Você vai morrer virgem!? Como os chans afetam a autoestima e a masculinidade dos homens

Você já ouviu falar de Incel? Conheça mais sobre a cultura dos chans, como o ódio vira válvula de escape pra rejeição e como nossa autoestima influencia nessa relação.

Você já ouviu falar de Incel? É uma gíria americana para Involuntary Celibacy ou Celibato Involuntário. A palavra é usada por grupos de homens que frequentam fóruns online, como os chans, acreditando que estão fadados à solidão, à rejeição e consequentemente, à infelicidade irremediável.

Como consequência da tragédia de Suzano, os chans e os grupos de ódio online passaram a ser mais debatidos. Eu aprendi sobre o mundo dos Incels um pouco antes do atentado, quando me deparei com um vídeo do canal do YouTube ContraPoints, criado por Nataly Wynn. A Lola Aronovich, do Escreva Lola Escreva, também deu um bom panorama dos discursos de ódio proliferados nos fóruns brasileiros pelos “Homens Sanctos”, que não se chamam de celibatários e sim de “puros”.

O interessante do ponto de vista de Wynn, é que ela mostra um aspecto dos fóruns que vai além dos atentados: como os caras que frequentam cultivam uma profunda autodepreciação de si mesmos. Como bem aponta Wynn, “a maioria dos Incels não são assassinos em massa, eles são homens que criam uma identidade de grupo em torno de não conseguir transar”. Muitos dos comentários nestes grupos e da suas crenças que estas comunidades fomentam se dividem em compartilhar o sentimento de rejeição social e, usando isso como justificativa, cultuar o ódio e ofender os ‘outros’.

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O PdH reafirma a gravidade de todo e qualquer crime de ódio, sejam os massacres em escolas, as perseguições online ou os ofensas e discriminação publicadas em fóruns e chans. Se a criminalidade e população carcerária suscita debates sobre masculinidades, estes tipo de crime não faria diferente. No entanto, indo além da noção de crime, gostaríamos de levar o debate para algumas questões que sobre auto-estima, rejeição, resiliência e violência que se aplicam a milhares de pessoas - tanto das que frequentam os fóruns, como aquelas que nunca ouviram falar sobre eles.

Afinal, o que fazemos com o sentimento de rejeição? Como nossa autoestima influencia nessa relação? Porque o ódio ao outro vira uma válvula de escape para lidar com a rejeição?

Primeiro: O mundo dos Incels e a rejeição como identidade

“Imagine quão suave e morna a pele dela se sente. Imagine o doce cheiro do seu perfume. Imagine ela, pressionando ternamente os lábios dela contra os seus. Imagine ela permitindo que você suba sobre ela e coloque seu ____ dentro dela, com um gemido suave enquanto seu ___ desliza adentrando-a. Imagine as paredes de sua ___ apertada, macia e calorosa envolvendo cada polegada do seu ____. Imagine a respiração dela ficando mais pesada a cada pressão. Imagine ela envolvendo seus braços e pernas ao seu redor, te segurando o mais próximo que ela consegue e implorando para você ___ dentro dela conforme você libera cada grama do seu ___ dentro dela. Depois imagine o sentimento de satisfação mais puro, a paz que vem em seguida e, ao olhar para o lado você vê uma pessoa que se importa com você e que te aceita do seu jeito da maneira mais profunda possível.

Você nunca chegará a experimentar isso porque seu esqueleto é muito pequeno e os ossos da sua cara não tem o formato adequado. Tenham um bom dia.”

A comunidade dos Incels está cheia de termos e crenças próprias para explicar seu fardo e predestinação (aqui no Brasil, alguns grupos têm suas próprias terminologias também, como os Homens Sanctos, que tratam os outros como ‘impuros’). Uma forte característica destes fórum é a reafirmação da rejeição colocada em termos irremediáveis. Criam-se teorias que responsabilizam a formação óssea pelo insucesso afetivo. Amaldiçoados pela genética imutável, definem que não tem saída a não ser a morte e que aqueles que não aceitam essa realidade, são os mais infelizes porque por cima de tudo são iludidos.

Entender que todo e qualquer amor está fora das suas possibilidades e, então resignar-se, é “tomar a pílula preta” que te mostra a dura realidade. Mas antes da preta, tem a ‘pílula vermelha’, metáfora que dá nome a explicação do porquê os incels são repelidos pelas mulheres.

Pra entender toda a explicação é preciso saber a linguagem. As mulheres geralmente -- são chamadas de femóides, depósito de porra e, na versão brasileira da misoginia, “merdalher” -- são divididas pelos incels em dois tipos: as Becky - que são as “normalzinhas” e as Stacy - aquelas que tem corpão, estão sempre muito bem arrumadas e que “vivem no luxo, sem nunca ter de trabalhar um dia na vida”, segundo a teoria deles.

Como eles consideram as mulheres como seres inerentemente cruéis e hipergâmicas, elas “procuram relações que estão acima de seu status social ou capacidade de atração”. Por este motivo, todas as mulheres do mundo só desejam os 20% dos homens que ocupam o ‘topo da pirâmide’, só os chamados “Chads” - homens forte, ossos proeminentes “mãos sempre prontas para agarrar uma boceta, nunca ouviu uma música da vida e só sabe falar sobre quem ganhou o último jogo de futebol”. Todos os outros ou seriam “cornos” e “escravocetas”, verdadeiros capachos usados pelas mulheres para ter dinheiro e status social, ou estariam fadados ao celibato involuntário.

A culpa é sempre genética e pode ser atribuída ao formato do crânio, a altura, a raça, a algum transtorno clínico (como autismo) e até mesmo a finura do pulso. Não adianta dizer que esse tipo de percepção é frescura:

“Ah é? Você não acha estranho que um dildo médio seja mais grosso que meu pulso? Você não acha nem um pouco estranho que alguns homens tenham pênis mais grossos que meu pulso? Mas claro, me dizem que “ficar obcecado pelo tamanho do meu pulso é completamente irracional” e que a razão pela qual nenhuma mulher queira estar comigo - nem mesmo falar comigo - é a minha personalidade de merda, mas homens com 80 de QI e que não tem absolutamente nada para dizer além de “quem ganhou o jogo ontem a noite” ainda são capazes de atrair uma parceira amorosa.”

Para confirmar suas inseguranças, esses rapazes postam fotos de seu rosto, pulso ou corpo  nesses fóruns para ouvir de outros que, de fato e com muitos adjetivos negativos, o formato dos seus ossos, horrendos de feios, jamais permitirão qualquer tipo de relacionamento.

Vamos falar de bullying, rejeição e auto-estima

Link Vimeo | Curta INCEL, que retrata a vida de um

Durante muitos anos, eu vi os casos de massacre serem reportados como se fosse uma consequência desastrosa do bullying: os fortes pegando no pé dos pequenos, os populares rejeitando os diferentes. E o sentimento de rejeição dos Incel estaria ligado a essa mesma lógica: rejeições constantes cristalizam na pessoa um sentimento negativo em relação a si próprio, um sentimento de ódio em relação aos outros e isso pode culminar inclusive em ideações suicidas.

Sentir-se excluído, rejeitado ou zuado num contexto escolar é algo (infelizmente) recorrente e os resultados dessas picuinhas são muito diferentes. Muitos dos que passaram por “implicâncias” não se abalaram negativamente por elas. O sentimento de rejeição que se manifesta de maneira tão intensa nos Incels tem a ver com a autoimagem e com a autoestima de cada um.  Segundo a psicoterapeuta Juliana Lago, “Culturalmente os homens, quando já entram em idade escolar, a autodepreciação já é uma prática entre eles. Um sempre tira muito sarro um do outro”.

O problema se agrava conforme essa tiração de sarro é somada ao hábito masculino de não dividir duas dificuldades. “Se eu demonstrar que eu tenho essas inseguranças é como se eu já estivesse afirmando pro mundo que eu não sou o homem ideal que eu não sou o homem que eu deveria ser”, explica Lago.

O ser feio ou sentir-se feio já foi um tema muito abordado aqui no Papo de Homem, tanto da perspectiva do feio irremediável, quanto do ponto de vista dos feios que fazem sucesso. Assim como Wynn aponta em seu vídeo, boa parte dos caras que frequentam esses fóruns podem não ser considerados bonitos, mas nem sequer podem ser chamados de feios. São homens normais, como tantos que vivem nesse mundo fazendo mais ou menos sucesso com seus relacionamentos.

Acontece que, para os Incel, independente da imagem física a percepção da rejeição e da inadequação é intensa e, além disso, os fóruns cultuam e confirmam esse ódio pela própria imagem. Rapazes trocam fotos para que os outros confirmem quão horrendos eles são, ou o quanto nunca haverá mulher que os deseje ou como o formato do crânio é um claro sinal do seu desfavorecimento genético que os condena a um futuro solitário e sem amor. Além disso, é comum que exista, nestes fóruns, um culto às ideações suicidas.

Para a psicóloga, “Todo mundo quer e busca identificar-se e estar num fórum deste, às vezes dá uma sensação de pertencimento para as pessoas. Eu praticamente me achei num lugar de minoria em que as pessoas pensam a mesma coisa”. Lago entende que buscar a identificação com pessoas que têm experiências parecidas não é um problema, o problema é quando se juntar a esses grupos passa a ser mais prejudicial.

O impacto profundo da baixa-autoestima

No livro Labirinto de Espelhos (2004), duas pesquisadoras brasileiras apontam como a auto-estima é um fator de impacto durante a juventude. Jovens com auto-estima mais elevada tendem a ter mais motivação para superar uma adversidade.

A pesquisa aponta que tanto jovens com autoestima elevada (53,1%) quanto jovens com baixa autoestima (64,3%) relatam ter sofrido violência no ambiente escolar. No entanto os jovens que têm baixa auto-estima têm dificuldade de desenvolver a resiliência (capacidade de resistência) e relataram 12,1 vezes mais que não se acham capazes de superar as dificuldades e de realizar os seus sonhos.

O sentimento de rejeição é vivido por jovens de baixa autoestima como uma violência e esses jovens são marcados por uma dificuldade em estabelecer vínculos com um grupo social maior. Na pesquisa de Labirinto de espelhos, desenvolvida pela Fundação FioCruz, jovens com baixa autoestima também se sentem constantemente perseguidos por colegas ou ameaçados por amigos que não são confiáveis. Apesar de sentir-se inferiores, manifestam o desejo de ter comportamento similares aos outros colegas e também apresentam maior tendência ao sentimento de vingança.

“Tal insegurança se reflete na 'necessidade de ter alguém que diga ao adolescente 'o que fazer' ou que lhe direcione o caminho. “Adolescentes de baixa autoestima dependem mais da opinião alheia (49%) que os de alta autoestima (30%).” Além disso “sentimentos de desesperança e baixa auto-estima funcionam como 'mecanismos geradores' de ideações suicidas, correlacionando-se à sintomatologia depressiva em geral.”

Está formada a bomba! As consequências da baixa autoestima fundam todas as bases dessa comunidade Incel: o rapaz identifica-se os as pessoas do fórum, a imagem negativa de si é consolidada como um problema insolucionável explicado por uma teoria que, ao menos oferece um consolo uma vez que sendo genética a causa da rejeição “não é sua culpa e não há nada que você possa fazer”.

A psicoterapeuta explica a necessidade de validação pelo olhar do outro: “Quando a gente tem aquela atitude de se depreciar, a gente tá buscando a aceitação do outro. Eu falo ‘Ah mas isso não tá legal’, é porque você tá buscando uma confirmação que a pessoa diga ‘ah tá legal’, ‘Eu achei bacana’”. No entanto a dinâmica destes fóruns levam esses jovens a ciclos de comentários autodepreciativos que só agravam casos de ansiedade, de depressão ou de ideação suicida.

Lago também aponta que, como os homens tem dificuldade de se abrir e falar de suas inseguranças, eles buscam ajuda profissional quando estão já com uma questão grave: “desde disfunções sexuais, dificuldades no trabalho e até problemas de violência ”. Este último tópico é o que observamos de maneira muito grave nos casos em que os fóruns levam a crimes de ódio e atentados.

Como sair desse labirinto de ódio?

Cansados de ouvir que a solução para a rejeição é simples: “se arrume saia de casa e vá conhecer gente nova”, os Incels fazem até meme tirando barato de quem dá esse tipo de conselho. Quando qualquer pessoa se sente desconfortável, deslocado socialmente, levar esse alguém a um ambiente onde ela vai se sentir ainda mais sem jeito e excluída só piora o sentimento de inadequação, reforçando a teoria de que não tem jeito mesmo, não importa o quanto você tente.

O problema é mais embaixo e mais difícil de resolver. Fred Mattos, psicólogo autor da coluna ID aqui no PapodeHomem, ao falar sobre o tema diria: A feiura pode ser inicialmente perturbadora, mas não o torna inevitavelmente repugnante, como se sente agora. Paradoxalmente, esse mar de pessoas exigentes que habitam a Terra são as mesmas que estão perdidas em suas vidas pela mesma busca de aceitação que você. [...] talvez você precise lidar com o fato de que não será alvo imediato de desejo e não pode garantir que em algum momento seja. Nessa aceitação mais tranquila e sem ressentimento pode ser que sua ansiedade por agradar ou ser desejado diminua, trazendo maturidade e uma crescente autonomia de sua autoestima.”

Para a Lago, a primeira dificuldade é fazer com que os homens que são afetados pelo sentimento de autodepreciação consigam identificar o problema.  Para isso, é preciso observar: “Ok, eu me sinto mal com o meu corpo, mas como isso tá afetando a minha vida? Eu deixo de sair por causa disso? Eu deixo de fazer coisas que eu gosto? Eu deixo de me posicionar no trabalho? Eu perco oportunidades ? Se TODA VEZ que eu me dedico a alguma coisa, a primeira coisa que eu aponto é o erro, que eu gosto de salientar aquilo que eu não atingi, já começa a mostrar algum indício de que não está legal” e nestes casos psicóloga indica que se procure um profissional, um psicoterapeuta, para ajudar.

Link Youtube | Vídeo do Yuri Marçal

Não há uma via fácil ou uma receita rápida, o psicólogo é sempre a melhor pessoa para isso, no entanto, separamos algumas dicas que podem ajudar quem está passando por isso num primeiro momento.

1. Pare de ouvir ou de dizer coisas ruins sobre si mesmo. É sempre bom encontrar pertencimento em fóruns online, mas como disse Lago, o interessante é procurar comunidades de pessoas que passaram pela mesma rejeição, mas que tem uma abordagem mais positiva.

2. Dê valor ao que você tem de positivo, mesmo que pareça pouco ou bobo. A pesquisa de Assis e Avanci também mostra que pessoas com autoestima mais elevada sabem citar mais características positivas sobre si. Talvez esse seja um bom exercício, comece encontrando pequenas coisas que você goste em você, mesmo que ache que sejam poucas ou bobas, dê valor a elas, olhe com carinho pra si mesmo.

3. Encontre quem tem os mesmos interesses. Uma outra dica interessante veio de um episódio de Queer Eye. Para o que rapaz tinha grande dificuldade de sair dos jogos de computador e interagir com gente da própria idade, a solução foi apresentar para ele um clube de fãs dos mesmo jogos e desenhos que eles, afinal, lá os assuntos comentados seriam os mesmos que os dele e as pessoas que ali frequentam tem pelo menos alguns interesses em comum.

4. O problema não está só lá fora, há espaço para mudar algumas percepções com ações práticas. Atribuir a culpa aos ossos ou a qualquer outro fator e acreditar que isso é imutável tanto não é uma saída inteligente, como não é verdade. A primeira inverdade é que a culpa deve ser atribuída a seus ossos, como o Jader mesmo já apontou, diversos semi-quasímodos se tornaram galãs ao exibir um apelo inexplicável. Lago ainda reforça, “Eu preciso começar a buscar a ajuda de um profissional para identificar que o que pega pra mim não necessariamente é o meu corpo.”

A segunda inverdade é ser rejeitado ou sentir-se inadequado é um estado irreversível. Eu mesma sou prova que virjões do colégio podem desenvolver vidas amorosas bem felizes depois de uma enxurrada de rejeições (sim, eu fui uma virjona enjeitada assim como todos os meus namorados também o foram).

A terceira inverdade é que o “celibato” é sinônimo de infelicidade. Desde que eu voltei a escrever essa coluna eu tenho tido uma preocupação muito grande em não usar esse espaço para reafirmar um padrão de vida sexual. Sim, sexo e relacionamento são coisas muito bacanas, mas não podem ser a razão de viver de uma pessoa, não pode ser a fonte da felicidade. Precisamos encontrar nossas motivações nas coisas pequenas do nosso cotidiano - seja amigos, um cafezinho pela tarde, um jogo de videogame pela noite - porque deixar que sua felicidade dependa da relação amorosa/sexual com outra pessoa é um peso grande demais.

Se tem uma coisa que os incels poderiam aprender com as lutas por igualdade - que tantos deles odeiam - é que fincar uma verdade sobre os ossos de um grupo é uma estratégia de oprimi-lo, portanto, fazer isso consigo mesmo é perpetuar a opressão. Ao invés disso, a alternativa seria olhar para contexto social e entender quais são as razões pelas quais eles se sentem socialmente desvalorizados. O padrão de masculinidade - causa do sentimento de inadequação desses rapazes - ao invés de ser reproduzido por eles em direção a outras minorias mais vulneráveis, deveria ser conversado, criticado, debatido e recriado.

Conversar e criar laços com outras pessoas que estejam buscando construir relações mais produtivas também é um passo grande. O PdH sempre divulga aqui iniciativas sobre grupos de homens que se unem para debater os problemas masculinos e reconstruir um padrão de masculinidade mais positivo e diverso (dá uma olhada nossa lista de iniciativas, vê se tem alguma que interessa).

E você? Já esteve na pele de quem se sente rejeitado e fadado ao celibato? Tem alguma dica para dar ou projeto para indicar?

Convite: que tal vir ao Homens Possíveis 2019, nosso evento anual sobre masculinidades?

No dia 27 de abril teremos uma edição bastante especial do nosso evento anual, o Homens Possíveis. Vai ser um dia único, com palestras, vivências e rodas sobre os principais desafios dos homens.

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publicado em 05 de Abril de 2019, 13:09
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Gabriella Feola

Jornalista, viajante, apaixonada por músicas latinas e acredita que sexo deveria ser tão conversado quanto esportes.


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