Quando pontos de vista opostos se encontram, há grandes chances de que uma conversa inicialmente amigável possa se tornar uma pesada discussão. Seja no ambiente de trabalho, entre amigos ou com a namorada, tenha em mente as seguintes dicas para evitar que uma simples briga se transforme no fim de um relacionamento ou mesmo de seu emprego.
Lembra quando nós eramos crianças e você quebrou meu nariz? Pois é, eu não esqueci daquilo!
Por exemplo, você está discutindo com um colega de trabalho à respeito do último projeto e, no meio, menciona um trabalho mal-feito do ano passado e a mania do outro em querer puxar o saco do chefe. Sabe o que acabou de fazer? De expandir a discussão para mais questões do que vocês vão dar conta de resolver.
E mesmo que cheguem a um consenso sobre o problema inicial, irão ter deixado outros em aberto, possivelmente prolongando ou gerando novas brigas.
Solução: se a outra pessoa começar a levantar novos tópicos, oponha-se e deixe claro que o objetivo da discussão é um só e outros problemas devem ser deixados para depois.
Algumas pessoas não conseguem lidar muito bem com ofensas pessoais, portanto é melhor prevenir
Quando uma discussão começa a esquentar, é natural que o sangue dos envolvidos comece a ferver, ambos começam a demonstrar impaciência e desejam apenas “ganhar” a contenda. Nesse cenário, ataques pessoais surgem com grande facilidade. Um fala sobre como o outro sempre foi um eterno incompetente. A namorada pode chamar se parceiro de filhinho da mamãe.
O problema todo é que a briga estará terminada em cinco ou dez minutos e algumas ofensas podem não ser esquecidas.
Solução: não ataque a pessoa, e sim o comportamento. Se o colega de trabalho não terminou a tarefa no prazo, fale que isso te irritou e não a preguiça dele. Se o novo gerente não soube ser maduro com sua equipe, não diga que ele é imaturo, diga que um gerente precisa ter mais maturidade e auto-controle do que a média. Isso afasta o envolvido da questão e facilita muito que cheguem a um ponto comum.
A culpa é sua, senhorita. S-ó s-u-a.
O jogo de apontar o dedo é um dos recursos mais infantis e arrogantes que alguém pode usar. Você elege um argumento qualquer como muleta e coloca toda a culpa em algum idiota bode expiatório qualquer. É um mecanismo de defesa clássico. A discussão passa a girar em torno de quem é o culpado e o foco original evapora mais rápido que álcool.
Sem que ambos os lados reconheçam suas falhas, uma discussão nunca chega ao fim. Ambos precisam ceder, em maior ou menor medida. Lembre-se de que ao apontar um dedo, outros três estão apontando de volta para você.
Solução: comece a discussão reconhecendo suas falhas, antes de mencionar quais atitudes do outro incomodaram você. Quando um dos dois cede primeiro, o caminho fica aberto para um diálogo mais claro. Além de ser uma puta atitude de homem que confia no próprio taco e não precisa ganhar a briga no berro.
Amanhã, a segunda parte desse artigo, com mais 3 táticas que você não deve usar em uma discussão.
Criador do PdH. Valoriza os bons amigos, boas cervejas e o trabalho. Baixa tolerância a papo furado e idiotas.
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