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100 mil dólares para você largar a faculdade

Paulo Ribeiro

por
em às | PdH Shots, Trabalho e negócios


A Thiel Foundation, de Peter Thiel, co-fundador do PayPal, criou um programa de intercâmbio denominado 20 under 20: os estudantes recebem 100 mil dólares para largar a faculdade e iniciar a própria empresa. É isso mesmo que você leu, 100 mil dólares. E ainda por cima ganham um treinamento diferenciado lá no Vale do Silício, no olho do furacão da cultura digital inovadora.

Peter Thiel, cofundador do PayPal, investidor no Facebook, gerenciador de fundos hedge e revolucionário da educação

Peter Thiel, co-fundador do PayPal, investidor no Facebook, gerenciador de fundos hedge e revolucionário da educação

A primeira turma foi selecionada mês passado e as áreas de atuação dos estudantes vão de economia às finanças, passando por biotecnologia e mineração extraterrestre (não ir atrás do ouro dos homenzinhos verdes, mas minerá-lo quando cair de meteoro aqui na Terra). A restrição é que os inscritos devem ter menos de 20 anos de idade.

Caso os projetos dêem certo, Peter terá mostrado que a faculdade não é sinônimo de sucesso, nem garantia para nada. Grandes mentes e bem sucedidos inovadores de nossa geração, como o Steve Jobs, o Bill Gates e o Zuckerberg (só para citar os casos mais famosos) abandonaram o curso superior para seguirem carreira empreendedora.

Hoje, na sociedade da informação, ter um diploma universitário não significa necessariamente muita coisa – principalmente para determinadas áreas. A quantidade de pessoas que terminam a universidade e vão fazer pós-graduação é muito grande, seja porque não sabem como ganhar dinheiro (empreender nem pensar, né?) ou porque o mercado já está abarrotado. Isso sem mencionar quem termina concursado numa área não correlata com sua formação.

Nem todas as idéias são tão boas quanto as outras, claro. Será que eles recuperam os 100 mil?

Nem todas as ideias são tão boas quanto as outras, claro. Será que eles recuperam os 100 mil?

Como disse o próprio Peter:

“Não estamos dizendo que todo mundo deveria largar a faculdade, [...] o problema é que em nossa sociedade presume-se que todo mundo tem que ir para a faculdade.”

A universidade não é para todo mundo; nem todos os perfis de habilidades individuais se encaixam por lá. Não é sinônimo de emprego certo ou dinheiro farto. Ao ensinar que a faculdade é o único caminho, nossa sociedade está matando a criatividade dos estudantes e condenando-os a uma vida medíocre. Iniciativas como a de Peter Thiel são louváveis, por servir de exemplo.

Para quem se interessou pelo projeto de intercâmbio (eu incluso), a próxima turma abre em outubro.  Mais informações aqui, no final da página. E aí, você largaria sua faculdade?

Paulo Ribeiro

Paulo Ribeiro acredita que as pessoas podem mais com a vida e escreve sobre como conseguir isso no site Estrategistas. É um futuro engenheiro, embaixador da Exosphere no Brasil e escritor. No twitter, responde por @paulorrj.


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  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Que sorte viver nesses tempos. Até que enfim mais e mais pessoas estão concluindo o óbvio. E agindo.

    É isso aí:

    A universidade é apenas um dos caminhos. Eu mesmo teria vivido melhor e avançado mais rápido se não tivesse perdido tanto tempo no caminho mais convencional.

    Pessoas com menos de 20 anos não são estúpidas, só precisam de espaços que valorizem suas habilidades e as empoderem. Ouvi isso do João Felipe, grande empreeendedor da Unicef, que palestrou no TED e conversou comigo no CEBB depois.

    Paulo, aguardo mais shots desse tipo. Valeuzaço!

    • Luciano

      “A universidade é apenas um dos caminhos. Eu mesmo teria vivido melhor e
      avançado mais rápido se não tivesse perdido tanto tempo no caminho mais
      convencional.”

      Digo o mesmo.

    • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

      Opa, obrigado!

      Eu também vi um TED (agora não lembro qual) sobre uma criança, cuja mãe pensava ter algum tipo de problema por não conseguir se concentrar nas aulas. Felizmente, fugindo do comum para a cultura da época, o médico descobriu que ela tinha aptidão para a música; por causa disso não conseguia se concentrar aos métodos tradicionais de ensino. Ela saiu, foi estudar ballet e terminou por fundar uma das maiores companhias de dança do mundo.

      Um exemplo de habilidade bem observada e onde se criou espaço para a criança se desenvolver, ao invés de enlatá-la no método geralzão.

      Abraço!

  • http://www.facebook.com/cristianosvieira Cristiano Vieira

    Hum, boa ideia! Pena que já fiz faculdade e estou muito, mas muito além dos 20 anos!

  • http://www.facebook.com/guerrafelipe Felipe Guerra

    Interessante, hein? Eu toparia fácil. Eu acho que a questão maior é que a faculdade é vista como o melhor caminho pós-ensino médio, porque você terá orientações por alguns anos e não precisará se jogar tanto numa área desconhecida. Poderá sair com um conhecimento a mais, e mesmo assim procrastinar um investimento empresarial ao resolver fazer uma pós. Na nossa posição, de reles mortais, seria algo FODA ganhar esse investimento – dinheiro pra administrar e treino fudidamente profissional. E isso porque dificilmente temos acesso a instituições de ensino superior renomadas. No caso de outros países, que possuem faculdades conhecidas mundialmente, a situação pode mudar um pouco. Mas mesmo assim acredito que, dependendo da pessoa, esse caminho alternativo pode ser bem melhor (tem gente que já tem a criatividade e ousadia desde cedo, e, com um pouco de orientação, pode ir longe rapidin).

    • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

      “Eu acho que a questão maior é que a faculdade é vista como o melhor
      caminho pós-ensino médio, porque você terá orientações por alguns anos e
      não precisará se jogar tanto numa área desconhecida. Poderá sair com um
      conhecimento a mais, e mesmo assim procrastinar um investimento
      empresarial ao resolver fazer uma pós.”

      Bem dito.
      O problema é achar que todo mundo se daria bem assim; criar os jovens ensinando que esse é o único caminho, impedindo eles de descobrirem aquilo em que realmetne são bons.

      É o grande problema da sociedade: como tratar caso a caso é difícil, daí se acha uma solução mediana e se aplica a todos como verdade. O mesmo vale para distúrbios comportamentais (como violência) com a lei, etc etc.

      Abraço!

    • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

      “Eu acho que a questão maior é que a faculdade é vista como o melhor
      caminho pós-ensino médio, porque você terá orientações por alguns anos e
      não precisará se jogar tanto numa área desconhecida. Poderá sair com um
      conhecimento a mais, e mesmo assim procrastinar um investimento
      empresarial ao resolver fazer uma pós.”

      Bem dito.
      O problema é achar que todo mundo se daria bem assim; criar os jovens ensinando que esse é o único caminho, impedindo eles de descobrirem aquilo em que realmetne são bons.

      É o grande problema da sociedade: como tratar caso a caso é difícil, daí se acha uma solução mediana e se aplica a todos como verdade. O mesmo vale para distúrbios comportamentais (como violência) com a lei, etc etc.

      Abraço!

    • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

      “Eu acho que a questão maior é que a faculdade é vista como o melhor
      caminho pós-ensino médio, porque você terá orientações por alguns anos e
      não precisará se jogar tanto numa área desconhecida. Poderá sair com um
      conhecimento a mais, e mesmo assim procrastinar um investimento
      empresarial ao resolver fazer uma pós.”

      Bem dito.
      O problema é achar que todo mundo se daria bem assim; criar os jovens ensinando que esse é o único caminho, impedindo eles de descobrirem aquilo em que realmetne são bons.

      É o grande problema da sociedade: como tratar caso a caso é difícil, daí se acha uma solução mediana e se aplica a todos como verdade. O mesmo vale para distúrbios comportamentais (como violência) com a lei, etc etc.

      Abraço!

  • http://www.facebook.com/arthur.s.mendonca Arthur Silva Mendonça

    eu tenho até setembro! algum curso na área de Direito ?

    • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

      Não vi.
      Mas não precisa ser na sua área de atuação, basta ser bom o bastante :)

    • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

      Não vi.
      Mas não precisa ser na sua área de atuação, basta ser bom o bastante :)

  • http://www.facebook.com/arthur.s.mendonca Arthur Silva Mendonça

    eu tenho até setembro! algum curso na área de Direito ?

  • http://twitter.com/LanderMAIS Lander Brahz

    Muito boa essa iniciativa, pena que fiz 21 anos esse mês haha.

  • Victor Cavalcanti

    Isso, somado ao fato de sentir que meu curso não é metade do que deveria, me dão a sensação de que to perdendo tempo :/

  • Osbournes

    Legal, achei muito interessante. Não se aplicaria ao meu caso (a faculdade foi essencial para o encaminhamento positivo da minha vida) mas provavelmente se aplica muito bem a muitos casos.

  • Marina

    Estudo engenharia mecânica em uma universidade foda na Suica, e digo que nao largaria por nada. Em certas areas, realmente estudar nao te dá muita coisa, em engenharia de ponta porém, ser autodidata e tentar fazer coisas sozinho sem saber a base é muito complicado. 
    É claro que só a teoria também nao adianta, a experiência prática é de extrema importância, porque evita erros quando você projeta algo, mas as empresas aqui sao a favor disso e a própria faculdade te ajuda a montar o próprio negócio, com know-how e concursos em que os empreendedores ganham uma grande ajuda financeira pra colocar tudo em pé. 

    Mas acho que a cultura de universidade no Brasil também é diferente, o pessoal quase usa a faculdade para somente “aproveitar a vida”, festas sao parte fundamental (estudei na usp um tempo, depois larguei porque quis algo mais desafiador). Como na Suica mesmo sendo caixa de supermercado voce ganha uma grana legal (+- 20 Francos por hora que equivale a um salario mensal de 2400 Francos trabalhando 8h por dia 5x por semana) só vai pra faculdade quem quer e gosta. Até porque as aulas sao tao puxadas que se você nao amar o que está fazendo você desiste no primeiro mês….

    Enfim, cada um tem que fazer o que gosta, assim como faculdade nao é pra todo mundo, empreender também nao é. A maior parte só se animaria com a idéia de grana fácil, fazer isso crescer é outra história.

    • Joaocintracampos

      Howard Hughes te diz algo?

    • Joaocintracampos

      Howard Hughes te diz algo?

  • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

    Porque esse projeto não existia 3 anos atrás? Porqueeeee?!?!

    Deixando minha “rabugentice” de lado, estou no time dos que que vão largar a faculdade e tentar empreender por conta própria. Já tentei três vezes a vida de universitário. Nas duas primeiras só brinquei, na terceira aprendi coisa pra caralho, mas também sofri desnecessariamente. Tudo por um diploma que, no fim, pode não valer absolutamente nada na minha carreira.

    O problema é que no Brasil não se incentiva nem um pouco a mente empreendedora. Na minha família, por exemplo, a mentalidade é “faça um bacharelado em direito, tire sua OAB e depois faça concursos”. Pai, mãe, avô, avó, tios, tias e primos…sinto muito, mas eu jamais me encaixarei neste modelo fabricado de carreira. Deixei bem claro quando, ao invés de concinuar cursando Direito, mudei para Administração. Agora deixo ainda mais claro quando, com 2/3 do curso concluído, tranco tudo e sigo “na raça”.

    Sobre o projeto citado, eu toparia sem pensar duas vezes. Capital e treinamento valem MUITO mais do que qualquer diploma, penso eu.

    • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

      Também enxergo essa limitação nas pessoas que me cercam, @Sandro_Guedes:disqus . Esse problema de não se incentivar a mentalidade empreendedora passa muito da relação da nossa sociedade com o dinheiro: movida por amor e medo. Amor ao aliviar as tensões da vida com o consumismo e medo de perder tudo e ficar sem teto, de passar fome etc etc.

      As pessoas terminam movida por essa relação complicada e têm receio de trocar o seguro – faculdade, concurso dentre outros (que hoje nem é mais tão seguro assim)- pela carreira empreendedora. Também por falta de informação.

      Quem escreveu muito bem sobre isso foi o Seiiti Arata, no livro “A Classe Alta” – http://www.arataacademy.com/port/a-classe-alta/

      Abraço

      • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

        Pois é, eu participei um pouco da terceira turma do “A classe alta”, li o livro e baixei bastante do resto do material disponível lá. Tem coisa até que ainda to lendo. Infelizmente, por problemas pessoais, interrompi a participação.

        O Seiiti realmente tem muita experiência pra compartilhar sobre isso. Recomendo a todos.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Sonho com o dia em que concurso público não será tão seguro e a Sociedade vai poder demitir esse povo… (até eu, se fizer besteira… revoltadaaoextremohoje)

      • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

        Somos dois, Rosana.

  • http://www.facebook.com/people/Beto-Tritto/100000170561991 Beto Tritto

    Idéias e coragem eu tenho. Me faltam mesmo a grana e ser menor de 20 anos.

  • http://www.facebook.com/people/Rodolfo-Godoy-Marques/1528677209 Rodolfo Godoy Marques

    Só um asterisco, acho que vale a pena comentar: depois deem uma olhada lá na página do projeto e vejam o perfil dos escolhidos. Tem uma garota que foi matriculada no MIT com 14 anos hahahaha

  • http://www.facebook.com/people/Lucas-Neto/100001393534145 Lucas Neto

    Durante um evento que tive no meu curso de publicidade, o palestrante abriu com uma pergunta. “Quem aqui investiria 40 mil em publicidade?” Ninguém respondeu. “Num espaço de 4 anos?” Esperou uns minutos e todos estavam calados. Ai ele completou “por que é mais ou menos esse o custo para você se tornar um bom profissional de publicidade” e começou a destrinchar tudo que ele achava importante. Todo mundo engoliu seco.

    Hoje eu percebo o que ele queria dizer. A maioria absoluta das pessoas se baseia APENAS na faculdade para seguir carreira, mas além dela ser apenas 1 de muitos caminhos que podem ser seguidos, ela pode simplesmente funcionar como complemento a outras coisas que você pode fazer.

    • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

      Pois é, cara.
      Para quem tem visão, dá para combinar o conhecimento obtido na sua área com outras e fazer um combo foda e diferenciado.

      Imagina um publicitário focado em empresas Web, por exemplo?

      Mas as pessoas continuam com a mente presa. No fundo, é aquela necessidade humana de ter “O caminho” para seguir. É até mais fácil viver quando te dizem o que fazer.

      É legal ver que tem gente acordando. Precisamos mudar o quadro geral da educação para estimular isso.

      Abraço!

  • http://www.facebook.com/people/Lucas-Neto/100001393534145 Lucas Neto

    Durante um evento que tive no meu curso de publicidade, o palestrante abriu com uma pergunta. “Quem aqui investiria 40 mil em publicidade?” Ninguém respondeu. “Num espaço de 4 anos?” Esperou uns minutos e todos estavam calados. Ai ele completou “por que é mais ou menos esse o custo para você se tornar um bom profissional de publicidade” e começou a destrinchar tudo que ele achava importante. Todo mundo engoliu seco.

    Hoje eu percebo o que ele queria dizer. A maioria absoluta das pessoas se baseia APENAS na faculdade para seguir carreira, mas além dela ser apenas 1 de muitos caminhos que podem ser seguidos, ela pode simplesmente funcionar como complemento a outras coisas que você pode fazer.

  • Rodrigo Santana de Sá

    Pra mim, a universidade foi fundamental. Apesar de ter gasto muito tempo “perdido”, hoje vejo que entrei cedo de mais na universidade.

    Mas o que contou mesmo foi morar lá, morei no alojamento, com pessoas de outras cidades, estados e cursos diferentes.

    Convenhamos, é bem mais interessante discutir reforma agrária, meio ambiente, reserva legal, etc com pessoas que fazem cursos como zootecnica, agronomia e licenciatura em ciências agrárias e que vivem da terra, do que debater esse assunto com a galera que fazia biologia (meu curso) e viveram sempre em cidades (assim como eu).

    E isso se repetiu em diversos assuntos.

    Talvez ter ficado um tempo à mais lá, valeu a pena. =)

    E convenhamos, todos os exemplos de sucesso são da área de informática, que muda tão rápido que quando você se forma, já está muito defasado.

  • http://www.facebook.com/people/Paulo-Menzinger/100000319627499 Paulo Menzinger

    Estou formado a quase 2 anos e me perguntem se fui buscar o meu diploma? Bem ainda não esta fazendo falta hehe.

    Mas tem vários lados da faculdade que vão além do diploma e do que as matérias do o curso tem a lhe ensinar. um deles é a networking que você pode formar dentro do ambiente da universidade.

    Muitos de meus colegas de trabalho hoje ( estou abrindo a minha própria empresa e toco projetos de forma independente) conheci por meio dela, sem contar as oportunidades de cursos e pesquisas, relacionamentos com pessoas de diversos interesses e áreas distintas da sua, entre muitas outras coisas… que levam ao crescimentoi não só profissional, mas pessoal também.

    Concordo que a faculdade é apenas um dos caminhos, nem melhor nem pior que os demais, e que a sociedade divulga ou incentiva muito poucos as outras opções, mas também vejo muita gente reclamar que a faculdade adicionou muito pouco ao seu currículo, mas não soube explorar esse vasto ambiente que é o ambiente universitário, esperando que apenas a conclusão da grade “convencional” de seus cursos faça milagres ( no máximo 1 estágio no final e olhe lá).

    seja qual caminho se escolher, este deve ser vivenciado em toda sua plenitude, mesmo que seja para descobrir que ele não é o caminho certo e partir para um outro depois.
      

  • Márcio

    Vou ser do contra!! Terminei minha faculdade de engenharia e não trocaria ela por 100 mil verdinhas. Eu larguei um emprego de muitos anos depois de formado para me arriscar em um negócio próprio e me fudi, perdi todas minhas economias, e o ap que eu estava por comprar. Hoje eu vejo como fui impulsivo, e já não era mais um guri, tinha 30 anos na época, claro que muitos vão dizer “eu não iria ser tão imbecil a ponto de perder os 100mil em uma aventura, eu tenho os riscos do meu negócio calculados”, mas eu dou um conselho do que aprendi – risco é uma coisa que a gente finge saber, não temos como calcular, por isso que ele existe.
    Mas voltando ao tema, se eu fosse um cara apenas com formação básica eu não teria me recuperado financeiramente, minha experiência e formação me ajudaram a recuperar o que eu perdi em menos de 03 anos trabalhando de “empregado” na minha vida “medíocre” conforme cita o artigo, mas digo uma coisa, minha formação acadêmica é o alicerce para que eu possa arriscar empreender outra vezes, pois sei onde vai estar meu padrão de vida caso eu quebre a cara novamente. Ninguém precisa deixar de empreender por fazer uma faculdade, aliás, nela provavelmente tu irá conhecer teus principais parceiros e colaboradores para teu empreendimento. 

    • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

      Cara ,todo mundo aprende com as experiências.
      Você deve ter crescido bastante no processo.

      Há alguns momentos na vida que não podemos correr risco algum, mesmo os calculados. Por exemplo, não dá para trocar um emprego seguro mediano por uma vida empreendedora quando você mora de aluguel e sua mulher está grávida.

      Nem tudo funciona para todo mundo. Nem todo mundo se adapta a faculdade, nem todas as pessoas em todos os momentos da vida se adaptam ao empreendedorismo. Por isso eles escolheram jovens com menos de 20 anos, pois caso tudo desse errado e eles não aprendessem nada, ainda teriam 22 anos e a vida pela frente.

      Não que quem seja mais velho não deva tentar, mas tem que ser algo preparado. Talvez tenha faltado isso a você. Sobre essa transição assalariado
      -empreendedor, recomendo essa série de podcasts: http://falafreela.com.br/episodios/falafreela33-pense-grande

      O importante é não restringir o espaço de desenvolvimento dos jovens, limitando culuturalmente as possibilidadedes deles.

      Abraço

  • Márcio

    Vou ser do contra!! Terminei minha faculdade de engenharia e não trocaria ela por 100 mil verdinhas. Eu larguei um emprego de muitos anos depois de formado para me arriscar em um negócio próprio e me fudi, perdi todas minhas economias, e o ap que eu estava por comprar. Hoje eu vejo como fui impulsivo, e já não era mais um guri, tinha 30 anos na época, claro que muitos vão dizer “eu não iria ser tão imbecil a ponto de perder os 100mil em uma aventura, eu tenho os riscos do meu negócio calculados”, mas eu dou um conselho do que aprendi – risco é uma coisa que a gente finge saber, não temos como calcular, por isso que ele existe.
    Mas voltando ao tema, se eu fosse um cara apenas com formação básica eu não teria me recuperado financeiramente, minha experiência e formação me ajudaram a recuperar o que eu perdi em menos de 03 anos trabalhando de “empregado” na minha vida “medíocre” conforme cita o artigo, mas digo uma coisa, minha formação acadêmica é o alicerce para que eu possa arriscar empreender outra vezes, pois sei onde vai estar meu padrão de vida caso eu quebre a cara novamente. Ninguém precisa deixar de empreender por fazer uma faculdade, aliás, nela provavelmente tu irá conhecer teus principais parceiros e colaboradores para teu empreendimento. 

  • http://twitter.com/gibarino Giovanna Barino

    Iniciativa fodástica!

    Agora vamos aos fatos: Vocês por acaso leram a lista dos 24 estudantes selecionados?
    Não tem UM que não tenho se formado na faculdade antes dos 18 ou já havia largado a faculdade ou já programava desde os 9 anos pra Microsoft e Mozilla e etc… Todos muito acima do estudante médio.

    Os projetos todos são surreais e acho que valem e MUITO o investimento. Mas temos que confessar: poucos são os que aos 10 anos de idade entram num laboratório de patologia e fazem pesquisa!!! Poucos são os que se interessam por isso.

    Espero realmente que cada dia mais existam novos projetos como esse, mas que se iniciem antes. Não adianta mostrar pra sociedade (através de gênios) que nem todos devem ir a faculdade. A maioria deles estudou muito mais do que todos os outros que vão a faculdade. (e em muito menos tempo diga-se de passagem), o que não gera exatamente a sensação de “bem, até que meu filho querer ser vendedor/sapateiro/dançarino/ator não é uma má idéia”.

    Os educadores (sendo um deles me incluo neste meio) já sabem há muito que não são todos que vão ser bem sucedidos no meio educacional normal. E pela seleção dele, bem pode até ser que eles não eram bem sucedidos em todas as áreas, mas com certeza não eram alunos ruins.

    Ainda espero ver um projeto que estimule o ENSINO diferenciado… a partir das habilidades e interesses de cada criança…. mas isso é papo pra outra conversa! =D

    • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

      Graças ao teor de “concurso”, com certeza eles escolheriam os mais notáveis, @twitter-39075824:disqus .
      Isso não significa que SÓ esses sejam o alvo, mas os projetos deles se destacaram ( o que era de se esperar, graças aos respectivos perfis).

      Acredito que sim, é algo válido, ainda que com “gênios”, para chamar atenção. Mas não que “concursos” como esse se tornem uma muleta para nosso sistema educacional: Também sonho com um sistema de ensino especializado, focado em cada aluno e não na sala inteira como um todo (como se pudéssemos consideram uma sala cheia de crianças algo homogêneo!).

      O importante foi a iniciativa do Thiel; é apenas um pequeno passo para uma longa jornada.

      Abraço

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Estatísticas do MEC dizem que cerca de 10% da população possui altas habilidades, muitas dessas crianças são diagnosticadas como portadores de algum distúrbio pelo fato de não se encaixarem nos padrões escolares.

        Tanto que o conceito de altas habilidades hoje é tratado como “inclusão”, ou seja, educação especial. Hehe, não damos contas dos alunos ruins, nem dos gênios…

        As universidades públicas brasileiras têm programas de IC científica bem interessantes para estudantes de EF e EM, talvez as empresas ou o Sebrae poderia também fazer algo do gênero. Tem conhecimento de algo assim, Paulo.

        Aliás, parabéns pelo texto, viu!! Gostei bastante!

      • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

        Não, Rosana, desconhecia isso. Já é alguma coisa.

        É importante lembrar não só dos alunos com inteligência além da média, mas daqueles com inteligência diferenciada, para áreas diferentes, como as artes, música etc. Também são excluídos pelo sistema.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Isso, Paulo, altas habilidades são diferentes habilidades… não apenas inteligência, digamos “cartesiana”… gênios são gênios em qualquer área, né?

      • http://twitter.com/gibarino Giovanna Barino

        Concordo plenamente Paulo e achei maravilhoso esse assunto aparecer aqui no Pdh. (thanks a lot!)

        É só que como educadora de todo santo dia, eu vejo isso e conecto diretamente com aquele famoso vídeo do Sir Ken Robinson (Do schools kill criativity? – e o fantástico, também, video da RSA animate – o qual foi prestigiado com um post no seu blog – BTW ficou muito bom – parabéns!) e penso: Se a idéia é valorizar que nem todos devem seguir o caminho do ensino formal – devíamos ter mais exemplos de sucesso através de outros métodos.

        Não sonho tão longe quanto ensino focado em cada aluno (inviável a não ser que igualemos o número de professores para alunos p no mínimo 1 para 3), mas o ensino focado em habilidades como Ken Robinson dispõe.

        Anyways… eu também gosto de botar lenha na fogeira. Por que o cara teve uma iniciativa válida sim, mas não podemos deixar de ver tudo que tem por trás dessa iniciativa, principalmente os lucros futuros. Pensamento crítico ainda precisa ser estimulado – ainda que seja para criticar iniciativas boas – quem sabe assim um dia elas ficam melhores ainda né? =D

        Thanks a bunch for the attention =D 

      • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

        É verdade.
        “Se a ideia é valorizar que nem todos devem seguir o caminho do ensino formal – devíamos ter mais exemplos de sucesso através de outros métodos. ”
        Mas se pararmos para pensar um pouco, que tipo de sucesso? (já vira filosofia).
        Pessoas normais que conseguem o sucesso em suas áreas, fora da Universidade, podem ter uma vida boa “sem chamar atenção” das estatísticas.

        Quanto aos textos que linkei, não são do meu blog, mas do @facebook-100002422538775:disqus , amigo de universidade :)

        Abraço

    • Gabriel bressani

      Um comentário muito bom. 

      Apesar de ter a certeza de empreender no futuro, concordo plenamente no ponto que o exemplo citado acima da Thiel Foundation NÃO É PARÂMETRO. Ele foca em uma massa de jovens completamente fora dos padrões.
      Acredito que o empreendedorismo e o pensamento pró-ativo deva ser estimulado desde o colégio, por meio de ensino “diferenciado”.

    • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

      Oi, Giovanna, acho que o problema é que aluno ruim pode fazer a faculdade que for, né? Já o cara que é bom, não precisa mesmo da faculdade e, tenho pra mim, que quanto antes sair da escola melhor.

       

      • http://twitter.com/gibarino Giovanna Barino

        Nossa Rosana… tirou das minha mente as palavras! =D É isso aí! O aluno bom, devia inclusive ser estimulado a seguir em frente… e não parado o tempo todo pois faz tudo na frente dos colegas e tem que aprender a esperar =D

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Então, estou gostando bastante desse olhar para a superdotação, que pensa?

        Como eu disse acima para o Igor, temos ainda que aprender como se faz, né? O importante é que o movimento está intenso, vamos encontrar nosso caminho, tenho certeza. Trabalhando todo dia, pensando nossa prática. Sabe tenho estudado sobre produtividade, acho que essa área tem muito a nos oferecer. Tenho usado uma técnica com os meninos, chama técnica do pomodoro http://www.arataacademy.com/port/a-tecnica-pomodoro-de-produtividade/, eles tem amado e produzido bem viu!

        Estou lendo sobre GTD também. Vi os questionamentos que fez ao Felipe acima, também penso essas coisas. Creio quem o currículo ainda demora para ser reformulado, mas podemos desenvolver formas de trocar de aula sem “perder” tanto tempo, trato isso com os meninos, apesar de ficar o período todo com eles. Como a gente pode produzir mais, melhor e em menos tempo. Eles tem ideias interessantes também.

        O importante é continuar, né?

    • http://www.facebook.com/people/Felipe-Duque-Belfort/100002422538775 Felipe Duque Belfort

      Giovana, acredito que o ensino diferenciado ao qual vc se refere deve ser iniciativa do próprio professor. Ele tem todo o poder de conhecer seus alunos, suas fraquezas, suas habilidades, e delegar tarefas que lhe digam respeito. (Escrevendo isso, acabo de ter umas ótimas ideias pras minhas aulas :D  )

      Enquanto não existe uma diretriz nacional para esse ensino diferenciado, podemos fazer nossa pequena parte nas nossas aulas, seguindo nossas convicções :)

      • http://twitter.com/gibarino Giovanna Barino

        Cara, fico realmente muito feliz de ver um educador que ainda tem isso dentro de si. E aí eu teria outras perguntas como: a quanto tempo você leciona? Quantos alunos por turma? Quantas turmas por semestre? Quantas horas aula por dia? Quanto você recebe por hora?

        Você acha justo que UM professor seja responsável por ativar DENTRO de cada aluno de forma DIFERENCIADA no mesmo período de UMA hora um interesse genuíno por sua matéria?

        Você acha possível que uma criança seja ATIVADA para os 12 conteúdos de matérias que possue na escola AO MESMO TEMPO? Simplesmente por que o professor focou no ensino diferenciado para ela? Você acha q ela teria tempo hábil para produzir em todas as 12 matérias algo impressionante simplesmente por que teve um ensino diferenciado?

        Concordo com tudo o que você falou, mas precisamos também ser realistas com relação a nossa função, e ao retorno e valorização que temos dela. Se nós mesmos, profissionais da área, defendermos essa visão, o ensino como um todo NUNCA vai se modificar.

        Além disso temos que perceber que nem todos podem ser ativados por certas coisas – tem gente que NUNCA vai se interessar por matemática/português/história/etc…

        Para você entender melhor o que eu quis dizer e que eu não sei colocar tão bem aconselho esse vídeo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=zDZFcDGpL4U

        Espero mesmo que você continue sempre pensando assim, pois como educador temos sempre que manter esse pensamento – mas não é exatamente isso que eu quis dizer… dá uma olhada no vídeo.. é mais ou menos pelo caminho do Ken Robinson q eu espero q as coisas sigam! rs =D

      • http://www.facebook.com/people/Felipe-Duque-Belfort/100002422538775 Felipe Duque Belfort

        Oi, Giovanna. Eu ensino há pouco tempo, comecei em janeiro deste ano. Só dou aula a uma turma, de 70 alunos (quase nunca lota, mas enfim), duas horas por semana, e sou professor voluntário (não recebo nada).

        Talvez eu tenha me expressado mal. Quando eu falo numa educação diferenciada, não me refiro a “despertar o interesse dos alunos na minha disciplina”. Isso eu já sabia que seria muito difícil, especialmente no caso da disciplina que eu leciono, que é cobrada de forma muito abstrata no vestibular (física elétrica).

        A educação diferenciada a que me refiro é transformar essa educação atual numa transformadora de pessoas, não só no ambiente acadêmico. Pra isso, eu presto o máximo de atenção à personalidade da maior quantidade possível dos meus alunos, a fim de perceber os pontos fortes e pontos fracos, e, além disso, induzo-os a pensar sobre si. Exemplo prático: no fim de cada aula, eu sugiro um exercício do tipo: “Por que eu quero passar no vestibular?”, “Qual o meu pior defeito?” Não cobro as respostas, mas eu sei que pelo menos isso lhes causa estresse mental.

        Ah, eu já conheço Ken Robbinson! Ele é o guru da educação que eu quero pro mundo :)

  • http://twitter.com/gibarino Giovanna Barino

    Iniciativa fodástica!

    Agora vamos aos fatos: Vocês por acaso leram a lista dos 24 estudantes selecionados?
    Não tem UM que não tenho se formado na faculdade antes dos 18 ou já havia largado a faculdade ou já programava desde os 9 anos pra Microsoft e Mozilla e etc… Todos muito acima do estudante médio.

    Os projetos todos são surreais e acho que valem e MUITO o investimento. Mas temos que confessar: poucos são os que aos 10 anos de idade entram num laboratório de patologia e fazem pesquisa!!! Poucos são os que se interessam por isso.

    Espero realmente que cada dia mais existam novos projetos como esse, mas que se iniciem antes. Não adianta mostrar pra sociedade (através de gênios) que nem todos devem ir a faculdade. A maioria deles estudou muito mais do que todos os outros que vão a faculdade. (e em muito menos tempo diga-se de passagem), o que não gera exatamente a sensação de “bem, até que meu filho querer ser vendedor/sapateiro/dançarino/ator não é uma má idéia”.

    Os educadores (sendo um deles me incluo neste meio) já sabem há muito que não são todos que vão ser bem sucedidos no meio educacional normal. E pela seleção dele, bem pode até ser que eles não eram bem sucedidos em todas as áreas, mas com certeza não eram alunos ruins.

    Ainda espero ver um projeto que estimule o ENSINO diferenciado… a partir das habilidades e interesses de cada criança…. mas isso é papo pra outra conversa! =D

  • http://www.facebook.com/people/Marcello-Dundi/1585766068 Marcello Dundi

    Belo texto Paulo.

    Eu trabalhei em Telecom com uns suiços ainda quando vivia no Brasil. O fundador da empresa estudava em Stanford e na época comprava cartões pré-pago  para ligar aos país na Suiça. Percebendo que outros tantos estudantes do campus faziam o mesmo, já que muitos eram estrangeiros, decidiu revender. 

    Ele me contou que desde pequeno é normal os suiços falarem sobre educação financeira e empreendedorismo. Para terem uma idéia, o moleque com 11 anos vendia jogos de video game.

    Resumindo, ele com mais alguns amigos montaram um site para venderem os cartões. No primeiro ano, o revenue foi de $2.000

    Segundo ano = $ 20.000

    Terceiro ano = $ 200.000

    Quarto ano = $ 2.000.000

    A partir dai, montaram uma estrutura para se tornarem uma das principais companhias de VoIP no mundo.

    E outra façanha do “moleque” foi ter desbancado aquele chinês fundador do yahoo como o mais jovem a romper a barreira do milhão e entrar na Forbes 500.

    Como tantos outros por lá, não terminou a faculdade.

    Eu particularmente, larguei uma faculdade de engenharia elétrica e não me arrependo, pois hoje trabalho com paixão, gerenciando contas internacionais em Forex. Mesmo assim, obtive uma graduação tecnológica em gestão em negócios.

    • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

      Obrigado, Marcello.

      Muito bom o exemplo, meu caro.Começo a perceber que isso é mais comum do que a maioria pensa.

      Abraço!

  • http://bakablues.wordpress.com/ Igor Niemeyer

    Acho que o maior problema sobre largar a faculdade é a dificuldade de conseguir um emprego bacana aqui no Brasil sem estar cursando uma. (excluindo as possibilidades de concurso público e peixada – claro)
    E isso quebra a perna dos professores do ensino médio.
    O que acham disso?

    • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

      Não entendi…

      • http://bakablues.wordpress.com/ Igor Niemeyer

        Ultimamente é bem dificil uma pessoa formada no ensino médio arrumar um emprego sem estar cursando uma faculdade, então os professores do ensino médio, que sempre tentam contornar a situação nos oferecem esse como o melhor caminho para o sucesso. (Falo isso por que formei o ensino médio e só arrumei emprego em telemarketing e garçom)

        ps: eu sei que telemarketing e garçom é emprego, o segundo muito interessante por sinal, mas eu dou o exemplo como sendo pequena a área de atuação.

        Entendeu? (ou eu não entendi o seu “Não entendi’ kkk) (ou me expressei mal minhas ideias tb)

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Entendi, é que quando cita professor, já me diz respeito heheh (não fui ironica não)

        Acho que os professores só dão esse caminho porque foi o que eles trilharam e eles não conhecem outro. Fora o fato de manter uma certa disciplina e dizer que é necessário: “precisam de mim para passar no vestibular”!

        E acho que te faltou apontarem outros caminhos, Igor, o EM médio pode ser cursando junto com cursos técnicos que oferecem ótimas oportunidades (bem, to falando do Centro Paula Souza em SP, que iroicamente é vinculado à secretaria de ciência e tecnologia, não da educação #sintomaticoisso – tem as escolas técnicas federais também, mas não conheço de ver funcionar, sei que pagam bem professor).

        O ensino superior no Brasil não é muito bom para formar profissionais, os profissionais (em geral sem generalizações) que se destacam são os que fizeram algum tipo de curso “aprendiz” – incluo nisso os bons estágios remunerados e programas de treinees. Nossa tradição universitária é focada em abstrações científicas e não em know how.

        Em cursos de licenciatura chega a ser crime, quando vemos o recem formado chegar à escola (muitos não voltam), ele simplesmente não sabe o que fazer. Aprenderam pensar a educação e tudo, mas dar aula, nada.

        Em outras áreas não é muuito diferente. Tem-se pensado muito em mudar esse modelo universitário, as faculdades tecnológicas estão aí para testar, mas tem um Q de “ego” nisso, complicado de ser rompido.

        Se a sua pergunta “o que acham disso?” era sobre os professores, eu acho que eles não sabem do que estão falando, e, algumas vezes, estão apontando o que consideram o melhor caminho. Eu não oriento isso, oriento o ensino técnico, o sair e trabalhar, depois escolher, fazer programas gratuitos de inserção no mercado para jovens (temos iniciativas interessantes), assim se pode escolher com propriedade, fazer ou não uma faculdade, lembrando que fazer não te garante emprego, não mesmo!

      • http://bakablues.wordpress.com/ Igor Niemeyer

        (respondendo por aqui por que ali em baixo não dá mais.)

        Entendo…

        Pois é, pelomenos aqui em BH é muito assim:  ”Saia do colégio e pule o mais rápido possível na universidade (federal de preferência)”. E pensando bem, só um professor comentou comigo sobre esse caminho de curso técnico, no EM todo, coisa de 30 minutos.

        E eu entendo o lado dos professores também, por que eles querem sempre nos ver bem né. (pelomenos eu pretendo ser assim :p)

        E a pergunta era mais sobre o “preconceito” contra quem apenas formou o ensino médio e está num cursinho, por exemplo. (Eu sei que é um incentivo pro cara entrar pra escola, mas como ele por arcar com algumas dívidas tipo livros, cursos etc pra estudar pra poder entrar numa facul ou curso téc.)

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Respondendo a Igor

        Bem a educação brasileira é fundamentada no direito de todos, Igor. Nada justifica alguém não  ter dinheiro para estudar, o problema maior é falta de informação, não dinheiro.

        O governo federal provê recursos para que você possa estudar, seja por meio de bolsas (como as de IC que eu citei em algum lugar. O aluno EM ou EF recebe uma quantia em dinheiro para se dedicar a pesquisa em universidades públicas, pesquisas essas orientadas para sua potencialidades no momento) ou por meio de subsídios aos cursinhos populares ou mesmo bolsas em instituições privadas.

        Educação é direito público subjetivo. Você tem o direito de exigir do poder público a qualquer momento o cumprimento desse seu direito. (caso venham discordar e dizer que não funciona, por favor citem exemplos reais e verídicos de pessoas que entraram na justiça por esse direito e não conseguiram tê-lo assegurado, ok?)

        Eu vejo que esses programas não são divulgados, o dinheiro acaba voltando por não ser usado ou cria-se uma cultura de que apenas a iniciativa privada pode oferecer algo de qualidade. Caindo nesse discurso, a pessoa se culpa por algo que não consegue. Com essa ideia de individualização da culpa, o que seria responsabilidade social vira individual, talvez isso se configure como esse preconceito que você citou, mas não tenho certeza.

        E também não sou referência, pois não entendo a maioria dos raciocínios de que precisa de dinheiro para estudar. Sempre estudei em escola pública, fui bolsista no EM (bolsa do estado, não de escola particular, recebia salário, ok?), fiz universidade pública, trabalho na escola pública… talvez meu olhar seja por demais enviesado… hehe

      • http://bakablues.wordpress.com/ Igor Niemeyer

        Pelo visto a falta de informação volta à tona kkk. Infelizmente tais programas não foram divulgados onde estudei (e provavelmente em muitos outros lugares). E diga-se de passagem que conheço “os dois lados da moeda” por que estudei em escola estadual, municipal e particular (já mudei de escola umas 5 vezes).

        Só por curiosidade, vc dá aula de quê? :p

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Sou formada em Letras, mas sou peb -1, sabe? Aquela tia… hehehe

        Bem, quando fiz EM, nem sabi que existia universidade pública, só descobri depois que me formei no magistério. Fico pensando pq só se divulga desgraça. A gente costuma brincar na escola. Trabalhamos todos os dias, fazemos projetos, lemos, estudamos, nos especializamos, temos alunos, premiados, mas a tv só aparece quando um aluno apanha do outro pra dizer que escola pública é sinonimo de presídio… affff

      • http://bakablues.wordpress.com/ Igor Niemeyer

        peb -1? não kkk

        Pois é! Tem muita escola pública bacana mesmo! Mas falta muito incentivo ainda. (Do governo e da sociedade (tv, internet, etc))

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Cara, eu naum sei mais o que o governo poderia fazer.

        Piso salarial, destinação de 60 % da verba para pagamento. Graduação de graça, pós de graça, mestrado com bolsa, livros e mais livros direto na escola, pra professores (capacitação) e alunos, materiais integrados e gratuitos, dinheiro direto para o professor que atende aluno especial.

        Fora os programas de cidadania como educação fical, plenarinho, sites estruturado, que mais, está faltando? Que incentivo falta? Até aula preparadas tem no site do mec. Ah! Além de linha de crédito especial para compra de equipamentos de informática e casa própria, e a meia entrada também. Tá meio que na hora da socieade ver os investimentos e cobrar seriamente de outros, não exatamente do governo, viu!!

      • http://bakablues.wordpress.com/ Igor Niemeyer

        Pois é! Confesso que não sabia de 90% desses incentivos ae. 
        Uma coisa que pega muito também é a mentalidade das pessoas, a não valorização e tal. Todo mundo fala que precisa de escola, de “educação”, mas se você pergunta em uma sala de EM de uma escola particular no máximo 2 em 40 topariam. É muito estranho isso.

        (Estou com planos pra ser professor, fui um dos 2 que levantaram a mão hahaha)

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Que legal, Igor, faça-me uma visitinha http://www.docenciainloco.com

        Não entendo pq não se divulgam as coisas boas. Olha, temos problemas, esbarramos em nossa própria falta de know how, aliás, acho esse o maior problema de fato a educação. Sabemos pensar algo macro, mas dar aula mesmo, complica um pouco. Ainda se dá aula como na idade média e culpam os alunos pela indisciplina. A arquitetura das escolas dificultam o pensar mais livre, tudo muito preso, supervalorização do acerto e de medida coercitivas, mas sigamos trabalhando, acredito demais em uma reviravolta em muito pouco tempo na educação brasileira hehe

        Seja bem-vindo!!
        Pedagogia ou alguma licenciatura?

      • http://bakablues.wordpress.com/ Igor Niemeyer

        Vou visitar sim!

        Por enquanto é Ciencias Sociais (Políticas/Sociologia) e depois História, necessariamente nessa ordem. E tenho muita vontade de estudar arte também – inclusive tem um blog em que posto alguns poemas e algumas ilustrações (http://pdh.co/baka ) – eu sou meio doido mesmo hahahah Todo mundo fala que eu misturo demais as coisas, mas sempre fui assim. Nem ligo :p

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Huahau, tem de ter mais cuidado ainda com o know how, viu! Vai ficar focado nos princípios e tals. Fiz dois anos de história. Adoooro

      • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

        Você bem que poderia escrever, aqui no Papo de Homem, sobre tudo isso que pelo visto quase ninguém conhece, que anda sendo feito na educação. Assim fica mais fácil divulgar e chegar a quem precisa.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Pois é… acho q é o caminho, Paulo. Só preciso encontram o tom (para ao parecer propaganda política, né? pq assim n funciona.) e encontram tempo também. Tenho receio ainda de escrever para ser tão lida hehe

        Mas… vai acabar rolando.

      • http://bakablues.wordpress.com/ Igor Niemeyer

        Pode crer! Já tive dois ótimos professores de história! E uns 4 que PQP – praticamente só liam o livro, nada de novo saca, não sabiam ‘fisgar’ a turma, sacomé? Mas os 2 que tive no ensino médio me ensinaram MUITO aí sabe como professor dessa época influencia né? HAHAHAH

  • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

    Ahh, Marina, mas você esteja numa situação invejável!
    Não sei se por aí eu também largaria a faculdade haha

    É muito dessa questão de cultura mesmo.

    “Mas acho que a cultura de universidade no Brasil também é diferente, o
    pessoal quase usa a faculdade para somente ‘aproveitar a vida’, festas
    sao parte fundamental ”

    Assino embaixo.

    Sem mencionar o próprio sistema de ensino, que termina deixando o aluno exausto e não abre espaço para a criatividade (um dos motivos da minha desilusão com o ensino superior é esse).

    Fiquei interessado agora; me envia um email, quero conversar para saber sobre engenharia em outros países. Meu gmail é paulorrjr.

    Abraço!

  • Johncker

    Será será serááááá que abre uma oportunidade dessas pra faixa dos 20 aos 30? Droga…
    Mas é isso mesmo, conheço muitos que concluíram algum curso apenas pra dizer que tem curso superior e hoje trabalham de balconista… Há outro exemplo de um conhecido que não terminou a faculdade de TI e hoje mora em outro estado ganhando quase o que ganha um deputado…

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Bem isso, Rodolfo.

    Entrar nessa não é plano B de universitário preguiçoso/indolente, é justamente o contrário. Já preciso ter percorrido um caminho fora da curva e estar disposto a ralar muito mais.

  • Aldo

    Ilusão e enganação. Eu queria  ver se eles teriam cacife pra bancar bilhões de estudantes espalhados pelo mundo afora. 

    Este senhor que tem que oferecer 100 mil dolares não só para alguns, mas para todos os jovens com menos de 20. E poucos conseguiriam se dar bem nessa empreitada. 

    Eu queria 100 mil doláres pra não ter que mais que trabalhar, por que entrar e sair da universidade, isso eu já fiz.

    • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

      O Thiel não tem obrigação com “bilhões de estudantes espalhados pelo mundo afora”.
      Mas ele está fazendo a parte dele para servir de exemplo numa mudança da educação mundial.

      Abraço

      • Aldo

        Eu quis dizer que, eu não sei se foi o autor do texto que escreveu mal..ou sei lá.. pelo que eu entendi, o autor do texto está ”meio” que marginalizando a universidade!. Nós não somos Americanos”, no Brasil a única oportunidade de um jovem com menos de 20 anos é fazer um curso superior, para poder ter um emprego melhor ou um salário melhor!. Mas o governo federal não está nem aí, né! investe em ensino superior e esquece dos ensinos fundamental, médio e básico. E emprego que é bom– Nada. Tudo bem! esses jovens vão montar suas empresas, vão ganhar muito dinheiro e vão ”mudar o mundo”. tõ brincando.

        Essa iniciativas são válidas, porém confrontar com a importância que um curso universitário tem, aí é demais, né! Sou a favor das cursos técnicos e superiores. Essa iniciativas valem, mas não abrange. 

        abracitos!!

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Olha, só, me diz uma ação, que o governo não faz?? Tipo, como resolver esse problema que vc citou, por favor. Acho que falta muito conhecimento sobre o que estamos fazendo nas escolas, viu!! Mas se você citar, posso ver se é assim mesmo, acho que vale muito o debate, não estou sedo ironica, nem querendo brigar.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Olha, só, me diz uma ação, que o governo não faz?? Tipo, como resolver esse problema que vc citou, por favor. Acho que falta muito conhecimento sobre o que estamos fazendo nas escolas, viu!! Mas se você citar, posso ver se é assim mesmo, acho que vale muito o debate, não estou sedo ironica, nem querendo brigar.

      • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

        Opa, não estou marginalizando, até porque faço universidade federal de engenharia e concursos públicos.

        Só quero enfatizar que são caminhos. Não únicos, mas caminhos.

      • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

        Opa, não estou marginalizando, até porque faço universidade federal de engenharia e concursos públicos.

        Só quero enfatizar que são caminhos. Não únicos, mas caminhos.

      • Aldo

        Que bom!, mas não li isso no texto!!!…

        Até, rapaz….

    • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

      O dinheiro que se gasta com educação só no Brasil já faria um estrago se fosse de fato investido nas pessoas… #assustadaerevoltada

    • http://www.facebook.com/people/Felipe-Duque-Belfort/100002422538775 Felipe Duque Belfort

      Mas a ambição do cara não é dar esses 100 mil dólares a todo o mundo. Ele só quer um povo selecionado, porque ele sabe que esse povo selecionado vai fazer a diferença no planeta.

  • http://twitter.com/gbpgabriel Gabriel B. Picanço

    Eu toparia fácil. Sempre defendi essa teoria. O problema é, que tipo de empresa eu montaria? rsrs. E como fazer dar certo? Por que montar tudo mundo monta, com 100 mil, quero ver dar certo! rsrs

    • http://bakablues.wordpress.com/ Igor Niemeyer

      É ai que entra o motivo pra você ter 100mil na mão kkkkkkkkk Eu já pensei em montar uma parada, mas ainda tô juntando a grana pros gastos iniciais :p

    • http://www.facebook.com/people/Felipe-Duque-Belfort/100002422538775 Felipe Duque Belfort

      Então, Gabriel, esse seu questionamento é bem comum. A questão não é somente “o empreendedorismo é o caminho, abra sua empresa!”. Tem que ter um ideal, uma filosofia por trás, sabe? Acho que se alguém for desistir da faculdade pra seguir uma carreira ‘solo’ à toa, sem ter um motivo maior, vai se dar muito mal (não estou dizendo que esse é o seu caso, hein).

      Pra seguir por esse caminho do empreendedorismo, tem que ter um ideal, tipo o google: “quero tornar difundir as informações”, ou facebook: “quero mudar o conceito de publicidade”. Essas são as missões dessas empresas. Guiadas por esse ideal, elas vão longe (ou já estão longe né).

  • sonny_allan

    Primeiramente, muito legal a discução feita encima desse short.

    “Segundamente”, o Peter Thiel merecia um prêmio por esta iniciativa. Eu sou universitario, completei 21 anos em março deste ano (nem poderia participar, que pena), e vivo colocando este assunto em debate com amigos, universitarios ou não. A universidade, a acadêmia perdeu seu real valor, o local onde deveria haver uma união das mentes pensantes produzindo conhecimento teorico/pratico virou uma forma indevida e irresponsavel de “caminho a se seguir pós-ensino médio”, vejo muitos colegas que estão ali simplesmente para ganhar um diploma, para deixar a familia feliz ou para sei lá que inferno, menos para produzir conhecimento.

    A sociedade tem que entender que a acadêmia deve ser aberta a todos, porém, a liberdade de escolha, consciente, deve ser levada em conta. O jovem não pode ser semi-obrigado a entrar na universidade, como se este fosse o unico caminho para o futuro. Investir nas pessoas, em ideias criativas, nas habilidades individuais, para que estes trouxessem beneficios sociais, isto sim é louvavel.

    Não é simplesmente abrir a universidade pra todo mundo e utiliza-la como cabestro, como arma de manipulação e alienação (sim, ao que parece, esta é a intenção do governo brasileiro), mas sim transforma-la em um dos vários caminhos a serem seguidos pelos jovens brasileiros.

    A proposta do Peter Thiel deveria ser tomada como exemplo e colocada em pratica pelo governo em nosso país, não digo que deveria seguir a mesma dinamica, mas a ideia em si, o insentivo ao jovem empreendedor e as multiplas manifestações criativas desta multidão de garotos e garotas que deveriam render mais que um diploma à nossa sociedade.

    P.s: Perdoem os erros ortograficos..digitei “afobadamente”…

  • http://www.facebook.com/people/Felipe-Duque-Belfort/100002422538775 Felipe Duque Belfort

    Concordo plenamente, Paulo. A universidade não é só um ambiente de estudo. Muita gente esquece isso.

    No meu caso, eu tenho certeza que vou manter a network que venho fazendo na universidade para futuros empreendimentos. Mas isso porque eu busquei conhecer gente interessante, que possa agregar valor a mim, e que eu possa agregar valor a ela.

    Pena que muita gente pensa que apresentação de trabalhos na faculdade só vale nota; iniciação científica só vale dinheiro; conversas no dominó não valem nada. Não é assim. Cada ocasião dessa é uma oportunidade pra investir em vc mesmo.

  • http://www.facebook.com/people/Jefferson-Magalhaes/100001630145737 Jefferson Magalhaes

    Adorei essa matéria, eu sempre quiz empreender, fiz um curso técnico em eletronica, trabalhei alguns anos na area de projetos, suporte técnico, comercial em empresas fabricantes de equipamentos eletronicos, fui fazer um Tecnologo em Sistemas Eletronicos em um CEFET, mas ai tive uma oportunidade de chutar o balde (largar o emprego) e empreender, junto com dois colegas da faculdade constituimos uma empresa de tecnologia para o Agronegócio, que sempre foi a area que me atraia, e tive que desistir semestre passado de terminar a graducao, até pq era durante o dia e nao consegueria terminar sem uma dedicacao exclusiva, como estou atuando mais na area comercial que tecnica, nao me arrependo nem um pouco, pois a prática no campo, troca de informaçoes com o mercado e com outros profissionais me ensinaram muito mais, mas mesmo assim quero fazer uma graducao na area de gestao a distancia, por isso me identifiquei muito com essa matéria.

  • fred

    Quero ver sair do nada e se tornar alguém sem faculdade. Fácil pra um filho de papai pegar a grana do velho e investir em algo, ainda mais com a garantia que ele vá tapar os furos caso de algo errado. 
    Como a realidade da maioria dos brasileiros não é essa o caminho mais viável é entrar em uma faculdade.
    Faço um curso que não me agrada muito porém o mercado é ótimo, então foda-se, é seguir nisso dai ou empacotar compras no mercado ou malabarismo no sinal. Pode ser que minha vida no futuro seja insatisfatória, mas e ai? Preciso sobreviver meu caro, ninguém vive de comer esperança. Muito se fala de caras que jogaram tudo pra cima, empreenderam e se deram bem, mas ninguém fala da maioria que faz isso e se ferra.

    • sonny_allan

      Caro Fred,

      É com um pensamento assim que você demonstra o quanto a Universidade perdeu o valor dentro da nossa sociedade. Virou ” o meio mais fácil de conseguir se dar bem na vida”, uma falacia, diga-se de passagem.

      Você ta em um curso que não lhe agrada, o que demonstra a falta de aptidão para este, simplesmente por causa do mercado de trabalho? você acha que vai trazer algum benefio à sociedade com isso? ou melhor, a sua propria vida?
      O papel da Acadêmia não é dar um bom emprego no futuro, é produzir conhecimento através da pesquisa e da extensão. É um local de discução intelectual. Torna-la um curso profissionalizante demonstra a falta de preparo da nossa sociedade.
       Temos que sobreviver? bem, creio que muito sobrevivam, com empregos dignos, sem precisar da mentira socio-cultural, na qual a universidade é o unico caminho aceitavel para se construir um futuro. Milhões são os casos de empreendedores que falharam? Sim. Mas e quantos brasileiros tem um “canudo”, curso superior, fizeram isso só pra “sobreviver”, sem a noção do que é realmente a acadêmia e também falharam, seja não exercendo a profissão ou tornando-se pessimos profissionais e não ajudando em nada a si mesmos e a sociedade?

      Grandes empresarios começaram do zero, apenas com uma grande ideia, correram atrás de apoio, deram a vida pelo que acreditavam e pelo sonho, que transformaram em objetivo. Não é preciso ser um “filhinho de papai”.
      A Universidade é apenas um dos caminhos, não é o unico e convenhamos, é melhor ter uma gama de caminhos a escolher do que se auto-colocar um cabestro e distorcer o real valor da academia.

      A proposta em questão não é simplesmente o incentivo de um empresario à jovens talentosos, com uma boa ajuda financeira, é a proposta de abrir alternativas, para que o jovem não se torne bitolado e alienado.

      • fred

        Bom, pelo fato de não me agradar muito não quer dizer que eu não vá bem na faculdade, sou um dos melhores alunos da turma, me considero apto e tenho colegas que vão melhor que eu que possuem menos aptidão, conseguem isso com uma palavra chamada empenho. Existem profissionais extremamente competentes na sua área mas que não estão satisfeitos com o que fazem, prefiro isso do que não ter garantia nenhuma de ganhos. 
        Qual seu objetivo aqui na Terra? Ser feliz ou bem sucedido? A minha é ser bem sucedido. Não que eu não queira ter os dois, mas um bom emprego me parece mais importante. Para mim não há felicidade nenhuma em morar na casa dos pais ganhando três salários mínimos por mês. Sim, vários empresários saíram do zero e chegaram aos milhões, mas enquanto aos que saíram do zero e foram parar em dígitos negativos? Falta de competência? Sim. Falta de sorte? Muito mais!A faculdade me parece um caminho mais seguro, onde fazendo a escolha certa de curso e o aluno se empenhar as chances de se dar mal são muito menores que as de um empreendedor novato.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Fred, você tá falando sério mesmo ou é só para contrariar?? Fiquei assustada.

  • Daniel Polcaro

    Por 100 mil pratas? Só não largaria a faculdade porque tô formando no final do ano…

  • Kaue Teixeira Lima

    Tem gente confundindo o caminho alternativo com o Simples largar a faculdade.

     O projeto possuí outro foco, ele busca pessoas pro-ativas, esse tipo de pessoas não importa onde estão, na Faculdade, em um Curso Ténico, em entidades beneficientes, etc…Elas crias suas oportunidades, e focam naquilo que acreditam, pessoal aqui ta jogando a culpa fácil de mais no mundo acadêmico. São pessoas que mesmo estando na faculdade, buscam conhecimento dentro e fora dela, agregam tudo.

    Tem muito pouco a ver com o fato de simplesmente LARGAR a faculdade porque ela é uma instituição passada

    • sonny_allan

      Boa Kaue,

      A proposta do projeto como você disse é criar um outro caminho. A universidade não ficou ultrapassada e nem eu defendo que não se vá cursar um curso superior, o que o texto, e a proposta retratada nele, estão falando é de criar opções, tirar a venda dos olhos dos jovens que acham que ganhar um diploma é garantia de um futuro bem sucessido, e dar a varios jovens, que como você disse, são proativos e avidos por praticar suas ideias criativas, uma oportunidade de poder optar por outro caminho.

      Existem varios universitarios por ai que não possuem um perfil de acordo com a real função da academia, mas que possuem um potencial empreendedor gigantesco, e “perdem” tempo em um lugar onde suas habilidades são podem ser levadas ao extremo.

      A universidade tem que ser aberta a todos, mas nem todos precisam entrar na universidade. A acadêmia não é um trampolim social como é imposta ao jovem brasileiro atualmente, ela é uma opção de futuro na qual você se torna um cientista, um pesquisador, em alguma area do conhecimento acadêmico.

      • http://www.facebook.com/people/Rosana-Rogeri/100000284466237 Rosana Rogeri

        Hummm, sabe, acho que conta muito o status quo também. O acadêmico médio (sem generalizar) se julga acima da humanidade e temos a ideia de que para chegar lá temos de ser “especiais” e que essa é a forma que “deve” necessariamente ser valorizada.

        Quando você insinua que a universidade não é tudo isso (embora tenha sua importãncia para determinado segmento da sociedade) é como se desmerecesse todo o “sofrimento” da pessoa. Tipo: “como assim eu ralo pra caraio e vc diz que eu não precisava fazer isso!!”

        Entra muito ego, o diploma ainda é uma questão de ser “mais”, tanto que é superior hehe

      • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

        Posso falar bem disso porque faço engenharia.
        E tem sim essa influência do ego.

        “como assim eu ralo pra caraio e vc diz que eu não precisava fazer isso!!”

        Muitas vezes por mim mesmo.
        O problema é a forma como a universidade funciona, principalmente a de engenharia. Mas isso já é papo para outro texto :)

      • sonny_allan

        Concordo Rosana,

        Entra em jogo não só o status, mas a valorização familiar, os “varios sonhos” realizados ao passar no vestibular, a propria questão historica entra em cena. Usando o meu querido nordeste como um simples exemplo: era comum os fazendeiros ricos, coroneis e quem mais tivesse poder aquisitivo e influencia para tal, mandarem seus filhos para a capital ou para o exterior para cursarem Direito ou Medicina, isso daria prestigio, aumentaria o status e o “poder” da familia. Hoje, a universidade é mais acessivel, aqui no Brasil mesmo, com os varios programas sociais do nosso queridissimo Lula, e o “sonho familiar” da universidade também se tornou ainda mais popular.

        Ai junte tudo isso que falamos, a um mercado de trabalho que sempre valorizou o ensino superior e que já o apresentou como diferencial curricular, e hoje o já transformou em pré-requisito obrigatorio, uma massificação do conhecimento e uma mecanização do processo cognitivo que seria comum à acadêmia. Pronto, o ensino superior se tornou um curso profissionalizante formador de androides com diplomas, que no geral não possuem pensamento critico, não participão de manifestações populares ou pior, alguns jovens universitarios nem mesmo tem noção do que é o mundo alheio ao seu umbigo, estão mais preocupados com o seu belissimo emprego pós “facul” e o carro dos sonhos do que com a sociedade e a nação na qual vivem. Não podemos culpa-los ( e olhe que eu praticamente me incluo nisto, vim abrir mais a visão depois do quarto periodo e ainda me acho um completo idiota), a sociedade se deixou guiar por mais um cabestro e deixou que uma  instituição resposavel por criar cientistas, intelectuais e guias sociais virasse uma maquina de parir diplomas e profissionais alheios aos problemas do país.

  • http://donluidi.wordpress.com don luidi

    Nossa já tive N ideias, algumas interessantes, outras nme tanto, mas confesso que o medo mata muito de nossos sonhos. Certamente que se tivesse os pré-requisitos largaria a universidade, tenho exemplos na família de que não é preciso diploma superior para empreender e ganhar $$$

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