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A geração Y (e o que ela pode aprender com a X)

Leonardo Luz

por
em às | Trabalho e negócios


Nota do editor: recentemente a agência de pesquisa brasileira Box1824 lançou o vídeo abaixo. Nele, as diferenças entre as últimas três gerações são exploradas em contraste à geração Y, da qual você faz parte se nasceu entre a década de 80 e o início da década de 90. 

O vídeo é interessantíssimo e oferece contextualização necessária para o texto que vem a seguir. Essencial assistir antes de ler.


Vimeo | Você se identifica?

Depois dos cínicos e gananciosos nascidos sob a égide da chamada geração X, eu poderia jurar que a próxima letrinha nessa sopa viria a descrever algo próximo aos hippies, uma geração que retomaria os valores da arte e dos cordões de missangas com cabelos pelos ombros e bolsas de couro. Se tivesse apostado, teria perdido. A geração Y é, na verdade, a geração X que fala mais palavrão e não gosta de receber ordens. Não vejo como nada além disso.

Me preocupo muito de estarmos vendo crescer uma geração de gerentes mal educados e diretores descoladinhos e resmungões. Nasci em 1980, mas não comungo dos valores da geração Y em nenhum aspecto. Nenhum. E o principal deles é talvez o maior motivo de indignação de um membro desta geração quando falo à respeito: eu não sonho em ser empreendedor.

É, simples assim. Eu já tenho uma profissão, tenho algo que, sem falsa modéstia, faço muito bem, que é escrever. Por que diabos sonharia em abrir um negócio? Posso até acabar fazendo isso, não cuspo para o alto, mas já tem algo que faço bem, e me contento em ser (bem) pago por isso.

Ao contrário dessa geração, não tenho o menor problema em ter chefe. Sou old school em se tratando de trabalho: eu faço o meu, você me paga e todos ficam felizes. Sem mistério. Para mim, ser bem remunerado pelo meu trabalho é o suficiente.

Não tenho essa necessidade de ter uma caneca escrito “The Big Boss” nem de ser capa da revista tal como “o empreendedor mais jovem de Iguaba Grande”. Não sonho em vender uma empresa para o Google nem em dar palestras sobre empreendimento aos quinze anos de idade. Só quero fazer o meu trabalho bem feito, ser pago para isso e ir para casa. Mas para a geração Y isso parece ser mais do que um crime.

Tom Hansen

Qual o problema em ter um emprego normal, Tom?

Dez entre dez membros da geração Y sonham em empreender, odeiam ter chefe e só pensam no dia em que vão ter suas próprias empresas cheias de brinquedos em cima da mesa e frases motivacionais pelas paredes. Já eu não tenho desejo algum de ir a reuniões com investidores vestido de pantufas e camisetas engraçadinhas. Minha meta de vida não é trabalhar deitado em pufes, tomando café e postando fotos hiper-expostas das formigas da parede. Meu objetivo profissional não é ter uma empresa de paredes coloridas onde todos tenham cargos com nomes importantes – me perdoe aí, Vice-Presidente Organizacional de Inventário ou coisa que o valha.

O que me intriga é que esse “sonho” de empreender é, muitas vezes, um sonho vazio. Parece que o que importa é abrir uma empresa. Aliás, empresa não: uma start-up. Mas de quê? Ora, quem se importa! Seja você dono de uma recicladora de lixo ou de uma agência de porquinhos da índia adestrados, o que importa é empreender, não ter chefe e poder espalhar quadros com frases de cinema pela sua sala.

Outra grande aversão que eu tenho à geração Y é que, para muitos deles, a aparência importa mais que o próprio trabalho. Parece que chegar em uma reunião de patinete meia hora atrasado é mais importante do que o trabalho que você trouxe debaixo do braço. Pouco importa se você tem um ótimo trabalho; o que importa é não se vender e não usar camisa social e gravata. Conheci dezenas de profissionais da geração Y que tinham uma ótima fama. Eram considerados profissionais renomados. Mas só até que você visse um trabalho deles. A aura de bom profissional era sustentável em si mesma, e não amparada pelo trabalho em si, porque em muitos casos eles priorizam a imagem em detrimento do próprio trabalho. A prioridade não é ser um bom profissional, mas apenas parecer um.

Pelo modo como percebo as coisas, a geração X nos deixou três grandes ensinamentos:

  • Se preocupe mais com fazer do que com ser. Por sua vez, se preocupe mais com ser do que com parecer.
  • Chefe é apenas uma condição. Ninguém é chefe, e sim está chefe. Talento, por outro lado, não é uma condição. É para sempre. Então, se você tem um talento, não se preocupe em não ter chefe. Mas se você é chefe, ainda assim procure o seu talento. Fazer bem o seu trabalho é o principal. Ser chefe é secundário.
  • Se você tem um talento, pouco importa se você se veste descolado ou como um vendedor de seguros. Um gênio mal vestido é um gênio, enquanto um idiota bem vestido continua sendo um idiota.

A geração Y deveria se lembrar mais deles.

Leonardo Luz

Fã de polêmicas, adora cutucar onça com vara curta. Também detona no blog "Eu e Meu Ego Grande".


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  • Relri

    kkkkkkkk Boa. É o primeiro texto que leio alguém que está pouco se fodendo em empreender. Sinceridade é tudo.

  • http://twitter.com/guijermoacunha Guilherme Cunha

    Cara, concordo em quase tudo com o que disse… Discordo apenas em vc dizer que “Dez entre dez membros da geração Y sonham em empreender, odeiam ter chefe e só pensam no dia em que vão ter suas próprias empresas cheias de brinquedos em cima da mesa e frases motivacionais pelas paredes”. Sou nascido em 1983 e assim como vc, acho que chefe não é tão ruim e gosto do ritual: trabalho, recebo, tá tranquilo! Sou funcionário público e o número de concurseiros e a dificuldade de um concurso público demonstram que muitas pessoas, entre 18-30 anos, estão buscando sim a estabilidade e a relação chefe-funcionário que o cargo público oferece. Mas concordo que mtos dessa faixa etária sonham com o empreendedorismo citado, mas acho que o foco são as altas cifras de venda e a possibilidade de ficar rico jovem e não pela “obra” em si.

  • Polygall

    Olá Leornardo eu tb sou da geração Y e não me enquadro nestes “padrões” denominados por uma simples letra – acho que somos mais do que isso e influenciados por muito mais coisas. Na verdade acho pessímo qualquer estereótipo, e me recurso a qualquer pré-julgamento em cima disto. Sou uma pessoa com metas e sonhos, hora acertando, hora errando…e isso com certeza tem influencia na geração que nasci, mas não foi só isso que determinou o caminho que quero seguir. Não compactuo desta visão corporativa onde o cara descobre o seu ano de nascimento e logo vem definindo (como em um horóscopo) o seu “estilo” – “Hum..vc nasceu em 83? Ah já sei…é criativo, não gosto de chefes e não aguenta reuniões mais do que 1/2 hora!” – Porra, não sou tão criativa assim, adoro minha chefe e quanto as reuniões, tenho toda semana com duração minima de 3 horas…e tudo bem!!. Acho que, ou os caras precisam definir melhor essa sopinha de letras, ou algo está errado…talvez fomos registrados com 10 anos…quem sabe?!..rs.
    Alias, tenho outra teoria (bem doida) para esse inicio de gerações….
    No princípio havia o caos, instintos primitivos alienantes e nós éramos da geração S de Sexo. O sexo era o centro do ser. Antes, privilégio dos mais fortes, tornou-se universal aí veio a geração US que encheu a terra de gente violenta e promíscua (nossos ancestrais). Daí com tanto Universal Sex precisaram inventar alguns Deuses que abominavam promiscuidade (a geração S tentou ressuscitar seus valores com o Deus Baco mas não conseguiu). A geração US inventou armas também e inventaram um pouco de trabalho também (A geração US construía pirâmides para manter o povo ocupado).
    Com tanto trabalho e tesão reprimido, precisaram inventar o dinheiro para dar um objetivo ao povo, iniciava-se então a geração US$ que inventou Navios, a América (Oh God Bless America) a maquina a vapor e o MAsterCard para todas as outras coisas.
    Só que esta geração US$ se dividiu em duas: uma, que valorizou o $ e gerou muita vaidade, alienação e instabilidade social, e muita guerra com efeitos tecnológicos, GPS e até o Green Peace. Surgia então a necessidade das pessoas terem diversão. Encontraram onde? Em Woodstock e com a WWW (uma nova divindade), surgia a geração WU$ que ganha dinheiro e gasta tempo na internet, que faz até sexo na internet e consegue (pasmem) cometer crime numa coisa que não existe mais existe (a internet), esta geração se encheu de dúvidas mundiais eletrônicas substituindo a letra W pela letra seguinte que simboliza a incógnita o X e inventou outras gerações para ficarem duvidando de que gerações eram…, somos nós, portanto da geração X?U$.
    A outra parte da geração US$ focou mais no S de sexo mesmo, tirou toda Universalidade fechando-se em uma ostra continental (Geração S$) e continuou se reproduzindo… sexo, sexo, sexo, sem dúvida alguma, sexo. Na dúvida? Sexo. Pra que $ se temos sexo?…. e graças a um Lobo Mao com seu chapeuzinho vermelho, juntou várias vilas bem Pequim-nininhas que não continuavam fazendo muito sexo enquanto mandavam beijing para o resto do mundo.
    Agora, tornando-se muito populosa esta geração que deu origem ao Made in China e anunciou sua vinda com 1.000 estrelinhas de natal a U$ 1,99 e nomes engraçados, pulou a fase de dúvidas da geração X?U$ e passaram para a letra seguinte Y. Gostaram tanto da letra Y que inventaram o Yuan e encolheram o US$ e deixaram mais uma dúvida para a outra geração que sempre está cheia de dúvidas (1Y=X?U$) o que gerou muita instabilidade no mundo…mas deixa claro que até no mundo $exual, quem decide o futuro das gerações é sim é a letra Y, seja ele um cromossomo uma moeda… eu acredito em Y.

    • http://twitter.com/guijermoacunha Guilherme Cunha

      Caralho… Gata, que viagem louca é essa???
      Mas curti e, nem sei se é pior, entendi!!

    • Luciana_Marques

      Ca-ra-le-o!!! Ri muito com o seu comentário…

      Puxa, se arrumá-lo bonitinho vira uma crônica fácil!

    • odairsk8

      hahahahaha … da até para escrever um livro … gostei da sua teoria …

    • Joe Ramirez

      Excelente teoria!

    • http://www.facebook.com/smilleysousa Smilley Sousa

      hhahahahha Curti mesmo, não sei o motivo, porém faz bastante sentido!

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      curiosidade não relacionada ao comentário da Polygall diretamente:

      todos assistiram ao vídeo, na íntegra?

      é bem chave pra discussão toda fazer sentido.

    • Felipe Cardoso

      insPiradaço! Parabéns pela visão de mundo e correlações adorei todas, mas a do Woodstock em WWW me ganhou! A do Lobo Mao então… ViSH!!!!

    • http://about.me/roh Rodrigo Santos

      Eu sou da geração Y e não me enquadro na maioria, entretanto alguns pontos são verdade pra mim. Não odeio chefe, e não me sinto bem liderando uma equipe. Se tiver que fazer isso um dia, é cada um por si e competência dos parceiros, se não tem competência manda embora. Mas tenho um puta talento e confiança em mim mesmo pra empreender coisas, ser um braço direito do chefe.

      As gerações dizem algo bem geral, no contexto de ver o que as pessoas pensam. Eu acho isso interessante, mas é claro, há muitas divergências mas sempre algo em comum. O que a geração Y tem em comum e a Luciana explicou, o vídeo mostrou: realização pessoal. Eu tenho uma meta de realização pessoal e quero alcançá-la.

      Eu não ignoro os estereótipos justamente por isso: eles sempre querem dizer o que a maioria pensa e tem em comum, eles não dizem se fazem tudo igualzinho ou não. Depende da personalidade, da vivência da pessoa saber o que ela exatamente faz. Aqui só estamos falando da maioria notória. Sociologia é algo complicado pra burro e nunca vai englobar 100%. Os que fogem da especificação são pessoas originais.

      PS: seu comentário é divertido e verdadeiro.

    • Carol Luz

      Que ótimo comentário!

  • Danillo

    Gostei do texto, sinceramente esse negócio de “geração x,y,z” é totalmente descartável para mim; eu sei que não é regra e sim um parâmetro, mas soa como uma forma de generalização.

  • Sete

    O texto eu até li e gostei, mas esses comentários gigantes…. Na mina modesta opinião, o que importa é vc está feliz com o que vc faz.

    • polygall

      Leia os comentários cara, para depois palpitar. Ou não leia, mas também não palpite. Do contrário vai falar bobagem!!

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Sete, encorajamos discussões amplas – o tamanho dos comentários é detalhe, importante serem úteis e terem clareza.

      O próprio comentário da Polygall tem ótimos ganchos para avançar a conversa. Porém, tem uma formatação confusa, meio truncada, que pode afastar alguns.

      A escolha em ler vai de acordo com seu interesse no papo proposto.

      Por fim, recomendo a todos darem uma lida nesse texto recente:

      Use os comentários como um mago
      http://papodehomem.com.br/comente-como-mago/

      • polygall

        Olá Guilherme, vc tem razão!! A pressa é inimiga da “perfeição” ou pelo menos de uma boa formatação.

  • Luciana_Marques

    Entendi a crítica e concordo que em alguns ambientes ela se faz coerente.

    Mas…

    Retomando o vídeo, na geração Y SUCESSO = PRAZER.

    Sou dessa geração, e vivo essa máxima.

    Se seu prazer for garantir o seu no fim do mês e poder planejar sua vida, ótimo! Se for ser dono de uma espelunca qualquer, fantástico! Se for viajar pelo mundo e escrever sobre isso, maravilhoso! Se for passar em um bom concurso público e deixar as barbas de molho, indescritível!

    Tenho a impressão de que essa ideia de geração de donos, chefes ou empreendedores é uma criação midiática. Entre amigos e conhecidos da mesma geração, o que vivencio é a busca pela realização pessoal, pelo prazer em trabalhar; é a busca de fazer do seu sustento mais um elemento da sua felicidade.

    Pelo seu texto, você faz isso!!! Fantástico! Representa bem a geração Y.

    ;)

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=1705812045 Thiago Atanazio

      trabalhar com o que gosta, isso eh pura Geração Y
      abrir um negocio em cada esquina isso eh Geração X, na X felicidade = $$$ e o próprio negocio, ser patrão, simboliza que esta no topo da geração X

    • http://visoeslunaticas.blogspot.com.br/ Luciano Sampaio

      A felicidade da Y se baseia na realização pessoal (que é puramente individual), ao contrário das anteriores, baseadas em realizações para a sociedade (ter uma família “normal”, um carro do ano, jogar golfe).

      • Luciana_Marques

        Sei lá… acho que vc está certo quanto a uma parcela, talvez, mas não em sua completude…

  • http://www.facebook.com/deka.pimenta Deka Pimenta

    Só acho que já um pequeno equívoco, quanto à interpretação dos motivos que geram todo esse “empreendedorismo”. De acordo com o vídeo, a geração Y quer se sentir ativamente parte de um grande projeto, que não precisa ser necessariamente o projeto DELE. Portanto não há problemas com líderes, chefes, ou superiores, desde que sejam ouvidos. E quando percebe que não é ouvido pelos seus superiores, sendo limitado ao “faça desse jeito, porque eu estou mandando que faça assim” ou “cumpra as funções as quais te pagamos para cumprir” se sente frustrado.

    Aí sim vira um empreendedor, pois veem a abertura da própria empresa como uma forma de por o próprio projeto em prática, bem como a própria maneira de trabalhar.

    O vídeo evidencia essa característica de compartilhamento, trabalho em equipe e horizontalidade dos millenials, que achei um tanto quanto diferente desse individualismo que você cita em seu texto.

    Na minha opinião, o empreendedorismo não é um defeito da geração Y, mas uma consequência do pensamento das gerações anteriores.

    Acredito que os defeitos sejam 1. a pressa, pois não esperam adquirir experiência o suficiente para a liderança, nem para o planejamento necessário antes de iniciar um projeto; 2. Ter mais vontade de ser ouvido, do que ouvir; 3. Não entender que “ouvir” suas ideias é diferente de “concordar e aceitar” suas ideias.

    Mas é só a minha opinião. =)

    • http://www.facebook.com/fernandoquirino Fernando Quirino

      Como diria a galera do MRG: “esta é apenas minha opinião de merda, amigos” hahahahaha. Eu dei a minha também e concordo bastante com a sua, Deka.

    • Bruno Longo

      Na verdade acho que a sua opinião e a do Leonardo Luz é mais próxima do que você imagina, porque essa questão da pressa, mas a vontade de ouvir mais do que ser ouvido, e a necessidade de que todos concordem com tudo que a pessoa diz, acabam gerando essa necessidade maluca de abrir empresa pra qualquer coisa. Conheço um cara que saiu de onde trabalhava pra tocar uma agência e uma rede social. O problema é que na real nenhum deles existe de verdade, mas no Facebook ele tem 20 e poucos anos e é dono de uma empresa e uma start-up. Mas enfim, também concordo contigo.

    • http://www.rbarreto.com.br Raphael Barreto

      Concordo com você no ponto de que a geração Y vira empreendedora ao ver falhas dentro dos locais onde trabalha. Foi o meu caso.

      Mas não concordo totalmente com o “não entender que ‘ouvir’ suas ideias é diferente de ‘concordar e aceitar’ suas ideias”.
      No meu caso, por exemplo, eu desenvolvi algumas ferramentas que facilitavam a vida dos cliente, do técnico no atendimento e da empresa em geral (pois poupava tempo e facilitava a manutenção do aplicativo).
      Os clientes estavam felizes, os técnicos estavam mais rápidos e tudo fluindo melhor. Aliás, as reclamações sobre o valor dos atendimentos caíram (e muito) depois que eu implantei a solução.

      O projeto foi vetado. Sabe o motivo? Não foi criado pelo “analista” (residente na casa há 18 anos).

      Eu estava feliz em ter um chefe, um emprego simples e fazer o que me era pago e receber por isso.
      Mas daí a travar algo que tá fazendo a empresa fluir só porque não foi o “filho predileto” que criou?

      Aliás, eu tenho mais diplomas e especializações que o tal “analista sênior”. E olha que faço 22 anos daqui há duas semanas (durante o grande prêmio de Silverstone da F1! Yes!).

      Nesse ponto não precisa concordar com a minha ideia (embora fosse boa). Era só enxergar que ela estava imprimindo dinheiro para a empresa!

      Talvez eu não tivesse largado o emprego se meu chefe, na época, gostasse de dinheiro.

      E o “analista sênior” não aprendeu até hoje como programar em .NET e nem abriu os arquivos-fonte que eu deixei para ele…

      • http://www.facebook.com/perfildoandre André Moreira

        Sou leitor a do PdH a tempos, não costumo comentar, mas esse artigo me inspirou.

        Já vivi algumas (sim, mais de uma) situações assim, como a sua Raphael.

        Depois do 3º emprego onde meus projetos eram vetados por questões protocolares resolvi por mudar de carreira, assim, sem mais nem menos.

        Após 3 anos trabalhando com informática comecei o curso de Direito, buscando exatamente a essência da geração Y, a voz, o ser ouvido…

        Vislumbro um futuro onde tenha flexibilidade nas atividades comerciais de forma a confortar minha vida pessoal.

        Nunca achei necessário (mas é bom..) um salário astronômico para viver bem, desde que, seu chefe lhe dê condições de uma vida saudável e prazerosa, wharever…

      • Alessandra Vargas

        área de direito? “a voz, ser ouvido”? hehe..acho que a área de direito é a mais conservadora-protocolar possível, sejamos sinceros que você quer DINHEIRO…heheh

      • http://www.facebook.com/perfildoandre André Moreira

        Dinheiro é bom, com certeza! Mas mais que dinheiro tenho uma quedinha por poder haha

      • http://www.facebook.com/deka.pimenta Deka Pimenta

        Exato. Mas os “millenials” também precisam ter a humildade em entender que se a sua ideia não foi aceita, pode ser que ela não era tão boa assim. O seu caso foi diferente e entra na parte em que eu disse que a geração Y gosta de ajudar o todo de alguma maneira, se sentido parte da equipe. Os seus superiores simplesmente te ignoraram pq você era um subalterno e são coisas assim que inspiram o empreendedorismo. “Já que não sabem ouvir os outros, só porque estão numa escala inferior na hierarquia, vou abrir uma empresa onde eu possa colocar os meus projetos em prática”. =)

      • Cristian

        VINTE E DOIS ANOS. Ou o analista sênior estudou apenas no supletivo ou superestimaste a tua formação de gênio. Ninguém com a tua idade tem formação muito relevante. Em certas ocasiões não entendemos quando somos preteridos apenas por não termos um julgamento muito preciso de nossas reais capacidades. Exatamente como o indivíduo que não passa no vestibular e atribui o próprio fracasso ao “exame mal feito”…

      • http://www.rbarreto.com.br Raphael Barreto

        Amigo, se existe algo que aprendi na minha vida é que não devemos julgar as pessoas.

        Eu tenho, sim, VINTE E DOIS ANOS. Mas tenho tantas qualificações (entenda por diplomas, se quiser) quanto posso pendurar na parede do meu escritório.
        Com DEZESSETE ANOS eu já estava na faculdade.

        Eu não superestimei minha formação. Eu disse que o outro analista não se importou em se atualizar (já que a tecnologia .NET é relativamente nova, em relação a sua antecedente).
        Eu disse que criei algo que estava funcionando e dando lucros para a empresa. E citei que o projeto foi vetado porque não foi criado pelo analista sênior da empresa. Sim, essa razão.

        Não foi porque eu me senti menosprezado pelo meu chefe não gostar de mim ou qualquer baboseira de um estagiário “mal-amado”.
        Foi essa a razão que o meu chefe me deu.
        Ele disse, na minha cara, que nenhum projeto meu seria aprovado. Porque eu não estava na casa há mais de cinco anos.

        Eu não falei da minha formação ou me superestimei.
        Eu disse que qualquer idiota sabe que economizar uma visita técnica é um tremendo lucro para a empresa.
        Já que o técnico não gastou transporte/alimentação e ainda conseguiu atender mais de três clientes em menos de uma hora (com a ferramenta que eu havia criado).

  • Gilberto

    Concordo e discordo em partes. O texto mostra a tua visão sobre como a geração Y encara “trabalho e carreira/vida”. Mencionaste que teu trabalho é escrever e da forma que falaste, gostas muito do que fazes e por cima ainda é bem pago, o que responde a pergunta do vídeo (você faz o que gosta?) e se fosse o contrário? Não buscarias outras formas de ganhar a vida? Não tentarias aliar a busca de algo pra fazer com o prazer de fazer?

    Minha opinião sobre a geração Y (a qual faço parte) é que esta é permeada por insatisfação e inquietude. Falo muito que hoje as pessoas devem “aprender a esperar”, porque tudo é pra ontem; e vejo isso até em pessoas mais velhas e que tentam negar a passagem do tempo e da vida.

    Acho que a pergunta a ser feita é “Você faz o que gosta ou gosta do que faz?”

    E ai?
    Estás de parabéns, Leonardo! Ótimo texto que de dá muito pano pra manga!

  • Pinto Virgem

    Que artigo Leo.

    E bom saber que sou da Geracao Y,mas pelo contrario,tenho atitudes da Geracao sucessora a Geracao Z.Nasci em 1984 e ao contrario que dizem que a minha geracao Y,procura ser empreendora,por nao gostar de chefe,por ter ja em adolecentes a visao do mundo rapida e querer tudo do estalar dos dedos(quero criar um projecto que a garela possa divertir mais enquanto trabalha.),tipo ganhe muito dinheiro trabalhando.Eu penso o oposto,vamos aproveitar que temos acesso a muita informacao,e vamos tentar buscar o equilibrio,entre a informacao e o nosso prazer(se gosto muito de escrever sobre sexo,entao vou buscar informacao sobre viagens,se gosto de escrever sobre viagem,entao vou buscar informacao sobre atitude,ect…).Esse equilibrio e somente a busca de informacao que complimenta aquilo que eu gosto mais de fazer(gosto de viajar,entao o mais importante e ter mais informacao sobre atitude,gastronomia,cultura,ect…e menos informacao,sobre economia,trabalho,moda,ect…)

    Concoordo tambem num ponto com o seu texto que geracao Y nao preocupa-se em que o seu emprego seja vitalicio,mas sim procurar,mini trabalhos que complimentam seus gostos(se trabalho numa departicao de financas,mas gosto de escrever,entao escrevo informacao sobre financas,se trabalho num restaurante,mas entreco muito pela moda,entao vou procurar informacao sobre fardamento do pessoal do restaurante e vou sugerir ao dono do restaurante substituicao o fardamento do seu pessoal,ect…),o trabalho para a Geraco Y,nao e para vida toda e nem para so ganhar grana,mas sim,gerar mais conhecimentos para o projecto grande que investimos com suor e lagrimas.O nosso objectivo como escritores da net nao a fama e o sustento,mas sim a valorizcao pessoal e a informacao que podemos ou nao dar aos outros.E por consequentemente a Gerqcao Z vai beber na informaco deixada pelo geracao Y,mas nao sera pior,nem melhor,do que as geracoes antes e depois da mesma.Toda a geracoes nao se anulam,mas sim,complimentam-se.

  • Bruno

    Fico feliz por existirem profissionais assim, na geração Y.

    Eles garantem que, se todas nossas tentativas de construir um mundo melhor não surtam efeito, pior do que está o mundo não fica!

  • Fillipe Carvalho Fádel

    Você tem que gostar do que faz, não fazer o que gosta, fica a dica.

  • http://www.facebook.com/people/Pablo-Tavares/100001870051146 Pablo Tavares

    Muito polêmico, assim como diz o teu “cartão de visitas”, mas independente da geração Y(da qual eu faço parte) preferir não ter um chefe é porque de certo não precisamos trabalhar arduamente só para ganhar mais dinheiro, para gastar com mais coisas e para ter mais dívidas, de certo a vida não se trata apenas de constituir uma família, se afundar em um emprego que detesta para sustentar seus filhos(que irão fazer a mesma coisa). De certo viver significa contribuir do seu jeito para a sociedade.

    PS: Vou de bicicleta para o trabalho e chego meia hora antes. O quanto “cool” é isso?

  • Fabio

    Julgou bilhões de pessoas de centenas de países como se fossem uma só, nossa….

    • Pinto Virgem

      Desculpe Fabio,esta a criar uma realidade vaga,que nao existe nem do estudo nem da realidade total.O estudo mostrandos que os resultados chegados,houve certos tipos de factores.E nao e bilhioes de pessoas,e uma percentagem abtrata dessas bilhoes de pessoas.

  • Alexandre

    O texto original é uma porcaria. O texto da Polygall é ótimo.

  • odairsk8

    Me identifiquei bastante com o video. Já o texto é mais uma opinião muito pessoal mesmo.

    Mas na minha opinião nós brasileiros vivemos com um certo atraso em relação a essa “contagem” das gerações. Isso se deve ao fato até um certo tempo atras tudo chegar com mais atraso ao nosso pais. Agora as coisas estão se equiparando.

    Meu caso mesmo com 27 anos (1985) me considero no meio das gerações X e Y.

  • Alexandre

    O texto original é muito ruim. O texto da Polygall é ótimo.

  • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

    Vídeo sensacional. Compartilhei há uns 2 dias. Hipnotizante.

    A minha geração tem mesmo necessidade de ser a dona da bagaça, egocêntrica que dói.
    Pode-se abrir uma empresa em cada esquina, mas se você não tiver amor pelo que faz e uma visão diferente de negócio, não irá pra frente. Ninguém aguenta mais do mesmo.
    Até os que não são proprietários, mas ocupam um alto cargo na empresa, gostam de se vangloriar “eu lidero um grupo de X pessoas”, querendo a certeza de que serão invejados, e não há nada tão vazio. O maior elogio vem dos outros, não de si mesmo. O meu coração dá pulos quando alguém me fala “nossa, isso que você fez é foda!” e até então eu não havia me tocado da grandeza do meu feito.
    Os chefes são fabricados em larga escala, mas o empreendedor apaixonado é produzido artesanalmente. Está na essência. O prazer é um processo, e não algo que se alcança somente no topo.

    • Bruno


      Os chefes são fabricados em larga escala, mas o empreendedor apaixonado é produzido artesanalmente.” Fantástico!

  • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques
  • http://www.facebook.com/rslfilho Roberval Filho

    Caro Leonardo,

    Sou da geração Y também, e concordo com muito do que você disse. Mas discordo de uma de suas críticas.

    Empreender não é abrir um negócio e não ter chefe. Você pode empreender dentro de uma empresa que seja empregado, chama-se empreendedorismo interno. Você pode empreender em qualquer ramo de atividade, tendo ou não uma negócio. Você, como escritor, e dos bons, pode empreender na sua atividade. Saramago empreendeu, fez diferente, inovou, etc…

    Empreender é muito mais que isso de abrir negócios e não ter chefe.

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=100003736155299 João Paulo Machado

      Muito bem colocado!

    • Débora T.

      Exatamente!

      E super válido, na minha opinião, trabalhar, fazer o trabalho bem feito, pegar a grana no final do mês e ir embora feliz da vida… o problema é se não tiver a parte do ‘feliz da vida’… ter um emprego que não traz nada além de benefícios financeiros é o que a geração y não ‘aceita’.

      • Tássio Abreu

        E nisso é dificil não concordar com eles, ou você quer fazer um trabalho que lhe da tanto stresse a ponto de você não poder usar o seu dinheiro com algo bom? Tipo uma viagem ou uma aula :)

  • http://www.facebook.com/thiguedes Thiago Guedes

    Essa abordagem da geração Y, na minha opinião, tem alguns pontos que pelo menos pra mim não ficam muito claros.

    Existe um espaço enorme entre gostar de algo e conseguir ser bem remunerado pra fazer esse algo. Eu amo musica. Mas trabalho com TI. Gosto de TI? Sim. È verdade, estou cansado. Mas não posso dizer “Oohh vou fazer o que eu gosto, vou tocar piano o dia todo”. Ok cara pálida e pago as contas como?

    Um outro aspecto que acho interessante é justamente este abordado pelo Fábio neste texto: http://www.discutindoarelacao.com.br/?p=2429

    “Se essa crença já me deixava os cabelos em pé quando eles ainda nem brancos eram, imagina o que provoca aos jovens de hoje! Ela os empurra para o outro extremo. Eles têm que se divertir no trabalho, têm que se apaixonar pelo trabalho, o trabalho tem que ser o espaço de realização de suas vidas! Se antes, então, o trabalho tinha que ser o espaço onde você se anulava para poder conquistar sua liberdade em algum lugar no futuro, agora o trabalho passou a ter que ser o espaço onde você conquista sua liberdade o tempo todo. Nesse novo espaço de exigência, não cabem sacrifícios ou frustrações. E você conhece algum trabalho onde, vez ou outra, isso ocorra? Sacrifícios e frustrações fazem parte da vida. Não aceitá-los é tão doentio quanto se apegar a eles. Continuamos impondo um modelo ditador sobre nossas vidas. O poder apenas mudou de mãos. Ao invés do sacrifício compulsório, o prazer compulsório.”

  • http://www.facebook.com/fernandoquirino Fernando Quirino

    Acho que existe tanto um erro de “leitura” do vídeo tanto quanto também tenho minhas críticas a essas pesquisas. No quesito vídeo, ele não estipula que se você nasceu em tal época você é assim e pronto. É apenas uma demonstração audiovisual de um reflexo de mercado. É um indicativo que, no mesmo, aponta uma idéia fundamental. A nova geração de trabalhadores preza trabalho aliado a prazer. Como foi dito aqui em um dos comentários, parece ser seu caso, portanto, indiretamente você representa o cerne da pesquisa. Quanto a todas as outras peculiaridades, são mais um tipo de side-information, para nos situarmos em como a juventude e o mercado tem se desenvolvido. Não é segredo que 1 em cada 4 palestras seja sobre empreendedorismo. É um assunto da moda e o vídeo trouxe isso a tona, mas não é para DEFINIR todos os nascidos na década de 80, necessariamente.

    Em tempo, noto que as pesquisas da box1824 parecem migrar mais para o lado quantitativo do que qualitativo, apesar de suas estruturas serem de pesquisa sociológica. Nesse ponto, caso este seja realmente o fato, tenho minhas ressalvas, pois os números não retratam a individualidade. Números não dizem quem é o Léo ou o que ele gosta de fazer. Números só indicam rumos, dão base a realidade e não necessariamente definem a mesma, por mais acertados que sejam os cálculos. 2+2 é sempre 4.. NO PAPEL. Portanto, não levemos a propaganda da Box1824, ou qualquer outra pesquisa, como ferramenta única de retratar uma realidade, seja ela histórica ou não. Aprendam a analisar sua geração por conta própria e não apenas no empirismo (meus amigos e eu…) mas também por informações de outros veículos de informação. Nesse caso, o vídeo da box só agrega, não define. =]

    • Pinto Virgem

      Como o proprio nome define “estudo”,serve somente para ter resultados aproximados da realidade,nao definir a. Propria realidade.E como “estudo sociologico”,entende-se como “ciencia abtrata”,os resultados nao espelham a realidade total,so espelham realidade abtrata,o que quero dizer e que um resultado “…de 56% de individuos da geracao y,com idades compreendidas do intervalo especial dos 23 aos 34 anos de idade,gostavam de ser gestores de pelo menos um projecto ligado a tecnologia…”,nao quer com isso dizer que a realidade total a maioria dos individuos correspodentes a geracao y,com as idades compreendidas pelo o estudo,quer ter pelo menos um projecto ligado as tecnologias.Podem ser mais ou menos.

      O estudo so danos um mapa um pouco limitado sobre os comportamentos sociais da geracao y e nao mostra-nos toda a sua realidade,com ou sem remicacoes.Como por exemplo,que categoria social se encaixa dessa amostra estudada(se sao da classe alta ou classe baixa),ou sera o sexo influinciador desse empreendorismo,que razoes levam a geracao y quer empreender mais do que as geracoes anteriores,ect…

  • Bruno Longo

    Olha, também sou pertencente à geração Y, 10 anos mais novo que você, mas concordo com pelo menos 95% do texto, mas finalmente eu vi alguém escrever sobre geração Y com tanta clareza e com tanto, como posso dizer, senso de realidade. Quando você fala da preocupação com aparência, com ser descolado, com manter uma aura de bom profissional, eu vi muita gente que eu conheço, e vi também muita gente que é “referência” em determinada área, e quando você olha o que a pessoa fez, é muito mais um cabelo descolado e um alargador gigante do que competência em si. Como trabalho com publicidade, acredito que eu veja mais clichês que o normal, e sim, muita gente da geração Y se prende à clichês da sua profissão e aos clichês da própria geração Y. Parabéns, e eu sei como você deve encarar olhares tortos de desaprovação quando faz uma crítica dessa na mesa do bar ou no churrasco, comigo isso também acontece.

  • André Martins

    NeYmar e MeXsi?

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000896274463 Ygor Canute

    Concordo contigo Leonardo, olha eu até entendi a ideia que video quis passar, de fazer o você gosta e integrar tudo isso de forma empreendedora e tal, e ao que parece essa é a tendencia da tecnológica geração Y, a qual eu pertenço, e não me encaixo nem um pouco até porque convenhamos, todo esse blá bla Y é bem fora da realidade.

  • http://www.facebook.com/potatoesheinz Heinz Steinhoff

    Engraçado como ontem mesmo, eu estava no Burger King com minha namorada, e na mesa ao lado, um casal jovem (os dois, não mais de 25 anos) discutiam sobre abrir uma empresa, e falavam palavras como “capital inicial”, “garantia”, “empreender” e etc. Eu, que também sou bastante contra essa geração Yuppie, falei pra minha namorada após nos retirarmos da mesa “como eu tenho ojeriza a nossa geração!”. Todos preocupados em ganhar, ninguém preocupado em produzir.

    Foi obviamente um preconceito da minha parte com o casal, já que eu não tenho nem ideia sobre o que os dois estavam falando, porém, esse é um pensamento que eu vejo muito na nossa sociedade hoje em dia: ganhar dinheiro e ser feliz. Da maneira mais rápida e simples o possível, com o minimo de reflexão e esforço. Esse sonho de ser o dono do próprio negocio nada é mais que o sonho de ter que trabalhar pouco e ganhar muito. E o empreendedor mor da nossa geração, Mark Zuckenberg, representa bem isso, afinal de contas, ele é dono de uma empresa milionária, que, convenhamos, não produz nada. Não sou nenhum fã de Steve Jobs or Bill Gates, mas ambos, além do sonho de ganhar dinheiro, tinham um conceito que queriam difundir, achavam melhor. O único conceito de nossos Yuppies é o deles deitado num cruzeiro no Caribe vendo as ações deles no iPhone.

    Alias, da pra ver isso no mundo que eles estão criando. Acho legal a discussão hoje em dia sobre direitos de propriedade intelectual, cyber ativismo, etc, mas, sério, aonde esta a discussão? Quando vejo partidos piratas (como na Alemanha) se formando, fico procurando as soluções oferecidas, os debates, e… Nada acho. Quando vejo as pessoas falando do cyber ativismo, Anonymous, etc, tudo que eu vejo são um bando de garotos mimados e nerds atacando quem eles “acham” que esta errado, baseado na opinião deles. Wiki leaks faz um puta trabalho de revelar podres dos países desenvolvidos, com qual objetivo? A liberdade? Então algum Yuppie me explica porque o Julian começou a trabalhar pra uma rede de TV patrocinada pelo Kremlin, do nosso querido e democrático amigo, Vladimir Putin?

    Infelizmente, isso é tudo que a geração Y me passa: jovens mimados, com opiniões fracas, tomando atitudes irrelevantes. O que importa pra eles é o Realpolitik, o bem estar imediato, e parecer descolado, como o autor disse. Não há reflexão.

  • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

    O vídeo era pra ser assistido, requisito obrigatório para entender o texto. Vi o vídeo e li o texto e acho que perdi alguma coisa.

    O vídeo expõe as diferenças entre as gerações X e Y mas não fala de regras. Existe sim um perfil mais empreendedor na maioria das pessoas da geração Y, mas não é regra. O texto do autor põe isso como regra.

    De onde vem o perfil empreendedor? Em parte da necessidade da pessoa da geração Y que, em muitas vezes, busca esse caminho para se obter mais prazer com o trabalho (será que consegue isso mesmo?). Mas existe um outro lado da moeda: o lado do capitalismo selvagem que faz um executivo demitir seu funcionário do emprego e o incentiva a montar o próprio negócio para contratá-lo como terceiro, dispensando encargos trabalhistas. Empreendedorismo, hoje em dia, é necessidade dita pelo mercado em uma proporção muito maior do que o sentimento de satisfação pessoal.

    A necessidade da geração Y em fazer parte de algo maior realmente é verdadeira. Mas isso não significa que a pessoa tenha que ser dona desse algo maior. Um bom chefe, da geração X (ou Y mesmo), que saiba lidar com a ansiedade da geração Y, pode extrair incríveis quantidades de trabalho e satisfação de seus funcionários.

    Por fim, acho que há espaço para todos os perfis nesse mundo. Gostaria de saber do autor o que o motivou a ter uma reflexão sobre esse assunto.

  • Enio

    Estou cursando ADM na faculdade, e vejo o quanto os professores incentivam a pessoa a procurar o melhor cargo/salário, e ainda desmerecem totalmente quem tem uma função menos importante, como se isso tornasse a pessoa infeliz.
    Sempre pensei que não vale a pena trocar minha vida(pessoal) por minha carreira(profissional).
    Quando digo para os colegas de faculdade que não tenho ambição de ganhar muito ou de ter minha própria empresa (pode ser, mais pra frente, quem sabe…) eles ficam chocados e logo dizem: “pára, eu quero ganhar logo uns R$ XX.000 e blablabla”.
    Mesmo cursando algo que é ligado a empreendedorismo, não me vejo assim. Busco essencialmente minha metas na vida pessoal, e busco trabalhar onde me sinta bem e consiga por meio do trabalho atender minhas necessidades pessoais de felicidade.
    E o mais importante, procuro manter meu particular bem longe do meu profissional, pra mim essa relação não rola.

  • http://www.facebook.com/people/Vinicius-Maciel-Hoff/100000354632046 Vinícius Maciel Hoff

    Sempre achei ridícula toda essa definição de geração Y. Concordo que existem ALGUMAS características em comum entre ALGUMAS pessoas dessa geração, mas nada além disso.
    O que os fãs dessas definições fazem é tentar enquadrar todo mundo num conjunto de definições. Querem dizer que porque eu nasci em tal ano eu sou de tal forma. Diria que isso é até uma forma de preconceito!
    Acho que nunca vi uma pessoa que se enquadre totalmente nas definições de geração Y. O que existem são algumas pessoas que tem uma dessas características, outras que tem outra característica, algumas que tem talvez duas ou três, várias pessoas que não possuem nenhuma delas.
    Esses pesquisadores só olharam por cima e resolveram classificar todo mundo da mesma forma, ridículo.

    • Pinto Virgem

      Como disse respodendo a outro comentario,um estudo social,analisa realidades abtractas e os seus resultados sao cifras resultantes de determinado numero de respostas.Nao dizerem que a realidade total e que a geracao x era,mais trabalhar um so emprego,subindo da hierarquia da mesma empresa,so por o facto de receber mais dinheiro.Ja a geracao seguinte “y”,quer empreender novos negocios.Voces estao a criar realidades aumentadas do problema.

  • Leo Morato

    Cara, achei o vídeo fantástico, baseado em dados e estudos, mas achei seu texto preconceituoso. O vídeo mesmo fala que “54% da Geração Y planeja abrir a própria empresa”. Você afirma que “dez entre dez membros da geração Y sonham em empreender”. Acho q vc não vai com a cara de uns hypes e criou um estereótipo.

    • Luan Araújo

      Exatamente. Achei o texto desaforado e, ao que tudo indica, há uma mágoa encarniçada no autor e um (des)conhecimento baseado apenas em más experiências. Parece, como comentado por outro leitor, um erro de leitura do vídeo e da pesquisa. Aliás, o texto é bem a descrição do Leonardo Luz: fã de polêmicas, adora cutucar onça com vara curta hahaha.

  • SC

    As fronteiras temporais dessas “gerações” são muito centradas nos EUA — para nós, costuma haver um bom atraso. Então, muitos de nós dentro do limite temporal dos “uaiers” ainda temos cabecinha de “exxer”…

  • http://visoeslunaticas.blogspot.com.br/ Luciano Sampaio

    Clap, clap, clap.
    Dez minutos esclarecedores. Tenho muito a rever sobre as coisas que ando fazendo ou quero fazer. Vi que meus pensamentos “boomers” e X ainda me limitam.
    No fundo, assim como trabalhamos para realizar os sonhos dos outros (em uma empresa ou prestando serviços, por exemplo), queremos ajuda (ou seja, trabalho que outras pessoas sabem fazer melhor que a gente) para realizar nossos sonhos. A geração Y só se aproveita dessa “aldeia global” (termo geração X) para que isso aconteça ainda nessa vida, enquanto podemos aproveitar.
    Sim, a Y tem seus defeitos, claro. Tem muita gente que posa de “cool” mais do que é competente. Mas com as gerações anteriores, sua chance de fingir e conseguir “sucesso” era maior. Hoje, nossas competências são mais importantes. Queremos ação e resultados agora.

  • Alexandre Nunes

    Além de um retrato da atualidade esse vídeo não mostra uma geração de meninos ou meninas mimadas, rebeldes que não gostam de ter chefes ou que querem abrir o próprio negócio a qualquer preço. Ela só mostra que é absolutamente necessário ser feliz fazendo o que gosta e ser intolerante nessa busca. Se você faz o que gosta, não importa para quem e onde você trabalha.

  • http://www.rbarreto.com.br Raphael Barreto

    Eu fazia parte dessa geração Y “careta” ou geração X, assim como o autor.
    Eu era feliz em dois grandes empregos que tive na maior parte do tempo.

    Mas uma única coisa nunca entrava na minha cabeça: “Eu tenho uma ideia e sou pago para executar o meu trabalho com perfeição. Se minha ideia é boa e está chamando clientes, por quê não posso continuar com ela? Por quê sou obrigado a agir no padrão da empresa e deixar de ver clientes satisfeitos? Por quê a empresa não pode avaliar minhas ideias?”

    Na primeira delas, eu desenvolvi algumas ferramentas que ajudavam nossos clientes e deixavam eles muito mais felizes e fiéis ao serviço. Era unânime. Onze em cada dez clientes estavam contentes pelo atendimento diferenciado, seguido de uma ferramenta que facilitava o trabalho deles.

    Na segunda eu era um mero vendedor numa certa store de uma certa marca representada por uma maçã.
    Eu criei uma nova arrumação para os produtos e eles estavam sendo vendidos como nunca. Clientes viam melhor e se interessavam por eles.
    Em um mês de loja eu vendi quase todo o estoque que estava encalhado só usando ideias simples de arrumação.
    Mas fui vetado. Mesmo tendo arrumado tudo nos padrões da empresa. Mesmo tendo agido dentro das regras (de novo).

    Foram essas duas empresas que me fizeram pensar: “Ei, se as minhas ideias (que foram vetadas) renderam dinheiro para pessoas que não as queriam, eu posso usar minhas ideias para fazer dinheiro para mim!”

    E estou investindo em uma start-up de serviços gráficos. Enquanto já tenho a minha de serviços de criação de software solidificada.

    Meu problema não era por eu ser da geração Y. Meu problema foi que me deparei com duas empresas da geração X que não queriam ganhar dinheiro.

  • http://www.facebook.com/gabriellobatoo Gabriel Pereira Lobato

    Não entendi porque toda essa revolta… Não te deram aumento ano passado?? ;)

    Não acho que empreendedor seja melhor que empregado ou que seja mais nobre… apenas percebo, no meu circulo social/cidade/estado/bairro e história de vida, que quem empreendeu se deu bem, quem foi empregado, tomou no cu.

    Essa geração X que tu idolatra, hoje está perdendo seus empregos com 30 anos de empresa pra dar lugar a moleques que ganham 1/3 do salario pra fazer a mesma coisa.

    Acho que precisas rever os teus conceitos.

  • Adunco

    Sou do finalzinho da geração X e posso dizer que não somos os cínicos e gananciosos; pelo contrário, temos uma aura perdida, somos meio blazé e desesperançosos com o futuro, e estressados porque na nossa época houve muita repressão sexual e neura: a aids comia solta e era sinônimo de morte. Morrissey e R Russo.

    • Pinto Virgem

      Ninguem do estudo disse isso…

  • Juliano M

    Pow Leonardo, achei o vídeo bacana, porém seu texto generaliza a geração Y e acredito que dentro dela ñ ha somente pessoas querendo ser empreendedores, como você mesmo disse “Eu já tenho uma profissão, tenho algo que, sem falsa modéstia, faço muito bem, que é escrever.”, realmente escreve bem, porém deveria estar mais embasado antes de usar seu talento!

  • Jr

    Aham…. senta lá cláudia !
    o único fato observado , dentro de tudo o que vc escreveu , é que vc adoraria pertencer a geração Y, pois vc aborda o assunto de maneira totalmente preconceituosa e agressiva, o que denota um certo grau de ” inveja ” (ñ sei se é a palavra mais correta,mas tem valor semelhante) .Tudo depende do que vc denomina como geração Y.

  • lucaast

    Acho que perdi alguma coisa do vídeo, ou então minha interpretação que está falha; mas o texto em nada se parece com o vídeo. O vídeo expõe muitos pontos interessantes (e sem um pingo de pré-conceito). Diferente do texto. Que revolta é essa? Parece discursinho de gente com sessente e tantos anos, que não concorda com as inovações e jeito de pensar de uma nova “geração”. Vamos por parte:

    Você realmente pensou que seríamos hippies? Sério?
    Não seria um tanto quanto óbvio que utilizaríamos a doutrina da “geração X” e a evoluiríamos para um nível social e tecnológico muito maior?

    Somos empreendedores de significados (mesmo que esses significados por vezes sejam deturpados). Pra que fazer o trabalho bem feito se podemos ir além disso? Pra que viver no próprio mundinho se temos voz para alcançar à todos? Ao que vejo, o coletivo está sendo muito mais priorizado do que o individual, uma integração de pensamentos e ideias coletiva e que não é “vazia”. Como o trecho do vídeo: ” A caminhada é muito mais importante do que a meta”. Essa frase é certeira, porque é exatamante o pensamento da massa (e mesmo assim, do indivíduo que a integra).

    Não quer se adaptar? Tudo bem. É um direito que te assiste. Só tenta compreender como essas pessoas pensam e agem antes de sair apontando o dedo e dizendo por todos uma coisa que não é O todo.

  • http://twitter.com/TabaCruzFilho Tabaquara Cruz Filho

    Acho engraçado tamanha crítica a uma geração que, dita pelo autor, quer ser empreendedora e tocar o próprio negócio do próprio jeito, estar aqui no PdH.

    Tipo, não é por nada, mas o PdH é escancarado muito geração Y (na minha humilde opinião), apesar de eu também não tirar o mérito da indignação de quem escreve.

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      O que te faz pensar que somos “escancarado muito geração Y”?

      Provavelmente temos nos mostrado assim em decorrência de alguns textos (e eu mesmo tenho tendência a me identificar muito com o que é glorificado no vídeo), mas o PdH tem espaço para todas as visões. Como bem mostra esse texto, aliás.

      • http://twitter.com/TabaCruzFilho Tabaquara Cruz Filho

        Fabio, ao que me parece o PdH não tenta usar fórmulas já garantidas de sucesso pra dar certo, ainda que eu veja que aqui o pessoal sempre toma como exemplo iniciativas de gente que já venceu na vida. O espaço onde a gente tá discutindo é mais de aprendizado unido ao trabalho do que qualquer outra coisa.

        O diálogo de idéias que surge e se mantém entre autores e leitores me parece ter muito mais coisas em comum com a geração Y. Vai dizer que o PdH não parece uma mesa de bar onde todos, sem distinção de gênero ou idade, credo ou formação, sentam e discutem as idéias numa boa?

        Esses são elementos que não existem tão marcantes nas outras gerações. E sim, seria muito infantil pensar que aqui não se tem espaço pra todas as visões, mas falo de um comportamento em termos gerais que acontece por aqui. ;)

  • Maria

    Essa “geração Y” só existe como consequencia de um realidade dura.
    A geração anterior era feita de profissionais explorados, desperdiçados, mal pagos que passaram pra geração seguinte seus descontentamentos . Estes por sua vez cresceram com o ideal de nunca se deixar tornar mais um profissional subutilizado em razão dos interesses orgulhosos e egoístas de gente mais abastada. Daí surge a ideia de ser empreendedor, e fugir dos comandos de alguém. Esse lance de usar roupa descolada, ir trabalhar de skate e chegar atrasado não passa de um “símbolo” pra “causa”.
    É claro que tem gente ruim, sem qualidade e sem noção que ganha oportunidades sem merecimento. Mas eu chamaria eles de “erros do sistema”. A ideia principal dessa “geração” não é essa.
    Tenha certeza, Leo Luz, que tem muita gente com tanta qualidade e tanto merecimento quanto vc, mas que não teve o mesmo espaço e oportunidades, e tão aí “na luta” buscando o próprio espaço já que nenhum chefe lhe dá valor.

  • http://www.facebook.com/igorgaelzer Igor Gaelzer

    Bem “fã de polêmicas, adora cutucar onça com vara curta” mesmo!

  • Ana

    Cara, parabéns… Em um mundo web fútil em que vivemos fico muito feliz de encontrar um blog com conteúdo..

  • Lourival

    Eu sou da geração Y… não concordo com vc Leonardo.
    Fazer o que ama e faze-lo de maneira criativa com sua alma, esta sim – em minha opinião – é a essência dos jovens Y. Temos sim uma certa dificuldade em lidar com frustações, tanto quanto qualquer pessoa de outra geração qualquer. A diferença é que quando nos frustramos, fazendo o que amamos de verdade, o “bac” pode ser mto forte, mas não é nada que com um NÃO dito de maneira correta e com um motivo justo não resolva.

  • bruno

    Caraca!
    O vídeo é muito legal, mas o artigo é muito melhor!
    Parabéns, Leonardo Luz!
    Na verdade, essa discussão toda sobre gerações X-Y-Z-Alfa-Beta fica um pouco tola depois que se percebe que ela é a tentativa de criar um estereótipo.
    O legal não é criar um paradigma para uma geração, mas sim romper com todos!
    Mais uma vez parabéns por não se alinhar com o status quo dominante!
    Abs!

  • Anna

    Autor,

    É triste a maneira como você vê (ou simplesmente não vê) as coisas, escancaradas aí. O texto não deixa de ter um triz de verdade. Há babacas, como os que você descreveu. Sempre houve e sempre haverá, inclusive na geração X. E apesar das classificações das gerações ser uma generalização sem tamanho, ela procura, de certa forma, mostrar algo muito além. Uma transformação. Das pessoas, dentro para fora. Pouco tem a ver o emprego, com ser ou não o chefe, com diversão. É muito mais que isso. Empreender, nesse contexto, nada tem a ver com ter sua própria empresa. Tem a ver com inquietude. Querer mais, ajudar, transformar, mudar definitivamente. É refugar a ideia de trabalho-fim em si próprio. Empreender tem a ver com encontrar sentido, com exteriorizar o potencial transformador de cada um, com, efetivamente, se usar da melhor maneira possível como ferramenta de algo muito maior. Deixar de ser o EU pronto e pré concebido da geração X para construir junto o que quer que seja. Dá para fazer isso sendo empregado e recebendo um salário. Como você, autor, que com certeza não escreveu e mandou esse texto ao PhD porque foi mandado, ou pago para isso. A inquietude está aí também. Falta você olhar um pouco mais em volta. E lá para dentro.

  • http://www.facebook.com/people/Leonardo-De-Carvalho-Fontoura/100000922062665 Leonardo De Carvalho Fontoura

    Leonardo, XARÁ!

    Sou de 80 tb e compartilho dessa sua ideia… mas digo a GERAÇÃO Y só tem uma falha! O que ela vai fazer daqui a 10 anos? Percebo que muitos profissionais não conseguem planejar a vida co mum prazo de 5 ou 10 anos! se então chateados… ficam de mimimi e não encaram o problema!

  • Andre

    Antes
    de mais nada gostaria de dizer que respeito a sua opinião sobre assunto, mas
    acredito que você cometeu um equivoco em relação ao estudo do vídeo sobre a
    nova geração Y.

    O assunto discorrido pelo vídeo em questão, que por sinal foi criado após
    inúmeras pesquisas e análises (e não por experiências individuais), fala sobre
    como essa nova geração está valorizando a sua felicidade no trabalho sobre a
    recompensa do dinheiro ganho com ele.

    Diferente do modo como você diz no seu texto, acredito que os
    “milleniums” não estão preocupados com terem o seu próprio negócio ou
    não terem chefes, mas sim em fazer aquilo que lhes dá prazer e não se apegam ao
    salário para justificarem a falta de felicidade com a vida que levam. Se essa
    busca por felicidade implica em muitas vezes em novos empreendedores e horários
    de trabalho mais flexíveis, isso é uma mera consequência à essa busca e não um
    meio para construir uma imagem de si próprio.

    Bom, essa é a minha opinião. Mas parabéns pelo texto, fica evidente que você
    realmente tem um talento para escrever.

    Abraço

  • Eduardo

    Legal ! Gostei do termo “Forever Beta”

    Acredito que o pessoal tá evoluindo (pelos menos os jovens mais conscientes estão).

    Não falo nem em época, mas em tipos de pessoas que acabam marcando uma época.

    Conforme a mentalidade vai mudando vai marcando a época, como X, Y, etc.

    Tem uma leva de pessoas que ainda pensam em chegar ao topo a qualquer custo (perdem escrúpulos, a saúde e a vida por isso)

    Outras já estão pensando mais em qualidade de vida e em prazer no que faz. Não é preciso nem abrir uma empresa, mas o que eu noto que as pessoas mais jovens querem é trabalhar em algo que seja importante, que tenha valor, que tenha um propósito.

    Não é apenas o pagamento que conta. Se pensarmos somente em ficar rico e famoso vamos estressar e não aproveitar a jornada com prazer.

    Acredito que temos de ser úteis ao todo (seja lá o que esse todo for: a humanidade, universo, a Força, etc) mas de uma maneira equilibrada.

  • Eplef

    Lixo.

  • http://www.facebook.com/people/Mauro-Reis-de-Aguilar/100000439014363 Mauro Reis de Aguilar

    Sinceramente gostei muito do vídeo, me identifiquei muito, mas não considero a opinião do Leonardo Luz, válida, aliás acho até que se ele se baseou no vídeo para postar, com certeza houve uma interpretação errada. A vontade de ser empreendedor mostrar realmente como a idéia das pessoas funcionam hoje em dia. Atualmente trabalho em escritório, com desenvolvimento de sistemas, mas pretendo ir muitio mais longe do que isto. Sou o tipo de pessoa que não quer seguir certos padrões onde estes limita a capacidade das pessoas de mostrar toda sua habilidade e expor idéias que valem muito.

  • http://twitter.com/rafagondi rafael

    Não concordo em quase nada do que foi dito neste artigo…
    Pra falar a verdade fiquei um pouco decepcionado com a falta de profundidade do artigo, com a “opinião” do autor, e em um texto como este ter sido publicado num portal tão interessante e tão pertinente como p PdH.

    O texto mais parece uma reclamação de um filho mimado do que qualquer outra coisa.
    O que transparece no texto é que o autor é diferente da geração Y e para se “vingar” tenta buscar e extrapolar defeitos específicos de uma minoria…

    Se você (autor) não tem tino empreendedor nem vontade de empreender, e daí? Não precisa ficar incomodado com quem tem. E se as empresas que viu não te agradaram, este é o seu círculo de amizade/experiência, não generalize.

    Também achei ridículo o excerto “(…) Parece que chegar em uma reunião de patinete meia hora atrasado é mais importante do que o trabalho que você trouxe debaixo do braço. (…)”.
    Com esta frase você define uma geração inteira, milhões de pessoas, como irresponsáveis e incompetentes.
    Impressionante…

    Com está visão, não consigo ver muito futuro para o seu “bem remunerado e bem feito” trabalho…

  • Bruno

    A única maneira de ser livre e tendo um negócio. Por que escrever o que te pedem para escrever quando você pode escrever somente o que quer escrever. Acredito que exista uma diferença básica entre escrever o que mandam e escrever o que quer.
    Abraços,

  • Danilo Arato

    Leonardo Luz, muito bacana o vídeo! Sua visão sobre a geração “Y” (a minha) também é muito bacana, porém, eu não concordo!
    Você é realmente muito bom no que faz, prova disso é o número de comentários que recebeu neste artigo, e você realmente se conhece muito bem, afinal, você escreveu, ganhou (bem??) e foi pra casa, aparentemente sem fazer questão de empreender seu artigo, já que não vi nenhum comentário seu em meio a tantos. Tenho certeza, porém, que você acompanha toda a discussão, do contrário, não seria o bom profissional que é…
    Talvez uma pitada de geração “Y” aqui, pudesse tornar as coisas ainda mais interessantes, já que você tem ibope, idéias boas e capacidade de sobra pra contextualizar ainda mais todo este papo.

    Do mais, parabéns! (feedback)

  • Pingback: Você não precisa ser empresário para ser empreendedor « Eureca! Atitude Empreendedora

  • http://twitter.com/thoyn antonio henrique

    Vejo na geração X o espírito de Brasília: Ficar rico cedo pra esbanjar depois. Tudo de forma “meritocrática.”
    Tai a filosofia de vida que o autor tanto defende!

  • Marco Aurélio

    Sempre leio o PHD, mas nunca cheguei a comentar.

    Leo reveja suas fontes cara, acho que você exagerou na critica, também sou da geração Y e fui criado pelos meus avós, sem bem como eles pensam, agora o ponto que você touco mais forte no artigo foi a questão do comportamento da nossa geração.

    Nem todos são irresponsáveis dessa maneira, essa irresponsabilidade de atrasos falta de interesse e “nossos defeitos” digamos assim, existem em qualquer geração, seja ela y, x, z, k, w.

    O que difere a Y seria mais o modo de pensar e agir sobre os problemas encontrados no dia dia, e não a falta de responsabilidade.

  • http://www.facebook.com/people/José-Guilherme-Pessoa-Trindade/100002064904942 José Guilherme Pessoa Trindade

    O problema é que a geração Y caiu nas malhas de sedução usada pela geração X na hora de agir.

    Se encantam fácil com qualquer layout.

    Aprendem 5 línguas e não sabem como e onde usar nenhuma.

    Confundem ousadia com libertinagem.

    Sou professor, brother, e os alunos se inspiram na geração Y, tem aluno que lê o dia inteiro sobre adm e não sabe dizer o que é modo de produção, que vive lendo livro de auto-ajuda mas não tem coragem de questionar nem a política nacional.

    Não é uma generalização, mas muitos são marionetes de um grande teatro.

    E olha, sou de 91…

  • http://www.facebook.com/victorzuanazzi Victor Henrique Abreu

    Muito preconceito e pouco conteúdo.

  • Gustavo

    Um vídeo muito interessante, seguindo de um texto onde são feitas boas palavras para uma ideia que cultivo há algum tempo para guiar minhas escolhas. Me sentí até mais contente de saber que existem outros que pensam o mesmo que eu: simplesmente, não quero abrir uma empresa e ponto!

  • Roberto

    Por experiência própria acho que o empreendedorismo da nova geração não vem por capricho mas por necessidade. Empresas que exploram funcionários pagando salários com valores a baixo do mercado, chefes caretas que não admitem que funcionários mais novos tenham mais conhecimento (justamente pelo acesso a informação facilitado), tudo isso obriga esse pessoal a ter que fazer as coisas acontecerem do seu jeito. Se as empresas fossem mais abertas e flexíveis acho que isso tudo não estaria tão forte. Eu vejo isso tudo com bons olhos, uma hora ou outras as empresas vão precisar dessa geração Y e vão ter que se adequar ou vão ficar sem força de trabalho.

  • Caroline

    Nossa você é louco? Será que não entendeu que não importa e não existe geração melhor ou pior? O importante é que todos se respeitem e aprendam uns com os outros.
    Você foi ridículo e equivocado.
    Ah e me matem se prefiro ser feliz do que ganhar rios de dinheiro, que me farão ter e não ser!!!!!!!
    Dinheiro é bom sim, mas prefiro não depender só disso para ser feliz!
    Caroline.

  • Alf

    Não sei se o que eu vou falar vai fazer
    sentido. Não sei se existe essa coisa de geração X, Y ou qualquer outra
    classificação dessas, primeiramente por que é uma classificação arbitraria,
    arbitrada pelos tais formadores de opinião, pessoas que classificam eventos
    maiores por parâmetros próximos a eles, logo isso é um problema clássico de análise
    de espaço amostral.

    Me parece que esse tipo de padronização ocorre
    limitada a uma faixa estreita de poder aquisitivo e localização geográfica.

    Interessante como no vídeo mostra que a geração
    Y é cooperativa, ligada em tecnologia e interligada por redes sociais e afins.
    Agora aplique esse padrão em qualquer subúrbio brasileiro, gueto americano ou
    outro local com poder aquisitivo mais baixo e observe se essa descrição é
    levemente próxima dos jovens adultos desses lugares. Não é não.

    Só como reflexão, no Brasil não temos baby
    boomers por que não tivemos uma geração de adultos criados a partir das sombras
    da segunda guerra (caso dos americanos), não temos geração X por que isso
    significa termos uma economia forte em 1980 (tivemos umas 4 moratórias desde 1982 a 1994) e não temos
    geração Y por que os grandes esforços coletivos de criação de start ups no
    Brasil são originados não de um desejo de mudar o jeito de trabalhar de alguns,
    mas do aumento da renda ocorrido no período de 2003 em diante e do espaço econômico
    gerado a partir dessa renda.

    Isso deve ser muito parecido nos outros
    paises, com marcos políticos e econômicos diferentes entre si.

    Como um exercício reflita no seguinte: Se
    essa conversa pode ser aplicada a uma gama grande de pessoas conhecidas e se
    essas pessoas se encaixam como X, Y, baby boomers ou afins.

    Por exemplo, tenho 40 anos, emprego formal,
    formação superior e definitivamente não sou da geração X.

    Por que? Simples, venho de uma família
    muito pobre e dei uma sorte danada pra poder me formar. Sou o único formado da
    minha família e até os 28 anos eu era trabalhador braçal, peão mesmo e essa
    coisa de geração X nunca nem chegou perto de mim. Todas as pessoas que eu vi na
    base da sociedade; lixeiros, peões de obra, ajudantes de produção e afins não tão
    nem ai pra essa coisa de geração X ou Y.

    Tem uma coisa que não é compreendido pelos
    fazedores de opinião. Trabalhar no que ama é uma sorte e um luxo, por que nem
    de longe é o que vai acontecer com a maioria das pessoas. A grande maioria não
    escolhe carreira ou alguém acha que um jovem adulto sonha em ser açougueiro,
    carregador de caixas ou ajudante de pedreiro? Não, ninguém sonha com isso, mas
    foi o que a pessoa conseguiu naquele momento. Para uma pessoa da base da
    sociedade o que importa é ter meios de sobrevivência e qualquer outra coisa é supérflua.
    Por isso que uma definição como X, Y ou qualquer outra é irrelevante na grande massa
    da sociedade.

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