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Novembro Azul: e a importância do acolhimento dos homens nos locais de saúde

8 em cada 10 homens reconhecem que cuidam pouco da própria saúde e gostariam de mudar essa relação.

Em 2016, como parte da pesquisa "Precisamos falar com os homens?", o PapodeHomem encontrou a seguinte informação à respeito de como os homens lidam com a própria saúde:

"8 em cada 10 homens reconhecem que cuidam pouco da própria saúde e gostariam de mudar essa relação."

A alta porcentagem nos intrigou e, ao produzir as pesquisas de "O Silêncio dos Homens", fizemos questão não apenas de buscar novos dados sobre saúde mas também de entrevistarmos Eduardo Chakora, psicólogo clínico que foi, por mais de quatro anos, Coordenador da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde dos Homens.

Existe uma crença muito grande de que os homens não têm interesse de cuidar da própria saúde. Durante sua entrevista para o documentário, Chakora diz que na prática, percebeu o contrário. Os homens têm interesse em cuidar da própria saúde, mas muitas vezes não sabem como ou por onde começar:

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“Eles não tavam sabendo como cuidar e onde cuidar”.

Além dos níveis baixos de educação sobre saúde, Chakora ressalta a importância de que os serviços de saúde (especialmente os públicos) se organizem para oferecer serviços de qualidade voltados para os homens.

Na pílula abaixo, ele explica porque criar estratégias de acolhimentos para esses homens é fundamental:

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“Os profissionais não conseguem ver uma oportunidade de atender esses homens. Eles acham que muitas vezes os homens vão para acompanhar as suas mulheres, acompanhar os seus filhos e na verdade quando o homem chega no serviço de saúde, é uma oportunidade dele ser atendido, de ser recebido”. 

O efeito de que um simples ato como pintar a parede de outra cor (que não seja rosa) já causa impacto favorável nos homens diz sobre as masculinidades que temos construído. Mas também apontam que é possível, num primeiro momento, fazer alguns simples ajustes em nome de um objetivo muito mais importante, que é alcançar e cuidar dessas pessoas que normalmente não entendem que aquele espaço também é para eles.

“Nossa, esse lugar é feito para mim, nesse lugar eu me sinto bem, nesse lugar as pessoas estão interessadas em mim, as pessoas querem cuidar de mim. É um lugar bom, eu me sinto bem, eu não quero chegar aqui e ir embora. Então isso vai mudando todo o imaginário desse homem em relação ao serviço e possibilitando que ele possa criar uma adesão aos serviços e cuidar da sua própria saúde.”

Em O Silêncio dos Homens, nossa pesquisa mais recente (2019), os nossos principais achados sobre saúde foram os seguintes:

  • Apenas 4 em cada 10 considera ter tido exemplos práticos e boas conversas, durante a infância e adolescência, sobre como cuidar da saúde adequadamente;

Ao serem perguntados sobre suas relações com a própria saúde, os homens avaliam que:

  • 15% têm excelente relação com a própria saúde
  • 40% têm boa relação com a própria saúde
  • 45%  têm relação razoável, ruim ou péssima com a própria saúde

E você, leitor. Tem o hábito de se cuidar, fazer checkups, ir ao médico? Como classificaria a sua própria relação com a saúde?

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publicado em 12 de Novembro de 2019, 00:05
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Ismael dos Anjos

Ismael dos Anjos é mineiro, jornalista e fotógrafo. Acredita que uma boa história, não importa o formato escolhido, tem o poder de fomentar diálogos, humanizar, provocar empatia, educar, inspirar e fazer das pessoas protagonistas de suas próprias narrativas. Siga-o no Instagram.


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