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Amor saco-roxo

Frederico Mattos

por
em às | Artigos e ensaios, Mente e atitude


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Quando escrevi o texto sobre solidão masculina, falei muito sobre um movimento social silencioso de isolamento, tipicamente masculino e reforçado pelo discurso do machão autônomo, autossuficiente, que não precisa de ninguém.

Quero ampliar ainda mais esse olhar.

De forma geral, o homem é educado a buscar todas as conquistas que o mundo concreto pode oferecer. Para isso, ele é treinado, direta e indiretamente, consciente ou inconscientemente, a ignorar os estímulos, ritmos e pulsações do seu corpo e do seu coração. Chamo isso de negação da introspecção ou exteriorização patológica. Ele é exposto mais precocemente que as mulheres às competições, jogos, lideranças, trabalhos corporais etc. Por essa razão levamos a fama de amadurecer mais tarde que elas. Como não, já que estamos sempre sendo esparramados ao mundo exterior em detrimento do mundo interior?

Ignoramos com muita frequência uma camada sutil de vivências que acontecem em nosso mundo interior e que determinam nossa capacidade de usufruir e experimentar abertura e felicidade genuínas.

Homem de Lata

Homem de lata: sem coração

Temos um vício emocional que recai em duas formas comuns de filtrar a realidade: busca de poder e prazer.

Na sua saga de superação pessoal, esse homem emocionalmente limitado age segundo um delírio pessoal diferenciando os outros em amigos e inimigos. Nessa luta constante para se sobrepor em meio a guerra de egos sua reação quase sempre é instintiva: corre (fuga), ataca (luta) ou se acovarda (paralisia). Todas excludentes entre si.

De forma bem concreta, acaba sempre buscando meios de se sobrepor orgulhosamente aos outros homens para mostrar quem é o melhor. Quando se percebe incapaz de vencer por si mesmo, acaba entrando num mar de submissão e conformismo, ou então adotando uma mentalidade de rebanho na qual se empodera através de algo que o representa numa onipotência suprema. Um time de futebol, um gosto musical, uma identidade qualquer. Até o seu deus precisa ser o macho-alpha perto do deus alheio.

Outra distração cognitiva que reduz sua capacidade de ação ampla no mundo é a tendência em sexualizar as relações, principalmente com as mulheres. Elas se dividem entre comíveis e descartáveis, comíveis e casáveis, barangas e ignoradas. Há uma imensidão de emoções sutis que esse homem típico ignora. Está sempre no raso e toma decisões baseadas só nessas três vertentes. Raramente o homem típico consegue ver uma mulher e se relacionar com ela sob a perspectiva de que ela é um ser humano, uma profissional, e não apenas alguém com uma vagina. Por isso acaba sendo taxado de egoísta, frio e tarado.

Com outros homens, o quesito sexualidade proibida o impede de manifestar afeto livremente, sob o temor de ser visto como homossexual.

Conheço muitos homens que só vão se relacionar com emoções mais profundas como tristeza, medo, angústia e isolamento quando estiverem com algum tipo de doença, perderem seus empregos, arruinarem seus casamentos ou estiverem prestes a morrer.

Normalmente identificamos bem sentimentos de raiva e tesão, mas raras vezes percebemos que aquela birra que temos do parceiro de escritório pode ser mais uma tristeza por não se sentir tão competente do que raiva propriamente dita. Nem notamos que estamos tensos, angustiados e com medo, e logo agarramos a mulher que temos à mão para descarregar a tensão nela por meio do sexo. Fugimos do medo contínuo por meio do prazer ou de atividades arriscadas que logo se convertem em mais angústia, como consumo de drogas.

Para ter acesso a emoções mais humanas, como abraçar os amigos e sorrir, apelamos ao jogo de futebol.

Abraço

"Ae, porra! Nosso time ganhou, tá liberado se abraçar!"

Outro dia conversava com um paciente que está à frente de um grande negócio e sofre muitas pressões externas e internas para realizar seu trabalho. Ele me falava sobre seu sentimento de isolamento na posição de liderança e como as pessoas raras vezes o percebiam triste e angustiado. Argumentei que provavelmente é porque nem ele se deu a chance de perceber isso  pois só expressava sua raiva e dominância. Dificilmente pediria ajuda, que é um ato raro da parte dos homens. Resmungar, gritar e se embebedar faz parte do protocolo, mas reconhecer suas próprias necessidades e lembrar que pode contar com os outros está longe do seu olhar.

Esse paciente complementou: “só me sinto como um cachorro que precisa passear. Se alguém me levar, eu volto a ficar bem.” Repliquei dizendo que, se ele parece um rottweiler, dificilmente alguém faria isso se ele não levasse a coleira na boca indicando sua necessidade. Ressaltei que era possível que muitas pessoas o amassem e só estivessem esperando uma única chance de fazer o impossível por ele. Nessa hora as lágrimas foram inevitáveis. Reconhecer o amor dos outros derruba qualquer gigante.

Pensem nos seus pais e avós, quantas aflições passaram, se endividando, aguentando desaforos profissionais, medos pelo sucesso e fracasso, e fechados nos seus mundos. Quanto dessa dor eles não descontavam nas esposas por meio de grosserias, sumiços, bebedeiras e violência? Quantos não buscaram amantes simplesmente para não ter que enfrentar sua sensação de derrota pessoal na frente da mulher que escolheram para si? Quantos problemas poderia ter evitado se não precisassem ser o machão inviolável? Se pudessem simplesmente dizer:

“Você está do meu lado esse tempo todo e eu nunca pedi sua ajuda. Queria que me escutasse um pouco sem me julgar ou crucificar, só me escute, me abrace e me ame.”

Certa vez eu estava tão aflito com uma série de sobrecargas pessoais que nem notei como minha libido havia baixado. Nem soube o que dizer quando fui questionado pela minha mulher sobre o pouco fogo. Mas ao toque de carinho que recebi, desabei a chorar por cerca de 40 minutos. Só ouvia o doce embalo feminino: “eu estou aqui, estou aqui, tem alguém ao seu lado”.

As mulheres, gostemos de admitir ou não, são mais parceiras quando o assunto é aguentar pressões e permanecer ao nosso lado. Nós, homens, aparentemente nos condicionamos a buscar o caminho mais curto, que evite todo tipo de sofrimento. Somos mimados e queremos alívio imediato, sem muito esforço ou complicação. Nossa resiliência é pequena e apelamos com mais rapidez a emoções pouco autênticas para administrar nossos receios.

Poderíamos sentir alegria com coisas simples, mas só conseguimos experimentar euforias esportivas regadas a muito álcool, socos, chutes e sangue.

Traduzimos a tristeza que nos abala profundamente com sinais de cansaço físico e desgaste profissional.

O amor e a compaixão que sentimos pela mulher que escolhemos se converte em trepada. Só nos conectamos à delicadeza do amor com nosso pau.

É nesse nível de pobreza interior que transitamos. Estamos completamente anestesiados. Não é à toa que nos identificamos com seriados que tratam de zumbis — somos uma horda deles caminhando sem vida genuína.

Lembre daquela vivacidade autêntica da infância em que sorrir com o riso e chorar com o choro era natural. Você reconhece os sonhos que deixamos no meio do caminho para preservar nosso orgulho pessoal?

Fotos

Se enganam os homens que veem nisso uma inversão de papéis, uma vulnerabilização ou rendição. Discordo completamente. A real conexão com as emoções autênticas podem nos possibilitar uma transformação do mundo em que vivemos. Identificar as emoções que costumamos ignorar nos coloca um passo à frente. Qualquer dificuldade se desmancha quando temos acesso ao mundo emocional. Sentimos a real coexistência sem obstáculos.

Para acessar as emoções, precisamos saber nomear, aceitar e nos render a cada uma delas, e para isso é necessário fazer uma observação silenciosa, seja pela autoanálise racional ou por alguma prática meditativa. Diminuir o volume da vida para conseguir ouvir o sutil som do coração e começar a manejar seus arranjos e melodias com maestria.

Os homens que dominam esse campo são mais carismáticos, atraentes e energizados. Eles criam livre fluxo com os outros, de tal forma que se tornam pessoas admiráveis e inspiradoras.

Suas emoções não derrubarão você. Pelo contrário, reerguerão sua capacidade de presença autêntica no mundo.

* * *

Novidade no perímetro: em breve vamos inaugurar uma coluna de perguntas e respostas chamada Dr. Id, assinada pelo nosso autor e psicólogo Fred Mattos.

Mandem suas perguntas para drid@papodehomem.com.br, colocando “Dr. Id” como assunto.

Frederico Mattos

Sonhador nato, psicólogo provocador, autor do livro "Mães que amam demais" e empresário. Adora contar e ouvir histórias de vida. Nas demais horas medita, faz dança de salão, lava pratos e escreve no blog Sobre a vida. No twitter é @fredmattos.


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  • http://www.portalhomem.com.br Fred Fagundes

    Amor dos bróders.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100002615758742 Cássio Suzuki

    Sempre achei que esse bloqueio de emoções masculinas ocorre por medo de ser visto como homossexual. Também por esse motivo que tão poucos homens recorrem a outros amigos homens para desabafarem de verdade.

    • Frederico Mattos

      Acho que não é só por isso, mas ser visto como incapaz ou fraco diante dos outros homens. Lembra que falei na distorção aliado ou inimigo? Como ele pode se mostrar fraco para os aliados e perder a reputação, ele pode passar muito tempo isolado mesmo tendo muitos amigos.

  • http://twitter.com/ratto13 Vinícius Ratto

    Agente diz que nao se importa soh para que continue tudo bem, e nao entristecer, alias nao tem nada de errado que precise mudar, a vida solteira esta boa do jeito que esta.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      agente = 007

      a gente = correto

      • http://twitter.com/ratto13 Vinícius Ratto

        ok, grammar nazi

      • Aloisio

        Tem como editar cara, vai lá..

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        yup, since 1984

        postura xiita à parte, soltamos um bom artigo sobre o que o novo disqus nos permite fazer:

        http://papodehomem.com.br/comente-como-mago/

      • http://twitter.com/ratto13 Vinícius Ratto

        Mais gramatica correta e menos ideias.

      • Reysi Pegorini

        Uma vez minha professora de português da 6ª série me corrigiu na frente de todos os coleguinhas. Eu disse: “PRA MIM FAZER”. Depois disso nunca mais errei. Todos erram, não precisa retrucar, aceite a correção e principalmente, aprenda com os erros, é mais bonito =)

      • Julio

        Eu pelo menos fico muito do agradecido quando alguém me corrige. Obrigado “professores de português e grammars nazis”!

      • Julio

        Nazi é fazer a gente ler um comentário desses, com um erro crasso de português.

    • Frederico Mattos

      Fingir que uma coisa não existe não resolve nenhum problema prático, pelo contrário pode servir como fermento para problemas maiores. Esse é o engano principal do universo masculino, deixar de lado e fingir que o problema é pequeno ou inexistente…
      Um processo maduro é lidar com o luto (qualquer tipo de perda real ou simbólica) até que ele seja elaborado e não empurrar com a barriga, pois ele “desaparece” aqui e reaparece ali.
      E isso não tem nada a ver com estar solteiro, casado ou enrolado. ;)

      • http://www.facebook.com/Jositheclown Josianne Sperançolo

        Concordo infinitamente com vc, cara !

  • Pedro

    Woah! Curti. Bem escrito e complementa o texto anterior. Apesar desse traço, eu suponho que as pessoas tendem a mudar. E isso é ótimo, pois para mudar só digredindo em público como o sr. Fred fez hehe.

    • Frederico Mattos

      Não Pedro, as pessoas não tendem a mudar (se com isso quis dizer melhorar) elas podem na realidade piorar, cronificar, inflamar ainda mais certos traços imaturos que em nada acrescentam aos outros e a si mesmas.

      • http://www.facebook.com/people/Aubert-Alves/100001239110187 Aubert Alves

        Por falar em mudar, @fredericomattos:disqus, existe algum tipo de prática que você sugira para nos sintonizarmos mais com essas emoções? Afinal reeducar-se após quase 30 anos de “abafamento” do mundo interior não acontece só por vontade, imagino.

      • Frederico Mattos

        Acho que participar de algum grupo que pratique isso, os religiosos, terapeuticos, cursos que incitem a reflexão. Terapia, meditação, trilhas, leituras, relacionamentos saudáveis, sempre estamos treinando.
        Acho que iria gostar de participar daqui e poderia ajudar muito na cabana.
        http://cabana.papodehomem.com.br/

  • Isabela

    Boa Fred! Ótimo texto! Acho que todos os homens deviam ler..

    • Frederico Mattos

      Obrigado! ;)

      O que chamou mais a atenção? O que percebe nos homens à sua volta? Seria legal dizer para que outros caras entendam isso do ponto de vista feminino.

  • http://www.facebook.com/Jositheclown Josianne Sperançolo

    Esse texto, particularmente, me fez pensar seriamente em virar lésbica !

    É claro que é uma brincadeira, mas é que não dá prá entender o fato dos homens terem exato conhecimento sobre isso, sobre essa “deficiência” e não querer mudar. Não fazer por onde. Só escrever um texto como esse – não dizendo que esse seja o propósito desse texto – e querer dizer com isso algo como “Sou assim. Me ame ou me deixe!”

    Seria muito bom que textos como esse, realmente, surtissem algum efeito ao invés de gerar comentários do tipo “é isso mesmo !”

    Seria muito bom que textos como esse promovessem reflexões.
    Muito bom texto. Mesmo.

    • Julio

      Tb acho irritante comentários que se limitam a “ótimo texto cara, muito bom!” Melhor não comentar nada!

      • http://www.facebook.com/people/Aubert-Alves/100001239110187 Aubert Alves

        Ótimo comentário! Muito bom!

    • Frederico Mattos

      @facebook-100002194316173:disqus
      Fico feliz que gostou!
      Esse texto foi escrito porque a maior parte dos homens ignora essa limitação pessoal, portanto, é muito difícil querer mudar uma coisa que não foi de longe identificada.

      A ideia do texto não tem o intuito de dizer “Sou assim. Me ame ou me deixe!” e sim “a limitação é essa, vamos fazer o trabalho emocional para tanto”

      A maneira que muitos homens conseguem se expressar ainda é “é isso mesmo” como sinal de alegria. É como se tivessem se identificados e nem sabem por onde começar, mas já criaram empatia com a ideia. Vamos incentivar, esse é o caminho!

      • http://www.estrategistas.com/ Paulo R. Ribeiro

        é isso mesmo!

    • Polygall

      Josianne já é um começo. A ideia foi lançada..toda a nossa realidade hoje, um dia foi pensada, elaborada, escrita!!

      • Frederico Mattos

        Exato! ;)

  • http://www.facebook.com/kellyncampos Kelly Campos

    Fiquei totalmente estupefada… E de certa forma triste pelo homens que passam pela vida assim: superficialmente, sem conseguir se expressar, ou o que é ainda pior, sem conseguir sentir.

    • Frederico Mattos

      Kelly, posso confessar uma coisa, superficialidade emocional não é propriedade exclusiva do universo masculino. Os homens sofrem de exteriozação patológica ou negação da interiorização e muitas mulheres sofrem de interioração patológica ou negação da exterioridade que na prática seria a tendência de confundir suas emoções com a realidade externa e achar que só porque sentem algo aquilo se torna realidade.
      Não quis entrar nesse ponto, mas a dificuldades de relacionamentos não se devem só aos bloqueios masculinos.
      Deixei claro o ponto que os homens faltam, só para alertar, já que esse é um público que tem pouco tipo de esclarecimento sobre suas emoções.
      Só não perca isso de vista, mulheres, apesar de lidar com suas emoções com mais frequência, nem por isso são mais habilidosas.

    • Julia

      Parabéns pelo texto! Só um psicólogo pra saber tão bem de nossa alma… e um poeta, é claro, hahaha.
      Infelizmente Frederico, é isso que acontece com muitos homens, aliás, eu tenho um exemplo em casa, meu pai, mas também já namorei homens assim.
      Em relação ao meu pai, eu fico triste e tenho muita dó de tudo, do que ele está perdendo, do que eu estou… mas tenho esperanças de um dia ele se abrir pra vida, acho até que um dia os netos podem mostrar iso a ele, o que eu e minha irmã não pudemos…
      Agora estou na fase de entendê-lo, embora me revolte com muitas coisas por causa desse jeitão dele, mas eu o entendo completamente, esse é um legado dele, seus pai era assim e até pior, e sei que muitos homens ainda o são hoje por causa da criação que tiveram.
      Mas sabe, nós mulhere guardamos muito preconceito de vocês também, eu vejo isso em mim, temos a quase certeza de vocês não vão nos respeitar, vão querer nos usar, etc, e terão que provar que são diferentes. Mas felizmente estou vendo tudo isso e dando chance pra vida e não pros preconceitos quanto a ser homem e mulher.
      Bj!

  • http://www.facebook.com/people/Letícia-Cardoso/100000061087979 Letícia Cardoso

    Que texto sensacional, puta merda.

    (Não consegui pensar em alguma outra coisa que pudesse expressar o quanto eu gostei haha’)

    • Frederico Mattos

      Que trecho chamou a atenção, @facebook-100000061087979:disqus . Acho muito rica essa possibilidade de troca de experiências. Estamos carentes disso. ;)

      • http://www.facebook.com/people/Letícia-Cardoso/100000061087979 Letícia Cardoso

        Cara, eu tenho muitos amigos homens. E é incrível o quanto a maioria deles segura o que sente. Parece que se expressar é ser fraco para eles sabe? Acho engraçado quando eles evitam cumprimentos, mas no estádio beijam o primeiro homem que aparece haha’

        É isso entende? Os homens tem toda a liberdade e direito de expressar o que sente. Isso não é ser fraco, tem muito mais a ver com ser humano e autêntico. Acho que fica até um pouco mais fácil encontrar o seu lugar no mundo falando o que pensa ou o que sente. Você vai encontrando “a sua turma”, o seu espaço e por aí vai.

        Tem um trecho desse filme que o homem de lata diz: “Now I know I have a heart, because it’s breaking”

        Até o homem de lata foi feito para reconhecer as suas emoções.

    • Frederico Mattos

      Já faz quase 19 horas que você postou esse comentário, agora já consegue dizer o que chamou atenção no texto, @facebook-100000061087979:disqus ? Fiquei curioso. :)

  • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

    “Se enganam os homens que veem nisso uma inversão de papéis, uma vulnerabilização ou rendição. Discordo completamente.”

    Aguardando os comentários que, sem entender o trecho citado, vão acusar o PdH de caga-regras, promotor do feminismo, pedir a volta do Dr. Love e etc.

    • Frederico Mattos

      @google-f08a9f0f7d589cb025f8edae28c45df6:disqus Bem lembrado

      Para os que entrarem por essa linha eu adianto.

      Não é possível cagar regras, ainda que se queira, quando o assunto é vida emocional. O texto aliás fala da primeira etapa que é ter consciência delas e das implicações de sua ignorância, nada mais.

      Promotor do feminismo: acho que o PdH é promotor da vida plena, e a vida emocional é parte dela.

      Volta do querido Dr. Love, retornos são sempre bons, mas novas fases (como tudo na vida) são bem-vindas

  • Haissa

    baixar a guarda, é tão difícil ver isso acontecer com os homens nos momentos em que devem olhar para dentro de si!

    • Frederico Mattos

      Sim, estamos todos aprendendo! :)

  • Bruno Cavalcanti

    @fredericomattos:disqus

    Com o devido respeito ao seu artigo, acredito que devemos ir com cautela: uma coisa é entre amigos e bebedeira de bar mostramos nossas fraquezas e em meio a brincadeiras, mostrar que a amizade masculina pode ser aquele abraço e tirar um sarro daquele amigo sentimental. Outra coisa é expor qualquer tipo de fraqueza ou sentimentos demasiados à uma mulher. Essa geralmente passa como um trator em cima disso, pois vê como um homem fraco; É só vermos á nossa volta quem está se ferrando nos relacionamentos de hoje.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Bruno, também vejo isso, mas não penso em simular ou dar uma de durão. Penso mais em observar como esse processo de se abrir a sua mulher pode ser um jeito de dizer “Olha, me compreenda, sou um homem daqueles que o Fred descreveu no PdH, me entenda, estou me abrindo, me ame, por favor”.

      Acho que a gente cai nisso fácil, fácil.

      Não sei quanto ao Fred, mas eu caio em dois palitos.

      • Bruno Cavalcanti

        @ec811c2b3ecb8c8385b627f341003ac2:disqus


        mas não penso em simular ou dar uma de durão”

        Cara, não seria nem questão disso. É, antes de mais nada, apenas sermos homens… homens bem-sucedidos nos relacionamentos pela firmeza, audácia, mistério, etc. – e não somente por fama adquirida, evidência, luxo, carros importados ou casas na costa leste brasileira. Estes últimos não são acessíveis à todos nós homens. Porém, atitude nos relacionamentos não é a mesma coisa que atitude no trabalho ou em qualquer outro lugar.

        Saliento que penso da mesma forma que o Nessahan Alita (ou vice-versa)

        Abraços.

      • Frederico Mattos

        @gustavogitti:disqus Acho que a artificialidade emocional é aquela que usa mecanismos de defesa infantis para obter recompensas emocionais superficiais. Se isso acontece sem encenações acho que toca a outra pessoa de uma maneira tão inquestionável que ela se abre também.

        Na maior parte das vezes revelamos amor como uma exigência, o que falo no texto é a revelação do amor como um presente.

    • Frederico Mattos

      Quando se fala mostrar vulnerabilidades não é necessariamente chorando ou abrindo o coração, mas antes de tudo para si mesmo.

      Quando estamos em um relacionamento corremos muitos riscos, inclusive de estar com um tipo de mulher dominadora ou sádica (como muitos homens, afinal não é exclusividade de nenhum gênero). Quando falo isso é para se abrir a partir de um tipo de relacionamento que tem solidez e foi construido pouco a pouco nesses parâmetros. Não digo de sair agindo assim indiscriminadamente.

      • Bruno Cavalcanti

        @fredericomattos:disqus “Quando se fala mostrar vulnerabilidades não é necessariamente chorando ou abrindo o coração, mas antes de tudo para si mesmo.”

        Então explica tudo. ;) Concordo plenamente apenas gostaria de ter tido essa “percepção” no teu artigo.

        Abração.

      • Frederico Mattos

        @04fadc9ef2dcf330fd07d628118f220e:disqus De qualquer forma quando temos essa autopercepção ficamos instrumentalizados para identificar pessoas ofensivas, invasivas e tóxicas. Coisa que os homens exteriorizados, competitivos e sexualizados perdem de vista.

        ;)

      • Bruno Cavalcanti

        É… e o mundo lá fora é muito mais “ofensivo” “invasivo” e “tóxico”.

        ;)

    • http://www.facebook.com/rafael.allegretti Rafael Allegretti

      Depende muito da mulher e do momento. Ano passado eu e minha noiva perdemos um filho, fiquei 3 meses sem falar sobre o que eu sentia, me fazendo de durão para dar sustentação a ela e quando eu finalmente me abri, chorei no ombro dela por uma hora. Me senti um fraco na hora, e depois eu vi que na verdade eu estava sendo muito forte em me abrir e expor o que eu sentia para alguém, nos aproximamos muito após isso e um mês depois noivamos (na época ela era minha namorada).

      • Bruno Cavalcanti


        Depende muito da mulher e do momento”

        Sim e essas são raras, rafael. ;)

      • http://www.facebook.com/rafael.allegretti Rafael Allegretti

        Eu sei, por isso que não largo mais! hahaha!

  • http://www.facebook.com/people/Daniel-Leite/100000526768896 Daniel Leite

    Texto muito bom!

    Em uma das minhas sessões de reflexão sobre o mundo, eu percebi esse fato, sem a profundidade e complexidade de um psicólogo, mas é algo que eu venho tentando mudar. E a melhora nos relacionamentos, em todos os níveis, é facilmente percebida.

    • http://www.facebook.com/people/Daniel-Leite/100000526768896 Daniel Leite

      Outra coisa… Bem comum dos homens é demonstrar afeto pelos seus amigos deturpando uso de palavras. Como: “fala seu viado!” ou “Iai filho da puta”. Pra demonstrar afeto pelo próximo sem parecer boiola.

      • Frederico Mattos

        Exatamente essa limitação que perpetuamos.

    • Frederico Mattos

      Belo esforço @facebook-100000526768896:disqus O que percebeu em especial, se puder falar, é claro. :)

      • http://www.facebook.com/people/Daniel-Leite/100000526768896 Daniel Leite

        Quando menor, até os 16 anos aproximadamente, eu era muito mais introvertido, me relacionava pouco, tanto no campo da amizade quanto com as mulheres. Percebi que me abrir mais e trabalhar na minha habilidade de comunicação seria um dos meus objetivos de melhora. Porque acredito que quando um homem para de evoluir, ele está morto.
        Hoje, prestes a completar 21 anos, percebo que a evolução foi boa. Não só de resultados externos, como círculo de amizade e relacionamentos amorosos, mas como me sentir mais apto a entender meus sentimentos e administra-los.
        São mudanças pequenas, como deixar de ser o cara que segurava cartazes nas apresentações do colégio para ser o que é escolhido para apresentar e representar a faculdade, que mostram que o esforço está recompensando.

      • Frederico Mattos

        Sim, seu processo descreve bem o que mencionei no texto, agora está registrado para outros que quiserem seguir passos semelhantes. Obrigado por compartilhar!

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Belo texto, Fred. Obrigado.

    Eu to nesse processo, cara. Bem no começo.

    Pra mim isso passa muito pelo corpo. E costuma passar também pelo sofrimento.

    Fora as dores, a primeira grande abertura nesse sentido foi via dança de salão. E depois pela TaKeTiNa.

    Falo bem pouco do coração. Quero viver mais a partir desse centro.

    Uma coisa interessante que tenho percebido é o quanto eu limitei esse processo mais de coração a uma só pessoa, uma mulher, um só relacionamento. É como se com uma pessoa eu fosse carinhoso e mais aberto emocionalmente, corporalmente, e com todas as outras eu fosse bem fechado, frio, mental, observador à distância.

    Estou sendo forçado (por vários cantos: treinamento da mente, TaKeTiNa, trabalho, Cabana, amigos) a transformar isso.

    Vamos ver.

    • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

      Eu acho que você deve ser aberto e carinhoso apenas com uma mulher, não tô entendendo qual é a desse Dr. Id!!!

      • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

        Pô, dá pra ser fraternal com mulheres. Olha a reprodução do preconceito masculino, agora pelas mulheres. ;)

      • Frederico Mattos

        Sim, dá para ser sim, são pessoas, antes de serem mulheres. Perdemos esse olhar precioso.

      • Frederico Mattos

        Eu garanto @twitter-37005361:disqus que se ele for aberto e carinhoso só com você com o tempo ele deteriorará a capacidade dele de ser humano (inclusive com você) de maneira ampla, pois estará com muitas outras pessoas, incluindo mulheres, tentando se fechar e resguardar para a donzela eleita, no caso, você.

        Isso será tóxico e deixará ele apagado e ainda contaminará as relações significativas com as pessoas que importam.

        Ps: sei que você está brincando, mas aproveitei o gancho para deixar claro isso! (está brincando, né? kkkk)

    • Eduardo Amuri

      Estou num ponto parecido, Transitando por meios diferentes (trabalho, acompanhamento financeiro, namorada, amigos), mas em um ponto parecido.

      Especificamente falando sobre “amigos”, acho que ainda exploramos pouco. Dá para expandir muito mais.

      Be open. Be fofuxo.

      • Frederico Mattos

        “Be open. Be fofuxo.”
        Adorei, @eduardoamuri:disqus !

    • http://www.facebook.com/osouzajefferson Jefferson Souza

      Fale mais sobre a TakeTiNa, fale mais.

  • Geraldo Franca

    Fred, quando você diz:

    “Pensem nos seus pais e avós, quantas aflições passaram, se endividando, aguentando desaforos profissionais, medos pelo sucesso e fracasso, e fechados nos seus mundos.”

    Essa é uma questão que toda essa geração sequer se deu conta? Essa reflexão é recente ou é possível que sempre foi vista porém deixada de lado?

    É só uma dúvida que me ocorreu e nem sei se há uma resposta.

    Ótimo texto!

    • Frederico Mattos

      Essa uma questão de todas as gerações, quando houve uma época que homens tinham abertura para falar do que sentiam?

      A prisão social que as mulheres sofreram por milênios o homem sofreu no campo emocional. Talvez poetas, filósofos e pensadores não, mas o homem típico sim.

      • Braulio Langer Fernandes

        Fred, eu achei muito foda essa sua observação sobre a pressão emocional dos homens. Seu comentário complementa o texto inteiro, que explica direitinho o que eu não consegui dizer pra minha namorada no final de semana passado.

        Eu nem lembro mais como a conversa começou, mas ela ficou putíssima quando eu disse que a vida dos homens não é mais fácil que a das mulheres só porque elas sofreram tanta pressão social o tempo todo. As vezes as feministas pensam que nós nascemos com o mundo pronto pra ser conquistado e que a única arma que elas tem é o sexo.

        Não é bem assim, não é porque o mundo é machista, que os homens estão em vantagem.

        Vejo muita mulher dizendo que não somos recriminados pela roupa que usamos, ou porque trepamos com todas. Ganhamos mais, não somos rebaixados intelectualmente o tempo todo, etc. Mas por outro lado, somos bloqueados a chorar, temos que carregar a obrigação de ser ‘o homem da casa’ quando nosso pai e irmão mais velho morrem (aconteceu comigo com 17 anos quando eu nem sabia cuidar de mim), não podemos chorar, dizer que amamos os amigos (se o fizermos, nos chamam de viadinho), nem podemos falar que fulano é bonito, não podemos ganhar menos que a esposa, se fracassamos profissionalmente somos muito mais pressionados do que as mulheres, etc etc etc etc etc…

      • Frederico Mattos

        Próxima pauta. ;)

      • Karine

        Braulio, de um modo geral a libertação do aprisionamento emocional depende da própria pessoa querer a mudança (não estou dizendo que é fácil mudar), mas a libertação do aprisionamento social depende de uma mudança profunda em toda a sociedade.
        Tipo, o que é pior homens que não se sentem à vontade por ganharem menos do que suas mulheres ou o fato de que independente do quanto trabalhem e do quanto são competentes, mundialmente mulheres continuam ganhando menos (30%) que os homens e dificilmente chegam à cargos de chefia. E neste exemplo, posso dizer que além da luta pela igualdade social, as mulheres travam tb lutas emocionais, é ainda preciso que elas mesmas se libertem da imagem de seres inferiores que tem de si, imagem essa construída ao longo de todos esses anos de inferiorização pela sociedade.
        Outra coisa, não entendo como os homens que na maioria tem as mesma queixas como as suas refutam e desmerecem tanto a luta do feminismo, se é o próprio machismo que impõe essas amarras aos homens.

      • LuizZamboni

        Na verdade, essa libertação depende da própria pessoa se ela abrir mão de se encaixar no que sociedade espera. O machismo não é exercido apenas por homens…O homem só se cobra tanto para atender as expectativas femininas, ou que ele acha são são.
        .
        A luta por igualdade do feminismo é incontestável, mas é uma luta apenas para atender as mulheres nos pontos onde são prejudicadas, o feminismo não luta para mudar a imagem do homem ideal , vencedor, que provê etc etc. O príncipe encantado, o homem ideal para as mulheres, não mudou muito, por isso os homens ainda se esforçam para corresponder a essas expectativas. .
        O que entendi do ponto foi isso e não vi contestação sobre essa luta, a contestação é que para algumas feministas, o fato de ser homem só concede vantagens e benefícios.

  • http://www.facebook.com/rafael.allegretti Rafael Allegretti

    Excelente texto! Eu passei por isso mais ou menos um ano atrás, eu e minha noiva – na época namorada – perdemos um filho. Eu fiquei muito mal, só bebia e não saía de casa de jeito nenhum. Até que um dia acabei desabafando e fiquei uma hora chorando minha frustração no ombro dela. O fato é que eu sentia que tinha falhado com ela e com a ‘nossa’ gravidez mesmo não tendo culpa nenhuma real nisso, depois de conversar com ela descobri que eu estava associando o meu ‘fracasso’ ao meu pai, que fracassou comigo e saiu de casa quando eu tinha apenas 6 anos. Em toda a minha vida foi a primeira vez que chorei no ombro de alguém e realmente desabafei o que eu estava sentindo, me senti como você descreveu nesse texto. Perfeito.

    • Frederico Mattos

      @facebook-646941368:disqus Que experiência incrível!

      Muitas vezes transferimos sentimentos de uma situação para outra e nem sabemos como e para quê. Essa associação que você fez é MUITO comum.
      Parabéns pelo insight. A partida de um filho é uma experiência única e dolorosa que muitos sequer lidam.

      • http://www.facebook.com/rafael.allegretti Rafael Allegretti

        Sim, eu estava associando a ele simplesmente pelo terrível medo que sentia – e sinto até hoje – a me tornar um homem como ele. Eu sempre tive medo de fracassar como pai da mesma maneira que ele fracassou comigo, e inconscientemente eu associei as coisas. O meu desabafo foi ótimo, minha namorada entendeu perfeitamente, me apoiou e me deu todo o suporte que eu precisava. Esse foi um dos eventos cruciais que me fizeram ‘ter certeza’ de que era com ela que eu queria ficar, que era de uma mulher assim que eu precisava. Eu fiquei três meses guardando até me abrir com ela, e um mês depois da conversa que tivemos nós noivamos. Foi uma das coisas mais intensas que eu já senti.

      • Frederico Mattos

        Lindo isso!Muitas mulheres ignoram que esse tipo de evento é mais poderoso para um homem do que um pedido de casamento. O que sela o compromisso de um homem por um mulher é o quanto ela traz um mundo emocional rico e receptivo.

      • http://www.facebook.com/rafael.allegretti Rafael Allegretti

        Exatamente! Pedir uma mulher em casamento é fichinha, agora chorar na frente de uma… mesmo que seja sua mãe, é difícil! Fora tantas outras coisas que deixamos de fazer, não só chorar, mas falar alguma coisa romântica ou sei lá. A gente tenta matar nossos sentimentos mas o máximo que conseguimos é ignorá-los e quando vemos estamos nervosos e angustiados e nem sabemos o porque… depois dizem que é fácil ser homem!

  • http://www.facebook.com/alline.paruci Alline Paruci

    Fantastico!!! Seu texto sintetizou tudo que penso sobre esse assunto e fico feliz que tenham pessoas pensando, lendo e refletindo sobre as emoções, ou falta dela na vida dos homens. Parabens Fred, vc parece ser um grande homem!

    • Frederico Mattos

      Um homem comum tentando fazer grandes coisas, nem sempre conseguindo! rsrs
      Obrigado!

  • http://www.facebook.com/PriscilaLealOnline Priscila Leal

    Suas análises são sempre muito precisas e claras. A maneira como você constrói seus argumentos prova e comprova seu ponto de vista sem lacuna alguma. E ainda o faz com amor, sem agressividade. Adoro seus textos! Obrigada e Parabéns!

    • Frederico Mattos

      Obrigado! ;)

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000299459505 Arthur Gonçalves Lima

    Caralho, to precisando passar por isso. Fred mais uma vez me fazendo ao menos tentar a começar a mudar. Obrigado, velho.

    • Frederico Mattos

      Importante não desistir e adotar um método que te ajude a evidenciar essa percepção emocional. Pelo menos para mim é muito fácil me distrair das minhas questões e olha que trabalho com isso.

  • http://twitter.com/dan_chagas Daniel Chagas

    esse é um dos textos mais inspiradores que já li. muito bom mesmo.

    • Frederico Mattos

      Valeu! O que chacoalhou você ai@twitter-70833022:disqus ?

      • http://twitter.com/dan_chagas Daniel Chagas

        “Nós, homens, aparentemente nos condicionamos a buscar o caminho mais
        curto, que evite todo tipo de sofrimento. Somos mimados e queremos
        alívio imediato, sem muito esforço ou complicação”

        Minha namorada disse isso uma vez, procuro resolver as coisas com rapidez para evitar ter que lidar com elas, digeri-las e transforma-las em aprendizado, simplesmente resolvo logo para engolir. E morreu. Em uma discussão, eu praticamente não dou tempo para pensar, quero no mesmo instante que começou, terminar. Isso sempre acumulou ressentimento e desgaste de ambas as partes, fez com que até terminassémos. Voltamos um pouco depois e os problemas persistiram.

        Esse texto abriu a minha mente para as reclamações dela, onde agora começo a ver sentido nas coisas. Posso até dizer muito obrigado por isso.

  • Reysi Pegorini

    Fred parabéns. Lendo seu texto, lembrei muito das atitudes do meu pai. Ele era desse tipo durão, não conversava muito, poucas vezes ouvi um Te AMO filha, ou até mesmo demonstrações de carinho com a minha mãe. Porém tivemos uma reviravolta na família, mais ou menos a 5 anos, quando descobrimos que meu irmão mais novo, era mais uma vítima das drogas (sim, acho que são vítimas). A situação mudou, não sei se ficou mais sensível ou se o sentimento de culpa caiu sobre ele por tudo que aconteceu durante estes 5 anos. Hoje, ele diz EU TE AMO, chora por qualquer coisa, mas nunca desabafa, nunca fala o que está sentindo e isso afeta muito sua saúde mental e como efeito cascata a saúde física também. Obrigada pelo texto, vou imprimir e dar pra ele ler quando for visitá-lo em breve. Sucesso na coluna Dr. Id =)

    • Frederico Mattos

      Com certeza, faça isso sim, será valioso ele entender que emoções fortalecem e não enfraquecem! ;)

  • http://www.facebook.com/raqueltorres Raquel

    “Ressaltei que era possível que muitas pessoas o amassem e só estivessem esperando uma única chance de fazer o impossível por ele. Nessa hora as lágrimas foram inevitáveis. Reconhecer o amor dos outros derruba qualquer gigante.”
    Muito bonito. Parabéns pelo trabalho.

    Uma das coisas que mais faz uma mulher em uma relação feliz: quando um homem a trata como uma igual. Não como um um bibelô e nem como uma vagina. Mas como uma amiga – além de amante. Quando pede opinião ou mesmo quando discute e mantém seu argumento, independentemente de um possível “choro fácil”. Também temos muito a aprender com vocês: para de apelar para sentimentalismos (… não que todas façam isso), parar de nos colocarmos tão dependentes das relações, de deixar que emoções afetem tudo ao nosso redor, dentre outras coisas. Ainda temos muito o que aprender uns com os outros. Ainda bem. :)

    • Frederico Mattos

      Obrigado.

      Bela reflexão!

    • Karine

      Raquel, sinto exatamente isso que vc falou. Também não conseguira estar numa relação em que não fosse tratada como igual, e também acho importante estarmos abertos para aprendermos um com o outro, acho que é por isso que que muitas vezes pessoas diferentes se atraem, pois o diferente nos ensina, ajuda a manter uma dinâmica e curiosidade no relacionamento. Que bom que podemos sempre aprender com os nossos lindos e eles com a gente :)

  • ricardo marques

    acho que me sinto como uma criança dentro de um blindado…pois minha imaturidade é blindada, inerte, praticamente imutável…e digo mais: não percebo o amor nem querendo…imagine quando não me interessa…brigo desde sempre com meus pais e a tendência é só piorar…já percebi que ficarei preso no espectro da criança e estou tomando as medidas necessárias para evitar mais sofrimento…comprar um apartamento, morar sozinho e evitar companhias…viva a solidão, senão há outro remédio!!!!!!!

    • Frederico Mattos

      A solidão é a solução fácil para quem não quer se mover. Comece com pequenos exercícios de se perguntar o que está sentindo naquela hora. Vai começar a confundir sensação com sentimento, mas já é um começo. Depois se pergunte as razões e com o tempo verá que construiu um repertório emocional vasto.

      O que não pode é ficar parado, ou até pode, com a pena de viver numa prisão perpétua.

  • Vinicius Bastos

    Se todas as pessoas, independente do sexo, engajassem na busca do auto-conhecimento utilizando o tempo que passam inflando seus egos nas redes sociais, o mundo seria muito melhor. Terapia, meditação e respiração deveriam ser matéria obrigatória nas escolas. Quem sabe teríamos mulheres menos independentes, homens mais sensíveis, adolescentes normalmente revoltados e mais pessoas do bem.

    • Frederico Mattos

      Penso o mesmo, mas sempre temos uma desculpa para adiar a felicidade, né?

  • Emílio Norbert

    Porra, cara! Caiu como uma luva.
    Baita texto, baita ideia, baita pensamento. Com certeza vou me dedicar para melhorar como homem nesse quesito e buscar mais o conhecimento pessoal. Valeu, Fred!

    • Frederico Mattos

      Isso é fundamental, @emlionorbert:disqus ! [ ]

  • Polygall

    Fred, adorei o seu texto, fantástico!! Sempre mto claro e preciso não só no texto, mas também nas respostas, mantendo um dialogo sensato, cortez e coerente com as mensagens que constantemente tem compartilhado em seus artigos…isso faz toda a diferença!! Obrigada e meus parabéns!!

    • Frederico Mattos

      Obrigado! :)

  • Pingback: Amor saco-roxo | Sobre a Vida

  • alex

    Que texto foda. Tava precisando ler isso. Me vi em vários pontos. Em outros o que já fui, e espero voltar a ser. Psicologia vale a pena se botarmos pra funcionar fora do mundo das idéias. Grande abraço rapaz.

    • Frederico Mattos

      Não há caminho sem volta, mas não espera muito! Vamos em frente! ;)

  • fred

    Parabéns pelo texto, tu tem feito textos muito fodas ultimamente, me fazendo pensar nas coisas em outra perspectiva, obrigado!

    Os sentimentos são resultado de milhões e anos de evolução, não é possível que eles existam apenas por existir ou ferrar com nossas vidas. Deve ser algum tipo de ferramenta que desenvolvemos no decorrer da evolução, porém a maioria dos homens (assim como eu) não sabe usá-la.

    Abraço!

    • Frederico Mattos

      Tente e treine à exaustão, pode parecer campo minado, mas é o que nos faz sentir a satisfação de saber que somos amados ou que a vida é significativa.

      Abraço

  • foguetevermelho

    Muito bom. Acho que por isso às vezes arranjamos amigas mulheres, com elas podemos desabafar.

    Meu pai sempre foi muito fechado e sinto falta de ser mais amigo dele. Já tive raiva dele por isso, mas depois aprendi a amá-lo melhor do jeito que ele é.

    Parabéns pelo texto, espero que continue contribuindo bastante aqui no PdH.

    PS: Parabéns aos editores do PdH. De uns meses para cá tenho notado um aumento substancial na qualidade dos textos aqui.

    • Frederico Mattos

      Pois é, mais uma dica de que podemos agir de outro jeito, comparo o homem que não lida com emoções com o jogador de futebol que pega a bola e não olha para o campo e os colegas e chuta de qualquer jeito. Diferente daquele que levanta o olhar panoramicamente e coloca a bola na cara do gol para o amigo emendar o chute fatal.

  • don luidi

    Poderíamos sentir alegria com coisas simples, …

    Eis aí um belo começo para se ter uma vida saudável e feliz. Devido ao stress e a correria da vida moderna, automaticamente tendemos a deixar passar as coisas simples do dia, seja ouvir um sabiá cantando numa árvore ou apenas um você é importante pra mim.

    Outra coisa, acho ridículo achar que o ‘homem sentimental’ seja taxado de gay. Tudo bem que no inconsciente feminino o homem que as atrai seja o cafajeste (estou mentindo?). Demonstrar seus sentimentos, suas fraquezas não é demérito algum, na minha concepção, somos todos tão pequenos e aprendizes. Precisa é ter muito saco roxo pra ter coragem de dizer ‘sou um bosta’, ‘não sei fazer isso, pode me ajudar?’, ‘me cago de medo de N coisas’, ‘estou carente’.

    O ‘ estereótipo machão’ pregado como ideal masculino, com o tempo só acaba alimentando tristezas e rancores internos que vão dilacerando a identidade do homem.

    Óbvio que não podemos ‘ficar choramingando’ por qualquer coisa, porque isto também nos faz mal, nos minimiza e repele a ala feminina. Tudo é questão de escolher a hora certa e o meio termo. Tem horas onde precisamos demonstrar sutilidade, gentileza, noutras temos que demonstrar força.

    • Frederico Mattos

      Temos o hábito de associar a ideia de revelar sentimentos com ser mimimi coitadinho. Isso já é o preconceito estabelecido.

      Emoções tem repertórios vastos não só tristeza que é bem diferente de autopiedade.

      Obrigado por compartilhar, @534492be50ad7f7e0c352702b5681a10:disqus :)

  • http://www.facebook.com/people/Breno-Caíque/100001043598134 Breno Caíque

    Falta referências amorosas masculinas para termos uma visualização futura de que é possível crescer e amadurecer emocionalmente. E quando falo nessas referências não me limita aos pais, mas aquela figura que temos como espelho de nossos desejos. Lendo esse texto me lembrei do meu pai, que com toda limitação intelectual seu lado emocional se sobrepôs de tamanha maneira que o amor por seus filhos se elevou. E mostrou que homem que é homem ama e se deixa amar…

    • Frederico Mattos

      Belo convite feito a si mesmo, seja essa referência para as próximas gerações. ;)

    • Tam

      Que lindo! Você é um rapaz de sorte! Até que meu pai demonstra amor, mas eu tive que correr muito atrás dele e levar muita patada pra isso! kkkkkkkkkkkkkk

  • Bruno

    Ainda tentando digerir o texto, excelente texto contudo é um forte soco no estomago.

    O casamento, e a paternidade me fizeram ver isso. de forma as vezes assustadora..

    Parabéns e boa sorte no Papo de homem.

    • Frederico Mattos

      Valeu! As vezes vai na marra mesmo.

  • andré domingos

    demonstrar as nossas emoções não nos diminui jamais.

  • Willian Molinari (PotHix)

    Æ!!

    Texto muito bem escrito, parabens!

    O que eu achei estranho no post foi que realmente existe gente que guarda esse tipo de sentimento e descarrega em sexo ou futebol. Eu sou bem pouco sociável no geral, mas sei o que eu preciso falar e para quem eu quero falar, e isso já resolve. Nunca descontei um problema de trabalho em ninguem, mas sempre que possível comento com algumas pessoas mais próximas sobre eles para conseguir informações diferentes.

    Eu estou longe de ser o cara que sai abraçando qualquer colega por aí (para ser sincero, acho isso bem bizarro), mas não tenho medo de dar um grande abraço nas pessoas que eu realmente gosto, como os poucos amigos que tenho e meus familiares mais próximos, as pessoas que eu posso conversar livremente sobre o que eu quiser e conseguir informações sensatas.

    O texto é muito bom, mas eu gosto de interpretar da forma que eu disse acima, espero que as pessoas não interpretem diferente e saim agindo estranho e demonstrando todo o seu amor por todo e qualquer colega com abraços. Eu não gostaria de ser abraçado (não estou falando daquele simples tapinha nas costas) por qualquer colega.

    Essa é a minha interpretação. :)

    Há braços

    • Frederico Mattos

      Valeu, mas honestamente, o que importa de fato a opinião de um monte de estranhos que não tem nenhum significado concreto na sua vida e dar um abraço honesto num amigo que acabou de perder sua mãe. Vai esperar chegar num lugar reservado para acolher o seu brother?

      Dar maior peso a um estranho do que a uma dor?”Ah, Fred, mas aí é diferente!”
      Não, não é, se fosse alegria também não seria. Não vou me pautar por 6 bilhões de outros, né?

      • Willian Molinari (PotHix)

        Essa resposta foi meio difícil de entender… Não sei se eu expliquei errado, mas não disse em nenhum momento que não abraçaria um amigo de verdade em um momento ruim. Quanto a pessoas aleatórias, eu realmente acho que não faz muita diferença o quantidade.

        Mas sinceramente não entendi o que você quis dizer no comentário.

    • http://www.facebook.com/people/Isa-Belli/1584206490 Isa Belli

      @2f09c56a60d46c8ad42fc646af73a6bb:disqus não se preocupe! Rs.Por mais esforço que seus amigos façam, não é assim do dia pra noite que as mudanças acontecem. Desconstruir hábitos é uma tarefa árdua. Um cara que passou a vida toda recolhido não vai virar “amigo da garotada” do dia pra noite. Relaxa.

  • Gleidson

    “É nesse nível de pobreza interior que transitamos. Estamos completamente anestesiados. ”
    Boa Fred. Estamos juntos nessa busca. Notei que quanto mais conseguimos expressar nossos sentimentos, ideias, críticas… as coisas parecem fluir melhor, sem peso, sem tanta tensão. É o lance de botar p fora, deve ser.

    Um pequeno desabafo inspirado pelos tapas na cara do pdh: http://migre.me/a6PRi

  • http://www.facebook.com/people/Isa-Belli/1584206490 Isa Belli

    Fred, tanta coisa passa pela cabeça ao ler seus textos… Não consigo começar um comentário por qualquer coisa que não seja um profundo agradecimento pelo que tem feito por aqui: muito obrigada! Você, com essa cara de menino e essa escrita gentil, está prestando um serviço de utilidade pública para a humanidade. O que você escreve é certeiro, lindo, claro e útil. Tira o pó dos nossos corações, homens “perdidos” e mulheres “cansadas”, que nos tornamos nessa vida de desencontros. Fico ansiosa pelos seus textos – e pelas maravilhas que eles incitam. Mais uma vez, obrigada! Bj.

    • Frederico Mattos

      Caramba! “homens “perdidos” e mulheres “cansadas”", bela descrição!
      Obrigado! ;)
      bj

  • Caetano

    Fred, um artigo muito bom. Seus textos tem me induzido a refletir bastante sobre minhas posições(como aquele da Solidão Masculina). Essas reflexões estão me tornando uma pessoa diferente. Não sei se melhor ou pior, mas diferente. Valeu!

    • Frederico Mattos

      Diferente já é um bom começo! ;)

  • http://twitter.com/Margonari2 M

    Nossa q texto mais verdadeiro e sensato que eu já li nesse site! Parabéns :))

    • Frederico Mattos

      Obrigado!

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001683998983 Ana Ribeiro

    Cara, onde você atende? Provavelmente não é em brasília né? :

  • http://www.facebook.com/marcoshenrique.limasantos Marcos Henrique Lima Santos

    Muito bom mesmo! Eu geralmente tento levar os acontecimentos com o seguinte pensamento : “A vida é assim mesmo, não é pra ser fácil, vamos ser realistas!” e assim vou levando. Esse texto me mostrou que se eu demonstrar e falar mais sobre minhas emoções
    será bem melhor do que guardar tudo e ir levando.

    • Frederico Mattos

      Exatamente, guardar não resolver, as vezes piora. Comece a se abrir em áreas de segurança, com pessoas queridas.

  • http://www.facebook.com/gus.chagas Gus Chagas

    Sou leitor assíduo do Papo de Homem… a qualidade dos textos é, às vezes, surpreendente – em especial os do Frederico Mattos. Já li tanto acadêmico que elucubra as coisas mais “psicológicas” mas nunca escreve algo que pode de fato ajudar a alguém. E isso é porque, para ajudar, para fazer conhecer e ensinar, é preciso generosidade. Fred Mattos é um homem generoso.

    • Frederico Mattos

      Obrigado, Gus, todos somos, alguns deixam isso adormecido. Seu elogio prova que você não está anestesiado. ;)

  • max

    muito bom seu texto, cara. Parabéns.

    • Frederico Mattos

      Obrigado, Max!

  • Pedro

    “Ressaltei que era possível que muitas pessoas o amassem e só estivessem esperando uma única chance de fazer o impossível por ele. Nessa hora as lágrimas foram inevitáveis. Reconhecer o amor dos outros derruba qualquer gigante.” Pena que muito de nós só percebeu isso tarde demais, no fundo de uma garrafa de vodka.

    • Frederico Mattos

      Isso aconteceu contigo ou alguém que conhece? Seria legal comentar, afinal nunca é tarde pra recomeçar.

  • Guilherme Decnop


    Identificar as emoções que costumamos ignorar nos coloca um passo à frente”

    Essa identificação passa, necessariamente, por um conhecimento mais profundo de si mesmo?

    “Os homens que dominam esse campo são mais carismáticos, atraentes e energizados. Eles criam livre fluxo com os outros, de tal forma que se tornam pessoas admiráveis e inspiradoras. ”

    Isso é inegável. Passo por isso, é o lado bom.

    **
    Ademais,

    sou o avesso de muito do que se escreveu. Me sinto bem diferente da esmagadora maioria e, portanto, um tanto à margem das saudáveis relações afetivas por falta de párea sensibilidade das mulheres. Pois sou muito emoção, sinceridade e energia.

    Quanto ao machismo um tanto imposto pelo meio em que vivemos, de certa forma deixei de lado (óbvio que se manifesta em muitas ocasiões). Desde 2002, após o falecimento de um amigo-irmão, abraço e falo que amo os meus amigos sem pestanejar.

    Por derradeiro, a minha presença autêntica no mundo é de muita luz (sinto e dizem), todavia, como sinto, por vezes, que me derrubou.

  • disqus_8O6CuolNcZ

    Não li todos os comentários, nem sei se alguem já fez essa referência.Mas eu gostaria de recomendar a música “super-homem” do gilberto gil que explora bastante o conceito abordado no texto. Sensacional inclusive. Hoje consigo ver o quanto esta forma covarde de resolver as coisas do jeito mais rápido possível é prejudicial pra todos nós.

  • Diogo Martins

    Cara, esse texto ficou excepcional.
    Como disse o Gustavo, logo abaixo, eu também estou passando um pouco por essa transição.
    Estava me entupindo de trabalho e uma forma de sair disso era por meio de saídas com muita bebida e vários “pequenos relacionamentos”, com diversas mulheres, conheci muitas, mas me encontrei pouco ou nada nelas.
    Faz exatamente um mês que estou fazendo um tratamento e parei de beber. E, nos últimos dias, consegui enxergar as inúmeras fugas que criamos ao longo da vida, do dia-a-dia, por meio destas pequenas coisas, ao invés de encarar de frente algumas coisas e “lutar”, como você coloca.

    Vários pontos me tocaram bastante nesse texto, mas esse que destaquei foi o mais importante.

    Quero ler ele novamente, num futuro próximo.

    Obrigado, de verdade, cara!

    Um abraço

  • Denise

    Fred, acabo de ler seu texto (enviado para mim pelo meu filho). Fiquei minutos seguidos me deliciando com sua análise. Essa primitividade dos sentimentos masculinos nunca foram tão bem abordadas. Que loucura! O que fazer? Sou uma mulher com três homens em casa e minha luta diária é acender essa emoção que descreve como essencial para a plenitude individual. Venho de família que potencializa emoções e, via de regra, exacerbo na provocação diária para desenvolvê-las nos homens de minha casa. Meu marido, neto de cangaceiro, acredita que tudo se resolve na marra. Fala dessa linhagem como se fosse um troféu pessoal. E, meus filhos, acreditam piamente que o orgulho e a arrogância são sinônimos de “poder”. Minha gratidão pelo texto. Se meu filho me enviou, foi por que você despertou, nele, um reconhecimento que, repetidamente, eu provoco. Obrigada!!!

  • Guilherme

    Nossa cara, ótimo texto! Não conhecia o blog, primeira vez que venho aqui. Gostei muito, vou dar uma olhada no seu trabalho… esse texto está excelente. Parabéns.

  • http://www.facebook.com/matheus.quirino.7 Matheus Quirino

    Parabéns. Mudo me umodo de pensa em relação a algumas coisas. Ótimo texto. :D

  • SonnyAllan

    Cara, eu me acho extremamente carismático, amigável, e amável. Não sofro com um isolamento emocional inconsciente. No entanto, me mantenho isolado em certos ponto por livre vontade.
    Valorizo o auto sacrifício, a capacidade de absorver problemas por si, a capacidade de ser uma rocha, um muro, uma proteção para os outros. Não foram poucas as vezes em que ‘chorei na chuva’ para proteger pessoas, para não lhes oferecer os meus problemas, e mesmo assim dava o meu melhor a elas, sorrisos, abraços, carinho, paixão.
    É um isolamento emocional consciente, quase como um complexo de super heroísmo.

  • Ali Coyoti

    Cara, que texto fabuloso. Acho que é o primeiro texto teu que leio. Acho que o primeiro passo é admitir que me identifiquei muito e cheguei às lagrimas ao ler o texto e paralelamente ter lembranças que exemplificam o que dizes. Acho que li em Camus, A Peste, que estamos tão preocupados com nosso espaço e individualidade e sexualizamos tanto nossas relações que esquecemos como o calor humano é bom e necessário. Enfim, achei tão esclarecedor que sei que terei que relê-lo daqui a algum tempo, para ter a certeza de que não caí na armadilha de novo, ahahahahah. Abraços e obrigado.

  • LuizZamboni

    Vendo os comentários de tanta gente que já foi reprimida(sem ofensas ninguém)…Nossa, eu me vejo muito a frente, hoje talvez.

  • http://www.facebook.com/osouzajefferson Jefferson Souza

    Esse Fred sabe muito.

  • nicuri

    muito bom… :)

  • Bruno Leão

    Excelente texto. Irá me render uma longa e muito prazerosa noite de conversas no bar. O homem realmente precisa de uma ‘emancipação’. Como você diz, aprender a dialogar com os sentimentos é um caminho.

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