As prostitutas de BH perguntam: e a gente, como é que fica?

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Maria Aparecida Menezes Vieira, a Cida, de 46 anos, há mais de 20 anos faz ponto na rua Afonso Pena, no centro de Belo Horizonte, perto do Batalhão do Corpo de Bombeiros onde o irmão militar trabalha. Em 2009 participou da fundação da Associação de Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig), que dá cursos, promove ações de saúde preventiva e de conscientização contra o preconceito, além de pressionar os órgãos públicos pela aprovação do projeto de lei 98/2003, do ex-deputado federal Fernando Gabeira, que legaliza a a prostituição como profissão. Hoje o projeto está arquivado.

As ruas Afonso Pena e Guaicuruz, próximas umas das outras, têm o maior movimento de profissionais do sexo da cidade. Cerca de 4500 mulheres fazem programas todas as noites nos pequenos hotéis da região – que também servem de casa para algumas delas – e na rua.

Com o início dos preparativos para a Copa na cidade, as mulheres temem pelo ponto, pela repressão e pela perda do ganha-pão. O centro começa a dar sinais do que os movimentos sociais chamam de “higienização”, grandes projetos imobiliários seguidos da remoção das comunidades pobres, ambulantes e profissionais do sexo. “Todos nós temos interessa na revitalização. Trabalhar em lugar melhor, mais seguro, é bom. O problema é que ninguém sabe de nada”.

O projeto de um novo hotel cinco estrelas, o Golden Tulip, do empresário Roberto Justus, já está aumentando o valor dos imóveis e ameaçando pequenos comércios, hotéis e, claro, as prostitutas, que, por não terem a profissão regulamentada, não contam com garantia nenhuma. Para quem nega que haverá especulação imobiliária, o site do futuro hotel explica: “Para os investidores das unidades do Golden Tulip Belo Horizonte, a perspectiva é de forte valorização imobiliária, excelente rentabilidade mensal e remuneração que iniciarão em breve, uma vez que o hotel entrará em operação no primeiro trimestre de 2013” .

“Temos medo do que pode acontecer. Estamos por nossa conta” diz Cida. “Já fomos à prefeitura perguntar o que será de fato este hotel e o que será feito de nós, mas ninguém responde”. Ela vê a Copa como algo ruim para os negócios, contrariando o discurso do aumento da prostituição durante os megaeventos: “Vão querer nos varrer, né? Nos esconder dos gringos. É assim que sempre fazem”. Ainda assim, pretende brigar para que as associadas da Aprosmig aproveitem as oportunidades. Está  promovendo cursos de idiomas estrangeiros e de fotografia para mostrar a Copa sob a visão delas. “Que fique muito claro: exploração sexual de adolescente e criança é crime. Nós não só somos contra, como denunciamos” afirma. “Lutamos por respeito e condições dignas para as profissionais do sexo”.

Em entrevista ao Copa Pública, ela fala sobre a associação, sobre Copa do Mundo e sobre a luta pela legalização da profissão.

Conte um pouco da sua história. Onde nasceu e como se tornou profissional do sexo?

Nasci em um município pequeno e vim morar em Belo Horizonte muito nova, com minha mãe e meus irmãos, na casa dos meus tios. Estudei aqui, em escolas públicas e particulares. Meu pai é bancário. Estagiei no Banco Central, em uma drogaria, em um hospital e resolvi abandonar tudo e fazer curso de medicina chinesa. Vi que não era minha área, eu sempre gostei de coisa diferenciada. Aí resolvi ser profissional do sexo mesmo, trabalhando com fantasias. Eu tinha 24 anos. Sempre assumi o que eu faço para os meus amigos e minha família. É uma profissão como outra qualquer. Polêmica, mas eu me considero uma pessoa polêmica.

Você que escolheu a profissão, então.

Eu que decidi. Não quis trabalhar com burocracia. É uma coisa que eu gosto, trabalho com fetiche.

E sempre fez ponto na Rua Afonso Pena?

Sim, porque meu irmão é militar e trabalha no Corpo de Bombeiros, que fica ali na esquina. Então eu sempre fiquei por ali. Por segurança e também para acabar com o preconceito.

Essa postura de querer combater o preconceito é algo que aconteceu ao longo dos anos? Ou você sempre pensou assim?

Eu sempre fui assim. Sempre gostei de mostrar o que eu sou. Eu sou assim e quero ser respeitada. Eu não sou meu trabalho 24 horas. Eu estudo, trabalho, tenho família.

Como surgiu a Associação de Prostitutas de Minas Gerais?

A Aprosmig surgiu em 2009. O GAPA (Grupo de Apoio e Prevenção a AIDS) fazia um trabalho de prevenção com as prostitutas da Afonso Pena, eu estava lá e eles me abordaram. Eu já tinha vontade de montar uma instituição para defender o direito das mulheres, principalmente sobre a questão da violência e nós fomos articulando.

O que é o GAPA?

É um grupo de prevenção à AIDS com 25 anos de existência. É ligado à RBP (Rede Brasileira de Prostitutas). Além de abordar as mulheres na rua, fazem seminários, palestras etc.

E o que faz a Associação?

Nós temos um grupo de 4500 mulheres associadas. A gente trabalha a questão do HIV, da prevenção de DSTs, da violência, fazemos seminários sobre saúde, cidadania e sobre o próprio preconceito. A gente ganhou uma sede, paga pela Associação dos Amigos da Rua Guaicurus, uma instituição que é de donos de hotéis. Eles pagam o aluguel. Também tentamos estabelecer um diálogo junto aos órgãos públicos, mas ainda há muito preconceito. Nossa principal luta é pela legalização da profissão. O projeto de lei do Gabeira [PL 98/2003, hoje arquivado na mesa da Câmara] já sinalizou uma vitória. Mas a gente está tentando tirar as prostitutas da marginalidade. Os comerciantes da Afonso Pena e os hotéis, assim como o movimento LGBT e algumas ONGs, são nossos parceiros.

 Como o anúncio da Copa do Mundo afetou o trabalho de vocês?

Temos medo de que com esse falso moralismo e com essa higienização do centro da cidade, eles fechem os hotéis, tirem as mulheres, queiram nos esconder. A gente briga para que as mulheres possam participar dessa revitalização. Que não mexam com essas trabalhadoras como tem acontecido nas outras cidades que vão receber a Copa. Desde que começaram as obras do hotel [Golden Tulip] tivemos uma reunião na prefeitura de Belo Horizonte, mas ainda nada aconteceu. Se tirarem essa mulheres, que estão lá há tanto tempo, para onde elas vão? É sempre assim, os mais pobres são os que sofrem. A gente luta pelo direito de estar, permanecer e sermos respeitadas.

Vocês tiveram uma audiência com o Ministério Público?

Nós fizemos uma proposta de audiência pública no Ministério Público Federal, junto a outros movimentos de excluídos da Copa. Mas estamos aguardando.

E sobre o Hotel Golden Tulip? Quando vocês tiveram conhecimento disso?

As coisas acontecem do dia para a lua. Nós sabemos que estão sendo feitas reuniões no município com vários comércios, lojistas, é um projeto que não sabemos muito bem quem está por trás. Tivemos uma conversa com o secretário da prefeitura para saber mais a respeito mas ele não nos informou.

O que você acha que vai acontecer com essa revitalização?

Estamos com medo. Não sabemos para onde vamos. A prefeitura dizer que vai dar um espaço para a gente trabalhar não vai acontecer, a gente sabe que isso é ilegal. Estamos só por nossa conta mesmo.

Esse parceiros que vocês têm, os comerciantes, os hotéis, eles têm interesse na revitalização?

Todos nós temos interesse na revitalização. Trabalhar em lugar melhor, mais seguro, é bom. O problema é que ninguém sabe de nada. Os comerciantes também têm medo de perder o ponto quando valorizar. E não podemos fazer nada porque não temos uma lei do nosso lado. Mas os parceiros têm ajudado a gente, inclusive pagando os eventos que a gente promove. Eles nos ajudam e se ajudam também, né?

Com a chegada da Copa, a preocupação com o aumento do tráfico de pessoas e da prostituição infantil aumenta. E muitas vezes isso é usado também contra as prostitutas. Como vocês lidam com isso?

É claro que temos sofrido mais pressão por causa da Copa, temos sido marginalizadas. Mas vamos começar com a questão da exploração: exploração sexual de criança e adolescente é crime. Nós denunciamos. Aí vem o conselho tutelar, pega as meninas, chama a mãe, mas no dia seguinte elas estão lá de novo. Porque precisam trabalhar, porque vivem na miséria e não têm para onde ir. A questão do tráfico de pessoas… Será que se legalizasse a profissão, isso não acabaria? Porque seria um campo de trabalho. Mesmo o estupro [das profissionais do sexo] diminuiria. As pessoas precisam entender que nenhuma mulher está lá obrigada. Se estiver, é violência contra a mulher. Aí é crime. Hoje nós temos mulheres formadas, muitas têm duas profissões, inclusive. Eu mesma sou massoterapeuta e acupunturista durante o dia. Mas não estamos falando de mulheres em situação de prostituição, aquelas que se prostituem para pagar drogas, porque o dinheiro é mais rápido, por exemplo. Esses casos são diferentes e a gente nem considera como profissionais do sexo.

Vocês têm acompanhado ou até mesmo participado de algumas iniciativas da Secretaria de Mulheres para evitar a questão da exploração e dos abusos sexuais na Copa? Vocês têm acompanhado alguma iniciativa deste tipo?

A gente tem participado quando somos chamadas. As políticas públicas não existem para nós porque a profissão não é legalizada. As discussões são muito básicas, eu acredito que ainda não tenha um amadurecimento dessas questões.

A despeito de todo esse medo que vocês estão vivendo, qual é a importância desse mundial para a Associação de Prostitutas? Vocês estão se preparando para receber uma demanda maior?

Nós temos um relatório da África do Sul que mostra que, eu não sei se devido à questão da AIDS por lá, os resultados não foram tão bons. Não teve clientela. Não sei se vai se repetir com o Brasil. Porque no exterior o Brasil é praia, mulher bonita, bunda e a zona né? Não podemos negar que estamos esperando oportunidades melhores.

E vocês estão dando cursos para as mulheres atenderem melhor o público durante o Mundial?

Nós estamos trazendo, junto ao EJA (Educação de Jovens e Adultos), cursos para quem não tem o fundamental completo. Elas vão terminar o fundamental. O segundo grau ainda está em discussão, porque aí é com o estado e não com o município. E idiomas. Estamos programando cursos junto ao Sindicato dos Professores e vendo a possibilidade de cursos de idiomas. Embora a Dilma já tenha lançado uma iniciativa parecida, com cursos gratuitos. Várias mulheres já estão cadastradas para fazer esses cursos. Também estamos com um projeto de um curso de fotografia, para as mulheres mostrarem o lado delas na Copa. São ideias que vêm delas mesmas e a gente vai atrás de parcerias para realizar.

Como a organização se mantém?

Não temos financiamento nenhum do governo. Essa sala é paga pela AARG (Associação dos Amigos da Rua Guaicurus). O telefone a gente pede para que as meninas doem mensalmente um valor de três reais. Não são todas que pagam, só as que podem. E elas levam recibo depois para contabilidade, a gente faz prestação de contas. E a gente faz um trabalho de saúde preventiva, exames, em parceria com o SUS. Temos um plano de saúde para que, caso as meninas não consigam de um lado [com o SUS], elas tenham convênio particular.

Você falou do preconceito dos orgãos públicos…

O preconceito é uma coisa cultural, nós sabemos. O estado é preconceituoso, existe o falso moralismo, a igreja também interfere nessa questão. Se você vai a uma delegacia, se as mulheres têm problemas no local de trabalho, se são violentadas, os policiais não fazem a ocorrência, não consideram estupro. Estamos até denunciando junto à corregedoria essa questão. Queremos criar uma briga feia. Porque não tem diálogo, não temos visibilidade.

E nas delegacias, como as mulheres são tratadas?

Se você chega na delegacia dizendo que foi agredida, sofreu tortura psicológica, o delegado diz: “aconteceu porque você quis”. Não existe estupro de prostitutas para a sociedade. Não tem política, não tem diálogo.

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  • http://twitter.com/BrunoFey Bruno Fey

    Esse texto me deixou meio sem palavras e mudou minha visao sobre o que essa profissao eh e como as pessoas no meio dela convivem com isso. Achei interessante.

    • Nélio Oliveira

      A minha também. Não sabia que as prostitutas fossem capazes de tanto mimimi.

      • http://twitter.com/BrunoFey Bruno Fey

        Tenta ser uma, dai tu pode opinar. Vou gostar de ver tu falando sobre como deu o cu a 50 reais e como em uma semana so uma pessoa parou e perguntou “quanto custa?”. Quero ver quem faz mimimi.

      • Nélio Oliveira

        Qual é a sua sugestão então? Que o Estado proteja as putas da especulação imobiliária? E, a propósito, se só pode opinar sobre o assunto quem exerce a profissão, cabe a pergunta: quanto você cobra?

      • http://twitter.com/BrunoFey Bruno Fey

        Tu pode opniar, mas com uma critica construtiva. Nao eh questao de mimimi, e sim direitos. Todo mundo tem, independente da profissao. Desde que nao seja crime, obvio. E se uma prostituta eh maltratada, nao foi porque ela quis. Agora se um atendente de telemarketing foi mandado tomar no cu depois de repassar a ligacao 5 vezes eh outra historia… Tudo tem seu lado. Nao vou dizer que estao completamente certos mas o ponto disso eh: De que adianta criticar por mimimi se os bancarios ganham bem, nao sofrem nem metade e fazem greve todo ano? E sei la, cada um tem sua opniao, nao vou discutir contigo pra mudar a tua mas acho plausivel que tu respeite as pessoas. Os textos. Se qualquer pessoa que pede por direitos faz mimimi(generalizando) entao eu to fazendo mimimi em pedir meu direito de nao ser roubado pelos politicos. To fazendo mimimi quando peco que baixem o preco do onibus. Ate tu deve tar fazendo mimimi no teu dia-a-dia. E antes que tu diga que eu escrevo mal, so pra deixar claro que meu teclado eh americano e nao tem nem acento nem nada. So… That’s my opinion. Now please just stop saying shit. You sound like one of those guys that want something but doesn’t wan anyone else to have it. Not even if it’s a right of everyone. And that’s just selfish.

      • Nélio Oliveira

        Não deu sugestão nenhuma (e nem disse quanto cobra). E ainda termina o post escrevendo em inglês (que porra é essa, mano?).

        Em primeiro lugar, eu posso opinar do jeito que eu quiser. Vá patrulhar as opiniões da sua genitora.

        Em segundo lugar, o que abala a credibilidade de QUALQUER categoria reconhecidamente mimizenta, como os bancários (obrigado pelo exemplo) e agora as putas é que os mimizentos, de um modo geral, querem o melhor dos dois mundos. Querem o FGTS da CLT mas querem também a estabilidade do serviço público.

        Melhor explicando, porque se sua cognição for tão boa quanto sua escrita, não me farei entender com facilidade: não podem as putas quererem lutar pelo reconhecimento e pela regulamentação da sua profissão (conta a qual nada tenho, antes o contrário) e ao mesmo tempo buscar a tutela do Poder Público contra algo a que TODOS estamos sujeitos (no caso a especulação imobiliária).

        São posturas autoexcludentes. É como se consultar com um cardiologista obeso e fumante. Não dá pra conferir-lhe a MENOR credibilidade.

        Entendeu o problema do mimimi*?

        * em inglês, me me me
        * em francês, moui, moui, moui
        * em grego, µ µ µ

      • Grosso

        Nélio, me delicei com cada palavra que você escreveu, só esta parte aí do cardiologista que, a meu ver, foi infeliz. Então se o cara é gordo e escolheu fumar, tudo que ele estuda, sabe, teve de experiência se dissolve no ar?
        Concordo que as pessoas em geral não dão credibilidade a este perfil de médico mas daí a ele não ser crível é outra coisa.

        A parte de quanto a moça cobra me faz rir só de lembrar!

      • Nélio Oliveira

        Obrigado. Quanto à discordância pontual, OK, discordar assim democraticamente e sem usar do argumento de autoridade (afirmando que quando eu me formar em medicina e fizer residência em cardiologia só aí eu poderia opinar) é salutar. ;)

      • http://twitter.com/BrunoFey Bruno Fey

        So queria perguntar(nao pra ti porque a resposta eu ja sei) pra onde foi o pessoal com vontade de discutir no PdH? Parece que so querem entrar numa conversa pra brigar e mostrar o proprio ponto de vista sem dar abertura pra “Ok, eu estava errado”. Cade a cabeca aberta, pessoal?

      • Nélio Oliveira

        Pôxa, não sei a resposta pra essa pergunta. De qualquer maneira fiquei impressionado porque você concordou comigo em tudo.

      • http://twitter.com/BrunoFey Bruno Fey

        Cara, eu nao tenho sugestoes pra isso pelo simples fato de que o unico modo que eu vejo pra acabar com isso seria mudando coisa demais. E nao teria sentido mecher com o capitalismo a favor de 2% de um tanto.E eh obvio que eles querem o melhor dos dois mundos, desde pequeno todo mundo foi ensinado a ter direitos iguais. Pode parecer babaquice, mas eh a verdade. A puta de luxo quer os mesmos direitos que a de rua. Assim como ja vi muito rico(amigo meu) que ganha mais que eu e recebe bolsa familia e alimentacao. E nao precisa. E isso eh tudo sobre egoismo tambem, tu acha que as putas tao ligando se as pessoas vao achar que eh certo ou nao o que elas querem? Elas tao preocupadas em ter o que elas querem e ponto final. Como tu disse, sao posturas autoexcluentes. E o ponto disso tudo foi: Nao tem problema nenhum fazer mimimi. Todo mundo faz, porra. E eu escrevi em ingles porque me expresso melhor em ingles. Desculpa se isso te incomoda, menino perfeicao.

  • http://twitter.com/guijermoacunha Guilherme Cunha

    Li o texto ontem e pensei bastante.

    Aqui em BH a construção desse hotel será bem próximo a Rua Guaicurus, tradicionalmente conhecida como a rua dos puteiros.

    Acredito que a revitalização da área seria benéfica apenas quanto ao policiamento, mas não trará aumento de clientes pois esse serviço na área, em sua grande maioria, é utilizado pelos clientes mais pobres. O público de um hotel 5 estrelas não vai buscar prostitutas de 30 reais, mas buscarão lugares melhores ou até mesmo um BH models (www.bhmodels.com.br).

    Realmente, a Cida tem razão. É motivo de preocupação.

    Matéria bem interessante.

    • Grosso

      esse bh models aí, são modelos de verdade ou são fotos falsas?

    • Guest

      São fotos de estúdio, mas as mulheres são de verdade mesmo. Um amigo meu conhece algumas das acompanhantes que anunciam no site, sem contar que tem os comentários dos clientes no perfil de cada uma e na maioria das vezes elas são mto bem recomendadas.

  • Jururu

    se ela tem emprego, estuda e tem família, porquê então não deixa a vida de prostituição? vadia…

    • Raul Bolson

      Porque é um emprego. Garante a ela sustento e, quem sabe, até diversão. E se você trabalha por dinheiro, a única diferença entre vocês é o produto oferecido.

      • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

        esse tapa na cara foi um oferecimento das luvas de boxe Everlast!

    • http://twitter.com/luizagcn Luiza

      O cara lê o texto todo e o único comentário que faz é esse. As pessoas deviam se preocupar mais com política, problemas sociais e em enriquecer sua própria intelectualidade do que com a buceta (com u) alheia.

    • Gustavo Esquive

      Don´t feed the troll.

    • Grosso

      A ditadura da maioria e a ditadura do politicamente correto? Esse Jururu, com certeza, não pode falar isso no dia a dia para não ser taxado como um novo Bolsonaro.
      Qual o problema do cara achar que uma puta é uma vadia?
      Eu acho que muitos assumem que os outros têm a mesma percepção de mundo que eles próprios e começam a se indignar. Primeiro o que seria vadia?
      Eu acho que puta é uma vadia, sim (exceção das vítimas sociais, sendo muito raras aqui no sudeste). NA MINHA OPINIÃO, uma pessoa que troca alguma coisa tão pessoal que é o sexo por dinheiro, em razão de motivos outros que a não subsistência, é vadia PRA MIM. Nestes termos acho uma puta vadia.
      Penso em incentivá-la a sair deste mundo? Não. Acho que ela é menos humana por isso? Nâo. Acho que ela é menos capaz por isso? Claro que não!

      Agora, eu gostaria de saber, qual de vocês, homens ou mulheres, que olharam torto para esse comentário, ficariam, não digo satisfeitos, pelo menos indiferentes se as suas filhas escolhessem a vida da prostituição?
      Bom, já sabemos a resposta.

      Muito se fala em liberdade de expressão, não à censura, e isso não é uma?

      • http://www.facebook.com/people/Júlivan-Arantes-da-Silva/100001032282778 Júlivan Arantes da Silva

        Falou tudo. Muita demagogia pro meu gosto. Mas vejo que é difícil separar alguns conceitos de certo ou errado de questões sociais imbutidas na nossa cabeça. Para tentar filtrar isso, pondero se aquilo que a pessoa está fazendo vai prejudicar alguém que não a si próprio. Nesse sentido, por exemplo, condeno o aborto e sou a favor da eutanásia. No caso da prostituição, não vejo pecado algum.

      • Nélio Oliveira

        Olha, pessoalmente não consigo generalizar e taxar as putas de vadias assim, no geral. Acho que tem muito mais “vadios” entre os playboys do que entre elas.

        Não por acaso, a prostituição em si não é crime (sua exploração é que é), e o Ministério do Trabalho e Emprego já até reconhece a profissão, e ela consta inclusive da classificação brasileira de ocupações (http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/pesquisas/BuscaPorCodigo.jsf):

        Títulos
        5198-05 – Profissional do sexo, Garota de programa, Garoto de programa, Meretriz, Messalina, Michê, Mulher da vida, Prostituta, Trabalhador do sexo.

        Descrição Sumária
        Buscam programas sexuais; atendem e acompanham clientes ;participam em ações educativas no campo da sexualidade. As atividades são exercidas seguindo normas e procedimentos que minimizam a vulnerabilidades da profissão.

  • Mariana

    Vejo que quem mais recrimina a profissão são os homens, maiores consumidores do serviço. Seria por vergonha? Seria por hipocrisia? Não consigo entender…

    • amauri.braz

      Mariana, com base em que você tirou essas conclusões?

      • Nélio Oliveira

        Também gostaria de saber.

      • http://www.facebook.com/pdcgomes Pedro De Carvalho Gomes

        Também não entendi de onde veio a conclusão. O público do site é majoritariamente homem, então sempre haverá algum troll disposto a soltar pérolas machistas. Agora, de longe não representa a opinião da maioria.

    • Matheus

      Repito meu post:
      Minha nossa, estou comovido! Fazer sexo por dinheiro é algo muito digno, e um trabalho muito árduo, pensando bem acho que as normas do CLT deveriam ser extensivas as mesmas. Afinal fazer sexo é um sacrifício como outro qualquer, ou estou errado, e “trabalhar” é melhor que fazer sexo?

      • Leandro

        Tu tá bem disposto a aguentar 20 negões 25cm por dia né bro? Deve ser bom mesmo.
        Prostituição é o primeiro emprego criado pela humanidade. Não vejo demérito nenhum nisso. Aliás, em Amsterdã, onde isso não é tabu nenhum e não há malucos religiosos doutrinando (cegando) a população, elas vivem como qualquer outra pessoa na sociedade. Todas são mais do que bem tratadas, e o governo apóia inclusive com verba e marketing.
        Só babacas, cegos e pseudo moralistas não apoiam a causa.

  • http://www.facebook.com/augustobiffi Augusto Biffi

    “Estagiei no Banco Central, em uma drogaria, em um hospital e resolvi abandonar tudo e fazer curso de medicina chinesa. Vi que não era minha área, eu sempre gostei de coisa diferenciada. Aí resolvi ser profissional do sexo mesmo…” Foda hein…

  • Gustavo Esquive

    Admiro muito quem tem essa coragem de largar tudo, ligar o foda-se e fazer o que gosta. Quando se troca uma profissão “normal” por outra “normal” a pessoa já é taxada de louca, irresponsável, mimada (sério, já vi um cara ser chamado assim por sair de um banco e montar seu negócio. Diziam que ele sempre teve tudo o que quis e não era satisfeito com nada) imaginem largar tudo para virar profissional do sexo. E o mais legal de tudo é que ela se assumiu pra todos desde sempre; isso me faz sentir um tremendo de um bundão, por as vezes me calar tantas vezes para, em tese, não causar polêmicas que julgo desnecessárias.

  • Grosso

    A preocupação dela em muito é sofrer com a especulação imobiliária e isso não é culpa da prostituição isso é culpa do capitalismo, outros pobres que moram e trabalham por lá vão ter de sair tbm. Justificar isso com a prostituição é ser ingenuo.
    Esse é o problema do nosso modelo econômico, uai, não é porque ela é puta. Se ela tiver uma propriedade lá, ngm vai tirá-la de lá. Se ela montar um puteiro de luxo, ninguém vai tirá-la de lá. This is capitalism!!!
    O Zé do Churros vai sair tbm, e aí, vai achar que é preconceito com vendedores de churros?

    • n.

      É claro que isso faz parte de uma exaustão maior do próprio sistema capitalista e blá blá blá… Mas em que momento a abordagem de um dos grupos afetados implica dizer que não existem outros? Agora, dizer que não há preconceito é uma leitura que apenas se faz aceitável em razão do nome e perspectiva ingênuos que VOCÊ atribuiu a uma máquina guiada pelo falso moralismo cristão aliado à higienização urbana (que perpassa inclusive pela proibição que tem ocorrido inclusive da comercialização de churros e pipoca)…

    • http://www.facebook.com/pdcgomes Pedro De Carvalho Gomes

      Nunca vi especulação imobiliária atrapalhar quem já está estabelecido. Ninguém será forçado a sair. Se continuar, provavelmente a clientela terá um poder aquisitivo maior. Mas caso sejam fechados os bordéis daquela região, será porque foi vantajoso pro dono vender o imóvel. E certamente ele estabelecerá novamente o negócio, em outro local.

      Exemplo disso, mesmo em Belo Horizonte, foi o fechamento do antigo “Chalezinho”, boate badalada, e que ficava numa zona que valorizou bastante. A casa reabriu recentemente em um local próximo, com mesmo sucesso e clientela.

      • Grosso

        É, você não viu muita coisa, pelo visto, ou não visto!

      • http://www.facebook.com/pdcgomes Pedro De Carvalho Gomes

        Não vi mesmo. Eu dei um exemplo, do Chalezinho, pra sustenta minha opinião.

        Então exemplifique também, ao invés de ser irônico. Ajuda o debate.

      • Grosso

        Pedro, se vc voltar no meu comentário poderá ver a ressalva que fiz sobre “propriedade”. Se alguém do bairro em questão for dono do estabelecimento não há como “forcá-la” a sair de lá. No entanto, existem muitas variáveis que forçariam uma pessoa a sair de um local como nas circunstâncias apresentadas.

        Exemplo 1: É construído um prédio de luxo e o preço dos imóveis daquela região aumentam (aluguel e venda), obviamente os donos dos imóveis vão aumentar o aluguel “forçando” estes velhos inquilos ou a saírem ou a pagarem um preço mais elevado o que seria bem complicado haja vista quem eram seus consumidores antigos, que provavelmente vão passar longe dessa região.
        Exemplo 2: A elitização de uma região faz com que a mesma, obviamente, seja frequentada por pessoas da elite, e sem querer ser ofensivo, creio que eles não iriam se contentar com o serviço prestados pelas atuais profissionais do sexo da região. Assim sendo, creio que os negócios não seriam tão vantajosos para a ela. Assim, neste segundo exemplo, mesmo ela sendo dona do local, vejo a situação “forçando-a” a sair dali.

      • http://www.facebook.com/pdcgomes Pedro De Carvalho Gomes

        Boa @Grosso, a argumentação foi boa. Mas tem alguns pontos que não concordo.

        Primeiro: elitização da região não irá afastar a clientela antiga, necessariamente. Conheço ao menos dois bairros de Belo Horizonte mesmo, onde a elitização do bairro não fechou todos estabelecimentos voltados pro público de baixa renda. Eles coexistem.

        Segundo: mesmo que elitização da área force o dono do imóvel a vender o local, o local certamente já tem outro ponto na cidade pra reabrir. Possivelmente em um bairro vizinho. Se fechar a Guaicurus, coisa que duvido, os bordéis migram naturalmente pro Barro Preto, e o emprego é garantido.

      • Grosso

        Pedro, eu entendi a sua linha de raciocínio, talvez isso possa acontecer mesmo, talvez como eu disse ou quem sabe de um modo totalmente diferente. A questão é que o texto gira em torno do medo que estas prostitutas estão tendo de acontecer do modo que eu falei, entendeu?
        Elas estão com medo de não terem espaço li… O que a meu ver não é culpa da prostituição como elas alegaram, mas sim do capitalismo.

  • http://www.facebook.com/people/Elis-Bastani-Ribeiro/100001226809647 Elis Bastani Ribeiro

    Um tremendo tapa na cara.

    • Nélio Oliveira

      Sempre tem quem comente “um tremendo tapa na cara” (ou suas variações, como “um sutil…”).

      Espero que quando o PdH publicar um post sobre tapas (aqueles aperitivos de origem espanhola) essas pessoas pelo menos postem “um monte de tapas na boca”… rs…

      • Elton

        Quanto mimimi!!!

  • corno

    É uma tradição escrota brasileira essa coisa de “limpar” lugares retirando as pessoas. É algo enraizado na cultura brasileira.

    No meu ver as garotas podiam sacanear o sistema, primeiramente por que ninguem tem rótulo de prostituta na testa, e todos tem o direito de ir e vir, portanto elas podem ficar na rua em que quiserem.

    • http://www.facebook.com/pdcgomes Pedro De Carvalho Gomes

      Isso não é uma tradição brasileira, mas sim mundial. Ou você acha que outras antigas áreas de degradadas de outras cidades são recuperadas como? Tenta limpar o centro do RJ, antigo reduto do crack, sem tirar os viciados.

      O problema da prostituição não é a prostituição em si. Ou seja, venda do corpo. É que pelo fato de ser uma atividade à margem da lei, acaba atraindo uma série de agravantes. Esses vão desde tráfico, cafetinagem, violência (citada na reportagem), até desordem urbana. Quero ver quem quer morar ao lado de um puteiro, e acordar com pessoas bêbadas na porta do prédio, ou com camisinhas usadas na calçada.

      Caso regulamentada, a atividade poderia ser loteada em uma região específica da cidade. Isso acontece em várias cidades européias, como Amsterdam e Hamburgo.

    • Elton

      Não tem nada a ver com o Brasil.

      Alias, acho que no Brasil essa coisa da “limpeza” é bem relaxada.

      Em NY por exemplo, o prefeito limpou as ruas de Manhattan da prostituição. A prostituição acabou migrando para outras áreas, mas a área nobre da cidade acabou sendo “limpa”.

      Agora que o Brasil está com uma economia mais aquecida é que essa prática está sendo importada.

      Mania do povo achar que as coisas só acontecem no Brasil, sem nem conhecer os outros países.

  • Aline R. Aires

    Muito preocupante a onda de higienização que o governo vem fazendo de maneira sorrateira, sem grande alarde da imprensa e sem conhecimento da população. Muito mais fácil, expulsar esses trabalhadores como tantas outras “pessoas diferenciadas” para lugares mais distantes sem nenhuma infraestrutura e sem possibilidades de acesso ao direito já negado, do que proporcionar à esses cidadãos a dignidade humana.

    E como disse muito bem o Raul Bolson ‘a única diferença é o produto oferecido’. Só isso!

    • Tico do sófa

      Aline, eu diria que isso se parece em muito com o que fizeram com os negros logo após a escravidão ser abolida, retirando-os do cortiço e forçando-os a ir para os morros, hoje as favelas. Na época a desculpa era uma parecida “limpar as ruas”.

  • Luan

    Fantástico!!! Achei de uma sensibilidade e clareza incríveis a abordagem… Precisamos de tirar o véu e os terços que cobrem a visibilidade dos mais diversos grupos do nosso país, que em pleno século XXI ainda tem os direitos mais básicos de cidadania negados.

  • SonnyAllan

    Uma reportagem muito legal. Aqui na minha cidade também tem uma instituição de terceiro setor parecida com a Aprosmig. Quando estava cursando Comunicação Social, em uma determinada disciplina, acompanhei a apresentação de um grupo que fez um trabalho institucional com a referida associação, e pra isso, teve todo um lado investigativo, uma quebra de paradigmas que resultou em um bom trabalho. A situação apresentada na época era parecida com a descrita pelo texto; as garotas enfrentam risco de contaminação por DST’s, violência física e psicológica, preconceito e aquela sensação de que estão isoladas da sociedade. É como a Cida disse, puta não é estuprada, pelo menos não aos olhos da sociedade e da polícia.
    Parabéns ao PDH, por trazer a veicular a matéria; parabéns ao pessoal da Agência Pública, pelo trabalho jornalistico e um baita parabéns para a Cida e a Aprosmig.

  • Andre

    AVENIDA Afonso Pena, a mais importante da cidade e Rua dos GuaicuruS ! Rua Afonso Pena soa bizarro pra quem é de BH!

    • http://www.facebook.com/wagner.alves.906 Wagner Alves

      Realmente, quando li “Rua” também fiquei surpreso. E mais uma coisa, Av. Afonso Pena na altura do corpo de bombeiros e Rua Guaicurus são locais bem distantes. O texto dá a impressão que são bem próximos.

  • http://www.facebook.com/viniciusmarcall Vinícius Marçall

    E este é o outro lado, o que ninguém vê! Sensacional! Cincoestrelei!

  • http://www.gustavosa.com Gustavo Souza Gonçalves de Sá

    Que puta caída.. pqp!

    • http://www.facebook.com/wagner.alves.906 Wagner Alves

      20 anos de estrada meu caro, dá um desconto pra dona kkkkkkkkkk

    • everton maciel

      Gostoso és tu. Mas já destes por muito menos que ela cobra. Acha que não dá pra reconhecer essa carinha lá da augusta? Disfarce de playba não resolve todos os teus problemas.

      • http://www.gustavosa.com Gustavo Souza Gonçalves de Sá

        Dormistes de calça pau no cú?! Playboy é você seu merda!! Só comentei que a puta é feia, babaca!! Tem melhores…

      • lil

        haha!
        Everton, te adoro.

    • Grosso

      “Caída” foi um eufemismo muito grande!

  • everton maciel

    Puta. Puta, mesmo, de verdade, aquela puta que nasceu para ser PU-TA, geralmente estuda algum curso concorrido, em alguma universidade concorrida, com outras putas concorridas e dá, no máximo, para uns quatro caras diferentes até os 30 anos de idade. Geralmente, curiosamente, para comer uma puta dessas é preciso ter a chave de um audi balançando na cintura. Puta conversa com a amiga assim, antes da balada: “Hoje é tua vez de arrumar carona” (essa já ouvi). Meretrício é o ambiente de trabalho mais honesto que existe. Quem duvidar que visite a redação de um jornal.
    Sério, velho! Baita entrevista. Parabéns.

  • Sergio Carvalho

    Com o novo Hotel a prostituição não vai acabar . Só vai ficar mais cara

  • Leandro

    As insatisfações que sentimos são complicadas, mas são reais. Assim é a (nossa) vida. Bom, quanto à rua onde trabalha ela terá muitas outras para fazer ponto. Isso não é desculpa. Vejo as garotas de programa como mulheres normais, até porque são normais, converso e faço sexo com várias, mas daí a querer legalizar essa ‘profissão’ na carteira de trabalho já é um pouco demais, né? Tenho certeza que muitas mulheres casadas, ”de família” iriam querer tirar um troco se estivessem em apuros financeiros com mais frequência do que é feito atualmente. Essa é a questão.

  • Ricco

    Tem tanta mulher afim de sexo e ainda existe marmanjo que sai com prostituta…

    • Elton

      A diferença entre o sexo grátis e o sexo pago, é que o sexo grátis é muito mais caro!

      • Nélio Oliveira

        FATO!

  • Matheus

    Minha nossa, estou comovido! Fazer sexo por dinheiro é algo muito digno, e um trabalho muito árduo, pensando bem acho que as normas do CLT deveriam ser extensivas as mesmas. Afinal fazer sexo é um sacrifício como outro qualquer, ou estou errado, e “trabalhar” é melhor que fazer sexo?

  • joao

    Tadinha das quenga, oh dó

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