Se você passou mais de 10 anos na escola e agora pretende ser ou já é pai/mãe, esse vídeo e esse encontro é para você →
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Aprendendo (de novo) a andar de bicicleta

Fábio Rodrigues

por
em às | Corpo são, PdH Shots


Quando cheguei em São Paulo na semana passada, o taxi passou por uma das pontes sobre o rio Pinheiros. Observei uma longa pista vermelha acompanhando uma de suas margens. Elas iam longe, pra um lado e para o outro, a perder de vista. Eu perguntei ao taxista o que era, e ele disse que era uma ciclovia.

Que coisa mais legal.

Ciclovia do Rio Pinheiros, em São Paulo (SP)

Dois dias depois encontro uma amiga. Ela me conta que comprou uma bicicleta, que tem grupos enormes de ciclistas se encontrando em vários locais da cidade, que estava participando de alguns e que estava gostando demais disso. Eu comentei da ciclovia. Na mesmo hora demos um jeito de arranjar uma bicicleta a mais para fazermos uma pedalada no final de semana.

Eu passei a infância em cima de uma bicicleta. Mas nos últimos 15 anos eu não devo ter pedalado mais do que 50 metros. E lá fomos nós. Manhã ensolarada e bonita de domingo. Ela com uma bike importada, capacete, tênis, buzina, farol, retrovisor. Eu com uma magrela genérica de selim baixo. E usando chinelos.

Dicas avançadas de segurança no ciclismo

Rodamos uns 15 minutos por longas ciclovias montadas com cones, entre muitos outros ciclistas, até chegar na Ponte Cidade Universitária, onde entramos na Ciclovia Rio Pinheiros. Dali fomos até a Ponte Estaiada, descansamos uns 10 minutos e fizemos o trajeto de volta. Rodamos uns 20Km. Programa simples de uma vez, fácil de viabilizar, barato, saudável, diferente.

Oi

Eu não manjo nada de ciclismo, mas arrisco algumas impressões pessoais que tive. Pra começar: bike importada ajuda, mas se você passou a infância montando magrelas tortas, sabe que dá pra começar bem mais simples – talvez sirva aquela já meio abandonada e de pneus murchos na garagem de um tio. Se você vai mais longe ou andar por calçadas ruins e entre carros, um capacete é bem recomendável . Calçar tênis é bom pra não se atrapalhar com os pedais. Uma mochila pequena com água e celular e carteira também pode ser útil.

No mais, acho que é questão de bom senso sobre como, onde e quando pedalar.

Eu gostei muito da experiência. Me deu vontade de arranjar uma bicicleta e de alguma forma incluir ela na minha rotina em Joinville (SC), onde moro.

Cuidado com as capivaras mutantes do Rio Pinheiros

Sei que há uma grande mobilização com o lance de ciclismo. Aqui, de longe, às vezes me parece algo até meio movimentarista. Mas eu particularmente não gostaria de entrar nessa discussão. Meu interesse é mais simples: há um tempo tenho procurado me exercitar mais, melhorar a rotina e a alimentação. Cada pequena alternativa nesse sentido, pra mim, vale ouro. Sei de bastante gente ao redor com essa vontade também, por isso pensei em deixar a ideia por aqui.

Se você mora em São Paulo, no site da CPTM tem algumas informações sobre como chegar na Ciclovia Pinheiros. E eu queria pedir dicas para os mais experientes. Que outras recomendações vocês dão pra quem quer começar ou ao menos experimentar a coisa?

E aí na sua cidade, quais são as opções?

Fábio Rodrigues

Designer, desenhista, professor de estética, guitarrista e baixista na banda Vacine, coordenador no CEBB Joinville e na Cabana PdH. Facebook e Instagram.


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  • http://www.facebook.com/rafaelribeirorocha Rafael Ribeiro Rocha

    Aqui no Rio temos um projeto fantástico, que apesar de alguns problemas técnicos (a maioria causados pela grande procura) funciona e é barato! Por R$ 10/mês podemos pegar a bicicleta em qualquer estação e devolver em outra, dentro de 1h, quantas vezes precisar no dia (com um intervalo mínimo de 15 min). Pelo que vi, tá começando em SP tbm. O site é:

    http://www.mobilicidade.com.br/bikerio.asp

    • http://www.facebook.com/rafaelribeirorocha Rafael Ribeiro Rocha

      OBS: Também fazia no mínimo uns 15 anos que não andava de bicicleta. E é como dizem, nunca se esquece mesmo!

  • http://www.facebook.com/people/Jhunior-Santos/100001759099362 Jhunior Santos

    Tenho vontade de ir para o trabalho de bicicleta. São pouco mais que 14 km eu acho. Mas o problema é que Natal não tem ciclovias, os motoristas daqui são muito mal educados e dirigem muito mal e fica tenso para voltar para casa a noite, por causa da faculdade. No mais, adoro pedalar. Pelo menos adorava. Minha bike está desse jeito que você descreveu ai no post, parada no canto, com pneus murchos. Vou arrumá-la novamente.

    Valeu pela dica. =]

  • http://about.me/roh Rodrigo Santos

    Eu sou ciclista há alguns anos. Dá pra fazer muita coisa legal de bicicleta. Se puder ir de bicicleta ao trabalho e ele tem banheiro com chuveiro, vá. Você vai poupar xingamentos, tempo e ainda te dá criatividade.

    Você pode usar a bicicleta como meio de transporte, pra ir na casa de alguém ou pagar uma conta, na cidade onde você mora. Por isso, tenho dicas para pedalar no trânsito:

    - Como você já citou, ande com água. Em São Paulo, o ar seco dos dias de sol costuma secar a garganta.
    - Quando estiver em uma rua ou avenida qualquer, ande a direita. Se essa faixa for uma faixa especial de ônibus, ande a esquerda.
    - Procure vias pouco movimentadas. Em São Paulo nem sempre será possível pois conta com um terreno muito sobe e desce, mas isso te trará tranquilidade.
    - Se for andar a noite, use e abuse de iluminação. Deixe para ouvir música quando você chegar ao destino.
    - Aumente o banco do selim até ficar confortável, mesmo percorrendo 80km. Vá testando alturas de selim, pois um selim muito baixo pode trazer dores ao joelho e um muito alto, pode trazer dores nas costas. Uma dica que uso, é iniciar com o selim na altura da cintura e ir ajustando para cima se o joelho estiver muito dobrado ou para baixo se sentir dores nas costas. Se não estiver contente, há profissionais chamados “BikeFit” que poderão te ajudar a andar muito ficando com menos dor.
    - Alongue-se, quanto maior a distância, mais importância deverá dar ao alongamento.
    - Jamais ande na contramão. Se estiver numa rodovia, ande pelo acostamento. Na rua, não ande muito perto do meio fio.
    - Quando estiver junto com carros, tente andar em linha reta. Pedale onde o motorista te veja e tente mostrar o que vc vai fazer ao motorista: se vai virar, etc. Sinalize com a mão quando for virar, não entre com tudo em cruzamentos. As vezes pode ter uma pessoa passando.
    - Esteja atento a reação do motorista. Se não for possível olhar para ele, olhe para a roda dianteira e acompanhe sua velocidade. Assim, você pode prever o que ele irá fazer. Alguns motoristas não dão seta, então se estiver em duvidas, freie e espere passar.
    - Revise a bicicleta, sempre que achar que algo estranho está acontecendo.

    Eu praticamente troquei o carro pela bicicleta. Só uso o carro em eventos especiais. Uso a bicicleta para pagar contas, ir ao mercado e até para comprar bebida no mercado 24 horas. Só tive um acidente por que eu olhei moças passando na calçada, ou seja, irresponsabilidade minha. Eu não sou tão gordo, mas me considero em forma. Andando de bicicleta já é um início para se exercitar mais.

    Uma volta que vale a pena fazer de bicicleta em São Paulo é a descida pra Santos. De carro, você não vê a natureza bonita que há naquele lugar, mas de bicicleta, sim. Vale muito a pena.

    • http://www.facebook.com/iodris Fabio Rodrigues

      U A U !

      VALEU pelas dicas, @thekillerofblood:disqus ;-)

      • http://about.me/roh Rodrigo Santos

        Por nada, Fabio. E parabéns pelo texto por não obrigar os caras a usarem bike.

  • Pedro Henrique Cavalcante

    Aqui em Manaus temos a Ponta Negra para pedalar no domingo de manhã, onde é fechado uma via para acesso exclusivo para andar de bicicleta ou caminhada. Nos dias de semana tem o grupo do Pedala Manaus (www.pedalamanaus.org). E para quem quer pedalar sozinho, também recomendo ir-e-voltar na estrada da Ponta Negra, onde os motoristas estão mais “acostumados” com os ciclistas.

  • http://www.facebook.com/renato.lond Renato Dos Santos Cerqueira

    Incluí a bike no meu dia-a-dia há mais ou menos um ano. Moro em Botafogo, no Rio, e trabalho na gávea. Faço quase todo o dia o trajeto de bike. Já me furtaram uma magrela (e por isso é bom ficar esperto com cadeados e correntes, melhor pegar uma tranca em U), mas agora estou com uma nova. Nesse interim, usei a bike do Bike Rio, que o Rafael Ribeiro Rocha citou aí.
    Falta ciclovia, mas ao contrário do que muita gente pensa, nem só de ciclovia (deveria) viver o ciclista. Bicicleta é veículo segundo o código de trânsito e pode trafegar entre carros, então a gente se ajeita como pode :)
    Tem uns sites bons por aí, tipo o Vá de Bike, com dicas de segurança e também de coisas mais de dia-a-dia, como por exemplo, como se virar sem vestiário no trabalho.

    Enfim, é um ótimo exerício, e eu recomendo pra todo mundo. :)

  • Rodrigo

    Recomendo o parque do Ibirapuera também! Vou de metro até a estação Ana Rosa, pego uma bique emprestada (só levar comprovante de residência e cartão de crédito) e desço até o parque.
    PS: não acredito que as pessoas andam nessa ciclovia fétida que fica ao lado do Rio Pinheiros…

    • Jânio

      Pois é, o fedor deve atrapalhar mesmo. Mas a intenção é boa, afinal o interessante é que a bike não seja usada apenas nos momentos agradáveis de lazer, e sim como meio de transporte diário para quem tem a opção. Reparei que apesar da paisagem horrorosa, a ciclovia está bem demarcada, espaçosa e sinalizada. Com uma ciclovia dessas, deixar o carro em casa fica mais viável.

      • http://www.facebook.com/iodris Fabio Rodrigues

        Caras, eu não percebi o cheiro do rio nessa pedalada aí. Talvez o rio tenha seus dias.

      • Reinaldo

        É verdade, concordo: essa ciclovia está sinalizada e bem cuidada. Mas fico me perguntando como deixar o carro (ou outro meio de transporte) para pedalar quilômetros e mais quilômetros e chegar no trabalho suado, sujo e com odor desagradável. Isso inviabiliza a bike como meio de transporte regular, a menos que você tenha função braçal numa fábrica e disponha de vestiário e chuveiro.

  • http://twitter.com/BrisaFeliz Fernanda Magalhães

    Que maravilha, Fábio!

    Faço parte de um grupo de ciclistas, aqui, em Goiânia . Nos unimos para lutar por ciclovias e pelo uso de bicicletas em vias urbanas!

    É Complicado, porque aqui o trânsito é tenso!

    O nome do grupo é “Pedal Goiano”.

    Quando estiver de passagem aqui pelo cerrado, te sugiro pedalar na ciclofaixa do Parque Flamboyant. O lugar é lindo!

    Abraço.

    Continue pedalando. :)

  • Gabriel Ricci

    Moro em Dublin, e aqui eh ate injusto falar sobre bikes, pois a Europa inteira tem ciclovias por praticamente todas as cidades, eu mesmo tenho minha magrela aqui que me leva pra onde eu preciso. Vai ser uma das coisas que eu vou sentir saudade quando voltar para o transito caotico de Sao Paulo.

    A um tempo atras fui para Amsterdam e por la o meio mais rapido de se locomover eh a bicicleta, inclusive la existem mais bicicletas do que carros, baseado no que eu vi. Ciclista tem prioridade total.

  • Vítor Moreira Barreto

    Fábio, legal a ideia do texto. Aqui em Teresópolis não temos ciclovias… Não há lugar nem para fazer caminhada/corrida com segurança. Mas nos viramos! Dá para começar passeando no fim de semana, de manhã, quando tem menos movimento.

    • http://www.facebook.com/iodris Fabio Rodrigues

      Que coisa, cara. E como o pessoal faz? Vão pelo meio das ruas e carros mesmo?
      Não dá pra pedalar no mesmo trajeto em que vocês correm aí?

      • Vítor Moreira Barreto

        Vamos na rua mesmo, junto dos carros. Correndo também é assim… Geralmente os motoristas desviam, mesmo que sob protestos.

  • http://www.facebook.com/osouzajefferson Jefferson Souza

    Troquei o carro pela bike, levo o mesmo tempo pra vir pro trabalho e não gasto combustível. Além de me ajudar a fazer exercícios diariamente, pelo menos meia hora.

  • Braulio Langer Fernandes

    Sou doido pra comprar uma bicicleta, já tem bastante tempo que tô querendo voltar a andar. Ainda tô inventando desculpas de falta de tempo e grana pra comprar uma bike.

    • http://www.facebook.com/bassnelson Nelson Donizeti

      Compra a bike sim, depois de casar foi a melhor coisa que eu fiz nos últimos anos, hehe.

    • http://www.facebook.com/danilosneto Danilo Strauss Neto

      Passei anos nas desculpas, até que trabalhei num escritório que era mais rápido ir a pé ou de bike do que de ônibus ou carros, troquei de mentalidade ao notar que em poucos meses, a produtividade subiu muito (minhas “pré-reuniões” ou a “todo-list” era feita em cima da magrela)…

      Chegava melhor, ia embora melhor – lógico, tendo como se trocar roupas ao chegar no escritório facilitava MUITO (escritórios que possuía chuveiro no banheiro).

      De resto, é uma das melhores meditações que se podem fazer em movimento e focar em 1 só coisa (pedalar).

      A questão do Nelson acima é ótima: depende do perfil, a magrela tem de se adaptar ao que você quer fazer com ela (já pedalei de barra forte com freio no pedal, mountain bikes, bmx, mountain de suspensão a até bike speed – pedalada em BR + de 50km)…

      Muitas vezes a gente acha que será caro, mas num desses trabalhos, cheguei a pegar o que tinha de VT e comprar em 2-3 meses uma bike (parcelado, claro), mas que me supriu mais que os tickets de ônibus que não usava…

      E digo mais: Bora pro pedal!

      Abs.

      • Reinaldo

        Olá! Você tocou num ponto importante, que é o de ter um chuveiro e um vestiário à disposição para poder exercer suas atividades profissionais num escritório. Agora, pensa bem… você consultaria um médico todo suado e sujo, vindo de algum outro lugar, pedalando? Ou como seria se o seu advogado comparecesse a uma audiência para defender seus interesses, cansado por pedalar e com aquele odor desagradável de quem não tomou banho naquele dia? Há profissões que não combinam com a bike… que pena!

  • http://www.facebook.com/bassnelson Nelson Donizeti

    Sou de São Paulo, e me falta coragem pra pagar R$3 em uma viagem de ônibus de 10 minutos. Agora a prioridade é a bike, e se o trajeto for muito longo, bike-trem/metrô.

    Pra quem vai começar, dou algumas dicas:
    - bicicleta é o veículo mais frágil, então sempre presuma que o cara do carro ao lado é um imbecil completo, e não corra riscos.
    - iluminação, pelo menos traseira, é essencial. Com R$30 você compra um bom sinalizador traseiro.
    - a bicicleta é um veículo ágil, com movimentos muito rápidos e erráticos. Seja previsível no trânsito.
    - em pouco tempo a sua resistência aumenta e dá pra pedalar por trajetos mais íngremes e longos. A sensação de superação que aparece quando você vence aquela maldita ladeira brava é indescritível.
    - em menos tempo ainda suas pernas vão virar pedras.
    - se for usar a bike no dia-a-dia, não comece com uma bicicleta muito barata, elas só dão dor de cabeça. Não precisa de uma importada, mas pelo menos tenha freios e transmissão confiáveis. Manutenção e peças de bicicleta (iniciantes ou medianas) são ridículas de tão baratas.
    - água. Muita água.
    - pedalar é eficiente. Em percursos curtos/médios, você chega mais rápido do que de carro.
    - pedalar é prazeroso. Eu venci uma depressão em cima da magrela. Sua produtividade também aumenta bastante quando você pedala.
    - não é difícil, desde que se pedale um pouco todo dia. Eu sou fumante e tive tuberculose – meus pulmões não são nada perfeitos – e eu pedalo 15 km sem nenhum problema.
    - a bike não é tão perigosa quanto o pessoal que dirige imagina. Com bom senso e responsabilidade se vai longe.

    Sugiro também fuçar no fórum do pedal.com.br. O pessoal lá entende muito de bike.

    • http://www.facebook.com/iodris Fabio Rodrigues

      VALEU, @facebook-100000638233128:disqus .

      Essencial essas dicas nos comentários. Tomara que o pessoal veja.

      • http://www.facebook.com/bassnelson Nelson Donizeti

        Que isso cara, o prazer é meu; a participação já vale somente pelo texto não ser aquela coisa “largue o carro e seja politicamente correto” que normalmente se vê por aí.

        Não sou nenhum mestre do mundo ciclístico, mas já tomei vários tombos por aí e gosto de contribuir nesse assunto quando eu posso.

  • http://www.facebook.com/deyvid.debastiani Deyvid Debastiani

    Esse texto veio numa boa hora pois tenho pensando em comprar um bike. A respeito disso, alguém pode me dar algumas dicas ou indicar sites que falem mais sobre especificações técnicas? Não sei muita coisa sobre bicicletas e gostaria de poder diferenciar características na hora da compra.

    Abç.

    • http://www.facebook.com/bassnelson Nelson Donizeti

      Oi Deyvid,

      além do fórum do pedal.com.br, dá uma olhada no escoladebicicleta.com.br.

      Antes de tudo, você precisa pensar em três coisas: quanto quer gastar com a bike, onde vai pedalar e pra que vai usá-la.

      Se for pegar ruas esburacadas, paralelepípedos ou algum terreno desse tipo, é legal pegar uma quadro com geometria de mountain bike. Neles o corpo fica num ângulo que absorve melhor as vibrações.
      Se for fazer trilhas pesadas, uma mountain bike com amortecedor é o ideal, mas isso é caro.
      Se o terreno for asfalto liso, compensa pegar uma bike speed (aquelas que o pessoal usa no Tour de France). Elas são mais rápidas e aerodinâmicas, fazendo você ir mais longe e mais rápido com menos esforço. O problema delas é que qualquer buraco é um grande problema.
      Se for pra usar só pra passear, existem as bikes comfort. Com elas você vai sentadão no selim, parece que está no sofá de casa. O problema é que elas não andam rápido, devido à geometria e ao arrasto aerodinâmico.

      Eu não acho que compensa ter bikes muito caras pelo risco de ser assaltado, mas comprar uma muito barata também não compensa pela dor de cabeça. Isso vai depender muito do seu orçamento e da onde você vai pedalar.
      Eu uso a minha neguinha na periferia de São Paulo e pedalo muito a noite, então optei por uma mais básica (paguei R$400). Como as peças originais dela são ruins, estou trocando por peças baratas e confiáveis conforme elas vão me deixando na mão.

      Sobre o preço, a lógica é: quanto mais barato, pior a qualidade das peças (marchas que não entram, freios de plástico, etc) e mais rápido essas peças também vão quebrar. Quanto mais caras, menos manutenção elas vão dar e mais precisão você vai ter.

      Qualquer dúvida, me adiciona lá no FB que eu ajudo, ok?

      abraço

  • Santiago Queiroz

    Amigos,

    Aqui em Rio Branco, Acre, temos muitas ciclovias, muitas mesmo.
    Temos também um grupo no Facebook em que nos reunimos para programar e fazer trilhas e passeios, que variam de urbanos ou trilhas, de 10, 20, até 90km.
    Esse negócio de achar que a bicicleta é a solução de todos os problemas, acho que é uma grande bobagem.
    Não dá para usar a bicicleta como forma de transporte em todo lugar.
    Aqui em Rio Branco, onde a temperatura média anual é de 30º C, não dá.
    Então, para mim serve para complemento de atividade física.
    É muito relaxante e empolgante. Rapidamente você percebe os seus avanços e se desafia cada vez mais…

    Gostei das dicas da rapaziada, principalmente quanto ao comportamento do ciclista com os demais veículos no trânsito. Atenção super-mega-redobrada. Acredito na tese da vulnerabilidade. Se eu estou numa bike, não adianta eu estar certo, se o carro/moto/busão bater em mim, já era.. Então, se preocupar mais em se proteger do que se você está certo ou errado.

  • http://www.facebook.com/people/Pablo-Tavares/100001870051146 Pablo Tavares

    seria importante também ver as leis para nós ciclistas, porque nem toda cidade tem ciclovia :(

  • Arthur

    Sou de rio claro / SP. Aqui, bicicleta é o principal meio de transporte da galera. Porém também eh uma das maiores densidades de carros do estado. Agora vcs imaginam o caos! hahahahaha!

  • http://www.facebook.com/danilosneto Danilo Strauss Neto

    Muito bom Fábio.

    Você também é de SC? Legal. Estarei por Joinville antes do final do ano. Poderemos combinar um pequeno grupo por aí (já existem alguns).

    Já ando de bike há uns anos, mas só de uns tempos para cá resolvi aliviar mais o stress na base dos pedais. E isto tem funcionado MESMO.

    Umas dicas para você levar na mochila são:

    + 1 kit de “emergência” composto com:
    ++ 1 bomba de encher pneu (no começo, das mais baratas já dá uma ajuda até o próximo posto);

    ++ 1 câmara de ar de prontidão (caso venha a furar um pneu no meio do nada, ao menos você troca e ruma a algum posto/borracharia para remendar – caso não tenha experiência nisso);

    ++ Garrafinha d’água – com água e/ou preparado isotônico para repor o consumo do corpo (após 30 minutos ou mais de exercícios);

    ++ Ferramentas para soltar o pneu – no começo faltará prática, mas depois facilita para coisas rápidas (trocar câmara de ar, p. ex.). Existem kits prontos para isto em bicicletarias e/ou em algumas redes de supermercados (nas grandes cidades).

    Sempre procure seguir as regras de trânsito, caso venha a pedalar pelo asfalto (no caso de Jve infelizmente as ciclovias estão descuidadas e com mais buracos que o asfalto).

    Nesta questão, sinalize para TUDO, sinalize sempre com os braços (sinalização consta em manuais de auto escolas, mas os adapte à sua condição).

    Abs.

  • Freelancer

    Finalmente um texto que fala de bicicleta sem a porra do discurso verde-mobilidade-sustentabilidade-blá-blá-blá. Entre muitas outras coisas essa é uma daquelas que basta o cara dizer: “eu gosto de andar de bicicleta, foda-se”.

  • http://twitter.com/zyfez Daniel Ferreira

    É estranho comentar isso… Aqui em Londres tem ciclovia em todo canto, farol especifico pra bicicleta, lugares para estacionar em cada quarteirão… E não só aqui, mas no reino unido como um todo.
    Se você é turista você pode ir até um dos muitos pontos com bike pra alugar, inserir o cartão de crédito na máquina e pegar uma magrela pra passear. Até 30 minutos é de graça e depois é um preço bem baixo (muito menos do que as 2,40 libras da passagem de ônibus), e tu pode devolver a bike em qualquer outro posto de aluguel (e tem app pra celular com os lugares de drop-off e take-in).
    Na Europa em si, Barcelona por exemplo, eles só alugam pra quem é cadastrado no sistema, mas ainda assim existe muita ciclovia pela cidade para seus moradores.
    E São Paulo só tem ciclovia em grandes avenidas no Domingo quando eles fecham uma faixa por algumas horas… E a venda de carros não para por um segundo =P

  • Henrique A. Menarin

    Manero, Fábio!

    Há um ano e meio resolvi aprender a andar pra poder vir pro trampo.
    Não largo por nada mais:
    – o trajeto é mais rápido que quem usa carro, pois evita congestionamentos
    – sem problemas com estacionamento no trabalho (aqui é papo clichê, ‘cheguei às 8:10 e não tinha mais vaga! que absurdo! onde vamos paraaar!?’)
    – excelente pra começar bem o dia, muito bom pra deixar preocupações surgidas no dia caírem no percurso
    – na ponta do lápis, sai muito barato, comparando com ônibus e carro. Sem falar que dá pra considerar outras contas no meio (academia, por exemplo)
    – mesmo sem praticamente outra atividade física, não perdi a forma

    Comprei uma aro 28 de pneus largos com para-lamas e retrovisor, pra andar na cidade tá muito bom.

  • Luiz

    Muito bom o incentivo , aqui em sorocaba tem ciclovias em grande parte da cidade , e bicicletas a prefeitura empresta de graça, só criar coragem e andar ! hehe

  • http://www.facebook.com/luis.maximo.1 Luis Máximo

    O problema é que ainda encaram a bicicleta como lazer apenas e não como um meio de transporte

  • http://www.facebook.com/edmar.prigolfilho Edmar Prigol Filho

    nunca fui de andar de bike, qndo criança, aprendi a andar atrasado e acredito que fiquei meio “traumatizado”. Faz anos que não subo em uma magrela…
    mas nos últimos tempos fiquei sabendo de um pessoal que faz mountain bike pelos arredores da minha cidade, e ontem conversei com um professor que também participa… e ele falando dos lugares que passa, e do pessoal e tdo mais, me deu uma vontade enorme de começar a (voltar) a andar…
    sei que vai ser caro, pois eu não tenho nem sombra de uma bicicleta aqui em casa, mas estou decidido em economizar um pouco e comprar uma boazinha…
    legal ver esse texto justamente agora hehe

  • http://www.facebook.com/people/Stela-Ana-Santin/672648091 Stela Ana Santin

    Alguém já deu essa dica aqui nos comentários, mas queria reforçar: o site http://vadebike.org/ tem dicas excelentes, principalmente sobre o comportamento do ciclista.
    O principal mérito do site, na minha opinião, é a postura sensata, pé-no-chão, nada militante ou “bélica” sobre ciclismo como se vê por aí. Demonizar os motoristas, como se nós nunca tivessemos nos irritado com um ciclista no trânsito, é contraproducente. Eu, agora uma apaixonada por bike, já me vi dirigindo e pensando que o ciclista na minha frente estava atrapalhando minha passagem.

    Pra inverter essa lógica vai tempo. E pra isso os ciclistas precisarão de muita paciência e calma (e equilíbrio físico!) para, ao invés de xingar o motorista que passou por você tirando uma fina, tentar bater um papo sobre o assunto, sem confronto. Mas que dá vontade de xingar o cara, dá. Mas para ele, muitas vezes, a distância tomada da bicicleta era segura. Ele não sabe da lei de 1,5m. Você pode contar pra ele.
    Isso contribui e muito para a popularização da bicicleta.
    Caso contrário, os ciclistas serão sempre os chatos que atrapalham o trânsito. E que ainda ficam querendo converter os outros para o ciclismo – como eu. ;-)

    Nesse caso, a célebre frase do Fábio Rodrigues teria razão:
    “Os ciclistas são os vegetarianos do trânsito”

  • Enio

    Moro no Interior de SP, aqui em volta da cidade tem muitas “estradas de terra”, pra mim elas são ótimas para dar um role. São muito calmas, pois não tem movimentação de veículos e são bem irregulares, com muitas descidas e subidas (o que pra mim é muito bom). Para andar nestes locais é essencial que a bike tenha no mínimo suspensão dianteira ou se não você terá que pedalar na maciota pra não parecer que está montando um cavalo.

    O ambiente mais natural me agrada muito, o som da bike passando pelas pedras, o visual e tudo mais. Nesses trajetos dá até para colocar um fone no ouvido e curtir um somo em quanto pedala, é muito legal.

    Pra minha sorte onde eu ando tem alguns riachos que cortam o trajeto, então sempre paro para dar uma olhada e aproveito para descansar.

    Então quem mora perto de um local assim e nunca passou na cabeça de dar uma pedalada por lá, pode ir que vai ser muito bom!

  • Raphael

    Apelido minha bicicleta, carinhosamente, de Cremilda. Sempre tive vontade de vir trabalhar com Cremilda. Pensei que uma hora andando de bike é muito melhor que uma hora no trânsito. Melhor para a saúde e condicionamento físico. Ajuda a compensar aquela cerveja do fim de semana, ou de durante a semana.
    Mas ela é desconfortável e pesada nas subidas, veloz demais nas descidas, minha mãe não curte os ônibus que passam bem perto dela e minha namorada fica preocupada com a possível chuva que eu vou levar.

    Uso a marcha leve nas subidas. Aperto o freio nas descidas. Pego caminhos com poucos carros e tento usar as poucas ciclovias que existem por aqui pelo Recife. O capacete não me protege da chuva, a proteção dele é outra, mas meu casaco impermeável quebra o galho até para cobrir a mochila. Essa pesada com
    minha roupa de trabalho. Tomo banho quando chego por lá. Deixo a calça jeans e um tênis lá no trabalho na segunda e só volto com eles na sexta. Bomba para encher o pneu e uma câmara de ar reserva são muito bem-vindas para intercorrências. Um selim confortável é indispensável.
    6.33 km e 43 minutos depois e eu cheguei. Todo molhado e um pouco sujo de lama. Cremilda ainda nem tem para-lama. Mas esse é só mais um dos acessórios que ela vai ganhar…
    Agora eu #voudebike para o trabalho.

  • http://www.facebook.com/luis.maximo.1 Luis Máximo

    Comprei uma bicicleta no começo desse ano, e digo seguramente que foi minha melhor aquisição.

    Comecei a fazer alguns passeios noturnos e já penso em dar um up na magrela.

    Só não sei se seria melhor trocar as peças da minha atual ou comprar uma melhor de vez. Alguém tem uma sugestão?

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