barbara, o lance da nossa exportação é muito grave. Qualquer referência que você tenha (links, filmes etc) para compartilhar conosco é útil para irmos a fundo nesse #debatepdh
Valeu!
em 4/05/2010 as 21:11 |
Esse tipo de assunto me lembra sempre a dicotomia Holanda x Suécia.
Na Suécia, tanto prostituição como drogas são totalmente proibidas, e com sucesso.
Na Holanda, ambos são liberados (sob relativo controle), e a coisa funciona bem.
Será que todos os caminhos levam à Roma? Quando rolar o debate gostaria de ver esses temas discutidos, em especial, como a Holanda lida com a prostituição.
em 4/05/2010 as 21:14 |
Não é difícil encontrar prostitutas que GOSTAM do que fazem. Outro dia mesmo um conhecido meu pegou uma.
em 4/05/2010 as 21:16 |
Realmente não consigo ver nenhum mal em dois adultos, por livre e espontânea vontade, entrarem em um acordo financeiro com o intuito de fazerem sexo. Pode ser considerado como um contrato qualquer de prestação de serviços, só que tendo por objeto a realização de um ato libidinoso.
O que é realmente imoral é um terceiro explorar aquele que vende sexo, utilizando-se de crianças ou qualquer tipo de coação para fazer com que outras pessoas se prostituam para seu lucro.
Entendo que a legalização, se não acabaria com essas situações, iria colaborar para que esse tipo de exploração indevida diminuísse e também contribuiria para que aquelas pessoas que pretendem livremente dispor de seus corpos para se prostituir tivessem maiores garantias.
Não sejamos ingênuos, a prostituição sempre existiu e continuará existindo, mantê-la na ilegalidade apenas contribuirá para marginalizar ainda mais aquelas pessoas que livremente optam por essa “profissão” e em nada colaborará para sanar os seus desvios.
em 4/05/2010 as 21:25 |
Doutor, lembrei de uma tirinha “La vie en rose” do cartunista Adão (procurei no Google mas não achei – se alguém aqui for bom detetive de mecanismo de busca favor ajudar).
O sujeito diz o seguinte:
O Brasil é um país único:
- Puta apaixona
- Cafetão fica com ciúme
- e Advogado vira amigo
hahaha. E acho que a piadinha tem um fundo de verdade bastante interessante – são vários autores e pesquisadores que investigam o nosso lado social e o nosso talento em misturar as esferas pública e privada. Penso agora no Raízes do Brasil do Sérgio Buarque de Holanda.
A prostituta brasileira realmente tem uma tendência muito maior a se apaixonar ou simplesmente ter prazer com os clientes – que, por sua vez, também tendem a querer uma experiência mais de “namoradinha”.
Basta ler as interessantes interações, relatos e dramas de fóruns como http://www.gpguia.net e http://www.gpguiabrasil.net
Abraço!
em 4/05/2010 as 21:26 |
Não é possível afirmar com 100% de certeza que todas as garotas que trabalham nesse ramo o fazem porque são escravas. Alias, existe uma boa parte que não o é. Já acompanhei a comunidade gpguia e existem inúmeras meninas cursando faculdades caras (FGV, PUC, já encontrei uma fazendo engenharia na Mauá) e elas trabalham nesse ramo simplesmente porque fazem 2 programas por fim de semana, tiram toda a grana da faculdade e sobra bastante para elas gastarem no shopping. Opção.
A prostituição está aqui desde que podemos chamar o homem de homem. Simplesmente ignorar esse fato e seguir em diante como se fosse tão simples como assinar uma lei que proíba tudo é muito cinismo da nossa parte.
Abraço
em 4/05/2010 as 21:30 |
Excelente ponto, Doutor.
Na continuação da série haverá sim a referência à Holanda.
O que posso adiantar pelo momento é que tanto o “com sucesso” como “relativo controle” são bastaaaante relativos. Casos escabrosos existem aos montes, e o fato da Holanda hospedar a dita liberdade confirma o que o thiagozuk mencionou lá em cima: a nossa condenação.
em 4/05/2010 as 21:35 |
Dando um desdobramento um pouco diferente para seu comentário para tocarmos o #debatepdh:
SERÁ que as prostitutas que gostam do que fazem realmente gostam mesmo… ou, pela prática continuada, acabaram se acostumando e o mecanismo de defesa do ego se ativou para que elas acreditem que gostam?
Para essa provocação, lembro de um comercial da Tônica Schweppes que era repetidamente divulgado na época de sua entrada no Brasil, no fim dos anos 80: diziam que no começo era estranho, mas depois você acostumava.
SERÁ que a prostituta que gosta… não é parecida com o pivete que experimentou fumar cigarro aos dez anos, e achou uma merda, xingou e prometeu que nunca fumaria… e depois, na vida adulta, vive carregando um maço?
SERÁ que a prostituta que gosta… não é parecida com um soldado nazista que ficou noites sem dormir após cometer suas primeiras atrocidades… mas com o passar do tempo se sentia orgulhoso em subir no ranking do Reich?
Até que ponto realmente decidimos gostar do que gostamos?
em 4/05/2010 as 21:41 |
Tá certo, bro. Em momento nenhum eu quis afirmar que as prostitutas são um grupo de anjinhas inocentes que caíram numa cilada. Se foi essa a impressão que deixei nos comments, ela será claramente desmistificada no próximo texto, que analisa três grandes arquétipos de prostitutas:
- as de luxo, que você menciona
- prostitutas conscientes do que fazem
- prostitutas por acaso / vítimas
E também concordo contigo que achar que uma leizinha vai fazer diferença é uma santa inocência. Abraço!
em 4/05/2010 as 21:42 |
pvmasculino, excelentes contrapontos.
A título de provocação pro #debatepdh: por que você diz que “continuará existindo”? Não acredita na possibilidade do ser humano, tanto individualmente como coletivamente, se reinventar?
em 4/05/2010 as 22:03 |
Sociedades em que basicamente quem manda é o homem (incluindo aí uma falsa crença que nos tempos atuais todos somos iguais…), nunca verão problemas no fato de uma mulher vender seu corpo a outro.
Basta olhar mais de perto e comparar os salários de um homem e uma mulher para uma mesma função. Nascemos já tendo que estudar mais, trabalhar mais, para um dia ter os mesmos benefícios e retorno financeiro que os homens tem. E em sociedades/comunidades onde essas diferenças são mais gritantes ainda, onde as mulheres são vistas como meros objetos e invariavelmente destinadas ao casamento, isso fica mais grave, mais visível. É um caminho sem escolha, e isso me deixa triste.
Vejo nas mulheres que são a favor da legalização, e que dizem não ver problema nenhum em mercantilizar o sexo, uma mentalidade completamente influenciada por esse status quo (ainda masculino) em que vivemos. São milhares de anos com a mesma linha de pensamento, aliás, desde que o mundo é mundo. Portanto a questão da profissão mais antiga do mundo existir, só tem alguma chance de ser honesta – no sentido de que a mulher a exercerá por escolha única e exclusivamente DELA-, quando houver um modo de pensar menos influenciado pelo machismo (?), e mais pelo feminino. Ou ainda quando os dois tiverem o mesmo poder.
Mas é claro que essa mudança exige uma energia gigantesca principalmente das mulheres, mas não só delas.
Meninos, boa discussão!
em 4/05/2010 as 22:10 |
Mais uma coisa, Vitor Lee:
Para alguém tirar alguma conclusão nesse debate especificamente, teria também que estudar toda a história da Ucrânia, sua cultura, como agem, como é a educação, como as pessoas interagem… Porque é MUITO fácil eu estar aqui no conforto da minha casa, sentado numa cadeira e na frente de um pc falar se sou a favor ou não, sendo que a realidade deles e vivências são completamente diferentes das nossas. Por exemplo: Aqui em Brasília à uma quadra de casa só moram militares gaúchos e a + ou – 100km há uma comunidade rural alemã, ou seja, se perto de casa já há essa diversidade cultural, imagina lá na Ucrânia que é longe? Por isso concordo contigo que devemos pesquisar, ler e tentar nos livrar de alguns preconceitos e achismos nossos.
Concordo com Dr. Health quando ele diz que “Nem todos os caminhos levam a Roma”. Aí ele cita o exemplo da Suécia e Holanda. Sem querer contradize-lo, mas só a título de reflexão: Se a Holanda “deu certo” mesmo liberando as drogas e prostituição, porque as taxas de suicídios lá são as maiores do mundo? Será que ela deu “tão certo” assim?
Por isso que defendo que se tem que estudar a coisa a fundo mesmo, porque o que adianta um americano chegar no Texas e dizer “ah, fui no brasil e escutei um tal de Funk Carioca e achei as mil maravilhas” e a maioria dos brasileiros acharem um lixo? Vamos ver o problema a partir, não do olhar de brasileiros mas de um ucraniano.
Como disse o Denis Russo no TEDxSP, “Temos que pensar nos problemas certos para se pensar em resoluções possíveis”. A filosofia é ótima para se criar problemas, mas não sou filósofo ;)
Valeu Vitor Lee pelo ótimo debate.
em 4/05/2010 as 22:40 |
9Barbara, essa tua última frase é bem importante.
Porque por mais que a prostituição seja legalizada, e existam mulheres dentro da lei com seus registros, carteiras assinada e tudo mais, isso provavelmente geraria a o mercado “paralelo” pros caras que não tenham grana (ou por qualquer outra questão), procurarem crianças e adolescentes – não tem 18 anos, não podem legalizar-se. Precisam de emprego, por aí vai.
Só reforçaria uma questão já tão presente atualmente. Prostituição de criança é um lixo mesmo. Asco total!
em 4/05/2010 as 22:46 |
Eu iria votar no NÃO, pois no Brasil, se for legalizada seriamente, apenas vai servir para ser mais uma lei burlada, e diminuir ainda mais as condições de quem está fora dela. Sem falar o quanto nossos queridos políticos (filhos das acima citadas) ganhariam com isso para o seu próprio bolso.
Mas meu voto foi para “Não sei, veremos depois deste papo”, pq tenho certeza de que virão idéias/propostas muito inteligentes aqui, para ambos os lados.
P.S. Ainda dá tempo de visitar a Ucrânia ? Se não for pra ver as prostitutas, que seja pra conhecer as protestantes !!! :P
em 4/05/2010 as 23:27 |
Juliana, você poderia nos mostrar um exemplo dessa “Comparação” dos salários entre homens e mulheres exercendo uma mesma função?
Todos falam mas nunca trazem nada concreto sobre o tema. Então, é lenda urbana. Pelo menos no Brasil.
Com relação ao assunto em pauta: 1- Profissão mais antiga do mundo. 2- Livre arbítrio. 3- O machismo morreu, viva o feminismo. A mulher já é dona das próprias escolhas e do próprio corpo, portanto, faz deles o que bem entender. Ponto final.
em 4/05/2010 as 23:31 |
Tem também um filme mais novo chamado The Girlfriend Experience, que fala de uma acompanhante de luxo de um ponto de vista bem diferente.
em 4/05/2010 as 23:57 |
Putz, cada vez eu me surpreendo mais com a qualidade dos debates aqui. Nem votei na pesquisa sobre se sou a favor ou contra a legalização da profissão, já que realmente não tenho um conceito claro sobre o assunto. Tomara este debate continue trazendo pontos de vista pertinentes, ai eu voto, com um pouco mais de base.
Xará, você é foda! Faço minhas as palavras do Dr. Health, vc arrebentou ao elegantemente usar um comentário nada a ver ao seu favor. Me lembrou uma cena inesquecível do meu segundo grau (hoje em dia ensino médio). Era a primeira aula de uma matéria totalmente nova, ecologia e poluição. Éramos uma turma química e antes da aula começar uns alunos, meio que de provocação, meio de brincadeira mesmo, desenharam uma árvore no quadro, com passarinhos, lagartas, ninhos, etc e etc. Acho que a idéia era provocar o professor, com uma brincadeira inofensiva. O cara chegou (gente boníssima), cumprimentou a turma e quando ele virou pro quadro viu o desenho. Deu um sorrisinho e falou que o primeiro dia seria mais ou menos a apresentação da matéria e que aquele desenho era perfeito pra isso. Agradeceu aos artistas e começou uma PUTA AULA de ecologia! Me lembro até hoje dos sorrisos incrédulos dos meus amigos ao ver a sagacidade do cara, ele conquistou toda a turma naquele instante. Nada como saber aproveitar este tipo de oportunidade, diria que é o contra-ataque mais efetivo até hoje já inventado. Touché!
em 5/05/2010 as 0:32 |
O interessante é que a visão do Gustavo não é imoral, é amoral. Parece ingênuo as vezes.
em 5/05/2010 as 0:48 |
Lenda urbana foi boa. Conteste os dados do IBGE se for o caso então…
Eu realmente gostaria de mais tempo pra procurar artigos científicos, mas deixo um linkezinho do IBGE mesmo, pra ilustrar.
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicad...
E se consideras a questão comparação de salários fora de pauta, só lamento. Uma visão bem limitada da questão.
Mas estamos aí…aberta à outras formas de pensar.
em 5/05/2010 as 1:20 |
Véio,
teu suposto tapa com luva de pelica não é suficiente pra esconder sua verdadeira natureza. Genocidas, ditadores e criminosos sempre esconderam sua natureza debaixo de suposta sofisticação e elegância. Ted Bunty que o diga. Além disso, aqui no PdH tem um gente do seu naipe, que finge o que não é. Tem gente que escreve artigo contando a única boa ação que praticou na vida como se fosse grandes m***a… Por isso, eu achei muito bom que você indicasse seus repugnantes artigos anteriores.
Assim, sua hipocrisia fica mais clara. Afinal, se a prostituição na Ucrânia é um problema, adivinha de quem é a culpa. Da pornografia e pornógrafos como você. Ou você acha que os turistas sexuais chegam lá indicados pelas agências de turismo? Ou descobrem no jornal nacional? Não, foi através da propaganda da pornografia. E você é culpado disso. A prostituição infantil é um subproduto da pornografia. E a culpa é sua e de quem consome/produz.
Se você tivesse coragem e dissesse para a Sra entrevistada quem você é, ela não só não lhe daria a entrevista como talvez lhe desse uns sopapos para você aprender a ser homem.
O que me impressiona é não aparecer sequer uma mulher pra lembrar que o desrespeito a mulher é culpa de machistas, misóginos e desequilibrados mentais como você, que apoiam “entretenimento” que denigre a mulher e o ato sexual em si, que na verdade, não tem nada a ver com o que é mostrado nesse “entretenimento” doentio.
Veja bem, diferentemente de você, não sou duas-caras. Sinto um lado infantil, egoísta e irresponsável atraído pela pornografia. Mas meu lado humanista tem repulsa ao fato que por dinheiro, pessoas aceitaram se rebaixar e se degradar a tal ponto, e ainda isso ser chamado de entretenimento. Ter um comportamento de altíssimo risco físico, social, ambiental e moral não pode ser justificado por nenhuma ótica que se olhe. Na pior das hipóteses, a falta de oportunidades de um sistema injusto e falido como a democracia capitalista, no seu espírito individualista, egoísta e tipicamente segregador causou isso. É simplesmente lamentável e sufocante viver num planeta assim.
Marcão, macho-alpha++
em 5/05/2010 as 1:20 |
Certamente o homem muda e evolui. Entretanto, no caso em debate, tenho plena convicção de que a situação não mudará, pois, envolve de um lado um dos instintos mais primitivos do ser humano, a necessidade de sexo, e na outra ponta a necessidade de dinheiro, lembrando que o desejo humano de consumo é ilimitado (segundo a teoria econômica).
É improvável que essas pontas, que se amoldam tão bem deixem de se encontrar. Mais difícil ainda esperar que a necessidade humana de sexo e consumo mude.
em 5/05/2010 as 1:22 |
De onde você tirou que as taxas de suicídio na Holanda são as maiores do mundo?????
A Holanda está em QUINQUAGÉSIMO lugar no ranking de taxa de suicídios, 9,4 por 100000 habitantes (2004). Já a Suécia aparece em vigésimo sétimo, com 13,3 por 100000 (2002).
A líder do ranking é a Bielorrússia, seguida por Lituânia, Rússia, Cazaquistão, Japão, Guiana, Ucrânia, Coréia do Sul e Sri Lanka. A do Sri Lanka (10) é 21.6 por 100000 habitantes, muito maior que a Holanda.
Fonte: Organização Mundial de Saúde
em 5/05/2010 as 1:27 |
Facilitando a tarefa pro rapaz aí, um pedaço do texto:
“A jornada de trabalho delas era de 40 horas semanais em média, e recebiam,
habitualmente, R$ 956,80 por mês. Esse rendimento correspondia a 71,3% do rendimento
dos homens.”
Ouch
em 5/05/2010 as 1:39 |
Juliana, artigos científicos? Você não entendeu, infelizmente… Dr. Por favor, em sua área de atuação tem alguma mulher com salário “diferente” do seu?
Eu gostaria de casos reais. Mas infelizmente, não foi o caso.
em 5/05/2010 as 1:51 |
“Para as mulheres que possuíam nível superior completo o rendimento médio
habitual foi de R$ 2.291,80 em janeiro de 2008; enquanto para os homens esse valor foi de
R$ 3.841,40. Assim, comparando trabalhadores que possuíam o nível superior, observou-se
que o rendimento das mulheres é cerca de 60% do rendimento dos homens, indicando que,
mesmo com grau de escolaridade mais elevado, as discrepâncias salariais entre homens e
mulheres seguem elevadas.”
Óbvio. Não há o que se contestar, não é um comparativo direto. Profissões diferentes, rendimentos diferentes. Sempre foi assim, não há o que mudar.
Ou você acredita que médicos tem salários diferentes simplesmente por serem de gêneros diferentes? Claro que não.
E jornalistas, Chefs, e tantos outros?
Então, lenda urbana.
em 5/05/2010 as 1:55 |
Dr Health, havia visto na Globo uma vez e até na MTV que a Holanda era o país com maior taxa de suicídio do mundo.
Mas já que mostrou fatos, seria insolência minha discordar.
Porém, vamos ver: Ainda está alta, não acha?
Abraços!
em 5/05/2010 as 1:57 |
http://www.administradores.com.br/informe-se/in...
Pronto, todos felizes!
em 5/05/2010 as 1:59 |
ERRATA: Como o nosso amigo Dr Health me corrigiu, a Holanda não é o país com maior taxa de suicídio do mundo, mas sim está em quinquagésimo lugar. Mesmo assim, é muito para um país tão pequeno.
em 5/05/2010 as 2:57 |
Nada mais feminista defender a postura do “olhe mais não toque”, postura essa defendida por cripto-feministas como o Sr. Contardo Calligaris.
Quando a crise grega se alastrar a seus vizinhos e quase-vizinhos incluindo a Ucrânia, veremos aonde essa história vai dar…
em 5/05/2010 as 3:07 |
Não entendi, Shâmtia, poderia desenvolver mais?
em 5/05/2010 as 3:52 |
Não entendo o problema que as pessoas tem com a cafetinagem. Artistas não possuem agentes? Modelos não possuem agentes? Então.
E isso é bem diferente de exploração, apesar das duas andarem juntas. Remoção do artigo sobre rufianismo do código penal, JÁ!
em 5/05/2010 as 3:56 |
Criminalizar o ato de compra do sexo pra mim é tampar o buraco com peneira. Como já foi colocado, desde que o homem é homem a prostituição existe. Ela não vai acabar e querer proibir isso me parece apenas uma tentativa fútil de acabar com um problema que não existe (em teoria). Este é um negócio como qualquer outro como já disse o pvmasculino, e tratá-lo como tal só facilitaria o serviço do governo (ou seja lá o orgão responsável por esse tipo de coisa) em descobrir e autuar/acabar/prender/oquemaisfornecessário a parcela desse ramo que causa problemas, como a prostituição de menores, a compra de escravas sexuais, enfim, todo esse mercado negro que rola por aí… Talvez não acabe com o problema, mas analisando objetivamente, essa me parece a solução mais eficaz para um assunto que ainda vai dar muito o que falar…
Claro que esse sou eu falando do conforto da minha casa, estou longe de compreender toda a magnitude desse assunto, longe disso rs…
Vitor, grande abraço e ótimo texto mais uma vez! Sinto falta dos seus textos falando de festas e viagens por aqui hehe
em 5/05/2010 as 4:02 |
Ainda não me decidi se sou a favor ou contra a legalização, ou melhor, a favor ou contra a criminalização da prostituição. Imagino que o maior problema da Ucrânia seja estrutural, pela falta de investimento na população e na melhora da qualidade de vida, aposto que o Governo deva ser corrupto do mesmo jeito que no Brasil. Se fosse de interesse deles existiriam campanhas e ações de repressão contra a cafetinagem e o turismo sexual, dentro do País e para o mundo, comparo com o Brasil, porque será que o rio de janeiro continua sendo a capital do tráfico?, e o governo do estado, ou federal não tomaram nenhuma atitude enérgica o suficiente pra acabar essa situação? por puro interesse, quem tem o poder de tomar a atitude necessária não toma. A atitude dela é extremamente louvável, mas deve estar associada em denunciar os governantes responsáveis pela permissividade da “fama” de País do Sexo pago…
Agora num mundo ideal onde todas as pessoas fossem boas, livres de necessidades físicas e materiais, com certeza eu seria contra a prostituição, até porque nem iria existir a necessidade.
em 5/05/2010 as 5:09 |
Pierre Woodman adora a ucrânia.
em 5/05/2010 as 5:31 |
Oi Marcão, acho que nesse último comentário existem dois grupos que prefiro tratar separadamente: sua crítica à minha pessoa e os argumentos do #debatepdh.
Sobre o debate, novamente agradeço em ter a sua participação. Você talvez note que em outros posts aqui do PdH eu raramente participo, como futebol, luta, política, moda, economia… pois são temas que eu não tenho muito interesse nem muito conhecimento para palpitar.
A ironia é que pelo fato de eu não me engajar, acabo também não avançando nesses temas. Como disse abaixo para o thiagozuk, é apenas quando a gente resolve investigar mais um assunto e dar a cara a tapa nos debates que ganhamos novas visões.
Com a série [PdH Porn], eu ouvi as críticas e pontos de vista de todos os leitores, sem exceção.
Você falou uma grande verdade e me desmascarou aqui. Explico:
De fato, quando eu comecei a série [PdH Porn] o meu tom era muito mais de entusiasta do assunto. Nas suas próprias palavras, o consumo de pornografia pode ser “infantil, egoísta e irresponsável”. Concordo.
Mas só depois de ter explorado o tema, lido muito e trocado idéias aqui é que isso ficou mais claro, pois eu sou um tipo de pessoa que precisa de fazer a pesquisa antes de formar uma opinião.
Fechando a parte substancial do #debatepdh, concordo com você que a culpa está no mercado consumidor e são esses alguns dos argumentos que vou publicar no próximo texto. Tu está convidado para marcar presença.
Sobre as críticas que você fez à minha pessoa, não existe sentido em eu ficar me defendendo aqui com contrapontos. Se é isso o que você vê em mim e nos textos que publico, então você está correto.
É o nosso foco de atenção que determina nossa realidade.
Espero que durante nosso diálogo, eu permaneça de mente aberta para ouvir e continuar refletindo sobre quais são as próximas mudanças na minha visão e postura ao escrever textos.
em 5/05/2010 as 5:37 |
Independente dos números da Holanda, quero dar um apoio à visão que você apresentou, bro. Não conhecia essa palestra do Denis Russo – obrigado por compartilhar coisa boa.
A sua proposta de ver as coisas pelo olhar ucraniano me faz muito sentido, mas será que é possível? Ou prática?
E o que acha de, ao invés disso, buscarmos analogias no problema que nós temos em nosso quintal, com estrangeiros que vão para o nordeste e Rio em busca do turismo sexual?
em 5/05/2010 as 5:38 |
Excelentes pontos, Ju!
em 5/05/2010 as 5:41 |
Tá certo. Quando fiz a provocação, eu pensei rapidamente na questão da diferença de poder que está associada à prostituição, e diferentes formatos de sociedade, incluindo as matriarcais. Abraço!
em 5/05/2010 as 5:48 |
Isso mesmo, Ju! É impossível tratar desse tema sem levarmos em conta as diferenças de poder na sociedade (além de todos os outros elementos que estão sido levantados nesse #debatepdh muito rico)
Você acha que manter a criminalização da exploração da prostituição pode ajudar? Depois de ler seu comentário em resposta à Barbara e esse aqui, fiquei curioso para saber sua opinião.
Beijo!
em 5/05/2010 as 5:50 |
“Agora num mundo ideal onde todas as pessoas fossem boas, livres de necessidades físicas e materiais, com certeza eu seria contra a prostituição, até porque nem iria existir a necessidade.”
Tenho minhas dúvidas!!! Imaginar que a causa de toda prostituição é financeira não condiz com a realidade, acho que existem fatores preponderantes variados e na maioria das vezes é mesmo o financeiro que determina, mas não sempre. Claro que não passa pela minha cabeça “enobrecer” a profissão como alguns programas de auditório fazem, mas acho sim que a prostituição é uma escolha consciente de algumas mulheres, uma minoria, mas existem…
em 5/05/2010 as 5:56 |
MrBerlitz, que legal ter caras de mente aberta para ouvir ambos os lados. Olhei as estatísticas e temos exatos 28 votos de gente que também quer continuar acompanhando o #debatepdh antes de lançar o voto (14% de 200 votos).
Sobre sua visita para a Ucrânia, esse bate papo todo me fez ficar engajado em um desdobramento do assunto, que é a responsabilidade que nós temos em nos comportar com decência ao visitar um país.
É possível ter a motivação de conhecer belas mulheres em uma viagem e ao mesmo tempo manter respeito e trazer valor, tornando as garotas locais felizes?
Acredito que sim. São alguns dos pontos que comecei a discutir no Guia do Viajante Conquistador: http://fromvictorwithlove.com/diario/2010/as-mu...
em 5/05/2010 as 5:58 |
Pablon e Juliana, ótimo exemplo de discussão e troca. Valeu! Vamos continuar com a cabeça aberta pois em breve vem assunto e argumento bastante polêmico!
em 5/05/2010 as 6:04 |
Fala Victor! (reconheci pelo Gravatar e pelo “xará” – haha)
Virastes replicante ou Harisson Ford? Hehe.
Sabe, estamos pensando aqui num jeito de tornar o #debatepdh um tema que vai rolar o mês inteiro. E assim as pessoas vão participando pouco a pouco, fortalecendo a opinião no assunto em foco.
O convite que faço é para você não se conter, pois é até interessante fazermos duas fotografias: uma agora quando o papo foi lançado e uma no final do debate, para ver que tipo de impacto (se algum) nossa comunidade PdH teve. Pode votar seguindo seu achismo mesmo e depois fazemos uma segunda análise.
Abração!
em 5/05/2010 as 6:06 |
Pablon, muitas vezes essa ingenuidade que você identificou ajuda muito no debate coletivo, não acha? No caso do mais recente post do Dr. Love, http://papodehomem.com.br/uma-consciencia-canalha/ a visão do Gustavo ajudou muito a nossa tropa apresentar e fortalecer diferentes pontos de vista.
em 5/05/2010 as 6:09 |
Hahaha, imagina. Sua presença enriquece aqui, Ju!
Já eu vou também fazer uma pergunta que vai sair da linha de discussão salarial que vc está debatendo. Mas é que fiquei curioso: quando diz ser “a favor do Feminino”, você está fazendo referência a alguma teoria ou autor específico?
em 5/05/2010 as 6:14 |
Fala Pedrão!
É isso aí cara, falou tudo. Vou até pedir para que vc dê um bookmark (no browser ou meramente mental) para você retomar esses pontos no post que o Átila vai publicar em breve, também defendendo a legalização da exploração da prostituição.
Sobre aqueles outros assuntos que a gente troca idéia no From Victor, With Love – Diário, eu tenho ficado cada vez mais ressentido e puto em ver os tais ingleses toscos em Riga ficando bêbados e fazendo vexame em suas despedidas de solteiro. Acho que esses são sujeitos de difícil concerto.
Mas para viajantes independentes como nós, achei que é tema muito importante para abordarmos, para repensarmos como uma inocente conversa, um xaveco furado num bar local… tudo isso pode acabar sendo interpretado como parte dessa cultura do turista sexual, e que é muito ruim. Existem caminhos para a gente construir relacionamentos melhores.
em 5/05/2010 as 6:22 |
Francisco. Caraca: vc fez uma engenharia-reversa, desconstruindo todos os argumentos e montando tudo de novo. Que interessante a forma como vc desenrola seu raciocínio e compartilha aqui. Show, show. Valeu!
Que posso acrescentar?
Bom, um pequeno detalhe é que eu não perguntei se seria possível a coletividade deixar de procurar sexo. Apesar de ser possível essa interpretação.
Mas o que eu queria ter perguntado mesmo é se existe uma possibilidade de nossa sociedade deixar a prostituição para trás, assim como (pausa para tentar achar algum exemplo*) o enforcamento em praça pública.
*Eu ia usar o exemplo da escravidão que hoje é abolida, mas as exceções que ainda acontecem na prática são tantas que abandonei essa referência.
em 5/05/2010 as 6:28 |
Shâmtia, que comentário interessantíssimo.
Concordo com você que existe sim essa diferença entre o tratamento da sociedade para homens e mulheres. O exemplo de colocar o pau pra fora na praça pública foi perfeito para ilustrar seu ponto.
Estou curioso para saber quem mais pensa parecido.
em 5/05/2010 as 6:30 |
Leite: gostei de ver seu posicionamento. Eu quero muito continuar esse debate contigo nos textos que vão se seguir esse mês – e poderei reconhecer sua participação se você continuar comentando com o mesmo nickname (colocar um Gravatar facilita bastante): http://www.gravatar.com
Abraço!
em 5/05/2010 as 6:33 |
Valeu, Andreas! De fato, dei uma diminuída na produção dos textos mas sempre que consigo publicar algo aqui, me dá muito prazer em trocar idéia com nossa turma.
Olha, no caso em questão eu discordo: se for possível criminalizar o cliente e APLICAR a lei, a oferta vai diminuir rápido, rápido…
em 5/05/2010 as 6:36 |
Posicionamento ponderado, Ramon. Gostei.
Eu vou um pouco na linha do blade_runner – no cenário imaginado sem necessidades físicas ou materiais, apesar de não haver necessidade poderia sim continuar existindo a prostituição, por conta de uma necessidade emocional. Que acha?
em 5/05/2010 as 6:37 |
Gosta sim, Adriano. Mas a maior parte das filmagens dele e os castings não acontecem na Ucrânia, e sim em Budapeste e Praga.
Abraço!
em 5/05/2010 as 6:48 |
“Bom, comecei a ler o texto com uma opinião formada, terminei a leitura com a possibilidade de mudar de opinião e no final das contas, depois de ler o debate, fiquei na dúvida entre a legalização ou não da prostituição. É certo que minha opinião formada, estava baseada em aspectos superficiais dessa questão, coisas que lemos aqui e ali ou assistimos em reportagens na TV. Através desse debate tive contato com vários aspectos do assunto que não conhecia antes. “
Dboradaltro, quero imprimir seu trecho e carregar sempre comigo! Foi o comentário mais bacana que já li desde que comecei a escrever para a PdH quase dois anos atrás.
Esse é exatamente o objetivo do #debatepdh: oferecer um texto inicial como pontapé para a discussão. Fazer perguntas abertas, ouvir ativamente, aceitar pontos de vista diferente, ser compreensivo com quem tem razões para ser mais inflexível. E, quem sabe, transformar nossa visão inicial.
Obrigado mesmo pelo tempo que você investiu fazendo esse comentário. Me deu um grande incentivo.
Sobre a substância de seu comentário, apenas faço um pequenino complemento aos ótimos pontos levantados. Muitas vezes, a questão é sobre IMAGEM.
As pessoas com quem converso geralmente têm uma imagem da Suíça (p.ex.) de ser super desenvolvida, tudo correto e organizado. E que países do Leste Europeu são capengas, corruptos, perigosos. Vi muita, muita gente… bem viajada e bem informada com esse tipo de visão.
Um entre vários argumentos que costumo usar para quebrar essa imagem de sucesso no controle da prostituição na Suíça é o fato de lá ter um MONTE de criança de 16 anos se prostituindo. Sob as leis suíças:
http://www.swissinfo.ch/eng/politics/Call_for_a...
em 5/05/2010 as 10:49 |
Há uma uma ironia do destino nesse tópico:
Mencionamos prostituição e Contardo Calligaris, a ex-mulher dele Eliane Calligaris, escreveu um livro com o titulo “Prostituição o eterno feminino”:
.
Não acho que as prostitutas sejam submissas. Durante um ano, passei 15 dias por mês num treme-treme da boca-do-lixo, em São Paulo, onde o programa custava R$ 15. Nessa convivência, vi que elas têm muito poder em relação aos homens e se recusam a transar quando bem entendem. A cafetina, geralmente, é uma mulher muito forte e temida pelos freqüentadores. Essa história de que prostituta não goza também não é bem assim. Durante as entrevistas, todas disseram: 'Às vezes eu gozo e às vezes não'.
.
http://revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire...
em 5/05/2010 as 11:33 |
Sou a favor, SIM!!! Mas para muitos iria perder a graça!!! O que o ser humano quer é a busca pelo proibido e não pelo sexo Fácil e Pago. Quem busca sexo dessa forma não esta preocupado com valores morais. Se é proibido logo é mais gostoso.
em 5/05/2010 as 12:18 |
Infelizmente, a cultura machista e a crise na Europa esmagam toda a dignidade humana, principalmente das mulheres.
Opção é uma situação, assim como vemos no Brasil mulher que optam por esta profissão. Mas certamente o que acontece lá é bem diferente. A falta de condições de sobrevivência levam estas mulheres a se entregarem aos cafetões.
Temos situações como esta no Brasil. Visite o nordeste!
em 5/05/2010 as 12:30 |
Sim, Shâmtia, eu já li esse livro e até citei aqui no PdH. Mas onde está a ironia?
O que eu afirmei do Calligaris é a uma crítica aos homens que chamam as mulheres de puta, não a sua mulher, não usando da fantasia, não dizendo “minha putinha” na cama. Nada disso.
E eu nunca li nada dele criticando a prostituição.
Sendo assim, você poderia mostrar onde está a ironia?
Valeu.
Abraço.
em 5/05/2010 as 12:49 |
“Protestar contra a prostituição”
“estão emputecidas”
Só eu que captei a malícia aqui?
em 5/05/2010 as 12:52 |
Olá galera. Pra quem se interessar, o segundo livro da série Millennium (A Menina Que Brincava Com Fogo), de Stieg Larsson, trata do assunto “prostituição e tráfico de mulheres na Europa”. Estou lendo e, na minha opinião, é muito melhor que o anterior. Mas trata-se de uma continuação.
Parabéns pelo texto, boa sorte no debate e abraços.
em 5/05/2010 as 13:11 |
Nunca vi movimento tão controverso! São contra prostituição mas colocam ninfetas seminuas segurando faixas!! q issu! O efeito é totalmente o contrário! Só vendo essas fotos já to pensando em dar uma voltinha na Ucrânia!! É o fim do mundo mesmo!!!
em 5/05/2010 as 13:50 |
Sim, é possivel não deixar de procurar sexo, só deixar de procurar prostitutas.
Como vc mesmo ia comentar em relação à escravidão, certas coisas são muito desejáveis ou lucrativas para que as pessoas parem perante uma lei. Pesam prós e contras, e acham que ainda vale a pena. E se isso acontece com a escravidão, onde as punições são enormes, e ainda dá um trabalho considerável, embora custe bem menos, imagine com a prostituição, onde vc não tem manutenção nenhuma, pouco trabalho, sente que fez uma coisa justa porque pagou, e ganha uma recompensa grande. Mesmo criminalizado, a procura vai ser grande, num pais como o Brasil.
Se foi reprimido com muita eficiência, essa libido vai ser canalizada pra algum outro lugar. Pornografia, que também tem seus podres, talvez até estupro, se alguns caras não conseguirem lidar com a frustração. Ou ir pro país vizinho.
em 5/05/2010 as 14:10 |
Tenho a solução simples, rápida e definitiva contra a prostutuição. Basta algumas mulheres NÃO SE PROSTITUIREM, e acabou o comércio, caso contrário… (Sem o conssentimento delas, é estupro.)
“Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?” GRANDE DILEMA.
“Os donos da verdade que já decretaram que tudo se deve ao machismo opressor do patriarcado falocêntrico blá-blá-blá” SEMPRE É MELHOR CULPAR OS OUTROS.
em 5/05/2010 as 14:13 |
Não tive como acompanhar toda as discussão mais gostaria de tirar umas “dúvidas” a respeito desse assunto.
Caso a prostituição seja legalizada quem ou o que vai controlar ela, por exemplo, se a condição de puta passar para uma profissção formal isso vai evitar que um “empresário” ou cafetão mesmo explore seu quadro de funcionários até os limites ?
em 5/05/2010 as 14:14 |
Aqui no Brasil, a prostituição NÃO é proibida, pois não existe tipo penal específico que criminalize o ato de trocar dinheiro por sexo. Existe apenas o lenocínio (Art. 227 do CP), que tipifica a exploração da prostituição (ainda assim, meio em desuso), bem como oa legislação referente a proteção da infância e adolescência.
Portanto, não podemos falar em “legalizar” a prostituição, e sim, em “regulamentar” a atividade milenar, coisa que nossa moral cristã não admite sequer discussão. A posição final costuma ser “deixa como está”…
Sou plenamente a favor da regulamentação, como forma de diminuir os abusos, combater a exploração e a pedofilia. Criminalizar a atividade não seria mais que um exercício de hipocrisia, afundando ainda mais na marginalidade quem exerce o ofício. A prostituição não vai acabar de maneira alguma, quem acredita mesmo nisso infelizmente padece na ingenuidade.
Mas o a discussão é válida, sem sombra de dúvida….
em 5/05/2010 as 14:34 |
Luisnamer, valeu! Era esse esclarecimento que ficou faltando: o que estamos discutindo é sobre a legalização da exploração da prostituição, ou em outras palavras descriminar a conduta do lenocinio.
O que acha?
em 5/05/2010 as 14:35 |
Obrigado pela dica do livro, Luciano! Nunca li nada do Larsson (geralmente não leio ficção) mas vejo que tem vendido bem. Abraço!
em 5/05/2010 as 14:37 |
Totalmente a favor!
É apenas um negócio como outro qualquer, você paga por um serviço e depois vai embora, qual é o problema?
E se proibirem mesmo a prostituição, como todos os homens que tem problemas em conseguir mulheres vão se virar? Homens como Nietzsche, Newton, Da Vinci, Tesla… também tinham grandes dificuldades em lidar com o sexo oposto, o puteiro é a salvação pra muitos homens inteligentes. (Nietzsche foi um grande fã dos puteiros, mas não sei dizer se os outros exemplos também se utilizavam de seus serviços. Aposto que sim)
http://www.youtube.com/watch?v=0KdctNg2WGY
em 5/05/2010 as 14:40 |
Sim. É alta.
Mas a da Suécia, onde drogas e prostituição são proibidos, é mais alta ainda.
em 5/05/2010 as 14:43 |
Sou totalmente contrário a legalização da prostituição, ainda mais quando envolve menor de idade. Os países da Ásia, e Europa, deveria se envergonhar de fecharem os olhos, para este tipo de turismo (sexual), e o mais degradante é os pais venderem suas próprias filhas, quando eles mesmo não cometem o abuso? São vários exemplos de crimes contra as mulheres, o Hesbolat! permite seus homens casarem com meninas de 9, 10, 11, 12 anos, vejam só o absurdo, a Tailândia já é conhecida, como capital do turismo sexual da Ásia. Agora a ucrânia, com suas belas mulheres, sendo tachadas de prostitutas, ainda bem que existe mulheres como a Anna Hutsol. condenável e lastimável esta atitude dos “homes” de bem deste planeta!
em 5/05/2010 as 14:45 |
Não, porque caso fosse provado, isso seria crime.
Porém, o que rola MUITO por debaixo dos panos é um boicote descarado. Um ex-chefe de um hospital que eu trabalhava dizia que mulher não entrava no serviço de ortopedia lá. E não entrava mesmo pq ele é que aplicava a prova de admissão, e “misteriosamente” a prova para candidatas do sexo feminino era beeeem mais difícil. Elas só entravam quando acontecia um monte de desistências.
em 5/05/2010 as 15:33 |
Cara, é obrigação do homem saber lidar com o sexo oposto.
em 5/05/2010 as 15:40 |
Victor,
Ainda não tenho posição definida à respeito disso. Tendo a crer que os artigos 227 a 231 do código penal devem ser mantidos, vez que buscam reprimir a EXPLORAÇÃO, por outrem, do ofício de prostituta.
A regulamentação viria a calhar, inclusive, para combater as relações de exploração advindas da indústria da prostituição. Tendo direitos e conhecendo estes, as mulheres que decidirem por este caminho ao menos podem tentar se defender.
(isso tudo no mundo do “dever ser”)
em 5/05/2010 as 15:41 |
De fato a prostituição não é algo que me agrade, ainda mais envolvendo menores que diria o Turismo que é minha segunda profissão onde essa pratica é extremamente mal vista.
Existem milhares de motivos para se acabar com a prostituição mas fico com pé atrás tenho certesa que existem milhares de doentes que não cometem estupro por que buscão prostitutas, uma vez que não houver mais adivinha só o que esses caras vão fazer?
Votei que sou a favor e a Ucrania parece estar pior que o Brasil e se no Brasil é dificil pra caramba o que diria lá para proibir.
em 5/05/2010 as 15:43 |
O erro dos principais pontos de vista discutidos é analisar a prostiuição sob a ótica das prostitutas maiores de idade que optaram pela profissão, ou que ganham mais grana com ela do que com outro emprego.
Nós sabemos que muito mais da metade das mulheres prostituídas são obrigadas a isso, e grande parte delas iniciam essa vida enquanto menores de idade.
Só eu sei o quanto eu chorei assistindo ao filme da peça de teatro Os Monólogos da Vagina, onde em um dos monólogos a atriz toca no caso de um grupo de refugiadas de um campo de estupro na Holanda.
Gente, campo de estupro.
Vocês já ouviram falar disso?
Eu nunca havia ouvido até então. Claro que isso não entra no assunto da prostituição, mas é muito similar ao tráfico de mulheres, àquelas que não conseguem grana para retornar a seu páis de origem e que precisam usar o corpo para conseguir a passagem de volta, e por fim os lastimáveis casos de menininhas escravizadas sexualmente – muitas vezes pela própria família.
Acho que devemos analisar a questão da legalização através dessa ótica.
em 5/05/2010 as 15:44 |
A legalização da prostituição pode chocar os moralistas de plantão, porém é muita hipocrisia pensar que ilegalidade desta atividade forçará a ação do governo para impedir a opressão das mulheres e a exploração da prostituição infantil.
Todos sabem onde estão os bordeis, porém enquanto a prostituição é crime, esse mesmo bordel é uma grande fonte de renda para os policiais, delegados, politicos corruptos e para os cafetões espertalhões. A grande maioria das prostitutas sobrevivem mal e porcamente.
em 5/05/2010 as 15:47 |
Pedro, disse tudo,
concordo com oq ele falou, a prostituição em si não é algo horripilante e nojento como ja foi dito aqui, nojento é o modo como ela é praticada. Sou contra a exploração, não contra a prostituição.
em 5/05/2010 as 15:49 |
Olá,
O que me refiro é justamente a isso, esperar que uma mulher saia semi-nua, ou vestida para seduzir, e ao mesmo que não haja reações negativos a isso.
Se ela o faz(se veste assim) por causa de questões subjetivas pessoais, eles também o fazem por razões parecidas(como chamalas de puta na rua), a diferença entre os dois atos é que um é implicito(a intenção de seduzir) e o segundo explicito(chamar uma mulher vulgar por qualquer nome).
Concordo que eles fazem isso por causa da pseudo-moralidade, mas a vulgaridade feminina não tem nada de “ato de liberdade”.
Do mesmo modo que os pseudo-moralistas usam da moralidade criada pelo meio social, mulheres vulgares usam de um pseudo-glamour que diversos meios(especialmente a televisão) criam em torno sexualidade feminina.
Sobre a ironia do destino que mencionei, creio que não me expressei bem, O que quis dizer é que lembramos de Contardo, num tópico sobre prostituição, mas nos esquecemos de citar o livro de sua ex-esposa, pertinente ao assunto.
Abs;
em 5/05/2010 as 16:10 |
Victor,
Acho que o termo adequado nem é “exploração”, muito menos descriminalizar a conduta do lenocínio, o que, se eu não me engano é muito próxima à designação de rufianismo (me corrijam se eu estiver errado).
Não irei fazer nenhuma ponderação mais extensa sobre a minha opinião, pois faço das palavras do Francisco, as minhas. Sou a favor, desde que aconteça de forma estruturada. Para isso, exemplifico o caso da Red Light de Amsterdã, lugar em que a prostituição é considerada uma função social como qualquer outra, e é completamente amparada por leis e protegida pelo Estado. Lá, o rufianismo é considerado crime e as garotas são empresárias de si próprias, mesmo quando fazendo programas em bordéis.
Além disso, a Red Light é um bairro habitado por pessoas comuns, com escrtórios de advogados e empresas, bares, hotéis e lojas. E todo o trabalho das moças é divulgado como atração oficial da cidade.
Eu tirei essas informações de uma reportagem da revista Mag sobre o sexo em Amsterdã, e eu realmente acho que esse é um ótimo exemplo de como a prostituição pode ser encarada como algo comum, sendo respeitada pela sociedade e encarada como parte do turismo de qualquer cidade (de forma regulamentada e controlada).
Sinceramente acho que a iniciativa da Anna Hutsol boa, mas sua ênfase e ideias são ruins e completamente infelizes pois ela não só quer acabar com o a exploração de menores (o que acho louvável), mas também empurrar a profissão para debaixo do tapete social sob argumentos pseudo-puritanistas de moralidade (o que eu acho deplorável).
em 5/05/2010 as 16:17 |
No vídeo vejo que nenhuma delas ficou “tristinha”, “putinha” “constrangida” por ter que participar desse protesto. Vejo alí, expressado um desejo secretíssimo travestido de um protesto legítimo. Assim ninguém poderá condená-las. “- Que absurdo, me obrigar a expor meu corpo desse jetio. É um ultraje. Esse homens são uns animais”.
em 5/05/2010 as 16:30 |
Tinha esse mesmo pensamento que você:
“Até hoje eu era a favor da legalização pelo fato de poder regulamentar e colocar essa profissão como mais uma, reduzindo a sensação de ser um dos poucos refúgios para “quem não tem escolha” e também permitindo que as mulheres que realmente gostam continuem com o trampo.”
Mas, essa entrevista me fez parar e pensar um pouco mais. Em todas as situações que ocorrem.
Não sei se mudarei de ideia depois disso, mas, estarei aberto aos textos que ainda estão por vir.
em 5/05/2010 as 16:34 |
E histórias como essa acontecem no mundo todo.
No Nordeste brasileiro isso também deve ocorrer com frequência. Família sem ter o que comer, tendo filho atrás de filho, vê na venda das filhas uma forma de ganhar um pouco de dinheiro, pra sustentar os outros filhos que ainda ficarão.
Vejo que antes de julgar, defender, precisamos entender o motivo para ela ter seguido essa vida. Aí, o pensamento já fica bem definido e direcionado.
em 5/05/2010 as 16:37 |
Como realmente é dificil comentar na pagina do phd.
Bom.. vamos la.. Os comentarios são bem interessantes e é incrivel a grande variedade de posições a favor ou contra, e os motivos que justificam esse posicionamento, principalmente quando tento entender qual “origem/natureza” desses motivos (a favor ou contra, tanto faz).
Os que mais me irrita são aqueles baseados em moralismo, mesmo considerando o tópico do post do Victor Lee.
Bom…vou justificar o meu voto: Sou a favor da legalização da prostituição. Acredito que com isso, as mulheres e homens (sim.. existem os “boys” e “travecos”, embora ambos atendem mais o publico masculino do que o feminino) teriam condições minimas para:
> Denunciar irregularidades (como trafico de pessoas, prostituição infantil e de menores, estupro e outros males não tao graves, como nao receber pelo serviço, pelas divulgação de fotos e etc) visando proteger sua profissão ou a sua propria consciencia.
> Promover a sua própria proteção: O que tem de cafetão, trafico de drogas, envolvimento de orgãos policiais, agentes de “moda” e por ai vai é brincadeira. É obvio que a legalização da prostituição, o impacto desses agentes não sumiria, mas diminuiria drasticamente.
> Tendo em mente que transformações sociais como emprego, justa distribuição de renda e outros são demasiadamente lentos, a legalização da prostituição ao menos seria uma fonte de renda e de inserção desses profissionais dentro da sociedade (embora isso tambem requer uma ampla reforma moralista, o que é drasticamente mais lenta que passos de tartaruga aleijada)
Esses são alguns dos pontos que justificam o meu voto a favor da prostituição.
Boa discussão a todos, seja a favor ou contra ou tanto faz.
Abraços
PS:Sistema dificil esse de postagem hein?
em 5/05/2010 as 16:49 |
Guto, rola enviar um email para contato@papodehomem.com.br contando quais dificuldades teve para comentar no PdH? Valeu!
em 5/05/2010 as 17:27 |
A internet do meu lado esta lenta..e por isso acho q tive problemas. Se nas proximas postagens o problema persistir, eu mando um e-mail te avisando.
Valeu pela resposta.
em 5/05/2010 as 17:34 |
Existe uma atividade que se chama “acompanhante” ou até “dama de companhia”. Não é nada que envolva sexo. São pessoas contratadas (remuneradas, portanto) para fazer companhia a senhoras de idade, por exemplo. Não são enfermeiros. São pessoas contratadas para ficar junto, fazer um chazinho, acompanhar na praça para tomar um sol e bater um papo. Se você for pensar, essa profissão poderia ser chamada de “amigo profissional”.
Ser amigo é dar carinho e isso pode ser comprado através de uma profissão. Mas ninguém tem preconceito quanto ao “amigo profissional”. Ao contrário, é uma atividade até bem admirada. A pessoa que exerce é considerada uma “boa alma”, uma “pessoa decente” .
Agora, se alguém é “amante profissional” (sexo é uma atividade tão natural e necessário para o ser humano quanto fazer amigos), a coisa muda completamente. Como o sexo carrega uma imensa carga de sujo, pecado, sacanagem, baixaria, imundície, a pessoa que exerce essa atividade de forma remunerada ganha toda essa imagem de presente.
Assim, mesmo que a prostituição fosse totalmente legalizada como atividade autônoma (nada de cafetão) para mulheres adultas e conscientes, com negociação, contrato de trabalho, remuneração, pagamento de impostos, propaganda etc, nada disso livraria a mulher do preconceito, da carga tão intensamente negativa e do nojo que a sociedade tem do sexo pago.
Lembrei de um texto que vi por aqui de uma mulher que escreveu sobre o incômodo dos olhares “te como inteira” dos homens e do fato de que por ser mulher, qualquer tentativa de simpatia e amizade com homens era entendido como “está dando mole”.
Se isso acontece com mulheres com profissões tradicionais, imagine o que aconteceria se esses homens soubesse que uma mulher é uma profissional do sexo. Quantas piadinhas machistas, quantos comentários grosseiros e quantos homens se achariam no direito de avançar sem serem convidados porque ela é “p..” mesmo…
Abs
Cuca;)
em 5/05/2010 as 18:23 |
Seguindo a sua ideia, Victor:
Eu continuo vendo a “objetificação” também nesse caso.
Imagine que para ela não há essa visão. Ela se sente valorizada, se sente mimada e bem de vida. Porém, o homem que está com ela continua tendo essa ideia de objeto.
Sabe que se pagar o preço que pede, terá tudo que quer. Sabendo também, que pode trocá-la assim que entender necessário.
Portanto, pra mim, mesmo sendo cara, de luxo, atendendo poucos ou não, ela continuará sendo vista como objeto.
em 5/05/2010 as 18:36 |
Victor,
Puxando para um outro lado:
A Revista Época traz uma reportagem imensa, debatendo a fala do Ministro da Saúde José Gomes Temporão.
Segundo ele, fazer sexo é um dos fatores que ajuda a ter uma vida mais saudável, principalmente se tratando de hipertensão.
Imagine uma situação assim:
Um homem hipertenso vê essa notícia, porém não é casado, não tem namorada ou coisa do tipo. Ciente da melhora que isso, e deturpando um pouco a notícia, entende que precisa de sexo pra melhorar sua saúde e sai em busca disso.
Onde é que ele pode acabar?
Num puteiro, chamando uma acompanhante e coisas do tipo.
Sendo analisada e interpretada por quem não entende bem, essa frase do Ministro pode ser mais uma forma de fazer uma leve apologia a prostituição.
Já que, quem não tem em casa, buscará de outras formas para conseguir.
O que acha, Victor?
em 5/05/2010 as 19:40 |
“Dboradaltro, quero imprimir seu trecho e carregar sempre comigo! Foi o comentário mais bacana que já li desde que comecei a escrever para a PdH quase dois anos atrás.”
Oh Victor, obrigada pelo elogio! Que bom que vc gostou. A minha opinião foi realmente pautada em tudo que li ontem mesmo no blog. Na verdade fiquei sabendo ontem, através dessa leitura, que na Suíça a prostituição era proibida, só conhecia mesmo o caso da Holanda. E baseando-se nisso é que imaginei que em um país onde as condições de vida são melhores fica mais fácil também manter um posicionamento de legalização ou não. Mas o que vc falou é verdade, uma coisa é a IMAGEM que criamos de um país, outra, bem diferente, é a realidade. Eu realmente conheço muito pouco sobre a estrutura social tanto da Suíça quanto da Holanda, o que eu sei é o que as pessoas falam, e com certeza o que eu tenho é uma imagem “bem maquiada” da realidade vivida pelas pessoas que moram lá.
Mas imagino que, ainda que existam problemas com prostituição infantil na Suíça, esses devem ser bem menores do que os vivenciados aqui no Brasil, por exemplo. Realmente acredito que uma estrutura social melhor ajudaria a minimizar os problemas causados pela prostituição sendo ela legalizada ou não.
em 5/05/2010 as 20:31 |
hahahaha
quer dizer que a disparidade salarial entre homens e mulheres é uma lenda urbana ?
hahahahaha
valeu entao.
em 5/05/2010 as 20:36 |
Recomendo a leitura do livro “A Cama na Varanda” da Regina Navarro Lins, um ótimo livro que aborda inúmeros temos sobre amor, casamento e sexo, inclusive a prostituição.
em 5/05/2010 as 20:54 |
É, eu concordo com você, mas esse é um dos problemas. Se a lei fosse aplicada corretamente para tudo, o problema nem existiria… pega por exemplo a lei seca, deu muito certo no começo, mas agora ninguém ta nem aí, e se a lei tivesse sido aplicada antes da política de tolerância zero, os efeitos teriam sido os mesmos…
eu também não vejo problema com a prostituição, mulher quer vender o corpo, homem quer comprar, ótimo, ninguém sai ferido ou perdendo na história. o problema mesmo são esses casos que você comenta por aqui, onde vira abuso, escravidão, e esses devem ser combatidos. porque não separá-los de categoria de uma vez por todas?
fico esperando mais posts então heim hehe, precisando de uma ajuda é só falar!
em 5/05/2010 as 21:22 |
Excelente essa observação sobre a distinção de tratamento da sociedade perante aos “profissionais do sexo” e para os “profissionais da amizade” (“acompanhante” e/ou “dama de companhia”).
Realmente, mesmo com uma possível legalização, a sociedade demoraria muito para reconhecer, compreender e ate mesmo tolerar a presença desses profissionais (vide a discriminação sobre raças, por exemplo).
Mesmo assim a legalização da prostituição forneria subsidios básicos para um possivel avanço nas conquistas sociais dos profissionais do sexo, mesmo que leve séculos para que essas conquistas gerem resultados positivos.
Por isso é valida de qualquer forma a legalização desse meio.
em 5/05/2010 as 21:38 |
a maioria é menor e forcadas ? – jura ?
aonde esta isso ?
em 5/05/2010 as 22:16 |
dboradaltro,
Olha aí um link que fala justamente dessa impressão que criamos sobre os países, nesse caso a moça fala sobre a Nigéria. É ótimo!
É em inglês, mas se não me engano tem a opção de legendas ali.
http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/03/...
em 5/05/2010 as 22:20 |
Salvo exceções relativas à violência e abuso de menores (esses são exemplos de crimes, enquanto a prostituição em si não o é), achei perfeito esse comentário. Ao contrário do que se costuma pensar de forma condescendente, sempre há uma opção, por mais cruel e difícil que essa possa ser! Àquelas que não querem se prostituir, e desde que não obrigadas a isso, que não o façam. Àquelas que o querem, que o façam de forma segura, regular e, se assim o quiserem, através de um agente.
em 5/05/2010 as 22:48 |
Grande Marcão, com uma postura sempre razoável e imparcial.
em 5/05/2010 as 22:55 |
Texto muito foda, Victor! Uma pena que só pude ler e comentar agora.
Acho que o melhor é o quão bem ele ilustra o “depende” implícito em qualquer argumento. Ilustrou vários pontos que eu desconhecia, como o próprio estigma que se cria em torno das mulheres. Aqui no Brasil, fiquei p da vida quando vi gringos em Ipanema fotografando a bunda de garotas (crianças até) na praia, sem pudor nenhum de mostrar atrás do que vieram. E assim como na Ucrânia, aposto que muitos nem sabem que prostituição infantil é crime.
Quanto ao comentário do Gitti, sobre o que é a puta e como rebaixar a mulher é uma forma de diminuir o que não podemos ter: aposto que muitos dos filmes pornôs semi-caseiros que são produzidos atualmente, onde tratam a mulher como carne, batendo, forçando e tal, são parte do mesmo mecanismo.
em 5/05/2010 as 22:57 |
VL,
“Mas só depois de ter explorado o tema, lido muito e trocado idéias aqui é que isso ficou mais claro, pois eu sou um tipo de pessoa que precisa de fazer a pesquisa antes de formar uma opinião.”
>>Bastava ter me perguntado e saberia tudo. Mas se você mudou sua forma de pensar e reconhece os terríveis males causados pela pornografia, deveria, como prova de sua “conversão” deixar isso claro nos próximos artigos. Ou eu desmascararei novamente.
Na verdade, essa história de desmascarar é estranha. Eu só disse o óbvio pra qualquer um que frequente o PdH. Nada novo. Ou você está sendo cínico e hipócrita, ou tentando massagear meu ego. De qualquer maneira, mindgames não funcionam comigo. Eu chuto cachorro morto pra exercitar a perna….
“Fechando a parte substancial do #debatepdh, concordo com você que a culpa está no mercado consumidor e são esses alguns dos argumentos que vou publicar no próximo texto. Tu está convidado para marcar presença.”
>>Vou ler, mas não vou participar porque essa é uma discussão pequena, sem importância, significado ou conteúdo e não merece um segundo do meu tempo. Minhas participações no PdH são ocasiões para instruir meninos como você a se tornarem homens.
E o que eu penso de você não é estático. Dificil acreditar em verdades imutáveis se eu mesmo mudo todo dia. Minha percepção no momento é essa, mas isso não impede que eu mude no futuro.
Att
Marcão, macho-alpha++
em 5/05/2010 as 23:30 |
Há muito tempo atrás eu li alguma coisa sobre a tolerância dos Holandeses com a prostituição e acho legal citar isso aqui. Dizia a reportagem em questão que o porto de Amsterdam era super movimentado, com milhares de marinheiros indo e vindo semanalmente (acho que a reportagem era sobre a Amsterdam do século XIX). A cidade, como uma das sedes do reformismo, era protestante e praticante. Os habitantes sabiam que se não tolerassem as prostitutas as “mulheres de família” estariam muito mais propensas a serem estupradas pelo marinheiros, então, eles não tinham muitas opções além de deixarem as profissionais do sexo muito à vontade. Essa tolerância holandesa não vem de desapego à moral cristã, vem de uma necessidade social! Muito interessante isso…
Bem, uma coisa já está amadurecendo na minha cabeça sobre a regulamentação ou não da profissão: não vai ser isso que vai mudar a realidade delas, nem das prostitutas brasileiras e nem das ucranianas. Uma das dicas sobre isso foi o fato citado que a Suécia e a Holanda têm abordagens diametralmente opostas sobre o tema e nos dois lugares a coisa funciona (relativamente bem? Mal? Alguém tem dados sobre isso?).
Estamos falando muito sobre a Ucrânia e esquecendo a situação em terras tupiniquins. Que eu saiba, o turismo praticado por estrangeiros no Brasil é primordialmente sexual! Sim, verdade! Quem visita o Brasil não são famílias canadenses ou australianas, são peões alemães, americanos, italianos, etc. E todos vêm quase que exclusivamente com um único objetivo: Arregaçar umas mulatas! O efeito do nosso carnaval no ideário mundial é devastador, nos vendemos como vendedores de sexo, ou nem isso, como terra de putaria da grossa, gente fodendo com gente que conheceu há dez minutos atrás! O que me revolta é que é muito mais fácil se conseguir sexo assim na Europa ou nos EUA do que aqui, somos hiper conservadores com relação ao sexo se comparados com eles. E, os idiotas aqui, que nem fodem tanto assim, é que ficam com a fama… Vá entender…
em 6/05/2010 as 1:54 |
Realmente, não pensei sobre o lado emocional do negócio, em outras culturas, o lado emocional é suprido igualmente, mas com outras carcaças, como as várias esposas de um sheik, ou até aqui no Brasil, pelos baladeiros de plantão que não sossegam se não forem pra cama com alguma mulher em dia de festa… Acho que de alguma forma, essa sociedade “ideal” iria encontrar alguma forma de suprir isso, seja pela compra e venda do serviço, ou outras formas. Me recordo do Livro: “Admirável mundo novo” de Adous huxley onde as necessidades emocionais eram supridas pelo uso de um narcótico, e as necessidades sexuais eram tratadas como algo importante, porém, sem tabus e preconceitos levando em conta apenas o querer e não querer.
Pensando bem, não faria diferença regulamentar ou proibir, o que faria a diferença seria o poder público presente e a valorização do cidadão protegendo sua integridade física e seus direitos básicos.
Ideais distantes e ilusórios nos dias de hoje…
Discussão Muito boa, passei um tempão refletindo sobre o assunto!!!
em 6/05/2010 as 2:03 |
Entendo o que você quer dizer.
Mas tudo isso, de campos de estupro, de abuso de menores de idade, não tem como problema primário a prostituição. São casos de escravidão, onde um submete o outro a trabalho forçado.
Não seria justo proibir toda a atividade, inclusive das pessoas maiores de idade que optaram pela profissão, porque uma parte destes trabalhadores é escravo.
Seria como proibir que houvesse lavradores no campo, uma vez que nos casos onde há escravidão, é isso que eles fazem. Dizer que isso é diferente é mero julgamento de valor, dizer que sexo é diferente do trabalho braçal, um pode ser vendido legalmente, o outro não.
Dessa forma, se estamos falando de prostituição, não seria correto usar o ponto de vista que tu está sugerindo, uma vez que não é a prostituição que causa esse problema sério que tu aponta.
em 6/05/2010 as 2:18 |
E, os idiotas aqui, que nem fodem tanto assim, é que ficam com a fama… Vá entender…
haha belo ponto, os caras do pdh bem que podiam bolar algo sobre o mito do sexo farto e fácil” que rola aqui no Brasil. Mas se ja tocaram no assunto antes, então ignorem minha sugestão =).
em 6/05/2010 as 8:17 |
É isso, Pablo.
Outro pensamento que tive é que a “idéia de objeto” depende da definição do que é “objeto”. Nao acho que dá pra colocar nada definitivo na mesa.
em 6/05/2010 as 8:18 |
Isso mesmo. Se o sistema está sobrecarregado, não faz muito sentido sob uma perspectiva de sustentabilidade e eficácia jogar mais assunto pra ser processado.
Por isso que gosto das sugestões que a galera deixou em encarar o tema de forma social, em especial com ênfase em empoderamento e educação
em 6/05/2010 as 8:24 |
Jayminho, esse #debatepdh é um projeto experimental. Ninguém aqui tem a pretensão de salvar o mundo ou criar uma transformação profunda, pois para isso é necessário recursos e poder.
Mas tem aquela história da menina jogando estrelas do mar de volta para a água, quando a maré abaixava. Veio o velho e disse que não adiantava, pois muitas outras estavam destinadas a morrer. E a menina joga outra estrela e diz que para aquela lá, houve uma diferença sim.
Doce ilusão? Pode ser. Mas se houver um único leitor que após o debate sinta que houve uma transformação na sua forma de perceber o assunto, me dou por satisfeito.
No final do #debatepdh faremos uma avaliação (talvez pela enquete, talvez por comentários) para ver se realmente foi um blablabla de revista semanal ou se teve alguma serventia.
Sempre vale a pena tentar.
p.s. só um pequeno esclarecimento do contexto do assunto: um dos editores do PdH cantou a bola sobre um livro muito interessante (não vou estragar a surpresa do próximo post) que tratava desse assunto. Daí nossa equipe se mobilizou para fazer o #debatepdh. É nesse contexto que estamos em pleno ano 2010 discutindo o tema – que pela quantidade de opiniões aqui não me parece retrocesso não – é bastante atual
p.s.2 como me corrigiram, o lance é sobre a legalização da exploração comercial da prostituição, o que traz diferentes questões morais, sociais, jurídicas e de bem estar
Abraço!
em 6/05/2010 as 8:27 |
Tem algumas iniciativas muito boas aqui no país contra o tráfico de mulheres, Fábio. Cabe a grupos como o PdH e cada indivíduo aqui usar ferramentas como blogs, facebook, twitter… para ajudar a divulgar o tema, seus possíveis problemas e desmembramentos e facilitar um melhor entendimento. Obrigado por participar do #debatepdh
em 6/05/2010 as 8:29 |
Obrigado pelos esclarecimentos juridicos, luisnamer!
Vamos continuar olhando se a regulamentação ajuda ou piora… o papo será comprido!
Abraço!
em 6/05/2010 as 8:31 |
Rafael – eis uma parte que eu ainda não pesquisei. Será mesmo que entre caras que procuram prostitutas existem doidos que se não tiverem o sexo pago vão sair estuprando gente na rua?
É um dos argumentos que vi sendo apresentados, mas ainda não encontrei nenhuma fonte confiável para sustentar essa idéia. Se tiver algum link bacana, agradeço se compartilhar conosco
em 6/05/2010 as 8:33 |
Valeu, garotacocacola!
Nao vi ainda os Monologos da Vagina – seu comentário me deixou ainda mais interessado em conferir essa peça de sucesso.
Que história é essa de campo de estupro? É real ou ficção? Desconhecia (ou pelo menos não conheço do que se trata com essa terminologia).
Galera que está exaltando a Holanda como país perfeito: infelizmente não é tudo arco-íris e ursinhos carinhosos por lá. Tem muita escrava sexual que foi ludibriada (achando que ia ser baby sitter ou fazer intercâmbio) e ao chegar, tem seu passaporte tomado, drogada e colocada em cárcere privado. Veremos essas histórias escabrosas em breve na continuação.
em 6/05/2010 as 8:36 |
Valeu, Luiz! Vou pedir para você ajudar a participar do debate quando falarmos de Amsterdã, pois me parece que ainda existe muita dissonância de informação.
O que eu tenho lido em relatórios de tráficos de mulheres e abuso de menores é que a Holanda é um dos paraísos para perturbados sexuais que cometem muitas barbaridades. O que o turista padrão encontra é a fachada dourada de uma realidade muito podre. Fiz um comentário acima para a garotacocacola e seria bom ter sua visão tb no #debatepdh. Abraço!
em 6/05/2010 as 8:38 |
Bom, essa é uma verdade, Paulo. Mas se o grupo não transformasse o protesto em algo que motivasse a mídia a escrever a respeito (jogue “ukraine femen” no google), o outro lado também não existiria, que é motivar as garotas a darem as caras. No fim das contas, eu acho o shocktivism da Anna muito efetivo para o kickstart de buzz. Daí pra frente, é questão de advocacy, mobilização e policy
em 6/05/2010 as 8:41 |
Obrigado Dalit_KGB por enfrentar as dificuldades técnicas e mesmo assim garantir sua visão aqui com a nossa. De fato, eu acabei me esquecendo dos homens profissionais do sexo.
Olha, pra ser muito sincero eu tb tenho a tendência a deixar de lado a argumentação unicamente baseada em moralismo. Por outro lado, eu reconheço que o moralismo é um componente legítimo e importante do debate – se para algumas pessoas (que fazem parte da sociedade) acham o moralismo importante…. então é necessário vermos soluções que possam acomodar suas visões na medida do possível.
Só não podemos abraçar o moralismo que é subjetivo como única bandeira e deixar outros fatores como economia, saúde, segurança, inclusão etc de lado. Aí é burrice mesmo.
em 6/05/2010 as 8:42 |
Cuca, que forma interessante de debater o tema. Gostei!
em 6/05/2010 as 8:45 |
Valeu, mauriciob! E a motivação em escrever é saber que você e outros leitores bacanas acompanham e nos apóiam. Abração!!!
em 6/05/2010 as 8:47 |
Maioria é de outras regiões, Ju! Algumas podem ter passaporte Holandês por processo de naturalização ou em ser de segunda, terceira geração de imigrantes.
em 6/05/2010 as 8:54 |
Pablo, o Henrique Lopes disse aí em cima que é obrigação do homem saber lidar com o sexo oposto. Concordo com ele.
E concordo também com o luisnamer que uma coisa é o ser, e outra coisa é o dever ser.
Infelizmente o cara que não tem em casa… geralmente é irresponsável e não assume para si o desafio em se tornar um homem melhorado, mais interessante, mais atraente, generoso, divertido, que lidera e que oferece valor.
E essa é a tecla que eu vivo batendo em discussões da Comunidade de Sedução ou PUA (pick up arts): os caras que querem usar as técnicas, rotinas enlatadas e outros truques são no fundo igual ao cara que procura puta. Não querem mudar, são acomodados, querem a solução rápida.
Ao invés disso, os poooahs que investem em desenvolvimento pessoa, trabalham suas crenças, resolvem os traumas de infância, arrumam um emprego que valoriza a si próprio e a sociedade, contribuem e passam a ter uma visão de abundância e oferecem valor (ao invés que querer sugar) imediatamente transformam seu lifestyle e não se encontram “num puteiro, chamando uma acompanhante e coisas do tipo”.
Por isso, sou sim favorável a quem procura soluções assumindo a responsabilidade em transformar a própria vida. A Cabana Papo de Homem é uma das melhores iniciativas hoje no Brasil para isso (não: eu não ganho um centavo para divulgar a Cabana – digo por ter lido o conteúdo de lá e realmente achar que é um ótimo ponto de partida)
em 6/05/2010 as 8:54 |
Anotado, ilmar! obrigado!
em 6/05/2010 as 8:58 |
Valeu, Atila!
Bom… tenho que confessar que eu tb já tirei foto de bunda de mulher (maior de idade!) na praia – hahaha
Mas o lance do gringo que vem pro Brasil apavorando é realmente repugnante, principalmente quando a gente repara que não existe o mínimo respeito e os caras se sentem os donos do pedaço por ter euro ou dólar na carteira.
O que eu tenho iniciado com os projetos no http://FromVictorWithLove.com/diario é buscar maneiras de nós, brasileiros, não darmos a mesma pisada no tomate quando vamos pra fora.
Abraço! E ficamos aqui no aguardo da sua continuaçao do debate!
em 6/05/2010 as 9:07 |
Tranquilo, Marcão. O espaço do PdH é aberto para todos os pontos de vista e – como o Guilherme Valadares sempre fala – a riqueza da revista está nos comentários, sendo que o post é apenas um ponto inicial para a reflexão.
Ninguém aqui é dono da verdade e eu esclareço que nunca pretendo ser. Algumas vezes, durante a escrita de artigos e comentários, pode dar essa impressão pois para desenrolarmos um ponto de vista acontece de usarmos uma linguagem que reflete uma certeza sobre o que estamos falando. Mas sou também dos que não tem pensamentos estáticos ou imutáveis.
Só mais um pequeno esclarecimento que acabei não colocando no comentário anterior para vc pois já estava muito comprido: tanto na série [PdH Porn] como em qualquer texto, eu não acredito, de modo algum, que eu consigo enfiar idéia na cachola de ninguém.
Quando o leitor quer continuar acreditando num certo ponto de vista, seja se a pornografia é bacana, se temos que legalizar a exploração de prostitutas, se o Palmeiras é melhor que o Flamengo, se a nova BBB é mais gata que a anterior ou qualquer coisa… esse leitor continuará acreditando na mesmíssima coisa. Pode vir um batalhão de argumentos, cientistas, relatórios e acadêmicos e nada mudará.
Veja o caso por exemplo da dboradaltro: ela abriu o texto com um posicionamento inicial, mas tinha a cabeça aberta. E ELA, POR VONTADE PRÓPRIA, resolveu ponderar diferentes pontos de vista para transformar a própria opinião.
E é com esse tipo de leitor que eu quero conectar. “Conectar” pois é uma via dupla: eu aprendo demais interagindo com todos aqui. É um excelente diálogo continuado e eu não vejo o PdH como uma revista – vejo o PdH como uma plataforma de interação e conexão.
Valeu pelas idéias e um abraço!
em 6/05/2010 as 9:13 |
Não conhecia todos esses detalhes históricos do caso holandês, xará! Valeu por compartilhar e se nesse período vc encontrar as fontes e mais info, será bastante valioso para todos termos uma visão mais madura sobre o tema.
Sobre os turistas no Brasil, eu repito o meu jargão velho, que roubei do star wars: “seu foco cria a sua realidade”
http://www.youtube.com/watch?v=t9Au173FdfM
Existem gringos que vêm para o Brasil pra tocar o puteiro? Sim. Existem fmílias canadenses fazendo ecoturismo? Sim. Existem holandeses nerds que vêm para olhar borboleta com lupa e chapéu bege daquele velhinho do desenho do Pica Pau? Sim (aliás, eu conheço um cara que foi pro Brasil ver passarinho e outro que foi ver borboleta e plantas).
A realidade é muito complexa para ser capturada em sua multiplicidade. O cérebro precisa evitar essa dissonância e simplificar as imagens. Por isso cinema de Hollywood faz mais sucesso comercial que europeu: tem começo, meio, fim. Vilões e mocinhos. Faz sentido. Veja a versão atual do Alice in Wonderland: removeram os paradoxos, que são parte essencial da obra do Lewis Carroll.
E nossa reação e compartimentalização dessa realidade acontece baseado em nosso foco.
em 6/05/2010 as 12:19 |
Também entendi teu ponto de comparação, mas ainda sim eu acho a prostituição o maior símbolo patriarcalista existente. Aqui é possível encontrarmos desde a dominação por parte dos pais sobre as meninas (venda de filhas), até a sectorização das mulheres no que diz respeito a serem as únicas objetificadas (vocês já viram garoto de programa exclusivamente heterossexual? eu ainda não), passando pela constante humilhação e 'dever' de agradar aos homens.
Poxa, já não basta nós termos perdido o direito de andar na rua sem sermos avaliadas contra nossa vontade, também temos que regularizar a situação que mais nos prejudica perante à sociedade?
A prostituição não atinge só as prostitutas, gente.
E quanto aos números sobre 'metade das mulheres prostituídas são obrigadas a isso' eu me baseei nos documentários, e livros do assunto.
(Alguns links insteressantes:
http://www.hottopos.com/seminario/sem2/cris1.htm;
“Quase 60% das 10 mil prostitutas da região central e do porto de Santos são crianças ou adolescentes com idade entre 10 e 19 anos” http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas_sesc/pb/...
http://www.canaldaimprensa.com.br/canalant/60ed...)
em 6/05/2010 as 14:14 |
então, aqui discordamos.
A prostituição pde ser um simbolo patriarcal, mas os exemplos que tu deu não
mostram isso. Quem vende as filhas são os pais (os dois) e não os pais (os
homens) apenas.
garotos de programa heterossexuais? é uma questão de demanda. Não existem
porque as mulheres não os procuram. A solução para a igualdade neste ponto
poderia ser então que as mulheres também os buscassem? até poderia, mas não
seria necessário. Pode ser que eu esteja errado, mas até onde percebo, é
mais fácil para as mulheres encontrarem parceiros dispostos a sexo casual do
que o oposto, sem ter que pagar por isso.
quanto a constante “humilhação” e “dever” de agradar os homens, bastante
questionável tua opinião. Uma prostituta não “deve” agradar o homem – é uma
questão de negócios, ela está recebendo para isso, por que seria humilhante?
mesmo em nossas relações afetivas, namoro, casamento, também temos um dever
de agradar nossos parceiros, se quisermos continuar com eles. A diferença é
que a reciproca vem em dinheiro, não necessariamente em afeto. Não tem nada
de errado em tentar agradar o outro.
quanto ao direito de andar sem ser avaliada – não percebo isso como um
direito de forma alguma. Estando num espaço público, todos temos o direito
de formar quaisquer opiniões a respeito do que virmos, seja a respeito de
coisas, pessoas, propagandas, imagens, roupas, tanto faz. Temos o direito de
pensar, olhar, avaliar. Ninguém tem o direito de ser imune a critica, e
ninguém tem o direito de ser invisível se assim desejar. Temos sim um
direito a privacidade, mas não sobre o que fazemos bem no meio da rua,
certo?
Não entendo como a prostituição prejudica todas as outras mulheres, mas
mesmo que prejudique, numa condição de imagem, de valores, não está no nosso
direito legislar em função de opiniões. Não posso proibir todas as mulheres
de fazer isso porque ME incomoda ver mulheres assim, porque EU acho que é
humilhante, porque EU nunca faria.
2010/5/6 Disqus <>
em 6/05/2010 as 14:15 |
Fala Victor, já está no Bookmark. Voltando ao tema, só queria completar que o que chamo de cultura de prostituição é a indústria do crime que criada em volta da exploração sexual as práticas ilegais atreladas a ela, como cafetinagem, tráfico e consumo de drogas, prostituição infantil e tráfico internacional de pessoas.
Logo, sou a favor da prostituição legalizada, livre de cafetões/cafetinas e com regras de funcionamento. Quem sabe um modelo não seria um sindicato das putas, igual em Sin City?
Depois precisamos trocar umas idéias sobre a questão dos toscos de
em 6/05/2010 as 15:28 |
Bem. Todos os pontos que tu colocaste aqui para “desjustificar” a relação que eu fiz entre os fatos e o patriarcalismo só confirmam o que eu disse.
Por que os pais vendem as filhas? Porque ainda precisamos ter um homem ao lado para nos defender. Mesmo com muitos direitos garantidos, em uma balada por exemplo, frequentemente precisamos mentir que temos namorado para alguém largar do nosso pé. Os homens não aceitam uma mulher sozinha, respondendo por si mesma, e eles só a respeitam quando se toca nas palavras “namorado”, “pai”, “irmão” ou “amigo”. Ou seja, alguém para clamar por elas. Os pais vendem as filhas para outros homens, porque o sentimento comum é que aquela mulher deve sempre ter um dono.
E tu disse que são os DOIS pais que vendem a filha. Quem disse? Partindo do princípio que os homens olham as mulheres como seus pertences, com certeza esse sentimento passa para a esposa também, tendo esse nenhum poder de opinar sobre a decisão da família. MAS, vamos ser justos e abarcar a idéia de que também podemos ter mães vendendo as próprias filhas por livre vontade, e devem existir alguns casos sim. Elas estão passando a filha para as mãos de um homem (ou vários né), perpetuando a idéia de que mulher deve ter um 'dono', porque as mulheres também são muito patriarcalistas, embora eu ache isso muito triste.
Enfie um monte de programação de tv e leitura de blogs femininos, ou revistas como Capricho até Marie Claire, goela abaixo de meninas em formação, e você terá mulheres submissas, por mais bem sucedidas que sejam. Vai ter mulheres comprando um zilhão de acessórios para 'apimentar' a relação porque elas absorvem que se o sexo do casal não vai bem, é porque a culpa é dela. E coisas do tipo.
Isso se estende à AVALIAÇÃO que sofremos passivamente, e que você disse ser uma sujeitação de todos que caminham na rua. Eu discordo. Tu já paraste para pensar porque nós, mulheres, demoramos tanto tempo para nos vestir?
Pura e simplesmente porque se colocamos uma roupa 'tapada' demais, somos julgadas de mal-amadas, castas, ou falsas castas, retraídas ou feias. Estipulam até o que estaríamos escondendo por baixo dos panos. Agora, se colocamos alguma roupa 'menos tapada' somo julgadas de exibicionistas, piriguetes, putas, oferecidas ou galinhas. E essas diferenças entre uma roupa e outra são mínimas.
E o que tu vê na mídia? Pessoas dizendo que as mulheres tem que se valorizar, tem que destacar as partes bonitas do corpo, tem que ter atitude, blablablá, que só é feliz quem veste o que quer e etc. E em contrapartida temos estupros justificados por “mas elas estava provocando! se ela colocou aquela saia, era porque ela queria…”.
Vocês, homens, desfrutam do direito de andar sem camiseta num dia de calor na rua.
Nós não temos o direito de tirar a blusa no meio da rua num dia de calor e ficar só de top.
E vocês são bem inteligentes para saber muito bem porquê, eu não vou ficar esmiuçando isso aqui.
em 6/05/2010 as 17:10 |
O problema que prostituição, pirataria , drogas ilicitas e outras coisas mais andam lado a lado ,
acabar legalizando qualquer uma dessas atividades leva tambem a fortalecimento direto das outras.
em 6/05/2010 as 17:23 |
hum, entendi vários pontos, sim, a sociedade é bem patriarcal.
Quanto a aparência, todos são julgados por ela, homens, mulheres, e
culturalmente são avaliadas questões diferentes, mas julgar o que vemos
sempre vai existir. Uma mudança cultural pode levar a se julgar coisas
diferentes pelo que aparentamos, mas grande parte do ato que é se vestir é
destinado a passar uma imagem, é uma forma de comunicar algo seu. Se eu
vestir havaianas pra uma entrevista de emprego, eu sei que mensagem estou
passando. Nós falamos essa lingua, e sabemos que as pessoas não vão ficar
indiferentes. Se não fosse assim, ninguem nunca vestiria nenhum tipo de
adorno, todas as roupas seria feitas pensando unicamente no conforto e
utilidade, o que não existe, nem mesmo para os homens.
agora, tudo o que tu colocou aqui, da sociedade ser patriarcal e tudo mais,
não muda o fato que as pessoas podem fazer escolhas. O teu ponto de vista é
bastante feminista, mas até onde eu sei, o feminismo prega a capacidade das
mulheres fazerem suas próprias escolhas. E também existe o direito das
mulheres que discordam desse ponto de vista, mesmo elas tem direito à
liberdade de escolha, e nenhum dos teus argumentos diz o porque a
prostituição em si é ruim e ponto.
É ruim em um contexto, onde ela pode trabalhar a favor de ideais
patriarcais, e isso pode atrapalhar a disseminação das tuas idéias, mas não
é necessariamente ruim para as mulheres.
Tem todo o contexto ruim em volta, de escravidão, da venda de crianças, que
é um problema por sí só. Vender crianças é errado, mesmo que seja para serem
adotados por familias amororosas, e escravidão é errado, mesmo que o escravo
seja um criminoso condenado diversas vezes e obrigado a trabalhar para
reparar o estrago que fez. Esses problemas não tem nada a ver com a
prostituição. Eliminando essas fontes, esses crimes, sobrarão as pessoas que
se prostituem unicamente porque querem, e nisso não há escravidão, não há
uma dominação, afinal a troca é consensual.
2010/5/6 Disqus <>
em 6/05/2010 as 17:39 |
A questão é, todo ficam entorno duma discussão liberar ou não liberar, enquanto a holanda e a suécia liberaram e e deu certo dos dois lados, mas em vários outros países ta dando errado, mas PORQUE?
em 6/05/2010 as 17:44 |
uma coisa é isso realmente acontecer, outra coisa é ser puramente causa de machismo, pq oque não entendo em tudo que a juliana falou é: se as mulheres são tão injustiçadas, como estamos vivendo a época do politicamente correto e dos homens femininos?Se ha dois lados reclamando pq o outro esta ganhando então tem alguma coisa errada
em 6/05/2010 as 18:49 |
Cara, já temos tantas coisas mais importantes pra nos preocupar em nossas vidas, pra muitos homens pode ser uma perda de tempo tentar aprender a lidar com as mulheres. É muito mais rápido, fácil, e barato ir num puteiro mesmo. Nossa unica obrigação é tentar sermos livres.
E outra, (eu acho que) é muito fácil conseguir levar uma delas pra cama. É só mentir, dizer tudo que elas querem ouvir. Dizer que está apaixonado, que adorou o jeito dela, etc, etc, e etc.
Mas quem não gosta de ser cafajeste, prefere o puteiro mesmo.
“Eu não pago as mulheres para fazerem sexo comigo, eu as pago para elas irem embora no dia seguinte”
Jack Nicholson
em 6/05/2010 as 22:43 |
Sou contra a prostituição.
Não li todos os comentários. Mais algumas coisas que gostaria de adicionar, a prostituição NÃO É ILEGAL NO BRASIL, não existe lei proibindo. Existem ate alvarás para estabelecimentos que vendem sexo, e cada prostituta recebe algo semelhante a um alvará, mais esse é com a policia ao invés da prefeitura. Elas teriam que fazer exame medico para detectar DST's a cada 3 meses (não tenho certeza quanto ao período). O que acontece é que aqui no Brasil todo mundo da um jeito de burlar a justiça.
O que vou escrever daqui pra frente acontece na minha cidade, minha mãe trabalhou muito tempo na prefeitura, ao lado da áreas de saudê/assistência social. Muitas vezes as prostitutas vão em bora da cidade e deixam os documentos e o dono da zona passa para outras mulheres, praticamente não existe fiscalização. Os cafetões, também pagam para mulheres parecidas com as prostitutas fazerem os exames e nas raras vezes que tem fiscalização, tudo parece estar certo. algumas mulheres tomam o coquetel de AIDS e trabalham na zona normalmente. mais ninguém pode falar nada por que é proibido divulgar quem tem AIDS.
Na fiscalização as prostituas mostra um falso exame com o nome dela e pronto. Se der algo errado e ela tiver que fazer exame de novo alega que o 1º foi um falso negativo. Tirando que acontece de ter meninas de 14-17 anos que os pais colocam a cuidado do cafetão querendo uma porcentagem, e adivinha a fiscalização não ocorre no horário de pico, os policias vão la 3 horas da tarde pra ver se esta certo, as crianças não chegam la ate o expediente começar (um exemplo, uma menina que estudava na mesma escola que eu, tinha 13 anos e estava gravida pela segunda vez, o segundo filho nasceu com AIDS, não se se ela ainda esta viva, fazem uns 5-6 anos que isso aconteceu).
Se fossem fazer um sistema com uma fiscalização decente ate poderia funcionar, mais não iria melhorar em nada outros problemas, por que muita gente que não conseguiu alvará de funcionamento para uma zona, abre um bar e coloca prostitutas lá, servindo e fazendo sexo atras de uma parede por quase nada (aqui na cidade, uma vez brincando, fomos 5 amigos em um lugar desse e depois de um pouco de conversa a mulher aceito fazer sexo com todos por 30 reais, claro que ninguém comprou o serviço, mais ja da pra ter uma ideia do preço).
Na minha opinião, o certo seria proibir e aumentar o orçamento para impedir que isso aconteça(mais policia, leis severas contra quem esta comprando o serviço), do que deixar do jeito que esta e criar uma sistema de fiscalização melhor, já que uma fiscalização melhor só ajudaria a deixar as que tem alvará mais dentro da lei e não faria nada contra as ilegais que ainda existiriam e provavelmente cresceriam com uma velocidade mais rapiada, já que é mais barato fazer algo ilegal do que tentar legalizar.
Eu sou completamente a favor da liberdade de escolha, mais esse não é um assunto tão simples de discutir. E acredito que nenhuma mulher escolha ser prostituta, acontece por que teve uma educação fraca, família que não se importava etc.
em 7/05/2010 as 1:16 |
Agora você pisou na bola cara… porque essa é a típica resposta de quem não analisa profundamente um assunto.
Você mesmo citou que elas fazem isso para pagar a faculdade e poder ter uma grana para gastar… Será que se os empregos mais dignos (SIM, mas dignos), oferecessem maior estabilidade e mais grana, que pudesse bancar tudo isso, elas iriam partir para essa escolha?
Não vou citar 100 coisas até chegar na principal: a base de tudo é a educação, se todos tivessem alto nível de educação, tudo o que vivemos seria diferente, e em todos os aspectos!
em 7/05/2010 as 1:39 |
“Como já foi colocado, desde que o homem é homem a prostituição existe.”
Desde que me entendo por gente, aprendi que há milhares de anos não tínhamos uma democracia (como existe hoje) e um conhecimento global (como existe hoje), quem viveu nessas épocas não imaginavam que um dia chegaríamos a viver de um modo livre e aberto como é hoje.
Dessa forma, penso que ainda podemos e vamos evoluir (SIM, eu considero evolução) muito mais até chegar a um ponto que talvez isso não seja mais necessário.
em 7/05/2010 as 2:02 |
Muito bom seu comentário… concordo em praticamente todos os pontos de vista, mas ainda acho que a legalização, por mais benefícios que tenha, não é opção
Se são justamente esses os problemas, tudo isso que está envolvido deve ser combatido e pode dar fim a esta necessidade.
em 7/05/2010 as 2:14 |
Pra mim seu comentário foi perfeito cara… era o que eu estava formulando para escrever e ao terminar de ler, achei já tudo escrito
em 7/05/2010 as 5:42 |
Cara, espero do fundo mesmo que seja da maneira que você diz, mas você também há de convir que isso está longe de acontecer…=)
em 7/05/2010 as 10:38 |
Várias vertentes já foram bem discutidas nos comments.
A ideia da legalização é válida, desde que isso venha com LEI e fiscalização. A prostituição vai sempre ocorrer (não é a profissão mais velha do mundo?). A demanda vai sempre existir. Há casos onde a lei contra a prostituição funciona, como em diversos estados dos EUA. Mas mesmo lá isso acontece, a diferença é que se paga mais caro por um programa, bem mais caro…
A legalização pode trazer mais benefícios para uma situação que nunca vai deixar de existir. Pode trazer, quem sabe, mais informações e permitir com que o tráfico de mulheres ao exterior mude de situação, já que isso é fruto de desinformação. Também tem a questão da regulamentação da profissão, o que pode garantir benefícios a mulheres/homens que sofrem tanto nesse meio por anos.
Digo novamente, a legalização precisa ser baseadas em leis fortes para que o país não vire um polo sexual mais frequente, no momento isso ocorre com a atividade beirando à marginalidade, sem controle algum. Quem sabe em 2050.
O que realmente não entendo, é usar os corpos das mulheres ucranianas para um protesto contra à prostituição. Chama a atenção para o que a organização quer evitar. Belas mulheres sempre vão ganhar as manchetes e dar visibilidade, mas dessa forma quem não fica animado a dar um passeio por lá???
em 7/05/2010 as 13:04 |
Não foi com esse ambito que eu quis dizer, mas muita gente não faz ideia que sexo oral também é possivel contrair AIDS.
Apenas seria uma concientização dos riscos segue o link do governo mostrando todas as formas de contagio http://www.aids.gov.br/data/Pages/LUMIS81B68422...
em 7/05/2010 as 17:38 |
paulo escreveu:
“Não li todos os comentários. Mais algumas coisas que gostaria de adicionar, a prostituição NÃO É ILEGAL NO BRASIL, não existe lei proibindo. Existem ate alvarás para estabelecimentos que vendem sexo, e cada prostituta recebe algo semelhante a um alvará, mais esse é com a policia ao invés da prefeitura. “
Ressaltei a frase do paulo mas apenas como exemplo, pois notei que estao surgindo comentários que a prostituição em si não é crime.
Não sou advogado e não possuo um vasto conhecimento nas nossas leis. Mas o pouco que eu sei é o seguinte: a prostituição em si de fato não é crime QUANDO e SOMENTE QUANDO a negociação ocorre entre a pessoa que fornece o sexo e a pessoa que compra (sem nenhum tipo de intermediário, seja donos de boate, cafetinas, cafetões, corno(a) assumido(a), policia e etc).
Alias, se baseando apenas nas leis atuais, é possível ver que a prostituição nem sequer é regulamentada, pois a pessoa que estiver comprando, apos o ato sexual, pode simplesmente dar um pedala e não pagar, e ficar por isso mesmo.
Claro que essa situação é bastante embaraçosa, podendo ate mesmo gerar graves consequências ao cliente. Mas de fato não é uma atitude ilegal.
Alias… se o cliente de fato pagar, esta beneficiando a pratica da prostituição (de acordo com o que eu entendi das leis atuais), e poderia ser enquadrado em alguma punição prevista em lei (qual eu realmente não sei, mas pode ser rufianismo, cafetinagem, e outros legalmente previstos) e ser preso ou sofrer as consequências legais do ato de pagar pra ter sexo.
Agora, alvará para estabelecimentos, isso é novidade pra mim. Ate onde eu sei, esses “alvarás” são obtidos através da extorsão promovida pelos fiscais e policiais corruptos.
Ou seja, esses “alvarás” não são obtidos através da prefeitura (vide o caso Maroni, que ficou clássico devido ao acidente da TAM, ou outros lugares que homens e mulheres sabem que ocorrem, mas fingem nao ver)
Tanto que é verdade que esses estabelecimentos vivem fazendo de tudo pra permanecer na ativa, seja pagando policiais/fiscais, ou seja encontrando meios alternativos pra fugir da legalização (por exemplo, casa de massagens sem cama, boates sem quartos mas com salas privativas com excelentes sofás, etc)
Mas posso estar errado nas minhas considerações acima.. alguém dos comentários e que manja de legislação ligada ao tema poderia informar quais leis permitem alvarás de funcionamento para ESTABELECIMENTOS voltados a comercialização do prazer carnal (como objetivo principal ou secundário) ??
Segue um link do youtube para contribuir com os comentários:
http://www.youtube.com/watch?v=_XfoqnUqFcM&feat...
em 8/05/2010 as 12:37 |
Eu penso que na falta de oportunidades para as mulhres conseguirem se virar num emprego normal, toda tentativa de ganhar dinheiro é válida ! exceto claro, quando apelam para a criminalidade!
O corpo é delas. Se decidem ganhar dinheiro usando-o, não vejo nada de mal nisso.
em 10/05/2010 as 16:58 |
Talvez (estou só levantando possibilidade) pela prostituição masculina ser pouco procurada os homens se entreguem em maior quantidade a tarefa de conseguir dinheiro através da criminalidade.
Ou seja, discutir prostituição, causas e resoluções envolve TAMBÉM discutir criminalidade e drogas.
Um tema complexo.
em 13/05/2010 as 21:29 |
Bicho… Saudades dessas discussões… E não… Marcão, o problema da prostituição não é da pornografia e dos pornógrafos… se fosse teria um monte de fotos da prostituta que foi perdoada por Jesus na bíblia ;)
Naquela época ainda não tínhamos VHS, nem DVD, nem Divx, nem Blue ray… Mas já haviam prostituta! ( viu como é realmente uma profissão antiga ? )
E até mesmo essa relação de entretenimento que você diz existe o lado que paga pra se divertir e o lado que ganha dando a diversão… é uma relação de consumo! Ela se quiser pode ir arrumar dinheiro de outra forma, mas não! Liguei pra uma ainda há pouco e ela me cobrou 600 pratas por 2 horas… Agora se ela cobra isso e trabalha no Zorra Total, significa que ela faz por dinheiro… Mas está entretendo do mesmo jeito!
Abraços!!!
Doc x Alpha… Saudades disso!
em 13/05/2010 as 22:01 |
Rapaziada, que discussão louca…
A prostituição é a profissão mais antiga do mundo, num vai ser essa Ucraniana ai que vai mudar essa história.
Homens de todas as classes sociais fazem uso dos serviços dessas moças, inclusive várias mulheres tb…
Ainda existem mulheres que são exploradas e praticamente escravizadas, mas as prostitutas que trabalham em grandes bordeis estão lá por pura opção e fazem fila pra entrar.
Falar que os salários são baixos e isso força elas a se prostituírem chega a soar como piada, se fosse assim eu viraria traficante pq não estou satisfeito com o meu salário… Dessa maneira chamamos de otárias as mulheres que trabalham em um emprego digno e se submetem à salários baixos. Justificar a prostituição com a necessidade de ter luxos e poder ter gastos além do necessário não é nada bacana e não torna a prostituta uma pessoa melhor.
Vamos ser realistas, a maioria dessas meninas trabalha escondida da família, que geralmente depende delas, muitas estão estudando em boas faculdades e amanhã podem estar tomando seu lugar no mercado de trabalho, simplesmente por que serão boas profissionais, bem preparadas, oriundas dos cursos mais caros do mercado, vocês acham mesmo que algumas delas vai querer ter “PROSTITUTA” estampada no seu histórico profissional ou na sua carteira de trabalho?
Voces são loucos, legalizar isso num ajudar ninguém, só os cafetões que vão legalizar seus negócios e não terão mais que pagar uma fortuna pra poderem operar impunemente como acontece hoje em dia…
E mais… Esse papo de um amigo meu pegou uma que gozou é fraco, vai dizer que essa galera toda ai nunca pegou uma prostituta e se deu bem com ela?
em 19/05/2010 as 7:03 |
O que eu acho curioso em movimentos antiprostituição, feitos supostamente em defesa das mulheres prostituídas e que adoram falar em nome delas, geralmente não reúnem prostitutas. Parece ser bem o caso dessas feministas ucranianas — as quais, correndo o risco de parecer levianos, me pareceram dondocas mais preocupadas com o constrangimento de serem confundidas com prostitutas do que com a exploração da prostituição em si.
As prostitutas que se organizam politicamente (e não os grupos que resolvem falar em nome delas) geralmente não são contra a prostituição, mas pedem a regulamentação da categoria. É o caso da ONG Davida, criadora da Daspu: http://www.davida.org.br/
em 30/05/2010 as 7:02 |
Pessoal,
Saiu o terceiro post sobre o tema. Texto EXCELENTE do Fausto Salvadori a favor da regulamentação, fora as várias outras ideias ácidas que ele joga.
Comentem por lá:
http://papodehomem.com.br/eu-nao-vendo-eu-alugo...
Abraço.
em 30/05/2010 as 16:10 |
Juliana,
Queria a sua opinião sobre esse texto do Fausto, que é favorável à regulamentação da prostituição e toca em várias questões sobre machismo e repressão à sexualidade feminina: http://papodehomem.com.br/eu-nao-vendo-eu-alugo...
Beijo.
em 30/05/2010 as 16:11 |
Debora,
Queria a sua opinião sobre esse texto do Fausto, que é favorável à regulamentação da prostituição e toca em várias questões sobre machismo e repressão à sexualidade feminina: http://papodehomem.com.br/eu-nao-vendo-eu-alugo...
Beijo.
em 11/06/2010 as 20:19 |
Me desculpe, mas realmente as ucranianas que conheci na Europa, que não foram poucas, eram prostitutas ou estavam caçando marido ou um amante que as sustentasse. O marido de uma amiga teve uma amante ucraniana que tinha visto de estudante e procurava um marido para ficar na Alemanha.
Onde há fumaça, há fogo. A maioria das ucranianas tem uma fama ruim, porque são muitas vezes vulgares e fáceis.
Eu acho legal a mulher ser sensual, se arrumar quando vai sair a noite. Mas estou falando de ATITUDE.
Obviamente sou contra trafico de mulheres e pedofilia. Tirando esses casos, a prostituta, ou mulher fácil, deve assumir que gosta da coisa.
Assim como a mulher brasileira tem uma certa “fama” no exterior de fácil e quente, beira o limite de ser considerada puta.
E sobre os 23%, essas meninas muitas vezes não são registradas, não “existem”. De onde sai esse número. Não acredito.
O que eu sei de “ouvir falar”, e de documentários europeus, é que a maioria das prostitutas vem do leste Europeu. Enfim, um fato.
Não sou contra a prostituição legalizada, mas acho de certa forma os argumentos desta entrevista e trechos da matéria não convincentes e irreais.
em 22/06/2010 as 19:31 |
Saiu hoje o novo post do #debatepdh: “BDSM e prostituição: pagando pra sofrer?”
(http://papodehomem.com.br/bdsm-prostituicao-pag...).
Que brilhantemente finaliza o nosso debate citando um outro aspecto do sexo profissional: a Dominatrix.
Espero vocês no #debatepdh lá também.
em 22/06/2010 as 19:34 |
Guilherme,
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em 22/06/2010 as 19:35 |
Thiago,
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em 22/06/2010 as 19:35 |
Ju,
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em 22/06/2010 as 19:37 |
PV,
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em 22/06/2010 as 19:37 |
Caio,
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em 22/06/2010 as 19:38 |
Pedro,
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em 22/06/2010 as 19:38 |
Shâmtia,
Saiu hoje o novo post do #debatepdh: “BDSM e prostituição: pagando pra sofrer?”
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Que brilhantemente finaliza o nosso debate citando um outro aspecto do sexo profissional: a Dominatrix.
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em 22/06/2010 as 19:39 |
Victor,
Saiu hoje o novo post do #debatepdh: “BDSM e prostituição: pagando pra sofrer?”
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em 22/06/2010 as 19:39 |
Dboradaltro,
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