Mergulho no céu: 2 leitores PdH ensinam como não se arriscar ficando em casa

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No texto "4 esportes profundamente radicais para você praticar dentro de casa", fizemos um concurso para decidir quem levaríamos para um passeio bem mais tranquilo do que conviver com os avós em uma república. Agora, o relato do que rolou no último fim de semana.

O desafio: saltar de paraquedas. Certeza há muito concretizada na minha cabeça, só faltava agir. Para essa aventura, a equipe começa com o mineiro Arthur Silva Mendonça, leitor PdH, seu convidado Matheus Mello, Rodrigo Cambiaghi (gerente de projetos do PdH), minha namorada Lillian Gomes e eu.

Antes do relato, o vídeo:

Link YouTube (versão HD)

O encontro dos corajosos se deu na manhã de sábado no QG do PdH, mas para os mineiros (que se conheceram na Alemanha durante um intercâmbio) a corrida começou na noite anterior. Arthur só foi informado de que era o vencedor da promoção na sexta à tarde. Imediatamente convidou o amigo para essa viagem. Matheus saiu de Juiz de Fora, enfrentou 5 horas de ônibus até BH e de lá voaram juntos para Sampa, onde foram recebidos pelo anfitrião Cambiaghi.

Partimos para Boituva, a 130 km da capital, pela rodovia Castelo Branco. A viagem se deu como uma fuga do clima cinzento e chuvoso de São Paulo. Chegamos com Sol a pico e céu claro, condições perfeitas para saltar de paraquedas. Devidamente instalados num hotel da da capital nacional do paraquedismo, rumamos direto para o local do salto.

Humanos ficam felizes com uniformes especiais

A empresa SkyCompany foi perfeita. Deixando claro que realmente o paraquedismo é esporte de louco, os instrutores vieram exaltados – entre eles estava Jajá, instrutor de paraquedismo do BOPE.

Momento sério do salto: o termo de responsabilidade. Ou de irresponsabilidade, eu diria. Entre as cláusulas previstas no termo, isentávamos a empresa de qualquer responsabilidade por acidente ou morte, admitíamos o risco de morte inerente ao que estávamos fazendo e afirmávamos que não teríamos problemas de coração. É algo parecido com começar um namoro... Detalhe: o pagamento era obviamente antecipado.

Murros de ar

Trajados e treinados, após meros 5 minutos de explicação, subimos num aviãozinho tipo teco-teco, em que a porta precisou de ferramentas para se fechar completamente.

O salto seria a 4 mil mts de altura. Depois de longa subida, já em meio às nuvens e totalmente nervoso, perguntei ao instrutor qual nossa altitude: "600 metros". Os mineiros estavam até que bem calmos, a Lillian já não era marinheira de primeira viagem e o Rodrigo... bom, alguém tinha que rezar, né?

Altitude certa, porta aberta, hora de se jogar. É o ápice do medo. Tanta adrenalina faz você esquecer que um paraquedas vai salvar sua vida. A sensação é de um pulo para o suicídio, um mergulho no nada. Mas como o instrutor vai acoplado (ou encoxado) em você, não tem como desistir. Já disse, é igual começar um namoro.

A queda livre atinge 200 km/h. Suas bochechas parecem tomar murros a cada milésimo de segundo. Foi a sensação mais libertadora da minha vida.

Vendo tudo em miniatura lá embaixo, não se pensa em medo, em perigo, em nada. É outra dimensão, uma pausa no tempo, só interrompida por um súbito puxão para cima como se fôssemos marionetes. É o paraquedas que se abre, nos estabiliza e nos devolve a noção de tempo e de espaço. O restante da decida é um misto de satisfação e contemplação do que o homem é capaz de fazer interagindo com as forças da natureza.

O reencontro da equipe já em terra firme se assemelha ao encontro dos vencedores de uma batalha. É hora de partilharmos individualmente essa experiência. Rumamos a um bar local.

Fim de tarde de um sábado inesquecível na vida de todos ali. Mas a vida continua e o Barça massacrando o Manchester na TV do bar. Arthur e Matheus em êxtase, todos bebendo, rindo e o Cambiaghi... dormindo, como quem psicografa a próxima aventura em plena mesa de bar. Cena no mínimo inusitada.

A noite foi de balada numa boate famosa da região, o Anzu Club, em Itú. No domingo de ressaca etílica e emocional, fechamos com uma corrida de kart, em Sorocaba. Novamente os 5 devidamente a postos. Aí já pilotávamos em terra de mineiros, por que eles mandavam bem demais no kart e dominaram a corrida toda, fazendo o primeiro e segundo melhor tempo da pista. O Cambiaghi deu uma de Rubinho e abandonou a prova no meio. A Lillian fez jus a fama das mulheres e terminou em último lugar. E eu cumpri tabela fazendo uma corrida de recuperação, saindo em quinto e chegando em terceiro.

Voltamos para Sampa acabados de cansado e renovados de experiência. Um belo final de semana à moda PdH!

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publicado em 02 de Junho de 2011, 13:11
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Filipe Stocker

Advogado gaúcho de Pelotas formado em Ponta Grossa/Paraná (ele jura que não foi de propósito), apaixonado declarado por São Paulo, embora não canse de dizer que um dia vai voltar pra terrinha, arrumar esposa e casar.


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